V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação  AVALIAÇÃO DO SOFTWARE EDUCATIVO “MUNDO DA CRIANÇA” Sannya Fernanda Nunes Rodrigues

Universidade de Aveiro sannyafernanda@hotmail.com Carlos Alberto Martinho Vaz Universidade de Aveiro c.alberto.vaz@gmail.com
Resumo O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Avaliação de Software Educativo do Mestrado em Multimédia em Educação da Universidade de Aveiro. Apresenta-se uma análise contendo resultados do processo de avaliação de uma ferramenta multimédia com finalidades educativas, o software Mundo da Criança, um ambiente de aprendizagem virtual, a partir da adaptação de uma grelha de multimédia, com critérios específicos para auxiliar na avaliação. Tomou-se como base para orientar a avaliação do referido software teóricos como Marquès Graells, D. Squires e A. McDougall. Palavras-chave: Software educativo; Avaliação de aplicativos; Tecnologia Educativa. Abstract The present work was developed in the context of the subject Educational Software Evaluation of the post-graduation course on Multimedia in Education of the University of Aveiro. An analysis is presented containing the results of the process of valuation of a multimedia tool with educational purposes, the Brazilian software “Mundo da Criança”, a virtual learning environment, from the adaptation of a multimedia schedule, with specific rules to assist in evaluation. So as to guide the evaluation of this software theoreticians like Pere Marques Graells, D. Squires and A. McDougall were adopted.

1. Introdução Com a globalização, deparamo-nos com outro modelo de sociedade, a “tecnológica” (Montes, 2005:36). A educação passa por mudanças profundas que interferem na dinâmica da escola e nas situações educativas. A escola deixou de ser espaço privilegiado de produção de conhecimento com a difusão dos meios e a criação de memórias digitais. Os “novos” alunos exigem professores melhor preparados, actualizados, “capazes de captar, entender e utilizar na educação as novas linguagens dos meios de comunicação electrónicos” e das ferramentas tecnológicas, “que cada vez mais se tornam parte activa da construção das estruturas de pensamento de seus alunos” (idem:28). As tecnologias da informação e comunicação (TIC) têm um grande valor pedagógico ao poderem proporcionar “um aumento do ritmo de circulação de informações” instigando a reflexão sobre os modos de concepção, produção e acesso ao conhecimento na sociedade contemporânea” (idem, 2005:17,25). Quando exploradas com finalidades educativas que respeitem os diferentes sujeitos da aprendizagem, voltados para as suas realidades, para as suas culturas, as tecnologias digitais podem auxiliar na construção do papel da escola, da educação e do próprio processo de aprendizagem na direcção de uma maior motivação, iniciativa, autonomia, trabalho colaborativo e facilidades proporcionadas pelo computador e serviços sustentados na web. Logo, ao efectuarmos a análise do software Mundo da Criança, procurou-se verificar a organização do software, a partir de uma selecção de directrizes ou indicadores, e a sua contribuição para fins educacionais. Segue, então, um breve enquadramento teórico, sintetizando alguns estudos feitos na área da avaliação de software educativo, apresentando de seguida o “Mundo da Criança”, através de uma proposta de análise, que inclui a identificação do software e a metodologia adoptada. Por fim, os resultados da análise feita acompanhadas de algumas conclusões. 2. Avaliação de Software Educativo Para optimizar a utilização das tecnologias educativas, é necessário um processo de análise e avaliação rigoroso, que ajudem os diversos agentes do processo educativo, nomeadamente professores e pais, a aferir o grau de qualidade de uma ferramenta e a seleccionar os melhores e mais adequados produtos postos à sua disposição. Quanto maior for a qualidade de um software, maior poderá ser a sua utilidade em ambientes de aprendizagem (Silva: 2002). Segundo Lyra (2003:32), “análise de software educativo [é] como um conjunto de métodos que articulam processos de classificação e avaliação desses materiais.” Embora o conceito de software educativo não seja totalmente consensual, pode entender-se por qualquer produto concebido com finalidade educativa ou que possa suportar essa mesma finalidade, que pode proporcionar novas possibilidades de ensinar e aprender a partir das suas interfaces, linguagens, despertando o interesse de

