Índice

Agradecimentos.................................................................................................................4 Objetivo.............................................................................................................................5 Introdução..........................................................................................................................6 Histórico............................................................................................................................7 Definição de Hidráulica.....................................................................................................8 Transmissão Hidráulica.................................................................................................9 Conservação de energia...............................................................................................11 Sistemas Hidráulicos...................................................................................................12 Componentes Hidráulicos................................................................................................13 Fluídos Hidráulicos......................................................................................................13 Reservatórios Hidráulicos............................................................................................14 Contaminação dos Fluidos Hidráulicos (Filtros).........................................................14 Bombas Hidráulicas (Geradores Hidráulicos)............................................................16 Bombas de Engrenagem..........................................................................................17 Bombas de Palheta...................................................................................................18 Bombas de Pistão.....................................................................................................18 Acumuladores Hidráulicos..........................................................................................19 Atuadores Hidráulicos.................................................................................................20 Atuadores Lineares (Cilindros Hidráulicos)............................................................20 Atuadores Rotativos (Motores Hidráulicos)............................................................22 Manômetro Hidráulico................................................................................................23 Termômetro Hidráulico...............................................................................................24 Válvulas.......................................................................................................................24

2 Válvulas controladoras de pressão..........................................................................25 Válvulas Direcionais ou Válvulas de Controle Direcional......................................30 Válvulas de Retenção..............................................................................................33 Válvulas controladoras de vazão.............................................................................34 Outras Denominações para Válvulas.......................................................................37 Elemento Lógico (Válvula de Cartucho).....................................................................37 Placas de Orifício.........................................................................................................39 Resfriadores Hidráulicos.............................................................................................40 Exemplos de Aplicação da Hidráulica.............................................................................42 Comparação com outros meios e formas de energia variadas.........................................50 Preços dos Componentes.................................................................................................52 Softwares de Simulação Hidráulica.................................................................................52 Normalização...................................................................................................................53 Simbologia...................................................................................................................54 Normas ........................................................................................................................55 Eletro-hidráulica.............................................................................................................55 Circuitos Hidráulicos Conceituais..................................................................................56 Circuitos Intuitivos.....................................................................................................56 Circuito de Seqüência Mínima ou Cascata..................................................................58 Circuitos Passo a Passo ou Seqüência Máxima de Contatos.......................................59 Componentes Emprestados para Visualização em Apresentação..................................61 Circuito para Apresentação.............................................................................................62 Lista de Material Utilizado na Montagem...................................................................62 Funcionamento do Circuito Hidráulico.......................................................................63 Conclusão.......................................................................................................................64 Bibliografia......................................................................................................................65 Sites.............................................................................................................................65

3 Livros On-line e Apostilas...........................................................................................66 Livros...........................................................................................................................66 Textos em PDF............................................................................................................66 Anexos............................................................................................................................68 Circuitos Hidráulicos da Parker...................................................................................68 Circuito de Descarga – Pressão Máxima.................................................................68 .....................................................................................................................................68 Circuito de Descarga - Pressão Intermediária ............................................................69 .....................................................................................................................................69 Circuito de Descarga - Recirculando ......................................................................70 .................................................................................................................................70

Também gostaríamos de agradecer ao Luis. que nos auxiliou na montagem do circuito. Ltda que nos auxiliou com partes do trabalho. nos forneceu equipamentos hidráulicos para demonstração prática destes e permitiu fotografar uma máquina que faz uso de tais equipamentos. Além de todos os outros que participaram direta e indiretamente do nosso trabalho e não estão sendo citados aqui. pois isso nos rendeu uma enorme aprendizagem.4 Agradecimentos Primeiramente gostaríamos de agradecer ao professor Odilon por nos ter dado a oportunidade de trabalhar com o estudo de caso a respeito de automação hidráulica. bem como ao nosso colega de sala do 5º termo de Engenharia Mecatrônica. responsável pela Momesso Ind. responsável pelo laboratório do Colégio Salesiano. Agradecemos também ao Evaristo Luiz Momesso Júnior. o Danilo. . Maq.

Com a realização deste trabalho.5 Objetivo Este trabalho teve como objetivo analisar. . foi possível se chegar a uma compreensão conceitual de automação hidráulica. a evolução da hidráulica. pois tal assunto é ainda mais complexo. Este trabalho teve ainda o objetivo de aproximar a teoria com a prática através da montagem simples de um circuito hidráulico. junto ao contexto histórico. desde a criação da primeira prensa hidráulica até os dias atuais com os mais sofisticados tipos de equipamentos que compõem uma planta hidráulica.

. atuadores. manômetros. assim como seus componentes. termômetros e válvulas e apresenta-se circuitos hidráulicos. A automação hidráulica é utilizada em larga escala em diversos dispositivos e sistemas. A hidráulica um processo que faz uso de fluido – óleo. água ou outro líquido – que permite alta precisão a baixa velocidade e na realização de trabalhos que exijam aplicação de forças de grande intensidade.6 Introdução Este trabalho visa apresentar a automação hidráulica e seus componentes de uma forma básica para que se possa ter conhecimentos suficientes para se aprofundar no assunto se desejado. Aqui está sendo apresentado o histórico e a definição de hidráulica. dos quais se explica desde os fluídos usados na automação hidráulica até as bombas.

) relacionada com a pressão dos fluidos e hidráulica.. descobriu um fenômeno interessante.” Figura 2 ... da prensa hidráulica e das transmissões hidráulicas de um modo geral. Este é o princípio que fundamenta o funcionamento do macaco hidráulico. ou seja.” A explicação para o princípio de Pascal é simples. nascido em 19 de junho de 1623.. Figura 1 . qual hoje leva seu nome. e como já foi dito acima.1662) Em 1648. Blaise Pascal publicou sua obra "Récit de la grande expérience de l'équilibre des liqueurs. o fluido não estaria em repouso.Daniel Bernoulli. . Caso houvesse uma diferença de pressão.Blaise Pascal (1523 . Pascal expressa o que é hoje conhecido como o “Princípio de Pascal”: “A pressão aplicada a um fluido contido em um recipiente é transmitida integralmente a todos os pontos do fluido e às paredes do recipiente que o contém. haveria forças resultantes no fluido. Nela. Uma contribuição aos estudos de fluidos foi dada por Daniel Bernoulli (Figura 2) – cientista Holandês do século XVIII.” ( Relato da grande experiência sobre o equilíbrio dos líquidos. em Clermont-Ferrand. o princípio de Bernoulli que diz: “Quando a velocidade de um fluido aumenta.7 Histórico Os estudos da hidráulica tiveram grande apoio do matemático e físico francês Blaise Pascal. a pressão deste fluido diminui. que estudou a relação da velocidade de um fluido e a pressão exercida neste. na França.

da pressão. temperatura. normalmente. A hidráulica teórica também é conhecida na física como “Mecânica dos Fluidos” e a hidráulica prática ou hidráulica aplicada é. a hidrocinética. polderes. portanto. a regulagem e o controle do fluido agindo sobre suas variáveis (pressão. que estuda os fluidos em movimento. A resistência à mudança de velocidade . da viscosidade. etc. etc). É responsável pelo conhecimento das leis que regem o transporte. até ser atuado por uma força externa. fluviais ou marítimas. e a hidrodinâmica que leva em consideração as forças envolvidas no escoamento dos fluidos (forças da gravidade. A hidráulica pode ser também dividida em: teórica e prática. as grandes obras de saneamento. viscosidade. se faz necessário o conhecimento básico de alguns conceitos físicos: • Força: é definida como qualquer causa que tende a produzir ou modificar movimentos. um corpo em repouso tende a permanecer em repouso. Devido à inércia. estações de tratamento de água e de esgotos. para efeito de estudo apenas: a hidrostática que trata dos fluidos parados. para qualquer fluido em movimento a pressão é menor onde a velocidade é maior. e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento. a conversão de energia. da tensão tangencial. levando em consideração os efeitos da velocidade. A hidráulica pode ser dividida em três capítulos. Para compreendermos a hidráulica e suas aplicações. Definição de Hidráulica Hidráulica é uma palavra que vem do grego e é a união de hydor = água. intitulada “Hidrotécnica”. Dentre as aplicações da hidráulica destacam-se as máquinas hidráulicas (bombas e turbinas). portos. da compressibilidade e outras ). quebra-mares. e aulos = condução/aula/tubo é. Para estudos hidráulicos complexos de grandes obras e estruturas utilizam-se os chamados modelos físicos e/ou matemáticos em laboratórios.8 Ou seja. molhes. vazão. uma parte da física que se dedica a estudar o comportamento dos líquidos em movimento e em repouso. como as de usinas hidrelétricas. diques. vias navegáveis. emissários submarinos.

