Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial

___________________________________________________________________ Instrução Normativa nº 25, de 27 de outubro de 2006 Aprova as normas técnicas e os procedimentos constantes dos manuais instituídos pelo Gabinete de Controle Interno do Poder Executivo Estadual.

O Chefe do Gabinete de Controle Interno da Governadoria, no uso de suas atribuições legais conferidas no Decreto nº 5.913, de 11 de março de 2004, e Considerando a necessidade de definir normas e procedimentos do Gabinete de Controle Interno (Geconi) nas suas diversas áreas de atuação; Considerando a necessidade de uniformizar a atuação do Geconi no acompanhamento e controle dos atos de gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional realizados nos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo do Estado de Goiás; Considerando a necessidade de estabelecer os procedimentos a serem observados pelos órgãos e entidades da Administração Pública no que concerne à licitações, obras e serviços públicos, contratos e convênios, fundos rotativos, tomada de contas especial, processo administrativo disciplinar, inspeção e auditoria, RESOLVE baixar a seguinte Instrução Normativa: Art. 1° Ficam aprovados os manuais abaixo relacionados: Manual de Instruções do Fundo Rotativo – MIFR; Manual de Orientação sobre Procedimentos de Licitação – MPL; Manual de Orientação sobre Obras Públicas – MOP; Manual de Convênios e Contratos – MCC; Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial – MPTCE; Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar – MTPAD; Manual de Procedimentos e Técnicas de Auditoria e de Inspeção – MPTAI. Art. 2° Ficam responsáveis pelas informações e esclarecimentos sobre as normas e procedimentos constantes nos referidos manuais, as seguintes gerências do Geconi:

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Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial

___________________________________________________________________ a) Manual de Instruções do Fundo Rotativo – Gerência de Adiantamentos e Fundos (Geadifu); b) Manual de Orientação sobre Procedimentos de Licitação – Gerência de Análise de Procedimentos de Licitação (Gepli); c) Manual de Orientação sobre Obras Públicas – Gerência de Obras e Serviços Públicos (Gosp); d) Manual de Convênios e Contratos – Gerência de Convênios e Contratos (GCC) e) Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial – Gerência de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial (GPADTCE) f) Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar – Gerência de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial (GPADTCE) g) Manual de Procedimentos e Técnicas de Auditoria e de Inspeção – Gerência de Auditoria Operacional (GAO) no que refere-se às normas relativas à Auditoria; e Gerência de Supervisão das Inspetorias (GSI) no que refere-se às normas relativas à Inspetoria. § 1º Competem, ainda, às gerências citadas no caput, o acompanhamento rigoroso do cumprimento das normas estabelecidas nos manuais, bem como a atualização dos mesmos, conforme descrito no parágrafo seguinte. § 2º Toda e qualquer alteração e a conseqüente atualização dos manuais, em virtude de determinações legais e de modificações necessárias, deverá ser encaminhada pelas gerências responsáveis pelos manuais à Gerência de Orientação Preventiva e Procedimentos Administrativos (Geopa) que, sob supervisão e deliberação da Superintendência de Ação Preventiva (Suap), fará a análise, formatação e as devidas atualizações pertinentes. § 3º A Geopa fica responsável, exclusivamente, para encaminhamento dos respectivos manuais, via Superintendência de Ação Preventiva, após devida anuência da

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em Goiânia.GECONI – GO . aos 27 dias do mês de outubro de 2006.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Chefia do Gabinete. Luiz Carlos da Fonseca Chefe do Gabinete ( D.998 de 31/10/2006) _______________________________________________________________4 Gabinete de Controle Interno . ao setor responsável pela página da internet do Geconi e à Gerência da Secretaria Geral. para procederem a publicação e os devidos registros. 3° Esta instrução normativa entra em vigor na data de sua publicação. Art.O. nº 19. Chefia do Gabinete de Controle Interno da Governadoria.

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________5 Gabinete de Controle Interno .

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ ALCIDES RODRIGUES FILHO Governador LUIZ CARLOS DA FONSECA Chefe do Gabinete de Controle Interno OTÁVIO ALEXANDRE DA SILVA Subchefe do Gabinete de Controle Interno ANTÔNIO PEREIRA VALVERDE Chefe de Gabinete ANDRÉ DA SILVA GOES Superintendente de Ação Preventiva BRUNO GARIBALDI FLEURY Superintendente de Auditoria GILSON GOMES BORGES Superintendente de Administração e Finanças MANOEL CAIXETA NETO Superintendente de Ação Fiscalizadora MARCELO PARREIRA VELOSO Gerente de Orientação Preventiva e Procedimentos Administrativos HILTON BORGES Gerente de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial _______________________________________________________________6 Gabinete de Controle Interno .

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Equipe Técnica/Apoio JOCELINO BERNARDES JUSSARA VELOSO SOARES Composição/arte (capa) CARLOS CESAR ELIAS FILHO Gerente de Comunicação _______________________________________________________________7 Gabinete de Controle Interno .

com o objetivo de garantir a otimização dos gastos públicos e.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ APRESENTAÇÃO O Gabinete de Controle Interno . FISCALIZAÇÃO – Através de ações de inspeções contínuas efetuadas nos órgãos e entidades da Administração Pública utilizando-se das técnicas de acompanhamento e verificação de procedimentos administrativos. pautando sempre pela ética e transparência. publicidade e transparência. fiscalização. igualdade. avaliando o cumprimento das metas. orientar e auxiliar os órgãos da Administração Pública do Estado de Goiás. _______________________________________________________________8 Gabinete de Controle Interno . controle e avaliação. eficácia. controle e avaliação proporcionam aos Gestores Públicos uma melhor aplicação do dinheiro público. moralidade. impessoalidade.Geconi tem como missão proporcionar economicidade. o Sistema de Controle Interno objetiva ainda fiscalizar. comprovando a legalidade e a legitimidade dos atos. Instituído constitucionalmente. acompanhar. execução. torna-se imprescindível uma maior atenção e cumprimento aos princípios da legalidade. Partindo dessa premissa e considerando que a agilidade dos procedimentos de análise. Para consecução desses objetivos o Geconi tem pautado suas ações em três vertentes: PREVENÇÃO – Por meio de orientações preventivas e expedições de atos normativos referentes a procedimentos administrativos de planejamento. programação.GECONI – GO . alcançar o desenvolvimento econômico e social. eficiência. fiscalização. financeira. efetividade e eqüidade à Gestão Governamental. bem como disponibilizar elementos suficientes para que as execuções orçamentária. contábil e patrimonial sejam desenvolvidas dentro desses princípios. assim. com expedição de despachos e manifestações de caráter detectivo e corretivo.

controle e avaliação da gestão pública.GECONI – GO . programação.Através de ações de auditoria devidamente tipificadas com intuito de verificação da legalidade e regularidade dos atos administrativos em relação ao planejamento. _______________________________________________________________9 Gabinete de Controle Interno . Desta forma. como também a todos agentes/servidores da Administração Pública do Governo de Goiás. em suas ações específicas elementares. foi desenvolvido o Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial para utilização por todos os agentes/servidores.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ AUDITORIA . que atuam no âmbito do Controle Interno do Poder Executivo. execução. fiscalização.

..................................................23 INFORMAÇÕES GERAIS...............GECONI – GO ..20 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES.....................24 Tomada de Contas Especial.....................30 Encaminhamento da TCE ao Tribunal de Contas do Estado...............................24 Fatos ensejadores da TCE........................................................................14 CONSIDERAÇÕES INICIAIS........25 Responsável pela instauração da TCE.................................................................................................................................................................30 Instruções da TCE pelo TCE-GO......................................................................................................................................................................................................22 Abordagem Geral.............................................................................................Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ SUMÁRIO INTRODUÇÃO.......29 Apresentação da Prestação de Contas ou Recolhimento do Débito após encaminhamento do processo ao TCE-GO..................26 Etapas a serem seguidas pela autoridade Administrativa para a instauração da TCE 26 Peças básicas de uma TCE.............36 _______________________________________________________________10 Gabinete de Controle Interno ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................30 Julgamento das TCE pelo TCE-GO.........................16 LISTA DE ABREVIATURAS................................................................33 A FORMAÇÃO DO PROCESSO.........................................................................................29 Peça básica de uma TCE simplificada...............................................................................................................................22 Âmbito 22 Fundamentos Legais................................................................................................25 Legislação............................................................................................................27 Valores para a elaboração de TCE sob forma simplificada...36 Noções Preliminares...............................................................32 Sanções aos Agentes Públicos cujas contas forem julgadas irregulares...............................................22 Finalidade...............................................................................................................................24 Dispensa da Instauração..........

...................39 Demonstrativo Financeiro do Débito.........................................................................39 Relatório da Comissão de Tomadores de Conta.....................60 Das Provas..........52 Modelo de Portaria de Instauração de Comissão de TCE...............................................................................................59 Modelo do Termo de Juntada........................................37 Termo formalizador da Avença..............................................................................................................................................................46 Cópia do Relatório da Comissão de Sindicância ou Inquérito........................ quando for o caso................................................................47 Outras Peças que permitam o ajuizamento acerca da responsabilidade ...............Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Objetivos da Atividade da Comissão......46 Cópia das Notificações de Cobrança expedidas ao responsável......................................................55 Da Ata de Início dos Trabalhos................................37 Ficha de Qualificação.....................................................58 Modelo do Termo de Autuação...........................53 Modelo de Portaria de Instauração de Comissão de TCE para os Órgãos..............................................................42 Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão de Controle Interno..54 A publicação da Portaria ......................................................................................................52 Da Portaria de Instauração da Comissão ......................48 Providências a serem tomadas pelo TCE ........................61 Noções Gerais..............................36 Elementos Essenciais...................................................................................................48 Documentos que devem ser juntados – Convênio ou Instrumentos Congêneres...................GECONI – GO .....................................................61 Do Ônus da Prova.................56 Da organização dos Trabalhos.................................................................................52 Requisitos formais da Portaria....................................................................................62 Noções sobre o Objeto da Prova e a Dispensa do Ônus ........................................56 Modelo de Ata de Início dos Trabalhos...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................62 _______________________________________________________________11 Gabinete de Controle Interno .........................................................57 Do Termo de Autuação...........................44 Manifestação do Secretário de Estado.............................................................................................................................52 Do início do Processo....55 Do início dos Trabalhos..................GO quando faltar documento essencial 51 DA FASE INTERNA.........................................................

.......................................82 A ação da Unidade Setorial de Controle Interno.83 Parágrafos ilustrativos............................................88 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ O que deve ser provado...............................................................................................................................................................................................................................................................81 Relatório e Certificado de Auditoria.GECONI – GO ........................3...............................63 Dos Meios da Prova...87 Como solicitar uma TCE.........................................80 Remessa à autoridade instauradora..................................79 4.......................................................................................................................................75 Valor de Alçada..........................................77 Relatório Conclusivo....................................................................................................................................................64 TCE de rito simplificado.............................79 4......Dano ao erário......................................................................................................................................................................................................................77 Elementos essenciais do Relatório..7..........................................................................................................................87 Dúvidas e Sugestões............................................................................................................... bens e valores.........76 Da conclusão da Comissão.............................................89 LISTA DE CONCEITUAÇÕES..........................81 Verificação dos elementos do Processo.................84 Organização do Processo da TCE..............................7...........................80 Recorribilidade da Conclusão.........................................................79 4........Omissão no dever de prestar contas..................................................................................................................7............Desvio de dinheiros.........................................................................................................................................83 Manifestação do Secretário de Estado supervisor da área.......................................................................................................................80 Forma de Apresentação.....83 Remessa ao Tribunal de Contas..........84 DISPOSIÇÕES FINAIS.......82 O parecer da Unidade Setorial de Controle Interno................................81 Providências do GECONI............2......................................................................................................................................................................................................................90 _______________________________________________________________12 Gabinete de Controle Interno ...............1.

Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________13 Gabinete de Controle Interno .GECONI – GO .

As críticas e sugestões ao manual poderão ser encaminhadas. sempre atualizada. sobretudo. na necessidade de introdução de métodos e procedimentos que sejam determinantes para a Modernização da Gestão Governamental. _______________________________________________________________14 Gabinete de Controle Interno . objetivando uma melhoria contínua e atualização face a alterações na legislação. financeiras e patrimoniais dos Órgãos da Administração Pública do Estado de Goiás.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ INTRODUÇÃO Este manual contém de forma clara e sucinta os principais aspectos que norteiam os Procedimentos de Tomada de Contas Especial no âmbito do Poder Executivo Estadual. serviços e ações executados pelas inspetorias. A elaboração desse manual teve como base o Manual de Orientação sobre Tomada de Contas Especial do Comando da Aeronáutica. por meio do referido site. os passos. também. Espera-se que a experiência decorrente da aplicação deste manual possa promover importantes ajustes ao longo do tempo.gov. deste manual estará disponibilizada no site do GECONI .br. Não se pretende esgotar os assuntos aqui abordados. envolvendo as suas fases. estar abertos a uma constante manutenção evolutiva em parceria com nossos leitores. as condutas e os enquadramentos legais na legislação de suporte.GECONI – GO .controleinterno. com adaptação feita pela Gerencia de Processo Administrativo Disciplinar e Tomada de Contas Especial do Gabinete de Controle Interno da Governadoria. operacionais. necessárias ao desenvolvimento das tarefas. Após as considerações iniciais. Os temas relacionados foram conduzidos considerando as legislações existentes e inerentes ao Sistema de Controle Interno. será exposto o detalhamento do processo. auditorias e áreas administrativas. mas. A versão. não substitui o conhecimento da legislação afeta aos mesmos.www. portanto.goias. os atos.

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________15 Gabinete de Controle Interno .

enquanto que o Processo Administrativo Disciplinar e a Sindicância destinam-se. não. em relação à observância dos procedimentos legais. A Tomada de Contas Especial. entretanto.GECONI – GO . c) podem ser conduzidos pelos mesmos Agentes da Administração ou não. dois ou até três deles. guardam pontos de contato entre si: a) pode existir apenas um. Tomada de Contas Especial . _______________________________________________________________16 Gabinete de Controle Interno . a Sindicância e o Inquérito Policial Militar – IPM. é necessário tecer algumas considerações iniciais sobre o tema em análise. A Tomada de Contas Especial tem objetivo distinto do Processo Administrativo Disciplinar e da Sindicância. mas o mérito da TCE e a gradação da penalidade do Processo Administrativo Disciplinar ou Sindicância.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ CONSIDERAÇÕES INICIAIS Antes da abordagem propriamente dita. todos podem ser revistos pelo Judiciário. d) em tese.TCE é um processo excepcional de natureza administrativa que visa a apurar responsabilidade pela omissão ou irregularidade no dever de prestar contas ou por danos causados ao Erário. Outra importante distinção repousa no fato de que a TCE não é julgada pela autoridade administrativa que a instaura. Cumpre ressaltar. porém. dirige-se ao resguardo da integridade dos recursos públicos. razão pelo qual será discorrido leve comentário a respeito deste particular tipo de processo de apuração. ao fiel acatamento da disciplina. das normas administrativas de conduta dos agentes públicos. b) pode haver troca de elementos (documentos) entre os processos. isto é. Não obstante. que existem diferenças entre o Processo de Tomada de Contas Especial e o Processo Administrativo Disciplinar. em decorrência de um mesmo fato.

outros princípios específicos. b) Princípio da Razão Suficiente “Ad-Rogável”. podendo revestir-se de sigilo. não sujeita ao contraditório. a eventual decisão de recompor prejuízos. poderá ser dispensada a instauração da TCE. O IPM visa à apuração da conduta disciplinar-militar. relevante nota distintiva diz respeito aos efeitos patrimoniais da conclusão: enquanto que. Por outro lado. mas fica sempre adstrito o julgamento à própria Administração. Verificando-se tal hipótese e estando presente a boa-fé do agente envolvido. no processo de TCE. inclusive quanto à origem do débito. Enquanto que nos processos em geral há uma acusação direta a alguém ou uma lide entre determinadas pessoas. mesmo não ocorrendo indisciplina militar.GECONI – GO . podem-se elencar os seguintes: a) Princípio da Proteção do Erário Ao contrário dos processos administrativos em geral. dependendo da penalidade a ser aplicada. para ter eficácia no juízo comum. o julgamento se dá pela autoridade instauradora ou superior. para apurar as infrações penais e para fundamentar a denúncia ou a queixa. Ainda. nos autos de um Inquérito Policial Militar poderá ocorrer a reparação do dano. no Processo Administrativo Disciplinar ou na Sindicância. O Inquérito Policial Militar é um procedimento administrativo prévio. como espécie de processo administrativo. na TCE deve-se partir do fato de que a Administração tem por dever envidar esforços para a proteção do Erário. inquisitiva. terá força de título executivo. A TCE. a TCE tem nesse último propósito o fim imediato das apurações. na TCE. dentro do necessário. também segue os princípios que os modernos administradores proclamam fundamentar o gênero. ordenando a recomposição do Erário como objeto mediato. Como princípios específicos do processo de TCE. como é natural para a preservação de sua identidade. a relação jurídica que se desenvolve liga o dano (fato) ao dever de recompor o Erário. se a decisão imputar débito ou multa. terá necessariamente de ser rediscutida. _______________________________________________________________17 Gabinete de Controle Interno . recompondo prejuízos experimentados ou determinando providências para obter a prestação de contas de autoridades omissas. É peça investigatória. possuindo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Já no Processo Administrativo Disciplinar.

GECONI – GO . as condutas e os enquadramentos legais na legislação de suporte. _______________________________________________________________18 Gabinete de Controle Interno . no entanto. envolvendo as suas fases. delineadas essas considerações iniciais. o procedimento ou processo de TCE deve ser encerrado. Finalmente. se o agente responsável pelo dano ao Erário ou omissão no dever de prestar contas adota providências para afastar do mundo jurídico a causa. se um agente der causa à danificação de um bem e promover o seu ressarcimento. encerrar-se-á a TCE em qualquer de suas fases. a expor o detalhamento do processo. os passos. a partir de agora. em relação a esse fato. podendo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Este princípio trazido para o ramo do Direito Público traduz junto com o princípio examinado anteriormente o fato de que. os atos. subsistir a conduta disciplinar ou falta residual punível. Assim. passar-se-á.

