MAPAS GEOAMBIENTAIS

CASSIO ROBERTO DA SILVA Geólogo – Chefe do Depto. de Gestão Territorial (DEGET) - Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Av. Pasteur, 404 – Urca, Rio de Janeiro/RJ (cassio@rj.cprm.gov.br) MARCELO EDUARDO DANTAS Geógrafo – geomorfólogo Depto. de Gestão Territorial (DEGET) - Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Av. Pasteur, 404 – Urca, Rio de Janeiro/RJ (mdantas@rj.cprm.gov.br)

RESUMO
Nas últimas décadas, foram desenvolvidas diversas metodologias de mapeamento integrado do meio físico, sob o escopo da denominada Geologia Ambiental. Mapas geoambientais foram elaborados com o propósito de avaliar o arranjo e a diversidade das variáveis que compõem o meio físico, tais como: rochas, minérios, relevo, solos, clima, águas superficial e subterrânea (Geodiversidade), assim como definir potencialidades e limitações frente às múltiplas formas de apropriação humana e econômica do território. Tais estudos revelam-se, portanto, de inestimável valor como uma contribuição da Geologia para a árdua tarefa de induzir na Sociedade uma busca e conscientização por modelos sustentáveis de planejamento territorial. Palavras-chave: Geologia Ambiental, Mapeamento Geoambiental, Geodiversidade.

ABSTRACT
In last decades, were developed several purposes of integrated mapping of the landscapes with special concern on the physical environment. These purposes are elaborated by the scope of the Environmental Geology. Geoenvironmental Maps aim to evaluate the Geodiversity of landscapes (rocks, minerals, relief, soils, climate, superficial waters and groundwater) and define potentialities and limitations of the terrains from multiple forms of human and economic territorial intervention. Such studies show great importance as a geological tool to produce sustainable models applied to spatial and territorial planning and management Keywords: Environment Geology, Geoenvironmental Mapping, Geodiversity.

1. INTRODUÇÃO
Desde o início do século XX registram-se inúmeros trabalhos científicos, tecnológicos e de políticas públicas de geologia aplicada ao planejamento urbano e regional que trazem como princípio a observação empírica de que o meio físico, ao mesmo tempo em que ressalta as potencialidades dos terrenos, também impõe limites aos empreendimentos humanos. Esses limites, ao não serem respeitados, causam uma inadequada apropriação do território inclusive causando acidentes geológicos e gerando situações de perdas de vida ou deseconomias tanto para os governos como para os empreendedores. Se devidamente antecipadas e estudadas, essas “surpresas” ou “fatalidades geológicas”, como tratadas corriqueiramente, poderiam ser previstas e muitas vezes evitadas (Diniz et al., 2005).

uso e ocupação de solos inadequados. tais como: crescimento físico desmesurado e desordenado. Portanto. Sua importância está diretamente relacionada à capacidade de apoio à gestão ambiental e ao planejamento e ordenamento territorial. é também extensiva às áreas rurais. a incorporação do termo geoambiental amplia o campo de atuação profissional e favorece a integração de especialistas e de experiências de áreas afins. Essa atuação contempla aplicações dos conhecimentos técnicos do meio físico aos diversos instrumentos e mecanismos de gestão ambiental. Este campo das geociências vem tendo um grande avanço nos últimos 20 anos. gasodutos e loteamentos – e de regiões geográficas como províncias minerais e distritos mineiros. conflito entre diversas atividades econômicas. além de possuírem graves distorções urbanas. Riscos Geológicos e Desastres Naturais. Desta feita. contemplando suas aptidões e restrições ao uso e ocupação. Águas Subterrâneas e Superficiais. a química. com o comprometimento dos recursos naturais. a agronomia. hidrelétricas. a medicina e outras ciências para estabelecer e definir os relacionamentos entre os diversos meios que integram os sistemas da paisagem. é comum encontrar áreas adequadas à agricultura e de matérias-primas minerais para a construção civil.2 As regiões metropolitanas e os aglomerados urbanos caracterizam-se por apresentar expressivo adensamento populacional e uma considerável concentração de renda. Geologia Médica e Geoturismo. retenção especulativa do solo urbano e produção de vazios urbanos infra-estruturados. unidades de conservação. Ordenamento Territorial Geomineiro. Geologia Ambiental é a geologia aplicada ao meio ambiente. expansão das periferias urbanas e formação de cidades-dormitório. Um exemplo didático foi a ocupação de Rondônia nas décadas de 80 e 90. empregado direta ou indiretamente como instrumento de gestão ambiental de empreendimentos – minerações. Planos Diretores Municipais. ou teremos cada vez mais desequilíbrios climáticos. de material para a construção civil. áreas costeiras. obrigando os agricultores e mineradores a buscarem áreas cada vez mais distantes dos centros consumidores. principalmente. encarecendo o preço final dos produtos. abastecimento de água para a população e de insumos básicos para a atividade industrial. comum à maioria das Regiões Metropolitanas. em parte. utilizando a cartografia. de forma a compatibilizar a aptidão do meio físico e a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população. das águas e dos solos e uma conseqüente baixa da qualidade de vida de um número cada vez maior de pessoas. também. O termo geoambiental. oleodutos. que inclui o uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e de bancos de dados. ocupadas por vilas populares. Ou descobrimos e colocamos em prática procedimentos mais racionais de usar os recursos naturais. indústrias. Neste cenário. aterros sanitários. . Zoneamento Ecológico-Econômico. segregação espacial da população de baixa renda. em face da efetiva contribuição no desenvolvimento sustentável do Planeta. poluição do ar. o início do século XXI é marcado pela busca da sustentabilidade. consistindo no estudo dos problemas geológicos decorrentes da relação entre o homem e a superfície terrestre. Por falta de planejamento. estradas. Informações para Planejamento. onde a maioria dos assentados abandonaram as glebas após o corte das madeiras nobres. é importante racionalizar a utilização dos recursos naturais existentes necessários para o incremento da produção mineral. Em todas as atividades humanas. a biologia. bacias hidrográficas. conurbação. Isso se deve. Geologia Urbana. Plano Nacional de Ordenamento Territorial.IUGS foi criado para denominar a atuação dos profissionais das geociências em meio ambiente. Abrangem as áreas de Geologia de Engenharia. à falta de um planejamento adequado para o qual é de fundamental importância a disponibilidade de informações básicas sobre as características do seu meio físico. regiões metropolitanas e zonas de fronteiras. a Geologia Ambiental ou Geoambiental tem uma importante contribuição a dar. a geomorfologia. aumento da poluição e da agressão ao meio ambiente. adotado pela International Union of Geological Sciences . Geotécnica. A geologia ambiental interage com a geografia. Esta situação. Esse estudo é. túneis.

