JOÃO BATISTA TOLENTINO JÚNIOR

FUNGIGAÇÃO UTILIZANDO GOTEJAMENTO NA CULTURA DO TOMATE PARA O CONTROLE DA PINTA PRETA

MARINGÁ PARANÁ-BRASIL FEVEREIRO - 2008

JOÃO BATISTA TOLENTINO JÚNIOR

FUNGIGAÇÃO UTILIZANDO GOTEJAMENTO NA CULTURA DO TOMATE PARA O CONTROLE DA PINTA PRETA

Dissertação apresentada à Universidade Estadual de Maringá, como parte das exigências do curso de Pós-graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, para obtenção do título de Mestre.

MARINGÁ PARANÁ-BRASIL FEVEREIRO - 2008

Dados Internacionais de Catalogação-naPublicação (CIP) (Biblioteca Central - UEM, Maringá – PR., Brasil)
S649f Tolentino Júnior, João Batista Fungigação utilizando gotejamento na cultura do tomate para o controle da pinta preta / João Batista Tolentino Júnior. -- Maringá : [s.n.], 2008. 39 f. Orientador : Prof. Dr. Roberto Rezende. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Maringá. Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração: Produção Vegetal, 2008. 1. Fungigação. 2. Quimigação. 3. Irrigação localizada. 4. Gotejamento. 5. Tomate. 6. Pinta preta (Alternaria solani). I. Universidade Estadual de Maringá. II. Título.

CDD 21.ed. 632.4

JOÃO BATISTA TOLENTINO JÚNIOR

FUNGIGAÇÃO UTILIZANDO GOTEJAMENTO NA CULTURA DO TOMATE PARA O CONTROLE DA PINTA PRETA

Dissertação apresentada à Universidade Estadual de Maringá, como parte das exigências do curso de Pós-graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, para obtenção do título de Mestre.

APROVADA em 15 de fevereiro de 2008.

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Prof. Dr. Élcio Silvério Klosowski

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Prof. Dr. Paulo Sérgio Lourenço de Freitas

________________________ Prof. Dr. Roberto Rezende

A minha irmã Graciele. Gustavo. A todos que direta e indiretamente colaboraram para a realização deste trabalho. Lucas e Fernando pela colaboração. pela concessão da bolsa. Amaurídio. Osmar. Aos professores do curso de pós-graduação. Paulo Sérgio Lourenço de Freitas. Eduardo. amizade e apoio constante. A Universidade Estadual de Maringá pelo apoio financeiro. Silão pela ajuda no desenvolvimento das atividades. A minha família pela educação e apoio nesta minha caminhada até aqui. companheirismo e apoio durante todas as fases deste trabalho. ii . A Adriana pelo convívio. Aos funcionários do CTI. esforço e amizade.Coordenadoria de Aperfeiçoamento Pessoal de Ensino Superior. principalmente ao Celso pelo incentivo e apoio. pelos auxílios nas horas difíceis. Roberto Rezende por sua preciosa orientação. exemplo. pela ajuda desde meus primeiros passos até esse momento da minha vida. Antônio Carlos Andrade Gonçalves e Altair Bertonha. Aos colegas da pós-graduação. Regina. Aos amigos Rodrigo. Dr. A minha mãe Iraci. Daniel. Ao Prof. em especial aos do CTI.AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela saúde que Ele me concedeu durante todos esses anos da minha vida. A CAPES .

nasceu em Palotina-PR. e colou grau em Agronomia em fevereiro de 2006. na área de concentração em Produção Vegetal. aos 30 dias do mês de agosto de 1983. iii . Em março de 2006. filho de João Batista Tolentino e Iraci Gevehr Tolentino. Cursou de 1998 a 2000 técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola Oeste do Paraná . Ingressou no curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá. Dr.BIOGRAFIA JOÃO BATISTA TOLENTINO JÚNIOR. iniciou o curso de pós-graduação em Agronomia (mestrado) na Universidade Estadual de Maringá. em março de 2001. Roberto Rezende.Palotina-PR. sob orientação da Prof.

...................3 2.......................................................................... 11 MATERIAL E MÉTODOS .......................................................5 Severidade da doença ........................................... A cultura do tomate ...............ÍNDICE 1................1 2................................. 2 Casa de vegetação ..................................................................................5 2....................................... 23 Massa de frutos ...............7 3....... 20 4........................ 4.......... 25 5........................... 2..........................................4 4................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................... 13 RESULTADOS E DISCUSSÃO ...... 33 iv .................................................... 7.................4 2....................................3 4....................2 4......................................................................................1 4.............. INTRODUÇÃO ........ 21 Número de frutos.............................. CONCLUSÃO ................... 6 Quimigação ....................................................................6 2.................. 20 Produtividade ........ 1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .......................................... 27 APÊNDICE ........................... 2 2........................ 4 Pinta-preta (Alternaria solani) ................. 9 Fungigação em sistemas de irrigação localizada ................................................................................... 8 Fungigação........................................... 4 Irrigação localizada .................................................. 24 Diâmetro de frutos .. 6....................................................2 2...............................................................................................................

tebuconazole e metiran+piraclostrobin. João Batista. Palavras-chave: Lycopersicon esculentum. foram inoculadas com Alternaria solani e tratadas com quatro diferentes fungicidas: azoxystrobina (8 g 100 L-1). com oito repetições. O fungicida azoxystrobina aplicado por fungigação reduziu a área abaixo da curva de progresso da doença para 60. metiran + piraclostrobin (200 g 100 L-1) e tebuconazole (100 mL 100 L-1).44. Fungigação utilizando gotejamento na cultura do tomate para o controle da pinta-preta. através de escala de notas. em duas formas de aplicação: pulverização convencional e fungigação por gotejamento. não sendo observada diferença significativa para os métodos de aplicação. e produtividade. Alternaria solani. A massa e diâmetro dos frutos foram superiores nos tratamentos com fungicidas em comparação a testemunha. expressa em área abaixo de curva de progresso da doença (AACPD).41. O número de frutos não diferiu estatisticamente entre os tratamentos. quimigação.33 para difeconazole. como número.RESUMO TOLENTINO JÚNIOR. A testemunha não recebeu aplicação de fungicidas. sendo cada parcela constituída por uma planta em um vaso. respectivamente. Santa Clara) foram cultivadas em vasos instalados no interior de uma casa-de-vegetação. massa e diâmetro médio dos frutos. fevereiro de 2008. O delineamento experimental foi 4x2+1.S. 74. M.93 e 75. refletindo em aumento da produtividade. difeconazole (50 mL 100 L-1). que obtiveram valores de 71. Universidade Estadual de Maringá. Orientador: Prof. Plantas de tomate (var. Avaliou-se a severidade da doença. v . gotejamento. e fatores de produção. Aos 50 dias após o transplantio. inferior aos demais fungicidas. Roberto Rezende. Houve redução da severidade da doença de 27% em comparação com a testemunha. Dr.

metiran+piraclostrobin (200 g 100 L-1) and tebuconazol (100 mL 100 L-1). Universidade Estadual de Maringá. The number of fruits did not differ significant between treatments. Roberto Rezende. weight and diameter of fruits and yield. Alternaria solani. Advisor: Prof. 74. The treatment control did not receive fungicide application. Disease severity was evaluated by rating scale and expressed in area under the disease progress curve (AUDPC) and production factors.41 in comparison to the others fungicides that obtained 71. tebuconazol and metiran+piraclostrobin. drip irrigation. The mass and diameter of fruits were higher in treatments with fungicides than in treatment control and therewith yield was increased. vi . Santa Clara) were cultivated inside greenhouse in vase. The disease severity was reduced 27% in comparison to control and did not observe significant difference between application methods. difeconazol (50 mL 100 L-1).ABSTRACT TOLENTINO JÚNIOR. Dr. being each parcel formed by one plant in one vase. Fungigation with drip irrigation in tomato by control of early blight. in twos ways of application: conventional pulverization and drip chemigation. João Batista.44.33 for difeconazol. numbers. chemigation. respectively. The experimental design was 4x2+1 with 8 replications. Azoxystrobin applied by fungigation reduced the area under the disease progress curve to 60.93 and 75. february de 2008. Fifty days after transplantation were inoculated with Alternaria solani and treated with 4 fungicides: azoxystrobin (8 g 100 L-1). Key words: Lycopersicon esculentum. Tomato plants (var.S. M.