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________19 Gabinete de Controle Interno .

Diário Oficial do Estado – Resolução Normativa do TCE-GO – Inquérito Policial Militar – Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ LISTA DE ABREVIATURAS C/C CC CP CPC DARE DOE RN IPM LO MPE PCA RADA RITCE GECONI SIOFI STN SUACI TCA TCE-GO TCE .GECONI – GO .Código de Processo Civil Brasileiro .Sistema de Programação e Execução Orçamentária e Financeira do Estado .Código Penal Brasileiro .Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais .Combinado com .Secretaria do Tesouro Nacional – Superintendência de Auditoria do GECONI – Tomada de Contas Anual – Tribunal de Contas do Estado de Goiás – Tomada de Contas Especial _______________________________________________________________20 Gabinete de Controle Interno .Ministério Público do Estado – Prestação de Contas Anual – Regulamento de Administração da Aeronáutica – Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado – Gabinete de Controle Interno da Governadoria .Código Civil Brasileiro .

Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________21 Gabinete de Controle Interno .GECONI – GO .

quando da designação para comporem comissões específicas. substituir ou interpretar as normas vigentes sobre Tomada de Contas Especial.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Finalidade O presente manual tem por finalidade proporcionar aos Agentes e aos Auxiliares da Administração os conhecimentos básicos essenciais sobre o processo de Tomada de Contas Especial. segundo a legislação que trata do assunto e as normas e procedimentos específicos estipulados pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás. na Administração Pública. _______________________________________________________________22 Gabinete de Controle Interno . mas sim reunir. Abordagem Geral A execução do processo de Tomada de Contas Especial subordina-se a uma grande quantidade de legislação normativa. só é lícito fazer o que a legislação expressamente autorize. não se podendo. além do Gabinete de Controle Interno da Governadoria. em um único documento formal. adotar procedimentos decorrentes de omissão da legislação. o presente manual não busca. sem prévia autorização da autoridade competente. apresentando os mais variados níveis de abrangência e de complexidade.GECONI – GO . que é um processo administrativo de tomada de contas em circunstâncias especiais e cujo objetivo é o de identificar eventuais prejuízos. Âmbito Este manual aplica-se a todas os Órgãos do Poder Executivo Estadual. sob qualquer hipótese. para a execução de uma Tomada de Contas Especial. em nenhuma hipótese. Nesse contexto. Por princípio. os conhecimentos básicos julgados pertinentes e indispensáveis para os Agentes e os Auxiliares da Administração. com vistas ao ressarcimento ao Erário.

666/93 • Código Civil Brasileiro – Lei nº 10. de 24. de 15.869.848. de 10/01/2002.785/95 – Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado de Goiás • Regimento Interno do TCE-GO – Resolução nº. de 07/12/1940.1988 • Constituição do Estado de Goiás. • Resolução Normativa nº 011 – Tribunal de Contas do Estado. Brasília. 1997.96 – Normas sobre Tomadas e Prestações de Contas dos Gestores de Recursos Públicos e Rol de Responsáveis do Poder Público.01 e alterações posteriores – Instauração e Organização de Processos de Tomada de Contas Especial. • Código Penal Brasileiro –. e Rol de Responsáveis do Poder Público.2006. 5. • Código de Processo Civil – Lei nº. 1990.de 21.406. Brasília.12. 2001. • Instrução Normativa nº 01 – Secretaria do Tesouro Nacional. de 09.320/64 Lei nº 8. LEIS ESTADUAIS • Lei nº 12. de 10.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Fundamentos Legais NORMAS CONSTITUCIONAIS • Constituição da República Federativa do Brasil. • Instrução Normativa nº 04 – Secretaria Federal de Controle.97 Celebração de Convênios de natureza financeira que tenham por objeto a execução de projetos ou realização de eventos – Capítulo X. • Decreto Federal nº 1799/96 – Ministério da Justiça • Instrução Normativa nº 08 – Delegacia do Tesouro Nacional. 744/01.10.1990 Normas sobre Tomadas e Prestações de Contas dos Gestores de Recursos Públicos. _______________________________________________________________23 Gabinete de Controle Interno . de 11/01/1973. Brasília.1989 LEIS FEDERAIS • • Lei nº 4.01. Decreto–Lei nº. 1996. • Instrução Normativa nº. 2.Goiânia.12. 20 – GECONI.GECONI – GO .06.

Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ INFORMAÇÕES GERAIS Tomada de Contas Especial A Tomada de Contas Especial. c) ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros. a TCE deve ser instaurada até mesmo em caso de roubo. nas seguintes ocorrências: a) omissão no dever de prestar contas. ser ressalvada a inovação introduzida pela RN/TCE nº 011/2001. cuja periodicidade é obrigatória e tem como finalidade demonstrar a movimentação dos bens e recursos geridos pelo Órgão ou Entidade. que também pode ser entendida como tomada de contas em circunstâncias especiais. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário.GECONI – GO . 8º. Fatos ensejadores da TCE De acordo com o caput do art.785/95 (Lei Orgânica do TCE). b) não comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo Estado. com vistas ao ressarcimento do Erário. o Administrador Público tomará as providências necessárias à instauração da Tomada de Contas Especial. calcada nos princípios da racionalização administrativa e da economia processual. ao definir a TCE como um processo administrativo devidamente formalizado. é o instrumento legal destinado a identificar eventuais prejuízos. identificar o(s) responsável(eis) e quantificar os danos. ou d) prática de qualquer ato ilegal. Diferentemente das Contas Anuais. no entanto. Dentro dessa abrangência. furto ou perda de bens. bens ou valores públicos. da Lei nº 12. que somente deverá “ser instaurada após esgotadas as providências _______________________________________________________________24 Gabinete de Controle Interno . Merece. na guarda e na aplicação de recursos públicos. a TCE objetiva apurar os fatos.

06.744/2001. com vistas ao reparo do dano (§ 2º. também inseriu dispositivo constante do § 6º. da RN/TCE nº 011/2001). da RN/TCE nº 011/2001). extravio ou outra irregularidade sem que se caracterize má fé de quem lhe deu causa. que deliberará acerca da dispensa de instauração da tomada de contas especial”. 184. c) RN nº. Resolução nº.GECONI – GO .2006 ( DO nº. a autoridade administrativa competente deverá. 196A e 201). Dispensa da Instauração O Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado .2001 (Dispõe sobre a instauração e organização de processos de Tomada de Contas Especial e dá outras providências).RITCE. 2º. de 10. 12. do art. comunicar o fato ao Tribunal.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ administrativas internas com vistas à recomposição do Erário” (Parágrafo único. 19.907. Legislação Diversos são os dispositivos legais e regulamentares que se referem à matéria. 20 do GECONI.06) _______________________________________________________________25 Gabinete de Controle Interno . b) Regimento Interno do TCE (artigos 184 a 187. de 14. em sua tomada ou prestação de contas anual. se o dano for imediatamente ressarcido. Assim. 011 do TCE. tendo em vista o princípio da economicidade processual. de 09. a obrigação da autoridade administrativa competente de providenciar a instauração da TCE somente estará caracterizada após “esgotadas as medidas cabíveis no âmbito administrativo interno”. do art. quanto à possível dispensa de se elaborar o processo de TCE quando de ocorrências em que ficar comprovado a ausência de má fé e o dano for prontamente ressarcido: “Na ocorrência de perda. d) IN nº.785/95 (artigos 8. 9.06. dentre os quais devem ser destacados: a) Lei nº. do art. 47 e 50).10. 1º.

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___________________________________________________________________ Responsável pela instauração da TCE A autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária, deverá imediatamente adotar providências com vistas à apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano (caput do art. 8º, da Lei nº. 12.785/95), sempre que verificada alguma das hipóteses previstas no item nº 2.2 (Fatos ensejadores da TCE). O início do processo, com vistas à exigência de prestação de contas ou de ressarcimento ao Erário, caberá a Autoridade Administrativa Competente, podendo ocorrer de ofício ou por solicitação do GECONI ou do TCE-GO. É fundamental ressaltar que, caso não comprovada a conivência entre a autoridade administrativa que constatou a irregularidade e o agente causador do dano,a responsabilidade daquela esgotar-se-á com a adoção de providências visando à reparação do prejuízo. Entretanto, a omissão da autoridade competente no que se refere ao dever de adotar as providências com vistas à apuração do dano e ao imediato ressarcimento ao Erário, no prazo máximo estabelecido em Resolução Normativa do TCE, é considerada grave infração à norma legal, sujeitando a referida autoridade à imputação das sanções cabíveis, sem prejuízo de caracterizar a sua solidariedade com o agente causador do dano (§1º, do art. 8º, da Lei nº. 12.785/95 e §1º, do art.184, do RITCE). O GECONI, por sua vez, tem o dever de dar ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária, de qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tome conhecimento, conforme dispõe o texto constitucional no § 1º, de seu art. 74 (também ressaltado no art. 49, da Lei nº. 12.785/95 e art. 3º, da RN/TCE nº 011/2001). Além disso, poderá o TCE, a qualquer tempo, determinar a instauração de TCE, independentemente das medidas administrativas internas e judiciais adotadas, se entender que o fato motivador possui relevância suficiente para ensejar a apreciação por seus colegiados (art. 9º, da RN nº 011/2001 do TCE). Etapas a serem seguidas pela autoridade Administrativa para a instauração da TCE No âmbito do GECONI, o procedimento seguinte à identificação do ato lesivo é a notificação do responsável, objetivando a regularização do fato, assim:

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Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial

___________________________________________________________________ a) em se tratando de omissão de contas ou não comprovação da aplicação dos recursos repassados mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, o responsável será notificado para que apresente a Prestação de Contas ou que proceda à devolução dos recursos recebidos, acrescidos dos encargos legais; e b) no caso de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos, da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário, o responsável será notificado para que recolha o valor do débito a ele imputado, acrescido da correção monetária e juros de mora, bem como para que apresente as justificativas e as alegações de defesa julgadas necessárias, nos casos em que a Prestação de Contas não tenha sido aprovada. Esgotado o prazo e não apresentada a Prestação de Contas, nem devolvidos os recursos financeiros desviados, será providenciada a instauração da Tomada de Contas Especial e a Inscrição da Responsabilidade pelo débito em conta específica, pelo Tribunal de Contas do Estado. Peças básicas de uma TCE O processo de TCE será constituído pelas peças definidas pelo art. 4º, da RN/TCE nº. 011/2001. Registre-se que a ausência de qualquer um dos elementos constantes do citado artigo enseja a restituição do processo à origem para sua complementação (Parágrafo único, do art. 4º, da RN nº011/2001, do TCE-GO). As peças básicas são: a) • • • Ficha de Qualificação do Responsável, indicando: nome; número do CPF e CI; endereço residencial, profissional e número de telefone; • cargo,função e matrícula, posto ou graduação, se servidor público ou militar; b) c) Termo Formalizador da Avença, quando for o caso; Demonstrativo Financeiro do Débito, indicando: _______________________________________________________________27
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___________________________________________________________________ • • • valor original; origem e data da ocorrência; parcelas recolhidas e respectivas datas de recolhimento, se for o caso; d) Relatório do Tomador de Contas indicando, de forma circunstanciada, as providências adotadas pela autoridade competente, inclusive quanto aos expedientes de cobrança de débito remetidos ao responsável; e) Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão de Controle Interno competente, acompanhado do respectivo Relatório, que trará a manifestação expressa dos seguintes quesitos: • adequada apuração dos fatos, indicando a legislação, incluindo-se as normas ou regulamentos eventualmente infringidos; • correta identificação do responsável; • precisa quantificação do dano e das parcelas eventualmente recolhidas; f) pronunciamento do Secretário de Estado supervisor da área ou Autoridade de nível hierárquico equivalente; g) cópia do Relatório da Comissão de Sindicância ou de Inquérito, se for o caso; h) cópia das Notificações da cobrança, expedidas ao responsável, acompanhadas de Aviso de Recebimento ou qualquer outra forma que assegure a certeza da ciência do interessado, conforme disposto no § 3º, do art. 26, da Lei nº 13.800, de 18.1.2001; i) outras peças que permitam ajuizamento acerca da responsabilidade ou não pelo prejuízo. Quando se tratar de recursos relativos a convênio, a acordo, a ajuste ou a outros instrumentos congêneres, o certificado e o relatório de auditoria tratados no inciso V devem conter manifestação sobre a observância das normas legais e regulamentares pertinentes, por parte do concedente, com relação à celebração do termo, avaliação do plano de trabalho, fiscalização do cumprimento do objeto e instauração tempestiva da Tomada de Contas Especial e de demais documentos constantes da solicitação de recursos.

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bem como à conta de subvenções. b) cargo.: Quando o objeto deu caso à ação judicial. por meio de Demonstrativo. auxílio e contribuições. Valores para a elaboração de TCE sob forma simplificada Caso o valor do dano causado ao Erário seja de valor igual ou inferior à quantia fixada para este efeito por Resolução Normativa a cada ano civil. e f) informação de que o nome do responsável foi incluído no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades estaduais – CADIN. acordo. a Tomada de Contas Especial será elaborada de forma simplificada. ajuste ou outros instrumentos similares. pelo TCE. também deve integrar o processo a notificação da entidade beneficiária. Obs. _______________________________________________________________29 Gabinete de Controle Interno . c) endereço residencial. além da notificação ao responsável prevista no inciso VIII. das parcelas recolhidas. e anexada ao processo da respectiva Tomada ou Prestação de Contas Anual do Ordenador de Despesas ou equivalente. posto ou graduação se o mesmo for servidor público ou militar. a Comissão de Tomadores de Contas fará constar a fase processual da ação. função e matrícula do responsável. profissional e número de telefone do responsável.GECONI – GO . para julgamento em conjunto. na forma da legislação em vigor. O valor é fixado pelo Tribunal anualmente. e) origem e data das ocorrências. Peça básica de uma TCE simplificada DEMONSTRATIVO DA TCE – Até R$ (valor a ser definido pelo TCE-GO) a) nome e número do CPF e da CI do responsável. d) valor original do dano e. OBS: Até a presente data o TCE-GO não fixou o valor. se for o caso.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Nos casos de omissão no dever de prestar contas de recursos repassados mediante convênio.

Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Apresentação da Prestação de Contas ou Recolhimento do Débito após encaminhamento do processo ao TCE-GO Instaurada a TCE e havendo apresentação. caso exista falha neste instrumento. e b) não sendo aprovada a prestação de contas serão adotadas as providências do item anterior. da Prestação de Contas ou do recolhimento do débito imputado. Encaminhamento da TCE ao Tribunal de Contas do Estado Concluso o processo da TCE. a Unidade Técnica do TCE adotará as providências para que seja agilizada a citação dos responsáveis. Instruções da TCE pelo TCE-GO Diante do processo de TCE. que só poderá ser baixada por decisão do Tribunal. no caso de a TCE referir-se à atual Autoridade Administrativa. entretanto. podendo. a inadimplência.GECONI – GO . no caso de ausência de um deles. Após a verificação das peças básicas. _______________________________________________________________30 Gabinete de Controle Interno . diligenciar no intuito de obter esclarecimentos e informações adicionais sobre o assunto. para os efeitos de cadastros dos faltosos. após o encaminhamento da TCE ao TCE-GO. manterá a inscrição da responsabilidade apurada. reinscrevendo-se. por motivo de cerceamento de defesa. além das conseqüências jurídicas. omissos e/ou inadimplentes na comprovação ou pelo uso irregular dos recursos públicos. o Tribunal de Contas da Estado procederá à análise dos elementos dele integrantes. uma vez que. sendo um dos momentos mais importantes do procedimento em questão. tendo em vista sua permanência à frente da Administração. restituindo o processo à origem. Cumpre assinalar que a fase própria da citação feita pela Unidade Técnica do TCE-UT. este procederá a baixa da inadimplência e: a) sendo aprovada a Prestação de Contas ou comprovado o recolhimento. reveste-se da maior relevância. embora intempestiva. poderá ser alegada a nulidade de toda a TCE. ainda. os autos serão encaminhados ao Tribunal de Contas para julgamento e providenciará os registros.

para todos os efeitos. No caso de falecimento do responsável. do RITCE). A citação. O responsável cujas alegações de defesa forem rejeitadas pelo TCE-GO será cientificado para que. § 3º. o TCE adotará os seguintes procedimentos. com aviso de recebimento. 5º. e b) se. 11. da Lei 12. ordenará a intimação do responsável para. apresentar as razões de justificativa. far-se-ão: (incisos de I a III. no prazo de 15 dias. 204. $ 2º. em 15 dias. efetuar e comprovar o recolhimento da dívida. quando o seu destinatário não for localizado. vale ressaltar que a jurisdição do TCE-GO abrange os sucessores dos administradores e responsáveis até o limite do valor do patrimônio transferido (inciso VI. c) por edital publicado no Diário Oficial do Estado. O responsável que não atender à citação ou à audiência será considerado revel pelo TCE-GO. 12. 11. § 3º. 12.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Verificada a irregularidade. em caso excepcional. _______________________________________________________________31 Gabinete de Controle Interno .44/2001.785/95). se referir ao valor efetivo da dívida apurada no processo (diferenciada entre o valor liberado e as quantias já adimplidas). O valor do débito deverá corresponder ao saldo devedor que originou a TCE e que gerou o lançamento na conta “Diversos Responsáveis”. com seus acréscimos legais.785/95). 21. do art. e Art. a citação do TCE-GO deverá. 242. da Lei nº. conforme o caso: a) se houver débito. ou seja. (art. não for possível a quantificação do débito. a comunicação de diligência ou notificação do(s) responsável (eis). da Resolução nº.785/95): a) mediante ciência do responsável ou do interessado. nos casos de inadimplência parcial. b) pelo correio. dando-se prosseguimento ao processo (art. por carta registrada. a audiência.785/95). com aviso de recebimento. determinará a audiência do responsável para. do art. no prazo de 15 (quinze) dias. do art. em regra. 12. da Lei nº. recolha a importância devida (§ 1º. mediante carta registrada.GECONI – GO . feita pelo correio. da Lei nº.

