A unidade de tempo que os historiadores usam é o século, que corresponde a 100 anos.

Essa unidade de tempo escreve-se em numeração romana. Se o ano termina em dois Se o ano não terminar em zeros, o número das centenas zeros, acrescenta-se uma indica o século. unidade ao número das centenas 1000 – Século X 1143 – (11+1) - Século XII 1500 – Século XV 1385 –(13+1) - Século XIV 2000 – Século XX 2006 –(20+1) - Século XXI Os acontecimentos podem se representados numa linha de tempo, a que se dá o nome de Friso cronológico.

Os primeiros Homens surgiram em África e espalhou-se pelo resto do Mundo.

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2,5 milhões de anos Homo habilis - Produz instrumentos; Caça, pesca, recolhe frutos, arranca raízes para se alimentar.

200 000 anos Homo erectus – Fabrica instrumentos em pedra; - Tem uma linguagem falada; - Sabe produzir fogo, usando para se proteger dos animais e cozinhar os alimentos.

40 000 anos Homo sapiens – Vive em cavernas; - Fabrica instrumentos - Enterra os seus mortos

10 000 anos Homo sapiens sapiens- Fabrica instrumentos mais complicados que usa para caçar e para tratar as peles dos animais, que usa para fabricar vestuário.

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A Península Ibérica é habitada, há muitos milhares de anos. Os seus primeiros habitantes eram nómadas, porque se tinham de deslocar de um local para outro à procura de alimentos e de melhor clima. Estes povos dedicavam-se à recolha de raízes e de frutos silvestres. Eram por isso povos recolectores, que viviam do que a Natureza lhes dava.

Mais tarde, há cerca de 5000 anos, estes povos começaram a fixar-se em várias regiões formando povoações (tornam-se sedentários) e dedicam-se à agricultura e à criação de animais. Já conheciam e usavam a roda e fabricavam utensílios de forma mais elaborada do que os nómadas, como cestos, tecidos de linho e de lã e objectos em barro.

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Os Iberos, os Celtas, os Celtiberos e os Lusitanos Os Iberos, vindos do Norte de África, foram o primeiro povo a habitar a Península Ibérica. Mais tarde surgiram os Celtas, povo guerreiro e agricultor vindo do centro da Europa. Estes dois povos deram origem aos Celtiberos. Entre as tribos celtiberas destacam-se os Lusitanos. Os Lusitanos viviam na região entre os rios Douro e Tejo e são antepassados dos Portugueses. Muitas vezes, os Celtiberos andavam em guerra entre si e, para melhor se defenderem, construíam as suas povoações no cimo dos montes, rodeados de muralhas. Essas povoações chamavam-se castros.

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Os Iberos, os Celtas, os Celtiberos na Península Ibérica

Fenícios, Gregos e Cartagineses Mil anos antes do nascimento de Cristo, chegaram outros povos à Península, vindos do Mar Mediterrâneo. Eram povos muito evoluídos, que navegavam no Mediterrâneo atraídos pelas riquezas da Península Ibérica e pela possibilidade de fazerem comércio. Estes povos foram os Fenícios (século VIII a. C), depois os Gregos e os Cartagineses(século VI a. C.) e mais tarde os Romanos. Ensinaram os povos que viviam na Península Ibérica a: - A exploração mineira; - A conservação do peixe com sal; - A produção do vinho; - A produção do azeite; - A escrita alfabética. - A utilização da moeda. Estes povos levavam da Península Ibérica: - Prata; - Cobre; - Estanho. Ofereciam em troca: - Objectos de cerâmica; - Objectos de vidro; - Tecidos; - Adornos;…

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Os Romanos Os Romanos vinham de Roma e queriam conquistar toda a Península Ibérica, mas os povos que aí se encontravam resistiram, sobretudo os Lusitanos, comandados por Viriato.

Os Romanos eram um povo muito avançado e trouxeram alguns dos seus costumes para a Península Ibérica, como por exemplo: . Desenvolveram indústrias de tecelagem e as olarias e exploraram as minas e as pedreiras; . Desenvolveram as culturas do trigo, da vinha e da oliveira; . Construíram cidades e locais de comércio; . Introduziram a moeda; . Construíram estradas e pontes; . Introduziram o Latim e mais tarde a religião cristã;

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Vestígios da presença romana na Península Ibérica

Os Romanos chegaram à Península Ibérica no século III a.C., contudo só conseguiram dominar toda a Península após dois séculos de lutas. a.C.
Séc. III Séc. II Séc. I
Nascimento de Cristo Séc. I Séc. II Séc. III

d. C.
Séc. IV

Séc.V
Chegada dos Bárbaros: Alanos; Vândalos; Suevos; Visigodos.