e os fungicidas agem no controle de doenças da parte aérea. mas sem esquecer dos benefícios que traz a eficiência de aplicação. por pulverização. Devido a esta característica. uma nova técnica de aplicação de produtos fitossanitários vem se desenvolvendo bastante: a quimigação. e por isso. Fungicidas sistêmicos são capazes de translocar pela planta e agir em locais distantes do ponto de aplicação. A pinta-preta é uma das mais importantes doenças na cultura do tomate. INTRODUÇÃO Dentre as técnicas de aplicação de defensivos agrícolas disponíveis. faltam produtos formulados ou registrados no Brasil para a quimigação. ao meio-ambiente e a segurança do aplicador. as que se baseiam na pulverização convencional do produto são as mais difundidas. por isso. uma vez que neste método de irrigação a água é aplicada no solo junto às raízes. este sistema vem a ser muito importante na quimigação. Das vantagens que a quimigação pode oferecer. mas faltam estudos com a aplicação de outros defensivos. são passíveis de serem usados na fungigação por gotejamento. O objetivo deste trabalho foi verificar o controle da pinta-preta em tomate através da aplicação de fungicidas via água de irrigação (fungigação) por gotejamento em comparação com o método convencional. No entanto. O cultivo do tomate seria impossível sem a adoção de medidas de controle de doenças. a mais importante. a diminuição dos custos de aplicação é. 1 . entre elas o tomate. É conhecida a eficiência de aplicação de fertilizantes através da irrigação por gotejamento. sem dúvida. graças à flexibilidade que oferecem em distintas aplicações. A irrigação por gotejamento é uma técnica muito difundida no cultivo de hortaliças de alto valor econômico.1. e sua influência na produção da cultura. podendo causar elevadas perdas. entretanto. Atualmente. há necessidade de estudos que confirmem as suas vantagens em relação aos demais métodos de aplicação. dentre as quais se destaca o controle químico realizado pela aplicação de fungicidas.

liberou o uso da planta exclusivamente para ornamentação. e produção de 3. Assim. Na época da chegada dos espanhóis à América. No ano de 2005. passando pela Colômbia. 2007). devido a presença de alcalóides. integrou-se profundamente a gastronomia italiana. entretanto. o tomateiro foi cultivado nos jardins como planta ornamental pela beleza dos frutos. apenas superada pela batata (Filgueira. com produção de 127 milhões de toneladas (FAO. o alcalóide presente é a tomatina.1 A cultura do tomate O tomate é a segunda hortícola em importância. Bolívia. Nos primeiros tempos. Foi também chamada de “pomme d’amour” ou maçã do amor. comuns a esta família. pelo veneziano Matthiolus. Peru. Com o passar do tempo.5 milhões de hectares. Cançado Júnior et al. Índia. que embora apareça em altas concentrações nas folhas e frutos verdes. Estados Unidos. transforma-se em compostos inertes nos frutos maduros (Alvarenga. a cultura ocupou. uma área em torno de 4. o tomate já estava integrado à cultura asteca. 2007). 2003. que vai desde o Equador. Acredita-se que os navegadores espanhóis tenham levado sementes para a Europa. Os espanhóis e portugueses difundiram o tomate pelo mundo através de suas colônias ultramarinas. do século XVI até início do século XVII. sendo 2 . No tomateiro. Os maiores produtores são a China. Entretanto. 2003). O centro de origem do tomateiro é a região andina. extremamente venenosa.2 milhões de toneladas (Mapa. teve uma área plantada de 55 mil hectares.. a mandrágora. até o norte do Chile. mundialmente. 2004). a sua domesticação foi feita por tribos primitivas que habitavam o México. A primeira referência histórica da aceitação do tomate na alimentação humana foi feita em 1554. onde passou a ser cultivado e melhorado. No ano de 2005. destacando-se em termos de produtividade. através de um edito real. a corte espanhola.2. O Brasil é o maior produtor da América Latina e o 9º produtor mundial de tomate. Por volta de 1531. Turquia e Egito. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. os europeus associaram o fruto do tomate com outra planta da mesma família.

o surgimento do tomate Santa Cruz nos anos 40. mas cultivada como anual. alcançando um 3 . sal e condimentos. assinala um marco na trajetória dessa espécie no Brasil. O sistema radicular. O tomateiro pertence a classe Dicotiledoneae. família Solanaceae. foi descrito por Linnaeus como Solanum lycopersicon. a introdução do tomate deve-se a imigrantes europeus. entretanto. e também ao clima subtropical ou temperado. é necessário que haja um gradiente de temperatura. saladas e com azeite. Com o início da maturação. porém chega a ocupar um diâmetro de até 1. atingindo. com hábito de crescimento determinado (indústria) ou indeterminado (mesa). baixo teor de matéria seca e é muito rico em cálcio e vitamina C. o licopeno é uma das substâncias fotoquímicas que apresenta propriedades anticancerígenas (Filgueira. conforme a cultivar. Embora todos os três pigmentos sejam poderosos destruidores de radicais livres. ocorrem a degradação da clorofila e a síntese de pigmentos amarelos. 2003). principalmente xantofilas e β caroteno.. O tomate é uma planta perene. de porte arbustivo.usado amplamente em pizzas. compostas. 2003). essa cultivar difundiu-se por todo o país. Inicialmente. no final do século XIX (Alvarenga. com temperaturas diurnas amenas e noturnas menores. Os frutos são bagas carnosas e suculentas. herbácea. posteriormente.5 m. com diferença de 6°C a 8°C. O tomate cultivado comercialmente é da espécie Lycopersicon esculentum. com um grande folíolo terminal (Sediyama et al. 2003). ordem Tubiflorae. A coloração verde dos frutos imaturos é devida à presença de clorofila. O fruto fresco apresenta baixo poder calórico. As folhas são alternadas. Em 1754. Adapta-se melhor ao cultivo em clima tropical de altitude. como o das regiões serranas ou de planalto. espanhóis e portugueses. tamanho e peso variados.. seco e com luminosidade elevada. A temperatura ideal está na faixa de 15°C a 25°C. quando a cultura é transplantada. principalmente italianos. Miller estabeleceu o gênero Lycopersicon. a cor avermelhada em razão do acúmulo de licopeno. Mill (Giordano et al. No decorrer de três décadas. gênero Lycopersicon. com aspecto. Os açúcares (sacarose e frutose) constituem cerca de 65% dos sólidos solúveis totais e se acumulam na fase final da maturação. 2004). Entre as cultivares. se torna extremamente ramificado e se concentra a menos de 20 cm de profundidade. No Brasil.

2003). 2. A aceitação pelo produtor foi imediata e já nos anos seguintes. Entretanto. De maneira geral.. aplicar a água próximo às plantas e ser realizada com alta freqüência.extraordinário desempenho. Em 1986. pode ser definida como a aplicação de água no solo em uma região restrita do volume radicular da cultura. no período de inverno. observa-se maior produtividade das cultivares de tomate quando conduzidas sob cultivo protegido (Caliman et al. Nas demais regiões.2 Casa de vegetação No cenário atual de crescente demanda por hortaliças. o cultivo protegido é uma ótima alternativa para usar a terra e outros recursos de forma mais eficiente (Mahajan e Singh. o tomate é cultivado em casa de vegetação quando predominam baixas temperaturas. praticamente 95% da área ocupada com tomateiro no Brasil era com tomate Santa Clara (Alvarenga. utilizar pequenas vazões com baixas pressões. O cultivo em casa de vegetação melhora a qualidade e produtividade do tomate por evitar as baixas temperaturas do inverno e manter a produção livre de pestes e doenças. 2006). Mahajan e Singh. resultado do cruzamento entre a cultivar Ângela e o hibrido F1 Duke. 2005. 4 . As características de produção dessa cultivar superaram todos os índices conhecidos para tomateiro. havia relatos de que o tomate Santa Cruz era suscetível a todas as doenças e pragas. proporcionando aumento da produtividade (Carrijo e Makishima. e no verão para proteção das chuvas. Em relação aos outros métodos. 2004). as vantagens da irrigação localizada são: melhor uso da água. Com o cultivo protegido consegue-se prolongar o período da colheita do tomateiro. 2. segundo Bernardo et al. (2005). É caracterizada por não molhar a totalidade do solo.3 Irrigação localizada Irrigação localizada. o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) lançou a variedade Santa Clara. redução do perigo da salinidade nas plantas. até então. 2006). buscam-se regularizar as ofertas nas épocas de safra e entressafra. Dessa forma. Na região sul e sudeste do Brasil. o cultivo protegido visa à proteção contras as chuvas.

