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Distrib

Jornal Regional de Jundiaí

nº 7

Fevereiro de 2012

sErra do JaPi

Colônia

o vErdE ainda rEluz
Especulação imobiliária e malfeitos da Prefeitura ameaçam a nossa mata
um sufOcO
Moradores criticam crescimento desenfreado e falta de infraestrutura

Pág. 2

Eloy ChavEs

mais sEgurança
População não aguenta mais a onda de assaltos e clama por polícia

Pág. 3

livro Carnaval

um EnrEdo E duas bElas homEnagEns
Escola faz a festa para o Bloco Refogados do Sandi e para Erazê Martinho, o “arquiteto da folia”
Pág. 6

Era dE OurO
Casal de escritores diz que mundo está grávido. E que isso é ótimo

Pág. 7

2

A Privataria

Colônia

Expansão imobiliária nociva
Bairro sofre com transporte, posto de saúde e escola
Trânsito pesado e crescimento imobiliário desenfreado, aliados à falta de infraestrutura do bairro e à falta de diálogo com a população, transformam Colônia numa região estéril, numa terra de ninguém. Morador do bairro há 30 anos, Sebastião Peixoto lembra com saudade do tempo em que caminhava com tranquilidade pelas ruas sem o excesso de veículos, buzinas e o estresse de um crescimento rápido. “De uns anos para cá, empreendimentos sem planejamento vêm sendo consdade para fluxo de veículos é limitada. Isso ocorre porque os construtores não planejaram uma alternativa e os carros todos acabam saindo pela Rua Atibaia” – diz. Sebastião cita também a construção de empreendimentos na Avenida dos Imigrantes, Cidade Nova I e II e Ponte São João Caxambu e adjacências, que interferem na vida dos moradores de Colônia. “Além disso, o bairro sofre com a falta de transporte público e com o posto de saúde, escolas e creches lotadas” – finaliza.

Editorial
Dá gosto a gente ver um verde assim, denso, compacto, que se entrelaça noutro verde e é como uma estrada sem caminho, longa, ininterrupta, bela. E o que dizer quando nessa montanha verde escondem-se flores de todas as cores, roxas, lilases, rosa, azuis, e bichos que, entremeados a tudo, fazem de suas vozes – de pequenos trinados a grandes rugidos – o símbolo de uma grande convivência. É mais ou menos esse o sentimento de quem está acostumado a viver – e a conviver – na maravilhosa serra do Japi, nossa vizinha. Mas já faz muito tempo que ela vem sendo ameaçada pelas mãos insanas de quem destrói tudo em troca de uma riqueza vil, barata: é contra a especulação imobiliária e os malfeitos da Prefeitura (especialmente no que diz respeito à regulamentação da Lei 417), que são dedicadas as páginas centrais desta edição. Há, também, a queixa contra esses mesmos malfeitores que atuam na área urbana, e não estão nem aí com os cidadãos. Veja-se o caso da região de Colônia, um exemplo aberrante. Quem sabe não esteja por chegar a Era de Aquário, ou a Era de Ouro, para restabelecer a ordem por aqui. Na opinião do casal de escritores jundiaienses Carlos e Sueli, ela está logo ali, chega mais cedo do que se imagina. Enquanto aguardamos a boa nova, nosso convite é para que você caia no samba. Afinal, o carnaval está às nossas portas. É isso. Boa leitura!

truídos na Colônia” – critica o morador. E dá o exemplo da Rua Atibaia, que recebeu cinco novos condomínios entre casas e prédios. “A rua, que é a principal entrada do bairro, está intransitável porque sua capaci-

mEio ambiEntE

arCa faz um ano. Que limpeza!
Entidade recolhe, separa e dá destino correto ao lixo
Em janeiro, a ARCA – Ação de Reciclagem e Consciência Ambiental – completou um ano formando cidadãos conscientes da necessidade de separar o lixo que produzem. Até a lâmpada fluorescente, produto que possui mercúrio e gases tóxicos na sua composição e de alto custo de reciclagem, ela dá destino correto. “Cada cidadão produz cerca de 1 kg de lixo por dia; Jundiaí, portanto, produz 370 toneladas diárias de lixo” – diz Alexandre Nicola, sociólogo e diretor-presidente da ARCA. “A reciclagem será mais eficiente quando a população separar

