You are on page 1of 28

3

4

1.INTRODUÇÃO pircing A busca pela melhoria da eficiência na produção de carne tem mudado o perfil da pecuária brasileira, que da posição de empreendimento extrativista tem atingido diferentes patamares no sentido de intensificação total. Neste contexto, a suplementação a pasto e o confinamento surgem como alternativas capazes de reduzir a idade de abate, otimizar a taxa de desfrute dos rebanhos, aumentar o giro de capital e produzir carcaças de alta qualidade, aspectos que caracterizam uma pecuária evoluída Do nascimento até a terminação, a dieta predominante é a forragem, sendo esta responsável por grande parte do ganho de peso obtido até o abate. A terminação no Brasil é quase que exclusivamente a pasto, sendo que cerca de 95% dos animais destinados ao abate, anualmente, são terminados desta forma. Entretanto a engorda intensiva pode promover ganhos consideráveis na redução da idade ao abate, em qualidade de carcaça e no manejo de pastagem, principalmente na estação seca do ano. O número de animais confinados cresceu rapidamente nos últimos 10 anos, fruto de fatores conjunturais, externos e internos, e do perfil empreendedor do segmento produtivo. Estimativas apontam que os bovinos confinados no Brasil atingiram patamares da ordem de 2,55 milhões em 2007, Coan et al. (2009) citado por Vechiato e Ortolani (2009). O desempenho de bovinos de corte durante o período de confinamento é influenciado principalmente por fatores de ocorrência durante o confinamento, como aspectos nutricionais, genéticos e o arraçoamento. Contudo a preparação do bovino para o período de terminação, também poderá influenciar no desempenho desses animais durante a terminação, principalmente nos casos de confinamento pós-desmama. Os diferentes manejos poderão gerar mais ou menos produção, alterando o custo de produção e conseqüentemente o retorno econômico. Atualmente qualquer centavo perdido no confinamento faz diferença, uma vez que os preços de reposição animal associados às dietas implicam altos custos o que resultará em uma margem estreita de retorno econômico. O crescente aumento de estruturas de confinamento no Brasil, não só para terminação de animais próprios, bem como, para prestação de serviço de

5

terminação de bovinos, traz um grande interesse no manejo e qualidade dos animais escolhidos. O confinamento atualmente representa para o produtor uma alternativa viável para que a produção seja intensificada, mas exige, sobretudo, planejamento e capital, e permite aceleração do giro do capital, e aumento da escala na produção. A análise econômica de sistemas de terminação de bovinos de corte é importante para a tomada de decisões pelo produtor. Determinar a maneira como apresentar ou analisar economicamente um sistema de terminação tem implicação prática de grande valia, pois serve de referência, necessitando apenas de atualização dos valores conforme a realidade local. Além disso, a avaliação econômica dos custos com alimentação no sistema de confinamento é importante, pois nem sempre a melhor resposta biológica consiste na melhor resposta econômica. Um dos motivos da redução na lucratividade neste segmento consiste no fato de o preço de venda dos animais não ter acompanhado os custos de produção. Nessas situações, a terminação de bovinos de corte deve ser planejada criteriosamente para evitar frustrações econômicas ao produtor.

6

2.DESENVOLVIMENTO alberto A implantação de confinamento em uma fazenda, com o intuito de intensificar a produção e aumentar o retorno da renda, exige conhecimento e eficácia na escolha das instalações, tipo de produção e padrões raciais efetivamente mais precoces, a fim de reduzir os dias confinados, em que os animais geram custos com a alimentação e manejo, tanto alimentar quanto sanitário. Vários pesquisadores têm se preocupado em estudar diferentes aspectos da terminação de bovinos de corte em confinamento, tais como a nutrição (alimentos alternativos), instalações, tipos raciais, sexo e idade dos animais. Quanto ao fator área, a engorda confinada proporciona lotações mais elevadas que regimes de pastejo. Assim, pequenas propriedades, sofrendo restrições do fator área, buscam a otimização econômica com o uso de técnicas apropriadas. (LAZZARINI NETO & NEHMI FILHO, 1996)

2.1 Quando conduzir um confinamento: A escolha pela condução de um confinamento deve sempre estar ligada a capacidade de oferecer alimentos para os animais, a fim de atingir sua maior produção e expressão da genética. Esta diretamente ligada à origem e suplementação que os animais receberam antes da implantação do confinamento, permitindo opção por animais criados em sistema super ou apenas precoce. Para se adotar um sistema intensivo de engorda de bovinos, três elementos são essenciais: as instalações, a alimentação, e os animais. Na seleção de animais para ganho de massa, as seguintes características básicas são apresentadas: rapidez e eficiência de crescimento, porte grande, rendimento elevado, qualidade de carne e carcaça (PEIXOTO, 1979). A alimentação dos animais é o fator que mais onera a produção, quanto maior a racionalização e eficiência do manejo, maior será o retorno recebido. O melhor sistema para um determinado pecuarista é aquele sistema possível de ser praticado e realizado nas suas condições, dentro da sua realidade, aquele que otimiza e

7

maximiza o resultado econômico de sua propriedade (Figura 1), que deve ser encarada como uma empresa rural. (LOPES & SAMPAIO, 1999) O que se torna necessário é conhecer efetivamente os fatores limitantes à escolha do sistema de produção que irá escolher.

