Diversidade de equinodermos em Pernambuco (Brasil) ISSN 1517-6770

Revista Brasileira de

.55

ZOOCIÊNCIAS
11(1): 55- 63, abril 2009

Diversidade de equinodermos (Echinodermata) no Estado de Pernambuco (Brasil) Eduardo José de Barros Lima1 & Múcio Luiz Banja Fernandes2
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Laboratório de Comunidades Marinhas. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE. eduardojbl@yahoo.com.br Laboratório de Estudos Ambientais. Universidade de Pernambuco, Nazaré da Mata, PE.

Abstract. Diversity of echinoderms (Echinodermata) in Pernambuco State (Brazil). This paper is a new contribution to the echinoderms from the littoral of Pernambuco (07°35’S e 08°50’S; 34°49’W e 35º09’W), and Fernando de Noronha Archipelago. The inventoried species comprises two crinoids, eight echinoids, two holothuroids, eight asteroids and 15 ophiuroids. Astropyga magnifica A.H. Clark, 1934 is recorded by the first time to the northeastern Brazil. Key words: Biodiversity, distribution, littoral, reefs. Resumo. Este artigo é uma nova contribuição ao conhecimento dos equinodermos do litoral de Pernambuco (07°35’S e 08°50’S; 34°49’W e 35º09’W) e do Arquipélago de Fernando de Noronha. As espécies inventariadas incluem dois crinóides, oito equinóides, dois holoturóides, oito asteróides e 15 ofiuróides. Astropyga magnifica A.H. Clark, 1934 é citada pela primeira vez para o Nordeste brasileiro. Palavras-chave: Biodiversidade, distribuição, litoral, recifes.

INTRODUÇÃO
Os Echinodermata compreendem um grupo de animais marinhos, com alguns representantes estuarinos. O filo surgiu no período Cambriano, cerca de 600 milhões de anos, sendo, atualmente, subdividido em 5 classes: Crinoidea (crinóides ou lírios-do-mar), Asteroidea (asteróides ou estrelas-domar), Ophiuroidea (of iuróides ou of iúros), Echinoidea (equinóides ou ouriços-do-mar e bolachas-da-praia) e Holothuroidea (holoturóides ou pepinos-do-mar). Apresentam distribuição horizontal desde as regiões tropicais até polares; verticalmente ocorrem desde a zona mediolitoral até regiões de grande profundidade (10.200 m), podendo ser encontrados em substratos duros ou móveis, ou ainda como epizóicos (HENDLER et al., 1995; HADEL et al., 1999; NEVES et al. 2007). No Brasil, dezenove espécies de equinodermos pertencentes às classes Asteroidea, Echinoidea e Holothuroidea, sendo a maioria delas de distribuição

costeira, foram incluídas na lista de ameaçadas de extinção (A MARAL & J ABLONSKI , 2005). Segundo FERNANDES et al. (2002), no Estado de Pernambuco, há cinco espécies ameaçadas de extinção local, das quais três são equinóides: Eucidaris tribuloides tribuloides (Lamarck, 1816), Tripneustes ventricosus (Lamarck, 1816) e Mellita quinquiesperforata (Leske, 1778); uma é crinóide: Tropiometra carinata carinata (Lamarck, 1816); a outra é um asteróide: Oreaster reticulatus (Linnaeus, 1758). Tais extinções podem decorrer de várias ações impactantes como: alterações da estrutura costeira, destruição das formações recifais, fortes processos de sedimentação originada por atividades de dragagem (Baía de Suape), crescimento urbano sobre a linha de praia, pisoteio pelos banhistas, descargas de esgotos (Praia de Olinda até a Praia de Candeias) e atividades turísticas não regulamentadas (Ilha de Itamaracá) (FERNANDES et al., 2002). Por exemplo, estrelas-do-mar como O. reticulatus são comercializadas in natura nos mercados públicos de

