Revista Meio Filtrante

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Data da impressão: 22/7/2010 02:23:19

ÁGUA PARA SISTEMAS GERADORES DE VAPOR Para o máximo proveito de um sistema gerador de vapor é necessário o controle e tratamento da água utilizada nestes processos por Msc. José Carlos Azzolini, Dra. Eduarda M. Dias Frinhani e Felipe Zardo Atualmente a água é o principal fluido utilizado em sistemas de geração de vapor. Na natureza encontram-se diversos tipos de águas, sendo que todas são impuras, pois apresentam quantidades diversificadas de impurezas iônicas ou moleculares, cuja composição e proporção estão relacionadas com a constituição geológica dos solos. Os constituintes geralmente encontrados junto com a água são sais dissolvidos inorgânicos e orgânicos, matéria orgânica em suspensão, material coloidal, gases dissolvidos e microorganismos. O alto poder calorífico aliado à ampla disponibilidade da água no meio industrial justifica a preferência do vapor da mesma como fluido de trabalho. Atualmente, o vapor é utilizado em grande escala, tanto para serviços de aquecimento, quanto para serviços acionados mecanicamente. Sua aplicação é bastante abrangente, pois atende diversas necessidades das empresas, como por exemplo, indústria de alimentos, bebidas, papel e celulose, têxtil, metalúrgica, química e outras. Os componentes das máquinas geradoras de vapor são constituídos de materiais metálicos, que em contato com a água tendem a sofrer patologias, como: corrosão e incrustações, as quais dependem principalmente das impurezas presentes na mesma. A corrosão é um dos entraves mais sérios em sistemas geradores de vapor, pois pode ocasionar decomposição dos equipamentos e tubulações, acidentes, perda de material e parada do equipamento para a manutenção. A presença de incrustações causa diminuição da troca de calor, rompimento das tubulações da máquina, perda da resistência mecânica e deformações, devido ao superaquecimento das mesmas, além de restringir a área do fluxo de escoamento na linha e possíveis obstruções nas válvulas, resultando em perdas e reposições de alto custo. Quando não se aplicam os tratamentos internos e externos adequados e eficientes para uma água, esta pode ocasionar uma série de inconvenientes indesejáveis num processo industrial, resultando em perdas de eficiência, segurança e combustível. Pode-se obter o máximo proveito útil de um sistema gerador de vapor com os mais baixos custos, por meio de uma manutenção preventiva e com cuidados indispensáveis. Por esse motivo são necessários o controle e tratamento da água utilizada nestes processos. A análise química de uma água permite avaliar sua composição bruta, que aliada às características técnicas da caldeira oferece subsídios quanto a escolha dos tratamentos físicos e químicos propriamente ditos. Essas análises efetuadas no laboratório químico têm o objetivo de verificar se o tratamento proposto ao equipamento está sendo eficiente. Os valores máximos e mínimos pré-estabelecidos devem ser observados, cabendo ao laboratório determinar instruções de operação para contorno de alguma variação nos parâmetros, além de verificar o desempenho dos instrumentos, das resinas de troca iônica, dos equipamentos de purificação de água, dos reagentes analíticos, e dos produtos químicos utilizados no tratamento do sistema. As análises de uma água devem ser feitas regularmente, para se verificar eventuais alterações nas qualidades da mesma, o que fornece subsídios necessários para as correções posteriores e controle das dosagens de produtos químicos adicionados. A periodicidade de uma análise varia muito com as condições de operação da caldeira, da natureza e gravidade dos problemas constatados. Para um tratamento químico preventivo ser eficiente num sistema de geração de vapor, é necessário fazer um estudo completo das características do equipamento e da água a ser usada no mesmo, e posteriormente utilizá-lo de forma correta, garantindo a manutenção da eficiência do mesmo. Sistemas geradores de vapor Conforme Bazzo (1995), no início do século XVIII surgiram as primeiras máquinas destinadas a gerar vapor. A