Prieto et al. de modo que se obtenham efeitos significativos na produção. além do alto custo inicial do sistema (Mantovani et al. a irrigação localizada vem se expandido. A irrigação por gotejamento em tomateiro.. limitação de no e crescimento economia de de plantas daninhas. Estima-se que nos próximos dez anos não só as novas áreas irrigadas utilizarão. e principalmente. A irrigação localizada não deve ser considerada somente como uma técnica para suprir de água as culturas. bem como na época da colheita e na qualidade do produto (Bernardo et al. cucurbitáceas. podendo ocorrer entupimento dos emissores. o pimentão.. morango. 1999. o método de irrigação localizada. A irrigação localizada se adapta muito bem a culturas de grande retorno econômico. o gotejamento possibilita aumento de 30 a 50% na eficiência do uso da água pelas plantas (Prieto et al. 5 .. 2002). por área e água consumida. adubação.. A água deve ser aplicada em quantidade adequada e no momento certo (Harmanto et al. crescimento restrito das raízes da planta. de acordo estudos realizado por Christofidis (2001. entre elas. como também haverá uma conversão de 40% das áreas atuais sob irrigação por superfície e 30% das áreas irrigadas sob aspersão para a irrigação localizada. contrapartida. mas como parte integrante de um conjunto de técnicas agrícolas nos cultivos de determinadas plantas. quando associada à prática da fertirrigação. doenças e variedades selecionadas. predominantemente. 2007). a cultura do tomate (Locascio. 1999). pode proporcionar um incremento de produtividade e uma economia de água de até 30% em comparação aos demais sistemas de irrigação (Colla et al. salinidade.. 2005). 2005).. sob condições controladas de umidade do solo.facilidade para aplicação de fertilizantes e outros produtos químicos pela água de irrigação. 1999). o método requer constante manutenção. berinjela. Em relação a aspersão. O sistema de irrigação é um dos mais importantes componentes que interferem na produtividade e qualidade dos produtos agrícolas em cultivo protegido. Porém. especialmente quando cultivadas em ambiente protegido. menor em requerimento energia mão-de-obra. No Brasil. 2005).

Os conidiófaros tem 12-20 x 120-296 m.4 Pinta-preta (Alternaria solani) A pinta preta caracteriza-se por ser uma das mais importantes doenças da cultura do tomateiro nas condições brasileiras de cultivo (Lopes et al.. em restos de cultura. 1998. pimentão. 2005). com ou sem apêndice (Kurozawa e Pavan. Malash et al. 2004). 2000. sub-hialinos a escuros. são simples. ocasionando elevados prejuízos financeiros (Kurozawa e Pavan. 2000). por ter a água aplicada diretamente ao solo. esta levou a uma melhora significativa em todas as características de qualidade dos frutos de tomate (Mahajan e Singh. berinjela. 2003. Vale et al. ou em outras culturas como batata. Jones & Grout. ordem Hyphalis (Agrios. tais como a época em que a doença se estabelece na cultura.. trabalhadores e implementos agrícolas. com conídios terminais. sem molhar a folhagem e os frutos. 2005).R. O agente causal da pinta preta é o fungo Alternaria solani (Ellis & Martin) L. Blume e Jara. com septos transversais e longitudinais. Possui micélio septado e ramificado. mas também por insetos. Apresenta alto potencial destrutivo. e pode reduzir o uso de fungicidas em até 60% (Marouelli e Silva. pela redução do vigor da planta e por danos causados aos frutos.Em estudos comparativos da irrigação por gotejamento com outros sistemas. através da infecção dos frutos e indiretamente. classe Hyphomycetes. sementes. cultivar utilizada. 2. em decorrência da desfolha. e maior crescimento e maior produtividade (Yohannes e Tadesse. devido à exposição aos raios solares. Os conídios são disseminados principalmente pelo vento. 2006). taxa de progresso da doença. O gotejamento. septados. Estes são multicelulares.. pecíolos e frutos do tomateiro. Provoca perdas diretas. clavados. As perdas provocadas variam em função de inúmeros fatores. em plantas 6 . ou ainda. 2005). 2005). hastes. com uma das extremidades pontiagudas. 2002). longos.. assim como as condições ambientais prevalecentes (Lopes et al. contribui com a diminuição da incidência de doenças da parte aérea e do apodrecimento de frutos. incidindo sobre folhas. ocorrendo praticamente em todas as regiões onde se cultiva tomate. Podem permanecer viáveis por longo tempo no solo. Pertence ao grupo dos fungos imperfeitos (Deuteromicota).

daninhas (Sherf e Macnab. sendo a temperatura ideal por volta de 27°C (Rotem. a germinação dos conídios ocorre em menos de duas horas a temperaturas entre 8 e 32°C. mas também pode ser introduzido via sementes e mudas infectadas. 2000). halos cloróticos se desenvolvem em torno das manchas. A medida que essas manchas aumentam de tamanho. firmes. com diâmetro de 0. os primeiros sintomas consistem de manchas pequenas.3 a 1. As manchas são usualmente de coloração marrom a preta. A maior ocorrência da doença está associada a uma faixa de temperatura entre 25 e 32°C.3 cm e de coloração marrom a preta. A presença de água livre na superfície da folha é fundamental para a germinação. às vezes.. semelhantes aos que ocorrem nas folhas. com até 2 cm de diâmetro. No campo. levando à epidemias. o sintoma é caracterizado por lesões grandes. com presença de água livre nas folhas (Vale et al. As lesões podem aparecer dois ou três dias após a inoculação e a expansão das mesmas é favorecida por temperaturas em torno de 24 a 28°C. Sob condições favoráveis ao progresso da doença. deprimidas e geralmente apresentam anéis concêntricos distintos (Kurozawa e Pavan. A doença afeta toda a parte aérea da planta. Os sintomas aparecem primeiramente nas folhas mais velhas e progridem para as folhas situadas na parte de cima da planta. As manchas podem ocorrer isoladamente ou em grupo nas folhas e. O fungo sempre pode ser encontrado em campos onde se cultiva o tomateiro. 2005).. Nas folhas. 1986. infecção e esporulação do fungo. a partir das folhas mais velhas e próximas ao solo. A pinta-preta causa graves epidemias em tomateiro cultivado nas regiões quentes e úmidas. 2003). Também é comum o aparecimento de cancro no colo e nas hastes. na presença de água livre na superfície da planta ou de umidade relativa maior que 90%. 7 . Nesse caso. 1994). Lopes et al. como manchas necróticas que se originam na região de ligação entre o cálice e o fruto. vários ciclos secundários do patógeno podem ocorrer durante o ciclo da cultura (Chaerani e Voorrips. com anéis concêntricos. circulares e elípticas. anéis concêntricos podem ser formados em razão do crescimento irregular do fungo no tecido da planta. Os sintomas típicos nos frutos ocorrem no ponto de inserção do pedúnculo. 2006).