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08°50’S e 35º09’W). ALECRIM. do tipo As’. ou através de contribuições científicas apresentadas em workshop. desde a Praia de Carne de Vaca (ao Norte. (2008) e VASCONCELOS (2008). LIMA (2002). com taxa de evaporação inferior à de precipitação. Além do Arquipélago de Fernando de Noronha. AMARAL & JABLONSKI. LIMA-VERDE.500 mm (ALECRIM. 2006).Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata . 07°35’S e 34°49’W) até a Praia de São José da Coroa Grande (ao Sul. 2003). No Arquipélago de Fernando de Noronha. QUEIROGA (1987).500 mm (MEDEIROS et al. No litoral da Região Nordeste. 2008). 1999). Os meses mais quentes (janeiro a março) registram temperaturas médias entre 24ºC e 26ºC. com precipitação média anual entre 1.. 2005. As temperaturas médias anuais situam-se acima de 24ºC (MEDEIROS et al. além de registros de exemplares que se encontram nas coleções de Referência de Equinodermos do L ACMAR (Laboratório de Comunidades Marinhas . 2002.. HENDLER et al.. foram utilizadas as chaves de identificação dos Echinodermata recentes do Brasil (TOMMASI. 1966.800 e 2. Em adição. COSTA & COSTA. Pernambuco apresenta três zonas fisiográficas distintas: Litoral/Mata. como pode ser conferido em FERNANDES et al. O objetivo deste trabalho visa atualizar o inventário realizado para o filo Echinodermata de Pernambuco. O trimestre mais chuvoso é maiojulho. sendo os meses mais chuvosos os de março a junho... para contemplar outras informações relevantes. BORGES et al. As médias térmicas ficam entorno dos 26°C e as médias pluviométricas anuais são inferiores a 1. ALECRIM. (2008). permanecendo em bom estado de conservação. Por conta de sua configuração espacial. MATERIAL E MÉTODOS Geograficamente. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ (2006). 1968. foram consultados os inventários de publicações anteriores. 2000. Agreste e Sertão (ALECRIM. ALVES et al. 1965. (2002). 1999.. LIMA et al. (2004). 2000. além de fornecer novas observações a respeito das características sistemáticas. o que se sabe a respeito desses equinodermos são resultados de pesquisas desenvolvidas por projetos a partir de levantamentos sobre a fauna bentônica em geral. tais como: RATHBUN (1879). 1969. GONDIM et al. 2007. THOMAS. 1962. A umidade relativa do ar apresenta uma média anual de 80%. (2007). como em FERNANDES et al. resultando em um balanço hídrico positivo (OLIVEIRA. ALVES & CERQUEIRA (2000). TOMMASI. além de outras publicações especializadas (BRITO. onde apresenta duas estações bem definidas. MANSO et al. 2006). A planície costeira pernambucana está inserida na zona fisiográfica Litoral/Mata. 1999. BRITO (1962). As praias visitadas estão localizadas na zona fisiográfica Litoral/Mata. 1962. MANSO et al. em relação à Região Nordeste do Brasil. 2003). 1995. Para a identificação dos espécimes. o Estado de Pernambuco está localizado entre os paralelos de 07°28’08" e 09º28’40" de latitude Sul e entre os meridianos de 34°48’28" e 41°21’28" de longitude a Oeste de Greenwich (ALECRIM. ocorre o clima tropical (Aw’). 2009 . Foram realizados observações e registro das espécies através de mergulho autônomo (censo visual). 2003). LIMA & FERNANDES clima. Suas chuvas caracterizam-se como sendo de verão retardadas para o outono (w’). causando drástica diminuição das populações no ambiente natural (ALVES et al. 1970b.Universidade Federal de Pernambuco) e do LEA (Laboratório de Estudos Ambientais . 2003). O mesmo ocorre com as carapaças de ouriços-do-mar que também são utilizadas como artefatos decorativos ou até religiosos nas cidades litorâneas (HADEL et al. com estação seca e estação chuvosa se adiantando para o outono. OLIVEIRA. equivalendo a 187 km de extensão de costa pernambucana.. Esta zona apresenta os maiores índices pluviométricos registrados no estado. distribuição e aspectos ecológicos deste grupo zoológico. a seca que vai de agosto a janeiro e a chuvosa de fevereiro a julho. caracterizado como clima tropical quente e úmido. LIMA-VERDE (1969). Recife (PE). 1970a. 1960. (2002). 1999). apresentando Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. 2003). de forma longitudinal.. POMORY.56. conforme a classificação de Köppen.Universidade de Pernambuco). ALBUQUERQUE (1986). NEVES et al.