necessidade de se encontrar uma fonte de calor, que substituísse os inconvenientes apresentados pela queima direta do carvão, estimulou o desenvolvimento das unidades geradoras de vapor. A questão principal era captar a energia liberada pelo combustível numa unidade central e distribuí-la aos pontos de consumo da empresa. Atualmente, o vapor d’água é indispensável em diversos setores industriais. Segundo Chd Válvulas (2005), a aplicação do vapor produzido em um gerador de vapor é bastante abrangente, atendendo necessidades diversas e podendo ser empregado em indústrias de bebidas e conexos, madeireiras, químicas, têxtil, metalúrgicas, de papel, de doces em geral, de vulcanização e recauchutagem, de petróleo e seus derivados, de laticínios, frigoríficos, curtumes, hospitais, hotéis e similares. O equipamento utilizado para a geração de vapor pode ser entendido como um trocador de calor complexo, que produz vapor mediante a transferência da energia de uma fonte térmica a um fluido, que normalmente é a água, estando constituído por diversos equipamentos associados e perfeitamente integrados para permitir a obtenção de um maior rendimento térmico

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Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www. . .meiofiltrante..o tipo de troca térmica. d) Superfície de aquecimento ou calefação. Conforme Chd Válvulas (2005). os geradores de vapor ou qualquer aparelho de vaporização são caracterizados pelos seguintes elementos: a) Máxima pressão de trabalho admissível (PMPT). .o tipo de energia empregada. b) Pressão de prova. Os condutos para descarga dos gases e a chaminé não formam parte integral da caldeira. utilizando qualquer fonte de energia.Eficiência térmica desejável.o grau de automação. 2003). .as classes de pressão. as caldeiras foram classificadas segundo a NR-13 em: . c) Capacidade de evaporação ou potência do gerador em uma hora.98 kgf/cm²). .com. Para Alves (2002). etc. economizadores de água de alimentação ou de ar. De acordo com as classes de pressão.Categoria C: caldeiras com pressão de operação igual ou inferior a 588 KPa (5. operação e manutenção. tais como: .Tipo de combustível e características. .Seção pós-caldeira: inclui todos os equipamentos e tubulações após a caldeira. as unidades geradoras de vapor são construídas de acordo com normas ou códigos vigentes no país. pela geração de vapor pelo sistema.Amortização do investimento.Seção pré-caldeira: inclui todos os equipamentos e tubulações destinadas ao acondicionamento da água antes da sua entrada na caldeira. superfície dos superaquecedores de vapor. (ALVES. todos os tipos de caldeira sempre possuem três partes essenciais. com exceção do aquecedordesaerador. Na seleção de um gerador podem-se observar outras considerações adicionais. classifica-se o esquema genérico de um gerador de vapor em três setores distintos: . as caldeiras podem ser classificadas de acordo com: .Variação da demanda de vapor.asp?actionI=artigos&idI=272 possível.Custo de instalação. além dessas características mencionadas. 2 de 8 22/07/2010 02:23 .Pressão e temperatura do vapor. para aproveitar melhor a energia liberada pela queima de um determinado tipo de combustível. não estando expostas à pressão do vapor. que são: a fornalha ou câmara de combustão. e) Superfície das grelhas ou volume da fornalha nas caldeiras que queimam carvão ou petróleo respectivamente. a câmara de água e a câmara de vapor.Caldeira: é responsável. De acordo com Bazzo (1995). excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. . . Conforme Sarev & Martinelli Júnior (1998). . .br/impressao.99 kgf/cm²) e volume interno igual ou inferior a 100 litros. Segundo Alves (2002). Caldeiras Segundo a NR-13 item 13. 2002). pois constituem construções independentes que são adicionadas ao corpo resistente da mesma.Categoria A: caldeira cuja pressão de operação é superior a 1960 KPa (19. volumes das câmaras de água e vapor. caracterizam-se também as caldeiras por seu peso. . (GERMAN. . .1. Para Alves (2002).Equipamento de combustão. caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica.1.Espaço necessário e/ou disponível.

