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ANO III Nº.

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4º TRIMESTRE DE 2011

ANO III - Nº. 12 4º TRIMESTRE DE 2011

ANO VIII Nº . 01 FEVEREIRO / 2009

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ANO III Nº. 12

4º TRIMESTRE DE 2011

APRESENTAÇÃO
As informações levantadas pela Pesquisa Sondagem da Indústria da Construção Civil, realizada pela CNI/FIEPE, objetiva identificar o sentimento do empresário industrial com relação ao futuro próximo de sua empresa e da economia brasileira. Os resultados estão distribuídos em cinco etapas onde são avaliados (as): 1. 2. 3. 4. 5. A evolução no nível de atividade; As expectativas para os próximos seis meses. A evolução do lucro, situação financeira e avaliação do acesso ao crédito; Os principais problemas enfrentados; Série histórica, seis últimos resultados ;

A metodologia estabelecida pela Confederação Nacional da Indústria - CNI, para este trabalho, considera o intervalo de 0 a 100 para a variação dos indicadores pesquisados: 1. Os Indicadores do Nível de Atividade, do Número de empregos, de Compras de insumos e matérias-primas e de Novos empreendimentos, que são comparados ao mês/trimestre anterior, quando alcançarem valores maiores que 50 pontos, indicam aumento; 2. O Nível de Atividade em relação ao usual, quando apresentarem Indicadores maiores que 50 pontos, indicam atividade acima do usual; 3. Os Indicadores de Margem de lucro operacional, que é comparada ao mês/trimestre anterior, quando maiores que 50 pontos, indicam situação mais que satisfatória; 4. Os Indicadores da Situação financeira, que é comparada ao mês/trimestre anterior, quando maiores que 50 pontos, indicam melhoria; 5. Os Indicadores que avaliam o acesso ao crédito, quando maiores que 50 pontos, indicam facilidade na obtenção do crédito; 6.Os Indicadores que avaliam as expectativas, quando maiores que 50 pontos, indicam expectativas positivas; As informações solicitadas são de natureza qualitativa e resultam do levantamento direto realizado com base em questionário próprio. A Confederação Nacional da Indústria, através de sua Unidade de Política Econômica coordena esse trabalho junto a 26 Federações de Indústria dos Estados (AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RS, SC, SE, SP, TO). Os dados de Pernambuco são de responsabilidade da Unidade de Pesquisas Técnicas da FIEPE.
DIRETOR-PRESIDENTE DA FIEPE: Jorge Côrte Real SUPERINTENDENTE OPERACIONAL: Camila Barreto COORDENADOR DA UNIDADE DE PESQUISAS TECNICAS: José André Freitas ANALISTAS: Adail de Melo Mendonça Lira Danyelle Monteiro Jéssica Duarte ASSISTENTE II: Leonardo Luiz de Lima ESTAGIÁRIOS: Alba Valéria João Batista Felipe Cabral Maria Nainam Silvino Araújo dos Santos Maurício de Siqueira Silva Renan Cândido Oliveira Sylvia Karla Gomes Barbosa Vanessa de Cássia Lima da Silva

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NÍVEL DE ATIVIDADE
DESEMPENHO – DEZEMBRO DE 2011
A Sondagem Indústria da Construção, para o mês de dezembro de 2011, registrou resultados satisfatórios a nível de Nordeste e Pernambuco. Os indicadores variam de 0 a 100 (valores acima de 50 pontos indicam satisfação em relação ao nível de atividade). Já os números do Brasil situaram-se abaixo do ponto limite dos 50,0 pontos, inferior inclusive aos resultados computados no mês anterior em dois dos três indicadores. O indicador relativo ao nível de atividade efetiva em relação à usualmente percebida para os meses de dezembro, também expandiu no tocante ao mês anterior nos três níveis de localização: Pernambuco (54,7 pontos), Nordeste (52,6 pontos) e Brasil (49,1pontos), sendo o resultado nacional considerado insatisfatório, inferior ao usualmente percebido para os meses de dezembro. Quando indagados em relação ao indicador de número de empregados, houve recuperação do indicador a nível de Nordeste e Pernambuco, sendo o resultado mais fortemente puxado pelas empresas de grande porte, seguidas pelas de médio porte. Ainda a nível estadual, o indicador cresceu pelo segundo mês consecutivo, atingindo no mês em questão 55,0 pontos, conforme gráfico abaixo.

