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O método de Análise de Redes Sociais como mecanismo híbrido de pesquisa em apoio a sua teoria

Cleverton Rodrigues Fernandes (UFPB) cleverton.ufpb@hotmail.com

Resumo:
Este ensaio teórico tem como objetivo discutir o método de Análise de Redes Sociais (ARS), suas bases epistemológicas, o uso de ferramentas analíticas de apoio e as tendências pendulares entre a estratégia quantitativa e a qualitativa no uso desse método. Para tanto foram apresentados os conceitos teóricos das redes sociais e do próprio método de ARS, bem como os avanços das pesquisas sobre a temática das redes na Administração. Esses fundamentos forneceram subsídios para a discussão sobre as abordagens “quanti” e “quali” na ARS. Como resultado, foi verificado que o uso da temática das redes sociais, na Administração, é utilizado como mecanismo heurístico, limitando-se aos aspectos metafóricos. Além disso, constatou-se o caráter “ecumênico” da ARS que tem a capacidade de envolver tanto a perspectiva qualitativa como a quantitativa para enfocar um problema de pesquisa. Por fim, salienta-se a necessidade de parcimônia no uso dos softwares acessórios e na adoção multidimensional, bem como na postura cíclica de análise, requerida para a caracterização completa das redes sociais. Palavras chave: Análise de Redes Sociais, Método de Pesquisa, Administração.

The Social Network Analysis’ method as a hybrid mechanism of the research in support its theory
Abstract:
This theoretical essay aims to discuss about the Social Network Analysis (SNA) method, its epistemological foundations, the use of analytics tools to support and the tendency swing among the quantitative and the qualitative strategy in using this method. Therefore, we present the theoretical concepts of the social networks and of the SNA method, as well as the advances of the research about the networks thematic in the management. These foundations provided grants for the discussion about the quantitative and qualitative approaches in the SNA. As a result, it was found that than the use of the social networks theme, in management, used as heuristic device, but merely metaphorical aspects. Furthermore, it was the character “ecumenical” of the SNA that is able of involving both the qualitative and the quantitative perspective to tackle a research problem. Finally, we stress the need for parsimony in the use of software and accessories in adopting multidimensional, and the cyclical position of analysis required for the full characterization of social networks. Key-words: Social Network Analysis, Research Method, Management.

sobretudo. Constata-se que apesar da temática das redes ter se expandido na Administração nesta última década. a pesquisa de redes sociais requer o uso de um método de análise específico: a Análise de Redes Sociais (ARS). “consideradas. A herança desse debate parece ter permanecido e influenciado diversos pesquisadores sociais contemporâneos. Para ele. 2008). QUANDT. SANCHES. suas bases epistemológicas.6. que claramente favorecia as abordagens quantitativas em detrimento das qualitativas. 25 fazem menção à ARS. versão 4. 1998. FAZITO. no campo da Administração. sendo este recorte temporal definido em decorrência da acessibilidade dos documentos e de que os mesmos fossem levantados por meio do software “The Sleuthhound!”. p. Para tanto. Esse movimento se irradiou e chegou aos Estados Unidos. 2006). se discute sobre o método de ARS. subjetivistas ou. até. quando muito. os usos de ferramentas de apoio. inclusive na Administração (ZANCAN. 2008. ainda. Apesar da relevância no que se refere ao estudo de redes. Assim. 