UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA 

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A SOCIOLOGIA (DA SAÚDE) NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM  (1)  (3)  Heloísa de Andrade Lins  ; Antonio Giovanni Boaes Gonçalves  Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes/Departamento de Ciências Sociais/MONITORIA 

RESUMO  A  interdisciplinaridade  é  a  mais  inovadora  forma  de  melhoria  no  ensino,  em  especial,  o  superior. Desta maneira a sociologia, como ciência da sociedade, penetra nas demais áreas do  conhecimento  científico  e  tenta  dar  a  sua  contribuição  pela  ótica  do  social  na  formação  dos  novos profissionais. Na enfermagem, ela entra como sociologia da saúde, tentando quebrar a  visão  tecnicista  do  processo  saúde­doença.  Nesta  perspectiva  atuamos  através  da  vivência  como  monitora  da  disciplina  Sociologia  da  Saúde  oferecida  pelo  Departamento  de  Ciências  Sociais  ao  Curso  de  Enfermagem,  ambos  na  UFPB, no  ano  letivo  de  2006.  A  experiência  de  estar acompanhando as atividades  didático­acadêmicas em  sala de aula suscitaram questões  que  nos  levam  a  pensar  sobre  a  importância  da  sociologia  para  o  referido  curso.  O  objetivo  deste  trabalho  é  refletir  sobre  a  importância  da  sociologia  da  saúde  apara  o  curso  de  enfermagem.  Utilizamos  métodos  qualitativos,  com  entrevistas  realizadas  com  professores  de  enfermagem  e  professores  de  sociologia  da  saúde,  além  de  questionários  direcionados  aos  alunos  de enfermagem. Analisamos  a visão  dos  professores e alunos a partir da  utilização de  técnicas  do  Discurso  do  Sujeito  Coletivo,  utilizando  como  figuras  metodológicas  as  Expressões­chave,  as  Idéias  Centrais  e  a  Ancoragem.  Vimos  que  a  sua  importância  está  depositada  em  formar  enfermeiros,  assim  como  os  demais  profissionais  de  saúde,  com  uma  visão  mais  aberta  sobre  o  processo  saúde­doença,  diferente  do  modelo  tecnicista  biomédico  atuante, vendo que o seu trabalho não se limita apenas ao “curar”, envolve ainda a prevenção  e  promoção  da saúde,  o que vai colocar em xeque o  conceito  restrito de saúde predominante  nos  atuais modelos de educação  médica. A doença  é apresentada pela sociologia como algo  multicausal,  profundamente  marcada  pelas  influências  dos  contextos  social,  econômico,  ambiental  e  político,  e  que  o  usuário  é  uma  pessoa  e  não  é  dividida  em  vários  “pedaços”.  Apesar  de  constatarmos  uma  certa  hostilidade  no  início  das  aulas  da  disciplina,  os  alunos  no  decorrer  do  período  passam  a  compreender  a  sua  importância  e  dar  valor  por  meio  das  discussões em sala de aula. 

Palavras­chave: Sociologia da Saúde; Educação Médica; Enfermagem  INTRODUÇÃO  Este  trabalho  relata  a  experiência  do  exercício  na  monitora  em  Sociologia  da  Saúde,  disciplina oferecida pelo Departamento de Ciências Sociais ao curso de Enfermagem, na UFPB  no  ano  letivo  de  2006.  Integrando  o  projeto  de  monitoria,  desenvolvemos  uma  pesquisa  cujo  objetivo principal é refletir sobre a importância desta disciplina para a formação profissional dos  futuros enfermeiros. As informações que apresentaremos neste relatório, referem­se, portanto,  a esta pesquisa.  As ciências naturais, depois de passarem por um longo período tentando mostrar a sua  autenticidade  e  utilidade, finalmente  chegam  ao  século  XVIII  ganhando  o status  de  científica,  constituindo­se em locus da verdade legítima, passando a dominar o poder que antes pertencia  a Igreja. No século seguinte, da própria necessidade do homem em estudar as transformações  que estavam ocorrendo em suas vidas, começam a surgir às ciências humanas e dentro destas  a  Sociologia,  que  no  final  do  século  XIX,  das  mãos  de  Auguste  Comte,  pai  do  positivismo,  recebe  sua  “certidão  de  nascimento”.  Comte  tenta  aplicar  os  princípios  teóricos  e  metodológicos de investigação das ciências naturais às recém criadas ciências humanas, para  assim  chegar,  pela  mesma  objetividade,  ao  controle  sobre  os  fenômenos  estudados.  A  razão  humana  era  a  base  para  se  conhecer  a  realidade,  livre  de  preconceitos  religiosos  e  supersticiosos.  É  com  este  ideal  que  surge  a  Sociologia,  tendo  inclusive  sido  chamada  por  Comte, de “a Rainha das Ciências”. Depois de Comte surgiram vários outros pensadores com  idéias e correntes teóricas diferentes para analisar  a  sociedade, tal  como  Durkheim, Weber e  Karl Marx considerados os principais pensadores clássicos da mesma.  Mas  se  a  Sociologia  surge  fazendo  parte  de  um  conhecimento  geral,  isso  será  modificado  rapidamente,  pois  aos  poucos  vamos  perceber  que  pelo  mesmo  ideal  de 