). As caldeiras flamotubulares têm a vantagem do custo de aquisição mais baixo. líquido. Com relação ao tipo de energia empregada (combustível).com. os tamanhos. a capacidade. Caldeiras flamotubulares: Conforme Martinelli Júnior (1998).Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www. 3 de 8 22/07/2010 02:23 . podemos dividi-las em: 1) Verticais a) Com fornalha externa b) Com fornalha interna 2) Horizontais a) Com fornalha externa . Fogotubulares ou. (SAREV & MARTINELLI JÚNIOR. sistema de tiragem e tipo de sustentação. superaquecedor e pré-aquecedor. dividiremos os geradores em Caldeiras flamotubulares. Assim. elas podem ser: sólido. Como desvantagens.Com duas tubulações (Lancashire) .Locomotivas e Locomoveis . espelhos. Caldeiras aquatubulares e Caldeiras elétricas.meiofiltrante.hora). Sua aplicação é restrita apenas as operações que admitem o uso de vapor saturado. de exigir pouca alvenaria e atender bem aumentos instantâneos de demanda de vapor. as caldeiras podem se classificar em: manuais. 15 kgf/cm²). com pressões inferiores a 1500 KPa ou capacidade inferior a 15 ton/h de vapor saturado. Existem outras maneiras particulares de classificação. também conhecidas como Pirotubulares. caldeiras elétricas e caldeiras de recuperação. a pressão.Multitubulares b) Com fornalha interna . gasoso.Com uma tubulação central (Cornovaglia) .br/impressao. apresentam baixo rendimento térmico. Segundo Martinelli Júnior (1998). a posição dos tubos.Escocesas (1) Marítimas (2) Estacionárias (3) Compacta Para Chd Válvulas (2005). etc. semi-automática e automática. como primeira tentativa e antes de comentar o tratamento particular de diversos tipos. baixa taxa de vaporização (kg de vapor/m². apresentam as seguintes partes principais: corpo. tendo como conseqüência uma baixa vaporização específica (12 a 14 kg de vapor gerado/m²). Conforme o grau de automação. são vários métodos de classificação das caldeiras flamotubulares (segundo o uso. ficando por fora a água a ser aquecida ou vaporizada. Segundo Alves (2002). a posição da fornalha. 1998). limitação de pressão de operação (máx. partida lenta devido ao grande volume interno de água. embora atualmente já existam modelos compactos desse tipo de caldeira. ainda como Tubos de Fumaça. feixe tubular ou tubos de fogo e caixa de fumaça. Para Chd Válvulas (2005). e dificuldades para instalação de economizador. são aquelas em que os gases provenientes da combustão (gases quentes) circulam no interior dos tubos. As caldeiras flamotubulares têm uso limitado às instalações de pequeno porte. como por exemplo: quanto ao tipo de montagem.asp?actionI=artigos&idI=272 . circulação de água. e o espaço ocupado por ela é proporcionalmente maior. a superfície de aquecimento das caldeiras flamotubulares é muito pequena. capacidade de produção limitada.Categoria B: caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores.