riscos. CONCEITOS E FUNDAMENTOS Segundo Cendrero (1990). Avaliação Geoambiental. entretanto. Mapa Geocientífico. etc. Identifica duas linhas metodológicas apresentadas no quadro 01. multi e interdisciplinar e. com enfoque Análise sintética. substrato rochoso. bem como os perigos. contaminação de águas subterrâneas. Apesar da enorme difusão de nomes. que estes mapas contribuem. a qual vem sendo utilizada em vários países em vista da busca do entendimento da relação entre os componentes do meio físico. na recuperação de áreas degradadas. não enquadrado como um tipo de carta geotécnica. gestão e ordenamento do território. Mapa Geoambiental. Mapa de Recursos Naturais. Diagnóstico Geoambiental. geossistêmico com ênfase na informação geológica Elaboração de mapas de Elaboração de mapas de Geodiversidade Unidades de Paisagem QUADRO 01 Esquema das principais linhas metodológicas para elaboração de mapas Geoambientais. representação. O estudo do meio físico e de suas possíveis interações com o empreendimento proposto é a principal contribuição da geologia em um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). 2. mais recentemente. água. também. em geral. Mapa Geodiversidade. Por se tratar de um produto relativamente novo. erosão. Segundo Vedovello (2004) "A cartografia geoambiental pode ser entendida de forma ampla. Observa-se. como todo o processo envolvido na obtenção. ou de Engenharia para Ordenamento e. antrópicos e sócio-culturais em sua análise e representação. e aponta o mapeamento geoambiental como um ramo da Geologia Ambiental. Mapa de Zoneamento Geoambiental. o estudo geoambiental fornece informações sobre os ambientes geológicos em que se formaram os terrenos e quais as suas potencialidades naturais e limitações face ao uso e ocupação das terras. Está voltado. em auditorias ambientais e na investigação de passivo ambiental. diversos nomes são encontrados na literatura para mapas com estudos do meio físico: Mapa de Ordenamento do Território. Através da integração de dados sobre relevo. consequentemente. Mapa Geológico-Ambiental. juntamente com a consideração de fatores biológicos e do uso e ocupação do solo. . a espacialização das variáveis do meio físico sobre o território.3 Os estudos geoambientais são também aplicados na avaliação de impactos sobre o meio físico. para o planejamento. de difícil padronização. Mapa Geotécnico. considerando-se as potencialidades e fragilidades naturais do terreno. estes mapas apresentam. análise. a fornecer informações que permitam prevenir catástrofes atribuídas a causas naturais ou à ação do Homem. invariavelmente. a cartografia geotécnica tradicional passa de uma abordagem essencialmente geotécnica para incorporar informações sobre riscos naturais. solos e uso e ocupação. Nesta concepção a cartografia geotécnica estaria incluída no escopo geral da cartografia geoambiental. além da preocupação com a exaustão ou subaproveitamento de recursos minerais. TIPOS DE METODOLOGIAS ANALÍTICA SINTÉTICA Elaboração de mapas temáticos Elaboração de mapas de unidades homogêneas Avaliação de elementos em mapas Avaliação das unidades homólogas temáticos por foto-análise Análise multitemática. Pode-se por isso incorporar elementos bióticos. impactos e conflitos decorrentes da interação entre as ações humanas e o ambiente fisiográfico”. no monitoramento ambiental. comunicação e aplicação de dados e informações do meio físico.

A criação de Geoparques. dependendo das características regionais. Essa atividade é complementada com estudos integrados de campo sobre relevo. prevê a elaboração do Mapa Geoambiental (baseado na morfolitoestrutura) desenvolvida por Theodorovicz (1994). solos. geoquímica ambiental. substrato rochoso e sistemas hidrográficos. 1990. movimentos de massa e áreas sujeitas a inundações possibilitam. Sistemas de Tratamento Digital de Imagens de Sensores Remotos e de bancos de dados têm sido adotados por diversas instituições. formações superficiais. agricultura e turísticas. relevo. minerais. Da mesma forma. Trata-se de um diagnóstico integrado do meio físico (geoambiental). vegetação e uso atual. Linhas de ação vêm sendo desenvolvidas com enfoque na análise e mitigação de danos e perdas provocados por desastres naturais (em especial.CPRM também seguem essa linha (analítica). cuja integração de diferentes tipos e formatos de dados auxilia na tomada de decisão e na seleção de áreas para diversos fins. Seguindo esse conceito. estabelecendo os Domínios e Subdomínios. pois apresentam alto potencial de resposta na identificação de suas variáveis. geofísica. é outro segmento relacionado à geologia ambiental ou à geodiversidade e vem sendo implantado em vários países do mundo. 1999). preservação e proteção de diferentes regiões. solo. águas. parte dos pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil . escorregamentos. hierarquizados do táxon maior para o menor em Domínios. através da fotointerpretação. Baseado nas informações dos temas levantados é apresentado na legenda. Dados cadastrais relacionados a erosões. aplicar metodologias . solos. observa-se atualmente a ampliação do uso de métodos geofísicos e geoquímicos nos estudos geoambientais. erosão. Além dos dados tradicionais para caracterizar o meio físico. conforme concebido por Guy (1966) e Rivereau (1972) e as lineações estruturais. Esses sistemas possibilitam o tratamento e análise de imagens de satélite. definindo a região de estudo em macrocompartimentos. na escala 1:100. água e solos e suas possíveis associações com problemas de saúde pública. solos. na avaliação de anomalias geoquímicas em sedimento de fundo. Regiões e Geossistemas. formações superficiais. com a elaboração. de dados geológicos. com a assistência da Unesco. hidrogeologia. adotada no SGB/CPRM a partir de 1994. geotectônicos e paleoclimáticos.4 Os conceitos pioneiros de mapas geoambientais foram introduzidos pelos pesquisadores do IBGE (1986. utilizando Sistemas de Informação Geográfica – SIG´s. unidades de conservação e pontos turísticos. entendendo que os Domínios Geoambientais são definidos pelos constituintes geológicos e padrões de relevo. constituindo-se em unidades naturais de planejamento (Del’Arco. educação e preservação de um patrimônio geológico expressivo para futuras gerações (registros da evolução do planeta Terra). para cada unidade geoambiental. Corrêa & Ramos (1995) elabora o mapa geoambiental a partir da análise e correlação dos parâmetros de cartas temáticas de geologia. geomorfológicos. geoquímicos. clima e aptidão das terras. A aplicação de metodologias de geoprocessamento e de modelagem espacial de dados. com algumas modificações. aptidão agrícola. Os bancos de dados armazenam grande volume de informações. desertificação. Em relação às políticas públicas destaca-se o Programa de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) instituído em 1991 pelo Governo Federal. recuperação. a qual caracteriza qualitativamente os diferentes aspectos do meio físico quanto à sua potencialidade e fragilidade com vistas a subsidiar macrodiretrizes para planejamento sustentável das várias formas de uso e ocupação do território. riscos geológicos. abrangendo todo o território brasileiro. colapsos e inundações). A outra metodologia (sintética). tendo por objetivos a conservação. as Unidades Geoambientais (táxon menor) pelos solos e cobertura vegetal e uso atual das terras. destacando-se a análise lógica dos sistemas de drenagem e relevo. Baseia-se principalmente na definição de unidades homólogas. em geral aplicada em regiões metropolitanas e bacias hidrográficas. indicando o arranjo estrutural do relevo decorrente dos aspectos geológicos. 1993).000. imagens de radar. dos demais temas: recursos minerais. geofísicos. as potencialidades e fragilidades ao uso e ocupação frente às obras viárias e enterradas. hidrologia. biótico e socioeconômico tendo em vista a elaboração de prognósticos (cenários) para desenvolvimento.

