A GRANDE DEPRESSÃO E O PENSAMENTO KEYNESIANO

Autor: Lucas Lautert Dezordi Matéria: Macroeconomia. FAE Business School

Introdução
Durante as duas guerras mundiais o mundo capitalista viveu dois períodos importantes para o amadurecimento das economias de mercado. Inicialmente, a década de 1920, como veremos, foi marcada por um progresso econômico norte-americano, dificuldades na Europa e grandes mudanças econômicas e posteriormente, na década de 1930 o mundo viveu um período de crescimento do desemprego e uma recessão econômica preocupante. Este capítulo pretende apresentar e discutir esses dois períodos com um foco final na economia keynesiana, contra a Grande Depressão. Divide-se o capítulo em três seções. A primeira busca discorrer sobre a economia americana e européia durante a década de 1920. Em seguida, são apresentados os elementos que levaram a economia viver a Grande Depressão. E, por último, o pensamento do economista britânico John Maynard Keynes é apresentado, focando na necessidade de se combater as elevadas taxas de desemprego.

A Economia na Década de 1920
A economia na Primeira Guerra Mundial foi amplamente controlada pelo Estado, com o foco nas necessidades bélicas e estratégicas dos países. A organização produtiva era organizada severamente pelos governos e a liberdade econômica foi substituída pela intervenção estatal. Na década de 1920, observou-se o renascimento do liberalismo econômico com o crescimento dos mercados, da iniciativa privada, do mercado acionário e na diminuição do Estado na ordem econômica. Muitos governos reduziram significativamente os gastos públicos. Nos EUA observou-se uma redução do déficit público, com aumento da arrecadação fiscal e redução dos gastos. Rezende (2005) destaca o grande progresso norte-americano com a expansão da economia de mercado, como uma Década de Ouro. O consumo de bens duráveis foi importante para moldar o estilo de vida dos EUA e na década de 1920, a Ford e a General Motors fabricavam mais de 1 milhão de automóveis por ano e um em cada seis americanos tinha um automóvel e consumiam geladeiras, fogões, rádios devido à grande oferta de crédito. O crescimento interno acompanhado pela sua posição hegemônica mundial (1926-29), fez com que este país fosse responsável por 42,2% da produção industrial mundial. Era o primeiro produtor mundial de: carvão, eletricidade, petróleo, aço e ferro fundido, fibras têxteis, entre outros. Contudo, devido à elevada taxa de lucro e os baixos salários a economia norte-americana apresentava uma elevada concentração de renda (5% da população recebia 1/3 da renda), elevada taxa de desemprego de 12% (aumento da produtividade), crise agrícola (baixos preços). Em contra partida, a economia européia passava por grandes mudanças e um período de recuperação, principalmente a Alemanha derrotada na Primeira Guerra Mundial na Conferência de Paz de 1919, em Versalhes na França, os países vencedores estipularam os seguintes pontos:

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Pagamento das reparações de guerra da Alemanha para os países vencedores, em torno de 269 bilhões de marcos; Dominação do exército alemão, bem como o desmantelamento dos equipamentos bélicos; Entrega de regiões mineradoras do Sarre para a França; Perda dos territórios do Togo, Camarões, Tanzânia, Namíbia, Ruanda-Burundi, entre outros; e Anexação da Alsácia-Lorena pela França e das regiões da Posen e Prússia Ocidental pela Polônia. As condições impostas pelos países vencedores à Alemanha eram extremamente rígidas e buscavam aniquilar o poderio econômico e militar dos germânicos. Essas atitudes ao longo do tempo foram fatores relevantes para o revanchismo alemão na Segunda Guerra Mundial. O economista britânico John Maynard Keynes, então com vinte e seis anos, representou o governo britânico na Conferência da Paz. Deixando a conferência extremamente desapontada com os líderes franceses e americanos e neste mesmo ano lança um livro intitulado “As conseqüências Econômicas da Paz”. Keynes (2002) critica em seu livro o excesso de exigências feitas à Alemanha e a incapacidade de saldar um montante tão significativo da dívida de guerra.. Galbraith (1989, p. 207) descreve o pensamento de Keynes em seu livro: “A Alemanha, argumentou ele (Keynes), não poderia concebivelmente pagar as quantias previstas com suas receitas de exportação; o esforço a ser empreendido para tal e a perturbação comercial e financeira decorrente iriam penalizar não só o inimigo derrotado, mas também todo o resto da Europa.” Comentou, utilizando essa linha de raciocínio, na possibilidade da existência de uma nova guerra na Europa, em virtude do revanchismo alemão Realmente a economia germânica na década de 1920 sofreu com o pós-guerra, principalmente com o baixo crescimento do PIB e a depreciação do marco alemão gerando uma hiperinflação. Em 1920, a inflação foi de 172%, sendo que em outubro de 1923, isto é, em apenas um mês a inflação foi de 29.607% e em novembro 10.121%. Em agosto de 1924 a Alemanha assina um tratado de recuperação financeira e econômica, o Plano Dawes que buscava combater o processo inflacionário, rever os valores de reparação da guerra e controlar o déficit público. Em conjunto com uma política de restrição de crédito do governo alemão, a recuperação do marco foi desacelerando o processo inflacionário e em 1931 os pagamentos foram suspensos. Mesmo com a relativa melhora, no final da década de 1920, o baixo crescimento, elevados índices de desemprego, inflação e a dívida da guerra possibilitaram o fortalecimento de partidos políticos de extrema direita e extrema esquerda, ou seja, o Partido Nacional Socialista e o Partido Comunista, respectivamente.