Séc. VI

Séc. VII

Séc.VIII

Chegada dos Romanos

Romanos dominam

Chegada Dos Muçulmanos

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A presença dos Romanos na Península Ibérica durou oito séculos. Tendo os habitantes da Península Ibérica adoptado a sua cultura (língua, costumes, religião, moeda, arte, …). A isso dá-se o nome de romanização.

Os Suevos, os Alanos, os Vândalos e os Visigodos No século V, o Império Romano foi invadido por vários povos que vinham do Norte da Europa. Os romanos chamaram a estes povos Bárbaros, por não falarem o latim. Destes povos (Suevos, Alanos, Vândalos e Visigodos), os Visigodos foram o povo que mais se destacou na Península Ibérica, mas como eram menos evoluídos que as populações romanizadas, adoptaram a cultura romana e acabaram por se tornar cristãos.

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Os Muçulmanos

Os Muçulmanos não conseguiram conquistar toda a Península. Os Cristãos refugiaram-se no norte montanhoso, nas Astúrias. Foi a partir dessa região que, no ano de 718, os Cristãos começaram a reconquista para sul. Após a primeira vitória sobre os Muçulmanos, formaram-se os reinos de leão, de Castela, de Navarra e de Aragão.

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Durante a Reconquista Cristã, D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, foi auxiliado por cruzados franceses nas lutas contra os mouros, entre os quais D. Henrique de Borgonha. D. Afonso VI, recompensou D. Henrique de Borgonha dando-lhe o Condado Portucalense e a sua filha D. Teresa, em casamento. Guimarães era a capital desse condado, D. Afonso Henriques filho de D. Henrique nasceu aí. Mas D. Henrique tinha que obedecer a D. Afonso VI, rei de Leão e Castela.

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O conde D. Henrique desejou tornar o Condado Portucalense independente. Lutou contra os Muçulmanos para alargar o território e contra D. Afonso VI para tornar o Condado Portucalense independente. Mas morreu, em 1112, sem o conseguir. D. Teresa, assumiu o governo do Condado Portucalense, pois D. Afonso Henriques, seu filho era muito novo, tinha apenas 4 anos de idade. Durante alguns anos, D. Teresa lutou para tornar o Condado independente do reino de Leão, mas aconselhada por um fidalgo da Galiza, Fernando Peres de Trava deixou de lutar por realizar o sonho, de seu marido D. Henrique. Alguns nobres Portucalenses não gostaram desta decisão de D. Teresa e apoiaram D. Afonso Henriques, que aos 14 anos se armou cavaleiro, e entrou em guerra com os exércitos de sua mãe. Em 24 de Junho de 1128, D. Afonso Henriques vence a sua mãe na batalha de S. Mamede e assume o governo do Condado Portucalense. Os seus principais objectivos eram:  Tornar o Condado Portucalense independente;  Alargar para sul o território do Condado, conquistando terras aos Muçulmanos. Em 1143, no Afonso VI, rei de Leão, foi obrigado a assinar com D. Afonso Henriques o Tratado de Zamora, que concedia a independência ao Condado. Nascia, assim o Reino de Portugal e D. Afonso Henriques tornava-se o primeiro rei de Portugal.
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Mas D. Afonso Henriques só foi reconhecido rei, pelo Papa, em 1179 pela Bula Papal “Manifestis Probatum”.

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Durante as lutas para conquistar terras ao Muçulmanos D. Afonso Henriques foi ajudado por cruzados, nobres, monges guerreiros e homens do povo.

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Só em 1249, no reinado de D. Afonso III, a reconquista cristã chegou ao fim no território português, com a conquista do Algarve. D. Afonso III passou a intitular-se “Rei de Portugal e dos Algarves”.