e fundos duros ou de areia médio-grosseira. tendo participação ativa na bioerosão dos recifes. 12. No Arquipélago de Fernando de Noronha. somente encontrada nos recifes da Praia dos Carneiros sempre submersa. entre os prados de fanerógamas marinhas. Astropecten brasiliensis Müller & Troschel. praias arenosas. como a Praia de Boa Viagem e de Piedade. 5. Em Pernambuco. baías. Oreaster reticulatus (Linnaeus. costões rochosos e formações recifais. 1778): espécie de equinóide irregular distribuído nas praias arenosas. 4. Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63.H. 16. 10. Também ocorre na plataforma continental de Pernambuco.1). Tripneustes ventricosus (Lamarck.57 RESULTADOS Foram registrados 2 crinóides. Luida clathrata (Say 1825): coletada em fundo de lama e algas calcárias. Lytechinus variegatus variegatus (Lamarck. Atalaia e Baía do Sueste. em locais abrigados. 15. em áreas estuarinas. Echinometra lucunter (Linnaeus. Leão. É um importante indicador do limite entre o médio e o infralitoral. 2. ocorrem nas praias da Conceição. foi registrada em áreas calmas. uma espécie de equinóide irregular comum em praias arenosas. Diadema antillarum ascencionis (Mortensen. localizado a seis milhas do Porto do Recife. em poças de maré. em águas rasas. 3. entre 17 e 32 m de profundidade. 14. 1869): até o presente momento.1). 1758): é o mais comum equinóide na costa pernambucana. Tropiometra carinata carinata (Lamarck. 1758): encontrada próximo aos recifes submersos. 8. Atualmente. Encope (Echinodesma) emarginata (Leske. Holothuria (Halodeima) grisea Selenka. Clark. 7. em áreas submersas e em locais abrigados. segue alguns comentários sobre as espécies inventariadas: 1. 8 asteróides e 15 ofiuróides em estudos desenvolvidos na costa pernambucana. 1840: é encontrada em fundo de areia médio-grosseira. No Arquipélago de Fernando de Noronha. 1816): é encontrada em áreas de costões rochosos e formações recifais sempre submersa. onde sofrem forte impacto antropogênico. 1816): espécie ocorrente em zonas estuarinas. Chiridota rotifera (Pourtalès. Luidia senegalensis (Lamarck. em áreas abrigadas. Boldró. foi observada até 12 m de profundidade. em águas calmas. 1909): no Arquipélago de Fernando de Noronha. 1842: habita os recifes submersos até 5 m de profundidade. ocorre na Praia da Biboca. 2009 . 6. Nemaster rubiginosa (Pourtalès. enquanto escava-os para se alimentar. inclusive em praias urbanas. Eucidaris tribuloides tribuloides (Lamarck. perfazendo um total de 35 espécies identificadas. não é muito comum. perfurando rochas. entre prados de fanerógamas marinhas. em áreas abrigadas. No Arquipélago de Fernando de Noronha. classificadas em 20 famílias e 26 gêneros (Tab. 2 holoturóides. Espécie muito rara (Fig. este espécie foi registrada na área do “Mar de Dentro”. Astropyga magnifica A. na plataforma continental de Pernambuco. 1816): distribuída em áreas com formações recifais. em áreas abrigadas contra turbulência e luminosidade. até 15 m de profundidade. em fundo arenolamoso. Astropecten marginatus Gray. sendo mais freqüente durante os meses entre setembro e dezembro. em 10/ 04/2007. Linckia guildingii Gray. rasas e claras. Ocorre em todas as formações recifais desde a Praia de Ponta de Pedras (ao Norte) até a Praia de São José de Coroa Grande (ao Sul). na zona de arrebentação de ondas. 1851): foi observada na baía de Suape. 17. 1778): é. 8 equinóides. 1867: habita as áreas recifais e costões rochosos. 13. A seguir. 1934: até o presente. 18. 11. 1840: encontrada em formações recifais submersas ou enclaves do infralitoral. 9.Diversidade de equinodermos em Pernambuco (Brasil) . na plataforma continental de Pernambuco. 1816): esta espécie ocorre em fundos de algas calcárias no litoral Sul do estado. também. de águas calmas. 1816): espécie que ocorre em prados de fanerógamas marinhas. apenas observada até 23 m de profundidade nas proximidades do naufrágio Vapor Pirapama. Mellita quinquiesperforata (Leske.