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________  (1) 

Monit or(a) Bolsista(a); 

(2) 

Monitor(a) Volunt ário(a)  Pr of(a) Ori entador(a)/Coordenador(a).

(3) 

  as  especializações  da  sociologia  não  sejam  tão  radicais  como  as  que  verificamos  nas  ciências  médicas. que podemos perceber as deficiências  do modelo biomédico de explicação da doença.  Com  a  Sociologia  também  não  é  diferente.  as  ciências  médicas  não  atribuirão  muita  importância  às  ciências  humanas.  Mais  do  que  isso.UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA  cientificismo  que  a  criou. são elas as verdadeiras ciências.  Com  efeito. as ciências da  saúde  que  já  são  vistas  como  uma  especialidade  das  ciências  naturais  subdividem­se  ainda  mais ao dividirem o corpo humano em muitas partes.  pois  a  mesma  poderá  ampliar  o  entendimento  sobre  o  processo  saúde­doença.  Hoje. Por exemplo. por outro lado.  Mas  é  muito  importante  destacar  que  já  há  algum tempo. que era um jeito de  fazer  medicina  que  procurava  compreender  os  fatores  sociais.  E  nesse  processo  as  ciências naturais vão ganhando maior reconhecimento.  passando  a  ser  importante  para  a  educação  médica.  Daí  decorre  um  modelo de educação médica centrado nas disciplinas naturais.  o  nível  de  importância  que  aquela  pode  receber  em  tal  espaço.  capazes  de  objetivamente  explicar  a  natureza  sem  correr  o  risco  dos  vieses  que  a  subjetividade humana pode gerar. foram se criando mais e mais especialidades.  Vai­se  construindo  uma  tradição  que  reproduz  essa  forma  de  pensar  e  de  viver  as  profissões  da  saúde. por exemplo.  Novas  descobertas  da  física  quântica  têm  desmistificado  a  “dureza”  das  ciências  naturais. as diversas áreas do conhecimento passam a  se bastar a  si mesmas.  ela  tem  se  especializado  em  muitas  áreas. um paradigma unicausal de explicação da doença. . mas não a vivem dando­lhe a mesma importância que é dada às demais disciplinas  da área médica.  As ditas  ciências humanas.  embora. parece confirmar esta nossa hipótese: os alunos até acham interessante a  disciplina.  Cada  vez  mais  o  mundo  vai  sendo  recortado  pela  razão  cientificista. e até mesmo  dentro  dos limites  de cada uma delas.  como  eles  têm  se  aproximado.  ainda  num  terreno  profundamente  marcado  pela  especialização  e  hierarquização  científicas. durante o surgimento da medicina social. fortemente arraigado  na educação médica. como  pré­paradigmáticas (KUHN.  atitudes  consideradas  desnecessárias.  destacando  o  caráter  do  processo  social  do  mesmo  e  contribuir  na  formação  dos  profissionais  de  saúde.  