TEORIA IV/4 – INSS

BENEFÍCIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL AO IDOSO E AO DEFICIENTE – LOAS
1. 2. 3. LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993. DECRETO Nº 6.214, DE 26 DE SETEMBRO DE 2007. DECRETO Nº 7.617, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011.

f) família para cálculo da renda per capita, conforme disposto no § 1º do art. 20 da Lei nº 8.742/1993: conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo teto, assim entendido, o requerente, o cônjuge, a companheira, o companheiro, o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido, os pais, e o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido; Nota¹: O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante comprovação de dependência econômica e desde que não possuam bens suficientes para o próprio sustento e educação; Nota²: O filho ou o irmão inválido do requerente que não esteja em gozo de benefício previdenciário ou do Benefício de Prestação Continuada, em razão de invalidez ou deficiência, deve passar por avaliação médico pericial para comprovação da invalidez. g) renda mensal bruta familiar: a soma dos rendimentos brutos auferidos mensalmente pelos membros da família composta por salários, proventos, pensões, pensões alimentícias, benefícios de previdência pública ou privada, comissões, pró-labore, outros rendimentos do trabalho não assalariado, rendimentos do mercado informal ou autônomo, rendimentos auferidos do patrimônio, Renda Mensal Vitalícia e Benefício de Prestação Continuada, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 19 do Decreto 6.214/2007, o qual transcrevemos na íntegra: "O valor do Benefício de Prestação Continuada concedido a idoso não será computado no cálculo da renda mensal bruta familiar a que se refere o inciso VI do art. 4o, para fins de concessão do Benefício de Prestação Continuada a outro idoso da mesma família." h) não serão computados como renda mensal bruta familiar: I - benefícios e auxílios assistenciais de natureza eventual e temporária; II - valores oriundos de programas sociais de transferência de renda; III - bolsas de estágio curricular; IV - pensão especial de natureza indenizatória e benefícios de assistência médica, conforme disposto no art. 5o; V - rendas de natureza eventual ou sazonal, a serem regulamentadas em ato conjunto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do INSS; e VI - remuneração da pessoa com deficiência na condição de aprendiz. Anteriormente a idade mínima para ter direito ao benefício era de 70 anos, mas com a edição de novas leis, a idade teve redução conforme quadro abaixo: Idade Mínima 70 anos 67 anos 65 anos

O benefício de assistência social será prestado, a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, conforme prevê o art. 203, V da Constituição Federal. A regulamentação deste benefício se deu pela Lei 8.742/93, conhecida como Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), e do Decreto 1.744/95, os quais estabelecem os seguintes requisitos para concessão: a) b) c) d) Ser portador de deficiência ou ter idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos para o idoso não-deficiente; Renda familiar mensal (per capita) inferior a ¼ do salário mínimo; Não estar vinculado a nenhum regime de previdência social; Não receber benefício de espécie alguma, salvo o de assistência médica; Comprovar não possuir meios de prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família;

e)

Para análise do direito ao Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-LOAS), instituída pela Lei nº 8.742/93, serão consideradas como: a) idoso: aquele com idade de 65 (sessenta e cinco) anos ou mais; b) pessoa portadora de deficiência (PPD): é aquela incapacitada para a vida independente e para o trabalho, ou seja, aquela que apresenta perdas ou reduções da sua estrutura, ou função anatômica, fisiológica, psicológica ou mental, de caráter permanente, em razão de anomalias ou lesões irreversíveis de natureza hereditária, congênita ou adquirida, que geram incapacidade para viver independentemente ou para exercer atividades, dentro do padrão considerado normal ao ser humano, consoante estabelece a súmula 29 da Turma Nacional de Uniformização dos JEFs; c) incapacidade: fenômeno multidimensional que abrange limitação do desempenho de atividade e restrição da participação, com redução efetiva e acentuada da capacidade de inclusão social, em correspondência à interação entre a pessoa com deficiência e seu ambiente físico e social; d) família: o conjunto de pessoas que vivam sob o mesmo teto, assim entendido o cônjuge, o companheiro ou a companheira, os pais, os filhos e irmãos não emancipados de qualquer condição, menores de 21 (vinte e um) anos ou inválidos, e os equiparados a filhos, caso do enteado e do menor tutelado (na forma do art. 16 da Lei nº 8.213/1991); e) família incapacitada de prover a manutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa: aquela cujo cálculo da renda per capita, que corresponde à soma da renda mensal bruta de todos os seus integrantes, dividida pelo número total de membros que compõem o grupo familiar, seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário mínimo.