Figura 3 .ela está pronta e esperando para entrar em ação. • Pressão: é uma quantidade de força aplicada numa unidade de área. P=F/A. Se desejar mover um objeto. Transmissão Hidráulica As descobertas enunciadas por Pascal levou à construção da primeira prensa hidráulica (Figura 4) no princípio da Revolução Industrial. A força pode ser expressa em qualquer das unidades de medida de peso. • • Trabalho: é o movimento de um objeto através de uma determinada distância. para transformar-se em energia cinética tão logo surja a oportunidade. Quem desenvolveu a descoberta de Pascal foi o mecânico Joseph Bramah (Figura 3).. deve-se aplicar-lhe uma força. . Ela causa o movimento quando toca a superfície do objeto. como a cabeça de uma máquina-ferramenta (torno).9 depende do peso do objeto e da fricção entre as superfícies de contato. • • Energia Cinética: a energia no estado cinético está em movimento. a libra-força por polegada quadrada (PSI = do inglês Pounds per Square Inch) e também bar (N/ m 2 x 1000) do sistema francês ou ainda Pascal (Pa) que é igual a força de 1 Newton por metro quadrado. Os sistemas hidráulicos e pneumáticos têm como medida de pressão o quilograma-força por centímetro quadrado (kgf/ cm 2 ). A quantidade de força necessária dependerá da inércia do objeto. mas comumente é expressa em Newton ou libras. Vazão: o volume do fluido passando pela tubulação em um determinado período de tempo é denominado vazão. Energia Potencial: quando no estado potencial a energia está acumulada. que é dado em m/s ou l/s.Joseph Bramah.

agindo em todos os sentidos internamente na câmara da prensa.Prensa hidráulica.10 Figura 4 . sendo: F = PxA Portanto: F2 = P xA2 1 F2 = 10 kgf / cm 2 x10 cm 2 F2 = 100 kgf Pode-se considerar que as forças são proporcionais às áreas dos pistões. Esta pressão suportará um peso de 100 Kgf se tivermos uma área A2 de 10 cm 2 . Sabe-se que : P= F A Portanto: P1 = F1 10kgf ⇒ ⇒ 10kgf / cm 2 2 A1 1cm Tem-se que a pressão. é de 10 Kgf/ cm 2 . .

" Realmente não se pode criar uma nova energia e nem tão pouco destruí-la e sim transformá-la em novas formas de energia. exercerá uma força de 100 kgf no pistão do cilindro maior. sendo que a distância de cada pistão será inversamente proporcional às suas áreas. movido pelo fluido deslocado pelo pistão menor. O que se ganha em relação à força tem que ser sacrificado em distância ou velocidade. Figura 5 . Aplicando-se uma força de 10 kgf no cilindro menor. A pressão de 10 kgf/ cm 2 atuando numa área de 10 . uma pressão gerada de 10 kg/ cm 2 será transmitida (lei de Pascal) ao cilindro maior. .11 Conservação de energia Relembrando um princípio enunciado por Lavoisier: "Na natureza nada se cria e nada se perde tudo se transforma. Têm-se dois cilindros hidráulicos interligados. conforme é visto na Figura 5. Quando se deseja realizar uma multiplicação de forças significa que se têm o pistão maior. com áreas de 1 cm 2 e de 10 cm 2 .Funcionamento de uma prensa hidráulica.

como por exemplo:  Construção civil: pás-carregadeiras. na marinha. Pode se citar como exemplo prensa hidráulica. plataformas. Um sistema a fluido que utiliza óleo é chamado “sistema hidráulico”. na mineração. robôs hidráulicos. vários fluidos podem ser usados em dispositivos e sistemas hidráulicos como óleo. colheitadeiras. carregadeiras. o mesmo movimentará apenas 1 cm de curso. betoneiras. A hidráulica móvel se aplica em vários segmentos de mercado. cuja maneira de calculá-la é apenas fracionar as áreas dos pistões ou dividir a força obtida pela força introduzida.12 Tem-se.  Máquinas rodoviárias: ônibus. máquinas operatrizes.  Máquinas/equipamentos agrícolas-florestais: tratores. Observa-se que enquanto o pistão de área = 1 cm 2 se move 10 cm desloca um volume de 10 cm 3 para o pistão de área = 10 cm 2 . rolos compactadores. na agricultura. na construção na defesa. tratores de esteira. na aviação. escavadeiras. Os sistemas hidráulicos são utilizados nas instalações de produção modernas. um ganho de força na ordem de 10 vezes a força aplicada inicialmente. • Hidráulica móvel: quando os equipamentos que constituem o sistema hidráulico são móveis. na indústria automotiva. no processamento de alimentos. guindastes. etc. implementos. Neste caso obterá-se nesta transmissão hidráulica uma vantagem mecânica de 10. caminhões. Conseqüentemente. Os sistemas hidráulicos podem ser basicamente diferenciados entre: • Hidráulica estacionária: quando os equipamentos que constituem o sistema hidráulico se encontram fixos em um local. . portanto. Sistemas Hidráulicos De um modo geral. água ou outro líquido.  Movimentação de carga: empilhadeiras.

13 Componentes Hidráulicos Fluídos Hidráulicos O fluido hidráulico é o elemento vital de um sistema hidráulico industrial. eles dão ao óleo características que o tornam apropriado para uso em sistemas hidráulicos. foram desenvolvidos vários tipos de fluidos resistentes ao fogo: • Emulsão de Óleo em Água : a emulsão de óleo em água resulta em um fluido resistente ao fogo que consiste de uma mistura de óleo numa quantidade de água. . Este tipo de fluido tem características de lubrificação melhores do que as emulsões de óleo em água. Os aditivos são ingredientes importantes na sua composição. Ele é um meio de transmissão de energia. • Emulsão de Água em Óleo: a emulsão de água em óleo é um fluido resistente ao fogo. que é também conhecido como emulsão invertida.Os componentes que operam com fluidos sintéticos resistentes ao fogo necessitam de guarnições de material especial. Por esta razão. O óleo é dominante. Este é o tipo mais caro de fluido resistente ao fogo. • Sintético: os fluidos sintéticos. ou uma mistura dos dois com frações de petróleo. Uma característica inconveniente do fluido proveniente do petróleo é que ele é inflamável. um lubrificante. • Fluido de Água-Glicol :o fluido de água-glicol resistente ao fogo é uma solução de glicol (anticongelante) e água. resistentes ao fogo. hidrocarbonos clorados. A mistura pode variar em torno de 1% de óleo e 99% de água a 40% de óleo e 60% de água. A água é sempre o elemento dominante. um vedador e um veículo de transferência de calor. A mistura é geralmente de 60% de glicol e 40% de água. Não é seguro usá-lo perto de superfícies quentes ou de chama.Ele é mais do que um óleo comum. A mistura é geralmente de 40% de água e 60% de óleo. O fluido hidráulico à base de petróleo é o mais comum. consistem geralmente de ésteres de fosfato.

A necessidade do filtro (Figura 8). Contaminação dos Fluidos Hidráulicos (Filtros) Todos os fluidos hidráulicos contêm certa quantidade de contaminantes. seja dissipado para as paredes do reservatório. dissipação de calor do fluido. o ar sobe à superfície do fluido e dá condições para que o calor.14 Reservatórios Hidráulicos A função de um reservatório hidráulico (Figura 6) é conter ou armazenar o fluido hidráulico de um sistema. Figura 6 . de forma aparente. no fluido. Isto cria uma zona de repouso onde as impurezas maiores sedimentam. . a placa defletora impede que este fluido vá diretamente à linha de sucção. As partículas de sujeira podem fazer com que máquinas caras e grandes falhem. a ação da máquina. De forma geral. possibilidade de inspeção do fluido. a finalidade dos reservatórios está ligada à capacidade de armazenamento dos fluidos. Quando o fluido retorna ao reservatório. separação do ar e do fluido. pois o acréscimo deste componente particular não aumenta.Reservatório hidráulico. não é reconhecida na maioria das vezes. absorção e expansão térmica do fluido e possibilidade de montar componentes. Mas o pessoal experiente de manutenção concorda que a grande maioria dos casos de mau funcionamento de componentes e sistemas é causada por contaminação. separação dos contaminantes sólidos. no entanto.

o maior problema com a contaminação num sistema hidráulico é que ela interfere na lubrificação. a ação das válvulas não é apenas imprevisível e improdutiva. no mínimo. A contaminação (Figura 7) interfere em três destas funções. uma pessoa normal pode enxergar uma partícula que mede 40 micra. O menor limite de visibilidade para o olho é de 40 micra. queima da bobina do solenóide e falha prematura do componente. Quando o líquido retorna ao reservatório. Vedar folgas entre peças em movimento. operações nãoseqüênciadas. Ela interfere com a transmissão de energia vedando pequenos orifícios nos componentes hidráulicos. Transferir calor. que tem quatro funções: • • • • Transmitir energia.Contaminação dos fluidos. As partículas contaminantes interferem no esfriamento do líquido. Em outras palavras. Nesta condição. Lubrificar peças internas que estão em movimento. Devido à viscosidade. A falta de lubrificação causa desgaste excessivo. resposta lenta. transfere calor às suas paredes.15 A contaminação causa problemas nos sistemas hidráulicos porque interfere no fluido. Provavelmente. por formar um sedimento que torna difícil a transferência de calor para as paredes do reservatório. o fluido hidráulico gera calor durante a operação do sistema. atrito e mudanças de direção. Figura 7 . Isto . mas também insegura.