um  lugar  bastante  periférico. atribuindo às disciplinas como a  sociologia. 2000).  as  diversas  ciências  vão  se  afastando  pela  via  da  especialização.  Grosso  modo. pois já não dá conta de explicar bem o  que acontece com a saúde das pessoas. ou seja.  Esta  relação  tem  suas origens ainda no século XIX.  Podemos perceber que para cada área da realidade surge uma ciência especifica que  vai se especializando e  se distanciando das demais ciências. novos caminhos vêm surgindo.  a  grande  especialização  do  conhecimento  vem  sendo  estudada  e  tem  recebido  muitas  críticas. pois.  nas  ciências  médicas.  No Brasil é nos anos 1970 que o tema saúde entra no campo dos estudos sociológicos.  Desta  forma. e as humanas.  Para  o  nosso  propósito  aqui  anunciado. sendo que cada especialidade médica se  ocupará  exclusivamente  de  um  ínfima  parte  desse  objeto  que  é  o  corpo. Mas ela nem mesmo teve tempo para amadurecer.  econômicos  e  ambientais  no  desencadeamento das doenças.  Dessa  crítica  ao  pensamento científico tradicional. por exemplo.  mostra­se  também  uma  necessidade  urgente  de  envolver.  Isso  nos  leva  a  verificar. não se pode mais pensar em ciência sem falar em ética.  é  pertinente  perceber  a  relação  entre  sociologia  e  o  objeto  das  ciências  médicas.  A  chamada  razão  pós­  moderna  tem  mostrado  quanto  é frágil  à  linha  que  separa  as  ciências. Isoladas em suas certezas.  adotou­se  um  modelo  de  medicina  que  interpretava a doença como resultado de infestação ou infecção por um agente etiopatogênico. O  diálogo  entre  as  diversas  ciências  passa  a  ser  visto  como  necessário  para  se  responder  as  questões  que  a  realidade  têm  nos  colocado.  no  fazer  científico.  Esse  ideal  da  medicina  social  irá  florescer  novamente  na  segunda  metade  do  século  XX quando o modelo biomédico passa ser questionado. O mais importante tem sido o  da interdisciplinaridade. pois com  a  descoberta  dos  micróbios  por  Louis  de  Pasteur.  O  que  percebemos  durante  as  aulas  de  sociologia da saúde. não conseguem  se  livrar  desse  “inconveniente”  da  subjetividade  que  é  inerente  ao  próprio  objeto  do  qual  se  ocupam.  o  que  levará  a  um  reducionismo  prejudicial  ao  próprio  conhecimento  da  realidade. É por meio dele.  veremos  se  desenvolver  uma  hierarquia  e  um  isolamento  entre  as  ciências: as ciências naturais e exatas sendo vistas como paradigmáticas.  este  reducionismo  será  evidenciado  pela  utilização  de  um  conceito  de  saúde bastante restrito no qual verificamos um tipo de explicação preso a fatores biológicos e  físicos.  porém  nem  sempre  ela  foi  bem  aceita nos cursos de saúde.

