I. Introdução As leis de Eshnunnaem seu contexto histórico e social 1. As TÁBUASCUNEIFORMES1M 51.059 E 1M 52.

614 Em 1945, durante as escavações conduzi das em Tell Abu Harmal, uma pequena localidade ao sul de Bagdad, pelo «Directorate General of Antiquities» do 1raque, sob a direção Sayid Taha Baqir>, veio à luz uma tábua cuneiforme, que media 10,5 cm x 20 cm. Ela foi registrada no 1raq-Museum com o número 1M 51.059. Os cantos superiores da tábua estão quebrados e na parte de baixo faltam algumas linhas. Seu tipo de escrita muito amontoado e seu mau estado de conservação im_ ediram que fosse imediatamente decifrada. Durante a terceira sêSsão de trabalhos arqueológicos em I:Iarmal, no ano 1947, foi . coberta uma outra tábua cuneiforme de 12 cm x 11,5 cm em S"J2 parte mais larga, registrada com o número 1M 52.614, que :;:aJecia constituir a parte inferior de uma tábua maior. O primeiro G: reconhecer a natureza e o significado do texto que essas :.t3uas ofereciam foi o próprio Sayid Taha Baqir. 2 Mas foi A. Je ze que decifrou o texto das duas tábuas e o publicou, por :_3eiro, com transcrição do texto cuneiforme e tradução inglesa ::=. 1948.' Goetze denominou o texto 1M 51.059 de tábua «A» '= =...', 52.614 de tábua «B». As .duas tábuas são duplicatas, contendo o mesmo texto, =c-~ra aqui e ali com algumas variações tanto do pónto de :_ Para um relato completo das escavações d.a revista Sumer : :~) 12s; 22-29 e 4 (1948) 137s. _ Cí. Sumer 4 (1948) 52s. . Cf. Sumer 4 (1948) 63-91. Fotografias das tábuas «A» e «B~? = ::::0. <Plates» l-IV e em JCS 2 (194.8) «Plates» I-IV. 13 vista ortográfico, como textual. A tábua «A» é a mais completa. A «B» apresenta uma escrita mais clara e mais bonita, mas está em estado mais lacunar do que a «A», faltando várias linhas. As duas tábuas, contudo, de alguma maneira se completam. Elas contêm um corpo de leis, que A. Ooetze dividiu em sessenta parágrafos.' A introdução, bem como os diversos parágrafos legais, mencionam diversas vezes o reino de Eshnunna, o que levou Ooetze a concluir tratar-se do corpo de leis do reino de Eshnunna. Além disso as duas tábuas foram descobertas na localidade onde outrora estava situada a cidade de Shaduppum, que pertencia ao reino de Eshnunna.· A tábua «A» foi encontrada na sala cinco do assim chamado «serai»· sob o pavimento da camada arqueológica 11. T A tábua «B» jazia, igualmente, sob o pavimento da camada 11 entre outras tábuas do tempo do rei Dadusha de Eshnunna. • A arqueologia mostrou que, das quatro camadas encontradas nas escavações de TeU I:Iarmal, a primeira pertencia ao período acádico, a segunda e a terceira ao período babilônico antigo e a quarta

ao período cassita.· Na camada 11, destruída pelo fogo, foram encontradas tábuas cuneiformes datadas do tempo de Ibalpiel II e de seu pai Dadusha, reis de Eshnunna.·o A própria evidência arqueológica nos obriga, pois, a datar as duas tábuas em um período pré-hammurabiano. E esta datação é confirmada pela paleografia. Ambas as tábuas apresentam um tipo de escrita do período babilônico antigo mais arcaico do que o empregado pelos escribas de Hammurabi. A tábua «B» foi encontrada entre outros objetos pertencentes ao tempo do reinado de Dadusha." A tábua 4. Em «The Laws of Eshnunna Discovered at TeU l:Iarmal», em Sumer 4 (1948), p. 91, Ooetze termina com a observação «§§ 60 and 61 (A IV 33-37) mutilated and incomprehensible». Mas na edição standard, AASOR, 31, ele já dividiu em 60 parágrafos. 5. Cf. S. Taha Baqir em Sumer 5 (1949), p. 35s. 6. Cf. A. Ooetze, Sumer 4 (1948), p. 65: «The exact provenance of the pie-ce is room 5, also lacated in the «serai» (it is the room between 8 and 17 that is unmarked on the plan in Sumer, voI. II n. 2)>>. 7. Cf. A. Ooetze ibid.: «... it was faund below the pavement of levei lI». 8. Cf. A. Ooetze, ibid, p. 65, e The Laws af Eshnunna, p. 3. 9. Cf. S. Taha Baqir em Sumer 2 (1946), p. 25. . 10. Cf. S. Taha Baqir, Sumer 2 (1946), p. 25. Cf. tb. A. Ooeíze, The Laws of Eshnunna, p. 4. 11. Cf. S. Oreengus, Old Babylanian Tablets from Ishchali and Viciniíy, p. 19. Na cronologia seguida por D. O. Edzard, p. ex., a reinado de 14 «A» parece um pouco mais antiga do que a «B». Mas uma determinação mais exata da data decomposição das duas tábuas não nos é possível. As tábuas 1M 51.059 e 1M 52.614 não são, contudo, o texto original das leis de Eshnunna. Não se sabe, até hoje, se \? texto original dessas leis foi esculpido em alguma estátua, eomó as leis de Hammurabi, ou em alguma pedra. As duas tábuas que possuímos são cópias de textos anteriores. Provavelmente não são, nem mesmo, cópias oficiais. 12 Elas apresentam, aqui e ali, pequenos erros de cópia, corrupções do texto e diferenças textuais entre si, que dificilmente se encontrariam em um texto oficial e muito menos no texto original. 13 As duas tábuas, 1M 51.059 e 1M 52.614, são, certamente, o produto de uma escola de escribas, onde o texto das leis era recopiado, muitas vezes, para servir na formação literária e jurídica dos futuros escribas e funcionários públicos. 2. O REINO DE ESHNUNNA Nos SÉCULOS XX A XVIII A.C. 1< No fim do século XXI a.C., durante o reinado de lbbi-SiIn 15, a terceira dinastia de Ur começou a se desagregar. Era q fim da renascença suméria. Os exércitos elamitas e seus alia-El-os·r- ~ destruíram completamente U r, a capital do reino, e levaram o Narãmsin, irmão de Dadusha, acabou pouco antes de 1800 a.C. e por essa época começou o reinado de Dadusha. Cf. Fischer Weltgeschichte, vol. 2, p. 184.

12. Cf. A. Ooetze, The Laws of Eshnunna, p. 14: «lt also follows rrom these observations that neither «A» nor «B» were official copies of e laws. Official copies would not be faulty to the 'extent that «A», at east, apparently is. The copi.es, then, were private ,copies». 13. Cf. a lista de diferenças ortográficas entre «A» e «B» e de erros e omissões existentes nas duas tábuas, .apresentada por A. Ooetze em Tbe Laws of Eshnunna, p. 5-14. 14. Para um panorama histórico desta época, d. A. Scharff-A. ,'.~oortgat, Aegypten und Vorderasien im Altertum, p. 217-317; H. Schmo' c.:, Oeschichte des Alten Vorderasien em Handbuch der Orientalistik, --1 2, parte I1I, p. 73-118; J. Bottéro, «Das Erste Semitische Oróssreich», ~ Fischer Weltgeschichte, vol. 2: Die altorientalischen Reiche I, p. ::::-128; D. O. Edzard, ibid., «Das Reich der m. Dynastie von Dr und sebe Nachfolgestaaten», p. 129-164 e «Die Altbabylonische Zeit», p. 165_; H. W. F. Saggs, Mesopotamien, p. 96-130. P. Garelli, Le Proche,: ent Asiatique, p. 97-137. 15. O r,ei Ibbi-Sin creinou de 2027-2003 a.C. 15 rei Ibbi-Sin, pnslOneiro, para o Elam.16 Com a queda de Dr desaparecia o centro de unidade da Mesopotâmia. Durante os séculos XX, XIX e começos do século XVIII, o quadro político da Babilônia é marcado pelo aparecimento de uma série de dinastias locais, dominadas por semitas, entre as quais se destacavam Isin, Larsa, BabeI e na região do rio Diyala, um afluente do Tigre, o reino de Eshnunna. A presença de povos semitas no cenário político da Mesopotâmia data, contudo, de época bem mais antiga. Já no período conhecido entre os assiriólogos como «frühdynastische Zeit» 17 encontram-se indícios claros da presença semita no norte da Babilônia e na região do Diyala. Os testemunhos mais antigos, que com certeza nos mostram a existência de semitas na Mesopotâmia, são os nomes próprios encontrados nos textos arcaicos de Dr e as palavras de origem semita mais antigas que entraram na língua suméria. As descobertas arqueológicas demonstram, também, para essa época, uma diferença profunda entre o norte e o sul da Babilônia. Na região do Diyala os arqueólogos encontraram um grande número de estatuetas votivas, chamadas entre os assiriólogos de «orantes», que apresentam formas completamente diferentes dos modelos da plástica suméria. 18 O tipo de construção de templos é, nessa região, diferente do tipo clássico de templo sumério. A cerâmica pintada de escarlate a chamada «scarlet-ware» - é um outro sinal da independência da região do Diyala em relação aos modelos sumérios. ,. Esses 16. Cf. D. O. Edzard, op. dt., p. 149-152. A queda de Ur foi considerada como o fim de uma época de esplendor e de glória, como aparece na célebre lamentação suméria, que S. N. Kramer traduziu com o título «Lamentation over .the Destruction of Ur» em ANET 3 p. 455-463. Cf. tb. a tradução alemã de A. Falkenstein em «Sumerische und Akkadische Hymnen und Gebete», p. 192-213. Sobre o reino de Elam cf. W. Hinz, Das Reich Elam.

I: Les Étapes. 16 semitas estavam. Th. a tarefa de união do norte da Babilônia com as tradições sumérias do sul. voI. esses grupos nômades já se tinham tornado completamente sedentários e podiam assim influenciar de maneira decisiva na arte e na cultura da região norte da Babilônia. rei de Uruk. em 2198 a. 19. A. H. sem dúvida. Archéologie Mésopotamienne. Urnammu. p. C. 385. p. Sargão (acad. Cf. aos poucos. The Gimilsin Temple and the Palace of the Rulers at TeU Asmar. 20 Sargão construiu para sua capital a cidade de Acade.C. Parrot. p. P. A influência semita vai crescendo tanto na Babilônia. I. >.t Pelo ano 2120 a. perto das antigas cidades de Sippar e Kish.C. 2.c. começando uma verdadeira renascença suméria na Babilônia. p. Sargão e seus descendentes conseguiram manter unida a Babilônia sob o seu cetro durante cerca de cento e quarenta e dois anos. cerca de 35 km a nordeste de Bagdad. Edzard em Fischer Weltgeschichte. Cf. 1940. Em português poderíamos chamar de período proto-dinástico. Garelli. Portanto abrange mais ou menos desde o ano 2800 até 2340 a. No período «frühdynatisch 11». vaI. S. LIoyd. O caráter neutro da nova capital facilitava. 21. ela foi construída às margens do Eufrates. na localidade hoje conhecida como TelI Asmar. a terceira de Ur. voI. que pelo ano 2340 a. ibid. A.. cuja exata localização os é até hoje desconhecida. Battéra. Le Prache-Orient Asiatique. «Das Erste Semitische Grassreich» em Fischer \'ehgeschichte vaI. o ENSí de Ur. 18. Na região do rio Diyala. no norte da Babilônia. Frankfort. entraram na Mesopotâmia. Provavelmente. Jacobsen. 82-96. Cf. capo XIX. um centro antigo de tradições semitas foi. a cidade de Eshnunna.Mit dem Terminus 'frühdynastisch' ist die Periode vom Ende der Frühgeschichte Mesopotamiens bis zur Gründung des Reiches von Akkade gemeinb>. conseguiu libertar a Babilônia da dominação guta'" e em 2111 a. 2: Die altarientalischen Reiche I. relacionados com os grupos acadianos. 369-392. J.C. o sumério Utu-gegal. Parrot. Gadd. que pelo norte. Frankfort.c.23 Urnammu assumiu em suas inscrições o título «Rei da Suméria e de Acade».17. 24 O nome 20. Sculpture of the Third Millenium BC fromTeU Asmar and Khafajah. «The Dynasty af Agade and the Gutian Invasian» em Cambridge Ancient History. pelo ano 2700 a. provavelmente. 91-128. mais especificamente pela Síria. fundou uma nova dinastia. 57 observa: «. p. Estava situada a margem direita do Diyala. Depois do desaparecimento trágico do último descendente de Sargão. O.C. sem dúvida. Sharkalisharri. onde formaram em Kish um grande centro semita. J. o reino entrou em desagregação e a região foi dominada por um grupo de bárbaros chamados «guti». H. Chicago. sarru kên = «rei verdadeiro») consegue estabelecer a primeira dinastia semita na história da Babilônia. Chicago.. 1939. estabelecendo-se na região do Diyala e penetrando. Cf. Sobre o período «frühdynastische Zeit» D. .

Oriental Institute Cammunicatians n. Eshnunna estava totalmente nas mãos do rei de Ur. Bamu e KalIamu. Le Prache-Orient Asiatique. Tell Asmar and Khafaje. nem pela suméria. p. i. Le Proche-Orient Asiatique.861): 12. p.é: pelo ano 2047 a. e pelo ano 2036 a. Oeschichte des Alten Varderasien. 24. H. C. Th. P. H. Ele deve ter governado Eshnunna. O. 13. 196. i. Pelo menos a partir do trigésimo ano do reinado de Shulgi. Frankfort. The Gimilsin Temple and the Palace of the Rulers at TeIl Asmar. Garelli. 1.28 Os textos do tempo de Shulgi mencionam. Cf: tb. TeIl Asmar and Khafaje . Frankfart. J. provavelmente. 318 (A 7. Cf. «Das Reich der m. D. 17 primitivo da cidade era. vaI. 52s. Cf. três governadores (ENSí) de Eshnunna nesta época: Urgedinna. Preusser. Cf. The Gimilsin Temple p. tb.029): 3. 29. Cf. . Dynastie van Ur und seine Nachfalgestaaten» em Fischer Weltgeschichte vaI. S.29 Este último foi transferido por Shulgi de ENSí de KazalIu para ENSí de Eshnunna. d. mostra influência estrangeira. sucessor de Shulgi. n. pelo menos. com nomes como Isnun. Tutub. divindade principal de Eshnunna. Selected Temple Documents af the Ur Dynasty (YOSB IV) n. Durante a dominação dos reis de Ur. H. Urgedinnaaparece como ENSí de Eshnunna no ano 31· de Shulgi. Preusser.é: pelo ano 2062 a. 61:5. D. Cf. 23. 97-115. 196.C. já no período «prato-dinástico ». 2' Foi Shulgi quem reconstruiu o tem pIo «:Ê-SIKIL» do deus Tispak.40 = A 22. que reinou de 2045-2037. Le Proche-Orient Asiatique. p. 27. E.OIC 13 . Ituria. O. no nono ano de Amar-Suen. Th. 275 (A 7. eventualmente do Elam. Edzard. LIoyd.Ê provável que a população dessa região se tenha formado. p. jacobsen. 26 A partir de Ur III as notícias sobre Eshnunna são mais freqüentes nos textos babilônicos.C. Bamu é mencionado no ano 46 de Shulgi. Frankfort.772): 3. C. nome interpretado em sumério como «Templo do príncipe». 99s.é: pelo ano 2046. The Gimilsin Temple. 129s. p. Th. 28. 30. P. a antiga toponomástica da região do Diyala. P. Gelb. p. i. Fischer Weltgeschichte. até o nono ano de Amar-Suen. Sargonic Texts from the Diyala region. Cf. LIoyd. H.p. Foi somente durante a terceira dinastia de Ur que o nome Isnun recebeu uma etimologia 'Suméria popular e se transformou em Esnunna. . da mistura de camadas semitas com outros grupos não semitas provenientes da região elamita. 70. Edzard. I. p. Schmokel. como aparece nos textos da época sargônica. jacobsen.22. Jacabsen. 26. 93-96. GareIli. 196. is-nunki• 25 Este nome não se pode explicaretimologicamente nem pela língua acádica. Keiser. S. que é mencionado nos textos de Ur a partir do nono ano do rei 25. 30 Um outro ENSí de Eshnunna. Chicago 2 1961. Garelli. Cf. H. Frankfort. Cf. 2. 2. Th. 51-59. 235 (Kh 1934.C. C. p. que não são nem semitas nem 'Sumérios. Eshnunna tornou-se um estado vassalo da potência centralizadora de Ur. Aliás. p. jacobsen. Os textos aludem a KaIlamu como ENSí de Eshnunna no ano 47 de Shulgi.

rei do Elam. tb. Kupper.Cf. nem semita.foi anexada ao reino de Eshnunna. Essa nova fase de Eshnunna começou sem dúvida com o ENSí Kirikiri. Kupper. 3. Parece ter assumido o governo pelo ano 1970 a. Vorderasien I. Destarte a Babilônia se dividiu em numerosas cidades-reinos rivais entre si. Cf. Most likely Kirikiri entered the country together with the Elamites and received Eshnunna as his share of the spoil». ao mesmo tempo. Preusser. that the rise of Eshnunna asan independent power was due to its ruler's relations with the conquerors who defeated the 3d dynasty of Ur. 27: «We may weU argue. Hrouda. 38. jacobsen. e. Tell Asmar and Khafaje.C. Thureau-Dangin. 180. Th. H. Th.. therdore. Cf. dedicado a Tispak.c. p. os antigos xeques das respectivas tribos. 235s. 71. D. O. tb. Preusser. ensí de Eshnunna. Seu filho e sucessor Bilalama é melhor atestado nas fontes arqueológicas encontradas em Tell Asmar. Die Sumerischen und Akkadischen Konigsinschriften. E. 39 Conhece-se uma inscrição de Kirikiri em um selo oferecido a seu filho Bilalama: «Tispak. muitos anos depois. H. H.•• Foi. e conseguiu entrar de maneira determinante no cenário político da Babilônia. Les Nomades en Mésopotamie au temps des rois de Mari. p. 3I A unidade política . Cf. servindo-se deles para expandir o seu domínio sobre outras cidades vizinhas. Frankfort. <2 Desta maneira deve ter 37. 1957. por Hammurabi. Paris. durante o governo de Kirikiri que a cidade Tutub . ]. rei do país de Warum: Kirikiri. . 40. Cf. p. 31 as seguintes «fórmulas de data» do reinado de Bilalama: 20 _:--õ:guido controlar as cidades Ká-'lli-ba-um e Bàd-barki• Bila~ é conhecido também como o reconstrutor do templo ':::-':J<IL de Eshnunna. '" Mas nada sabemos. Cf. o deus principal da ::. TeU Asmar and Khafaje.) e o começo do reinado de Hammurabi (-t.c. Sollberger. ofereceu (este selo) a Bilalama seu filho» .) que Eshnunna conheceu momentos de grande expansão territorial. XIX. Die «Zweite Zwischenzeit» Babyloniens. R. C.hoje Khafaje. Foi justamente no período entre a queda da dinastia de Ur (-t. 39. Frankfort levanta a possibilidade de que Kirikiri tenha entrado na Mesopotâmia com os exércitos elamitas e tenha recebido Eshnunna como parte na divisão dos despojos. novamente. sobre a origem de Kirikiri. Cf. ao certo. sua filha Mekubi foi dada em casamento a Tanruhuratir. 72.1792 a. Inscripíions Royales Sumériennes et Akkadiennes. W. Cf.18 eram. Das Reich Elam. Hinz. B. F. 42. p. p.2003 a.41 Conseguiu manter sob controle as hordas dos Amurru. 41. Continuou o bom relacionamento com os elamitas. Em uma das fórmulas de datas do governo de Bilalama _: :~: «Ano em que Bilalama.da Babilônia só foi restabelecida. provavelmente. Edzard. Seu nome não é nem de origem suméria. construiu o . Frankfort. o governador (ENSí) de Eshnunna. cerca de 15 km a leste de Bagdad . rei forte. R.j. p. 154s. C. p. jacobsen.

jacobsen.•. registrado em pequena inscrição encontrada em alguns tijolos do palácio. à constru-do templo: «Para Tispak. Th. antes de assumir em 1953 a.###BOT_TEXT###quot;à. também. C. durante o governo de Isharra2shu.ü\). The Gimilsin Temple and the Palace of the Rulers at TeU Asmar. _ estavam destinados originariamente. seu senhor. E Frankfort conclui: «The last formula. 47. C. . p.-\numutabil.. Preusser. o palácio de Eshnunna foi incen::: ê o.\. ~\'J###BOT_TEXT###quot;à. H. p.\. ~ ~::ê. p. «Year when Amurru destroyed Ishur» (Tell Asmar 24.~ .

o. Th. «Year when Amurru intrusted Bilalama with the rule of Ishur» . .~~x\. aproveitando um momento ~" fraqueza da dinastia de Isin. Teu. \â. Th. ot which constituted their exclusive interest in those towns».. in its completeness. o trono de Isin. c.\)\..:-Sin . Lloyd.. já que seu filho Ishme-Dagan. u na-ás-pár-su ENSl ás-nunki é-sikil-am sa i-ra-a-mu 10. sucessor de Bilalama. ::':.1974-1954 a. S. 4~.). 'b\." Esse fato foi.~: IL de Tispak».\. H. Cf.. It appears that the Amorites :-a

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aged and plundered cities in the neighborhood with the connivance of Bi alama. Preusser. Cf. provavelmente idêntico com o homônimo mencionado em duas tábuas cuneiformes de TeU Asmar como um habitante de Der e enviado de Anumutabil.###BOT_TEXT###quot;à. Frankfort. ib-ni 45. C\\. estabeleceu_se na cidade de Frankfort. ~\~\ Ü~ E~\w.II Asmar 253).•. Frankfort.\\.c. 44.. a uma invasão . who annexed and rebuilt them after the nomads had taken the . Frankfort. Preusser.'i~\:. Cf. 43. contains ::::e key to the understanding of ali of them. jacobsen. H.m\"à. jacobsen. na reglao oriental do rio Tigre. provavelmente.\

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uíc\\. jacobsen. TeU Asmar and Khafaje. um aventureiro que. C. sem dúvida. É-SlKlL. TeU Asmar and Khafaje.'0~~ ~'S\\\.\###BOT_TEXT###quot;à.ou para uso profano o antigo templo dedicado ao rei de Dr.'0\'S\.\\"à..e ek ~ô. 21 Der. Cf.6). '0 ).47 Como sucessor de Isharramashu aparece um tal U1?urawasu. Th. seu amado ~:. «Year when Badbar and Ka-ibaum were built» (TeU Asmar 252). 45: 5. 46 Esta catástrofe se deve.\. Bilalama.c." Mas a independência de Der deve ter terminado durante o reinado de Iddin-Dagan (-t. p.\:.:. A arqueologia mostrou que. H. Khafaje. 45.Asmar and a-na dTispak be-Ií-su bi-Ia-Ia-ma na-ra-am-su «Year when Amurru destroyed Ka-ibaum» (Tell Asmar 248).)â. 32s.