sintetiza e espacializa diferentes unidades de paisagem natural. o qual caracteriza. uso atual dos solos. etc. na escala de 1:100. através de mapas temáticos do meio físico (litológico. e atribuindo-lhes graus de vulnerabilidade. relevo. descreve. inclusive no padrão do AVADAN (avaliação de danos) da Defesa Civil. vias de comunicação. refletindo o estado atual da paisagem. MS. na escala de 1:2. fontes de abastecimento de água. em termos da vulnerabilidade natural à erosão. Os resultados obtidos foram considerados de boa qualidade. O SGB/CPRM vem desenvolvendo o Sistema de Cadastramento de Desastres Naturais – SCDN (ocorrências de deslizamentos e inundações) será disponibilizado gratuitamente para os municípios interessados. hipsométrico. canais. solos e botânica. solos) e temáticos do meio socioeconômico (assentamentos e vias de comunicação. Com as informações acima é elaborado os mapas integrados de vulnerabilidade e de cenários de perigos múltiplos (zonas: erosão muito forte e erosão forte. assim como avaliar os riscos geológicos e mitigar seus possíveis efeitos sobre a vida. O Ministério das Cidades tem disponibilizado recursos para implantar o Plano Municipal de Redução de Riscos para minimizar danos decorrentes de deslizamentos e inundações que possam causar acidentes fatais. nos Andes Colombianos. perigo de inundações e cavernas cársticas).000.500. foi elaborado o Mapa Geodiversidade do Brasil. O sistema possibilita a extração de relatórios. PA. Tendo como conteúdo na legenda as análises sobre as adequabilidades/potencialidades e limitações quanto ao uso para fins minerais. relevo. com o objetivo de otimizar o uso e manejo dos recursos naturais. clima. é utilizado no diagnóstico integrado da paisagem.000 e estaduais (RS. comportamento frente à poluição e aspectos ambientais e turísticos (CPRM. a aplicação das metodologias expressa os valores de estabilidade dos terrenos com relação à atuação dos processos de morfogênese/pedogênese de Tricart (1977). segundo Cardenas (1999). modelo digital do terreno. declividade. agropecuário.000. 2008). A partir de 2000 o Servicio Nacional de Geologia y Mineria – SERNAGEOMIN do Chile vem executando mapas de Geologia Ambiental. hidrologia) e antrópico (urbanização. MT. que qualifica numa última etapa as unidades de paisagem natural. solos. Recentemente. desastres naturais. MG. PI. erosão atual dos solos. 2006 e Silva. Com a ajuda da integração de parâmetros físicos como geologia. SP. área de 200 ha em escala de 1:5. disposição de resíduos. mudanças climáticas e planejamento do uso futuro do território. escala 1:10.) para se ter uma visão global das características e problemas da área em estudo. BA.000 e em áreas urbanas em maior . Cita as metodologias de Zoneamento Ecológico–Econômico (ZEE) desenvolvidas no Brasil. clima. agricultura.000. classifica. 3. AM e RO) em escalas em torno de 1:1. políticoadministrativo. identificando suas potencialidades e restrições de uso. Procede a avaliação dos aspectos do meio físico natural (geologia. RN. EXEMPLOS INTERNACIONAIS E NACIONAIS O Zoneamento Geoambiental. em ambiente SIG associado a banco de dados. execução de obras. sendo estas derivadas do estudo da dinâmica da paisagem. Sob este enfoque. o autor aplicou a referida metodologia num segmento da bacia intermediária do rio Nechí e numa pequena porção do rio Cauca.000. Estrada (2006) destaca em seu trabalho de avaliação geoambiental do efeito do projeto de camarões no norte de Las Tunas – Cuba. perigo de subsidência cárstica. A cartografia geoambiental elaborada por Uractzuka (2005) na bacia hidrográfica de Ariguanabo Cuba. que os estudos geoambientais constituem-se e num instrumento de planejamento territorial em âmbito regional e local. onde a análise fisiográfica constitui a base para o conhecimento inicial da paisagem. fontes de contaminantes). assim como o comportamento dinâmico dos ecossistemas. água subterrânea. drenagem. tipos de aqüíferos. geomorfologia.5 de modelagem espacial de dados em ambiente SIG para a elaboração de cenários de previsão de riscos. saúde e o bem estar das populações.

Frutilar e Região dos Lagos (2000) e Geologia para Planificación Territorial del Área de Valdivia (2002). podendo auxiliar nas obras de engenharia. Dos traços de zonas de juntas filtrou-se as duas direções principais (máximos 1 e 2) para selecionar áreas que ocorrem variação de direção de máximos (mais fraturadas). Dos lineamentos estruturais fez-se um tratamento estatístico para visualizar a distribuição espacial da freqüência e dos cruzamentos dos lineamentos estruturais. mapa de erosão. Essas instituições. pôde-se atribuir às Unidades Geoambientais. com as características fisiográficas. A aplicação relaciona-se ao Planejamento Geoambiental para fins de múltiplos usos. gestão ambiental. baseadas na lito-estrutura. Crisóstomo Neto (2003) adotou no Vale do Paraíba como sistemática de mapeamento a análise de estruturas geológicas rúpteis (lineamentos estruturais e traços de zonas de juntas) através de técnicas de sensoriamento remoto orbital. anomalias morfoestruturais e morfometria. formas de relevo e perfis de solos tropicais Nos trabalhos de DINIZ (1998) e IPT (1999) apud Diniz (2005). utilizando imagens de satélite TM/Landsat-5. Especial atenção foi dada a vulnerabilidade dos aqüíferos.000. foi desenvolvido o Sistema Gerenciador da Base de Dados Geoambientais do Estado de São Paulo. O zoneamento apontou áreas adequadas para obras de engenharia (estradas. Subdomínios e Unidades Particulares baseados da identificação das unidades morfolitoestrutuais. na sua maioria universidades. terrenos com potencial para água subterrânea. Ohara (1996). diferenças edafoclimáticas. propriedades dos solos. criada em 2001. apresentam trabalhos localmente enfocados. grandes edificações). na escala de 1:400. Milovic & Fernandes (2000) adota a metodologia ampliada e adaptada de Theodorovicz (1994). uso agrícola. relatou no 5º Simpósio Brasileiro de Cartografia Geotécnica e Geoambiental (TOMINAGA et al. Especificamente na cidade de Santiago. Estas zonas foram subdivididas em função de variáveis como: tipos de paisagens ou unidades fisiográficas. aplicado a projetos de gestão ambiental para SMA-SP. Numa área de 9. dentre outros. aptidão para implantação de obras e disposição de resíduos. na escala 1:100.144 trabalhos de cartografia geoambiental. com exceção da CPRM. Puerto Montt. Área de Osorno (2003). sistema para gestão de indústrias. de escalas 1: 10. que devido às características estruturais obtidas. menor capacidade de suporte do meio físico. grau de dissecação. mapa de ameaças múltiplas para defesa civil. aplica mapeamento geoambiental sintético. Como resultado dessa sistemática elaborou o Mapa Geoambiental Integrado. SOUZA (1992) apud Diniz (2005). recursos hídricos. delimitadas por contatos de litologias semelhantes. Geologia para el Ordenamiento Territorial. dentre outros. produziram 1. . a partir de unidades de terreno de comportamento potencial comum.000. e avaliações para suscetibilidades a processos do meio físico. atividades agrícolas. efetua. dividindo os terrenos em Domínios.000.000 até 1: 1. recursos em materiais de construção civil e hídricos superficiais e subterrâneos. banda 4. o Mapa de Zonas e Subzonas Geoambientais. A Comissão de Cartografia Geotécnica e Geoambiental da ABGE. urbanização e para aterros sanitários. na escala 1:50. 2004). eventualmente a limites erosivos e descontinuidades estruturais. através de análise integrada de zonas fotogeológicas homogêneas de atributos espaciais em produtos de sensoriamento remoto orbital. que possui estudos em vários estados. gerenciamento de recursos hídricos para Comitês de Bacias. Geologia Ambiental del Área de Osorno (2000). consequentemente.000. nas regiões sul e sudeste do Brasil. nas seguintes regiões: Avaliação Geológico Ambiental da Bacia de Santiago do Chile (2000). acompanhado da análise dos depósitos sedimentares.000 km² da região do alto-médio Paraíba do Sul. a fim de selecionar regiões com alto grau de deformação rúptil. gerenciamento de disposição de resíduos. voltados principalmente para o planejamento urbano e regional. características geotécnicas e das águas subterrâneas e riscos geológicos. relevo. litológicas e solos.000. geralmente relacionados aos limites litológicos/geológicos. As zonas foram delimitadas por rupturas de declive. A partir de uma base geológica pré-existente compartimentou a região de estudo em Unidades Geoambientais.6 detalhe. regiões com elevados processos de instabilidade. que 13 instituições. associados com as informações edafoclimáticas e morfoestruturais.

