BOVINOCULTURA DE CORTE

Leonardo de Oliveira Fernandes
Professor da FAZU Pesquisador da EPAMIG leonardo@epamiguberaba.com.br

Situação atual da pecuária de corte
90 kg de carne/ha/ano (600 – 800 kg/ha/ano); Abate aos 4 anos (2-2,5 anos); Taxa de natalidade – 60% (> 80%); Taxa de mortalidade até a desmama – 8% (4%); Taxa de desmama – 54% (75%); Taxa de mortalidade pós desmama – 4% (2%); Idade 1ª cria – 4 anos; (2,5 – 3 anos); Peso da carcaça – 200 kg; (230 kg); Rendimento de carcaça – 53% (55%); Taxa de abate – 17% (22%); IEP – 22 meses (13-14 meses); Taxa de lotação – 0,5 UA/ha (3-5 UA/ha).

Pecuária bovina do Brasil em número
2007 207,2 45,0 21,72 9.200 6.880 36,7 100 2.420 2006 204,7 44,4 21,67 8.950 6.780 36,6 30 2.200 2005 202,7 43,1 21,25 8.750 6.601 36,2 49,2 2.197 2004 197,8 41,4 20,94 8.350 6.548 36,4 53,3 1.854 2003 189,1 37,6 19,91 7.700 6.462 36,4 63,7 1.300

Rebanho total (milhões cab.) Abate1 (milhões cabeças) Desfrute (abate/rebanho %) Produção anual (mil t-peso carcaça) Consumo interno (mil t-peso carcaça) Consumo per capita (kg) Importações (mil t-peso carcaça) Exportações (mil t-peso carcaça) 1 Inclui abate sonegado Fonte: MAPA; SRF/MF; Secex/MIDIC; Embrapa e secretaria estaduais de agricultura.

Principais produtores mundiais de carne bovina (mil t. equivalente-carcaça)
Países Estados Unidos Brasil União Européia China Índia Argentina Austrália México Federação Russa Canadá Total mundial Total mundial de carnes Fonte: DBO (2007) 2007 12.6 9.10 8.00 7.91 3.47 2.85 2.37 1.64 1.62 1.33 67.54 284.33 2006 11.90 8.75 7.95 7.50 3.30 2.80 2.23 1.61 1.70 1.37 65.70 275.65 2005 11.32 8.37 7.83 7.11 3.13 3.15 2.17 2.56 1.80 1.52 64.45 269.14 Consumo/06 12.72 7.07 8.27 7.43 2.83 2.37 0.97 1.93 2.44 1.07 65.66 275.56

Principais exportadores mundiais de carne bovina (mil t. equivalente-carcaça)
Países Brasil Austrália Estados Unidos Nova Zelândia Índia Uruguai Canadá Argentina União Européia China Total mundial Fonte: DBO (2007) 2007 1.850 1.350 660 510 500 460 430 530 180 70 7.150 2006 1.700 1.270 500 480 460 450 450 430 180 80 6.550 2005 1.660 1.250 300 530 390 400 550 660 240 80 6.630

Principais importadores mundiais de carne bovina (mil t. equivalente-carcaça)
Países Estados Unidos Federação Russa Japão União Européia México Coréia do Sul Egito Malásia Chile Canadá Total mundial Fonte: DBO (2007) 2007 1.420 820 670 520 360 280 250 190 170 160 7.130 2006 1.340 750 600 500 350 230 240 180 150 150 6.520 2005 1.520 800 630 530 310 220 190 170 180 130 6.540

Principais importadores mundiais de carne bovina (mil t. equivalente-carcaça)
Países Estados Unidos Federação Russa Japão União Européia México Coréia do Sul Egito Malásia Chile Canadá Total mundial Fonte: DBO (2007) 2007 1.420 820 670 520 360 280 250 190 170 160 7.130 2006 1.340 750 600 500 350 230 240 180 150 150 6.520 2005 1.520 800 630 530 310 220 190 170 180 130 6.540

Características da pecuária de corte
Produção à pasto; Degradação ou em processo de pastagens; Pastagens – braquiárias (80 %) – 50% nativas; Necessidade de aumentar a produtividade; Década de 70/80 – crescimento do rebanho de 5%; Custo de produção de carne no Brasil – 40% da Europa e EUA.