Frankfort. TeU Asmar and Khafaje. o próximo ENSí de Eshnunna foi o filho de 47. H. 245) we find «U~urawasu. D. Frankfort. p. von Soden. S. 32s. 54 Nesta ocasião. Th.c. 574s. Cf. A. O nome sumério não significa nada em relação à origem etnológica dos dois personagens. 50. provavelmente um usurpador. jacobsen. 222) «U!?Urawasu. mentions a lú ku-un-ku-nu. p. p. jacobsen. Edzard. Lloyd. and on another (T. Preusser. Fischer-Weltgeschichte vol. jar-sealings style him «ishakku of Eshnunna» with the usual epithets. 32s. A. Preusser. Lloyd. The Gimilsin Temple. O. nota 95a: «Tablet AS. W. reconstruiu o palácio do governo." As fontes mencionam dois personagens portadores de nomes sumérios como ENSí de Eshnunna depois de U1?urawasu. 174s. p. almost a meter below a tablet of Sharria in the same locus. 197. C. TeU Asmar and Khafaje.!1l Este rei. que ontinuou a obra de restauração de seu antecessor.) de Larsa.) e principalmente de Ur-Ninurta (1923-1896 a. Cf.30: T. jacobsen. Edzard. 73s. 112s. Frankfort. U~urawasu. 62 Embora um selo acádico testemunhe que Urningishzida tinha um filho. O governo de UrNinkimara parece coincidir cronologicamente com o reinado de Gungunum (-t. temporâneo do babilônio Sumu-abum (1894-1881 a. p. suggests that it should be dated to approximately the time of Urninmar». filho de Sharria. O. Die «Zweite Zwischenzeit» Babyloniens. 52.c. 2. 22 -í-Ninkimara. P. But on one tablet (T. Ipiq-Adad L 53 Seu filho e sucessor Abdi-AralJ.1932-1906 a.•• Os sucessores Shiqlanum e Sharria foram figu::2 apagadas. aproveitando a fraqueza política de Lipit-Ishtar (1934-1924) a. 56 Apenas Belakum. A Belakum parece ter seguido no governo de :':shnunna um tal Waradsa. '" Do segundo. ibid. em :lliIa guerra contra Yawium de Kish foi derrotado e feito prisio:: iro.). conseguiu res: 2urar o poder de Eshnunna. 51. C.. Le Proche-Orient Asiatique. foz do Diyala . 72s. 63. H. Cf. may well be connected with the catastrophe itself. The Gimilsin Temple. 197. tentou superar a hegemonia de Isin e fazer de Larsa o centro político da época. S. «man of Kunkunu ». retomando Tutub e reorganizando o . Cf. This Kunkunu can hardly be other than the weU known Gungunum of Larsa.: «But the remaining ruler. Cf. 67 Com Ibalpiel I começou uma nova dinastia que levou !:shnunna ao auge de seu desenvolvimento político e econômico . O. Erra-bãni. H.foi governador de Der. p. der central. p. já que era costume entre os semitas adotarem nomes slimérios. levei 32-50. Edzard. jacobsen. Th. Th. H. D. D. the ambassador (kin-ge-a) of Anumutabil. p. Frankfort. 48. Propylãen Weltgeschichte I.). the man of Der».600. . Ur-Ninkimara. found in the street at N 32: 1. Die «Zweite Zwischenzeit» Babyloniens.C. The find-spot of this tablet. 49. Cf. GareUi. não sabemos praticamente nada mais do que o nome. Eshnunna perdeu todo o território situado 2. Urningishzida. Th.C. O primeiro. p. king of Der».

ibid. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. Cf. R. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. Cf. S. Cf. seguindo o exemplo dos reis da terceira dinastia de Ur. Lloyd. Na primeira inscrição lê-se: «Ipiq-dAdad. 55. Old Babylonian Tablets from Ishehali and 20s. 123. H. ENSí de Eshnunna».icinity. IV E 16a. o enfraquecimento político de sin. Cf. até à região do rio Habur. Cf. Cf. E. que correspondia. a offert (ce sceau) à Erra-bãni. p. cit. p. que a partir '" 1850 a. provavelmente após suas conquistas militares. filho de dIpiq-dAdad». Th." Este texto corresponde exatamente ao modelo tradicional. '" O nome de Ipiq-Adad vem precedido do determinativo L1oyd.. Frankfort. Kupper. se fez divinizar em vida. Em uma inscrição descoberta nas escavações de TeU Asmar lê-se: «dNarâm-dSin. em conseqüência disso. ibid. Cf. 23 divino «DINGIR». à sua expansão política. 237: «Ur-Nin-giz-zida. 56.58 Duas inscrições sobre tijolos encontradas nas escavações de TeU Asmar nos mostram uma evolução clara na ideologia real dessa região. 120. sem dúvida. R. 61. rei forte. filho de Ibaliel ». Frankfort. Já na segunda inscrição é roclamado: «dIpiq-dAdad. pastor dos cabeças-pretas 60. Além disso . son fils». E. 239. Gre'engus. jacobsen. \.. ibid. situada às margens o Eufrates. conseguiu expandir o poder de Eshnunna. rei forte. 58. Entre suas conquistas conta-se também a cidade de Rapiku. The Gimilsin Temple .c. Ipiq-Adad 11. SolIberger-]. aproveitando a rivalidade existente entre Isin e . jacobsen. IV E 16b. como se deduz pelo uso do determinativo «DINGIR» antes de seu nome. rei de Eshnunna. Cf. Th. rei que expandiu Eshnunna. fils d'Ur-Nin-Kimara». . p. gouverneur d'Esnunna.p. S. op. 60. 53.?oi principalmente o filho de Ibalpiel. 54. Cf. The Gimilsin Temple. amado de Tispak. Seu filho Narãmsin sucedeu-o no trono e estendeu a influência de Eshnunna. amado de Tispak. 57. 239.62 Por esta inscrição pode-se concluir que Narãmsin também foi divinizado em vida. p. 126s. Kupper. amado de Tispak. Sollberger-]. 59. O título «pastor dos cabeças-pretas» é um antigo epíteto dos soberanos sumérios. 238 um ou ro selo acádico com a inscrição: «Ipiq-Adad. tb. A locução «cabeça-preta» é uma forma poética comum entre os sumérios par·a designar o «homem». no norte. quando assumiu também o título «LUGAL = rei».arsa e. p. bien aimé de Tispak. le gouverneur d'Esnunna.. p. p. H. 123. S. o que significa que esse soberano.

denominado. A queda de Ur e da terceira dinastia de Ur privara a região de uma força centralizadora. H. Kupper. Mas permaneceu a herança cultural e religiosa do's sumérios. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. procuraram integrar a cultura e a religião suméria na própria . p. Um governador de grande tino político e administrativo. p. R. 64. ele também foi divinizado em vida. subiu também ao trono de Assur. le roi d'Esnunna. Shamshi-Adad I. sob o ponto de vista político. 7' É um tempo em que se multiplicaram as pequenas dinastias semitas na região. Shamshi-Adad I reinou de 1814-1782 a. aproximadamente. IV E 17a. foram. Cf. unir sob seu governo Eshnunna e a Assíria. le fils d'dlpiq_dAdad.encontra-se aqui. Como seu pai e seu irmão. 240. Pelo contrário. Sollberger-j. ja.C. no ano 1815 a. The Gimilsin Temple.C. em geral. &1 Pelo material arqueológico encontrado em TeU Asmar. Esse período de cerca de duzentos anos entre a queda de Ur e a ascensão política de Hammurabi é. Uma unidade política verdadeiramente estável só reaparecerá na Mesopotâmia com o reinado de Hammurabi. Cf. tornara-se novamente independente e Dadusha tentou um bom relacionamento com ela através de um casamento. R. sa fille». son maitre]. por algum tempo. conseguindo assim. pelos assiriólogos. colocou a Assíria novamente entre as potências da época. 24 potâmia justamente em um período de transição. ° título LUGAL es-nun-naki = «rei de Eshnunna». Frankfort. a inscrição IV E 18a em E. Edzard em Fischer Weltgeschichte vol. O texto acádico é: dna-ra-am-dSin LUGAL da-an-nu-um LUGAL es-nun-naki na-ra-am dtispak DUMU di-bi-iq_dAdad 63. Como nota D. mas teve seu campo de ação limitado pela presença política e militar do novo rei da Assíria. a voué (ce poids) pour Inibsina. completamente derrotados. conquistada por Ipiq-Adad 11.cobsen. Pelo ano 1820 a. p. Cf. sabe-se que deu sua filha em casamento ao governador de Rapiku. E. que marcou' profundamente os estados semitas que surgiram naquela época. Como se vê nesta inscrição o determinativo divino «DINGIR» precede o seu nome e ele conser~a também o título «rei de Eshnunna». Os semitas não entraram na região com fúria iconoclasta.65 Provavelmente essa cidade. S. 240: «[A dTispak. o tempo de lsin-Larsa. 63 Continuou a política expansionista de seus antecessores. p. tentando destruir à força tudo que fosse costume ou tradição suméria. 65. 185: «Die Persõnlichkeit Shamshiadads hãlt durchaus den Verg1eich mit dem jüngeren Zeitgenossen Hammurabi aus». Kupper. Sollberger-j. Th. Os sumérios.C. 62. sendo substituído no trono de Eshnunna pelo seu irmão Dadusha. 2. O. «Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadienes. ' . Lloyd. pela primeira vez. Morreu relativamente cedo. antigos habitantes da região. 129. dDadusa.

a jurisdição e o conteúdo dos «códi~-> de leis encontrados pela arqueologia no Oriente Antigo. venha 2.cultura e religião. outras leis e prescrições que não foram fixadas nas tábuas encontradas em TeU I.059 e 1M 52. Eles prepararam. de roubo etc.. 3. sem dúvida. Geschichte des Alten Vorderasien. Cf. Tudo isto nos leva a concluir que os tribunais de Eshnunna certamente conheciam. O «CÓDIGO» DE LEIS DE ESHNUNNA Uma simples leitura das tábuas 1M 51. a preocupação de reunir todas as leis vigentes em um código.. ist ein moderner Gedanke. Schmokel. das geltende Recht in erschopfender Weise darzusteIlen. 32: «Der Gedanke. por ::.--' ém para as legislações do Oriente Antigo." no seu tempo: «O órfão não foi entregue ao rico. assim. Mesmo o direito de propriedade é tratado muito brevemente. ao que parece.:3. p. interessante. Continua aberta entre os especialistas '". é relativamente moderna. «lur r·echtlichen Natur der altorientalischen Gesetze» em Festschrift für Karl Engish.Iarmal. o terreno para aquele tipo de cultura bilíngüe que se tornou uma constante da cultura babilônica. begegnen erst in den letzten zweihundert jahren». Preiser. contudo. und Kodifikationen.]em oprimido. as legislações antigas.:idica.'~-=:l motivo. 74. prescrições que regulem o direito de herança. 7. . a ~:ên. que está implicado em um processo. Isin e Larsa.foi entregue ao homem de uma mina».-. determinar o motivo que levou reis e = ~~. O rei Ur-Nammu declara solenemente em seu prólogo ~. "~ uma análise atenta do prólogo e epílogo dos «códigos» de -"~-" 'ammu TI. die diesen Namen verdienen.:~-""ammu.-:estão sobre a natureza. que realmente mereça esse nome. a viúva -==0 foi entregue ao poderoso. a fixar por escrito e a cole. e o homem de um sido -". cuja transmissão era. limitavam-se.80 De maneira aná= -~a Hammurabi declara no epílogo de sua estela: «Que o ::. Aliás. 74 Como o 73. Muitos pontos da vida jurídica e social da cidade não são tratados nas leis de Eshnunna.: H.ão de empreender em seus reinos uma reforma social e ~::. p.. Cf.adores a transmitir complexos legais como o «código» de -. exercer uma certa hegemonia na região.:. alternadamente. por exemplo. Na parte do direito penal faltam as sanções aplicadas aos crimes de morte.614 nos mostra claramente que o material legal aqui reunido não forma um código de leis no sentido moderno do termo. Faltam. roclamar e publicar seus códigos legais foi. o «código» de Lipit-Ishtar. dass es darauf ankomme.7. ·W. O nome Isin-Larsa lhe vem das duas maiores cidades-reinos da época. 73-84. 26 ~=C-O::lstrouH. as leis de Eshnunna e o :-' 'go» de Hammurabi. Brunner. de Lipit-Ishtar'" e de Hammurabi parece permi~-:: os a conclusão que o motivo principal que levou esses reis :=. ex. que tentaram.-=::: 21" somente aquelas normas e leis..:éillte de minha estátua de rei da justiça e leia atentamente . Mais problemá':::: se torna. p. mesmo na Idade "~". 75 E este princípio vale provavelmente -::. no seu funcionamento cotidiano.

N. p.Der Alte Orient. A divisão em sessenta parágrafos foi feita por A. seguindo aspectos puramente formais. a finalidade da fixação por escrito e proclamação de coleções de leis parece ter sido. p. Cf.83 Ê. E. p. Cf. como se pode constatar nos «códigos» de Ur-Nammu." Como não possuímos o texto original das leis de Eshnunna. pois.enüber der Gottheit úder dem Thronfolger gedacht?» 80. 110. provável que o original das leis de Eshnunna também tenha sido escrito em uma estela. «Ur-Nammu Law Code» em Orientalia NS (1954). fascículo 1.ão se dilate!» 01 Na mesma linha. Por isso. atualmente. -01. «Das Gesetzbuch Lipit~~von Isim> em Orientalia NS 19 (1950).0 diz Preiser. S. n.059 e 1M 52. ANET'. como por exemplo o uso da partícula acádica summa = «se». 78. dt. W. a tradução :. W. Cf. ele veja o seu direito. Cf.:Jg!esa de S. conservada no museu do Louvre. cit. tb. 17. provavelmente. provenientes da cidade de Nippur. 8O Após essa fórmula introdutória seguem as prescrições legais escritas em língua acádica. J. Deutsche Rechtsgeschichte. Cf. Lipit-Ishtar justifica a 75.ê". em uma estela colocada no templo do deus principal da cidade. H. não nos é possível saber se tinham originariamente a mesma estrutura dos «códigos» contemporâneos. portanto. O Código de Hammurabi. 17. loc. Cf. Goetze".art. 523-525. p.:T'. Preiser. Preiser . Essa parte deve ser considerada como uma fórmula de datação. Embora. Kramer. p. 40s. 27 proclamação de sua legislação. embora hoje conheçamos somente cópias desse original. Essa proclamação era feita. Contudo.614 mostram uma formulação diferente. p. . San Nicolà. Brunner. possuímos apenas as duas cópias em tábuas de argila. cit. 76. N. Eilers. 1038.M. Cf. Nem a tábua «A» nem a tábua «B» nos transmitiram um epílogo. Bouzon. p. Die Gesetzesstele Chammurabis . art. Cf. pelo menos. corpo legal e epílogo. Cf. 159-161. Falkenstein . Finkels!ein em . p. Que =~a estela resolva a sua questão. Lipit-Ishtar e Hammurabi. depara-se com .: «Sind moglicherweise diese Sammlungen.. o seu ::x3. 524.~. 31. Mas sabe-se pelo epílogo das leis de Lipit-Ishtar que seu original foi igualmente escrito em uma estela. Kramer em ANET 3. vol. 1. a tradução inglesa de J. Cf. As duas tábuas 1M 51. p. I. com a legislação de Hammurabi. in Wirklichkeit lediglich ais Erklarungen ". 79. tb. As sete linhas em língua suméria que a tábua «A» (1M 51. corrigir abusos e restabelecer a justiça. 425. A. 8. p.059) coloca à guisa de introdução não apresentam as características de um prólogo. Hoje possuímos apenas a estela de diorito. W.-\. A estrutura literária dos complexos legais mais antigos da Babilônia apresentava normalmente uma divisão tripartida em prólogo.::únha estela escrita e ouça minhas palavras preciosas. die 'em modernen Betrachter auf den ersten Blick ais Gesetzeskorpora oder Ansãtze zu solchen erscheinen. tb." Até o período babilônico antigo.

~e é seguida. 243s. em geral.180. Cf. 88. 566. » 83. :-. mais primitivas do que "'-= do «Código» de Hammurabi.Lipit-Ishtar. J. «Gesetze» em Reallexikon der Assyriologie. §§ 36 + 37.:e taHstik I.. J. art. Boec~=. Klima. MiJes em «The 32bylonian Laws». I erected this stela». 16.•• 7. pelo sujeito «awl1um». Wesen und Herkunft des «Apodiktischen _ . 86. 90. 34. Korosec em «Orientalisches Recht».arente desordem atribuída ao complexo de leis estudado reflete ::. p. §§ 44 + 45. a:n uma unica lei. tb.!_ Alt. tb. to banish complaints. Os autores acentuam." A formulação mais comum dos parágrafos § .. I. C.82. em art. Cf. Cf. p. 19. for=. Compare §§ 17 + 18. E. a falta de ordem existente nas >. 89 Embora a disposição geral das diversas determinações ~=gajs de Eshnunna. cit. This chaotic lack of order sugg. H. R.ozhts».:rJich primitiv». Landsberger. Cf. ANET 3. when Anu (and) EnlH had called LipitIshtar . 35. J. contudo. escrevem: «The order is whoIly unscien. tarifas e salários. sem dúvida. lema das leis apodíticas e casuísticas d. nota 93: «Unsystematik nur im Sinne der = 'emen Auffassung». 3. Cf.. to turn back enmity and rebellion by the force of arms.. » V. o trabalho fundamental de •. p. vol. 13. 9.'" de Eshnunna. por outro ~ErlO encontram-se diversos parágrafos que. (and) to bring wellbeing to the Sumerians and Akkadians . 14. Klima. Handbuch der . 28 "'" anomalia de uma divisão como § 18 e § 18a. tb. afirma: «Die Systematik ist :::e. Petschow. 18a.ests that these laws are not an =."0 tabelas de preços. voI. :g':. Assim.ALOL 20 (1952). acima p.. 65s.:: .::: . p. p. Para o :. p.. 285-332. nas cópias que possuímos. 15. Recht und Gesetz im Alten Testament und im Alten Orient. the wise shepherd whose name had been pronounced by Nunamnir . Driver e J. 10. apresentam uma formulação apodítica". Cf. Cf. J.:-=rI estilo casuístico. introduzido pela partícula summa = «se». §§ 22 + 23 + 24. Cf.l1al text but a col1ection of laws put together fm such scholastic 7=-"""poses. na realidade. regido por uma outra maneira de ::-:isar . voI. Gerstenberger. apresente uma --=na ordem lógica.::.. «Jungfrãulichkeit». 00 H. p. p. §§ 34 35. complementar IlI. em seu estudo ~_~re a sistemática nas leis de Eshnunna 91. Alguns pará~ afos. «Gesetze» de J. §§ 27 + 28. Cf. ANET3. Klima diferencia um pouco mais o seu julgamento =. §§ 53 + 54 + 55 e 56 + 57. 84. vol. as leis de Eshnunna são em sua formulação _ m sua sistemática geral. os §§ 12. 159: « . 11 e 14.. 51 e 52. Klima em Real1edon .to the princeship of the land in order to 'establish justicein the land. §§ 47 + 48. art. Cf. os §§1-4. o art. em geral.. I. 161: «VeriIy when I hadestablished the wealth of Sumer and Akkad. «Di e Ursprünge des israelitischen Rechts» em Kleine Schriften == Geschichte des Volkes Israels. p. 248. mostrou como a "'".:-J outro tipo de sistemática. B. 7-8. ex. 85. 86. p. 10. E.: G. p. outros '.

. 146-169. cit. . O § 10 trata da tarifa de aluguel de um jumento e seu condutor.· temática ou de terminologia. art. i.der Assyriologie. . «Zur Systematik und Gesetzestechnik im Codex Hammu~ i>. «2ur 'Systematik' in den Gesetzen von Eschnunna».é: de um mercenário.J. vol. nos leva a descobrir uma mentalidade regi da pela ciência das listas. Cf. tarifas e aluguéis. o fenômeno de atração. vol. Já o § 11 fixa o salário mínimo mensal de um LÚ. Deve-se. 131-143. o art. 132s. tão comum entre os sumérios e babilônios. p. 3. Os §§ 7 e 8 determinam o salário mínimo de duas classes de trabalhadores do campo: o ceifador e o joeireiro. -o do complexo legal de Eshnunna. óleo. O § 14 estipula para o alfaiate uma remuneração· proporcional ao valor da roupa confeccionada.GÁ. trUN. 91. As palavras chaves «barco» e «barqueiro» do § 4 atraem para este 'COntexto o § 5. explicar a introdução dos §§ 12 e 13 neste contexto O assunto «colheita» tratado nos §§ 7 a 11 atrai a lei que pune o awilum que for surpreendido no campo de um muskenum junto dos feixes de grão. "-:TI Symbolae luridicae et Histor'ÍCae Martino David dedicatae. abrangendo os §§ 15 a 41. p. Cf. O § 9 decide como proceder com um mercenário contratado para trabalhar na colheita e que não cumpriu o seu contrato. O segundo grande grupo. que se refere à responsabilidade de um barqueiro. Petschow. parece perturbar a ordem lógica natural dos assuntos tratados. dade como cevada. e que levou o legislador a colocar E:l um determinado contexto leis que apresentam uma certa semelhança 29 Uma análise crítica das tábuas «A» e «B» detecta três grandes divisões ou grupos temáticos no complexo de leis de Eshnunna. II. Seguem nos §§ 3 e 4 as tarifas para aluguel de um carro de boi e de um barco e o respectivo salário de seus condutores. H. por sua vez. O § 14 estende a casuística tratada rio § 13 à casa do muskenum. Cf. Os preços são calculados nos dois veículos de pagamento da época: cevada e prata. tão freqüente na formula. em ZA 57 (1965)... p. o art. bem como dos §§ 12-13. Começa com o § 15 proibindo ao tamkãrum (comerciante) e à sãbitum (taberneira) receber prata ou «naturalia» a-di ma-di-tim (em pequena quantidade?) da mão de um escravo ou de uma escrava. Nos §§ 1 e 2 o legislador determina os preços máximos permitidos para gêneros de primeira necessi. Por exemplo. A inclusão neste grupo dos §§ 5 e 6. do mesmo autor sobre a sistemática no Código :::e Hammurabi. se por sua negligência o barco afunda. reúne as diversas leis referentes ao que hoje chamaríamos de direito contratual. Pelo mesmo motivo pode-se também. contudo. 92. tb. lã etc. o mais extenso. 253. O § 16." O primeiro grande grupo abrange os §§ 1 a 14 e trata de preços. 93. explicar a presença desses parágrafos neste contexto certamente pelo fenômeno de atração. e o § 6 que pune o uso indevido (furtum usus) de um barco.