785/95). da Lei nº. quando o débito for liquidado tempestivamente e se reconhecida pelo Tribunal a boa fé. quando: a) por caso fortuito ou razão de força maior comprovadamente alheio à vontade do responsável. o TCE-GO poderá determinar o arquivamento do processo. As contas serão julgadas Regulares quando expressarem. 12. 12. do art. I da Lei 12. ou c) o valor do débito for inferior ao valor estipulado em Decisão Normativa (art. As contas serão julgadas Regulares com Ressalva quando ficar evidenciada impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao Erário (inciso II. 11. pelo TCE-GO. _______________________________________________________________32 Gabinete de Controle Interno . da Lei nº.GECONI – GO . a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão do responsável (Art. a legalidade. 15. de forma clara e objetiva. da Lei 12. como (art.86.785/95(art. do art.785/95). quanto ao mérito. 15. da Lei 12. a exatidão dos demonstrativos contáveis. alguns casos vêm sendo julgados. desde que não tenham sido observadas outras irregularidades nas contas (§ 2º. 12.785/95). como regulares com ressalva. 12.785/95): a) b) c) Regulares regulares com ressalva e irregulares Destaque–se que. tornar materialmente impossível o julgamento do mérito a que se refere o art. a regra é o julgamento pela irregularidade. 15.785/95). Porém.19 e 20. em vista de determinados fatos.285/95). em função dos pressupostos para a constituição de uma TCE. 15 da Lei nº. Além disso. da Lei nº. b) for verificada a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Julgamento das TCE pelo TCE-GO As contas relativas ao processo de TCE poderão ser julgadas. sem julgamento do mérito. ou ainda.

orçamentária. financeira. do art. mesmo que aceita pelo TCE-GO a cotização do montante pelos envolvidos. 15. do art. “b” e “c” do item 2. b. ou infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil.785/95 (letras “a”. ou d) desfalque ou desvio de dinheiros. que as contas deixem de ser consideradas irregulares. não pode ser aplicada solidariamente. b) a quitação do débito não implica. Sanções aos Agentes Públicos cujas contas forem julgadas irregulares Havendo débito. a quitação individual depende de que o valor total da dívida seja pago (Parágrafo único. ou seja. e c) a multa deve ser proposta para cada responsável. o TCE-GO condenará o responsável ao pagamento da dívida. Tratando-se de responsáveis solidários vale ressaltar: a) a obrigação com relação ao débito é indivisível.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ As contas serão julgadas Irregulares quando comprovada qualquer das seguintes ocorrências (inciso III. mas comprovada qualquer das ocorrências previstas nas alíneas a. o TCE-GO aplicará multa ao responsável. operacional ou patrimonial. 12. e c. Não havendo débito.785/95): a) omissão no dever de prestar contas. b) prática de ato de gestão ilegal. da Lei nº. do inciso III. ilegítimo ou antieconômico. 12.GECONI – GO . bens ou valores públicos. 27. necessariamente. c) dano ao Erário decorrente de ato ilegítimo ou antieconômico. 54.785/95). 12. 264. da Lei nº. do art. salários ou proventos do responsável. ou seja. do art. acrescida dos encargos legais. dessa mesma Lei. ou _______________________________________________________________33 Gabinete de Controle Interno . 12. conforme estabelece o inciso I. do Código Civil). da Lei nº. podendo ainda ser aplicada multa de até 100% do valor atualizado do dano causado ao erário (art. 55. observado os limites previstos na legislação pertinente.2). Expirando o prazo da notificação e não havendo manifestação do responsável. da Lei nº.785/95): a) determinar o desconto integral ou parcelado da dívida nos vencimentos. o TCE-GO poderá (art. 15.

GECONI – GO . Ao TCE-GO compete tão somente. da Lei nº.785/95). o Tribunal de Contas do Estado declarará a inidoneidade do licitante fraudador para participar. o TCE-GO.785/95). por maioria dos seus membros (art. 12. bens ou valores públicos” (inciso III. da Lei Complementar nº. na forma prevista no inciso III. por um período que variará de cinco a oito anos. da Lei nº. decorrente de ato ilegítimo ou antieconômico” ou de “desfalque ou desvio de dinheiros. após esgotados os prazos de interposição de recursos. 15. por irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado. 64/90.785/95) (letra “d” do item 2.785/95 e das penalidades administrativas. em época oportuna. do art. considerar grave a infração cometida. conforme disposição contida na alínea g. b) verificada a ocorrência de fraude comprovada à licitação. em função do caso: a) providenciará a imediata remessa de cópia da documentação pertinente à Procuradoria Geral do Estado. 12. ao Ministério Público Eleitoral. da Lei nº. de licitação na Administração Pública Estadual. 43. 12.785/95. Título II. Não é o TCE-GO quem declara o responsável inelegível. sempre que este.785/95). por intermédio do Ministério Público junto ao Tribunal. ou _______________________________________________________________34 Gabinete de Controle Interno . ou à Procuradoria Geral da Justiça. salvo deliberação da Assembléia. 75. 1º. e de ofício. Sem prejuízo das sanções previstas na Seção II. da Lei nº. do art. o responsável ficará inabilitado. encaminhar a relação de responsáveis que tiveram suas contas julgadas irregulares. do art. 12. aplicáveis pelas autoridades competentes. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis (§ 3º. 15. do art. do inciso I.2). 57. para fins de Declaração de Inelegibilidade. Os responsáveis que tiverem suas contas julgadas irregulares terão seus nomes encaminhados ao Ministério Público Eleitoral. por maioria absoluta de seus membros.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ b) autorizar a cobrança judicial da dívida. sem prejuízo das sanções cabíveis (art. 12. da Lei 12. No caso de contas julgadas irregulares em razão de “dano ao Erário. por até cinco anos. para o exercício de Cargo em Comissão ou Função de Confiança no âmbito da Administração Pública Estadual. Capítulo V. da Lei nº.

para o exercício de Cargo em Comissão ou Função de Confiança no âmbito da Administração Pública (art. 57.GECONI – GO . 12. da Lei nº. por um período que variará de cinco a oito anos.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ c) por maioria absoluta de seus membros. _______________________________________________________________35 Gabinete de Controle Interno . considerando grave a infração cometida.785/95). inabilitará os responsáveis.

ocorrida em nível normativo. abrangendo-as de forma singela. bens ou valores públicos. quando instaurado “ex-officio”. lesivos ao Erário. o objeto fundamental da atividade não é acusatório ou dirigido contra alguém. Chefe. Ordenador de Despesas da UG envolvida. desfalques ou desvios de dinheiros. do GECONI ou do Tribunal de Contas da Estado. com a determinação de uma autoridade competente (Secretário. Comandante). Logo. “ stricto senso”. Diretor. formalmente. ilegítimo ou antieconômico.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ A FORMAÇÃO DO PROCESSO Noções Preliminares O processo de Tomada de Conta Especial começa. ou b) apurar o valor do dano e a responsabilidade dos agentes. a Comissão verificará o que deverá constar do processo em cada caso concreto. quando se tratar de omissão no dever de prestar contas. nos casos em que a instauração decorrer de ato ilegal.GECONI – GO . Deveria. pode-se afirmar que a atividade a ser desenvolvida pela Comissão de Tomada de Contas deveria ter um dos seguintes objetivos: a) constituir o processo de Tomada de Contas. O exame de cada um dos elementos que integrará o processo melhor evidenciará tais aspectos. Com essa unificação. _______________________________________________________________36 Gabinete de Controle Interno . mas voltado à verdade da apuração dos fatos. porque as normas que estabeleceram os documentos que devem integrar a TCE unificaram as causas. Agente Diretor. para que uma comissão apure os fatos. Objetivos da Atividade da Comissão Sinteticamente.

como. bem como da autoridade responsável. como diretiva. a identificação dos responsáveis pelo recebimento dos recursos ou. b) no caso de omissão no dever de prestar contas dos valores recebidos. a identificação do dirigente máximo da Entidade ou Organização e dos órgãos colegiados. a norma em vigor do TCE-GO. em suprimentos de fundos. Considerando os diversos motivos determinantes. em nome da Administração Pública. Elementos Essenciais Para orientação dos membros das comissões.GECONI – GO . se não coincidente com o mesmo. se houver. ou outros instrumentos congêneres. ajustes. quando se tratar de pessoas jurídicas. de preferência identificada em cabeçalho próprio. o causador direto do ato lesivo. dos membros da Diretoria. adotar-se-á. porque isto é que é o objetivo final das apurações. bens ou valores públicos e. c) no caso de omissão no dever de prestar contas dos valores recebidos. a Ficha de Qualificação das pessoas que a Comissão de TCE entende como responsáveis pelo motivo determinante da instauração da TCE. em decorrência de convênios. o Conselho Fiscal ou o Conselho de Administração. d) no caso de desfalque. poder-se-ia resumi-los da seguinte forma: a) no caso de omissão no dever de prestar contas anuais. ou de outros órgãos colegiados diretivos. pela autorização da assinatura do instrumento e comprometimento dos recursos. alcance ou desvio. se houver. por exemplo. acordos. a identificação do responsável pelos dinheiros. a identificação do dirigente máximo do Órgão. pertinente à organização desse tipo de processo. Tal providência facilitará a compreensão do processo. a identificação do nome do responsável direto pelo recebimento do suprimento e da autoridade que concedeu os valores. bem como dos respectivos substitutos. Ficha de Qualificação Deverá constar do processo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ É importante que o exame dos elementos constitutivos da TCE seja precedido por um estudo da dinâmica dos trabalhos. e _______________________________________________________________37 Gabinete de Controle Interno .

GECONI – GO . a identificação do responsável. deverá ser feita a identificação do responsável formal pela carga patrimonial do bem e do causador direto do dano. em analogia com as do Direito Judiciário. conhecidos por alcunha. o ideal é que a Unidade de origem mantenha o endereço atualizado. posto. b) c) número da Inscrição no Cadastro de Pessoa Física CPF. Cabe observar que as informações da Ficha de Qualificação se destinam à identificação do agente e sua localização. deverá citá-las na Ficha de Identificação. e d) cargo. graduação. endereço residencial. A identificação. a obrigação de comunicar à Comissão apuradora o lugar onde poderá ser encontrado. Por isso. função e matrícula. Depois da remessa ao Controle Externo (TCE): se houver mudança de lotação. inclusive a existência de vínculo público. deverá abranger os seguintes dados: a) nome completo • Mostra-se recomendável que. impõe ao agente indiciado em processo administrativo que mudar de residência. impôs a norma o dever de informar o número do telefone.se servidor público ou militar. se a Comissão de TCE tem como obter estas informações complementares. também esta conste da informação. • O endereço profissional deverá referir-se ao estabelecimento em que é lotado o agente e não à sede do Órgão jurisdicionado ao TCE-GO. que cause dano ao Erário. ilegítimo ou antieconômico. em se tratando de terceiros não vinculados à Administração . ou da Unidade de Pessoal. Recaindo o dano sobre bem patrimonial. referida nas alíneas anteriores. comunicando o fato ao TCE-GO. no caso de malfeitores. • Do mesmo modo que o endereço. _______________________________________________________________38 Gabinete de Controle Interno .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ e) nos casos de ato ilegal. • A Lei Estadual do Regime Jurídico Único. profissional e número de telefone. quando não coincidente com o primeiro.

por exemplo. inclusive por antecipação de receita. quando a Comissão terminar o levantamento do ingresso de receitas e a realização de despesas. c) comprovação. todos os documentos jurídicos que envolveram a relação que originou o dever de prestar contas ou o dano ao Erário. • previsão orçamentária de contrapartida. caso o mesmo. e • que atendeu aos requisitos da gestão fiscal quanto à instituição.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Termo formalizador da Avença.GECONI – GO . à TCE. empréstimos e financiamentos definidos ao ente transferidor. • observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária. quando for o caso Deverão ser juntados. de inscrição em restos a pagar e de despesa total com pessoal. O Termo Formalizador da Avença. b) demonstrativo da observância do disposto no inciso X. se for o caso. está abrangida pela expressão o “termo de confissão de dívida”. as parcelas recolhidas e as respectivas datas e comprovantes. • cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde. Também. tenha se disposto a ressarcir o débito e não tenha honrado o compromisso. lavrado entre a Organização e o agente responsável pelo débito. de operações de crédito. _______________________________________________________________39 Gabinete de Controle Interno . do art. quando for o caso. por parte do beneficiário. a) O valor original do débito • Na mera ausência de Prestação de Contas. de: • que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos. A Comissão de TCE deverá tecer breves considerações sobre estas informações. previsão e efetiva arrecadação dos impostos da sua competência constitucional. deverá conter: a) demonstrativo da existência de dotação específica. origem e data da ocorrência. indicando o valor original. 167. Demonstrativo Financeiro do Débito Exigem as normas em vigor que a Comissão de TCE faça juntar ao processo o Demonstrativo Financeiro do Débito. bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos. da Constituição Federal.

o termo integral significa total. • No caso de desfalque.429/92. porque o dispositivo exige a satisfação da formalidade para a conformidade com a Lei. devendo. • Finalmente.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ poderá concluir que não há diferença. ser informado de que não há valor a ser imputado. não necessitando ser remetida ao TCE para julgamento específico. dolosa ou culposa. sendo. impondo. • E quando o dano se materializa em um bem público. e _______________________________________________________________40 Gabinete de Controle Interno . cabe assinalar o seguinte: • origem – deverá ser indicado qual foi o motivo determinante do dano ou da omissão no dever de prestar contas. considerando-se como valor o referente ao item não comprovado. do agente ou de terceiro. dar-se-á o integral ressarcimento do dano”. • Mas nos casos de desvios de recursos. qual deverá ser o valor original? • A resposta é encontrada na própria legislação. global. que estabelece o seguinte: “Art. em epígrafe. que o dano seja ressarcido na exata dimensão da lesão. todavia. a TCE ficará restrita ao âmbito do próprio instaurador. ou alcance. cabe lembrar que se o valor do dano for inferior ao valor de alçada. inserida na correspondente Prestação ou Tomada de Contas Anual. nessa hipótese. como obrigação. • Nesse caso. Essa despesa deverá ser registrada como ilegal. aplicável a todas as esferas de governo. precisamente na Lei Federal nº 8.GECONI – GO . 5º Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão. deverá ser apurado o valor e informado pela Comissão. ou comprovado por meio inidôneo. bens e valores. • A realização de despesas sem a devida comprovação é ilegal. bem como no caso de desfalque ou prática de ato danoso ao Erário. o mesmo pode decorrer da realização de despesa sem comprovante. b) Origem e data da ocorrência Sobre as informações.

Cabe apenas à Administração receber o valor de quem paga. se for o caso.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ • data da ocorrência – deverá ser indicada a data em que de fato ocorreu o dano.GECONI – GO . Poderá ocorrer. • comprovação do recolhimento – em nenhum caso. • o pagamento é efetuado por quem não é o responsável . se o controle não deve se imiscuir nas relações entre pagante e devedor. mas também não chega a ser exceção. e _______________________________________________________________41 Gabinete de Controle Interno . ou o motivo determinante da instauração da TCE. não pode “fechar os olhos” quando o ato de pagamento mascara outra grave irregularidade. Por isso. ou antes dessa ser instaurada. prontificando-se a efetuar o ressarcimento do dano.08. se há juros. c) Parcelas já recolhidas e respectivas datas de recolhimento. que um agente envolvido em um fato danoso ao Erário procure a Comissão de TCE.08. contudo. o que acontece se ele for condenado e não pagar. e outras questões.não é ilegal que uma pessoa pague uma dívida de outrem. mas apenas aproximada. Mas. quando tal caso ocorrer.2000 e 15. a Administração deve verificar suas causas. ou querendo ter informações sobre em quantas parcelas pode dividir o valor apurado. Essas informações são públicas para os interessados envolvidos no fato e devem ser disponibilizadas com a máxima urgência pela autoridade instauradora e pela Comissão. em nome do interesse público. com os respectivos comprovantes (DARE) Quatro aspectos merecem análise: • pagar é dever do envolvido – não é comum. pode a Administração abrir mão do comprovante de recolhimento (DARE) do débito ou da prova de ressarcimento ao Erário. Exemplo: entre os dias 10. que a data não seja determinada. Nesta hipótese deverá ser indicado o intervalo de tempo em que o fato ocorreu. fato que no Direito constitui-se na sub-rogação.2000. dando-lhe o recibo do pagamento e imputando-se o crédito em favor de quem o pagador determinar.