A Grande Depressão da Década de 1930
Decorrente da prosperidade econômica norte-americana, na década de 1920, a Bolsa de Valores de Nova York no início de setembro de 1929 registra um valor recorde de 200,9 pontos. Considerando o período de 1920 a 1929 as principais ações tiveram uma valorização média de 196%, como destacado pelo gráfico 1. O mercado acionário vivia momentos de grande otimismo e muitos investidores criavam verdadeira fortunas na compra e venda dos papéis das principais empresas norte-americanas.

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Contudo, em 24 de outubro deste ano o pregão da Bolsa de Nova York foi marcado por um pessimismo generalizado alastrando para uma situação de pânico e venda expressiva dos papéis. A “Quinta Feira Negra”, como ficou conhecida jogou para baixo os preços das ações com medo de uma recessão generalizada na economia. O gráfico 1 destaca que de 1929 a 1930 a bolsa caiu em média 21,3% e em quatro anos (1929 – 1933) reduziu em mais de 66%. Destaca-se que durante toda a década de 1930 os preços das ações permaneceram inferiores ao valor de 1929 e só retornam seus valores pré-crise no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O volume negociado na Bolsa de Nova York foi reduzido drasticamente. Os empréstimos aos corretores atingiram seu topo em setembro de 1929, com um valor mensal de US$ 8,5 bilhões. Em dezembro deste mesmo ano, o volume negociado era aproximadamente US$ 3,9 bilhões e com a falta de confiança no mercado acionário em dezembro de 1930 o volume negociado pelos corretores foi de aproximadamente US$ 1,8 bilhão e no mesmo mês de 1932 o volume despencou para US$ 347 milhões. O sistema financeiro e as corretoras de valores foram às atividades que inicialmente mais sofreram com a queda da bolsa. De acordo com o Federal Reserve Bank (FED) 1 em dezembro de 1929 havia 24.026 bancos comerciais2 operando no país, no mesmo mês de 1930 o número já era de 22.172, caindo para 19.375, no ano seguinte e 15.519 em 1933, o pior ano da Grande Depressão. Isto significa dizer que em quatro anos consecutivos 6.653 bancos comerciais, ou seja, as principais instituições do sistema financeiro pediram falência. Uma queda de 30% no número de instituições bancárias. Como conseqüência, a concessão de empréstimos foi drasticamente reduzida. Em 1929 os bancos comerciais emprestaram cerca de US$ 49,4 bilhões para o consumo e o investimento das empresas, em 1933 este valor foi reduzido para US$ 30,4 bilhões, uma queda de 38,5%. Gráfico 1 – Preço Médio Anual das Ações nos EUA: 1920 – 1941.
(Índice geral das ações comuns, 1935-1939 = 100)
220 200 180

Índice das Ações

160 140 120 100 80 60 40
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 2 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 3 19 4 19 4 1

Ano

Fonte: Standard and Poor’s Corporation.

1 2

O Federal Reserve Bank (FED) é o Banco Central dos Estados Unidos. Bancos comerciais estaduais e nacionais.

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No momento em que a crise do sistema financeiro, gerada pela queda repentina das ações, atinge as decisões de investimento e consumo dos agentes econômicos a recessão econômica começa a ser observada com mais vigor. O desempenho do aparelho produtivo pode ser mensurado pelos componentes da demanda agregada que por sua vez determinam o Produto Interno Bruto (PIB) da economia. Neste sentido, podemos argumentar que o PIB é composto por cinco variáveis expressa pela identidade a seguir:
PIB = C + I + G + X − M
(1)