1987. 34. 2002 Queiroga. 6-11. 04 . 1879. 19. 139) 1-2. 24. 29A. 1987 Fernandes et al. 2002. 14. 02. 35. 29. Lima-Verde. 2002 Queiroga. Presente trabalho 99 . 6-8. . Fernandes et al. 2002. 36. 16-19. 32 20 -21. 2002. 15. . 100) Presente trabalho Fernandes et al. . 6-8. 2008 Rathbun. 28-29. 2002 Rathbun. 10 6. 6-8. 1987. LIMA & FERNANDES Tabela 1. Inventário da fauna de equinodermos no Estado de Pernambuco. 11 . 32-33. 32-35. . 23. . 2002 24 . 03. . 23. 1987. . 18-21. 1879. 36 (estação: 23A) Mellitidae Encope (Echinodesma) Fernandes et al. 1879. . Queiroga. Presente trabalho Ocorrência* 20 -21. Fernandes et al. 35A. 24A. 29 D. Presente trabalho 1-3. Vasconcelos. Presente trabalho Holothuria (Halodeima) grisea Chiridota rotifera Luidia clathrata Luidia senegalensis Fernandes et al.58. 86. 33. . 16. 32-34 24 36 (estações: 02. 35. 1969. 23. 2002. Presente trabalho Fernandes et al. 9. 36 (estações: 01A. 9-15. 2002. 15A. 24 1-3. 30A. 25-35 1-3. 31-32 Comasteridae Echinoidea Cidaridae Nemaster rubiginosa Eucidaris tribuloides tribuloides Vasconcelos. Fernandes et al. . 1979. 08) Diadematidae Astropyga magnifica Diadema antillarum ascencionis Echinometra lucunter Lytechinus variegatus variegatus Echinometridae Toxopneutidae Tripneustes ventricosus Lima-Verde. Fernandes et al. Rathun. emarginata Presente trabalho Mellita quinquiesperforata Fernandes et al. 31 -34 3 33. 1969. Presente trabalho 12 35 2-3. 17 . 2002. 11. Fernandes et al. Presente trabalho Fernandes et al. . 36 (estações: 02. 1968. 6-9. 1987. Classe Crinoidea Família Tropiometridae Espécie Tropiometra carinata carinata Referência Rathbun. assinalando o primeiro autor a citar sua ocorrência. 2002. 2526 . 05. 3 6 (estação: 04) Holothuroidea Holothuriidae Chiridotidae Asteroidea Luidiidae Astropectinidae Astropecten brasiliensis Astropecten marginatus Continua Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. 32-33 3. 22. Queiroga. 20-25. 2008. 13-23. 23. . 20-21. 07. 08. 27. 2002. 16-19. Queiroga. 2009 .