136.::::. mas não prescreveu as sanções a serem impostas nos casos de infração da lei. mas deverá pagar um preço bem alto: o dobro . Os §§ 32 a 35 tratam da educação e adoção de crianças ___ o as. Os §§ 27 e 28 descrevem as condições exigidas para que -.eiroou fugiu da cidade por motivos políticos. Os 3. uantia paga como terl]. Os §§ 18a a 24 reúnem diversas prescrições relativas a empréstimos. mas prematuramente terminado pela morte de um dos cônjuges. serve de passagem ara o tema casamento e família (§§ 25 a 35). Os §§ 29 e 30 tratam do caso de _ ::lOVO matrimônio de uma mulher. O § 18 continua a casuística: como proceder com os bens no caso de um casamento consumado. que a entrega em casamento a um terceiro. art. por necessidade. oito p. O § 31 .·5 Co:: leça no § 25 determinando as conseqüências financeiras da "ssolução de um «inchoate marriage». encontram-se nos §§ 36 e 37 prescrições sobre a responsabilidade nos depósitos em casos de perda do bem depositado. usada no § 16. Os §§ 15e 16 proíbem dois tipos de contratos. pela morte de uma das partes. Petschow. O § 38 trata do direito de um irmão sócio de comprar a parte do outro irmão pelo preço médio oferecido por um estranho. 31 No fim do segundo grande grupo. se viu obrigado a vender a sua casa. o comprador que não puder indicar o vendedor .atum. reassumindo o tema «terl]. H." Com a mesma expressão «mãr awIlim» = «filh() de um awIlum». O § 39 dá a um awIlum que. O § 18a determina as taxas de juros normais para empréstimos de prata e de cevada.-:' aqui por atração por causa do termo naqãbum = «deflo_~ .é: o filho que ainda vive na comunidade da casa paterna. cujo marido foi levado __=-=::IJ. Ele determina como proceder com a terl]. no § 15. e ao escravo. f.30 proíbe o tipo de empréstimo «qlptum» ao mãr awilim Ia zizu. que provavelmente por atração é introduzido neste lugar. começa também o § 17. 137. cito p. i.atum». i.atum levada à casa do sogro nos casos de dissolução natural de um «inchoate marriage». de restituir os bens recebidos. Lé: de um casamento nãó consumado. Conforme o § 40. 22 a 24 tratam de casos ilegais de penhora. o direito de preempção se essa casa for colocada novamente à venda. o § 19 o prazo de vencimento e os §§ 20 e 21 a taxa de juros em casos especiais. Esse tema é abordado pelo legislador em uma seqüência 'Cronológica. Nestes ::2S0S o pai da noiva tem o direito de dissolver o casamento -"'o onsumado. art. por intervenção do pai ::'a noiva. O § 25. as conseqüências legais em casos de violação da lei eram certamente a anulação do contrato e a obrigação.2 mulher se torne esposa. Como observa Petschow. O rapto e defloração da esposa =-= ':TI «inchoate marriage» é punido com a pena de morte no = _5.

apenas cópias e não o original. H. Os §§ 51 e 52. acima o comentário ao § 59. Petschow. ou durante o reinado de Narãmsin ou de seu irmão e sucessor Dadusha. 32 Eshnunna. Sabe-se pelas inscrições encontradas pela arqueologia que o primeiro governador de Eshnunna a assumir o título LUOAL es-nun~naki = «rei de Eshnunna » foi Narãmsin. art. Hoje está completamente descartada a hipótese que a ribuía a publicação das leis de Eshnunna ao ensí Bilalama. p. No § 48 é abordada e decidida a questão de competência dos diversos tribunais.·7 Pelo tema tratado. Os §§ 59 e 60. parece impor ao vigia negligente a pena de morte." tas ainda não é possível uma datação exata. o lugar esperado para o § 59 seria logo após o § 30 e não em seu contexto atual. Os §§ 53 a 57 determinam a responsabilidade do proprietário de um boi escorneador ou um cão feroz no caso de agressão e morte de outro boi. a pena de talião." O § 60. entre os . há uma lacuna. O terceiro grande grupo trata de diversos temas que. embora transmitido em estado bastante lacunar. Uma última questão a ser abordada neste contexto é o problema da época de composição do texto original das leis de 96. que encerram a tábua «A». mas o legislador se limita a compensações financeiras. O. portanto. 141. na terminologia moderna. contudo. parecem um acréscimo posterior.de uma mercadoria questionada deve ser considerado ladrão. 98. certamente do reinado de Dadusha. O § 41 determina que a cerveja de três membros da classe privilegiada só poderá ser vendida por meio da taberneira. As duas tábuas 1M 51. cit.?] para a realeza de Eshnunna». pertenceriam ao direito civil e penal. 00 O § 59 parece punir o awilum que repudiar a esposa que lhe gerou filhos com a perda de sua casa.059. 142. Ct. Elas são. cit. Infelizmente. no início da linha. p. A promulgação do texto original das leis de Eshnunna deve ter ocorrido. Um elemento precioso para a determinação do empo de composição do texto original nos é fornecido pela parte introdutória da tábua 1M 51. Mas a formulação é bastante obscura e sua interpretação muito discutida. caso a casa por ele guardada fosse arrombada. H. Os §§ 49 e 50 punem delitos contra a propriedade privada. como foi visto acima 100. que tratam dos sinais que devem marcar um escravo. Os §§ 42-47 determinam as sanções contra diversas lesões corporais e agressões pessoais.N. Petschow. art. como no «Código» de Hammurabi. A frase toda pode ser traduzida: «Nin-azu chamou [ . Ct. entram aqui por atração com o tema «escravo» tratado nos §§ 49-50. Note":se que nos §§ 42-47 não é aplicada.059 e 1M 52. No § 58 o legislador pune com pena capital a negligência do proprietário de um muro que cai e mata um awIlum. 97.614 datam. onde devia estar o nome do rei. de um homem livre ou de um escravo. Na terceira linha lê-se a expressão nam-lugal es-nun-naki = «realeza de Eshnunna».

Ipiq-Adad II e seus filhos Narãmsin e Dadusha assumem o determinativo DINGIR = «deus» antes de seus nomes. nessa 99. R. como se pode deduzir do costume dos reis de Vr III de colocar diante de seus nomes o determinativo DINGIR = «deus». 101. sendo. '03 As hordas semitas. Mesopotamien. com a mesma divisão em três grupos sociais como a sociedade babilônica do «Código» de Hammurabi. baseada em um sistema de centralização tipo social-teocrático. Kraus. contribuíram. 74s.a. Ancient Mesopotamia. H. e 1787 a. quando Ipiq-Adad lI. considerados como deuses. aproveitando as rivalidades entre Isin e Larsa. que encontramos na terceira dinastia de Vr. a última instância de todos os casos pendentes.anos 1825 . p. em suas leis. aproximadamente. . p. p. era chamado no período babilônico antigo de awi"lum. que começaram a invadir a Babilônia desde o terceiro milênio. «The Laws of Eshnunna Discovered at Tell Harmal » em Sumer 4 (1948). Saggs. de maneira decisiva para o aparecimento dessas novas idéias que conseguiram transformar a antiga sociedade suméria. A. quando o rei tornou-se um monarca absoluto. '01 4. «Le Rôloe des Temples depuis Ia Troisieme Dynastie d'Ur jusqu'à Ia Premiere Dynastie de Babylone». «La Cité-Temple Sumérienn'e ». o lugar das grandes decisões. Falkenstein. O palácio do rei tornou-se.C. aos poucos. p.o< Este jato nos mostra o tipo de ideologia real que existia no reino de Eshnunna na época em que foram promulgadas as leis de Eshnunna. centro administrativo e político do país. Em suas inscrições. assumiu o título de LVGAL = «rei». que 'começou muito antes de Vr III. 100. mas a divindade mesma presente entre o povo. Cf. 102 O templo do deus principal da cidade foi perdendo. sem dúvida. A. Ele já não é mais apenas o representante do deus da cidade. acima p. um processo que hoje chamaríamos de secularização. W. 522-536. F. Cf. 14. Mas o próprio Goetze rejeitou essa sua hipótese em The Laws of Eshnunna. A sociedade de Eshnunna se apresenta. Cf. 33 época. com todos os direitos de cidadão. p. Foi um processo paulatino. Constituía a camada mais ampla da sociedade . A. F. Cf.10. A Babilônia assistiu. foi instituído o mesmo modelo de monarquia absoluta. 24. L. a dinastia acádica. Provavelmente já com a primeira dinastia semita. 20. sofreu durante o governo dos reis da terceira dinastia de Ur uma profunda transformação. 69. Oppenheim. Goetze. 102. A SOCIEDADE DE ESHNUNNA DURANTE O PERÍODO BABILÔNICO ANTIGO A estrutura da antiga sociedade sumena..c. o seu lugar de centro administrativo da região. em Cahiers d'Histoire mondiale 1 (1954). 784-814. em Cahiers d'Histoire mondiale I (1954).105 O homem livre. assim. Em Eshnunna. então. Mas essa evolução atingiu o seu apogeu durante Vr I1I. p. portanto. acima p. após a queda de Vr I1I. 235s.

p. RõIlig. art. Cf. p. como o comprovam as leis de Hammurabi 112. Mas foram sempre uma minoria. 16s. Daí se compreende por que o sumerograma GEME = «escrava» seja um sinal composto dos elementos que significam «mulher» e «montanha». p. 107. desde influentes governadores até pequenos camponeses. Cf. E. No período pré-dinástico não eram nem mesmo um fator social . 108 Mais tarde. entrou na Babilônia o costume de homens livres (awilum) que se entregavam como escravos para pagar uma dívida ou. para isso. o termo awilum significa em si «homem». ibid. Kingship and the Gods. comerciantes. p. ex. seu filho ou sua filha. profissionais liberais e grande parte dos soldados.••• ~ A camada mais ínfima da sociedade babilônica era formada. a classe dos awi"lum comportava uma gama imensa de diferenças sociais. sem dúvida. p. Rollig. contudo eram considerados como um bem patrimonial de seus proprietários. W. III. aos poucos. no quarto ano será feita sua libertação». pelos escravos. Cf. 235. ou entregou-se em serviço pela dívida: trabalharão durante três anos na casa de seu comprador ou daquele que os tem em sujeição. Kupper. ou Embora a tradição legal da Babilônia se preocupasse com o direito dos escravos. Hammurabi no § 117 de suas leis determina o tempo máximo desse tipo de escravidão: «Se uma dívida pesa sobre um awilum e ele vendeu sua esposa. R. Como se pode constatar pela consulta a um léxico (Cf. 90a). vendiam a esposa ou os filhos. 106. 295s. Cf. devido a influências estrangeiras. vol. Akkadisches Handworterbuch. 105. 239. H. p. "' As leis de Eshnunna abordam o tema «escravo» em diferentes parágrafos. RõIlig. W. pelo menos até o período babilônico antigo.: W. Bouzon. hurritas e outros tinham em sua sociedade uma camada social de nobres. «GeseIlschaft» em ReaIlexikon der AssyrioIvgie. os altos funcionários reais desempenharam na Babilônia. e especialmente na Assíria. 1II.de Eshnunna. Nela eram recrutados funcionários. SoIlberger-]. 010 A partir de documentos datados da terceira dinastia de Ur. E. p. O Código de Hammurabi. 34 103 social parece não ter existido entre os sumenos e semitas. 104. escribas. Uma outra maneira de conseguir escravos era também as «razias » feitas nas regiões montanhosas. Cf. von Soden. vol. art. Frankfort. O § 40 considera o escravo como uma espécie 108. Nesta época os escravos eram conseguidos nas campanhas militares com a captura de prisioneiros de guerra. 109. 235. Povos estrangeiros como os cassitas. lnscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. 101 Naturalmente. Cf. . sabe-se que. «Gesellschafb> em Lexikon der Assyriologie. sacerdotes. significativo. W. A nobreza hereditária como classe 103. o papel de uma espécie de nobreza .

o § 50 prescreve ao palácio tratar como ladrão um funcionário da classe «sakkanakkum». Compare os §§ 146-147.. n. R. os «muskênum». n. «sapir nãrim» ou «bel têrtim». lã ou óleo de sésamo. que o escravo pudesse ser sujeito de outros tipos de contratos . O sumerograma usado em Eshnunna para expressar o muskênum é sempre LÚ. ibid. para que esta o crie. No § 16 é vetado ao escravo fazer um contrato de empréstimo tipo «qiptum». 1029. por isso. 194. . Os filhos de uma escrava pertenciam ao senhor dessa escrava. Borger. também. p. que capturar um escravo.KAK. Para um comentário dessa lei d. que pode ser comprada e vendida. Speiser justifica em seu artigo sobre o muskênum a tradução de «dependente do palácio». um boi ou um jumento e o retiver consigo mais de um mês. W. Cf. O § 33 prescreve. EN.110. . Os §§ 51 e 52 parecem indicar que os escravos eram marcados com determinados sinais que os diferenciavam das outras pessoas. A. d. Que a lei mencione expressamente apenas a proibição de contratos de venda e de contratos de empréstimo «q'iptum». von Soden. se a encontrar ou reconhecer. O § 15 proíbe ao comerciante (tamkãrum) e à taberneira (sãbitum) receber das mãos de um escravo prata. uma escrava. 55 e 57 fixam as quantias que deviam ser pagas como indenização ao proprietário em caso de roubo. Deimel. Cf. p. lI.KAK. Dentro da perspectiva de que o escravo era um patrimônio de seu proprietário. não significa. entre os awIlum e os escravos. p. 4. que se uma escrava entregar o seu filho a uma mulher livre. 115. p. Manuel d'Epigraphie Akkadienne. W.. Rõllig. 35 de mercadoria. Contra 114. 113. tb. E. 558. Os §§ 34/35 parecem conceder um certo privilégio à escrava do palácio que entregasse seu filho «a-na tar-bi-tim»: «como filho de criação» a um muskênum: o muskênum podia ficar com a criança. certamente para revender ou negociar. o dono da escrava tem o direito de retomar a criança. 684. sem pagar compensação alguma. Como no Código de Hammurabi.MAs. vol. R. certamente. 231. violação ou morte de escravos ou escravas. 57s. EN. 111. O sumerograma usual para indicar o muskênum é LÚ. 175. Sumerisches Lexikon. 49. Labat. Cf.115 O significado do termo tem sido objeto de muita discussão entre os assiriólogos. A. O Código de Hammurabi. E. 176 do CH. cevada. também nas leis de Eshnunna aparece.MAs. Os §§ 31. 112. De fato o sinal cuneiforme GEMÉ é um composto dos sinais MI = «mulher» e KUR = «montanha». AHW. Não se sabe se esta praxe vigorava.a. 558. Assyrisch-babylonische Zeichenliste. p. O § 175 do Código de Hammurabi permite ao escravo do palácio e ao escravo do muskênum realizar um contrato de casamento com a filha de um homem livre. Bouzon. ". se compensasse o palácio com uma outra criança escrava. um terceiro grupo de pessoas. em Eshnunna.

von Soden. Speiser. Nas leis de Eshnunna d. R. Oxford editions of Cuneiform texts VII. A palavra muskênum é. p. Cf.o termo entrou na língua suméria. 111 Como mostrouW. p. Bem mais abundantes são as referências ao muskênum no ~2ríodo babilônico antigo. 13. Este postulado não encontra nenhuma confirmação nos textos desta época. I: «Die ::"}jynastiche Zeií». St. Miles. 2!J . 57-82.216. O. :22. 176.: A. R. 4. A. Diante das escassas ~ferências ao muskênum nos textos sumérios antigos.'. Kraus. «The muSkênum» em Or.118 A mais séria parece-nos o fato de Kraus postular em sua tese a existênia de uma sociedade feudal com uma nobreza bem definida para o período babilônico antigo. tb. R. onde a influência semita era marcante. Kraus defende que o muskênum é o cidadão normal. 262. como uma palavra semita importada. 60: «Nach vorsichtiger Schãtzung -=. The Babylonian Laws I. Edzard escreve na p. p. 34.ação da tábua «B»). o termo é teste: nunhado unicamente em um texto proveniente de Kish. 35 e 50 (na '. 19-28. p. Cf. 175. As próximas menções ao mas-' a'en são provenientes de Ur lU ''''. 15. Le Proche-Orient Asiatique. 90s. Edzardem Fischer Weltgeschichte vol 2. Ein Edikt des Konigs Ammi-Saduqa von 32bylon.:-j :nan die Archive von Suruppak an den Beginn oder in die Mltte des -. 219 e 222. Fora desses . 14. uma espécie de nobreza. Já na época dos arquivos de Shurupak também conhecida como período de Para". m 117. p. tb. _21._ 05-79. uma das mais antigas a língua acádica. von Soden. C. R. F. ex. ]ahrhunderts einordnen». 37 E esses dois complexos legais babilônicos são ongmanos do norte do país. sem dúvida. The Har::: e:-: Wek! CoIlection in the Ashmolean Museum. Pictographic inscriptions ::. O. deve-se levantar várias objeções sérias contra a tese de Kraus. No CH d.4-155. F. os §§ 8. p. IV.z"'. mas são bastante raras e ::-eferem-se a pessoas com nome semita. eriquanto que o awilum representa uma classe mais elevada. p. :=S. 119. 208. Mas a maior parte dessas referências =~ontra-se nas leis de Eshnunna e no Código de Hammurabi. Cf..' .120 Até agora. 118. 140. Cf. voI. Falkenstein. 211. Yaron. os §§ 12.. para essa época. F alkenstein em ZA 51 (l 955). E. . 36 Speiser. 204. Nesta linha de interpretação d. 12' Os :extos dos séculos imediatamente seguintes silenciam completa: nente em relação ao maska'en. Oxford 1928 (Texto 12).'Wnchen 1957. Cf. Cf. P. D. W.oJl" em ZA 56 (1964). 134. GareIli. D.116. Die Neusumerischen Gerichtsurkun:~ . na :orma maska'en. A. p. 1Il.19 . 24. Driver-j. 16. G. _ Jemdet Nasr excavated by the Oxford and Field Museum expedi::=. 83-93. parece =:lais provável a conclusão de que a sociedade suméria não coecia uma classe social dos muskênum. Langdon. Cf. NS 27 (1958). 139. 120. The ::.3 of Eshn unna. I . «muskênum und die Mawâli des frühen -". p.

Lettres de Ia premiere dynastIe babylonienne. 5. 25 e 71. ao que parece. Lutz em Early Babylonian letters from Larsa. as menções ao muskênum são raras e quase todas provenientes do norte. Cf. 126 No § 50. 77. lI.'" Nas leis de Eshnunna. Fora do centro cultural babilônico. 52). 30. 86. a formulação da tábua «B» determina que. V. «sapir nãrim» ou «bel têrtim» capturar um escravo. pois. vol. Compare com o § 23. 15. Cf. 10. concluir que. os §§ 12 e 13 protegem o campo e a casa de um muskênum contra a entrada indevida de um awilum. 56. o muskênum formava uma classe intermediária entre os awilum e os escravos. VAB 5. 1121 Como na Babilônia. parece que o termo muskênum começou a ser usado para indicar o «pobre» em geral. 9. 38 era sem dúvida um grupo social ]:". indenizar o palácio e ficar com a criança. 36. 79. 29. I. Schoor. 2. 55. 273.'" No Código de Hammurabi o muskênum representa. onde em uma carta o muskênum é citado ao lado do redo. lIJ. 203 e 204. por exemplo.men texts. Cf. 7. O § 24 protege o muskênum contra um pseudo-credor que penhore a sua mulher ou o seu filho: neste caso é aplicada a pena de morte. ]30 Os textos acima apresentados permitem-nos. V. que gozava de uma proteção especial do rei. 12. 81. alguém que vivia em uma situação social de opressão. é em Mari onde se encontra o maior número de alusões ao muskênum. sem dúvida.: G. 80.c. New Haven 1917. 25. pelo menos durante o período babilônico antigo. Revue d'Assyriologie 44 [1950]. Dossin. 125. A. Em um documento de processo publicado por M. fala-se da cevada «sa mu-us-ke-ne-tim» que lhe é tirada de maneira violenta. 19. 25.und Prozessrechts. Os §§ 34 e 35 tratam de um caso de adoção: se uma escrava do palácio entrega seu filho para ser criado por um muskênum.: ARM lI. tb.216 e 217. que. V. a um muskênum ou a um escravo. 202. Leipzig. ex. deverá ser acusado de roubo. uma classe social entre o awIlum e o escravo. III. YOS 10. 117. também aqui o muskênum 124. lI. ex. se um funcionário «sakkanakkum». 215. Nas cartas publicadas por H. p. V. 1933. Textes Cunéiformes XVII. New Haven 1947. 126. p. 1913.corpos legais. São principalmente as cartas do arquivo real de Mari que o mencionam diversas vezes. p. Compare p. 10. uma escrava. 46. gozava de uma certa proteção . 127. também. V. Old Babylonian o. p. 6 fala-se de um barco e de um boi pertencentes a um muskênum. F. o palácio pode retomar a criança. i. texto 76.: os §§ 200 e 201. um boi ou jumento fugitivos do palácio ou de um muskênum e o conduzir para Eshnunna.m e do bã'irum. 61. a gradação de penas entre uma ofensa feita a um awIlum. Paris. em Urkunden des altbabylonischen Zivil. Yale Oriental Series. ex. "'9 A partir do ano 1000 a.é: de duas classes de soldados. Note-se aqui. Mas o muskênum pode. 2. Goetze. mas o retiver em sua casa. Da reg-ião sul da Babilônia temos apenas três textos ominosos que mencionam o muskênum (d.