Período 1º de janeiro de 1996 a 31 de dezembro de 1997 1º de janeiro de 1998 a 31 de dezembro de 2003 A partir de 1º de janeiro de 2004

Lei Art. 38 da Lei nº 8.742/1993 Lei nº 9.720/1998 Artigo 34 da Lei nº 10.741/2003

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Perícia Médica A avaliação da deficiência e do grau de incapacidade será composta de avaliação médica e social. As avaliações serão realizadas, respectivamente, pela perícia médica e pelo serviço social do INSS, por meio de instrumentos desenvolvidos especificamente para este fim. A avaliação médica da deficiência e do grau de incapacidade considerará as deficiências nas funções e nas estruturas do corpo, e a avaliação social considerará os fatores ambientais, sociais e pessoais, e ambas considerarão a limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação social, segundo suas especificidades. Menores de 16 Anos de Idade Para fins de reconhecimento do direito ao Benefício de Prestação Continuada às crianças e adolescentes menores de 16 (dezesseis anos) de idade, deve ser avaliada a existência da deficiência e o seu impacto na limitação do desempenho de atividade e restrição da participação social, compatível com a idade, sendo dispensável proceder à avaliação da incapacidade para o trabalho. Carência Não há carência para a concessão do benefício de assistência social uma vez que a própria legislação prevê que não há necessidade de contribuição, dentro dos requisitos pré-estabelecidos. Renda Mensal O valor mensal do benefício de assistência social, também denominado LOAS, é de 1 (um) salário mínimo federal por mês, na forma de benefício de prestação continuada. Revisão do Benefício O benefício de prestação continuada deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem. Poderá haver a transformação do benefício entre espécies, sendo desnecessária a cessação de uma espécie para concessão da outra, se for verificado, por exemplo, que o beneficiário da espécie 87 (deficiente) preenche os requisitos exigidos para a espécie 88 (idoso). Se durante o processo de revisão for apurada a concessão irregular de um Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-LOAS) em virtude de omissão do requerente ao declarar o grupo e a renda familiar, e se verificar que atualmente o requerente preenche todas as condições estabelecidas pelo LOAS para concessão de outro benefício, deve-se cessar o benefício mais recente e conceder novo benefício. Se for constatado que por erro administrativo foi concedido benefício assistencial a casal de idosos, antes do Estatuto do Idoso, sem observar os critérios estabelecidos no parágrafo único do art. 34 do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), o INSS deve cessar o benefício mais recente e, em seguida, conceder novo benefício.

