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ElainE arns

sumário

Unidade 1.................................................................................................................................03 Fundamentos da tecnologia educacional Unidade 2 .......................................................................................................................................08 A internet Unidade 3 ...........................................................................................................................................13 Tecnologia e Mídia Unidade 4 .......................................................................................................................................18 Educação a distância Unidade 5 .......................................................................................................................................22 Contexto histórico da educação a distância Unidade 6 .......................................................................................................................................27 Ambientes virtuais de aprendizagem Unidade 7 .......................................................................................................................................31 Estruturação de ambientes virtuais de aprendizagem Unidade 8 .........................................................................................................................................36 Práticas pedagógicas na educação a distância Unidade 9 ..........................................................................................................................................41 Atividades possibilitadas pelo aprendizado eletrônico Unidade 10 ......................................................................................................................................46 Aprendizagem baseada em problemas Unidade 11 ......................................................................................................................................51 Design instructional Unidade 12 .....................................................................................................................................55 Especificação do design instrucional Unidade 13 .......................................................................................................................................60 Modelos do design instrucional Unidade 14 ........................................................................................................................................64 Fases do design instrucional

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| Técnicas Educacionais

Fundamentos da tecnologia educacional

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Objetivo: Compreender as finalidades e os processos de inserção das tecnologias de informação e comunicação na sociedade e no contexto pedagógico.

Tecnologia e sociedade
Primeiramente vamos esclarecer o que entendemos por “tecnologia”. Se procurarmos por definições em dicionários da Língua Portuguesa, encontraremos: do Gr. technologia < téchne, arte + lógos, tratado. Estudo e aplicação de técnicas e procedimentos relacionados a um determinado ramo de atividade. (Michaelis) Ciência que quantifica o desenvolvimento nos estudos de outras ciências, tais como a química, física etc.” (Sawaya, 1999, p. 464). Conjunto complexo formado pelas artes e ofícios, interligados pelo conhecimento (saber) e pelo “saber-fazer” (Aurélio). Basicamente podemos compreender que tecnologia é qualquer artefato, método ou técnica criada pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais agradável. A tecnologia, neste sentido, não é algo novo – na verdade, é quase tão velha quanto o próprio homem. São ferramentas, técnicas, conhecimentos, métodos que ajudam a resolver problemas. As relações entre o homem e o meio, a natureza, sempre foram mediadas pelas tecnologias vigentes em cada momento histórico e sempre com o objetivo de proporcionar melhorias no bem estar coletivo. Dessa forma, elas tiveram um papel fundamental desde a pré-história, quando o homem primitivo começou a fabricar seus instrumentos com pedras lascadas, madeira e ossos, para caçar animais e garantir sua sobrevivência. Na revolução agrária, o homem, que era nômade, passou a se fixar em um espaço geográfico, movido pela possibilidade de semear a terra. Esse fato não teria sido consumado sem a criação de ferramentas pelo homem. Na Revolução Industrial, o uso das tecnologias teve consequência mais séria: o surgimento da classe operária e a consequente perda que tiveram os artesãos de suas ferramentas de trabalho (tecnologias), pois essas se tornaram “obsoletas” por não mais servir aos novos modos de produção. Como resultado, o trabalhador deixou de conhecer todo o processo de fabricação dos produtos que manufaturava (conhecimento geral e amplo) para ser um operário fabril, com qualificação apenas para inserir uma determinada peça em um lugar específico e predefinido por outro (conhecimento restrito e “especializado”). A sociedade atual é caracterizada por múltiplas denominações, como a sociedade em rede (Castells, 1997), a revolução semiótica (Dieterich, 1999), a geração digital (Tapscott, 1999), além de outros termos mais utilizados como sociedade pós-moderna, sociedade da aprendizagem, sociedade da informação, sociedade do conhecimento e muitas outras. Mas o importante é que, qualquer que seja a denominação, sua “marca registrada” é a compressão do tempo e do espaço, que viabiliza o rápido avanço da globalização econômica, que potencializa cada vez mais a separação entre os que têm acesso aos bens produzidos por esse modelo sócio-econômico daqueles que estão à margem desse processo. Para isso, contribuem, significativamente, as Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs.
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Mas será que tecnologia educacional se resume a isso? A experiência de implantação do uso da tecnologia em escolas. causa e resultado de mudanças na forma de vida das pessoas. cujo limite é apenas o poder de compra. trancafiado. Inicialmente um bem de consumo caro. mas completamente sem uso. Mas a economia de mercado necessitava criar produtos para gerar novas necessidades. quadro-verde ou quadro-branco. sem que. por sua vez. à construção e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade nós chamamos de “tecnologia”. para executar ou fazer algo. alguém o tenha ligado à tomada? Ou uma lousa. conexão com a Internet. jeitos ou habilidades especiais de lidar com cada tipo de tecnologia. sem que alguém a houvesse elaborado antes? Em algum momento dos últimos vinte anos algum professor foi demitido do seu emprego só porque a escola comprou um videocassete? Um laboratório de ciências. pelo menos. ao mesmo tempo. a informática auxiliando o processo de ensino-aprendizagem em ambientes de aprendizagem. nós chamamos de técnicas. projetores multimídia. apresentando “a matéria”. Alguém já viu um computador dando aula sozinho. 2002) A atual fase de intensivos avanços tecnológicos é. tanto particulares como públicas. é preciso algo mais para que se produzam ganhos significativos nos processos educacionais. surge um forte desejo de possuí-lo. quadro-negro. A cada novo “avanço” corresponde uma nova necessidade de compra que gera a necessidade de um novo “avanço”. apostilas. portanto. que se aplicam ao planejamento. As maneiras. Por mais versátil que essas ferramentas possam parecer à primeira vista. E é nessa lógica que evoluem muitos outros produtos. mas as pessoas começam a comprá-lo .privilégio de poucos. se esses recursos não forem utilizados para produzir conhecimento. livros. os preços baixam um pouco e ele se torna um bem mais popular. (KENSKI. suscitam novas necessidades de avanços tecnológicos. as quais. já nos mostrou que não basta ter computadores em salas de aula ou laboratórios. tamanhos menores. não básicas. pode-se visualizar como acontece a globalização dos mercados mediante a criação das necessidades de consumo. As melhorias tecnológicas vão sendo incorporadas: baterias com mais potência. mas vamos optar pelo telefone celular. surgiu o celular. ensina ciências para alguém? Um toco de giz percorre a lousa ensinando filosofia aos alunos? | Técnicas Educacionais 4 . apenas de consumo. internet. Vários exemplos de produtos tecnológicos dessa cadeia evolutiva poderiam ser citados para esclarecer. Tecnologia Educacional Quando se fala em tecnologia educacional. a partir desse exemplo. muita gente quer comprar.01 Ao conjunto de conhecimentos e princípios científicos. Eles provocam essas mudanças porque os produtos são lançados no mercado com o objetivo de gerar novas necessidades de consumo. A humanidade vivia muito bem sem esse aparelho até pouco tempo atrás. contando com tais recursos. Esse efeito se repete em um ciclo. ou seja. quando se presumia que as necessidades básicas de comunicação eram satisfeitas. totalmente equipado. softwares. Assim. automaticamente associa-se com atividades que envolvam computadores e softwares. A publicidade mostra suas infinitas vantagens.

do livro didático ou da televisão. poderão vir a substituir as já existentes. novas abordagens de sua utilização no processo educativo e o professor passa a ser o mediador. de acordo com Grégoire (1996) – ou NTIC. As novas tecnologias da informação e da comunicação (NTs). não é o agente criativo. Uma tecnologia é uma solução elaborada que pode ser aplicada em situações-problema semelhantes. mas tecnologias. então estamos diante de uma tecnologia! O conhecimento é produzido como resposta a um problema. pronto para ser oferecido. Toda mídia. completa ou definitiva. aquele que intervém no processo educativo. Todas as vezes que alguém se depara com um problema – a menos que simplesmente o abandone – tende a buscar para ele alguma solução e. vêm suscitando. dois participantes da dinâmica educacional: aluno-professor. A mídia. Nessa perspectiva. pelo seu desenvolvimento acelerado e potencial de aplicação. no mínimo. é algo que se coloca entre. alunos-professor. seja pelo uso do quadro-negro. não existe uma única tecnologia educacional. aluno-aluno. como menciona Gaston Bachelard. aluno-aluno. isto é soluções resultantes do enfrentamento de problemas. a tecnologia sempre esteve presente nos contextos educacionais. por si só. Lévy (1987) define tecnologia educacional como “conjunto de recursos técnicos que influenciam a cultura e as formas de construção do conhecimento de uma sociedade”. a informática aplicada à educação A informática na qualidade de Ciência deve ser visualizada pela ótica mecanicista e cognitivista. ao longo do tempo. construímos conhecimento. mais eficazes. Portanto. como a origem da palavra sugere. sempre tem sido possível alcançar soluções cada vez melhores – no sentido de serem mais próximas da solução ideal de um problema – e essa característica central tende a permanecer. pois o computador e as linguagens que o fazem 5 .01 Por mais absurdos que possam parecer esses questionamentos. em sua obra O novo espírito científico. nada se pode afirmar a respeito de sua permanência: outras soluções. quando criamos uma solução para um problema. é incapaz de produzir conhecimento. A mídia não é só a mensagem. como meio que se interpõe e viabiliza a interação entre pessoas participantes de um processo educacional. professor-aluno. mas. não existe tecnologia ideal. Ao que parece. eles nos indicam uma percepção totalmente equivocada: a de que “coisas” ensinam ou passam conhecimento e que a informática veio para revolucionar o ensino. Embora novas soluções sejam encontradas. absoluta. meios. Se a solução mostra-se eficaz para um número significativo de casos semelhantes. ela pode carregar mensagens em informações. dentre outras possibilidades de configuração. de Perrenoud (2000).

Com métodos mais dinâmicos e interativos. Norbert Wiener (1970) definiu cibernética. Na busca das raízes do que se tornou a ciência da informação automática – a informática – encontra-se a cibernética. o fato é que o computador está sendo cada vez mais utilizado para apoiar e potencializar a educação. Sugerimos a leitura do texto “A metamorfose do aprender na sociedade da informação” de Hugo Assmann Ci.47). A descoberta de novas formas de ensinar e aprender por meio da informática educativa é um desafio extremamente motivador. que vem do grego kybernetiké. humano (Marchelli 1990). que implica e que demanda trabalhos de investigação voltados para a produção de meios e materiais que possibilitem também a teorização a respeito de sua aplicação em relações mediadas por esta tecnologia. como “a ciência do controle e da comunicação. No meio escolar. Tradicionalmente utilizado para processar. Pierre Lévy fez uma constatação muito importante sobre o computador. “o computador não é o centro. desperta maior interesse dos alunos na busca pela informação e sua participação efetiva no processo de ensino-aprendizagem. o uso pedagógico do computador é apontado como um fator que pode efetivamente contribuir para o avanço qualitativo do processo ensino – aprendizagem. 2000 Disponível em: http://www.scielo. armazenar e transferir informações e como elemento para tomada de decisões. um componente incompleto de uma rede calculadora universal” (Lévy 1996. o conjunto de regras utilizadas para que a mensagem codificada seja traduzida e compreendida (além de armazenada) por meio de um objeto que realize operações como o computador ou o cérebro do homem. O uso de tecnologias cada vez mais avançadas pela sociedade tem exigido das instituições educacionais uma revisão de seus conceitos. ou seja. p. mas um pedaço. um fragmento da trama.br/scielo.01 funcionar foram concebidos com base no pensamento natural. Com a missão de preparar os jovens que estão sob sua responsabilidade para exercer plenamente a cidadania num mercado cada vez mais competitivo. Inf. nenhuma instituição pode fechar os olhos para as grandes mudanças que se anunciam para aqueles que têm o domínio tecnológico.php?script=sci_arttext&pid =S0100-19652000000200002 6 | Técnicas Educacionais . no animal e na máquina”. tampouco pode se eximir de refletir sobre o significado da adoção destas novas tecnologias em seus projetos pedagógicos. de seus recursos. pois ele é incompleto sem principalmente o homem ao seu comando.. de seus métodos.

reuniões. com os colegas e em sala de aula com seus alunos. contatos. – quais tecnologias estão disponíveis? Como você as utiliza? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 7 . Quais tecnologias você utiliza na sua casa para as tarefas diárias? E no seu ambiente de trabalho: na preparação de aulas.01 agora é sua vez! Observe ao seu redor.

hipertextos dispostos na rede e que hoje quase se fundem com o conceito de Internet. mas de resultados científicos. a rede foi apropriada pelas universidades e centros de pesquisa. O Departamento de Defesa norte-americano queria ter posse de um meio de comunicação que não sofresse danos num suposto ataque nuclear da URSS aos EUA. Cabe. quando as informações poderiam ser transmitidas por vários pontos do território americano.02 a internet Objetivo: Estudar conceitos de Internet e a contribuição da informática educativa no processo ensino – aprendizagem. esta rede ainda estaria funcionando. Uma das maiores vantagens da Internet é que ela é uma ferramenta que fornece acesso a uma enorme quantidade de informações que estão disponíveis em todo o mundo. É considerada a rede das redes de comunicação. ou rede representa exatamente o que a Internet é: uma grande teia de cabos e comunicações via satélite. como não existe nenhum tipo de censura. Ela significa muitas redes de comunicação diferentes. Na década de 70. e mesmo que um deles fosse atingido. num panorama mundial cercado pela Guerra Fria. a Internet é um privilégio da vida moderna para a sociedade. A rede mundial de computadores interconectados surgiu na década de 60. selecionar e utilizar as informações 8 | Técnicas Educacionais . portanto. nem tudo que está publicado na web é correto. Pois. através de um padrão de comunicação. que estão ligadas. para organizar de maneira mais prática e simples os dados que transitam no ciberespaço através da Internet. portanto à escola. ligando servidores e microcomputadores de todo o mundo entre si. e daí tornou-se um meio não de troca de informações militares. pesquisadores suíços desenvolveram a WWW (Wide World Web). O conceito de Internet. Hoje. A Internet é o nome reduzido que significa Internetwork System (sistema de interconexão de rede de comunicação). exigindo usuários com capacidade crítica para posicionarem-se frente às informações recebidas. é importante. ou web. é pertinente alertar para a confiabilidade das informações apresentadas. mostrar um caminho para o desenvolvimento do senso crítico aos alunos para que saibam analisar. tivesse dentro das suas principais características a descentralização. Entretanto. consequências e riscos. interconectadas coletivamente para formar a Internet. A WWW proporcionou a aplicação de interfaces gráficas bastantes funcionais (como os browsers ou navegadores) e possibilitaram a criação de Web sites. É o maior repositório de informações acessíveis a qualquer pessoa que a acesse de qualquer parte do mundo. A Internet pode permitir a comunicação e o compartilhamento de recursos e dados com pessoas em sua rua ou ao redor do mundo. como um meio para pesquisadores comunicarem e compartilharem seus trabalhos e tem sido utilizada por toda a sociedade como meio de informação e atualização. que são dirigidas e operadas por uma grande quantidade de organizações. que. Em 1990.

estende suas conexões em estrela. de acordo com a necessidade. páginas. Snyder. Os nós podem ser palavras. 17). o hipertexto perturba nossa noção linear de texto. um salto é feito para o ponto associado pela ligação. Pode-se dizer que a ligação (link) é o conceito básico mais importante no hipertexto. ou a maioria. que se lança no espaço cibernético em busca da informação pelos meios de comunicação. rompendo a estrutura convencional e as expectativas a ela associadas (v. A leitura pode dar-se em muitas ordens. frase ou nó inteiro do mesmo documento ou de outro. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente co-autor do texto final. o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. o hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. gráficos. Em certo sentido. Os itens de formação não ligados linearmente. Quando uma ligação é ativada. cada unidade de informação é chamada de nó e o tamanho é variável. Confirma-se a era do homem virtual. Hipertexto O termo hipertexto foi cunhado por Theodor Holm Nelson. documentos complexos. Há maior liberdade de navegação pelas informações como se estivéssemos imersos num continuum de discursos espalhados por imensas redes digitais. em 1964. organizadas de forma a permitir uma leitura (ou navegação) não linear. o hipertexto não tem uma única ordem de ser lido. de modo reticular. imagens. baseada em indexações e associações de ideias e conceitos. como em uma corda como nó. uma citação. a partir de escolhas locais e sucessivas. que podem eles mesmos ser hipertexto. como também interromper qualquer movimento de alienação. multisequencial e indeterminado. que pode ser uma palavra. para referir uma escritura eletrônica não-sequencial e não-linear. realizado em um novo espaço de escrita. O hipertexto se caracteriza.02 de forma adequada. No hipertexto. como um processo de escritura/ leitura eletrônica multilinearizado. sob a forma de links. 1997. p. pois. Diferentemente do que o texto de um livro convencional. podendo estar combinadas com imagens (animadas ou fixas) e sons. 9 . mas cada um deles. Poderíamos adotar como noção de hipertexto assim: o conjunto de informações textuais. A ordem das informações não está dada na própria estrutura da escrita. Para Lévy (1993). em tempo real. que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos. ligações são marcas que conectam um nó com outro. sequência sonoras. Pode ser uma tela um arquivo. Em um hipertexto. Tem múltiplas entradas e múltiplas formas de prosseguir. Assim.

