ESTUDO SOBRE BABILÔNIA - UM SISTEMA MUNDIAL Introdução:- Foi-nos solicitado o estudo dentro do tema “Babilônia” dentro de “Conquistando

Cidades Para Cristo”, para uma Classe de Estudos Bíblicos. Havia um esboço preparado, no entanto fomos pesquisar o tema. Algumas poucas coisas já conhecíamos, outras aprendemos lendo o material existente que estava disponível. Há muito mais a ser aprendido. Preparamos para duas ministrações de 90 minutos, o estudo completo demandaria muito mais tempo. Pretendemos ampliar o estudo futuramente. Vimos que na realidade existe muito pouco material sobre o assunto, talvez por falta de coragem para publicá-los ou falta de coragem para admiti-lo em sua totalidade e publicamente. Passamos aos amados um pouco do que aprendemos. Incentivamos o estudo do tema pela sua grandeza e pela sua atualidade.

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Babilônia significa “porta de Deus”, tornou-se, no entanto, significado de confusão, Babilônia é mais do que uma cidade ou uma nação. Representa um sistema mundial. Outros nomes: Babel, Sinear e Caldéia. Fundação:- condição antidiluviana da terra que foi destruída pelo dilúvio por causa da grande maldade dos homens. - ordem de Deus após o dilúvio: Povoar toda a terra - Gen. 9.1,7. - pecado de Cão e Canaã contra Noé. - Cuxe e Ninrode:  Cuxe: outros nomes: Bel (confundidor) e Merodaque (Jer. 50.2), também chamado de Caos - Junus, deus da mitologia de duas faces, uma Cuxe e outra Ninrode – pai e filho à semelhança de Deus-Pai e Deus-Filho. Ainda é chamado de Ninus e Hermes.  Ninrode. Gen. 10.8-12 -> fundador das cidades: Babel, Ereque, Acade e Calné. - Na Assíria:- Nínive, Reobote-Ir, Cala e Rezem. É chamado de “caçador de homens”. Babel – Em desobediência à ordem do Senhor, mencionada acima, iniciaram a construção de uma torre para atingir o céu – Ver Gen. 11.4 e 6. Essa torre era um templo religioso dedicado à astrologia e ao zodíaco, onde as pessoas viveriam agrupadas, desobedientes a Deus, e assim o Redentor não viria. Idolatria – Em Babilônia se inicia a idolatria (feitura de imagens) na face da terra que até então não se tem notícia. - Semírames – a deusa virgem, mãe do deus Ninrode – a mãe deusa. Era uma mulher muito má, prostituta e muito astuciosa. - Ninrode era considerado um deus. Coabita com sua própria mãe que dele engravida. Este é morto, segundo alguns por Sem, segundo outros pela própria mãe/esposa. - Nascimento de Tamuz - A letra T na escrita babilônica era uma + cruz. A cruz também era adorada na Babilônia. É um símbolo de maldição, morte. Os romanos condenavam os criminosos e os inimigos, à cruz (Pompeu em 200 AC, após a guerra dos Macabeus usou quase toda a madeira da Judéia fazendo cruzes para matar judeus). Em 70 DC Tito fez igual, após a destruição de Jerusalém. Hitler, o matador de seis milhões de judeus, também espírita, usava a suástica (cruz nazista). A cruz invertida é símbolo da Nova Era. Tamuz, a reencarnação do pai, se torna o divino filho de deus e sua mãe, a mãe de deus. Aí surge a figura da “madona”, a bela mulher virgem com o “menino-deus” no colo. - Reprodução da idolatria – a figura da “rainha-dos-céus” aparece em várias partes do mundo. Também as de Cuxe, Ninrode e Tamuz:

