Trabalho realizado por: Quezia Teixeira - Pricila Carius Justi - Patrícia Castro Fernanda Bartista - Mery Alves - Kátia

Olegari Cristiane Kelly

Orientador: Prof. Blair José Rosa Filho

HÉRNIA DISCAL
Anatomia da coluna É constituída de 33 vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 fundidas formando o sacro, numa peça única (alicerce da pelve) e quatro mais inferiores que são as coccígenas (rudimentares). Vinte e quatro vértebras são flexíveis (cervicais, torácicas, torácicas e lombares), o que permite equilibrar o peso sobre as vértebras nas posições sentada e ereta. Cada vértebras suporta de todas as partes do corpo acima dela, sendo que as vértebras inferiores suportam mais peso que as superiores, justificam assim, o tamanho vantajoso dos corpos vertebrais das vértebras lombares comparado com o tamanho pequeno das cervicais. * Função da Coluna: Suporta o peso da maior parte do corpo e transmiti-lo através da articulação sacro – ilíaca; proteger a medula que se aloja no seu interior; servir de pivô para suporte e mobilidade da cabeça; permitir os movimentos entre as diversas partes do tronco fazendo a flexão, extensão, inclinação, rotação e os movimentos oblíquos que lhe são associados; dar fixação a numerosos músculos. Curvas Fisiológicas A coluna apresenta curvas fisiológicas no sentido Antero – posterior que são indispensáveis para a manutenção do equilíbrio na postura ereta. Antes do nascimento (nos primeiros dias) a criança ainda apresenta a curvatura primaria da coluna vertebral. (fig. A) Depois de um certo tempo (onde apresenta determinado desenvolvimento psicomotor), ao colocar-se a criança em decúbito dorsal, ela ergue cabeça, fazendo uma retificação da extremidade superior da coluna, onde se inverte ficando com a concavidade posterior (forma lordose cervical). (fig.B) Ocorre o mesmo com a coluna lombar, conforme haja adaptação às forças de carga e locomoção, desde que a criança começa a se levantar e andar (concavidade posterior formando a lordose lombar) (fig. C). Já as curvaturas torácica e sacral, mantém a direção de curvaturas primarias do feto, que são chamadas curvaturas primarias da coluna vertebral. E as curvaturas cervical e lombar que apresentam sentido inverso são ditas secundarias ou compensa tórias da coluna vertebral. A seqüência dessas vértebras é essencial para que suportar compressão no sentido longitudinal sem prejudicar a postura ereta. Uma coluna com seu eixo normal vai apresentar uma lordose cervical, uma cifose torácica ou dorsal, e uma lordose lombar. Se houver um aumento ou irregularidade de qualquer dessas curvaturas, se dá o patológico sedo sucessivamente, hiperlodose cervical, hipercifose torácica ou dorsal, ou hiperlordose lombar. Uma coluna com seu eixo normal não pode apresentar nenhuma curvatura no plano frontal (olhando de frente ou de trás), se houver qualquer concavidade ou convexidade para qualquer um dos lados (desvios laterais de algumas vértebras) será escoliose, patológico. Anatomia das vértebras Todas as vértebras tem os constituintes básicos com exceção das 2 primeiras (Atlas e axis),