Proteção. pântanos e lagoas. recifes de coral. numa área de 14. uso e ocupação. geomorfológicos e hidrológicos. modelo de evolução para a zona costeira e.Uatumã. além de levantamentos de campo. geológico. declividade. cobertura vegetal. determinação do funcionamento hidrológico das terras úmidas. denominadas de Zonas: Oeste . Silva (2005) apresenta proposta metodológica para a caracterização das aptidões e restrições do meio físico. A delimitação desses sistemas é feita em base nos atributos geológicos. Neste trabalho desenvolve mapas temáticos. através de análises dos aspectos do meio físico. substrato rochoso. modelo digital do terreno). bacias hidrográficas. Reabilitação e Adequação. terras úmidas do tipo brejos.Abonari e Bacia Paleozóica do Amazonas e Coberturas Cenozóicas e.000 km². Formação Barreiras. Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí. potencial agrícola. Na segunda fase realizou-se a identificação da estrutura e da dinâmica dos espaços diferenciados para a definição de sistemas naturais. na escala 1:50. os quais foram analisados e integrados com dados socioeconômicos. dunas. identificação de trechos da linha de costa em erosão.000 os temas: legislação ambiental. político administrativo. mapeamento de riscos e as áreas com potenciais à ocupação e com restrições a determinados usos. contendo a geologia. riscos geológicos. representados em mapas na escala 1:50. Elaborou os mapas temáticos: documentação. Em seu trabalho na bacia do Rio do Peixe. identificação. incluindo os seguintes aspectos: tipos de substratos geológicos. terraços arenosos. foi confeccionado o Mapa de Zoneamento Ambiental.199 Km². englobando 60 municípios destacando Itajubá. áreas de fundo submarino com atrativos para mergulhadores e para a pesca submarina. apresenta dados socioeconômicos e turísticos. arenitos de praia. iniciado na porção norte do estado. Poços de Caldas. de geologia. clima e vegetação. Com essas informações e baseados na metodologia de Brandt (1994) e Sobreiro (1995) com algumas adaptações. sendo utilizadas as imagens do CERBS de 2004.000. geomorfológico. principais pontos de desova de tartarugas. relevo. padrões de ondas e correntes. Souza et al. Andrade (2006) coordenou o Levantamento Geoambiental das Regiões do Médio e Alto Sapucaí e Alto Rio Pardo. contemplando uma base de dados e recomendações par subsidiar o Plano Diretor de Desenvolvimento do município. locais adequados para pesca de arremesso. hipsometria. Na fase final. materiais inconsolidados. são definidos os ambientes geoambientais.7 No Município de Mariana-MG. através da construção do Atlas Geoambiental. caracterização dos tipos de praias e riscos para banhistas. em progradação e em equilíbrio. susceptibilidade a erosão.000 (topográfico.000. O governo do estado de Sergipe e a Prefeitura Municipal de Aracaju realizaram em 2005. uso do solo. geomorfologia. manguezais. modelos de resposta geomorfológica da zona costeira às mudanças globais no clima e no nível relativo do mar. Na primeira fase do trabalho partiuse do conhecimento dos dados secundários e informações básicas dos atributos e propriedades dos componentes naturais. (2005) utilizou mapas básicos. . declividade. solos e declividade das superfícies. Utilizou os conceitos de landforms como unidades de compartimentação para obter o zoneamento geoambiental da referida bacia. a indicação de algumas diretrizes gerais para o município e para porções geográficas específicas. ambientes de deposição e os processos ativos atuantes na zona costeira. estabelecendo quatro Zonas de Interesse Ambiental: Controle. potencial ao escoamento superficial. uso e ocupação dos solos. O tratamento e análise dessas informações resultaram num banco de dados espacializados e indicações para o estabelecimento de programas de macrodrenagem e expansão urbana. A elaboração do zoneamento geoambiental do município de Presidente Figueiredo (Muller 2005) foi efetuada a identificação dos fatores fundamentais que delimitam as unidades que compõem a estrutura espacial e na limitação dos sistemas naturais. mapeamento e zoneamento de construções biogênicas. considerando a variação dos atributos e também a existência de gradação (lógica fuzzy) nos contatos entre as unidades. com 1. Leste Uatumã . o mapeamento geoambiental de Aracaju. na escala 1:250. hidrografia. Foram executados na escala de 1:20. Além disso. é organizado um diagnóstico de cada um dos atributos. Dominguez (2006) promoveu o inventário dos ambientes e ecossistemas presentes em toda zona costeira do estado da Bahia. hidrografia.