embora uma amostra de fluido hidráulico pareça estar limpa. Muito da contaminação prejudicial em um sistema hidráulico está abaixo de 40 mícron. isto é. Muitas das bombas podem ser usadas como motores para reconversão da energia hidrostática em mecânica. ela não está necessariamente limpa. Os elementos filtrantes são divididos em tipos de profundidade e de superfície. em regra. Um filtro hidráulico tem a função de remover impurezas do fluido hidráulico. Isto é feito forçando o fluxo do fluido a passar pelo elemento filtrante que retém a contaminação. Deste ponto o fluido é conduzido a um órgão distribuidor (órgão de comando).16 significa que. . São designados correntemente por bombas já que a sua função é produzir energia hidrostática. fornecer caudal sob pressão. de um reservatório (lado de aspiração ou de entrada) e impele-o para a saída (lado da pressão).Filtros hidráulicos. Figura 8 . A bomba hidráulica aspira o fluido hidráulico. de onde poderá ser reconduzido ao reservatório ou fornecido ao receptor. Bombas Hidráulicas (Geradores Hidráulicos) Os geradores hidráulicos (Figura 9) são máquinas capazes de transformar energia mecânica em hidráulica de uma forma contínua.

Bomba de engrenagem. Bombas de Engrenagem A bomba de engrenagem (Figura 10) consiste basicamente de uma carcaça com orifícios de entrada e de saída. e de um mecanismo de bombeamento composto de duas engrenagens. A outra engrenagem é a engrenagem movida. a engrenagem motora. é ligada a um eixo que é conectado a um elemento acionador principal.Bombas hidráulicas.17 Figura 9 . Uma das engrenagens. Figura 10 . .

18 Bombas de Palheta As bombas de palheta produzem uma ação de bombeamento fazendo com que as palhetas acompanhem o contorno de um anel ou carcaça. O mecanismo de bombeamento de uma bomba de palheta consiste de: rotor, palhetas, anel e uma placa de orifício com aberturas de entrada e saída. Neste tipo de bombas, o rotor possui em todo o seu contorno exterior sedes radiais, onde são alojadas e guiadas as palhetas. Estas por efeito da força centrifuga e da pressão, são premidas contra a pista de deslizamento do estator. Esta pista de deslizamento apresenta uma excentricidade em relação ao rotor, fruto do desvio dos eixos do estator e do rotor. Em alguns tipos de bomba, esta excentricidade pode ser regulada conforme mostra a Figura 11.

Figura 11 - Bomba de palheta

Bombas de Pistão As bombas de pistão (Figura 12) geram uma ação de bombeamento, fazendo com que os pistões se alterem dentro de um tambor cilíndrico. O mecanismo de bombeamento de uma bomba de pistão consiste basicamente de um tambor de cilindro, pistões com sapatas, placa de deslizamento, sapata, mola de sapata e placa de orifício.

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Figura 12 - Bomba de pistão.

Acumuladores Hidráulicos Os acumuladores hidráulicos (Figura 13) podem desempenhar uma gama muito grande de funções no sistema hidráulico. Algumas dessas funções são: • • • manter a pressão do sistema; desenvolver o fluxo no sistema; absorver choques no sistema.

Figura 13 - Acumuladores hidráulicos.

Um acumulador, numa emergência, poderá manter a pressão do sistema. Se a bomba num circuito de prensagem, laminação ou de fixação, falha, o acumulador pode ser usado para manter a pressão do sistema, de modo que o material que está sendo trabalhado não seja danificado. Nesta aplicação, o volume do acumulador é muitas vezes usado para completar o ciclo da máquina. Ele também pode manter a pressão em uma parte do sistema enquanto a bomba estiver suprindo o fluxo pressurizado na outra parte ou, compensando a perda de pressão ocorrida por vazamento ou aumento de pressão causada pela expansão térmica.

20 Os acumuladores são uma fonte de energia hidráulica. Quando a demanda do sistema é maior do que a bomba pode suprir, a energia potencial acumulada no acumulador pode ser usada para prover o fluxo. Por exemplo, se uma máquina for projetada para executar ciclos de modo aleatório, uma bomba de pequeno volume pode ser usada para encher o acumulador. No momento de a máquina operar, uma válvula direcional é acionada e o acumulador supre a pressão de fluxo requerida para o atuador. Usando-se um acumulador e uma bomba pequena combinados haverá economia.

Atuadores Hidráulicos Os atuadores hidráulicos executam função oposta à das bombas hidráulicas e convertem energia hidráulica em energia mecânica para efetuar trabalho útil. Num circuito típico, o atuador é mecanicamente ligado à carga de trabalho e é atuado pelo fluido da bomba; assim sendo, força ou torque é transformado em trabalho. Os atuadores podem ser classificados, de modo geral, como dos tipos linear (cilindro atuador) ou rotativo (motor hidráulico).

Atuadores Lineares (Cilindros Hidráulicos) Cilindros hidráulicos transformam trabalho hidráulico em energia mecânica linear, a qual é aplicada a um objeto resistivo para realizar trabalho. Os cilindros foram citados brevemente há pouco. Um cilindro consiste de uma camisa de cilindro, de um pistão móvel e de uma haste ligada ao pistão. Os cabeçotes são presos ao cilindro por meio de roscas, tirantes ou solda (a maioria dos cilindros industriais usa tirantes). Conforme a haste se move para dentro ou para fora, ela é guiada por embuchamentos removíveis chamados de guarnições. O lado para o qual a haste opera é chamado de lado dianteiro ou "cabeça do cilindro". O lado oposto sem haste é o lado traseiro. Os orifícios de entrada e saída estão localizados nos lados dianteiro e traseiro. O atuador linear, como um cilindro acionador, é usado para operações de prender e prensar ou para movimento de avanço rápido e fino, diferentemente das

Figura 14 . que exerce forças iguais nos dois sentidos pois as duas áreas de atuação são também iguais (áreas menores). A pressão em sentido contrário movimenta-o com maior velocidade. . a força da gravidade ou até mesmo uma mola podem exercer o artifício do retorno. O fluido penetra no cilindro através de um orifício apenas e desloca o pistão atuador. devido à área menor de atuação do óleo no pistão. • Cilindro de Simples Efeito: o atuador linear mais simples é o cilindro de simples ação (Figura 14).Cilindro de duplo efeito. • Cilindro de Haste Dupla: encontramos ainda o cilindro de duplo efeito de haste dupla (Figura 16). forçando-o para fora. porém desenvolve maior força. Ainda que não haja previsão para retração por força hidráulica da haste. entretanto desenvolve menor força. que aplica força em apenas uma direção.21 aplicações de um atuador rotativo ou motor hidráulico. Quando a pressão é aplicada na área maior. desenvolvendo a força necessária para movimentar o mecanismo acionador. Este cilindro de ação dupla é também chamado de diferencial por ter uma área maior (lado sem haste) e uma área menor (lado com haste). tornear. para controlar o movimento linear nas duas direções opostas. posicionar etc. Figura 15 . que incluem operações de mandrilar.Cilindro simples de efeito • Cilindro de Duplo Efeito: o cilindro de dupla ação (Figura 15) permite a aplicação da pressão hidráulica em ambas as extremidades do pistão. seu movimento é mais lento por consumir maior volume de óleo.

como é visto na Figura 17.Motor hidráulico tipo pistão. o fluido entra na metade dos furos dos pistões. molas ou balancins são freqüentemente usados atrás de cada palheta.Motor hidráulico tipo engrenagem.22 Figura 16 . Algumas vezes. que aplicada ao objeto resistivo por meio de um eixo. Os motores Figura 18 . sua aceleração é rápida e pode adaptar-se facilmente nas aplicações onde reversões imediatas são desejadas. causando a rotação do bloco de cilindro e do eixo de acionamento. presente na Figura 18. muitas bombas hidráulicas podem ser usadas como motores com pequenas ou nenhuma modificação. todas as palhetas são acionadas pela pressão hidráulica. para este fim. No motor tipo engrenagem. Atuadores Rotativos (Motores Hidráulicos) Os motores hidráulicos transformam a energia de trabalho hidráulico em energia mecânica rotativa. No motor tipo palheta.Cilindro de duplo efeito de haste dupla. força-os para fora. entretanto como não há força centrífuga no início de sua operação. No motor tipo pistão. ambas as engrenagens são acionadas. . Todos os motores consistem basicamente de uma carcaça com conexões de entrada e saída e de um conjunto rotativo ligado a um eixo. O motor tipo pistão é o mais utilizado de todos. mas somente uma é ligada ao eixo de saída. pois possui uma inércia relativamente baixa. Figura 17 .