sejam elas dicionários. pela contínua relação de um leitornavegador com múltiplos autores em quase sobreposição em tempo real. por isso ele é topográfico (Bolter. (d) O hipertexto é um texto fragmentário: consiste na constante ligação de porções em geral breves. carece de um centro regulador imanente. museus. enciclopédias. por um lado. 1991). 1991. não experimenta limites quanto às ligações que permite estabelecer. literárias. chegando a simular uma interação verbal face-a-face. Em geral. sendo um fenômeno essencialmente virtual. esta é uma característica inovadora já que desestabiliza os frames ou ‘enquadres’ de que dispomos para identificar limites textuais. já que o autor não tem mais controle do tópico e do leitor. 25). arquitetônicas etc. relacionando-o às formas clássicas de produção textual. é propiciada pela multisemiose e pela acessibilidade ilimitada e. por outro lado. entre as características que determinam a natureza do hipertexto. cinematográfica. visual e gestual) de forma integrativa. obras científicas. p. (g) O hipertexto é um texto interativo: procede pela interconexão interativa (Bolter. 1991. (b) O hipertexto é um texto volátil: não tem a mesma estabilidade dos textos de livros. (Bolter. (f) O hipertexto é um texto multisemiótico: caracteriza-se pela possibilidade de interconectar simultaneamente à linguagem verbal com à não-verbal (musical. apontam-se as seguintes: (a) O hipertexto é um texto não-linear: apresenta uma flexibilidade desenvolvida na forma de ligações permitidas/ sugeridas entre nós que constituem redes que permitem a elaboração de vias navegáveis (Nelson. (e) O hipertexto é um texto de acessibilidade ilimitada: acessa todo tipo de fonte. um espaço de escritura e leitura que não tem limites definidos para se desenvolver.02 Vejamos o hipertexto em suas especificidades. em princípio. e todas as escolhas são tão passageiras quanto às conexões estabelecidas por seus leitores. impossível no caso do livro impresso (Bolter. 27). a não-linearidade é tida como a característica central do hipertexto. com sempre possíveis retornos ou fugas. p. 27) que. (c) O hipertexto é um texto topográfico: não é hierárquico nem tópico. 10 | Técnicas Educacionais . p. 1991:31). 1991. por exemplo. e.

um ambiente que permite inúmeras possibilidades do mundo real. O termo ciberespaço foi utilizado pioneiramente pelo escritor William Gibson. Quando enviamos uma correspondência por e-mail. Comunicar-se por telefones celulares. um local que é definido como ciberespaço. de certa maneira. que pode ser experimentada através de softwares especiais”. também pai do movimento cyberpunk na literatura. que. devido a sua popularização e sua natureza de hipertexto. onde novas formas de realizarmos os procedimentos comunicativos são apresentados de maneira multimidiática. dando ênfase ao ato da imaginação. causaram alteração nas relações sociais. O ciberespaço é. o ciberespaço também pode ocorrer na relação do homem com outras tecnologias como celular. ligadas a nossa esfera social. Desse modo. essa mudança estende seus domínios a vários campos do saber.02 Cibercultura e ciberespaço Ciberespaço é um espaço de comunicação em que não é necessária a presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento. todos nascidos da chamada “era digital”. o ciberespaço é uma “alucinação consensual. Consequentemente. num não-lugar. em que se estabelecem novos conceitos de espaço. crackers e zippies. mas pela simulação. ou visitamos um determinado site ou link. Com essa nova forma de sociabilidade. mas as referências de lugar desaparecem. Encontramo-nos. na verdade. tempo e interação social.on-line. O mundo virtual caracteriza-se não propriamente pela representação. Esta simulação é. necessária para a criação de uma imagem anônima. em um lugar. Podemos até pensar que. navegar na Web e bater papo nos chats passaram a ser coisas cotidianas. ou melhor. pagers. não sabemos qual é a infovia percorrida. com o avanço extraordinário dos hardwares e softwares. Por cibercultura entendemos as interações sociais ligadas às novas tecnologias. Ele propicia a ocorrência de uma realidade virtual. podemos afirmar que o ciberespaço não está desconectado da realidade. de 1984. e é na comunicação que esta transformação talvez mais transpareça seu caráter evolutivo. Apesar de a internet ser o principal ambiente do ciberespaço. ao enviar um e-mail de Curitiba para o Rio de Janeiro. Não podemos descrever a paisagem pela qual a comunicação percorre. em seu notório livro Neuromancer. ou rádio-amadores. Segundo ele. podemos até imaginar. que terá comunhão com os demais. apenas uma das possibilidades do exercício do real. O ciberespaço é um local desprovido de uma representação real concreta. Os provedores de acesso são inúmeros. surgem personagens como hackers. desconhecemos o caminho ou rota pelo qual se realiza o encontro. O que vem a ser a virtualização? Do latim medieval virtualis ( derivado 11 . mas que podemos utilizar quando trocamos de informações entre redes de computadores . então.

Cibernética. ou seja. dando origem a territórios imaterializados. São Paulo: Polígono/ Edusp. Gita K. o ciberespaço é um meio em que será possível se consolidar a tecnodemocracia. na qual a tecnologia da eletrônica tornará viável o desenvolvimento de comunidades inteligentes capazes de se autogerir. Expresse sua opinião sobre a questão a seguir e discuta com os seus colegas: Como controlar os usos abusivos e criminosos na Internet sem acabar com sua principal marca registrada. O grande perigo é que. pp. Logo.02 de virtus.. Norbert (1970). (trad.. A autogestão estará ligada aos grupos que se formariam através das preferências individuais. A era tecnológica cria ou recria uma nova divisão social. a liberdade de expressão? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 12 | Técnicas Educacionais . a pura e simples ausência da existência. atualmente. potência) virtual é que existe em potência e não em ato. De acordo com Levy (1996). ou controle e comunicação no animal e na máquina. os info-excluídos. Sugerimos a leitura do livro: WIENER. agora é sua vez! Pesquise sobre os Usos inadequados da Internet. uma redistribuição de saberes. Segundo Lévy (1996. poderes. força. o ciberespaço faz também surgirem sociedades marginalizadas.). Ghinzberg). 12-15) por virtual se entende “um processo de transformação de um modo de ser num outro(. dois mundos que se separam de acordo com a participação ou não na vida digital. existe um pequeno grupo de pessoas privilegiadas que detém a “senha de acesso” à tecnologia de informação. uma nova formação política.

parece contraditório. coloca sua experiência de vida. numa área específica. CDs. Para ele. CDs. por telefone. pesquisador e professor da Universidade de São Paulo. É certo que. quando se salienta a educação. tecnologia online Filmes Vídeoteipes. fitas de áudio. melhor será o ambiente e. outras tecnologias impressas. porque ele é uma mensagem complexa e. teletransmissão. guias de estudo e documentos eletrônicos pela tecnologia on-line Sons CDs. principalmente. Essa é uma questão de fundo profundamente tecnológico. Tem que ser um competente comunicador de toda uma experiência de vida que vale a pena transmitir junto com aquele conteúdo programático específico. tecnologia on-line • • • • 13 . sem preocupar-se com o conteúdo programático. A tecnologia é o veículo para comunicar mensagens e essas são representadas em uma mídia. isso não é correto. Pierre Lévy Segundo Manuel Morán. Educação e comunicação possuem ligações muito importantes.. porque fala com todo o corpo.)”. portanto. comunicação e educação andam juntas. É comum as pessoas empregarem os termos tecnologia e mídias como sinônimos. uma ponte como forma de lidar com o conhecimento. DVDs. Imagens (estáticas e em movimento). sob um aspecto científico. Filmes . e a comunicação como sendo troca de mensagens entre duas ou mais pessoas. Não basta ser só um professor competente. mas comunicarse mais. Uma pessoa que se comunique mais e fale menos. mas não é comunicação. para comunicar. melhor serão as práticas educativas. junto com esse conteúdo programático. é preciso enviar mensagens. Cada tecnologia suporta pelo menos um meio. diferente de como vem fazendo.tecnologia e mídia 03 Objetivo: Compreender as finalidades e os processos de inserção das tecnologias de informação e comunicação na sociedade e no contexto pedagógico. Isso é a condição física da comunicação. como sendo a interação entre o educador e o educando. ele é um comunicador total. “o educador é um comunicador que precisa fazer uma interação. mas enviar mensagens não é comunicar. DVDs. DVDs. tecnologia on-line Imagens Livros. Ele é um comunicador. não se muda com cursos rápidos (. e algumas podem suportar mais do que um. “Comunicar não é de modo algum transmitir uma mensagem ou receber uma mensagem. de uma pessoa que vale a pena conhecer ou não. No quadro a seguir exemplificaremos: Mídia Tecnologia Texto Livros. Existem quatro tipos de mídia: Texto. feliz ou não. mas. quer dizer. Sons. Comunicar é partilhar sentido”. E isso é importante. seu modelo de adulto realizado ou não. Quanto mais a primeira se valer da segunda.. Isso não se improvisa.

mas sem dúvida o poder e a atração da tecnologia on-line estão no seu potencial para dispor de todas as formas de mídia. gráficos e imagens estáticas (desenhos. a integração com outros programas aplicativos. efeitos sonoros especiais). existe também variabilidade em cada mídia em função da tecnologia que a distribui. o usuário não fica preso a uma sequência linear. Para cada momento. mas de participante de uma atividade.03 Embora cada mídia possua características próprias. e multi significa muitos. Portanto. muitos meios ou multimídia é caracterizada pela utilização integrada de diferentes meios de comunicação: áudios (sons como vozes humanas. Multimídia é hoje definida como qualquer combinação de texto. Ou seja. textos e vídeos. em projeção a duas ou três dimensões) e vídeos. sons. dependendo do caso o computador pode executar outras tarefas de outros aplicativos. animações e vídeos mediados através do computador ou outro meio eletrônico. surgiu o conceito de hipermídia. sons. A hipermídia une os conceitos de hipertexto e multimídia. existe uma combinação de mídia e tecnologia mais adequada. gráficos. gravuras. vídeos e quaisquer outras informações que venham possuir sua representação no formato digital. Títulos 14 | Técnicas Educacionais . sons. mídia (mídias) vem do Latim medium (media) ou meio. fotografias). Quase que imediatamente após os hipertextos terem surgido. a interatividade. que reúne não somente textos como também imagens. músicas. Multimídia Etimologicamente. • • • São características de produtos multimídia: o acesso não-linear. Seriam todos os programas e sistemas em que a comunicação entre homem e computador se dá através de múltiplos meios de representação da informação. animações (imagens em movimento ou dinâmicas. a situação do usuário diante do computador pode não ser a de espectador passivo. um documento não-linear que contém imagens.

Videoconferência e Webconferência As tecnologias que permitem que pessoas distantes. 15 . Como crianças e adolescentes de hoje dedicam grande parte de seu tempo aos videogames. a audioconferência via telefone permite cursos a distância com baixo custo e organizáveis rapidamente. através da tecnologia interativa e multimídia. Teleconferência. tanto em estética quanto em interatividade. podem apresentar conteúdos através das mais variadas mídia envoltos em um ambiente similar ao dos videogames.Consiste na realização de uma conferência com dois ou mais interlocutores por meio do áudio. comuniquem são classificados basicamente em: Áudio Conferência . Os recursos técnicos devem servir apenas como meio de aproximação das distâncias. como se eles estivessem na mesma sala. Otimiza a comunicação entre grupos. Sabe-se que os produtos multimídia têm um forte apelo sobre os sentidos e inúmeras possibilidades para a aprendizagem. é preciso que os títulos multimídia consigam uma alta qualidade em termos de design. Os CD-ROMs educativos e de referência. audioconferência. São utilizados avançados recursos de áudio. o que lhes afasta do estudo e da literatura. que permitem que o interlocutor interaja naturalmente com os ouvintes de um ponto remoto.03 multimídia apresentam os conteúdos de forma intuitiva e prazerosa. situados em dois ou mais lugares geograficamente diferentes. Para tanto. a multimídia apresenta um potencial de conjunção desses dois mundos. mas é preciso que educadores se adequem a essa tecnologia para que os produtos multimídia educacionais sejam uma importante ferramenta de suporte ao ensino. Por ser o telefone uma rede existente mundialmente. estimula a colaboração e agiliza a tomada de decisões. navegação e interatividade.

apresentações de expositores ou aulas com a possibilidade de interação via fax. Videoconferência .Acontece via satélite. Devido às ferramentas didáticas disponíveis no sistema. O conferencista ou professor faz sua apresentação de um estúdio de televisão. Fala “ao vivo” para seu público alvo. Os equipamentos necessários para transmissão por teleconferência são de custo elevado. arquivos de computador etc. podem-se executar todas as atividades 16 | Técnicas Educacionais . entre pessoas que podem se ver e ouvir simultaneamente ou seja “face a face”. projeção de vídeos. • • • • A videoconferência combina: vídeo. permitindo que o processo de ensino/aprendizagem ocorra em tempo real (on-line) e possa ser interativo. Consiste na geração via satélite de palestras. imagens (apresentação. áudio (voz e sons). ao mesmo tempo em que o professor explica um conceito. gráficos.possibilita a conversa em duas vias. O sistema permite ainda ao aluno das salas distantes tirar suas dúvidas e interagir com o professor no momento da aula. Através da videoconferência. fotografias etc. que recebe a imagem em um aparelho de televisão. imagens bidimensionais em papel ou transparências. utilizando os mesmos recursos pedagógicos para a comunicação. pode acrescentar outros recursos pedagógicos tais como gráficos. de forma unidirecional. mas a recepção nos dias de hoje é muito barata (antena parabólica. pesquisa na Internet.). arquivos transmitidos de computador para computador (todos os tipos).03 Teleconferência . receptor e aparelho de televisão). telefone ou Internet.

inf. requer-se uma câmera e um módulo (placa de digitalização e transmissão). As palavras em inglês . Sugerimos a leitura do texto: “From Internet To Gutenberg” (Da Internet a Gutenberg) de Umberto Eco. independentemente da localização geográfica. Para se ter um bom resultado.ufsc. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 17 . uma quantidade razoável de software livre e proprietário e a disseminação dos links de banda larga oferecidos pelas operadoras.br/~jbosco/ InternetPort. depende-se da velocidade de transmissão da Internet.É a videoconferência via Internet. torna-se muito mais versátil e acessível a qualquer pessoa que possua conexão à internet.html agora é sua vez! Pesquise sobre videoconferência e relacione algumas vantagens e desvantagens da sua utilização. é uma tecnologia recente. como o caso de teleconferências (precisam de antena parabólica) e videoconferências (salas especificamente preparadas para este fim com equipamentos onerosos). utilizando microcomputadores atuais convencionais. Como não se necessita de equipamentos especiais.Web (teia mundial) e Conference (conferência) somam os dois ingredientes básicos para se promoverem sessões de Videoconferência através da Internet. bem como microfones e placa de som.03 inerentes a uma reunião como se os participantes estivessem todos no mesmo espaço físico. a qual surgiu da possibilidade de utilização dos microcomputadores como um equipamento de Videoconferência. Disponível em http://www. Webconferência .

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educação a distância

Objetivo: Apresentar as especificidades de comunidades virtuais bem como conceitos e concepções em Educação a Distância. A Internet proporciona oportunidades de acesso à informação sediada em computadores em qualquer ponto do globo, oferece também possibilidade de comunicação com pessoas espalhadas por todo o mundo, enviando mensagens, documentos, imagens etc., e proporciona, ainda, a oportunidades de publicação, permitindo exprimir a criatividade de qualquer pessoa num espaço próprio que se pode tornar acessível a todos os interessados. Desse modo, a Internet conduz-nos a viver de forma diferente o espaço, o tempo, as relações sociais, a representação das identidades, os conhecimentos, o poder, as fronteiras, a legitimidade, a cidadania e a pesquisa, permitindo, um novo modo de inserção na realidade social, política, econômica e cultural. Como afirma Peirre Levy: 1. Com a Internet, surge uma nova realidade – o ciberespaço – que se constitui como um lugar de hibridismo, proporcionando uma articulação entre o local e global, e uma articulação entre diferentes linguagens (escrita, imagem, som, vídeo, links...). Correspondendo às necessidades de informação, saber e pertence característico da nossa espécie, o ciberespaço constitui-se também como lugar de nomadismo, tirando partido da ausência de atrito espaço-temporal, como nos indica Pierre Levy (1997). Nesse contexto social, surge a Educação a Distância (EaD) como um nova prática educativa. Contando com o apoio dos avanços das tecnologias da informação e comunicação, a EAD se mostra como uma alternativa eficiente às amplas e diversificadas necessidade de qualificação de pessoas adultas. No mundo atual globalizado, em que aumentam as diferenças sociais, o encontro entre culturas de diferentes países que acontecem de modo impensado até poucas décadas atrás, entre outras transformações. Neste cenário a EaD vem se redefinindo à luz dessas transformações sociais e culturais, na base do impacto dos novos desenvolvimentos tecnológicos. A aquisição de computadores individuais cada vez mais sofisticados e potentes, por parte de uma parcela da população, a instalação de rede e de redes de redes, o barateamento de tarifas telefônicas, a existência da fibra ótica, as habilidades requeridas para o uso da tecnologia no âmbito do trabalho, o uso de mídia na formação, no campo da informática inauguram novas formas culturais de impacto nos modos de construção do conhecimento e dos processos de aprendizagem (MAGGIO, 2001).

Comunidade Virtual
Comunidade virtual pode ser definida como uma comunidade de pessoas compartilhando interesses comuns, ideias e relacionamentos, através da Internet, ou outras redes colaborativas. É um espaço digital onde um grupo de pessoas troca informações sobre um tema ou área específica, discutindo, interagindo e construindo conhecimento de forma cooperativa. O possível inventor do termo, e um de seus primeiros proponentes, foi Howard Rheingold, que define “comunidade virtual” como “um agregado social que surge na Internet, quando um conjunto de pessoas leva adiante discussões públicas longas o suficiente, e com suficiente emoção, para estabelecerem redes de relacionamentos no ciberespaço” [1993]. Para Castells,
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as comunidades virtuais “se entendem como uma rede eletrônica de comunicação interativa autodefinida, organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhados, embora algumas vezes a própria comunicação se transforme no objetivo” [1999]. Apesar de ser um fenômeno ainda pouco estudado, as comunidades virtuais remontam aos primórdios da rede. No princípio dos anos 70, a Internet nasceu como uma comunidade na qual só os cientistas do Departamento de Defesa americano trocavam informações. Em seguida, conectaram-se à rede universidades e laboratórios privados de pesquisa. Houve então uma proliferação de subcomunidades. Em 1979, a chamada Usenet ganhou notoriedade, permitindo que os usuários publicassem mensagens em murais virtuais, o que desencadeou milhares de newsgroups (grupos de discussão de temas). No começo da década de 90, popularizaram-se os chats (salas de batepapos on-line) e hoje existem milhares de salas onde seus membros se comunicam. Assim, entendemos que a comunicação virtual hoje constitui a essência da Internet. No ciberespaço (área das redes de computadores interligadas), as pessoas agrupam-se baseadas em afinidades e não por imposição geográfica. Organizamse em comunidades que interagem no território virtual de modo ágil e isento dos obstáculos impostos pela geografia no mundo físico. Podemos diferenciar as comunidades virtuais de outros grupos de discussão pela qualidade dos laços de relacionamento entre os participantes. Os participantes de uma comunidade virtual se agrupam movidos por interesses comuns, para auxiliarem-se mutuamente na tarefa de produzir conhecimento. Segundo PALOFF e PRATT (2002), as especificidades das comunidades virtuais de aprendizagem seguem os seguintes pressupostos: • destinar-se a interesses comuns a todos os sujeitos participantes; • ênfase no trabalho em equipe; • a comunidade deve centrar sua dinâmica nos objetivos a serem alcançados; • todos os sujeitos têm o mesmo direito de participação; • as normas, valores e comportamentos são definidos na própria comunidade; • educador assume o papel de orientador e animador da comunidade; • a aprendizagem é cooperativa/colaborativa; • sujeito assume o papel ativo na construção do seu conhecimento de acordo com tema da comunidade; • interação permanente.