Território herdado por D. Afonso Henriques

Território conquistado até à morte de D. Afonso Henriques (1185)

Território conquistado no reinado de D. Sancho I

Território conquistado no reinado de D. Sancho II

No reinado de D. Afonso III os muçulmanos foram expulsos tendo-se conquistado todo o Algarve em 1249. Em 1297, foi assinado o Tratado de Alcanises, entre D. Dinis e o rei de Leão e Castela, D. Fernando.
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Como se vivia no séc. XIII
Os habitantes do reino de Portugal estavam divididos em três classes sociais: - O clero; - A nobreza; - A burguesia; - O povo.
O rei é o mais rico e o mais poderoso do reino. Pode convocar Cortes., ou seja, uma reunião de todos os nobres e os membros do clero para o aconselharem. Pode fazer as leis e fazer a justiça. Muitas vezes o rei, como recompensa, distribuía terras pelos nobres e pelo clero.

O clero orienta as populações na religião, dedicam-se ao ensino e ajudam os peregrinos, os pobres e os doentes. Estão divididos em: - Clero secular (padres e bispos) que está mais próximo das populações; - Clero regular (monges e freiras), vivem em mosteiros ou conventos e são donos de terras – os coutos.

A nobreza tem muitos privilégios. São donos de grandes propriedades, não pagam impostos e vivem em castelos ou paços. Em tempos de guerra, tem de combater ao lado do rei. Os homens da nobreza praticam equitação, caçam e entram em torneios, para treinarem para os combates. As mulheres tomam conta da casa, bordam ou passeiam.
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O povo trabalha a terra dos grandes senhores, seis dias por semana, paga impostos e para se divertirem tem as romarias, as procissões ou algumas festas nobres importantes. Viviam em casas muito pobres, com o chão de terra batida. A sua alimentação também era pobre: pão feito dos cereais que os nobres não queriam ou de castanhas, que comiam com toucinho, cebolas e alhos. Pagavam impostos e rendas aos nobres ou aos conventos cujas terras trabalhavam.

A burguesia dedica-se ao comércio. Enriquecem com as viagens que realizam e adquirem novos conhecimentos. As terras do rei chamavam-se – Reguengos As terras do clero chamavam-se – Coutos As terras dos nobres chamavam-se - Senhorios E existiam, ainda os Concelhos, que eram povoações, vilas ou aldeias, a quem o rei, ou um senhor da nobreza concedia uma carta de foral. Carta de foral era um documento que estabelecia os direitos e os deveres dos habitantes de cada Concelho. Os habitantes do Concelho frequentavam as feiras para vender ou trocar os seus produtos, comprar aqueles que precisavam, mas também para se divertirem.

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A FORMAÇÃO DE PORTUGAL
Conhecer a importância de D. Dinis no desenvolvimento de Portugal.

Casou com D. Isabel de Aragão, mais tarde chamada Rainha Santa Isabel pelos milagres que fez (O Milagre das Rosas). Está sepultado no Convento de Santa Clara em Coimbra.

D. Dinis foi um hábil administrador e tudo fez para engrandecer o país. Fundou vários castelos e povoações. Protegeu :

• a agricultura • o comércio • indústria • marinha • a instrução (as letras) AGRICULTURA
• Mandou plantar os pinhais de Leiria e
Azambuja.

AS LETRAS

• Fundou a Universidade de Coimbra. • Nos documentos passou a usar-se a língua
portuguesa em vez do latim.

• Mandou plantar vinhas e pomares.

Em 1297, D. Dinis assinou o Tratado de Alcanises com o rei de Leão e Castela, D. Fernando, fixando definitivamente a fronteira entre os dois países.

Durante o reinado de D. Dinis houve pestes e epidemias que dificultaram o desenvolvimento de Portugal. A D. Dinis sucedeu D. Afonso IV, seu filho.

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 D. Afonso IV

Durante o seu reinado a Peste Negra matou um terço da população portuguesa. Os campos foram abandonados por falta de quem neles trabalhasse o que provocou uma grande falta de alimentos. A D. Afonso IV sucedeu D. Pedro

 D. Pedro

A D. Pedro sucedeu D. Fernando, seu filho.