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Kronus e Saturno. Ernebogus (semente do profeta Cuxe), divindade negra e má Anglo-Saxônica. Osíris pai, Ísis mãe, Hórus filho, no Egito. Havia a representação da mulher Ísis amamentando o “deus-filho”. Bel -> baal -> belus (guerra). Baco, filho de Cuxe – o deus do vinho. Krishna, na Índia. Deoius, na Ásia. Hórus, no Egito. Júpiter, Grécia e Roma. Wat yun – China. Adonis (caçador de homens). Balder, na Escandinávia. Deusa-mãe, em Creta. Afrodite, Síria e Fenícia. Zeus, na Grécia. Adam. Em Ezequiel 8.14, temos a adoração pelos judeus a Tamuz. Marduque, é o mesmo “moloque ou moleque”. Jer. 32.35-36. Dimensões da cidade de Babilônia:- Segundo Heródoto, um historiador dos tempos antigos, a cidade tinha muralhas externas de 90 m. de altura por 25 m de largura e 95 km. de comprimento. Foi construída literalmente sobre as águas. O rio Eufrates a atravessava ao meio, havia diversos canais e um fosso circundando a cidade: defesa, navegação (comércio), irrigação e suprimento de água. - Jardins suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo, foi presente de Nabucodonor à sua esposa. Hoje a engenharia não sabe como foram transportados os enormes blocos de pedra e colocados de forma a não caber uma lâmina de canivete em seus vãos. - Imagem de Nabucodonor foi avaliada em 1975 em U$30 milhões e os adornos e objetos de ídolos em U$ 200 milhões. - Belsazar – Daniel 5.24-31. Os medo-persas entraram pelo rio Eufrates e dominaram a cidade de Babilônia. - Cativeiro judeu -> Foi no cativeiro babilônico de 70 anos que os judeus conhecem e desenvolvem o sistema bancário já existente. - Há notícias de planos de reconstrução atuais, por parte do Iraque e de outras organizações. Conclusão:Vimos nesta lição que Babilônia é o berço das grandes abominações contra o Senhor nosso Deus. Satanás usou a sua “artimanha” para confundir os homens pós dilúvio e estabelecer um sistema contra o Reino de Cristo. Ali surgiram:Idolatria Astrologia e zodíaco (horóscopo, mapa astral, previsões, etc.) Espiritismo. Homenagem a mortos tornando-os deuses. Magia negra.

Na próxima lição veremos a continuação do sistema babilônico e sua influência sobre o sistema religioso, principalmente na igreja romana, na economia, nos costumes, e sobre o mundo até os “últimos tempos”.

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No domingo passado vimos várias características da cidade de Babilônia. Hoje vamos ver que o sistema mundial iniciado em Babel continua presente e disseminado na face da terra, principalmente através da igreja romana (“católica”). Idolatria:- os deuses babilônicos se espalharam pelo mundo, principalmente entre os gregos através de sua mitologia que foi importada para o império romano. Como vimos, a figura da “rainha-dos-céus”, a “mãe de deus”, a figura da bela mulher virgem com o filho no colo foi absorvida pela igreja romana como a falsa Maria, a “mãe de deus”. Cremos que Maria, a serva do Senhor, foi muito abençoada por Deus, mas necessitou da salvação através de Cristo Jesus. As diversas formas da virgem aparecem em muitas nações e lugares com nomes locais como na antiguidade. Os santos tomando forma de “intercessores e mediadores” tendo diversos poderes, como na mitologia grega. Somente Jesus Cristo é o nosso mediador (I Timóteo 2.5). Também o culto aos “santos” com seus dias santificados, é uma forma de culto a mortos que é tanto condenada na Bíblia. Veremos abaixo mais sobre este assunto. Breve histórico da Igreja Cristã:- Até o terceiro século a Igreja iniciada em Jerusalém, o real, o verdadeiro modelo cristão, se reunia em pequenos grupos, principalmente em lugares ocultos dentro das casas, em cavernas, florestas e até em cemitérios subterrâneos (catacumbas). Embora perseguida cruelmente, crescia de forma assustadora e desse modo o poder romano vendo que todo o império se tornaria cristão, “aderiu” (entre haspas) ao cristianismo. Na realidade satanás mudou sua forma de atuar. Foi através do imperador Constantino, o adorador do deus-sol, que o cristianismo se torna religião “oficial”. Tudo aquilo que Satanás através da perseguição não conseguiu fazer em cerca de trezentos anos, a oficialização conseguiu em pouco tempo com a falsa paz. A igreja iniciante (“primitiva”) não tinha:- seminários/escolas, edifícios, sons, músicos, imprensa e literaturas, influência política, etc. Mas tinha: Comunhão, amor aos não alcançados, poder do Espírito Santo, discipulado e treinamento práticos (II Timóteo 2.2). A partir de Constantino, entram na Igreja oficial:- construções de grandes catedrais, divisão entre o clero e os leigos, grandes seminários e escolas de religião, música sacra, influência política, idolatria, mariolatria, cristianização das festas pagãs e paganização das festas cristãs. Enfim, alianças diabólicas. Sabemos que sempre houve grupos e movimentos fiéis à Palavra que não concordaram com as mudanças. Esses grupos agora sofriam perseguições, sendo aniquilados pela própria igreja chamada “cristã” a igreja romana que se prostituiu com os ídolos, festas e costumes pagãos. Alguns desses grupos são: os valdenses, anabatistas, lolardos, etc. Constituíam-se de pessoas das quais o mundo não era digno. Isso persistiu até o movimento da “Reforma” iniciado com Martinho Lutero. Algumas festas pagãs cristianizadas: - Natal Comércio – Época de grandes vendas e lucros. Papai-Noel – O “santo” romano Nicolau dá origem a essa figura que predomina no mês de dezembro. Esse mesmo principado se transforma depois no rei-momo. “Natalis Invicti Solis” ou “nascimento vitorioso do sol”. É o solstício celebrado entre os povos pagãos do hemisfério norte, data em que, segundo esses povos, o sol renasce, se fortalece e os dias voltam a ficar mais longos. A data de 25 de dezembro foi oficializada pelos “imperadores romanos cristãos”.