marcOs nascimEnTO

Jornal on-linE
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melhor os restos de alimentos, o lixo de higiene pessoal, ajudando inclusive o catador.” Para saber mais sobre a ARCA, pro-

cure o Alexandre Nicola pelo telefone 8371-0110; no e-mail arcajundiai@yahoo.com.br; ou pelo facebook: arcajundiaí.

Expediente rede Brasil atual – Jundiaí Editora gráfica atitude Ltda. – diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros redação Antonio Cortezani, Douglas Yamagata revisão Malu Simões diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3241-0008 Tiragem 15 mil exemplares distribuição gratuita

Ong arca

3 Eloy ChavEs

moradores e comerciantes querem mais segurança
Onda de assaltos assusta a comunidade, que pede reforço policial para o bairro
O bairro de Eloy Chaves é um dos poucos de Jundiaí com autonomia. A população mora num bairro com inúmeros serviços – supermercados, bancos, lotéricas, postos de saúde, etc. Mas a segurança é tema polêmico. Os moradores gostariam que o bairro tivesse maior reforço policial, principalmente à noite. Onda de assaltos assusta a comunidade. Na movimentada avenida Dante Belodi, o técnico em informática Michael Pícolo afirma que a presença de viaturas policiais ainda é insuficiente no bairro. “Às vezes, você vê uma viatura de polícia. Houve uma época em que passavam dois guardas todos os dias por aqui. Hoje não tem mais nada” – diz ele. O proprietário da loja Agropesca, José Roberto lembra que há problemas de infraestrutura de segurança e transporte. “O Eloy é um bairro populoso, a 11 km do centro. Por isso, há anos a gente pede um posto policial ou a própria Guarda Municipal no
Ong arca

bairro. Instalaram uma base da Polícia Militar no Medeiros, longe 6 km e insuficiente para as necessidades.” Segundo ele, o policiamento comunitário conheceria os problemas de perto.

anTôniO cOrTEzani

Pm culpa população
Em nota, a Polícia Militar afirma que faz o Policiamento Ostensivo no Eloy Chaves por meio da Rádio Patrulha, da Ronda Escolar, da Força Tática e tem o apoio da Base Comunitária Móvel. “As ações da Polícia Militar são executadas com base no Plano de Policiamento Inteligente (PPI), que utiliza bases de dados oficiais para a identificação de Áreas de Interesse de Segurança Pública (AISP) e consequente emprego dos meios para a prevenção dos delitos.” Um problema crônico, segundo a Polícia Militar, é a “falta da comunicação para o registro de um delito às autoridades. Sem o registro, os dados estatísticos usados no planejamento se tornam falhos e a realidade, distorcida”.

Cavalaro, nunca foi assaltado, mas gostaria de sentir-se mais seguro no bairro. “Sempre sabemos de uma assalto aqui, outro ali, na farmácia, o furto de um carro. Seria necessário reforço policial, com mais viaturas. Há muito tempo a gente batalha para ter um posto po-

licial no bairro” – conta. Ele e o vizinho de frente fecham as lojas juntos. “É mais seguro”. Para Paulo Malerba, mora no local há 27 anos, “hoje há uma gama completa de serviços no Eloy, algo que gerou empregos e deu conforto aos moradores”. Entretanto, ele

EvEnto

i Encontro de blogueiros Progressistas de Jundiaí
Jornalistas de renome nacional vão discutir as novas formas de comunicação
Para o jornalista André Lux, do blog Tudo Em Cima, o momento é bom para o debate. “É importante os blogueiros da região mostrarem sua força para a sociedade, uma vez que a blogosfera não apenas acaba com o monopólio da informação e da opinião, como também pauta a velha mídia” – opina. Segundo a comissão organizadora, o evento será em março e contará com jornalistas de renome nacional e acadêmicos que se debruçam na discussão da comunicação.