23 hidráulicos têm certas vantagens sobre os motores elétricos. já a de cor vermelha indica a pressão excessiva nas linhas. um ponteiro indicador. o tubo de Bourdon retrai-se para a forma inicial de repouso. Nos manômetros hidráulicos (Figura 19) há duas marcas coloridas. Seu princípio de operação baseia-se num tubo de Bourdon. para que não ocorra um choque mecânico entre a parte da cremalheira e a engrenagem há glicerina colocada no manômetro. que recebe uma 1 Cremalheira: peça mecânica que consiste numa barra ou trilho dentado. que é um tubo de forma espiral que se distende quando recebe pressão hidráulica e movimenta com isso. estes manômetros recebem um sinal elétrico de um tubo de Bourdon localizado internamente num transmissor de pressão. .5 kg/ HP para motores elétricos. em conjunto com uma engrenagem a ela ajustada. que. Manômetro Hidráulico A energia de um sistema hidráulico é a pressão criada pela resistência à vazão da bomba de força. Algumas destas vantagens são: • • • • • Reversão instantânea do eixo do motor. a marca de cor verde indica a pressão operacional do sistema hidráulico. Algumas vezes o ponteiro movimenta-se muito rápido. ou seja. é comum encontrar manômetros elétricos no painel de comando. através de uma cremalheira1 e uma engrenagem. Frenagem dinâmica conseguida facilmente. ora quando a pressão se eleva aceleradamente ou quando ela é retirada de ímpeto do sistema. converte movimento retilíneo em rotacional e vice-versa. O princípio de funcionamento dos manômetros é a atuação de um tubo de Bourdon. puxando com si o ponteiro indicador para a posição zero do mostrador. Manômetro é um instrumento usado para medir pressão em um sistema hidráulico. que está acoplado às linhas de pressão hidráulica. Ao cessar a pressão existente nas linhas. Uma relação peso-potência de 0. esta glicerina é o líquido visível no visor de leitura do manômetro. Ficar carregado por períodos muito grandes sem danos. mecanicamente. Hoje em dia.22 kg/HP comparada a uma relação peso-potência de 4. é um medidor de quantidade de energia possuída num sistema. Controle de torque em toda a sua faixa de velocidade.

controladoras de pressão (força). servem para controlar a pressão. o movimento de distenção do Bourdon e a conseqüente indicação no mostrador. Além disso. fazendo com que o sistema perca seu rendimento. São as válvulas quem define a classificação dos circuitos de atuação. quando isso acontece. em geral. Válvulas As válvulas. retentor.24 pressão hidráulica. bem como também pode afetar a segurança. pois. controladoras de vazão (velocidade). graxeta interna do cilindro entre outros.Manômetro hidráulico. sendo ele a segunda imagem da primeira coluna. A imagem do termômetro hidráulico pode ser vista na Figura 66. modifica a viscosidade do fluído. que pode ser atuação discreta ou contínua. aciona um rotor elétrico que transmite a um indicador no painel. pode prejudicar vários equipamentos. Termômetro Hidráulico O termômetro hidráulico mede a temperatura do fluido hidráulico para evitar que esta ultrapasse seu ideal de trabalho. Figura 19 . . se essa temperatura se elevar muito. a direção ou o volume de um fluído nos circuitos hidráulicos. como raspador do embolo. pois se houver um vazamento de óleo ou fluído hidráulico e este estiver acima de 50ºC ou 60ºC ocasionará queimaduras graves se entrar em contato com o operador do equipamento. o que permite a elas serem divididas em válvulas direcionais.

Válvula limitadora de pressão.25 Válvulas controladoras de pressão As válvulas controladoras de pressão são usadas na maioria dos sistemas industriais. protege os componentes. regular a pressão reduzida em certas partes dos circuitos. ao mesmo tempo. pelo tamanho e pela faixa de operação. . Figura 20 . que por sua vez. determinar dois diferentes níveis de pressa e. suprimir o choque elétrico. determinar dois níveis de pressão distintos. o que funciona como base de operação dessas válvulas é um balanço entre a pressão e a força da mola. E. determinar o nível de pressão do trabalho. descarregar a bomba. são possíveis diversas posições para a válvula limitadora de pressão (Figura 20) entre totalmente fechada e totalmente aberta (Figura 21). Suas funções básicas são: • • • • • • • limitar a pressão máxima do sistema. outras atividades que envolvem mudanças na pressão de operação. A classificação deste tipo de válvula é dada a partir do tipo de conexão.

válvula redutora de pressão. o carretel no corpo da válvula é acionado por um nível predeterminado de pressão.26 Figura 21 . válvula de descarga. válvula de seqüência. válvula de frenagem. com a via primaria da válvula conectada ao tanque. a válvula de contrabalanço. Uma das maneiras de se controlar a pressão máxima do sistema (Figura 22) é com o uso de uma válvula de pressão normalmente fechada. e neste ponto as vias primárias e secundárias são conectadas e o fluxo é desviado para o tanque. além de diversas outras aplicações. O nome dado às válvulas controladoras de pressão é dado devido às funções primárias relacionadas a estas válvulas: • • • • • • válvula de segurança. É esse tipo de controle de pressão normalmente fechado que é conhecido como válvula limitadora de pressão. a qual tem a pressão da mola usualmente variada pela regulagem de um parafuso que comprime e descomprime a mola. assim. como que uma operação ocorra antes da outra e contrabalancear forças mecânicas externas que atuam no sistema.Válvulas limitadoras de pressão em posição "totalmente fechada" à esquerda e "totalmente aberta" à direita. . Sua função principal é de alívio do sistema.

Circuito montado com uma válvula limitadora de pressão. para . à direita um circuito no qual se usa tal válvula. ou seja. por exemplo. Figura 23 . direcionando o fluxo em uma seqüência prédeterminada. pois a válvula de pressão está fechada. uma válvula de seqüência.27 Figura 22 . As válvulas controladoras de carga (Figura 24) controlam a pressão induzida pela carga para manter em níveis admissíveis o movimento desta e proporcionam o equilíbrio de forças que evitam a aceleração da carga devido ao seu próprio peso ou inércia. As válvulas de contrabalanço mantém uma contrapressão para evitar que uma carga caia.À esquerda. As válvulas de seqüências operacionais (Figura 23) asseguram que uma operação seja completa antes que outra função seja desenvolvida. quando o peso está no mesmo sentido do movimento.

Se cair a pressão depois da válvula. e a pressão. Também há válvulas de segurança. pop action caracterizada pela abertura total e imediata. uma válvula de pressão normalmente aberta tem as vias primárias e secundária interligadas. na base do carretel. bem como também pode ser uma válvula de alívio e segurança. adiante da válvula. e a pressa. ela também será. na base do carretel. pois opera sentindo a pressão do fluido depois de sua via através da válvula. As válvulas redutoras de pressão (Figura 25) são exemplos de válvulas de controle de pressão normalmente aberta.28 contrabalancear o peso. neste circuito. é transmitida da via primária. o carretel se abrirá e permitirá que a pressão aumente novamente. Elas determinam a pressão em um ramal do sistema. e o carretel fica parcialmente fechado. quando uma carga negativa é aplicada. As válvulas de frenagem limitam a velocidade de um atuador hidráulico. tal restrição transforma todo o excesso de energia de pressão. A pressão nestas condições é igual à pressão ajustada da válvula. em calor. é transmitida da via secundária. restringindo o fluxo. à direita um circuito montado com uma válvula do contrabalanço. uma válvula de controle de pressão normalmente fechada. Enquanto que uma válvula de controle de pressão normalmente fechada tem as vias primária e secundária separadas. Figura 24 . no caso.À esquerda a imagem de uma válvula de contrabalanço. Um exemplo de uma .

desse modo há economia de potência e menor geração de calor. à direita um circuito montado com uma válvula limitadora de pressão.29 válvula redutora de pressão pode ser quando ela limita a pressão de saída. assim.À esquerda. sendo controladoras de choque. que dirige o fluxo para o tanque quando a pressão. Uma válvula de descarga (Figura 26) é uma válvula de controle de pressão normalmente fechada operada remotamente. Figura 25 . elas reduzem o choque hidráulico através da redução da taxa de aceleração do fluxo. quando o acumulador for carregado. pois o a bomba não precisa aplicar uma pressão alta para operar a válvula de descarga. o fluxo da bomba retornará ao tanque a uma pressão mínima quando o acumulador estiver pressurizado igual à válvula limitadora de pressão. uma válvula limitadora de pressão. atinge um nível predeterminado. já que esta recebe pressão de outra parte do sistema. ela permite que a uma bomba opere com a carga mínima. . num circuito de acumulador. por exemplo. Ela pode ser usada. numa parte remota do sistema.