  Além disso. Ainda deverá compreender a política de saúde no contexto das  políticas  sociais.  reconhecendo  a  estrutura  e  as  formas  de  organização  social.  O  grande  mérito.  este  modelo. também “estabelecer novas relações  com  o  contexto  social.  Nessas  brechas. como está na Resolução CNE/CES  Nº3  /2001  no  artigo  5°. dos outros  e da  realidade.  seus mecanismos de  poder  e  de  exclusão.  cujo  causador é um agente especifico.  alimentação. como consta nos manuais de  sociologia.  dentre  outros  que  denotam  problemas  sociais  pela  falta  de  políticas  públicas.  conquistar  espaço:  as  medicinas  alternativas  de  inspiração  oriental;  o  reavivamento  da  medicina popular.  conteúdos analisados pela sociologia.  então. tenha se mostrado como terreno mais propício para a crítica.  tipo  de  moradia.  etc. 2005).  à  análise  e  à  compreensão  da  saúde­doença  que  também  devem  ser  vistas  como  construção social. só  o estudo empírico pode dizer. em suas expressões e fases evolutivas”. unicausal; o “paciente” é visto como um ser passivo.  como  por  exemplo.  onde  não  apenas  o  corpo  mais  também  outros  fatores  externos  contribuem  para  a  saúde  do  indivíduo.  Porém. Também se deve salientar que o SUS (Sistema Único de Saúde) ao implantar  um modelo de saúde coletiva. Assim. Mas até onde vai esta importância na realidade dos futuros enfermeiros.  embora. compartilhando de  suas regras.  a  disciplina  sociologia  da  saúde  de  caráter  obrigatório.  por  exemplo.  e  conteúdos da área das ciências humanas e sociais. Assim.UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA  Como  já  dissemos.  emprego.  saneamento  básico.  Pelo  menos  em  termos  de  princípios.  no  qual  o  corpo  humano  é  visto  como  uma  máquina  formada  por  peças  que  se  pode  analisar  e  interferir  através  do  saber  e  técnicas  racionais.  a  educação  médica  adotou  um  modelo  para  a  formação  dos  médicos e demais profissionais de saúde baseado na ótica das especializações; dos métodos  tecnicistas;  do  modelo  biomédico  de  saúde.  surge  à  necessidade  de  se  repensar  velhas  certezas.  há  alguns  anos.  onde o “paciente” não deve  ser visto como uma máquina e sim como um  ser pensante e que  pode agir de forma a promover sua cura.  que  estamos  vivendo  uma  mudança  de  paradigma.  atualmente. entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e  curativos.  reconhecendo  os  perfis  epidemiológicos  das  populações”  e  “reconhecer  a  saúde como direito e condições dignas  de  vida e atuar de forma a garantir a integralidade da  assistência.  Trata  de  fornecer  às  pessoas  conhecimentos  que  mostram como a sociedade funciona em sua totalidade ou em suas partes constituintes. estas exigências podem não ter  um correspondente na prática concreta do currículo de enfermagem.  como  as  psicossomáticas  e  neoplasias. pois enquanto princípio teórico. em relação à medicina. exigidos para cada caso todos os níveis de complexidade do  sistema”. O norte principal do SUS é a prevenção e promoção  da  saúde.  promoção.  no  currículo  do  Curso  de  Enfermagem  da  UFPB.  A  formação  dos  enfermeiros  também  segue  esta  tendência.  A  interdisciplinaridade  tornou­se  uma  preocupação  nas  políticas  de  educação  no  nosso  país.  vem  sendo  contestado  por  não  conseguir  atuar  satisfatoriamente  sobre  as  chamadas  doenças  da  civilização. pois  todas  são membros  de uma  sociedade.  suas  transformações e expressões. o que  dá às pessoas senso crítico de si mesma. tanto da mente. a importância da  sociologia  na  formação  dos  enfermeiros  pode  ser  entendida  em  um  aspecto  específico  (correspondente  ao  saber  veiculado  pela  sociologia  da  saúde)  e  em  um  aspecto  mais  amplo  relacionado à teoria sociológica geral.  Como  acontece  em  toda  época  de  transição.  Podemos  dizer. As Diretrizes  Curriculares Nacionais dos cursos de enfermagem vêm acrescentando  conteúdos  baseados em  outros  conhecimentos  médicos  como. individuais e coletivos.  Desta forma. como das condições sociais e  ambientais  que  o  envolvem.  talvez  seja  o  de fazê­lo  perceber  a  saúde  numa  visão ampliada. e o discurso da medicina social e da epidemiologia que colocam em pauta o  caráter multifacetado e processual das doenças (GIDDENS. exige dos profissionais uma formação centrada na humanização.  Pressupõe­se  que  a  sociologia  é  uma  disciplina  importante  para  a  formação  do(a)  enfermeiro(a)  que  poderá  valer­se  de  seus  conhecimentos  na  sua  prática  profissional. os conhecimentos sociológicos emergem como necessários e complementares ao  estudo.  Existe.  estas  Diretrizes  estabelecem  uma  função  importante  para  a  imaginação  sociológica  no  processo  de  formação  dos  novos  enfermeiros.  o  profissional  deverá  “atuar  compreendendo  a  natureza  humana  em  suas dimensões.  a  doença  é  vista  como  um  mau  funcionamento  dos  mecanismos  biológicos. com um  “corpo doente” que é tratado de forma separada.  aos  poucos. sua importância enquanto  saber  incide sobre vários aspectos da vida humana que são importantes para todas as pessoas.  outras  formas  de  encarar  as  doenças  conseguem. .  a  homeopatia.