Uma breve explicação destas variáveis torna-se necessário. Consumo das Famílias (C): Corresponde a demanda realizada pelos agentes familiares dos bens finais produzidos no período de mensuração do produto. Isto inclui escola, carro do ano, comida, geladeira nova, médico, transporte, a gasolina, entre outros. Investimento das Empresas (I): Em economia investimento significa ampliação, por parte da empresa privada, do estoque de capital físico, ligado à produção. De fato, o investimento consiste a construção civil (novas casas), máquinas e equipamentos, construção e ampliação de fábricas e adições ao estoque de bens finais das empresas. Se uma empresa compra um carro novo então é investimento, mas se uma pessoa física o compra, então é consumo das famílias. Gasto do Governo (G): representam as compras efetuadas de bens e serviços pelo setor público, tanto na esfera municipal, estadual e federal. Incluem gastos com a administração pública, salários, defesa e segurança nacional, rodovias, ferrovias, saneamento básico, aeroportos, entre outros. Não estão incluídos, neste item, gastos com aposentadorias e programas sociais. Exportações de Bens e Serviços não Fatores (X): Representam os produtos finais vendidos para o exterior. No caso de um bem físico, isto é, uma mercadoria ela é contabilizada na balança comercial e no caso de um serviço não fatores, por exemplo, uma viagem internacional ou um transporte internacional é contabilizado na balança de serviços. Importações de Bens e Serviços não Fatores (M): Representam os produtos finais comprados do exterior. O fato desses produtos não representarem a atividade produtiva do país devem ser excluídos do cálculo da produção. É fácil observar que se, por exemplo, o consumo das famílias e o investimento das empresas se elevam em um determinado período3, então a economia cresce. Contudo, não foi isso que ocorreu após a crise financeira de 1929.

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Um crescimento não inflacionário.

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Gráfico 2 – Desempenho Anual do PIB (em %) dos EUA durante a Grande Depressão.

1939 1938 1937 1936 -3,4% 5,1%

8,1%

13,0% 8,9% 10,8% -1,3%

Ano

1935 1934 1933 1932-13,0% 1931 1930 -15,0% -8,6% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% -6,4%

10,0%

15,0%

Taxa de Crescimento do PIB (%)

Fonte: Bureau of Economic Analysis (BEA).

O gráfico 1 destaca que em 1930 o PIB4 da economia norte-americana sofreu uma retração de 8,6%, sendo que o consumo das famílias caiu 3,99%5 e o investimento privado nacional retraiu 5,23%. Em 1932, o PIB cai em 13,0% e mais uma vez observou-se um forte retração do consumo (-7,0%) e dos investimentos (-5,3%). No ano seguinte, a economia retraiu novamente, em 1,3%. O valor em si parece pouco, comparando com os anos anteriores, mas devemos destacar que uma queda de 1,3% em 1933 em relação a 1932 que é uma base estatística muito fraca é um valor expressivo. Em 1933, a economia norte-americana encontrasse no fundo da Grande Depressão. Entre os anos de 1929 a 1932 os gastos do governo ficaram praticamente estagnados, em torno de US$ 6,5 bilhões, representando cerca de 6% do PIB6. E, com a queda da renda devido a recessão, a arrecadação total do governo declinou de US$ 9,9 bilhões em 1929 para o menor valor de US$ 7,7 bilhões em 1932. Neste mesmo período o governo registrou um superávit comerciais na ordem de US$ 2,6 bilhões em 1929 e um ligeiro déficit público de, aproximadamente, US$ 700 milhões. Essa inversão do orçamento governamental foi mais pela queda da arrecadação do que pelo aumento nos gastos públicos. Pelo contrário, no início da recessão econômica, o investimento governamental anual caiu de US$ 2,8 bilhões em 1929 para US$ 2,1 bilhões em 1932 e US$ 1,9 bilhão no ano seguinte.

Neste caso, refere-se ao PIB real, descontando as variações nos preços. O consumo de bens duráveis das famílias caiu 1,56%, pela escassez de crédito. 6 Para um PIB nominal de 1929. Atualmente (2006), o gasto do governo em relação ao PIB norteamericano está em 16%.
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Devido à crise mundial, as exportações também sofreram forte arrefecimento. De acordo com os dados do comércio dos EUA, o volume médio mensal das exportações caiu mais de 60% entre os anos de 1929 a 1933. A produção industrial geral e de bens de consumo duráveis caíram, entre 1929 a 1932, 47,3% e 68,9%, respectivamente. Considerando uma retração de todas as variáveis da demanda agregada, descritas na identidade 1, pode-se argumentar que a crise atingiu proporções enormes. A pobreza no mundo e nos EUA aumentou drasticamente, assim como a perda no poder aquisitivo. A figura a seguir reflete o grande problema social vivido durante a Grande Depressão: miséria e desemprego (falta de renda).