Válvulas de controle direcional. válvula de descarga. Essas válvulas limitadoras de pressão podem ainda ser de alívio de ação direta. um circuito montado com uma válvula de descarga. quando há incorporação de meios para atenuar os efeitos da sobrepressão. sendo as válvulas de . consistem de um corpo com passagens internas que são conectadas e desconectadas por uma parte móvel.À esquerda.30 Figura 26 . à direita. Válvulas Direcionais ou Válvulas de Controle Direcional Figura 27 . quando sua ação de abertura está diretamente relacionada com o acréscimo da pressão aplicada . As válvulas direcionais. ou de ação indireta. Figura 27.

. a Figura 26 mostra um circuito hidráulico usando uma válvula direcional.31 carretel os tipos mais comuns de válvulas de controle direcional usadas em hidráulica. Tais válvulas são válvulas cuja função primária é impedir o escoamento através de passagens selecionadas. Figura 28 – Circuito hidráulico utilizando válvula direcional. Figura 29 . A Figura 29 mostra o esquema de um atuador de válvulas direcionais.Atuador de válvula direcional.

Também pertencendo ao conjunto de válvulas direcionais. deve possuir no mínimo duas posições. é uma válvula direcional de duas vias operadas por came com um carretel chanfrado. vias de bloqueio ou a combinação de ambas. Figura 30. o qual irá definir a aplicação da válvula no circuito. onde os amortecedores do pistão ainda não entraram em ação. A válvula de controle direcional também depende do seu tipo de acionamento. hidráulica ou elétrica. existe a válvula seletora. mecânica.32 Uma válvula de controle direcional deve ter seu número de posições e número de vias levados em consideração. a de bloqueio significa uma via. Figura 30 . O número de posições é o número de manobras distintas que a válvula realiza. elas podem ser de vias de passagem. Uma válvula de desaceleração. cuja função primária é interconectar seletivamente duas ou mais conexões. Está válvula permite que uma carga ligada à haste do cilindro seja retardada na metade do curso. pneumática. para que ela seja uma válvula direcional. a de passagem significa duas vias.Válvula de desaceleração e seu símbolo. o acionamento pode ser por força muscular. . Já o número de vias é o número de conexões úteis que uma válvula pode possuir.

Figura 31. é uma válvula aparentemente pequena quando comparada a outros componentes hidráulicos. como as reguladoras de vazão que restringem o fluxo na direção contraria. Figura 31 . o assento é empurrado contra a sua sede. Uma delas é usar tal válvula como uma válvula by pass2. vias de entrada e saída e de um assento móvel que é preso por uma mola de pressão. Se o fluído for impelido a entrar pela via de saída. 2 by pass: desvio . na maioria das vezes. Isso é conhecido como fluxo direcional livre da válvula de retenção. mas nos sistemas hidráulicos. por exemplo. Na verdade. o suficiente para vencer a mola que segura o assento. O assento móvel pode ser um disco ou uma esfera. sendo que este pode ser um acumulador. As aplicações de uma válvula de retenção em sistemas hidráulicos são várias.33 Válvulas de Retenção A válvula de retenção. este é deslocado para trás. é uma válvula unidirecional. uma válvula de retenção é uma combinação de uma válvula direcional– sua parte móvel está sempre ligada a uma mola de baixa pressão – e uma válvula de pressão e.Imagem de uma válvula de retenção. como ela permite o fluxo em uma só direção. Outra uso para a válvula de retenção é para isolar uma seção do sistema ou um componente. Quando a pressão do sistema na entrada da válvula é muito alta. O fluxo estanca. Uma válvula de retenção permite evitar que um reservatório descarregue o fluxo de volta à válvula de descarga ou através da bomba. suas funções são muito variadas e importantes. Ela consiste basicamente do corpo da válvula. assim ela permitirá que o fluxo contorne certos componentes. O fluxo passa através da válvula. é uma esfera. O fluído passa pela válvula somente em uma direção.

conforme é visível na Figura 33. que é. uma válvula controladora de pressão. o que provoca um desvio de parte deste fluxo para outro caminho. Para vencer tal restrição.34 Figura 32 . Figura 33 . geralmente. no entanto.Esquema de um circuito hidráulico com válvulas de retenção. Válvulas controladoras de vazão As válvulas controladoras de vazão. tem como função reduzir o fluxo da bomba em uma linha do circuito. pode ser outra parte do sistema também. . isso porque são uma restrição maior que a normal no sistema.Válvula controladora de vazão. uma bomba de deslocamento positivo aplica uma pressão maior ao líquido.

sendo de grande aplicação na hidráulica industrial. Também pode ser redutora de vazão ou de desaceleração. acrescida de uma válvula de retenção simples em by pass. . A válvula de controle de vazão variável com retenção integrada. Figura 35. de modo que se torna possível a obtenção de um fluxo reverso livre. ou na saída ou em desvio.35 Elas são aplicadas em sistemas hidráulicos quando se deseja obter um controle de velocidade em determinados atuadores. Figura 34 . esta reduz gradualmente a vazão para produzir uma desaceleração no atuador. Uma válvula controladora de vazão pode ser reguladora de vazão. o que é possível através da diminuição do fluxo que passa por um orifício. quando possui um compensador de pressão na entrada.Esquema de um circuito usando válvula controladora de vazão. consiste em uma válvula controladora de vazão como a já descrita.

Figura 36. . que é um controle de fluxo que permite a variação de pressão antes ou depois do orifício. então se usa uma válvula de fluxo compensada. para obter a precisão desejada. são bons instrumentos de medição desde que o diferencial de pressão através da válvula permaneça constante. podendo esta ser do tipo restritora ou by pass. pois ela irá afetar a velocidade do atuador. Também há. devese compensar tais modificações de pressão.Válvula de controle de vazão variável com retenção integrada. na qual não se pode ficar a mercê de qualquer modificação na pressão antes ou depois do orifício. a necessidade de se fazer uma medição mais precisa. Figura 36 . já que as válvulas controladoras de fluxo são válvulas não compensadas e.Válvula controladora de vazão com pressão compensada.36 Figura 35 . portanto. às vezes.

pode assumir uma infinidade de funções dentro de um circuito hidráulico. Ele é uma válvula direcional de duas vias e que. .Elemento lógico (válvula de cartucho).37 Outras Denominações para Válvulas Existem outras denominações para válvulas além das citadas acima. Figura 37. há muito tempo. ou válvula de cartucho. na construção de válvulas controladoras de pressão compostas ou pré-operadas. válvulas fluxométricas. no entanto estas outras válvulas. válvulas de cavitação3. apesar de possuírem nomes diferentes. dependendo do tipo de montagem. é aplicado na hidráulica industrial sempre que se faz necessário o comando com segurança de altas vazões e bloqueio de passagem versátil. válvulas de aeração. O elemento lógico. Algumas outras denominações que as válvulas podem receber são: • • • • válvulas manométricas. Elemento Lógico (Válvula de Cartucho) Figura 37 . 3 Cavitação é o nome dado ao fenômeno de vaporização de um líquido pela redução da pressão. são oriundas dos tipos de válvula anteriormente citados. podendo realizar várias funções. durante seu movimento.

área onde atua a pressão da conexão B. o elemento lógico faz com que o óleo flua livremente de A para B mas bloqueia a passagem de óleo de B para A. à direita. o óleo passa livre de A para B.conexão de entrada ou saída. bloqueando a passagem do óleo de B para A. o óleo flui livremente de B para A. Figura 38 . A2.38 A válvula de cartucho consiste num êmbolo que possui várias áreas diferenciais de ação do óleo. Ao entrar em B.À esquerda. . o óleo entra também na câmara superior do elemento lógico através de pilotagem na tampa e. o elemento lógico libera nos dois sentidos.conexão de pilotagem. como pode ser visto na Figura 38. agindo na área A3. o oleio flui livremente nos dois sentidos. de modo que se pode reconhecer suas partes. as quais são responsáveis pelas diferentes combinações de pilotagem. com isso. auxilia a mola a manter o êmbolo fechado. o óleo age na área A1 levantando facilmente o êmbolo contra a ação da mola e. • Função de retenção pilotada: enquanto a válvula direcional não for pilotada. Algumas das funções do elemento lógico são citadas abaixo. A3.conexão de entrada ou saída. X.área onde atua a pressão da conexão A. A1. • Função VCD 2/2 com retenção: com o solenóide da válvula direcional desligado. o elemento lógico em corte. pilotando-se a válvula direcional. diferenciais de áreas de ação de água e óleo. uma mola e vário tipo de tampas de fechamento do conjunto. Em ambos: A.área onde atua a pressão da conexão X. B. Ligando-se o solenóide da válvula direcional. • Função de retenção de B para A: entrando em A.

o qual é proporcional ao quadrado da vazão. o elemento lógico permite a passagem livre do óleo. cuja finalidade é a medição de vazão de fluidos. Ligandose o solenóide da válvula direcional. desde que a pressão em A seja maior que a pressão ajustada na válvula de segurança incorporada no cartucho. Porém. independentemente da pressão com que este se encontre. Uma vez que tal diferencial é medido. que pode ser ajustado manualmente com uma válvula controladora de fluxo. a sua instalação em uma tubulação cria um diferencial de pressão entre a montante e a jusante. Quando apropriadamente dimensionadas. independentemente da pressão do sistema. o elemento lógico libera a passagem do óleo nas duas direções. Placas de Orifício As placas de orifício (Figura 40) são elementos primários.Limitador que ajusta a altura do êmbolo do elemento lógico.39 • Função de retenção com estrangulamento: o elemento lógico controla a quantidade de óleo que passa de A para B mas bloqueia totalmente a passagem de óleo de B para A. se o fluxo de óleo estiver vindo de B para A. o controle é feito pela altura de elevação do êmbolo do elemento lógico com um limitador (Figura 39). é possível . o elemento lógico libera a passagem do óleo de A para B. • Função válvula limitadora de pressão: com o solenóide da válvula direcional desligado. Figura 39 .