Empresa e empregador doméstico
A legislação trabalhista cuidou de estabelecer, sobretudo, no artigo 2º da CLT, o que vem a ser o conceito de Empregador para o Direito do Trabalho, no contexto previdenciário. Considera-se empregador aquela pessoa, física ou jurídica, que assumindo os riscos inerentes a atividade econômica, contrata trabalhadores para, mediante o pagamento de salário, dirigir a prestação de serviços. Veja o artigo da CLT: Consolidação das Leis do Trabalho. Art.2 Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva, que, assumindo os riscos de atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. Contudo é necessário observar que na relação empregatícia, também há a figura do empregador por equiparação. São os casos dos profissionais liberais e as associações de beneficência que admitem pessoas para a prestação de serviços. Na realidade, para estes profissionais, a legislação preferiu criar a figura do empregador por equiparação, tendo em vista que a simples análise do artigo 2º da CLT, poderia não dar ensejo à caracterização da relação empregatícia propriamente dita. Consolidação das Leis do Trabalho Artigo 2º.... § 1º. Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. Desta forma, atualmente é mais simples admitir que EMPREGADOR seja todo aquele que utiliza força de trabalho de outrem, mediante pagamento de salário, desenvolver alguma atividade laborativa, pouco importando a finalidade. 1.2 – Características Aprofundando um pouco no conceito de empregador conforme definido na CLT, pode-se dizer que: É o empregador quem assume os riscos da atividade econômica. Desta forma, tanto o lucro, quanto o prejuízo, somente por este deve ser suportado, não podendo ser transferido para o empregado. O empregador admite o empregado mediante a obrigação de lhe pagar salário, isto é, não há empregador que admite empregado de graça. É também, o empregador, responsável pela direção de sua atividade, possuindo o poder de direção e organização, o poder de controle e o poder disciplinar. Todavia, acerca dos poderes do empregador, entendemos que a análise de cada item, em separado, é mais viável. 1.3 -Os Poderes do Empregador  Poder de Direção e organização do Empregador  Sendo o empregado um trabalhador subordinado, está sujeito ao poder de direção do empregador.  Também tem todo o direito de organizar o seu empreendimento, decorrente até mesmo do direito de propriedade.  É o empregador quem estabelece qual a atividade que será desenvolvida: agrícola, comercial, industrial, de serviços etc.  Da mesma forma, também é o empregador é que determina o número de funcionários, os cargos, funções, local de trabalho, etc.

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Dentro do poder de organização é que se encontra a possibilidade do empregador regulamentar o trabalho, elaborando o regulamento de empresa.

Se o empregador decidir recolher FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Trabalho) para seu empregado doméstico, deverá preencher Cadastro Específico do INSS (CEI) e a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). Depois de assinar a Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado doméstico, o patrão deverá fazer inscrição do trabalhador na Previdência Social pela Internet ou em uma agência. Para fazer a inscrição é preciso apresentar a carteira de trabalho do empregado com o registro, documentos pessoais do trabalhador e do empregador. Quando a empregada doméstica estiver em licença maternidade, o empregador deverá pagar à Previdência Social somente a quota patronal. 

1.3.1 -Poder de Controle  O empregador tem o direito de fiscalizar e controlar as atividades de seus empregados.  Não é vedado pela lei que os empregados sejam revistados no final do expediente, porém não poderá ser a revista feita de maneira abusiva ou vexatória, ou seja, deverá ser moderada.  A própria marcação do cartão de ponto é decorrente do poder de fiscalização do empregador sobre o empregado, de modo a verificar o correto horário de trabalho de obreiro, que inclusive tem amparo legal.  É que nas empresas de mais de 10 empregados é obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, devendo haver a assinalação do período de repouso.  1.3.2 -Poder Disciplinar  O empregado poderá ser advertido e suspenso. A advertência muitas vezes é feita verbalmente. Caso o empregado reitere o cometimento de uma falta, aí será advertido por escrito. Na próxima falta será suspenso.  O empregado não poderá, porém, ser suspenso por mais de 30 dias, o que importará a rescisão injusta do contrato de trabalho (art. 474 CLT).  Normalmente o empregado é suspenso por 1 a 5 dias.  Não é necessário, contudo, que haja gradação nas punições do empregado.  A lei não veda que o empregado seja demitido diretamente, sem antes ter sido advertido ou suspenso, desde que a falta por ele cometida seja realmente grave.  Todavia, o melhor seria que na primeira falta o empregado fosse advertido verbalmente; na segunda fosse advertido por escrito; na terceira fosse suspenso; na quarta fosse demitido. 1.4 – Outros Tipos de Empregadores 1.4.1 -Empregador Rural: O empregador rural, conforme dispõe o artigo 3º da lei 5.889/73, é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que explore atividade agro¬econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por meio de prepostos e com auxilio de empregados. Ainda quanto o conceito de empregador rural, entendemos importante esclarecer algumas questões: a) prédio rústico: é o imóvel situado no campo, ou o imóvel que situado na cidade, se destine a atividade agro-econômica. b) O importante para a caracterização do empregador rural é a atividade agro-econômica, e não o fato do imóvel se situar na área rural. 1.4.2 -O Empregador Doméstico O empregador doméstico contribui de maneira diferenciada para a Previdência Social. Ele paga mensalmente 12% sobre o salário de contribuição de seu(s) empregado(s) doméstico(s), enquanto os demais patrões recolhem sobre a folha salarial. Cabe ao empregador recolher mensalmente à Previdência Social a sua parte e a do trabalhador, descontada do salário mensal. O desconto do empregado deverá seguir a tabela do salário de contribuição. O recolhimento das contribuições do empregador e do empregado domésticos deverá ser feito em guia própria (Guia da Previdência Social - GPS), observados os códigos de pagamento.