Modificação do perfil produtivo
Melhoria no manejo de pastagens; Subdivisão de pastagens; Recuperação e adubação de manutenção de pastagens; Suplementação alimentar – períodos críticos; Exame reprodutivo de vacas e touros; Melhoramento genético; Controle sanitário; Ajuste do binômio genótipo-ambiente

Perspectivas futuras
Consumo per capita de 36 kg baixo poder aquisitivo – alto poder de crescimento Potencial de penetração no mercado externo; Manejo mais eficiente dos recursos disponíveis; Atividade torna-se empresarial; Aumento de competição no mercado externo; Especialização das fases da pecuária; Integração agricultura-pecuária e uso de fertilizantes; Necessidade de melhoria de manejo;

Perspectivas futuras
Suplementação e confinamento tornam-se realidades; Exigência por qualidade de carne; Classificação de carcaças; Animais mestiços; Limitação da expansão da fronteira agrícola; Competitividade com outras carnes; Estabilidade econômica – eficiência; Intensificação (CS, ER, Idade de abate e IPP, adequação genótipo ambiente);

Sistemas de Criação

Sistema Extensivo
⇒ máximo aproveitamento dos recursos naturais
↓ rentabilidade econômica; Animais com baixo potencial genético; ↓ produção e produtividade; Falta de planejamento alimentar, profilático; Não há controle reprodutivo e produtivo; Necessidade de grandes áreas; Este tipo de sistema deverá desaparecer.

Sistema semi-intensivo
Melhor manejo; Cuidados com alimentação; Controle higiênico, profilático; Controle reprodutivo e produtivo; Maior investimento – melhoria nas condições zootécnicas; Adoção de tecnologias modernas; Mão-de-obra especializada; Melhoria do potencial genético do rebanho; Formação e divisão de pastagens; Animais criados a pasto, podendo ser confinados na fase final (diminuição da idade ao abate).

Sistema Intensivo
Pastagens Confinamento Engorda de grande quantidade de animais/área

Abate 48 meses 36 meses 24 meses

GMD 0,369 kg/dia 0,438 kg/dia 0,616 kg/dia

Peso de Abate 19@ 17@ 16@

Ganho @/ano/boi 4,5 @/ano 5,3 @/ano 7,4 @/ano

Abate 48 meses 36 meses 24 meses

Custo boi p/ engorda US$ 320 265 267

Lucro/boi 105 100 80

CRIA

... do nascimento a desmama...

Manejo
Priorizar índices reprodutivos Alimentação e manejo Utilização de tecnologia - respostas bioeconômicas; Controle e gerenciamento; Administrar e tomar decisões empresariais; Melhores respostas econômicas atualmente estão relacionadas a sistemas de produção com alta produtividade.

O peso na desmama e a taxa de desmama afetam diretamente na eficiência da criação – kg/bezerro desmamado/vaca/ano; O nível nutricional ao final da gestação afeta o peso ao parto da vaca e o peso ao nascer dos bezerros; O desenvolvimento anterior à desmama está relacionado com o nível alimentar da vaca durante a lactação (afeta PL/CC); Sexo do bezerro, época de nascimento, peso ao parto da vaca, idade da vaca, raça da vaca e bezerro e raça do touro afetam o crescimento dos bezerros;

Mais ou menos 60% do peso ao desmame (210 dias) está diretamente relacionado com a PL da vaca; Maior dependência do pasto à partir dos quatro meses (GP); Bezerro compensa a baixa disponibilidade de leite aumentando tempo de pastejo; Remoção temporária do bezerro não afeta não afete o peso; Inicialmente priorizar nº de bezerros; > oferta de alimento – PL > peso na desmama;

Touros melhoradores por performance – GP, PN, P. Desm e sobreano, acabamento, precocidade sexual, circunferência escrotal, habilidade materna e eficiência de ganho; Quanto > o GDM até o desmame e deste até a puberdade < é a idade a puberdade; Grupo racial, sexo, idade da mãe, ano e mês de nascimento afetam peso ao nascer – pouco valor econômico (herdabilidade de o,40)

Manejo nas diversas fases da exploração

Manejo de cria
Separação dos animais do rebanho por categoria:
Facilidade no manejo; Melhor nutrição de cada categoria- exigências nutricionais diferentes.

Separação do lote:
Vacas solteiras gestantes; Vacas solteiras vazias; Vacas paridas gestantes (idade do bezerro); Vacas paridas vazias (idade do bezerro); Vacas descarte; Vacas no último mês de gestação; Bezerros desmamados; Bezerras desmamadas; Novilhas; Novilhos; Reprodutores.

Cuidados com a vaca e o bezerro na época do parto
Boa condição corporal; Pasto maternidade (limpo, capim baixo, fácil acesso e plano); Corte e cura do umbigo – dois dedos abaixo do umbigo, 4 cm - com solução de iodo; Colostro; Identificação do animal – tatuagem na orelha com o nº da mãe; Bezerro - pasto próximo ao curral por 30 dias.