1993. o artigo foi organizado em cinco seções: a primeira constitui esta introdução. Desses.3. inclusive aqueles que estudam redes sociais. estruturando e consolidando a vertente qualitativa da pesquisa social. SANCHES. Esta corrente de pesquisa vem crescendo em diversas áreas do conhecimento e tem demonstrado grande potencial interpretativo para a pesquisa social nas últimas décadas (SOUZA. Entretanto nos últimos anos houve uma expansão de seu uso que repercutiu num desenvolvimento considerável em várias áreas da pesquisa social. mais precisamente em Chicago. bem como sua pertinência e cientificidade. a segunda se refere à apresentação das redes e das redes sociais. parece pertinente considerarmos essa dualidade de modo a transpô-la no que concerne a aplicação da ARS nos estudos das redes sociais. Como consequência o debate tomou novo fôlego e perdura até hoje (McKEREGHAN. 243). Nessa cidade surgiu “uma escola sociológica que se rebelava radicalmente contra a tentativa de analogia entre ciências naturais e ciências sociais” (MINAYO. pode ser considerado o final do século XIX na cidade alemã Heidelberg. os avanços produzidos no “templo norte-americano da abordagem qualitativa” foram fortemente confrontados pela tese de Samuel Stouffer em 1930. estudos heurísticos. sendo que 209 adotavam teorias e/ou métodos relacionados à abordagem de redes. 244). como os softwares. 1993. pré-científicos. a literatura sobre a ARS parece pendular entre o uso quantitativo e o qualitativo deste método. Como poderá ser constatado adiante. Este artigo tem como proposta apresentar essa discussão por considerá-la relevante dada esta inserção expressiva de teorias e/ou métodos de redes na Administração. Conforme Fazito (2002). Anos mais tarde. e as tendências pendulares do “quanti” e do “quali” que perduram em sua utilização. a exemplo de Walter e Damião-da-Silva (2008) que exploraram o estudo das redes como metáfora. p. pôde-se verificar um crescente interesse pelo estudo das redes no campo da Administração. GÜNTHER. „reportagens malfeitas‟” (MINAYO. 2002). E. foi feita uma análise nos artigos publicados nos Anais do Encontro Anual da Associação de Programas de Pós-Graduação em Administração (EnANPAD) entre os anos de 1998 a 2008. enquanto 11 indicavam claramente o uso do método de ARS. 2006. MIZRUCHI. apesar de ser infrutífera a discussão da cientificidade e do rigor de ambas as abordagens epistemológicas conforme destacam Minayo e Sanches (1993) e McKereghan (1998). muitos pesquisadores têm negligenciado suas pesquisas por não fazerem uso desse método ou utilizá-lo de forma equivocada. a . pouco. no início do século XX.1 Introdução O início dos debates sobre as propriedades dos métodos quantitativos e qualitativos.

p. 4) “Radcliffe-Brown numa abordagem sociocêntrica percebe a rede social como uma rede na qual todos os membros da sociedade ou parte da sociedade estão imersos”.) de um tipo específico”. 2000. à Epidemiologia. MOURA. conforme nos apresenta o dicionário Houaiss (2007). apesar da diversidade de definições. no âmbito dos estudos organizacionais. uma rede social”. cordões. Desta forma. mas em algumas o numerário produtivo é significativo. “Uma rede social tem a ver com um conjunto de pessoas. a perspectiva de Redes Sociais emergiu no final dos anos 70. como é o caso da Estratégia em Organizações (34 artigos). composto em losangos ou em quadrados de diversos tamanhos”.. ligados através de um conjunto de relações sociais de um tipo específico” (CÂNDIDO. à Ciência da Informação. malhas ou teias a qual forma um tecido comum que representa o termo rede. Com relação aos anos. 2007. p. Conforme apresentado por Acioli (2007). 54). Com relação aos estudos relacionados à Administração. conforme Marteleto (2001. seja esta de amizade. De acordo com Acioli (2007. à Administração. há um consenso com relação à imagem de fios. formando. p.terceira se destina à elucidação do método de ARS. 3). por fim. Organizações e/ou Estudos Organizacionais (com 23 artigos). Gestão de Ciência. nota-se um notável crescimento também em estudos voltados à Economia. uma comunidade não geográfica. transferências de fundo etc. De imediato. entre outras áreas. esse crescimento é visível e ele pode ser explicado pela dinâmica que o estudo de redes proporciona. um sistema de apoio ou um sistema físico que se pareça com uma árvore ou uma rede”. em seguida faz emergir a discussão sobre as abordagens quantitativas e qualitativas na ARS e. 1997. de comércio. p.] em 1940. 