Informativo CETJ

Nascer, Morrer, Renascer Ainda, Progredir Sempre, Tal é a Lei
Dezembro de 2011 - Ano VIII - nº 100

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Editorial: Feliz Natal ao inverso...
Difícil nesta época do ano não ficarmos sensibilizados com o seu extraordinário e real significado. Há mais de 2.000 anos, Jesus, espírito pertencente à mais alta hierarquia celeste e de tal grau evolutivo que, em tempo algum, jamais a Terra recebeu, encarnou nesse planeta com a missão de resgatar mais de 20 bilhões de seres para os caminhos plenos de Luz que o amoroso Senhor da Vida traçou para todos nós. A vinda do Mestre e o seu testemunho de dor para que a sua amorosa mensagem lentamente atingisse o coração do homem ao longo das diversas oportunidades oferecidas pelas reencarnações, as quais visam despertá -lo para o entendimento da sua divina natureza e os objetivos de sua existência, foram a maior prova de amor que a humanidade em todas as eras experimentou. Lamentavelmente, a maioria da humanidade ainda está longe de lhe seguir os passos. Somente agora e a muito custo, nós espíritas, estamos, graças aos ensinamentos dos Espíritos Superiores, sob o comando de Jesus, entendendo o verdadeiro sentido de suas palavras e de suas ações. Sabemos que há um conjunto de Leis Naturais aliado a um maravilhoso e justo plano em ação. Há um Deus que nos ama e ele é fiel. Não nos abandona nunca mesmo que o rejeitemos levados pelo desespero ou pela ignorância. Somos ajudados em todos os momentos de nossa vida mesmo nas provas mais difíceis e quando achamos que não. As misérias humanas nos seus mais diversos matizes e na estarrecedora situação atual, seriam extirpadas da Terra se seguíssemos o seu ensinamento: “Ame ao próximo como a si mesmo” NESTA EDI ÇÃO :
Resumo Financeiro / Livraria - Sugestões A Prece Grupo de Pais - Potencial Divino Natal, qual o presente darei a mim mesmo? Sobre o Natal Atividades Casa / Aniversariantes Palestras Públicas / GEMA / Encarte: A origem da Comemoração do Natal / Neste Natal / TV CEI-CETJ Centro Espírita Trabalhadores de Jesus - CETJ Avenida Teixeira e Souza, 448 - Centro - Cabo Frio - RJ - CEP: 28907-410 - Telefone: 2645.4468
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Por isso, nesse momento em que se aproxima a data maior da Cristandade quando parte do mundo comemora o nascimento de Jesus, cabe-nos fazer uma pequena reflexão íntima no sentido de avaliarmos o que estamos fazendo de nossas vidas. Estamos mesmo com as dificuldades inerentes ao nosso estágio evolutivo procurando sinceramente no nosso dia a dia, com os naturais tropeços, nos reformarmos para merecermos o novo mundo prometido por Jesus? Se a resposta for sim, o Natal fará pleno sentido na sua vida, pois ele significa Nascimento e é necessário que um novo homem surja, para que homem velho fique para trás e na estrada da verdadeira vida um dia quem sabe... encontraremos o Mestre a nos esperar e comovidos de forma indescritível, ouvirmos dele mesmo: Feliz Natal... meu irmão!

Campanha do Natal Colabore colocando a sua doação no envelope anexo à Lista que está na mesa do Salão Principal

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Livraria - Cultura Espírita
Se você tem o hábito de dar presentes no Natal, o livro espírita é sempre uma boa opção! Além de ajudar a divulgação da Doutrina Espírita, dando um presente realmente útil, você estará também colaborando com as obras assistenciais do CETJ. Prestigie também o nosso Bazar que nesta época oferece finas peças artesanais a preços bastante baixos. .. E para facilitar ainda mais... estamos aceitando no Bazar e na Livraria, Cartões de Crédito de diversas bandeiras.