Descorna

Mais cedo possível; Vantagens: facilita o manejo do rebanho, menor espaço nos cochos e no transporte em caminhões; Procedimentos: ferro quente, queima dos botões com soda cáustica e cirurgia (em animais adultos);

Castração
Bovinos inteiros tem melhor eficiência na conversão alimentar, apresentam melhor ganho de peso e têm carcaça com menor teor de gordura que os animais castrados; Bovinos inteiros são mais agressivos, qualidade inferior de carcaça, carne menos tenra e mais ácida e de coloração mais escura; Em sistema de produção de novilho precoce não castrar os animais;

Animais abatidos tardiamente – castrar; Frigoríficos desvalorizam a carne de bovinos inteiros; Animais jovens ao abate devem ser castrados até a desmama; Animais terminados a pasto e mais tardiamente devem ser castrados com antecedência mínima de 9 meses do abate; Brasil – castração aos 18 meses – período da seca.

TABELA 1 - Características das diferentes idades a castração usualmente utilizadas nos sistemas de produção de bovinos de corte
Época da castração Nascimento Época do ano Oferta de alimentos Manejo Estresse Miiases GP adicional Custo Julho a novembro Abundante (leite) Facílimo Mínimo Média 0 Baixíssimo Desmama Abril e maio Baixa Médio Muito alto Média 0 Médio 12 meses Set. e outubro Média - baixa Difícil Alto Alta 1-3% alto 18 meses Abril e maio Baixa Dificílimo Alto Alta 3-5% Alto

(GP) Ganho de peso Fonte: LUCHIARI et al., 1984.

Métodos de castração
Método cirúrgico; Método do burdizzo; Elastrador; Método da castração química

Castração cirúrgica
Orquiepidídectomia DESVANTAGEM - Técnica cruenta; - Microorganismo;

- Miíases; - Cicatrização/recuperação.

Vantagem - Método eficiente

FIGURA 1 - Faca ou canivete para castração em aço inoxidável. Fonte: OLIVEIRA, 2007.

FIGURA 2 - Esquema representativo da técnica cirúrgica de orquiectomia utilizada em bovinos, submetidos a duas incisões laterais na bolsa testicular. A) incisão, B) testículo e C) pele escrotal. Fonte: PADUA, et al., 2003.

FIGURA 3 - Esquema representativo da técnica cirúrgica de orquiectomia utilizada em bovinos, submetidos a uma incisão perpendicular praticada no ápice da bolsa perpendicular. (A) incisão, (B) testículo, (C) ápice da bolsa testicular. Fonte: PADUA, et al., 2003.

Castração utilizando burdizzo
Angiotripsia VANTAGEM - Menos cruento - Não apresenta corte

DESVANTAGEM
- Eficiência é questionável em 20 a 30%; - Repetir a operação; - Execução incorreta.

Figura 5 – Procedimento para fazer castração pelo método burdizzo Fonte: PADUA et al., 2003.

TABELA 2 - Efeito de diferentes métodos de castração e características de carcaça de bovinos em confinamento Inteiro Item Idade da castração (mês) Ganho diário (kg) Peso final (kg) Peso da carcaça quente (kg) Rendimento da carcaça (%) Idade ao abate (meses) 8 0,58a 461,00a 257,00a 55,60a 25 Burdizzo 8 0,54b 436,00b 237,00b 54,20b 25 Castrado Cirúrgica 8 0,54b 439,00b 233,00b 53,10b 25

Fonte: RESTLE; GRASSI; FEIJÓ (1996) adaptada

TABELA 3 - Ganho de peso dos bovinos nos diferentes períodos Tipo de Castração Idade meses 8 a 13 13 a 18 18 a 21 21 a 25 Media Geral Pastagem Aveia Campo nativo Campo nativo Aveia + azevém de 8 a 25 meses Lotação animal/ha 4 1,5 1,5 2 Cirúrgica 0,861 0,362 -0,386 1,055 0,540 Burdizzo 0,843 0,374 -0,410 1,069 0,537 Inteiro 0,886 0,392 -0,304 1,099 0,581

Fonte: RESTLE; GRASSI; FEIFÓ, 1996.

Castração utilizando elastrador
Método bastante fácil e não requer muito trabalho

Anel de borracha é colocado no escroto - 10 dias de vida do animal

FIGURA 6 - Elastrador (alicate) e anéis de borracha utilizados para emasculação testicular Fonte: AGROZOOTEC, 200?.