2. “a noção de redes / redes sociais nasce na Antropologia Social”. Gulati (1998 apud CARVALHO. 19). p. estão unidas a outras. os fios podem corresponder às linhas ou as relações entre atores e organizações.. arames etc. mas sim vivo e constantemente variável em suas interconexões. De um total de 209 artigos selecionados. Tecnologia e Inovação (24 artigos). 19) salienta que na Sociologia e na Antropologia os estudos de redes têm longa tradição. organizações) ligado por um leque de relações sociais (amizades. grifos da autora) reforça este entendimento ao definir as redes sociais como “um agrupamento de núcleos (pessoas. Administração Pública e Gestão Social (24 artigos). são um “sistema de nodos e elos. Para Barnes (1972 apud ACIOLI. organizações etc. os quais representariam as malhas ou os „nós‟” (LOIOLA. 11). 72). e. GOEDERT. “estamos unidos às pessoas. Com relação a isso.. p. a exposição da conclusão. passando de um único artigo – no ano de 1998 – para 35 nos anos de 2007 e 2008. formando uma espécie de tecido de malha aberto. agregando disciplinas e tradições intelectuais variadas. assim. ABREU. “Os fios e as malhas dão a forma básica da rede. uma estrutura sem fronteiras. As redes sociais. De acordo com Martes et al (2006. foi realizado um levantamento entre os artigos publicados no EnANPAD. quando autores como Aldrich (1979) e Williamson (1975) passaram a tomar a forma de relacionamentos interorganizacionais como foca de análise. pode ser definido como “entrelaçamento de fios (linho. mas atualmente. p. Salientando que essa imagem não é um tecido estático. é clara a evolução. fibras artificiais ou sintéticas). 2008. quando “[. para verificar essa evolução. Radcliffe-Brown usa o termo „redes‟”. ou como entendido por Rodrigues e Tomaél (2008) este tipo de estudo . p. entre os anos de 1998 a 2008. de compartilhamento de informação etc. por sua vez. algodão. verificou-se que a temática das redes é encontrada em várias divisões acadêmicas. Para Rodrigues e Tomaél (2008. Watts (2004 apud RODRIGUES. A perspectiva de redes forma um ambiente particular. 2-3). p. TOMAÉL. De modo geral. 2 As redes e as redes sociais O termo “rede”. tais relações compõem uma rede. 2002. e estas.

Bavelas (em 1948). Por causa disso. dados que expressam relações. a ARS restringe a aplicação de vários modelos estatísticos que supõem a independência quanto à ocorrência e distribuição dos eventos em uma população. formando agrupamentos mais ou menos homogêneos (cliques) e revelando a estrutura social completa de uma coletividade de atores ou nodos (FAZITO. HANNEMAN. 2009). 2001. FAZITO. estes psicólogos sociais. p. revelando . ou seja. WASSERMAN. a partir de estudos em pequenos grupos de pessoas. 2005. De acordo com Freeman (1996 apud ZANCAN. FAZITO. 2002). 2000. Heider (em 1944). aos de engenharia e aos de geografia (FAZITO. Galaskiewicz e Wasserman (1993. 3 O método de Análise de Redes Sociais As redes sociais são constrangimentos fundamentais no comportamento e na conduta humana para a difusão de ideias e práticas. podendo ser graficamente apresentadas. 2001. entre elas a facilidade de concepção das redes no que se refere a sua representação. Sentindo essa necessidade de categorizar as redes é que se consolidou a ARS como forma de estudá-las. 2002). ou seja. p. 72). aos de computadores. 113). Já a rede total é aquela na qual se apresentam diversos atores conectados uns aos outros (sem haver necessariamente um único centro). 6) salientam que a maior parte dos pesquisadores concorda que a ARS tenha emergido a partir dos trabalhos de Moreno (em 1934). 1) “os primórdios da Análise de Redes Sociais (ARS) nas Ciências Sociais remontam à década de 1920 em estudos da Psicologia Social”. Festinger (em 1954). 6) completam que matemáticos como Harary. Galaskiewicz e Wasserman (1993. e o foco de análise expande no máximo a um terceiro ator sem contato direto (DEGENNE. Por basear-se na análise de dados relacionais e não nos atributos. 