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Avaliação online todos os envolvidos no processo. No entanto, sabe-se que a ferramenta por si não garante resultados positivos na aprendizagem e garantia de auxílio na tarefa educativa. A avaliação de softwares educativos é um processo necessário para ajuizar da qualidade ou não da tecnologia empregada e sua contribuição para o contexto educativo, ao analisar as informações, os valores, o(s) formato(s) que explora, a linguagem que utiliza, entre outros. Pode proporcionar, aos utilizadores, meios de selecção das ferramentas mais adequadas aos objectivos que desejam atingir e às competências a desenvolver. Existem vários instrumentos direccionados para a avaliação de software educativo, elaborados em função de variáveis como os objectivos, o tipo de software, os destinatários, os avaliadores, entre outros, o que conduz a processos e instrumentos diversificados. D. Squires e A. McDougall (2001), em Como elegir y utilizar software educativo, apresentam várias abordagens ao processo de avaliação. Consideram que o processo de avaliação compreende três processos distintos – revisão, selecção e avaliação – embora muitos autores entendam estes três termos como sinónimos. A selecção, processo desenvolvido pelos professores antes da utilização em contexto educativo, com base no conhecimento que têm dos discentes e do contexto educativo. A revisão, processo desenvolvido, normalmente, pelos editores, deve anteceder o processo anterior; uma síntese das principais características do software, tendo em vista um público alargado. A avaliação pode ser realizada na fase de desenvolvimento do software (avaliação formativa) ou quando está finalizado, associada à qualidade e diversidade de experiências educativas que a ferramenta pode proporcionar (avaliação sumativa). No que respeita à selecção, os autores propõem que seja realizada por uma equipa transversal/multidisciplinar, constituída por professores, especialistas com experiência em selecção de material educativo, técnicos familiarizados com questões relacionadas com a informática na educação. Para auxiliar aos professores na selecção das melhores ferramentas, desde cedo se sentiu a necessidade de definir critérios específicos. Começou-se por dividir os critérios em dois grupos: critérios gerais, que englobavam os mesmos que os professores utilizariam para materiais tradicionais (rigor científico e adequação ao contexto dos alunos, clareza, uso adequado da língua e linguagem, actividades e apresentação motivadoras, entre outras); critérios concretos, relacionados com o uso específico da tecnologia como ferramenta educativa (capacidade de interacção, apresentação da informação com recurso a diversos tipos de média, controlo que os utilizadores têm sobre a aplicação, retorno à interacção do utilizador, reforço, design e estrutura do software, facilidade de utilização, robustez, qualidade da documentação) (Squires: 2001:28-29). Este tipo de critérios conduziu à elaboração de listas de análise/verificação com resultados numéricos. Embora este método possa indiciar a obtenção de resultados objectivos, tal não se verifica, uma vez que não são arbitrários, muito condicionados por factores contextuais como conhecimentos prévios ou tipo de acompanhamento do professor, por exemplo. Assim, as listas de verificação terão de ser complementadas por comentários escritos, uma vez que os mesmos incluirão informações pertinentes para a selecção, tais como reflexões críticas acerca das experiências de aplicação das ferramentas em contexto educativo. Além da falta de objectividade em que as listas de verificação podem incorrer, são apontadas outras limitações: a não consideração do contexto, o tipo de estratégias de ensino empregues, a importância dada a critérios muito gerais, a não adequação às teorias de aprendizagem de determinado software. Squires e McDougall (2001) destacam ainda que as tentativas de análise de software educativo segundo sistemas de classificação que assentam em tipologias gerais de software (geral ou específico), ou no papel educativo que este deve desempenhar, têm muitas fragilidades porque tendem a esquecer questões pertinentes da aprendizagem, a dificultar a inclusão de ferramentas mais evoluídas ou a orientar o software para um tipo específico de classificação, quando se poderia incluir em outras. Face à problemática de nem todos os instrumentos de análise e avaliação se poderem adaptar a determinados objectivos, intentaram na sugestão de estabelecer um novo paradigma de análise de software educativo, mais abrangente do que os existentes. O Paradigma da Perspectiva de Interacção (ib, 2001) foca a sua atenção em três grupos considerados mais activos na dinâmica do software educativo: os designers, os professores e os alunos. Ao destacar estes actores, realça-se o uso educativo das ferramentas, a forma como estas poderão incrementar a aprendizagem dos alunos e o modo como interagem alunos e professores no uso das ferramentas, em detrimento das questões técnicas e tecnológicas. Assim, considera-se o modo como os alunos utilizam o software para apoiar a sua aprendizagem (interacção designer-aluno), tendo em conta a facilidade de utilização e os benefícios educativos do uso do software; a relação dos processos e conteúdos de aprendizagem com a aprendizagem assistida por computador, aquando da fase de desenvolvimento das aplicações (interacção designer-professor); o