40 indicar.Placas de orifício. Se o reservatório não for suficiente para manter o fluido à temperatura normal. • Resfriadores a Ar : os resfriadores a ar (Figura 41). Quando são excêntricas e segmentais. Elas podem ser do tipo concêntricas. seu uso é para fluidos sujos com partículas sólidas em suspensão. excêntricas ou segmentais e podem ter diâmetros nominais de 1’’ a 40’’. Para evitar isso são utilizados resfriadores ou trocadores de calor. Resfriadores Hidráulicos Todos os sistemas hidráulicos aquecem. seja através de instrumentos convencionais analógicos ou sofisticados sistemas digitais. . o ar é soprado sobre os tubos e aletas por um ventilador. O canto arredondado serve para fluidos de alta viscosidade. Os resfriadores a ar são geralmente usados onde a água não está disponível facilmente. há um superaquecimento. gases e vapores. programar e controlar esta vazão. As placas de orifício são indicadas para medir vazão de líquidos. totalizar. os modelos mais comuns são água-óleo e ar-óleo. Figura 40 . Para dissipar o calor. Quando são do tipo concêntricas elas são usadas para fluidos limpos. o fluido é bombeado através de tubos aletados.

Neste resfriador. • Resfriadores à Água: O resfriador a água (Figura 42) consiste basicamente de um feixe de tubos encaixados num invólucro metálico. o fluido do sistema hidráulico é geralmente bombeado através do invólucro e sobre os tubos que são refrigerados com água fria.41 Figura 41 . .Resfriador a ar.Resfriador à água. Figura 42 .

O acionamento independe dos rastos através de motor de êmbolos axiais de duas velocidades e engrenamento automático das velocidades e transmissões finais de engrenagens planetárias. auxiliar e translação. E. ou seja. braço. esta é uma escavadeira totalmente movida por automação hidráulica. muitas vezes a potência hidráulica é capaz de automatizar a máquina e fazê-la funcionar a partir desta. para amortecer choques ou nos freios hidráulicos para parar o carro. giratória balde. para a direita e para a esquerda também é dado por automação hidráulica. através dos pistões acoplados ao braço. alta velocidade em escavações leves. a alimentação do circuito de pilotagem de válvulas é dada através de bomba de carretos de uma secção. Outra escavadeira que pode ser citada é a 312CL da Caterpillar® (Figura 44). para uma maior força de tração e melhor capacidade de viragem. .42 Exemplos de Aplicação da Hidráulica Toda máquina industrial depende. como. ou seja. Ela possui duas bombas de êmbolos axiais. de alguma forma. até mesmo a transmissão é hidrostática. como será representado nas máquinas abaixo. por exemplo. do uso de potência fluída. movidas a energia hidráulica. isto é conseguido através de uma válvula de regulagem automática que varia a saída da bomba.1 km/h. de energia transmitida a partir de fluídos. As aplicações da automação hidráulica são várias. Existem escavadeiras hidráulicas que possuem sistemas hidráulicos capazes de ajustar automaticamente a velocidade e a potência da máquina sob todas as condições de escavação. alta potência em escavações pesadas (Figura 43). não possuindo parte mecânica. possui também transmissão da translação de serviço severo. 5. caudal variável para alimentação dos circuitos da lança. O movimento do braço para frente e para trás. a sua capacidade é de 126 kN e sua velocidade de translação máxima. O uso desta potência vai desde prensas rotativas de alta velocidade que imprimem jornais. o que se estende tanto a hidráulica quanto a pneumática. revistas e listas telefônicas até os grandes caminhões e carretas de reboque que trazem os alimentos aos supermercados.

Escavadeira hidráulica 312CL da Caterpillar. Figura 44 . abaixo. A fresadora da Figura 45.43 Figura 43 . utiliza um grande gabarito de fixação operando hidraulicamente para sujeitar carcaças de ventoinhas enquanto suas abas e lados estão sendo fresados. e é ajustável. Como foi dito anteriormente. detalhes da escavadeira com ênfase nos pistões de movimento da pá. fresadoras também fazem uso da hidráulica. acima imagens inteiras da escavadeira. de modo a manter sete tamanhos diferentes de peça. da Sundstrand Machine Tool. um em cada extremidade.Escavadeira da International Harvester Company. . O gabarito possuí dois cilindros hidráulicos.

F & John Barnes. . escarear e rosquear cabeçotes de cilindros diesel V-8 ou V-12. avançar e retornar localizadores nos gabaritos. O tanque de armazenagem de ar localiza-se na lateral da prensa. e para avançar e retornar as unidades de avanço. Figura 46 . Podem ser vistas unidades isoladas de potência hidráulica ao longo da periferia da máquina. projetada para furar.Fresadora da Sundstrand Machine Tool A W. como acontece no caso da prensa da Logansport Machine Co. Icn. como é possível ver na figura.F & John Barnes. Figura 47.. Figura 46.44 Figura 45 . possuí uma máquina de transferência de 22 estações. pneumático sob a plataforma inferior. para prender as peças a cada estação individual. A potência hidráulica é utilizada em toda máquina para indexar peças de estação a estação. chafrar. completadas com bomba. Babcock & Wilcox É possível também que a potência hidráulica seja usada como meio motor. Babcock & Wilcox. Estas unidades fornecem óleo hidráulico a uma pressão de 500 lb/pol2 para a realização das funções acima. Ela possui um grande cilindro montado no alto da plataforma superior. A prensa é equipada com um cilindro amortecedor de matriz. motor e tanque.Máquina de transferência de estações da W.

080mm. e sua mesa mede 550mm X 1. o pistão tem diâmetro de 500mm e abertura total de 960mm.45 Há também a prensa hidráulica COPÉ. . nas quais é possível observar perfeitamente os pistões utilizados e ter uma idéia do tamanho da dimensão deles. Icn. Figura 47 . da Figura 48.Prensa hidráulica da marca COPÉ. Figura 48 . como as da Figura 49 abaixo.Cilindro hidráulico sendo usado como meio motor da prensa da Logansport Machine Co. sua capacidade é para 500 toneladas. Existem ainda outras prensas que fazem o uso de automação hidráulica..

Ela possui bombas hidráulicas supridas com óleo. conforme é possível ver na Figura 51. Sua pá mexe para cima e para baixo a partir de pistões. Ela trabalha com 4 rolos sendo que o rolo superior abre-se por sistema hidráulico para remoção da peça calandrada. da Caterpillar®. Figura 50 .46 Figura 49 . . e então é pressurizado levando os pistões ao movimento de modo que as rodas dianteiras são locomovidas. Outra máquina que usa automação hidráulica é a pá carregadeira 938H. A calandra hidráulica. da marca Hausler mostrada na Figura 50 tem capacidade de 4 polegadas por 3 metros.Calandra da marca Hausler.À esquerda a fotografia de uma prensa. que é uma máquina para curvar ou desempenar chapas de metal. que é esquentado pelo motor. e à direita uma prensa de sucata.

utilizada na indústria alimentícia. Figura 53 . detalhe das bombas e do pistão de movimento das rodas dianteiras. à direita. . A imagem da máquina recravadeira é vista na Figura 53. acima imagem da máquina inteira. pistão de movimento da pá.Prensa viradeira hidráulica. à esquerda e ao centro. abaixo. existem recravadeiras de latas. Na indústria alimentícia são usadas prensas viradeiras hidráulicas.Carregadeira 938H da Caterpillar. Figura 52 .Recravadeira de latas de aço inoxidável. Figura 52. cuja operação é automática e funciona com lubrificação a óleo. Ainda na indústria alimentícia.47 Figura 51 .

Copiador hidromecânico (torno revólver automático).48 A automação hidráulica também faz parte da indústria siderúrgica.Máquina hidráulica utilizada na indústria siderúrgica. Figura 54 . conforme mostra a Figura 54. Bem como a automação hidráulica também pode ser parte de uma máquina ferramenta. . como é visto no copiador hidromecânico (torno revólver automático) da Figura 55. Figura 55 .