. tubulão inferior (ou tambor de lama). encontra resistência a sua livre circulação e desprende calor (Efeito Joule).Caldeiras de tubos curvos. além de serem projetadas para fornecerem apenas vapor saturado. para transmití-la a um fluido apropriado. Segundo Chd Válvulas (2005). ao atravessar qualquer condutor. Na produção de vapor a corrente elétrica. 4 de 8 22/07/2010 02:23 . De acordo com Cambuí (2005).Caldeiras de tubos retos. o que aumentou muito a superfície de aquecimento. um gerador elétrico e um condensador. uma turbina. constituindo com estes um feixe tubular. feixe tubular. também conhecidas como Caldeiras Tubos de Água. De acordo com Martinelli Júnior (1998).Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www.asp?actionI=artigos&idI=272 Caldeiras aquatubulares: Conforme Chd Válvulas (2005). menos consumo. com tubulão transversal ou longitudinal. a geração de energia elétrica através de vapor é obtida nas usinas termoelétricas e outros pólos industriais. Baseados nos princípios da transferência de calor e na experiência com os tipos de caldeiras existentes. a necessidade de caldeiras com maior rendimento. Caldeiras Elétricas: “A caldeira elétrica é um equipamento cujo papel principal é transformar energia elétrica em térmica. Diferenciam-se das flamotubulares. geralmente água. sua aplicação é bastante restrita. se caracterizam pelos tubos situarem-se fora dos tubulões da caldeira (tambor). as partes principais de uma caldeira aquatubular são: tubulão superior (ou tambor de vapor). com diversos tubulões transversais ou longitudinais utilizados na geração (máx.” (CHD VÁLVULAS. surgindo a caldeira aquatubular. aumentou muito com a evolução dos processos industriais.Caldeiras de circulação forçada. parede de água.br/impressao. pré-aquecedor e soprador de fuligem. as caldeiras elétricas oferecem certas vantagens. sendo que outros equipamentos denominados como auxiliares ou periféricos ajudam a boa operação de uma caldeira. pois são utilizadas quando houver disponibilidade de energia elétrica e que os custos sejam compensadores. tais como: . Conforme Chd Válvulas (2005). ou seja. Conforme Bazzo (1995). resultando em alta produção de vapor. 5). os quais são compostos basicamente de um gerador de vapor superaquecido. Operam a média e alta pressão. Segundo Chd Válvulas (2005). as caldeiras aquatubulares são classificadas em três grandes grupos: . os tubos de fogo foram trocados por tubos de água. pois a água circula no interior dos tubos e os gases quentes encontram-se em contato com sua superfície externa. . rápida geração e grandes quantidades de vapor.meiofiltrante.ausência de poluição ambiente. 2005). fornalha e superaquecedor.com. os fabricantes inverteram a forma de geração de calor. os quais são: economizador.

motivo pelo qual não é possível determinar sem cometer erros consideráveis o tempo médio de vida para cada caldeira (ALVES. da qualidade da água de alimentação.melhora o fator de potência como conseqüência do aumento da potência ativa. c) Cloração. De acordo com a pressão de trabalho as caldeiras são classificadas conforme a Tabela 1 a seguir: Vida útil de um gerador de vapor Conforme Alves (2002). b) Pré-decantação. diversos mananciais.br/impressao. . Tratamentos primários para águas Conforme Azzolini (2003). Floculação e Sedimentação). freqüência das limpezas externas e internas etc. pois nas primeiras têm-se obtido rendimento de 80 a 82 % ou maiores em caldeiras com superaquecedores. Processos externos de tratamento de água O tratamento externo é definido como processos utilizados para alterar a qualidade da água antes do ponto de utilização. a água considerada ideal para alimentação de caldeiras é aquela que não corrói os metais da caldeira e seus acessórios. Rendimento térmico e Pressão de Trabalho Segundo Alves (2002). isto é. tratamentos primários são todos os processos físico-químicos a que é submetida à água. podem ser utilizados como fonte de captação para a alimentação de sistemas geradores de vapor. .meiofiltrante. São considerados tratamentos externos: a) Clarificação: Esse processo engloba três passos im-portantes (Coagulação. onde determinam padrões específicos para uma aplicação industrial ou de potabilidade.