FIGURA 1: Fluxograma do sistema de produção na agropecuária. Fonte: Lazzarinni Neto e Nehmi Filho (1996). A tecnologia deve ser entendida como um conjunto de técnicas e práticas, além da aplicação dos conhecimentos científicos, visando resolver problemas, facilitando assim a vida do pecuarista, aumentando a produtividade e a lucratividade. Não deve ser entendida e encarada como um conjunto de técnicas e equipamentos altamente sofisticados e de difícil acesso do produtor, que irá aumentar as despesas e não gerará receita. Com os avanços das pesquisas, a tecnologia torna-se cada vez menos um fator limitante e cada vez mais um instrumento de potencialização de lucros, desde que aplicada na ocasião e de forma correta. (LAZZARINI NETO & NEHMI FILHO, 1996)

2.1.1. Escolha do Sistema (Precoce ou Super precoce) ana Vai depender da disponibilidade de animais, com terminação adiantada pelo nível de suplementação recebida até o momento do confinamento. Existem algumas formas de produzir carne de forma intensiva. A produção de novilhos precoce e super precoces é uma delas, podendo trazer excelentes resultados. Além de oferecer vantagens ao produtor, permite

8

uma qualidade de carcaça com características desejáveis para o mercado interno e internacional. Esta expressão "Novilho Precoce" tem sido usada para definir o animal abatido mais jovem (30-36 meses) comparando com aquele obtido no sistema tradicional (42-48 meses). Para utilizar animais com características de precocidade num sistema intensivo, alguns cuidados devem ser tomados, como o correto manejo alimentar, entender as características da curva de crescimento, definir raças e cruzamentos mais compatíveis em cada situação e, acima de tudo, determinar economicamente qual o sistema mais viável de produção. Esse sistema de produção possui todas as características necessárias para a intensificação da atividade e oferecer uma composição de carcaça desejável, todavia, nem todo animal possui o potencial necessário para se tornar um novilho precoce ou super precoce. Definir a melhor raça e cruzamento para atingir estes objetivos, conhecer as técnicas necessárias para este tipo de produção, saber qual o correto manejo alimentar e, acima de tudo, determinar economicamente qual sistema mais viável são perguntas que devem ser respondidas para o sucesso da produção de novilhos precoce e super precoce. Os animais classificados como super precoces, recebem, desde o inicio da alimentação sólida, alimentos concentrados, com alto valor energético, para atingir mais rapidamente a maturidade que os encaminha para terminação, que ocorre logo após a desmama. Os dados mostram que o manejo de bovinos de corte confinados após a desmama tem interferência direta do tipo de manejo adotado sobre a eficiência econômica. Esses animais deverão ser abatidos aos 15 meses de idade, normalmente opta-se por animais de raça cruzada. RESTLE et al 2002 analisou as diferenças de ganho de peso de animais desmamados e confinados logo após a desmama aos 72 e 210 dias, os animais dos dois tratamentos foram submetidos a manejo e dieta diferenciados dos 72 aos 210 dias. Os animais que permaneceram ao pé da vaca tiveram uma dieta mais variada, representada pela queda na produção de leite das vacas com o avanço do período de lactação (Ribeiro et al., 1991) e da qualidade do pasto nativo, que decresce a partir do período de verão (Alves Filho, 1995), apresentando, ao desmame, peso de 192 kg. Já os bezerros do T72 foram mantidos no confinamento recebendo uma dieta mais equilibrada e constante, apresentando, aos 210 dias, peso médio de 209 kg. Animais desmamados aos 72 dias apresentaram, durante a fase de terminação em confinamento, ganho de peso, conversão alimentar e eficiência energética similares aos desmamados tradicionalmente aos 210 dias. A produção do super precoce a partir de animais desmamados aos 72 dias de idade define características de carcaça similares aos desmamados aos 210 dias, com peso e espessura de gordura de cobertura adequados às