Resumo Financeiro de Outubro de 2011
Recebimentos Mensalidade de Associados Divulgação de Livros Espíritas Doações p/ Lanche Fraterno Doações Bazar Pechincha Outras Receitas Pagamentos Compra de Mantimentos p/ Doação Tarifa Bancária Diversos (mat.escritório, manutenção, etc) OI AMPLA Alarme Salários e Encargos Sociais Despesas com Lanches Informativo Contador e Livros Fiscais Descupinização Doação Emergencial Compra de Livros 1.296,68 29,00 386,66 344,85 297,63 102,38 4.868,08 538,00 288,00 480,00 300,00 6,00 704,86 Manutenção e Patrimônio 8.569,95 9.642,14 -1.072,19
M.Obra, Material Geral Toldo e Jardinagem Total:

R$
3.285,00 2.328,00 339,00 456,00 747,00 966,00 448,95

Resumo
Recebimento Pagamentos Saldo

40,00

Composição da Diretoria - Biênio 2010/2012
Marcio S. Alves Aristarco Acioli Helena M. F. Monteiro Ciro Meliande Paulo Jorge dos Santos Presidente Vice-Presidente 1º Secretário 2º Secretário Diretoria de Informática Diretoria de Patrimônio 1º Tesoureiro 2º Tesoureiro Depto. de Doutrina Depto. de Divulgação Depto. de Mediunidade Depto. da Mocidade Espírita Depto. de Evang. da Infância Setor Ass. Social Espírita Maria José Fernandes Ribeiro Maria Aline Terra Gregório Monteiro Setor Ass. às Gestantes Setor de Bazar e Costura Assessor Jurídico

Atenção! A Livraria e o Bazar informam que as compras acima de R$ 50,00 poderão ser parceladas em 2 vezes através do Cartão de Crédito. Atenção! A livraria fica aberta de segunda a sextafeira no horário de 14h30 às 17h; nas quartas-feiras de 19h30 às 21h30 e aos domingos de 17h30 às 19h30. Já a biblioteca funciona nas quartas-feiras de 19h30 às 21h30; nas quintas de 14h30 às 17h e aos domingos de 17h30 às 19h30.

Flavio Scali Luiz C Abreu Alexandre Sirieiro Ciro Melliande Marcio S. Alves Helena F. Monteiro Dejanira Martins Gomes Augusta Faria dos Santos

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Atividades da Casa
Domingos 18h às 19h30: Reunião pública com palestra e passe. Nomesmo horário: entretenimento das crianças a cargo do Grupo de Recreação Infantil Tudo é Amor (GRITA). Segundas-feiras 14h às 17h: Tarefas de corte e costura e bazar; 14h30 às 17h: Pechincha; 15h às 16h30: Reunião de desenv. Mediúnico; 20h às 21h30: Reunião de desenv. Mediúnico; 20h: Reunião de estudo da mediunidade. Terças-feiras 14h30 às 17h: GEMA - Atendimento às gestantes; 19h45 às 21h30: Reunião de tratamento Espiritual. Quartas-feiras 15h às 17h: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE); 15h às 17h: Grupo de Visitas a Enfermos Milota Cabral; 20h às 21h30: Bazar; 20h às 21h30: Reunião pública e passe. No mesmo horário, entretenimento das crianças a cargo do GRITA. Quintas-feiras 14h30 às 17h: Bazar e Tarefas de corte e costura 14h30 às 17h: Pechincha; 15h às 17h: Plantão de passes; 18h30 às 20h: Estudo das obras de André Luis (Os Mensageiros); 19h: Montagem das bolsas de alimentos; 20h às 21h30: ESDE. Sextas –feiras 20h às 21h30: Reunião mediúnica de desobsessão; 13h30: Primeiras e terceiras sextas-feiras de cada mês, preparação dos legumes para a sopa a ser servida aos irmãos assistidos pela Casa. Sábados 16h às 18h: Evangelização infantil e reunião da Mocidade Espírita; 16h às 18h: Reunião do Grupo de Pais; 10h às 11h30: Primeiros e terceiros sábados de cada mês, atendimento aos irmãos cadastrados da Casa, com distribuição de sopa e bolsa com alimentos.
Desde agosto/2010, o CETJ fica aberto de segunda a sexta-feira, de 8 às 12h, e de 14h às 17h, para as atividades de venda de livros, pagamento de mensalidades, recebimento de doações e informações.
Informe da Tesouraria