adubação equilibrada.5 Quimigação As pesquisas mais recentes e os avanços obtidos nos sistemas de irrigação e nos equipamentos de injeção permitiram uma expansão do número de produtos aplicáveis pela água de irrigação. incluindo vários produtos químicos. 1999). a uniformidade de aplicação do agroquímico se confunde com a da aplicação da água e. 2007). Desse modo. A injeção é feita na tubulação principal ou lateral e o ponto de aplicação será o aspersor ou emissor. a aplicação de produtos químicos via quimigação tem surtido resultados efetivos e consistentes. A aplicação de produtos químicos na lavoura por intermédio da água de irrigação é denominada quimigação (Vieira. (Papadopoulos. devido ao movimento turbulento da água que ajuda a manter o material químico uniformemente distribuído nas tubulações. O controle deve ser feito adotando um conjunto de medidas preventivas. até pulverizações preventivas com fungicidas sistêmicos. 2. nematigação. para descrever os vários tipos de quimigação (Papadopoulos. mas também fertilizantes. tratamento de sementes. (Embrapa Hortaliças. Uma vez que a solução estará misturada a água de irrigação. Silva e Costa (1991) avaliaram a aplicação de herbicidas em pré-emergência na cultura do milho. 1994).Atualmente. inseticidas. gerou novos termos. A expansão do uso da quimigação. rotação de culturas. é necessário que essa uniformidade seja elevada para que se obtenha uma boa uniformidade do produto (Brito. não existe cultivares comerciais resistentes (Chaerani e Voorrips. 2007) Em geral. eliminação dos restos culturais. na moderna agricultura irrigada. herbicidas. portanto. etc. Diversos trabalhos relatam o uso da quimigação na proteção de plantas. 2006). Em herbigação. herbigação. insetigação. Os sistemas pressurizados vêm sendo cada vez mais utilizados nesse processo. fungigação. 8 . 1999). nematicidas (nematigação) e fungicidas (fungigação). Essa característica contribui na obtenção de boa uniformidade de aplicação. que vão desde o cuidado na escolha do local de plantio. os sistemas de irrigação estão sendo utilizados não somente para aplicar água as culturas. como fertigação (ou fertirrigação). por irrigação por aspersão. na aplicação de herbicidas (herbigação). etc. inseticidas (insetigação). fungicidas.

Em insetigação. Fontes et al. Hickel et al. A fungigação vem sendo utilizada nos Estados Unidos há aproximadamente 30 anos (Johnson et al. (2001) estudaram o controle da pérola da terra (Eurhizococcus brasiliensis). 1994). porém. em plantio direto e convencional na cultura do feijão. Eberlein et al. o controle de doenças fúngicas freqüentemente é feito utilizando esta prática. mesmo resultado encontrado por Ruas et al. Nos EUA. a cultura mais estudada com a prática da fungigação é o amendoim. e concluíram que metidation é eficiente nesta técnica. praga da videira. Os fungicidas na aplicados mesma via dose fungigação devem para ser a usados. triflumuron e diflubenzuron. eficiência e segurança (Pinto. Em países de agricultura irrigada altamente tecnificada.Os autores concluíram que os herbicidas tiveram uma eficiência considerada normal. na maioria dos casos. Viana e Costa (1998) avaliaram a eficiência de diversos inseticidas aplicados via irrigação por aspersão no controle da lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) na cultura do milho e puderam concluir a eficiência do clorpirifós. e que sua aplicação via irrigação por aspersão na cultura do milho é viável. seguido por lambdacialotrina. (2000) observaram excelente controle da mostarda indiana (Brassica juncea) e painço (Setaria italica) com herbigação via pivô central dos herbicidas metolachlor e metribuzin. 2. aplicação preferencialmente. 1999). Ainda. 1986). (2005) com a aplicação de fomesafen via irrigação por aspersão no controle de leiteiro (Euphorbia heterophylla). (1992) afirmam que o metolachlor aplicado via herbigação apresentou eficácia no controle de plantas daninhas semelhantes à obtida com a sua aplicação por pulverização. carbaril. Sumner e Littrel (1989) realizaram aplicações dos fungicidas 9 . Barnes et al. 2007). No Brasil.6 Fungigação Fungigação é a aplicação de fungicidas via água de irrigação (Papadopoulos. com inseticidas aplicados por insetigação. que tem demonstrado. tem sido adotada sem um adequado embasamento científico. (2006) afirmam que a aplicação dos herbicidas metolachlor e fomesafen por pivô central.. foi mais eficiente que a aplicação convencional. diazinon. recomendada convencional (Brito. fenvalerale.

chlorothalonil e diniconazole em amendoim. grande parte das pesquisas é direcionada à cultura do feijão. sclerotium) em feijão e puderam concluir que a fungigação foi eficiente. (1993) realizaram aplicações do fungicida cyproconazole via pivô central. Vieira et al. para o controle da mancha angular (Phaseoisariopsis griseola). isolados e em mistura. Oliveira et al.) e mancha angular (P. para o controle da mancha tardia (C. Os resultados mostram que a fungigação foi eficiente. benomyl e procimidone foram eficientes no controle do mofo branco (S. (2004) realizaram aplicação do fungicida epoxiconazol via pivô central. Culbreath et al. Sartorato e Rava (1998) realizaram aplicação de vários fungicidas e misturas via pivô central. para o controle do mofo branco (S.) e da murcha do amendoim (Verticillium dahlie) e puderam verificar o controle da doença. sclerotium). e os resultados mostram que a fungigação foi eficiente. via irrigação por aspersão. as pesquisas feitas mostram que esse método é eficiente no controle de doenças. (1995) realizaram aplicações de diversos fungicidas. Pinto e Costa (1999) realizaram fungigação por aspersão com vários fungicidas. griseola). e observaram que foi eficiente no controle da mancha de alternaria (Alternaria spp. mancozeb e benomyl. (2001. 10 . Cunha et al. Ainda segundo os autores. Krikun e Franz (1982) trabalharam com a aplicação de methan-sodium via aspersão no controle da podridão das vagens (Phytium spp. 2003) verificaram que os fungicidas fluazinam. Brenneman e Sumner (1989) obtiveram sucesso no controle da mancha tardia (Cercosporidium personatum) com o fungicida tebuconazole aplicado por fungigação via pivô central. e da mancha tardia (Cercosporidium personatum). para o controle da ferrugem do feijoeiro comum (Uromyces appendiculatus) e verificaram a eficiência dos fungicidas bitertanol. procymidone e fluazinam via água de irrigação são os mais comuns na irrigação por aspersão no controle do mofo branco do feijão (Sclerotinia sclerotium). personatum) e concluíram que a fungigação foi eficiente. no controle dos fungos de solo (Sclerotium rolfsii e Rhizoctonia solani). solani) e verificaram eficiência no ano em que a doença não foi muito severa. Vieira e Sumner (1999) relatam que a aplicação dos fungicidas vinclozolin. e Rhizoctonia spp. Brenneman e Sumner (1990) realizaram aplicações do fungicida chlorothalonil via pivô central para controle de (R. No Brasil.

O fungicida benomyl.. Escassos são os trabalhos que relatam a fungigação em sistema de irrigação localizada. (1985a) utilizando mancozeb em fungigação. Browne e Viveros (2005) afirmam que a quimigação com fosfonato inibiu a expansão do cancro (Phytophthora spp. e Colletotrichum graminicola (Pinto e Costa. Katz et al. (2006) estudou o controle do mofo cinzento 11 . sclerotium) em tomateiro pela aplicação de iprodione via pivô central (Minami e Moraes. 1985b). visando o controle de fungos que infectam ou infestam as sementes de sorgo. constataram a redução da ocorrência da pinta-preta (A. em irrigação por aspersão convencional (Potter. A podridão de frutos de tomate causada por C. foi eficiente no controle de Cladosporium sp. pela aplicação de chlorothalonil e fenamiphos (Sumner et al. Em tomateiro.. os fertilizantes. solani) e o incremento da produtividade da cultura. 1992). solani) e antracnose (Colletotrichum phomoides) foram obtidos com os fungicidas chlorothalonil. 1981). a prática da quimigação se restringe aos produtos químicos aplicados no solo. controle de mofo branco (S.7 Fungigação em sistemas de irrigação localizada Nos sistemas de irrigação localizada.) em árvores de amêndoa. como o controle da goma do caule do pepino (Mycosphaerella melonis) e do míldio (Pseudoperonospora cubensis). 1992).. a fungigação por aspersão convencional mostrou que o fungicida hidróxido de trifenil estanho foi mais eficiente no controle da brusone e na redução da porcentagem de Pyricularia orryzae nas sementes. 1986). 1980). phomoides. Phoma sp. Na cultura do arroz. 2. resultados eficientes no controle da septoriose (Septoria lycopersici). Potter e Crawford (1985) e Reese et al. foi reduzida significantemente pela aplicação de vários fungicidas via pivô central (Reese et al. com conseqüente aumento da produção (Pinto et al. os pesticidas sistêmicos e para controle de patógenos e pragas de solo. Também há relatos do uso da quimigação em hortaliças. mancozebe e captafol aplicados na água. e verificou que todos os tratamentos promoveram ótimo controle. pinta-preta (A. Em batata. quando aplicado via água de irrigação por aspersão convencional. Neshev (1997) avaliou a aplicação de fungicidas através da irrigação por aspersão no controle da requeima (Phytophthora capsici) em plantas de pimentão. entre eles.