Analisando a definição do empregado doméstico, podemos chegar à conclusão de que empregador doméstico nada mais é que, é toda pessoa física ou família que admite trabalhador doméstico, para exercer serviços de natureza não lucrativa e contínua, em seu âmbito residencial. Note-se que somente podem ser empregadores domésticos pessoas físicas ou famílias, não se admitindo pessoas jurídicas, que geralmente preconcebem uma atividade de finalidade lucrativa. Uma vez definida a questão da impossibilidade de o empregador ser pessoa jurídica, importante se torna a definição do que vem a ser o conceito de família para o direito do trabalho, vez que a segunda parte do artigo 1º da Lei 5859/72, admite, expressamente, a possibilidade de ser a família o próprio empregador doméstico. É que na realidade, neste caso, não somente quem firma o contrato de trabalho deve ser considerado como empregador doméstico, pois o conceito de família é bastante amplo, abrindo a possibilidade de figurar como empregador doméstico todas as pessoas que residem na residência, como os filhos, sobrinhos e demais dependentes. Há autores, contudo, que consideram que o conceito de família deve ser analisado restritivamente, caracterizando-se como membros de uma família tão somente, os cônjuges e filhos, e, mais ninguém.

Decadência e prescrição
Agora iremos analisar a prescrição e a decadência aplicada às contribuições previdenciárias, matéria que passou por julgamento de inconstitucionalidade, teve alterações e, finalmente, foi regulamentada na Instrução Normativa RFB nº 971/2008. 1. CONCEITOS Antes de entender especificamente os prazos de prescrição e decadência, é necessário entendermos alguns conceitos teóricos: Conforme conceitos exarados pelo Professor Dr. Ismal Gonzalez, no artigo “Decadência e Prescrição - Natureza Jurídica da Contribuição Social - Prazo Quinquenal”: “A decadência relaciona-se à perda do direito da pretensão de declarar determinado ato jurídico, seja constituindo-o ou desconstituindo-o. Decadência indica a extinção do direito pelo decurso do prazo fixado a seu exercício, portanto é igual à caducidade ou prazo extintivo ou preclusivo.