Aniversariantes de Dezembro
Dias: 1) Carolina Akool e Monique Costa Coelho 2) Felipe Santa Rosa Nunes de Carvalho e Vanda Lúcia Brasil Machado 5) Iraydes José Pacca de Oliveira 6) Eduardo Jardim de Araujo Jr, Elizabeth Peçanha Santos de Azevedo, Tânia Maria Santos Souza, Mauro Pereira e Silvia Miranda 7) Sonia Pessanha Moura da Silva 8) Jailton Conceição Lopes Costa e Ana Carolina Gontijo Graça 9) Elcio Padilha, Alberto Dias de Freitas e Mayara Lopes dos Santos 10) Roberta Nascimento da Silva 11) Lydia Maria de Souza, Luiz Eduardo Jacobina e Graziela Novaes de Almeida 12) Adriana de Fátima Oliveira, Rafael Faria da Silva, Tiago Santos Silva e Elton Mario Lopes dos Santos 13) Maria Angélica V. Espírito Santo e Cícero de Tarso Oliveira Estevam 14) Severino Cavalcanti de Paiva, Elio Caldas de Oliveira, Fernanda de Parga e Lucídio Godinho Meireles 15) Ana Lúcia dos Santos e Alessandro M. dos Santos 16) Alexandre Pinto de Faria e Rafael Pereira Rangel do Nascimento 18) Mariana Bonacossa Sant’Ana, Rachel de Souza Marques e Gisele Bravo da Silva 19) Carla B. Costa e Marilda Augusto Parreiras 21) Marcus Ganem Serrão, Jorge Cardoso e Maria José da Costa Pintor 22) José Carlos Matos da Silva e Roberto Moura de Carvalho 23) Cristiane Pereira de Farias, José da Silva, Josefa Necy Bacellar e Dionéa S. Barreto 24) Ary Ferreira da Silva e Manoel Estevam Filho 25) Natércia de Oliveira Barbosa e Maria Aline Terra 26) Carolina de Araujo Bastos da Silva, Leonil Barreto e Pedro Ivo B. Saldanha 27) Giulia Tardelli Meliandre, Vera Raizer, Carlos Eduardo M.P. de Lima Junior e Dayane de Souza Pereira 28) Maria José F. de Almeida 29) Maria Catharina B. Costa 30) Davi e Lindomar Silva Sieiro 31) Nelma Fausto Rocha, Miguel Ângelo de Souza Soares e Og Cavalcante de Moraes
Enviamos a todos fraternais votos de Muitas Felicidades e Feliz Aniversário!

Distribuição das Despesas 1º Semestre de 2011

Obs: Por favor, informe à Direção da Casa caso observe alguma incorreção de datas ou nomes

Atividades Fim 56%

Operacionais 44%

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PROGRAMAÇÃO DA CASA
Palestras Públicas
Domingo 18h Dia 04 11 18 25 Palestrante Flávio Scali João Ascenço Izabeti Bittencourt Roraci Corrêa Origem Centro Espírita Trabalhadores de Jesus Rio de Janeiro São Pedro da Aldeia Centro Espírita Trabalhadores de Jesus Tema Considerações sobre o Sentido da Vida Livre Os bons espíritas A mensagem cristã

Quarta-feira - 20h Dia 07 O Livro dos Espíritos Alexandre Sirieiro Percepções, sensações e sofrimentos dos espíritos (Itens 251 a 256) Marcos Jung Ensaio Teórico sobre a sensação dos Espíritos Paulo Jorge Escolha das Provas (Itens 258 a 260-a) Ana Lúcia Beth Sanches Piedade Filial – Cap. XIV – Itens 3 e 4 Renovação O Evangelho Segundo o Espiritismo Ciro Meliande Beneficência Exclusiva - Capítulo XIII – item 20

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“Se te dizes seguidor de Jesus, segue-lhe os passos. Ajuda, ampara, consola, instrui, edifica e serve sempre.” Do livro “Palavras da Vida Eterna, por Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier Departamento de Doutrina - doutrina@cetj.org.br

Programação do GEMA - Gestante, Esperança, Maternidade e Amor Dia 06 13 Palestrante Helena Monteiro Equipe GEMA A Criança e o Natal Avaliação dos nossos encontros pelas frequentadoras e Confraternização Final Tema

Reinício das Atividades 1ª terça feira de fevereiro de 2012
“A família é a base fundamental sobre a qual se ergue o imenso edifício da sociedade” Emmanuel