9

exigências para comercialização. Senso assim, a análise financeira do preço dos animais comerciados no frigorífico é o principal fator que auxilia na escolha do sistema de produção a ser utilizado. 2.1.2 Escolha dos Animais (Puros ou Cruzados). No passado a escolha dos animais era feita a partir da tendência e preferência dos criadores ao tipo animal, essas escolhas nem sempre refletiam em efeitos positivos e resultados no confinamento, pois há algumas décadas a escolha era visual e dava ênfase aos animais com maior terminação de gordura, fugindo do ideal, musculosidade. Existe uma diferença na compacidade do corpo dos bovinos europeus de corte (Bos taurus) em relação aos zebuínos (Bos indicus). Os europeus são animais mais precoces, ou seja, crescem mais rapidamente e são capazes de terminar mais cedo o crescimento, em seguida começam a engordar, como conseqüente deposição de gordura e formação de maneios em regiões onde a ossatura é próxima a pele. Os zebuínos por sua vez, são animais não precoces e são considerados um tipo moderno de carcaça. Apresentam formas corporais menos compactas e um pequeno desequilíbrio entra posterior e anterior e são capazes de atingir taxas de crescimento e eficiência alimentar semelhantes aos animais de tipo compacto afirma PEIXOTO (1999). A utilização do cruzamento industrial entre raças zebuínas e raças taurinas resulta em aumento da produtividade por meio da heterose e da combinação aditiva, que pode estar presente tanto para características adaptativas (Bos indicus e Bos taurus adaptado) quanto para algumas produtivas (Bos taurus) (EUCLIDES FILHO e FIGUEIREDO, 2003). A inserção de sangue Bos taurus em rebanho zebuíno imprime melhoria considerável na qualidade da carne, principalmente no que diz respeito à maciez, sabidamente o maior problema da carne de zebuínos. Esperá-se então, como resultado dos cruzamentos um ganho positivo nas características de carcaça e precocidade dos produtos finais. A tabela 1 representa a qualidade das carcaças de animais zebuínos puros e cruzados, sendo peso de carcaça quente (PCQ), espessura de camada de gordura (ECG) na 12º costela, percentagem de gordura da carcaça (PEG) de animais cruzados, e testados para marmoreio para animais confinados, em confinamentos de 120 dias ou menos, para avaliação do ganho genético dos cruzamentos. Os cruzamentos ½ sangue representam os maiores resultados, ficando evidenciado que animais F1 representam maior vigor híbrido gerado pelas características de cada raça pura.

10

Fonte: Perotto et al, 2008 Leme et al (1985) avaliando animais confinados Nelore, NeloreCanchim, Nelore-Santa Gerturdes, Nelore-Holandes, Nelore-Pardo Suiço e Nelore-Caracu, observaram a superioridade dos produto cruzados em relação ao Nelore. O maior peso, maior consumo e pior conversão alimentar foi encontrada em animais Nelore-Holandes. Como demonstra a tabela 2. Tabela 2:Desempenho de animais de seis grupos genéticos em confinamento

11

2.2 Instalações: mary Quando confinados os animais são mantidos em currais com área restrita, e nesse local lhes é fornecida toda a alimentação e a água necessárias. Lopes e Sampaio, (1999). Considerando ser a alimentação responsável por grande parte dos custos operacionais, é imprescindível que o confinamento esteja localizado em uma área ou região em que os alimentos estejam disponíveis em abundância, principalmente quando o confinador não os produz e depende da compra dos alimentos a serem utilizados. (LOPES & SAMPAIO, 1999) A locação do curral na propriedade deverá ser em função de alguns pontos: evitar áreas próximas a rodovias ou grande movimentação, evitando assim contaminações, furtos e estresse nos animais; proximidade de rede de energia elétrica; piso com declividade mínima de 3% e máxima de 8%, sendo essa apenas recomendada para regiões muito sujeitas a chuvas no período de confinamento; evitar locais próximos a córregos ou rios, diminuindo assim o impacto ambiental; evitar áreas com vento canalizado, deixando de molestar moradores de bairros ou mesmo cidades próximas; escolher áreas bem drenadas, que garantam um piso seco, pois terrenos arenosos são preferíveis e os argilosos podem exigir obras de drenagem. As instalações a serem utilizadas devem ser de baixo custo, simples, práticas e funcionais de modo a facilitar o manejo dos animais, abastecimento e limpeza dos cochos. Instalações sofisticadas requerem maiores investimentos, diminuem a lucratividade e aumentam o tempo de retorno do capital investido. É importante ressaltar que as instalações já existentes na propriedade poderão e deverão ser aproveitadas, desde que tenham localização adequada. No dimensionamento dos currais de engorda, o número de animais que se deseja confinar é fundamental. Os animais deverão estar divididos em lotes, e o tamanho desses está em função da facilidade ou dificuldade de se obter animais homogêneos numa mesma ocasião. Um lote bastante homogêneo favorece o desempenho e permite a utilização de rações mais apropriadas àqueles animais, possibilitando assim melhor controle da produção. Não é recomendável que um lote exceda 100 cabeças por curral. Quanto à área ocupada por animal, recomenda-se de 8 a 15 m², em regiões menos sujeitas a chuvas, e em regiões mais chuvosas,

12

com o intuito de se evitar lama, a qual é muito prejudicial ao desempenho dos animais, recomenda-se de 30 a 50 m² por animal. (CARDOSO, 1996). Os cochos podem ser de alvenaria, madeira, concreto, tambores, além de outros materiais. Sendo móveis, a remoção ao término de um período de confinamento e abrigo do sol e chuva aumenta sua longevidade, o cocho deverá ter 0,7m de comprimento para cada animal. Isso quando estiver localizado ao longo da cerca, onde o acesso pelos animais se dará apenas por um lado. Uma medida que tem sido bastante utilizada, sem afetar o desempenho dos animais são 0,5 m por cabeça.

Fonte: Bizinotto, 2005

Fonte: Cavan AS.

13

Com referência às cercas, deverão ter uma altura mínima de 1,8 m e poderão ser construídas com arame liso, cordoalha ou madeira. Sendo de arame liso ou cordoalha, seis fios são suficientes. Os bebedouros normalmente utilizados são de alvenaria, revestidos de cimento liso. Em determinados tipos de currais, devem abastecer mais de um piquete, a fim de se economizar neste tipo de instalação. Para dimensionar o bebedouro, destinam-se em sua borda geralmente 3 cm para cada animal. É importante também abastecer os bebedouros com vazões que satisfaçam, no mínimo, um consumo de 100 litros por animal/dia.