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A decadência da contribuição previdenciária é a perda do direito de a Previdência Social, sujeito ativo, constituir o crédito tributário com o lançamento em certo período; enquanto a prescrição corresponde à perda do direito de ação para a cobrança desse crédito, após decorrido um lapso de tempo, contado da data de sua constituição definitiva. A prescrição pode ser conceituada como a perda do direito de ação pelo nãoexercício no prazo legal, para a cobrança do crédito previdenciário junto ao contribuinte. Violado seu direito, nasce para a Previdência Social a pretensão de pleitear judicialmente a condenação do devedor ao pagamento da prestação devida, a qual se extingue, pela prescrição.” Assim, podemos dizer que a decadência é o direito que tem a Fiscalização previdenciária de constituir o crédito (antes do lançamento por homologação) e a prescrição é o prazo para que o fisco cobre o débito do contribuinte, através de ação administrativa ou judicial. Cabe entender, também, que as contribuições previdenciárias estão sujeitas ao lançamento por homologação, conceituado no art. 150, caput, do Código Tributário Nacional - CTN: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.” O lançamento por homologação aplica-se a praticamente todos os impostos e contribuições. Na prática, a legislação prevê um prazo para que a obrigação tributária seja cumprida, ou seja, um prazo para pagamento. O contribuinte deverá pagar o tributo no prazo estabelecido, sem que exista necessidade de a Fazenda ter qualquer tipo de manifestação. Por exemplo, a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento vence sempre no dia 20 do mês seguinte ao da competência, e, sem a necessidade de que a empresa ou equiparado seja intimado pelo INSS, haverá a obrigação de pagá-la no prazo. Vale ressaltar que, havendo o pagamento integral da contribuição previdenciária no prazo legal, extingue-se o crédito tributário, e aí não há que se falar em decadência ou em prescrição, conforme art. 156, I do CTN. Voltando ao conceito de decadência e prescrição, temos, na prática, o seguinte esquema: - Ocorre o fato gerador Inicia o prazo decadencial para a Fazenda constituir o crédito tributário, conforme regras que veremos a seguir. - Constituído o crédito tributário Inicia o prazo prescricional para a Fazenda cobre o crédito tributário, através de ação administrativa ou judicial. 2. PRAZOS DE DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO Os prazos de prescrição e decadência das contribuições previdenciárias estavam originalmente previstos nos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 (já revogados, conforme veremos a seguir), que assim dispunham, na redação do caput: “Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados:” “Art. 46. O direito de cobrar os créditos da Seguridade Social, constituídos na forma do artigo anterior, prescreve em 10 (dez) anos.”

Assim, a Previdência Social tinha, na redação já revogada, dez anos para constituir o crédito (prazo decadencial) e, após a constituição do crédito, mais dez anos para cobrá-lo, administrativa ou judicialmente. Ocorre que em 20/06/2008 o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a Súmula Vinculante nº 8, com a seguinte redação: “Súmula Vinculante nº 8 - São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com o julgamento da inconstitucionalidade, passaram a ser aplicados às contribuições previdenciárias os prazos gerais de decadência e prescrição da legislação tributária, previstos nos arts. 173 e 174 do CTN, que assim dispõem, na redação do caput: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: (...)” “Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva.” Portanto, a partir de 20/06/2008, data de publicação da Súmula Vinculante nº 8, a Previdência Social passa a ter cinco anos para constituir o crédito tributário (prazo decadencial) e, após a constituição do crédito, mais cinco anos para cobrá-lo, administrativa ou judicialmente. O assunto foi, finalmente, regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 971/2009, artigo 443, que assim dispõe: “Art. 443. A extinção do direito de a RFB apurar e constituir os créditos tributários, bem como o prazo de prescrição da ação para cobrança desses créditos obedecerão ao disposto no CTN.” 3. CONTAGEM DOS PRAZOS DE DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO Conforme a redação do art. 443 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, que transcrevemos acima, aplica-se à decadência e à prescrição das contribuições previdenciárias o que dispõe o CTN. Sendo assim, passamos a analisar a contagem dos prazos de cinco anos para decadência e prescrição, conforme disposto nos arts. 173 e 174 do CTN. 3.1. Contagem do Prazo Decadencial Conforme o art. 173 do CTN, o direito de a Fazenda Pública (no caso específico do nosso trabalho a RFB) constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Nas contribuições previdenciárias, o lançamento por parte da RFB poderá ocorrer a partir do momento em que o contribuinte deixou de pagar o tributo ou pagou valor menor ao devido. Por exemplo: Folha de pagamento do mês de janeiro/2012 Vencimento da contribuição em 20.02.2012 Lançamento pode ser efetuado pela RFB a partir de 21.02.2012 Prazo para constituir o crédito tributário inicia em 1º.01.20113 e se extingue em 31.12.2017 3.2. Contagem do Prazo Prescricional Conforme o art. 174 do CTN, a ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos, contados da data da sua constituição definitiva. 4