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A Prece
“Tudo

rar novamente o seu caminho. Na obra da Codificação Espírita, a prece é citada como sendo “ato de caridade”; “filha primogênita da fé”; “ato de adoração” por meio da qual se pode louvar, pedir e agradecer; “poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos, o obsessor.”, mas como se manifesta a prece? No Evangelho Segundo o Espiritismo, consta que a prece é uma invocação, um chamamento mediante o qual e através do pensamento, podemos entrar em comunicação com o ser a quem nos dirigimos. Todos os seres, encarnados e desencarnados, se acham mergulhados no mesmo Fluido Universal que atua como o veículo de transmissão da vontade, através do pensamento. De acordo com as instruções contidas nas obras da Codificação Espírita, o Fluido Universal é o "o princípio elementar de todas as coisas”, representa o estado mais simples da matéria e, por enquanto, ainda escapa de toda análise física ou química que a ciência humana possa averiguar, entretanto, “desse fluido procedem, mediante condensações graduais, todos os corpos sólidos... a base da matéria terrestre..., o mundo dos fluidos, mais que qualquer outro, está submetido às leis de atração. Pela vontade, atraímos forças boas ou más, em harmonia com os nossos pensamentos e sentimentos." (Léon Denis. - in No Invisível) Assim como o ar transmite o som, quando colocamos o pensamento direcionado a alguém uma corrente fluídica se estabelece com a mesma força com que empregamos a energia do pensamento.

quanto pedirdes pela prece, crede que obtereis e que vos será concedido” (Marcos cap. XI, 24) Então por que nem todos os pedidos são prontamente alcançados? Como se dá a eficiência da prece? Deus nos presenteou com o raciocínio, a inteligência e o livrearbítrio permitindo ao homem alcançar o que deseja através da liberdade de expressão. Nem sempre, atentos aos atos praticados, construímos nossa vida sem nos apercebermos das consequências que estamos provocando. Se, durante o percurso do nosso crescimento espiritual, os resultados alcançados não são satisfatórios, temos que refazer o caminho para atingir as metas desejadas. Nisso consistem as provas e as expiações. A eficácia da prece, seus bons resultados, está ligada à necessidade que tem o homem de se corrigir. Estamos sujeitos às leis naturais e imutáveis e Deus não as modifica para atender aos nossos caprichos, entretanto usando da inteligência, do raciocínio, da vontade e da ação no bem, pode o homem amenizar ou suprimir as dificuldades momentâneas em que se encontra e alte-

Desta maneira a prece chega aos bons Espíritos, estejam onde estiverem que passam a influenciar inspirando para que, aquele que ora, adquira forças suficientes para o bom combate. Assim a espiritualidade superior inspira-nos à renovação de sentimentos, ao perdão das ofensas, à modificação dos hábitos, ao fortalecimento da fé, desviando o nosso mal pensar, mas nunca suspendem o curso das leis naturais, apenas guiam-nos para que, atuando por nosso livre-arbítrio, voltemos a agir de acordo com a consciência divina que existe em nós. As graças alcançadas provêm da renovação deste deus interno que temos em nós e que tudo pode alcançar desde que se submeta ao Amor Divino. A prece é ainda ato que desenvolve e ajuda a manter a fraternidade entre os homens. Tem ação mais poderosa quando todos se associam de coração comungando dos mesmos ideais e objetivando o mesmo fim. Chegamos ao final do ano, quando mais uma vez nos predispomos a fazer do próximo, um ano melhor para nossas vidas. Durante as festas Natalinas, quando em cada casa se reúne a família e os amigos, temos o momento oportuno para que todos juntos de corações e mãos dadas unam-se em prece de louvor à vida, agradecendo a Deus por todas as oportunidades de crescimento e renovação recebidas e rogando ao Pai, harmonia entre os homens da Terra. Que a Paz do Senhor a todos envolva. Maryane Medeiros - CETJ

