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INTRODUÇÃO

Atualmente a exploração avícola tem se caracterizado pela produção de frango de corte cada vez mais precoce, que constitui um dos ramos da produção animalde maior desenvolvimento e progresso tecnológico. Esse desenvolvimento é alicerçado nos avanços da genética, nutrição, sanidade e manejo, que são fatores de sustentação da moderna avicultura de corte, e que contribui para a evolução da criação. No entanto, é constante a busca de alternativas que visam a reduzir os custos de produção sem prejudicar o desempenho zootécnico, otimizando a produção para atingir melhores resultados econômicos. Nesse sentido, tem-se verificado a necessidade de maiores estudos relacionados com o manejo adequado, principalmente com a qualidade da cama, fato este que Noll (1992) sugere que para a seleção de uma boa cama é interessante observar algumas características tais como tamanho médio das partículas, maciez, capacidade de absorção e liberação de umidade, isolante térmico, baixo custo e fácil obtenção.

IMPORTÂNCIA DA CAMA DE FRANGO DURANTE O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO FRANGO DE CORTE:
As práticas de manejo da cama e o contínuo contato da ave com a mesma, exige que o material utilizado apresente qualidades adequadas para modificar as características do meio, proporcionando conforto aos animais e melhor desempenho zootécnico. Concluído assim que os diferentes materiais de cama não afetaram o desempenho das aves. A granulometria mais fina dos materiais de cama testados melhorou a conversão alimentar, o peso vivo e o fator de produção das aves aos 42 dias de idade. O pH da cama no piso de chão batido apresentou valores médios mais elevados que no chão de concreto. A umidade da cama apresentou diferença entre épocas, sendo que a época 1 apresentou valores menores para os dois tratamentos. O reaproveitamento de cama surgiu em decorrência da dificuldade de obtenção de material, redução de custo e do impacto ambiental da disposição da cama usada após ser proibido seu uso na alimentação de bovinos. Com isso, os galpões deixaram de ser lavados e desinfetados. Simultaneamente, para atender a necessidade de aumento de produção, foi reduzido o período de vazio sanitário entre lotes, otimizando a capacidade

de alojamento anual. Isto talvez esteja comprometendo, em certo grau, os resultados de algumas granjas/lotes. Desta forma, quando se reutiliza a cama, alguns procedimentos podem reduzir a contaminação ambiental e os desafios sanitários precoces aos quais as aves serão submetidas. Dentre estes procedimentos, três merecem destaque: - Tratamento/fermentação da cama: enleirando a cama no eixo central do aviário, cobrindo com lona, deixando em repouso por 7 a 10 dias e redistribuindo a cama no aviário. A cama deverá ser umidecida, caso esteja muito seca, pois este procedimento torna a fermentação mais eficaz

Concreto ou Chão Batido
Essa é ainda uma questão que gera polêmica na avicultura. As recomendações para piso de aviários considerando o contexto sanidade, manejo e conforto térmico é o de concreto. No entanto, a maioria dos produtores não vem adotando esse tipo de piso em função do alto custo de implantação, preferindo o piso de chão batido. A ausência de pesquisas especificas, faz com que as recomendações sejam empíricas e apontam várias contra-indicações para o não uso do piso de chão batido como: desconforto térmico, baixo desempenho das aves e difícil desinfecção do ambiente. Essas recomendações baseiam-se na idéia de que no piso de chão batido a umidade da cama é maior, e como conseqüência aumenta a umidade do ar provocando o desconforto térmico, aumentando os níveis de amônia nos aviários e que por sua vez interferem negativamente no desempenho geral das aves. No entanto, uma das poucas pesquisas realizadas nesse sentido, demonstrou que no piso de chão batido, a cama apresenta umidade entre 8 a 10% menor, fermenta menos e produz menos amônia que no piso de concreto. Em outro resultado, constatou-se que a produção mínima de amônia é conseguida mantendo a umidade da cama e pH, abaixo de 30% e 7,5%, respectivamente, além da umidade relativa do ar ficar em torno de 50%. Mas, os que são contrários ao uso de chão batido, justificam que o grande problema desse tipo de piso é a desinfecção, pela dificuldade de remover toda a matéria orgânica de sua superfície, o que reduz a ação antimicrobiana da maioria dos produtos desinfetantes. Em contrapartida, os defensores desse tipo de piso, apontam para bons esquemas de desinfecção como resolução desse problema.

O piso é importante para proteger o interior do aviário contra a entrada de umidade e facilitar o manejo. Este deve ser de material lavável, impermeável, não liso com espessura de 6 a 8cm de concreto no traço 1:4:8 (cimento, areia e brita) ou 1:10 (cimento e cascalho), revestido com 2cm de espessura de argamassa 1:4 (cimento e areia). Pode ser construído em tijolo deitado que apresenta boas condições de isolamento térmico. O piso de chão batido, não isola bem a umidade e é de difícil limpeza e desinfecção, no entanto , tem-se propagado por diminuir o custo de instalação do aviário. Deverá ter inclinação transversal de 2% do centro para as extremidades do aviário e estar a pelo menos 20cm acima do chão adjacente e sem ralos, pois permite a entrada de pequenos roedores e insetos indesejáveis.

Desinfecção
A escolha do tipo de desinfetante a ser utilizado é importante para que se obtenha eficiência no processo de desinfecção. Considerar o princípio ativo, estabilidade, diluição, método de aplicação e tempo de exposição necessário para melhor ação do produto, bem como os microrganismos a serem controlados; Para fazer a escolha adequada de um desinfetante, é necessário conhecer os diversos tipos de produtos existentes, para identificar qual deles atende à necessidade do processo a ser realizado. É importante que os equipamentos e superfícies a serem Desinfetados estejam limpos, para que o desinfetante possa ter sua eficiência otimizada. A aplicação de desinfetantes deve obedecer aos princípios de boas práticas e de segurança no trabalho, com o uso dos equipamentos de proteção individual que proporcionem segurança a quem manuseia e aplica o produto. Outros fatores que influenciam na eficiência do desinfetante: • • • • • Carga de matéria orgânica no ambiente ou superfícies a ser aplicado o produto; Temperatura ambiente; Umidade relativa do ar; Dureza da água na qual será dissolvido o produto; pH da água na qual será dissolvido o

produto; • Presença de outras substâncias químicas no ambiente/superfícies de aplicação do produto;

Referencias http://www.frangocaipira.com.br/br/download/orientacoes_criacao.doc www.editora.ufla.br/revista/24_4/art23.pdf http://www.nordesterural.com.br/ http://www.cnpsa.embrapa.br/ http://www.scielo.br/pdf/rbz/v31n4/13742.pdf http://www.editora.ufla.br/revista/26_5/art25.PDF