área reduzida de instalação. não deposita substâncias incrustantes e não ocasiona arraste ou espuma.redução considerável no custo do vapor em relação ao produzido por óleo combustível. 2002). 1979). e com isto reduz o preço médio de KWh consumido na indústria.. Entretanto. como: águas superficiais de rios.com. (DREW. para modificar seus parâmetros de qualidade. Os processos externos de tratamento de água agem no sentido de concentrar um contaminante em particular.modulação de carga de 0 a 100%. sulfato. vaporizando a pressão máxima de trabalho admissível para a qual tem sido projetada. tornando-a com características que atendam as especificações e padrões solicitados por normas específicas. As conseqüências são a falta de refrigeração das paredes dos tubos onde ele se estabelece.a falta d’água não provoca danos à caldeira. as falhas que podem ocorrer em um gerador de vapor são: a) Falhas por superaquecimento: Pode ocorrer de duas maneiras: . do sistema de vaporização (regime constante ou variável). cloreto e hidróxido de sódio. 5 de 8 22/07/2010 02:23 . água com essas características é difícil de se obter. ou contaminantes. pois antes é preciso proceder a um pré-tratamento que permita reduzir as impurezas a um nível compatível. .. águas de poços artesianos. vida útil de um gerador é a quantidade de horas de fogo que pode suportar em condições normais de funcionamento.melhora o fator de carga elétrica instalada. águas da rede pública. . A vida útil de uma caldeira depende fundamentalmente do método de trabalho que tenha sido realizado. Falhas que podem ocorrer em um gerador de vapor Conforme Pipesystem (2004).Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www. .asp?actionI=artigos&idI=272 . economizadores e aquecedores de ar. . etc. b) Fadiga térmica – esse tipo de corrosão é resultante de esforços de tração cíclicos.superaquecimento por curto período. Conforme Sarev & Martinelli Júnior (1998). que são acelerados quando operados em um ambiente corrosivo.resposta rápida à variação de consumo de vapor.manutenção simples – apenas bombas. . tais como fosfato. Água de alimentação Segundo Sarev & Martinelli Júnior (1998). .não necessita de área para estocagem de combustível. .superaquecimento por longo período. c) Ocultamento (hide-out) – é o decréscimo de concentrações de sais minerais solúveis na água da caldeira. para não prejudicar o funcionamento da caldeira. atualmente o rendimento ou eficiência térmica total que pode ser obtido nas caldeiras aquatubulares supera o correspondente às caldeiras flamotubulares. sendo que as últimas não superaram valores de 75 a 78 % nas melhores condições de limpeza. produzindo assim um efluente que deve ser tratado. lagos e represas. Acontece em zonas de elevada taxa de transferência de calor.

Limpeza química de caldeiras Conforme Mascia (1989). Oxigênio dissolvido. .Tratamento conjugado.Tratamento com quelatos. limpeza ácida. em regiões estagnantes e de alta transferência de calor. da taxa de vaporização e do modo de utilização do vapor. Dureza. Quelantes. c) Arraste e espumação: Para Mascia (1989) arraste é um fenômeno onde as partículas de água da caldeira são carregadas para o vapor gerado. permitindo a escolha de um ou mais métodos de tratamento externo. O roteiro para o procedimento de uma limpeza química em caldeiras segue a seguinte metodologia: acomodação das crostas. condensado ou vapor contaminado e tratamento químico aplicado inadequadamente. os depósitos ou incrustações são deposições ou precipitações sólidas. b) Depósitos ou incrustações: Conforme Dantas (1988). o processo de limpeza química de caldeiras pode ser dividido em limpeza pré-operacional e limpeza de caldeiras em operação. Fosfatos.Controle de coordenação pH-PO4. o primeiro método utilizado para corrigir as impurezas provenientes da água de alimentação foi o tratamento químico interno da água de caldeira através de compostos químicos. Tratamento químico interno Para Mascia (1989). Para Azzolini (2003). incrustação. Parâmetros de qualidade para águas de geração de vapor: A. Segundo Azzolini (2003). Sulfatos. Manganês e Sólidos totais. de naturezas alcalinas. formação de depósitos nos separadores. aparelho separador de vapor.Tratamento convencional. que envolve as bolhas de vapor em geração. o que é extremamente indesejável. e) Troca iônica. a corrosão é um processo eletroquímico capaz de