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APOSTILA DE DIREITO CIVIL
SUCESSÕES

DIREITO CIVIL – PARTE ESPECIAL – SUCESSÕES I – SUCESSÃO EM GERAL DIREITO DAS SUCESSÕES CONCEITO: é o conjunto de normas que regulam a transmissão do patrimônio de alguém que morreu. ABERTURA DA SUCESSÃO MOMENTO DA TRANSMISSÃO DA HERANÇA. O PRINCÍPIO DA “SAISINE”: com a morte real, abre-se a sucessão, transmitindo automaticamente o domínio e a posse da herança, aos herdeiros legítimos e herdeiros testamentários do “de cujus”, sem solução de continuidade e ainda que estes ignorem o fato; quanto aos legatários, a situação é diferente, adquirem a propriedade dos bens infungíveis desde a abertura da sucessão, mas a dos fungíveis só pela partilha; em decorrência do princípio da “saisine”, a capacidade para suceder é a do tempo da abertura da sucessão, que se regulará conforme a lei então em vigor; outra, conseqüência do aludido princípio consiste em que o herdeiro que sobrevive ao “de cujus”, ainda que por um instante, herda os bens por este deixados e os transmite aos seus sucessores, se falecer em seguida. ESPÉCIES DE SUCESSÃO: - legítima (“ab intestato”): decorre da lei. - testamentária: decorre de disposição de última vontade, ou seja, de testamento ou codicilo. - a sucessão poderá ser, simultaneamente, legítima e testamentária quando o testamento não compreender todos os bens do “de cujus”, pois os não incluídos passarão a seus herdeiros legítimos (art. 1.574). - a sucessão pode ser classificada, ainda, quanto aos efeitos, em a título universal (dá-se quando o herdeiro é chamado a suceder na totalidade da herança, fração ou porcentagem dela; pode ocorrer tanto na sucessão legítima como na testamentária; o sucessor é denominado herdeiro) e a título singular (o testador deixa ao beneficiário um bem certo e determinado, denominado “legado”, como um veículo ou um terreno, por ex.; o sucessor é denominado “legatário”); a sucessão legítima é sempre a título universal e a testamentária pode ser a título universal ou singular. ESPÉCIES DE SUCESSORES: - legítimo: é o indicado pela lei, em ordem preferencial. - testamentário ou instituído: é o beneficiado pelo testador no ato de última vontade com uma parte ideal do acervo, sem individuação de bens. - a pessoa contemplada em testamento com coisa certa e determinada não é herdeiro testamentário ou instituído, mas legatário. - herdeiro necessário: é o descendente ou ascendente sucessível, ou seja, é todo parente em linha reta não excluído da sucessão por indignidade ou deserdação. - herdeiro universal: é o herdeiro único, que recebe a totalidade da herança, mediante auto de adjudicação (e não de partilha) lavrado no inventário. 1

de escritura pública ou termo judicial.que houverem sido autores ou cúmplices em crime de homicídio voluntário. simultaneamente. tácita (resultante de conduta própria de herdeiro) ou presumida (quando o herdeiro permanece silente. possuía bens em lugares diferentes. nestes casos a lei defere a herança a pessoas da família do “de cujus” (herdeiros legítimos indicados expressamente no art. lançado nos autos do inventário (art. portanto. a inibiram de livremente dispor dos seus bens em testamento ou codicilo. II . pode ser expressa (por declaração escrita). 1. geralmente do credor.aos ascendentes (pais.603 . em havendo herdeiro necessário. sendo chamados.aos descendentes (filhos. também.745). que será seu representante legal até que apareçam os herdeiros ou até ser declarada herança vacante (reconhecimento da inexistência de herdeiros).708.595. sendo. obrigatoriamente. verificada a jacência da herança. esse artigo estabelece a ordem de preferência das pessoas que devem suceder. 1. e 1. ou incorreram em crime contra a sua honra. a pedido de alguém interessado.). um acervo de bens sem dono. entretanto. que podem ser assim resumidos: atentado contra a vida. ela pode ser de duas espécies: abdicativa (propriamente dita) ou translativa (cessão. ineficácia ou caducidade de testamento e. ou legatários: I . os herdeiros. por violência ou fraude. netos. além disso. 1. II – SUCESSÃO LEGÍTIMA (ou “ab intestato”) CONCEITO: ela é dada em caso de inexistência. a sucessão testamentária pode conviver com a legítima. não é qualquer ato ofensivo. a uma herança duas ou mais pessoas. se o autor da herança não tinha domicílio certo.741 a 1. contra a honra e contra a liberdade de testar do “de cujus”. 1. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar. IV. mas somente os expressamente consignados no art. formando-se assim. 1. ACEITAÇÃO OU ADIÇÃO DA HERANÇA: é o ato pelo qual o herdeiro anui à transmissão dos bens do “de cujus”. Art. ou tentativa deste. ou quando o testador dispõe apenas de parte de seus bens. 1. II . 