blogosfera
Um movimento de jornalistas, acadêmicos, estudantes, militantes de movimentos sociais e partidos políticos atua numa pauta conjunta: trata-se da blogosfera. Nela, um conjunto de blogueiros debate o monopólio da mídia no Brasil e no mundo e traz, via blogs, assuntos que a mídia grande evita discutir. É gente que se expressa nas redes sociais – Facebook ou Twitter – e dá dimensão às informações que os grandes veículos evitam. Jornalistas como Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna, Luís Carlos Azenha discutem os dilemas atuais da comunicação. Houve até um encontro que reuniu gente do mundo todo. Entre muitas divergências, apareceram muitas convergências, pois o segmento respeita a multiplicidade de opiniões.

Está sendo organizado o I Encontro de Blogueiros Progressistas do Aglomerado Urbano de Jundiaí, que

visa colocar as cidades da região no mapa de debates em torno das novas formas de comunicação dos últimos anos.

divuLgaçãO

4 sErra do JaPi

o verde a perder de vista e a ameaça da especulação im
O local é um rico acervo da fauna e flora. No século 19, a região da Serra do Japi foi ocupada por três grandes fazendas – Conde, Rio das Pedras e Ermida, produtoras de café e cana de açúcar. Hoje, há muitos interessados em comprar lotes na região, mas o uso do espaço tem de atender a Lei 417, de 2004, que criou o Sistema de Proteção das Áreas da Serra do Japi e especificou as atividades que podem ser implantadas na região. Ativistas que lutam pela preservação da Serra do Japi acham que há quem queira explorá-la com fins comerciais, que causariam o desmatamento e a destruição do ecossistema. Segundo o advogado e ex-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) de Jundiaí, Fábio Frederico Storari, 44 anos, a instalação de empreendimentos como hotéis e resorts pode causar danos irreversíveis. “O problema é saber o que esses novos proprie-

A luta para manter a vegetação entre a Serra do Mar e o Planalto Paulista, entre Cabreúva e Jundi

o interior da serra do Japi e suas belezas esfuziantes: mata, riachos, cachoeiras e muitos bichos

tários querem com o espaço e como esse espaço será fiscalizado” – diz Fábio. Fábio explica que a solu-

ção é ampliar de 20 mil m² para 40 mil m² o parcelamento mínimo da região para a construção de sítios, moradias

e edificações. “A região deve se manter como zona agrícola; para outros usos, a pessoa tem de preservar 80% da ter-

ra” – afirma. Há sete anos, a Fundação Cintra Gordinho adquiriu 150 lotes da Fazenda Ermida, e por R$ 400 mil

Prefeitura suspende audiência pública e preocupa entida
A Prefeitura de Jundiaí, anunciou que não aceitará o texto elaborado pela sociedade para as alterações da Lei 417, que regula as ações na Serra do Japi. Mais: a Audiência Pública, que discutiria o assunto, foi suspensa até que a administração “ouça” os donos de terras para que eles proponham mudanças na legislação. Para o ex-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA –, Fábio Storari, a Lei 417, de 2004, dá margem à especulação imobiliária, o que não acontecia quando foi criada, há oito anos. “Na época, a lei era ideal, mas hoje ela precisa ser revisada” – defende Fábio. “Há um tempo atrás, não era vantagem ter 40 mil metros e construir oito casas. Hoje, essa demanda existe” – observa. Fábio explica que o texto feito em conjunto com a sociedade objetiva a preservação da serra. “É uma lei mais restritiva e que tem o aval da população, por meio das entidades como o Conselho Gestor da APA, o Comdema, arquitetos, ambientalistas e técnicos” – salienta. Para ele, Jundiaí não precisa explorar o ecoturismo na serra. “Podemos deixá-la como está, pois a serra é importante reserva biológica e precisa de cuidado especial.” O advogado acha que “na tentativa de evitar um desgaste num ano eleitoral” a Prefeitura adiou a Audiência Pública. “A preocupação com a demora em aprovar a nova lei é que haja uma corrida para protocolar pedidos de novos empreendimentos na serra e, como a atual le-