graves irregularidades contra o Erário e contra o agente que promove o ressarcimento. o Secretário de Estado ou autoridade equivalente expressará o seu ciente. o agente. vislumbram-se. erradamente. optar pela recuperação do bem danificado ou repor por um similar. Nesse caso. que pode ser o mais importante do processo. as providências adotadas pela autoridade competente. e e) as providências que deverão ser adotadas pelas autoridades competentes. para resguardar o Erário. é feita de modo insatisfatório. Essa obrigação decorre do fato de que pode haver. a reposição ou recuperação do bem opera-se em padrões inferiores ao que existia. os respectivos responsáveis. que deve repô-lo. Não raro. servirá de esteio aos julgamentos posteriores e. em tais hipóteses. conforme literal disposição da lei.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ • recuperação ou reposição do bem – deve ficar assentado que o agente pode. sobre ele. de forma circunstanciada. _______________________________________________________________42 Gabinete de Controle Interno . Esse documento. a obrigação. no entendimento da Comissão. inclusive quanto aos Expedientes de Cobrança do Débito remetidos ao responsável. motivo determinante da instauração da TCE. razão pela qual deve ser bem fundamentado. os fatos apurados. Entretanto. num segundo.GECONI – GO . reposição de artigo usado ou pode haver novo extravio ou espoliação desse bem. ao invés de pagar o débito. é indispensável um documento firmado por autoridade da Organização reconhecendo que a recuperação ou reposição operou-se de forma conveniente ao Erário. contendo: a) b) c) d) relato dos fatos. plenamente. fica na obrigação de comprovar o seu ato. se a Organização não tem condições de avaliar o bem. Relatório da Comissão de Tomadores de Conta O Relatório da Comissão de Tomadores de Contas indica. satisfazendo. O que se tem feito é juntar aos autos o parecer conclusivo da Comissão. Num primeiro caso.

como indica a norma.GECONI – GO . inclusive com os votos divergentes.) § 3º Verificada a ocorrência prevista no parágrafo anterior deste artigo. 15. precedido de “Termo de Juntada”. deverá fazer referência ao fato. Se. de forma circunstanciada. do art.contas julgadas irregulares – o Tribunal providenciará a imediata remessa de cópia da documentação pertinente a Procuradoria Geral do Estado. Para preservar os Controles Interno e Externo. 15 As contas serão julgadas: (. _______________________________________________________________43 Gabinete de Controle Interno . na fase interna. ou à Procuradoria Geral da Justiça. aqui. detendo a prerrogativa de fazer comunicação direta a outros Órgãos. o original do relatório (e não a cópia) devidamente assinado por todos os membros. Inquérito Policial Civil ou Militar.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Junta-se. Mandado de Segurança. Ação Popular. da Lei Orgânica do TCE.. porque evidencia que a Comissão de TCE.. a omissão do Controle Interno poderá ensejar a duplicidade de procedimentos. essa alteração normativa foi importante. dispõe o § 3º. Ação Civil de Reparação de Danos. Ação Penal. Corroborando esse entendimento. a Comissão já tiver conhecimento das providências adotadas pela autoridade competente. poderá tentar a cobrança do débito.. Sob outro aspecto. Reclamação junto aos organismos de defesa do consumidor ou outras providências junto às demais repartições públicas. em relação aos fatos ensejadores da TCE ou com eles diretamente relacionados. repetido em quase todas as leis orgânicas de tribunais: “Art. ao elaborar o relatório. na sua manifestação. A Resolução Normativa do TCE nº 011/2001 acrescentou a necessidade de juntar os expedientes de cobrança de débito remetidos ao responsável. indique se. foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis”. se houver. com as folhas numeradas e rubricadas. é imprescindível que a Comissão. Sindicância. A ausência dessas informações poderá trazer sérios prejuízos à imagem do Controle Externo na medida em que.

a legalidade. Após a manifestação conclusiva da Comissão de TCE. financeira. O Parecer do GECONI. deverá ser rigorosamente balizado pelo que dispõe o art.indicando a legislação. Por força desta norma. de forma clara e objetiva. 15. na conclusão. os autos seguirão para o órgão de Controle Interno. referido. • Tal providência visa a permitir a avaliação do órgão de Controle Interno do trabalho desenvolvido pela Comissão de TCE. uma das alternativas constantes do art. a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão do responsável. Caberá ao GECONI emitir um Relatório e um Certificado sobre as contas tomadas. • dano ao Erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico. antieconômico. incluindo-se as normas ou regulamentos eventualmente infringidos. ilegítimo. quando comprovada qualquer das seguintes ocorrências: • omissão no dever de prestar contas. ou seja. quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao Erário. ou infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil. inovadoramente. • prática de ato de gestão ilegal. bens ou valores públicos”. independentemente das formas em que se registraram as manifestações dos órgãos precedentes. III – irregulares. deve ser acompanhado do respectivo Relatório. quando expressarem.GECONI – GO . e • desfalque ou desvio de dinheiros. fato que corrobora o entendimento exposto. recomendando-se que seja adotada. II – regulares com ressalva. As contas serão julgadas I – regulares. 15. A Resolução Normativa do TCE nº 011/2001. o relatório deverá conter: a) adequada caracterização e apuração dos fatos. operacional ou patrimonial. para o GECONI. Poderá haver _______________________________________________________________44 Gabinete de Controle Interno . da Lei nº 12. orçamentária. estabeleceu que o Órgão de Controle Interno deve elaborar um relatório que acompanhará o certificado. 15.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão de Controle Interno O Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão de Controle Interno.785/95. que dispõe: “Art. a exatidão dos demonstrativos contábeis.

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___________________________________________________________________ divergência sobre o fato e sobre as normas infringidas. Poderá ocorrer que o relatório do GECONI seja coincidente com o da Comissão, hipótese em que a fundamentação das conclusões poderá apenas se reportar ao relatório, de forma simples. • Caso contrário, impõe-se não só esclarecer os motivos e as razões pelas quais não acolhe a posição sustentada pela Comissão de TCE. Nesse caso, a relevância jurídica da manifestação é de capital importância e seu embasamento jurídico deverá ser sólido o suficiente para resistir às análises e pareceres do Poder Judiciário; b) correta identificação do responsável. • A inovação trazida pela RN nº 011/2001 impôs que a manifestação do órgão de Controle Interno competente tivesse, de forma sintética, os elementos necessários e suficientes para o julgamento da TCE. • Aqui, também, poderá o GECONI posicionar-se em consonância com a Comissão, ou dela divergir, fundamentando tal divergência. • Quando a norma reforça a necessidade de que a identificação do responsável seja correta (renovando a exigência constante do inciso I, do art.4º, da RN nº 011/2001), o que se pretende é a avaliação do Órgão de Controle Interno sobre a informação registrada nos autos. • A identificação do responsável caberá à própria Comissão de TCE e, sobre a justa imputação de responsabilidade, é que opina o Controle Interno. Toda a atividade de investigação e formação de prova caberá à Comissão; o Órgão de Controle Interno poderá discordar ou acolher essa posição, mas não lhe competirá executá-la diretamente. Afinal, o princípio da segregação das funções estabelece: quem controla não executa; quem executa não controla; e c) precisa quantificação do dano e das parcelas eventualmente recolhidas. Também essa tarefa caberá, originalmente, à Comissão de TCE. Ao GECONI competirá a ratificação ou a divergência fundamentada, além de evidenciar, em uma só peça, informações que estão espalhadas no processo.

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___________________________________________________________________ Manifestação do Secretário de Estado Manifestação do Secretário de Estado, na forma do Art. 4º da Resolução Normativa Nº 011/2001. Textualmente, a Lei, no dispositivo referido, exige que o Secretário de Estado supervisor da área ou da autoridade de nível hierárquico equivalente manifeste o seu ciente sobre as contas e o parecer do Controle Interno, renovando o interesse em preservar essa Unidade Administrativa, como função de apoio ao Tribunal de Contas da Estado. Para cumprir o comando inserto nesse diploma legal, impõe-se que tal autoridade exare seu ciente genérico sobre o processo ou, de forma mais recomendável, especificamente acerca das contas e do parecer do GECONI. Cópia do Relatório da Comissão de Sindicância ou Inquérito Cópia do Relatório da Comissão de Sindicância ou Inquérito, se for o caso. Os relatórios elaborados por essas comissões são de extrema importância na avaliação de uma TCE, porque: a) esclarecem o fiel acatamento pelo agente das normas internas da Organização; b) auxiliam na formação de uma convicção sobre o elemento subjetivo do agente, na medida em que podem evidenciar ter agido com dolo ou culpa; c) fornecem substancioso material para esclarecimento dos fatos e da narrativa. Apesar disso, como foi observado, e uma vez que não é obrigatório esperar a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar ou da Sindicância para instaurar o processo de TCE, o relatório poderá não constar do processo. É evidente que a visão do controle deve ser aperfeiçoada buscando concretizar os princípios da eficiência e da eficácia previstos na Constituição Federal e, nesse amplo espectro, quando a lesão ao Erário tiver subjacente ato de indisciplina, deverá questionar se foi instaurado o processo disciplinar. As relações da TCE com o processo disciplinar e com o judicial não poderão ser desconhecidas da área do Controle Externo, nem relegadas, sob pena de diminuir inclusive a nobre missão das Cortes de Contas.

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___________________________________________________________________ Tem sido questionado se as cópias juntadas devem ser autenticadas ou não. Com base no Decreto Federal nº 83.936/79, mostra-se dispensável a autenticação, ou pode a mesma ser efetuada, como autoriza o precitado diploma legal, por agente da própria Organização, indicando nome, matrícula, posto ou graduação especialmente porque os documentos vão tramitar no âmbito administrativo; se, entretanto, tiverem de ser remetidos ao Judiciário, será prudente que seja feita a autenticação. A juntada desses relatórios aos autos da TCE deverá ser feita com um mínimo de observância da praxe processual: ser antecedida de “Termo de Juntada”, com folhas numeradas e rubricadas. Não há referência à obrigação da juntada do julgamento mas, tão somente, do Relatório da Comissão que não encerrará o processo nem o concluirá, podendo ser mesmo anulado pela autoridade superior. Parece que o motivo da exigência do relatório, e não do ato de julgamento, reside no fato de a quantidade de informações do primeiro ser substancialmente diferente do segundo documento. Sempre que possível, porém, deverão ser juntados os dois, para melhor compreensão dos fatos e, embora não revelado, para aquilatar o princípio da dosimetria da pena. Efetivamente, o fato de a autoridade ter envidado esforços para a apuração e a coibição da conduta irregular legitima-a a postular a redução da gravidade da sanção a ser aplicada, quando entender que é justa. Um último aspecto merece ser lembrado: para firmar o juízo da(s) responsabilidade(s) no Relatório da Comissão de TCE, mesmo que essa Comissão tenha ensejado a mais ampla defesa, ainda assim impõe-se a citação do(s) agente(s), porque a teoria das provas emprestadas não pode cercear o direito de defesa da TCE. Cópia das Notificações de Cobrança expedidas ao responsável A Comissão condutora do Processo Administrativo Disciplinar, da Sindicância, ou da própria TCE, poderá expedir a notificação para o agente recompor o Erário do prejuízo causado. Assim sendo, deverá juntar aos autos a cópia das notificações de cobrança expedidas ao responsável, independentemente de resposta ou pagamento resultante dessa notificação. É recomendável, por economia processual (embora não obrigatório), que as notificações com prazo em curso sejam juntadas ao

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pelo prejuízo verificado. e c) provas de que a autoridade competente exerceu tempestivamente a fiscalização. a notícia do crime ou o requerimento à autoridade policial. exames toxicológicos. ou não. avaliações. exames grafotécnicos. como referido anteriormente. Poderão ser juntados: laudos periciais. _______________________________________________________________48 Gabinete de Controle Interno . Essa função de espelhar outras providências adotadas insere-se. será absolutamente inafastável o dever de fazer referência ao fato nos autos do processo sob pena de criar-se. 011/2001-TCE a necessidade de que se faça juntar aos autos outros elementos de prova documental que auxiliem ou sejam indispensáveis à formação de convicção sobre um fato. cópia da nota de empenho e da ordem bancária. sendo suficiente mera notícia da existência dos mesmos. Outras Peças que permitam o ajuizamento acerca da responsabilidade Outras Peças que permitam o Ajuizamento acerca da Responsabilidade. tendo em vista que o TCE poderá comunicar o fato e dar início à ação de reparação de danos.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ processo imediatamente. devendo ser aguardado o lapso temporal concedido ao interessado para remeter os autos ao Tribunal de Contas da Estado. Documentos que devem ser juntados – Convênio ou Instrumentos Congêneres Documentos que devem ser juntados quando a TCE se referir a convênio ou instrumentos congêneres a) b) cópia do termo formalizador da avença.GECONI – GO . a teor de vários dispositivos legais. quando for o caso. quando ocorrer a investigação policial paralela ou ação criminal ou civil. Embora não expresso na norma. reportando-se diretamente às autoridades competentes. exames de corpo de delito. Não será necessário juntar cópia de todo o Inquérito Policial ou da Ação Judicial porventura iniciados. uma duplicidade de procedimentos. Determina o dispositivo da RN Nº. na função de Controle Interno.

nos termos do caput do art. no que couber. § 3º . da Lei nº 8.” Poderá ocorrer.GECONI – GO . ou o inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas.320/64. tenha procedido de modo irregular. do art. práticas atentatórias aos princípios fundamentais da Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio. 116. Aplicam-se as disposições desta Lei. realizados periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de Controle Interno da Administração Pública.116. mas a mesma tenha sido _______________________________________________________________49 Gabinete de Controle Interno . Quanto ao sugerido no inciso “c” retro. do inciso I. referidos no § 3º. da Lei nº 4.As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado. É importante lembrar o dever de retenção dos repasses de recursos. que estabelece: “Art. durante a gestão de uma autoridade. se adotada outra medida que demonstre não só o acompanhamento da aplicação dos recursos como também as medidas para coibir o dano e punir o agente responsável.666/93. inclusive mediante procedimentos de fiscalização local. III – quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo Sistema de Controle Interno. acordos. ou outro que. II – quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos. 63 e do § 2º. a autoridade instauradora reputa-se satisfeita com a simples instauração de TCE se a Prestação de Contas ocorrer posteriormente ou em seguida. em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: I – quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente aplicável. contudo que uma determinada Organização. atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas. exceto nos casos. a seguir. atenda ao princípio de que toda despesa pública tem por base um documento. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ O termo formalizador da avença é o instrumento do convênio. aos convênios.

97. final ou parcial. sob qualquer modalidade. do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI e no Cadastro Informativo – CADIN. mediante suspensão da inadimplência. ou para qualquer órgão ou entidade. que tenha adotado providências para resguardar o Erário e punir seu antecessor. devendo o órgão concedente proceder à inscrição no cadastro de inadimplentes. que não esteja em situação de regularidade para com a União ou com entidade da Administração Pública Federal Indireta. 5º É vedado: I – celebrar convênio. pertinente a obrigações fiscais ou contribuições legais.GECONI – GO . deste artigo. ao concedente o prosseguimento das ações adotadas. semestralmente. efetuar transferência. sob pena de retorno à situação de inadimplência. § 2º Nas hipóteses dos incisos I e II do parágrafo anterior. Para disciplinar a omissão da lei. de 15.01. foi expedida a Instrução Normativa/STN nº 1. que dispõe: “Art. auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. do Distrito Federal. II – destinar recursos públicos como contribuição. destinado a órgão ou entidade da Administração Pública Federal. dos recursos recebidos. e III – estiver em débito junto a órgão ou entidade da Administração Pública. a entidade se tiver outorgo administrador que não o faltoso. ou conceder benefícios. considera-se em situação de inadimplência. § 1º Para efeitos do inciso I. Estadual. diligente. pela unidade de controle interno a que estiver jurisdicionado o concedente. § 3º O novo dirigente comprovará. II – não tiver a sua prestação de contas aprovada pelo concedente por qualquer fato que resulte em prejuízo ao Erário. após instauração da Tomada de Contas Especial e remessa do processo ao Tribunal de Contas da União. nos prazos estipulados por esta Instrução Normativa. de Direito Público ou Privado.” _______________________________________________________________50 Gabinete de Controle Interno . o convenente que: I – não apresentar a prestação de contas.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ sucedida por outra autoridade. será liberada para receber novos recursos federais.

nas circunstâncias. é verificada a falta de documento que as normas. anote ser o mesmo dispensável.GO.GO quando faltar documento essencial Para otimizar a análise dos processos de TCE. No segundo caso. os autos retornarão à origem ou o julgamento será convertido em diligência. autorize a dispensa de um ou mais documentos exigidos. reputaram essencial. elenque item por item exigido e indique. Às vezes. por conseqüência lógica.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Providências a serem tomadas pelo TCE . mesmo infralegais.GECONI – GO . consideraram obrigatórios. de nível subalterno. encarregado do confronto dos autos com a norma. Portanto. vários Tribunais de Contas incumbiram setores de verificarem se constam dos autos todos os documentos que. na sua manifestação. e em outras não. pode então ocorrer que o motivo determinante da instauração do processo. Por esse motivo recomenda-se que o GECONI. ao lado desse rol. isto pode não ser alcançado pelo discernimento do agente. Esse procedimento funciona como uma espécie de “check-list” do processo. por regimento ou instruções. se for o caso. essa análise é procedida pelo órgão que instrui o processo. _______________________________________________________________51 Gabinete de Controle Interno . quando. no TCE . a página do processo em que está o documento e. Nesses casos.

transferindo-lhe autoridade e dever. • indicará os membros. com a menção do posto. passo a passo. as normas do TCE-GO sobre a matéria. normalmente conhecido como “baixar a Portaria”. será abordado. _______________________________________________________________52 Gabinete de Controle Interno . como tal entendida a que ocorre entre o início do processo e a remessa ao Tribunal de Contas do Estado. para sua validade. caso julgue necessário. de suspeição ou impedimento. graduação. demonstrando os procedimentos que deverão ser efetuados e os incidentes mais comuns. deverá ser praticado por autoridade competente. Requisitos formais da Portaria Esta Portaria deverá. Em seguida. lavrará a Portaria de designação. registrando quem presidirá os trabalhos. qualificando-os funcionalmente. a metodologia a ser utilizada. • citará o objetivo do trabalho. as possibilidades de recusa do encargo. Do início do Processo Ocorrendo um dos motivos determinantes para a instauração do processo. entregando-lhes o documento no qual foi comunicado o fato (motivo determinante) da instauração da TCE. fornecendo-lhes algum material didático e. ou função. observar os seguintes balizamentos: • o ato. Da Portaria de Instauração da Comissão A Portaria de Instauração da Comissão de TCE é um instrumento que delega a um colegiado encargo definido.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ DA FASE INTERNA Neste capítulo. esclarecendo-lhes o objetivo do trabalho. cargo. a autoridade responsável por essa instauração reunirá as pessoas que pretende designar para compor a comissão.GECONI – GO . e da matrícula. o desenvolvimento de uma TCE na sua fase interna. e • estabelecerá o prazo para conclusão dos trabalhos.