Articulações intervertebrais que podem ser: * Cartilaginosas. Cada disco apresenta: * Ânulo ou anel fibroso. (é mais fibroso que cartilaginoso). então firmemente aderidos aos corpos vertebrais. Anatomia das vértebras lombares: * São as mais volumosas da coluna vertebral. No arco anterior teremos: * Um par de pedículo. * Núcleo pulposo. * As facetas articulares estão localizada em Plano ântero – posterior. que atua como amortecedor dos choques de compressão a que é sujeito. abaixo de cada pedículo. ele exerce uma considerável força centrifuga sobra do anel fibroso de forma que estas são distendidas e não compridas. um de cada lado do anel ósseo. * Dois processos transversos. Nas vértebras torácicas quatro processos articulares ou facetas articulares para a inserção das costelas. * Incisura vertebral. * Os processos espinhosos são curtos e quadriláteros. absorvendo as forças de tração muscular. substancia gelatinosa. não sinoviais. Discos intervetebrais: As vértebras são ligadas pelos discos e ligamentos. na região torácicas ela suplementam-se e limitam-se uma as outras nos movimentos da coluna. ao suportar o peso. Articulação da coluna O movimento que se dá entre uma vértebra e outra é pequeno e limitado. Sua constituição é fibrocartilaginos. deslizantes entre os processos articulares das vértebras adjacente. constituído de anéis concêntricos. O corpo vertebral é cilindróide com superfície superior e inferior plantas. flexível. Quando o núcleo pulposo é comprido. gravidade e cargas que tenderiam a esmagar uma vértebras contra a outra e permite mobilidade entre as vértebras adjacentes. ligeiramente moveis entre os corpos vertebrais. * Sinoviais. . formado pelo anel ósseo (que é posterior). * As bordas de cada disco são fechadas por laminas cartilaginosas. Foram em vertebral. é a maior importante porção da vértebra. * Costo-vertebrais.que tem anatomia especial. mas quando se solicita as varias articulações da coluna o movimento se torna amplo. * Um processo espinhoso onde se projeta posteriormente a fusão das laminas. por saem os nervos e vasos que deixam a medula espinhal. * Não apresentam fóveas costais e forarem transverso. têm corpo riniforme (forma de rim). Temos em toda a coluna: . * Um par de laminas. onde o peso é transmitido (é anterior ao anel ósseo). onde se aloja a medula espinhal (canal vertebral).

constituído por polissacarídeos e 88% de água. em carga. Em extensão. há um aumento da espessura do disco enquanto que.. Supraespinhal. há a tendência de retorno da sustância gelatinosa. disco lesado faz com que o núcleo escape pelas rachaduras do anel. Interespinhal. em carga. Contata-se que na periferia do anel. O anel fibroso é constituído por uma sucessão de camadas concêntricas. Em inclinação lateral. em rotação. * Lig. * Lig. este disco tende a achatar-se. ou seja. O numero pulposo aspecto gelatinoso. vão desde o crânio até o bordo superior do sacro. O anel fibroso do disco são aprisiona o núcleo enquanto que. para o lado oposto e. unem as laminas que envolvem a medula. Longitudinal anterior e posterior. deitado e em repouso. O núcleo pulposo tem como características a hidrofilia. o núcleo é comprimido e esmagado e tende a infiltrar -se por todas as falhas do sistema do anel fibroso. o núcleo tem tendência a espalhar-se lateralmente. Assim é que. sobretudo com a diminuição das pressões exercidas sobre o disco. unem os vértices dos processos espinhosos. o núcleo migra para trás. O DISCO INTERVERTEBRAL: O disco intevertebral é formado por duas partes: uma central – o núcleo pulposo – e uma parte periférica – o anel fibroso. * Lig. flexão e rotação é considerado o mais maléfico para o surgimento das hérnias lombares. Flavo.Ligamentos: Unem e mantém as vértebras em alinhamento. Em flexão. há a tendência em absorção de água. Em alongamento axial. . O disco comporta-se da seguinte forma nos movimentais: em compressão axial. unem os processos espinhosos. O movimento que associa. as fibras são verticais e vão se horizontalizando a medida que se aproximam do núcleo. São ele: * Lig. O núcleo não é inervado nem vascularizado. cuja obliqüidade é cruzada quando se passa de uma camada para outra. para frente.