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mobiliária
Por Leonardo Brito
ficou com a concessão de construção de um hotel. Para Fábio, isso dá margem a desconfiança. “Ninguém compra lotes num local desativado e paga R$ 400 mil reais na concessão do hotel se não pretende fazer nada” – avalia. O advogado suspeita que isso fomente o desejo dos moradores de explorarem seus terrenos, elevando as atividades de alto impacto. A Frente de Defesa da Área de Proteção Ambiental (APA) de Jundiaí, um grupo que luta pela preservação da serra, alerta a população para que fique atenta aos pedidos encaminhados à Prefeitura. E diz que quem tem informações sobre esses processos é o atual presidente do Comdema, Domênico Tremaroli, que informa não haver novos pedidos para implantação de atividades imobiliárias – todo pedido ligado à Serra do Japi passa por aprovação do Comdema de Jundiaí.

o que dificulta a revisão do Plano diretor
“A confusão e a falta de planejamento só interessam a quem faz negócio imobiliário em Jundiaí.” A opinião é do deputado estadual Pedro Bigardi (PC do B), sobre a revisão do Plano Diretor de Jundiaí, que preocupa a sociedade, as entidades e as autoridades ambientais. Para ele, a situação indefinida deixa o cenário propício à especulação. “O que leva a Prefeitura a adiar a discussão na Câmara Municipal para 2016 de um assunto de relevante interesse social?” – pergunta o deputado. A cidade tem pressa na revisão do Plano Diretor para desenvolver-se de forma sustentável. O Plano é um conjunto de leis e diretrizes gerais que trata das ações a serem executadas no crescimento urbano da cidade para o uso, a ocupação do solo, o zoneamento e a conservação de áreas de preservação. “É um assunto que deve ser resolvido pelo governo. O pior é que ele retarda a revisão; é preciso que a gente saiba quais são as reais intenções dos governantes” – enfatiza Bigardi. O deputado participou da elaboração do Plano Diretor de Zoneamento, em 1979. O Plano Diretor foi aprovado

iaí

Pedro bigardi, o deputado que quer preservar a serra para os nossos descendentes

ades
gislação permite ocupações, a nova lei, quando aprovada, seja ineficiente para brecar a especulação imobiliária.” Entretanto, a Frente de Proteção da APA Jundiaí pressionará a administração municipal a mostrar para a sociedade os reais motivos de o texto aprovado pelas entidades não ir para a Audiência Pública.

em 1981. “Em 1992, no governo Walmor, coordenei a elaboração de um Plano Diretor mais abrangente, aprovado parcialmente, na mesma época em que foi criada a reserva biológica da Serra do Japi e a Lei da Associação de Proteção Ambiental (APA) de Jundiaí para viabilizar o macrozoneamento das áreas rurais e urbana” – conta Bigardi. Segundo ele, “fala-se muito da intenção de ter uma cidade do futuro, dinâmica, sustentá-

vel, mas não se viabiliza esse futuro. Exemplo é a Prefeitura ter adiado a discussão sobre a Lei 417, cuja audiência pública discutiria novas medidas para ocupação da Serra do Japi.” O Plano Diretor colocaria em prática o estatuto da cidade, exigindo da iniciativa privada contrapartidas para alavancar o desenvolvimento econômico e social. “Hoje, as empresas retribuem com pouca coisa. Além disso, é preci-

so instituir a preservação máxima da área tombada da Serra do Japi e controlar o seu entorno, para evitar o avanço da urbanização e preservar as áreas rurais e de mananciais” – diz Bigardi. O inchaço urbano também traz problemas de infraestrutura, como a falta de água, energia elétrica, transporte. Basta ver o trânsito caótico da cidade, que causa transtornos à população.