Durante o reinado de D. Fernando a crise económica tornouse muito grave. D. Fernando tentou resolver a crise publicando a “Lei das Sesmarias”. A “Lei das Sesmarias” dizia que: 1º- Os donos que não cultivassem as suas terras perdiam o direito a elas. 2º- Os mendigos eram obrigados a abandonar as cidades e a trabalharem nos campos. 3º Diziam quanto tinham de ganhar os trabalhadores rurais. Quando D. Fernando morreu, surgiu em Portugal, outra grave crise: A sua única filha, D. Beatriz, tinha casado com o rei de Castela. Logo que o rei de Castela soube que o pai de D. Beatriz, sua esposa, tinha morrido, ordenou a D. Leonor Teles, viúva de D. Fernando, que aclamasse D. Beatriz rainha de Portugal. D. Leonor Teles, aconselhada por João Fernandes Andeiro, mandou aclamar D. Beatriz rainha de Portugal. Só a nobreza concordou com esta decisão.

 D. Fernando

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A burguesia e o povo revoltaram-se contra esta decisão. Em 6 de Dezembro de 1383, um grupo de burgueses e de pessoas do povo decidiu matar o conde Andeiro. Quem foi escolhido para o fazer foi o Mestre de Avis.

Ao matar o conde de Andeiro no palácio, o Mestre de Avis (D. João) foi aclamado pelo povo como “Regedor e Defensor do Reino”. D. Leonor Teles pediu ajuda ao rei de Castela. Este invadiu Portugal, começando por Santarém, e mais tarde chegando a Lisboa, onde montou um cerco. Um outro exército castelhano entrou pelo Alentejo, mas foi vencido na batalha dos Atoleiros pelos exércitos comandados por D. Nuno Álvares Pereira. O cerco à cidade de Lisboa durou 4 meses. O aparecimento da peste fez com que os castelhanos levantassem cerco e partissem.

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Em 1385, nas Cortes de Coimbra, perante a presenças dos representes dos concelhos do reino o Mestre de Avis é aclamado rei de Portugal. O rei de Castela não aceitou esta decisão e invadiu novamente Portugal. Em 14 de Agosto de 1385 o exército português venceu o exército castelhano na Batalha de Aljubarrota. Na Batalha de Aljubarrota foi utilizada a Táctica do Quadrado.

D. Nuno aproveitou pequenas elevações do terreno, onde colocou arqueiros e besteiros. Mandou cavar fossos (chamados covas-de-lobo) disfarçados com folhas, para que os cavaleiros castelhanos lá caíssem.

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Depois, dispôs as suas forças em três alas, sendo que uma delas (maior) ficava de reserva à retaguarda, comandada por D. João Mestre de Avis. À frente uma grande linha de soldados comandada pelo Condestável (D. Nuno) enfrentava de frente os castelhanos, dando-lhes a sensação de que estavam em vantagem. A ala esquerda era a célebre ala dos namorados, que enfrentou bravamente os castelhanos, e a ala direita era conhecida por ala da madressilva, que, enquanto a primeira lutava, fazia chover flechas sobre o exército inimigo. Quando os cavaleiros exército castelhano viram avançar os soldados portugueses a pé, recolheram um pouco as suas lanças, julgando que não seria necessário um esforço assim tão grande para os derrotar.

Apesar das derrotas sofridas, os Castelhanos não desistiram das suas pretensões ao reino de Portugal. Para melhor se defender, D. João I celebrou um tratado de amizade com Inglaterra. Mais tarde, D. João I casa com D. Filipa de Lencastre, membro da família real inglesa e têm três filhos: . O infante D. Pedro. . O Infante D. Duarte, futuro rei. . O infante D. Henrique, o Navegador. Em 1411, foi assinado o Tratado de Segóvia, que estabelecia a paz entre Portugal e Castela.

As guerras com Castela, a peste negra e os maus resultados na agricultura deixaram Portugal na miséria. É a vez de Portugal partir à procura de um mundo desconhecido através do Oceano Atlântico.
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O primeiro passo da expansão portuguesa foi a conquista de Ceuta, no Norte de África, em 1415. D. João I, os três infantes e D. Nuno Álvares Pereira partem à conquista de Ceuta com 200 embarcações, pois Ceuta era um importante centro comercial, por onde passavam as rotas do ouro e das especiarias.