NÍVEL DE ATIVIDADE DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

Indicadores variam entre 0 e 100. Valores maiores que 50 pontos indicam evoluções positivas ou utilização efetiva maior que a usual.

Indicadores variam entre 0 e 100. Valores maiores que 50 pontos indicam evolução positiva ou nível de atividade efetivo maior que o usual..

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EXPECTATIVAS - PRÓXIMOS SEIS MESES
AVALIAÇÃO – JANEIRO DE 2012
Na avaliação referente às expectativas, os indicadores de Pernambuco mostraram recuperação em relação aos indicadores da pesquisa anterior, além de terem se situado acima do ponto limite dos 50,0 pontos, com destaque para o indicador de expectativa de compras de insumos e matérias-primas (61,9 pontos), que ficou a frente dos indicadores do Brasil (58,6 pontos) e do Nordeste (60,9 pontos), indicando expectativas positivas em relação a novos empreendimentos, outro indicador mensurado que computou 61,5 pontos. No que tange às perspectivas referentes aos demais indicadores, Pernambuco registrou o seguinte resultado: Nível de atividade (60,9 pontos), Novos empreendimentos (61,5 pontos) e Nº de empregados (56,8 pontos), indicando tendências favoráveis para o setor no Estado. Em relação ao nível de atividade, o indicador também mostrou recuperação a nível Brasil (de 58,3 pontos para 59,4 pontos) e Nordeste (de 58,6 pontos para 61,1 pontos).

EXPECTATIVAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Pontos

100

Expectativas em Janeiro de 2011 para os próximos seis meses BR NE 56,8 PE

POSITIVO

75

59,4 61,1

60,9

58,6

60,9

61,9

59,1

62,4

61,5

59,1 60,1

50

NEGATIVO

25

0
Nível de Atividade Compras de insumos e matérias-primas Novos empreendimentos e serviços Nº empregados

Pontos

100

Série Pernambuco - Expectativas para os próximos seis meses
Nível de Atividade Novos empreendimentos e serviços Compras de insumos e matérias-primas Nº empregados

POSITIVO NEGATI

75 50 25 0 ago/11

Indicadores variam entre 0 e 100. Valores maiores que 50 pontos indicam expectativas positivas.

set/11

out/11

nov/11

dez/11

jan/12

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EVOLUÇÃO FINANCEIRA
DESEMPENHO – 4º TRIMESTRE DE 2011
Em relação ao desempenho financeiro do 4 trimestre/11 em relação ao 3º trimestre/11, os resultados dos indicadores de Pernambuco foram superiores aos dos indicadores do Nordeste e do Brasil, inclusive, a nível estadual, todos acima da linha divisória dos 50,0 pontos, indicando que o setor está satisfeito com o resultado.

Aprofundando a análise, Pernambuco, em relação à Margem de lucro operacional e Acesso ao crédito, teve seu resultado puxado pelas indústrias de grande porte (75,0%) e mais especificamente em relação ao acesso ao crédito, também as empresas industriais de médio porte registraram resultados bastante satisfatórios (62,5%).

Pontos

100

DESEMPENHO FINANCEIRO 4º TRIMESTRE DE 2011 EM RELAÇÃO AO 3º TRIMESTRE DE 2011
BR NE PE 60,1 49,2 51,7

POSITIVO

75

54,8 54,7 49,7
50

56,4 52,1 54,1

NEGATIVO

25

0
Margem de lucro operacional Situação financeira Acesso ao crédito

Indicadores variam entre 0 e 100. Valores maiores que 50 pontos indicam situação financeira ou margem de lucro mais do que satisfatórios ou fácil acesso ao crédito.