“a Prefeitura está sem ideias”
A Prefeitura anunciou a construção dos Centros Integrados de Atividades Múltiplas (CIAMs), para a realização de atividades de cultura, lazer, saúde e de prestação de serviços à população. “Se o projeto é bom, por que não fizeram antes?” – indaga o deputado Pedro Bigardi. “A impressão que dá é que o prefeito Miguel Haddad (PSDB) atravessa seu governo sem nenhum plano estratégico. O caos urbano é o retrato da administração. É um governo cansado, sem criatividade, sem ideias novas para o município. A cidade precisa de gás novo para se oxigenar” – conclui.

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6 Carnaval

Escola união da vila rio branco homenageia bloco
O enredo traz duas justas homenagens: a Refogados do Sandi e a Erazê Martinho
A Escola de Samba União da Vila Rio Branco escolheu para 2012, como tema de seu samba enredo, o Bloco Refogados do Sandi, que completa 19 anos. Fundado pelo ex-vereador Erazê Martinho, o bloco tem como diferencial a espontaneidade de quem participa todos os anos da abertura extra-oficial do carnaval de Jundiaí. Foi isso o que levou a Escola a definir o seu tema, o Refogados, e lembrar seu fundador, Erazê. Segundo o diretor de bateria da escola, Edson Luiz Pereira, o Zé Prego, o Bloco Refogados do Sandi marca o início do carnaval de rua e já é mais que uma tradição. É um patrimônio cultural da cidade. E a homenagem ao grande mestre, Erazê Martinho, que apesar de sua partida é a alma e o orgulho do Refogados, é mais do que justa.

samba enredo
Autores – Renan do Cavaco e Deda da Vila. Intérprete – Wagão Letra Abrem-se os portais, a festa vai começar Cai no samba minha gente, que a Vila vai homenagear Entre confetes e serpentinas Estou feliz da vida, explode coração E o Refogados do Sandi vem na ginga e no tempero No toque brasileiro, arrastando a multidão refrão 1 ‘Ah! Que saudade. Grande amigo Erazê Está em nossos corações, hoje a festa é pra você’ É Carnaval. Na sexta-feira visto a fantasia Tem Pierrô, tem Colombina. A estrela brilhou, vou festejar O Bloco sai na rua, que alegria É o grande dia, vou extravasar Ao som da banda eu vou com a grande massa que encanta Jundiaí A cidade a espera se manifesta e a nossa festa não tem fim refrão 2 A Vila é o meu amor verdadeiro Meu São Jorge é guerreiro Hoje vou me divertir é dia de alegria Dia de folia, lá vem o Bloco Refogados do Sandi

Ou, como ele dizia, o Bloco Refogados do Sandi é um Blong, um bloco não governamental” – destaca Zé Prego. O carnavalesco Ednei Pedro Mariano conta como desenvolveu o enredo. “Recebi material da presidente Gisela e do colunista social Picoco Bárbaro e confirmei que a história do bloco estava ligada ao Erazê, um apaixonado pelo

carnaval, conhecido como o arquiteto da folia” – conta Ednei. O enredo vai contar a trajetória de vários carnavais do bloco, cujo objetivo sempre foi fazer do carnaval um movimento popular espontâneo, um arrastão de alegria, trazendo o povão para a festa de rua, atitude eternizada em cada um de seus membros, todos amantes da folia.

PolitiCagEm

Jundiaí esconde governo Federal no seu desenvolvimento
Prefeitura recebe verba para a população de baixa renda, mas esconde isso da população
O Governo Federal possui uma série de programas sociais para a população de menor renda, que só são eficientes quando vêm acompanhados de ações dos governos locais que, com dinheiro federal, viabilizam esses projetos. Por meio do Cadastro Único de Programas Sociais, o governo federal criou um meio de identificar as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total. Assim, ele implementa políticas que contribuem para reduzir as vulnerabilidades sociais, como Bolsa Família, Pro-Uni, Minha Casa Minha Vida, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Urbanização de Favelas e Pronasci, entre outros. A administração de Jundiaí, porém, ignora a existência desses programas sociais e não a Prefeitura enaltece o papel do Programa de Erradicação das Favelas, e até o dinheiro para obras de infraestrutura, como prevenção de enchentes do PAC, tem sua origem escondida” – diz a vereadora Marilena Perdiz Negro, do PT. Em 2011, a União destinou R$ 7 milhões para o Bolsa Família, em Jundiaí. “Em 2010, havia sete mil famílias cadastradas; em 2011, o número caiu para 6605, por falta de divulgação dos critérios para utilização do benefício” – aponta Marilena Negro. Outra fonte de recursos é o Pronasci, destinado a segurança pública. “Desde 2007, o governo federal enviou mais de R$ 3 milhões para a compra de viaturas da Guarda Municipal e outros equipamentos. Mesmo assim, a administração reluta em colocar os logotipos e identificação da fonte dos recursos.