2 . bisnetos etc. sua administração será entregue a um curador (nomeado livremente pelo juiz).603.TRANSMISSÃO DA HERANÇA: abre-se a sucessão no lugar do último domicílio do falecido (este é o foro competente para o processamento do inventário. confirmando-a. quanto à posse e ao domínio.580). em relação aos bens nele não compreendidos.que. RENÚNCIA DA HERANÇA: é o negócio jurídico unilateral. se. será indivisível o seu direito. há de ser expressa e constar. depois de notificado para que declare. ocorrida por lei com a abertura da sucessão. ou lhe obstaram a execução dos atos de última vontade. entretanto. Art. HERANÇA JACENTE: é aquela que não possui herdeiros (ou são desconhecidos ou renunciaram à herança). DOS QUE NÃO PODEM SUCEDER: o herdeiro ou legatário pode ser privado do direito sucessório se praticar contra o “de cujus” atos considerados ofensivos. ao Poder Público. desistência). até ultimar-se a partilha (art.595 . passando os bens ao domínio público. avós etc. se aceita ou não a herança). na falta destas. o da situação dos bens.A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte (herdeiros legítimos): I . 1.581).que a acusaram caluniosamente em juízo. pelo qual o herdeiro manifesta a intenção de se demitir dessa qualidade.). tal ordem é denominada “ordem de vocação hereditária”) e. III .São excluídos da sucessão (arts. em prazo não superior a 30 dias. ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro). de indignidade. será. ou do lugar em que ocorreu o óbito. solene (a sua validade depende de observância da forma prescrita em lei). que a lei considera capaz de acarretar tal exclusão. a quem a lei assegura o direito à legítima.

aos Municípios. 10 e § 1° da LICC e 5°.São absolutamente incapazes de adquirir por testamento os indivíduos não concebidos até à morte do testador.aos colaterais. sobrinhos etc. o analfabeto. gratuito.III . V . concorrem descendentes. como exemplos podem ser citados os arts.719.627). que herdam representando o pai pré-morto). com os ascendentes do falecido. basta que este seja oriundo de um deles. podem testar.719 . 1. salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos e a exceção aberta em favor dos sobrinhos. Art.São incapazes de testar: I . todas podem fazer testamento válido. CAPACIDADE PARA FAZER TESTAMENTO (ATIVA): a lei só aponta quatro classes de pessoas incapazes de testar (expressamente consignados no art. “causa mortis”. por exemplo. e a sucessão por representação quando chamado a suceder em lugar de parente mais próximo do autor da herança. até o 4° grau (irmãos .3° grau.2° grau. 1. que poderá concorrer. o falido. 1. as pessoas que o Código Civil declara incapazes para adquirir por testamento são somente as mencionadas nos arts. o direito de representação ou estirpe dá-se na linha reta descendente. Art. 1. TESTAMENTO CONCEITO: é um ato de última vontade. estabelecendo que deverá prevalecer a lei mais favorável ao cônjuge brasileiro.Não podem também ser nomeados herdeiros. ao Distrito Federal ou à União. XXXI da CF. que constituem. os mais próximos excluem os mais remotos. exceções.627 . tios . o cego.os menores de 16 anos. pelo qual o autor da herança dispõe de seus bens para depois da morte e faz outras disposições. - SUCESSÃO POR REPRESENTAÇÃO OU ESTIRPE: dá-se a sucessão por direito próprio quando a herança é deferida ao herdeiro mais próximo. fora estas. que não puderem manifestar a sua vontade. Art.os que. IV .os loucos de todo o gênero. 1. a sucessão que não obedecer a essa ordem é considerada anômala ou irregular. nem legatários: 3 . nunca na ascendente. CARACTERÍSTICAS: ato personalíssimo. III . salvo se a disposição desde se referir à prole eventual de pessoas por ele designadas e existentes ao abrir-se a sucessão. negócio jurídico unilateral. ausente ou incapaz de suceder. o pródigo etc. se por exemplo.. não estejam em seu perfeito juízo. IV . porém pré-morto. dentro de uma mesma classe. revogável. como consta da legislação de alguns países. solene. que não forem pelo Código Civil declaradas incapazes. assim.os surdos-mudos. o filho prefere ao neto. a preferência estabelece-se pelo grau: o mais afastado é excluído. em testamento ou codicilo. que regulam a sucessão de bens de estrangeiros situados no País. II .718 e 1. ao testar.ao cônjuge (ou companheiro) sobrevivente (marido ou mulher sobrevivente). portanto. III – SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA CONCEITO: é decorrente de expressa manifestação de última vontade. CAPACIDADE PARA ADQUIRIR POR TESTAMENTO (PASSIVA): podem adquirir por testamento as pessoas existentes ao tempo da morte do testador.718 . desse modo.

