Ações Possessórias

Posted 09/04/2010 by reesser in Direito Processual Civil. Comentários desativados CONCEITO DE POSSE Teorias sobre a posse: a) Teoria subjetiva de Savigny: é necessária a soma do contato físico com a coisa, com a intenção de exercer sobre um bem um poder, elemento subjetivo. Assim, para ele, é necessário que haja dois elementos para se obter a posse: ³corpus´ e ³animus´. Caracteriza-se a posse pela conjugação de dois elementos, o ³corpus´, elemento objetivo que consiste na detenção física da coisa, e o ³animus´, elemento subjetivo, que se encontra na intenção de exercer sobre a coisa um poder no interesse próprio e de defendê-la contra a intervenção de outrem. b) Teoria objetiva de Ihering: é chamada de teoria objetiva porque não empresta à intenção, ao ³animus´, a importância que lhe confere a teoria subjetiva. Considera-o como já incluído no corpus e dá ênfase, na posse, ao seu caráter de exteriorização da propriedade. Para que a posse exista, basta o elemento objetivo, pois ela se revela na maneira como o proprietário age em face da coisa. Para Ihering, corpus não significa propriamente contato físico com a coisa, mas sim conduta de dono. Ela se revela na maneira como o proprietário age em face da coisa, tendo em vista sua função econômica. Tem posse quem se comporta como dono, e nesse comportamento já está incluído o animus. Essa é a teoria adotada nas ações possessórias pelo Direito Brasileiro. CLASSIFICAÇÃO DA POSSE a) Posse justa ± não violenta, não clandestina, não precária. Os três elementos violência, clandestinidade e precariedade são vícios da posse. É a posse isenta de vícios, adquirida legitimamente, de acordo com o direito. É a posse mansa, pacífica. b) Posse injusta ± se a posse é viciada será injusta. c) Posse de boa-fé ± ignorar a existência de um vício ou obstáculo. A posse de boa-fé decorre da consciência de se ter adquirido a posse por meios legítimos. O seu conceito, portanto, funda-se em dados psicológicos, em critério subjetivo. Se o possuidor ignora a existência de vício na aquisição da posse, ela é de boa-fé; se o vício é de seu conhecimento, a posse é de má-fé. d) Posse de má-fé ± a pessoa tem conhecimento do vício ou do obstáculo, e assim mesmo adquire a posse, tornando-se possuidor de má-fé. Sabe que o proprietário não podia estar transferindo aquela posse para ele. e) Posse direta ± tem o contato físico direto com o bem e o recebeu de outra pessoa. Ex.: o locatário, usufrutuário, etc. f) Posse indireta ± é a pessoa que transferiu o uso da coisa a outrem. Ex.: o locador.

920 ± A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela. Quando há uma ameaça à posse. O possuidor continua na posse do bem. ou vice-versa. visando impedir que se concretize uma ameaça à posse. A propriedade foi invadida. a ação de reintegração de posse é o remédio jurídico utilizado em caso de esbulho para que o possuidor ou o proprietário tenha sua posse de volta. É uma ofensa média à posse onde o titular tem o exercício de sua posse prejudicado. aberta ao juiz. Assim. poderá evitar. O interdito proibitório tem caráter preventivo. o juiz conhecerá do pedido da mesma forma e determinará a expedição do mandado adequado aos requisitos comprovados. Essa fungibilidade é justificável. de conhecer e decidir de pedido diverso daquele originalmente formulado pelo autor. mas embaraça-o e dificulta-o. no sentido de que não tolhe por inteiro ao possuidor o exercício do poder fático sobre a coisa. se o possuidor está apenas sofrendo uma ameaça. por meio do interdito proibitório. A fungibilidade das ações possessórias significa a possibilidade. A posse lhe foi retirada. mas se sente na iminência de uma turbação ou esbulho. cujos requisitos estejam provados ± princípio da fungibilidade. vier a ocorrer a turbação ou o esbulho. depois de ajuizado. Assim. sendo irrelevante. A ação de manutenção e posse é o remédio jurídico em caso de turbação. A tutela petitória segue o procedimento ordinário. O esbulho consiste no ato pelo qual o possuidor se vê privado da posse mediante violência. FUNGIBILIDADE DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS Art. Por sua vez. ou seja. a perda da posse contra a vontade do possuidor. Turbação é todo ato que embaraça o livre exercício da posse. se. a conversão do interdito proibitório em interdito de manutenção ou reintegração de posse. pois. A tutela possessória é dividida em três institutos: reintegração. no entanto vem sofrendo incômodos. Tutela petitória é ligada à propriedade. clandestinidade ou abuso de confiança. é uma ofensa menor do que o esbulho. No esbulho o possuidor não está mais na posse. manutenção e interdito proibitório. Acarreta. Todas as tutelas possessórias são chamadas de interditos possessórios. tendo dano ou não. embora sem chegar à consequência extrema da impossibilitação. mas não suprimido. pois o autor pleiteia a tutela possessória pertinente e idônea.TUTELA POSSESSÓRIA Tutela possessória é a relacionada à posse. que venha a consumar-se. portanto. usa-se o interdito proibitório. concedendo-lhe a tutela legal correspondente àquela cujos requisitos estejam comprovados. se a ação cabível for a de manutenção de posse e o autor ingressar com a ação de reintegração. uma vez demonstrada a ofensa à sua . O princípio autoriza ainda. Já a tutela possessória segue o procedimento especial. que se temia.