Ceuta é conquistada mas os Mouros desviaram as rotas do ouro, das especiarias e da seda para outros locais. D. João e seus filhos pensaram, então que a melhor solução para dominar as rotas do ouro, das especiarias e da seda seria descobrir os locais de onde vinham esses produtos. O infante D. Henrique, filho de D. João I organizou e planeou as viagens marítimas a esses lugares. Para isso, reuniu à sua volta cartógrafos, geógrafos e marinheiros. Desenharam-se mapas e cartas de marear, utilizaram-se novos instrumentos de orientação, como a bússola, o astrolábio, o quadrante e a balestilha.

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Usaram-se novas técnicas de construção par aperfeiçoar as barcas, as caravelas, e as naus.

A caravela tinha velas triangular, era capaz de navegar com qualquer tipo de vento e de vencer mais facilmente a forças das correntes. A partir do início XVI , a nau começou a ser usada nas viagens à Índia , pois era maior mais resistente e podia transportar mercadorias, pessoas, mantimentos e armas.

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Durante os reinados de D. João I, D. Duarte e de D. Afonso V. o Infante D. Henrique levou os navegadores portugueses até à Serra Leoa.

A 13 de Novembro de 1460 morre o Infante D. Henrique. O rei Afonso V entrega a responsabilidade dos Descobrimentos a Fernão Gomes.

Mais tarde, no reinado de D. João II, Bartolomeu Dias inicia na viagem que o conduziria até ao Cabo das Tormentas, depois chamado Cabo da Boa Esperança. A descoberta e a passagem deste cabo, no sul do continente africano, vinha provar que era possível chegar à Índia, de onde vinham as especiarias, por mar.

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Data
1419-1420 1427 1434 1460 1487

Feito marítimo
Ilhas de Porto Santo e da Madeira Arquipélago dos Açores Passagem do cabo Bojador Serra Leoa Passagem do cabo da Boa Esperança

Navegadores
João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira Diogo Silves Gil Eanes Pedro Sintra Bartolomeu Dias

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Qual a razão por que todas as classes sociais apoiavam a Expansão Marítima?

Manuel, sucede a D. João II e apoia o projecto de chegar à Índia. Nomeia Vasco da Gama para comandar uma armada que, saindo de Lisboa em Junho de 1497, chegou a Calecut, na Índia, em Maio de 1498. Esta armada era constituída por quatro naus: a S. Gabriel, a S. Rafael, a Bérrio e uma outra que transportava os alimentos.
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Os portugueses foram bem recebidos pela população local. Mas, depois, os muçulmanos com medo de perderem o comércio das especiarias, criaram problemas a Portugal. Em 1500, partiu uma nova armada para a Índia, comandada por Pedro Álvares Cabral. A missão dessa armada era garantir que Portugal continuaria a dominar o comércio com a Índia. Durante a viagem, houve um ligeiro desvio para Ocidente e os Portugueses chegaram ao Brasil.

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A vida em Portugal no século XVI
As especiarias e as sedas vindas da Índia, o ouro, o marfim, os escravos vindos do continente africano e os produtos chegados do Brasil como o pau-brasil, o tabaco, o cacau, o algodão, o ouro, a prata e os diamantes fizeram de Portugal um dos países mais ricos e importantes da Europa. Na corte portuguesa viviam nobres, artistas e poetas. Os nobres e alguns burgueses viviam luxuosamente. O povo vivia miseravelmente. A chegada de escravos fez aumentar o desemprego. Houve maus anos agrícolas, fome e doenças.

O rei mandou construir alguns monumentos – em estilo manuelino – onde se podem ver cordas, cruzes, esferas armilares, etc. - Torre de Belém; - Mosteiro dos Jerónimos; - As capelas imperfeitas do Mosteiro da Batalha; - Janelas do Convento de Cristo em Tomar.

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Após a morte de D. Manuel I sobe ao trono D. João III, a quem sucede seu neto, o príncipe D. Sebastião, com apenas três anos. Quem assume o governo de Portugal é a sua avó Dª Catarina e depois o cardeal D. Henrique seu tio. Em 1568, D. Sebastião, com apenas 14 anos passou a governar Portugal, numa altura em que havia grandes problemas no reino:  Os piratas atacavam, roubavam e afundavam as naus portuguesas.  Os Franceses, Ingleses e Holandeses ocuparam terras portuguesas na Ásia, na África e na América.  Os Muçulmanos atacaram os portugueses no Oriente e recuperaram o comércio das especiarias.  A peste negra provocou milhares de mortos. Em 1578, D. Sebastião organizou uma viagem a Marrocos (Norte de Africa). O rei e muitos dos 17000 homens que o acompanhavam morreram ou ficaram prisioneiros na Batalha de Alcácer-Quibir. Após a morte de D. Sebastião, o cardeal D. Henrique volta a governar Portugal. Após a morte do cardeal D. Henrique, e não havendo sucessores apareceram vários candidatos ao trono entre eles o rei de Espanha, que acabou aclamado rei de Portugal com o nome de Filipe I. Assim durante 60 anos (1580 – 1640), Portugal e Espanha estiveram unidos e governados pelos mesmos reis. Portugal perdeu a independência.