Castração química
Químico-biológico, uso de produtos estrogênicos

Castração química, (injeção de aldeído fórmico, cloreto de cádmio, etanol, ácido láctico)

Vacina para imunização de animais inteiros

TABELA 4 - Desempenho comparativo de bovinos cruzados holandeses em confinamento. Características Peso inicial (kg) GMD (g) Conversão Peso final (kg) Tempo (dias) Rendimento Carcaça (RC) Maciez C. química 347 770 10,2 460 147 52,6 2,98 C. cirúrgica 347 690 11,1 460 162 50,8 4,16 Inteiros 353 960 9,0 460 112 51,6 3,42

(GMD) Ganho Médio Diário; (C) Castração Fonte: LUCHIARI et al. 1984.

GRÁFICO 1 - Distribuição das propriedades em relação à técnica de castração utilizada. Fonte: ALMEIDA et al., 2000.

TABELA 5 - Efeito das diferentes idades de castração no desempenho de bovinos de corte Itens Peso desmama (kg) Peso 12 m (kg) Peso 18 m (kg) Peso 20 m (kg) Peso abate (kg) GMD até 18 m Ganho de 18 a 20 m GMD engorda (g) GMD total (g) Dias de confinam. Peso Carcaça quente Rendimento de Carcaça Acabamento (mm) Idade à Castração Nascimento 204 287 378 399 494 0,583 0,266 b 1159 0,655 74 257 b 52,1 b 4,0 a Desmama 197 284 370 389 484 0,567 0,246 b 1116 0,634 83 251 b 51,9 b 3,0 a 12 m 195 281 366 389 483 0,567 0,295 b 1185 0,636 79 251 b 52,0 b 4,0 a 18 m 192 282 374 394 496 0,569 0,214 b 1275 0,647 83 257 b 51,8 b 3,7 a Inteiros 192 280 376 407 505 0,568 0,409 a 1308 0,673 70 273 a 54,1 a 2,6 a

(GMD) Ganho Médio Diário; (m) Meses Fonte: Porto et al., 1998.

TABELA 6 - Medida de ganho de peso vivo, consumo diário de matéria seca (MS) por animal, conversão alimentar peso médio final Ganho kg/dia Inteiro Castrado 1,03 0,76 Cons. MS kg 8,90 7,90 Conversão kgMS/kgGP V 8,50 10,5 Peso final kg 459 427

Fonte: MORAES et al., 1993.

Animais inteiros a musculatura fica mais desenvolvida

Os animais inteiros, permanecem mais tempo em confinamento - Grau de acabamento

No Brasil, os frigoríficos exigem a castração dos animais - Susceptibilidade de animais ao estresse pré-abate

Efeito da castração na qualidade de carcaça
A água da carne Teor de gordura da carne A cor da carne A cor da gordura

TABELA 7 - Composição química de carne de acordo com o grupo genético e a condição sexual Nutrientes Umidade (%) Gordura (%) Proteína (%) Grupo genético (NE) 71,70 A 15,40A 82,60 A (NS) 71,10 A 12,50 B 82,20 A Condição sexual Castrado 71,00 b 16,80 a 78,60 b Inteiro 73,60 a 8,90 b 87,50 a

Medias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente (P>0,05). (NE) Nelore; (NS) Nelore x Sindi Fonte: RODRIGUES; ANDRADE, 2004 (adaptada).

TABELA 8 - Cor da carne e da gordura, de acordo com o grupo genético e condição sexual Características Carne Luminosidade Int. Vermelho Int. Amarelo Gordura Luminosidade Int. Vermelho Int. Amarelo Grupo genético NE 37,60 A 19,50 A 1,50 A 72,80 A 7,39 A 2,15 A NS 38,70 A 18,50 A 1,76 B 73,90 A 7,60 A 1,76 A Condição sexual Castrado 39,00 a 19,30 a 1,82 a 73,20 a 7,63 a 1,92 a Inteiro 37,20 b 18,70 a 0,87 b 75,20 a 7,19 a 1,28 a

Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente (P>0,05). (NE) Nelore; (NS) Nelore x Sindi Fonte: RODRIGUES; ANDRADE, 2004 (adaptada).

FIGUA 7 - Carcaça de um animal inteiro. Acabamento de gordura escasso

Fonte: SILVA, 2000.

FIGURA 8 - Carcaça de um animal castrado. Acabamento de gordura mediano. Fonte : SILVA, 2000.