Fonte: http://www.curraisitabira.com.br/produtos/fotos/cochconfin.htm.

2.2.1 Silos Forrageiros Quando se utiliza algum tipo de silagem na alimentação dos bovinos, seja em confinamento ou até mesmo visando alguma suplementação a pasto, a instalação de silos forrageiros, obviamente, é obrigatória. (LAZZARINI NETO, 2000) No dimensionamento, construção e manejo de um silo, o que se deseja é proporcionar boas condições de fermentação e conservação da forragem colhida a campo, além de facilitar os trabalhos de ensilagem propriamente dita e a retirada diária de material de seu interior. No que diz respeito aos processos de ensilagem, a presença de ar na massa colhida provoca fermentação indesejáveis, resultando em perdas e baixo consumo de silagem pelos animais. Cada tipo de silo apresenta características distintas, quanto ao seu potencial de facilitar a compactação.

14

Segundo Lazzarini Neto (2000), quanto à sua localização, precisam estar próximos do confinamento (ou dos animais que terão sua alimentação suplementada), para reduzir o custo diário de transporte de volumoso. Obviamente, devem estar também próximos das glebas de cultivo das plantas destinadas à ensilagem. Em outras palavras, a distribuição dos silos na fazenda é determinada pela visão sistêmica do processo colheita-armazenagem – fornecimento de forragem ensilada aos animais. Os tipos mais utilizados nas condições brasileiras são os silos-trincheira, de superfície e auto-consumo (também denominados horizontais). Há ainda os silos verticais, pouco utilizados entre nós.

2.3 Adaptação A adequação dos animais às dietas com alto concentrado vem sendo estudada intensamente, para que os animais se adaptem com menor espaço de tempo possível e para que as complicações digestivas sejam minimizadas. A transferência dos animais da pastagem para o confinamento modifica alguns aspectos sociais e de ambiente de peso na resposta orgânica do animal. Entre esses, podemos destacar a superpopulação, a água, que antes era consumida em cursos d’água e grandes bebedouros, agora é consumida em bebedouros menores, e a forma de obter o alimento, que antes era do pasto e agora, deve ser do cocho. Outra mudança relevante é quanto à característica do alimento, em que ocorre a mudança da forragem para o concentrado. Na pastagem, a exposição a doenças era pequena e agora, é alta, mostrando uma nova realidade e, nesse caso, salientamos a pior qualidade do ar, as piores condições sanitárias, o aumento do barulho, a presença de lama, de esterco, e a dominância social. Ao chegarem ao confinamento, os animais estão cansados e com fome, em maior ou menor proporção, dependendo da distância da viagem a que foram submetidos. É comum a ocorrência de leves diarréias nos primeiros dias, devido ao estresse da viagem, e o constante estado de alerta, decorrente do novo ambiente. ROCHA (2009), citando Brown et al.( 2006) lembra que o autor sumarizou dados de vários estudos envolvendo a adaptação de animais confinados. Esses dados afirmam que os problemas observados nos confinamentos se manifestam até 14 dias, data em que os animais

15

começaram a receber rações definitivas com 92±3% de concentrado na dieta total. Ressalta também que esses estudos não analisaram a freqüência de distúrbios metabólicos. Animais confinados devem receber variadas dietas, com diferentes proporções de volumoso e concentrado (níveis crescentes) com o passar das semanas. Normalmente são oferecidas dietas de adaptação por 5 a 10 dias. 2.3.1 Dominância social alberto Quando os animais entram nos piquetes de engorda, há uma disputa natural para estabelecer hierarquia e dominância, resultando em brigas continuas quando se confina machos inteiros, o que poderá predispor a traumatismos nos animais. Outro agravante em se terminar intensivamente bovinos inteiros é o problema de sodomia entre eles, isto faz com que o ganho de peso animal seja reduzido para o animal que monta e para o que é montado. A dominância social é assumida ser de grande importância, especialmente em regimes de criação intensiva. Assim sendo, é nosso dever torná-la o mais branda possível através da escolha criteriosa de lotes homogêneos e espaço adequado, permitindo que todos os membros do grupo de animais tenham livre desempenho. 2.3.2. Animais inteiros e castrados A redução da idade ao abate de machos levanta a dúvida quanto à prática ou não da castração. Sabe-se que, no aspecto ganho de peso e eficiência alimentar, há uma manifestação de superioridade dos animais inteiros frente aos castrados, atribuída à ação dos hormônios androgênios produzidos nos testículos CLIMACO et al (2006) . No Brasil, devido o nível nutricional ser deficiente na alimentação, os animais acabam sendo abatidos com idade acima de 2 anos e desta forma, a castração é recomendada pois, bovinos com idades mais avançadas e inteiros tornam-se mais agressivos devido aos hormônios masculinos. A presença desses hormônios em concentrações elevadas pode promover maior desenvolvimento da parte dianteira do animal, o que não é vantajoso, pois o ideal é o desenvolvimento da parte posterior do animal, onde se encontram as carnes consideradas de primeira. Outra vantagem da castração é que os animais possuem menor porcentagem de gordura, carne bem distribuída pelo corpo e ganho de peso maior, alem de apresentar carcaça de qualidade. RIBEIRO et al. (2004) verificaram maior peso de abate, maior rendimento de carcaça e maior proporção de músculo na carcaça dos animais inteiros e maior proporção de gordura