pelo primeiro. que o réu tenha-se apossado de imóvel do autor. inclusive. na própria contestação. Pedidos de natureza diversa só poderão ser veiculados por meio de reconvenção. demolido a edificação nele existente e construído outra. de ofício. No entanto. Caso o réu esteja de boa-fé. como consequência direta da rejeição do pedido do autor. CUMULAÇÃO DE PEDIDOS (art. está limitada aos pedidos autorizados pelo art. direito de retenção. Diferença de pedido contraposto e natureza dúplice ± no pedido contraposto o réu deve pedir. 923) . EXCEÇÃO DE DOMÍNIO (art. se a requerer na contestação e provar ser o legítimo possuidor. podendo o último obter. pedido contraposto ao do autor. Na natureza dúplice. este artigo torna dúplice a ação possessória. na contestação. ao segundo. a condenação do autor. promover ação de reintegração de posse cumulada com ação de perdas e danos pela demolição e de desfazimento. o juiz pode conceder o direito ao réu. 922) Proposta a ação e pretendendo o réu. independente de reconvenção. das construções ou plantações feitas em seu imóvel. fundando-o nos mesmos fatos por este deduzidos. também deduzir pretensão em face do autor. confira-lhe proteção possessória. tendo.posse. 921) Quando se entra com a ação o autor pode pedir ainda a condenação por perdas e danos. que seja imposta uma penalidade caso o fato ocorra novamente. Imagine-se. Assim. Faculta a lei. permitindo que o juiz. tenha ele originalmente requerido tutela diversa daquela adequada da injusta situação criada pelo réu. deverá valer-se da reconvenção. Quando isso acontece. independentemente de reconvenção do réu. ou feito plantações. e também nas chamadas ações dúplices. nas quais autor e réu ocupam simultaneamente ambas as posições subjetivas na base da relação jurídica processual. por exemplo. ou ainda que seja desfeita a construção que foi realizada em sua propriedade. sem necessidade de valer-se da reconvenção. a jurisprudência tem entendido que ele tem direito a colher os frutos e a ser indenizado pelas benfeitorias necessárias e úteis. A situação jurídica se apresenta de tal modo que qualquer dos sujeitos pode ajuizar a ação contra o outro. NATUREZA DÚPLICE DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS (art. 922. A proteção possessória só é conferida ao réu se ele a requerer na contestação e se provar os requisitos que normalmente se exigiriam do autor. quando cabível. diz-se que a ação é de natureza dúplice. o bem da vida disputado. a lei abre a possibilidade de vir o réu a obter tutela jurisdicional ativa favorável. Ademais. independentemente de pedido expresso. mais que simplesmente se defender por meio de contestação. É o que ocorre quando ele formula.