rochas dolomíticas D1A2 . Na elaboração de mapas geoambientais em regiões urbanas e rurais. a qual caracteriza qualitativamente os diferentes aspectos do meio físico quanto à sua potencialidade e fragilidade com vistas a subsidiar macrodiretrizes para planejamento sustentável das várias formas de uso e ocupação do território. também desenvolver processos. instituiu em 1990 o Programa Informações para Gestão Territorial – GATE. sistema hidrográfico. potencial de riscos geológicos. Dantas et al. Pfaltzgraff (2003). solo. processar e divulgar informações básicas sobre o meio físico. insumos agrícolas e rochas ornamentais). Essa atividade é complementada com estudos integrados de campo sobre relevo. e localização e descrição de locais de interesse geocientífico e beleza cênica para geoecoturismo. dentro do contexto da utilização do conhecimento geológico para fins sociais.8 O Serviço Geológico do Brasil . Trainini et al. procedimentos e tecnologia para o melhor aproveitamento dessas informações. disponibilidade hídrica. 2000 e 2005). malhas viárias. adquirir. dentre os principais. Baseia-se principalmente na definição de unidades homólogas (geoambientais) através da fotointerpretação. Brandão (2003). os estudos desenvolvidos por Theodorovicz (1994.000. (2000). 1994). é estabelecido domínios e unidades geoambientais. disposição de resíduos sólidos urbanos. Atualmente vem elaborando Sistemas de Informações Geoambientais. Destacam-se. formações superficiais. potencial mineral (areia. D1 . brita. infra-estrutura subterrânea.Domínio das seqüências metavulcanossedimentares DIVISÕES EM RAZÃO DE VARIAÇÕES DA GEOLOGIA Figura 01: Domínio e Subdomínios Geoambientais (Theodorovicz. na escala 1:100. rocha. onde o método interpretativo é uma adaptação do lógico. substrato rochoso e sistemas hidrográficos (figura 02) D1A1a DIVISÕES EM RAZÃO DE VARIAÇÕES DE RELEVO D1A1d D1A1c D1B1b D1A1 . e bacias hidrográficas. o analítico e o sintético. Apresenta na legenda dos mapas a caracterização do relevo. concebido por Guy (1966) e desenvolvido Theodorovicz (1998). geoquímica ambiental.rochas calcíticas D1A . argila.Subdomínio sustentado por metassedimentos síltico-argilosos. destacando-se a drenagem. solos. técnicas. com a elaboração do Mapa Geoambiental (baseado na morfolitoestrutura) desenvolvida por Theodorovicz (1994). sendo este o polígono de análise. utilizando os dois métodos. em formato SIG associado a banco de dados. Além disso. Correa & Ramos (1995). visando subsidiar com suporte técnico (ou para embasar tecnicamente) as decisões dos responsáveis pelo planejamento e gestão dos variados e complexos espaços geográficos do território brasileiro. e as indicações fragilidades e adequabilidades para urbanização. Trainini & Orlandi Filho (2003). agricultura. com o objetivo de produzir. Bastos et al. sul do Brasil. neste contexto. o relevo e as lineações estruturais (figura 01). (2001.CPRM.Subdomínio sustentado por rochas carbonáticas D1B . (2001). Na análise de imagens de . Trainini (2001) descreve o método de trabalho para a confecção de Cartas Geoambientais na região hidrográfica do Guaíba. A metodologia sintética vem sendo aplicada em regiões metropolitanas e bacias hidrográficas. 2006).

ou por representarem zonas de recarga aos aqüíferos porosos. nas cartas.9 satélite considerou tons. Subdomínio Geoambiental. escala 1:250. sobrepostos a imagens do satélite LANDSAT – TM 5. Tipo de Encosta. Unidades de paisagem são individualizadas em Domínios Geoambientais/Zonas Homólogas. 2 – rochas carbonáticas e 3 – filitos (Thedorovicz. Estas possuem legenda com 6 a 8 letras. representando: Domínio Geoambiental. Quadro 02– Graus de Restrição das Zonas Homólogas às Intervenções Antrópicas O próximo quadro expõe os elementos analisados para a avaliação do grau de restrição das diferentes zonas homólogas (Quadro 03). Amplitude Relativa do Relevo. 1 2 3 Figura 02: Unidades Geoambientais 1. As zonas homólogas são avaliadas quanto ao grau de restrição que apresentam às intervenções antrópicas: Ocupação Urbana Obras Viárias. A análise é realizada em overlays com a drenagem extraída de cartas topográficas 1:50. Equipamentos Enterrados. .000. as áreas que apresentam restrições de uso devido à susceptibilidade à erosão por sulcos e ravinas. Disposição de Resíduos Sólidos e Agropecuária (Quadro 02). Grau de Estruturação e Densidade de Drenagem. bandas 3 e 7. composição 5R4G3B. 1994).000.rochas básicas. Foram assinaladas. elementos texturais e grau de estruturação da topografia e drenagem.

erosão. hidrologia. são.rada a baixa. Ausências Equipamentos escavabilidade. Encostas dade à contami. desmorocarga moderada a ausentes. convexas ou au. (3) Disponibilidade de Amplitude e decli Densidade de Baixo risco de ero material de vidade moderadas drenagem mode. (2) rado a baixo. deslizaOcupação derada a alta. Encos. geomorfologia. Relevo Características Hídricas / Hidrogeológicas Riscos Geológicos Quadro 03 – Elementos Analisados na Avaliação do Grau de restrição às Intervenções Antrópicas.vidade moderadas Baixa vulnerabili. Baixo risco de cial espessa. Boa vidade moderadas Baixa vulnerabili. descreve que em todos os diagnósticos desenvolvidos ressalta-se a necessidade intrínseca de uma análise conjugada das seguintes variáveis que compõem o sistema geobiofísico: geologia.convexas. carga do aqüífero. carga do aqüifero. deslidade. deslizamento Resíduos de empréstimo. (4) NOTA: Não foram consideradas as restrições legais por serem excludentes. deslizamento escavabilidade do tas convexas ou Freático profundo.solo. Ausência de dade de carga mo a baixas.(2) (3) mento. (2001).Amplitude e decli Disponibilidade de Baixo risco de erode do solo. avalia-se a intervenção humana sobre as distintas paisagens naturais.10 Atributos Favoráveis Características do Solo/ Substrato Intervenções Antrópicas Boa escavabilida. Estas paisagens geográficas consistem em unidades de análise fundamentais para o planejamento territorial. (1) (3) (2) (4) Solos espessos e Amplitude e decli Disponibilidade de Baixo risco de férteis (eutróficos) vidade moderadas recursos hídricos. Permeando a toda esta análise do meio geobiofísico. Grau de freático. desliEnterrados Capacidade de tas convexas ou ção do lençol zamento. e biogeografia. Disponibili. pode-se delinear o mosaico de paisagens naturais. dentro de cada faixa de uso. Dantas et al. alagamento.são. (3) Cobertura superfi. climatologia. erosão. Grau de contaminação mento. Os números assinalados no quadro indicam a ordem de importância dada aos atributos. Ausência Agropecuária baixa pedregosi. ou nulo. alagamento. Encostas Vulnerabilidade à colapso. Ausência namento e fluxo alta. . Capaci vidade moderadas recursos hídricos. estruturação mo. Baixo risco de ero baixa. Encos. Urbana ponibilidade de estruturação hídrica moderada migração de canal material de em moderado a baixo a baixa. Boa a baixas. Ausência de estruturação de condições de re concentrado. lapso.Amplitude e decli Freático profundo. pedologia. assoreamento.Ausência de co Obras Viárias empréstimo. Grau de freático. (4) (1) (2) mento. na elaboração do Mapa Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro (Figura 03). (2001).são. cos. Ausência ção de canal fluvial carga moderada a estruturação baixo de condições de re fluxo concentrado e alta.a baixas. Neste momento está sob análise o conjunto de paisagens geográficas. a baixas. In: Trainini et al. Dis. (1) (4) assoreamento.lapso. Assim sendo. Grau de ção de canal fluvial de carga modera estruturação mode fluxo concentrado e da à alta. fluvial e assoreapréstimo.nação do lençol alagamento migra Sólidos Capacidade de sentes.Ausência de co Disposição de dade de material a baixas. Capacidade ausentes. migrasolo.dade à contamina de colapso. (1) (2) (4) (3) Permeabilidade Amplitude e decli Freático profundo. zamento e alaga(1) derado a baixo. Grau de Boa drenagem do de colapso. depósitos orgâni moderado a baixo.