16

na carcaça e maior marmoreio nos animais castrados, porém não foram observadas diferenças para força de cisalhamento da carne entre os animais dos dois grupos. MOLETTA & PEROTTO (1998) observaram maior desenvolvimento muscular na carcaça de animais inteiros quando comparados com animais castrados a diferentes idades; entre os castrados, melhores resultados foram obtidos com os animais castrados mais tarde. Através de estudos pode-se mostrar que necessidade ou não de castração é influenciada pelo nível nutricional do mesmo. Bovinos com nível nutricional elevado têm seu abate ainda jovem idade de aproximadamente 24 meses, e nesta idade a castração não é justificada. Em contrapartida, para os animais com nível nutricional baixo e idade avançada (3anos), a castração é vantajosa, pois facilita o manejo dos mesmos ( MARTIN, 1987) Em se tratando de castração, levar em consideração as bonificações oferecidas pelos frigoríficos sempre força a tendência do criador. 2.4. Manejo nutricional ana Considerando que quando os animais se encontram confinados a única de fonte de alimentos é aquela fornecida pelo humano, e que há uma tendência de seleção pelos animais, oferecer alimentos balanceados afim de satisfazer todas as exigências do animal é o fator principal para garantir o ganho de peso, que associado a genética pode também auxiliar na conversão alimentar. No confinamento, a alimentação dos animais também é um fator condicionador de sucesso do sistema. Os bovinos de corte em confinamento precisam da energia contida nos alimentos, para manutenção e para o ganho de peso desejado, pois o processo fisiológico para mantença e especialmente engorda do animal depende dessa energia. O suprimento protéico também é muito importante, quantitativamente e qualitativamente, para o metabolismo animal. A exigência protéica para os animais é dividida em duas frações: ma destinada a manutenção das funções metabólicas do corpo e outra para produção de massa corpórea, portanto, a quantidade e o tipo necessário de proteína na ração devem atender à estas necessidades do animal. Através da tabela 3 pode-se observar uma comparação entre as diferentes fases de idade, analisando as exigências nutricionais de novilhos precoces, super precoce e de animais

17

mais velhos, observando-se que quanto mais velhos e mais pesados os animais, aumentam-se as exigências nutricionais. TABELA 3:Necessidades nutricionais diárias do gado de corte em engorda, fase de acabamento.

A partir do momento que o animal cresceu e atingiu maturidade, a gordura passa a ser acumulada próxima a pele formando uma camada espessa que vai aumentando até que começa a infiltrar os músculos, processo denominado marmoreio. Este processo depende não só do tipo animal, mas também da alimentação do mesmo. Este acumulo de gordura só começará a se formar quando a alimentação for satisfatória para atender as necessidades de mantença e crescimento. Além do conhecimento do consumo e da composição bromatológica dos alimentos, torna-se importante o conhecimento da utilização dos nutrientes pelo animal, que é obtido por meio de estudos de digestão. Segundo Coelho da Silva & Leão (1979), digestibilidade é característica do alimento e indica a porcentagem de cada nutriente de um alimento que o animal pode utilizar. Deve-se reconhecer, no entanto, que fatores ligados ao animal, ao manejo da alimentação e ao ambiente podem afetar a digestibilidade de determinado alimento. De modo geral, o aumento na proporção de concentrado na ração leva à melhoria em sua digestibilidade Em países desenvolvidos usa-se na dieta maior proporção de alimento concentrado como fonte de proteína e energia. No caso do Brasil, que possui áreas disponíveis nas fazendas, clima favorável, a proporção maior nas dietas se deve ao volumoso como fonte mais econômica de energia, proteína (VASCONCELLOS, 1993)

18

Juntamente com o balanceamento adequado das rações em termos de nutrientes, fatores ligados ao manejo da alimentação também afetam o desempenho dos bovinos. Os objetivos do manejo adequado são direcionados no sentido de maximizar a ingestão e digestão de nutrientes e eficiência de sua utilização. O uso de uma ração completa (volumosos mais concentrados, previamente misturados) é uma técnica recomendável, pois evita o consumo seletivo de alimentos e proporciona uniformidade na terminação do lote confinado. A mistura pode ser misturada no próprio cocho com o auxílio de um garfo, mas quando em grandes quantidades o ideal é que se proceda a mistura utilizando vagão forrageiro.