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V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação  contexto educativo, isto é, o ambiente de aprendizagem na sala de aula e as actividades desenvolvidas desencadeadoras de interacção (professor-aluno). As propostas de Squires e McDougall associam a qualidade de um software educativo não às suas características técnicas e tecnológicas, mas ao contexto de utilização do mesmo e interacções que poderá desencadear. O conceito de qualidade de uma ferramenta será variável em função da perspectiva pedagógica de quem avalia, tendo em conta o referido contexto de utilização. Estes aspectos terão de ser considerados na elaboração de uma escala num processo de análise. No entanto, se esta metodologia recorrer apenas a grelhas (ou listas), poderá não ser coincidente com a análise efectuada por outros profissionais, pelo que deverá incluir outros mecanismos, para além dos critérios com escalas. Por outro lado, os critérios não deverão ter um grau de importância idêntico, pelo que se poderá concluir que a proposta de Squires e McDougall se caracteriza pela flexibilidade. Da mesma forma, Fino (2003:3) defende que, “nenhuma realidade, por mais simples que nos afigure, cabe no espartilho de uma grelha. Há sempre categorias possíveis de análise que não são formuladas”.
3. Avaliação do Software Educativo Mundo da Criança O software educativo “Mundo da Criança” (www.mundodacrianca.com) foi o objecto de estudo deste trabalho. Tal opção deve-se a diversas razões: a especificidade do software, com uma vertente dupla (online e de instalação); a experiência profissional dos autores, que são profissionais de educação que têm em comum a área de actuação (crianças de primeiro e segundo ciclos); a dimensão visual e interactividade proporcionada, em comparação aos outros softwares analisados. O Mundo da Criança (MDC) é um site educativo. Nasceu de uma colecção de livros, publicada no Brasil durante a década de 50, pela mesma editora que lançou o sítio em 2006. A editora Delta formou parcerias com diversas entidades e artistas brasileiros para a criação do MDC online e para o desenvolvimento de novos produtos. Perante a necessidade de um instrumento específico de avaliação, escolhemos adaptar uma grelha de avaliação, já existente e experimentada em projectos de avaliação de software educativo, a grelha de Marquès Graells (2001), porque se adaptava, de uma forma clara, ao objectivo de análise de uma ferramenta como o MDC, uma vez que considera indicadores básicos de qualidade, acima descritos, nos níveis técnico, pedagógico e funcional. A grelha é constituída por uma série de indicadores que deverão ser avaliados de uma forma directa, fechada, através de uma escala valorativa (excelente, alta, correcta, baixa): Aspectos Pedagógicos (Versatilidade/potencialidade didáctica; Capacidade de motivação; Adequação aos destinatários); Aspectos Funcionais / Utilidade (Facilidade de instalação e uso); Aspectos Técnicos / Estéticos (Características técnicas). No entanto, este modelo é constituído apenas por uma grelha que deve ser avaliada segundo uma escala valorativa, o que torna a avaliação subjectiva. Desta forma, seguimos também as indicações de Squires e McDougall (2001), acrescentando-se uma grelha de revisão e outra de selecção, que comportam campos de observação abertos. Além disso, considerámos que os indicadores não deveriam ter o mesmo valor, como defendem os referidos autores. Assim, considerou-se que os aspectos pedagógicos deverão ter uma ponderação global de 50 %, os funcionais, 30%, e os técnicos, 20 %. Segue-se a análise do MDC a partir dos critérios apresentados. O Mundo da Criança atende a critérios de rigor científico, não só por ser elaborado cuidadosamente por profissionais da área da educação, mas também por ter como preocupação oferecer um meio seguro aos utilizadores. Este meio de segurança dificulta o acesso a conteúdos externos ao software. Foi elaborado especialmente para crianças e passa por actualizações constantes. Apresenta, na versão online, três nomes de personagens, à escolha do utilizador, e pelo qual será identificado na exploração do sítio: Max, Estrela e Jet. São acompanhados de design infantil. Resumidamente, podemos caracterizar o MDC do seguinte modo: • O programa de actividades, tutoriais e jogos focam situações práticas do dia-a-dia; • Os conteúdos ou áreas de conhecimento estão organizados interdisciplinarmente e são organizados em módulos: histórias, ideias, actividades e jogos, que exploram a multiculturalidade; • Fundamenta-se num contexto informal de ensino: pode ser utilizado em qualquer espaço educativo e em qualquer momento; • A linguagem respeita a faixa etária para o qual foi idealizado; • Os recursos didácticos são criativos e em múltiplos formatos, como vídeo (muita animação), áudio (sons, músicas), ilustrações fotográficas, etc.; • Presença de instruções sonoras, pensadas para atender crianças que ainda não sabem ler (deveriam ter um suporte textual para contemplar utilizadores com deficiência auditiva);