Educação a Distância
A idéia básica de educação a distância é muito simples: alunos e professores estão em lugares diferentes durante todo ou grande parte do tempo que ocorre a aprendizagem. Estando distantes geograficamente, eles dependem de algum tipo de tecnologia para garantir a transmissão de informações e interações.

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Baseado em: MOORE, Michael G. Educação a distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson Learning, 2007

Nesta modalidade de educação, o aprendizado é sempre muito planejado e não acidental e está muito mais focado no aluno. A educação direta, ou educação face-a-face, é um tipo de educação que oportuniza o contato direto entre educadores e estudante. Educação a distância é a forma organizada de autoestudo, com a qual o aluno constrói seu conhecimento a partir do material de estudo que lhe é apresentado, na qual o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores/ orientadores. Isso é possível de ser feito através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias. Na figura a seguir, podemos ter uma ideia bem clara do processo com o aluno bem no centro do sistema. O site do California Distance Learning Project (1997) apresenta várias definições de educação a distância, que geralmente se referem ao oferecimento de recursos para a aprendizagem de alunos “remotos”. O projeto propõe os seguintes elementos definidores de aprendizagem a distância: • a separação do professor durante, pelo menos, a maior parte de cada processo de instrução; • uso de mídia educacional para unir professor e aluno e para transmitir o conteúdo do curso; • o oferecimento de uma via dupla de comunicação entre professor, tutor ou agente educacional e o aluno; • a separação do tempo e do aluno no tempo e no espaço; • o controle volitivo da aprendizagem com o estudante, em vez de com o professor. Ao contrário do que muitos pensam, a educação a distância não induz a separação entre o aluno e o professor. Segundo Edith Litwin (2000), ela busca reduzir as distâncias que a vida criou, mas não se intimidando com elas, nem lhes sendo submissa. O termo distância, que indica a separação física entre o aluno e o educador, não exclui o contato direto dos alunos entre si, ou do aluno com alguém que possa apoiá-lo no processo de aprendizagem. A este tipo de contato direto, os teóricos do ensino a distância chamaram de presencialidade. Haver ou não momentos de presencialidade no processo de aprendizagem, depende da estratégia usada. Em algumas destas estratégias, educadores e alunos encontramse diariamente para resolver problemas, receber material etc. Há outras, em que os educadores e alunos se encontram esporadicamente. Há ainda outras, em que o único momento presencial é o da avaliação final, e há aqueles em que o momento presencial nunca acontece (uma situação de avaliação que, por exemplo, permita
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tem escrito muito sobre o uso de tecnologias em EAD. (GARCÍA ARETIO. eca. A inexistência e deficiência de oferta de formação profissional fora dos grandes centros urbanos tem se constituído em todos os tempos na sociedade brasileira em um dos grandes motivos de exclusão social. a Educação a Distância com o uso da tecnologia de comunicação e informação. Madrid: UNED). a falta de esclarecimentos entre outros.usp. que pode ser massivo e que substitui a interação pessoal. (MICHAEL G. não tem porque ser presencial). Ainda assim.htm. seja ela inicial ou de educação continuada que o sistema escolar presencial parece não mais comportar. de professor e aluno. Seguem algumas definições sobre educação a distância: • Ensino à Distância é um sistema de ensino em que o aluno realiza a maior parte de sua aprendizagem por meio de materiais didáticos previamente preparados. de tal maneira que a comunicação entre o professor e o aluno se possa realizar mediante textos impressos.04 consultas de documentos de qualquer natureza. Educación a Distancia hoy. Faça um resumo.br/prof/moran/index. com um escasso contato direto com os professores. MOORE) • O Ensino a Distância é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional. faça seus comentários e reflexões! Busque mais autores que escrevem sobre o tema.univir. como meio preferencial de ensino. parece se mostrar como um alargamento de solução de atendimento a essa demanda na atualidade (VILLARDI. leia alguns de seus textos.uvb. O acesso aos sistemas de formação agravados por outros determinantes sociais e econômicos como. (1994).br www. L. Nessa perspectiva. dentre outros.abed. Faça uma busca na Internet e vá ao seu site: http://www.br agora é sua vez! O Prof.br www. mecânicos ou por outras técnicas. por exemplo. Aprofunde seus conhecimentos.unirede.br www. pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e flexível dos alunos. José Manoel Moran. (DERECK ROWNTREE) • O Ensino a Distância é tipo de método de instrução em que as condutas docentes acontecem à parte das discentes. pode ter ou não um contato ocasional com outros alunos. Sugerimos acessar esses sites para aprofundar seu estudo. tem resultado em uma grande demanda de formação do estudante bem como do professor. a pobreza. 2005). em especial os ambientes colaborativos de aprendizagem! ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 21 . na sala de aula. www. por meios eletrônicos.

4. já longe das cartas de Platão e das epístolas de São Paulo. quer utilizando-se de inteligência artificial-IA. em classes e universidades virtuais. 5. Considerada o fundamento para a educação individualizada a distância. A origem da educação a distância. A terceira geração das universidades abertas não foi muito caracterizada pela tecnologia de comunicação. por sua vez. Em 1969. Trabalha o aprendizado colaborativo e com a convergência entre texto. criada em 1978. o aluno transforma-se de um agente passivo de recepção dos conhecimentos repassados pelo professor em um ser ativo. áudio e vídeo em uma única plataforma de comunicação. A quarta geração é da teleconferência. Inicia seus cursos em 1971. Segundo Moore (2007). responsável pelo próprio desenvolvimento. A partir dos anos 90. ou mesmo de comunicação instantânea com professores e monitores. políticas e os objetivos da Educação a Distância. Esse método era apreciado para treinamentos corporativos. Experiências que integravam áudio/vídeo e correspondência com orientação face a face. chegando aos dias de hoje a utilizar multimeios que vão desde os impressos a simuladores on-line. avançando em direção da comunicação instantânea de dados vozimagem. iniciaram-se experiências de interação de um grupo em tempo real e a distância. baseadas em tecnologias da internet. Com pouca ou quase nenhuma interação de professores com alunos. A primeira geração com o texto como meio de comunicação. perde 22 | Técnicas Educacionais . agregou a utilização de som e imagem à apresentação da informação na EAD. A partir do ano de 2000. Na década de 1980. a Universidade Estatal a Distância da Costa Rica. Nesse novo paradigma. primeira instituição de ensino superior a suceder a Open University. o MEC credencia as Universidades para oferecerem cursos a distância. atendendo a milhões de estudantes nas suas Universidades Virtuais. em redes de computadores. cria-se na Inglaterra a British Open University. uma Universidade Aberta. em cursos por áudio e videoconferência transmitidos por telefone. via satélite ou por cabos de fibra ótica. está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX. com aplicação de formas de grande interação entre o aluno e o centro produtor. O professor. 3. a educação a distância evoluiu ao longo de 5 gerações: 1. mas pela forma de organização. envolve ensino e aprendizado on-line. A quinta geração é a mais recente. a instrução por correspondência. cabo e redes de computadores. as Instituições de Ensino Superior começam a distribuir seus cursos pela Internet. A segunda geração foi o ensino por meio da difusão pelo rádio e televisão. exceto quando relacionada a um curso por correspondência.05 contexto histórico da educação a distância Objetivo: Possibilitar a compreensão histórica e crítica dos fundamentos. satélite. 2. Seguiram-se a Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED). instituição verdadeiramente pioneira do que hoje se entende por Educação Superior a Distância. fundada em 1972 e. usando equipes de cursos em um método prático em uma abordagem sistêmica.

São irradiados os cursos ginasiais . são criados também outros programas com o suporte de material impresso. aquele que fomenta o desequilíbrio cognitivo do aluno (na busca de um reequilíbrio em um nível cognitivo mais elevado). são 23 . a Universidade de Brasília (UnB) inicia uma prática de oferta de cursos veiculados por jornais e revistas. a SEED/MEC.Movimento de Educação de Base. as primeiras iniciativas de ensino a distância têm como ponto de partida a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro por Roquete Pinto em 1922. A partir de 1973 começam a ser produzidas e ofertadas pela televisão os cursos de 1º e 2º graus. em nível nacional: Programa “Um Salto para o Futuro”. Tinha como pressuposto básico a alfabetização de jovens e adultos das classes populares por meio do rádio. PROFORMAÇÃO. Apropriando-se da prática educativa das redes de cooperação. o SENAC e. as instituições de ensino superior que trabalham com EaD passam a se reunir em consórcios. em 1937. começa a Rádio Difusão Educativa. o MEC credencia as Universidades para oferecerem cursos a distância. o SENAI. tele e videoconferências. começam a ofertar cursos através de material impresso para milhões de alunos. PROINFO.05 seu posto de detentor e repassador do conhecimento e passa a ser um facilitador. Paralelamente. Programa TV Escola. que tinha como objetivo a utilização da radiodifusão com fins educativos para ampliar o acesso da população à educação. em 1993. em 1941. o MEC define a obrigatoriedade da transmissão gratuita de 5 horas semanais de programas educativos pelas emissoras comerciais de rádio e televisão. cujos trabalhos deflagraram o Programa Nacional de Teleducação (PRONTEL). em 1956. A partir do ano de 2000. Em 1971 nasce a Associação Brasileira de Tele-Educação (ABT). fundou em 1989 o seu Centro de EaD – CEAD e lança o programa BrasilEAD. Em 1991. pioneira em cursos a distância para capacitação de professores. cria o Serviço de Radiodifusão Educativa – SINRED e este sistema de escolas radiofônicas se expande aos estados do nordeste. mais tarde. Durante as décadas de 60 e 70. exemplo o Telecurso 2º Grau da Fundação Roberto Marinho. Nesse contexto. o MEB . Em 1979. EaD no Brasil No Brasil. no MEC. vários programas de EaD de qualidade são implantados. Em 1976.Projeto Minerva. Em 1970. Como resultados. considerado como uma das maiores propostas de educação a distância não formal desenvolvida em nosso país. O Ministério da Educação. fazendo surgir. integrado por internet. começam a proliferar no Brasil os cursos por correspondência do Instituto Universal Brasileiro (IUB). FUNDESCOLA. a partir da criação de uma Secretaria de Educação a Distância.

Desde então. o Governo Federal criou várias comissões ou grupos de trabalho para discutir a questão do ensino a distância no Brasil. ALONSO (1996) ressalta que. correspondência. constituiu um avanço em relação ao “Um Salto para o Futuro”. outro grupo de trabalho concluiu um documento denominado “Por uma Política Nacional de Educação Aberta e a Distância” (1989).692/71. o Programa “Um Salto Para o Futuro”. O Ministério da Educação e a Fundação Roquete Pinto (TVE-RJ) lançaram. das redes e emissoras de rádio e TV e dos sistemas de comunicação postal. a Univir (voltada para o treinamento corporativo) e a UniRede (consórcio em rede de instituições públicas de ensino superior). A consequência prática deste foi a constituição do Consórcio Interuniversitário de Educação Continuada e a Distância. foi criado o Consórcio Universitário BrasilEaD. telefônica. em cooperação técnica com a UnB. no Governo Sarney. com o objetivo de qualificar professores do Ensino Fundamental em serviço. a UVB (Universidade Virtual Brasileira. via satélite e digital. como a ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). lançado em 1995. A partir da lei nº 5. O Programa “TV-Escola”. por sua vez. reunindo instituições privadas e comunitárias). em 1977 foi criado um grupo de trabalho para estudar a possível implantação de uma Universidade Aberta e A Distância nos moldes da Open University britânica. em 1990. Somente na década de 90 pode-se observar uma gradativa implementação de iniciativas governamentais com certa perenidade. da comunicação. com o objetivo maior de ampliar a oferta e democratizar o acesso ao ensino superior. Vamos retomar o histórico da EaD no que se refere às políticas públicas brasileiras: • Em 1993. para atingir um maior número de alunos. definindo linhas de trabalho em EAD que contemplassem a diversidade. começaram a surgir propostas de utilização de rádio. através da modalidade de teleducação. os problemas e as características de um país como o Brasil. contribuindo para a qualidade da prática pedagógica e para formação continuada dos professores em tecnologia da Educação. Políticas de educação a distância Ao longo das décadas de 70 e 80. ao incorporar e produzir novas formas de aprendizagem para os docentes e novos materiais audiovisuais para uso em sala de aula. de acordo com as demandas regionais. da Ciência e Tecnologia e a Embratel. houve preocupação em oferecer condições para disseminar o ensino num país de grandes dimensões geográficas.Mais de dez anos depois. em 1993. vem utilizando o grande potencial dos parques editoriais. entre os Ministérios da Educação e Cultura. o Ministério da Educação vem demonstrando interesse pela criação de uma política de EaD no Brasil.05 criados Associações. Segundo Niskier (1996). com muitas desigualdades sociais e carentes de ofertas educacionais. Para tanto. Desde o início. TV. foi estabelecido um Convênio entre o MEC e as Universidades Públicas Brasileiras no sentido de criar um Sistema Público de EAD em nível de terceiro grau. 24 | Técnicas Educacionais . A proposta era viabilizar projetos e programas.

• proporcionar interatividade e feedback imediatos. já estudados no capítulo “Visão Histórica da EaD”. normatiza os procedimentos de credenciamento para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. • melhorar a redução de custos dos recursos educacionais. foi criado o Sistema Nacional de Educação a Distância e.494/98 veio regulamentar o Artigo 80 da LDB. • agregar uma dimensão internacional à experiência educacional. • aprimorar as possibilidades de desenvolvimento de material educacional por meio de equipe multidisciplinar de especialistas. Objetivos da educação a distância O objetivo maior da educação a distância é a construção do conhecimento. que regulamenta o Decreto-Lei nº 2. mas podemos relacionar alguns objetivos importantes na sua utilização: • aumentar o acesso ao conhecimento e a oportunidade de treinamento diminuindo barreiras geográficas (atendimento simultâneo de alunos em qualquer lugar no Brasil ou no exterior). • possibilitar a aprendizagem por demanda. A Portaria nº 301/98. da autorização e dos exames. atendendo especificidades institucionais ou públicos-alvos específicos. • proporcionar treinamento de emergência para grupos-alvo importantes. Estudiosos do assunto tem analisado alguns resultados. do credenciamento. Complementando: O Art. 25 .05 • • Em 1994.237/94.561/98. a autoaprendizagem. a Coordenadoria de EaD/MEC. que pretende melhorar a qualificação do aluno futuro profissional exigido pela sociedade atual e permitindo que o ensino. a mediação através de recursos didáticos e dos meios de comunicação. Em 1994. definindo a compreensão (oficial) do que é EAD. Os responsáveis por políticas em nível institucional e governamental têm introduzido a educação a distância para atender certas necessidades.394/96) estabelece que a União incentivará o desenvolvimento de programas de ensino a distância. foi criada a Secretaria de Educação a Distância/MEC. que vem desenvolvendo vários programas. • formar comunidades de aprendizagem. • aumentar aptidões para a educação em novas áreas de conhecimento. Aborda a flexibilização. • facilitar o estudo flexibilizando o local e o horário das aulas. em todos os níveis e modalidades de ensino e regulamentará os requisitos básicos necessários para a realização de exames e registro de diplomas relativos a cursos a distância. a pesquisa e a extensão sejam indissociáveis. da oferta. através do autodesenvolvimento orientado. por intermédio do Decreto nº 1. ainda é uma área que requer muita discussão e análise. 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9. • oferecer uma combinação de educação com trabalho e vida familiar. O Decreto-Lei nº 2. • proporcionar oportunidades para atualizar aptidões . • nivelar as desigualdades entre grupos etários. no mesmo ano.

gov.br/seed agora é sua vez! Pesquise e organize um resumo cronológico dos principais eventos que fizeram os primórdios do ensino a distância no mundo e uma lista das mais destacadas organizações e redes internacionais que se dedicam à modalidade da educação a distância.05 • • • utilizar diferentes estratégias pedagógicas. por meio do desenvolvimento de objetos de aprendizagem-conhecimento explícito e tácito.mec. atendendo a diferentes perfis e necessidades de desenvolvimento de competências. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ | Técnicas Educacionais 26 . Sugerimos acessar esse site para ler na íntegra a Regulamentação da EaD no Brasil http://portal. auxiliar no processo de gestão do conhecimento. reduzir custos em relação a capacitações presenciais.