134. seines seU war. o pobre . dass der muskênum der altbab. 'ex. von Soden. MiJoes em The Babylonian La:ws. neste sentido o hino a Shamash publicado por W. o endividado.e-nim A. vol. Lambert. As poucos essas tribos foram tornando-se sedentárias e seus chefes passaram de xeques a reis. von Soden aventou uma hipótese sobre a origem da classe muskênum 102: eles eram. 137. 25.MEs indicando uma classe de homens.. Cf. As legislações babilônicas trataram dos direitos e deveres da nova classe que surgia. p.'33 O benefício concedido ligava esse grupo de pessoas diretamente ao rei e acarretava para o beneficiado diversas obrigações. tb. A família era na sociedade de Eshnunna. 140 von Soden escreve: «Ich mêichte nun die These aufstellen. 93: «The facts here collected seem to show that the muskênum belonged to a class under the protection of the crown and was in some sense a dependent on. escravos libertos de tribos semitas nômades e seminômades. not a slave of the palace .. Especialmente na p. Cf. Die frühere Versklavung war gewiss meist die Folge einer Kriegsgefangenschaft.. «meschino». ex. p. a -conclusão de G. W. 61. Em ARM 11. 133-141.. however. «muskênum und die Mawãli des frühen Islam» em ZA 56 (1964). também. 10: LÚ. de maneira que é praticamente impossível. 129. 80. if not a servent of. » Infelizmente a lacuna do texto não nos permite entender o sentido da frase. p.J.. Em ARM V. como na sociedade . aber sich auch verpflichtete. von Soden. p. » 132. aos poucos as diferenças vão desaparecendo. G.sà mu-ús-k. Mas como também os outros cidadãos (awilum) tinham deveres e obrigações em relação ao rei. «mesquin». 130. der ihm bestimmte Pflichten auferlegte. constatar-se a existência do muskênum como classe social distinta a partir do fim da dinastia de Hammurabi. Cf. Driver. C. linha 133: ú-la-lu en-su !]. 131. 2 o funcionário real se preocupa que o desejo do palácio seja cumprido em relação a uma dádiva a um muskênum. the palace. W. campo do palácio . Cf.. «muskênum und die Mawãli des frühen Islam» em ZA 56 (1964). p. a partir dos textos existentes. A relação especial com o soberano significava. kann aber auch andere Gründe gehabt haben. Em ARM V. Zeit _iihnlich dem maulã des frühen Islam ein Fre-igelassener des Stammes bzw. R. 25 o texto refere-se a um A. ihm einen besonderen Schutz angedeihen zu lassem>.u-ub-Iu-Iu mus-ke-nu: «o humilde. » Com este significado o termo passou para oaramaico e para o árabe. uma proteção especial do rei em relação à classe dos muskênum. Die Freilassung erfolgt nicht bedingungslos. sondern band den Freigelassenen an den inzwischen zum Kleinkêinig oder Kanig aufgerückten Stammeshiiuptling. que influenciou as línguas romanas na formação do termo «mesquinho». inicialmente. he was. 39 na divisão de terras.SA é-kal-lim: «campo do muskênum. I. Babylonian Wisdom Literature. o fraco.especial do rei. 86.MEs mu-ús-ke-nim: «os muskênum» com o determinativo LÚ. 7 fala-se de mu-us-kenuum sa a-Ia-ni: «muskênum das cidades». p.: o significado coletivo do texto em ARM lI. Os libertos receberam dos novos reis partes 128. ""'W. Cf.

uma só ocupava o lugar de esposa principal e seus filhos eram os herdeiros legítimos. i. não fosse proibida. o pai que entregar a sua filha a um terceiro. 1lI. p.é: 500 g de prata '3'. E. 137. Eram uma espécie de «glebae adscripti» do direito romano. 135. 281-286. art. tb. 59. Ancient Mesopotamia."" Se se leva em consideração o reduzido número de parágrafos do· complexo legal de Eshn~nna. Cf. os §§ 127-195 do Código de Hammurabi. 18. a prata paga como ter(latum devia retomar a seu dono. E. sem dúvida. Ebeling. O § 18 das leis de Eshnunna determina que se uma das partes morrer e o casamento não tiver filhos. o valor da ter(latum exceder o do dote. por isso.atum. 138. i.que permanecia propriedade da esposa durante todo o casamento e era.suméria e na sociedade babilônica. os' §§ 17. No § 161 Hammurabi corta mais uma possibilidade de especulação quando prescreve: «Se um awilum enviou o presente para a casa de seu sogro e pagou a terl]. No tempo de Hammurabi o preço estipulado como ter(latum parece ter regulado em torno de uma mina.chamado em acádico seriktum . 136. trata-se até de uma regulamentação bastante detalhada. Ebeling. 26. tb. Cf. E. que ficava em posse do pai da noiva.art. 1136 O processo matrimonial é começado na Babilônia pelo pagamento da terl]. os §§ 160 e 161 do Código de Hammurabi. Oppenheim.atum e (então) seu amigo o difamou 40 casamento. . Cf. onde havia diversas mulheres. O § 25 pune. conforme o § 17. o marido ou a família deste não poderá exigir do sogro a devolução da terlJatum. porém. para que um casamento fosse válido e a mulher considerada «assatum» = «esposa». i. monogâmico. 77-80. As outras mulheres eram esposas secundárias ou concubinas.é. Caso. Embora a poligamia. a esposa recebia deste um dote .é: ao noivo ou à família deste. a família poderá exigir a restituição da quantia excedente.atum o pai da noiva se compromete com o noivo e a família deste. p. vol. o casamento era. embora bem menos completa que a do Código de Hammurabi. 28. bastante elevada. Ao sair da casa de seu pai. 134. em geral. após a morte desta. o cerne de sua estrutura social. Ao receber a terl]. ou vice-versa."'''' Mas se o noivo desistisse do 133. dividido entre seus filhos. 3D.'34 Nas leis de Eshnunna nove parágrafos regulamentam o direito matrimonial. m Desta maneira é cortada pela raiz todo e qualquer tipo de especulação com a terl]. vol. p. 27. pois eles podem ficar com o dote trazido.atum.atum. A. 25. «Familie» em Reallexikon der Assyriologie. Cf. com a obrigação de restituir em dobro a quantia de prata que recebeu como terl]. mesmo nas famílias. lI. uma quantia. 9-15. Se antes da coabitação uma das partes morresse. «Ehe» em Reallexikon der Assyriologie. o preço estipulado pelo pai da noiva. Cf. L. 1\ . O sistema familiar vigente era o patriarcal. como no resto da Babilônia."" A sociedade de Eshnunna exigia. perdia a quantia paga como ter(latum. 29.

conforme o § 30. o desenvolvimento da agricultura." Na Babilônia os trabalhos agrícolas estendiam-se por seis meses. onde é prevista uma casuística bem mais complexa e detalhada para resolver casos análogos. 139. uma espécie de «obrigação feudal» do beneficiário em relação ao palácio.149 Tal campo. 143 e seu sogro disse ao esposo: «Não tomarás a minha filha como esposa»: ele restituirá o dobro de tudo que lhe foi trazido e seu amigo não poderá tomar sua mulher como esposa». tinha o direito de retomar a sua esposa. continuava propriedade do palácio e seu beneficiário usufruía apenas de seus frutos mediante o pagamento de um tributo. que tomava sobre si a obrigação do ilkum. propriedade do palácio.:I. 41 Mas se o marido retomasse à sua pátria. tornou a terra fértil e possibilitou. Compare a legislaçãú de Hammurabi nos §§ 163 e 164 para casos análogos. § 139 do CH. 147 Os pequenos proprietários eram poucos e estavam à mercê dos grandes senhores. '''' A sociedade de Eshnunna baseava sua economia principalmente na agricultura.5' Os grandes proprietários costumavam alugar trabalhadores para cultivar seus campos. em geral. Cf. não convalidava um casamento. como determina o § 59. que tivesse gerado filhos no casamento. No período babilônico antigo o palácio distribuía partes de terra entre pessoas que lhe tivessem prestado serviço e criava. o divórcio era. o direito a todos os seus bens. Pode-se compreender a seriedade com que a le.Compare com os §§ 128 e 129 do CH. assim. perdia. 140. Somente o homem que abandonava o seu lar e fugia de sua terra por motivos políticos perdia. ou pomar. "". 146 As terras eram. Em casos de um matrimônio sem filhos. também. se se considera o § 26 das leis de Eshnunna. da arbitrariedade de seu marido. o direito de reaver a sua esposa. essa propriedade podia ser assumida somente pelo filho herdeiro.H' Um sistema bastante eficaz de irrigação artificial. Se este quisesse divorciarse dela. feito prisioneiro de guerra em uma campanha militar. 148 Hammurabi proíbe a venda de um campo ou pomar de alguém ligado ao palácio por um ilkum. Cf. pela qual já foi paga uma terlJatum. assim. 142 A lei protegia. resolvido nos moldes dos §§ 138/139 do Código de Hammurabi. 141 A lei protegia a esposa. que prevê a pena de morte para o rapto e defloração de uma donzela. 'provavelmente.que fosse exarado um contrato (riksatum) e celebrado um banquete nupcial (kirrum). Por isso. permitindo-lhe um segundo casamento. Essa obrigação era chamada em acádico «ilkum». o elemento tempo de coabitação. a esposa que perdia seu marido. por si só. 142. Compare com os §§ 133-135 do CH. §§ 27 e 28 . 141. 143. Seu começo 'coincidia com o início do período de chuvas . donos de grandes latifúndios. como se vê no § 29.i encarava o vínculo criado pelo pagamento da terlJatum. criado pelos sumérios já no terceiro milênio. dos templos ou de particulares.

Meissner. 23. Salonen. 10 sumerograma se . p. em geral. na higiene corporal. 147. Oppenheim.1M Bem cedo os sumérios descobriram a maneira de fecundá-Ia artificialmente. W. Cf. o sésamo. B. _ a confecção de roupas. 59-65. p. von Soden. a criação de animais era outro elemento . donde se extraía o óleo empregado na cozinha. ervia. vol. Helbaek. a lã era a matéria-prima principal. Ancient Mesopotamia. 148. também. E os textos da época testemunham que a colheita era. apenas. 16-21.que também podia significar o grão em geral. A colheita era feita dos fins de abril aos fins de maio. " O óleo de oliva era raro e. vol. 1968. Zum altbabylonischen Wirtschaftsleben. Helsinki. Kulturgeschichte des Alten Orient. Os caroços secos dos frutos eram usados-como material de combustão. a amareira. Plantava-se. no culto e c. 83-95.ie. outrossim. H. também.Cf. Cf. 150. «Bewasserung » em ReaUexikon der Assyriologie. Cf. «Ecological Effects of Irrigation in Ancient Mesopotamia» em Iraq 22 (1960). Agricultura Mesopotamica nach den sumerischakkadischen Quellen. ao mesmo tempo. Suas folhas serviam para cobrir as casas. oitenta vezes mais do que a quantidade plantada. art. O ereal mais cultivado na região era a cevada. Schawe. ''''' O costume 144. 11. trigo de diferentes qualiades. W. Cf. em geral. em MVAG 19/3 (1915). A. L.Compare com o § 38. 371a. Schwenzner. Muito cultivado era. 151. p.153 De grande importância para a economia do país era. como meio de pagamento nas transações comerciais. voI. A cevada era a base da alimentação e. sendo usada na fabricação do pão e da cerveja. p. V. «i1kum» em Reallexikon der Assyriolog. já que o linho desempenhava. Ao lado da agricultura. 149. Schmõkel. O gomo terminal do caule era. 52-59. 152. 145. como uma espécie de pão de tâmara ou mel de lâmarã. 186-196.acádico se' um .art. AHW. 46-85. p. CH § 36 . importado da Síria. 42 era semear entre 40 e 80 litros para um hectare de terra. Cf. Cf.n Eshnunna. Compare com o § 136 do CH. os §§ 27-41 onde é regulado o direito de «propriedade» de um homem ligado por um ilkum. Le Proche-Orient Asiatique. Garelli. principalmente em processos de fundição de metal. I. p. B. 146. Cf. H. Cf. até o "empo de Sanherib. Cf. O fruto podia ser comido fresco ou seco. expressa. A. «Ackerbau» em Reallexikon der Assyriologie. O campo era trabalhado com um arado de madeira puxado.nos meses de novembro e dezembro. art. por bois. CH § 28 . CH §§ 42-52. 283s. P. p. em geral. Seu suco fermentado servia para a preparação de uma forte bebida alcoólica. porque dela se aproveitava praticamente tudo. um papel secundário e o algodão era completamente desconhecido na Babilônia. A sua madeira era utilizada como material de construção e como lenha para o fogo. Kienast. J. um legume muito apreciado. que tentou introduzi-Io na Assíria. tb. p. em condições -ormais. como o nosso palmito hoje. Era uma árvore maravilhosa.

assim.·61 O peixe podia ser consumido fresco ou era 156. Schmokel. G. 196. 159. O leite de vaca era muito precioso e procurado para a produção de queijos e manteiga. 439. Le Proche-Orient Asiatique. também. H. C. Cf. acádi-co bá'irum). art. p. Garelli.importante na economia da região. Meissner. p. Meissner. Cf. I. 476s. p. Kleinasien. 11. 11. 79s. p. no período babilônico antigo. 209. Aliás. La Vie Quodidienne à Babyloneet en Assyrie.·60 As embarcações usadas variavam conforme o tipo de pesca: podiam ser barcos de junco. art. Schmêikel. Hilzheimer. essencial na fabricação de roupas. 202s.KU 6. os rios. art. 43 de outros instrumentos. Os grandes fornecedores de carne e leite eram. MiJ. A. vaI. 225s. uma organização severamente controlada pelo· palácio. Babylonien und Assyrien. B. 157. Meissner. p. divididos em pescadores de água doce e pescadores do mar. a presença de ossos de porcos constatada pelas escavações arqueolÓgicas mostra que a Babilônia não conhecia. Kulturgeschichte des Alten Orient. Goetze. Cf. vaI. Lambert-E. a procriação de mulos. . B. The Babylonian Laws. 158. Os rebanhos de ovelhas tinham uma importância especial. Driver-j. Ebeling. como ainda hoje no Oriente Médio. I. R. 62s. P. B. nassas e principalmente redes. H. a pesca. o jumento. vol. Babylonien und Assyrien. 119.59 Os pescadores (sumério LÚ. canais e lagunas da Babilônia possuíam uma grande quantidade e variedade de peixes. eram em menor quantidade. A. embora presentes. E. muito procurados por serem mais fortes que o jumento e mais parcos em sua alimentação. «Esel» em Reallexikon der Assyriologie. forneciam também a lã. voI. p. Ebeling. Os textos nos falam da existência de rebanhos suínos. p. nesta época. contudo. que mantinha o monopólio da pesca. de sapatos e 153. p. I.sU. Babylanien und Assyrien. 254. voI. pois· além de alimento. Ebeling. 155. «Dattelpalme» em Reallexikon der Assyriologie. p. Os bovinos.es. Cf. onde cita um texto do tempo de Luga1anda. I. 66. 1lI. Cf. G. formavam. Cf. «Fischerei»em Reallexikon der Assyriologie. 68s. como Israel. Os instrumentos de trabalho eram anzóis de cobre. as ovelhas e as cabras. tb. p. 276. preconceitos contra o consumo da carne de porco.'" Conforme os dados dos documentos da época. E. era.«Baumwol: lenbaum» em Reallexikon der Assyriologie. M. Contenau. 115s. voI. voI. O couro era aproveitado na confecção de correias."" O boi era usado como animal de tração para carros e arados. p. canoas de madeira e até barcos à vela. "'"' Até a época em que os hititas introduziram na Babilônia a arte de domesticar o cavalo no fim do segundo milênio "ir. que fala da pesca de 9600 carpas e 3600 outros peixes. Kulturgeschichte des Alten Orient. Cf. art. p. I. ele era importado apenas para ser 'Cruzado com o jumento e obter-se. p. . 154. Cf. vol. De grande importância para a alimentação dos habitantes da Babilônia era. O animal de montaria por excelência.

ambém. porém. p'. R. W. G. importando-os de outras regiões. era empregado na fabricação de jóias e outros objetos. pedras e madeiras. especialmente o cedro proveniente e Amanus e do Líbano. Nas escavações de Khafaje foram encontrados vários pesos de argila que serviam para afundar as ·redes. O ouro era. como também para incrustações em móveis. F. outros provenientes da indús=" Ía babilônica como perfumes. Frankfort. principalmente da Ásia Menor e da Índia (MelutJ. e provavelente peixe seco para obter recursos a fim de importar os pro::: utos em falta no país:"' No período babilônico antigo somava-se 2 essa gama de produtos naturais. a prata. 27-29. Fazia-se. como o Afeganistão e as imediações do lago Urmia. G. A região do Taurus fornecia. O desenvolvimento da vida social dos grandes centros urbanos criou a necessidade de importar produtos mais sofisticados. Cf. Cf.expresso em geral nos textos pelo sumerograma DAM. em H. a lã. 89s. 1940. art.J. IV.Irgiu. 115s. bijuterias e ::lUtros trabalhos do artesanato babilônico. p. ::::. Ancient Mesopotamia. desde o tempo dos sumérios. Driver. jaspe etc. 163. assim. R. F.OIP 43 . GAR -. que eram utilizadas na confecção de jóias. originalmente um funcionário do templo ou do palácio 163. p. provavelmente. nardo e outras especiarias procedentes do sul da Arábia. pois. A. procurado e vinha de diversas regiões.160. p. cornalina. Th. ex. mas também ébano da Núbia e cipreste as montanhas da Armênia. W.a). Tell Asmar and Khafaje. . Th. 76-90. 1950. Mas. AHW. 219. portados eram madeiras. 162. no terceiro milênio.tJ. Miles.Frankfort. mister suprir as -e essidades desses produtos. tb. c. O marfim. Jacobsen. Ct tb. Ct tb. Oppenheim. p. S. L. Lloyd.. 161. ilustração 106g a fotografia de um anzol de cobre encontrado nas escavações de Tell Asmar. os produtos de luxo como incenso. Jacobsen. também.metais. Leemans. que controlava todo o comércio externo. muito pobres =. H. I. O Golfo Pérsico fornecia pérolas. C. voI. O intermediário desse comércio internacional era o tamkãrum . Leiden. Os produtos mais . 92s.. as expedições comerciais traziam novos escravos para as cidades babilônicas. 44 . The Old-Babylonian merchant.i :::-abalhado em pequenas indústrias que salgavam ou secavam o ~~'xe ou o transformavam em farinha de peixe. 31. Leemans. TheGimilsin Temple . As cidades-reinos da Babilônia eram. voI. muito importante como base de pagamento Ilas transações comerciais entre os diversos reinos. Preusser. _ idéia de comerciar os excedentes agrícolas. o Código de Hammurabi nos §§ 26. Cf. The Babylonian Laws. vinham as pedras semipreciosas como lápis-lazúli. O cobre era 'importado a Ásia Menor e do Elam. Cf. SD 5. Muito apreciados eram. cremes de beleza. 1314s. von Soden. 30. «HandeI» em ReaIlexikon der AssyrioIogie.Chicago. aos poucos.. Ct W. Driver-j. proveniente provavelmente da Índia. his business and his social position. De regiões longínquas. p. Além disso. p. mirra.

Old Assyrian caravan procedures. Th. jaoobsen. Eshnunna teve. 1. ex. mas provavelmente também todos os gêneros de primeira necessidade. o comércio organizado. O meio de transporte mais usado era a navegação fluvial pelo Eufrates. Istanbul. ex. Cf. sobre a evolução dos preços na Babilônia os trabalhos de W. em si. O 'centro do comércio de uma cidade era o «kãrum». era o lugar onde as embarcações ancoravam. «HandeI» em RealIexikon der Assyriologie.. 164 A prata era. embora continuasse supervisionada e regulamentada pelo palácio. von Soden. art." O comércio varejista da cidade era. 168.: H. como o comprovam os inúmeros textos encontrados nas escavações de Tell Asmar e adjacências. Tigre e pelos muitos canais navegáveis que cortavam a Babilônia. Eles tiveram sob seu controle as grandes cidades comerciais Diniktum e Mankisum. 165. S. S. TeU Asmar and Khafaje. I. Frankfort.: o § 15 das leis de Eshnunna. mas também as principais vias fluviais do norte para o sul. sem dúvida. MiJes. explorado pela sãbItum (taberneira). The Babylonian Laws.eis de Eshnunna começam com uma lista que visa determinar o . relações comerciais intensas com as cidades às margens do Eufrates. No «kãrum» os tamkãrum se reuniam. que financiava a expedição comercial e enviava um agente seu (samaI1Qm) com capital e mercadorias para as diversas transações comerciais. Lloyd. o veículo comum de pagamento. 167.carroças puxadas por bois ou jumentos . '01 A cidade-reino de Eshnunna. . Greengus. W. Mas a lentidão dos meios de transporte .'68 Uma preocupação séria dos governantes de Eshnunna parece ter sido a regulamentação dos preços dos gêneros de primeira necessidade. p. Sehwenzner. «cais» 165. Cf. C. No período babilônico antigo. IV. nesta época. reço máximo permitido para alguns produtos vitais na vida . O termo «kãrum» significa. por sua posição geográfica. Onde não era possível chegar por via marítima. 45 esta atividade foi passando para a mão de particulares. p. H. Frankfort.C.. 169. «Zum babylonisehen Wirtsehaftsleben» em MVAG 19/3 46 . Cf. 120s. os preços eram notados. Durante o período de Larsa-Isin. como aparece claramente no Código de Hammurabi. Old Babylonian Tablets from Ishehali and Vieinity. CH §§ V-107. AHW. Preusser. Cf. Larsen. F. jacobsen. M. na tentativa de estabilizar o custo de vida. Cf. p. além disso. W. The Gimilsin Temple. 166. podia controlar todo o comércio na região do Tigre. os reis de Eshnunna estenderam o seu poder do Diyala até o Tigre e assim podiam dominar não só as rotas de caravanas que vinham do Elam. 451. p. organizavam-se caravanas. o tamkãrum tornou-se uma espécie de banqueiro. Cf. voI. Th. R. p. 81s.e o estado lastimável das estradas tornavam demoradas e difíceis as caravanas.169 As 164. que vendia não só bebidas. Leemans. 1967. vol.

a babilônica e a economia do mercado livre vigente nos . Meissner. Jacobsen. Berlin. «The reign of Ibbi-Suen» em JCS 7 (1953). Falkenstein. Le Proche-Orient Asiatique.Abhandlung der ?reussischen Akademie der Wissenschaft. seus funcionários. Cf. contudo. 1915) e B. 278s. Cf. 20 I de óleo e 15 minas (7. ~. --5. 174 Os baixos preços mencionados nas inscrições e Shamshi-Adad I (1815-1782) e de Sin-Kashid de Uruk ± 1865-1833) são exagerados 1i5 e têm. rifttexte aus Assur historischen Inhalts I. apresenta a seguinte tabela para Ur III: 1 sido de prata = 300 I ::':e cevada. Polanyi em Trade and Market ~ the Early Empires. =. . 2 III. O abundante material textual que a arqueo: ogia trouxe à luz permite uma tal comparação. 2 (1963). § 1 . o óleo de :::ésamo e a lã. com um úlo (8 g) de prata. -elli. Glencoe 1957. o estudo de K.:aíses modernos.Cf. 173..contratos dessa época reunidos por W.ambém. Zu den Inschriftfunden der ~ abung in Uruk-Warka. 49. 172 Apenas no reinado de Ibbi-Sin constata-se uma alta vertiginosa o custo de vida. § 1 .013 Um aumento de custo de vida verifica-se. 10 minas (5. Warenpreise in Babylonien. The Laws of Eshnunna.. Cf. 1936. 1960-1961. 171. as terras nesta região estavam repartidas entre o rei. philosophisch-historische Klasse :. Cf.kg) de lã e entre 9 e 15I de óleo de sésamo.5 kg) de lã. 174.:: época pré-sargônica até o fim da dinastia de Hammurabi em P. p..07• Para compreendermos bem a situação _ onômica de Eshnunna é necessário compará-Ia com a de outras :dades da região. Durante o reinado de Ibbi-Sin os textos testemunham que :~m 1 sido de prata comprav. n. 1 sido de . 30. sem dúvida. 30 I de óleo. Le Proche-Orient Asiatique. tb. que viviam da . 278s. baseado =0.Cf. 47 Como os textos provenientes da -região do Diyala mostram claramente. «The reign of Ibbi-Suen» em JCS 7 (1953). onde ele tenta mostrar a diferença e:1 re a economi. Baghdader Mitt. a inscrição de Shamshi-Adad I em L.otidiana da Babilônia. 175. Cf. de Th. seus familiares.a-se apenas 51 de cevada e 2 li:! I de óleo de sésamo. Jacobsen. Keil:-. GareIli. 12 minas (6 kg) de lã. m ~sses preços regulam com os da terceira dinastia de Ur. Meissner. p. 172.. p. 13s. 116 Torna-se.: rição de Sin-Kashid em A. durante o reinado de Hammurabi e notadamente no de seus sucessores. 33. a finaliade propagandística de sublinhar a prosperidade de seus reinos.. Como ponto de -eferência deve-se tomar o preço dos três produtos essenciais o dia-a-dia das populações babilônicas: a cevada.151: 1 siclo = 900 I de cevada. . Th. Zum altbaby: :Jischen Wirtschaftsleben e B. Em Eshnunna a lei determinava que.. bastante difícil avaliar a situação econômica dos pequenos proprietários. 170. Schwenzner. o templo e algumas pes. P. soas particulares. p. Cf.. se podia comprar 1 GUR (300 I) de cevada. : sut e 2 qa (121) de óleo de sésamo e 6 minas (3 k) de lã. A.::-ata = 600 I de cevada. Messerschmidt. . que. p. p. a tabela comparativa de preços vigentes desde . A :. Warenpreise in Babylonien e ='0 art. Goetze.

