Ficha síntese da disciplina

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Ambientes Sedimentares
1 – Designação, Creditação e Funcionamento Disciplina Curso de Licenciatura Nível / Posicionamento no(s) Plano(s) Curricular(es) ECTS Escolaridade (15 semanas úteis de aulas) Horas Tutórias Tempo de estudo requerido (semestre lectivo) Ambientes Sedimentares Geologia - Ramo Geologia e Recursos Naturais (disciplina obrigatória) 4 / 4º ano, 2º semestre 6 (4 créditos teóricos, 1 crédito teórico-prático e 1 crédito prático) 30h T, 15h TP e 30h PL (2h T, 1hTP e 2h PL por semana) 15h ( 1h por semana ) 75h (inclui preparação das componentes avaliativas)

2 – Fundamentação / Objectivos (máx 200 palavras) A definição, caracterização específica e métodos de estudo dos principais tipos de ambientes sedimentares constitui matéria essencial para a compreensão da Geodinâmica Externa e o desenvolvimento da capacidade de interpretação integrada do registo geológico, pelo que se considera esta disciplina indispensável para a formação de futuros geólogos. Os objectivos fundamentais da disciplina são os seguintes: - Transmitir ou aprofundar, consoante os casos, os conhecimentos relativos aos diversos factores e processos que condicionam e caracterizam os ambientes deposicionais e diagenéticos, considerando também a distribuição das paleobiocenoses que lhe estão associadas. - Ensinar a reconhecer e interpretar as fácies típicas dos diversos ambientes, sua variabilidade espacio-temporal e organização a diferentes escalas, definindo sistemas sedimentares. - Introduzir os fundamentos teóricos e principais aplicações de abordagens específicas, como as que respeitam a Ciclos Sedimentares, Evento-Sedimentologia, Estratigrafia Integrada e outras. A disciplina está estruturada em módulos temáticos fundamentados nas relações de continuidade entre ambientes e nas afinidades genéticas das fácies mais características. 3 – Pré-requisitos (máx 70 palavras) O programa e métodos de estudo propostos pressupõem e exigem os seguintes conhecimentos prévios: • Conjunto das matérias leccionadas nas disciplinas de Petrologia Sedimentar, de Paleontologia e de Estratigrafia e Geoistória • Principais conceitos de Geomorfologia • Principais conceitos de Geoquímica • Metodologia básica da análise de campo em Geologia. 4 – Sinopse do Programa de Estudos (máx 250 palavras) Componente Teórica INTRODUÇÃO: âmbito, interligação com outros ramos da Geologia, clarificação dos conceitos de ambiente, fácies e sistema sedimentar. Enumeração dos principais ambientes sedimentares e das principais metodologias de estudo. Factores de controlo da sedimentação. Tipo de bacias sedimentares (breve referência).

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(1997) – Sedimentologie. Processos e depósitos sedimentares. Vol.Sedimentologia. Ambientes marinhos profundos: principais processos (sedimentação por fluxos gravíticos. construindo modelos paleoambientais coerentes a nível local. Cartas de Risco. Exemplos de modelos paleodeposicionais. Compreender as principais semelhanças e diferenças entre os ambientes sedimentares do Passado e os do Actual. Os leques aluviais como potenciais reservatórios. Ambientes marinhos de pequena profundidade: principais processos (deposicionais e diagenéticos) e produtos típicos (litofácies e biofácies) dos ambientes carbonatados mais importantes (praia. RENARD. Processos sedimentares: os sedimentos de moreia glaciar. descrever e interpretar os ambientes sedimentares. factores de controlo. de sequências e de análogos recentes. caracterização dos respectivos sedimentos e estruturas sedimentares. principais tipos de lagos (em especial carbonatados e evaporíticos costeiros) e sua caracterização genérica (contexto climático. Componentes Teórico-Prática e Prática 1.barreira.principais depósitos. AMBIENTES GLACIARES E PERIGLACIARES: sedimentação correlativa dos processos de alteração mecânica em climas frios. Especificidade destes ambientes em função do clima.I. Critérios de classificação dos lagos e dinâmica do meio lacustre. 2. AMBIENTES MARGINO-MARINHOS E AMBIENTES MARINHOS: caracterização geral. exemplos de sequências em lagos com sedimentação detrítica predominante e condicionalismos climáticos AMBIENTES PERICONTINENTAIS: Ambientes deltaicos: tipos de deltas. elementos arquitecturais. Compreender as interrelações entre o estudo dos Ambientes Sedimentares e os de outras áreas da Geologia. Paris. dependente do tempo lectivo): interrelação espacio-temporal de ambientes. associações e dinâmica de fácies.AMBIENTES CONTINENTAIS TERRÍGENOS: Ambientes fluviais: Sistemas e canais fluviais: classificação. fisiografia).recifes). elementos morfológicos. Masson. possível articulação com estudo de campo (área restrita) e de gabinete de formações carbonatadas. Evento-Sedimentologia. processos e sequências sedimentares típicas. pedogénicos e diagenéticos) e produtos típicos (litofácies e biofácies). influência de ondas e marés. Arquitectura deposicional dos corpos sedimentares. 5 – Resultados Expectáveis da Aprendizagem / Competências a Desenvolver • • • • • Compreender a necessidade da análise das fácies sedimentares a diferentes escalas e saber escolher os métodos de estudo adequados aos diferentes casos. critérios de definição dos diversos ambientes e subambientes. Estudo integrado. sedimentos e evolução dos estuários. de campo e de laboratório. Principais processos (deposicionais. Exemplos de modelos paleodeposicionais. (1992). Nuevas Tendências. Litofácies. 6 – Bibliografia Bibliografia geral: ARCHE. análise sequencial. Arquitectura deposicional: análise sequencial. AMBIENTES LÍMNICOS DE SEDIMENTAÇÃO TERRÍGENA. I. correlações e análise multi-escala de séries sedimentares. elementos morfológicos. Exercícios relativos a: associações de fácies. A. 418 pp. Saber reconhecer. Modelo conceptual. Potencial como resevatórios. estruturas sedimentares e biofácies. descrever e interpretar as séries e os sistemas sedimentares.Catástrofes associadas á presença destes sistemas. COJAN. Ambientes margino-marinhos: sedimentação peritidal carbonatada e mista. breve referência a ciclicidade. Modelos de fácies. Ambientes de leque aluvial: Condições de formação dos leques aluvial. Exemplos do Pre-Câmbrico à Actualidade. modelos evolutivos. análogos recentes. geometria dos corpos sedimentares. o loess de desertos frios. pelágica e glaciogénica) e produtos típicos (fácies carbonatadas e siliciclásticas). Exemplos de modelos paleodeposicionais. superfície limite e organização hierárquica. com vista à sua caracterização e distinção com base na análise sedimentológica. de formações terrígenas em afloramentos seleccionados. Processos. ANÁLISE DE MICRO A MACROSCALA DE PALEOSSISTEMAS SEDIMENTARES (módulo extra. hierarquização das sequências. . interpretação paleoambiental e reconstiuição paleogeográfica. AMBIENTES LACUSTRES E PALUSTRES COM SEDIMENTAÇÃO BIOQUIMIOGÉNCA PREDOMINANTE: definição de meios palustres. Ambientes estuarinos: tipos fisiográficos de estuários e sua classificação. Potencial económico. Saber reconhecer. de sequências e de análogos recentes. regional ou bacinal. Especificidade destes ambientes em função do clima. M. 2008 2 . Madrid.