. 5º Fica concedido o prazo de 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. de 21 de dezembro de 1995. Regimento ou Regulamento do Órgão. 4º Os membros da Comissão ficarão liberados do desempenho de suas funções normais. no uso de suas atribuições..indicar circunstancialmente as irregularidades (fatos) a serem apurados. substituído pelo segundo nas ausências e impedimentos.Indicar o título do cargo da autoridade designante. 8º da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado..A atribuição deverá. sem emissão de prejulgamento (em relação aos agentes envolvidos).. Art.Haverá duas alternativas: *3.. *3.785.. admitindo-se...1.*1. ou _______________________________________________________________53 Gabinete de Controle Interno .. sob pena de o trabalho ficar sem rumo claro e definido... 1º Instaurar Comissão de Tomadas de Contas Especial. estar expressa no Estatuto.. conforme for deliberado pelo presidente da mesma. 2º Designar. com o objetivo de apurar... resolve: Art.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ É preciso que conste do processo o objeto da apuração. contudo. 6º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. Modelo de Portaria de Instauração de Comissão de TCE O. *2.*3. a competência generalizada.. Art. preferencialmente.GECONI – GO . para comporem a referida Comissão. Art. Lei nº 12.*2. Local e data Nome e assinatura da autoridade designante Observações: *1. Art.*4. Art. e tendo em vista o que dispõe o art. 3º A Comissão ficará desde logo autorizada a praticar todos os atos necessários ao desempenho de suas funções. que será presidida pelo primeiro... devendo os órgãos vinculados a esta autoridade prestar a colaboração necessária que lhes for requerida... sob pena de nulidade.

Instaurar Comissão de Tomada de Contas Especial – TCE. 8º da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado – TCE .. que ficará no processo. *4. de 21 de dezembro de 1995.Designar os servidores.GECONI – GO .2. onde constem o fato e os indícios de autoria.2º.3º.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ *3. no DEPARTAMENTO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO.. devendo o Departamento citado prestar toda a colaboração necessária e que lhes for requerida pela Comissão de Tomadores de Contas.1º. Por exemplo:. O SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA . de 08/FEV/79 . com a finalidade de apurar os fatos contidos no Ofício nº XX/DIR/YY. usando da atribuição que lhe confere a Portaria Reservada nº 024/GAB . DD de MM de AA. posto ou graduação. _______________________________________________________________54 Gabinete de Controle Interno . que será presidida pelo primeiro. anexado ao processo nº . Indicar o nome.. Lei nº 12.. Art.apurar os fatos constantes do ofício nº . substituído pela segunda nas ausências e nos impedimentos e secretariado pelo terceiro: FULANO SILVEIRA SICRANA DE OLIVEIRA BELTRANO PEREIRA Art.fazer referência a outro documento de caráter confidencial.. para comporem a referida Comissão. resolve: Art. e considerando o que dispõe o Art.. do Diretor do Departamento.. Modelo de Portaria de Instauração de Comissão de TCE para os Órgãos Este modelo de Portaria de Instauração de Comissão de TCE poderá ser utilizado por qualquer órgão GOVERNO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA PORTARIA Nº 00/GAB. de DD MM AA.. o cargo e a matrícula dos membros da Comissão.785. abaixo nomeados.A Comissão ficará desde logo autorizada a praticar todos os atos necessários e pertinentes ao desempenho de suas funções.

a cópia da Sindicância e de outras peças e documentos pertinentes ao objeto da apuração . além de assegurar seus efeitos externos. competindo aos Tomadores de Contas solicitar ao Encarregado da Sindicância e ao Diretor do DMP toda a documentação necessária para a realização da presente Tomada de Contas Especial.6º.GECONI – GO . Goiânia .5º.De acordo com a experiência vivenciada nesta Secretaria. quem deverá ser notificado para prestar depoimento. Art. Art. visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados diretos. quais as diligências que já poderão ser promovidas e quais outras providências que serão adotadas em relação aos fatos a serem apurados.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Art. Desta reunião será lavrada ata.4º. respeitando-se o grau de sigilo adequado. na qual deverá ser indicado quem se desincumbirá da autuação do processo e dos documentos já recebidos.Fica concedido o prazo de 60 (sessenta) dias. a contar da data do recebimento de toda a documentação solicitada pela Comissão de Tomadores de Contas. DD de MM de AA. Fulano de Tal Secretário de Estado da Agricultura A publicação da Portaria O princípio da publicidade dos atos e dos contratos administrativos. Art. para a conclusão dos trabalhos. os trabalhos da Comissão deverão ser realizados na SEAGRI.7º. em especial. _______________________________________________________________55 Gabinete de Controle Interno .Os membros da Comissão desenvolverão os trabalhos sem prejuízo de suas atribuições rotineiras e conforme for deliberado pelo presidente da mesma.Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. Do início dos Trabalhos Os trabalhos da Comissão deverão iniciar-se com uma reunião dos membros. com a devida publicação no Diário Oficial do Estado.

*2. Aqui.GECONI – GO ... a Comissão de TCE... Mais recentemente. Indicar o número da Portaria. Nesse último caso... mas não há imposição legal nesse sentido. Indicar o nome completo. situado à rua . *3. instalou-se na sala nº. Modelo de Ata de Início dos Trabalhos GOVERNO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA _______________________________________________________________56 Gabinete de Controle Interno .. posto ou graduação e assinatura dos membros Observações: *1... É importante assinalar que há entendimentos recomendando que a designação se formalize por Portaria do Presidente da Comissão.. deliberado o seguinte: *2 Designar . cargo e matrícula do agente que irá secretariar os trabalhos. deverá o presidente promover contatos com o superior hierárquico.*1 Aos . tendo... tem-se admitido a ata que indica os assuntos tratados por itens. foi indicado deste modo... O modelo tradicional de ata exigia que fosse lavrada sem interrupção. Poderá a indicação recair sobre o membro da Comissão ou não.... instituída pela Portaria nº .... Local e data Nome.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Da Ata de Início dos Trabalhos Ata de instalação dos trabalhos da Comissão de TCE instituída pela Portaria nº.. após ampla discussão... talvez para facilitar a visualização. do edifício .*3 para secretariar os trabalhos da Comissão.do ano de . às . apenas por razões didáticas. Realizar as seguintes diligências. sinais de parágrafo ou outros indicativos..*1..dias do mês de ..horas.. Requisitar cópia da pasta de assentamentos funcionais de. antes de efetuar a designação..

Cep 74. DD de MM de AA. Setor Leste Universitário – Goiânia . Nº 0200 MEMBRO . vez que é _______________________________________________________________57 Gabinete de Controle Interno . a Comissão de Tomadores de Contas. da Secretaria de Estado da Agricultura. com o máximo de rigor formal.000-000. FULANO SILVEIRA Mat.GO. Goiânia . na Subsecretaria de Contabilidade. de DD/MM/AA. às 09:00 horas. Anhanguera S/Nº. após amplas discussões.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ PROCESSO Nº: 00/AA UNIDADE GESTORA: DEPARTAMENTO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO-DMP EXERCÍCIO: AAAA OBJETIVO: TOMADA DE CONTAS ESPECIAL ATA DA REUNIÃO INICIAL DA COMISSÃO DA TCE Aos DD do MM de AA. sito à Av.GECONI – GO SICRANA DE OLIVEIRA Mat. e • preparar e remeter fac-símile informando ao Diretor do DMP sobre a instauração de TCE no Departamento e solicitando remessa de cópias da Sindicância ou Processo Administrativo. tendo. deliberado a adoção das seguintes linhas de ação: • preparar os trabalhos com base na Portaria de designação da Comissão de Tomadores de Contas.GO. Nº 0300 SECRETÁRIO Da organização dos Trabalhos As providências relativas à documentação dos fatos ocorridos deverão ser permanente preocupação da Comissão. • preparar e remeter fac-símile informando ao Diretor da Diretoria de Elétrica e Eletrônica sobre a instauração de TCE. no Edifício Sede. Nº 0100 PRESIDENTE DA TCE BELTRANO PEREIRA Mat. instalou-se na sala da chefia da Divisão de Análise Contábil. instituída pela Portaria nº 00/GAB.

a nulidade do processo. posteriormente. Do Termo de Autuação TERMO DE AUTUAÇÃO _______________________________________________________________58 Gabinete de Controle Interno . documentos sem Termo de Juntada. além de ao Tribunal de Contas da Estado. data da autuação. documento da Administração). A autuação consiste em dar forma ao processo.GECONI – GO . Este procedimento. indicando que se trata de TCE. • cópias sem autenticação. e • depoimentos sem assinatura. mas impõem um descrédito às apurações. quando for o caso. Com tal providência. na medida em que facilitam a ocorrência de fraudes. que se materializa numa simples declaração. geralmente de cartolina. A esses autos serão juntados. uma das primeiras providências da Comissão deverá ser autuar o processo. fazendo a juntada dos documentos já recebidos.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ possível que os autos da TCE sejam submetidos à apreciação judicial. facilitando a obtenção de cópia ao expedidor. Esses fatos não geram. Por isso. com a colocação de uma capa. Todos os documentos que sucederem o termo de autuação serão colocados no processo precedidos de “Termo de Juntada”. identificando-o por um número. Da autuação. numerando e rubricando as folhas. bastará ir consultando o “Termo de Juntada” e imediatamente se terá conhecimento da peça faltante e sobre o que versava. se vier a desaparecer uma folha. isoladamente. poderá ser lavrado no verso do documento anterior e indicará o que será juntado e as respectivas folhas do processo. quando necessária (ônus da prova. que ficará no processo. • cópias em excesso. lavrar-se-á um termo. todos os documentos que se referirem aos fatos em apuração. É comum observar-se processos onde existem as seguintes falhas ou impropriedades: folhas sem numeração. também.

ofício do Sr. instituída pela Portaria nº 00/GAB.. 3.GECONI – GO . autuei o presente processo.AA. 11. Modelo do Termo de Autuação GOVERNO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA PROCESSO Nº: 00/AA UNIDADE GESTORA: DEPARTAMENTO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO-DMP EXERCÍCIO: AAAA OBJETIVO: TOMADA DE CONTAS ESPECIAL TERMO DE AUTUAÇÃO Aos DD do MM de AA.. autuei o presente processo. do ano de..Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Aos.denunciando as irregularidades que estão sendo apuradas. 2. ata de instalação dos trabalhos... que passa a ser constituído dos seguintes documentos: 1. 03/08. 02.. portaria de designação. na qualidade de Secretário da Comissão de TCE.MM. dias do mês de. 4. o presente termo de autuação. Fls.DEE FAC-SIMILE – REMESSA CÓPIA DE SINDICÂNCIA ATA DA REUNIÃO INICIAL DA COMISSÃO DA TCE 1º TERMO DE AUTUAÇÃO 1º TERMO DE JUNTADA 19-27 28-30 31-32 33-34 FOLHAS 05 06-15 16-17 _______________________________________________________________59 Gabinete de Controle Interno . Fls..... Local e data Nome e assinatura do secretário.. na qualidade de Secretário da Comissão da TCE 00/AA. seguida da função na Comissão. . 09/10.. que passa a ser constituído dos seguintes documentos: DOC 01 02 03 04 05 06 07 DISCRIMINAÇÃO OFÍCIO DO DIRETOR DO DMP – ABERTURA TCE PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DA COMISSÃO DA TCE FAC-SIMILE – INSTAURAÇÃO TCE . Fls. Fls. instituída pela Portaria nº . de DD.

seguidos da função na Comissão FOLHAS 05 06-15 16-17 18 19-27 28-30 31-32 33-34 _______________________________________________________________60 Gabinete de Controle Interno . que passa a constituir as fls. Nº 0300 SECRETÁRIO DA COMISSÃO Local e data Nome e assinatura do secretário.. instituída pela Portaria nº .. dos autos. DOC 01 02 03 04 05 06 07 08 DISCRIMINAÇÃO OFÍCIO DO DIRETOR DO DMP – ABERTURA TCE PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DA COMISSÃO DA TCE FAC-SIMILE – INSTAURAÇÃO TCE – SEAGRI FAC-SIMILE – INSTAURAÇÃO TCE – DEE FAC-SIMILE – REMESSA CÓPIA SINDICÂNCIA ATA DA REUNIÃO INICIAL DA COMISSÃO DA TCE 1º TERMO DE AUTUAÇÃO 1º TERMO DE JUNTADA BELTRANO PEREIRA Mat... fiz juntar ao processo o .*1......do ano de ..GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ BELTRANO PEREIRA SECRETÁRIO DA COMISSÃO Modelo do Termo de Juntada GOVERNO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA PROC ESSO Nº: 00/AA UNIDADE GESTORA: DEPARTAMENTO DE MATERIAL E PATRIMÔNIO-DMP EXERCÍCIO: AAAA OBJETIVO: TOMADA DE CONTAS ESPECIAL TERMO DE JUNTADA Aos dias do mês de . na qualidade de Secretário da Comissão de TCE.

um destinatário e uma finalidade. Como regra.. •provar que a mesma se efetivou sem amparo na Lei. a finalidade será sempre coincidente em todos os casos. laudo pericial relativo ao acidente de veículo ocorrido no dia.GECONI – GO . na TCE. o destinatário da prova.. será o Tribunal de Contas do Estado. e •provar a inocorrência de excludentes de responsabilidade. Por exemplo: termo de depoimento prestado pelo Sr... o objeto da prova será: •provar que houve uma despesa. Das Provas De todos os procedimentos que se desenvolvem em uma TCE. e c) o destinatário da prova – como o processo de TCE é “julgado” pelo TCEGO..Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Observação: *1 – indicar sucintamente de que se trata. pode-se afirmar que: a) o objeto da prova – são os fatos do processo diretamente vinculados aos motivos determinantes da instauração. b) a finalidade da prova – formar a convicção quanto à existência dos fatos ligados aos motivos determinantes da TCE. cópia da ficha de combustível do trator. Essa trilogia. Se a TCE foi iniciada para apurar a realização de despesa ilegal. o processo não terá sustentação. _______________________________________________________________61 Gabinete de Controle Interno . Seguindo o caminho deliberado acima... . Sem a solidez desses. a parte referente à prova e à garantia de ampla defesa constituem os pilares de sustentação da regularidade (ou não) da mesma. Noções Gerais Provar um fato consiste em demonstrar e evidenciar a sua existência. deverá constituir um guia seguro e permanente preocupação dos que estão incumbidos de cumprir o ônus da prova. A prova tem um objeto. em regra.. que é inseparável do fato.

quanto ao fato constitutivo do seu direito. O ônus da prova incumbe: • autor. em toda a sua extensão. Feita essa breve consideração. A doutrina. tendo em conta o ditado latino. aquele a quem é imputada a prática de tal ato poderá apresentar fatos impeditivos. de que o ônus da prova é um encargo de quem o alega. modificativo ou extintivo do direito do autor. em outras palavras. e • ao réu. não se exime a mesma de colaborar com os envolvidos na comprovação dos fatos modificativos ou extintivos. modificativos ou restritivos do direito relacionados com o que ocorreu.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Do Ônus da Prova Sob a denominação de ônus da prova.GECONI – GO . sendo uma atividade investigatória conduzida em busca da verdade real. mesmo cabendo à Administração o ônus da prova de fatos constitutivos. não tem autor ou réu. precisamente a partir da evolução das teorias sobre ônus da prova. o ônus é da Administração. _______________________________________________________________62 Gabinete de Controle Interno . após a Administração ter provado a ocorrência de um fato constitutivo. as teorias delineadas oferecem suporte estável para firmar o seguinte entendimento: a) no processo de TCE. vem aperfeiçoando o sistema processual. ou “ onus probandi” entende-se o dever de evidenciar a verdade de um fato. b) na fase externa da TCE (posterior ao encaminhamento ao TCE-GO). na fase interna. caberia lembrar que a TCE. Nesse diapasão. há séculos. na fase interna da TCE. consagrado pela processualística moderna. e c) inexistindo autor e réu. o objeto da prova é o que tem que se provar. quanto à existência de fato impeditivo. Noções sobre o Objeto da Prova e a Dispensa do Ônus Constituirá o objeto da prova a demonstração dos fatos do processo diretamente vinculados ao motivo determinante da instauração da TCE ou. em face do princípio da verdade real que predomina no processo administrativo.