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). a aprendizagem colaborativa encara o aluno como elemento ativo no processo de aprendizagem.. também denominado por “plataforma de e-learning”. Essas ferramentas devem ser especializadas o bastante. KHOURI. tutor e alunos. estes são chamados de ambientes virtuais colaborativos de aprendizagem: espaços compartilhados de convivência que dão suporte à construção. bem como aspectos pedagógicos dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. GIAROLA. 27 . Se for considerada a dimensão de colaboração. possa ser desenvolvida. Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS). tanto no mesmo local como em locais geograficamente diferentes e que as formas de interação aconteçam. é um sistema que permite a organização e o acesso a serviços de aprendizagem online. Os ambientes virtuais de aprendizagem (EBERSPÄCHER et al. visando à construção social do conhecimento (BITTENCOURT et al. Esse tipo de sistema inclui normalmente o controle de acesso. as ferramentas . a fim de oferecer aos seus usuários formas de interação. onde conteúdo e atividades são organizados e disponibilizados aos estudantes pelos professores. essencial para uma comunicação extraclasse entre professor. com base nas teorias sociais. E.ambientes Virtuais de aprendizagem 06 Objetivo: Apresentar os conceitos. ou Learning Management System – LMS. Sistemas Colaborativos são ferramentas de software utilizadas em redes de computadores para facilitar a execução de trabalhos em grupos. facilitando o controle. 1999) são um dos principais elementos definidores das novas tecnologias de informação e comunicação educacionais. inserção e troca de informações pelos participantes. a colaboração e a comunicação entre as partes envolvidas que compõe o grupo. A figura mostra de forma esquemática a estrutura de um Sistema Colaborativo. é um local disponibilizado na Internet que permite a realização de processos de aprendizagem significativa. Segundo BELLONI (1999). colaborativa e contextualizada. Percebe-se com isso que o objetivo dos Sistemas Colaborativos é diminuir as barreiras impostas pelo espaço físico e o tempo (CAMARGO. esses ambientes oferecem condições para que a interatividade. a coordenação. 2005). 2004). ferramentas de comunicação e organização de grupos de usuários. a disponibilização de conteúdos de aprendizagem. oferece aos alunos grandes possibilidades de desenvolvimento de competências sociais e cognitivas. tanto ao mesmo tempo ou em tempos diferentes. segundo ATANÁSIO (2006).

Web Collaboration. Colaboração via web. em tempo real. Estes. junção das palavras inglesas group (grupo) e software (programas de computação). porém a ideia principal ou objetivo desses sistemas continua sendo os mesmos. que é o suporte e a promoção da colaboração. são capazes de incentivar a autoaprendizagem. 28 | Técnicas Educacionais . portanto todos os envolvidos devem estar conectados.Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador). Há muitos outros sinônimos. refere-se ao acrônimo CSCW (Computer Supported Cooperative Work . são os Sistemas Workflow. Collaboration tools. Um jargão muito usado para designar Sistemas Colaborativos. inserção e troca de informações pelos participantes visando à construção social do conhecimento. que se interligam. Os ambientes virtuais de aprendizagem colaborativa são espaços compartilhados de convivência que dão suporte à construção. São aspectos pedagógicos que sustentam o princípio da aprendizagem colaborativa: • conhecimento compartilhado: experiências pessoais. encurtar as distâncias. ou seja. Existem vários termos para designar Sistemas Colaborativos. com variação dos processos de interação. aspectos pedagógicos dos ambientes virtuais de aprendizagem A construção desses espaços. otimizar os recursos e igualar as oportunidades. • a construção de significações e ressignificações no processo de aprendizagem. citado por Sarmento. atuando como mediadores da aprendizagem. o aluno e professor interagem no mesmo momento cronológico. estilos e ritmo de aprendizagem. pelo apelo de uso. Ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona As ferramentas síncronas permitem uma comunicação simultânea e instantânea entre os participantes. Ambiente de Colaboração. sob o ponto de vista tecnológico. línguas. Outro termo também utilizado para se referir aos sistemas colaborativos.06 A utilização do e-learning implica o uso dos recursos das novas tecnologias de informação inclusos nos LMS e que favorecem os Ambientes Virtuais de Aprendizagem. estratégias e culturas que alunos e os professores trazem para a situação de aprendizagem. tais como: Online Collaboration. Um termo muito utilizado no mercado de sistemas colaborativos é o Groupware. Colaboração Online. permitindo o uso de instrumentos da tecnologia em situações síncronas e assíncronas. • autoridade compartilhada entre professores e alunos. Ambiente Colaborativo. • professores. Os canais de comunicação bem como os espaços devem ser diversificados. supõe canais de comunicação que permitam e garantam o acesso contínuo.

apresentam algumas desvantagens como: dificuldade para uso com grandes grupos. • a democratização das participações nos diferentes espaços do ambiente e da inserção de colaborações individuais e coletivas. • a ocorrência de debates que privilegiam novas leituras. a interação não é simultânea. que classifica e exemplifica as formas de interação dos Sistemas Colaborativos. As trocas de texto e mensagens entre as pessoas ocorrem de acordo com a disponibilidade de tempo de cada uma. associações e críticas em espaços formais e informais. Ao mesmo Tempo Em tempo diferente “Síncrono” “Assíncrono” Mesmo lugar • Pessoas votando num • Computadores (colaboração local) auditório compartilhados • Conferências de áudio Lugar diferente • Mensagens • E-mail (colaboração a instantâneas • workflow distância) • videoconferência Existem algumas características pedagógicas que são fundamentais para que o processo de aprendizagem ocorra em um espaço virtual de aprendizagem: • a flexibilidade dos papéis e movimentos no processo das comunicações e relações que fazem a mediação da aprendizagem. Há uma maior flexibilidade de acesso oferecida pela independência do local de trabalho e de horário e tem-se a vantagem dos alunos disporem de um tempo maior para formular suas ideias e consequentemente realizar uma contribuição mais rica. constituem mecanismos de comunicação rápida.com/groupware). De maneira geral. apresentam certa dificuldade para serem registradas e documentadas. geração de alguma confusão na comunicação. Todo ambiente colaborativo de aprendizagem deve permitir acesso a materiais externos referentes a temáticas abordadas. Porém. interpretações. dotado de controles e segurança para quaisquer que sejam os usuários. A tabela a seguir mostra a tradução do esquema mostrado no site Usability First (http://www.06 As ferramentas síncronas permitem a realização de um encontro virtual dando chance à socialização. As ferramentas assíncronas provêm da comunicação em tempos diferentes.usabilityfirst. devido aos tempos de digitação e comunicação desestruturada. Esse ambiente fundamenta29 . um AVA (ou uma parte de um LMS) é a integração de vários recursos de comunicação e colaboração em um só sistema.

abed. O bom tutor deve promover a realização de atividades e apoiar sua resolução. M.uab. SPANHOLF.C. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 30 | Técnicas Educacionais . não deixando margem para questões e colocações dúbias que venham a prejudicar a aprendizagem. e não apenas mostrar a resposta correta.org. Tutoria na educação a distância. orientar.br/congresso2004/por/htm/088TC-C2.LIMAS. As concepções desse ambiente distanciam-se de um ensino tradicional aproximando-se de um ensino alternativo. “Guiar. apoiar” devem se referir à promoção de uma compreensão profunda. corrigir avaliações. Disponível em:http://www. a biblioteca. coordenar discussões e trabalhos em grupo. Sugerimos a leitura desse material para aprofundar seu estudo sobre tutoria. SOUZA.. A. com clareza. Enfim. de. Tutoria em ambientes EaD A tutoria é o método mais utilizado para efetivar a interação pedagógica e é de grande importância na avaliação do sistema de ensino a distância.CASSOL. C. deve oferecer novas fontes de informação e favorecer sua compreensão.mec. O tutor deve deixar claras as regras do curso.J.06 se na complexidade da ciência e da produção de conhecimento. oferecendo situações que permitem o desenvolvimento de estratégias mediadoras no processo de aprendizagem.br e pesquise seus objetivos e como funciona. ser capaz de comunicar-se textualmente. O tutor deve sugerir formas de organização do tempo e estratégias para o estudo. orientar a utilização dos espaços e recursos disponibilizados pela instituição. como por exemplo.J. P. estar atento às dificuldades dos alunos e buscar soluções para as mesmas.htm agora é sua vez! Acesse o site da Universidade Aberta do Brasil www.. oferecer oportunidades para que o estudante construa o caminho do seu aprendizado com autonomia e segurança. motivar.gov. quando a educação se apropria da tecnologia. Elabore um esquema com os tópicos principais.

sons. área de conteúdo e área de comunicação. hipertexto. vídeos. acompanhamento das atividades do grupo: aviso da proximidade de datas de conclusão de tarefas. O ambiente aceitará a formação de grupos. onde os participantes poderão criar e modificar entidade: histórias. planejamento das atividades do grupo: definição e distribuição de tarefas. personagens. animações. Tais informações estarão organizadas em módulos intercambiáveis. espaço para percepção dos participantes que estão no ambiente: quais os participantes estão ativos. dados. assim como decidir como apresentá-los de forma significativa aos alunos. vídeo etc. avaliando e respeitando as trajetórias pedagógicas dos alunos. que permitam uma mobilidade entre eles. objetos virtuais.estruturação de ambientes Virtuais de aprendizagem 07 Objetivo: Possibilitar o entendimento das características e a estruturação dos ambientes virtuais de aprendizagem. com acessos diferenciados. Definem-se três grandes áreas para a estruturação de uma ferramenta de aprendizado colaborativo: área de coordenação. como tutor que seria a figura do professor. tais grupos deverão ter áreas coletivas de trabalho com controle de acesso e ferramentas adequadas para gerenciar as atividades de grupo. ou seja. Espaço para práticas não formais com fins pedagógicos: sustentação de áreas de convivência virtual. O professor deverá selecionar e organizar os conteúdos. As regras devem sempre estar muito claras para todos os participantes. O ambiente de aprendizagem colaborativa deve ter sempre definido os personagens que farão parte do processo e suas responsabilidades. ou seja. A decisão sobre as condições de disponibilização dos módulos aos alunos será do professor. aviso de ocorrências importantes ao trabalho do grupo. Espaço reservado para a apresentação de trabalhos e seminários. que poderão assumir formas variadas: texto. áudio. simuladores. imagens. imagens. utilizando as ferramentas 31 . atualização de cadastro e validação dos participantes. elaboração do cronograma do grupo. uma interligação por conceitos. verificação de conflitos e dependências de tarefas. idéias e referências. Cabe aos participantes de cada grupo decidir o momento de liberação de trabalhos produzidos para os demais protagonistas envolvidos no curso. softwares diversos. locais. produção de material e pesquisas sistematizadas. Área de Conteúdo Espaço para conteúdo: repositório das informações geradas pelos participantes: textos. referências hipertextuais etc. Área de Coordenação Controle dos participantes: cadastramento. que determinará a cadência do curso. quais as ferramentas que estão utilizando etc.

o tutor. o espaço plausível para que ocorram os significados na aprendizagem. as questões de linguagem se tornam fundamentais. videoconferência: comunicação bidirecional através de envio de áudio e vídeo em tempo real via WEB. não é necessário que todos os participantes estejam conectados simultaneamente. pode colocar em discussão. • • • • • As ferramentas síncronas: chat ou bate-papo: é o recurso que permite que o tutor realize uma “conversa” em tempo real. texto. que demandam novas estratégias de produção e de leitura. Na comunicação mediada por computador. reforço para algum aviso já apresentado no edital. áudioconferência: sistema de transmissão de áudio. mural ou edital: é um mecanismo de transmissão de avisos de interesse • • • • 32 | Técnicas Educacionais . isto é. fórum: nesta opção. Essa comunicação pode conter respostas para dúvidas. com a possibilidade de anexar (“atachar”) arquivos. de uma maneira assíncrona. O professor deverá se preocupar em garantir o máximo de comunicação. recebido por um ou mais usuários simultaneamente. assim como suas combinações. FTP (transferência de arquivos) e download (carga): disponibilização de arquivos contendo áudio. whiteboard: é um espaço compartilhado de trabalho na Internet. atua como elemento aglutinador através de discussões monitoradas pelo tutor e mantendo o histórico das discussões. mesmo estando em locais diferentes. assuntos que sejam de interesse comum para o grupo. permitindo aos participantes do curso uma troca de mensagens de uma pessoa para outra ou para várias. através de câmeras acopladas e computador. organizar e sistematizar o material explorado no ambiente e na rede bem como produzir os seus trabalhos pessoais. O “correio” permite ao tutor uma comunicação direta com um ou mais participantes do curso.07 mais apropriadas. Área de comunicação de pessoa a pessoa. envolvendo transmissão e recepção de diversos tipos de mídia. ou seja. com troca simultânea de informações com todos os participantes conectados. As ferramentas assíncronas: e-mail ou correio eletrônico: esta opção funciona como um servidor de correio eletrônico (e-mail) usual. ou seja. Tendo como características o baixo custo e disponibilidade a qualquer horário. imagens e vídeo. Espaço para estudo individual: Área de trabalho individual. síncrona. um espaço coletivo organizado em tópicos e contribuições. ou qualquer outro participante. Área de Comunicação Nesta área deve haver ferramentas que possibilitem tanto a comunicação síncrona como a comunicação assíncrona entre os participantes. hipertextos fechados e abertos. que agrega a linguagem desenvolvida pelos outros meios de comunicação em massa e também apresenta novos gêneros de texto. O “fórum”. ainda. onde o aluno deve poder coletar. entre outros. teleconferência: definida como todo tipo de conferência a distância em tempo real. já que este meio eletrônico faz uso de uma linguagem híbrida. permite. a formação de listas/grupos de discussão com troca de mensagens. que permite duas ou mais pessoas comunicarem-se usando imagens gráficas e ferramentas básicas de texto e desenho.

privilegiando a produção dos alunos. criando uma biblioteca que pode ser utilizada como repositório de documentos ou banco de dados para realização de diferentes atividades. No aprendizado colaborativo. Há. em todas as modalidades de educação. e ao mesmo tempo profundo. um dos mais importantes meios de comunicação entre os participantes. ou seja. ou qualquer outro participante.07 • • comum onde as informações aparecem assim que um participante acessa o ambiente/curso. valorizando a riqueza de um grupo heterogêneo de aprendizagem colaborativo. Nessa ferramenta assíncrona. Um texto pode ser escrito e rescrito por diversas pessoas. a linguagem escrita é. o tutor. há a troca entre diversas pessoas para o desenvolvimento de trabalhos coletivos. é possível trabalhar com as diferenças. data de término. ao 33 . endereços da Internet bem como comentários sobre os endereços apresentados. cronograma: nesta opção o professor ou o tutor pode disponibilizar para os participantes do curso a relação das atividades com suas respectivas características: tipo. o que não exclui a possibilidade de avaliações somativas. os processos de ensinar e aprender em ambientes colaborativos não acontecem de forma simultânea. que muitas vezes desenvolveram níveis muito avançados de compreensão do discurso acadêmico e não dão atenção suficiente àquilo que os estudantes não conhecem ao iniciar o curso. podendo modificá-lo ou completá-lo como bem entender. Segundo Edith Litwin (2000). há uma composição dinâmica do conteúdo. data de início. As perguntas formuladas pelos alunos também são fundamentais para perceber as suas formas de elaboração do conhecimento. assunto. Percebe-se que um problema muito comum. pela sua participação em eventos síncronos e assíncronos e pela sua produção. na qual os próprios alunos irão comentar e avaliar os textos dos colegas. ferramentas para construção de textos em grupos: o WIKI por exemplo. O que ocorre muitas vezes é a desmotivação por parte dos estudantes. também. A avaliação deve ser qualitativa. links: nesta opção. uma das principais ferramentas de que dispõem os estudantes e os professores para atingir a construção do conhecimento é a linguagem. É importante também existir um espaço de socialização: uma área de convivência. descrição. O Material Didático no aprendizado Colaborativo Como pudemos observar com os estudos anteriores. O professor estará acompanhando os alunos individualmente pelas suas trajetórias pedagógicas. onde os participantes do ambiente interagem informalmente. em que o aluno pode ser estimulado e recuperado. as propostas de ensino são midiatizadas através de materiais que são disponibilizados. são os autores de materiais de ensino de um determinado curso. O processo de aprendizagem colaborativa também exige uma avaliação colaborativa. pode disponibilizar. Com tal monitoramento individual. logicamente. Assim o “poder” passa a ser do coletivo e não apenas do professor. qualquer um tem acesso ao texto. valorizando processos dinamizados. para que todos possam ter acesso.

oferecer ao estudante um panorama global dos problemas.”(Litwin. existem várias maneiras de produzir materiais que ofereçam uma forma mais eficaz de gerar uma experiência comum tanto para os estudantes como para os tutores que às vezes estão dispersos em uma ampla área geográfica. A compreensão também é favorecida quando são propostos exemplos que ajudem a concretizar idéias abstratas e a relacionar os conteúdos do curso com a experiência real dos alunos. a aprendizagem é. animações etc. Para autores como Resnick (1991) ou Perret-Clermont(1991). o conhecimento envolvido em uma situação de aprendizagem é compartilhado não apenas entre 34 | Técnicas Educacionais . os eixos que organizam os diferentes temas. ou as estratégias apresentadas oferecem pouca interatividade. “O suporte informático permite a incorporação de outras novas estratégias para favorecer a compreensão. 1998) A qualidade dos materiais é observada. textuais e musicais. levando a situações de aprendizagem significativas. sem perder de vista a estrutura do campo de conhecimento de que se trata. revelar contradições ou paradoxos. abrir e não somente fechar os problemas. A apresentação de um caso e sua análise ou a apresentação de um problema para resolver são também estratégias a partir das quais o grupo pode analisar conceitos e procedimentos. os trabalhos de Salomon (1993) sobre a distribuição da cognição fornecem um contexto particularmente rico para uma abordagem renovada da aprendizagem por meio da tecnologia. antes de tudo. levantar perguntas autênticas mais do que respostas contundentes. figurativas e não-figurativas. para que o aproveitamento do curso seja satisfatório é importante determinar quais são os conhecimentos prévios do grupo ao qual é destinado o curso. com a possibilidade de uso da multimídia e a interatividade. mostrar com clareza a estrutura do curso. quais são os níveis de compreensão e conhecimento alcançados em relação a uma determinada área e quais são os objetivos que se pretendem alcançar. Nesse âmbito. Para esse autor. Os materiais de curso deverão ser concebidos de forma a estimular os alunos a desempenhar um papel ativo em sua própria aprendizagem. a localização da matéria no plano de estudo e as relações verticais e horizontais com outras matérias e com os conhecimentos prévios que o aluno possa ter. Quando as atividades buscam aplicar conceitos teóricos à prática. em sua capacidade de criar boas explicações.07 não compreenderem os materiais disponibilizados. É necessário expressar com clareza os propósitos do curso. Como afirma Mercer (1983). na medida em que permite utilizar variadas formas perspectivas. O mesmo problema acontece com estudantes que tiveram uma educação prévia em um idioma e/ou em uma cultura diferentes. a partir dos quais se organiza o estudo. as respostas adquirem relevância. por outro lado. As modernas tecnologias podem resolver muitas de nossas preocupações em relação ao conhecimento disponível e as ações necessárias para sua utilização.. Hoje. um processo social no qual interações com o outro desempenham papel fundamental. a fundamentação da proposta escolhida.