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Grupo de Pais

Potencial Divino

O tempo passa velozmente e somos apresentados dia a dia a uma nova forma física, que muda lentamente, mas sempre, em nosso precioso corpo. A identificação com a nossa imagem às vezes torna-se difícil e dolorosa, quando ainda não aceitamos a limitação do nosso corpo. Para nós, espíritas, é uma reflexão diária, porque já sabemos que não devemos nos impressionar com a matéria e que tudo é passageiro, temporário. A nossa verdadeira forma depende unicamente da nossa "forma" moral. Esse entendimento nos traz mais paz e afasta a ansiedade. Na verdade, se refletirmos, perceberemos que somos peritos em ilusão. As cores e formas desse mundo maravilhoso e complexo criado por nosso Pai, nos encanta de tal sorte que esquecemos nossa verdadeira identidade, nossa verdadeira origem, que é a espiritual. Emmanuel, em A Caminho da Luz, discorre: “Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está em Suas mãos. É Ele quem sustenta todos os

elementos ativos e passivos da existência planetária.” Aprofundando-nos através dos estudos, entendemos que esse “esquecimento” é muito necessário, porque aqui chegamos ainda adoentados e necessitando de cuidados especiais neste grande hospital que é a nossa Terra. Se nos lembrarmos de nossa história pregressa, teremos muitos motivos para entristecer e, quem sabe, sentir saudades de nossa família espiritual. Nisso reside o amor imensurável de nosso Pai, que nos acolhe nessa morada azul, nessa esfera repleta de vida, para que possamos corrigir as imperfeições morais que ainda cultivamos, e, mais adiante, nos depararmos com a vontade de amar e servir. Que encontro fabuloso com a nossa verdadeira essência, quando sentimos o desejo de servir, fortalecendo o grande pilar para a nossa civilização que é a fraternidade. Imaginemos, quando conseguimos finalmente alcançar a nota desejada para a música escolhida. Imaginemos, quando acertamos os passos na dança, e a alegria absurda que sentimos quando finalmente aprendemos a andar de bicicleta! Isso é liberdade, isso é sintonia, isso é vida e somos capazes de coisas que nem ainda imaginamos. Mas termos sintonia com os espíritos mais evoluídos, aprendendo a “cantar” como eles, a vibrar na mesma alegria, porque finalmente aprendemos a amar o nosso próximo, através de inúmeras atitudes fraternas, é vida e vida em abundância.

E mais, é o cadinho que nos é reservado de felicidade nesta vida. A felicidade é construção diária e depende do que consideramos o que seja ser feliz. Se admitirmos que a felicidade é uma forma de viver, precisamos aprender a arte de bem-viver. E bem viver é buscar a solução dos problemas, sem terceirização... É assumir a responsabilidade pelos próprios atos. É orar e vigiar. Sempre. É admitir que a única pessoa capaz de lhe fazer feliz, está bem perto... Para vê-la é só chegar à frente do espelho, e dizer: "muito prazer, pessoa capaz de me fazer feliz!" Ao identificarmos que tudo a nossa volta parte do nosso ponto central, que somos os artífices da nossa história, portanto também capazes de modificá-la dia a dia através das nossas escolhas, certamente o potencial divino que há em nós irá despertar tornando-nos melhores e mais úteis. Somos luz e estamos a caminho da Luz, onde é o nosso verdadeiro lugar. E como nos diz Emmanuel, “o determinismo do amor e do bem é a Lei de todo o Universo.” Que assim seja! Jaquelini Azeredo – CETJ

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Natal, qual o presente que darei a mim mesmo?

rança do futuro.

Quando tomaremos a decisão de

No eterno presente, vivemos o iniciar por conta própria nosso proresultado dessas aflições sem dar gresso espiritual ? É isso que está conta de que tudo que nos aconte- em jogo.

O Natal representa nascimento. Não precisamos reencarnar para renascer. No sentido que proponho, tal procedimento é apenas uma tomada de decisão de nossa parte. Estamos vivendo uma época de muitas aflições com o avanço da ciência que vem desvendando os universos do microcosmo e macrocosmo. Do átomo às galáxias, o ser humano está descobrindo o quanto é infinita a sua consciência, pois é ela que nos leva às fantásticas revelações sobre o próprio ser humano. Neste sentido estamos caminhando para a mais importante das descobertas: “viver em paz e harmonia” nos tráz saúde e felicidade. Não importa o quanto tudo é muito confuso e aparentemente degradante, estamos “a caminho da luz”. Perder tempo nessa jornada significa mais sofrimento. Quantos procuram as Casas Espíritas para o auxílio de suas enfermidades materiais e espirituais ! Contudo, não logram sucesso. As raízes de todos os nossos problemas estão nos pensamentos. São eles que nos levam para as amarguras do passado e a inseguo

ce é por nossa própria culpa e res- Por isso, já que o Natal representa ponsabilidade. E as ilusões ? o nascimento – não a aquisição e distribuição de presentes, mesa