2001. a ARS se mostrou relevante para o entendimento de problemas complexos. que configuram as abordagens tradicionais. A origem da ARS remonta a análise de redes que eram aplicadas aos sistemas de telecomunicações. SCOTT. a ARS trás modelos estatísticos apropriados aos dados relacionais que. O foco são as relações estruturais. O foco deixa de ser os atributos individuais. WASSERMAN. ela tem a capacidade de lidar com dados relacionais (HANNEMAN. Sobre isso. p. Há algumas vantagens nesta abordagem de análise. p. superam o obstáculo da “não-independência”. a interdependência entre atores e suas interações (FAZITO. SCOTT. para as relações que esses indivíduos estabelecem com outros em determinado contexto social. Para eles. 2008. já que seus papéis são variáveis e complexos e desafiam a fácil categorização (CARRINGTON. A respeito da ARS.expressa um fluxo mais dinamizado. p. entre os atores. FORSÉ. no qual “há valorização dos elos informais e das relações. como é o caso da integração entre a estrutura social (redes totais ou macro-redes) e a ação individual (redes egocentradas ou micro-redes) (DEGENNE. sendo a ARS uma evolução dessas contribuições. Através de pesados desenhos gráficos e modelos teóricos para decifrar a estrutura destas reuniões sociais. 1999. 2002). 2002). em detrimento das estruturas hierárquicas” (MARTELETO. bem como o comportamento do grupo. Norman e Bock foram os pioneiros no uso de sociogramas e matrizes sociais para estudar a estrutura social. Luce. McCARTY. FAUST. de forma consistente. tais psicólogos identificaram como a estrutura do grupo afetou o desempenho individual. FORSÉ. 2002). 1999. conexões ou laços. Cartwright (em 1959) e Newcomb (em 1961). Concernente às relações sociais. Salientando que as redes individuais identificam o campo de relações sociais elaboradas em torno de um único ator (qualquer nó que forme a chamada “rede estelar”). contribuíram sobremaneira para o surgimento da ARS. 2001.

incluídas as distâncias diretas e indiretas. São através dos cálculos de grau que se obtém os índices de entrada e os de saída de informação numa rede (HANNEMAN. 38). 2001. A distância geodésica “é a menor distância (medida em caminhos) entre dois nós” (p.. QUANDT. As medidas relacionais das redes podem ser divididas em duas categorias: as análises descritivas e as análises estruturais (EVERETT. Antes de se alcançar tais “níveis de análises”. HANNEMAN. a centralidade de grau “é o recurso que identifica o número de contatos diretos que um ator mantém em uma rede. 76) salienta que a ARS “estuda padrões de relacionamentos entre pessoas. 2001. 23). 1449 apud MARTELETO. 2008. 2006. 98). 37). 74). p. a perspectiva das redes sociais enfatiza múltiplos níveis de análise. p. p. que é definida como a união “de três atores e os possíveis elos entre estes” (SOUZA. aplicável a virtualmente qualquer assunto empírico” (MIZRUCHI. na qual “alguns elos mantêm relações mais estreitas ou mais íntimas” (MARTELETO. . Com essa medida é possível verificar se os grafos (ou gráficos) das redes investigadas são completos ou intermediários. Esse ferramental de análise das redes “é. p. 78) “isso mede. com relação ao máximo de linhas possíveis” (SOUZA. Na realidade são as cliques. a exemplo da identificação das diferenças entre os atores através de sua imersão (embedded) nessas redes. p. A centralidade na ARS é um recurso sociológico que determina o quão central é um ator numa rede (GÓMES et al. O entendimento de subgrupo se dá a partir da ideia de tríade. 1999. 77) os “atores que têm mais ligações que outros atores podem estar em posição mais vantajosa”. De acordo com Marteleto (2001. De acordo com Tomaél e Marteleto (2006. a de proximidade (closeness centrality) e a de intermediação (betweennes centrality). O subgrupo é um “grupo de atores no qual cada um está direta e fortemente ligado a todos os outros” (EMYRBAYER. 