a exercer e a testar conhecimentos em contextos que sejam os mais significativos possível. uma fita métrica com graduação a cada 3. ao modificar a representação da tarefa.ufpr. mas também com certos objetos que constituem o ambiente de aprendizagem: os objetos desempenham um papel de ferramentas cognitivas ou artefatos que.pdf agora é sua vez! Faça uma análise das funcionalidades existentes no ambiente que você utiliza para participar deste curso.cipead. como Pea(1993). esse conceito é utilizado sobretudo para demonstrar como as tecnologias da informação podem desempenhar um papel de ferramentas capazes de ajudar o aprendiz a tratar situações. a noção de artefato esteja relacionada a inúmeros objetos da vida cotidiana (por exemplo. O maior desafio a que se propõem os materiais utilizados em ambientes virtuais de aprendizagem é conseguir a participação dos alunos e envolvê-los ativamente na reflexão. dão sustentação ao aprendiz em seu tratamento cognitivo da situação. Apresenta uma reflexão sobre a formação do professor na sociedade tecnológica e discute a função da escola na atualidade. a compartilhar saberes.. Embora para alguns autores.14 cm.br/conteudo/artigos/paulo_freire. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 35 . colegas.. permite obter diretamente o diâmetro de um tronco de árvore).07 o aprendiz e os diferentes parceiros sociais (professor. Disponível em: http://www. Quais itens você utiliza mais e apresente pelo menos uma sugestão de como cada uma destas ferramentas pode ser mais bem aproveitada.). Sugerimos a leitura deste artigo: Paulo Freire e formação do professor na sociedade tecnológica.

entre os níveis de baixa e elevada consciência. com um nível de baixa consciência. que não é o ambiente em si próprio que determina a interatividade. Exemplo. objetivando a construção do conhecimento. tomar notas a partir de textos escritos. listas de personagens históricas e datas. Vasquez ressalta que. investigativa e reflexiva contrapondose à lógica de estímulo-resposta. o aluno cria maior número de conexões. em seu processo de realização.Ajudam a explicitar de que maneira as novas ideias se relacionam às ideias anteriores. é necessário definir quais estratégias serão utilizadas. ou seja. mas sem alterar o significado do material. como também afastá-las. elaborar resumos escritos.(recall) são úteis para aprender conteúdos que carecem de significado (por exemplo. Adotar estratégias tecnológicas na EAD exige um repensar na relação professor-aluno e dos meios de comunicação e interação que poderão aproximar as pessoas. espontânea. A prática criadora é considerada como aquela que. Conforme Belloni. os ambientes devem prover as tecnologias e as facilidades para a implementação da interação. que visa viabilizar o processo de ensino-aprendizagem. O que seria prática? Seria aquisição de experiência? Vamos utilizar o conceito de Vasquez (1977) sobre prática criadora ou repetitiva. Estratégias de elaboração . Apoiam-se na memorização do conceito. o que envolve a forma de apresentação de conteúdo. O objetivo é facilitar sua recuperação. Algumas tendências acenam para que a EAD adote uma abordagem problematizadora. Por exemplo. Ao organizar os materiais. contudo. A prática repetitiva é aquela realizada de forma mecânica. Esses objetivos são analisados. Após o delineamento dos modelos de educação a distância que atendem as demandas e objetivos específicos. mas os atores que fazem parte desse cenário. de forma colaborativa.08 práticas pedagógicas na educação a distância Objetivo: Apresentar as práticas pedagógicas para auxiliar no processo de ensino/ aprendizagem na sociedade do conhecimento. recursos a serem empregados. transforma uma realidade a partir de objetivos traçados. essas tendências sinalizam para alunos mais autônomos. tabelas de elementos químicos) e quando a tarefa é meramente reprodutiva. porém. um referencial ou um significado comum entre os itens que devem ser aprendidos. em toda prática. forma de interação e avaliação.consistem em buscar uma relação. locutados ou animados. atribuindo maior significado aos elementos que compõem o material. Estratégias de organização . partindo de atos conscientes. estudar ou 36 | Técnicas Educacionais . existe uma relação entre o espontâneo e o reflexivo. É importante salientar. ocasião em que o programa é que conduz o usuário. Estratégias de aprendizagem Estratégias de recordação . nomes de rios e seus afluentes. Essas estratégias implicam a construção de classificações hierárquicas ou semânticas (taxionomias) dos elementos. maduros e sempre prontos a aprender.

Exemplo: classificar idéias em um ranking. mediante o uso de técnicas pedagógicas. o teste e revisão de ideias e a comunicação de resultados. continuar histórias iniciadas por outros. antes de tudo. realizar estudos de caso que envolvem tomada de decisão em uma situação real ou adaptada. por sua vez. correio eletrônico. A interatividade. faremos um distinção. histórias em quadrinhos e cartuns. revisar e avaliar os temas em pares. listar aspectos mais e menos interessantes de um tópico. trocar idéias. absorção e domínio do assunto. é um pré-requisito para a interação.são usadas para selecionar informações. Exemplo: a técnica do brainstorming: escrever livremente sobre um tópico que deve ser aprendido. Essa interação é muito dependente da evolução dos meios de comunicação: expansão de linhas telefônicas de alta velocidade. aperfeiçoamento das tecnologias de transmissão como satélites e fibras óticas. pelo estudante. em tempo mais rápido. 37 . ao descrever capacidade ou potencial de um sistema de propiciar interação. videoconferência).08 elaborar mapas conceituais. pela qual indivíduos e objetos influenciam-se mutuamente. dos suportes audiovisuais e hipermídia interativa e. Alunos e professor não se encontram no mesmo espaço físico. estruturar um tema na forma de perguntas e respostas. O aumento da interatividade significa o aumento da compreensão do conteúdo. Estratégias de pensamento crítico . Estratégias de criatividade . interação e interatividade Embora alguns autores usem intercambiavelmente os conceitos de interação e interatividade. desenvolver projetos colaborativos. manter diários. fax. expansão de usuários de microcomputadores multimídia. preparar charges. Internet e também em encontros presenciais).Envolvem a percepção de lacunas na informação. Estratégias de cooperação . avaliar soluções potenciais. criar enigmas. redigir boletins informativos. elaborar histórias completas. A interação diz respeito ao comportamento das pessoas em relação a outras pessoas e ao sistema. Exemplo: corrigir. Assim é possível dizer que só podemos propiciar experiências de aprendizagem significativa se a solução educacional projetada for. ocorre entre os materiais e o aluno. a partir de uma análise crítica. o levantamento de hipóteses e deduções. fax. Ela está ligada à ação recíproca. videoconferência. reconhecer vieses ou preconceitos e formular conclusões apropriadas. mediante os meios de comunicação disponíveis (correio. contar e recontar uma informação. entre o aluno e professor. determinar a força de um argumento. telefone. mas podem se comunicar por vários meios (telefone. interativa. entrevistar e ser entrevistado.Envolvem o compartilhamento de ideias entre os alunos para produção coletiva de conhecimentos. teleconferência.

após o conteúdo ser apresentado. Usabilidade. imagens.em linhas gerais. o papel do design instrucional é essencial no planejamento dessas atividades. Um objeto virtual de aprendizagem não é apenas a simulação de um experimento real. Elemento de ligação entre os seres humanos. com o professor. envolvido por um contexto que exige a compreensão de determinados conceitos científicos. e particularmente a Internet. por exemplo. O aluno pode hoje também customizar o conteúdo com o qual deseja interagir e. texto. A interação com o professor fornece motivação e feedback aos alunos. sob o ponto de vista de quem o utiliza. enquanto os alunos aguardam o feedback dos colegas. a procedência e o sucesso da atividade devem ser avaliados sobre dois olhares distintos: o primeiro deles. focalizando apenas determinado aspecto do conteúdo envolvido. que envolve o aspecto social da educação. a metodologia adotada para determinado trabalho. Foram identificados quatro tipos distintos de interação: interação do aluno com conteúdo. Objetos de Aprendizagem. É uma situação. Aluno-aluno . O sucesso de quem o utiliza está diretamente relacionado ao aprendizado pessoal dos conceitos envolvidos no objeto. Ela gera motivação e atenção. que é apresentada para estudo. É bem mais que isso.o primeiro tipo de interação que o professor precisa facilitar é o que o aluno tem com a matéria. 38 | Técnicas Educacionais . que pensam por meio de palavras.a interação aluno-aluno caracteriza o que se denomina aprendizado colaborativo e cooperativo. na qual o aluno percorre etapas. um objeto virtual de aprendizagem pode tanto contemplar um único conceito quanto englobar todo o corpo de uma teoria. Pode ainda compor um percurso didático. O custo desse tipo de interação cresce proporcionalmente ao número de alunos. inclusive. Aluno-conteúdo . consequentemente. Aluno-professor . A interação aluno com a interface se estabelece conforme a facilidade de uso. sob o ponto de vista de quem o projeta. uma história. pode-se desenvolver conteúdo em diversas formas: som. Dessa forma. vídeo e realidade virtual. como. imaginação e criatividade. como se costuma dizer. Aluno-interface . assim como o treinamento dos professores. ou navega. Assim. conceitos. ou formando.interface são os aspectos gráfico-funcionais do produto e dos elementos de mídia que o integram. Essa interação também desenvolve o senso crítico e a capacidade de trabalhar em equipe. sons e associações e o computador. contribuir para o aperfeiçoamento do material utilizado nos cursos. que ‘pensa’ por meio de minúsculos pulsos de eletricidade.08 O ensino a distância eficaz depende de uma compreensão profunda da natureza da interação e de como facilitá-la por meio de comunicações transmitidas com base em tecnologia. os professores auxiliam o aluno a interagir no conteúdo. estimule o desenvolvimento de capacidades pessoais. envolvendo um conjunto de atividades. um objeto virtual de aprendizagem é um recurso digital reutilizável que auxilie na aprendizagem de algum conceito e. com outros alunos e com a interface. com exclusividade. imagens. Com as tecnologias modernas. o segundo. ao mesmo tempo.

Essa capacidade de reutilização só vem a evidenciar cada vez mais as vantagens desse novo paradigma. a reutilização dos objetos não apenas em nível de plataforma de ensino e. a atualização dos mesmos em tempo real é relativamente simples. em nível de mundo.SEED. ou seja. A meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno. não é mais uma utopia. Dessa forma. meio e fim. as características enfocadas por Longmire são as seguintes: Flexibilidade: como os Objetos de Aprendizado são construídos de forma que possuam início. Também os indivíduos que necessitarem de aprendizado poderão montar seus próprios conteúdos programáticos. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes. Facilidade para Atualização: como os mesmos objetos são utilizados em diversos momentos. a interoperabilidade. sim. o on-demand learning. sendo que cada entidade educacional pode utilizar-se dos objetos e arranjá-los da maneira que melhor convier. desde que todos os dados relativos a esse objeto estejam em um mesmo banco de informações. químicos e outros por meio da simulação e animação. que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais. apresentando uma sequência de atividades multimídia interativas acompanhadas de guias do professor. torna-se real. eles já nascem flexíveis. José Aires de Castro Filho. os objetos de aprendizado possuem características que procuram resolver diversos problemas existentes atualmente quanto ao armazenamento e distribuição de informação por meios digitais. associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. podendo ser reutilizados sem nenhum tipo de manutenção. a ideia de utilização dos mesmos em um curso.USP. na forma de objetos de aprendizagem. A criação de novos cursos. Como os objetos são independentes. Outros exemplos de repositórios nacionais de objetos de aprendizagem é o Laboratório Didático Virtual que é uma iniciativa da Universidade de São Paulo . atualmente coordenado pela Faculdade de Educação e o PROATIVA que é o Grupo de Pesquisa e Produção de Ambientes Interativos e Objetos de Aprendizagem que teve início em 2001 com o projeto ÁLGEBRA INTERATIVA. sob a coordenação do professor Dr. Customização: a mesma característica que proporciona ao objeto flexibilidade também proporciona uma customização jamais encontrada em outro paradigma educacional. utilizando-se de conhecimentos já escritos e consolidados. pode ser considerado um objetivo que está em plena ascensão. a pessoa que apenas utilizou o conhecimento de um autor poderá contar com correções e aperfeiçoamentos sem ter que se preocupar com isso. Interoperabilidade: a criação de um padrão para armazenagem de Objetos de Aprendizado cria mais uma vantagem do modelo. especialização ou qualquer outro tipo de qualificação. A idéia de um objeto de aprendizado ser criado e poder 39 . Segundo Longmire. avançando assim para mais um novo paradigma. As atividades interativas permitem a experimentação de fenômenos físicos.08 RIVED é um programa da Secretaria de Educação a Distância . Não há necessidade de se atualizar este conhecimento em todos os ambientes que o utilizam.

Indexação e Procura: a padronização dos objetos virá também a facilitar a ideia de se procurar por um objeto necessário.http://www.gov. Logo que a barreira linguística for quebrada.mec. trazendo vantagens jamais vistas na educação. proporcionando aos tutores.fe. e este objeto vem ao longo do tempo sendo melhorado.08 ser utilizado em qualquer plataforma de ensino em todo o mundo aumenta ainda mais as vantagens desses objetos.br/ NUTED .usp. encontrar objetos com mesmas características em qualquer banco de objetos que esteja disponível para eventuais consultas. Quando um conteudista necessitar de determinado objeto para completar seu conteúdo programático.vdl.ufrgs. Aumento do valor de um conhecimento: a partir do momento que um objeto é reutilizado diversas vezes em diversos especializações.http://rived. alunos e administradores diversas ferramentas facilitadoras.http://www.br/ Rede Interativa Virtual de Educação .labvirt. a melhora significativa da qualidade do ensino é mais uma vantagem que pode ser considerada ao pensar-se em Objetos de Aprendizado. Todas essas características mostram que o modelo Objetos de Aprendizado vem para facilitar e melhorar a qualidade do ensino. a sua consolidação cresce de uma maneira espontânea. a interoperabilidade entre bancos de objetos de todo o mundo será selada.proativa.edu. Quais as principais características que deve ter um material para que seja adequado para esta modalidade de educação? Que métodos e técnicas que você julga que melhor se ajustam à EaD? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 40 | Técnicas Educacionais .http://www.br/objetos/ agora é sua vez! Pesquise de que forma deve ser realizada a comunicação escrita com os alunos da educação a distância.nuted.br/ PROATIVA .ufc. • • • • Sugerimos uma pesquisa nos sequintes sites: LabVirt . a padronização dos mesmos e a utilização de assinaturas digitais tende a criar uma maior facilidade em procurar.

). geralmente realizada em grupos. Considerando as discussões no campo da EAD. a EAD inaugura um novo estilo de pedagogia que favorece a construção de aprendizagens nas redes da inteligência coletiva. A aprendizagem mediada pelas novas tecnologias requer outras estratégias de ensino-aprendizagem. desenvolver projetos. transportando-se para o universo dinâmico e interativo dos ambientes virtuais. segundo uma ordem preestabelecida. já que propiciam a interatividade com os educandos por meio da mediação pedagógica e tecnológica. os alunos devem responder a questionamentos.debate sobre tema polêmico em que são atribuídas aos alunos posturas predefinidas (a favor ou contra. Debate circular . Para Lévy (1999).158) afirma que a EAD explora certas técnicas de ensino a distância. Caçada eletrônica .pesquisa orientada na web. Nesse sentido. A atividade pode ser realizada usando o recurso do bate-papo. blogs e wiks. ela pode ser apresentada no formato de testes ou enquetes com tempo programado para responder. em fóruns. A sequência de debatedores pode ser aleatória ou baseada em critérios como ordem alfabética e em ordem de conexão ao sistema. entre outros. observa-se que os materiais didáticos assumem especial relevância. A partir da visitação a sites selecionados. criar produtos ou simplesmente discutir tópicos selecionados. como em um fórum ou em uma sala de bate-papo. em salas de bate-papo e mensageiros instantâneos. Explora a interação e a colaboração como estratégias para o aprimoramento e aprofundamento dos conhecimentos. 41 .debate em que os alunos. discutem uma questão comum em uma área pública. pois orientam os percursos de aprendizagem dos alunos. Os materiais didáticos funcionam como elos de aproximação entre docentes e discentes que mantêm a interatividade nos ambientes virtuais de aprendizagem e compartilham experiências de forma colaborativa. Lévy (1999. Controvérsia estruturada . a interatividade das redes de comunicação e todas as tecnologias intelectuais da cibercultura.atiVidades possibilitadas pelo aprendizado eletrônico 09 Objetivo: Apresentar estratégias e atividades possibilitadas pelo aprendizado eletrônico que tem por propósito apoiar os processos de aprendizagem. quanto sincronamente. Vamos relacionar algumas estratégias importantes: Minute paper . os materiais didáticos e as estratégias assumem especial destaque na EAD. O aluno pode também já ter se preparado individualmente para realizar a troca de conhecimentos e experiências. mediador etc. espaciais e temporais. um de cada vez. por exemplo) ou papéis definidos (relator. incluindo as hipermídias. Nos modelos de design instrucional fixo. por exemplo). crítico.atividade em que o educador (ou aluno) propõe questões que devem ser respondidas dentro de um prazo determinado (um minuto. mensageiros instantâneos ou até mesmo blogs e wikis. Pode ser realizado tanto assincronamente. tendo em vista a necessidade de se investir na autonomia dos alunos que precisam superar as distâncias físicas. p.