eis que não haveria oportunidade para produção dessa prova nesse momento. AÇÃO DE FORÇA NOVA E AÇÃO DE FORÇA VELHA (art. seguindo-se. caso em que a possessória será considerada ação de força nova. autor e réu não podem discutir a propriedade. Isso significa que somente haverá o rito especial. o prazo para a contestação. 928 e 929.Na ação possessória. não admitindo-se a produção de prova testemunhal. caso não tenha garantia pode oferecer uma safra futura ou pedir a dispensa da garantia por não ter bens. Interdito proibitório sempre vai seguir o procedimento especial. Passado esse prazo. ainda assim poderá a parte obter antecipação dos efeitos da tutela possessória. ou sendo ela insuficiente. 273. no caso de vir a ser derrotado no final. o rito será o ordinário e a ação. o juiz poderá determinar o depósito da coisa litigiosa. deve a propriedade ser discutida em outra ação. se a ação for ajuizada no prazo de ano e dia da turbação ou do esbulho. PRESTAÇÃO DA CAUÇÃO (art. desde que atendidos os requisitos do art. 925) A concessão de medidas provisórias de manutenção ou reintegração nas ações possessórias de força nova poderá ficar condicionada à prestação de caução pelo autor. nas ações de força velha. necessariamente. se o réu demonstrar que ele carece de idoneidade financeira para responder por perdas e danos. de força velha. a instrução e o julgamento. Conta-se a partir da data do esbulho/turbação. A ação possessória é feita para andar rápido. declarando-se como simples arrendatário desse bem. inclusive com decisões contraditórias. é de ano e dia. Sendo concedida a liminar. Apesar da não-incidência. CPC. constituído de duas fases (a primeira para a concessão de liminar). no prazo de 05 dias. eis que a ameaça tem que ser. então. Tal vedação tem finalidade de que não haja sobreposição de demandas. primeiro deve-se resolver a possessória. com direito à liminar. 924) Ação de força nova visa proteger a posse quando o esbulho ou a turbação aconteceu a menos de ano e dia. pode ser exigida do autor da ação a prestação de caução. Passado ano e dia deve-se intentar com o procedimento ordinário. do disposto nos arts. Assim. A idoneidade financeira do autor deve ser provada documentalmente. não prestando o autor a caução exigida. FORO COMPETENTE . atual. O prazo para intentar a ação. de uma garantia. Depois que isso estiver resolvido.

099/95. ante a inexistência de limitação legal. por ser critério material. também. o possuidor direto promoverá a ação em face do indireto. não existe previsão nesse sentido na Lei 9. Na prática. Existem hipóteses em que não é possível identificar. inclusive. Caso seja a ação interposta. equivocadamente. doutrina e jurisprudência majoritárias não vêem a função social como um dos requisitos para as ações possessórias. é o foro da situação da coisa. ou ambos. não cabendo exceção de incompetência. impedindo que contra ela o terceiro perpetre qualquer ofensa. a ação de reintegração de posse visa a restabelecer a posse do autor. direto ou indireto. . Caso queira insurgir-se contra o foro escolhido pelo o autor. além do preenchimento de todos os requisitos das ações possessórias. Então. não cabe ação possessória no âmbito dos Juizados Especiais. Marcato entende perfeitamente cabível. turbação ou esbulho. mediante a saída deste e reintegração daquele. este promoverá. Sendo esbulhado imóvel dado em locação. se o locador esbulha a posse do locatário. por não haver previsão no Código e por ser um conceito muito amplo. Contudo. o autor deve demonstrar. ofendida pelo esbulhador. o capataz da fazenda vizinha). ou vice-versa. poderão propor a ação tanto o locatário (possuidor direto) quanto o locador (possuidor indireto). Da mesma forma. contra terceiro que age em nome de outrem (por exemplo. Contudo. a priori. que a posse que ele tinha e que pretende reaver. deve ele fazer a nomeação à autoria.O foro competente para a propositura da ação possessória. AÇÕES POSSESSÓRIAS E FUNÇÃO SOCIAL Segundo a doutrina mais moderna. estendendo-se a competência sobre a totalidade do imóvel. Situando-se o imóvel em mais de um Estado ou foro. ainda que também seja possuidor da coisa. a ação de reintegração. em face daquele. o réu deve alegar como preliminar na contestação (eis que é matéria de ordem pública. AÇÕES DE MANUTENÇÃO E REINTEGRAÇÃO DE POSSE Enquanto a ação de manutenção de posse tem por finalidade a obtenção de provimento jurisdicional que mantenha o possuidor na posse do bem. por não ser parte legítima. podendo. atende à finalidade social. Cuida-se de competência absoluta. Legitimado passivo é aquele que praticou a ofensa à posse. em litisconsórcio facultativo. este será determinado pela prevenção. seja qual for o procedimento adotado. LEGITIMIDADE ATIVA E PASSIVA Legitimado ativo para a propositura da ação possessória é o possuidor. em caso de ameaça. ser reconhecido de ofício pelo juiz). quem está turbando ou esbulhando a posse.