se desenvolver em meio ácido.com. teores elevados de cloro. Hidrazinas e Antiespumantes. responsáveis pela formação de pilhas galvânicas. o qual possui uma intensa aplicação nos dias de hoje. na presença ou não de aeração.meiofiltrante. f) Desmineralização. Sulfitos. visando retardar o efeito da corrosão. Dispersantes poliacrílicos. i) Abrandamento com cal. g) Desaeração mecânica. h) Remoção do ferro (desferrização).Controle de precisão.Tratamento com hidrazina.br/impressao. devem-se selecionar os parâmetros a serem investigados pela análise. Segundo Dantas (1988). possíveis arrastes e espumação nos equipamentos. Gás carbônico. Parâmetros químicos: pH. utiliza-se uma grande variedade de substâncias de composições diferenciadas. da sua pressão de trabalho. as principais conseqüências do arraste e da espumação são danos nas turbinas e outros equipamentos. presença de íons cobre e níquel. neutro ou alcalino. as principais causas da existência de depósitos em caldeiras são: excesso de impurezas presentes na água de alimentação. de forma não aderente. os métodos de tratamento interno de água são desenvolvidos através de uma formulação combinada de Fosfatos. válvulas de redução.Controle congruente pH-PO4. . “O tipo de tratamento a ser adotado depende das características da água que vai ser injetada na caldeira.asp?actionI=artigos&idI=272 d) Filtração. responsáveis por inúmeros problemas que ocorrem nas superfícies internas das caldeiras. Metodologia e Resultados 6 de 8 22/07/2010 02:23 . .Tratamento zero sólido. processo de corrosão que forma subprodutos depositantes. Sempre que solicitada uma análise de água. na seção pós-caldeira e perda de produção. água de caldeira e água de condensado pode-se inferir sobre as operações de tratamentos externos e internos adequados nos sistemas geradores de vapor. Sulfitos. B. . a partir dos resultados obtidos quanto aos parâmetros físico-químicos da água de alimentação. Aminas voláteis.” (SAREV & MARTINELLI JÚNIOR.Tratamento com sulfito de sódio. j) Abrandamento com cal a quente. . Problemas relacionados com a qualidade da água a) Corrosão: Segundo Gentil (1996). cuja finalidade é alterar a qualidade da água antes do ponto de utilização. Parâmetros físicos: Cor e Turbidez.Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www. Espumação é a contaminação que se verifica devido à influência exercida pela concentração de produtos químicos na tensão superficial na película de água. sólidos em suspensão que se depositam facilmente. neutralização e cuidados com a atmosfera de hidrogênio. k) Redução da alcalinidade. a análise físico-química da água a ser utilizada fornece subsídios para a identificação dos contaminantes. podendo ser acelerada pela presença de oxigênio dissolvido. Os principais tipos de tratamento interno são: . Ferro. Para este propósito. 1998). . . Cloretos.Tratamento com polímeros. Alcalinidade. Sílica. . Segundo MASCIA (1989). . De acordo com Sarev & Martinelli Júnior (1998).

Já a empresa C analisa também os parâmetros oxigênio dissolvido. ferro e turbidez. a empresa B o tratamento de redução da alcalinidade. não utiliza tratamento com sulfito de sódio e com polímeros. parâmetros estes.meiofiltrante. A Tabela 3 apresenta os tratamentos internos realizados nas empresas estudadas. cloretos. Entretanto. porém. As empresas A e B também analisam os parâmetros dureza e sulfitos. tratamento com hidrazina e tratamento conjugado. entretanto. Além disso. verifica-se que todas as empresas fazem os tratamentos externos de clarificação. as mesmas não analisam os parâmetros ferro e turbidez. pois só não realiza os tratamentos de abrandamento com cal a quente ou a frio e a redução do ferro (desferrização). sendo que ao todo foram delimitadas três empresas. Assim. · Levantamento de dados sobre os geradores de vapor e os processos de tratamento. Assim. além da empresa B analisar oxigênio dissolvido. pode-se afirmar que a empresa C realiza o maior número de tratamentos externos em relação às demais empresas. além de não realizar os tratamentos de cloração e desmineralização. sólidos dissolvidos e sílica. e a empresa C. 1992). a empresa A não realiza os tratamentos de cloração. comparando os métodos e a eficiência dos tratamentos externos e internos utilizados nas indústrias. porém.br/impressao. não analisam sulfatos. temos a seguir a caracterização dos mesmos para cada uma das empresas entrevistadas. que todas as empresas realizam descargas de nível ou de fundo. que não são analisados na empresa A. nota-se ainda. 