Em contraposição à afirmação anterior. e em cujo favor milita a presunção legal de existência ou de veracidade. • se o princípio da economia processual não justificar a alteração do objeto. a credibilidade do trabalho. que seja este processo alterado de objeto para ampliá-lo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Todas as alegações que fundamentaram a formação da convicção deverão ser provadas e demonstradas nos autos do processo. mesmo na esfera administrativa. como quando é exigido que a prova de um fato se revista de forma especial. observando os seguintes requisitos: a) serem pertinentes ao processo – ainda que se considere elementar. estabelece a possibilidade de dispensar a prova dos fatos: _______________________________________________________________63 Gabinete de Controle Interno . estando o primeiro na fase inicial. bem como os admitidos no processo como incontestáveis. a tradicional doutrina processual. ou não.GECONI – GO . O que deve ser provado O objeto da prova deverá se constituir em demonstrar a verdade dos fatos. a Comissão de TCE perde-se num torvelinho em que a falta de objetividade compromete. tal como ocorre com o direito de propriedade de bem pelo Direito Positivo Pátrio (Direito Brasileiro). somente os fatos que tenham pertinência com o processo é que deverão ser provados. Não raro. o entendimento de que dispensam prova os fatos afirmados por uma parte e confessados por outra. afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. admitidos no processo como incontestáveis. Há exceções a esses postulados. às vezes motivada pelo espírito apuratório. e • em caso de falta que justifique a instauração de Processo Administrativo Disciplinar ou Sindicância. irremediavelmente. Assim: • se o fato motivar a instauração de outro processo de TCE. encampada notórios. b) serem controvertidos no processo – registrou-se. poderá a Comissão de TCE sugerir o sobrestamento. deverá ser iniciada uma nova TCE. em linhas atrás. dos trabalhos à autoridade instauradora.

não só porque corresponde à ordem lógica da seqüência do processo. perde-se tempo na tentativa de elucidar aspectos pertinentes ao processo. pertinentes ao objeto e controvertidos. servindo-se. não prescinde de norma autorizadora para validar determinado tipo de prova. trazendo para os autos a documentação das convicções que firmaram. outras vezes. que se rege estritamente pelo princípio da legalidade. do conhecimento de especialistas das diversas áreas do conhecimento humano. Mesmo a Administração. sempre que necessário. e c) serem relevantes – muitas vezes. em visitas e em depoimentos prestados. provado o fato. Como regra. )a Do depoimento pessoal Entre os meios de prova. é que se verifica a insignificância do mesmo em relação ao objeto principal.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ imóvel. controvertidos. Vem a propósito registrar que os agentes que compõem a Comissão de TCE e os integrantes do Tribunal de Contas do Estado devem se sentir permanentemente motivados para buscar a verdade.GECONI – GO . em que a forma é essencial à validade e eficácia da prova. como também pelo seu valor probante. que implicações terá o resultado final do processo. o primeiro a ser citado pelo Código de Processo Civil é o depoimento pessoal. Exceções dessa natureza. utilizando-se de todos os meios admitidos em Direito. na investigação e na prova dos fatos. Todos os meios que não estiverem vedados pelo Direito ou pela moral poderão ser usados para firmar a convicção do magistrado. mas absolutamente irrelevantes à finalidade das apurações. descobrindo-se a verdade dos fatos. considerando-se a relevância do mesmo para a consecução do objetivo dos trabalhos. apenas confirmam a regra de que os fatos a serem provados serão os que se mostram dentro do processo. Dos Meios da Prova Meios de prova são os recursos utilizados pela Comissão de TCE para transferir à autoridade julgadora a certeza e a convicção que fundamentaram a sua conclusão sobre a verdade dos fatos. _______________________________________________________________64 Gabinete de Controle Interno . a Comissão deverá se questionar se.

as partes prestam depoimentos. o primeiro da segunda pelo fato de que aquele é restrito à parte. a TCE é um processo administrativo e. Isso porque. desde o início do processo. deverá ser convocado o interessado para ser interrogado ou prestar esclarecimentos. na fase interna. a citação. exceto a parte. e _______________________________________________________________65 Gabinete de Controle Interno . enquanto que nesta. temse mais uma oportunidade para aclarar os fatos. nesta ordem de importância. seguindo a praxe já consagrada. Cabe mais uma vez comentar que. destaca-se. não há pretensão da confissão. estuda-se o depoimento pessoal com a prova testemunhal. contudo. as principais observações sobre o depoimento pessoal daquele sobre o qual recaem os indícios da prática do fato que gerou a lesão ao Erário ou foi omisso no dever de prestar contas – que na fase externa assumirá. evitando-se o termo “depoimento” – porque esse termo tem subjacente a definição de autor/réu. algumas considerações se impõem para a adequada compreensão dos fatos: • mesmo havendo firmes indícios de autoria do fato. no processo ordinário judicial.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Ordinariamente. mantém-se o entendimento que. Distingue-se. seguindo-se. Essa convocação reveste-se na forma de notificação. pelas implicações referidas. e os demais testemunho. Aquele tem por objetos obter a confissão da parte e esclarecer fatos. • sempre que desconhecida a autoria.GECONI – GO . qualquer pessoa. no testemunho. como dito. vez que depois de prestar declarações poderá ser apontado como responsável. )b Do depoimento na TCE Transferindo esse meio de prova para o processo de TCE. até porque poderá dar ensejo à confissão real. recomenda-se que seja expedida notificação para prestar testemunho. logo no início do processo. Com essa cautela. então. poderá ser testemunha. neste tópico. portanto. porque é para a prática de ato processual. destacando-se as diferenças entre o rito processual judiciário e o administrativo. • o depoimento é um ato do processo da maior relevância. ou não havendo indícios suficientes para determiná-la. posteriormente. na fase externa. a condição de parte no processo –. é um processo administrativo-judicial. Mesmo preferindo outra terminologia.

razão pela qual.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ • a notificação dirigida à pessoa contra quem pesam os indícios poderá conter a advertência de que o depoente. interditos. sistematizar os interrogatórios para que cada pessoa compareça apenas uma vez. se omisso. etc. a partir da exclusão legal dos absoluta e relativamente incapazes ( arts. obter a confissão de um fato e. deverá ser lembrado que é direito do advogado ingressar livremente nas salas e nas dependências de audiência. Alguns outros aspectos do depoimento não poderão ser esquecidos. ou no máximo duas. inclusive. )c Da capacidade para depor Só poderá prestar depoimento quem for juridicamente capaz de confessar. Seguindo a melhor orientação prática. sofrerá a conseqüência de ver considerados verdadeiros os fatos contra si apontados. pode a Comissão. Recomenda-se à Comissão. algumas providências que facilitem a boa marcha processual e _______________________________________________________________66 Gabinete de Controle Interno . autoriza-se a presença do mesmo. quantas vezes forem necessárias. fim último do depoimento. se for necessária a acareação. quando suficientemente esclarecidos os indícios de autoria. a qualquer momento. por economia processual e para manter a boa ordem dos trabalhos. mediante interrogatório. deverá se ter em conta a definição legal de capacidade jurídica do Código Civil Brasileiro. já no ato convocatório para o depoimento. Essa formulação constitui um caminho seguro para enfrentar as situações inusitadas de oitiva de depoimento de menores. Mas. lembrando dessa possibilidade. loucos. o esclarecimento de pontos controvertidos. adotando. independentemente de autorização. porém. determinar o comparecimento pessoal do agente ou terceiro envolvido. acessoriamente. com essa nomenclatura. )d Da participação de advogado do depoente Outra questão relevante diz respeito ao comparecimento do agente acompanhado de advogado.GECONI – GO . Sobre o assunto. O depoimento objetiva. Para estabelecer com precisão a possibilidade de alguém ser ou não depoente. 3º e 4º). poderá o interessado fazer-se acompanhar desse profissional devidamente habilitado. sem que tal procedimento caracterize constrangimento. conforme adiante será exposto. devendo ser requerido pela Comissão.

registrando que foram formuladas pelo advogado da parte. promove-se a necessária expedição de nova notificação. normalmente 5 dias. numa _______________________________________________________________67 Gabinete de Controle Interno . nos termos da lei. estabelecendo prazo razoável para a juntada da mesma. no caso de recusa. para fins de formulação de perguntas. registrar na ata uma síntese da pergunta e da resposta. ao advogado do próprio depoente. Na mesma oportunidade. Acrescenta-se. com o registro e a assinatura na ata. registrar o fato na ata. sobre a nova data. sob pena de se considerarem nulos os atos praticados. o que. o número da identidade e o tempo em que esteve presente ao depoimento. antes da autorização do Presidente da Comissão. • quando o advogado formular perguntas ao depoente. contudo. • esclarecer qual será o seu momento de intervir e que. adiando o depoimento se o mesmo não se apresentar munido desse documento. Um dos pontos controvertidos na doutrina consiste na possibilidade de conceder a palavra.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ inibam a argüição de nulidades e o estabelecimento da desordem processual. ainda que depois de todas as assinaturas. Deve-se dar ciência ao advogado e ao depoente. normalmente não se faz. fornecer cópia do termo de declaração e de qualquer outro documento. • quando o advogado se apresentar sem procuração. mesmo que para orientar o seu cliente. não deixando de impor a autoridade. • se solicitado. solicitar a colaboração do advogado no sentido de que assine a ata junto com o depoente e. aliás. entre as quais destacam-se: • exigir a habilitação do advogado (identidade funcional). que perfilhando esse entendimento. fazer constar na mesma. é defeso ao advogado fazer uso da palavra. registrando o incidente em ata. não se pode esquecer que a intervenção só se admite após esgotadas as perguntas da própria Comissão de TCE. e • manter sempre um tratamento cordial.GECONI – GO . • em todos os casos.

caso não compareça. a fim de evidenciar também a insubordinação direta. )f Da recusa para depor _______________________________________________________________68 Gabinete de Controle Interno . serão contrapostas duas normas jurídicas: a primeira. recomenda-se que da convocação conste que a recusa em depor implicará na confissão dos fatos contra si imputados.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ síntese de conteúdo. inclusive a participação omissiva (ação) ou comissiva (falta de ação) de outros agentes. ainda. a segunda. implicitamente autoriza a omissão em depor. constituindo. que impõe o dever de acatar ordens superiores. o não comparecimento enseja mais de uma possibilidade de conseqüências. em razão do cargo e de representar contra ilegalidade. própria) um direito do depoente. estabelecendo também o dever de levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência. além de manter as autoridades envolvidas informadas da ausência. Sendo agente. para que esse determine ao mesmo o comparecimento. referente ao dever funcional. justamente para evitar que o patrono do depoente assuma o “controle” da ata. A ausência do depoimento prejudica a apuração dos fatos. Também sugere-se que a notificação para depor seja encaminhada com ofício ao chefe imediato do agente. e pelos fundamentos expostos não deverá ser tolerada. iniciando um ditado prolixo e sem paradeiro. na medida em que a norma impõe penalidade à recusa referida acima. Num processo de TCE. falta disciplinar grave. a parte é obrigada a depor e poderá ser intimada. em tese. Sufragando esse entendimento. )e Do não comparecimento para depor Na Lei Processual Civil.GECONI – GO . ou comparecendo se recuse a depor. fato corroborado pela majoritária doutrina processualista civil. no qual se insere o de prestar depoimento. conforme o agente seja ou não agente do Órgão ou da Organização. fazendo-se constar do mandado que se presumirão confessados os fatos contra ela alegados. normalmente repetida em todos os estatutos. inclusive no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de Goiás e de suas Autarquias. omissão ou abuso de poder. que vislumbra na “confissão ficta” (confissão real.

sem justificativa. diante da Comissão da TCE.GECONI – GO . podendo servir. havendo ambas as condutas de implicar “ficta confessio”. isto é. A Lei Processual Civil estabelece uma igualdade jurídica entre o não comparecimento e a recusa em depor. • também como o não comparecimento. merecendo porém maior credibilidade. buscar sua reformulação com objetividade. e o segundo que as circunstâncias indiquem que o objetivo do depoente em empregar evasivas é para não responder o que lhe foi perguntado. quando se relaciona o fato a cujo respeito. enquanto que a recusa em depor será identificada a cada pergunta formulada. algumas distinções podem ser apontadas: • o não comparecimento é uma conduta genérica. poderá o Presidente da Comissão da TCE permitir que o julgamento equipare-a à recusa. _______________________________________________________________69 Gabinete de Controle Interno . imponha a guarda do sigilo. Apesar de equivalência de efeitos para a aplicação da penalidade.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Poderá ocorrer que a pessoa compareça e. é bem de ver que a equivalência à recusa depende da satisfação simultânea de dois requisitos: o primeiro é a conduta reiterada do interrogado. considerando as circunstâncias presentes. a segunda. já que poderá ocorrer em relação à pergunta específica. o depoente empregar evasivas. a analogia do art. tangenciando o ponto central da questão. quando se tratar da parte contra quem pesam os indícios. faça referência a outros fatos não pertinentes. constituindo situação diversa da tratada no subitem precedente. insistindo no emprego de evasivas. recuse-se a depor. quando se imputa à parte fato criminoso ou torpe. Poderá ocorrer que o depoente. )g Do uso de evasivas nas resposta e outros comportamentos Quando o depoente emprega evasivas nas respostas. que a permite em duas hipóteses: a primeira. no presente caso. sendo específica. Cônscio dessa possibilidade. • a recusa. persistindo a conduta. a recusa poderá ser motivada. por estado ou profissão. em que simplesmente não comparece. não respondendo à questão formulada. deverá a Comissão da TCE reiterar a pergunta e. e • à recusa equipara-se o fato de. 347. pode ser autorizada. do Código de Processo Civil. Logo.

A força probante desse meio dependerá da sua harmonia com o conjunto dos fatos. ponto nodal das declarações de nulidade pelo Poder Judiciário.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Para provar o fato. mas poderá ocorrer que a sua participação ainda possa se processar sem grandes prejuízos ao desenvolvimento dos trabalhos. )i Da confissão Confissão é a declaração feita pelo depoente admitindo a verdade de um fato contrário ao seu interesse. ou fora dos locais de trabalho. do Código de Processo Civil . o interrogatório continua. Perdendo a oportunidade de depor. perante a Comissão. verbalmente ou por escrito. ou ocorra o contrário. em que momento foi praticada. Até em benefício do depoente. o que o levou a pensar que não seria descoberto. com notáveis vantagens à segurança e à solidez da prova. Ambas as atitudes deverão ser acolhidas pela Comissão. para a coleta de dados sobre as circunstâncias. _______________________________________________________________70 Gabinete de Controle Interno . )h Do não comparecimento e da recusa de arrependimento Poderá ocorrer que o interessado não compareça para prestar depoimento e depois pretenda oferecer defesa.CPC. deverão as perguntas e o comportamento do depoente ficarem consignados literalmente em ata. se anteriores ao relatório final. se o depoente inicia confessando o fato. consoante estabelece o art. A confissão poderá se dar de várias formas: induzida ou espontânea. A recomendação para que seja antes da elaboração do relatório final terá por objetivo fazer respeitar a preclusão das fases processuais. sem constantes retrocessos.GECONI – GO . suportará o agente a penalidade de confissão quanto à matéria de fato. quem lucrou com irregularidade. expressa ou “ficta”. para que se evidencie a concessão da mais ampla defesa. 348. e outras perguntas dessa natureza. deverão ser questionadas as atenuantes do fato. em caráter reservado. Assim. É imperioso que os membros da Comissão tenham presente a noção de que a confissão só terá valor se harmonizar-se com o conjunto probante. A confissão feita verbalmente a terceiros dependerá do valor do testemunho dos mesmos e também da harmonia referida. impulsionando a apuração no seu caminho ordenadamente para frente.

o valor da prova testemunhal será atribuído segundo a sua maior ou menor conformidade com o conjunto probante do processo. ou em juízo arbitral”. também por analogia. aproveitando-se muito das regras processuais judiciárias. em relação ao Processo Judiciário. e ainda que seja a título de colaboração. perito. o fato lhe acarretar grave dano.GECONI – GO . como testemunha. Existem alguns aspectos que apresentam singularidades específicas na TCE e no Processo Administrativo Disciplinar. será amplamente admitida. do mesmo Código. É importante notar que nesse elenco figuram como suspeitos o amigo íntimo ou o inimigo capital de qualquer das partes. em linha reta. adotando-se.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ )j Da prova testemunhal A prova testemunhal. )k Da obrigação de declarar a verdade Comparecendo a testemunha. 134. Como no depoimento. especialmente no Processo Administrativo. e _______________________________________________________________71 Gabinete de Controle Interno . mesmo sem qualquer vínculo com a Administração. o no que couber. 406. entendendo-se como tal a aplicação por analogia. A testemunha não deporá quando: 1. na realidade. como será visto a seguir. for impedida. ou negar ou calar a verdade. do art. que dispõe o art. 135. for considerada suspeita. sob pena de reclusão de 1(um) a 3 (três) anos e multa. ou desobedecendo. faça presumir que se afasta da verdade. O teor desse dispositivo poderá ser lembrado ao depoente sempre que. ou não cedendo) em suas declarações. sem caracterizar constrangimento ilegal. Tipifica o Código Penal Brasileiro: “Art. bem como ao seu cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins. Sugere-se igual procedimento na acareação. tradutor ou intérprete em processo judicial. recalcitrando (ou teimando. 342 Fazer afirmação falsa. conforme dispõe o art. do Código do Processo Civil. do mesmo Código do Processo Civil. ou na colateral em segundo grau. 2. 3. policial ou administrativo. terá o dever de dizer a verdade.