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Avaliação online
• Actividades: em algumas observa-se a ausência de desafios e reflexões, ao limitarem-se a pintura de ilustrações, cobrir pontilhados, atravessar labirintos. São rápidas de realizar, embora pouco motivadoras. Noutras, há possibilidades de vários percursos de aprendizagem; • As letras não provocam cansaço visual, mas não podem ser alteradas; • O teclado quase não é necessário, o que é uma desvantagem para utilizadores com deficiência motora, incapazes de utilizar suportes como o rato. O rato é extremamente utilizado para acesso a tudo o que há para utilizar e explorar no MDC; • A orientação do utilizador é clara, mas há falta de lógica em alguns jogos; • O feedback é motivador, mas limitado. Noutras modalidades, como nas actividades, onde é possível imprimir as orientações das mesmas, não há como obter feedback do aplicativo. Falta espaço de registo do desempenho das actividades e avaliação das mesmas e das dificuldades encontradas. Falta de campo onde as actividades possam ser guardadas; • Pouco uso de hipertextos. A tecnologia flash permite uma apresentação mais apelativa, utilizando o som, animações em vídeo e construções gráficas de forma a tornar o MDC numa ferramenta de ensino hipermédia. 4. Conclusões O Mundo da Criança é uma valiosa ferramenta educativa. No entanto, são necessárias reformulações, como foi possível perceber pela análise deste software, nomeadamente no que concerne às actividades, algumas mecânicas, mesmo para o público-alvo definido. A opção do desenvolvimento do Mundo da Criança é construtivista, mas tal contradiz-se, por exemplo, na abordagem teórica que engloba alguns dos exercícios que sugerem para serem desenvolvidos. Sobre a tecnologia empregada e a sua contribuição para o contexto educativo, percebemos que tudo foi pensado pelos idealizadores em tornar o ambiente virtual o mais atractivo possível, estimulador e fácil de explorar e operar. Percebemos que houve um cuidado extremo da equipa com as informações veiculadas nas áreas de conteúdos, seja nas histórias, respeitando as leituras originais, seja nos tutoriais que exploram várias linguagens para tornar a aprendizagem mais rica. Para tanto, recorreram a fotografias, ilustrações, sons e vídeos, tudo coerente e vinculado ao assunto em cena. As experiências educativas são inúmeras e podem ser exploradas pelos professores, adaptando-as aos contextos de aprendizagem. O Mundo da Criança está disponível para os professores via online, para navegação gratuita até sete dias ou mais, desde que se contacte a equipe para aquisição de mais créditos, no caso de se pretender instalar a sua outra vertente (qual?). Consideramos que isso é necessário para que conheçam o seu funcionamento, potencialidades e as adaptações necessárias ao seu contexto. Foram referidas as limitações apresentadas por Squires para as grelhas de avaliação. Tentámos encontrar uma solução que colmatasse ao máximo essas limitações. No entanto, atendendo ao contexto de elaboração dos instrumentos de análise, já direccionados para o software “Mundo da Criança”, leva-nos a concluir que esta grelha poderá não ser eficaz com outros softwares. Quanto à equipa multidisciplinar, os avaliadores do software são, além de docentes, estudantes da área de tecnologia da comunicação em educação, portanto, possuem referências para desenvolver este trabalho, o que não anula a importância de ajuda externa por parte de outros profissionais. 5. Referências Bibliográficas Alves, L. & Souza, A. C. (1992) Objetos digitais de aprendizagem: tecnologia e educação. In: Revista da FAEBA/ Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação I.. Tecnologias Digitais e Novas Ambiências Educacionais. Salvador: UNEB. Coleção Educação e Contemporaneidade. v.1,n.1, jan-jun. Bonilla, M. H. S. & Assis, A. de. (1992) Tecnologia e novas educações. In: Revista da FAEBA/ Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação I.. Tecnologias Digitais e Novas Ambiências Educacionais. Salvador: UNEB. Coleção Educação e Contemporaneidade. v.1,n.1, jan-jun. Fino, C. N. (2003) Avaliar software “educativo”. In: Actas da III Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Braga: Universidade do Minho. Lyra, A. R. de, Leitão. D., Amorim, Guilherme B. C. de, Gomes, A. S. (2003). Ambiente Virtual para Análise de Software Educat ivo. Campinas (SP): WIE2003. www.cin.ufpe.br/~asg/producao/casewie2003.pdf (Consultado na Internet em 13 de janeiro de 2007). Marquès Graells, Pere (2001). PLANTILLA PARA LA CATALOGACIÓN Y EVALUACIÓN MULTIMEDIA (rev. em 20/08/04). http://dewey.uab.es/pmarques/evalua.htm. (Consultado na Internet em 25 de Janeiro de 2007) Menezes, Cecília Maria de Alencar. (1992) Educação continuada em tecnologias para educadores: novos desafios e novas realidades. In: Revista da FAEBA/ Universidade do Estado da Bahia, Departamento de