(2002) conduziram experimentos comparando aplicação de metam sodium em irrigação por gotejamento e aspersão no controle de mofo-branco (S. rolfsii) na cultura da batata.(Botrytis cinerea) na planta ornamental lisianthus (Eustoma grandiflorum) pela fungigação por gotejamento dos fungicidas thiofanato metílico. thiofanato metílico+chlorothalonil e iprodione. Os autores puderam concluir que a técnica da quimigação teve efeito semelhante a pulverização convencional. Macleod et al. Os autores observaram que a quimigação por gotejamento foi mais eficiente que por aspersão. 12 . Browne et al. (1999) investigaram o efeito da quimigação por gotejamento do fungicida tebuconazole no controle da podridão branca da cebola (Sclerotium cepivorum) e puderam observar que a fungigação teve efeito na redução da infecção pela doença e no aumento da produtividade da cultura.

Este foi coletado. Esta técnica consistiu em manter o solo coberto com um filme plástico transparente durante um período de alta radiação solar. O volume do vaso foi completado com uma mistura de solo e areia nas proporções de 30 e 70%. com tratamento anti-UV. respectivamente.3. A precipitação pluviométrica é da ordem de 1500 mm anuais. Para enchimento dos vasos. em uma camada de 10 cm. clima temperado úmido com verões quentes e chuvosos e invernos secos. no período de dez de março a oito de abril de 2007. utilizou-se um solo identificado como Nitossolo Vermelho distroférrico. 1997). do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá. Foram utilizados vasos com capacidade de 25 L. MATERIAL E MÉTODOS O presente trabalho foi desenvolvido no período de 23/04/2007 a 31/10/2007. o clima da região é Cfa. sendo 10. com cobertura em arco. 7. com 20 m de comprimento. As fachadas laterais e frontais foram envolvidas com tela antiafídeo e possuíam um rodapé de alvenaria com 0. o que promoveu a elevação da temperatura e a inativação térmica de diversos patógenos. As coordenadas geográficas do local são 23°25’ latitude sul. Estado do Paraná.0 m.6°C das máximas. município de Maringá.6°C. peneirado e desinfestado através de solarização (Ghini. nas dependências do Centro Técnico de Irrigação (CTI). ou seja. e os meses de julho e agosto os menores índices. o solo foi distribuído de forma homogênea sobre uma lona plástica. O teto foi coberto com filme plástico de polietileno de baixa densidade de 150 micra de espessura. 13 . Conforme classificação climática de Köppen. 51°57’ longitude oeste e 542 metros de altitude. colocou-se uma pequena camada de brita para facilitar a drenagem.5 m de largura e pé-direito de 2.25 m de altura.3°C a média das mínimas e 33. umedecido e mantido coberto com um plástico transparente durante quatro semanas. Assim. A temperatura média anual é 22. sendo que os arcos na parte mais alta atingiam altura de 4.5 m. sendo que os meses de dezembro e janeiro registram os maiores índices. O experimento foi conduzido em casa de vegetação. No fundo destes. construída no sentido Norte-Sul.

A cultura plantada foi tomate (L.Os vasos foram colocados diretamente sobre o chão. mas rente ao chão. soltava-se o fitilho. por vaso. A semeadura ocorreu no dia 23/04/07. 30 dias após a semeadura. esculentum). as mudas foram transplantadas definitivamente para os vasos quando apresentavam dois pares de folhas verdadeiras. pela manhã e no final da tarde.0 m entre si. A medida que a planta crescia. Foi incorporado. As bandejas foram mantidas em uma bancada instalada na própria estufa onde ocorreu o plantio definitivo. Um fitilho plástico foi amarrado para cada planta no arame superior e inferior. Os vasos na linha foram espaçados 0. As mudas foram obtidas semeando 2 a 3 sementes por célula em bandejas de isopor com 128 células preenchidas com substrato comercial para mudas Plantmax®. Aos 15 dias após o transplantio. sobre as fileiras de tomate. Cada linha possuía 20 vasos. a fim de garantir o pegamento das mudas em todos os vasos. 14 . Durante este período..5%.40 m. O sistema de tutoramento utilizado foi fitilho com arame. Um fio de arame foi instalado na horizontal. realizou-se a poda do broto apical. 2004. 2003). Foi conduzida apenas a haste principal da planta. Realizou-se uma adubação de cobertura com uréia (45% de N) aos 45 dias após o transplantio. envolvia-se a planta e amarrava-se o fitilho novamente. A adubação de plantio seguiu a recomendação de Carvalho et al. foram colocadas duas mudas por vasos. O solo foi enviado à análise química no Laboratório de Solos da UEM. formando seis linhas. variedade Santa Clara. e a planta foi envolvida nele. na concentração de 7. a uma altura de 2. e fixado em mourões instalados nas cabeceiras das filas de plantio. totalizando 120 vasos (Figura 1). Outro fio de arame foi colocado da mesma forma. Os resultados da análise estão no Quadro 1. foram feitas irrigações duas vezes ao dia. deixando apenas uma muda por vaso. Quando a planta emitiu o 7º cacho de flores. foi realizado o desbaste das plantas. espaçadas 1. Esta não apresenta resistência a pinta-preta (Paula e Oliveira.8 g do adubo NPK 20-5-20 e 25 g de fosfato reativo (29% de P2O5). No dia 22/05/2007. 0. eliminando todas as brotações laterais assim que nasciam.0 m do chão. Inicialmente.

8 H2O 6.50 P Fe Zn Cu Mn S-SO42-3 ----------------------------.4 Al3+ H++Al3+ Ca2+ Mg2+ K+ SB CTC -3 -------------------------------.3 84.Figura 1. Quadro 1.78 15 .15 3.0 3. Resultados da análise química do solo Ph CaCl2 5.25 V C % g dm-3 62.88 0.cmolc dm ---------------------------------0.08 14. Croqui da área experimental.33 8.mg dm ----------------------------4.94 0.51 5.71 6.12 17.17 3.30 108.

L. 2003). L. utilizaram-se armadilhas adesivas. A evaporação do tanque (Eca) era determinada pela diferença do nível da água do tanque.. X – vazão média dos emissores.coeficiente de uniformidade. 01/08. A pressão necessária para o sistema. As medidas foram feitas com auxílio de um micrômetro de gancho. Foi utilizado o sistema de irrigação localizada por gotejamento. O espaçamento entre gotejadores na linha foi 0. com emissor inserido na linha. O manejo da irrigação foi realizado através de um mini-tanque de evaporação (Farias et al. O coeficiente de uniformidade foi calculado pela seguinte equação: n   ∑ Xi − X CUC = 1001 − i =1  nX         (1) Em que. não compensantes. %. construído em chapa de ferro galvanizado. considerado excelente para sistemas de irrigação localizada.6%. Para identificação das pragas.02 mm. foi fornecida apenas por diferença de nível entre o reservatório e a casa de vegetação. e foi usado um gotejador por vaso. CUC . foi medida a vazão de todos os emissores de todas as linhas.15 m do chão. Xi – vazão observada no i-ésimo emissor. que era abastecido por um poço artesiano. O tanque possuía 0. n – número de emissores. Foi instalado no centro da estufa. a qual é considerada muito pequena.6 m de diâmetro e 0. O coeficiente de uniformidade encontrado foi de 96. em milímetros. a uma altura de 0. sobre um estrado de madeira. instalado 16 ..O controle de pragas foi feito com óleo de Nim (azadiractina) na concentração de 0.25 m de altura. o que ocorreu nos dias 02/07. Fernandes et al. A água utilizada para a irrigação foi derivada de um reservatório. 1994. Foram realizadas aplicações quando a quantidade de pragas atingia o nível de controle. Para determinar a uniformidade de aplicação.3% v/v.40 m. 15/08 e 23/09. Utilizaram-se tubos gotejadores. diâmetro de 16 mm e vazão de 2 L h-1. com precisão de 0. As principais pragas que ocorreram foram mosca branca (Bemisia argentifolii) e vaquinha (Diabrotica speciosa).