marcOs nascimEnTO

divulga as verbas que recebe. “Nem no projeto de urbanização do Jardim São Camilo, para o qual o governo Dilma disponibilizou R$ 16 milhões,

BLOg dO rEfOgadO

7 livro

Escritores da cidade falam sobre a Era de ouro
O assunto movimenta a opinião pública: em 2012, o mundo vai acabar?
Crises financeiras mundiais, fome, novas doenças e uma guerra envolvendo o Irã são sinais de um cataclismo, que causará a destruição da humanidade. Para muitos, o assunto virou piada, a exemplo do fim do mundo em 2000, do “bug do milênio” e outras profecias que anunciavam o “fim de uma era”. Para os escritores jundiaienses Carlos Torres e Sueli Zanquim, 2012 será o início de um novo mundo. “O mundo está grávido de outro mundo e as pessoas têm de compreender que um grande ciclo cósmico, o de Peixes, está no fim. A vez é da Era de Aquário, zeres materiais, e coloca o espírito em segundo ou terceiro plano. Mas em breve o espírito deverá sobrepor-se à matéria e aliviar a culpa das pessoas” – preveem. Segundo os autores, “as novas gerações instituirão novas ideias, ideais, artes, formas de fazer política, de viver em sociedade e com o meio ambiente”. A obra fala numa fabulosa Transformação Cósmica, que trará mudanças nos assuntos ligados à consciência, ao inter-relacionamento humano, à sociedade, à política e à economia. “O importante é as pessoas esquecerem as profecias catastróficas, que o dia 21 de dezembro de 2012 será o último dia da humanidade. Apocalipse não significa catástrofe, mas revelação” – explica Sueli. Segundo a escritora, já vivemos a transformação. A decadência do sistema econômico trará mudanças drásticas nos costumes das pessoas ao redor do mundo. “Já vemos os presságios desse grande colapso. O sistema atual é caótico, gera desigualdades e facilita a corrupção e a mentira” – avalia. Para eles, em 2012 é preciso focar a paz no mundo. Podemos estar à beira de uma guerra mundial. Por isso, cada um deve se declarar a favor da paz e do amor Universal.

de uns 2.160 anos, segundo o Zodíaco de Dendera, do Egito. Ela será a Era da Luz, da Prosperidade, do Amor e do Compartilhamento” – dizem. Conforme os escritos ocul-

tos, em 2012 a humanidade entrará no salão dos espelhos para que compreenda seus erros. “A humanidade é egoísta e medrosa, interessada em si mesma, enlouquecida e apaixonada pelos pra-

sobre os autores
Casados desde 1998, os autores são empresários e trabalham na divulgação de mensagens com foco no positivismo e na elevação espiritual e motivacional. Lançado em fevereiro de 2009, pela Editora Madras, o livro 2012 – A Era de Ouro é um best-seller: vendeu 35.000 exemplares e ficou mais de 20 semanas entre os mais vendidos no Brasil. “Escrever, para nós, é algo muito simples. Nossa intenção é despertar a consciência dos leitores. Mostrar que o desconhecido é infinitamente superior ao conhecido; que há leis universais e espirituais que regem a vida das pessoas e, se essas leis forem compreendidas, nossas vidas podem mudar radicalmente.