Família desempregada, vivendo em condições miseráveis, em Elm Grove, Califórnia, Estados Unidos. Fonte: http://www.miniweb.com.br/historia/artigos/i_contemporanea/crise_29.html?codigo=31

Os salários reais já vinham sofrendo reduções durante a década de 1920 devido ao crescimento desigual nos Estados Unidos. De 1920 a 1929, os salários reais7 caíram mais de 2,8%, sendo que deste período ao ano de 1931 diminuíram em mais de 20,8% e comparando com 1933 mais de 50%. Devido a essa queda nos salários e no produto, a economia norte-americana registrou uma deflação no nível geral de preços muito elevada. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de acordo com o gráfico 3, caiu 6,4% em 1930; 9,32% em 1931; e 10,27% em 1932. Essas sucessivas quedas nos preços não foram suficientes para estimular o consumo dos agentes econômico como pensavam os economistas liberais8 para re-estabelecer o ns níveis de consumo. Com isso, a economia ficou operando com crescimento econômico negativo e deflação no IPC.

Salários reais dos homens, incluindo os trabalhadores qualificados e não qualificados (Department of Labor). 8 O governo Republicano de Herbert Hoover esperava que o mercado iria se auto-regular através da queda dos preços. Com isso, não interferiu na crise financeira de 1929. Muito criticado, Roosevelt ganha facilmente as eleições para presidente dos EUA, em 1932.

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Gráfico 3 – Variação Percentual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), nos EUA: 1929 – 1938.

4,0 2,0 0,0

2,99 0,58 0,76 1,52 1,45

2,86

IPC (%)

-2,0 -4,0 -6,0 -8,0 -10,0 -12,0 1929 1930 1931

-2,78

-6,40 -9,32 -10,27
1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938

Ano

Fonte: U.S. Department of Labor: Bureau of Labor Statistics Nota: IPC para todos os itens de consumo urbano.

A elevada taxa de desemprego foi a “pedra no sapato” das economias capitalistas durante a Grande Depressão. Ao analisar essa variável, devemos deixar bem claro como ela é obtida. A seguir é expresso um cálculo simples de como se obtêm a taxa de desemprego.
d= Sendo: d = taxa de desemprego em porcentagem da População Economicamente Ativa (PEA) Neste sentido, tem-se que a taxa de desemprego é obtida pela razão entre o número de pessoas desempregadas e a População Economicamente Ativa, isto é, a oferta de trabalhadores. E, assim, classificamos a taxa de desemprego como uma variável sócio-econômica e um elevado valor9 desta, representa um desperdício de mãode-obra que necessita de emprego, mas não encontra. Com a queda substancial do PIB, no início da Depressão o desemprego explodiu. Em 1929, nos EUA, havia 1,5 milhões de desempregados e a taxa de desemprego era de 3,2% da força de trabalho10. Em um ano o número de pessoas sem emprego aumentou para 4,3 milhões de pessoas ou 8,7% da PEA. Em 1932, em uma situação caótica da economia mundial, a taxa de desemprego norte-americana foi de 23,6% da PEA, representando cerca de 12 milhões de pessoas desesperadas por um
Uma taxa de desemprego elevada pode variar entre os países. Em geral, em uma economia dinâmica uma taxa acima de 6-7% da força de trabalho já é preocupante. 10 Dados do Department of Labor, US.
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Número de Pessoas Desempregadas × 100 População Economicamente Ativa

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trabalho. No ano seguinte, a taxa de desemprego aumentou para 24,9% da força de trabalho, isto é, mais de 12,8 milhões de pessoas esperando um emprego. Desesperado o governo norte-americano lança um amplo programa de combate à depressão. O New Deal, como ficou conhecido, foi implementado entre os anos de 1933 a 1937, pelo presidente Franklin Delano Roosevelt. As principais medidas foram: Expandir o crédito para a agricultura; Reforma nas leis bancárias; Amplos programas de geração de emprego e renda; e Criação de programas socias tais como a redução da jornada de trabalho, salário mínimo e o seguro-desemprego. O investimento público em rodovias, ferrovias, energia, por exemplo, aumentou de US$ 1,9 bilhão em 1933 para US$ 4,1 bilhões em 1936. Os benefícios sociais do governo, neste período, saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 2,7 bilhões. O gasto do governo em bens e serviços chegou a US$ 9,0 bilhões em 1936, representando 10,7% do PIB norte-americano. Em 1934, o PIB cresceu 10,8%, puxado pela expansão no consumo das famílias de 5,71% e pelo investimento das empresas de 2,78%. Em 1936, mais uma vez a economia cresceu 13,0%, liderado pelo consumo (7,74%) e pelo investimento (2,53%). Como conseqüência positiva a taxa de desemprego caiu para 21,7% da PEA, em 1934, representando 11,3 milhões de pessoas sem emprego e em 1937, último ano do New Deal, o desemprego caiu para 14,3% da força de trabalho, com 7,7 milhões de pessoas. Entre o período de 1933 a 1937, a produção industrial total e de bens duráveis cresceram 63% e 126%, respectivamente. Apesar do bom desempenho inicial do New Deal este programa não foi suficiente para realmente recuperar a economia americana da Grande Depressão. A reestabilização total da economia só ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial. Em 1939 a taxa de desemprego era elevada, em 17,2% da PEA (9,4 milhões de pessoas). Em 1944, esta taxa cai para 1,2% da força de trabalho, representando um desemprego de apenas 670 mil trabalhadores. Neste mesmo período, a produção industrial total aumentou em 116% e a de bens duráveis 224%. O PIB registrou uma excelente recuperação entre os anos de 1941 a 43, com taxas de crescimento de 17,1%; 18,5%; 16,4%, respectivamente.