após o período de maturação do organismo. A hérnia de disco posterior é a demais freqüente (90%). A luxação do disco seria uma complicação da moléstia degenerativa discal. * Intertransversais: Unem os processos transversos adjacentes. A hérnia discal é o processo de protuasão do núcleo pulposo do disco intervertebral através de rupturas em suas fibras . * Ao movimento de flexão o núcleo pulposo se desloca posteriormente. * Aponeurose toraco – lombar: Membrana aponeuirótica é resistente e ampla. * Interespinhal: Unem os processos espinhosos da região lombar. Inclina lateralmente a coluna. o disco intervertebral perde o seu poder de hidrófila tornando-se menos hidratado. Assim. * Rotadores: Originam-se nos processos e dirigem-se medial e superiormente para se fixarem na lamina da vértebra suprajacente. Estas lesões. crista ilísta e fáscia toraco-lombar e se insere na crista do tubérculo menor e assoalho do sulco intertubercular. * Grande dorsal: Sua origem se dá nos processo espinhosos das seis ultimas vértebras toracicas. conforme a localização em que se estabelecem. tais como dor lombar e dor irradiada para os membros inferiores. e na borda posterior do osso ilíaco.Músculos da coluna lombar * Serrátil póstero – inferior: Estende-se dos processos espinhosos das vértebras toracicas inferiores para as quatro costelas inferiores. Com o passar do tempo. Pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios com alto poder caustico nas estruturas nervosas. Fixa-se na coluna lombar. sendo mais valorizado em indivíduos jovens. * Multífido: Origina-se do sacro e todos os processos transversos se insere nos lados processo espinhosos de todas as vértebras. fica vulnerável à ruptura do seu anel fibroso. O disco lombar suporta cargas acima de 250 Kg num homem de 70kg sentado. são responsáveis pelos sintomas e sinais gerados pela hérnia de disco lombar. nas vértebras lombares e em espessa aponeurose estendida neste intervalo. * A degeneração é o elemento fundamental. As hérnias discais mais freqüentes (segundo ADMS 1978) estão localizadas (90% dos casos Bigos 1995) entre a quarta e a quinta vértebra lombar (L4 / L5) raiz afetada L5 e a quinta vértebra lombar e a primeira sacra (L5 / S1) raiz afetada S1 que são pontos de maior estresse e mobilidade da coluna vertebral. Mecanismo da hérnia discal * O aumento brusco da pressão através da zona de menor resistência do anel fibroso ou póstero lateral. de onde ascende lateralmente até a ultima costela. * Ílio costal (Lombar): Origina-se no Ílio. caracterizada pela lombalgia. nem sempre explica isoladamente a hérnia de disco. A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. * O fator traumático. que pode causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou gerar processos inflamatórios. Inclina a coluna vertebral para trás. Essas rupturas acarretam o desenvolvimento da hérnia discal. * O ligamento longitudinal posterior se afunila e enfraquece provocando a hérnia discal . É eretor da coluna. principalmente.