Achar fora de si um motivo para a farta, alcoolismo etc – tomemos felicidade. Ela está bem viva dentro uma decisão corajosa: carreguede nossa consciência e não encon- mos nossa “cruz” como ela está, tra limitações em nada. sem lamentações e queixas e sigaPor isso seja qual for a condição mos a jornada daqui para a frente em que você esteja, é possível ser com firme propósito rejuvenecedor. feliz. Não importa o quanto vamos cair, o Sugerimos então um valioso pre- Pai sabe que somos frágeis, mas sente a dar a si mesmo neste Natal. façamos o seguinte: Dê a si mesmo a oportunidade de Ante a injustiça, deixe que Deus ser feliz assim como está. mude a si mesmo. resolva; Ante o inesperado, reinicie a jornaNão tente mudar nada fora de si, Ante a dor, reveja seus conceitos; Nossos erros, falhas, sentimentos e da; outros são nossos e tenhamos a Ante o descaso dos semelhantes, lucidez de que a criatura humana é não se entregue a revolta; instável e não se recuse a aceitar Ante o desafeto teimoso, não se esse “mundo” com todos os seus perturbe; problemas. Ante as agressões da maledicênNão esperemos que as catástrofes cia, lembre-se de que somos todos mudem o ser humano, mas enten- pecadores; da que a maior catástrofe é o Ante todas as formas de desgosto e próprio ser humano quando viola as infelicidade, faça dessa experiência Leis de Deus. E as estamos violan- uma oportunidade de crescimento do todos os dias em maior ou me- interior aplicando os ensinamentos nor grau. do Cristo; O leitor poderá questionar o seguin- E lembre-se, haverá ocasião de te: “é fácil falar, difícil é fazer.” Pois fazer da morte uma possibilidade bem, até quando vamos dizer isso ! de vida. Nossa única fatalidade é a evolu- Feliz Natal e muita paz! ção espiritual. Vamos abreviar essa jornada e viver mais feliz ou vamos Alexandre Sirieiro - CETJ estender nossa dor e sofrimento por muitas encarnações?

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SOBRE O NATAL

Friedrich Froebel, nascido na Turingia, Alemanha, foi o notável educador que idealizou e criou o Jardim de Infância, em 1837. Froebel frequentou, como assistente, o instituto de Pestalozzi em Yverdun, assimilou as idéias pedagógicas mas divergia dele com relação à educação das crianças com idade inferior a 7 anos. Era profundamente cristão e admitia que o homem, criado à imagem de Deus, era também por natureza criador, mas a educação que lhe é oferecida desde a mais tenra infância, sufoca e impede para sempre essa tendência natural. Propunha então que, pelo menos nos primeiros anos, a criança devia ter na escola um jardim e crescer nela livre como as flores, alegres e ativas brincando com os colegas da mesma idade, sem uniforme, com roupas confortáveis e coloridas, trabalhando em mesinhas adequadas e com material que a instigue a criar.Kindergarten, criados na Alemanha logo foram imitadas na Suíça inteira e visitadas por educadoras americanas entusiasticamente adotados e aprimorados. No Brasil tivemos Jardins de Infância desde o império. Froebel inventou material de brinquedo para os Jardins que estimulassem a criatividade. Denominou Dons esse material, porque assim como ao homem, Deus deu dons para a música, a poesia, a literatura, a pintura; esses brinquedos seriam presentes às crianças. O 1º Don é a bola, já conhecida universalmente. A bola, para Froebel é um objeto perfeito, porque permite pensar na Perfeição de Deus; simples, sem quinas, ângulos, dobras. Os outros Dons; o cubo, cilindro, blocos para construção de vários