A Economia Keynesiana
John Maynard Keynes (1883 – 1946) foi um dos mais importantes economistas que o mundo conheceu. Nasceu na Inglaterra e suas idéias inovadoras deram origem a uma importante área da Ciência Econômica, a Macroeconomia. Interpretou como ninguém, em seu tempo, a Grande Depressão mundial, buscando sempre um pensamento alternativo da análise convencional. Preocupado com a situação econômica e, sobretudo com a dificuldade da teoria clássica em interpretar fenômenos sócio-econômicos tão relevantes, Keynes publica em 1936 sua maior obra: “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” com o objetivo de fornecer uma análise realmente consistente do problema do desemprego e, com isso, sugerir políticas de geração de renda e emprego. Sua visão agregada do sistema econômico era contrária a análise clássica na qual argumenta que: “toda oferta cria sua própria demanda” como exposto pela Lei de Say. Contrariamente, Keynes defendia que sob certas condições o sistema capitalista

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poderia viver período de insuficiência de demanda efetiva (ou agregada), direcionando a economia para uma situação de superprodução. Este excesso de oferta de bens, de acordo com a Escola Clássica, só poderia ocorrer temporariamente, pois neste caso os preços dos produtos iriam retrair-se. E, assim, o consumo seria expandindo, reestabelecendo as condições de oferta e demanda da economia como um todo. Keynes era contrário a esse raciocínio liberal. Argumentava que em caso de insuficiência de demanda efetiva e severa crise de confiança no futuro da economia, as empresas convivendo com uma situação de superprodução (aumento nos estoques dos produtos) iriam inevitavelmente reduzir, no período seguinte, o volume de produção. Esse ajustamento da produção para o novo nível de demanda iria aumentar o desemprego e reduzir os salários. Seguindo o raciocínio keynesiano, a queda na renda dos trabalhadores produziria uma redução no consumo das famílias, gerando um efeito multiplicador no aparelho produtivo. Como a demanda iria cair mais ainda, o corte inicial da produção não iria ser suficiente para combater a superprodução e, assim, nos períodos seguintes as empresas iria novamente reduzir seu volume de produção em virtude de uma queda nas suas vendas. O desemprego iria subir mais ainda, prejudicando os salários. O ciclo descrito por Keynes representava exatamente a situação vivida, por exemplo, pelos EUA, durante os anos de 1930 a 1933. Galbraith (1989, p. 209) descreve: “O problema decisivo da economia não é como os preços são estabelecidos, nem como a renda resultante é distribuída. A questão mais importante é como se determinam os níveis de produção e emprego”. Neste caso, uma redução geral no nível de salários como observado em menor escala na década de 1920 e expressivamente no início dos anos de 1930 não iriam garantir custos menores e maior volume de produção, como imaginavam os economistas liberais. Esses reajustes para baixo dos salários só iriam agravar o problema de insuficiência de demanda agregada, prejudicando ainda a recessão econômica. Realmente, o problema do desemprego não era em virtude dos elevados salários, mas sim da falta de demanda. Com a finalidade de estagnar o ritmo recessivo das economias, Keynes, justificava uma atuação mais expressiva do setor público, ampliando seus gastos governamentais e estimulando o nível de demanda efetiva. Era a favor, se fosse o caso da geração de déficits públicos intencionais, financiados pela emissão de títulos públicos de longo prazo. Esses poderiam ser utilizados pelos bancos comerciais como ativos mais seguros, substituindo assim as ações que vinham perdendo valor ao longo da depressão.

Conclusão
A Grande Depressão foi um período de grandes perdas sociais e econômicas tanto nos EUA como no mundo capitalista. Sem sombra de dúvidas foi um dos fenômenos (quem sabe até o maior) mais estudados, no século XX. A recessão foi tão severa que em quatro anos consecutivos de queda do PIB, praticamente atrasou as economias para o início do século. Deixando uma massa de desempregados sem esperança de vida. O capítulo não tem como objetivo esgotar a análise desse rico período para a literatura econômica, nem como a intenção de determinar se o pensamento keynesiano é melhor do que a visão clássica. Busca-se sim uma descrição econômica e social, com base, nos principais indicadores da época fiel à recessão e mostrar como efetivamente as economias combateram a Grande Depressão.