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V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação  Educação I.. Tecnologias Digitais e Novas Ambiências Educacionais. Salvador, UNEB. Coleção Educação e Contemporaneidade. v.1,n.1, jan-jun. Montes, Suely Hey, Silva, Maria de Fátima Caridade da & Leite, Ligia Silva. (1992) A sala de aula como ambiência de diferentes leituras. In: Revista da FAEBA/ Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação I.. Tecnologias Digitais e Novas Ambiências Educacionais. Salvador: UNEB. Coleção Educação e Contemporaneidade. v.1,n.1, jan-jun. Silva, Christina Marília Teixeira da (2002). Avaliação de Software Educacional. Conect@ - número 4 fevereiro/2002. Consultado em 23/01/2007 em http://www.revistaconecta.com/conectados/christina_avaliacao.htm Squires, D & McDougall, A. (2001). Como elegir y utilizar software educativo. Madrid. Morata Teodoro, V. (1992). Educação e Computadores. In Teodoro, V. e Freitas, J. (Orgs.), Educação e Computadores (pp. 9-25). Lisboa: GEP Ministério da Educação. http://phoenix.sce.fct.unl.pt/simposio/10/ (Consultado na Internet em 25 de Janeiro de 2007)

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Avaliação online Anexo- Grelha utilizada na avaliação do Software educativo Mundo da Criança, adaptado de Marquès Graells.
REVISÃO CARACTERÍSTICAS DO SOFTWARE Título do Software: Editora: Sítio Web: Faixa Etária: Áreas Curriculares: Ano de Publicação: País de Origem: Língua(s): Sistema Operativo: Especificações mínimas para que o software funcione: DOCUMENTAÇÃO DE APOIO

SUMÁRIO

SELECÇÃO DESIGN, NAVEGAÇÃO E ROBUSTEZ [Consistência, Estrutura, Feedback, Problemas técnicos] PERSPECTIVA GERAL DE ENSINO [Nível de ensino, Adequação aos programas escolares, Rigor científico, Tarefas, Adequação às tarefas propostas e à faixa etária] OUTROS COMENTÁRIOS DIGNOS
DE