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PRINCIPAIS PROBLEMAS
AVALIAÇÃO – 4º TRIMESTRE DE 2011

Na avaliação realizada pelo empresariado do segmento, na Sondagem Indústria da Construção do 4º trimestre/11, o problema da elevada carga tributária permaneceu no topo da lista dos principais problemas, pelo menos a nível de Pernambuco (63,6% de citação), enquanto que para o Nordeste e o Brasil o principal gargalo foi a falta de trabalhador qualificado (54,5% e 62,8% de citação respectivamente). A falta de trabalhador qualificado vem se destacando como um problema a ser resolvido pelo setor desde meados de 2011, alternando entre o primeiro e segundo lugar da lista.

PRINCIPAIS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELAS EMPRESAS INDUSTRIAIS 4º Trimestre de 2011 Frequência de citação em % PROBLEMAS BRASIL ELEVADA CARGA TRIBUTÁRIA FALTA DE TRABALHADOR QUALIFICADO COMPETIÇÃO ACIRRADA DE MERCADO ALTO CUSTO DA MÃO-DE-OBRA INADIMPLÊNCIA DOS CLIENTES DISPONIBILIDADE DE TERRENOS TAXA DE JUROS ELEVADAS LICENCIAMENTO AMBIENTAL FALTA DE CAPITAL DE GIRO ALTO CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA FALTA DE DEMANDA CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FALTA DE FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO FALTA DE MATÉRIA-PRIMA FALTA DE EQUIPAMENTOS DE APOIO OUTROS Nota: frequência de citações – o somatório não resulta em 100%. 49,4 62,8 22,8 32,2 18,0 5,8 24,1 12,7 17,2 10,4 17,5 19,2 7,3 3,8 2,5 5,1 NORDESTE 53,5 54,5 23,8 27,7 23,8 8,9 19,8 18,8 12,9 17,8 15,8 5,0 8,9 4,0 3,0 4,0 PERNAMBUCO 63,6 45,5 36,4 27,3 18,2 18,2 18,2 13,6 13,6 4,5 9,1 9,1 9,1 9,1 13,6

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RESULTADOS GERAIS
SÉRIE HISTÓRICA MENSAL
RESULTADOS GERAIS – SÉRIE HISTÓRICA MENSAL MÊS REFERÊNCIA
JUL/11 AGO/11

PE – por porte Brasil
51,0 50,1 48,0 50,3 49,3 47,6 50,0 48,4 45,7 48,5 47,2 49,1 51,5 49,5 47,8 50,4 49,2 48,0

VARIÁVEIS MENSAIS

Nordeste
53,8 47,8 51,3 50,2 52,6 50,6 53,7 48,3 50,6 47,1 51,3 52,6 52,6 45,6 50,9 50,7 50,6 52,2

Pernambuco
Pequeno Médio 53,1 48,1 52,8 47,9 55,6 47,7 50,0 48,1 47,2 47,9 58,3 47,5 53,1 46,2 47,2 50,0 55,6 56,8 Grande 56,3 62,5 58,3 50,0 50,0 100,0 56,3 62,5 58,3 50,0 50,0 75,0 56,3 50,0 66,7 50,0 50,0 62,5

47,8 49,6 52,4 50,0 53,1 61,8 46,5 48,2 51,8 47,4 52,3 54,7 47,8 47,6 52,1 50,9 51,2 55,0

33,3 40,9 46,9 53,1 52,1 50,0 33,3 36,4 53,1 44,4 45,8 48,1 33,3 47,7 46,9 52,8 45,8 46,2

NÍVEL DE ATIVIDADE EM RELAÇÃO AO MÊS ANTERIOR

SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JUL/11

EFETIVA EM RELAÇÃO À USUAL

AGO/11 SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JUL/11 AGO/11 SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11