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Em 1932, o presidente Hoover e seus assessores econômicos liberais propuseram um amplo programa de aumento nos impostos, devido à perda observada na Depressão. Pensavam que o governo não deveria intervir no aparelho produtivo, sendo sua função manter o orçamento equilibrado, pois sua intervenção poderia prejudicar o ajuste natural da economia. Nas eleições Presidenciais, nos EUA, em 1932, Roosevelt vence facilmente Hoover e lança um amplo programa de recuperação da economia, o New Deal. Como destacado anteriormente esse pacote governamental auxiliou no combate à Depressão, mas não re-estabeleceu efetivamente os níveis de produção e emprego. Realmente só no período de 1941-44, realmente a Depressão foi combatida com uma significativa expansão dos gastos governamentais que passaram de US$ 15,7 bilhões para US$ 68,7 bilhões, representando em 1944 mais de 31% do PIB norte-americano. Neste mesmo período, o governo registrou uma inversão no seu orçamento público, passando de um superávit de aproximadamente US$ 4,1 bilhões para um déficit fiscal de US$ 25,3 bilhões em 1944 e US$ 27,4 em 1947. Como destacado anteriormente, neste período, a produção e o emprego voltam para nível pré-crise. Neste sentido, o pensamento econômico keynesiano e sua eficiência no aparelho produtivo deixaram uma mensagem muito clara: as economias capitalistas devem funcionar com uma participação expressiva do Estado. Antes da recessão o gasto governamental em muitos países era inferior a 10% do PIB. Após a Grande Depressão essa relação subiu para níveis próximos a 20% do PIB, mais os programas sociais, como seguro-desemprego, aposentadorias e transferência de renda11 que eram raramente utilizados nas economias desenvolvidas.

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No Brasil o principal programa de transferência de renda é o Bolsa Família do programa Fome Zero.

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TEXTO COMPLEMENTAR A Grande Depressão em outros países
A Grande Depressão causou grande recessão econômica em diversos outros países que não os Estados Unidos da América. Em muito destes países, a recessão provocada pela Grande Depressão gerou efeitos similares na economia destes países, como o fechamento de milhares de estabelecimentos bancários, financeiros, comerciais e industriais, e a demissão de milhares de trabalhadores. Os efeitos da Grande Depressão em vários países foram agravados pelo Ato Tarifário Smoot-Hawley, um ato americano introduzido em 1930, que aumentava impostos a cerca de 20 mil produtos não-pericíveis estrangeiros, que causou a aprovação de leis e atos semelhantes em outros países, reduzindo drasticamente exportações e o comércio internacional. (...)

Canadá
(...) Entre a década de 1900 e a década de 1920, o Canadá possuía a economia em mais rápido crescimento do mundo, tendo passado por apenas um período de recessão após a Primeira Guerra Mundial. Ao contrário dos Estados Unidos da América, onde o crescimento exuberante da economia americana era em grande parte apenas ilusório, a economia do Canadá prosperou verdadeiramente durante a década de 1920. Enquanto a indústria imobiliária dos Estados Unidos havia estagnado em volta de 1925, esta indústria continuou forte no Canadá até maio de 1929. O mesmo podia se dizer da indústria agropecuária, que ao longo da década de 1920 esteve em pleno crescimento no Canadá, enquanto nos Estados Unidos este setor entrara em recessão econômica. O principal produto de exportação do Canadá, à época, era o trigo. Este produto era então um dos pilares da economia do país. Em 1922, o Canadá era o maior exportador de trigo do mundo, e Montréal era o maior centro portuário exportador de trigo do mundo. Entre 1922 e 1929, o Canadá foi responsável por 40% de todo o trigo comercializado no mundo. As exportações de trigo ajudaram a fazer do Canadá um dos líderes mundiais do comércio internacional, com mais de um terço de seu produto interno bruto tendo origem no comércio internacional. O sucesso do trigo canadense era baseado, porém, em problemas que afligiam outros países no mundo. A Primeira Guerra Mundial devastou a produção agropecuária dos países europeus. Mais importante foi, porém, a Revolução Russa de 1917, que manteve o trigo russo fora do mercado mundial. Em torno de 1925, a gradual recuperação da economia e da agropecuária da Europa Ocidental, bem como uma nova política econômica na Rússia, fez com que a produção mundial de trigo aumentasse no mundo, assim diminuindo os preços do produto. Esperando por um rápido retorno aos altos preços, os fazendeiros e comerciantes canadenses estocaram muito de seu trigo, ao invés de reduzirem sua produção. A introdução de maquinário, especialmente o trator, levou ao crescimento da produção de trigo tanto no Canadá quanto nos Estados Unidos. Todos estes fatores em conjunto desencadearam um colapso dos preços do trigo em junho de 1929, destruído a economia de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, e afetando severamente a economia de Ontário e Quebec. A parte dos Estados Unidos da América, o Canadá foi o país mais duramente atingido pela Grande Depressão. O Canadá, ainda oficialmente parte do Império Britânico, usava ativamente o padrão-ouro. Isto, aliado com os estreitos laços econômicos existentes entre o Canadá e os Estados Unidos (muito dos produtos