pode ser utilizado pelo autor da herança para várias finalidades. em presença de cinco testemunhas. e) reabilitar herdeiro indigno.as testemunhas do testamento. e irmãos. DIREITO DE ACRESCER: é quando o testador contempla vários beneficiários (co-herdeiros ou colegatários). a lei faculta ao testador encarregar pessoa de sua confiança de cumprir as disposições de sua última vontade. c) legar móveis. que a totalidade ou parte ideal do patrimônio do “de cujus”. como médicos. ou os seus ascendentes.a concubina do testador casado. LEGADOS: é a coisa certa e determinada deixada alguém. d) nomear e substituir testamenteiros. denominado legatário. escreveu o testamento (art. difere-se da herança. nem o seu cônjuge. sem necessidade de declinar o motivo. lido perante cinco testemunhas e por elas também assinado. CLASSIFICAÇÃO: 4 . ou aprovar o testamento. na presença de cinco testemunhas. e. g) reconhecer filho havido fora do matrimônio. em testamento ou codicilo. na falta deste. telegrafistas etc. o herdeiro encarregado de cumpri-lo é chamado de onerado.público – é o escrito pelo tabelião (ou oficial-maior do tabelionato. propugnar a sua validade. IV .o oficial público. constitui liberalidade “mortis causa” a título singular.656 e 1. ou por alguém a seu rogo. . especiais . e um dos concorrentes vem a faltar.a pessoa que. na falta de testamenteiro nomeado pelo testador. não mui valiosas. de seu uso pessoal.638. nem o comandante. e só tem eficácia após o auto de aprovação lavrado por oficial público. f) destinar verbas para o sufrágio de sua alma. estando o testador a bordo de navios de guerra ou mercante (incluídos nesta expressão os de turismo e transporte de pessoas).I . em porções não determinadas. perante quem se fizer. em testamento ou codicilo. civil ou militar. descendentes. ou escrivão. ao herdeiro nomeado pelo juiz. que estejam participando de operações de guerra. II . TESTAMENTEIRO: é o executor do testamento. denomina-se prelegado ou legado precípuo. FORMAS: ordinários . CODICILO: é o ato de última vontade.. deixando-lhes a mesma herança.marítimo – utilizado somente em situações emergenciais. defender a posse dos bens da herança e requerer ao juiz que lhe conceda os meios necessários para cumprir as disposições testamentárias. dentro ou fora do País. a execução testamentária compete ao cabeça-de-casal. assim como o que fizer. como: a) fazer disposições sobre o seu enterro. III . capelães. de acordo com o ditado ou as declarações do testador. 1. enfermeiros. conjuntos ou separados. que o substituem) em seu livro de notas. ou escrevente autorizado. ou o mesmo legado. aos quais incumbe cumprir as obrigações do testamento. 1. é elaborado por militar e outras pessoas a serviço do exército em campanha.657). quando atribuído a herdeiro legítimo (que passa a cumular as qualidades de herdeiro e legatário). . em viagem de alto-mar.particular (ou hológrafo) – o que o caracteriza é o fato de ser inteiramente escrito e assinado pelo testador.cerrado (secreto ou místico) – é o escrito pelo próprio testador. REVOGAÇÃO: pode o testador revogar o ato que contém a sua última manifestação de vontade quando lhe aprouver. I. engenheiros. a rogo. pode nomear.militar – utilizado somente em situações emergenciais. um ou mais testamenteiros. . b) deixar esmolas de pouca monta. destinado porém a disposições de pequeno valor. roupas ou jóias.