Nº DE EMPREGADOS

EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS SEIS MESES

MÊS REFERÊNCIA
AGO/11

PE – por porte Brasil
60,1 56,2 57,0 56,1 58,3 59,4 59,7 55,5 55,1 55,5 57,8 58,6 60,1 57,6 57,2 57,2 59,0 59,1 60,1 55,9 55,6 56,0 57,5 59,1

Nordeste
64,5 57,7 63,8 60,9 58,6 61,1 63,2 58,2 62,3 61,4 59,4 60,9 63,3 58,8 65,6 61,3 59,4 62,4 63,0 58,1 62,6 63,0 57,9 60,1

Pernambuco
Pequeno Médio 59,4 59,6 66,7 64,6 63,9 63,6 46,9 59,6 66,7 66,7 61,1 65,9 59,4 57,7 69,4 62,5 63,9 63,6 62,5 59,6 69,4 64,6 66,7 61,4 Grande 56,3 75,0 75,0 50,0 50,0 62,5 56,3 75,0 75,0 50,0 50,0 62,5 62,5 75,0 75,0 50,0 50,0 62,5 62,5 75,0 66,7 50,0 50,0 50,0

57,0 61,4 67,5 58,7 56,7 60,9 50,3 63,1 67,0 59,9 55,6 61,9 58,6 63,6 69,7 58,0 57,5 61,5 58,7 62,9 66,6 59,5 57,3 56,8

54,2 52,5 62,5 57,5 52,1 55,8 50,0 58,3 60,7 58,3 52,3 55,8 54,2 62,5 65,6 58,3 54,5 57,7 50,0 57,5 62,5 60,0 50,0 55,8

NÍVEL DE ATIVIDADE

SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JAN/12 AGO/11

COMPRAS DE INSUMOS E MATÉRIAS-PRIMAS

SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JAN/12 AGO/11

NOVOS EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS

SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JAN/12 AGO/11 SET/11 OUT/11 NOV/11 DEZ/11 JAN/12

Nº DE EMPREGADOS

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ANO III Nº. 12

4º TRIMESTRE DE 2011

RESULTADOS GERAIS – SÉRIE HISTÓRICA MENSAL TRIMESTRE REFERÊNCIA
III TRI/10 IV TRI/10

PE – por porte Brasil
50,2 52,6 49,0 49,2 46,3 49,7 53,9 55,9 50,8 53,8 50,0 52,1 51,8 49,7 46,9 48,8 45,9 49,2

VARIÁVEIS TRIMESTRAIS

Nordeste
49,7 53,7 50,6 51,4 51,4 54,8 52,7 56,8 51,5 53,3 53,5 54,1 52,5 50,3 48,1 47,4 50,3 51,7

Pernambuco
Pequeno Médio 58,9 52,3 54,2 50,0 52,8 47,7 51,8 56,3 54,2 52,8 53,1 50,0 56,8 59,1 53,1 50,0 50,0 62,5 Grande 50,0 75,0 50,0 43,8 50,0 75,00 58,3 62,5 50,0 43,8 58,3 75,0 66,7 62,5 50,0 43,8 37,5 75,0

50,6 56,0 51,0 46,7 51,2 54,7 49,6 58,0 51,8 48,8 54,4 56,4 52,1 54,6 50,1 44,0 44,9 60,1

39,3 45,5 47,2 44,4 50,0 47,7 39,3 56,8 50,0 47,2 53,1 50,0 33,3 41,7 45,8 35,7 43,8 44,4

MARGEM DE LUCRO OPERACIONAL

I TRI/11 II TRI/11 III TRI/11 IV TRI/11 III TRI/10 IV TRI/10 I TRI/11

SITUAÇÃO FINANCEIRA

II TRI/11 III TRI/11 IV TRI/11 III TRI/10 IV TRI/10 I TRI/11 II TRI/11 III TRI/11 IV TRI/11

ACESSO AO CRÉDITO

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