  O discurso dos professores de enfermagem entrevistados tende a reproduzir o discurso  subjacente  ao  SUS  e  à  interdisciplinaridade. os alunos apresentam idéias que jogam com a importância da sociologia na  sua formação.  por  exemplo. não houve uma preocupação com uma grande  quantidade de entrevistados e sim com a significatividade do material coletado.  através  das  Expressões­chave  (ECH).  promoção.  eqüidade.  portanto.  a  implantação  do  Programa  Saúde  da  Família.  Neste  caso  a  Sociologia  pode  ajudá­los  a  refletirem  sobre  todas  essas transformações que estão ocorrendo em sua profissão. a universidade não  quer  formar apenas profissionais específicos em suas áreas mais também cidadãos com uma visão  mais  geral  do  todo. o discurso dos professores de sociologia da  saúde manifesta pontos de encontro com o discurso dos primeiros.  permitindo  uma  melhor  apreensão  ao  descrever  o  sentido  dos  discursos  presentes  na  pesquisa  de  representação  social.  e  que  pede  profissionais  com  outra  visão  que  não  seja apenas a tecnicista..  mesmo  contra  os  médicos.  através  de  entrevistas  semi­diretivas.  Por último.  Podemos  ver  que.  tem  se  respaldado  em  muitos  discursos  e  práticas  que  foram  geradas  pela  implantação  do  Sistema  Único  de  Saúde.  ele  está  conquistando  espaço.  Pode­se  destacar  também  que  o  espaço  que  o  enfermeiro  está  conquistando  na  sociedade.  A  proposta  dessa  política  pública  de  saúde  articulou  discursos  que  difundem  o  chamado  “conceito  ampliado  de  saúde”.  das  Idéias  Centrais  (IC)  e  da  Ancoragem  (AC). primeiramente. Por ser uma pesquisa qualitativa. Segundo Lefèvre e  Lefèvre (2005).  pois  antes  era  visto  apenas  como  submisso  ao  médico. mas a ele acrescenta algo  da teoria sociológica geral.  onde  só  recebia  ordens.  Alegam  como  motivos  para  acharem­na .  este  último.  pois  mesmo  agindo  como  enfermeiro  deve  ter  certos  conhecimentos  daquele  usuário  que  esteja  atendendo  porque  até  em  certos  casos  a  maneira  de  abordar  é  diferente. também se leva em consideração a dúvida  metódica:  não  seria  o  discurso  do  SUS  influenciado  pelas  vozes  sociológicas  que  se  levantaram durante o processo de sua criação e implementação?  Outra  direção  mostra  a  própria  mudança  que  está  ocorrendo  nas  universidades  em  relação ao ensino como influenciadora.  são  as  linhas  gerais  que  a  análise  está tomando.  etc. que hoje  a importância da Sociologia para a enfermagem. Mas aqui.  no  Programa  de  Saúde  da  Família.  pois  ainda  falta  recolher  e  sistematizar  alguns  dados;  o  que  apresentamos. Somem­se a isso as pesquisas bibliográficas de revisão de literatura.  as  IC  são  descrições  do  sentido  dos  depoimentos  e  a  AC  é  a  manifestação  lingüística  de  uma  dada  teoria.  respalda­se  em  princípios  de  prevenção.  destacam­na  como  inferior.  bastante  influenciado  pelas  últimas  recomendações do MEC e da UFPB; por sua vez.  humanização. mas que consiga ver que existem vários outros fatores que afetam o  estado de morbidez do usuário do SUS.  é  ele  quem  coordena.  por  exemplo.  Destaca­se. procurando­se  resguardar as restrições que sofrem tais pesquisas.  hoje  esta  ficando  cada  vez  mais  diferente. ou seja. Alguns consideram­na tão importante quanto às outras disciplinas do currículo;  outros.  gravadas  e  transcritas  com  professores  (de  Enfermagem  e  de  Sociologia da Saúde) e questionários abertos com os alunos de enfermagem que já cursaram a  referida disciplina.  Agora se  privilegia o ensino que possa dar uma  visão  ampliada aos novos profissionais que a  universidade  forma. Para a  análise  dos  dados  temos  utilizado  as  técnicas  do  Discurso  do  Sujeito  Coletivo.  entretanto.  já  pode  interpretar  um  laudo  médico.UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA  METODOLOGIA  No  desenvolvimento  da  pesquisa  tem­se  utilizado  métodos  qualitativos. as ECH  são trechos ou transcrições  literais  do  discurso  do  entrevistado  que  revelam  a  essência  do  depoimento.  RESULTADOS  Não  apresentaremos  propriamente  os  resultados.