Equipamento portuário.Dentro do navio é possível encontrar a automação hidráulica nos lemes. petroquímica. Entre todos os maquinários hidráulicos mostrados foi possível perceber que sua aplicação pode ser ampla. etc. de açúcar e álcool. eclusas (Figura 57). a automação hidráulica é mais direcionada a equipamentos em que. recolhimento de redes de pesca. Figura 59 . encontra-se pouco uso da a hidráulica dentro de indústrias alimentícias e farmacêuticas. navios (Figura 58) e equipamentos portuários (Figura 59). Figura 57 . é difícil existir um equipamento que não possua automação. Atualmente. não venha a prejudicar ou danificar os outros materiais. química. .Equipamentos de resgate com utilização de hidráulica.Eclusas. Figura 56 . bebidas e siderúrgica. Por tal motivo. mas nem por isso ela deixa de estar presente nestas indústrias e em outras como têxtil. no entanto. é possível encontrar hidráulica até mesmo em equipamentos de resgate (Figura 56). guinchos. de papel e celulose. caso ocorra algum vazamento do óleo utilizado para o funcionamento do mecanismo. aeronáutica. o que inclua componentes hidráulicos. Figura 58 . petrolífera.49 Não obstante.

hidráulica e pneumática. é possível perceber que a automação utilizada deve depender do fim desejado. também é possível comparar as formas de energia. óleo e ar. A hidráulica e a pneumática são sistemas que utilizam fluídos. manutenção. A partir desta comparação. a precisão desta automação pode ser alterada com elevação dos custos. de modo que possuem poucas partes mecânicas móveis. conforme Tabela 2. que são pneumática. hidráulica e elétrica. . os meios de automação comparados neste estudo de caso são: mecânica. Assim como foram comparados os meios de automação. por exemplo. as automações mecânica. o que.50 Comparação com outros meios e formas de energia variadas. respectivamente. dependendo do valor que se deseja gastar. no entanto. conseqüentemente. inviabiliza o uso de tal e compensa o uso da automação hidráulica. a automação mecânica possui uma boa força com ótimas velocidades e ótima precisão.Comparação entre meios automação. possuem um alto grau de confiabilidade e um baixo custo de Tabela 1 . Existem diversos meios de automação além da automação hidráulica. como. Pode-se distingui-las umas das outras através de uma comparação básica entre elas. muitas vezes. precisão e controle de processo e informações a nível gráfico a automação hidráulica pode ser mais apropriada ou menos apropriada que as outras. já a automação hidráulica é dotada de ótima força com baixas velocidades e boa precisão e. pneumática e eletrônica industrial. a automação pneumática tem força limitada com boas velocidades e precisão limitada. ou seja. Mecânica  Boa força  Ótimas velocidades  Ótima precisão Hidráulica  Ótima força  Baixas velocidades  Boa precisão Pneumática  Força limitada  Boas velocidades  Precisão limitada Conforme pode ser analisado na Tabela 1.

1000m Aprox.000km/s Boas Alto Não tão boa Elétrica e Limitada e lenta Até aprox. 300. Numa indústria farmacêutica. pode-se perceber que a melhor forma de energia varia de acordo com a aplicação que será feita e os fins desejados. a proteção contra sobrecarga da energia hidráulica perde tanto para a energia pneumática e elétrica. diferentemente da automação pneumática. no entanto o melhor torque é da energia pneumática. Outra comparação pode ser realizada a partir do tópico de aplicações da automação hidráulica.000rpm Torque Bem alto Proteção contra Excelente sobrecarga Vel. 10 a 50m/s Até Baixo Excelente V = 2m/s cara Dist. .51 Tabela 2 . não seria vantajoso o uso de uma máquina hidráulica para lacrar os frascos de remédio ou as cartelas. s/ limites Aprox. 2 a 6m/s transmissão Rotações Limitado 500. 100m Vel. já que a única coisa que estaria em contato com as drogas seria o ar. Mais uma vez. de Aprox. De operação V = 0.5m/s A partir da análise desta tabela pode-se perceber que a melhor transmissão se dá por energia hidráulica. já que.Comparação entre formas de energia. pois se o mesmo problema ocorresse com uma máquina pneumática as chances de contaminação seriam quase nulas. econômica Até aprox. por exemplo. Nele pode-se perceber que a automação hidráulica está ligada em sua maioria a maquinários grandes onde é mínimo o risco ou o prejuízo de vazamento do fluído hidráulico. além de a distância econômica praticamente não possuir limites e ter uma rápida velocidade de transmissão. Energia Transmissão Pneumática Hidráulica Limitada e muito Bem rápida longas distâncias Prátic. caso houvesse um problema na máquina e vazasse óleo haveria contaminação no remédio liquido e nos comprimidos. que seria indicada nesse caso.

revendedora autorizada da marca Parker.32 664.00 Cilindro hidráulico 2’’x400mm curso.89 170.954.34 14. Descrição do Material Preço Unitário Embolo magnético p/ cilindro 40mm 43.02 221.52 Preços dos Componentes A partir de alguns orçamentos feitos pela empresa Martins & Mansano Ltda. Parker duplo sol.Preços de componentes hidráulicos da Parker.00 dianteira – duplo amortecimento Acoplamento Parker flexível p/ eixo Bocal Parker de enchimento grande Bomba Parker Hid. Parker agulha ¼’’ Val. 240VAC Válvula Parker reguladora Visor Parker de nível grande com termômetro 91.230. Maq.20 304.6mm CJ.50 Kit hidráulico para retifica 2.890. a SIMULAÇÃO. haste 1’’ – fixação – flange retangular 1. Feita de forma virtual (no computador) não exige um custo muito alto para sua aplicação e garante que o processo será mais seguro tanto física quanto economicamente. Parker parafuso p/ válvula Flange motor/bomba Manômetro 63mm ¼’’ vert 20 bar Sub Parker base Val.61 380. uma área da Engenharia vem ganhando espaço cada vez maior nas empresas e indústrias.17 Softwares de Simulação Hidráulica Com o aumento da tecnologia da idade moderna.319.Prata 77. . Tabela 3 .67 52.32 69.78 1. Ltda foi possível obter os valores de alguns componentes hidráulicos para se ter uma idéia dos custos de uma automação hidráulica. pois é possível através da simulação verificar possíveis pontos fracos da estrutura e do projeto em geral. Os preços são citados na Tabela 3 abaixo.73 1. para a empresa Momesso Ind.

O programa que foi tomado como exemplo. facilitando a comparação de dados com outra simulação. conta ainda com o auxilio de um gerador de gráficos que no momento da simulação mostra o que cada elemento esta executando e mostra se esta dentro dos padrões. e através de softwares especializados é possível montar. dimensão. O Automation Studio permite ainda que os dados e gráficos de uma simulação sejam gravados para que possam ser vistos posteriormente. uma vez que elimina a necessidade de outra vez montar e simular o circuito. clicando-se sobre um dos elementos do circuito este é mostrado em 3D. .53 Na automação hidráulica não é diferente. Além de simular o funcionamento da planta num todo. Todos estes fatores já são levados em conta no momento da simulação. Com uma interface amigável com o usuário os programas de automação hidráulica possibilitam a quem esta operando a facilmente ligar os diversos componentes através da técnica clique e arraste. tudo já pré-determinado pelo fabricante. permitindo que o usuário possa modificar variáveis e medidas. Normalização As normas existem para regulamentar e tornar possível a leitura de desenhos e circuitos industriais internacionalmente. O programa conta com uma interface de fácil acesso. Para facilitar ainda mais a visualização a convenção de cores é adotada na simulação. portanto é extremamente visível a direção de funcionamento do circuito. possibilitando a visualização do que ocorre dentro do elemento no momento em que este atua na planta. e simular o funcionamento de um circuito hidráulico. catalogadas e revisadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). se chama: Automation Studio. especificações técnicas. Aqui serão apresentadas algumas normas que regem a área da hidráulica no Brasil. em que os símbolos. Duas são as regulamentadoras de normas conhecidas e amplamente obedecidas no Brasil: ISO (“"International Organization for Standardization". a empresa é certificada pela ISSO 9001:2002. Organização Internacional para Padronização) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). ou seja. distribuído por: Famic Technologies.

eles apresentam a função. estes exemplos servem para mostrar que os símbolos podem variar da mais simples linha para um sistema complexo diagrama. Baseados numa norma os símbolos não possuem a intenção de mostrar o componente de forma física e/ou parâmetros de construção. outras características dos símbolos estão todas contidas nas normas: ISO 1219-2. e isso reafirma a necessidade de uma normalização impedindo que os sistemas se tornem incompreensíveis entre instituições. Alguns símbolos são colocados aqui para efeito de exemplificação: Linha simples: linha de pressão Ponto: conector Bomba simples. ISO 1219-1. Uma outra simbologia muito importante é a convenção de cores adotadas na representação de um circuito hidráulico. Ago/1994 . modos de operações e conexões externas. ISO 5598. conforme mostra a Tabela 4 e. deslocamento fixo Válvula de controle direcional 4/3 operada por pressão através de uma válvula piloto. comandada por solenóide com centragem por molas.54 Simbologia Para tornar o uso de diagramas mais usual. Dentre muitos outros. regulamentada pela norma: NBR 13193 Emprego de cores para identificação de tubulações de gases industriais. simples e universal possível usa-se símbolos para representar os elementos dentro de um circuito hidráulico.