75. Sobre essas medidas. p. TOMAÉL. mais central ele estará. p. BORGATTI. A densidade. de determinada rede. é o menor caminho existente entre dois atores (ibidem. 2003. 2001). QUANDT. grifos da autora). p. 75). organizações. podemos destacar algumas. As medidas de centralidade mais usadas são: a de grau (degree centrality). a sua independência em relação ao controle de outros” atores na rede. faz-se necessário a adoção de algumas medidas ou certas grandezas padronizadas. Por serem independentes esses atores dispensam intermediários. p. conforme salientam Everett e Borgatti (2000). “o que facilita o compartilhamento da informação” (RODRIGUES. bem como verificar o quanto estão inseridos os atores na rede. FREEMAN. e mapeia redes de relacionamento com base no fluxo de informação”. Por causa disso. MARTELETO. Conforme tratado por Knoke e Kuklinsky (1982) e Scott (2000). em tese. A centralidade de proximidade é a distância geodésica de um ator em relação a outros na rede. é o “cálculo da proporção de linhas existentes em um gráfico. Para Tomaél e Marteleto (2006. esses atores podem exercer papéis de grande importância nela. 79). tendo em vista que podem receber melhor a informação contida na rede. Para Hanneman (2001. 2001. 2008. 2008.as relações existentes a partir de padrões estruturais. p.] é o que mede o nível de comunicação de um ator”.. p. 38). Barnes (1972 apud TOMAÉL. p. ou seja. detêm estruturas mais ou menos duráveis que seguem determinações lógicas intrínsecas do sistema do qual fazem parte. 65). os padrões de relacionamento em um dado momento podem ser entendidos como sendo unidades topológicas das redes que apesar de sua mutabilidade. estados. 2006. etc. 39). 1999). por exemplo. em última análise. p. Quanto mais próximo um ator estiver de outros. [. p.

que é baseada na ideia de que se “A” está interligado a “B” e “B” está interligado a “C”. que para ele é dividido em duas formas: como os laços superficiais ou casuais que se caracterizam por pouco investimento emocional e contrastam com os laços fortes. FAUST. 2002). é normalmente dividido em duas frentes estratégicas de pesquisa: a quantitativa e a qualitativa. Os mais conhecidos são: o UCINET e o NETDRAW. que fazem análises de redes sociocêntricas. neste último sentido. p. pois revelam a estrutura “invisível” subjacente à rede (FAZITO. o SIENA. facilitando o fluxo de informação em uma determinada rede”. 2005). Suponhamos que “A” goste de “B” e “B”. É possível fazer uma pequena lista para distinguir esses dois paradigmas. 2001. o EGONET e o VISUALIZER. então “A” tenderia a estar interligado a “C”. Os algoritmos que definem as medidas descritivas são mais comuns e de simples aplicação. 79) “é o potencial daqueles que servem de intermediários. o VISONE. 356). p. que é dedicado à análise da dinâmica das redes. “o conhecimento científico é sempre uma busca de articulação entre uma teoria e a realidade empírica. 4 As abordagens quantitativas e qualitativas na ARS De acordo com Minayo e Sanches (1993. Dois atores são estruturalmente equivalentes se eles têm laços idênticos com relação a todos os outros atores de uma rede (WASSERMAN. é a propriedade matemática de subgrupos de atores em uma rede. já a pesquisa qualitativa é . que faz uma espécie de análise do discurso baseada na lógica das redes (QUIROGA et al. como afirma Habermas (1987 apud MINAYO. p. Dentre as medidas estruturais temos a transitividade. A centralidade de intermediação é baseada na teoria da “força dos laços fracos” de Granovetter (1973). A existência em grande quantidade de buracos estruturais por ator reflete a eficiência de uma rede. 240). de “C”. 46). Enquanto que a segunda verifica de forma aprofundada o impacto e a importância de determinado ator numa rede. que analisam as redes pessoais. 