Em cada irrigação era reposta a lâmina evapotranspirada no período anterior. solani foi obtido no laboratório de Biotecnologia Agrícola da Universidade Estadual de Maringá. A inoculação da doença ocorreu 50 dias após o transplantio.5. a freqüência de irrigação foi fixada em duas vezes por semana. crescimento: Kc=0. quartas e sextas-feiras. 1986). a suspensão foi ajustada para uma concentração de 104 esporos mL-1. O micélio foi raspado com uma alça de Drigalsky e a suspensão resultante filtrada em gaze. em que Kp é o coeficiente do tanque. Com auxílio de uma câmara de Neubauer. foi preparada uma suspensão de esporos. em que Kc é o coeficiente de cultivo.0. Todos os fungicidas utilizados são sistêmicos e registrados para a cultura do tomate (Agrofit.8. O isolado de A. 2000).sobre um poço tranqüilizador no centro do tanque. e o ambiente foi mantido em condições de alta umidade durante 24 horas. as segundas. 17 . Neste experimento. A suspensão de esporos foi pulverizada sobre as plantas de tomate. Esta foi obtida adicionando 10 mL de água destilada na placa de Petri. posteriormente. Inicialmente. Era permitida uma variação máxima de 25 mm no nível da água. Colheita: Kc=0. 2007). Quando a colônia estava com 15 dias de idade. Florescimento: Kc=1. Os tratamentos foram aplicação de fungicidas via irrigação por gotejamento e por pulverização convencional. os Kc utilizados foram: inicial: Kc=0. As doses utilizadas e o intervalo entre aplicações seguiram a recomendação dos respectivos fabricantes. e foi repetida 20 dias após a primeira inoculação.8 (Doorenbos e Kassam. dose e intervalo de aplicação dos fungicidas utilizados estão no Quadro 2. em três vezes por semana. O fungo foi repicado para placa de Petri com meio de cultura BDA (Batata-Dextrose-Ágar) e mantido em câmara incubadora BOD a temperatura de 25°C e escuro. Para determinar a evapotranspiração de referência (Et0). Os princípios ativos. A evapotranspiração da cultura (Etc) foi determinada pela equação: Etc = Et 0 × Kc . as segundas e sextas-feiras e. o valor de Kp foi considerado igual a 1 (Prados. utilizou-se a equação: Et 0 = Eca × Kp . nome comercial. Para as diferentes fases de desenvolvimento da cultura. A lâmina aplicada era determinada em conformidade com o tempo de irrigação.

para garantir iguais condições em todos os tratamentos. realizada em quatro avaliações semanais que iniciaram 90 dias após o transplantio. obteve-se a produtividade (g planta-2). totalizando 15 aplicações. Princípio ativo. foi determinada a severidade da doença. A vazão de água utilizada quando se fez a aplicação com as garrafas PET foi igual a utilizada na irrigação por gotejamento. pela manhã. utilizando uma balança analítica. O volume de água utilizado por planta na pulverização serviu de base para a quantidade de produto a ser injetado na água de irrigação. Foram colhidos os frutos que estavam no estádio de maturação vermelho-claro (Alvarenga. Nestas avaliações. foi realizada também a pulverização convencional dos fungicidas. O diâmetro equatorial era medido com um paquímetro com precisão de 0. 2004). a severidade foi expressa em área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). calculada pela equação: (Yi +1 + Yi ) × (Ti +1 − Ti ) 2 AACPD = ∑i =1 n (2) 18 . obtido pela média de duas medidas opostas. era quantificada a doença no terço inferior da planta.1 g. Para comparação. Utilizou-se um pulverizador manual para aplicação dos produtos. Para quantificação da doença.Quadro 2. os frutos eram levados para avaliação. Deste modo. Com isso.05 mm. dose para 100 L de água e intervalo entre aplicações dos fungicidas utilizados Princípio ativo Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Nome comercial Amystar Score Cabrio Top Folicur Dose (100 L de água) 8g 50 mL 200 g 100 mL Intervalo de aplicação 7 dias 7 dias 7 dias 14 dias Para aplicação da fungigação. Os frutos eram pesados. o número de frutos por planta. Depois de colhidos. utilizou-se uma garrafa PET 2 L na qual foi adaptada um equipo para soro que permitia a regulagem da vazão. Os tratamentos iniciaram em 13/07/2007 e duraram até 19/10/2007. a massa de frutos (g) e o diâmetro médio dos frutos (mm). com precisão de 0. nome comercial. a fim de manter a mesma dose em ambos os tratamentos. A colheita foi iniciada em 29/08 e continuou até 31/10 sendo realizadas sempre no mesmo horário.

2-traços de sintomas até 4% de severidade. 19 . Cada parcela foi constituída por um vaso com uma planta de tomate. A análise de variância para esquema fatorial com tratamento adicional foi realizada segundo procedimento descrito por Yassin et al. AACPD – área abaixo da curva de progresso da doença. sendo quatro fungicidas. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado.Em que. Yi = nota para severidade na i-ésima observação. Foram utilizadas oito repetições. Os dados foram analisados nos programas estatísticos SAS e Sisvar. a testemunha foi comparada aos demais tratamentos pelo teste de Dunnett e dentro dos tratamentos fatoriais pelo teste de Scott-Knott. em esquema fatorial 4x2+1. Ti = tempo (em dias) no momento da i-ésima observação n = número total de observações As notas para severidade da doença foram atribuídas por observação visual conforme escala diagramática desenvolvida por Boff (1991): 1-ausência de sintomas. 4. 6-acima de 32% de severidade. 3-mais de 4% até 8% de severidade. Quando significativo (p<0.mais de 16% até 32% de severidade.mais de 8% até 16% de severidade. (2002).05). dois métodos de aplicação e uma testemunha sem tratamentos. 5.

uma no tratamento com difeconazole fungigado. tanto fungigado quanto pulverizado. apresentaram valores de AACPD variando de 60.05) demonstraram ser melhores que a testemunha. a outra no tratamento com tebuconazole pulverizado. A análise de variância completa pode ser encontrada no Quadro 2A. a análise de variância foi realizada com 70 observações ao invés de 72 como seria originalmente.81. prosseguiu-se com a análise de variância. Duas parcelas foram perdidas devido à morte da planta que a constituía.50 96. os tratamentos fatoriais foram superiores a testemunha. metiran+piraclostrobin e tebuconazole aplicados por fungigação e pulverização Fungicida Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Média Testemunha Fungigação 60.81 Pulverização 63. difeconazole. Por isso.81 74.05).45 Média 61.13* 72. Quadro 3.41 a 78.51* 71. não foram violados os pressupostos básicos de homogeneidade da variância e normalidade dos erros.05). Letras iguais. assim como os efeitos isolados para métodos de aplicação não se mostraram significativos.44* b 75.26* 72. e pelo teste de Dunnett (p<0. na coluna. Valores de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) das plantas tratadas com os fungicidas azoxystrobina.80* 78. Assim.4.41* a 71.33* b 74. Os tratamentos com fungicidas. ou seja. em média. 20 . O desdobramento da interação. proporcionando.60 70.84 71. não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott (p<0.98 *significativamente diferente da testemunha pelo teste de Dunnett (p<0. como pode ser observado no Quadro 1A. Assim.1 Severidade da doença A severidade da doença pinta-preta foi expressa em área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). O contraste fatorial x testemunha foi significativo (p<0. 27% de redução da doença (Quadro 3).93* b 70.06 76.51.05). a aplicação por fungigação ou pulverização teve eficiência semelhante. para qualquer um dos fungicidas. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para todas as variáveis. que teve valor de AACPD de 96.