em primeira instância. Em táxon inferior. ciclos biogeoquímicos. potencial hidrogeológico. ou unidade de paisagem. potencial mineral. cumulativamente. ou unidade geoambiental.). 2001. Nessa hierarquia. etc. geoquímica ambiental e uso do solo e cobertura vegetal atual (Tabela 1). indicando certo grau de interdependência configura-se no geoecossistema ou domínio geoambiental. A magnitude dos impactos ambientais frente às transformações induzidas (ou derivações antropogênicas . O presente estudo inspirou-se.11 Figura 03: Síntese do Mapa Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro. por uma diversificada gama de variáveis ambientais listadas a seguir: padrões da vegetação original. apud Dantas. cit. promovendo assim. A classificação geoambiental proposta possui uma hierarquia taxonômica.geomorfológicos. . é um produto singular da combinação de elementos geobiofísicos em constante dinâmica espacial e temporal. pelas unidades pedológicas e seguidas num nível de maior detalhe. op. ciclos erosivos. intensidade e extensão das intervenções humanas e do grau de alteração antecedente imposto à paisagem. numa abordagem geoecológica. com as 17 Unidades Geoambientais.) varia em função da natureza. na qual o nível de abrangência e a seleção de critérios de compartimentação ficam dependentes da escala de trabalho. distingue-se como táxon superior os domínios geoambientais – individualizados pelos grandes compartimentos geológico. formações superficiais. uma degradação do meio físico. tipos climáticos e balanço hídrico. na qual o ecótono. são individualizadas as unidades geoambientais – definidas. da biodiversidade e da qualidade de vida da população. claramente. A delimitação de um mosaico de unidades de paisagem entre os quais se estabelecem fluxos ou trocas de energia e/ou matéria (ciclos hidrológicos.Monteiro.

numa área de 5. (2006) dentro do escopo do Sistema de Informação Geoambiental de Cuiabá. O táxon inferior. Definidos os domínios e as unidades geoambientais. O SGB/CPRM lançou no Congresso Brasileiro de Geologia em Aracaju. recursos hídricos. tipos climáticos e padrões de vegetação original.cprm. o Mapa Geodiversidade do Brasil.500. Assim sendo. aptidão agrícola. O Mapa Geoambiental elaborado por Dantas et al. promovendo uma avaliação e reinterpretação dos dados temáticos. Na escala trabalhada a classificação utilizada para o táxon superior foi a de Domínios Geoambientais – individualizados pelos grandes compartimentos geológico-geomorfológicos. obras viárias e enterradas.gov. na escala 1:100. Inclui.000. a partir de cartas temáticas de geologia. de acordo com as limitações e potencialidades desvendadas. Os aspectos referentes à hidrogeologia. executada por uma equipe multidisciplinar e multi-institucional composta por geógrafos. material para construção civil/insumos agrícolas e outros bens minerais.000. geomorfologia. numa nova linguagem. agropecuário e geoturístico (disponível em www. também. disposição de resíduos sólidos). A vegetação primária foi correlacionada com os padrões pluviométricos na definição de uma caracterização climática. onde são descritas. pode-se montar o mapa geoambiental. no formato analógico e em SIG associado a banco de dados. por cada unidade geoambiental. . aptidão agrícola e recursos minerais foram acrescidos segundo a sobreposição de informações em cada unidade geoambiental. solos. geoquímica. foi organizada uma legenda. Os solos foram caracterizados por classes dominantes e subdominantes em suas diversas associações. visando subsidiar um desenvolvimento sustentado do território. Várzea Grande e Entorno – SIG Cuiabá. formações superficiais. hídrico. Unidades Geoambientais. os dados. O processo de integração das informações foi realizado de através de avaliações multicriteriais. foram caracterizadas as unidades litoestratigráficas e feições estruturais que. geoquímica ambiental.individualizados em primeira instância por unidades morfopedológicas (padrões de relevo com dominância de determinada classe de solos) e seguidas num maior detalhe por variáveis ambientais tais como: formações superficiais. no contexto geológico. Analisa-se sistematicamente as vocações naturais de cunho geotécnico (urbanização. agrônomos e engenheiros.br). uso atual do solo e cobertura vegetal/unidade de conservação. A partir das definições acima. as limitações e fragilidades a diferentes tipos de uso. e as diversas potencialidades que cada unidade oferece. processos e informações do meio físico (abiótico).12 Tabela 1: Legenda esquemática do Mapa Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro. procede-se a caracterização das limitações e fragilidades que cada unidade oferece. na escala 1:2.250 Km². forneceram a base para a compartimentação morfoestrutural do Estado do Rio de Janeiro. uso do solo e cobertura vegetal. quando associadas às características morfogenéticas dos terrenos. . enfocando a visão do geocientista de forma sistêmica. geólogos. recomendações em nível generalizado. mineral. a estrutura da paisagem. A partir do mesmo.

Linhas de Transmissão Elétrica. Minerais Industriais Não Metálicos. foram agrupadas unidades estratigráficas com idades diferentes. o econômico. atividades agrícolas. o planejamento. subdivididos em 108 Unidades Geológico-Ambientais. classe da rocha (ígnea. o educativo e o turístico” Os critérios utilizados para classificar os geossistemas do território nacional em domínios geológico-ambientais e suas subdivisões foram inicialmente a de agrupar conjuntos estratigráficos de comportamento semelhante frente ao uso e ocupação. tipos de metamorfismo.13 Considera-se que Geodiversidade ”é a natureza abiótica (meio físico) constituída por uma variedade de ambientes. solos. Objetiva. mineral e turístico. condicionadas a um conjunto de critérios classificatórios como: posicionamento tectônico. aos potenciais de recursos hídricos subterrâneos. Ecológico-Econômicos Estratégica. visão sistêmica do meio físico (geodiversidade). Oleodutos. apontando as limitações e adequabilidades (potencialidades) frente ao uso e ocupação dos terrenos. Ferrovias. contidas nas bases de dados de litoestratigrafia e recursos minerais do GEOBANK do SGB/CPRM. aptidão agrícola. Minerais Metálicos. solos. geoquímica. ao comportamento em relação a fontes poluidoras. URBANISMO (indicação de limitação ou expansão). SAÚDE PÚBLICA (qualidade das águas). clima. composição. Materiais Energéticos. a influência das variações da geologia nas adequabilidades e limitações dos terrenos frente à execução de obras viárias e enterradas. Englobando as informações de vários temas como: geologia. fenômenos e processos geológicos que dão origem às paisagens. águas e outros depósitos superficiais que propiciam o desenvolvimento da vida na terra. foram descritos 23 Domínios Geológico-Ambientais. com relação aos aspectos ambientais. linguagem acessível a outros profissionais. Desta feita. 4. águas superficiais e subterrâneas. geofísica. nível crustal. expressividade do corpo rochoso. expressão geomorfológica e ou litotipos especiais. Monumentos Naturais). recursos minerais. principalmente. para o planejamento do uso adequado do território. MORADIA (material de construção). verifica-se que várias instituições e pesquisadores nacionais e internacionais têm produzido elevada quantidade de informações geoambientais. rochas. Terras Indígenas) e Áreas Especiais (Forças Armadas) Arranjos Produtivos Locais. Água Mineral e Potável e Insumos para Agricultura – destes recursos. Recursos Minerais. Áreas Protegidas (APAs. Áreas Susceptíveis a Desertificação e Arenização. Áreas Oneradas pela Mineração. Assim. bem como na larga experiência em mapeamento e em projetos de levantamento de informações para ordenamento e gestão do território dos pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil – CPRM. exclusivamente. fósseis. com metodologias distintas. sedimentar ou metamórfica). Modelo Digital do Terreno e Relevo Sombreado. o científico. Material para a Construção Civil. Tendo como valores intrínsecos a cultura. Rochas Ornamentais. Sítios e Parques Geológicos (Paleontológico/Espeleológico. Os mapas Geoambientais diferenciam-se da cartografia geotécnica clássica em vista de sua característica intrínseca da multi e interdisciplinaridade. o estético. Rodovias. CONCLUSÕES Ao consultar a literatura. cobertura vegetal. textura. geotecnia. Portos. DEFESA CIVIL (escorregamentos). tipos e graus de deformação.Gemas e Pedras Preciosas. AGRICULTURA (fertilidade do solo). riscos geológicos. uso e ocupação dos solos. principalmente. A legenda do mapa. Gasodutos. Os estudos geoambientais fornecem subsídios técnicos para vários setores como: MINERAÇÃO (recursos minerais). minerais. traduz. TRANSPORTE (obras viárias). gestão e ordenamento do território. TURISMO . O referido produto contém as seguintes informações: Áreas de Relevante Interesse Mineral . geomorfologia. grau de coesão. para serem utilizadas.

