UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS HELLEN ROSE DE SOUSA LIMA

RESUMO ³SOBRE A INSPIRAÇÃO POÉTICA´

São Luis-2012

e por meio deles se pronuncia ( pag: 22 Sobre a inspiração poética) Supõem-se que os rapsodos em sua origem. em suas reflexões. onde se esboça pela primeira vez a critica a poesia. sobre outra competência.Além da ironia bastante acentuada . não mais o universo e a natureza. a respeito de todos os demais sabia. articulada a idéia não menos imortante de inspiração divina. rapsodos. Partindo do principio de que a consciência da própria ignorância era sua maior sabedoria. trazendo para o centro da discussão filosófica. mas por uma capacidade divina. No resto cada um deles é banal. pois no séc. Saibamos que não são eles aos quais . mas o homem e sua capacidade de conhecimento. não se distinguem dos Aedos( ) ±poetas que recitavam suas próprias obras. utiliza-se deles como serviçais e também como proferidores do oráculo. mas o que o próprio deus quem fala. que Platão. e de que os ditos sábios apenas expunham opniões oportunas. pois não falam essas coisas por arte. sem cuidar da verdade. traços que tornam sua leitura agradável e possibilitam ao iniciante um primeiro contato com o universo platônico-aqui ainda distante da formulação mais densa da chamada ³ teoria das idéias´ . eles apareceram perambulando de cidade em cidade recitando poemas que não eram de suas autorias. que como de praxe empresta seu nome ao titulo da obra. Por isso deus . pois a razão não os assisti..Pois o fato de convir à arte vocês terem o corpo sempre . por que Se soubessem falar belamente por arte. teve atuação destacada no cenário helênico da segunda metade do século V a. exposta e desdobrada só em obras posteriores. muitas vezes eu invejei à vocês. Platao quer mostrar justamente que a arte de Homero não é uma arte.C.C. ³Na realidade Ion. tirando-lhes fora a razão. Socrates é a figura principal. por sua arte.Socrates afirmava atuar como simples parteiro. E justamente em torno da noção de arte ou ³techné´. Mas se é na declamação dos versos dos poetas que parece consistir a atividade principal do rapsodo a discussão a ser desenvolvida no dialogo se sustenta a primeira vista. No Ion. Cada um é capaz de poetar belamente só isto_ aquilo que para o que a musa o lançou. auxiliando os que ouviam em busca da verdade e do conhecimento que já tinham em si mesmos. vai dar inicio à sua critica a poesia. V a.. no Ion . responsável por conduzir a conversa com o interlocutor.Em outras palavras que o poeta inspirado não tem conhecimentos das coisas que diz.

adornados e se mostrarem o mais belos possíveis. ao contrariar tal principio. Logo conclui Socrátes .. se Ion confessa ser incapaz de discorrer sobre os poetas que não Homero é porque com toda evidência não fala por arte ou conhecimento. nem outros poetas?ou Homero fala de coisas diferentes daquelas que todos os outros poetas juntos falam?Não discorre muitas vezes sobre a guerra e sobre as relações do homens entre si. compõe seu domínio e ao mesmo tempo..e preciso que o rapsodo seja para os ouvintes o interprete do pensamento do poeta´ Socrátes é irônico quando diz invejar a arte dos rapsodos. mas em Hesiodo não. ou seja capaz de através de sua arte e de seu conhecimento. como não é graças a uma arte que os poetas compõem e enunciam coisas tão belas sobre os temas de que tratam.Por que um rapsodo jamais seria bom se não entendesse o que é dito pelo poeta. cada poeta. pois sustenta seu pensamento através do principio da universalidade da ³Techne´. ³ Mas porque então você é hábil em Homero... de fazer os mais belos discursos sobre o melhor e mais belos dos poetas. s´p pode fazer uma bela composição na via onde a deusa o impelir´ . é por um favor divino. vem provar assim que a Arte do rapsodo não é uma arte.Onde a exclusividade de Ion por Homero.´ Um dos argumentos de Socrates também baseia-se no fato de Ion se diz perito em Homero. para mostrar que a rapsódia não é uma arte .Arte e inspiração serão portanto duas noções centrais do dialogo e a discussão de Platão sobre a arte do rapsodo. justiçando-se através da afirmação: ³Ora. onde determinada arte implica no conhecimento de tudo o que é de bem ou de mau. Onde essa mesma conclusão vai para a arte dos poetas. esse aspecto negativo da tarefa leva o filosofo a desenvolver duas frentes de argumentos o conceito de arte e suas relações intrínsecas com o conhecimento. certamente inferiores a eles que visassem sobre os mesmos assuntos. partilha com todos os outros de uma mesma maneira de examinar garantindo assim a legitimidade de comparação entre eles. por que então não seria capaz de com os outros.

daí a facilidade de criação . Sustentando a possibilidade de uma ligação direta com as Musas capaz de anular temporariamente as faculdades intelectivas do homem. Platão rompe parcialmente com as tradicionais concepções de poesia da época. o filósofo. torna o capaz de compor versos sem a intermediação de sua consciência e vontade.As conclusões parciais do primeiro monologo socrático. ao mesmo tempo em que aponta para o surgimento do verdadeiro sábio.assemelhada a um automatismo de escrita *sua limitação a um só gênero poético. O presente resumo busca analisar os discursos centrais de Sócrates no Íon de Platão. servindo-lhes como porta voz *a condição de inspirado. relativo a musa que o inspira. a partir da noção de entusiasmo poético. . são as seguintes: *o poeta é um ser possuído pelas musas.

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