2008 Fernandes et al. Fernandes et al. 36 (estação: 15B) Ocorrência* 3. 3. Queiroga. 1879. 2007. Lima. 2002. 1969. 31 16. 1879. 24. 20-21. 1879. 2007. 28-35 32 30. Lima & Maÿal. 2008. . 35 1-3. Presente trabalho Ophioderma januarii Ophiocomidae Ophionereididae Ophiocoma echinata Ophionereis reticulata Fernandes et al. Fernandes et al. 2002. Presente trabalho Amphiuridae Microphiopholis atra Ophiocnida loveni Lima et al. 1987. 2002 Echinasteridae Echinaster (Othilia) brasiliensis Echinaster (Othilia) echinophorus Rathbun. Lima-Verde. Fernandes et al. 32-34 Fernandes et al. 32-33 2. . 24. 2002. 26. 20-21. Presente trabalho Ophiuroidea Ophiodermatidae Ophioderma appressum Rathbun. 2004 Queiroga. 1879. 33 1-3. 2002. . 32 1-3. . 24. 25. 16. 20-22. 1879. Neves et al. 2002. . 16-19. 5. 2002. 31. .59 Continua Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. 5. 25. 36 (estação: 17) 20-21. Lima. Vasconcelos. 24-25. . 19-22. 17. Vasconcelos. 1987. 16. Lima. 2002 Rathbun. Fernandes et al. 2002 Lima. 32-33 . 2009 . Fernandes et al. 2002. 16-19. 32. 16-22. . 31-33. 24. 2002 10 24. . 2002 Rathbun. 23. . Presente trabalho Ophioderma cinereum Rathbun. . . 2002. 2001. 11. 2008 Neves et al. 2001. Presente trabalho Ophiactidae Ophiactis brasiliensis Ophiactis lymani Ophiactis savignyi Vasconcelos. 31 22 3. 1879.Diversidade de equinodermos em Pernambuco (Brasil) Continuação Tabela 1 Classe Família Oreasteridae Ophidiasteridae Espécie Oreaster reticulatus Linckia guildingii Referência Rathbun. 2002 Fernandes et al. Lima. Lima & Maÿal.

24. 2009 . 2007. 8. Ophioderma januarii Lütken. 22.Praia de Pedra do Xaréu.Ilha de Santo Aleixo. Ophiocoma echinata (Lamarck.Praia de Pau Amarelo.Praia de Itapoama.Praia de Suape. 19. 2002 18 Ocorrência* 22 14 3. 13. ocorrem na Praia do Leão e Baía do Sueste. 17. 16-22.Praia de Serrambi. 1825): ocorre em áreas recifais. 35. 28. 9. 5. 1842.Estuário do Rio Formoso. 26. em fundo de areia médio-grosseira. Ophioderma cinereum Müller & Troschel.Praia de Guadalupe. 1856: foi coletada no infralitoral.Recife. Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. Echinaster (Othilia) echinophorus (Lamarck. 6-9. entre blocos soltos e submersos ou em enclaves de infralitoral em poças de maré. não é muito comum. 11.Praia de Calhetas. Vasconcelos. 3. ocorrendo freqüentemente em fundos de rochas e corais.Pontal de Maracaípe. 12. No Arquipélago de Fernando de Noronha. Lima. 18. 6. 23. Presente trabalho Ophiothrix trindadensis Lima.Praia dos Carneiros. 1986. 22. 27. protegendo-se da luminosidade.Praia de Carne de Vaca. 109. ou sob pedras em praias arenosas no mediolitoral. Presente trabalho Rathbun.Porto do Recife. 7. Neves et al. 4.Praia de Muro Alto. 2008.Praia de Maria Farinha. 20. 1825): é encontrada em fundos de areia. 14. 1816): ocorre próximo aos recifes submersos.Ilha de Itamaracá. 30. 1816): é encontrada sob rochas no mediolitoral. 1842: vive na superfície do recife de arenito. . 33. Astropyga magnifica A.Praia de Piedade. principalmente em poças de maré. 31. 1879.Canal de Santa Cruz. 1934. 25. 23. 2. (Foto: Henrique A. .Praia de São José da Coroa Grande. 25.Praia de Boa Viagem. Fernandes et al. 114) 1-3.Arquipélago de Fernando de Noronha. Figura 1.Praia da Enseada dos Corais. 21. não é muito comum. Ophionereis reticulata (Say. 10. Atualmente. 4 (estações: 5.Praia de Candeias.Praia de Tamandaré. 2002. 15. 2004 Albuquerque. 20.Praia do Janga. onde apresenta hábito críptico. 24.Praia do Paiva.Baía de Suape. Echinaster (Othilia) brasiliensis Müller & Troschel. 16. Geralmente encontra-se associada à Ophioderma cinereum Müller & Troschel.60. 29. em locais abrigados. protegendo-se do excesso de luminosidade embaixo de pedras.Plataforma continental de Itamaracá.Plataforma continental de Recife. 34. entre diversos tipos de algas no mediolitoral.Olinda. Ophioderma appressum (Say.Praia de Gaibú. 26. 19. 36. 32. corais e conchas.H. 2002 Lima et al. Atualmente.Praia do Paraíso. 24. LIMA & FERNANDES Continuação Tabela 1 Classe Família Espécie Ophiocnida scabriuscula Ophiophragmus wurdemani Ophiostigma isocanthum Ophiotrichidae Ophiothrix angulata Referência Lima. .Praia de Ponta de Pedras. Clark.Plataforma continental de Pernambuco. 1842: esta espécie representa uma das maiores e mais comuns do gênero. 11. 2002. 104. Maranhão).Praia de Porto de Galinhas. ou pode ser encontrada entre as algas que crescem sobre os recifes de arenito. 25. 21. 28-35 * 1. 112B.