posterior. estresse. processa-se o deslocamento de seu núcleo que pode pressionar o anel fibroso fazendo uma saliência que força o mecanicamente o ligamento longitudinal posterior (já causando a dor) podendo romper totalmente o anel fibroso com o extravasamentos dos constituintes nerosados do NP. ou carregar um peso além do suportável ou por uma hipertensão durante “traumatismo”. As raízes do plexo-lombar dão origem ao tronco do nervo ciático. paresia. * Paciente com protusão anterior. A hérnia de disco ocorre com mais freqüência de L5 a S1. esta exerce pressão contra o ligamento longitudinal lateral . Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros. * Pacientes com lesão posterior ou póstero – lateral pequena podem apresentar dor na linha media da coluna ou dor que se alastra através da coluna pelas nádegas e coxa (pressão na dura – máter ou suas extensões ao redor das raízes). gerando o controle sensitivo e motor nessas regiões. hipotomia e flacidez muscular. o que irrita mecânica e quimicamente o LGP e o periosteo das vértebras. Ex: Motociclista. Portanto. Sinais neurológicos estão presentes quando há pressão contra a medula espinhal ou raízes nervosas. (Hérnia extrutura). para-medianas. etc. as raízes que emergem da coluna cervical são as que formam os nervos que comandam os membros Etiologia dos sintomas O disco é aneural (nem todas serão sintomáticas). As causas das rupturas discais relacionam-se esforço exagerado em flexão. teremos a manifestação de dores lombares e ciáticas que se irradiam pelos membros inferiores. foraminais ou extraforaminais. correspondendo aos segmentos da coluna em que a hérnia desenvolveu. que é reforçada pelo ligamento longitudinal anterior. Causas A hérnia de disco é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervetebral. * Pode também ser por punção lombar. que são déficit do movimento numa determinada região do corpo. o núcleo pulposo se desloca anteriomente. nos segmentos correspondentes às raízes comprometidas. O disco suporta cargas corporais e une vértebra à vértebra. que se distribui em ramos nervosos na região glútea e membros inferiores. Quando à localização. Sintomas As hérnias de disco apresentam sintomas como dor. causada pela agulha. * Ainda podem ocorrer por microtraumatismo na coluna cervical. Com a ruptura. as hérnias discais podem ser classificadas em cervicais. dorsais e lombares. com maior freqüência na coluna dorsal. na lombar e nos últimos discos lombares. as hérnias são classificadas em medianas. Sinais neurológicos “Verdadeiros”: * Fraqueza motora e alterações especificas em dermátomos * Os sintomas variam dependendo do grau e direção da protusão assim como graus do nível da lesão. porque a substancia discal muito amolecida pode hérnia de uma abertura mínima. rigidez corporal nos sedentarios. os sintomas surgem quando a hérnia faz pressão contra estruturas inervadas. obesidade. porém a hérnia de disco anterior é mais rara pela anatomia do disco. tais como depressão. de PH àcido. Ainda à localização em à posição dentro ou fora do canal vertebral. Da mesma forma. a deformidade da coluna. * Ao movimento de extensão. quando houver ruptura nesses discos.

Alguns pacientes sentem dor coxa. e S3. O fibular comum inerva músculos da superfície lateral e anterior da perna e dorso do pé. Seu ramo tibial. desde que o mecanismo hidrostático esteja intacto. * Muitas pacientes tem uma historia que predispõe ao problema: Má postura (achatamento da região lombar). Musculatura inervada pelo ciático Seu ramo fibular comum inerva a cabeça menor do músculo bíceps femoral. a medula espinhal ou a cauda eqüina. a inclinação para trás proliferaliza e aumenta os sintomas. * Inclinação para trás limitada. inerva a porção inferior do músculo adutor magno. se o desvio lateral é corrigido primeiramente. S2. Seu trajeto é feito entre a musculatura lombar chegando à pelve através da changradura grande ciática. L5. Achados clinico na hérnia de disco póstero – lateral ou posterior * Inclinação para limitada: Aumenta os sintomas ou estes vão para periferia (são sentidos abaixo da perna). semitendineo e semimembranáceo. cabeça longa do bíceps.gerando dor na coluna. Nervo Ciático O nervo ciático é formado pelos ramos anteriores de L4. * Exceto nos casos de trauma. * Desconforto inicial na região lombar (lombossacra) ou nádegas. Os sintomas podem mudar se existir integridade da cabeça anular. * A dor pode aumentar gradualmente quando o paciente está inativo ou após repouso a noite. inclinar o tronco para frente. Ao repetir o teste de inclinação para trás a dor centraliza – se ou diminui. Surgimento e comportamento dos sintomas: * Idade entre 20 e 55 anos sendo mais comum dos 30 aos 40 anos. * Adormecimento ou fraqueza muscular (sinais neurológicos são observados caso a protusão tenha protegido e esteja comprimindo a raiz nervosa. S1. Ao nível da cabeça da fíbula. Se existe uma protusão anterior a inclinação para trás aumenta a dor e a para frente alivia a dor. * Hérnia póstero – lateral: Os sintomas aumentam geralmente com as atividades que aumentam a pressão intra – discal. Geralmente os sintomas diminuem durante a marcha. localizado profundamente no glúteo Maximo. O tibial inerva músculos posteriores da perna. Ex: Sentar. representando o ramo terminal do plexo do sacral. ou com variações anatômicas passando por dentro do músculo piramidal. Após estende-se pela fase posterior da coxa onde se divide em nervos tibial e fibular comum. Exceções: Se há um desvio lateral. Pode não ter sinais neurológicos. então a repetição da inclinação para trás diminui ou centraliza a dor. Se a protusão não pode ser reduzida mecanicamente. o nervo fibular comum divide-se em fibular . o surgimento sintomático geralmente está associado com abaixar – se abaixar – se e erguer um objeto ou tentar ficar de pe após ficar longamente numa postura sentada ou de inclinação para frente. * Surgimento da dor ao levantar da cama pela manhã.

* Analise do tônus. Mas existem algumas coisas que podem diferenciar a ciatalgia por hérnia da por retração muscular. se irradiada ou em pontada. Nervo plantar lateral inerva lumbricais. verificar hiper. (colocar o laudo medico no prontuário). horário. verificar temperatura. Na retração da musculatura lombar o paciente adota a postura lordótica diferente da hérnia. flexor curto dos dedos. * Analise do trofismo muscular. O nervo fibular profundo inerva: * Tibial anterior . identidade. extensor longo dos dedos. etc. extensor longo do hálux. extensor curto dos dedos e terceiro fibular. (acrescentar observações se necessário). etc. ao movimento. Ao nível do maléolo medial o nervo tibial divide-se em nervos plantares medial e lateral. normo ou hipotomia. se aumenta ou diminui ao repouso. flexor longo dos dedos e flexor longo do hálux. etc.profundo e superficial. * Exames complementares: Rx. inspeção. verificar hiper. normo. O nervo plantar medial inerva os músculos lumbricais. * Exame físico: * Analise do trofismo cutâneo. plantares. * historia clinica: Diagnostico. endereço. quadrado plantar e interósseos. O nervo fibular superficial inerva: * Fibular longo e curto. Na retração do piramidal a dor começa nas nádegas diferentemente da hérnia quando inicial na lombar. sóleo e poplíteo. É importante saber as musculaturas e o trajeto do nervo ciático. flexor curto do dedo mínimo. Ao nível da face posterior da perna. O nervo tibial no espaço poplíteo fornece ramos aos músculos: * Gastrocnemios. adutor do hálux. manda ramos para os músculos: * Tibial posterior. espanticidade ou rigidez. HDA. normo ou arreflexia. abdutor do dedo mínimo. textura da pele. hiper. Aquileu e patelar (pode estar alterado na hérnia de disco lombar). atec. movimentação passiva e movimentação ativa. sexo. onde ele adota a escoliose ou a cifose antálgica. * Analise da dor. A verificação será por uma de quatro formas: Palpação. hipotrofia. * Analise dos reflexos. HPP. Testes específicos: . mielografia. pois uma ciatalgia por retração muscular pode confundir o diagnostico. Anamnese Exame físico * identificação do paciente: Nome. queixa principal.

progressivos.* Sinal da ponta. Na faze aguda o tratamento será crioterapia e exercicios de Mackenzie. há compressão da coluna eqüina ou dor ciática severa não é aliviada após um tratamento conservador. podemos encontrar hipotomia dos músculos da nádega e do membro inferior acometido. hérnia entre L5 e S1 * Sinal de calcanhar. Tratamento Conservador geral e cirúrgico * Se faz através de uso de colete gessado. iontoforese. * Teste muscular * Teste articular * Marcha do paciente * Posturas que o paciente adota em relação à patologia: Sinal de Vanzetti. através de exercícios simples. * Ao abaixar – se fletir os membros inferiores e não fletir a coluna lombar. * Não se deve esperar muito para fazer a cirurgia pois quanto mais tempo a raiz sofre o contato da hérnia. As desordens troficas menos freqüentes são as cutâneas (pele seca. corrente) Se houver insucesso no tratamento conservador. numa angulação ideal (noventa graus de coxofemoral e joelho). Na artrodese é feita com osteossíntese por placa de Roy Camille. fazer a cirurgia com extirpação da hérnia. * Fazer tração continua de perna e pélvis. * Aliviar o paciente através de todos os recursos antálgicos * E relachantes (calor. * Se os sintomas persistirem. pela retração dos músculos espinhais posteriores. ultra – som. * Orientar os movimento que são permitidos ou não (evitar hiperflexao ou hiperextensao). diminuir a compressão visando relaxando e alongamento da musculatura peritraumatica. fortalecimento da musculatura correspondente a herniação. menos chance terá de ser reconstituída. . * Cinesioterapia: Alongamento. assim como no pós cirúrgico. leve cianose e hipotermia da perna e do pé (dependência de uma distonia vascular). sem dor fadiga (exercícios de Willians e Mackenzie). * A cirurgia se faz necessária quando há dor ciática. * Fazer repouso em decúbito dorsal com sifose lombar. hérnia entre L4 e L5 * Laségue * Bragard (confirmação do Laségue) * Laségue contr – lateral * Laségue invertida (DV) * Hoover. Conselhos a serem seguidos pelo paciente após a cirurgia * Não carregar carga pesada. Não pode fazer alongamento antes de haver cicatrização de tecido. fazer uso do colete ou cinta ortopédica para dar sustentação e estabilidade e sustentação a coluna. aumento da amplitude articular e conscientização global do corpo e suas posturas. Nos casos crônicos. e abdominais. * Eletroterapia: Tens. * No ato da cirurgia o disco é exposto para trás. aspecto violáceo). Tratamento fisioterápico Objetivo do tratamento: diminuição do quadro algico. diminuição do edema. quando o paciente simula. da musculatura da panturrilha. * FazFaz reeducação postural profilática para evitar recidivas que são muito freqüentes. o fisioterapeuta não sente a pressão. escoliose antálgica para o lado oposto da dor. relaxamento e fortalecimento progressivo (exercícios de Mackenzie). * Após dois meses fazer remusculação progressiva dos músculos lombares. É necessário se fazer o Scammer pré – operatório para se ter um conhecimento topogafico da lesão. dorsais. gelo.

simetricamente e de curta duração. membros inferiores fletidos e rotados para o lado direito. mas quando cessar as mãos não saem do local. só que ao invés de mobilização. com os braços ao longo do corpo. 8 – a mesma postura adotada na sétima posição. Estes exercícios são também usados para pós – cirúrgico. mas é preciso conscientizar o paciente de que podera haver recidiva em movimentos bruscos. que levam ao stress. 6 – paciente de pé faz extensão da coluna com o apoio das mãos na região lombar.paciente em decúbito ventral (DV) com o apoio do cotovelo na cama faz extensão da coluna. Cinco a dez minutos em cada grau. 2 . 5 – paciente colocado numa tabua de abdução onde graduamos a angulação da extensão da coluna. 14 – paciente de pé. com o terapeuta coloca ao seu lado. 11 – paciente em decúbito dorsal (DD). Em certas ocasiões é preferível usar a sustentação pela tabua do que pelos braços. 4 – a mesma postura adotada na terceira posição só que com um cinto fixando a região lombar ou abaixo do segmento que estenderá. Dez vezes. deixando os braços soltos. Dez repetições. dez vezes e depois é feito nos outros segmentos afetados. 13 – paciente em DD. abraça os dois membro inferiores sobre o abdomem. . Dez vezes. Repetir dez vezes este movimento. No local da divisão tabua estará colocada a ultima articulação que estenderá. Neste caso é só ele adotar as posturas indicadas para sua hérnia. sendo que na posição máxima de extensão dois a dez minutos ou de acordo com a tolerância do paciente. com manipulações com rotação. Na maioria das vezes o paciente. Quando terminar o paciente deve retornar a posição horizontal e ficar por dois a três minutos. o terapeuta vai manipular as duas pernas de um lado para o outro. No local da divisão da coluna. 7 – paciente em DV. Serão descritas abaixo as dezessete posições do método. fletir a coluna anteriormente. É repetida no mesmo segmento. 15 . 3 – paciente de DV com apoio das mãos sobre a cama estender a coluna. só que o terapeuta fará mobilizações com rotação. far-se-ão manipulação baseadas no método Cyriax. O terapeuta aplicará uma mobilização com suave pressão. se tratado com Mackenzie. 9 – a mesma postura anterior. cruza os braços e posiciona a palma das mãos no processo transverso do segmento lombar.* Massoterapia * Crioterapia * Hidroterapia Exercícios de Mackenzie São usados para corrigir hérnia de disco além de outras patologias da coluna lombar. na cama.paciente coloca uma perna sobre o assento da cadeira e flete a coluna anteriormente. Previne as elevação da pélvis e da coluna lombar. 12 – paciente na décima primeira posição. o terapeuta apóia o ombro esquerdo do paciente para não deixá-lo elevar–se. 1 – paciente em decúbito ventral (DV) sobre uma cama não muito mole. com o joelho esticado. 10 – mesma postura adotada na sétima. não se faz necessário cirurgia.

16 – correção dos desvios laterais. O tratamento de Mackenzie é baseado em estágios: * Reeducação do desarranjo * Manutenção da redução * Recuperação da função * Prevenção das recidivas Determinadas posições são adotadas dependo tipo de herniação do paciente. Convencional 20 a 30 minutos e breve intenso 10 a 15 minutos. Diminui a dor por mecanismo de teoria das comportas. para eliminar toxinas. diminuindo conseqüentemente a dor. E os com lordose fazem inicialmente as posições quinze. Os pacientes com hipercifose lombar começam pelas posturas um. normalizar o extrevazamento de liquido sinovial (reduzindo o edema) * Percussão. o assento do banco deve estar o mais próximos do volante para diminuir o movimento do quadril e conseqüentemente da coluna lombar. três e dezessete. numa cama não muito mole. nutrir fibras musculares e aumentar aporte sensação cutanea. * Deitar. qualquer tipo. diminuindo edema. Eletroterapia * Tens: Convencional (mais usado) ou breve intenso. três. quatorze. dobrar as pernas e colocá-las para fora da cama e elevar o troco com auxilio dos braços. * Levantar da cama. anti-inflamatorio (dores articulares) Cloreto de cálcio. evoluindo para dois e três. onze e doze. com lordose e ao levantar em cadeia longas chegar o corpo para frente sentado na ponta da cadeia e levantar. anti-inflamatorio Salicilato de sódio. Os pacientes com escoliose inicia-se o tratamento pelas posições dezesseis. . cinco. Os pacientes sem deformidades podem começar pelas posições em. dois e três. . analgésico (mialgias) Nitrato de prata. o paciente deve virar para decúbito lateral. Técnica: A melhor técnica seria a panqueca ou criomassagem. 17 – auto correção dos desvios. inibição ao redor do padrão talâmico (área cordical).Termoterapia * Bolsa de água quente . anestésico (nevralgiass) Citratode potássio. treze. da postura antálgiaca e seguindo uma evolução. sedante (algias pos traumaticas) Tempo de aplicação: 20 minutos. * Iontoforese: Novocaina.Massoterapia * Fricção media. * Dirigir carro. * Diminuição da permeabilidade celular. É necessário também ensinar o paciente a corrigir as posturas deformantes do dia – a – dia através da conscientização corporal de como se deve: * Sentar.

. .Hidroterapia * exercícios cinesioterapicos na piscina. de preferência quente na fase crônica já há diminuição do quadro inflamatório agudo.

1998. 1986 São Paulo.com. São Paulo. Sindromes Dolorosas. © 2002 . Apostila de Apoio – Biomec.br McCulloch & William. Editora Sciences. Internet: Site jennerssa. Editora Santos. 1994.ig. Spine – Volume 21 Nº 24 S – 1996 Suplemento inteiro sobre Hérnia discal lombar – Diagnostico consenso sobre Diagnostico e tratamento.Bibliografia Ann Thomson. São Paulo. Fisioterapia de Tidy.hpg.World Gate Brasil Ltda Todos os Direitos Reservados .