contudo. antes mesmo do ingresso do réu no processo. de uma garantia (art. não a tendo perdido para o réu. que apesar de ter sido molestado. a mais grave ofensa à posse é o esbulho. a perda da posse em virtude da ofensa consumada pelo terceiro. terá de ajuizar ação de reintegração de posse. por exemplo. será adotado o rito ordinário. a perda daquela. Pode ser provada por documentos. limite o livre exercício da posse pelo seu legítimo titular. etc. mas não a posse. caso não tenha garantia pode oferecer uma safra futura ou pedir a dispensa da garantia por não ter bens. quem adquire um imóvel e obtém a escritura definitiva. o primeiro requisito para a propositura das referidas ações é a prova da posse. com pedido de liminar. . Se não mais conserva a posse. Hodiernamente. Concessão liminar da tutela possessória A especialidade do procedimento a ser adotado para as ações possessórias de força nova encontra sua razão de ser na possibilidade de o juiz vir a conceder ao autor. representada pela restrição imposta ao possuidor. tem cabimento a expedição de mandado de liminar de manutenção. para justificar a ação de manutenção. pode ser exigida do autor da ação a prestação de caução. ao pleno exercício da posse. sem implicar tal perturbação. seguem o rito ordinário. Finalmente. nas ações de força nova. II ± Provar a turbação ou esbulho praticados pelo réu: descrição dos fatos que estão sendo praticados pelo turbador/esbulhador. 925). O especial. não perdendo. Quem nunca a teve não pode valer-se dos interditos. O turbador perturba. Sendo concedida a liminar. Assim. por haver sido esbulhado. todas as ações possessórias. Por exemplo. O autor deverá descrever quais os fatos que o estão molestando. exige prova da turbação/esbulho praticados há menos de ano e dia da data do ajuizamento. cerceando o exercício da posse. tanto as de força nova como as de força velha. O interesse que tem o possuidor de fazer respeitar sua posse basta. depois de oferecida a contestação. O único traço distintivo entre elas é que somente nas primeiras. na ação de reintegração: deve provar a posse atual.A ofensa pode ser simplesmente potencial. a antecipação dos efeitos da tutela possessória. o caráter possessório. em caso de ação de manutenção. deverá provar que o réu vem penetrando em seu terreno para extrair lenha. ainda a mantém. Requisitos para a ação de manutenção/reintegração de posse ± petição inicial (arts. não socorre-se da ação possessória. por si só. Passado esse prazo. 282 e 927. declarando-se como simples arrendatário desse bem. CPC) I ± Provar a posse: sendo a posse pressuposto fundamental e comum a todas as formas de tutela possessória. Em grau superior de intensidade ofensiva situa-se a turbação. ensejando o interdito proibitório. porque o vendedor a retém. representar simples ameaça de turbação ou de esbulho. III ± Provar a data da turbação ou do esbulho: dela depende o procedimento a ser adotado. IV ± Provar a continuação da posse. pelo terceiro. e a perda da posse. petição. ou seja. ou seja. contudo. ou que retiraram a sua posse. porque nunca teve posse.

