Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações

Escrito por cnbb Sáb, 04 de Setembro de 2010 15:00 - Última atualização Dom, 05 de Setembro de 2010 16:09

O teólogo padre Angenor Brighenti recorreu à metáfora “luzes e sombras” para apresentar o contexto sócio-cultural e eclesial que marca o cenário das vocações na Igreja. Ele proferiu, nesta sábado, 4, a primeira conferência do 3º Congresso Vocacional do Brasil, organizado pela CNBB, que começou ontem, 3, em Itaici (SP).

Brighenti explica que o contexto atual é marcado por crises. “Estamos imersos em um tempo de profundas transformações, em escala planetária: crise civilizacional, mudança de época, crise das religiões, em que nos apodera um sentimento de orfandade”, disse. Segundo o teólogo, a crise é oportunidade de novas possibilidades. “A crise pode significar novo nascimento ou morte; catástrofe ou oportunidade; fim do caminho ou encruzilhada; tempo de calamidades ou tempo pascal, de travessia”, sublinhou.

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O teólogo destacou também o individualismo. que confunde salvação com prosperidade material. 05 de Setembro de 2010 16:09 Para Brighenti. Para o teólogo. “A preocupação com o cuidado da natureza é um dos fatores da emergência de uma consciência planetária. 2/3 . o desequilíbrio da biodiversidade do planeta põe em risco a vida humana e seus ecossistemas”. que marca as relações humanas. Diante disso. 04 de Setembro de 2010 15:00 . A tecitura do risco é a única garantia de futuro”. A consciência de que não estamos na terra. diante das crises.Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações Escrito por cnbb Sáb. A economia de “rapinagem”. “A irrupção de uma religiosidade eclética e difusa. o individualismo é resultado da dinâmica do mercado. faz surgir a crise ecológica porque “depreda a natureza e coisifica o ser humano”.Última atualização Dom. Na fidelidade ao presente e na valorização da experiência do passado. na sociedade atual. É a religião a la carte: Deus como objeto de desejos pessoais. O desencanto com a política foi outro aspecto da realidade lembrado por Brighenti. as pessoas podem ter três posturas diferentes: uma visão catastrófica. se lança na construção de um futuro crescentemente melhor. Em sua opinião. retrospectiva ou prospectiva. cujo     objetivo é ganhar a eleição”. é preciso crescer na consciência ecológica. somos terra. “que absolutiza a eficiência e a produtividade como valores reguladores de todas as relações humanas”. há. uma sede de Deus e uma volta ao religioso. explica Brighenti. solo fértil dos mercadores da boa fé. “Constata-se a falência da democracia representativa: os partidos políticos são máquinas eleitorais. saúde física e afetiva. disse. segundo o teólogo. “Há uma mercantilização das relações pessoais. a volta de um neopaganismo imanentista. Esta última. é “habitada pela virtude de uma esperança     ativa. e a economia que gera exclusão. do mercado do religioso”. tudo é medido pela lógica custo-benefício”. contudo. acentua Brighenti. mas uma religião “eclética” com outra visão de Deus. de acordo com o teólogo. sociais e religiosas.

05 de Setembro de 2010 16:09 Dentre os fatores que ajudam a banalizar a religião.Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações Escrito por cnbb Sáb. centrada no indivíduo    e em sua degustação do sagrado”. Neste sentido. Leia a conferência do padre Agenor Veja as fotos do Congresso 3/3 . “também a religião passa a ser consumista.Última atualização Dom. 04 de Setembro de 2010 15:00 . como a um espetáculo para entreter o público”. o teólogo cita a mídia que “reduz a religião à esfera privada.