cprm.pdf >.. 2003. OLIVEIRA. 5. Jorge. WEBER.cprm. Programa Nacional de Gestão e Administração Territorial . Dissertação (Mestrado em Geociências). Mapa de Geodiversidade do Brasil. 2. MEDINA. RAMOS. MEIO AMBIENTE e PLANEJAMENTO (instituições públicas. Programa Informações para Gestão Territorial . Salvador: CPRM. Disponível em: < http://www. P. Disponível em: < http://www.000. Marcelo Eduardo.14 (áreas de beleza cênica). il. I. CARDENAS. V. P. Acesso em: 14 jun. I. Mapa Geoambiental. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASTOS. 65-88. por meio de Técnicas de Geoprocessamento. UnB. 1990. Belo Horizonte: Fundação Alexander Brandt 1994. 1 CD-ROM. S. 2010. BRANDÃO. comitês de bacias hidrográficas). Memoria AGID/Report. 7. A. ed. RESENDE. 1990. Carlos Eduardo Osório. LUMBRERAS. 30 abr. Universidade Estadual Paulista-UNESP.htm?infoid=603&sid=26 > Acesso em: 14 jun. Ronaldo Pereira de. Maria Luiza Lacerda. Mapa Geoambiental. Edgar. Dissertação (Mestrado em Geologia)-Instituto de Geologia. In: PROJETO Mapas MunicipaisMunicípio de Morro do Chapéu. Antonio Ivo de Menezes. 87p. Rio Claro. M. Escala 1: 500. il. Escala 1:100. Flor Patrícia Angel. Kátia. In: CPRM . BEDE. ordenamento do território.br/publique/cgi/cgilua.SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. SHINZATO.br/pub/pdf/ps/geomorfologia/geomorfologia_ctgeoamb. C. Escala 1:2. estaduais e municipais. 63 p. Salvador: CPRM. bem como a iniciativas do setor privado que pretenda contribuir para o desenvolvimento sustentável do país. Cássio Roberto da.gov.GATE CPRM . A. FERREIRA.br/publique/media/geodiversidade. DANTAS. Projeto Porto Seguro-Santa Cruz Cabrália. 2001. Manual para mapeamento de biótopos no Brasil: base para um planejamento ambiental eficiente. 2010. CALDERANO. José Francisco.. BA.SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL.gov. 1999. 13. 2006. CONFERENCIA Colombiana de Geología Ambiental. Ricardo de Lima et al.2 mayo Medellín.GATE. zoneamento ecológico-econômico.. Amaury de.000. Zoneamento geoambiental da região de Irauçuba-CE: carta geoambiental. SHINZATO. Marcelo Eduardo. 2000. MEDINA. CO. Brasília. p. entendemos que o conhecimento das geociências constitui-se de um instrumento indispensável para a definição de políticas públicas para os governos federal. mapas. Diagnóstico Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro. PIMENTEL. Brasília: CPRM. Em suma.exe/sys/start. 97p.. S. Zoneamento Geoambiental de uma parte da Bacia do Rio Nechi – Colômbia. Mapeamento Geoambiental com Imagem de Satélite do Vale do Paraíba.000. L. MANSUR. CORRÊA.cprm. L.. Sebastião Barreiros. DANTAS.500. 1 CD-ROM. 1999. CENDRERO. N. S.. . Brasília. Instituto de Geociências e Ciências Exatas. 137p. Desarrollo y tendencias de la Geología Ambiental en Europa. CRISÓSTOMO NETO. SP. In: CPRMSERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Fortaleza: CPRM. Texto explicativo. 1995.. Medellín. Edgar.gov. R. 2003.pdf > Acesso em 14 de jun. 2010. 180 p. CARVALHO FILHO. Estudo Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro. Rio Claro-SP. 2003. In: SEMINARIO Andino de Geología Ambiental. SILVA. v. Disponível em: < ftp://ftp. Antonio Ivo de Menezes. Brasília: CPRM.

pdf > acesso em: 14 jun. et al. Papers. J. Trecho Barra dos Garças (MT) – Luiz Alves (GO). Goiânia. Diagnóstico do potencial geoambiental e aptidão agrícola das terras da região de alta Bacia do Rio Paraguaçu-BA. J. Trecho Barra do Garças (MT) – Luis Alves (GO). Prudêncio Rodrigues de. Convênio CPRM/SICME-MT. Rio de Janeiro: AHITAR/IBGE. Manaus – AM: UFAM. In: OFICINA INTERNACIONAL DE ORDENAMENTO TERRITORIAL MINEIRO. Várzea Grande e Entorno – SIG Cuiabá. C. Trabalhos Apresentados. Paris. ROCHA.ar/articulos/verarticulo. da Bahia. 2006. Salvador: UFBA/ Superint. . 2005. IBGE. (IPT. 1999. A. São Paulo. A. Rio de Janeiro: CYTED (Ciencia y Tecnologia para el Desarollo Cooperacion IberoAmericana. Salvador.. Diagnóstico Geoambiental e sócio-econômico da Bacia do Rio Paraguaçu-Ba. 1999. A. Secretaria de Indústria. In: CPRM . 1999. A. SCISLEWSKI. DINIZ. 1986. C. Contribuições à Política Pública de Mapeamento Geoambiental no Âmbito do Levantamento Geológico. São Paulo: Ed. ESTRADA. Contexto. Sistema da base de dados geoambientais do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www. GO.331). GUY. 2010. Geologia e Recursos Minerais do Gov.. 2006. Gilberto. MATO GROSSO Estado). Disponível em: < http://www. Rio de Janeiro. Evaluación Geoambiental del Efecto del Proyecto de Cultivo de Camarones al Norte de Las Tunas. F.asp?idarticulo=1266> Acesso em: 14 jun.cprm. 1990.15 DANTAS. 2006. IBGE. S. Sistema de Informação Geoambiental de Cuiabá. 2001. (SIPI). Jamilo José. no Amazonas. SCLIAR.estrucplan. 1). CARVALHO. 2005. MONTEIRO. (Novas Abordagens . Geossistemas: a história de uma procura. CASTRO JUNIOR.br/publique/media/sig_cuiaba_map4. J.. Relatório. Comércio.132 p.. C.. Diagnóstico Geoambiental e sócio-econômico: área de influência da BR-364 – Trecho Porto Velho/Rio Branco. C. Painel Comunicação.. Rio de Janeiro. 1993.com. EPABA/IBGE. 2.. M. 42. (Estudos e Pesquisas em Geociências. 3) MÜLLER.127 p. 1966. Diagnóstico Ambiental da Bacia do Rio Araguaia. N. Quelques principes e quelques experiences sur la metodologie de la photo-interpretation In: SIMPOSIUM Internacional de Photo-Interpretation. Marcelo Eduardo. Minas e Energia. THOME FILHO. Reynaldo Espinosa. Cuba: CIGET. Diagnóstico Ambiental da Bacia do Rio Araguaia. DEL’ARCO. SHINZATO. M. DOMINGUEZ. In: PROJETO de Proteção do Meio Ambiente e das Comunidades Indígenas PMACI. Mapa Geoambiental. p. Fernando Ximenes Tavares. IPT. 1966. G. Acte… Paris.SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Rio de Janeiro. Atlas Geoambiental e de Processos Erosivos da Zona Costeira do Estado da Bahia. SENAMA. 2005.GeoUSP.21-41. IBGE. Goiânia. A. L. Uso de Produtos CBERS para o Zoneamento Geoambiental de Presidente Figueiredo.gov. 76 p. SALOMÃO. 2010. DANTAS. IBGE. Edgar.