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Árvore de Natal – Era usada na adoração a Ninrode e a Semírames, que era uma árvore-trono babilônico por onde entram os espíritos dos demônios. Árvores são usadas até hoje em rituais espiritualistas. Vejamos algumas passagens bíblicas sobre o assunto: Jeremias 10.3-4, Deuteronômio 16-21 (proibição de árvore junto ao altar), Oséias 4.13. - Velas – renascimento do deus-sol durante as noites ou em ambientes sem a luz solar. - Guirlandas – Coroas para homenagear mortos, convite nas portas à entrada de demônios, ritual oferecido a Ninrode, Semírames e Tamuz. A única coroa que aparece na Bíblia é a maldita coroa de espinhos colocada na cabeça de nosso Senhor. Devemos pensar bem no significado da coroa antes de a enviarmos aos mortos. - Presépio – idolatria. Havia na Babilônia como culto a Baal. - Troca de presentes – havia esse costume na festa do deus-sol (25/12). Não confundir os presentes dos magos a Jesus. - Glutonaria – As pessoas comiam tanto que eram obrigadas a vomitar para comerem mais, fato esse que se repetia entre os pagãos. - E JESUS? Nessa festa romana Ele é apenas um bebê indefeso e impotente. O nosso verdadeiro JESUS nasceu, viveu, morreu na cruz, ressuscitou e está à direita do Pai, acima de todo principado e potestade, de quem recebeu todo o poder nos céus e na terra. JESUS CRISTO É SENHOR! Aleluia. A nossa posição espiritual é descrita em Efésios 2.6. Páscoa:- Coelho – a figura do coelho vem da Babilônia, onde representa a deusa da fertilidade. No culto a essa deusa existe a figura do ovo em seu altar para ser levado para casa. O Cordeiro pascal foi substituído pelo coelho, um animal imundo, segundo a lei mosaica. No século XVIII a igreja romana consagrou o ovo como símbolo da páscoa, transforma-lo em chocolate foi apenas mais passo do mundo comercial. - Sentido da páscoa: Sua celebração pelos hebreus apontava para o Messias que havia de vir. Foi o livramento da morte dos primogênitos mortos pelo anjo, através da aspersão do sangue do cordeiro imaculado sobre os umbrais das portas. Foi também a passagem da escravidão de Faraó (satanás) para a liberdade (Cristo). - Sentido da ceia do Senhor: Dois elementos, o pão e o vinho simbolizando a carne pisada do Senhor para a nossa cura e o sangue derramado para a nossa libertação (salvação). Até isso a igreja romana deturpou, só distribui o pão (ou hóstia) aos participantes e ainda fala da transubstanciação. Devemos tomar a ceia entre nós, até aquele dia em que a tomarmos no grande banquete das bodas do Cordeiro (Jesus) com sua Noiva (Igreja), na eternidade. Finados - Foi a cristianização da festa de HALLOWEEN - A maldição das bruxas. A prática satânica de Halloween veio dos antigos druidas, um povo pagão que viveu na região da Inglaterra até o primeiro século depois de Cristo, quando foi destruído pelos romanos. Satanistas modernos reviveram esta prática nos Estados Unidos e a celebram na noite de 31 de outubro, a noite do terror, que era chamada de "Samhain". Nos Estados Unidos, na noite de halloween, crianças estão sendo sacrificadas. Queremos isto para o Brasil? Você quer isto para os seus filhos netos? Rainha-dos-céus:- Adoração à falsa Maria, que é a mesma Semírames, Ísis, Diana dos efésios e outras mulheres endeusadas em todo o mundo. Títulos papais:- A expressão “Vicarius Filii Dei” ou “em lugar do Filho de Deus é uma grande abominação ao Espírito Santo de Deus, o Consolador, enviado para ocupar o lugar de Jesus Cristo. Também a infabilidade papal que diz que os papas não erram, embora