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Filipe I

Filipe II

Filipe III

Os Portugueses estavam cada vez mais descontentes com o governo dos espanhóis: eram obrigados a combater nos exércitos de Espanha, pagavam impostos elevados, perdiam cada vez mais territórios em África, na Ásia e na América para os holandeses, franceses e ingleses, que eram inimigos dos espanhóis. No dia 1 de Dezembro de 1640, os portugueses revoltaram-se, prenderam a representante do rei de Espanha em Portugal e expulsaram os espanhóis. Passados alguns dia, D. João, duque de Bragança, foi aclamado rei de Portugal, com o nome de D. João IV. Deu-se início à 4ª e última Dinastia – Dinastia de Bragança.

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Viva a Liberdade! Viva D. João IV! 1ª Dinastia – Dinastia Afonsina 2ª Dinastia – Dinastia de Avis 3ª Dinastia – Dinastia Filipina 4ª Dinastia – dinastia de Bragança. Durante o reinado de D.JoãoV, os produtos que vinham do Brasil contribuíram para a riqueza do próprio rei, da nobreza e do Clero. O povo vivia com grandes dificuldades e muitos portugueses emigraram para o Brasil à procura de melhores condições de vida. D. João V mandou construir muitos monumentos: - O Convento de Mafra; - O Aqueduto das Águas Livres em Lisboa; - A Biblioteca da Universidade de Coimbra;… Após a morte de D. João V subiu ao trono D. José. Portugal vivia uma grande crise devido aos seguintes factores: - Do Brasil vinha cada vez menos ouro; - A agricultura era fraca; - Não havia indústria; - Terramoto de 1755 que destruiu parte da cidade de Lisboa.

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Então o ministro de D. José, Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido por Marquês de Pombal para além de mandar reconstruir a cidade de Lisboa, criou escolas, fomentou a construção de fábricas e proibiu a escravatura. Após a morte de D. José, sobe ao trono D. Maria I e Marquês de Pombal é demitido. Durante o reinado de D. Maria Napoleão Bonaparte mandou invadir Portugal.

As invasões Francesas

Em Novembro de 1807, as tropas francesas comandadas por Junot entram em Portugal por Castelo Branco.

A família real, os membros da Corte muito nobres, fugiu para o Brasil.

As tropas francesas espalharam-se pelo território português, incendiaram as povoações, roubaram, destruíram culturas e mataram os habitantes das povoações por onde passavam.

A Inglaterra, nossa velha aliada mandou para Portugal um exército com cerca de 9000 homens e as tropas de Napoleão foram derrotadas na Batalha do Vimeiro.

Napoleão enviou um segundo exército comandado pelo marechal Soult, em Março de 1809.

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Estas tropas foram novamente derrotadas.

Napoleão não desistiu, em Junho de 1810 iniciou a 3ª invasão, comandada por Massena. Este exército caminha na direcção de Lisboa mas ao chegar às fortificações de Torres Vedras são derrotados e regressam a França.

As tropas portuguesas preparam-se para defenderem o forte e impedir o avanço das tropas francesas.

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Os canhões tinham que ser carregados com pólvora.

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Um soldado inglês vigia os campos em redor do forte.

No acampamento todos aproveitam para descansar.

Os franceses poderão atacar durante a noite.