Quando o produtor faz opção pela produção de super precoce, o manejo alimentar dos bezerros na época de desmame (70 – 80 dias) deve ser adequadamente observado, uma vez

19

que as características digestivas desses animais pode ser influenciada pelo desaleitamento precoce e posteriormente, quando os animais se encontram confinados pode-se observar queda na capacidade de ganho de peso. Os ganhos de peso verificados por Restle et al 2006, indicam que o desmame precoce realizado em confinamento possibilita, a partir da manipulação da alimentação, atingir taxas de ganho de peso elevadas na fase inicial de desenvolvimento dos bezerros, tendo em vista que seriam atingidos ganhos em torno de 0,500 a 0,850 kg/dia se os bezerros permanecessem juntamente com suas mães, recebendo leite, desmamados precocemente (80 dias) e mantidos em pastagem nativa com suplementação protéica ou desmamados precocemente (60-90 dias) e mantidos em pastagem de capimelefante com suplementação energética, evidenciando que a suplementação dos animais super precoces não interfere na qualidade dos novilhos confinados. Neste caso pode-se oferecer alimentos energéticos como grão de aveia preta, farelo de trigo e grão de sorgo, grãos de sorgo e de milho e do farelo de trigo e da casca do grão de soja sem depreciar o ganho de peso e a conversão alimentar Pascoal et al. (2002) 2.4.1 Volumosos Os alimentos volumosos para confinamento são as silagens de milho, sorgo e capim elefante verde picado ou silagem de capim elefante, cana-de-açúcar, segundo Bürgi citado por PEIXOTO (1999). A cana-de-açúcar possui baixo valor nutritivo (24,7% PB, 15% NDT) assim para suplementação com cana é necessário atenção extra a proteína da dieta para garantir ganhos satisfatórios. Em contrapartida a cana é de fácil cultivo e boa de palatabilidade. A silagem de capim elefante apresenta como desvantagem o alto teor de umidade. Porem é uma fonte volumosa de fácil ensilagem.É utilizada normalmente quando a propriedade possui capineiras tornando o sistema mais viável. Apresenta boa produção de massa verde e boa qualidade, quando ensilada em estado fisiológico jovem. A silagem de milho adequadamente suplementada tem demonstrado ser o volumoso com maior potencial de produção animal por unidade de matéria seca, em torno de 30-35%, reduzindo a utilização de concentrado. Dentre os volumosos proporciona maior ganho de peso e menor custo de alimentação. A silagem de sorgo para engorda não é tão eficiente quanto o milho, mas sua vantagem é a de ser uma cultura mais resistente, menos exigente em fertilidade e umidade do

20

solo. Segundo Zago, 1991, citado por Souza et al 2006, estudos sobre a fonte de volumoso a ser utilizada neste sistema são fundamentais, pois, na maioria dos casos, a proporção de volumoso pode representar a maior parte da dieta dos animais. O sorgo se destaca pela possibilidade de se cultivar a rebrota, cuja produção pode atingir até 60% da obtida no primeiro corte. Além disso, possui maior tolerância à seca e ao calor e não é utilizado na alimentação humana. A cultura de sorgo é uma das que mais cresce no País, adquirindo importância estratégica no abastecimento de grãos e forragem, podendo contribuir para o equilíbrio dos estoques reguladores de grãos, reduzir os custos e permitir maior competitividade ao setor, visto que o Brasil é um dos países com maior potencialidade de adaptação e crescimento da cultura de sorgo no mundo. 2.4.2 Concentrados São suplementos compostos por dois ou mais nutrientes, cuja função é complementar os alimentos volumosos, equilibrando as rações atendendo à exigência nutricional para engorda no confinamento. São alimentos considerados com grande proporção nutritiva, pois encerram mais de 60% de NDT. Os ingredientes energéticos possuem até 20% de proteína bruta e menos de 5% de extrato etéreo. São ricos em amido e pobres em fibra, por isso são muito recomendado para engorda dos animais. Os ingredientes protéicos possuem mais de 20% de proteína bruta. Os suplementos protéicos são responsáveis por uma grande parte dos custos das rações balanceadas utilizadas para os bovinos, especialmente para engorda, concluem Hernrique et al (1998). A proteína bruta pode ser de origem protéica ou não protéica. A uréia e o cálcio úrico são exemplos de proteína bruta não protéica, que são utilizadas na alimentação de bovinos, as bactérias ruminais são responsáveis por transformá-las em proteínas O aumento de concentrados na dieta afetam a ingestão de nutrientes, sendo assim a mistura de concentrado/ volumoso deve estar em nível ótimo para que seja feito o Maximo aproveitamento da dieta. A utilização de concentrados e forragens conservadas em forma de feno ou visando elevar o nível nutricional repercute em aumento dos custos de produção, conhecer o potencial energético das dietas permite organizar melhor as dietas, balanceando a energia em Kcal, e não excedendo a quantidade do concentrado. Esse conhecimento da dieta permite o

21

fracionamento da mistura em concentrado/volumoso diminuindo os problemas causados pela modificação que ocorre no ambiente ruminal e na variação do pH, já que a dieta concentrada é composta por ingredientes farelados. As dietas energéticas, ricas em concentrado, podem acarretar mudanças no processo de sigestão e no metabolismo dos nutrientes, em decorrência das interações dos alimentos, denominadas efeitos associativos (MAEDA, E.M. et al, 2007) A tabela 4 apresenta a relação de alimentos concentrados e suas características, utilizados na alimentação de bovinos confinados, mostrando-se a quantidade em porcentagem de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), nutrientes digestíveis totais (NDT) de cada alimento, sendo isso muito importante no balanceamento das rações. Tabela 4: Relação dos alimentos que podem ser utilizados na dieta dos bovinos em confinamento.