REALCE

GRELHA DE CATALOGAÇÃO E AVALIAÇÃO MULTIMÉDIA Adaptada de © Pere Marquès-UAB/2001 caso se trate de um material interactivo on-line Endereço URL: Inclui Publicidade: SIM NÃO

Temática: Objectivos: Destinatários: Conteúdos que se tratam: (sublinhar um ou mais de cada entrada) TIPOLOGIA: PERGUNTAS E EXERCÍCIOS - UNIDADE DIDÁCTICA TUTORIAL - BASE DE DADOS LIVRO - AVENTURA - OFICINA CRIATIVA - FERRAMENTA PARA PROCESSAR DADOS ESTRATÉGIA DIDÁCTICA: ENSINO DIRIGIDO - EXPLORAÇÃO GUIADA - LIVRE DESCOBRIMENTO FUNÇÃO: EXERCITAR HABILIDADES - INSTRUIR - INFORMAR - MOTIVAR - EXPLORAR - ENTRETER EXPERIMENTAR/RESOLVER PROBLEMAS - CRIAR/EXPRESSAR - AVALIAR - PROCESSAR DADOS Mapa de navegação e breve descrição das actividades: (sublinhar um ou mais de cada entrada) DOCUMENTAÇÃO: NENHUMA - GUIA DIDÁCTICO - EM SUPORTE DE PAPEL - CD - ON-LINE SERVIÇOS ON-LINE: NENHUM – SÓ PERMITE CONSULTAS - HELPDESK - POR INTERNET REQUISITOS TÉCNICOS: PC - MAC - LINUX - IMPRESSORA - SOM - CD - DVD - INTERNET Requisitos Mínimos:

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ASPECTOS FUNCIONAIS / UTILIDADE marcar com um X a avaliação efectuada (1 – BAIXA; 2 – CORRECTA; 3 – ALTA; 4 – 4 3 2 Eficácia didáctica, Relevância Facilidade de uso Facilidade de instalação Versatilidade didáctica Carácter multilingue Múltiplas ligações externas Canais de comunicação bidireccional Documentação, guias Serviços de apoio on-line Presença de publicidade ASPECTOS TÉCNICOS E ESTÉTICOS (1 – BAIXA; 2 – CORRECTA; 3 – ALTA; 4 – 4 3 2 Ambiente audiovisual Elementos multimédia Qualidade e estruturação dos conteúdos Estrutura e navegação pelas actividades Hipertextos Interacção Execução fiável Originalidade e uso de tecnologia avançada ASPECTOS PEDAGÓGICOS (1 – BAIXA; 2 – CORRECTA; 3 – ALTA; 4 – 4 3 2 Especificação dos objectivos Capacidade de motivação Adequação aos utilizadores Recursos para buscar e processar dados Potencialidade dos recursos didácticos Carácter completo (proporciona o necessário para aprender) Tutorização e avaliação (perguntas, reforços) Fomento da auto-aprendizagem Facilita o trabalho cooperativo RECURSOS DIDÁCTICOS QUE UTILIZA: Introducção Organizadores prévios Esquemas - quadros sinópticos Gráficos Imagens Perguntas

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marcar um ou mais Exercícios de aplicação Exemplos Resumos/sínteses Actividades de autoavaliação Mapas conceptuais marcar um ou mais

ESFORÇO COGNITIVO QUE EXIGEM AS SUAS ACTIVIDADES:

Controlo psicomotor Raciocínio (dedutivo, indutivo, crítico) Memorização / evocação Pensamento divergente / imaginação Compreensão / interpretação Planificar / organizar / avaliar Comparação/relação Facer hipóteses / resolver problemas Análises / sínteses Exploração / experimentação Cálculo / processamento de dados Expressão (verbal, escrita, gráfica...) Buscar / qualificar informação Reflexão metacognitiva AVALIAÇÃO GLOBAL (1 – BAIXA; 2 – CORRECTA; 3 – ALTA; 4 – 4 3 2 Qualidade Técnica Potencialidade didáctica Funcionalidade, utilidade

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