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Da monarquia à república
Nos finais do século XIX, durante o reinado de D. Carlos, a situação económica portuguesa era muito grave e a população estava cada vez mais descontente. Surgiu, então, o Partido Republicano, que era contra a existência de uma monarquia. Este partido foi crescendo e ganhando cada vez mais adeptos. Em 31 de Janeiro de 1891, rebentou, no Porto, uma revolução republicana que não foi bem sucedida. Aqueles que nela participaram foram severamente castigados. Anos mais tarde, a 1 de Fevereiro de 1908, D. Carlos regressava acompanhado pela família. À chegada, a carruagem foi atacada e, neste atentado, morreram D. Carlos e o príncipe Luís Filipe. D. Manuel, o filho mais novo de D. Carlos, foi proclamado rei, mas governou apenas durante dois anos. A 4 de Outubro de 1910 Machado dos Santos comandou um grupo de republicanos civis numa revolução, enquanto que, no rio Tejo, se encontravam barcos de guerra.

5 de Outubro de 1910 - Proclamação da República
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No dia seguinte, a República foi proclamada e os membros do governo foram escolhidos entre os revolucionários, cujo presidente era o Dr. Teófilo Braga. Após a publicação da Constituição da República Portuguesa (1911), foi eleito o primeiro Presidente da República – o Dr. Manuel de Arriaga.

Diferença entre Monarquia e República

Monarquia é uma forma de governo em que o chefe é o rei. O poder passa de pais para filhos. República é chefiada pelo Presidente da República e este é eleito pelo voto dos cidadãos eleitores. Os símbolos da Republica passam a ser a nova Bandeira e o Hino Nacional

Bandeira e Hino Nacional

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A Ditadura
Os primeiros anos do regime republicano foram muito instáveis: - Sucederam-se vários governos; - Portugal participou na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918); -As populações tinham grandes dificuldades económicas. O general Gomes da Costa iniciou a Revolução Nacional (28 de Maio de 1926), para pôr fim aos problemas sociais que afectavam o nosso país. Estabeleceu-se uma Ditadura Militar, ou seja, um governo que não aceitava os partidos políticos. Para que a situação do país melhorasse, o Presidente da República, que era o General Carmona, nomeou António de Oliveira Salazar para Ministro das Finanças e que mais tarde viria a ser Chefe do Governo.

 Oliveira Salazar impôs regras muito duras para controlar as despesas do país. Em 1933 faz-se uma nova Constituição e instaurase um novo regime – o Estado Novo – que impõe uma política autoritária e repressiva (ditadura), sem respeito pelas liberdades dos cidadãos. Foi imposta a censura à imprensa e criada a polícia política (PIDE).

Nas colónias portuguesas começaram a surgir movimentos armados de libertação (Angola, Guiné e Moçambique). Salazar mandou as nossas tropas para África, iniciando a Guerra do Ultramar (1961 – 1974), que vitimou muitos soldados portugueses. Em 1974, um grupo de militares planeou um golpe militar.

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Era o MFA (Movimento das Forças Armadas).  No dia 24 de Abril de 1974 pelas 22h55m, começou a transmissão pela rádio, da canção de Paulo de Carvalho, “E depois do adeus”. A revolução tinha começado. Passada meia hora, ouviu-se “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso. O capitão Salgueiro Maia cercou o Quartel do Carmo, em Lisboa. O Primeiro-Ministro, Marcelo Caetano, aceitou render-se. Os militares de Abril conseguiram derrubar a ditadura, apoiados por uma multidão com cravos vermelhos nas mãos.

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A 25 de Abril de 1974 instaurou-se a democracia em Portugal.
Um ano depois e pela primeira vez, realizaram-se eleições livres, nas quais todos os cidadãos portugueses puderam exprimir as suas opiniões políticas e eleger os seus governantes. Hoje, existem os seguintes órgãos de soberania: - Presidente da República; - Assembleia da República; - Governo; - Tribunais. A Assembleia é constituída por deputados de diferentes partidos, que debatem questões de interesse nacional.

Os feriados nacionais
Existem acontecimentos muito importantes para o nosso país, que normalmente Comemoramos, sendo esse dia feriado nacional. Os feriados podem celebrar factos Históricos ou religiosos que todos devemos recordar. 1 de Janeiro 25 de Abril 1 de Maio 10 de Junho 15 de Agosto 5 de Outubro 1 de Novembro 1 de Dezembro 8 de Dezembro 25 de Dezembro Dia de Ano Novo Dia da Liberdade Dia do Trabalhador Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas Dia da Assunção de Nossa Senhora Dia da Implantação da República Dia de Todos os Santos Dia da Restauração da Independência Dia da Imaculada Conceição Dia do Nascimento de Jesus Cristo

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