que verificaram redução do mofo cinzento (Botrytis cinerea) em plantas de lisianthus pela aplicação de thiofanato metílico.A aplicação de fungicidas sistêmicos. possibilita que mesmo quando aplicados no solo junto às raízes. 74. comparado aos outros fungicidas. como pode ser confirmado por Brammal (1992). ou seja. acompanhada de redução da severidade da doença. com valor de 60. possam atuar na parte aérea de maneira bastante eficaz. cuja principal característica é a capacidade de translocação pela planta. Os resultados obtidos em relação ao controle da doença pelos fungicidas testados eram esperados quando estes foram aplicados por pulverização. Em tomateiro. que apresentaram valores de 71. o fungicida azoxystrobina apresentou menor AACPD. O fungicida azoxystrobina é o mais indicado para aplicação por fungigação. a comparação entre os métodos de aplicação demonstrou que eles têm eficiência semelhante. tebuconazole e metiran+piraclostrobin. Estes resultados corroboram com os encontrados por Katz et al. geralmente. mas para aplicação por pulverização. (1996). que obteve o mesmo resultado.93 e 75. todos os fungicidas promoveram o mesmo nível de controle quando aplicados via pulverização. Louws et al. Para a variável produtividade por planta. 4. respectivamente. O mesmo desdobramento.05).33 para difeconazole. as pesquisas de Potter (1980) e Reese et al. não foi significativo. thiofanato metílico+chlorothalonil e iprodione por fungigação por gotejamento e pulverização convencional. O desdobramento da interação para os fungicidas foi significativo quando aplicados via fungigação. (1996) verificaram que ocorreu redução da severidade da pinta-preta e de outras doenças foliares em tomate devido à aplicação de fungicidas. (2006). o contraste fatorial x testemunha foi 21 . No mesmo trabalho.44. que verificou redução da pinta-preta em tomateiro e Keinath et al.2 Produtividade A análise de variância completa encontra-se no Quadro 3A. Ainda. (1985b) obtiveram resultados eficientes no controle de doenças através da aplicação de fungicidas por fungigação. Pelo teste de Scott-Knott (p<0.41. devido ao fato dos produtos serem registrados e usados na dose recomendada para a cultura do tomate. A aplicação de fungicidas é.

azoxystrobina. O desdobramento da interação não foi significativo.9 g/planta. 48% mais produtivos que a testemunha (Quadro 4).0 g/planta. entre outros.significativo (p<0. Mesmos resultados foram obtidos por Maheshwari et al.4 1990.05). contra 1275.1 g/planta até 2100.3* 1829. Abdul Sattar e Kassem (1991). Os tratamentos fatoriais foram.0* 1828.7% o que resultou em aumento da produtividade. Os autores observaram um controle da doença de até 64.8 1275. em média.5* 1875.9 *significativamente diferente da testemunha pelo teste de Dunnett (p<0. e na pulverização. Nas plantas tratadas com fungicidas. Os tratamentos com fungicidas.7 Pulverização 1854. Töfoli e Domingues (2003) e Töfoli et al. metiran+piraclostrobin e tebuconazole aplicados por fungigação e pulverização Fungicidas Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Média Testemunha Fungigação 1852. a produtividade esteve no intervalo de 1828. difeconazole e tebuconazole. em comparação a 22 . Quadro 4. tanto fungigado quanto pulverizado. foram eficientes na redução da severidade da doença e isso refletiu em aumento da produtividade. (1991) ao avaliar 6 fungicidas no controle da pinta-preta. assim como os efeitos isolados para fungicidas e métodos de aplicação. Uma redução na severidade da doença de 27% permitiu um aumento na produtividade de 48%.1* 1904. Assim como no presente trabalho. A eficiência da aplicação por fungigação no controle da doença permitiu as plantas terem uma maior produtividade.4* 1917.9 Média 1853.4* 2100.05). Na fungigação.2 1854.2 1869. Assim.8* 1880. Do mesmo modo.8 g/planta.7 g/planta no tratamento controle. a produtividade média foi de 1904. em razão do decréscimo da severidade da pinta-preta pela aplicação dos fungicidas metiran+piraclostrobin. (2005) verificaram incremento na produtividade de tomate de até 107%. difeconazole. Produtividade das plantas tratadas com os fungicidas azoxystrobina. 1880.5* 1880. todos os quatro fungicidas aplicados das duas formas foram semelhantes quanto a produtividade por planta.8 1892. Devanathan e Ramanujam (1995) e Choulwar e Datar (1992) relataram esta mesma relação entre redução da severidade da doença através do controle químico e aumento de produtividade.

utilizando mancozeb em fungigação. não houve nenhum tratamento que se mostrou diferente dos demais em termos de números de frutos.0 Pulverização 21.4 No presente trabalho. Números de frutos por planta tratadas com os fungicidas azoxystrobina. De maneira geral. Isto pode ser confirmado por Santos et al.3 18. em média. solani) e o incremento a produtividade da cultura da batata. aplicando tebuconazole via fungigação por gotejamento. (1985a).3 Média 20.7 22. não houve diferença estatística ao nível de 5% de probabilidade para o contraste fatorial x testemunha.5 t ha-1 e 5.7 20.7 frutos por planta.6 18. com 22. que 23 .8 20.4 20.8 frutos por planta. Potter e Crawford (1985) e Reese et al. difeconazole. Quadro 5. o número de frutos por planta está mais relacionado com fatores nutricionais e ambientais do que com a presença de doenças. (1999) que verificaram redução da infecção da podridão branca da cebola (Sclerotium cepivorum) e aumento da produtividade. constataram a redução da ocorrência da pinta-preta (A.0 20. e a menor quantidade de frutos com o fungicida difeconazole fungigado. Entretanto. Assim como os resultados obtidos neste trabalho. metiran+piraclostrobin e tebuconazole aplicados por fungigação e pulverização Fungicidas Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Média Testemunha Fungigação 20. a doença avaliada não afetou a quantidade de frutos por planta.4 20. Na análise desta variável. com 18.1 20.testemunha. pelo fato dos níveis mais altos de adubo proporcionarem um maior crescimento vegetativo. contra 20.7 21.0 t ha-1 para 3. que verificaram um aumento do número de frutos por planta com aumento da dose de adubo NPK de 2.3 Número de frutos A análise de variância completa para número de frutos pode ser encontrada no Quadro 4A.9 18. (2001).5 20. Do mesmo modo. e Sandri et al. em média. é possível citar a pesquisa de Macleod et al. 4.8 20. A maior quantidade de frutos foi alcançada com o fungicida metiran+piraclostrobin fungigado.0 frutos por planta no tratamento controle (Quadro 5).0 t ha-1. (2002). para o desdobramento da interação ou para os efeitos isolados.

Pelo teste de Scott-Knott.3* 94.verificaram que plantas de tomate ajustam o número de frutos abortando as flores excedentes. Letras iguais. Os tratamentos fatoriais foram. Em média. ou seja. Como o número de frutos não diferiu estatisticamente entre os tratamentos. em média.2 g. em função da densidade de plantio. não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott (p<0.4 Massa de frutos A análise de variância completa para massa de frutos pode ser encontrada no Quadro 5A. as diferenças na produtividade são derivadas da diferença da massa de frutos. 24 . Da mesma forma. o fungicida difeconazole proporcionou a maior massa de frutos. A aplicação dos fungicidas. Já para os efeitos isolados de fungicidas. no tratamento fungigação a massa dos frutos foi 93.2* 92. O desdobramento da interação fungicida x métodos de aplicação não mostrou nenhuma diferença significativa ao nível de 5% de probabilidade. a aplicação por pulverização ou por fungigação não causou diferença na massa dos frutos. Quadro 6.3* 92. levou a uma massa dos frutos entre 85. metiran+piraclostrobin e tebuconazole aplicados por fungigação e pulverização Fungicidas Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Média Testemunha Fungigação 90. Para esta variável.8 a 93.3 g.1 *significativamente diferente da testemunha pelo teste de Dunnett (p<0.05).05). a análise estatística dos efeitos isolados do métodos de aplicação não apresentou diferença significativa.05). Massa de frutos das plantas tratadas com os fungicidas azoxystrobina. e no tratamento pulverização 93.9* 99.2 g e 100.0 Média 88. mas por produzirem frutos com maior massa. seja por pulverização. na coluna. o contraste fatorial x testemunha foi significativo (p<0. A produção por planta é uma função do número de frutos por planta e da massa dos frutos. os tratamentos com fungicidas foram mais produtivos não por terem uma maior quantidade de frutos.2* 93.8 Pulverização 85. 31% superiores a testemunha (Quadro 6). seja por fungigação.2* 100.1 b 99. 4.8 g do tratamento controle pelo teste de Dunnett (p<0.2 63. superiores ao valor de 63.0 g. houve diferença estatística ao nível de 5% de probabilidade.7 b 93.2* 93.2 b 91.1* 91. Assim.05). difeconazole.