A maciez da carne é influenciada

Força de cisalhamento

Rigor pós mortis, pH

TABELA 9 - Força de cisalhamento, perda pelo cozimento e pH final da carne de acordo com o grupo genético e a condição sexual Característica Força de cisalhamento (kgf) PPC (%) pH final Grupo genético NE 5,90 A 30,70 A 5,42 A NS 4,85 B 32,70 A 5,41 A Condição sexual Castrado 4,50 b 29,50 a 5,50 a Inteiro 5,20 a 30,00 a 5,49 a

Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente (P>0,05). (NE) Nelore; (NS) Nelore x Sindi (PPC) Perda pelo cozimento Fonte: RODRIGUES; ANDRADE, 2004 (adaptada).

Marcação
Tatuagem; Marcação a fogo; Brincos.

Programa Sanitário
Febre Aftosa
Contagiosa, causada por vírus de fácil disseminação; Contaminação pela ingestão de alimentos, utensílios, veículos e pelo homem; Febre, vesículas e erupções na pele, boca e pés; Grandes prejuízos na produção de carne e leite – mortalidade de adultos é de 2% e em jovens pode atingir 20%; Barreira sanitária – exportações; Vacinação de 6 em 6 meses a partir do 4º mês.

Carbúnculo Sintomático
manqueira, mal do ano e gangrena enfisematosa; acomete bovinos jovens; Apatia, febre, formação de edema enfisematoso das massa musculares e tecido subcutâneo (paleta e coxa); Clostridium chauvoei – ingestão de alimentos ou pela penetração do agente em lesões da pele e mucosas; Tratamento difícil, feito com penicilina, terramicina e clorotetraciclina; 4 meses de idade e revacinar com 10 meses;

Brucelose
Zoonose de grande importância causada pela Brucela abortus; Aborto no 1/3 final da gestação – baixa fertilidade ou esterilidade; Touro apresenta orquite, vesiculite e epididimite – levando a esterilidade Principal via de contaminação ⇒ digestiva, através da ingestão de alimentos ou água contaminados por abortos no local;

Controle – prevenção, não deixando animais entrar no rebanho sem exame negativo (validade de 1 mês); Fêmeas entre 3 a 8 meses, marcando com V seguido do último algarismo do ano na face do animal; Testes de rotina encaminhando para abate aimais positivos.

Botulismo
Ingestão da toxina botulínica junto com os alimentos (toxina – cadáveres – anaerobiose); Deficiência de P – mascar ossos – botulismo endêmico; Botulismo esporádico – ingestão involuntária; Morte em 1 a 2 dias (7 a 10 dias); Maior problema - bovinos mais exigentes; Carcaças devem ser queimadas e enterradas; Prevenção - suplementação mineral adequada; Vacinar os bezerros com 4 meses e reforço 40 dias depois; Revacinar anualmente.

Pneumoenterite
Associação de pneumonia e diarréia; Respiração acelerada, tosse, corrimento nasal, diarréia e febre (41,5º C), pelos arrepiados, perda de apetite, enfraquecimento e morte; Relacionada às condições de higiene do ambiente e à quebra de resistência; Prevenção: separar os bezerros mais novos dos mais velhos; Vacinar as vacas no 8º mês de gestação e os bezerros aos 15-30 dias; Isolar animais doentes e tratados com antibióticos de largo espectro;

Leptospirose
Provoca aborto; Exame por amostragem no rebanho (5 a 10%) – determinar qual a leptospira presente para vacinação eficiente; Vacinar o rebanho acima de 4 meses anualmente (2X); Contaminação – contato entre os animais – urina e rato (suplementos concentrados).

Cuidados na Vacinação
Nº de partida; data da fabricação e validade; Transportar e manter de acordo com as especificações; Conservar vacina em geladeira (2ºC a 8º C); Seringas e agulhas devem ser esterilizadas; Vias de administração e doses; Agitar o frasco ao reabastecer a seringa; Não combinar produtos; Não vacinar animais debilitados, animais que serão transportados e vacas próximas ao parto; Não utilizar vacinas de frascos já abertos e com sobra de produto; Manter o frasco no gelo entre os reabastecimentos; Substituir a agulha a cada dez animais.

Carrapatos
Zebuínos são mais resistentes; Controlar no pico inicial da infestação em setembro mudando o animal para pastagem não contaminada; Realizar três pulverizações com intervalos de 21 dias (ciclo); Qualidade do controle químico - quantidade de calda e dose do produto; - mudança periódica de princípio ativo;

Mosca-dos-chifres
Haematobia irritans; Combinar o controle químico com o controle biológico (Onthopagus gazella); Controle químico deve ser iniciado em setembro, observando a dosagem do produto; Pulverizar – população superior a 220 moscas/cb;

Mosca – dos – Chifres (Haematobia irritans)

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