2.5. Ganho compensatório mary SAINZ (1998) definiu ganho compensatório como a taxa de crescimento acima do normal, algumas vezes observadas após um período de restrição nutricional, que tenha resultado em um ligeiro aumento, em manutenção ou redução do peso vivo do animal cuja duração tenha sido suficiente para permitir sua adaptação ao estado nutricional mais baixo, a severidade e duração do período da restrição deprime o ganho compensatório, podendo

22

ocorrer completa ou parcial recuperação do ganho de peso, dependendo da persistência da taxa de ganho adicional, ou mesmo não ocorrer qualquer compensação. Um dos mecanismos que causam crescimento compensatório é o aumento no consumo de energia. O consumo durante o período de realimentação não é constante, podendo ocorrer um período de adaptação de 3 a 4 semanas antes de os animais atingirem níveis de consumo semelhantes ao daqueles sem restrição nutricional. Durante o período de restrição alimentar, ocorrem mudanças no perfil hormonal doas animais e redução dos órgãos metabolicamente ativos, ligados à função digestiva. A extensão em que ocorre a redução do tamanho desses órgãos a resposta compensatória em decorrência da relação direta entre o tamanho dos órgãos e as exigências de energia de mantença do animal. Fontes et al. 2007, verificou que a partir do início do confinamento, com o fornecimento de concentrado foi o período de melhor conversão alimentar e coincidiu com o período de maior consumo alimentar por unidade de tamanho metabólico e por percentagem de peso vivo. O fenômeno biológico, denominado por VERDE (1996) de crescimento

compensatório no que se observa que aqueles restringidos na fase anterior (recria em campo nativo) podem responder com um maior ganho e melhor eficiência alimentar, mesmo que sejam mais leves do que aqueles que tiveram uma melhor alimentação. Segundo Bail, Brondani e Restle, 2000, os animais que sofreram restrição alimentar durante o período de recria e que iniciaram o confinamento com menor peso foram mais eficientes, pois consumiram menos matéria seca (6,57 vs 7,98Kg; P<0,0468) e menos energia digestível (20,88 vs 25,34Mcal; P<0,0482) por Kg de ganho de peso do que os animais que iniciaram o confinamento com maior peso. De acordo com os auotres, em animais que sofreram a restrição alimentar, a melhor eficiência na utilização de alimentos durante o período em que aumenta o nível alimentar é uma conseqüência do maior ganho de peso relativo ao peso corporal. A melhor eficiência alimentar e energética verificada nos animais com peso inicial menor em relação aos com peso inicial maior, pode ter sido causada por vários fatores. Entre esses fatores, podem-se citar as diferenças na composição de ganho, no consumo de energia, nos requerimentos de mantença e no crescimento de orgãos internos

23

3. CONCLUSÃO ana Quando o produtor faz a opção por intensificar a criação, deve atentar para as

características de mercado e a possibilidade de baratear a produção a alimentação deve-se atender as exigências nutricionais de acordo com as necessidades dos animais para engorda rápida, oferecendo volumoso e concentrado de forma correta, ou seja, fazer a adaptação dos animais dentro das normas de parcelamento, fornecimento e armazenamento da ração, para que não ocorra qualquer problema que inviabilize o processo de confinar. A redução no período de alimentação em confinamento de novilhos de corte promove aumento na lucratividade deste sistema de terminação, visto que confinar animais exige mais dedicação quanto a alimentação dos animais.

24

25

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA LOPES, M. A. & MAGALHÃES, G. P. Produção de novilhos precoce. Disponivel em:< http://www.scielo.br/pdf/cagro/v29n5/a19v29n5.pdf>. Acesso em: 15/10/2009

PEIXOTO, A.M. Bovinos para confinamento. In: PEIXOTO, A.M.; MOURA, J.C. de; FARIA, V.P. de. Bovinocultura de corte: fundamentos da exploração racial, FEALQ, 1999, p. 269-302.

RESTLE,J. et al. Produção do super precoce a partir de bezerros desmamados aos 72 ou 210 dias de idade. R. Bras. Zootec., v.31, n.4, p.1803-1813, 2002

ALVES FILHO, D.C. Evolução do peso e desempenho anual de um rebanho de cria constituído por fêmeas de diferentes grupos genéticos. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 1995. 183p. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) - Universidade Federal de Santa Maria, 1995.

RIBEIRO, E.L.A.; RESTLE, J.; PIRES, C.C. Produção e composição do leite em vacas Charolês e Aberdeen Angus amamentando bezerros puros ou mestiços. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.26, n.8, p.1267-1273, 1991. PEIXOTO, A.M. Bovinos para confinamento. In: PEIXOTO, A.M.; MOURA, J.C. de; FARIA, V.P. de. O confinamento de bois, 3. Ed. Piracicaba: FEALQ, 1979, p.17-48

EUCLIDES FILHO, K.; FIGUEIREDO, G.R. Cruzamentos e seus benefícios. In Anais do 1o Simpósio Brasileiro Sobre Cruzamento de Bovinos de Corte, Londrina, 2003, 11. PEROTTO, D. et al. Características da carcaça e da carne de bovinos Nelore e cruzados Bos taurus x Bos indicus In: VII Simpósio Brasileiro de Melhoramento Animal São Carlos, SP, 10 e 11 de julho de 2008

26

LEME, P.R. et al. Avaliação de acasalamentos de matrizes Nelore com touros das raças Nelore, Canchim, Santa Gertrudes, Holandesa, Parda Suíça e Caracu. 2. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA

SAMPAIO, A. A. M.; LOPES, M.A. Manual do Confinador de Bovino de Corte. Jaboticabal- SP: FUNEP, 1999.106 p.