01/09/1997 NBR 13225 Medição de vazão de fluidos em condutos forçados./1995 NM 121:97 Tubos de aço carbono soldados por resistência elétrica para caldeiras e super-aquecedores para serviços de alta pressão. Vermelho Amarelo Laranja Verde Azul Branco Pressão de alimentação ou operação Restrição no controle de passagem de fluxo Redução de pressão básica do sistema Sucção ou linha de drenagem Fluxo em descarga ou retor Fluido inativo Há ainda diversas outras normas que regem a hidráulica que por motivos de espaço não é conveniente assentar aqui. utilizando placas de orifício e bocais em configurações especiais (com furos de dreno. Dez/1993 Eletro-hidráulica Eletro-hidráulica é a parte da hidráulica que possibilita o interfaceamento com sinais elétricos vindos de botões ou CLP’s (Controladores Lógicos Programáveis). . em tubulações com diâmetro inferiores a 50 mm. de classes 150 e 300 com rosca NPT para tubulação. Normas Algumas outras normas que regem a hidráulica industrial: • • • • NBR 6943 PB 110 Conexão de ferro fundido maleável com rosca NBR NM-ISO 7-1 para tubulações.Tabela de convenção de cores para representação de circuito hidráulico. Dez/1994 • NBR 5580 Tubos de aço – carbono para rosca Witworth gás para usos comuns na condução de fluídos. Jun. com o dispositivo de entrada e saída e outras configurações). Abr.55 Tabela 4 ./2000 NBR 6925 PB 156 Conexão de ferro fundido maleável.

Apesar dos componentes hidráulicos serem mais lentos dentro de um sistema eletro-hidráulico de controle de posição. os sistemas eletros-hidráulicos combinam as vantagens próprias dos circuitos hidráulicos. Na Figura 60 é apresentado um posicionador eletro-hidráulico cuja finalidade é deslocar a massa (M) a uma distância proporcional a um sinal em tensão de referência ( ). um sistema puramente eletro-eletrônico ou eletro-mecânico oferece respostas mais lentas que um sistema eletro-hidráulico. quais sejam: compacidade. transmissão e processamento dos sinais elétricos.56 Quando se faz necessário movimentar grandes massas e/ou realizar grandes esforços. quando se trata de movimentar cargas elevadas.Sistema de controle de posição eletro-hidráulico. Figura 60 . Circuitos Hidráulicos Conceituais Existem três técnicas de construção lógica de circuitos eletrohidráulicos: • • • Circuitos intuitivos Circuitos de seqüência mínima ou cascata Circuito de seqüência máxima ou passo a passo Circuitos Intuitivos . pequena inércia e rápida resposta (com pequeno erro e versatilidade na medição).

.se o botão B2 que ativa o relê S2. Figura 61. com a passagem do fluido o pistão se move para cima. o relê manda um sinal para o solenóide S2 da válvula fazendo com que a mesma retorne ao seu ponto inicial dando passagem paro o fluido que retorna para o reservatório fazendo com que o pistão desça ao seu ponto inicial. • Aciona. o relê manda um sinal para o solenóide S1 da válvula fazendo com que a mesma avance dando passagem ao fluido. O procedimento de funcionamento de tal método é descrito a seguir: • Aciona – se o botão B1 que ativa o relê S1. podendo com isso apresentar resoluções para a mesma problemática.57 No método de circuitos intuitivos (Figura 61) a solução de comando flui através da lógica e do pensamento.Circuito intuitivo.

sendo a seqüência algébrica dividida onde ocorrerá sobreposições de sinais elétricos. ter-se-á com isso a formação de dois grupos de comandos: Figura 62 . Quando em uma seqüência algébrica encontra-se mudança de sinal algébrico de um passo para outro com o mesmo atuador. porque mesmo que a chave fim de curso permaneça mecanicamente acionada a mudança de movimento pela qual ela é responsável ocorre através de um grupo de comandos.AGrupo1.58 Circuito de Seqüência Mínima ou Cascata No método de resolução do circuito de seqüência mínima ou cascata (Figura 62) aplica-se relés auxiliares realizando a função de memórias de grupos. pode-se dizer que estará ocorrendo uma sobreposição de sinal. . Exemplo: A+ B+ B. Exemplo: A+ B+ B+ ANo método cascata a sobreposição de sinal elétrico totalmente eliminado. Grupo2.Método de cascata. Sendo a seqüência algébrica dividida somente onde ocorrerá sobreposição de sinal elétrico.

Grupo1.Circuito de comando. Circuitos Passo a Passo ou Seqüência Máxima de Contatos No método de resolução de circuitos de seqüência máxima de contatos (Figura 64) aplica-se também relés auxiliares. mas sim em cada passo da seqüência. Grupo2.(retorno do cilindro B) e pelo movimento de A.59 A+ B+ A- B- Figura 63 .| Neste caso utiliza-se um relé auxiliar para cada passo ou movimento dentro de uma seqüência algébrica teremos um grupo de comandos para cada passo. O Grupo 2 será responsável pelo movimento de B. | A+ | B+ | A. • • O Grupo 1 será o responsável pelo movimento (passo) A+ (avanço do cilindro A) e pelo movimento de B+ (avanço do cilindro B).| B.(retorno do cilindro A). porém deve-se dividir a seqüência algébrica não somente onde ocorrerá a sobreposição de sinal. .

.Circuito de Comando.Método passo a passo. Figura 65 .| B.| | 1º | 2º | 3º | 4º | | d1 | d2 | d3 |d5 | Figura 64 .60 Exemplo: | A+ | B+ | A.

Estes componentes são utilizados para confecção de uma máquina que faz uso de automação hidráulica. incorporar pigmentos dentro de resinas. Figura 66 . ou seja. uma válvula solenóide. um filtro. cuja função é fazer masterbachs. tal unidade dará movimento a quatro pistões. alguns componentes foram mostrados. Maq Ltda. esta máquina é um moinho adiabático produzido pela Momesso Ind.Fotos da unidade hidráulica de um moinho adiabático. dentre eles.61 Componentes Emprestados para Visualização em Apresentação Durante a apresentação. . uma bomba hidráulica. um manômetro. É possível ver a unidade hidráulica desta máquina na Figura 66 abaixo. que é um moinho da área de plásticos. um termômetro. sendo.

Lista de Material Utilizado na Montagem • • • • • • • • Bancanda de experiências Parker Válvula 4 vias 2 posições com acionamento elétrico e retorno por mola Distribuidor de fluxo Mangueiras Botão de liga Botoeira de emergência Relê contator Cilindro de Dupla Ação . Figura 67 .Circuito hidráulico montado na bancada de hidráulica da Parker do Colégio Salesiano. É um circuito eletrohidráulico.62 Circuito para Apresentação O circuito montado para apresentação no dia 13 de março de 2008 no laboratório do Colégio Salesiano está representado abaixo. na Figura 67.

o pistão pressionará um sensor fim de curso. algumas fotos do circuito montado na bancada de hidráulica.Foto do circuito hidráulico montado para apresentação. Então. . Se algum inconveniente ocorrer durante o funcionamento do circuito.63 Funcionamento do Circuito Hidráulico Inicialmente. a válvula irá se abrir. Abaixo. aciona-se um botão de partida. assim ela voltará à posição inicial. Ao atingir determinado ponto. de modo que o relé desarme e desacione a válvula. pode-se desarmar a parte elétrica. Figura 68 . que enviará um sinal de pulso. pressionando um botão de segurança. dando passagem ao fluido e fazendo com que o pistão avance. que irá fazer com que o relé contator aja sob a válvula.

no entanto pode-se esboçar um trabalho de conhecimento básico a respeito do assunto. mas correlacionados ao tratado neste trabalho em específico. não deixou de ser proveitoso.64 Conclusão Foi possível concluir que a automação hidráulica é muito utilizada e. O fato do prazo ser curto não permitiu ao grupo se aprofundar mais no tema e fazer um trabalho mais concreto e significativo. também se pode conhecer as qualidades e defeitos de tal automação durante o estudo. Em especial. Houve um grande trabalho em grupo e diversas pesquisas durante um curto período de tempo. todos os participantes do grupo aprenderam muito com o estudo de caso sobre automação hidráulica principalmente ao que diz respeito à parte pratica. com a construção de um circuito hidráulico simulando o funcionamento de uma prensa hidráulica. também houve tópicos pouco explanados para não exceder e invadir tais temas. mas mesmo assim. . Devido à existência de outros estudos de caso com temas diferentes.

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67 .

68 Anexos Circuitos Hidráulicos da Parker Circuito de Descarga – Pressão Máxima .

69 Circuito de Descarga .Pressão Intermediária .

70 Circuito de Descarga .Recirculando .

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