8%) para o Estado de São Paulo. 1988: esta espécie foi encontrada associada ao hidróide calcário Millepora alcicornis (Linnaeus. 2006.1 m de profundidade.2% de equinóides no litoral baiano (33 táxons). 10 (1. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ.3% para os asteróides e 25% para os equinóides no litoral cearense (12 táxons).1%) no litoral baiano. No Arquipélago de Fernando de Noronha.. e 3 (0. 27. entre 1 e 2 m de profundidade (Ilha de Itamaracá).5 m de profundidade.7% de ofiuróides. A análise dos dados indicou a ocorrência de vários representantes do filo Echinodermata.3%) para o Estado do Ceará (HADEL et al. (2008) que citaram 69. 30.9%) foram registradas no litoral paulista. Ophiostigma isocanthum (Say. foi coletada a 20 m de profundidade.6%) para o Estado da Bahia. pode habitar ambientes recifais. 1842): ocorre freqüentemente dentro de esponjas de Haliclona sp. 2008).5% de equinóides no litoral paraibano (32 táxons)...3%) no litoral cearense (HADEL et al.7%) citadas para o Brasil.000 no mundo. Ophiactis lymani Ljungman.8% para asteróides em todo o litoral nordestino (31 táxons)..1% de asteróides e 18.63% para asteróides e 25. com 42. MANSO et al.9%) espécies. em fundo de areia médio-grosseira. Ophiactidae (3 táxons). 22. 2008. Contudo.800 no mundo. 1871: esta espécie foi encontrada associada ao octocoral Carijoa riisei (Duchassaing & Michelotti. 2008. Ophiactis savignyi (Müller & Troschel. 13 (0. 1866): ofiuróide que habita pequenos blocos de algas calcárias no interior de baías abrigadas. 28. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ. foram identificados 35 táxons. 55 (2. 15. foram 15 (0. 2006. Ophiothrix trindadensis Tommasi. prados de fanerógamas marinhas e áreas estuarinas.9% respectivamente (35 táxons). 1970: é encontrada sob rochas no mediolitoral. 2008). em fundo de areia médio-grosseira. 1999.. 34. Atualmente. 1868 na Praia de Pilar.6% de espécies de ofiuróides. 31. 32 (1. lodo e conchas. não é muito comum. assim como MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ (2006) que constaram 50% para os ofiuróides. considerando-se a menor unidade taxonômica possível. 1859): é encontrada sob rochas no mediolitoral.9% e 22. em relação às demais famílias do filo Echinodermata. Ophiophragmus wurdemani (Lyman. A proporção do número de táxons registrados no Estado de Pernambuco é semelhante aos de estudos realizados no litoral nordestino. Além disso. Para a classe Asteroidea o número de espécies conhecidas é cerca de 1. Para a classe Echinoidea o número de espécies conhecidas é cerca de 900 no mundo. GONDIM et al. e MANSO et al. MANSO et al.4%) no litoral paraibano. enquanto que 17 (1.. ALVES & CERQUEIRA. Estes dados contrastam com os estudos de G ONDIM et al. Ophiocnida loveni (Ljungman. das quais 101 (5. Ophiactis brasiliensis Manso. no interior de esponjas. 35. em fundo de areia fina. 29.61 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO No total.9%. e 6 (0. corais. Destas 64 . cascalho e organogênico e areia biodetrítica até 5 m de profundidade. 1860): foi coletada a 0. 1969. 4 (0. GONDIM et al. Já no litoral pernambucano.. Asteroidea e Echinoidea. Ophiothrix angulata (Say.0%) foram citadas para o Brasil. foram 8 (0. 2000. Atualmente foi encontrada entre os prados de Halodule wrightii Ascherson. 1999. 1758). 32. Para a classe Ophiuroidea o número de espécies conhecidas é cerca de 2.Diversidade de equinodermos em Pernambuco (Brasil) 26. 33. 2000. Ophiocnida scabriuscula (Lütken. em fundo de areia média. 1825): é encontrada em diferentes tipos de substrato como areia fina.75%) espécies.6% de asteróides e 12.. 9. Microphiopholis atra (Stimpson. 22. especialmente para as classes Ophiuroidea. Os resultados indicaram uma maior predominância de espécies da família Amphiuridae (5 táxons) e da família Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. 1825): é encontrada entre prados de fanerógamas marinhas ou em fundo de algas calcárias com areia lamosa.7% para ofiuróides. LIMA-VERDE (1969) registrou 38. (2008) que registraram 40. sendo 105 (11. 8. assemelhandose bastante aos dados apresentado neste trabalho. 1852): foi coletada a 9. cascalho e rochas. Já no Estado de Pernambuco. 2009 . 1860). MANSO et al.65%) para o Estado da Paraíba. 2008). ALVES & C ERQUEIRA. onde tais famílias foram sempre predominantes (LIMA-VERDE. algas e esponjas.