Springer-Verlag. Berlin. 2008 3 .Y.Carbonate facies in geologic history. TUCKER.Alluvial Fans. H. R. (2003) – Léxico de termos sedimentológicos Inglês-Português. London. RAMALHO. Springer-Verlag. (1976) . RACHOKI. lista da bibliografia e método de avaliação • Sumários das aulas • Fotocópias de algumas ilustrações/esquemas utilizados nas aulas • Fotocópias de artigos/outros trabalhos específicos para determinados temas Componente Teórico. John Wiley & Sons. & POCHÉ. P. em alternativa. P. MacMillan Publ.. MIALL. Science Paperbacks.Ancient sedimentary environments.Prática • Programa. J. M. Tulsa. S. G. (eds) (1983) . 8 – Avaliação • • • Relatórios/trabalhos realizados nas práticas durante o semestre Exercícios teórico-práticos: 1 frequência ou. London. (1988) . Sedimentary facies. Berlin. Berlin. A. John Wiley & Sons. Springer Verlag. (1975) . London. Berlin.GALLOWAY. (1990) . 7 – Outros Elementos de Estudo / Acompanhamento Componente Teórica • Programa. Springer-Verlag. Instituto Geológico e Mineiro. Oxford. Chapman and Hall. B. Berlin-Heidelberg. New York. MIALL. da principal bibliografia de apoio às aulas práticas • Fotocópias de artigos/outros trabalhos específicos para determinados temas ♦Disponíveis para consulta nas aulas práticas. I.Sedimentary basins. 33. H. SCHOLLE. D. D. Berlin.The Geology of Fluvial Deposits. WRIGHT. A. (1986) .H. (1997) – The geology of stratigraphic sequences. 482 p. W. (1993) . K. & SINGH. & HOBDAY. George Allen & Unwin. J. FRITZ. C. (1996) .Exercises in Physical Stratigraphy and Sedimentology. Oxford. Company. G. SELLEY. & MOORE. H. Lisboa. (1975) . lista da bibliografia e método de avaliação • Conjunto de exercícios a realizar nas aulas • Exemplares. D. M. MOORE. EINSELE. (1992) . M. exercícios e exame) é obrigatória para ponderação da nota e aprovação final na disciplina. J. J. facies and sedimentary budget. A. 117 pp. FITCHER. REINECK. Springer-Verlag.Ancient environments and the interpretation of Geological History. D. D. (1990) – Carbonate Sedimentology.Sedimentary environments and facies (2ª edição). Basin Analysis and Petroleum Geology. N. L. WILSON.. C. M.. & THOMPSON. junto com o exame final Exame final teórico Peso relativo na Classificação Final (%) 30% 20% 50% Obs. Blackwell Scientific Publications. (1984) – Sedimentary Structures. E. (1983) – Terrigenous clastic depositional systems. & CHURCH. A. Springer-Verlag. American Association of Petroleum Geologists Memoir.D. W. A Field Approach. V. Bibliografia complementar: COLLINSON. New York. alguns em fotocópia. Blackwell Scientific Publications. BEBOUT. Evolution. READING. : a aprovação em cada componente (trabalhos/relatórios.Carbonate depositional environments. J.Depositional sedimentary environments. L.