1. mas procede-se apenas a uma transferência de bens da quota disponível para a legítima. Art. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar. de disposição testamentária originariamente válida. se se tratar de bem fungível.São excluídos da sucessão (arts.595. ou a cláusula testamentária. pode faltar o beneficiário em casos de premoriência. 1.Legado de coisa certa já pertencente ao legatário . só o adquire com a partilha. ou seja. bisneto etc.Legado de coisa: . afetando a legítima.Legado de coisa alheia . além das causas previstas no art. ou legado. ou incorreram em crime contra a sua honra. prevendo a hipótese de as pessoas beneficiadas (herdeiros ou legatários). no mesmo testamento ou em posterior.que. podendo transmitir todo os seu patrimônio (que. por violência ou fraude. mediante disposição testamentária motivada em uma das causas previstas em lei. pois. que ocorre quando o testador deixa de contemplar. bisavô etc.) sucessível. HERDEIROS NECESSÁRIOS: é o descendente (filho.Legado de imóvel AQUISIÇÃO DOS LEGADOS: pelo princípio da “saisine”. renúncia e nãoimplemento da condição imposta pelo testador. dispondo da metade disponível em favor de herdeiro não necessário ou de terceiro.) ou ascendente (pai. se não existe descendente nem ascendente.Legado de coisa ou quantidade localizada .708. excluir da sucessão quem praticou atos condenáveis contra o “de cujus”.744 e 1.745.que a acusaram caluniosamente em juízo. que corresponde à metade dos bens do testador.que houverem sido autores ou cúmplices em crime de homicídio voluntário.Legado de crédito ou de quitação de dívida . se o nomeado faltar. distingue-se também da erepção. poderão aqueles pleitear a redução das disposições testamentárias e das doações. pode ser deixada livremente. em testamento.Legado de usufruto . acolhido no art. não aceitarem ou não poderem aceitar a herança. e 1. neto. exclusão (por indignidade. ou lhe obstaram a execução dos atos de última vontade.Legado de coisa singularizada . adquire desde logo o domínio e a posse da herança. 1. este adquire apenas o domínio de coisa infungível. a outra denominada porção (ou quota disponível).Legado de coisa comum .595 . 5 .718 e 1. a inibiram de livremente dispor dos seus bens em testamento ou codicilo. avô. DESERDAÇÃO: é o ato unilateral pelo qual o testador exclui da sucessão herdeiro necessário. III . II . ou alguém consecutivamente a ele.721) assegura o direito à legítima.729). autorizam a deserdação as mencionadas nos arts. embora ambas tenham a mesma finalidade. não se anula o testamento. qual seja. nomear-lhes substitutos (art.572.719). 1.741 a 1. não se confunde com indignidade. o testador desfruta de plena liberdade. REVOGAÇÃO OU ADENÇÃO DOS LEGADOS: o testador revoga o legado. 1.Legado de alimentos . CADUCIDADE DOS LEGADOS: vem a ser a ineficácia. o mesmo não ocorre no tocante ao legatário. SUBSTITUIÇÕES: pode o testador. aberta a sucessão. por causa ulterior. os herdeiros. 1. não se divide em legítima e porção disponível) a quem desejar. se a quota disponível deixada a terceiros ultrapassar o limite de 50%.745). a ele a lei (art. a indicação de certa pessoa para recolher a herança. substituição vem a ser. 1. o herdeiro necessário. incapacidade ou falta de legitimação). ou tentativa deste. os herdeiros necessários não podem ser privados da legítima. é todo parente em linha reta não excluído da sucessão por indignidade ou deserdação. ou legatários: I . exceto às pessoas declaradas incapazes de adquirir por testamento (arts. o herdeiro (legítimo ou testamentário). expressa ou tacitamente.. IV. neste caso. 1.