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suas decisões tenham sido revogadas através da história. Devemos nos lembrar que a igreja romana promoveu “As Cruzadas”, aprovou a escravidão dos negros e dos escravos dizendo que não tinham alma, ignorou a perseguição e matança de judeus na “santa inquisição” e na Segunda Guerra Mundial, assassinou milhões de irmãos nossos e continuará a nos perseguir nos tempos finais. Comércio:- Nos dias atuais, vemos que a grandeza do centro comercial que imperou e ainda opera em Roma, foi transferida para diversas cidades. Vamos citar o exemplo de Nova Iorque, coincidentemente fundada “sobre as águas”, onde imperam as maiores bolsas de valores do planeta. Nesses mercados são negociados todos os tipos de mercadorias e riquezas. A imagem do grande touro em seu centro comercial certamente é uma abominação ao Senhor nosso Deus, figura do bezerro de ouro, a materialização da lembrança do Egito, construído pelo hebreus em rebelião a Deus. O atentado contra as “indestrutíveis” torres gêmeas ocorrido em 11 de setembro de 2001, é uma pequena mostra do que acontecerá a todo o sistema Babilônia. Vemos ressurgindo o antigo império romano com a unificação do comércio, livre trânsito, moeda única e, em breve, sistema religioso único em todas as 10 nações da Europa. Vemos no Apocalipse que a guerra espiritual no período da Grande Tribulação será travada contra esse sistema mundial em que o Anti-Cristo governará o mundo pessoalmente, por um breve espaço de tempo. Esse homem chefiará o “sistema Babilônia” no mundo e será derrotado finalmente pelo Senhor Jesus Cristo a quem toda a glória e o louvor e o poder para todo o sempre, Amém! Apocalipse 18. 4 “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela , povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Essa é a mensagem que fica para nós hoje, da parte do Senhor. Maranata, Vem Senhor Jesus!

Bibliografia:- Babilônia & Roma, A Diferença é o Nome (Renê Terra Nova) – Semente da Vida Ltda. - Desmascarando o Inimigo (Vanda Nicolau) – Ministério Francisco Nicolau - Apostila “Conquistando Cidades Para Cristo” – Francisco Nicolau – Min. Francisco Nicolau - Revista Conquistando Cidade Para Cristo – Émerson Garcia Dutra – Gráfica Aleluia - IPRB - Dicionário da Bíblia (Davis) . - Estudos diversos da Bíblia. Assis (SP) - 03/2002

Ivo Gomes do Prado.