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fabricados no Canadá eram exportados para os Estados Unidos, por exemplo), fez com que o colapso da economia americana após a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque rapidamente afetasse o Canadá. O colapso econômico canadense é considerado o segundo mais acentuado da Grande Depressão, atrás somente do colapso da economia do próprio Estados Unidos da América. (...) (...) A economia do Canadá foi atingida duramente pela Grande Depressão primariamente por causa de sua dependência em relação ao trigo e produtos industrializados, mas também por causa da dependência da economia do canadense em relação às exportações de produtos canadenses para os Estados Unidos. A primeira reação de vários países, incluindo os Estados Unidos, quando a Grande Depressão teve início, foi de aumentar impostos. Isto causou mais danos à economia do Canadá do que para outros países no mundo. Richard Bedford Bennett, que atuou como primeiro-ministro do Canadá entre 1930 e 1935, tentou minimizar os efeitos da Grande Depressão no país, inclusive, através da introdução de uma New Deal semelhante aos dos Estados Unidos, implementado em 1934. Porém, a economia do país continuou somente passou a recuperar-se muito lentamente a partir de 1934. Em 1933, 30% da força de trabalho canadense estavam desempregados, deflação ocorreu, reduzindo salários e preços de produtos e reduziu investimentos. Em 1932, a produção industrial canadense havia caído para 58%, em relação à produção industrial em 1929. Enquanto isto, o PIB canadense havia caído em cerca de 42%, em relação ao PIB do país em 1929. Apesar de ter passado por um período de curto e pequeno crescimento econômico entre 1934 e 1937 - que de longe fora suficiente para atenuar os efeitos causados pela Depressão - a economia do Canadá entrou novamente em uma grande recessão em 1937. Foi somente com a entrada do país na Segunda Guerra Mundial, em 1939, que os efeitos da Grande Depressão teriam fim no país.

Reino Unido
O Reino Unido saiu-se vencedor na Primeira Guerra Mundial. Porém, a guerra e a destruição causada pela última destruíram a economia britânica. Desde 1921, a economia do Reino Unido lentamente recuperou-se da guerra, e da recessão causada por esta. Mas em abril de 1925, o chancellor britânico Winston Churchill, respondendo a um conselho do Banco da Inglaterra, fixou o valor da moeda nacional ao padrão-ouro, à taxa pré-guerra, de 4,86 dólares. Isto fez o valor da moeda britânica convertível ao seu valor em ouro, mas causou também o encarecimento dos produtos exportados pelo Reino Unido a outros países. A recuperação econômica do Reino Unido caiu drasticamente, o que causou redução de salários no país inteiro, debilitando a economia nacional. Quando a Grande Depressão teve início nos Estados Unidos, em 1929, diversos países no mundo inteiro criaram ou aumentaram tarifas alfandegárias, o que causou uma grande diminuição nas exportações de produtos britânicos. A taxa de desemprego saltou de 8% para 20% no final de 1930. O Reino Unido cortou gastos públicos - que incluíram fundos dados para programas de ajuda social aos desempregados. Em 1931, mais cortes em salários e programas de ajuda social foram realizados, e o imposto de renda nacional, foi aumentado. Estas medidas somente pioraram a situação socioeconômica do país, e em 1932, ápice da Grande Depressão no Reino Unido, as taxas de desemprego eram de 25%. Foi somente com o abandono do padrão-ouro e a instalação de tarifas alfandegárias para produtos importados de qualquer país que não

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fossem parte do Império Britânico, que a economia britânica passou a gradualmente recuperar-se. Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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ATIVIDADES
1) Descreva como se encontrava a economia dos EUA e a Européia na década de 1920. 2) O que foi a crise de 1929? Descreva seus impactos imediatos na economia norte-americana. 3) Descreva como se calcula a taxa de desemprego e comente como esta variável e os salários se comportaram durante a Grande Depressão. 4) Descreva brevemente como Keynes interpretou o problema da Grande Depressão.