Aqueles awilum. Conforme o § 272. p. 133. O salário 176. graças às tabelas de salários conservadas nas leis de Eshnunna.ljUN. Gelb. G. j. ele receberá nos cinco prieiros meses do ano uma diária de 6 sE de prata. «La Cité-temple sumérienne» em CahieE d'Histoiroe mondiale Ij4 (1954). p. Ct G. ainda. I. p. Ct os diversos testemunhos textuais relacionados por P. A quantia paga pelo palácio em produtos naturais àqueles que estavam sujeitos a um «ilkum» era. Le Proche-Orient Asiatique. MiJes. The Babylonian Laws. em geral. 181. «Zum Baylon'schen Wirtschaftsleben» em MVAG 19/3 (1915). 177. 179. Garelli. The Babylonian Laws.'83 Por: anto somente nos cinco meses mais pesados para um trabalha' or rural ele ganhará um siclo de prata mensalmente. B. 47. Ct tb. 181 Parece que durante a dinastia de Acade e a de Ur III a situação se estabilizou em torno de um mínimo de 60 litros mensais.600 m2• ". ou seja. Feldiana. Cf. Nos §§ 7 e 8 as leis de Eshnunna 'eterminam. o salário de mais dois trabalhadores agrí~ . Materialien zum Sumerischen Lexikor: !. I. I. a um «iku». 299-300. p. normalmente. C.renda de seus campos. p. «The Ancient Mesopotamian Ration System» em JNES 24 (1965). que em Eshnunna é de dois li ros de cevada por dia. Driver-j. Não se conhece exatamente a quantia que eles recebiam mensalmente. sua diária será apenas de 5 SE de prata. 282. 177. A.GÁ = mercenário o salário de 1 siclo de prata e mais 1 «pan» (60 I) de cevada a título de alimentação. Além disso.n !nscriptions in Chicago Natural History Museum». Dependia tudo da extensão de suas propriedades e da qualidade do solo. 182 A situação dos assalariados é mais fácil de ser avaliada. 236. Sumeria:: Economic Texts from the Third Ur Dynasty. 802. Schwenzner. 112. Cf. 39s. Anthropology 44 (1955). Hammurabi não presTeve o pagamento da alimentação. p. uma complementação essencial à subsistência desses pequenos proprietários. recebiam do rei um pequeno lote de terra e o pagamento de uma determinada quantia em produtos naturais. B. e isto representa um rendimento de aproximadamente 2 litros diários. j. um terreno de 1 iku daria uma produção de 500 litros. 118 O lote de terra não ultrapassava. cerca de 3. p. Minneapolis. W. Jones-j. W. R. 30 GUR por cada BUR plantado 180. 178. como pagamento mensal de um LÚ. Ct I. 180. 182. p. 1961. assim no § 11. o que equivale a cerca de 9. Landsberger. 181s. R. mas nos outros meses. T. 286287. Gelb. Nos -estantes sete meses seu salário mensal será 5/6 de um siclo ( erca de 6. «Old Akkadia. 48 · rescrito na legislação de Hammurabi para a mesma classe de essoas é menor. MiJes.666 g) de prata. vol. Snyder. pois. Compare tb.000 litros em cada 6 hectares. voI. C. Ct p. p. A lei estipulava. Cf. que estavam ligados ao palácio por um serviço do tipo «ilkum» 017. Se se leva em conta que a terra na Babilônia produzia. Falkenstein. Driver-j.

. conforme o § 3. de renovar os instrumentos de trabalh( e. Bouzon. No temp( de Hammurabi o aluguel estipulado para o mesmo tipo de bafC( era menor: 1. § 269: «Se alugou um jumento para trilhar (o grão). conforme a equivalência da tabela de preços do § 1. :/3 de siclo. enas. orrespondendo. um carro e seu condutor: dará 3 parsiktum de ~ão por dia». se computado em prata. se via na necessidade di .000 litros . E. 185. 105. inferior em Eshnunna. 49 9a o legislador estipula a quantia de 15 litros de cevada com( aluguel de uma foice (URUD. diante da necessidadl de comprar sementes. o era. o meio de transporte mais impor tante. Um alfaiate tinha direito a receber como remuneração 201ft do valor de seu trabalho. O ceifador recebe uma diária de 2 sat (201) de cevada. 2/5 de um sido (cerca de 3. para a economia da Mesopotâmia. 187 No § 183.é: cerca de 100 litros.animais.••••Para alugar um jumento o habitante de Eshnunna pagava :0 litros de cevada por dia ao dono do animal e um salário diário ::" 10 litros de cevada ao condutor do animal.KlN. Cf. O Código de Hammurabi. 180 :i-ros . sem dúvida. No § 257 do Código de Hammurabi o salário anual de um «ENOAR = ikkarum = trabalhador rural""» é de 8 OUR ( erca de 2. ou seja. Bouzon.33 g de prata. O § 4 das leis de Eshnunna determina um.. equivalente a um salário mensal de 300 li ros de cevada.185 Para o mesmo instrumento de trabalho as leis de nammurabi prescrevem uma diária de 3 parsiktum. 104. dependi. até mesmo. na proporçã( do § 1. que corresponde a um salário mensal de 200 itros de cevada. 186. O joeireiro tem direito a uma diária de 1 sut (10 litros) de cevada. de 10 litros de grão como aluguel do jumento. que. E. Os elementos aqui examinados nos levam à cnclusão de que a situação econômica de um trabalhador em ~shnunna era melhor do que na Babilônia durante o reinado da 'nastia de Hammurabi. i. Portanto a diária de um barco de 60 GUR 18. 184. 2. p. valia um siclo de rata.olas. ::-:1 aluguel será um sutum de grão».era de 120 litros de cevada ou. a um salário mensal de 600 litros de evada ou.A) durante o tempo da colhei ta.§ 1. ibid. § 271: «Se um ~ilum alugou . 101. ou. de sua tonelagem. 1 pan e 4 sat 'e cevada. O preço de locação de animais e de instrumentos de traba. 187.'89 Não raras vezes o pequeno camponês. O aluguel diário de m carro de boi com condutor era. diária de 2 litros de cevada por cada 300 litros (GUR) de capa cidade do barco. destarte. também. p. Hammurabi não fala sobre o ~ário do condutor do ·animal. de alocar mão-de-obra. Bouzon. Cf. de acordo com o § 1.400 I). Hammurabi fala. O Código de Hammurabi. Cf. A 'conversão em prata cOl"responde aos preços ·estabelecidos· -. O Código de Hammurabi. dois siclos de prata.·88 O aluguel de um barco. E. p. Cf.2 g) de prata.

. Harris. 286s. E. p.. p. uma concentração de riquezas nas mãos de _ ucas pessoas. Mas nos §§ 275-276 o legislador trata di aluguel de outros ti'pos de barcos. Bouzon. realidade.'" 195. P. 75. Garelli.art. O Código de Hammurabi. Cf. principalmente funcionários do templo. Suas riquezas cresciam cada -ez mais em detrimento dos pequenos camponeses e da popula> -o rural em geral. a diferença entre as duas taxas era. provavelmente. Leeman5. tb. F. 191. 57. W. F.TÚG = «alfaiate». 194.::-sa de seu comprador ou daquele que os tem em sujeição. que for= avam a classe dirigente do país. Harris. Compare o § 19. p. Cf. no -: arto ano será feita sua )Yoer'tação». Os pequeno camponeses viam-se.JC. Cf. a taxa máxima di juros permitida era de 20% ao ano. pagará como aluguel 1/6 (di siclo) de prata por dia». Cf. art. 193. Harris conclui que se deu. § 277: «SI umawllum alugou um barco de 60 GUR.: § 39 .-<. praticamente nula. cit. Cf. tb.~ c.::uadAª' ::=mplo do deus Sin em Khafaje.i~•. Cf. 196. O Código de Hammurabi. para pagar as suas dívi das. n. ~ ::J. 190. se se tratasse de um emprés timo em prata e de 33 1/3% se o empréstimo fosse em cevada Como observa Leemans.:. E. Szlechter.fazer um empréstimo.aquela época. 192. 192 O reino de Eshnunna. -lum e ele vendeu sua esposa. 45. seu filho ou sua filha ou entres u-se em serviço pela dívida: trabalharão durante três anos na . Pelo menos na interpretação de B. W.~t. R.Compare com o § 117 do CH. 189. obrigados a vender suas pro priedades. Les Lois d'Esnunna. Landsberger tra ta-se de um LÚ.. 106. p. Cf. '" Conforme o § 18a. cit. já que o pagamento da cevada er. Leemans. pouco antes de sua queda diante do: exércitos de Hammurabi. parece ter passado por uma grave crisl econômica. 195 Foi.~"::s. p. Cf. E. feito durante o tempo da colheita 191. diante deste quadro = ial que Hammurabi limitou para três anos o tempo de escra--: ão por dívida prescrevendo: «Se uma dívida pesa sobre um c.a C~":rJ~.ó.Hi. p. Bouzon.: !lr. P 7-34.l94 Da análise do material encontrado nos arquivos d( 188.193 O nível de vida era bastante baixo. Cf. quando o custo da cevado baixava consideravelmente. Cf. § 117. 50 '\I. p. R.)t. 43s. ex. 70s. p. Le Prochefr'ent Asiatique.. muitas vezes. ou mesmo os seus filhos. «The Rate of Interest in Old Babylonial Times» em Revue lnternationale des Droits de l'Antiquité 5 (1950). «The Archives of the Sin Temple in Khafajah: em JCS 9 (1955). § 14. ::.

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o. Th. «Year when Amurru intrusted Bilalama with the rule of Ishur» . .~~x\. aproveitando um momento ~" fraqueza da dinastia de Isin. Teu. \â. Th. ot which constituted their exclusive interest in those towns».. in its completeness. o trono de Isin. c.\)\..:-Sin . Lloyd.. já que seu filho Ishme-Dagan. u na-ás-pár-su ENSl ás-nunki é-sikil-am sa i-ra-a-mu 10. sucessor de Bilalama. ::':.1974-1954 a. S. 4~.). 'b\." Esse fato foi.~: IL de Tispak».\. H. Cf.. It appears that the Amorites :-a","static_promo_banner_cta_url":"https://www.scribd.com/"},"eligible_for_exclusive_trial_roadblock":false,"eligible_for_seo_roadblock":false,"exclusive_free_trial_roadblock_props_path":"/doc-page/exclusive-free-trial-props/81045565","flashes":[],"footer_props":{"urls":{"about":"/about","press":"/press","blog":"http://literally.scribd.com/","careers":"/careers","contact":"/contact","plans_landing":"/subscribe","referrals":"/referrals?source=footer","giftcards":"/giftcards","faq":"/faq","accessibility":"/accessibility-policy","faq_paths":{"accounts":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246346","announcements":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246066","copyright":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246086","downloading":"https://support.scribd.com/hc/articles/210135046","publishing":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246366","reading":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246406","selling":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246326","store":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246306","status":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/360001202872","terms":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246126","writing":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246366","adchoices":"https://support.scribd.com/hc/articles/210129366","paid_features":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246306","failed_uploads":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210134586-Troubleshooting-uploads-and-conversions","copyright_infringement":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210128946-DMCA-copyright-infringement-takedown-notification-policy","end_user_license":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210129486","terms_of_use":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210129326-General-Terms-of-Use"},"publishers":"/publishers","static_terms":"/terms","static_privacy":"/privacy","copyright":"/copyright","ios_app":"https://itunes.apple.com/us/app/scribd-worlds-largest-online/id542557212?mt=8&uo=4&at=11lGEE","android_app":"https://play.google.com/store/apps/details?id=com.scribd.app.reader0&hl=en","books":"/books","sitemap":"/directory"}},"global_nav_props":{"header_props":{"logo_src":"/images/landing/home2_landing/scribd_logo_horiz_small.svg","root_url":"https://www.scribd.com/","search_term":"","small_logo_src":"/images/logos/scribd_s_logo.png","uploads_url":"/upload-document","search_props":{"redirect_to_app":true,"search_url":"/search","query":"","search_page":false}},"user_menu_props":null,"sidebar_props":{"urls":{"bestsellers":"https://www.scribd.com/bestsellers","home":"https://www.scribd.com/","saved":"/saved","subscribe":"/archive/pmp_checkout?doc=81045565&metadata=%7B%22context%22%3A%22pmp%22%2C%22action%22%3A%22start_trial%22%2C%22logged_in%22%3Afalse%2C%22platform%22%3A%22web%22%7D","top_charts":"/bestsellers","upload":"https://www.scribd.com/upload-document"},"categories":{"book":{"icon":"icon-ic_book","icon_filled":"icon-ic_book_fill","url":"https://www.scribd.com/books","name":"Books","type":"book"},"news":{"icon":"icon-ic_articles","icon_filled":"icon-ic_articles_fill","url":"https://www.scribd.com/news","name":"News","type":"news"},"audiobook":{"icon":"icon-ic_audiobook","icon_filled":"icon-ic_audiobook_fill","url":"https://www.scribd.com/audiobooks","name":"Audiobooks","type":"audiobook"},"magazine":{"icon":"icon-ic_magazine","icon_filled":"icon-ic_magazine_fill","url":"https://www.scribd.com/magazines","name":"Magazines","type":"magazine"},"document":{"icon":"icon-ic_document","icon_filled":"icon-ic_document_fill","url":"https://www.scribd.com/docs","name":"Documents","type":"document"},"sheet_music":{"icon":"icon-ic_songbook","icon_filled":"icon-ic_songbook_fill","url":"https://www.scribd.com/sheetmusic","name":"Sheet 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aged and plundered cities in the neighborhood with the connivance of Bi alama. Preusser. Cf. provavelmente idêntico com o homônimo mencionado em duas tábuas cuneiformes de TeU Asmar como um habitante de Der e enviado de Anumutabil.###BOT_TEXT###quot;à. Frankfort. ib-ni 45. C\\. estabeleceu_se na cidade de Frankfort. ~\~\ Ü~ E~\w.II Asmar 253).•. Frankfort.\\.c. 44.. a uma invasão . who annexed and rebuilt them after the nomads had taken the . Frankfort. Preusser.'i~\:. Cf. 43. contains ::::e key to the understanding of ali of them. jacobsen. 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uíc\\. jacobsen. TeU Asmar and Khafaje. um aventureiro que. C. sem dúvida. É-SlKlL. TeU Asmar and Khafaje.'0~~ ~'S\\\.\###BOT_TEXT###quot;à.ou para uso profano o antigo templo dedicado ao rei de Dr.'0\'S\.\\"à..e ek ~ô. 21 Der. Cf.6). '0 ).47 Como sucessor de Isharramashu aparece um tal U1?urawasu. Th. seu amado ~:. «Year when Badbar and Ka-ibaum were built» (TeU Asmar 252). 45: 5. 46 Esta catástrofe se deve.\. Bilalama.c." Mas a independência de Der deve ter terminado durante o reinado de Iddin-Dagan (-t. p.\:.:. A arqueologia mostrou que. H. Khafaje. 45.Asmar and a-na dTispak be-Ií-su bi-Ia-Ia-ma na-ra-am-su «Year when Amurru destroyed Ka-ibaum» (Tell Asmar 248).)â. 32s.

Frankfort. TeU Asmar and Khafaje. o próximo ENSí de Eshnunna foi o filho de 47. H. 245) we find «U~urawasu. D. Frankfort. p. von Soden. S. 32s. 54 Nesta ocasião. Th.c. 574s. Cf. A. O nome sumério não significa nada em relação à origem etnológica dos dois personagens. 50. provavelmente um usurpador. jacobsen. 222) «U!?Urawasu. mentions a lú ku-un-ku-nu. p. p. jacobsen. Edzard. Lloyd. and on another (T. Preusser. Fischer-Weltgeschichte vol. jar-sealings style him «ishakku of Eshnunna» with the usual epithets. 32s. A. Preusser. Lloyd. The Gimilsin Temple. O. nota 95a: «Tablet AS. W. reconstruiu o palácio do governo." As fontes mencionam dois personagens portadores de nomes sumérios como ENSí de Eshnunna depois de U1?urawasu. 174s. p. almost a meter below a tablet of Sharria in the same locus. 197. C. TeU Asmar and Khafaje.!1l Este rei. que ontinuou a obra de restauração de seu antecessor.) de Larsa.) e principalmente de Ur-Ninurta (1923-1896 a. Cf.30: T. jacobsen. Edzard. 73s. 112s. Frankfort. U~urawasu. 62 Embora um selo acádico testemunhe que Urningishzida tinha um filho. O governo de UrNinkimara parece coincidir cronologicamente com o reinado de Gungunum (-t. temporâneo do babilônio Sumu-abum (1894-1881 a. p. suggests that it should be dated to approximately the time of Urninmar». filho de Sharria. O. Die «Zweite Zwischenzeit» Babyloniens. 52.c. 2. 22 -í-Ninkimara. P. But on one tablet (T. Ipiq-Adad L 53 Seu filho e sucessor Abdi-AralJ.1932-1906 a.•• Os sucessores Shiqlanum e Sharria foram figu::2 apagadas. aproveitando a fraqueza política de Lipit-Ishtar (1934-1924) a. 56 Apenas Belakum. A Belakum parece ter seguido no governo de :':shnunna um tal Waradsa. '" Do segundo. ibid. em :lliIa guerra contra Yawium de Kish foi derrotado e feito prisio:: iro.). conseguiu res: 2urar o poder de Eshnunna. 51. C.. Le Proche-Orient Asiatique. foz do Diyala . 72s. 63. H. Cf. may well be connected with the catastrophe itself. The Gimilsin Temple. 197. tentou superar a hegemonia de Isin e fazer de Larsa o centro político da época. S. «man of Kunkunu ». retomando Tutub e reorganizando o . Cf. This Kunkunu can hardly be other than the weU known Gungunum of Larsa.: «But the remaining ruler. Cf. 67 Com Ibalpiel I começou uma nova dinastia que levou !:shnunna ao auge de seu desenvolvimento político e econômico . O. Erra-bãni. H.foi governador de Der. p. der central. p. já que era costume entre os semitas adotarem nomes slimérios. levei 32-50. Edzard. jacobsen. Th. Th. H. D. D. the ambassador (kin-ge-a) of Anumutabil. p. Frankfort. 48. Propylãen Weltgeschichte I.). the man of Der».600. . Ur-Ninkimara. found in the street at N 32: 1. Die «Zweite Zwischenzeit» Babyloniens.C. The find-spot of this tablet. 49. Cf. GareUi. não sabemos praticamente nada mais do que o nome. Eshnunna perdeu todo o território situado 2. Urningishzida. Th.C. O primeiro. p. king of Der».

ibid. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. Cf. R. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. Cf. S. Cf. seguindo o exemplo dos reis da terceira dinastia de Ur. Lloyd. Na primeira inscrição lê-se: «Ipiq-dAdad. 55. Old Babylonian Tablets from Ishehali and 20s. 123. H. ENSí de Eshnunna».icinity. IV E 16a. o enfraquecimento político de sin. Cf. até à região do rio Habur. Cf. Cf. E. que correspondia. a offert (ce sceau) à Erra-bãni. p. cit. p. que a partir '" 1850 a. provavelmente após suas conquistas militares. filho de dIpiq-dAdad». Th." Este texto corresponde exatamente ao modelo tradicional. '" O nome de Ipiq-Adad vem precedido do determinativo L1oyd.. Frankfort. Kupper. se fez divinizar em vida. Em uma inscrição descoberta nas escavações de TeU Asmar lê-se: «dNarâm-dSin. em conseqüência disso. ibid. Cf. 23 divino «DINGIR». à sua expansão política. 237: «Ur-Nin-giz-zida. 56.58 Duas inscrições sobre tijolos encontradas nas escavações de TeU Asmar nos mostram uma evolução clara na ideologia real dessa região. 120. sem dúvida. R. 61. rei forte. filho de Ibaliel ». Frankfort. Já na segunda inscrição é roclamado: «dIpiq-dAdad. pastor dos cabeças-pretas 60. Além disso . son fils». E. 239. Gre'engus. jacobsen. \.. ibid. situada às margens o Eufrates. conseguiu expandir o poder de Eshnunna. rei forte. 58. Entre suas conquistas conta-se também a cidade de Rapiku. The Gimilsin Temple .c. Ipiq-Adad 11. SolIberger-]. aproveitando a rivalidade existente entre Isin e . jacobsen. IV E 16b. como se deduz pelo uso do determinativo «DINGIR» antes de seu nome. rei de Eshnunna. Cf. Th. rei que expandiu Eshnunna. fils d'Ur-Nin-Kimara». . p. gouverneur d'Esnunna.p. S. op. 60. 53.?oi principalmente o filho de Ibalpiel. 54. Cf. The Gimilsin Temple. amado de Tispak. Seu filho Narãmsin sucedeu-o no trono e estendeu a influência de Eshnunna. amado de Tispak. 57. 239.62 Por esta inscrição pode-se concluir que Narãmsin também foi divinizado em vida. p. 126s. Kupper. amado de Tispak. Sollberger-]. 59. O título «pastor dos cabeças-pretas» é um antigo epíteto dos soberanos sumérios. 238 um ou ro selo acádico com a inscrição: «Ipiq-Adad. tb. A locução «cabeça-preta» é uma forma poética comum entre os sumérios par·a designar o «homem». no norte. quando assumiu também o título «LUGAL = rei».arsa e. p. bien aimé de Tispak. le gouverneur d'Esnunna.. p. p. H. 123. S. o que significa que esse soberano.

denominado. A queda de Ur e da terceira dinastia de Ur privara a região de uma força centralizadora. H. Kupper. Mas permaneceu a herança cultural e religiosa do's sumérios. Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. procuraram integrar a cultura e a religião suméria na própria . p. Um governador de grande tino político e administrativo. p. R. 64. ele também foi divinizado em vida. subiu também ao trono de Assur. le roi d'Esnunna. Shamshi-Adad I. sob o ponto de vista político. 7' É um tempo em que se multiplicaram as pequenas dinastias semitas na região. Shamshi-Adad I reinou de 1814-1782 a. aproximadamente. IV E 17a. foram. Cf. unir sob seu governo Eshnunna e a Assíria. le fils d'dlpiq_dAdad.encontra-se aqui. Como seu pai e seu irmão. 240. Pelo contrário. Sollberger-j. ja.C. no ano 1815 a. The Gimilsin Temple.C. em geral. &1 Pelo material arqueológico encontrado em TeU Asmar. Esse período de cerca de duzentos anos entre a queda de Ur e a ascensão política de Hammurabi é. Uma unidade política verdadeiramente estável só reaparecerá na Mesopotâmia com o reinado de Hammurabi. Cf. tornara-se novamente independente e Dadusha tentou um bom relacionamento com ela através de um casamento. R. sa fille». son maitre]. por algum tempo. conseguindo assim. pelos assiriólogos. colocou a Assíria novamente entre as potências da época. 24 potâmia justamente em um período de transição. ° título LUGAL es-nun-naki = «rei de Eshnunna». Frankfort. a inscrição IV E 18a em E. Edzard em Fischer Weltgeschichte vol. O texto acádico é: dna-ra-am-dSin LUGAL da-an-nu-um LUGAL es-nun-naki na-ra-am dtispak DUMU di-bi-iq_dAdad 63. Como nota D. mas teve seu campo de ação limitado pela presença política e militar do novo rei da Assíria. a voué (ce poids) pour Inibsina. completamente derrotados. conquistada por Ipiq-Adad 11.cobsen. Pelo ano 1820 a. p. Cf. sabe-se que deu sua filha em casamento ao governador de Rapiku. E. que marcou' profundamente os estados semitas que surgiram naquela época. Como se vê nesta inscrição o determinativo divino «DINGIR» precede o seu nome e ele conser~a também o título «rei de Eshnunna». Os semitas não entraram na região com fúria iconoclasta.65 Provavelmente essa cidade. S. 240: «[A dTispak. o tempo de lsin-Larsa. 63 Continuou a política expansionista de seus antecessores. p. tentando destruir à força tudo que fosse costume ou tradição suméria. 65. 185: «Die Persõnlichkeit Shamshiadads hãlt durchaus den Verg1eich mit dem jüngeren Zeitgenossen Hammurabi aus». Kupper. Sollberger-j. Th. Os sumérios.C. 62. sendo substituído no trono de Eshnunna pelo seu irmão Dadusha. 2. O. «Inscriptions Royales Sumériennes et Akkadienes. ' . Lloyd. pela primeira vez. Morreu relativamente cedo. antigos habitantes da região. 129. dDadusa.