deve focalizar propostas de atividades mais voltadas para aplicação prática do conteúdo. é possível refletir sobre o conteúdo apresentado. há situações que exigem a imersão do aluno de modo mais direto no problema ou situação e a simulação. através de uma linha. Mapas conceituais são diagramas de significados. ele deve ser capaz de explicar o significado da relação que vê entre esses conceitos.atividade em que são apresentados vários exemplos (tais como trechos de livro. incluam setas. tais diagramas não devem ser confundidos com organogramas ou diagramas de fluxo. Algumas ferramentas computadorizadas para mapeamento conceitual permitem que os alunos representem graficamente redes semânticas 42 | Técnicas Educacionais .mapas estes que representam a estrutura de significados e relações em um domínio do conhecimento. une dois conceitos. Não há regras gerais fixas para o traçado de mapas de conceitos. segmentos de vídeo. nem hierarquias organizacionais ou de poder. ou mapas de conceitos. Por exemplo.09 Quebra-cabeças . Segundo Rosemberg (2002). acessar e investigar informações para solucionar um dado problema. O mapeamento conceitual consiste em uma estratégia de estudo que requer que os alunos elaborem mapas visuais de conceitos conectados . Essa atividade. O importante é que o mapa seja um instrumento capaz de evidenciar significados atribuídos a conceitos e relações entre conceitos no contexto de um corpo de conhecimentos. identificando relações que os vinculam. através de movimentos para buscar. mapas conceituais. como ambientes simulados e interativos permitem o exercício da prática e a possibilidade do erro e do fracasso sem grandes prejuízos como ocorreria na realidade prática. Neste momento. de uma matéria de ensino. são apenas diagramas indicando relações entre conceitos ou entre palavras que usamos para representar conceitos. muitas vezes. seja ele. oferece oportunidades para o aprendiz praticar e aplicar o conhecimento adquirido. de hierarquias conceituais. Exemplos e regras . digamos. temporalidade ou direcionalidade. com uma primeira fase de seleção de exemplos pelos alunos a partir de um tema inicial e uma segunda fase de análise de regularidades e dissonâncias. entre os quais os alunos devem buscar regularidades e diferenças. pois não implicam sequência. professor ou aluno. Mapas conceituais . de relações significativas. notícias de jornal. Produção individual . bem como voltar para sua aplicação prática. Embora normalmente tenham uma organização hierárquica e. resgatando situações aproximadas da realidade. viável através dos recursos da internet.atividade realizada em partes distribuídas como tarefas aos alunos e publicadas em área coletiva para síntese e avaliação. se for o caso. o que contempla a ação efetiva. se o indivíduo que faz um mapa. pode ser dividida em etapas.de um modo geral. propagandas). de uma disciplina. que pode ser realizada individualmente ou em grupos.

gerando-se. Diferentes tipos de perguntas podem ser planejados para o desenvolvimento de um Quiz. o aluno pode encontrar duas colunas com diferentes opções de respostas. a partir de várias afirmações propostas. Pode ser construído para ser utilizado individualmente ou de forma colaborativa. composta por questões objetivas. Na EAD. ao destacar visualmente a estrutura de um tema ou argumentação. O aluno precisa identificar se uma afirmação é verdadeira ou falsa. possibilitar a revisão do conteúdo. textos verbais e não-verbais. na medida em que permite a organização de ideias e de apresentação de conteúdos. Para isso. O aluno precisa responder de modo breve. estimular reflexão sobre um tópico. o aluno não seleciona a resposta. Nesse caso. O Quiz permite a organização de um grupo de perguntas e respostas. premissa fundamental nos cursos a distância.é uma atividade criada no AVA. como se pode observar na tabela a seguir. o Quiz pode auxiliar a construção de aprendizagens significativas entre os participantes. 43 . movimento. o Quiz revela-se como um tipo de material didático audiovisual importante para estimular a autonomia e os diferentes estilos de aprendizagem dos educandos. É preciso associar uma pergunta a uma resposta adequada. mas deve digitá-la/escrevê-la. considerando as diversas opções apresentadas. Subjetiva Associação O professor precisa construir as questões a partir de um tema ou texto. Neste caso. som. nesse caso. Classificação do Tipo de Quiz Ação do Aluno Múltipla escolha Verdadeiro e falso O aluno precisa selecionar uma resposta correta. os alunos precisam analisar a estrutura subjacente às ideias que estão sendo estudadas e relacioná-las com seus conhecimentos prévios. com base em diversos recursos que promovem a integração entre imagem. Nesse sentido. que pode ter um prazo definido para a sua realização e ser avaliada automaticamente pelo sistema. Vale destacar que o mapeamento conceitual pode ser utilizado também como ferramenta de planejamento. organizar o estudo de textos ou ainda constituir-se numa prova virtual. elaboradas pelo professor. animações. Quiz . O Quiz pode ser utilizado para verificar a aprendizagem de determinado conteúdo.09 compostas por nós (conceitos e idéias) e links (declarações de relacionamento). uma competição entre os participantes que podem se sentir estimulados ao desafio de aprender na interação com os outros. por meio de um jogo lúdico no qual os alunos testam continuamente seus conhecimentos. além de várias outras estratégias que proporcionam a interatividade. de forma objetiva.

Em seguida. Das diferentes teorias de aprendizagem. tendo em vista a obsolescência e a dinamicidade do conhecimento. qual a sua estrutura. pois a ferramenta guarda os históricos e versões. tendo em vista que os alunos podem contribuir com a construção do texto independente de tempo e espaço. esse acompanhamento valoriza as contribuições e estimula-as. bem como avaliar o próprio curso para possíveis alterações. Texto colaborativo . A avaliação também é uma importante estratégia no processo de aprendizagem. definindo com o grupo como o texto será construído e o que será abordado. Como desenvolver um texto colaborativo? • Inicialmente é ter claro que tipo de produção textual será proposta. Concluindo.09 definir prazos e combinar com os alunos a sua realização. • No desenvolvimento do trabalho pelos alunos. com a data e aluno que publicou. bem como as responsabilidades de cada um no processo de construção. que podem ser definidos em sala pelos alunos ou propostos aleatoriamente pelo professor. indicando pontos e áreas que precisam ser melhoradas. em seguida. como por exemplo. Quanto mais explicado e delimitado. A vantagem é que o professor pode acompanhar o processo de construção do texto. é preciso criar as orientações para a realização do trabalho: como o mesmo deve ser organizado. a teoria e a prática pedagógica/andragógica indicam que aprender é um processo interno e que o aluno é o sujeito de sua aprendizagem. derivam-se diversas estratégias e atividades 44 | Técnicas Educacionais .o texto colaborativo oferece o suporte para o desenvolvimento de atividades em grupo de construção coletiva de texto. intervindo no texto. A avaliação do aluno é explorada principalmente em curso formais. O resultado geral do quiz pode ser trabalhado em sala ou o professor pode enviar um feedback e orientações por e-mail. Possibilita avaliar o desempenho e aproveitamento dos alunos no curso. é preciso organizar os grupos. ou seja. tamanho. permite construir trabalhos escritos em grupos. Acompanhar sistematicamente as versões para compreender a dinâmica da construção coletiva. é importante que o professor acompanhe o processo. critérios. para organizá-lo ou comentá-lo. fazer sínteses coletivas. é preciso monitorar o aproveitamento dos alunos no Quis a partir da consulta das informações e registros gerados no AVA. isso para que os alunos sintam-se motivados e acompanhados pelo professor. Pode ser compreendida como um recurso assíncrono. tipo de grupo. Para que serve? Fazer uma produção textual em conjunto. porém pode ser utilizada como estratégia para os alunos se autoavaliarem com relação ao seu aproveitamento e aprendizado. • Planejar a estrutura do texto. reestruturações e atualizações. melhor deve ser o resultado. entre outras definições. cada integrante pode adotar uma cor de letra para identificar a sua participação. pode colaborar com o grupo no momento que se sentir mais inspirado ou tiver um tempo disponível. Além disso. produzir um artigo. • Depois. responder a questões. desde que disponha de acesso a um computador ligado à internet. • Organizar as contribuições. Poste mensagens na ferramenta de comunicação.

cap. P. São Paulo: Moraes.http://penta2.ufrgs. br/ • Para fazer download do programa .br/edutools/tutcmaps/tutindicecmap. e faça uma análise das atividades apresentadas.09 que tem por propósito apoiar os processos de aprendizagem. 1982. • Para saber mais sobre Mapas Conceituais .ufrgs.br/pagina/cmap/ • Tutorial Cmap Tools .cap.ufrgs. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 45 . agora é sua vez! Pesquise sites que tem atividades interativas como quis. A aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. htm. As atividades envolvem um conjunto de ações que os alunos realizam para alcançar os objetivos. A leitura desse livro: AUSUBEL.http://lead. D.http://mapasconceituais.

mais criterioso. sem eliminar conteúdos. os alunos são estimulados a uma nova síntese: a da elaboração dos 46 | Técnicas Educacionais . os estudantes se deparam com uma situação problema e precisam investigar essa situação em pequenos grupos colaborativos e solidários. mais distantes. Por que será que esse problema existe? Neste momento. os alunos percebem que existem variáveis menos diretas. os alunos. que é a dos Pontos-Chaves. Em seguida. Os docentes expõem um caso para estudo aos estudantes. A partir dessa análise reflexiva. Tal observação permitirá aos alunos identificar dificuldades. suprimir as próprias disciplinas como hoje as conhecemos. pelos alunos. Agora. ou recomendações. concreta. a partir de um tema ou unidade de estudo. mas que interferem na existência daquele problema em estudo. Tal complexidade sugere um estudo mais atento. que abrangem as próprias causas já identificadas. em busca de sua solução. para isso. serão problematizadas. debatem. do método científico. identificam o problema. mais crítico e mais abrangente do problema. passam a perceber que os problemas e deverão se perguntar sobre os possíveis determinantes maiores do problema. ou PBL de Problem-Based Learning . que serão transformadas em problemas. Para realizar as atividades da segunda etapa. estabelecidos em grupos de trabalho. interpretam e produzem possíveis justificações e soluções ou resoluções. Aprendizagem Baseada em Problemas. A ABP tem como base de inspiração “os princípios da escola ativa. é uma prática pedagógica muito empregada no ensino superior e que radicaliza a ideia de interdisciplinaridade já que pode. Poderá ser eleito um desses problemas para todo o grupo estudar ou então vários deles. ABP. discrepâncias de várias ordens. os alunos são levados a refletir primeiramente sobre as possíveis causas da existência do problema em estudo. menos evidentes. podendo. com as informações de que dispõem. dos ciclos de estudo e das diferentes áreas envolvidas. de um ensino integrado e integrador dos conteúdos. A primeira etapa é a Observação da Realidade social. Nessa prática pedagógica. distribuídos um para cada pequeno grupo. Os problemas a serem usados como exemplos estarão relacionados ou com a vida profissional do professor ou com a realidade dos alunos e de sua região de atuação. em que os alunos aprendem a aprender e se preparam para resolver problemas relativos a sua futura profissão”. investigam. carências. As discussões entre os componentes do grupo e com o professor ajudarão na redação do problema. ou seja. Os alunos são orientados pelo professor a olhar atentamente e registrar sistematicamente o que perceberem sobre a parcela da realidade em que aquele tema está sendo vivido ou acontecendo. como uma síntese dessa etapa e que passará a ser a referência para todas as outras etapas do estudo.10 aprendizagem baseada em problemas Objetivo: Apresentar o a metodologia de ensino-aprendizagem conhecida como Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP). os estudantes. ser dirigidos por questões gerais que ajudem a focalizar e não fugir do tema.

. Os alunos se organizam tecnicamente para buscar as informações que necessitam sobre o problema. Essa etapa da Metodologia da Problematização ultrapassa o exercício intelectual . pesquisas já realizadas. Do meio observaram os problemas e para o meio levarão uma resposta de seus estudos.estimula a criatividade. Tudo isso é registrado.10 pontos essenciais que deverão ser estudados sobre o problema.desenvolve as capacidades e competências de trabalhar em grupo e de gestão de stress.promove o conhecimento de novas áreas do saber. A quinta e última etapa é a da Aplicação à Realidade. como fruto da compreensão profunda que se obteve sobre o problema. Todo o estudo realizado deverá fornecer elementos para os alunos. p. das quais se destacam: . vão observar o fenômeno ocorrendo.teoria . ou dito de outra maneira.fomenta as capacidades de análise e decisão.prática. Essa é a etapa do estudo. A prática que corresponde a esta etapa implica um compromisso dos alunos com o seu meio. Com o ABP. a relação prática . onde quer que elas se encontrem. 47 . analisadas e avaliadas quanto a suas contribuições para resolver o problema. Vão à biblioteca buscar livros. a realidade social. As informações obtidas são tratadas. Nesse momento. . A quarta etapa é a das hipóteses de solução. . assistem palestras e aulas quando oportunas etc. as hipóteses são construídas após o estudo. elaborarem as possíveis soluções. tendo como ponto de partida e de chegada do processo de ensino e aprendizagem. para compreendêlo mais profundamente e encontrar formas de interferir na realidade para solucionálo ou desencadear passos nessa direção. São esses pontos-chaves que serão desenvolvidos na próxima etapa. jornais. visando transformálo em algum grau” (Berbel. .8-9). perguntas a responder ou outras formas. investigando-o de todos os ângulos possíveis..impulsiona o pensamento crítico. aplicam questionários para obter informações de várias ordens (quantitativas ou qualitativas). O método apresenta vantagens relevantes para a aprendizagem. revistas especializadas. 1996. o componente social e político está mais presente. . A terceira etapa é a da teorização. que permitirão o desenvolvimento da etapa seguinte. crítica e criativamente.provoca a motivação. “pois as decisões tomadas deverão ser executadas ou encaminhadas. completa-se assim o Arco de Maguerez. possibilitando algumas conclusões. Aprendizagem Baseada em Problema ou Projeto (Project or ProblemBased Learning – PBL) envolve os alunos nas decisões referentes à aprendizagem. O que precisa acontecer para que o problema seja solucionado? O que precisa ser providenciado? O que pode realmente ser feito? Nesta metodologia. vão consultar especialistas sobre o assunto.ação. atas de congressos etc.reflexão . dentro de cada ponto-chave já definido. com o sentido especial de levar os alunos a exercitarem a cadeia dialética de ação . Podem ser listados alguns tópicos a estudar. da investigação propriamente dita.

Contrapõe-se aos sistemas tradicionais de ensino. Nessa proposta. além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. mas. quando deverá ser respondido: • o que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? • quando vamos fazer? • em quanto tempo será realizado esse projeto? E por último. o local e a data. os trabalhos não saem maravilhosos. • • • • Os participantes têm um objetivo comum e devem gerar produtos ao longo da realização do projeto. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não. No início. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos. Na contextualização faz-se a apresentação do tema. considere-se um aprendiz constante. devem ser justificados e apresentados. • situações de aprendizagem diversificadas e interdisciplinares. e pense que pode aprender muito com seus alunos. possibilita. Na problematização. vem o desenvolvimento do projeto. o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. isso implica maior compromisso na sua formação. Através da pedagogia de projetos. e os executarem sucessivamente. por promover o desenvolvimento de habilidades necessárias ao desempenho funcional. Vantagens: • prática educativa dinâmica e contextualizada. as chances são enormes. a avaliação. os sujeitos envolvidos. a problematização e os objetivos. três questões básicas devem ser levantadas: • que já sabemos? • que queremos saber • como vamos saber? Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa. Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica. programas pré-estabelecidos. é necessário que o professor tenha uma postura progressista e que se aproxime do aluno (escute-o). a justificativa. universidade). com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia. Facilita o aprendizado de como trabalhar cooperativamente. 48 | Técnicas Educacionais . limitados a seguir. escolas. Permite que qualquer tema ou assunto seja explorado. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado. com pouca interferência criativa e crítica dos alunos e até dos professores.10 submetendo-os a resolução de problemas reais. Pode ser desenvolvido para qualquer tipo de organização (empresas.se a pesquisa. Etapas para a montagem do projeto Introdução deve conter a contextualização.

a fim de tornar possível o ato educativo. no entanto.pdf 49 . isto é. para evoluir dando continuidade ou para elaboração de novos projetos. bem como criticidade e autonomia para relativizar suas intenções em determinados momentos da interação. o professor necessita ter clareza da sua intencionalidade (o que?. Por isso é fundamental. • Tratamento formal desde a forma – refere-se aos recursos expressivos postos em jogo no material: diagramação. dentro do horizonte de uma educação concebida como participação. Para fazer a mediação. tipo de letras. Portanto. avaliar a aprendizagem/ensino para verificar se os objetivos do curso foram atingidos. autonomia e autodisciplina. 1994). flexibilidade e um postura reflexiva para rever constantemente a sua prática. Prieto. como? e por quê?) e ao mesmo tempo conhecer o processo de aprendizagem do aluno. A mediação pedagógica deve se manifestar em três tratamentos: • Tratamento temático a partir do tema – a mediação pedagógica começa pelo conteúdo mesmo. trata-se dos exercícios que enriquecem o texto com referências na experiência e o contexto do educando.abed.Fonte:http://www.org.10 • • • • aluno sujeito da própria aprendizagem. bem organizada em função da auto-aprendizagem. Mediação Pedagógica Mediação pedagógica na educação a distância é o tratamento de conteúdos e das formas de expressão dos diferentes temas. A mediação pedagógica é vista como um aspecto fundamental para dar sentido à educação (Gutierrez. entre outros. capacidade para ‘aprender a aprender’. se desenvolvem os procedimentos mais adequados para que a auto-aprendizagem se converta em um ato educativo. • Tratamento pedagógico desde a aprendizagem – nesta fase. A mediação pauta-se na articulação dos princípios de ensino-aprendizagem e concretiza-se pelas constantes recriações de estratégias durante a realização de um curso. Ela se constitui num movimento de relações que permite a recriação de estratégias para que o aluno possa atribuir sentido àquilo que esta aprendendo.br/revistacientifica/Revista_PDF_ Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria. É muito importante que os componentes da EaD (produto educativo) sejam pensados e estruturados por meio de uma abordagem pedagógica e visando à adequação aos objetivos a que se destinam. expressividade e relacionalidade. também. ilustrações. O autor do texto base deve partir já de recursos pedagógicos destinados a fazer a informação acessível. validar o produto (conhecer o seu valor). Sugerimos a leitura do texto EAD: O PROFESSOR E A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA . é preciso considerar a existência da inter-relação dos aspectos afetivos e contextuais (sociais e culturais) no processo de aprendizagem. clara. não deve restringir-se aos aspectos cognitivos. habilidades para o trabalho em equipe. Esse conhecimento do aluno. criatividade. a mediação pedagógica demanda do professor abertura para aprender.