Biodiversidade do Estado de São Paulo. e apenas 1 (0. E. e nenhuma na Paraíba (HADEL et al. DITADI. Brasil: síntese do conhecimento ao final do século XX.S. naufragado na plataforma continental de Recife.62. 1934.C. 2006. C.G. Já na costa de Pernambuco. 1999. 1995.. ALVES & CERQUEIRA. Pernambuco.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE. 5 (0. 3: invertebrados marinhos.A. S. M. (orgs. Echinodermata da Praia do Cabo Branco. A. 392p. foram apenas 2 (0. & LIMA.B. 1999. W. 22 (1. H. A. Paraíba. O.C. Echinodermata. A. GONDIM et al. foram apenas 2 (0.. e apenas 1 (0. 2009 .M. M.G.1986.I.M. & TOMMASI. Brasil. I. Para a classe Holothuroidea o número de espécies conhecidas é cerca de 1. M. 1999.. no Vapor Pirapama. AGRADECIMENTOS Ao biólogo Henrique A. Já no litoral de Pernambuco.. pp.2%) espécies. 2000. ALVES.2%) na costa baiana.R. Tese de Doutorado.R. Edições Bagaço. Brasil). 2006. 2008). Editora Massangana.S.. A fisiografia e o turismo de Pernambuco.L. E ao consultor anônimo pelas críticas e sugestões.R.M... À Profª.B. LIMA & FERNANDES (3.F. 310p. ALECRIM. 1960.M. BRITO.L. A. ALVES & CERQUEIRA. ALVES & CERQUEIRA. 1825) para a Coleção de Referência de Revista Brasileira de Zoociências 11 (1):55-63. Centro de Estudos Zoológicos da Faculdade Nacional de Filosofia (16): 1-4.). 1840 (Echinodermata) da plataforma continental do Norte e Nordeste do Brasil. L.08%) na costa cearense (HADEL et al. TOMMASI.F.H. A presença de Astropyga magnifica A. 1999.S.. Echinodermata das praias de Salvador (Bahia. 5 (0. sendo que 22 (3.N. 2002.. C..M.E. M. Universidade de São Paulo. 2008. São Paulo. PARANAGUÁ. ALONSO. Revista Brasileira de Zoologia 17 (2): 543-553. 2006.G. M. MANSO et al. TOMMASI. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ. Ophiochitonidae e Ophiactidae. Zooartesanato comercializado em Recife. Quanto à distribuição geográfica.6%) foram descritas na costa brasileira. 7 (1%) em São Paulo. S. LACOUTH. Em Pernambuco. GONDIM et al. MONTEIRO.C.Z.3%) espécies. JÚNIOR.G.. 2000.3%) no litoral baiano. À Profª. 722p. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ.C. 1979). & AMARAL. MONTEIRO. 2003.M. Centro de Estudos Zoológicos da Faculdade Nacional de Filosofia (13): 1-12. do Laboratório de Comunidades Marinhas da UFPE.3%) no litoral paraibano.. A. 1962. 1999). 2008). 