a jurisdição e o conteúdo dos «códi~-> de leis encontrados pela arqueologia no Oriente Antigo. venha 2.cultura e religião. outras leis e prescrições que não foram fixadas nas tábuas encontradas em TeU I.059 e 1M 52. Eles prepararam. de roubo etc.. 3. sem dúvida. Geschichte des Alten Vorderasien. Cf. Tudo isto nos leva a concluir que os tribunais de Eshnunna certamente conheciam. O «CÓDIGO» DE LEIS DE ESHNUNNA Uma simples leitura das tábuas 1M 51. a preocupação de reunir todas as leis vigentes em um código.. ist ein moderner Gedanke. Schmokel. das geltende Recht in erschopfender Weise darzusteIlen. 32: «Der Gedanke. por ::.--' ém para as legislações do Oriente Antigo." no seu tempo: «O órfão não foi entregue ao rico. assim. Mesmo o direito de propriedade é tratado muito brevemente. ao que parece.:3. p. interessante. Continua aberta entre os especialistas '". é relativamente moderna. «lur r·echtlichen Natur der altorientalischen Gesetze» em Festschrift für Karl Engish.Iarmal. o terreno para aquele tipo de cultura bilíngüe que se tornou uma constante da cultura babilônica. begegnen erst in den letzten zweihundert jahren». Preiser. contudo. und Kodifikationen.]em oprimido. as legislações antigas.:idica.'~-=:l motivo. 74. prescrições que regulem o direito de herança. 7. . a ~:ên. que está implicado em um processo. Isin e Larsa.foi entregue ao homem de uma mina».-. determinar o motivo que levou reis e = ~~. O rei Ur-Nammu declara solenemente em seu prólogo ~. "~ uma análise atenta do prólogo e epílogo dos «códigos» de -"~-" 'ammu TI. die diesen Namen verdienen.:~-""ammu.-:estão sobre a natureza. que realmente mereça esse nome. a viúva -==0 foi entregue ao poderoso. a fixar por escrito e a cole. e o homem de um sido -". cuja transmissão era. limitavam-se.80 De maneira aná= -~a Hammurabi declara no epílogo de sua estela: «Que o ::. Aliás. 74 Como o 73. Muitos pontos da vida jurídica e social da cidade não são tratados nas leis de Eshnunna.: H.ão de empreender em seus reinos uma reforma social e ~::. p.. Cf.adores a transmitir complexos legais como o «código» de -. exercer uma certa hegemonia na região.:. alternadamente. por exemplo. Na parte do direito penal faltam as sanções aplicadas aos crimes de morte.614 nos mostra claramente que o material legal aqui reunido não forma um código de leis no sentido moderno do termo. Faltam. roclamar e publicar seus códigos legais foi. o «código» de Lipit-Ishtar. dass es darauf ankomme.7. ·W. O nome Isin-Larsa lhe vem das duas maiores cidades-reinos da época. 73-84. 26 ~=C-O::lstrouH. as leis de Eshnunna e o :-' 'go» de Hammurabi. Brunner. de Lipit-Ishtar'" e de Hammurabi parece permi~-:: os a conclusão que o motivo principal que levou esses reis :=. ex. que tentaram.-=::: 21" somente aquelas normas e leis..:éillte de minha estátua de rei da justiça e leia atentamente . Mais problemá':::: se torna. p. mesmo na Idade "~". 75 E este princípio vale provavelmente -::. no seu funcionamento cotidiano.

N. p.Der Alte Orient. A divisão em sessenta parágrafos foi feita por A. seguindo aspectos puramente formais. a finalidade da fixação por escrito e proclamação de coleções de leis parece ter sido. p. Cf.83 Ê. E. p. Cf. como se pode constatar nos «códigos» de Ur-Nammu." Como não possuímos o texto original das leis de Eshnunna. pois.enüber der Gottheit úder dem Thronfolger gedacht?» 80. 110. provável que o original das leis de Eshnunna também tenha sido escrito em uma estela. «Ur-Nammu Law Code» em Orientalia NS (1954). fascículo 1.ão se dilate!» 01 Na mesma linha. Por isso. atualmente. -01. «Das Gesetzbuch Lipit~~von Isim> em Orientalia NS 19 (1950).0 diz Preiser. S. n.059 e 1M 52. ANET'. como por exemplo o uso da partícula acádica summa = «se». 78. dt. W. a tradução :. W. Cf. ele veja o seu direito. Cf.:Jg!esa de S. conservada no museu do Louvre. cit. tb. 17. provavelmente. provenientes da cidade de Nippur. 8O Após essa fórmula introdutória seguem as prescrições legais escritas em língua acádica. J. Deutsche Rechtsgeschichte. Cf. Lipit-Ishtar justifica a 75.ê". em uma estela colocada no templo do deus principal da cidade. H. não nos é possível saber se tinham originariamente a mesma estrutura dos «códigos» contemporâneos. portanto. O Código de Hammurabi. 17. loc. Cf. Goetze".art. 523-525. p.:T'. Preiser. Preiser . Essa parte deve ser considerada como uma fórmula de datação. Embora. Kramer. p. 40s. 27 proclamação de sua legislação. embora hoje conheçamos somente cópias desse original. Essa proclamação era feita. Contudo.614 mostram uma formulação diferente. p. . San Nicolà. Brunner. possuímos apenas as duas cópias em tábuas de argila. cit. 76. N. Eilers. 1038.M. Cf. Nem a tábua «A» nem a tábua «B» nos transmitiram um epílogo. Bouzon. p. Die Gesetzesstele Chammurabis . art. Cf. pelo menos. corpo legal e epílogo. Cf. 159-161. Falkenstein . Finkels!ein em . p. Que =~a estela resolva a sua questão. Lipit-Ishtar e Hammurabi. depara-se com .: «Sind moglicherweise diese Sammlungen.. o seu ::x3. 524.~. 31. Mas sabe-se pelo epílogo das leis de Lipit-Ishtar que seu original foi igualmente escrito em uma estela. Kramer em ANET 3. vol. 1. a tradução inglesa de J. Cf. As duas tábuas 1M 51. p. I. com a legislação de Hammurabi. in Wirklichkeit lediglich ais Erklarungen ". 79. tb. As sete linhas em língua suméria que a tábua «A» (1M 51. corrigir abusos e restabelecer a justiça. 425. A. 8. p.059) coloca à guisa de introdução não apresentam as características de um prólogo. Hoje possuímos apenas a estela de diorito. W.-\. A estrutura literária dos complexos legais mais antigos da Babilônia apresentava normalmente uma divisão tripartida em prólogo.::únha estela escrita e ouça minhas palavras preciosas. die 'em modernen Betrachter auf den ersten Blick ais Gesetzeskorpora oder Ansãtze zu solchen erscheinen. tb." Até o período babilônico antigo.

~e é seguida. 243s. em geral.180. Cf. 88. 566. » 83. :-. mais primitivas do que "'-= do «Código» de Hammurabi.Lipit-Ishtar. J. «Gesetze» em Reallexikon der Assyriologie. §§ 36 + 37.:e taHstik I.. J. art. Boec~=. Klima. MiJes em «The 32bylonian Laws». I erected this stela». 16.•• 7. pelo sujeito «awl1um». Wesen und Herkunft des «Apodiktischen _ . 86. 90. 34. Korosec em «Orientalisches Recht».arente desordem atribuída ao complexo de leis estudado reflete ::. p. §§ 44 + 45. a:n uma unica lei. tb.!_ Alt. tb. to banish complaints. Os autores acentuam." A formulação mais comum dos parágrafos § .. I. C.82. em art. Cf. Cf. p. 19. for=. Compare §§ 17 + 18. E. a falta de ordem existente nas >. 89 Embora a disposição geral das diversas determinações ~=gajs de Eshnunna. cit. This chaotic lack of order sugg. H. R.ozhts».:rJich primitiv». Landsberger. Cf. ANET 3. when Anu (and) EnlH had called LipitIshtar . 35. J. contudo. escrevem: «The order is whoIly unscien. tarifas e salários. sem dúvida. lema das leis apodíticas e casuísticas d. nota 93: «Unsystematik nur im Sinne der = 'emen Auffassung». 3. Cf.. to turn back enmity and rebellion by the force of arms.. » V. o trabalho fundamental de •. p. vol. 13. 9.'" de Eshnunna. por outro ~ErlO encontram-se diversos parágrafos que. (and) to bring wellbeing to the Sumerians and Akkadians . 14. Klima. Handbuch der . 28 "'" anomalia de uma divisão como § 18 e § 18a. tb. afirma: «Die Systematik ist :::e. Petschow. 18a.ests that these laws are not an =."0 tabelas de preços. voI. :g':. Assim.ALOL 20 (1952). acima p.. 65s.:: .::: . p. p. Para o :. p.. 285-332. nas cópias que possuímos. 15. Recht und Gesetz im Alten Testament und im Alten Orient. the wise shepherd whose name had been pronounced by Nunamnir . Driver e J. 10. apresentam uma formulação apodítica". Cf. Cf. J.:-=rI estilo casuístico. introduzido pela partícula summa = «se». §§ 22 + 23 + 24. Cf.l1al text but a col1ection of laws put together fm such scholastic 7=-"""poses. na realidade. regido por uma outra maneira de ::-:isar . voI. Gerstenberger. apresente uma --=na ordem lógica.::.. «Jungfrãulichkeit». 00 H. p. p. §§ 34 35. complementar IlI. em seu estudo ~_~re a sistemática nas leis de Eshnunna 91. Alguns pará~ afos. «Gesetze» de J. §§ 27 + 28. Cf. ANET3. Klima diferencia um pouco mais o seu julgamento =. §§ 53 + 54 + 55 e 56 + 57. 84. vol. as leis de Eshnunna são em sua formulação _ m sua sistemática geral. os §§ 12. 159: « . 11 e 14.. 51 e 52. Klima em Real1edon .to the princeship of the land in order to 'establish justicein the land. §§ 47 + 48. art. Cf. os §§1-4. o art. em geral.. I. 161: «VeriIy when I hadestablished the wealth of Sumer and Akkad. «Di e Ursprünge des israelitischen Rechts» em Kleine Schriften == Geschichte des Volkes Israels. p. 248. mostrou como a "'".:-J outro tipo de sistemática. B. 7-8. ex. 85. 86. p. 10. E.: G. p. outros '.

. 146-169. cit. . O § 10 trata da tarifa de aluguel de um jumento e seu condutor.· temática ou de terminologia. art. i.der Assyriologie. . «Zur Systematik und Gesetzestechnik im Codex Hammu~ i>. «2ur 'Systematik' in den Gesetzen von Eschnunna».é: de um mercenário.J. vol. nos leva a descobrir uma mentalidade regi da pela ciência das listas. Cf. tarifas e aluguéis. o fenômeno de atração. vol. Já o § 11 fixa o salário mínimo mensal de um LÚ. Deve-se. 131-143. o art. 132s. tão comum entre os sumérios e babilônios. p. 3. Os §§ 7 e 8 determinam o salário mínimo de duas classes de trabalhadores do campo: o ceifador e o joeireiro. -o do complexo legal de Eshnunna. óleo. O § 14 estipula para o alfaiate uma remuneração· proporcional ao valor da roupa confeccionada.GÁ. trUN. 91. As palavras chaves «barco» e «barqueiro» do § 4 atraem para este 'COntexto o § 5. explicar a introdução dos §§ 12 e 13 neste contexto O assunto «colheita» tratado nos §§ 7 a 11 atrai a lei que pune o awilum que for surpreendido no campo de um muskenum junto dos feixes de grão. "-:TI Symbolae luridicae et Histor'ÍCae Martino David dedicatae. abrangendo os §§ 15 a 41. p. Cf. O § 9 decide como proceder com um mercenário contratado para trabalhar na colheita e que não cumpriu o seu contrato. O segundo grande grupo. que se refere à responsabilidade de um barqueiro. Petschow. parece perturbar a ordem lógica natural dos assuntos tratados. dade como cevada. e que levou o legislador a colocar E:l um determinado contexto leis que apresentam uma certa semelhança 29 Uma análise crítica das tábuas «A» e «B» detecta três grandes divisões ou grupos temáticos no complexo de leis de Eshnunna. II. Seguem nos §§ 3 e 4 as tarifas para aluguel de um carro de boi e de um barco e o respectivo salário de seus condutores. H. por sua vez. O § 14 estende a casuística tratada rio § 13 à casa do muskenum. Cf. Os preços são calculados nos dois veículos de pagamento da época: cevada e prata. tão freqüente na formula. em ZA 57 (1965)... p. o art. bem como dos §§ 12-13. Começa com o § 15 proibindo ao tamkãrum (comerciante) e à sãbitum (taberneira) receber prata ou «naturalia» a-di ma-di-tim (em pequena quantidade?) da mão de um escravo ou de uma escrava. Nos §§ 1 e 2 o legislador determina os preços máximos permitidos para gêneros de primeira necessi. Por exemplo. A inclusão neste grupo dos §§ 5 e 6. do mesmo autor sobre a sistemática no Código :::e Hammurabi. se por sua negligência o barco afunda. reúne as diversas leis referentes ao que hoje chamaríamos de direito contratual. Pelo mesmo motivo pode-se também. contudo. 92. tb. lã etc. o mais extenso. 253. O § 16." O primeiro grande grupo abrange os §§ 1 a 14 e trata de preços. 93. explicar a presença desses parágrafos neste contexto certamente pelo fenômeno de atração. e o § 6 que pune o uso indevido (furtum usus) de um barco.

136.::::. mas não prescreveu as sanções a serem impostas nos casos de infração da lei. mas deverá pagar um preço bem alto: o dobro . Os §§ 32 a 35 tratam da educação e adoção de crianças ___ o as. Os §§ 27 e 28 descrevem as condições exigidas para que -.eiroou fugiu da cidade por motivos políticos. Os 3. uantia paga como terl]. Os §§ 18a a 24 reúnem diversas prescrições relativas a empréstimos. mas prematuramente terminado pela morte de um dos cônjuges. serve de passagem ara o tema casamento e família (§§ 25 a 35). Os §§ 29 e 30 tratam do caso de _ ::lOVO matrimônio de uma mulher. O § 18 continua a casuística: como proceder com os bens no caso de um casamento consumado. que a entrega em casamento a um terceiro. art. por necessidade. oito p. O § 31 .·5 Co:: leça no § 25 determinando as conseqüências financeiras da "ssolução de um «inchoate marriage». encontram-se nos §§ 36 e 37 prescrições sobre a responsabilidade nos depósitos em casos de perda do bem depositado. usada no § 16. Os §§ 15e 16 proíbem dois tipos de contratos. pela morte de uma das partes. Petschow. O § 38 trata do direito de um irmão sócio de comprar a parte do outro irmão pelo preço médio oferecido por um estranho. 31 No fim do segundo grande grupo. se viu obrigado a vender a sua casa. o comprador que não puder indicar o vendedor .atum. reassumindo o tema «terl]. H." Com a mesma expressão «mãr awIlim» = «filh() de um awIlum». O § 39 dá a um awIlum que. O § 18a determina as taxas de juros normais para empréstimos de prata e de cevada.-:' aqui por atração por causa do termo naqãbum = «deflo_~ .é: o filho que ainda vive na comunidade da casa paterna. cujo marido foi levado __=-=::IJ. Ele determina como proceder com a terl]. no § 15. e ao escravo. f.30 proíbe o tipo de empréstimo «qlptum» ao mãr awilim Ia zizu. que provavelmente por atração é introduzido neste lugar. começa também o § 17. 137. cito p. i.atum». i.atum levada à casa do sogro nos casos de dissolução natural de um «inchoate marriage». de restituir os bens recebidos. Lé: de um casamento nãó consumado. Conforme o § 40. 22 a 24 tratam de casos ilegais de penhora. o direito de preempção se essa casa for colocada novamente à venda. o § 19 o prazo de vencimento e os §§ 20 e 21 a taxa de juros em casos especiais. Esse tema é abordado pelo legislador em uma seqüência 'Cronológica. Nestes ::2S0S o pai da noiva tem o direito de dissolver o casamento -"'o onsumado. art. por intervenção do pai ::'a noiva. O § 25. as conseqüências legais em casos de violação da lei eram certamente a anulação do contrato e a obrigação.2 mulher se torne esposa. Como observa Petschow. O rapto e defloração da esposa =-= ':TI «inchoate marriage» é punido com a pena de morte no = _5.

apenas cópias e não o original. H. Os §§ 51 e 52. acima o comentário ao § 59. Petschow. ou durante o reinado de Narãmsin ou de seu irmão e sucessor Dadusha. 32 Eshnunna. Sabe-se pelas inscrições encontradas pela arqueologia que o primeiro governador de Eshnunna a assumir o título LUOAL es-nun~naki = «rei de Eshnunna » foi Narãmsin. art. Hoje está completamente descartada a hipótese que a ribuía a publicação das leis de Eshnunna ao ensí Bilalama. p. No § 48 é abordada e decidida a questão de competência dos diversos tribunais.·7 Pelo tema tratado. Os §§ 59 e 60. parece impor ao vigia negligente a pena de morte." tas ainda não é possível uma datação exata. o lugar esperado para o § 59 seria logo após o § 30 e não em seu contexto atual. Os §§ 53 a 57 determinam a responsabilidade do proprietário de um boi escorneador ou um cão feroz no caso de agressão e morte de outro boi. a pena de talião." O § 60. entre os . há uma lacuna. O terceiro grande grupo trata de diversos temas que. embora transmitido em estado bastante lacunar. Uma última questão a ser abordada neste contexto é o problema da época de composição do texto original das leis de 96. que encerram a tábua «A». mas o legislador se limita a compensações financeiras. O. portanto. 141. na terminologia moderna. contudo. parecem um acréscimo posterior.de uma mercadoria questionada deve ser considerado ladrão. 98. certamente do reinado de Dadusha. O § 41 determina que a cerveja de três membros da classe privilegiada só poderá ser vendida por meio da taberneira. As duas tábuas 1M 51. cit.?] para a realeza de Eshnunna». pertenceriam ao direito civil e penal. 00 O § 59 parece punir o awilum que repudiar a esposa que lhe gerou filhos com a perda de sua casa.059. 142. Ct. Elas são. cit. Infelizmente. no início da linha. p. A promulgação do texto original das leis de Eshnunna deve ter ocorrido. Um elemento precioso para a determinação do empo de composição do texto original nos é fornecido pela parte introdutória da tábua 1M 51. Mas a formulação é bastante obscura e sua interpretação muito discutida. caso a casa por ele guardada fosse arrombada. H. Os §§ 49 e 50 punem delitos contra a propriedade privada. como foi visto acima 100. que tratam dos sinais que devem marcar um escravo. Os §§ 42-47 determinam as sanções contra diversas lesões corporais e agressões pessoais.N. Petschow. art. como no «Código» de Hammurabi. A frase toda pode ser traduzida: «Nin-azu chamou [ . Ct. entram aqui por atração com o tema «escravo» tratado nos §§ 49-50. Note":se que nos §§ 42-47 não é aplicada.059 e 1M 52. No § 58 o legislador pune com pena capital a negligência do proprietário de um muro que cai e mata um awIlum. 97.614 datam. onde devia estar o nome do rei. de um homem livre ou de um escravo. Na terceira linha lê-se a expressão nam-lugal es-nun-naki = «realeza de Eshnunna».

Ipiq-Adad II e seus filhos Narãmsin e Dadusha assumem o determinativo DINGIR = «deus» antes de seus nomes. nessa 99. R. como se pode deduzir do costume dos reis de Vr III de colocar diante de seus nomes o determinativo DINGIR = «deus». 101. sendo. '03 As hordas semitas. Mesopotamien. com a mesma divisão em três grupos sociais como a sociedade babilônica do «Código» de Hammurabi. baseada em um sistema de centralização tipo social-teocrático. Kraus. contribuíram. 74s.a. Ancient Mesopotamia. H. e 1787 a. quando Ipiq-Adad lI. considerados como deuses. aproveitando as rivalidades entre Isin e Larsa. que encontramos na terceira dinastia de Vr. a última instância de todos os casos pendentes.anos 1825 . p. em suas leis. aproximadamente. . p. p. era chamado no período babilônico antigo de awi"lum. que começaram a invadir a Babilônia desde o terceiro milênio. «The Laws of Eshnunna Discovered at Tell Harmal » em Sumer 4 (1948). Saggs. de maneira decisiva para o aparecimento dessas novas idéias que conseguiram transformar a antiga sociedade suméria. A. quando o rei tornou-se um monarca absoluto. '01 4. «Le Rôloe des Temples depuis Ia Troisieme Dynastie d'Ur jusqu'à Ia Premiere Dynastie de Babylone». «La Cité-Temple Sumérienn'e ». o lugar das grandes decisões. Falkenstein. O palácio do rei tornou-se.C. aos poucos. p.o< Este jato nos mostra o tipo de ideologia real que existia no reino de Eshnunna na época em que foram promulgadas as leis de Eshnunna. centro administrativo e político do país. Em suas inscrições. assumiu o título de LVGAL = «rei». que 'começou muito antes de Vr III. 100. mas a divindade mesma presente entre o povo. Cf. 102 O templo do deus principal da cidade foi perdendo. sem dúvida. A. Ele já não é mais apenas o representante do deus da cidade. acima p. um processo que hoje chamaríamos de secularização. W. 522-536. F. Cf. 14. Mas o próprio Goetze rejeitou essa sua hipótese em The Laws of Eshnunna. A sociedade de Eshnunna se apresenta. Cf. 33 época. com todos os direitos de cidadão. p. Foi um processo paulatino. Constituía a camada mais ampla da sociedade . A. F. Cf.10. A Babilônia assistiu. foi instituído o mesmo modelo de monarquia absoluta. 24. L. a dinastia acádica. Provavelmente já com a primeira dinastia semita. 20. sofreu durante o governo dos reis da terceira dinastia de Ur uma profunda transformação. 69. Oppenheim. Goetze. 102. A SOCIEDADE DE ESHNUNNA DURANTE O PERÍODO BABILÔNICO ANTIGO A estrutura da antiga sociedade sumena..c. o seu lugar de centro administrativo da região. em Cahiers d'Histoire mondiale 1 (1954). 784-814. em Cahiers d'Histoire mondiale I (1954).105 O homem livre. assim. Em Eshnunna. então. Mas essa evolução atingiu o seu apogeu durante Vr I1I. p. portanto. acima p. após a queda de Vr I1I. 235s.