tamanhos, todos encaixados com habilidade numa caixa de madeira que a criança recebia, cuidava e usava criando casas, cercas, veículos, etc. (até hoje muito diversificados ,são presentes atraentes). A lembrança das bolas e seus significados sempre me ocorrem (desprezando o uso no esporte..) no Natal ao deparar com as bolas multicores e cada vez mais sofisticadas, usadas ás centenas, enfeitando as árvores de Natal, nas nossas casas, nas vitrines, escolas, livros, presentes, etc. Assim como os Presépios, lembrando o Menino Jesus, constituem símbolos marcantes do natal. Nossos costumes não são iguais aos do Natal na Europa e nos EUA. Na Alemanha, na Suíça, na Itália não vemos lojas sugerindo presentes, nem corrida às compras como aqui. Em Salsburg, cidade de Mozart, a ceia é servida no horário do jantar, porque depois a população vai à Missa do Galo, festejando Jesus com música instrumental, corais de jovens cantores e toda a alegria de louvar Jesus. Aqui, vamos esquecer o consumismo que se alastra e parece distorcer o sublime festejo. Vamos lembrar o costume já adotado no Brasil, de presentear os velhinhos nos asilos e distribuir brinquedos, sapatos, roupas, panetones às crianças nos orfanatos, graças a Deus, comemorando o nascimento de Jesus! O poeta português Fernando Pessoa que, como muitos, admiro, quando ele estava na Terra, às vezes ao invés de me encantar, amedrontava e até enojava com versos mais do que irreverentes, cético, crítico voraz da Igreja católica, certa vez escreveu sobre o Menino Jesus. Não vou transcrever esses versos pois hoje, graças aos Missionários de Jesus, mensageiros Celestiais, o poeta é conhecedor da verdade e tornado um dos milhares de trabalhadores que divulgam nossa doutrina e encaminham outros. Psicografei, há anos, muitos poemas de agora, inclusive este que transcrevo com carinho:

Aproveitando agora Nessa hora De Nossa Senhora Para escrever Um verso que há tempo eu querida fazer Esse verso È o inverso, de um verso de outrora Porque é sobre o menino Jesus Pequenino Que louvei outrora Num verso querido De amigo Esse verso, hoje eu digo É tão pequenino Que o Menino Nunca pude nele descrever O Menino Jesus pequenino É tão grande Que não cabe no leito De um poeta E não cabe no peito De um Fernando Hoje o poeta No seu peito que é o Universo Infinito Sente quão pequeno Era o Fernando para aquele menino ir louvando tão sem cerimônia tão sem parcimônia usando o Seu Nome muito mal empregado Hoje o poeta Lamenta a Linguagem E lamenta o sentimento do momento Porque agora Nessa Hora De Nossa Senhora Vê que Aquele Menino Pequenino É o Bendito Fruto do seu Ventre E que a Virgem Maria Sabia Que o menino Nunca foi Pequenino F. Pessoa - 07/10/72

Therezinha Collichio - CETJ

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Encarte Especial

A ORIGEM DA COMEMORAÇÃO DO NATAL
No início do Cristianismo, não havia comemoração alusiva ao nascimento de Jesus. Os cristãos primitivos não eram aceitos pelo poder dominante da época (o império romano) por não concordarem com a adoração ao imperador de Roma como um deus vivo e por pregarem a igualdade entre os homens. Porém, com o passar do tempo, as coisas foram mudando. No ano 313, o próprio imperador Constantino converteu-se ao Cristianismo e permitiu o culto dessa religião em todo o império. O Cristianismo era administrado pelos patriarcas ou bispos, nas principais cidades do Império. Havia os patriarcas de Alexandria, Jerusalém, Antioquia, Constantinopla e Roma. No ano de 325, o imperador convocou o Concílio de Nicéa, com a participação de todos os bispos, com o objetivo de definir as principais crenças e normas que deveriam nortear a conduta dos cristãos. E a partir do ano 391, não só tornou-se a religião oficial do império, como todas as outras religiões passaram a ser perseguidas. Assim, ganhou força como uma instituição poderosa. No ano de 455, estando no poder o imperador Marciano, este determinou que o patriarca ou bispo de Roma, passasse a ser a