2000. L. MANSO et al. pp.. J. SILVA.F. & COSTA. Taxonomy of Ophiuroidea (Echinodermata) from the continental shelf and slope of the southern and southeastern Brazilian coast. da mesma maneira como ocorre em todo o Nordeste brasileiro. 2006. BRITO. Biota Neotropica 2 (2): 1-69. C.405-428.. HENDLER et al.S.N.250 no mundo. Os ofiuróides do Rio de Janeiro. Ophiuroidea).R. 2008. esta espécie ocorre da Carolina do Sul (EUA) até Santa Catarina (Brasil) (OLIVEIRA & MOREIRA. 2008. Para a classe Crinoidea o número de espécies conhecidas é cerca de 700 no mundo. Brasil. constitui o primeiro registro no Nordeste brasileiro.8%) na costa paraibana. (eds. 10 (0.1%) no Ceará. 2008). ALVES. M. Recife.Z. Sobre as espécies brasileiras do gênero Ophioderma (Echinodermata. TIAGO. Diagnóstico da biodiversidade de Pernambuco. & PINTO.P. Paula Braga Gomes (Universidade Federal Rural de Pernambuco) pela doação do exemplar Ophiostigma isocanthum (Say.6%) foram registradas no litoral brasileiro. 1988. Maranhão (Universidade Federal de Pernambuco) por autorizar a publicação da fotografia. P. devido à falta de registros a respeito da distribuição e/ou ocorrência das espécies no Brasil. Drª. A MARAL. Drª. 2008. Parte I – Ophiothrichidae. Centro de Estudos Zoológicos da Faculdade Nacional de Filosofia (6): 1-4.1%) na costa paulista.... 409p. 2 (0. Vale salientar que em Pernambuco. 2000.L. A. E. Filo Echinodermata de Pernambuco. & JABLONSKI.). & CERQUEIRA. Megadiversidade 1 (1): 43-51. COSTA. M. I. & TIAGO. C. Revista Brasileira de Zoociências 8 (2): 99-109.261-271. João Pessoa. & MANSO. MARTINS & MARTINS DE QUEIROZ. GONDIM. 2 (0.3%) na Bahia. FAPESP. Conservação da biodiversidade marinha e costeira no Brasil. V.1%) ocorrem no Brasil. HADEL. In: MIGOTTO. Equinodermos. 1 (0. BORGES. 2002.2%) no litoral paulista. Ophiuroidea Gray. Biota Neotropica 8 (2): 151-159. A. L. & SILVA. os trabalhos sobre a fauna de equinodermos necessitam de maiores estudos.4%) espécies. 14 (1.05%) no litoral cearense (H ADEL et al. foram 8 (0. MANSO et al.. enquanto que sua distribuição batimétrica varia entre 11 e 88 m de profundidade (SERAFY. In: TABARELLI. dais quais 32 (2.. Clark. GONDIM et al. 1962. Sigrid Neumann-Leitão (Universidade Federal de Pernambuco) pela revisão do Abstract. M.J. Recife. FERNANDES. Ensaio de catálogo dos equinodermas do Brasil. 2005.

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