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Assim, uma vez constituído o crédito tributário, a RFB terá cinco anos para iniciar o processo de cobrança administrativa ou judicial. 4. APLICAÇÃO PRÁTICA Vamos exemplificar a teoria que vimos acima da seguinte forma: Empresa com folha de pagamento de empregados não recolheu nem informou na GFIP as contribuições previdenciárias da competência 01/2009, com vencimento em 20/02/2009. a) Prazo decadencial: A RFB tem prazo até 31/12/2014 para constituir o crédito tributário Digamos, então, que em 10/03/2010, a empresa foi notificada, através de Auto de Infração, do lançamento do débito relativo à competência 01/2009. Através do Auto de Infração ficou, portanto, constituído o crédito tributário. b) Prazo prescricional: A RFB tem prazo até 10/03/2015 para ajuizar ação administrativa ou judicial de cobrança do débito relativo à competência 01/2009.

O QUE FOI TRATADO NAS 4 APOSTILAS DE DIREITO PREVIÊNCIÁRIO PARA O INSS:    1 Seguridade Social. 1.1 Origem e evolução legislativa no Brasil. 1.2 Conceituação. 1.3 Organização e princípios constitucionais. 2 Legislação Previdenciária. 2.1 Conteúdo, fontes, autonomia. 2.3 Aplicação das normas previdenciárias. 2.3.1 Vigência, hierarquia, interpretação e integração. 3 Regime Geral de Previdência Social. 3.1 Segurados obrigatórios, 3.2 Filiação e inscrição. 3.3 Conceito, características e abrangência: empregado, empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso e segurado especial. 3.4 Segurado facultativo: conceito, características, filiação e inscrição. 3.5 Trabalhadores excluídos do Regime Geral. 4 Empresa e empregador doméstico: conceito previdenciário. 5 Financiamento da Seguridade Social. 5.1 Receitas da União. 5.2 Receitas das contribuições sociais: dos segurados, das empresas, do empregador doméstico, do produtor rural, do clube de futebol profissional, sobre a receita de concursos de prognósticos, receitas de outras fontes. 5.3 Salário-de-contribuição. 5.3.1 Conceito. 5.3.2 Parcelas integrantes e parcelas não-integrantes. 5.3.3 Limites mínimo e máximo. 5.3.4 Proporcionalidade. 5.3.5 Reajustamento. 5.4 Arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social. 5.4.1 Competência do INSS e da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 5.4.2 Obrigações da empresa e demais contribuintes. 5.4.3 Prazo de recolhimento. 5.4.4 Recolhimento fora do prazo: juros, multa e atualização monetária. 6 Decadência e prescrição. 7 Crimes contra a seguridade social. 8 Recurso das decisões administrativas. 9 Plano de Benefícios da Previdência Social: beneficiários, espécies de prestações, benefícios, disposições gerais e específicas, períodos de carência, salário-de-benefício, renda mensal do benefício, reajustamento do valor dos benefícios. 10 Manutenção, perda e restabelecimento da qualidade de segurado. 11 Lei n.° 8.212, de 24/07/1991 e alterações posteriores. 12 Lei n.º 8.213, de 24/07/1991 e alterações posterioreds. 13 Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999 e alterações posteriores; 14 Lei de Assistência Social – LOAS: conteúdo; fontes e autonomia (Lei n° 8.742/93 e alterações posteriores; Decreto nº. 6.214/07 e alterações posteriores). DE QUE FORMA O CONTEÚDO FOI ABORDADO.

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RECURSOS DAS DECISÕES ADMINISTRATIVAS
Recurso é um mecanismo processual que permite à parte, que não ficou satisfeita com uma decisão de uma autoridade julgadora (ou de um órgão julgador), pedir uma nova decisão sobre o mesmo assunto, a ser tomada por uma instância mais alta. Das decisões do INSS nos processos de interesse dos beneficiários da seguridade social, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Das decisões da Secretaria da Receita Federal do Brasil nos processos de interesse dos contribuintes da seguridade social, caberá recurso para o 2º Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda (Lei nº 11.457/2007, art. 29). É de 30 dias o prazo para interposição de recursos, contados da ciência da decisão. A partir da data da interposição do recurso, inicia-se a contagem do prazo de 30 dias para a outra parte oferecer contra-razões. É facultativo o oferecimento de contra-razões pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RPS, art. 305, § 5º). 1. INSTÂNCIAS RECURSAIS a) Matéria de interesse dos beneficiários 1ª Instância do CRPS: Junta de Recursos - JR, com a competência de: julgar os recursos interpostos contra decisões prolatadas pelos órgãos regionais do INSS. 2ª Instância do CRPS: Câmaras de Julgamento - Caj, com a competência de: julgar os recursos interpostos contra decisões proferidas pelas Juntas de Recursos que infrinjam lei, regulamento, enunciado ou ato normativo ministerial. b) Matéria de interesse dos contribuintes 2º Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda.    