7 de 8 22/07/2010 02:23 . pré-decantação e filtração. porém. tratamento zero sólido. denominadas: A. gás carbônico.com. água de caldeira e água de condensado. fosfatos e hidrazina. ·Análise estatística dos dados e organização dos resultados em tabelas e gráficos. Com base na tabela. também não realiza o tratamento de desaeração. A Tabela 4 apresenta os parâmetros físico-químicos analisados nas empresas estudadas. desmineralização e redução da alcalinidade. ·Determinação dos parâmetros físico-químicos da água no laboratório químico. que a empresa A realiza o tratamento de desaeração. Com relação ao questionário foram levantados dados que caracterizam os processos de tratamento interno e externo aplicados a água de captação. B e C. dureza e sulfitos. cloretos e gás carbônico. não fazem os tratamentos de abrandamento com cal a quente ou a frio e a redução do ferro (desferrização). Observa-se ainda. além da empresa A utilizar tratamento com polímeros e a empresa B tratamento conjugado. As empresas A e B não realizam controle de precisão. Além disso. Observando a tabela. Com relação à empresa C. os tratamentos de cloração. observa-se que todas as empresas analisam os parâmetros pH. por sua vez. já a empresa B. cor. As entrevistas foram realizadas junto aos responsáveis pelo setor de geração de vapor de cada empresa. não analisa cor. alcalinidade. Conforme a tabela nota-se que as empresas estudadas não realizam os tratamentos internos de controle de coordenação pH-PO4. desaeração e redução da alcalinidade. realizam o tratamento com sulfito de sódio. tratamento convencional com fosfatos e tratamento com quelatos. tratamento zero sólido e tratamento com hidrazina. Com isso. controle congruente pH-PO4. pode-se afirmar que a empresa B analisa mais parâmetros que as outras empresas. de acordo com normas do Standard Methods for Examination of Water and Wastewater (APHA. A Tabela 2 apresenta os tratamentos externos realizados nas empresas estudadas. entretanto. desmineralização.asp?actionI=artigos&idI=272 · Escolha das empresas de estudo do município de Joaçaba e região circunvizinha.Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www. verifica-se que a mesma realiza controle de precisão.

Área de Ciências Exatas e da Terra . · Empresa C: pH. · Empresa C: Deve fazer um acompanhamento periódico dos parâmetros alcalinidade.com. · Empresa B: Necessita de maiores cuidados com relação aos parâmetros em não conformidade com os padrões.br Eduarda Magalhães Dias Frinhani . cloretos. oxigênio dissolvido e sólidos totais. Universidade do Oeste de Santa Catarina . · Empresa A: Precisa tomar cuidados com os parâmetros de alcalinidade. Parâmetros em não conformidade: · Empresa A: alcalinidade. · Empresa B: alcalinidade. dureza e oxigênio dissolvido. gás carbônico e sulfatos. dureza.frinhani@unoesc. dureza. Universidade do Oeste de Santa Catarina felipejba@hotmail. cor.br/impressao. cloretos. cor.Revista Meio Filtrante::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www.asp?actionI=artigos&idI=272 Resultados das análises das amostras coletadas Parâmetros em conformidade: · Empresa A: pH. oxigênio dissolvido e sólidos totais. sólidos totais e sulfatos.Graduando do Curso de Engenharia de Produção Mecânica. José Carlos Azzolini .edu.Campus Joaçaba. · Empresa C: alcalinidade. Universidade do Oeste de Santa Catarina eduarda.com.br Felipe Zardo .Campus Joaçaba.meiofiltrante. cor.jose. Área de Ciências Exatas e da Terra . gás carbônico. Área de Ciências Exatas e da Terra Campus Joaçaba. Recomenda-se a implantação de um abrandador a base de troca iônica em seu tratamento de água para geração de vapor.Professor Mestre.Professora Doutora. dureza e oxigênio dissolvido.meiofiltrante. cloretos. cloretos. oxigênio dissolvido. Rever os seus tratamentos destinados a eliminar as concentrações elevadas desses parâmetros e fazer a cada seis meses uma limpeza interna em sua caldeira.br 8 de 8 22/07/2010 02:23 . sólidos totais e sulfatos. · Empresa B: pH e gás carbônico.azzolini@unoesc.edu. dureza.com Veja bibliografia em nosso site: www.