25 .4.42 Média 52.05).32 b 54. Isso explica os resultados das análises para ambas as variáveis serem iguais. o contraste fatorial x testemunha foi significativo (p<0.03 mm.94 mm da testemunha.03* 53.80* 53. Quadro 7. foram superiores ao valor de 46. e pelo teste de Dunnett (p<0.70* 55.70 mm e 55.05).45 b 53. O diâmetro de frutos está altamente relacionado ao valor de massa dos frutos. Diâmetro médio de frutos das plantas tratadas com os fungicidas azoxystrobina.46 46.05). Letras iguais. difeconazole. não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott (p<0. sendo que os tratamentos com fungicidas produziram frutos com diâmetro em média 14% maior que a testemunha (Quadro 7). O desdobramento da interação. O efeito isolado para fungicidas foi significativo.03* 53.93 a 53.68* 53. na coluna. logo.95* 54.94 Pulverização 51. o fungicida difeconazole foi o que permitiu maior diâmetro médio dos frutos. as duas formas de aplicação.22* 53. e pelo teste de Scott-Knott (p<0.12 b 53.05).23* 53.44 *significativamente diferente da testemunha pelo teste de Dunnett (p<0. Para esta variável.05).5 Diâmetro de frutos A análise de variância completa para diâmetro de frutos pode ser encontrada no Quadro 6A. metiran+piraclostrobin e tebuconazole aplicados por fungigação e pulverização Fungicidas Azoxystrobina Difeconazole Metiran+Piraclostrobin Tebuconazole Média Testemunha Fungigação 52. fungigação e pulverização foram equivalentes quanto ao diâmetro dos frutos. O diâmetro dos frutos nos tratamentos com fungicidas variou entre 51. bem como os efeitos isolados para métodos de aplicação não foram significativos.

CONCLUSÃO Na aplicação por fungigação. A fungigação por gotejamento pode ser uma alternativa de aplicação ao método convencional por pulverização na cultura do tomate. O número de frutos por planta não diferiu para nenhum tratamento. 26 . o fungicida azoxystrobina foi o que promoveu maior redução da severidade da doença. Na aplicação por pulverização.5. o que refletiu em maior produtividade. todos os produtos levaram ao mesmo valor de redução da severidade. uma vez que mostraram eficiência equivalente no controle da pinta-preta. tanto na aplicação por fungigação quanto na aplicação por pulverização. A massa e diâmetro médio foram maiores nos tratamentos com fungicidas.

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7. APÊNDICE .

5812 Os dados apresentam variância homogênea e erros com distribuição normal quando p>0.4528 Teste de Shapiro-Wilk 0.01.4071 0.4025 0.APÊNDICE A .5629 0.5804 0.2220 0.2595 0.ANÁLISE DE VARIÂNCIA Quadro 1A.5762 0.0747 0. Probabilidade mínima para ser significativa das variáveis analisadas através dos testes de Levene para homogeneidade da variância e teste de Shapiro-Wilk para normalidade dos erros Variável Severidade Diâmetro médio Número de frutos Massa Produtividade Teste de Levene 0. 34 .

23 29.53 4729.0038 0.74 25.75 6.59 4729.96 851.49 1.28 p-valor 0.40 132.41 19.32 Fc 4.72 301.10 1163.74 25.43 p-valor 0.Quadro 2A.0000 Desdobramento da interação FV GL Métodos de aplicação Azoxystrobina 1 Difeconazole 1 Metiran+Piraclostrobin 1 Tebuconazole 1 Fungicidas Fungigação 3 Pulverização 3 SQ 32.10 387.0000 0.29 14882.8799 0.80 19.96 6811.97 0.0886 35 .36 2.23 88.83 QM 32.25 0.48 QM 657.50 48.9092 0. Análise de variância para AACPD Fonte de Variação Fungicidas Métodos de aplicação Fungicidas*Métodos Fatorial*Testemunha Tratamentos Resíduo Total GL 3 1 3 1 8 61 69 SQ 1973.5488 0.17 903.6220 0.15 0.93 2.22 35.28 Fc 0.50 48.0406 0.7043 0.20 8071.01 0.6622 0.19 0.49 1.

03 p-valor 0.04 2. Análise de variância para produtividade Fonte de Variação Fungicidas Métodos de aplicação Fungicidas* Métodos Fatorial*Testemunha Tratamentos Resíduo Total GL 3 1 3 1 8 61 69 SQ QM 206888.19 Fc 0.68 2699230.33 Fc 0.12 392100.36 8027.6568 0.00 413563.00 QM 19.06 0.6872 0.00 15163.76 12266228.0156 Desdobramento da interação FV GL Métodos de aplicação Azoxystrobina 1 Difeconazole 1 Metiran+Piraclostrobin 1 Tebuconazole 1 Fungicidas Fungigação 3 Pulverização 3 SQ 19.2608 0.0001 0.29 0.8176 0.50 8492.00 137854.46 0.00 29846.02 9129428.74 3136800.82 192787.50 222188.9916 36 .03 74062.20 0.8125 0.62 p-valor 0.7107 0.86 68962.33 5054.9910 0.36 8027.74 2699230.82 192787.Quadro 3A.05 1.00 29846.49 18.00 0.4361 0.07 149662.92 0.95 8492.

65 12.4384 0.77 QM 20.Quadro 4A.50 0.82 1.9844 0.03 0.30 0.8201 0.4291 Desdobramento da interação FV GL Métodos de aplicação Azoxystrobina 1 Difeconazole 1 Metiran+Piraclostrobin 1 Tebuconazole 1 Fungicidas Fungigação 3 Pulverização 3 SQ 7.73 0.3850 0.43 0.4259 37 .56 30.71 Fc 0.00 1.11 859.00 64.94 p-valor 0.30 0.44 35.48 11.09 1.61 2.65 38.7711 0.1706 0.7478 0.65 0.13 QM 7. Análise de variância para número de frutos Fonte de Variação Fungicidas Métodos de aplicação Fungicidas* Métodos Fatorial*Testemunha Tratamentos Resíduo Total GL 3 1 3 1 8 61 69 SQ 61.43 Fc 1.47 1.49 0.05 1.1239 0.06 12.25 1.66 758.56 30.02 p-valor 0.1874 0.06 101.00 21.25 1.10 0.71 12.

18 0.03 0.3005 0.03 7142.13 117.90 6100.10 7.14 0.87 p-valor 0.03 0.7366 0.7061 0.64 14511.8712 0.64 p-valor 0.69 4.09 Fc 3.81 3.81 3.14 16.0574 38 .69 4.61 921.10 148.14 16.09 0.04 0.63 6100.61 7369.97 2.0302 0.Quadro 5A.14 3.48 309.10 49.8661 0.45 QM 127.45 927.36 113.36 340.67 QM 372.15 Fc 1.4132 0.8514 0.0000 Desdobramento da interação FV GL Métodos de aplicação Azoxystrobina 1 Difeconazole 1 Metiran+Piraclostrobin 1 Tebuconazole 1 Fungicidas Fungigação 3 Pulverização 3 SQ 127.42 52. Análise de variância para massa de frutos Fonte de Variação Fungicidas Métodos de aplicação Fungicidas* Métodos Fatorial*Testemunha Tratamentos Resíduo Total GL 3 1 3 1 8 61 69 SQ 1116.0000 0.42 3.

0306 0.20 0.8691 0.16 0.3011 0.4143 0.7040 0.55 711.0000 Desdobramento da interação FV GL Métodos de aplicação Azoxystrobina 1 Difeconazole 1 Metiran+Piraclostrobin 1 Tebuconazole 1 Fungicidas Fungigação 3 Pulverização 3 SQ 6.61 0.15 2.03 0.84 0.99 QM 18.Quadro 6A.7373 0.18 5.09 0.15 7.56 15.43 299.36 QM 6.75 Fc 3.8707 0.86 p-valor 0.0580 39 .0000 0.20 16.45 350.25 0.42 52.39 361.39 45.97 2.15 0.17 0.63 p-valor 0.84 0.16 0.03 0.20 5.67 45.8530 0.12 Fc 1.10 7. Análise de variância para diâmetro médio Fonte de Variação Fungicidas Métodos de aplicação Fungicidas* Métodos Fatorial*Testemunha Tratamentos Resíduo Total GL 3 1 3 1 8 61 69 SQ 54.25 0.29 299.03 0.