a situação em que se encontra o réu em face da posse é mantida até que se decida a respeito do cabimento. Inadmissibilidade da concessão de medida inaudita altera parte (art. em atenção ao requerimento nesse sentido formulado pelo autor. o juiz determinará a imediata expedição de mandado de manutenção ou reintegração. Realizada a audiência e acolhida a justificação. . para o autor fazer prova dos requisitos do art. tal artigo viola o princípio constitucional do acesso à justiça. como ao autor é imposto o ônus de comprovar todos os fatos que fundamentam seu pedido de concessão da medida liminar. é um direito do autor provar os requisitos do art. segundo entendimento majoritário. 927. inaudita altera parte. 927 em audiência de justificação. o autor promoverá. a citação. a expedição de mandado liminar de manutenção ou de reintegração. ao contrário. Nesse caso. 928 do que a antecipação dos efeitos da tutela. Justificação prévia Caso não comprove previamente os fatos indicados no art. Para o TJPR. exclusivamente. reperguntas. É mais fácil conseguir a liminar do art. ele poderá fazer contradita. 927. Segundo alguns doutrinadores. Citação e resposta do réu Concedida ou não a medida liminar. Rejeitada. o juiz deferirá. etc. o juiz não defere de plano a expedição do mandado liminar. a fim de que o réu apresente sua defesa. eis que a audiência de justificação prévia é um ato que serve. eis que naquele não há necessidade de comprovação do periculum in mora. ou não. parágrafo único) Figurando como ré pessoa jurídica de direito público. poderá a parte prejudicada interpor recurso de agravo contra a respectiva decisão. 927. preferencialmente na forma de instrumento. será denegada a medida liminar pretendida pelo autor. citando-se o réu para comparecer ao ato. não será deferida a manutenção ou a reintegração liminar sem a prévia audiência de seu representante legal. Ao réu não é deferido o direito de produzir prova testemunhal nessa audiência. prosseguindo o processo pelo rito ordinário. o juiz designa audiência de justificação prévia. dentro de 05 dias. Contudo. Qualquer que seja o resultado da audiência. 928. da manutenção ou da reintegração. sendo tal audiência obrigatória. no prazo de 15 dias.Estando a petição inicial devidamente instruída e provados os requisitos indicados no art.

estritamente subjetivo. O réu poderá permanecer omisso ou apresentar defesa. poderá evitar. Legitimidade ativa e passiva . de eventual indenização por perdas e danos. ficará obstado o seu pronto cumprimento. decretar a revelia. ela comportará cumprimento tão logo transite em julgado (execução lato sensu). Prolatada a sentença de procedência. pelo procedimento ordinário. 932 e 933. utilizar-se de força policial para garantir a eficácia de sua decisão) e. Em sendo acolhido o pedido. São requisitos do interdito proibitório: a) a posse atual do autor. Pendendo contra ela recurso de apelação. a partir daí. ofertar contestação. mas se sente na iminência de uma turbação ou esbulho. impõe ao réu um veto (preceito de não fazer ± não turbar ou não esbulhar a posse do autor) e uma cominação de pena pecuniária. 520. então. que deverá. VII. INTERDITO PROIBITÓRIO (art. da manutenção ou reintegração de posse (podendo. O mandado proibitório tem natureza mandamental e é dotado de auto-executoriedade. proceder-se-á nos termos do art. ressalvada a hipótese prevista no art. evidentemente. por meio do interdito proibitório. nomear-lhe curador. é desnecessária nova citação. Assim. ficará sujeito à pena pecuniária fixada pelo juiz. que venha a consumar-se. b) ameaça de turbação ou esbulho por parte do réu. ainda. de tal sorte que. contestando o pedido e não sendo o caso de extinção do processo ou de julgamento antecipado. O mesmo ocorrerá nos casos em que o réu apresentar contestação.Se ele já houver sido citado para a audiência de justificação. O que importa é a seriedade da ameaça. descumprindo-o o réu. inclusive. quando a sentença confirmar a antecipação dos efeitos da tutela). CPC (efeito somente devolutivo da apelação. sem prejuízo. visando impedir que se concretize uma ameaça à posse. caso ele transgrida a ordem judicial. julgando antecipadamente o pedido. ou. Não basta como requisito para obtenção do mandado proibitório o receio infundado. 331[1]. sua credibilidade. sua aptidão para infundir num espírito normal o estado de receio. sendo que o prazo para resposta começará a fluir da data em que foi intimado da decisão que deferiu. CPC) Tem caráter preventivo. o juiz pode: a) caso a citação tenha sido pessoal. Permanecendo omisso. O interdito de reintegração serve contra aquele que está na posse e que se nega a devolver da posse. a medida liminar. processando-se a causa. se o possuidor está apenas sofrendo uma ameaça. b) se o réu foi citado fictamente ou se encontrar preso. c) justo receio de ser concretizada a ameaça. ou não.

aquele que esteja agindo de forma a justificar o justo receio do autor.Estão legitimados a promover a ação de interdito proibitório tanto o possuidor direto quanto o indireto. o juiz designará audiência preliminar. . 331 ± Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes. [1] Art. passivamente. para a qual serão as partes intimadas a comparecer. com poderes para transigir. a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias. e versar a causa sobre direitos que admitam transação. podendo fazer-se representar por procurador ou preposto. como ocorre nas demais ações possessórias.