isto é. intencionalmente. b) o arrolamento comum. de ofício. INVENTÁRIO: apura-se o patrimônio do “de cujus”. para o levantamento de pequenas quantias deixadas pelo falecido. dívidas do falecido e cumprimento dos legados).031. 6 . autorizam a deserdação dos descendentes por seus ascendentes: I . IV . a contar do falecimento do “de cujus”. III . o imposto é calculado com acréscimo da multa de 10%. expendido-se o respectivo formal. bens ou valores. à relação. IV – INVENTÁRIO E PARTILHA . no inventários não requeridos dentro do prazo de 60 dias da abertura da sucessão. ou com o marido da filha ou neta. ao prestar as primeiras e as últimas declarações. que se inicie. para quando os bens do espólio não exceder a 2. mesmo que todas as partes sejam capazes. se nenhuma das pessoas legitimadas requerer a abertura do inventário no prazo de 30 dias. 1. proceder-se ao inventário. se o atraso for superior a 180 dias). II . por motivo justo. 1. então. descrição e avaliação dos bens deixados. malgrado os bens imóveis permaneçam ainda em nome do “de cujus” no Registro de Imóveis. se houver retardamento. ou o padrasto. o juiz determinará. ou pelo herdeiro que não indica bens em seu poder. e estar encerrado dentro dos 6 meses subseqüentes. III . ainda: o arrolamento sumário. Art.relações ilícitas com a madrasta. II .Além das causas mencionadas no art.595. vendidos em vida pelo “de cujus” etc. o inventário constitui processo judicial de caráter contencioso e deve ser instaurado no último domicílio do autor da herança. é indispensável.desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade. afirmando não existirem outros por inventariar. há hoje. cobram-se as dívidas ativas e pagam-se as passivas. abrangendo bens de qualquer valor. cada qual na proporção da parte que naquela lhe couber (constituem encargos da herança: despesas funerárias.ofensas físicas. na forma do art.Semelhantemente. mediante auto de adjudicação (e não de partilha) lavrado no inventário. aplicável também ao pedido de adjudicação quando houver herdeiro único. como saldos bancários.Taxa Referencial). o juiz poderá dilatar o aludido prazo. 1. pode ser requerido alvará judicial. também se avaliam os bens e pagam-se os legados e o imposto “causa mortis”.desamparo do filho ou neto em alienação mental ou grave enfermidade. 1.000 ORTNs.injúria grave. mas. mesmo que o falecido tenha deixado um único herdeiro (nesta hipótese não se procede à partilha. além do inventário tradicional e solene.840 BTNs (com a extinção dos referidos índices. para que sejam conferidas e igualadas as respectivas legítimas. que será homologada de plano pelo juiz mediante a prova de quitação dos tributos. feita a partilha. para a hipótese de todos os interessados serem maiores e capazes e concordarem em fazer partilha amigável. colação é o ato pelo qual os herdeiros descendentes que concorrem à sucessão do ascendente comum declaram no inventário as doações e os dotes que dele em vida receberam.744 . cada Estado pode instituir multa como sanção pela não-observância desse prazo (No Estado de São Paulo. por elas responde a herança. após. e de 20%.injúria grave. autorizam a deserdação dos ascendentes pelos descendentes: I .745 . deve ser requerido no prazo de 30 dias.aberta a sucessão.Art. 1. quando omite. ou ainda omite os doados pelo “de cujus” e sujeitos à colação. ou sabidamente de terceiros. sob pena de sonegados. e à subseqüente partilha. vintena do testamenteiro. procede-se a partilha. quanto as dívidas do falecido. correspondentes a 13.ofensas físicas. o inventário será sempre judicial. outorga de escrituras relativas a imóveis. sonegar é ocultar bens que devem ser inventariados ou levados à colação e constitui infração que pode ser praticada pelo inventariante. a atualização passou a ser feita pela TR . V . o domínio e a posse da herança transmitem-se desde logo aos herdeiros do falecido. é necessário. além das causas enumeradas no art. IV . mas apenas à adjudicação dos bens a este.desonestidade da filha que vive na casa paterna..relações ilícitas com a mulher do filho ou neto.595. só respondem os herdeiros.

PARTILHA: terminado o inventário. as partilhas podem ser amigáveis (resultam de acordo entre interessados maiores e capazes) e judiciais (realizadas no processo de inventário quando não há acordo entre os herdeiros ou sempre que um deles seja menor ou incapaz). o juiz facultará às partes que formularem o pedido de quinhão e. trata-se de uma complementação da partilha. no prazo de 10 dias. especialmente pela descoberta de outros bens. destinada a suprir omissões desta. a sentença que a homologa retroage os seus efeitos a esse momento (“ex tunc”). por alguma razão. mas por força da abertura da sucessão. o despacho de deliberação da partilha. se houver um único herdeiro. faz-se-lhe a adjudicação dos bens. partilham-se os bens entre os herdeiros e cessionários. ficam sujeitos à sobrepartilha os bens que. resolvendo os pedidos das partes e designando os bens que devam constituir o quinhão de cada herdeiro e legatário. proferirá. o herdeiro adquire o domínio e a posse dos bens não em virtude da partilha. em seguida. 7 . não tenham sido partilhados no processo de inventário. findo o inventário. separando-se a meação do cônjuge supérstite.