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ele tem expectativas básicas bem definidas. seja no trabalho. o DI se ocupa da estruturação de programas. eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas. seja útil em relação a seus objetivos. apresentam problemas de utilização. o desenvolvimento e a aplicação de métodos. A interação entre humanos e máquinas acontece através da interface do utilizador formada por software e hardware. tornando uma sensível para outra. por exemplo. as áreas do conhecimento que fornecem as bases para sua teorização e prática. que ‘pensa’ por meio de minúsculos pulsos de eletricidade. A prática de conceber e implementar soluções educacionais ocorre em diferentes níveis. a equipe de desenvolvimento de cursos para EAD. enquanto usuários de informática. A usabilidade é construída através da participação de usuários no processo de desenvolvimento do software e. cursos ou disciplinas. sons e associações. a concepção de dispositivos com estas características não depende somente do bom senso dos projetistas. irritação ou até mesmo crises e stress. Cada vez mais. representando um estado ligado (0) ou desligado (1). sobretudo. No nível meso. Interface: elemento de ligação entre os seres humanos. a nossa qualidade de vida. se pensarmos nas ações governamentais. Ao contrário do que se pensa. Quando o usuário de informática se vê frente a um novo dispositivo interativo. nos locais públicos ou no lar. estes dispositivos. frustração. ou ainda. devido a problemas no trabalho com aplicativos de software interativo? Mesmo que funcionem bem. definem-se as diretrizes gerais que serão adotadas em âmbito nacional. Uma espécie de tradutor. estadual ou municipal.design instrucional 11 Objetivo: Apresentar os fundamentos do Design Instrucional. e o computador. técnicas. a partir da aplicação dos conhecimentos sobre os aspectos cognitivos humanos envolvidos na interação com computadores. Espera encontrar algo que proporcione um rápido aprendizado. atividades. acima de tudo. a fim de promover a aprendizagem humana. também conhecida como interação homem-computador) é o estudo da interação entre pessoas e computadores. nas mãos de seus projetistas. Interação humano-computador (IHC. os modelos e as fases do processo de Design Instrucional. É o processo de identificar um problema de aprendizagem e desenhar. Por fim. define-se uma direção comum a todas as experiências de aprendizagem de uma instituição. conceitos. no nível micro. vai depender do entendimento que os projetistas destes dispositivos possam ter sobre a maneira pela qual se dá a interação humana com computadores. materiais. mediando entre duas partes. departamento ou programa (expresso. no projeto pedagógico). implementar e avaliar uma solução para esse problema. Quem de nós já não teve algum tipo de aborrecimento. ele trabalha com o design 51 . que seja fácil de usar e que. imagens. No nível macro. nas mãos de seus usuários. Design Instrucional é a ação intencional e sistemática que envolve o planejamento. que pensam por meio de palavras.

52 | Técnicas Educacionais . equivale a integrar uma gama de perspectivas relacionada à aprendizagem e ao comportamento humano e a compreender de que maneira a informação pode ser combinada. esta. analisar a necessidade. 2. em um contexto histórico. Para tanto. 3. em geral. as mídias audiovisuais.Design de Sistemas Instrucionais). • Ciências da administração. a psicologia social e a psicologia cognitiva. a organização e o processamento da informação – pontos cada vez mais necessários em um ambiente altamente tecnológico e informacional como o que vivemos hoje. mas devem ser adequadamente inseridas num curso de EAD. a psicologia do desenvolvimento humano. atividades e métodos com maior probabilidade de êxito. reconhecer a integração dos vários campos que fundamentam o DI em um novo campo. o DI obtém insights sobre a estrutura. entre outras coisas. baseia-se na ideia de dividir o desenvolvimento em pequenas fases na seguinte sequência: 1. o qual considera a prática educacional para recomendar ações de ensino e resultados de aprendizagem. As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) oferecem novas formas para a aprendizagem. que dividir projetos complexos em componentes menores e mais administráveis. Das ciências da informação. E uma consequência disso foi o amplo uso da instrução programada e pela condução do aluno por meio de um caminho cuidadosamente construído. o Design Instrucional é uma teoria. O processo de DI mais largamente aceito é o de ISD (Instrucional System Design. Embora a maioria da instituições envolvidas tenham a sua própria versão desse processo. desenvolver a solução. 4. projetar a solução. permite identificar estratégias. a gestão de projetos e a engenharia de produção. abordagens. A reutilização de recursos didáticos digitais reduz o tempo de desenvolvimento de cursos de EAD. A abordagem sistêmica defende. o design Instrucional fundamenta-se em diferentes campos do conhecimento: • Ciências humanas. social e organizacional mais amplo. Por que usar o Design instrucional ? 1. • Assim. incluindo a abordagem sistêmica. Os curso de EAD precisam ser planejados cuidadosamente e não podem ser implementados como se fossem cursos presenciais. • Ciências da informação englobam as comunicações. A psicologia do comportamento influenciou diretamente as teorias do design instrucional por tornar central a ideia de que a aprendizagem pode não apenas ser compreendida. a gestão da informação e a ciência da computação. implementar a solução e 5. um corpo de conhecimento voltado à pesquisa e à teorização das estratégias instrucionais. Fundamentos do design instrucional Além de um processo. No DI isso significa maior probabilidade de enriquecer a aprendizagem dos alunos.11 fino das unidades de estudo. 3. 2. em especial a psicologia do comportamento. avaliar a solução. processada e apresentada de forma criativa e precisa. mas sim controlada. Ele se dedica a produzir conhecimento sobre os princípios e os métodos de instrução mais adequados e diferentes tipos de aprendizagem.

estratégias e recursos pedagógicos a serem desenvolvidos. A equipe tecnológica. como Web designers. A equipe pedagógica assumirá diferentes papéis no processo de desenvolvimento do projeto. consumindo o menor tempo possível. promover discussões pedagógicas para que todas as ações tenham função educativa. A equipe de coordenação de metas será a responsável por supervisionar as principais atividades definidas pela equipe gestora do projeto. Equipe de Desenvolvimento de Cursos para EaD A equipe gestora será composta por profissionais que farão a definição. do gerenciamento da montagem de turmas. bem como outras características como a navegabilidade.Que sejam interessantes para os aprendizes. Os autores são os profissionais que desenvolvem os conteúdos. animações. como a gestão do ambiente virtual de aprendizagem. A equipe de arte será responsável pela direção de arte. 2. ilustrações.Criar processos e materiais didáticos efetivos. A equipe tecnológica será responsável pela gestão das tecnologias envolvidas nos processos educacionais. Cabe a ela desenvolver pesquisas que permitam o conhecimento da realidade dos cursos e auxiliem na retroalimentação. designers de interfaces.Que estes materiais e processos sejam eficientes. de procedimentos de segurança das informações. A equipe contará com diferentes perfis profissionais. dinamizar a comunicação interativa com os tutores e os cursista. programadores. atuando para coordenar a concepção. A equipe tecnológica também será responsável pelas áreas de programação de recursos ou sistemas necessários para o desenvolvimento dos cursos. da base de dados do curso. Os autores poderão ou não acompanhar a tutoria ou mesmo estar envolvido nos demais processos de desenvolvimento dos materiais pedagógicos nas diferentes mídias.11 Objetivos do Design instrucional 1. produção e avaliação do curso nos processos de ensino-aprendizagem. Participará de todas as etapas de desenvolvimento. organização e acompanhamento das atividades de desenvolvimento do Programa.Que sejam viáveis em seu custo-benefício. e 4. artistas gráficos. assessorar a redação. desenho gráfico. usabilidade e conformidade com os padrões internacionais de desenvolvimento de materiais para o Programa Aluno Integrado. isto é. participará ativamente da concepção e planejamento das estratégias de aprendizagem. articulada com a equipe de design instrucional. formar e acompanhar os tutores. que atinjam seus objetivos pedagógicos. a seleção e compilação de materiais didáticos para os cursos. juntamente com a equipe de design instrucional e contará também com a participação do autor para acompanhar e dar o parecer final sobre a conversão dos conteúdos. selecionando as macro estratégias para o alcance dos objetivos do projeto. desenvolvendo soluções que atendam às demandas por novas práticas de aprendizagem. organizando e propondo dinâmicas. 53 . 3. selecionando e reunindo os materiais.

• definição de estratégias pedagógicas como: organização e distribuição dos conteúdos. Caberá aos tutores animar as inteligências coletivas. amenizar conflitos. desenvolvimento do guia de estilo juntamente com o web designer (imagens.jsp?materia=5054 agora é sua vez! Pesquise sobre o papel do Designer Instrucional no ensino a distância. provendo assistência contínua aos alunos e professores sobre o funcionamento do ambiente virtual de aprendizagem e sistemas utilizados. instalação de programas. Equipe de design instrucional A equipe de design instrucional. áudio. cores. Sugerimos a leitura do artigo “Design para educação a distância” por Renata Aquino .http://www. orientar as discussões.universia. impressão ou resolução de problemas com a tecnologia.com. A equipe de suporte técnico acompanhará os participantes em suas dúvidas ou dificuldades tecnológicas. • levantamento do perfil dos alunos e professores.11 desenhistas em 3-D. • concepção e planejamento do projeto. Desenvolverá as seguintes atividades: • levantamento e análise de necessidades de instrução.br/ead/materia. metáforas. com perfil interdisciplinar. menus). A participação de tutores na equipe de produção contribuirá em grande parte para a apropriação das estratégias de aprendizagem e a contextualização dos materiais. comunicação e tecnologia. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 54 | Técnicas Educacionais . em especial nas áreas de educação. • desenvolvimento de storyboard. entre outros. acompanhará o processo desde o planejamento até a etapa de avaliação do curso. fontes. personagens. auxiliando-os também na execução dos procedimentos necessários para a participação no curso como: download de arquivos. ilustradores ou outros. • conversão ou adaptação dos conteúdos em materiais digitais adequando-os à mídia digital ou a outra mídia a ser utilizada. • colaboração com a autoria na programação de estratégias de aprendizagem e avaliações. A equipe de tutores ou mediadores da aprendizagem acompanhará a turma de alunos durante o período das atividades do curso.

funcionais e estéticas que definirão o padrão de qualidade do produto final. fatores externos impostos pelo ambiente e habilidades do aprendiz. revisores) está tão entrosada que não necessita explicitar antecipadamente todos os detalhes do produto final. técnicas. webdesigners. assegurar a criatividade. Através do Conteúdos: informação pertinente ao tema tratado e sua apresentação passo a passo. A seleção da melhor solução para o modelo é um problema que envolve princípios sócio-culturais do “projetista”. Os roteiros textuais podem ser utilizados quando a identidade visual de um curso não é tão importante. Documentos de especificação em design instrucional Roteiro é um documento que informa textualmente quais conteúdos devem ser apresentados e em que sequência de apresentação. Existem também diferentes níveis de especificação no aprendizado eletrônico: Através da Estrutura e fluxo da informação: modo pelo qual a informação é estruturada e sequenciada. Quando um produto multimídia envolve muita interação e animação. ou quando a equipe de produção (ilustradores. Os roteiros também funcionam bem quando o cliente de determinada solução educacional não requer a préaprovação dos materiais tela a tela antes do seu desenvolvimento. • • • • • Quais são as funções da especificação em design instrucional? antecipar decisões pedagógicas. O processo de design educacional é um ciclo de atividades que. a descrição textual pode ser insuficiente para representar a síntese dos vários 55 . O termo tem cada vez mais designado o trabalho executado na produção de materiais didáticos para educação a distância online e offline. O que significa o termo Especificar no Design Instrucional? É descrever de modo rigoroso e minucioso cada uma das características de um material. antecipar problemas de produção. obra ou serviço. ou já está tão sedimentada que é necessário especificá-la a cada novo módulo. integrar elementos midiáticos. Através da Interface: aspectos gráfico-funcionais do produto e dos elementos de mídia que o integram. 12 O design instrucional é a área que se preocupa com o planejamento de material para educação. incluindo indicações técnicas à equipe de produção.especiFicação do design instrucional Objetivo: Apresentar as formas de documentação do Design Instrucional. define os objetivos educacionais. apoiado em uma teoria de aprendizagem. garantir a comunicação entre a equipe. as informações que constarão do produto e o modelo de avaliação.

título da instituição (logotipo). frustrações e o tempo de produção. Um Storyboard destina-se a determinar o conteúdo que será apresentado em cada uma das páginas e criar alguns vínculos simples que possibilitem a navegação entre elas. Aí o Storyboard é um documento mais adequado que mostra visualmente quais conteúdos devem ser apresentados e em que sequência de apresentação. incluindo indicações técnicas à equipe de produção. módulo. Alguns elementos são fundamentais: • Informações gerais (metadados) – data. Na figura a seguir. título do programa. Uma série de esquetes ou cenas e anotações que mostram com detalhes a sequência de ações que deve se desenrolar. termos um exemplo de storyboard com todos os elementos. O Storyboard de uma aplicação é um conceito emprestado do cinema. As cenas que compõem o objeto são representadas em forma de desenhos. 2009). permitindo ao diretor e sua equipe ter uma ideia clara de onde cada tomada se encaixa melhor (FAETEC. atividade ou tela 56 | Técnicas Educacionais .12 elementos que precisam ser visualizados. unidade de estudo. indicando que cada cena e cada tomada de câmera é esboçada na ordem em que ocorre no filme. responsável. Como já observado anteriormente. sequencialmente. similar a uma história em quadrinhos. na medida em que combinam diferentes mídias e ajustam-se às características de cada contexto. Fornece uma estrutura e um plano global para a filmagem. efeitos sonoros e animações. como efeitos visuais. versão. Os modelos de SB são muito variados. podendo reduzir eventuais erros. o storyboard é o esboço detalhado de um projeto multimídia que tem como objetivo indicar para a equipe de design e de desenvolvimento os recursos e as funcionalidades do produto final. Sua elaboração ajuda a visualizar o produto final.

velocidade de locução. direcionamento e textos e ícones associados. hiperlinks externos e referências bibliográficas. mudança de forma cor ou textura. espaçamento. de equipe para equipe e até mesmo de curso para curso. Imagens prontas ou orientações para ilustração – descrição detalhada do que se deseja. fusão de elementos. alinhamento. Utilizando a forma linear. Estrutura e fluxo da informação no aprendizado eletrônico Estrutura linear ou sequencial A primeira estrutura é a estrutura linear ou sequencial de organização da informação. Transição entre telas.títulos. a forma de apresentações à moda linear normalmente é muito útil em procedimentos de apresentação passo a passo. Normalmente este tipo de apresentação é utilizada em apresentações de slides.formato. Sons – textos dos diálogos – sincronização com textos. surgimento e desaparecimento de objetos. Além do mais. Estrutura hierárquica de organização da informação A estrutura mais comum de navegação em um texto corresponde à forma de árvore ou hierárquica. que é a página de entrada no aplicativo. efeitos sonoros. o projetista tem a certeza de que o usuário receberá a informação na forma desejada. recursos gráficos e efeitos de animações. livros são geralmente escritos uma página após a outra em uma ordem linear. Âncoras e hiperlinkes. controles de navegação. o usuário poderá se sentir “preso”. número de tentativas e tipo de feedback. planos de fundo e margens.12 • e os créditos. utilizando a forma linear de navegação. • • • • • • • • • • Vale ressaltar que o grau de sofisticação e detalhamento da documentação dependerá das necessidades de cada contexto e os formatos de SB variam de instituição para instituição. botões. Feedback. conteúdo e condições de exibição. movimentos de câmera. Animações – movimentação de elementos. tipo de identificação. devido à influência do estilo de organização dos tradicionais meios impressos. Essa página funciona como um marco e normalmente tem uma aparência 57 . identificadores de navegação (número de tela ou as migalhas ou trilhas de pão. Por exemplo. página de entrada ou home page). Velocidade telas mostradas por segundo. resolução tamanho de tela). posicionamento. Devido ao fato de só existir navegação para frente ou para trás. textos e ícones. A forma linear é a mais familiar de todas as estruturas de navegação em documentos. Estruturas hierárquicas começam com uma página raiz (página principal. menus e orientações para o aluno. Interação – opção de resposta. Títulos e textos – tamanho e tipo de fontes. Tela principal (a área que aparece para o aluno). imagens e animações. se houver. entretanto existem momentos em que uma informação complementar torna-se necessária. que permitem ao usuário conhecer melhor a respeito de um assunto. controle de mídia (volume. Documentação de apoio – versão para impressão. resultado da seleção de cada opção.

pode ser difícil de orientar o usuário num site web com uma estrutura obscura. enquanto outras formas de organização a interação do usuário ocorrem dentro de um espaço limitado e não altera a estrutura predefinida. se a escolha correta for feita. É nessa página que são apresentadas várias opções (ou caminhos) para a navegação pelo aplicativo. da Andrea Filatro 58 | Técnicas Educacionais . Estrutura em mapa ou rede de organização da informação A estrutura em mapa ou rede se constitui na essência do hipertexto. um curso baseado em blogs e wikis pode ser considerado rizomático. na medida em que todos os pontos podem ser conectados entre si e a proposta original cresce com a contribuição dos participantes. Embora a informação possa ser acessada rapidamente. O risco do aluno se sentir perdido aumenta em virtude dos múltiplos links possíveis.12 muito diferente das outras páginas do aplicativo. comentários ou outros mecanismos. As páginas principais ou home pages são fundamentais para o sucesso da interação com o usuário. basicamente a imagem de um caule subterrâneo que se espalha em todas as direções. O elemento diferenciador da organização rizomática é que. a menos que seja encontrada uma página final (ou página folha ou leaf page). eixos centrais ou principais. árvores tendem a ser descritas a partir de sua profundidade ou por sua largura. Nela. Sugerimos a leitura do livro “Design Instrucional Contextualizado”. Estrutura rizomática de organização da informação A estrutura rizomática descreve uma proposta de interação e aparece em programas nos quais há formulários. Esse formato faz referência ao conceito de rizoma. A estrutura em rede pura pode ser difícil de usar devido à inexistência de uma orientação espacial. À medida em que o usuário vai navegando pelo aplicativo. enquanto que um design instrucional fixo se traduz em uma estrutura mais linear ou hierárquica. Assim. de forma que o aluno pode escolher o caminho que desejar. nela. todas as telas são conectadas umas às outras e essas conexões não estão restritas a nenhuma regra. De fato. sem raízes. espaços para inserção de mensagens . há espaço previsto para essa transformação. um design instrucional mais aberto aponta para uma estrutura em mapa ou rizomática. o númeo de links revela a riqueza de interação do documento. Por isso. suas escolhas vão ficando cada vez mais específicas. É certo que as diferentes naturezas do design instrucional correspondem a diferentes estruturas de organização da informação. mas um número exagerado deles pode distrair e sobrecarregar o aluno a todo momento uma nova tomada de decisão navegacional. para incorporar novas informações ao material presente. Assim.