p. RõIlig. art. Cf. p. como o comprovam as leis de Hammurabi 112. Mas foram sempre uma minoria. 16s. Daí se compreende por que o sumerograma GEME = «escrava» seja um sinal composto dos elementos que significam «mulher» e «montanha». p. 107. desde influentes governadores até pequenos camponeses. Cf. E. No período pré-dinástico não eram nem mesmo um fator social . 108 Mais tarde. entrou na Babilônia o costume de homens livres (awilum) que se entregavam como escravos para pagar uma dívida ou. para isso. o termo awilum significa em si «homem». ibid. Kingship and the Gods. comerciantes. p. ex. seu filho ou sua filha. profissionais liberais e grande parte dos soldados.••• ~ A camada mais ínfima da sociedade babilônica era formada. a classe dos awi"lum comportava uma gama imensa de diferenças sociais. sem dúvida. p. Rollig. contudo eram considerados como um bem patrimonial de seus proprietários. W. III. aos poucos. no quarto ano será feita sua libertação». pelos escravos. Cf. 235. ou entregou-se em serviço pela dívida: trabalharão durante três anos na casa de seu comprador ou daquele que os tem em sujeição. Kupper. ou Embora a tradição legal da Babilônia se preocupasse com o direito dos escravos. Hammurabi no § 117 de suas leis determina o tempo máximo desse tipo de escravidão: «Se uma dívida pesa sobre um awilum e ele vendeu sua esposa. R. Como se pode constatar pela consulta a um léxico (Cf. 90a). vendiam a esposa ou os filhos. 106. 295s. Cf. devido a influências estrangeiras. vol. Akkadisches Handworterbuch. 105. 239. H. p. "' As leis de Eshnunna abordam o tema «escravo» em diferentes parágrafos. RõIlig. W. pelo menos até o período babilônico antigo.: W. Bouzon. hurritas e outros tinham em sua sociedade uma camada social de nobres. «GeseIlschaft» em ReaIlexikon der AssyrioIvgie. os altos funcionários reais desempenharam na Babilônia. e especialmente na Assíria. 1II.de Eshnunna. Nela eram recrutados funcionários. SoIlberger-]. 010 A partir de documentos datados da terceira dinastia de Ur. E. p. O Código de Hammurabi. 34 103 social parece não ter existido entre os sumenos e semitas. 104. escribas. Uma outra maneira de conseguir escravos era também as «razias » feitas nas regiões montanhosas. Cf. von Soden. vol. art. Frankfort. O § 40 considera o escravo como uma espécie 108. Nesta época os escravos eram conseguidos nas campanhas militares com a captura de prisioneiros de guerra. 109. 235. Povos estrangeiros como os cassitas. lnscriptions Royales Sumériennes et Akkadiennes. 101 Naturalmente. Cf. . sabe-se que. «Gesellschafb> em Lexikon der Assyriologie. sacerdotes. significativo. W. A nobreza hereditária como classe 103. o papel de uma espécie de nobreza .

o § 50 prescreve ao palácio tratar como ladrão um funcionário da classe «sakkanakkum». Compare os §§ 146-147.. n. R. os «muskênum». n. «sapir nãrim» ou «bel têrtim». lã ou óleo de sésamo. que o escravo pudesse ser sujeito de outros tipos de contratos . O sumerograma usado em Eshnunna para expressar o muskênum é sempre LÚ. ibid. para que esta o crie. No § 16 é vetado ao escravo fazer um contrato de empréstimo tipo «qiptum». 1029. por isso. 194. . Os filhos de uma escrava pertenciam ao senhor dessa escrava. Borger. também. p. que capturar um escravo.KAK. Para um comentário dessa lei d. que pode ser comprada e vendida. Speiser justifica em seu artigo sobre o muskênum a tradução de «dependente do palácio». um boi ou um jumento e o retiver consigo mais de um mês. W. Cf. O § 33 prescreve. EN.110. . Os §§ 51 e 52 parecem indicar que os escravos eram marcados com determinados sinais que os diferenciavam das outras pessoas. A. d. Que a lei mencione expressamente apenas a proibição de contratos de venda e de contratos de empréstimo «q'iptum». von Soden. se a encontrar ou reconhecer. O § 15 proíbe ao comerciante (tamkãrum) e à taberneira (sãbitum) receber das mãos de um escravo prata. uma escrava. 55 e 57 fixam as quantias que deviam ser pagas como indenização ao proprietário em caso de roubo. Deimel. Cf. p. lI.KAK. Dentro da perspectiva de que o escravo era um patrimônio de seu proprietário. não significa. entre os awIlum e os escravos. p. 4. que se uma escrava entregar o seu filho a uma mulher livre. 115. p. Manuel d'Epigraphie Akkadienne. W.. Rõllig. 35 de mercadoria. Contra 114. 113. tb. E. 558. Os §§ 34/35 parecem conceder um certo privilégio à escrava do palácio que entregasse seu filho «a-na tar-bi-tim»: «como filho de criação» a um muskênum: o muskênum podia ficar com a criança. certamente para revender ou negociar. o dono da escrava tem o direito de retomar a criança. 684. sem pagar compensação alguma. Como no Código de Hammurabi.MAs. vol. R. certamente. 231. violação ou morte de escravos ou escravas. 57s. EN. 111. O sumerograma usual para indicar o muskênum é LÚ. 175. Sumerisches Lexikon. 49. Labat. Cf.115 O significado do termo tem sido objeto de muita discussão entre os assiriólogos. A. O Código de Hammurabi. E. 176 do CH. cevada. também nas leis de Eshnunna aparece.MAs. Os §§ 31. 112. De fato o sinal cuneiforme GEMÉ é um composto dos sinais MI = «mulher» e KUR = «montanha». AHW. Não se sabe se esta praxe vigorava.a. 558. Assyrisch-babylonische Zeichenliste. p. O § 175 do Código de Hammurabi permite ao escravo do palácio e ao escravo do muskênum realizar um contrato de casamento com a filha de um homem livre. Bouzon. ". se compensasse o palácio com uma outra criança escrava. um terceiro grupo de pessoas. em Eshnunna.

von Soden. Speiser. Nas leis de Eshnunna d. R. Oxford editions of Cuneiform texts VII. A palavra muskênum é. p. Cf.o termo entrou na língua suméria. 111 Como mostrouW. p. Bem mais abundantes são as referências ao muskênum no ~2ríodo babilônico antigo. 13. Este postulado não encontra nenhuma confirmação nos textos desta época. I: «Die ::"}jynastiche Zeií». St. Miles. 2!J . 57-82.216. O. :22. 176.: A. R. 4. A. Diante das escassas ~ferências ao muskênum nos textos sumérios antigos.'. Kraus. «The muSkênum» em Or.118 A mais séria parece-nos o fato de Kraus postular em sua tese a existênia de uma sociedade feudal com uma nobreza bem definida para o período babilônico antigo. tb. R. onde a influência semita era marcante. Kraus defende que o muskênum é o cidadão normal. 262. como uma palavra semita importada. 60: «Nach vorsichtiger Schãtzung -=. The Babylonian Laws I. Edzard escreve na p. p. 34.ação da tábua «B»). o termo é teste: nunhado unicamente em um texto proveniente de Kish. 35 e 50 (na '. 19-28. p. Cf. 175. As próximas menções ao mas-' a'en são provenientes de Ur lU ''''. 15. Le Proche-Orient Asiatique. 90s. Edzardem Fischer Weltgeschichte vol 2. Ein Edikt des Konigs Ammi-Saduqa von 32bylon.:-j :nan die Archive von Suruppak an den Beginn oder in die Mltte des -. 219 e 222. Fora desses . 14. uma espécie de nobreza. Já na época dos arquivos de Shurupak também conhecida como período de Para". m 117. p. tb. _21._ 05-79. uma das mais antigas a língua acádica. von Soden. C. R. F. ex. ]ahrhunderts einordnen». 37 E esses dois complexos legais babilônicos são ongmanos do norte do país. sem dúvida. The Har::: e:-: Wek! CoIlection in the Ashmolean Museum. Pictographic inscriptions ::. O. deve-se levantar várias objeções sérias contra a tese de Kraus. No CH d.4-155. F. os §§ 8. p. IV.z"'. mas são bastante raras e ::-eferem-se a pessoas com nome semita. eriquanto que o awilum representa uma classe mais elevada. p. :=S. 119. 208. Mas a maior parte dessas referências =~ontra-se nas leis de Eshnunna e no Código de Hammurabi. Cf..' .120 Até agora. 118. 140. Cf. voI. Falkenstein. 211. Yaron. os §§ 12.. para essa época. F alkenstein em ZA 51 (l 955). E. . 36 Speiser. 204. Nesta linha de interpretação d. 12' Os :extos dos séculos imediatamente seguintes silenciam completa: nente em relação ao maska'en. Oxford 1928 (Texto 12).'Wnchen 1957. Cf. Cf. P. D. W.oJl" em ZA 56 (1964). 134. GareIli. D.116. Die Neusumerischen Gerichtsurkun:~ . na :orma maska'en. A. p. 1Il.19 . 24. Driver-j. 16. G. _ Jemdet Nasr excavated by the Oxford and Field Museum expedi::=. 83-93. parece =:lais provável a conclusão de que a sociedade suméria não coecia uma classe social dos muskênum. Langdon. Cf. NS 27 (1958). 139. 120. The ::.3 of Eshn unna. I . «muskênum und die Mawâli des frühen -". p.

Lettres de Ia premiere dynastIe babylonienne. 5. 25 e 71. ao que parece. Lutz em Early Babylonian letters from Larsa. as menções ao muskênum são raras e quase todas provenientes do norte. Cf. 126 No § 50. 77. lI.'" Nas leis de Eshnunna. Fora do centro cultural babilônico. 52). 30. 86. a formulação da tábua «B» determina que. V. «sapir nãrim» ou «bel têrtim» capturar um escravo. pois. vol. Compare com o § 23. 15. Cf. 10. concluir que. os §§ 12 e 13 protegem o campo e a casa de um muskênum contra a entrada indevida de um awilum. 56. o muskênum formava uma classe intermediária entre os awilum e os escravos. VAB 5. 1121 Como na Babilônia. parece que o termo muskênum começou a ser usado para indicar o «pobre» em geral. 9. 38 era sem dúvida um grupo social ]:". indenizar o palácio e ficar com a criança. 36. 79. 29. I. Schoor. 2. 55. 273.'" No Código de Hammurabi o muskênum representa. onde em uma carta o muskênum é citado ao lado do redo. lIJ. 203 e 204. por exemplo.men texts. Cf. 7. O § 24 protege o muskênum contra um pseudo-credor que penhore a sua mulher ou o seu filho: neste caso é aplicada a pena de morte. ]30 Os textos acima apresentados permitem-nos. V. que gozava de uma proteção especial do rei. 12. 81. alguém que vivia em uma situação social de opressão. é em Mari onde se encontra o maior número de alusões ao muskênum. sem dúvida.: G. 80.c. New Haven 1917. 25. pelo menos durante o período babilônico antigo. Revue d'Assyriologie 44 [1950]. Dossin. 125. A. Em um documento de processo publicado por M. fala-se da cevada «sa mu-us-ke-ne-tim» que lhe é tirada de maneira violenta. 19. 25.und Prozessrechts. Os §§ 34 e 35 tratam de um caso de adoção: se uma escrava do palácio entrega seu filho para ser criado por um muskênum.: ARM lI. tb.216 e 217. que. V. a um muskênum ou a um escravo. 202. Leipzig. ex. deverá ser acusado de roubo. uma classe social entre o awIlum e o escravo. III. YOS 10. 117. também aqui o muskênum 124. lI. ex. se um funcionário «sakkanakkum». 215. Nas cartas publicadas por H. p. V. 1933. Textes Cunéiformes XVII. New Haven 1947. 126. p. 1913.corpos legais. São principalmente as cartas do arquivo real de Mari que o mencionam diversas vezes. p. Compare p. 10. uma escrava. 46. gozava de uma certa proteção . 127. também. V. Old Babylonian o. p. 6 fala-se de um barco e de um boi pertencentes a um muskênum. F. o palácio pode retomar a criança. i. texto 76.: os §§ 200 e 201. um boi ou jumento fugitivos do palácio ou de um muskênum e o conduzir para Eshnunna.m e do bã'irum. 61. a gradação de penas entre uma ofensa feita a um awIlum. Paris. em Urkunden des altbabylonischen Zivil. Yale Oriental Series. ex. "'9 A partir do ano 1000 a.é: de duas classes de soldados. Note-se aqui. Mas o muskênum pode. 2. Goetze. mas o retiver em sua casa. Da reg-ião sul da Babilônia temos apenas três textos ominosos que mencionam o muskênum (d.

134. seines seU war. o pobre . dass der muskênum der altbab. 'ex. von Soden. MiJoes em The Babylonian La:ws. neste sentido o hino a Shamash publicado por W. o endividado.e-nim A. vol. Lambert. As poucos essas tribos foram tornando-se sedentárias e seus chefes passaram de xeques a reis. von Soden aventou uma hipótese sobre a origem da classe muskênum 102: eles eram. 137. 25.MEs indicando uma classe de homens.. Cf. As legislações babilônicas trataram dos direitos e deveres da nova classe que surgia. p.'33 O benefício concedido ligava esse grupo de pessoas diretamente ao rei e acarretava para o beneficiado diversas obrigações. tb. A família era na sociedade de Eshnunna. 140 von Soden escreve: «Ich mêichte nun die These aufstellen. 93: «The facts here collected seem to show that the muskênum belonged to a class under the protection of the crown and was in some sense a dependent on. escravos libertos de tribos semitas nômades e seminômades. not a slave of the palace .. Especialmente na p. Cf. Die frühere Versklavung war gewiss meist die Folge einer Kriegsgefangenschaft.. «meschino». ex. p. a -conclusão de G. W. 61. Em ARM 11. 133-141.. however. «muskênum und die Mawãli des frühen Islam» em ZA 56 (1964). também. 10: LÚ. de maneira que é praticamente impossível. 129. 80. if not a servent of. » Infelizmente a lacuna do texto não nos permite entender o sentido da frase. p.J.. Em ARM V. como na sociedade . aber sich auch verpflichtete. von Soden. p. » 132. aos poucos as diferenças vão desaparecendo. G.sà mu-ús-k. Mas como também os outros cidadãos (awilum) tinham deveres e obrigações em relação ao rei. «mesquin». 130. der ihm bestimmte Pflichten auferlegte. constatar-se a existência do muskênum como classe social distinta a partir do fim da dinastia de Hammurabi. Cf. Driver. C. linha 133: ú-la-lu en-su !]. 131. 2 o funcionário real se preocupa que o desejo do palácio seja cumprido em relação a uma dádiva a um muskênum. the palace. W. campo do palácio . Cf.. «muskênum und die Mawãli des frühen Islam» em ZA 56 (1964). p. a partir dos textos existentes. A relação especial com o soberano significava. kann aber auch andere Gründe gehabt haben. Em ARM V. Zeit _iihnlich dem maulã des frühen Islam ein Fre-igelassener des Stammes bzw. R. 25 o texto refere-se a um A. ihm einen besonderen Schutz angedeihen zu lassem>.u-ub-Iu-Iu mus-ke-nu: «o humilde. » Com este significado o termo passou para oaramaico e para o árabe. uma proteção especial do rei em relação à classe dos muskênum. Die Freilassung erfolgt nicht bedingungslos. sondern band den Freigelassenen an den inzwischen zum Kleinkêinig oder Kanig aufgerückten Stammeshiiuptling. que influenciou as línguas romanas na formação do termo «mesquinho». inicialmente. he was. 39 na divisão de terras.SA é-kal-lim: «campo do muskênum. I. Babylonian Wisdom Literature. o fraco.especial do rei. 86.MEs mu-ús-ke-nim: «os muskênum» com o determinativo LÚ. 7 fala-se de mu-us-kenuum sa a-Ia-ni: «muskênum das cidades». p.: o significado coletivo do texto em ARM lI. Os libertos receberam dos novos reis partes 128. ""'W. Cf.

uma só ocupava o lugar de esposa principal e seus filhos eram os herdeiros legítimos. i. não fosse proibida. o pai que entregar a sua filha a um terceiro. 1lI. p.é: 500 g de prata '3'. E. 137. Eram uma espécie de «glebae adscripti» do direito romano. 135. 281-286. art. tb. 59. Ancient Mesopotamia."" Se se leva em consideração o reduzido número de parágrafos do· complexo legal de Eshn~nna. Cf. os §§ 127-195 do Código de Hammurabi. 18. a prata paga como ter(latum devia retomar a seu dono. E. sem dúvida. Ebeling. O § 18 das leis de Eshnunna determina que se uma das partes morrer e o casamento não tiver filhos. o valor da ter(latum exceder o do dote. por isso.atum. 138. i.que permanecia propriedade da esposa durante todo o casamento e era.suméria e na sociedade babilônica. os' §§ 17. No § 161 Hammurabi corta mais uma possibilidade de especulação quando prescreve: «Se um awilum enviou o presente para a casa de seu sogro e pagou a terl]. No tempo de Hammurabi o preço estipulado como ter(latum parece ter regulado em torno de uma mina.chamado em acádico seriktum . 136. trata-se até de uma regulamentação bastante detalhada. Ebeling. 26. tb. Cf. E. que ficava em posse do pai da noiva.art. 1136 O processo matrimonial é começado na Babilônia pelo pagamento da terl]. os §§ 160 e 161 do Código de Hammurabi. Oppenheim.atum e (então) seu amigo o difamou 40 casamento. . Cf. onde havia diversas mulheres. O § 25 pune. conforme o § 17. o marido ou a família deste não poderá exigir do sogro a devolução da terlJatum. porém. para que um casamento fosse válido e a mulher considerada «assatum» = «esposa». i. monogâmico. 77-80. As outras mulheres eram esposas secundárias ou concubinas.é. Caso. Embora a poligamia. a esposa recebia deste um dote .é: ao noivo ou à família deste. a família poderá exigir a restituição da quantia excedente.atum o pai da noiva se compromete com o noivo e a família deste. p. vol. o casamento era. embora bem menos completa que a do Código de Hammurabi. 28. bastante elevada. Ao sair da casa de seu pai. 134. em geral. após a morte desta. o cerne de sua estrutura social. Ao receber a terl]. ou vice-versa."'''' Mas se o noivo desistisse do 133. dividido entre seus filhos. 3D.'34 Nas leis de Eshnunna nove parágrafos regulamentam o direito matrimonial. m Desta maneira é cortada pela raiz todo e qualquer tipo de especulação com a terl]. vol. p. 27. pois eles podem ficar com o dote trazido.atum.atum. A. 25. «Familie» em Reallexikon der Assyriologie. Cf. com a obrigação de restituir em dobro a quantia de prata que recebeu como terl]. mesmo nas famílias. lI. uma quantia. 9-15. Se antes da coabitação uma das partes morresse. «Ehe» em Reallexikon der Assyriologie. o preço estipulado pelo pai da noiva. Cf. L. 1\ . O sistema familiar vigente era o patriarcal. como no resto da Babilônia."" A sociedade de Eshnunna exigia. perdia a quantia paga como ter(latum. 29.

conforme o § 30. o desenvolvimento da agricultura." Na Babilônia os trabalhos agrícolas estendiam-se por seis meses. onde é prevista uma casuística bem mais complexa e detalhada para resolver casos análogos. 139. uma espécie de «obrigação feudal» do beneficiário em relação ao palácio.149 Tal campo. 143 e seu sogro disse ao esposo: «Não tomarás a minha filha como esposa»: ele restituirá o dobro de tudo que lhe foi trazido e seu amigo não poderá tomar sua mulher como esposa». tinha o direito de retomar a sua esposa. continuava propriedade do palácio e seu beneficiário usufruía apenas de seus frutos mediante o pagamento de um tributo. que tomava sobre si a obrigação do ilkum. propriedade do palácio.:I. 41 Mas se o marido retomasse à sua pátria. tornou a terra fértil e possibilitou. Compare a legislaçãú de Hammurabi nos §§ 163 e 164 para casos análogos. § 139 do CH. 147 Os pequenos proprietários eram poucos e estavam à mercê dos grandes senhores. '''' A sociedade de Eshnunna baseava sua economia principalmente na agricultura.5' Os grandes proprietários costumavam alugar trabalhadores para cultivar seus campos. em geral. Cf. não convalidava um casamento. como determina o § 59. que tivesse gerado filhos no casamento. No período babilônico antigo o palácio distribuía partes de terra entre pessoas que lhe tivessem prestado serviço e criava. o divórcio era. o direito a todos os seus bens. Pode-se compreender a seriedade com que a le.Compare com os §§ 128 e 129 do CH. assim. perdia. 140. Somente o homem que abandonava o seu lar e fugia de sua terra por motivos políticos perdia. ou pomar. "". 146 As terras eram. Em casos de um matrimônio sem filhos. também. se se considera o § 26 das leis de Eshnunna. da arbitrariedade de seu marido. o direito de reaver a sua esposa. essa propriedade podia ser assumida somente pelo filho herdeiro.H' Um sistema bastante eficaz de irrigação artificial. Se este quisesse divorciarse dela. feito prisioneiro de guerra em uma campanha militar. 148 Hammurabi proíbe a venda de um campo ou pomar de alguém ligado ao palácio por um ilkum. Cf. pela qual já foi paga uma terlJatum. assim. 142 A lei protegia. resolvido nos moldes dos §§ 138/139 do Código de Hammurabi. 141 A lei protegia a esposa. que prevê a pena de morte para o rapto e defloração de uma donzela. 'provavelmente.que fosse exarado um contrato (riksatum) e celebrado um banquete nupcial (kirrum). Por isso. permitindo-lhe um segundo casamento. Essa obrigação era chamada em acádico «ilkum». o elemento tempo de coabitação. a esposa que perdia seu marido. por si só. 142. Compare com os §§ 133-135 do CH. §§ 27 e 28 . 141. 143. Seu começo 'coincidia com o início do período de chuvas . donos de grandes latifúndios. como se vê no § 29.i encarava o vínculo criado pelo pagamento da terlJatum. criado pelos sumérios já no terceiro milênio. dos templos ou de particulares.