LAZZARINI NETO, S.; NEHMI FILHO,V.A. Pecuária de Corte Moderna: Produtividade e lucro Viçosa- MG, 1996, 71p

LAZZARINI NETO, S; Instalações e benfeitorias. 2 ed.Viçosa-MG: Aprenda Fácil, 2000. 110p. CARDOSO, E. G. Engorda de Bovinos em confinamentos: Aspectos gerais. Campo Grande: EMBRAPA-CNPGC, 1996. 36P.

BIZINOTTO, 2005: Acervo Particular

MANEJO de desmama: efeitos sobre o desempenho e retorno econômico de bovinos confinados. INTERURAL: a revista do agronegócio, Uberlândia, MG, v.3, n.19, p. 36-38, mar, 2009

VECHIATO, T.dos A. de F.; OTOLANI, E.L. Sanidade no confinamento de bovinos: impacto produtivo e econômico. INTERURAL: a revista do agronegócio, Uberlândia, MG, v. 3, n.25, p. 30-32, set, 2009

ROCHA, G.C. Período de adaptação. INTERURAL: a revista do agronegócio, Uberlândia, MG, v. 3, n.24, p.42-44, ago, 2009

27

MARTIN, L.C.T., Zootecnista, Seleção dos animais. Confinamento de bovino de corte. São Paulo: Nobel. P.21-26, 1987.

VASCONCELLOS, P.M.B. Astrologia ou forragicultura. In:____. Guia Prático Para o Confinador. São Paulo: Nobel. p. 61-115, 1993 HENRIQUE et al, Utilização do sub-produto concentrado na produção de lisina na alimentação de novilhos confinados. REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 35, 1998. Botucatu, Anais... Botucatu: RSBZ, 1998 v.1, p.245-247. MAEDA, E.M. et al. Digestibilidade e características ruminais de dietas com diferrentes níveis de concentrados para bubalinos e bovinos. R. Bras. Zootec., v.36,.n.3,p.716-726, 2007 CLIMACO, S.M. et al Características de carcaça e qualidade de carne de bovinos

inteiros ou castrados da raça Nelore, suplementados ou não durante o primeiro inverno. Ciência Rural, Santa Maria, v.36, n.6, p.1867-1872, nov-dez, 2006

MOLETA, J.L.; PEROTTO, D. Desempenho e características de carcaça de novilhos inteiros ou castrados ao entrar para o confinamento. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 35., 1998, Botucatu, SP. Anais... Botucatu: SBZ, 1998. v.4, p.671-673. RIBEIRO, E.L.A. et al. Growth and carcass characteristics ofpasture fed LHRH immunocastrated, castrated and intact Bos indicus bulls. Meat Science, Exeter, v.68, p.285290,2004.

SAINZ, R.D. Crescimento compensatório em bovinos. In: SIMPÓSIO SOBRE PRODUÇÃO INTENSIVA DE GADO DE CORTE, 1., 1998, Campinas. Anais... Campinas: Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, 1998, p. 22-38.

28

FONTES, C.A de A. Avaliação do ganho compensatório m novilhos mestiços holandês-gir: consumo e desempenho. R. Bras. Zootec.,v.36, n.3,p.698-708, 2007

SOUZA, V.G.et al. Efeito da substituição de pré-secado de capim-tifton 85 por silagem de sorgo no consumo e na digestibilidade dos nutrientes e no desempenho de bovinos de corte. R. Bras. Zootec. v.35 n.6 Viçosa nov./dez. 2006

PASCOAL, L.L.; RESTLE, J.; ALVES FILHO, D.C. et al. Desempenho de bezerros alimentados com silagem de milho colhidas a duas alturas de corte associadas a dois energéticos. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 39., 2002, Recife. Anais... Recife: Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2002 (CD-ROM) Nutrição de Ruminantes, código 6-1164. RESTLE, J. et al. Fontes energéticas para bezerros de corte desmamados aos 80 dias de idade. R. Bras. Zootec. v.35 n.3 supl.0 Viçosa maio/jun. 2006 COELHO DA SILVA, J.F.; LEÃO, M.I. Fundamentos de nutrição dos ruminantes. Piracicaba: Livroceres, 1979. 380p. VERDE, L.S. Crescimento compensatório. In: VERDE, L.S. Crescimento e crescimento compensatório na produção animal. Santa Maria, 1996. BAIL, C.A.T.de.; BRONDANI, I.L.; RETLE, J. Níveis de concentrado na fase de terminação em confinamento para novilhos previamente mantidos em pastagem nativa ou cultivada. Cienc. Rural v.30 n.1 Santa Maria jan./mar. 2000

29

30