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SURGIMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL A Previdência Social no Brasil DA PREVIDÊNCIA SOCIAL REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – RGPS Beneficiários do RGPS Segurados Obrigatórios Segurado Empregado Segurado Empregado Doméstico Segurado Trabalhador Avulso Segurado Especial Segurado Contribuinte Individual Segurado Facultativo Dependentes Invalidez do Dependente – Condições para recebimento de Pensão Emancipação do Dependente Inválido – Condições para recebimento de pensão Cônjuge, Companheira ou Companheiro Companheiro ou Companheira Homossexual Comprovação do Vínculo e da Dependência Econômica Filiação e inscrição Qualidade de Segurado e forma de inscrição na Previdência Social Segurados Garantidos por Acordos Internacionais MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO Manutenção da Qualidade de Segurado

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TEORIA IV/4 – INSS

Período de Graça Perda da Qualidade de Segurado Perda da Qualidade de Segurado - Efeitos Perda da Qualidade de Dependentes Quadro Sinótico da Perda de Qualidade de Dependente PLANO DE BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Distribuição dos Benefícios e serviços, segundo a categoria dos beneficiários Carência Exigida Perda de Qualidade de Segurado - Efeitos na Carência Regra de Transição Salário-de-Benefício (SB) Período Básico para Cálculo - PBC Cálculo do Salário-de-Benefício Aposentadoria por tempo de Contribuição Aposentadoria por Invalidez, Especial, Auxílio-Doença e Acidente Aposentadoria por Idade Código e Descritivo de cada Espécie de Benefício Quadro Sinótico do Salário-de-benefício Relativo a cada Espécie Fator Previdenciário – FP Cálculo do Fator Previdenciário Limites da Renda Mensal do Benefício – Exceções Situações em que o benefício é menor que o salário mínimo Situações em que o benefício é maior que o máximo do Salário-de-Contribuição Reajuste do Valor do Benefício Data de Pagamento dos Benefícios Acidente do Trabalho Situações Equiparadas a Acidente do Trabalho Comunicação do Acidente do Trabalho BENEFÍCIOS DO RGPS Salário-Família Carência Beneficiários Renda Mensal do Benefício Forma de Pagamento do Salário-Família Falta de Documentação – Suspensão do Pagamento Data de Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico do Salário-Família Auxílio-Doença Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Requerimento do Benefício Segurado com mais de um Vínculo de Emprego ou Atividade Identificação da Incapacidade Data do Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico do Auxílio-Doença Auxílio-Acidente Diferença entre Auxílio-Acidente e Auxílio-doença Acidentário (auxílio-doença) Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Recebimento Concomitante de benefícios Situações Previstas que dão Direito ao Auxílio-Acidente Situações que não dão Direito ao Auxílio-Acidente Data do Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico do Auxílio-Acidente Salário-Maternidade Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial

Incidência Previdenciária Duração do Salário-Maternidade Nascido Morto ou Natimorto Aborto Não-Criminoso Adoção de Criança Segurada Desempregada ou Aposentada Recebimento Concomitante de Benefícios Data do Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico do Salário-Maternidade Pensão por Morte Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Pensão em Caráter Provisório – Morte Presumida Data do Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico da Pensão por Morte Auxílio-Reclusão Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Conversão em Pensão por Morte Condições de Suspensão do Benefício Data do Início do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico do Auxílio-Reclusão Aposentadoria por Idade Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Aposentadoria Compulsória Conversão de Benefício por Incapacidade/Auxílio-Doença em Aposentadoria por Idade Permanência ou Retorno à Atividade por parte do Aposentado Data de Início do Benefício Cessação do Benefício Perda da Qualidade de Segurado Quadro Sinótico da Aposentadoria por Idade Aposentadoria Especial Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP Agentes Nocivos do Trabalho Exercício Sucessivo em Duas ou mais Atividades Especiais - Conversão Conversão de Tempo Especial para Comum Conversão de Tempo Especial para Comum entre Regimes - Vedação Conversão de tempo Comum para Especial Retorno ao Trabalho sem Perda da Aposentadoria - Possibilidade Data de Início do Benefício Perda do Direito ao Benefício - Cessação Quadro Sinótico da Aposentadoria Especial Aposentadoria por Invalidez Verificação da Condição de Incapacidade Carência Beneficiários Salário-de-benefício Renda Mensal Inicial do Benefício Doença Preexistente Acréscimo de 25% sobre o salário-de-benefício Data de Início da Concessão da Aposentadoria por Invalidez Cessação do Benefício Quadro Sinótico da Aposentadoria por Invalidez Aposentadoria por Tempo de Contribuição (Serviço) Carência

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TEORIA IV/4 – INSS

Beneficiários Renda Mensal Inicial Professor – Redução no Tempo de Contribuição Aposentadoria Proporcional Tempo de contribuição Comprovação do Tempo de Contribuição Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição Permanência ou Retorno à Atividade por parte do Aposentado Data do Inicio do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico da Aposentadoria por Tempo de Contribuição Abono Anual (13º Salário) Beneficiários Valor do Abono Anual Prazo para Pagamento Benefício de Assistência Social ao Idoso e ao Deficiente - LOAS Perícia Médica Menores de 16 anos de Idade Beneficiário Incapaz de Gerir o Próprio Benefício Beneficiário Carcerário Pagamento a Mais de um Membro da Família - Condições Carência Beneficiários Renda Mensal Inicial Data do Início do Benefício Revisão do Benefício Cessação do Benefício Quadro Sinótico - LOAS Serviços do Regime Geral de Previdência Social – RGPS Carência Beneficiários Processo de Habilitação e Reabilitação Profissional Programa Profissional Certificado de Conclusão do Processo de Reabilitação Profissional Obrigação das Empresas Serviço Social Carência Beneficiários Recebimento Concomitante de Benefícios Outras Considerações Regras Gerais CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Restituição Procedimentos para a Restituição Retenção de INSS Indevida ou a Maior Retenção de Contribuição Previdenciária na Cessão de Mão-de-Obra ou Empreitada Reembolso do Salário-Família e Salário-Maternidade Compensação Impossibilidade de Compensação Crédito há Mais de 5 Anos Compensação Não Declarada – Multa sobre o Valor Total do Débito Ratificação do Pedido de Restituição e Compensação DA ORGANIZAÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL Conselho Nacional de Previdência Social – CNPS Competência do CNPS Reuniões do CNPS Competência dos Órgãos Governamentais Representantes dos Trabalhadores – Estabilidade no Emprego Conselhos de Previdência Social – CPS Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS Juntas de Recursos Conselho Pleno Gratificação dos Membros do CRPS CADASTRO NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS

Cadastro de Trabalhadores Cadastro de Empregadores Cadastro de Vínculos Empregatícios, Remunerações e Recolhimentos Acumulados de Vínculos Empregatícios e Remunerações Cadastro do CNIS como Prova Perante o INSS Informações Inseridas Extemporaneamente ou fora do Prazo Anexos Anexo I - Códigos para Recolhimento INSS, Alíquotas por FPAS e Terceiros Anexo II - Tabela de Expectativa de Sobrevida divulgada pelo IBGE – 2000 A 2008 Anexo III - Relação das Situações que dão Direito ao Auxílio-acidente Anexo IV - Classificação dos Agentes Nocivos

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