12 agora é sua vez! Pesquise sobre a Teoria da Gestalt – uma escola de pensamento que estuda como os seres humanos percebem as formas. facilitando a compreensão das imagens e ideias. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 59 .

De fato. o designer instrucional deve fazer uma avaliação geral da proposta para implementar mudanças a serem adotadas. mídias selecionadas e feedbacks automatizados. o designer instrucional faz um detalhado estudo das necessidades de aprendizagem. Posteriormente a execução. acessando o suporte pedagógico.13 Di Fixo modelos do design instrucional Objetivo: Apresentar as características e funções de cada um dos modelos de Design Instrucional. do público-alvo e das restrições contextuais. realiza testes e valida com o cliente a versão final do produto. Uma vez que a ênfase está no design de conteúdos fechados . tais como organização. Na fase de análise. o planejamento e produção de cada componente acontece antes da ação de aprendizagem. no DI fixo a execução segue estritamente o que foi planejado. Como o próprio nome já indica. os alunos interagem basicamente com eles. dependendo do contexto em que atua. quando os conteúdos são publicados. ilustrações e locuções. No DI Fixo. desenvolvido e empacotado. linguagem. Ele trabalha de forma mais independente ou com a colaboração de conteúdistas. especialistas em mídia e profissionais de comunicação e tecnologia. É rico em conteúdos bem estruturados. O designer instrucional elabora documentos de especificação (roteiros ou storyboards) que antecipam decisões essenciais relacionadas à apresentação dos conteúdos e recursos de aprendizagem). sendo que pode dispensar a participação de um educador.a avaliação deve ser feita na fase de desenvolvimento. layout. Ele faz validações intermediárias dos produtos especificados na fase de design. O designer instrucional acompanha a fase de desenvolvimento realizada por especialistas. técnico ou administrativo para solucionar eventuais dúvidas. 60 | Técnicas Educacionais .

As modificações são realizadas pelo docente que tem autonomia para alterar o design básico de ambiente virtual. na fase de análise o designer instrucional trabalha mais próximo dos educadores que na fase de execução. Di Contextualizado No DI Contextualizado. O processo de especificação no DI Aberto é menos rigoroso do que no DI Fixo. no modelo aberto. contribuindo para o levantamento do perfil do curso. De fato. há uma maior valorização dos processos de aprendizagem do que dos produtos. resultando em ajustes na proposta original. com mais links encaminhando a referências externas. a seleção das bibliografias e a metodologia de ensino. há um equilíbrio entre a automação dos processos 61 . Como há forte ênfase na interação entre alunos e educador e entre alunos e alunos. auxilia os educadores. Nesse modelo. onde se dará a execução da ação educacional. desenvolve gabaritos ou manuais de orientação para nortear o design e o desenvolvimento. O ambiente é menos estruturado. No DI aberto. em geral realizado diretamente no ambiente virtual. Há menor sofisticação em termos de mídias e maior interação entre educador e alunos. No DI Aberto. o mapeamento curricular. o designer instrucional. tem autonomia para ajustar o design proposto. os educadores têm autonomia para ajustar o design inicialmente proposto.13 Design aberto No Modelo de Design Aberto. os educadores atuam como especialistas. os quais são realizados diretamente por educadores ou por uma equipe de apoio. nessa fase. o design da interface social é tão importante quanto o design de conteúdos. Os artefatos são criados. a partir de avaliações formais e avaliações informais da interação. refinados ou modificados durante a execução. Em geral. a avaliação formativa é empregada ao longo de toda a execução.

autor ou instituição responsável pela oferta. Apresenta personalização e flexibilização asseguradas também por recursos adaptáveis previamente programados. incluindo elementos como título. Há um reconhecimento da necessidade de mudanças durante a execução (on-the-fly) pelos participantes. tais como projeto. mídias e ferramentas utilizadas. papéis. objetivos de aprendizagem. No DI Contextualizado. Por essa razão. fluxo das atividades e outros requisitos específicos do contexto. conteúdos. o designer faz a programação de atividades. 62 | Técnicas Educacionais . Na avaliação da aprendizagem. O DI Contextualizado pressupõe a participação dos alunos na redefinição de objetivos. alcançáveis a partir de soluções perfeitas. bem como na seleção de estratégias de aprendizagem e mecanismos de avaliação. a identificação das nessecidades de aprendizagem. Como resultado. não existe uma única fórmula instrucional verdadeira. envolve uma carga maior de metacognição (pensar sobre os próprios processo de aprendizagem) para tomada de decisões individuais ou colaborativas. portfólios. Dados a natureza dinâmica do DI Contextualizado.13 de planejamento e a personalização e contextualização na situação didática. constituem apenas um foco inicial de trabalho. análise de desempenho. que deve ser aprimorado paralelamente à participação dos alunos. consideram-se métodos alternativos e perspectivas a longo prazo. O designer instrucional especifica o cenário no qual ocorrerá a aprendizagem. Como nesse modelo de DI não se espera atingir objetivos universais. interações e regras de adaptações a serem aplicadas durante a fase de execução. a caracterização dos alunos e o levantamento de restrições. estatísticas sobre percursos de aprendizagem diferenciados. gera um pacote com toda a informação que é necessária para a execução das unidades descritas. abordagem pedagógica. reflexão na ação e auto-avaliação em contextos autênticos. mas sim equipes diferentes que podem construir uma solução de avaliação mais adequada.

de alguma empresa ou instituição e.13 Sugerimos a leitura: CAMPOS. B. agora é sua vez! Escolha uma experiência de educação a distância. & CAMPOS. Justifique. Ana Regina C. Fernanda C. IV Congresso RIBIE. Gilda H. Design instrucional e construtivismo: em busca de modelos para o desenvolvimento de software. ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 63 . pela porposta oferecida. (1998). ROCHA. A. tente diagnosticar em qual dos modelos de design instrucional ela se enquadra. Brasília..

Os modelos convencionais de design instrucional frequentemente estruturam o planejamento do ensino-aprendizagem em etapas distintas e estão baseadas nas seguintes grandes perguntas: 1. do nível de organização em que se propõe a educação a distância (caso se trate de um programa. Em todos esses níveis. 64 | Técnicas Educacionais . de seus alunos. Develop (desenvolver) produção e testes de materiais / eventos instrucionais. especialmente. 3. os quais constituem o chamado Instructional Systems Design (ISD).Como chegaremos lá? (as estratégias e mídias instrucionais). de um consórcio de instituições). a forte ênfase no planejamento em educação a distância busca responder a questões como: que conteúdo deve ser incluído ou ignorado? Qual é a melhor maneira de sequenciar e organizar o material? Qual o melhor meio para apresentar o material? Que tipo de estratégias de ensino devem ser empregadas? Como a aprendizagem pode ser mensurada? Que feedback os alunos devem receber sobre seu progresso? Que métodos devem ser usados para criar os materiais? Essas respostas dependem da natureza do curso. 2. de uma instituição. Implement (implementar) registro de alunos. Segundo a clássica obra de Moore & Kearsley (1996). Evaluate (avaliar) avaliação de alunos e da efetividade instrucional do curso. “entrega” de materiais. de uma unidade.Como saberemos quando chegarmos? (a avaliação). Aonde vamos? (os objetivos da instrução).14 Fases do design instrucional Objetivo: Proporcionar o entendimento de cada uma das fases do processo de Design Instrucional. do conteúdo tratado e. O ISD realiza-se em cinco estágios que compõem um ciclo contínuo do desenvolvimento de um curso: • • • • • Modelo ADDIE: Análise (analisar) identificação de necessidades. utilizamse procedimentos padronizados de design instrucional e desenvolvimento de materiais e programas. interação de instrutores e tutores com alunos. Design (planejar) articulação de objetivos em estrutura e forma do curso.

os métodos de ensino como: presencial ou a distância. Levantamento de necessidades: qual é o problema? 2. selecionam-se. São perguntas-chave do DI na fase de análise: 1. selecionam-se as mídias que melhor atendem à instrução em seu contexto. estimulando as aprendizagens identificadas como necessárias. que inclui fatores como a infraestrutura tecnológica. a composição da equipe de desenvolvimento. determinam-se as estratégias que serão aplicadas para atender ao problema instrucional. Internet. que por sua vez são decompostos em objetivos específicos e pré-requisitos. Projetos de grande envergadura exigem projetos gerenciais. lições e atividades. No planejamento. Além dos aspectos educacionais. Análise dos objetivos: o que os aprendizes devem se tornar capazes de fazer? Fase de Design (Planejamento) Na etapa de planejamento. Exemplos de mídia incluem: impressos (apostilas.. unidades. políticas organizacionais. as verbas disponíveis. CD-ROM. ainda. seu conhecimento prévio ou competências relacionadas ao assunto em questão. prazos. • análise do público alvo. vídeo.. orçamento. • análise dos objetivos de aprendizagem. livros). As fases de análise e planejamento da solução costumam ser sistematizados em um documento chamado projeto/plano instrucional. cultura local etc. elementos restritivos. que tratam de questões como o cronograma de tarefas a serem cumpridas.14 Estrutura analítica do Projeto de Design instrucional A Fase de Análise consiste basicamente em entender o problema educacional e projetar uma solução aproximada. supletivo ou generativo. em grupos ou individualizado. Isto é feito por meio de diversas análises: • análise do contexto de aprendizagem. O conteúdo é sequenciado em disciplinas. riscos etc. Análise do aprendiz: quem são os aprendizes? 4. características sociais e motivacionais etc. estratégias motivacionais etc. 65 . Nesta fase. Análise do contexto: quais as condições? 3. que verifica as características cognitivas dos aprendizes. a criação de materiais didáticos ou a implementação de programas de educação ou treinamento significa bastante trabalho. a fim de permitir que sejam identificados os tipos de aprendizagem necessários para compor uma solução instrucional completa e sem brechas no conteúdo. manuais.

será necessário formar/treinar/ capacitar professores. A abordagem de Objetos de Aprendizagem oferece a opção para que recursos sejam empacotados conforme padrões de interoperabilidade e reutilizados em outras unidades de estudo. A implementação constitui a situação didática propriamente dita. e a de execução. Quais as melhorias podem ser realizadas antes de sua implementação? Na fase de Implementação. em que os alunos realizam as atividades propostas. quando ocorre a aplicação da proposta de design instrucional. Devem ser usadas abordagens generativas e/ou supletivas? 6. É comum fazer protótipos ou rascunhos dos produtos para fins de testes. isto é. comprar equipamentos ou recursos didáticos. Conforme o caso. Como os aprendizes serão agrupados? Na Fase de Desenvolvimento. Como motivar os aprendizes? 4. a validação por especialistas. ou seja. Em geral. a fase de desenvolvimento consome boa parte do cronograma.14 Com frequência. curso ou programa. a avaliação dos materiais e métodos instrucionais ao longo de todas as etapas do DI. Existem quatro métodos básicos para a avaliação formativa: a revisão do planejamento. é comum implementar a instrução em uma amostra piloto antes de aplicá-la em grande escala. Quais as estratégias mais adequadas para promover os diferentes tipos de aprendizagem? 3. ainda mais no DI fixo que é fortemente baseado na apresentação de conteúdos. os materiais instrucionais e as atividades de aprendizagem são criados. educadores e ouros alunos. Diversos modelos de DI enfatizam a necessidade da avaliação formativa. a instrução é oferecida aos aprendizes conforme definido no plano/projeto instrucional. 66 | Técnicas Educacionais . a validação pelos futuros alunos. interagindo com conteúdos. Com a finalidade de fazer ajustes e correções. ela se subdivide em duas fases: a de publicação. Como deve ser sequenciada a instrução? 7. upload de conteúdos. Perguntas-chave 1. Os produtos em desenvolvimento estão de acordo com o plano/projeto instrucional? 2. e a avaliação contínua após a implementação. Quais são os tipos de habilidades e conhecimentos que se pretende ensinar? 2. Quais as mídias mais adequadas? 5. Perguntas-chave 1. o designer instrucional desempenha o papel de gerente de projeto devido à sua formação abrangente e visão de conjunto sobre o propósito geral da instrução. No aprendizado eletrônico. ferramentas.

Fredric Michael (1997). o cumprimento dos objetivos e a efetivação da proposta de design. Pergunta-chave 1. os resultados da instrução são analisados em sua efetividade frente aos objetivos propostos inicialmente.97/jan98. A chamada avaliação somativa é realizada no final do processo e implica atribuição de conceitos ou notas que expressam. Disponível em: http://www. quantitativamente.udemo. “Um modelo para prioridades educacionais numa sociedade de informação”. A instrução está sendo corretamente implementada? Na Fase de Avaliação.15-21. A avaliação formativa.14 Pergunta-chave 1.org/ deloslectores/1372Severo. A avaliação da solução educacional deve permear todo o processo de DI.pdf ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 67 . permite uma análise mais completa e oferece subsídios para o aperfeiçoamento da solução proposta. realizada durante a execução. A fase de avaliação inclui considerações sobre a efetividade da solução proposta. Com tais resultados. In: Pátio – Revista Pedagógica. os processos e materiais didáticos podem ser revisados e melhorados.3. Nela. n. Nov. Qual a efetividade dos resultados de aprendizagem? 2. em última instância.rieoei. desde a fase inicial de análise. refletirão a adequação do design instrucional. org. Disponível em: http://www. Sugestão de material: Avaliação no Ensino a Distância.pdf agora é sua vez! Pesquise formas de avaliação para cursos a distância. avalia-se tanto a solução educacional quanto os resultados de aprendizagem dos alunos.br/Modelo. que. Como melhorar processos e materiais didáticos nas próximas implementações? Sugerimos a leitura: LITTO. p. Ano I. bem como a revisão das estratégias propostas.

RENOTE – Revista Novas Tecnológicas na Educação. dez. julho de 2006. C. 2006. Construção e aplicação do ETC – editor de texto coletivo In: BARBOSA. n. Comunidades Virtuais. Design instrucional e construtivismo: em busca de modelos para o desenvolvimento de software./dez.. v.. v. COLOMBO. Ambientes Virtuais de Aprendizagem. JONASSEN. Porto Alegre. v. A. SCHNEIDER. L.. 4. ALMEIDA.. Gilda H. Fernanda C. 2004.. SIQUEIRA. R.. BERNARDI. Porto Alegre: ArtMed. In: REIGELUTH. A. L. M.. S. v. Maria Elizabeth Bianconcini de (2000). P. Informática na Educação: Teoria e Prática.. A. 2003. CAMPOS. BEHRENS. VALASZI. novas alternativas. Educação a Distância: antigos dilemas. THEODORO DA SILVA.. & CAMPOS. Erlbaum. M. A.. 2nd. 8. S. B. 68 | Técnicas Educacionais .4. M. DA COSTA. M. ALVES.. 2. J. In: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. M. 12. Aprendizagem Colaborativa no Ensino de Estruturas: uma experiência concreta. CARVALHO-DA-COSTA. M. Brasília. P. M. Ana Regina C. IV Congresso RIBIE. A. Curitiba. (org).1. São Paulo. Ministério da Educação/SEED. In: Cadernos Informática para a mudança em educação. C. n. Brasília: Secretaria de Educação a Distância. In: Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica – São Paulo: Papirus. SILVEIRA. Designing constructivist learning environments. BEHAR.rEfErências ALCÂNTARA. R. ed. AXT. Projetos de Aprendizagem Colaborativa num paradigma emergente. Instructional theories and models. Desafios da Educação a Distância na formação de Professores. maio/ago. CARTOLA: objeto de aprendizagem voltado à escrita escolar na indissociabilidade entre produção de sentidos e construção do conhecimento. NUNES. LEITE.. D. M. Prentice-Hall. E. A. 2 – jul. 2. David (1998). 2005. Brasília. S. Porto Alegre. A. (1998). 2008 GARRIDO. M. R. 2005 FILATRO. ROCHA.Revista Diálogo Educacional. 2000. Design Instrucional Na Prática. M. Informática e formação de professores. THOMAZ. Novo Hamburgo. Mahwah. Revista Tecnologia e Tendências. Vivenciando a aprendizagem colaborativa em sala de aula: experiências no ensino superior. C. n. n. NJ: Laurence. L.

1.3. LITTO. M. L. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Flexible learning and design of instruction. NIKOLOVA. Educação e Tecnologias . vol. Metodologias para educação a distância no contexto da formação de comunidades virtuais de aprendizagem. Bibliografia Complementar ALAVA.O Novo Ritmo da Informação. 2 ed. p. Um modelo para prioridades educacionais numa sociedade de informação. 2002 BELLONI. (Org. VALENTE. 29. AmbientesVirtuais de Aprendizagem.) Ciberespaço e Formações Abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed. Campinas: Papirus. In: Educational Technology Research and Development 45 (2): 85-115. 1996. 1999. (1997). S. 2005. A. Michael & KEARSLEY. Porto Alegre: ArtMed.. In: Distance Education: a system view. A. 1977. 2009. University of Wadsworth Publishing Company. J. 15ª ed. Ano I. M. Greg. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas. n. In: BARBOSA. 69 . M. The role of context in learning and instructional design. (org). Rita C. M. 2008. V. MASETTO. Campina:Unicamp/ NIED. Fredric Michael (1997). Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. TESSMER. 2003. Martin & RICHEY. Course Design and Development. M. Iliana & COLLIS. __________.15-21. 2003. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. In: Pátio – Revista Pedagógica. Campinas: Papirus. J. n. Campinas: Papirus. In: British Journal of Educational Technology.referências KENSKI. M. e BEHRENS. V.97/ jan98 MOORE. Betty (1998). MORAN. R. S. M. VAZQUEZ. SCHLEMMER. Filosofia da práxis. Educação a distância. E. Nov. SP: Autores Associados.