Há substancial controvérsia doutrinária acerca da possibilidade de promover a acareação entre a testemunha e o “acusado” da prática de ato irregular. muitas comissões. prevê a possibilidade de acareação entre testemunhas e entre estas e a parte. além de constituir um procedimento desgastante. Na prática. em ponto relevante que possa influir na decisão. mas somente aquela que se apresentar em ponto fundamental para o esclarecimento do fato apurado. têm evitado a acareação. _______________________________________________________________72 Gabinete de Controle Interno .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ 4. a exemplo do que ocorre no processo penal e civil. Outro aspecto prático a ser lembrado diz respeito ao fato de que as testemunhas. na sua expressão literal. O atual Código de Processo Civil. serão ouvidas perante a própria Comissão da TCE. pois. merecendo ser destacadas as seguintes: 1. em que são ouvidas em audiência. )l Da acareação A acareação é um procedimento que tem lugar quando houver divergência nas declarações das testemunhas. ou depoente. )m Da prova documental Algumas regras consagradas na processualística servem plenamente ao Processo Administrativo. Embora apurado em lei o direito da recusa. qualquer divergência que justifique a acareação. Ocorrendo tal hipótese. sob pena de. pois. a exemplo de que ocorre no processo judicial. por estado ou profissão. o documento não faz prova a favor de quem o fez. não pode a parte constituir prova em seu próprio benefício. Não é. não o fazendo. é obrigatória a acareação. responder pela omissão. na forma prescrita no mesmo dispositivo retrocitado.GECONI – GO . averbando em igual sentido o Código de Processo Penal. o ato de evidenciar as condições poucas vezes apresenta resultados objetivos no esclarecimento dos fatos. como regra. deva guardar sigilo. se tratar de fato a cujo respeito. a testemunha será obrigada a declinar o motivo. pois. sustentando uns que esse procedimento de confronto violaria o princípio de que ninguém é obrigado a depor contra si. em princípio. pelo desconforto que cria.

o montante dos danos. os translados. no Ministério da Justiça. será obrigado a exibir o documento. razoável de mercado frente ao preço de aquisição. )n Da prova pericial Prova pericial no processo de TCE deverá ser solidamente constituída com a observância do máximo rigor técnico e com demonstração do acatamento das normas que regulam a atividade especializada. nos termos do Decreto nº 1. telegrama. As demais regras constantes do Código de Processo Civil serão igualmente aplicáveis ao processo da TCE. de 30 de janeiro de 1996. Tem sido lamentavelmente comum que: 1. e discriminados mês a mês. deverá ter o original assinado na estação expedidora.GECONI – GO . e 4. devidamente registrado. 374. para produzir efeitos legais. 4. as certidões e as cópias em papel ou em filme de documentos microfilmados. conclusões de prejuízos causados ao Erário não apresentem. o agente. 2. responsável pelo dano.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ 2. _______________________________________________________________73 Gabinete de Controle Interno . fotocópia autenticada ou exibida com o original. os documentos deverão ser juntados ao original ou apresentar forma própria de comprovação de autenticação: fotos com os respectivos negativos. ou terceiro envolvido. Em se tratando de documento privado. para esse fim. em juízo ou fora dele. detentora do filme original.799. levantamento periódico de bens em estoque. 3. faltas de bens em almoxarifado sejam quantificadas sem acusações de superfaturamento de preços não indiquem o valor valores pagos a maior em folha de pagamento não sejam com clareza. sob pena de ser considerado provado o fato referente ao documento cuja exibição se pretendia. radiograma ou outro instrumento de transmissão. conforme art. do Código de Processo Civil. a autenticação deverá ser feita por cartório. 3. deverão estar autenticados pela autoridade competente.

será necessária a habilitação pertinente ao ramo do conhecimento invocado. a pretexto de dividir tarefas e racionalizá-las. instrumentos ou pessoas. o Tribunal de Contas poderá promover a realização de diligências. realizar diligências e inspeções com o objetivo de esclarecer ponto controvertido dos autos ou questões levantadas pela defesa ou pela testemunha. serviços ou fatos ocorridos. A perícia exige um profissional com conhecimento técnico especializado. A Comissão de TCE poderá realizar pessoalmente. a Comissão de TCE poderá.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ As perícias dividem-se em exames. quando o exame referir-se a contas em geral. Exames são realizados sobre contas. _______________________________________________________________74 Gabinete de Controle Interno .GECONI – GO . qualidade e quantidade de coisas. a qualquer tempo. Na fase interna. venha depois a fazer declaração falsa sobre o fato ocorrido. reduza ao extremo a interferência subjetiva na conclusão sobre determinado fato. devendo de tudo fazer relatório e juntá-lo aos autos. as diligências. vistorias e avaliações. Quando o exame tiver por objetivo a verificação de contas “stricto sensu”. a participação do Setor da Auditoria ou do Setor da Contabilidade será imprescindível no fechamento de balancetes e de outros demonstrativos contábeis. determinar o sobrestamento das contas para elucidar aspectos controvertidos da TCE. vistorias são as inspeções oculares realizadas sobre coisas móveis e imóveis. por seus membros. avaliações são as fixações de preços. detentor de uma qualificação que. mas o relatório ou laudo deverá retratar fielmente os que estiverem presentes. Não haverá nulidade se a diligência for conduzida por um ou mais membros da Comissão e não por todos os seus componentes. vista de determinada ciência ou técnica. No desenvolvimento dessa atividade. )o Das diligências Quando o processo atinge a fase externa. para promover o levantamento de dados. a Comissão de TCE poderá ter a necessidade de reportar-se a outra Organização. pois não se admitirá que uma Comissão de TCE. vistoriar bens e equipamentos. ou inspeções para apurar a regularidade de fatos constantes do mesmo ou de outro processo.

O erro reside precisamente no fato de que. no momento. sem dúvida.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ )p Das provas emprestadas O tema apresenta fundamental relevância. vez que. sem qualquer amparo legal. Três hipóteses justificam esta simplificação e deverão ser consideradas antes da Comissão de TCE elaborar o relatório conclusivo: a) b) c) o dano está na faixa de valor de alçada. é imprescindível um documento. que nestas hipóteses descaberia instaurar o procedimento. são transportadas peças do processo de Sindicância ou do Processo Administrativo Disciplinar ou do Inquérito Policial Militar ou do Relatório de uma inspeção. TCE de rito simplificado Denomina-se TCE de rito simplificado aquelas restritas em que as mesmas têm sua tramitação adstrita ao âmbito da Administração/Organização instauradora. É válida. ou o bem foi reposto. para o processo de TCE. tendo em linha de consideração que a ausência da garantia da ampla defesa e do contraditório é o principal motivo para determinar a anulação dos processos de TCE. quando será verificado o fiel acompanhamento das normas em vigor. logo após a transferência de provas.GECONI – GO . ou o dano foi recomposto ou o bem ou valor reapareceram. a prova carreada aos autos obtida em outro processo. É relevante notar que o processo de TCE deverá existir fisicamente. tem-se sustentado a necessidade de se permitir ao envolvido. nas inspeções “in loco”. porque já foi sustentado. até mesmo para promover a baixa patrimonial. Vale ressaltar que na Tomada de Contas Anual de uma Unidade Gestora da Administração também constará informação sobre a existência de TCE de rito simplificado na UG. Contudo. para justificar e documentar o dano. o direito de contraditá-las. mesmo quando é de valor inferior ao de alçada. A existência destes tipos de processos de TCE deverá ser verificada pelos Órgãos das Cortes de Contas (TCE). _______________________________________________________________75 Gabinete de Controle Interno . com bastante freqüência.

envidar esforços para localização. depois de solucionados os fatos. _______________________________________________________________76 Gabinete de Controle Interno . c) é recomendável sistematizar os trabalhos de levantamento da carga patrimonial de bens. determinada TCE não será remetida ao Tribunal de Contas do Estado para julgamento. Frustrados esses trabalhos. a partir do qual o juiz não julga ou julga sem recurso. instaura-se TCE para apurar o desaparecimento de todos os bens daquele período e. no âmbito de sua competência. após confirmada a recusa do agente em promover o acerto de contas. em sede de TCE. Esse termo é perfeitamente aplicável. mantendo-se os autos. que deverão adotar. abaixo do valor de alçada (no caso de suprimento de fundos). b) para atender ao princípio da economicidade. para identificar o valor abaixo do qual. segundo o prudente arbítrio do Ordenador de Despesas ou do Gestor. e. imediatamente. nos seis meses seguintes. d) no caso de omissão do dever de prestar contas de valores recebidos. também do semestre em curso. em princípio. não se aguardando nesse caso o decurso do prazo legal. Com a aprovação das normas que concederam maior lapso de tempo para a instauração de TCE. o entendimento exposto e já seguido por vários Órgãos merece as seguintes considerações: a) somente deverá ocorrer a instauração se no prazo estabelecido não houver a reparação do dano ou o reaparecimento do bem. se for o caso. com vistas à apuração por uma mesma Comissão. Não significa que não serão instauradas. com periodicidade semestral. tem a prática recomendado a conveniência da instauração da TCE.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Valor de Alçada Alçada no processo judiciário é um limite de competência em razão do valor da causa. as providências necessárias para o resguardo do Erário. à disposição dos Órgãos de Controle (TCE). para verificação em eventual inspeção. mas simplesmente que serão mantidas nos órgãos de origem.GECONI – GO . poderá o Órgão agrupar vários motivos determinantes para a instauração de TCE.

vez que constitui a declaração definitiva dos _______________________________________________________________77 Gabinete de Controle Interno . bem como quando chegarem aos Tribunais de Contas. Com a prova da existência dos fatos. Seus membros reassumirão as funções normais. não se tratando de missão permanente. se tiverem sido afastados do trabalho. Da conclusão da Comissão A Comissão conclui seu trabalho quando verifica a ocorrência do motivo determinante da TCE. Mais comum. elaboração e entrega do relatório. a Manifestação do Secretario de Estado ou do Dirigente máximo do Órgão. Nas fases seguintes. dissolvida a mesma. definição da autoria. ao contrário do que em geral ocorre com as comissões. O Tribunal de Contas. de forma colegiada. define o valor do débito e evidencia os indícios de autoria. ou remeter. poderá. sob pena de comprometer o princípio da economicidade que motivou o procedimento. requerer novas diligências e esclarecimentos. contudo. é requerer as diligências ao dirigente do Órgão/Organização ou Unidade Gestora.GECONI – GO . entretanto. Por isso é que se recomenda a juntada de várias TCE em um mesmo processo.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ e) a instauração de TCE abaixo do valor de alçada implica ser conduzida com atenção ao princípio da economicidade. e g) o exame dessas TCE pelo Tribunal de Contas não deverá ser realizado com o mesmo rigor que as de valor superior ao de alçada. deverão pronunciar-se e fazer juntar ao processo. já na fase externa. estarão concluídos os trabalhos e. pois é uma Unidade Administrativa permanente. em que os autos receberão o Parecer do Controle Interno. f) recomendam a lei orgânica do Tribunal de Contas que essas TCE sejam juntadas às contas anuais e remetidas ao Tribunal. hipótese em que. todas as análises iniciarão com a leitura do Relatório da Comissão. diretamente aos membros da Comissão. para se dedicarem de forma exclusiva à atividade apuradora. Relatório Conclusivo Todo o êxito do trabalho da Comissão repousa fundamentalmente na elaboração de um relatório conclusivo de TCE. por ofício ao Tribunal de Contas do Estado. o que foi requerido.

mas jamais alterado pela autoridade superior. também. onde será pontualmente contrastado cada fato obtido com os meios de prova. para coibir a repetição da infração e reparar o Erário. consideradas as agravantes e as atenuantes. • conclusão. após reafirmar a existência do fato e da autoria. os pontos a favor e contra. em breve síntese. Poderá. os elementos essenciais da TCE. e − os fatos objeto da apuração. Com base na precitada Resolução Normativa. Não será obrigatório o seu acatamento. a tese que será adotada na conclusão. é porque não concluiu a fase apuratória. de preferência no preâmbulo. dentre o elenco das penalidade cabíveis. quais os meios de prova utilizados. o que disse. indicará quais as medidas que decorrem da infração. e até arquivado. evitando-se a adjetivação. 4º. mas não poderá ser eliminado ou destruído. _______________________________________________________________78 Gabinete de Controle Interno . onde a Comissão. exigidos no art. onde será narrado quem depôs e. como se desenvolveram os trabalhos. indicando a página onde poderá ser encontrada a informação. etc. da Resolução Normativa nº 011/2001. se todos os membros participaram dos atos de investigação. O Relatório poderá ser acolhido ou rejeitado. ser designada nova comissão quando evidenciadas falhas insanáveis. A Comissão não poderá ter dúvidas sobre esses aspectos. Caso as tenha. o seu objetivo. no processo. porque a conclusão não é vinculativa para as instâncias superiores. elaborar uma espécie de “check-list” dos documentos essenciais da TCE. b) como a sentença judicial. do Tribunal de Contas do Estado. apontada qual entende mais adequada.GECONI – GO . e c) indicar. O relatório deverá: a) ser redigido em linguagem clara e objetiva. onde estarão. • fundamentação. sendo recomendável a adoção de linguagem impessoal. enfatizando sempre. se houve a participação de advogado. as evidências trazidas pelos outros meios.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ profissionais encarregados das apurações.. na terceira pessoa. deverá ser dividido em: • relatório “ stricto sensu” ou histórico sobre: −a constituição da Comissão. de forma bastante resumida.

b) a relação dos créditos recebidos. o relatório deverá evidenciar: a) nível de discernimento do agente que promoveu o desvio. da RN nº011/2001. b) como foram empregados os recursos recebidos e em proveito de quem.Desvio de dinheiros. bens e valores A jurisprudência dos Tribunais de Contas tem considerado como ponto relevante. se houver. acompanhados das datas e dos comprovantes. da Resolução Normativa nº 011/2001. Não há indicação legal ou normativa de qualquer espécie para os elementos que o relatório da Comissão deverá conter. acompanhados das datas e dos comprovantes. tem-se divulgado o seguinte roteiro. a ser utilizado segundo as diversas espécies de motivos que determinaram a instauração da TCE. deste manual.GECONI – GO .2. o fato de os recursos terem sido ou não empregados em proveito da comunidade. 4º. Como recomendação. de obrigatoriedade inafastável: 4.Omissão no dever de prestar contas A não prestação de contas tem uma causa e poderá ter a concorrência da vontade volitiva do agente. e e) as agravantes/atenuantes do comportamento do agente.1. para fins de julgamento. 4º.7. d) saldo ou o desfalque. independentemente dos elementos referidos no art. c) resultado da aplicação com os respectivos comprovantes e datas. do Capítulo II.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Elementos essenciais do Relatório Os documentos que deverão estar contidos no processo de TCE estão rigorosamente elencados no art. conforme descrição já titulada no item de nº 2.7.8. Nessa hipótese. 4. c) a relação dos créditos recebidos. _______________________________________________________________79 Gabinete de Controle Interno . o relatório deverá evidenciar: a) se o agente teve ou não culpa na omissão. Nessa hipótese.

como eventualmente a manifestação dos envolvidos será importante para sanear os autos. se houver.3. 4. d) relação dos créditos recebidos.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ d) resultado da aplicação. com os respectivos comprovantes e datas. ou qual seria a vantagem econômica contrastada com a desvantagem decorrente da anti economicidade. pois a Comissão é órgão verificador e opinativo. e) resultado da aplicação com os respectivos comprovantes e datas. evidenciar: a) nível de discernimento de quem deu causa ao dano. em via única. devendo o relatório. Recorribilidade da Conclusão Caberá recurso da decisão da Comissão? A resposta é. Nada obstante. quanto à gravidade do fato. medida em que apontam nulidade ou irregularidade. então. f) saldo ou o desfalque. acompanhados das datas e comprovantes. em princípio.7. tem-se posicionado pela possibilidade.GECONI – GO . e) saldo ou o desfalque. não tomando qualquer decisão em sentido estrito. _______________________________________________________________80 Gabinete de Controle Interno . juntado ao processo. se houver. e f) as agravantes/atenuantes do comportamento do agente. b) a lei transgredida ou a razão da ilegitimidade.Dano ao erário O dano poderá ocorrer de ato ilegal. e todas as folhas serão rubricadas pelo Presidente da Comissão e pelos seus membros. c) como foram empregados os recursos recebidos e em proveito de quem. ilegítimo ou antieconômico. de se conhecer e responder a recurso ou “pedido de reconsideração”. a critério da Comissão. com “Termo de Juntada”. Forma de Apresentação O relatório será. e g) as circunstâncias agravantes/atenuantes do comportamento do agente. negativa. de acordo com essas hipóteses.

caberá ao Controle Interno.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Não se deverá. 4º. do TCE . com a recorribilidade das deliberações do Tribunal de Contas. os autos serão encaminhados sucessivamente para o GECONI e para o TCE-GO. bem como abranger um exame de consistência dos dados. com a ocorrência policial. Essa verificação deverá considerar se o documento/informação consta dos autos.GO. o que se admite por exceção. com as datas das notas fiscais. conforme o caso. como numeração de páginas. estatuída no art. laudos periciais. autenticação de _______________________________________________________________81 Gabinete de Controle Interno . verificar se constam dos autos todos os documentos exigidos no art. para análise e emissão do Relatório de Auditoria e Certificado de Auditoria. sem olvidar da necessidade de conferência material do processo. admissível sempre. a que designou a Comissão de TCE. por diversos meios. confundir a recorribilidade das conclusões da Comissão de TCE.GECONI – GO . Providências do GECONI O GECONI providenciará a remessa da TCE a Gerência de Processo Administrativo Disciplinar e Tomada de Contas Especial. da Constituição Estadual. horários de trabalho dos agentes envolvidos. Nesse aspecto. deverá essa autoridade verificar se constam todos os elementos essenciais e se as conclusões apresentadas estão em conformidade com as provas coligidas. o processo será encaminhado à autoridade instauradora. Remessa à autoridade instauradora Após a juntada do relatório. IV. através da Gerência de Processo Administrativo Disciplinar e Tomada de Contas Especial. insere-se o dever de verificar e de confrontar. 29. se os demonstrativos financeiros coincidem com as movimentações bancárias. Recebendo os autos. da Resolução Normativa nº 011/2001. Verificação dos elementos do Processo No exercício da função de apoio ao Controle Externo (TCE). isto é. Caso a análise demonstre a plena regularidade dos trabalhos desenvolvidos pela Comissão. porém.