partir de então, a autoridade máxima da Igreja, sob a denominação de papa. Assim, estruturou-se a Igreja Católica Apostólica Romana. Desde o ano de 330, Constantino havia estabelecido o Império Bizantino, abrangendo a parte oriental do império romano, com sede em Constantinopla. A parte ocidental tinha sede em Roma. Com a morte de Constantino, houve a separação de fato desses dois impérios, que foram assumidos pelos seus dois filhos: Honório ficou como imperador do Ocidente e Arcádio como imperador do Oriente. O Império do Oriente perdurou até o ano de 1.453, enquanto que o do Ocidente foi logo desfeito, pelas sucessivas invasões dos povos bárbaros. No entanto, a Igreja Católica sobreviveu e consolidou a sua supremacia através dos séculos. Tratou logo de substituir a festa pagã romana em homenagem ao deus Sol, comemorada no dia 25 de dezembro, (que é o menor dia do ano, solstício do inverno, no hemisfério norte), logo após a Saturnália, festividade dedicada ao deus Saturno, de 17 a 22 de dezembro. A Igreja Católica instituiu a comemoração do Natal de Jesus, desde o ano 336, num ciclo festivo que dura 12 dias, de 25 de dezembro a 06 de janeiro. Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado em muitos países considerados nãocristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs, como a troca de pre-

sentes, a Ceia de Natal, refeição especial, exibição de decorações diferentes nas casas e nos logradouros públicos, incluindo as árvores de Natal, músicas natalinas, pisca-piscas, guirlandas, presépios etc. A troca de presentes e a realização de festas com música e muita comida, veio da Saturnália, de Roma. O presépio foi instituído por São Francisco de Assis, em 1.223. A árvore de Natal foi uma criação do padre Martinho Lutero (14831546), autor da Reforma Protestante. Conta-se que ele caminhava à noite por uma trilha e olhando o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado, parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho e levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas, presas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-la mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada, a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, desta forma, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Jesus. (continua no verso)

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Encarte Especial

Neste Natal Transforme sua intuição ação E dê colo a quem precisa... em

Transforme sua ação em energia positiva E não deseje paz sem antes espalhar a paz... Divulgue para os seus contatos que desde o dia 30/10/2011, as Palestras realizadas aos domingos às 18h, aqui no Centro Espírita Trabalhadores de Jesus, estão sendo transmitidas pela TV CEI (INTERNET ). http://www.tvcei.com/portal/
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Transforme sua energia positiva em atitude E não deseje saúde sem antes tratar os próprios males... Transforme sua atitude em sucesso E não deseje sucesso sem antes promover o sucesso de alguém... Transforme seu sucesso em felicidade E não deseje felicidade sem antes valorizar e reconhecer os pequenos gestos... Enfim, transforme sua felicidade em harmonia E não deseje harmonia sem antes disciplinar “o homem velho” que existe dentro de você! Que neste Natal Jesus seja o convidado especial de todos os lares!

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Muita Paz! Milene Santarém - CETJ Nast, que eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo. O Natal tornou-se motivação para a indústria, o comércio e os veículos publicitários lucrarem cada vez mais. Por que não aproveitarmos a época do Natal para refletirmos mais sobre Jesus e sua mensagem de Amor e de Paz? Ele é, realmente, o Supremo Governante deste planeta, que veio pessoalmente, ensinar-nos com o Seu Evangelho e Seus exemplos, o caminho que nos conduz ao Pai Celestial. Colaboração de: Gelson Rodrigues de Souza

Ou acesse o site do CETJ: www.cetj.org.br e de lá mesmo faça o link para o programa
(continuação)

A Origem da Comemoração do Natal Entre as músicas tradicionais de Natal destaca-se, “Noite Feliz ou Noite Silenciosa”, como no original, escrita pelo padre Joseph Mohr e musicada por Franz Gruber, em 1818, na cidade de Oberndorf, na Áustria. Já a música “Jingle Bells”, outra das mais divulgadas pela mídia do mundo inteiro, foi composta por James Lord Pierpont, em 16 de setembro de 1857, em Medford, Massachusetss – USA. Outro personagem incorporado às comemorações do Natal que faz com que as pessoas nem se lembrem do homenageado dessa data, é o Papai Noel. Estudiosos afirmam que a figura do “bom velhinho” foi inspirada num bispo chamado Nicolau, nascido na Turquia no ano 280.

O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos de moedas, próximo às chaminés das casas. A Igreja transformou-o em santo (São Nicolau), após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. Foi na Alemanha que a sua imagem foi associada ao Natal. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus. Em Portugal é chamado de Pai Natal. Inicialmente, era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para suas roupas, nas cores vermelha e branca, com um cinto preto. Em 1931, nos Estados Unidos, a Coca Cola, mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por