2008). os laços fracos agregam valor ao conectar cada ator a outros que fornecem diferentes fontes de informação. Esse “caminho do pensamento”. Já os que determinam a análise estrutural são mais complexos. Ele ressalta a importância da quantidade dos laços nãoredundantes numa rede. p. As medidas de equivalência estrutural e regular são mais complexas. Com relação à medida “buraco estrutura”. Calcula o quanto um ator atua como „ponte‟. Um ponto importante no uso da ARS é que ela pode ser auxiliada por softwares.A centralidade de intermediação para Marteleto (2001. SANCHES. então “A” deveria gostar de “C” (HANNEMAN. busca leis explicativas e mede aquilo que considera ser uma realidade estática com o intuito de produzir ou descobrir leis universais. a primeira verifica a posição de um ator a partir de outros atores. A relação de não redundância entre dois atores constitui o “buraco estrutural” (VIANA. 240). e. 2009. A pesquisa quantitativa é objetiva. BALDI. A ideia de “equilíbrio” e “reciprocidade” é que as tríades (quando há relações entre os atores) deveriam tender a transitividade como uma condição do equilíbrio. o método é o fio condutor para se formular esta articulação”. Salientando que o equilíbrio (teoria do equilíbrio) trabalha especialmente com relações de efeito positivo e negativo. BALDI. 1993. p. Burt (1992 apud VIANA. 9) ressalta que “o aumento do tamanho da rede sem considerar a diversidade dos laços pode debilitar a rede de modo significante”. p. 2008. e como sinônimo de diversidade.

e parafraseando as notas de Matheus (2007. é boa. 1998). estatístico e algébrico para analisar as redes sociais. em nenhum ponto deixam de lado suas origens qualitativas. De acordo com Alejandro e Norman (2005. Até que surjam novos paradigmas. por todo o livro eles se referem às quantidades que medem a estrutura como variáveis estruturais. em parte. em parte porque algumas atividades são inerentemente difíceis de serem mensuradas e quantificadas e. para eles . 241. uma vez que ambos são da mesma natureza: ela se volve com empatia aos motivos. 1). é dever do pesquisador. certamente é possível ampliar ou encurtar a distância entre o ideal e o real. 3). posteriormente. 241): Quanto mais complexo for o fenômeno sob investigação. Scott e Wasserman (2005) – traz um robusto ferramental matemático.subjetiva. maior deverá ser o esforço para se chegar a uma quantificação adequada. da mesma forma que ocorre nas abordagens tradicionais. 1). mas sim em um mundo real. 244). Destarte. p. 1998). aos projetos dos atores. 1993. São nessas circunstâncias que se destaca a abordagem qualitativa. descrições matemáticas excessivamente complicadas são extremamente intratáveis. busca uma descrição extensa de algo e é uma exploração do que é compreendido por uma realidade dinâmica. SANCHES. Uma pesquisa real não necessariamente se encaixa em paradigmas ideais. a ARS trata-se de uma metodologia “para a análise quantitativa de dados sobre redes sociais”. as estruturas e as relações tornam-se significativas (MINAYO.] que quantitativos”. no sentido de ser suficiente para a compreensão completa dessa realidade” (MINAYO. 239). p. até o presente momento. devido às suas características próprias” (ibidem. “Nenhuma das duas. pois ela desempenha uma aproximação fundamental e de intimidade entre sujeito e objeto. SANCHES. ainda. “torna-se necessário seguir uma série de técnicas que nos permitam ordenar as interações dos indivíduos de modo a que essas interações possam ser representadas num gráfico ou rede” (ibidem. p. 1) “a análise das redes sociais é uma ferramenta que nos permite conhecer as interações entre qualquer classe de indivíduos. Estas abordagens são os instrumentos as quais se serve a ARS. requerem um conjunto de métodos e conceitos analíticos distintos dos métodos e análise dos dados estatísticos tradicionais (ibidem. grifos dos autores). para se aproximar da realidade observada. Peay (1982) reforça isso ao utilizar valores qualitativos para analisar modelos estruturais de rede.. No entanto. em particular. ou seja. p. ou seja. replicável (McKEREGHAN. Essa distinção se deve aos dados relacionais não serem independentes. “decidir que espécies de arrazoados matemáticos são relevantes para determinados problemas. porque. 