Assim. é indispensável que a GEPADTCE ou SUACI analise com profundidade os autos e envide esforços para restabelecer a regularidade na execução da despesa pública. no seu juízo. Ao contrário. termos de assinatura e de juntada. na passagem do processo. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da Estado. que deverá cingir-se ao aspecto técnico-contábil. “os responsáveis pelo controle interno. 29. da Lei 12. que se constituirá em peça antecedente ao Certificado de Auditoria. emitindo. Observa-se que o elemento subjetivo do agente não interfere.. sob pena de responsabilidade solidária”. no seu relatório.GECONI – GO . como a TCE é um processo de controle. termos de depoimentos. nos termos do § 1º. contribuíram para a elucidação dos fatos ou a eficaz recomposição do Erário.3. na elaboração do certificado. As considerações sobre a responsabilidade do agente. um Certificado. regulares com ressalvas ou irregulares.. de forma conclusiva e já indicativa da posição final da Administração. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. A ação da Unidade Setorial de Controle Interno A obrigação da passagem do processo de TCE pelo GECONI não será apenas para assegurar uma tramitação burocrática. 15. Impõe-se observar que. o contexto da ocorrência. O GECONI poderá e deverá. conforme já foi visto no item 3. ou se tiver deixado de adotar. tecer as considerações pertinentes que. deverá o Chefe do Gabinete de Controle Interno deixar claro quais as providências que adotou. eliminação de espaços em branco. A GEPADTCE considerará as contas regulares. sua demonstração e fazer os respectivos registros contábeis ou não. etc. indicando se as contas são Regulares ou Irregulares.785/95.5 e de acordo como o disposto no Art.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ documentos. as condições estruturais e administrativas poderão e deverão constar do relatório. do art. a rigor. conferência de assinaturas em atas. _______________________________________________________________82 Gabinete de Controle Interno . da Constituição Estadual. Relatório e Certificado de Auditoria A GEPADTCE fará um relatório analítico. os motivos da omissão. no final. as circunstâncias atenuantes ou agravantes.

15. por intermédio da SUACI. indicando o motivo determinante da instauração da TCE. _______________________________________________________________83 Gabinete de Controle Interno . da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado. emitirá o seu Parecer sobre as contas.GECONI – GO . bem como das providências realizadas pelo Órgão de Controle Interno. Em despacho. e c) a indicação da autoridade a quem deverá ser encaminhado o processo. até o Tribunal de Contas.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ O parecer da Unidade Setorial de Controle Interno Verificando a consistência dos elementos juntados. o Chefe do Gabinete de Controle Interno. propondo que o processo seja julgado. adote uma das três alternativas: Regular. o Secretário de Estado do Órgão ou Autoridade de Nível Hierárquico Equivalente assinará o Manifesto de que tomou ciência da Tomada de Contas Especial realizada. No amplo poder hierárquico está subentendido o poder do controle. b) que a manifestação conclusiva do GECONI. na escala sucessiva. podendo ser sugerido: a) que seja redigido de forma bastante objetiva e sintética. Manifestação do Secretário de Estado supervisor da área Manifestação do Secretario de Estado supervisor da área ou da autoridade de nível hierárquico equivalente. as conclusões da Comissão de TCE e as providências que foram adotadas para resguardar o Erário da repetição do fato. Remessa ao Tribunal de Contas Esta é a última etapa da fase interna da TCE e competirá ao Secretário de Estado do Órgão ou Autoridade Equivalente providenciar a remessa do processo ao Tribunal de Contas . Regular com ressalvas ou Irregular. bem como se foram atendidas as normas regimentais do respectivo Tribunal de Contas. conforme ocorram um dos motivos estabelecidos nos incisos do art. Não há forma prescrita nem normatização sobre o que deve constar desse Parecer.

A remessa efetua-se através da SUAUD. manda entregar o processo diretamente na 3ª SECEX do TCU.Termo de Juntada do Processo (tantos quantos forem necessários). 2º . em alguns casos.Ata da Reunião Inicial da TCE.Relatório da Comissão da TCE: 1 – Identificação da Entidade/Organização. na medida em que envolve a SEFA no desenvolvimento do processo. 5º . geralmente o Subsecretário de Auditoria.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Não há impedimento à praxe que algumas Secretarias vêm desenvolvendo ao efetivar a remessa por meio da respectiva Unidade Setorial de Controle Interno. 10º . que poderão ser adotados ou não. Parágrafos ilustrativos Os parágrafos abaixo são apenas ilustrativos. No entanto. 3º . Na Aeronáutica.Capa. Sempre que esse procedimento for adotado. 11º . 6º . 4º . determinando que essa Unidade mantenha o acompanhamento do andamento do processo e do julgamento. 7º . 8º . Organização do Processo da TCE 1º . essa praxe tem se mostrado vantajosa. permitindo.Identificação da Entidade/Organização. após os devidos registros do protocolo.Identificação da Comissão da TCE.GECONI – GO . 9º . em caso de eventual extravio. e que deverá ser entregue no Tribunal de Contas da União. a sua reconstituição.Demonstrativo Financeiro dos Débitos (Atualização dos Valores). _______________________________________________________________84 Gabinete de Controle Interno .Ficha de Qualificação dos Responsáveis. pelo meio de comunicação de documentos normalmente utilizado (de ofício). com recibo ou comprovante de protocolo. caso exista no órgão.Índice do Processo da TCE. que abrange o serviço comum dos correios. até a antecipação de providências recomendadas pelo TCU.Ata Intermediária da Comissão da TCE.Termo de Autuação do Processo. recomenda-se que a SEFA mantenha uma cópia dos autos para facilitar a comunicação e.

etc.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ 2 – Constituição da TCE: “Apor todos os dados da Comissão dos Tomadores de Contas constando de: nome completo.4 –Fatos objeto da apuração – Fase Sindicância / Inquérito Policial Militar/Inquérito Administrativo. CPF. 7. e 5. cargo.4 Ações Corretivas adotadas pela Administração da Entidade / Organização. 5. 5 – Histórico: 5.3 – Participação nos Atos de Investigação. 5. 7. 3 – Motivo Determinante. na Sindicância/no Inquérito/nas Inquirições. com a adequada apuração dos fatos. 7. com posterior atualização do(s) valore(s)”. qual(ais) foi(ram) o(s) responsável(eis).GECONI – GO . Motivo Determinante. a(s) data(s) da(s) ocorrência(s). 6 – Fundamentação: “Trata-se da parte essencial do relatório da Comissão de Tomadores de Contas.1 – Metodologia dos Trabalhos. identidade. 7 – Conclusão: 7. 5. indicando inclusive as normas ou os regulamentos infringidos”. onde será pontualmente contrastado cada fato apurado/obtido com os meios de provas arregimentados.1 Parte Introdutória.5 – Fatos objetos da apuração – Fase TCE. e 4 – Objetivo do Relatório: “A Comissão dos Tomadores de Contas buscou como objetivo apurar os valores dos danos causados ao Erário Público.3 Conseqüências decorrentes do delito.2 – Meios de Prova Utilizados. endereço profissional e endereço residencial”. função. _______________________________________________________________85 Gabinete de Controle Interno . Objetivo do Relatório.2 Ratificação dos Fatos e da Autoria. inscrição no CRC (se houver).

GECONI – GO . 16º .6 Valores dos Débitos causados ao Erário. 7.Parecer do Secretário do Órgão ou Autoridade Equivalente. 7. 12º . 15º . se for o caso. a) Ciência e Notificação aos responsáveis. como Anexos.8 Parte Conclusiva.Cópia da Inscrição do responsável no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de Órgãos e Entidades Estaduais – CADIN.Relatório e Certificado de Auditoria do GECONI. 17º . b) Recomendações da Comissão da TCE ao dirigente da Entidade/Organização. 14º .Cópia do “Relatório” da Comissão de Sindicância ou do Inquérito. como Anexos. _______________________________________________________________86 Gabinete de Controle Interno . e c) Sugestões da Comissão da TCE ao dirigente da Entidade/ Organização. 7.Cópia das Notificações de cobrança expedidas ao responsável (obrigatória).5 Ações Corretivas recomendadas pela Comissão de Tomadores de Contas.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ 7. e 18º .Ata final da Comissão da TCE.Outras peças que permitam o ajuizamento acerca da responsabilidade ou não pelo prejuízo. 13º .7 Ações Judiciais Concomitantes.

conforme disposto neste manual. no âmbito administrativo interno. após a solicitação formal do Presidente da Comissão de TCE designada. competirá a autoridade administrativa competente. orientará sobre os passos a serem desenvolvidos pelo órgão solicitante.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ DISPOSIÇÕES FINAIS Como solicitar uma TCE A solicitação de instauração de TCE. por meio de Ofício. Eventualmente. 2ª da Resolução Normativa nº. executados pelo próprio órgão. 011/2001-TCE-GO. _______________________________________________________________87 Gabinete de Controle Interno . por Comissão especificamente designada pelo Secretário de Estado ou Autoridade de Nível Hierárquico Equivalente. Inquérito Administrativo ou Inquérito Policial Militar) e desde que não tenha logrado o êxito necessário. Inquérito Administrativo). se necessário. Portanto. apurado em Processo Administrativo Interno (Sindicância. cujas cópias autenticadas deverão ser encaminhadas ao órgão. elucidar ou complementar as apurações necessárias. fundamentada no Art. em princípio. na ocorrência de qualquer um dos fatos ensejadores dispostos no item nº 2. no âmbito da Administração Pública Estadual. Inquérito Policial Militar. depois de esgotadas todas as providências administrativas internas. a Comissão da TCE ou alguns de seus membros poderão se deslocar ao órgão de origem do processo para clarificar. A decisão da instauração e a respectiva comunicação ao GECONI competirão exclusivamente ao Secretário de Estado ou Autoridade de Nível Hierárquico Equivalente. como instrumento inicial para a apuração. a Administração da Organização.2. através da Gerência de Processo Administrativo Disciplinar e Tomada de Contas Especial. com vistas à recomposição dos danos causados ao Erário. Todos os processos de TCE instaurados serão. Adotar-se-á. deverá manter contato com o GECONI que. do Capítulo II do presente manual.GECONI – GO . o Processo Administrativo instaurado na Organização e já concluído ou em vias de conclusão (Sindicância.

os conhecimentos técnicos sobre a Tomada de Contas Especial. sobretudo.GECONI – GO . considerando o escopo do presente trabalho. entre os Administradores do Governo Estadual.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Dúvidas e Sugestões Assim. é de fundamental importância que as dúvidas sobre os tópicos abordados e. as sugestões para o aperfeiçoamento do manual sejam encaminhadas ao GECONI que vem buscando disseminar e uniformizar. _______________________________________________________________88 Gabinete de Controle Interno .

controleinterno. De Plácido e.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERNANDES. Manual de orientação sobre Tomada de Contas Especial do Comando da Aeronáutica.gov. Brasília: Jurídica. 1999.GECONI – GO . Sites http://www. 1998.br _______________________________________________________________89 Gabinete de Controle Interno . Ulísses Jacoby. Vocabulário Jurídico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense. SILVA. Tomada de Contas Especial – Processo e Procedimento nos Tribunais de Contas na Administração Pública.goias.

Anexo: é o conjunto de peças processuais segregado do corpo do processo. Adimplemento: é o mesmo que pagamento. Quantia certa que se paga antecipadamente por conta de impostos de consumo.GECONI – GO . em razão do valor da causa. Adimplida: é o mesmo que paga. Autoridade Administrativa Competente: é o Secretário. Capacidade: é a medida da personalidade de um indivíduo. extravio. Importância paga por serviços durante certo prazo. Ausente: é a pessoa que desaparece de seu domicílio. desvio ou falta verificada na Prestação de Contas. _______________________________________________________________90 Gabinete de Controle Interno . Apensamento: é a junção de dois ou mais processos para tramitação conjunta. todos os atos da vida civil. por conveniência da organização dos autos ou por determinação normativa. a seguir. a partir do qual o juiz não julga ou julga sem recurso. Comandante. Alçada: é um limite de competência. Autor: é aquele que intenta demanda judicial. nem todos possuem a capacidade de fato (de exercício do Direito). Apartado: é o processo formado a partir da extração de elementos de outro. A que todos possuem é a capacidade de direito (de aquisição ou de gozo de direitos). de dinheiro ou valores confiados à guarda de alguém em razão do cargo ou função. que é a aptidão para exercer. também chamada de “capacidade de ação”. Diretor.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ LISTA DE CONCEITUAÇÕES Neste Manual. os termos. têm o significado ao lado anotados. Avença: é o acordo ou ajuste entre litigantes. Contudo. Ampla Defesa: consiste na possibilidade de utilização pelas partes da lide de todos os meios e recursos legais previstos para a defesa de seus interesses e direitos postos em juízo. Agente Diretor ou Ordenador de Despesas. Alcance: é apropriação. Chefe. sem dar notícia de seu paradeiro e sem deixar um representante ou procurador para administrar-lhe os bens. por si só.

Fundamentação: a Constituição Federal exige dos Órgãos da jurisdição a motivação explícita de todos os seus atos decisórios. de modo que. Pode ser feita em juízo ou fora dele. Evento: é qualquer acontecimento. Domicílio: é a sede jurídica da pessoa. através de imprudência. Contraditório: consiste na outorga de efetiva participação das partes da lide na formação do convencimento do juiz que prolatará a sentença. Excludente: que exclui. um não fazer. Crime culposo: é aquele resultante da inobservância de um cuidado necessário. É onde a pessoa pratica habitualmente seus atos e negócios jurídicos. Formas de Conduta: podem exteriorizar-se através de: 1. Omissão – é um comportamento negativo: abstenção. Dosimetria: é a determinação apurada e sistemática das doses. realizar algo. possa o juiz deduzir a síntese. Ação – é um comportamento positivo: fazer. da tese desenvolvida pelo autor e da antítese trazida pelo réu. Conduta: é a materialização da vontade humana. a oportunidade de manifestação a cada fato novo surgido no processo. Por ele se possibilita. onde ela se presume presente para efeitos de direito.GECONI – GO . que pode ser executada por um único ou por vários atos. Despachos: são as ordens dispondo sobre o andamento de um processo. negligência ou imperícia. manifestada na conduta produtora de um resultado objetivamente previsível. contra a sua vontade. Coação: é toda ameaça ou pressão exercida sobre um indivíduo para forçá-lo. poderia ter agido de outro modo. a praticar um ato. Confissão: é a parte da lide que admite a verdade de um fato contrário ao seu interesse e favorável ao adversário. às partes da lide. Dolo: é o induzimento malicioso à prática de um ato. prejudicial sobre quem se pratica mas proveitoso ao autor do dolo ou terceiro. 2. com potencial consciência da ilicitude.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Citação: é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender. Culpabilidade: é a reprovabilidade da conduta do agente imputável que. Ilícito: é o ato contrário à moral e/ou ao Direito e/ou às normas vigentes. _______________________________________________________________91 Gabinete de Controle Interno .

GECONI – GO . consentimento. ou pelo não exercício dela na ordem legal. ou por haver-se realizado uma atividade incompatível com esse exercício ou. Negligência: é uma conduta negativa. uma omissão quando o caso impõe uma ação preventiva. Lide: é o conflito de interesses qualificado pela existência de uma pretensão resistida. quando poderia e deveria prevê-las. esquecer. Olvidar: é deixar cair no esquecimento. Pode ser judicial ou extrajudicial. Notificação: é a ação praticada para prevenir e resguardar direitos. por já ter sido ela validamente exercitada. Pena: é a retribuição imposta pelo Estado em razão da prática de um ilícito e consiste na privação de bens jurídicos determinada pela lei. Oitiva: é ouvido ou audição. Pretensão: é a exigência. _______________________________________________________________92 Gabinete de Controle Interno . concessão. Princípio: pode ser definido como a verdade básica imutável de uma ciência. ainda. Nexo Causal: é a relação natural de causa e efeito existente entre a conduta do agente e o resultado dela decorrente. É a ausência de uma precaução que dá causa ao resultado. Preclusão: é a perda de uma determinada faculdade processual civil. funcionando como pilar fundamental da construção de todo o estudo doutrinário. pedido ou postulação que a parte expõe perante o juiz. Imprudência: resulta da imprevisão do agente em relação às conseqüências de seu ato. Imperícia: é a incapacidade ou a falta de conhecimentos técnicos no exercício de arte ou ofício. Intimação: é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos ou termos do processo. A imperícia pressupõe sempre a qualidade ou habilitação legal para a arte ou ofício. aprovação. Outorgo: ato ou efeito de outorgar. Procedimento: é a forma como o processo se exterioriza e se materializa no mundo jurídico. É através do procedimento que o processo age.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Iminente: que ameaça acontecer breve. Lícito: é o ato de conformidade com os preceitos legais. para que se faça ou deixe de fazer alguma coisa.

5º. requeira medidas especiais para sua segurança e salvaguarda (Constituição Federal. Sigiloso: é todo documento. Revel: diz-se do réu que. Processo Dependente: é o processo cujo exame depende da decisão final a ser tomada em outro processo. na mesma relação jurídica. Resultado: é a modificação do mundo exterior provocada pela conduta do agente. portanto. Sopesando: considerando. visando a aparentar efeito diverso daquele que nela se indica. deva ser de conhecimento restrito e. Processos Conexos: são os processos nos quais os objetos são comuns. sustar ou retardar.GECONI – GO . Sub-rogação: é a substituição de uma pessoa por outra. não apresenta defesa no prazo da lei. Sentença: é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo. “STRITO SENSU” é o entendimento restrito. Sobrestar: é suspender. Volume: é a divisão física dos autos. XII e XIV). Volitivo: diz respeito à volição ou à vontade. art. por natureza ou quando a preservação de direitos individuais e o interesse público o exigirem. Simulação: é uma declaração falsa ou enganosa da vontade. correndo contra ele todos os demais prazos. incisos X. ou a transferência das qualidades jurídicas de uma coisa para outra que pertence ao mesmo patrimônio.Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ Processo: é o instrumento colocado à disposição dos cidadãos para a solução de seus conflitos de interesses e pelo qual o Estado exerce a jurisdição. assunto ou processo que. Publicidade: é o princípio pelo qual todos os atos praticados em juízo devem ser tornados públicos como forma de controle da atividade judicial pelas partes e garantia da lisura do procedimento. ainda que um deles possua maior abrangência. independentemente de notificação ou de intimação. _______________________________________________________________93 Gabinete de Controle Interno . citado para responder a uma ação civil ou penal.

Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ “O sonho de um humano de caráter é realizar com toda a perfeição o seu ideal”.GECONI – GO . (Marcelo Parreira Veloso/2006) _______________________________________________________________94 Gabinete de Controle Interno .

GECONI – GO .Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial ___________________________________________________________________ _______________________________________________________________95 Gabinete de Controle Interno .