Banco de Questões - A GRANDE DEPRESSÃO E O PENSAMENTO KEYNESIANO
1. Com relação à economia mundial na década de 1920, é correto afirmar: (1) Os EUA passaram por uma severa crise, conhecida como a Grande Depressão. (2) A Alemanha viveu um período de hiperinflação, principalmente pela emissão monetária excessiva utilizada na reconstrução do país após a Primeira Guerra Mundial. (3) A produção agrícola dos Estados Unidos aliado ao crescimento dos salários possibilitaram um grande salto da economia. (4) O crescimento norte-americano foi equilibrado, mantendo salários e lucros elevados. Resposta: 2 2. Em 24 de outubro de 1929, durante a “Quinta Feira Negra” a Bolsa de Valores de Nova York entrou em colapso. Com base nessa crise financeira é correto afirmar: (1) Os bancos e as corretoras foram as atividades que mais sofreram, inicialmente, com a crise, reduzindo assim os empréstimos. (2) Os preços das ações subiram entre os anos de 1929 a 1933, gerando um grande efeito riqueza. (3) O PIB conseguiu manter o ritmo de crescimento observado na década de 1920. (4) O consumo e os investimentos das empresas não foram afetados pela crise de 1929. Resposta: 1 3. Com base no desempenho do PIB norte-americano na Grande Depressão é correto afirmar: (1) O PIB cresceu no início da recessão com pequenas quedas no consumo e nas exportações. (2) Consumo e investimento forma relativamente poucos afetados, visto que por se tratar de uma crise mundial a variável que mais declinou foram as exportações. (3) O volume exportado não sofreu grandes impactos, no início da Depressão. (4) Os anos entre 1930-33 foram de reduções dramáticas do PIB, com forte queda do consumo e dos investimentos empresariais. Resposta: 4 4. O desemprego foi o maior problema econômico-social vivido pelos EUA durante a Grande Depressão. Considerando o mercado de trabalho, nesse período, é correto afirmar: (1) A taxa desemprego elevada, apesar de preocupante, nunca passou de 15% da força de trabalho. (2) Em 1933 a taxa de desemprego passou de 24% da força de trabalho, mas com as políticas do New Deal esta caiu rapidamente para níveis abaixo de 8%. (3) Os salários reais em 1933 eram inferiores aos valores de 1929, em mais de 50%. (4) O nível de emprego foi re-estabelecido em 1936 para os níveis pré-crise. Resposta: 3 5. Com relação a Grande Depressão no resto do mundo é correto argumentar que: (1) O Canadá sofreu com sérios problemas no seu sistema financeiro, registrando um número de falências maiores que nos EUA. (2) A Inglaterra, com o padrão ouro, recuperou rápido seu crescimento econômico com a expansão dos gastos públicos. (3) O primeiro-ministro do Canadá entre 1930 e 1935, lançou um programa de combate a Depressão, re-estabelecendo totalmente a economia. (4) A economia do Canadá foi atingida duramente pela Grande Depressão primariamente por causa de sua dependência em relação ao trigo e produtos industrializados, Resposta: 4 6. Roosevelt torna-se presidente eleito dos EUA em 1932 e em 1933 já no cargo lança em março um amplo programa de recuperação da economia. Com base no New Deal (1933-37), é correto afirmar: (1) Ocorreu a expansão dos gastos públicos com aumento do produto e do emprego na economia.

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(2) Foi um plano que não atingiu seus objetivos de produção, afundando mais ainda a economia americana na recessão. (3) A taxa de desemprego não se alterou significativamente, mantendo-se sempre a níveis superiores a 20% da força de trabalho. (4) Foi fundamental pela recuperação total da economia norte-americana, debilitada pela Depressão. Resposta: 1 7. Com base na economia keynesiana e sua interpretação da Grande Depressão e na superprodução, é correto afirmar: (1) A economia, com os preços flexíveis, voltaria a se equilibrar em um nível de crescimento elevado. (2) O problema do desemprego excessivo era devido a insuficiência de demanda efetiva da economia. (3) Os gastos governamentais deveriam ser reduzidos para manter o orçamento público equilibrado. (4) A superprodução deveria ser corrigida pelo próprio funcionamento dos mercados. Resposta: 2 8. A Grande Depressão da década de 1930 prejudicou seriamente a economia dos EUA, reduzindo o produto, salários, emprego e investimentos. É corretor argumentar: (1) O New Deal foi fundamental para recuperar totalmente a economia dos EUA. (2) O governo expandiu seus gastos públicos para 30% do PIB, logo no início da recessão. (3) O seguro-desemprego a as transferências de renda foram mecanismos utilizados a partir de 1930, corrigindo as perdas da produção. (4) A economia norte-americana só se recuperou efetivamente da Depressão no final da Segunda Guerra Mundial. Resposta: 4

REFERÊNCIAS
GALBRAITH, John Kenneth. O Pensamento Econômico em Perspectiva. São Paulo: Pioneira, Editora da Universidade de São Paulo, 1989. REZENDE, Cyro. História Econômica Geral. São Paulo: Contexto. 2005. KEYNES, John M. As Conseqüências Econômicas da Paz. São Paulo: Ed. Universidade de Brasília, 2002. KEYNES, John M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Atlas, 1992.

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