Antonio..pdf > Acesso em: 14 jun. CANTARINO. 1972. Cássio Roberto da (Ed. THEODOROVICZ. Antonio. Mapa. PRADO FILHO.. 57. MG. Zoneamento Geoambiental com auxilio da Lógica Fuzzy e proposta de um Geoindicador para caracterização do meio físico da Bacia do Rio do Peixe. SOBREIRA.pdf >. Projeto Curitiba Informações Básicas sobre o Meio Físico: subsídios para o planejamento territorial: Folha Curitiba – 1:100.000. Revista Brasileira de Cartografia. 48 p.br/lise/2004/08.br/col/dpi.gov. Acesso em: 14 jun. 14-19 abr. Ouro Preto. Tese (Doutorado em Geotecnia)-Escola de Engenharia de São Carlos . 1996. PFALTZGRAFF.pdf > Acesso em: 14 jun.cprm.20/doc/@sumario. Mapa. 2010.. Dissertação (Mestrado) . Estudo Geoambiental do Concelho de Sesimbra. 11. SOUZA. GES/PMA.2010. In: SEMANA DE ESTUDOS SICEG. . Cartografia e Diagnóstico Geoambiental Aplicados ao Ordenamento Territorial do Município de Mariana-MG. Atlas geoambiental: subsídios ao planejamento territorial e à gestão ambiental da bacia hidrográfica do Rio Ribeira do Iguape. 2005. 2010. Disponível em: < http://marte.cprm. Geodiversidade do Brasil: conhecer o passado para entender o presente e prever o futuro. 1996. Rio de Janeiro: CPRM. Universidade de Lisboa. Frederico Garcia. Notas de aulas do curso de fotointerpretação. T. Estudo de Zoneamento Geoambiental com Imagens TM/Landsat na região do alto-médio Paraíba do Sul..USP. Recife: CPRM. Zoneamento Geoambiental do Município de Aracaju. 649-657.13. THEODOROVICZ. p. In: Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. THEODOROVICZ.htm >.br/publique/media/dou_sandra_silva.ufrj. il. Acesso em: 14 jun.pdf > Acesso em: 14 jun. São Paulo: CPRM.16 OHARA. J. 26-31 out.). RIVEREAU. Salvador: INPE. 1998. SOBREIRA. 37-122. J. Disponível em: < http://www.. 8. C. Angela Maria de Godoy.inpe. 2005. Anais.gov.Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa. mapas.br/publique/media/geodiversidade_brasil. São Paulo: CPRM. Sonia de Cruz. JIMENEZ.).25. Sistema de Informações Geoambientais do da Região Metropolitana do Recife. São Carlos. Angela Maria de Godoy. ARACAJU (Município). Fotografias Aéreas . p. Mapas. Frederico Garcia. 109 p.dpi. Disponível em: < http://www. MG. Pedro Augusto dos S et al (Coord. Antonio. THEODOROVICZ. Ângela Maria de Godoy. Leonardo Aandrade.gov. MATTOS.2010 SILVA. SERGIPE (Estado). José Francisco do. Disponível em: < http://www. 264 p. n. 2003. SP. 2005. Disponível em: < http://www.. 2010. Ouro Preto. São Paulo: CPRM/COMEC. 347 p. R.Aplicações Técnicas..inpe. F. 1994. Projeto Curitiba: Atlas Geoambiental da Região Metropolitana de Curitiba: subsídio ao planejamento Territorial. 1972.cprm.. 1995. Sistema de Informações Georreferenciadas – SIG.. THEODOROVICZ.rbc. 2005. Sandra Fernandes da. 1 CD-ROM. J. 2008. R.br/publique/media/atlas_geoambiental. Aracaju. THEODOROVICZ. SILVA.br/_pdf_57_2005/57_3_03.

Douglas R. 77 p. Acesso 3m 14 jun.gov.1. Gilberto E. Zoneamento ecológico-econômico da região integrada de desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – Fase. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA GEOTÉCNICA E GEOAMBIENTAL. . SCO-MI. VEDOVELLO.pdf > Acesso em: 14 jun. SP. 5.redetec. São Carlos. Disponível em: < http://www. 2010.pdf >. RAMGRAB. 2010 TRAININI. Atlas geoambiental das Bacias Hidrográficas dos Rios Mogi-Guaçu e Pardo-SP: subsídios para o planejamento territorial e gestão ambiental. v. Escala 1:250. 2004.. A.. URATZUKA. 2004.cprm.br/publique/media/relat_zee_ride. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA GEOTÉCNICA E GEOAMBIENTAL. São Carlos. 10 mapas. SP: ABGE. Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo. ORLANDI FILHO. 2010. São Carlos. et al. Disponível em: < http://www. 2000. Rio de Janeiro: CPRM.pdf > Acesso em: 14 jun.GATE.org. SP.. Mapas TRAININI. C. Mapa Geoambiental. CANTARINO. São Carlos.. Aplicações da Cartografia Geotécnica e Geoambiental no Planejamento Urbano. Angela Maria de Godoy. Carta Geoambiental da Região Hidrográfica do Guaíba. Disponível em: < http://www.). Ricardo. Programa Informações para Gestão Territorial . . 2004. SP. Tema 6. Sonia de Cruz.cu/CD1/Temas/Percepcion%20R%20y%20SIG/Martha%20Rodriguez/Trabajo%20G EOINFO%202004%20Martha. Atlas Geoambiental de la Cuenca Hidrográfica Ariguanabo.iga. A..17 THEODOROVICZ. K. Porto Alegre: CPRM/FEPAM/PRÓ-GUAÍBA. Douglas R. . Martha Rosa Rodrigues et al. 2004. GIOVANNINI. THEODOROVICZ. V. 2001.br/publique/media/DiagnosticoCartografiaGeotecnica. Relato. C. Cássio Roberto da (Coord. 2003.000. EMBRAPA. TOMINAGA. 5. 3 v. In: SILVA. VIERO. Antonio. L. 16 – 18 nov.. Mesa redonda. São Paulo: CPRM.. Diagnóstico preliminar da Cartografia Geotécnica e Geoambiental no Brasil.