Meissner. 23. Salonen. 10 sumerograma se . p. em geral. na higiene corporal. 147. Oppenheim.1M Bem cedo os sumérios descobriram a maneira de fecundá-Ia artificialmente. W. Cf. o sésamo. B. _ a confecção de roupas. 59-65. p. von Soden. a criação de animais era outro elemento . donde se extraía o óleo empregado na cozinha. ervia. vol. Helbaek. a lã era a matéria-prima principal. Ancient Mesopotamia. 148. também. E os textos da época testemunham que a colheita era. apenas. 16-21.que também podia significar o grão em geral. A colheita era feita dos fins de abril aos fins de maio. " O óleo de oliva era raro e. vol. 1968. Zum altbabylonischen Wirtschaftsleben. Helsinki. Kulturgeschichte des Alten Orient. Os caroços secos dos frutos eram usados-como material de combustão. a amareira. Plantava-se. no culto e c. 83-95.ie. outrossim. H. também.Cf. Cf. 150. «Bewasserung » em ReaUexikon der Assyriologie. Cf. «Ecological Effects of Irrigation in Ancient Mesopotamia» em Iraq 22 (1960). Agricultura Mesopotamica nach den sumerischakkadischen Quellen. ao mesmo tempo. Suas folhas serviam para cobrir as casas. oitenta vezes mais do que a quantidade plantada. art. O ereal mais cultivado na região era a cevada. Schawe. ''''' O costume 144. 11. trigo de diferentes qualiades. W. Cf. em geral. em MVAG 19/3 (1915). A. L.Compare com o § 38. 371a. Schwenzner. Muito cultivado era. 151. p.153 De grande importância para a economia do país era. como meio de pagamento nas transações comerciais. voI. A cevada era a base da alimentação e. sendo usada na fabricação do pão e da cerveja. p. V. «i1kum» em Reallexikon der Assyriolog. já que o linho desempenhava. Ao lado da agricultura. 149. Schmõkel. O gomo terminal do caule era. 52-59. 152. 145. como uma espécie de pão de tâmara ou mel de lâmarã. 186-196.acádico se' um .art. AHW. 46-85. p. CH § 36 . importado da Síria. 42 era semear entre 40 e 80 litros para um hectare de terra. Cf. Cf.n Eshnunna. Compare com o § 136 do CH. os §§ 27-41 onde é regulado o direito de «propriedade» de um homem ligado por um ilkum. Le Proche-Orient Asiatique. Garelli. principalmente em processos de fundição de metal. I. p. B. 146. Cf. H. Cf. até o "empo de Sanherib. Cf. O fruto podia ser comido fresco ou seco. expressa. A. «Ackerbau» em Reallexikon der Assyriologie. O campo era trabalhado com um arado de madeira puxado.nos meses de novembro e dezembro. art. por bois. CH § 28 . CH §§ 42-52. 283s. P. p. em geral. Seu suco fermentado servia para a preparação de uma forte bebida alcoólica. porque dela se aproveitava praticamente tudo. um papel secundário e o algodão era completamente desconhecido na Babilônia. A sua madeira era utilizada como material de construção e como lenha para o fogo. Kienast. J. um legume muito apreciado. que tentou introduzi-Io na Assíria. tb. p. em condições -ormais. como o nosso palmito hoje. Era uma árvore maravilhosa.

assim.·61 O peixe podia ser consumido fresco ou era 156. Schmokel. G. 196. 159. O leite de vaca era muito precioso e procurado para a produção de queijos e manteiga. 439. Le Proche-Orient Asiatique. também. H. C. Cf. acádi-co bá'irum). art. p. Garelli.importante na economia da região. Meissner. p. Meissner. Cf. I. 476s. p. Kleinasien. 11. 11. 79s. p. no período babilônico antigo. 209. Aliás. La Vie Quodidienne à Babyloneet en Assyrie.·60 As embarcações usadas variavam conforme o tipo de pesca: podiam ser barcos de junco. art. Schmêikel. Hilzheimer. essencial na fabricação de roupas. 202s.KU 6. os rios. art. 43 de outros instrumentos. Os grandes fornecedores de carne e leite eram. MiJ. A. vaI. 225s. uma organização severamente controlada pelo· palácio. Babylonien und Assyrien. B. 157. Meissner. p. divididos em pescadores de água doce e pescadores do mar. a presença de ossos de porcos constatada pelas escavações arqueolÓgicas mostra que a Babilônia não conhecia. Kulturgeschichte des Alten Orient. Goetze. Cf. vaI. Lambert-E. a procriação de mulos. . B. The Babylonian Laws. 158. Os rebanhos de ovelhas tinham uma importância especial. Driver-j. Ebeling. como ainda hoje no Oriente Médio. I. R. 62s. P. B. nassas e principalmente redes. H. a pesca. o jumento. vol. Babylonien und Assyrien. 119.59 Os pescadores (sumério LÚ. canais e lagunas da Babilônia possuíam uma grande quantidade e variedade de peixes. eram em menor quantidade. A. embora presentes. E. muito procurados por serem mais fortes que o jumento e mais parcos em sua alimentação. «Esel» em Reallexikon der Assyriologie. forneciam também a lã. voI. p. Ebeling. Os textos nos falam da existência de rebanhos suínos. p. nesta época. contudo. que mantinha o monopólio da pesca. de sapatos e 153. p. I.sU. Babylanien und Assyrien. 254. voI. pois· além de alimento. Ebeling. 155. «Dattelpalme» em Reallexikon der Assyriologie. p. Os bovinos.es. Cf. onde cita um texto do tempo de Luga1anda. I. 66. 1lI. Cf. G. formavam. Cf. «Fischerei»em Reallexikon der Assyriologie. 68s. como Israel. Os instrumentos de trabalho eram anzóis de cobre. as ovelhas e as cabras. tb. p. 276. preconceitos contra o consumo da carne de porco.'" Conforme os dados dos documentos da época. E. era.«Baumwol: lenbaum» em Reallexikon der Assyriologie. M. Contenau. 115s. voI. voI. O couro era aproveitado na confecção de correias."" O boi era usado como animal de tração para carros e arados. p. canoas de madeira e até barcos à vela. "'"' Até a época em que os hititas introduziram na Babilônia a arte de domesticar o cavalo no fim do segundo milênio "ir. que fala da pesca de 9600 carpas e 3600 outros peixes. Kulturgeschichte des Alten Orient. Cf. art. p. I. ele era importado apenas para ser 'Cruzado com o jumento e obter-se. p. . 154. Cf. vol. De grande importância para a alimentação dos habitantes da Babilônia era. O animal de montaria por excelência.

ambém. porém. p'. R. W. G. importando-os de outras regiões. era empregado na fabricação de jóias e outros objetos. pedras e madeiras. especialmente o cedro proveniente e Amanus e do Líbano. Nas escavações de Khafaje foram encontrados vários pesos de argila que serviam para afundar as ·redes. O ouro era. como também para incrustações em móveis. F. outros provenientes da indús=" Ía babilônica como perfumes. Frankfort. principalmente da Ásia Menor e da Índia (MelutJ. e provavelente peixe seco para obter recursos a fim de importar os pro::: utos em falta no país:"' No período babilônico antigo somava-se 2 essa gama de produtos naturais. a prata. 27-29. Fazia-se. como o Afeganistão e as imediações do lago Urmia. G. A região do Taurus fornecia. O desenvolvimento da vida social dos grandes centros urbanos criou a necessidade de importar produtos mais sofisticados. Cf. Cf.expresso em geral nos textos pelo sumerograma DAM. em H. a lã. 89s. 1940. art.J. IV.Irgiu. 115s. bijuterias e ::lUtros trabalhos do artesanato babilônico. p. ::::. Ancient Mesopotamia. desde o tempo dos sumérios. Driver. jaspe etc. 163. assim. R. F.OIP 43 . GAR -. que eram utilizadas na confecção de jóias. originalmente um funcionário do templo ou do palácio 163. p. provavelmente. nardo e outras especiarias procedentes do sul da Arábia. pois. A. procurado e vinha de diversas regiões.160. p. cornalina. Th. ex. mas também ébano da Núbia e cipreste as montanhas da Armênia. W.a). Tell Asmar and Khafaje. . Th. 76-90. 1950. Mas. AHW. 219. portados eram madeiras. 162. no terceiro milênio.tJ. Miles.Frankfort. mister suprir as -e essidades desses produtos. tb. c. O marfim. Jacobsen. Ct tb. Ct tb. Oppenheim. p. S. L. Lloyd.. 161. ilustração 106g a fotografia de um anzol de cobre encontrado nas escavações de Tell Asmar. os produtos de luxo como incenso. Jacobsen. também.metais. Leemans. que controlava todo o comércio externo. muito pobres =. H. I. O Golfo Pérsico fornecia pérolas. C. voI. O intermediário desse comércio internacional era o tamkãrum . Leiden. Os produtos mais . 92s.. as expedições comerciais traziam novos escravos para as cidades babilônicas. 44 . The Old-Babylonian merchant.i :::-abalhado em pequenas indústrias que salgavam ou secavam o ~~'xe ou o transformavam em farinha de peixe. 31. Leemans. TheGimilsin Temple . As cidades-reinos da Babilônia eram. voI. muito importante como base de pagamento Ilas transações comerciais entre os diversos reinos. Preusser. _ idéia de comerciar os excedentes agrícolas. o Código de Hammurabi nos §§ 26. Cf. The Babylonian Laws. vinham as pedras semipreciosas como lápis-lazúli. O cobre era 'importado a Ásia Menor e do Elam. Cf. SD 5. Muito apreciados eram. cremes de beleza. 1314s. von Soden. 30. «HandeI» em ReaIlexikon der AssyrioIogie.Chicago. aos poucos.. Ct W. Driver-j. proveniente provavelmente da Índia. his business and his social position. De regiões longínquas. p. Além disso. p. mirra.

Old Assyrian caravan procedures. Th. jaoobsen. Eshnunna teve. 1. ex. mas provavelmente também todos os gêneros de primeira necessidade. o comércio organizado. O meio de transporte mais usado era a navegação fluvial pelo Eufrates. Istanbul. ex. Cf. sobre a evolução dos preços na Babilônia os trabalhos de W. em si. O 'centro do comércio de uma cidade era o «kãrum». era o lugar onde as embarcações ancoravam. «HandeI» em RealIexikon der Assyriologie.. 164 A prata era. embora continuasse supervisionada e regulamentada pelo palácio. von Soden. art." O comércio varejista da cidade era. 168.: H. como o comprovam os inúmeros textos encontrados nas escavações de Tell Asmar e adjacências. Tigre e pelos muitos canais navegáveis que cortavam a Babilônia. Eles tiveram sob seu controle as grandes cidades comerciais Diniktum e Mankisum. 165. S. S. TeU Asmar and Khafaje. I. Frankfort.: o § 15 das leis de Eshnunna. mas também as principais vias fluviais do norte para o sul. sem dúvida. MiJes. explorado pela sãbItum (taberneira). The Babylonian Laws.eis de Eshnunna começam com uma lista que visa determinar o . relações comerciais intensas com as cidades às margens do Eufrates. No «kãrum» os tamkãrum se reuniam. que financiava a expedição comercial e enviava um agente seu (samaI1Qm) com capital e mercadorias para as diversas transações comerciais. Lloyd. o veículo comum de pagamento. 167.carroças puxadas por bois ou jumentos . '01 A cidade-reino de Eshnunna. . Greengus. W. Mas a lentidão dos meios de transporte .'68 Uma preocupação séria dos governantes de Eshnunna parece ter sido a regulamentação dos preços dos gêneros de primeira necessidade. p. Sehwenzner. «cais» 165. Cf. C. No período babilônico antigo. IV. nesta época. reço máximo permitido para alguns produtos vitais na vida . O termo «kãrum» significa. por sua posição geográfica. Onde não era possível chegar por via marítima. 45 esta atividade foi passando para a mão de particulares. p. H. Frankfort.C.. 169. «Zum babylonisehen Wirtsehaftsleben» em MVAG 19/3 46 . Cf. 120s. os preços eram notados. Durante o período de Larsa-Isin. como aparece claramente no Código de Hammurabi. Old Babylonian Tablets from Ishehali and Vieinity. CH §§ V-107. AHW. Preusser. Cf. Larsen. F. jacobsen. M. na tentativa de estabilizar o custo de vida. Cf. p. além disso. W. The Gimilsin Temple. 166. podia controlar todo o comércio na região do Tigre. os reis de Eshnunna estenderam o seu poder do Diyala até o Tigre e assim podiam dominar não só as rotas de caravanas que vinham do Elam. 451. p. organizavam-se caravanas. o tamkãrum tornou-se uma espécie de banqueiro. Cf. voI. Th. R. p. 81s.e o estado lastimável das estradas tornavam demoradas e difíceis as caravanas.169 As 164. que vendia não só bebidas. Leemans. 1967. vol.

a babilônica e a economia do mercado livre vigente nos . Meissner. Jacobsen. Berlin. «The reign of Ibbi-Suen» em JCS 7 (1953). Falkenstein. Le Proche-Orient Asiatique.Abhandlung der ?reussischen Akademie der Wissenschaft. seus funcionários. Cf. contudo. 1915) e B. 278s. Cf. 20 I de óleo e 15 minas (7. ~. --5. 174 Os baixos preços mencionados nas inscrições e Shamshi-Adad I (1815-1782) e de Sin-Kashid de Uruk ± 1865-1833) são exagerados 1i5 e têm. rifttexte aus Assur historischen Inhalts I. apresenta a seguinte tabela para Ur III: 1 sido de prata = 300 I ::':e cevada. Polanyi em Trade and Market ~ the Early Empires. =. . 2 III. O abundante material textual que a arqueo: ogia trouxe à luz permite uma tal comparação. 2 (1963). § 1 . o óleo de :::ésamo e a lã. com um úlo (8 g) de prata. -elli. Glencoe 1957. o estudo de K.:aíses modernos.Cf. 173..contratos dessa época reunidos por W.ambém. Zu den Inschriftfunden der ~ abung in Uruk-Warka. 49. 172 Apenas no reinado de Ibbi-Sin constata-se uma alta vertiginosa o custo de vida. § 1 .013 Um aumento de custo de vida verifica-se. 10 minas (5. Warenpreise in Babylonien. The Laws of Eshnunna.. Cf. 1936. 1960-1961. 171. as terras nesta região estavam repartidas entre o rei. philosophisch-historische Klasse :. Cf.kg) de lã e entre 9 e 15I de óleo de sésamo.5 kg) de lã. 174.:: época pré-sargônica até o fim da dinastia de Hammurabi em P. p..07• Para compreendermos bem a situação _ onômica de Eshnunna é necessário compará-Ia com a de outras :dades da região. Durante o reinado de Ibbi-Sin os textos testemunham que :~m 1 sido de prata comprav. n. 1 sido de . 30. sem dúvida. 30 I de óleo. Le Proche-Orient Asiatique. tb. que viviam da . 278s. baseado =0.Cf. 47 Como os textos provenientes da -região do Diyala mostram claramente. «The reign of Ibbi-Suen» em JCS 7 (1953). onde ele tenta mostrar a diferença e:1 re a economi. Baghdader Mitt. a inscrição de Shamshi-Adad I em L.otidiana da Babilônia. 175. Cf. de Th. seus familiares.a-se apenas 51 de cevada e 2 li:! I de óleo de sésamo. Jacobsen. Keil:-. GareIli. 12 minas (6 kg) de lã. m ~sses preços regulam com os da terceira dinastia de Ur. Meissner. p. 172.. p. 13s. 116 Torna-se.: rição de Sin-Kashid em A. durante o reinado de Hammurabi e notadamente no de seus sucessores. 33. a finaliade propagandística de sublinhar a prosperidade de seus reinos.. Como ponto de -eferência deve-se tomar o preço dos três produtos essenciais o dia-a-dia das populações babilônicas: a cevada.151: 1 siclo = 900 I de cevada. . Th. Zum altbaby: :Jischen Wirtschaftsleben e B. Em Eshnunna a lei determinava que.. bastante difícil avaliar a situação econômica dos pequenos proprietários. 170. Schwenzner. o templo e algumas pes. P. soas particulares. p. Cf.. se podia comprar 1 GUR (300 I) de cevada. : sut e 2 qa (121) de óleo de sésamo e 6 minas (3 k) de lã. A.::-ata = 600 I de cevada. Messerschmidt. . que. p. p. a tabela comparativa de preços vigentes desde . A :. Warenpreise in Babylonien e ='0 art. Goetze.

Aqueles awilum. Conforme o § 272. p. 133. O salário 176. graças às tabelas de salários conservadas nas leis de Eshnunna.ljUN. Gelb. G. j. ele receberá nos cinco prieiros meses do ano uma diária de 6 sE de prata. «La Cité-temple sumérienne» em CahieE d'Histoiroe mondiale Ij4 (1954). p. Ct G. ainda. I. p. Ct os diversos testemunhos textuais relacionados por P. A quantia paga pelo palácio em produtos naturais àqueles que estavam sujeitos a um «ilkum» era. Le Proche-Orient Asiatique. MiJes. The Babylonian Laws. em geral. 181. «Zum Baylon'schen Wirtschaftsleben» em MVAG 19/3 (1915). 177. 179. Garelli. The Babylonian Laws.'83 Por: anto somente nos cinco meses mais pesados para um trabalha' or rural ele ganhará um siclo de prata mensalmente. B. 47. Ct tb. 181 Parece que durante a dinastia de Acade e a de Ur III a situação se estabilizou em torno de um mínimo de 60 litros mensais.600 m2• ". ou seja. Feldiana. Cf. Nos §§ 7 e 8 as leis de Eshnunna 'eterminam. o salário de mais dois trabalhadores agrí~ . Materialien zum Sumerischen Lexikor: !. I. I. a um «iku». 299-300. p. normalmente. C.renda de seus campos. p. «The Ancient Mesopotamian Ration System» em JNES 24 (1965). que em Eshnunna é de dois li ros de cevada por dia. Driver-j. Não se conhece exatamente a quantia que eles recebiam mensalmente. sua diária será apenas de 5 SE de prata. 282. 177. A.GÁ = mercenário o salário de 1 siclo de prata e mais 1 «pan» (60 I) de cevada a título de alimentação. Além disso.n !nscriptions in Chicago Natural History Museum». Dependia tudo da extensão de suas propriedades e da qualidade do solo. 182 A situação dos assalariados é mais fácil de ser avaliada. 236. Sumeria:: Economic Texts from the Third Ur Dynasty. 802. Schwenzner. 112. Cf. 39s. Anthropology 44 (1955). Hammurabi não presTeve o pagamento da alimentação. p. uma complementação essencial à subsistência desses pequenos proprietários. recebiam do rei um pequeno lote de terra e o pagamento de uma determinada quantia em produtos naturais. B. e isto representa um rendimento de aproximadamente 2 litros diários. j. um terreno de 1 iku daria uma produção de 500 litros. 118 O lote de terra não ultrapassava. cerca de 3. p. Minneapolis. W. Jones-j. W. R. 30 GUR por cada BUR plantado 180. 178. como pagamento mensal de um LÚ. Ct I. 180. 182. p. 1961. assim no § 11. o que equivale a cerca de 9. Landsberger. 181s. R. mas nos outros meses. T. 286287. Gelb. Nos -estantes sete meses seu salário mensal será 5/6 de um siclo ( erca de 6. «Old Akkadia. 48 · rescrito na legislação de Hammurabi para a mesma classe de essoas é menor. MiJes.666 g) de prata. vol. Snyder. pois. Compare tb.000 litros em cada 6 hectares. voI. C. Ct p. p. A lei estipulava. Cf. que estavam ligados ao palácio por um serviço do tipo «ilkum» 017. Se se leva em conta que a terra na Babilônia produzia. Falkenstein. Driver-j.

. conforme o § 3. de renovar os instrumentos de trabalh( e. Bouzon. No temp( de Hammurabi o aluguel estipulado para o mesmo tipo de bafC( era menor: 1. § 269: «Se alugou um jumento para trilhar (o grão). conforme a equivalência da tabela de preços do § 1. :/3 de siclo. enas. orrespondendo. um carro e seu condutor: dará 3 parsiktum de ~ão por dia». se computado em prata. se via na necessidade di .000 litros . E. 185. 105. inferior em Eshnunna. 49 9a o legislador estipula a quantia de 15 litros de cevada com( aluguel de uma foice (URUD. diante da necessidadl de comprar sementes. o era. o meio de transporte mais impor tante. Um alfaiate tinha direito a receber como remuneração 201ft do valor de seu trabalho. O ceifador recebe uma diária de 2 sat (201) de cevada. 2/5 de um sido (cerca de 3. para a economia da Mesopotâmia. 187 No § 183.é: cerca de 100 litros.animais.••••Para alugar um jumento o habitante de Eshnunna pagava :0 litros de cevada por dia ao dono do animal e um salário diário ::" 10 litros de cevada ao condutor do animal.KlN. Cf. O Código de Hammurabi. 180 :i-ros . sem dúvida. No § 257 do Código de Hammurabi o salário anual de um «ENOAR = ikkarum = trabalhador rural""» é de 8 OUR ( erca de 2. ou seja. Bouzon.33 g de prata. O § 4 das leis de Eshnunna determina um.. equivalente a um salário mensal de 300 li ros de cevada.185 Para o mesmo instrumento de trabalho as leis de nammurabi prescrevem uma diária de 3 parsiktum. 104. dependi. até mesmo. na proporçã( do § 1. que corresponde a um salário mensal de 200 itros de cevada. 186. O joeireiro tem direito a uma diária de 1 sut (10 litros) de cevada. de 10 litros de grão como aluguel do jumento. que. E. Os elementos aqui examinados nos levam à cnclusão de que a situação econômica de um trabalhador em ~shnunna era melhor do que na Babilônia durante o reinado da 'nastia de Hammurabi. i. Portanto a diária de um barco de 60 GUR 18. 184. 2. p. valia um siclo de rata.olas. ::-:1 aluguel será um sutum de grão».era de 120 litros de cevada ou. a um salário mensal de 600 litros de evada ou.A) durante o tempo da colhei ta.§ 1. ibid. § 271: «Se um ~ilum alugou . 101. ou. de sua tonelagem. 1 pan e 4 sat 'e cevada. O preço de locação de animais e de instrumentos de traba. 187.'89 Não raras vezes o pequeno camponês. O aluguel diário de m carro de boi com condutor era. diária de 2 litros de cevada por cada 300 litros (GUR) de capa cidade do barco. destarte. também. p. Hammurabi não fala sobre o ~ário do condutor do ·animal. de alocar mão-de-obra. Bouzon. Cf. de acordo com o § 1.400 I). Hammurabi fala. O Código de Hammurabi. Cf. A 'conversão em prata cOl"responde aos preços ·estabelecidos· -. O Código de Hammurabi. dois siclos de prata.·88 O aluguel de um barco. E. p. Cf.2 g) de prata.

. Harris. 286s. E. p.. p. uma concentração de riquezas nas mãos de _ ucas pessoas. Mas nos §§ 275-276 o legislador trata di aluguel de outros ti'pos de barcos. Bouzon. realidade.'" 195. P. 75. Garelli.art. O Código de Hammurabi. Cf. principalmente funcionários do templo. Suas riquezas cresciam cada -ez mais em detrimento dos pequenos camponeses e da popula> -o rural em geral. a diferença entre as duas taxas era. provavelmente. Leeman5. tb. F. 191. 57. W. F.TÚG = «alfaiate». 194.::-sa de seu comprador ou daquele que os tem em sujeição. que for= avam a classe dirigente do país. Harris. Compare o § 19. p. Cf. no -: arto ano será feita sua )Yoer'tação». Os pequeno camponeses viam-se.JC. Cf. a taxa máxima di juros permitida era de 20% ao ano. pagará como aluguel 1/6 (di siclo) de prata por dia». Cf. art. 193. Harris conclui que se deu. § 277: «SI umawllum alugou um barco de 60 GUR.: § 39 .-<. praticamente nula. cit. Cf. tb.~ c.::uadAª' ::=mplo do deus Sin em Khafaje.i~•. Cf. 196. O Código de Hammurabi. para pagar as suas dívi das. n. ~ ::J. 190. se se tratasse de um emprés timo em prata e de 33 1/3% se o empréstimo fosse em cevada Como observa Leemans.:. E. Szlechter.fazer um empréstimo.aquela época. 192. 192 O reino de Eshnunna. -lum e ele vendeu sua esposa. 45. seu filho ou sua filha ou entres u-se em serviço pela dívida: trabalharão durante três anos na . Pelo menos na interpretação de B. W.~t. R.Compare com o § 117 do CH. 189. obrigados a vender suas pro priedades. Les Lois d'Esnunna. Landsberger tra ta-se de um LÚ.. 106. p. Cf. '" Conforme o § 18a. cit. já que o pagamento da cevada er. Leemans. pouco antes de sua queda diante do: exércitos de Hammurabi. parece ter passado por uma grave crisl econômica. 195 Foi.~"::s. p. Cf. E. feito durante o tempo da colheita 191. diante deste quadro = ial que Hammurabi limitou para três anos o tempo de escra--: ão por dívida prescrevendo: «Se uma dívida pesa sobre um c.a C~":rJ~.ó.Hi. p. Bouzon.: !lr. P 7-34.l94 Da análise do material encontrado nos arquivos d( 188.193 O nível de vida era bastante baixo. Cf. quando o custo da cevado baixava consideravelmente. Cf. § 117. 50 '\I. p. R.)t. 43s. ex. 70s. p. Le Prochefr'ent Asiatique.. muitas vezes. ou mesmo os seus filhos. «The Rate of Interest in Old Babylonial Times» em Revue lnternationale des Droits de l'Antiquité 5 (1950). «The Archives of the Sin Temple in Khafajah: em JCS 9 (1955). § 14. ::.

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