com. Sociologia da doença e da medicina.  Educação  médica  diante  das  necessidades  sociais  em  saúde. doença e envelhecimento.gov. In _____. Philippe.  2ª  edição. F. Zahar.  4  ed. Sociedade: Uma Introdução à Sociologia.  Resolução  CNE/CSE  N°  03  de  2001. Disponível em  <  http://www.  BRASIL. 2001. Introdução à Sociologia. 4ª ed.  aspectos  didáticos  metodológicos  que  envolvem  a  atuação  do  professor. São Paulo: Cultrix.  Disponível  em  <http://portal.  a  pouca  aplicabilidade  dos  conhecimentos teóricos na realidade do profissional. Brasília.  Ministério  da  Saúde. São Paulo: Ed.br/ghc/Noticias/Not071105_01.  Rogério. Uma importância que já é percebida pelos  profissionais  e  futuros  profissionais  da  área.  fatores  que  estão  relacionados  às  condições  de  sua  ocorrência.  além  de  aspectos  ligados  à  essência  da  disciplina. maio/ago. A. Lisboa: Gulbekian. Sociologia do corpo: saúde. 1996. Sociologia. Na área médica. 29.  Revista Brasileira  de Educação Médica.  Cristina. p 128­149. Ely.  Este  por  sua  vez. Este objeto  nos  tem  levado  a  uma  reflexão  sobre  a  forma  como  o  conhecimento  científico  tem  se  organizado  na  modernidade.  AMORETTI.pdf#search=%22a%20educa%C3%A7%C3  %A3o%20m%C3%A9dica%22>  BOTTOMORE.  CAPRA.  Aqui se discute a importância da sociologia na formação de enfermeiros. .  e  é  essa  abertura  que  convoca a sociologia para mostrar sua importância.  a  falta  de  aulas  práticas.  Resolução  196.  Conselho  Nacional  de  Saúde. entre outros.  mas  que  ainda  não  é  integralmente  sentida  e  vivida.ghc. Cultrix.  CONCLUSÃO  Nada  há  de  conclusivo  neste  relatório.  Só  recentemente  tem­se  se  esboçado  uma  crítica  a  esse jeito de ver e viver as competências.br/cne/arquivos/pdf/CES03.  cujas  marcas  principais  são  a  especialização  e  hierarquização  entre  as  diversas  áreas.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  ADAM.  Sociologia:  Introdução  à  Ciência  da  Sociedade.  COSTA.  Como  conseqüência.  permitiu­nos  apenas  apresentar  linhas  gerais  ou  direções  de  análise  do  material  coletado.  Thomas  S.  ou  seja.1975. 2005. Thomas Burton.  CHINOY.  São  Paulo:  Moderna. O ponto de mutação .UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA  importante  ou  não. 12ª ed.  BRASIL.  Conselho  Nacional  de  Saúde. Claudine. 1975. EDUSC. Bauru – SP:  Ed. v.  5  ed.mec. Rio de Janeiro. & HERZLICH.  de  10  de  outubro de 1996 – Diretrizes e Normas envolvendo seres humanos.  Foi  possível  apenas  apresentar  uma  reflexão  teórica  que  dá  suporte  a  um  estudo  empírico.pdf>.  GIDDENS.  2000.  vive­se  um  reducionismo.  devido  à  fase  em  que  se  encontra. vemos surgir aberturas no modelo  biomédico  de  medicina  que  é  predominante  da  educação  médica.  São  Paulo:  Perspectiva. 1997.  KUHN. 2004.  estabelece­se  uma  ruptura  entre  as  diversas  competências.  A  estrutura  das  revoluções  científicas. 2001. Rio de janeiro: Ed.

  O  discurso  do  sujeito  coletivo:  Um novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos). Sobre a Sociologia da Saúde.  Recife. 1999. Everardo Duarte. C. Caxias do Sul ­  RS :  EDUCS.  Ana  Maria  Cavalcanti.br/pdf/rbsmi/v4n1/19977.  NUNES. de S.  Emília  Pessoa.  MINAYO. São Paulo:  Hucitec. Hucitek.  4(1):  9­13.  Revista  Brasileira  de  Saúde  Materno  Infantil.UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA  LEFÈVRE.pdf#search=%22a%20educa%C3%A7%C3%A3o%2  0m%C3%A9dica%22> .  &  LEVÈVRE.  PEREZ./  mar.  Disponível  em  <  http://www.  A  propósito  da  educação  médica.scielo. São Paulo: Ed. M.  jan.  2004.  Fernando. 2004. 2ª ed. 2005. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde.