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CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA FENÔMENO DOS TRANSPORTES

VISCOSIDADE, VISCOSÍMETROS E ÓLEOS LUBRIFICANTES

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CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA FENÔMENO DOS TRANSPORTES

VISCOSIDADE, VISCOSÍMETROS E ÓLEOS LUBRIFICANTES

.................................................................Um modelo de viscosímetro de esfera.....7 Quadro 2 – Resultados do Ensaio (Temperatura x Tempo)........Um modelo de viscosímetro de orifício..............................................................................................................11 Quadro 1 – Tabela de Unidades (SI e Outras)....................................................................................................................3 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 ............................................................................19 ..........18 Quadro 4 – Resultado do Ensaio (Temperatura x Viscosidade)................10 Figura 4 ....................19 Gráfico 1 – Resultado do Ensaio (Viscosidade x Temperatura)............................18 Quadro 3 – Memória de Cálculo do Ensaio Laboratorial.........................................11 figura 5 – Exemplo de equipamento Saybolt-Furol de ensaio de viscosidade e esquema do interior do equipamento......Um modelo de viscosímetro capilar....................................Um modelo de viscosímetro rotativo................................7 Figura 2 .........9 Figura 3 ......................................

......5........................................................Vinscosímetros..............................15 2....Resultados (Viscosidade x Temperatura)......................1...................2...................1................................................................12 2.................Fluido não ............................6 2..................................22 REFERÊNCIAS ..............3..5...................................Conceito..........12 2...............17 2................................1................................................2...............................6 2......1........Utilização...................................................Memória de Cálculo (Viscosidade x Temperatura)............Índice de Viscosidade............4......................Fluido newtoniano......................................................7 2..............................................Tipos de Viscosímetros..............................................3...........2............................Gráfico V x T (Viscosidade por Temperatura)..............................1...........Experiência Laboratorial.......................Tipos........Gráfico (Viscosidade x Temperatura).14 2..........6 2.......3...........1.................................................4................Unidades................................6 2..............18 2.........5...5 DESENVOLVIMENTO....................7 2....................4..2...1.......................................................................20 REFERÊNCIAS.........................................................3............17 2...........8 2................................Descrição Sumária das Atividades...3........Viscosidade.................1........newtoniano...........................19 3.....5...................................................18 2.................................1.................3.....................................1.................2.......................................Óleos Lubrificantes.................Relação entre a viscosidade e a temperatura nos gases e nos líquidos...................4 SUMÁRIO 12INTODUÇÃO....2...................................... Composição e Utilização dos Óleos Lubrificantes.............................................5....7 2........................................................1............8 2................7 2.Sistema de Classificação: SAE e API...................3.............................................2....19 2..................CONCLUSÃO........

Visando uma abordagem prática e seus resultados descrevemos a experiência laboratorial (teste com óleo lubrifiacante) realizada no dia 15 de outubro de 2010 no Laboratório de Engenharia Mecância da Universidade Gama Filho.5 1.INTODUÇÃO O presente trabalho tem por objeto o estudo da viscosidade em Fluidos Newtonianos e Não Newtonianos abordando conceitos e características dos principais óleos lubrificantes e viscosímetros. .

1. Na França intentouse estabelecer o poiseuille (Pl) como nome para o Pa·s. Deve-se prestar atenção em não confundir o poiseuille com o poise. De outra maneira pode-se dizer que a viscosidade corresponde ao atrito interno nos fluidos devido basicamente a interações intermoleculares. que corresponde exatamente a 1 N·s/m² ou 1 kg/(m·s).1.DESENVOLVIMENTO 2. É comumente percebida como a "grossura". A unidade no Sistema CGS de unidades para a viscosidade dinâmica é o poise (p). cujo nome homenageia a Jean Louis Marie Poiseuille. O centipoise é mais usado devido a que a água tem uma viscosidade de 1.1. ou resistência ao despejamento. 1 centipoise = 1 mPa·s. dc τ=η d y A viscosidade cinemática ν é a relação entre a viscosidade dinâmica e a massa específica: ν = η/ρ .0020 cp a 20 °C. 1 poise = 100 centipoise = 1 g/(cm·s) = 0. sem êxito internacional. sendo em geral função da temperatura.2. A viscosidade desempenha nos fluidos o mesmo papel que o atrito nos sólidos.Viscosidade 2.1 Pa·s. chamado assim pela mesma pessoa. Viscosidade descreve a resistência interna para fluir de um fluido e deve ser pensada como a medida do atrito do fluido. Sói ser mais usado o seu submúltiplo: o centipoise (cp).Unidades A unidade física de viscosidade no Sistema Internacional de Unidades é o pascalsegundo (Pa·s). O fator de proporcionalidade η é a viscosidade absoluta ou viscosidade dinâmica do fluido.Conceito Viscosidade é a propriedade associada a resistência que o fluido oferece a deformação por cisalhamento.1.6 2. 2.

1.newtoniano O fluido não Newtoniano é um fluido cuja sua viscosidade varia proporcionalmente com a cinetica que se imprime a esse mesmo fluido. 2. Se o movimento que se lhe imprime for rápido esta mistura torna-se um solido e assim que se cessa o movimento. mas nos gases aumenta com o aumento da temperatura.Vinscosímetros Um viscosímetro.5.7 Quadro 1 . respondendo de forma quase instantanea. . A constante de proporcionalidade é a viscosidade dinâmica. 2. esta transforma-se novamente em liquido.Fluido newtoniano Um fluido newtoniano é um fluido em que cada componente da tensão cisalhante é proporcional ao gradiente de velocidade na direção normal a essa componente. Também A unidade não SI poise denominada poiseuille (PI) equivale a 10−1 N s/m2 A unidade não SI stoke (St) m2 / s equivale a 10-4 m2/s Viscosidade cinemática As unidades do Sistema Internacional (SI) para ambos os tipos podem ser deduzidas por simples análise dimensional.Tabela de Unidades Unidades Unidade SI Outras Viscosidade dinâmica N s / m2 ou Pa s. que nos líquidos diminui quando a temperatura aumenta.1.3. Para exemplo temos a mistura de farinha com água que dependendo da energia cinética que recebe pode ser um sólido ou um liquido. 2. A tabela acima nos dá os resultados.Fluido não .1. óleos.Relação entre a viscosidade e a temperatura nos gases e nos líquidos A viscosidade é a propriedade dos fluidos que se traduz por oferecer resistência ao escoamento. consiste num instrumento usado para medição da viscosidade de um fluído.4. Fluidos Newtonianos: a tensão é diretamente proporcional à taxa de deformação. ar. também designado por viscometro. Ex: água. 2.2.

por exemplo. sendo que um dos seus ramos é um tubo capilar fino ligado a um reservatório superior. é utilizado para líquidos e baseia-se na determinação de alguns dos parâmetros relacionados com a fricção desenvolvida por um líquido quando este escoa no interior de um capilar.1. • • • 2. A medida da viscosidade é o tempo que a superfície de líquido no reservatório demora a percorrer o espaço entre duas marcas gravadas sobre o mesmo. a simplicidade e robustez do instrumento e a facilidade de operação são mais importantes que a precisão e a exatidão na medida. adesivos e óleos lubrificantes. Viscosímetro de esfera. 2.2.2. Viscosímetro de orifício. nas fábricas de tinta. Viscosímetro rotativo. O viscosímetro capilar não é adequado para líquidos não newtonianos.Viscosímetro capilar ou viscosímetro de Ostwald O viscosímetro capilar ou de Ostwald. O viscosímetro de orifício é indicado nas situações onde a rapidez.2. O viscosímetro rotacional é o mais indicado para estudar líquidos não-newtonianos.Utilização A escolha do tipo de viscosímetro a ser utilizado depende do propósito da medida e do tipo de líquido a ser investigado. Figura 1: Um modelo de viscosímetro capilar . pois não permite variar a tensão de cisalhamento.2. Este tipo de viscosímetro é essencialmente um tubo em U.1. deixando-se escoar sob a acção da gravidade através do capilar.8 2.Tipos de Viscosímetros Existem quatro tipos básicos de viscosímetros: • Viscosímetro capilar.2. O tubo é mantido na vertical e coloca-se uma quantidade conhecida de um líquido no reservatório. mas é bom para líquidos newtonianos de baixa viscosidade.

Nos viscosímetros de cilindros concêntricos.2.Viscosímetro de orifício.2. a parte fixa é. no seio de um fluído que se pretende estudar. A viscosidade é medida pela velocidade angular de uma parte móvel separada de uma parte fixa pelo líquido. .9 2.2. devido a um sistema de pesos e roldanas.2.2. Figura 2: Um modelo de viscosímetro de orifício. A viscosidade é medida pelo tempo que um volume fixo de líquido gasta para escoar através de um orifício existente no fundo de um recipiente.Viscosímetro rotativo O viscosímetro rotativo é o mais usado na indústria e mede a força de fricção de um motor que gira.3. 2.

com uma bola de aço em cada um deles. possibilita a medição da velocidade de queda de uma esfera no seio de uma amostra de fluído. Nos viscosímetros de cone-placa. . Figura 4: Um modelo de viscosímetro de esfera.Viscosímetro de esfera em queda ou viscosímetro de bola O viscosímetro de esfera em queda ou de bola.2. cuja viscosidade se pretende determinar. O tempo que a bola leva A descer o comprimento do tubo depende da viscosidade do líquido. Este método consiste em diversos tubos contendo líquidos padrões de viscosidades conhecidas.10 em geral. Colocando-se a amostra num tubo semelhante. Figura 3: Um modelo de viscosímetro rotativo. um cone é girado sobre o líquido colocado entre o cone e uma placa fixa. que nasceu em Skreen a 13 de Agosto de 1819 e que faleceu em Cambridge a 1 de Fevereiro de 1903.2. A parte móvel pode ser no formato de palhetas ou um cilindro. Este tipo de viscosímetro é baseado na lei de Stokes. pode determinar-se aproximadamente a sua viscosidade por comparação com os outros tubos.4. a parede do próprio recipiente cilíndrico onde está o líquido. enunciada pelo físico e matemático irlandês George Gabriel Stokes. 2.

11 2. basicamente. e Furol: Fuel Road Oil).Exemplo de equipamento Saybolt-Furol de ensaio de viscosidade e esquema do interior do equipamento Figura 5 – Exemplo de equipamento Saybolt-Furol de ensaio de viscosidade e esquema do interior do equipamento No Brasil.2. o viscosímetro mais usado para os materiais asfálticos é o de SayboltFurol (Saybolt: o inventor.3. O aparelho consta. de .

2. empregam mistura em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos.1. no fundo do qual fica um orifício de diâmetro 3. abre-se o orifício e inicia-se a contagem do tempo. uma vez que as matérias-primas sintéticas possuem custo muito elevado.3. As propriedades e qualidades destes lubrificantes dependem da proveniencia e da viscosidade do petroleo cru. Os óleos semi-sintéticos ou de base sintética. O valor da viscosidade é reportado em segundos Saybolt-Furol. a uma dada temperatura de ensaio. Composição e Utilização dos Óleos Lubrificantes 2.Óleos Lubrificantes O lubrificante é composto por óleos básicos e aditivos. com diferenças características físico-químicas e por isso são produtos mais puros. originados de petróleos crus e beneficiados através de refinação.Óleos minerais São usados como lubrificantes com uma adequada viscosidade. permitindo a obtenção de vários tipos de cadeia molecular. Os óleos sintéticos são obtidos por reação química.15 ± 0.3. buscando reunir as melhores propriedades de cada tipo.1. sendo uma mistura de vários compostos. a marca de 60ml.Tipos. abreviado como SSF.02mm. no frasco inferior. é colocado num recipiente com óleo (banho) com o orifício fechado. associando a otimização de custo.Desliga-se o cronômetro quando o líquido alcança. A diferença está no processo de obtenção dos óleos básicos.1. evitar o contato entre as superfícies metálicas e arrefecer. 2.3. Quando falamos em óleos minerais temos de distinguir três tipos: • Óleo mineral de base parafínico . independentemente de ser mineral ou sintético. Sua função no motor é lubrificar. havendo assim maior controle em sua fabricação. Quando o material estabiliza na temperatura exigida (25 a 170ºC. Os óleos minerais são obtidos da separação de componentes do petróleo. O tubo. cheio de material a ensaiar.12 um tubo com formato e dimensões padronizadas. dependendo do material e 135ºC para os cimentos asfálticos).

que não ¨envelhecem¨ ou somente oxidam de forma lenta. • Óleo mineral de base misto Para atender as caracteristicas de lubrificantes conforme necessidade e campo de aplicação a maioria dos óleos minerais é misturada com base naftêncio ou parafínico em quantidades variados. • Óleo mineral de base naftênico Enquanto os hidrocarbonetos parafinicos formam em sua estrutura molecular correntes. produzidos artificialmente. Contém em sua composição quimica hidrocarbonetos de parafina em maior proporção. um bom comporamento de viscosidade-temperatura com pouca tendência de coqueificação em temperaturas elevadas. Eles possuem. os naftêncios formam em sua maioria ciclos. demonstra uma densidade menor e é menos sensível a alteração de viscosidade/temperatura. quando necessitamos produzir lubrificantes para baixas temperaturas. porém levam um processo de sinteticação.2. Estes óleos são fabricados a partir de óleos minerais. que estas ligas quimicas são relativamente estáveis e resistentes e não podem ser modificadas facilmente com influências quimicas. indica. Também se consegue através desde processo um comportamento excelente em relação à viscosidade- . Nos lubrificantes eles são partes resistentes e preciosos.13 O nome ¨Parafina¨. baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas. Desvantagem dos naftênicos é sua incompatibilidade com materiais sintéticos e elastômeros. na maioria das vezes. 2. o qual elimina os radicais livres e impurezas. alta resistência contra temperatura e influências quimicas. de origem Latin. A grande desvantagem é seu comportamento em temperaturas baixas: as parafinas tendem a sedimentar-se. ao contrário dos óleos minerais. Sendo assim as parafinas tendem a não oxidar em temperaturas ambientes ou levemente elevadas.1. Quando falamos em óleos sintéticos temos de distinguir cinco tipos diferentes: • Hidrocarbonetos sintéticos Entre os hidrocarbonetos sintéticos destacam-se hoje com maior importância de um lado os polialfaoleofinas (PAO) e os óleos hidrocraqueados.Óleos sintéticos São. deixando-os assim mais estável a oxidação. Os naftenicos em geral são usados.3.

altas e envelhecimento.Sistema de Classificação: SAE e API Para facilitar a escolha do lubrificante correto para veículos automotivos várias são as classificações. fabricação de graxas lubrificantes.3. • Poliolésteres Para a fabricação de lubrificantes especiais. mais viscoso é o lubrificante e são divididos em três categorias: .Classificação SAE A Classificação SAE estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos.2. 2. ácidos etc. Os diésteres estão hoje aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação civil por resistir melhor a altas e baixas temperaturas e rotações elevadíssimas. também. óleos hidráulicos e fluidos de corte os poli-alquileno-glicois. miscível ou não miscível em água tem hoje cada vez mais importância. Para a produção de lubrificantes destacam-se os Fenil-polisiloxanes e Methil-polisiloxanes. • Poliésteres Perfluorados Óleos de flúor e fluorclorocarbonos têm uma estabilidade extraordinária contra influência química. porém em temperaturas acima de 260°C eles tendem a craquear e liberar vapores tóxicos. Certos grupos formam óleos de Ester que são usados para a lubrificação e. Grande importância tem os Fluorsilicones na elaboração de lubrificantes resistentes a influência de produtos químicos.3.1. como também pelo seu comportamento favorável quanto ao índice de viscosidade.14 temperatura. fluidos de freios. • Óleos de silicone Os silicones destacam-se pela altíssima resistência contra temperaturas baixas. que é indicada por um número. classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade. Estes hidrocarbonetos ¨semi-sintéticos¨ atingem IV (Índices de Viscosidade) até 150.2. • Diésteres São ligações entre ácidos e alcoóis através da perda de água. Dos óleos sintéticos eles têm o maior consumo mundial. Eles são quimicamente inertes. Quanto maior este número. tais como solventes. sendo as principais SAE e API. 2.

2.15 • • • 50. Os óleos lubrificantes para motores a gasolina 2 tempos. como os usados em moto serras. Óleos multiviscosos (inverno e verão): SAE 20W-40. abrangem 3 níveis de desempenho: API TA. 20W-50. que significa inverno. quando submetido a diferentes valores de temperatura.Ponto de fluidez . 10W. foram acrescentados números. O óleo SJ é superior ao SH. Quanto maior o IV. o SJ passa em todos os testes que o óleo SH passa. assim sucessivamente. Óleos de inverno: SAE 0W. ela varia com a temperatura. também dos Estados Unidos da América. para indicar o tipo de motor (2 ou 4 tempos) a que se destina o lubrificante. 15W- Observação: a letra "W" vem do inglês "winter". 5W. 2. 2. a primeira indica o tipo de combustível do motor e a segunda o tipo de serviço. 40. menor será a variação de viscosidade do óleo lubrificante.3. Os óleos lubrificantes para motores a gasolina e álcool e GNV (Gás natural veicular) de 4 tempos atualmente no mercado são apresentados na tabela abaixo.2. é mais complexa que para motores a gasolina. isto é. 60. no tipo de serviço do qual a máquina estará sujeita. isto é. pois devido às evoluções que sofreu. São classificados por duas letras. A classificação API.3. Quando esta aumenta a viscosidade diminui e o óleo escoa com mais facilidade. 25W. álcool e GNV. portanto será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis fazendo a lubrificação das mesmas.Índice de Viscosidade A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre (escoa). 15W. TB e TC.3. quanto mais viscoso for um lubrificante (mais grosso). mais difícil de escorrer. 50.3. e em outros que o SH não passa.2. O Óleo SH por sua vez é superior ao SG. Óleos de verão: SAE 20. 30.1.3. para motores diesel. O Índice de Viscosidade (IV) mede a variação da viscosidade com a temperatura. 20W. A viscosidade dos lubrificantes não é constante. baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes.Classificação API A Classificação API foi desenvolvida pelo Instituto Americano do Petróleo.

3. ele é classificado como líquido combustível Classe I. acaba a inflamação (queima) da mistura.7 °C (trinta e sete graus e sete décimos de graus Celsius) e inferior a 70 °C (setenta graus Celsius). O ponto de fulgor não é suficiente para que a combustão seja mantida. armazenagem e manuseamento. sem que haja a combustão do combustível emitente. Através do ponto de fulgor distinguem-se os líquidos combustíveis e inflamáveis. Este ponto é uma medida importante para a determinação das características de armazenagem e de transporte do combustível na instalação. 2. O líquido combustível acima se classifica como líquido combustível Classe III • Líquido inflamável: todo aquele que possua ponto de fulgor inferior a 70 °C (setenta graus Celsius) e pressão de vapor que não exceda 2. . ele é classificado como líquido combustível Classe II. Quando o líquido inflamável definido acima possui ponto de fulgor superior a 37. de acordo com norma regulamentadora: • Líquido combustível: todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70 °C (setenta graus Celsius) e inferior a 93. aos riscos de transporte. Trata-se de um dado importante para classificação dos produtos combustíveis. entenda-se a quantidade de gás ou vapor misturada com o ar atmosférico suficiente para iniciar uma inflamação em contacto com uma fonte de calor (isto é. a queima abrupta do gás ou vapor).7 °C (trinta e sete graus e sete décimos de graus Celsius).3. Outro detalhe verificado é que.7 °C (trinta e sete graus e sete décimos de graus Celsius). Quando o líquido inflamável possui ponto de fulgor inferior a 37.Ponto de fulgor Ponto de fulgor ou ponto de inflamação é a menor temperatura na qual um combustível liberta vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor. ao retirar-se a fonte de calor.2.3 °C (noventa e três graus e três décimos de graus Celsius). em especial no que se refere à segurança. para a obtenção do ponto de fulgor.8 kg/cm2 absoluta a 37. Não há uma relação direta entre o ponto de fluidez e a viscosidade do óleo combustível.16 Ponto de fluidez é a menor temperatura em que o combustível ainda escoa. Por mistura inflamável.

API SH. 2. mas um valor mínimo é estabelecido para garantir segurança no armazenamento e manuseio do produto. SAE 20 W – 40. Amostra: 60 ml do óleo.2. podem entrar em combustão momentânea. O ponto de fulgor não tem relação direta no desempenho do combustível.4. Termômetro. Foi medido o tempo (em segundos) que a amostra (60 ml de óleo) levou para escoar através dos tubos capilares que compõem o viscosímetro com a temperatura escolhida e atingir o nível do recipiente colocado para aparar o óleo.4.1. • • • A experiência foi repetida para as temperaturas de 90° C e 100° C e O ponto de fulgor adotado foi de 260° C.Experiência Laboratorial 2. 2.Principais Passos da Realização da Experiência • • • O viscosímetro foi ajustado para uma temperatura inicial de 80° C. em contato com o oxigênio presente no ar. Os resultados de tempos de escoamento transcorridos a cada os tempos foram cronometrados da mesma forma. Cronômetro. Foi inserida a amostra de 60 ml de óleo no viscosímetro.4. temperatura testada estão apresentados na tabela abaixo: Quadro 2 – Resultados do Ensaio (Temperatura x Tempo) . na presença de uma fonte de calor.Descrição Sumária das Atividades Data da experiência: 15/10/2010 Local: Laboratório de Engenharia Mecânica – Universidade Gama Filho Equipamentos Utilizados: • • • Viscosímetro Saybolt (ASTM D-88). Óleo Testado: TEXACO HAVOLINE.17 Outra definição para ponto de fulgor: O ponto de fulgor (com o seu teste realizado no aparelho de vaso fechado de Pensky-Martens) é a temperatura em que o óleo desprende vapores que.

826087 3.Gráfico V x T (Viscosidade por Temperatura) A seguir apresentamos a memória de cálculo e o gráfico gerado a partir dos dados resultantes da experiência laboratorial onde: V= Viscosidade T= Tempo (em segundos) A e B= Parâmetros dependentes do tipo de viscosímetro.0289153 .1.65 12.18 TEMPERATURA (Em graus Celsius) 80 90 100 TEMPO (Em segundos) 100 69 59 2.5.2.Memória de Cálculo (Viscosidade x Temperatura) Quadro 3 – Memória de Cálculo do Ensaio Laboratorial Viscosidade Temperatura (° T AxT 22.Resultados (Viscosidade x Temperatura) Quadro 4 – Resultado do Ensaio (Temperatura x Viscosidade) Temperatura 80 90 100 Viscosidade 20. No caso de nossa experiência utilizamos os parâmetros do Saybolt Universal.594 13.334 B/T 1.65 12.76791304 10.B/T 20.5.5.95 2.226 e B= 195 2.220 e B= 135 T ≤ 100 segundos: A= 0.767913 10.226 100 195 90 0.226 59 195 2.305085 (AxT) . T > 100 segundos: A= 0.226 69 195 100 0.02891525 C) A (segundos) B 80 0.6 15.

3.5.Gráfico (Viscosidade x Temperatura) Gráfico 1 – Resultado do Ensaio (Viscosidade x Temperatura) .19 2.

SAE 20 W – 40. API SH. Aplicando a fórmula para cálculo da viscosidade verificamos na prática a relação viscosidade “versus” temperatura para fluido líquido. no dia 15/10/2010. ou seja. Nos líquidos a viscosidade diminui quando a temperatura aumenta. o óleo de teste atingia o nível do recipiente em menor tempo. É possivel medir a viscosidade com equipamentos denominados viscosímetros Utilizando viscosímetro modelo Saybolt em ensaio realizado com óleo TEXACO HAVOLINE. .20 1. já nos gases a viscosidade aumenta com o aumento da temperatura.CONCLUSÃO A viscosidade é uma propriedade que descreve a resistência de um fluido ao escoar. a medida que a temperatura aumentava a viscosidade diminuía. pudemos verificar que à medida que ajustávamos o viscosímetro para uma temperatura maior.

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