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Projetos
Carlos e Sueli montaram a própria editora, a Era de Ouro. Em breve, eles lançam cinco livros de bolso com o tema motivacional. Para saber mais sobre Carlos Torres e Sueli Zanquim, autores dos livros A Lei da Atração, 2012 A Era de Ouro, Mensagens do Novo Mundo, Mensagens do Povo Azul, O Poder do Amor e O Oráculo veja o site <www.leidatracao.com. br> ou blog oficial: <http://leidatracao.blogspot.com>.
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biométriCo

42,4% dos eleitores ainda não se recadastraram
Tribunal Regional Eleitoral prorroga prazo para os eleitores até o próximo dia 31 de março
Os eleitores tinham de realizar o recadastramento biométrico até dezembro. Com a chegada do fim do ano, que culminou em grandes filas e, paradoxalmente, um comparecimento pífio de eleitores, o Tribunal Regional Eleitoral prorrogou o prazo até o dia 31 de março. Com isso, a média de duas mil pessoas por dia caiu para menos de mil e volta a preocupar a Central de Cartórios. A cidade tinha, até julho de 2011, 268.267 eleitores, dos quais 154.531 já se recadastraram – restam, portanto, 113.736, ou seja, 42,4% dos eleitores. A Central dos Cartórios já registrou 14.170 novos eleitores entre transferências e novos títulos.

agendamento
Para ser atendido, o eleitor tem de fazer um agendamento prévio, via internet, no site do TRE – acesse o site <www.tre. sp.gov.br> e entre no link Recadastramento Biométrico Jundiaí, Agendamento. Depois, ele deve comparecer à Central dos Cartórios, na Rua dos Bandeirantes, 103, entre 8 h e 17 h, com o título de eleitor, documento de identidade com foto e comprovante de residência de julho de 2010 a abril de 2011.

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8 Foto síntEsE – Jardim botâniCo Palavras Cruzadas Palavras Cruzadas
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dOugLas macEdO

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horizontal – 1. Ato pelo qual se pode obter o produto final de um processamento digital, especialmente em programas de modelagem 2d e 3d 2. Cidade do Paraná 3. Monarca; A primeira vogal duplicada 4. Provocar, amolar 5. O, em alemão; rico, endinheirado 6. Antigo Testamento; dar à luz em parto 7. nome de uma estrela; Forma abreviada de altitude 8. viseira de boné, quepe ou chapéu; Satélite da Terra 9. Pelado; Partir 10. Provocar a demora 11. Terreno cuja cultura se interrompeu para repouso; impressão variável que a luz refletida pelos corpos produz no órgão da vista. vertical – 1. Qualidade de raro; Sigla do Amapá 2. Pessoa que, como penitência ou por índole, vive solitária em lugar deserto; Ação 3. Sinal gráfico pelo qual se distingue cada um dos quatro grupos de cartas de um baralho; long-play (Abrev.); (Quím.) Símb. de rutênio 4. distrito Policial (Abrev.); Mulheres que têm avareza 5. Relativo ou pertencente à Eólia; Sigla de Alagoas; Sétima nota musical 6. Sigla do Rio grande do norte; Copa, em inglês; Homem pequeno 7. (Fem.) Que é falto de instrução, ignorante; Cidade da Mesopotâmia localizada na grande Babilônia, junto ao rio Eufrates, habitada na Antiguidade pelos caldeus 8. A última e a primeira letra do nosso alfabeto; Próprio do campo 9. dá sustentação ao voo; dissolvido, desfeito 10. Chegar ao porto.

valE o QuE viEr
As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

respostas
R E A R R E i M d i A T d A E A A T P O n d E R i z A R A P O n g A S i l n A A P l i C A R P E O u R u d O P A R i R l A A l T P l l u A i R d C O R R u A v A R A S S i A n u A R O 8 9 4 7 3 1 6 5 2 6 5 2 9 4 8 1 7 3 3 7 1 5 6 2 4 9 8 9 6 8 4 2 7 3 1 5 5 4 7 1 8 3 2 6 9 2 1 3 6 9 5 8 4 7 7 2 6 8 5 4 9 3 1 1 3 9 2 7 6 5 8 4 4 8 5 3 1 9 7 2 6

Palavras cruzadas

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