241). p. 1) e. eles ressaltam que o foco das relações. p. p. porém. Apesar disso. do ponto de vista de solução para que tenham algum valor prático. Contudo. Realmente os conceitos apresentados por Wasserman e Faust (2009) são aplicáveis através da quantificação. E. nem a necessidade de análises qualitativas durante o processo analítico. a partir dos quais as ações. como salientado por Minayo e Sanches (1993. Mesmo que não haja um encaixe perfeito. nós devemos trabalhar com os disponíveis e talvez seja possível modificá-los a ponto de torná-los mais compatíveis com nossa concepção atual de realidade (McKEREGHAN. Afinal não vivemos em um mundo ideal. que limitações estão impostas e como tais métodos podem ser ampliados e generalizados” (MINAYO. p. Finalizar essa distância é o objetivo ao qual Kuhn em 1970 se refere como uma “mudança de paradigmas”. SANCHES. O trabalho de Wasserman e Faust (2009) – bem como o de Carrington. Essa situação corrobora com o afirmado por Minayo e Sanches (1993. às intenções. p. e os modelos de relações. partindo preferencialmente de dados qualitativos [. Postula-se que aquilo que é descoberto nesse processo não é necessariamente universal. p.. Os autores salientam ainda que “a análise das redes sociais requer informação do tipo qualitativo. 1993. 1993.

O pesquisador sempre está relacionado ao objeto estudado. Por outro lado. mais especificamente das múltiplas categorias nominais de mensuração das relações. Qualitativo e quantitativo são dois pólos ideais ao longo de um contínuo nos quais as variações representam as pesquisas realizadas no mundo real. Uma maneira mais precisa e adequada de se falar a respeito de pesquisa seria em termos de “mais qualitativa [. Dentre esses. Se cada aspecto da pesquisa fosse representado graficamente em dimensões de um plano cartesiano. . 2006). representar ou interpretar as relações sociais. 1998). 1998). também contribui para a consolidação da teoria social geral” (DEGENNE. o autor trata do “REGE categórico” como perspectiva qualitativa para analisar determinadas distâncias geodésicas (ibidem. Do ponto de vista prático existem razões de ordens diversas que podem induzir um pesquisador a escolher uma abordagem ou outra. quando na verdade existem mais (McKEREGHAN. Apesar de não concordarmos com ele. o pesquisador que faz uso da ARS não deveria escolher um método ou outro. Ou seja. qualitativas e quantitativas que se adéquam à sua questão de pesquisa. na “cultura científica atual”. nosso paradigma atual de pesquisa social seria multi-dimensional. Ele sempre pesquisa “algo” – que se apresenta no mundo real. 25 mencionavam o termo “análise de redes sociais”. p. Problemas reais de pesquisa podem ser difíceis. contudo.à medida que as observações e mensurações tornam-se mais acuradas e extensivas. se nossos paradigmas ideais são tão pobres que não abrangem a extensão das possibilidades reais. p. p. 12) quando ele trata das escalas de mensuração. deixar de ser particular. sua alegação é compreensível. Desta forma. a necessidade de escalas nominais e qualitativas. FORSÉ. ela teria a capacidade de se estender nas duas direções e envolver ambas as abordagens. Essa situação “ecumênica” é mais evidente no material introdutório de Hanneman (2001. a ARS não é exclusivista. Completa objetividade é completa ignorância. 11 utilizavam especificamente o método de ARS como pode ser visto no Quadro 1. ou mesmo impossíveis de responder. no âmbito das soft sciences tem surgido à oportunidade de se usar a linguagem matemática para descrever. bem como descritiva e explicativa. muito mais rico e complexo. Podendo ainda ser universal. 1999. ou uma abordagem mista (GÜNTHER. É que eles representam. Contudo. afinal há certa dificuldade em utilizar um paradigma misto. mas nunca numa oposição: ou qualitativo ou quantitativo (McKEREGHAN. em alguns casos. mas utilizar as várias abordagens. Nenhum conhecimento pode ser completamente objetivo. Dentre os 209 artigos que utilizavam a perspectiva de redes. 130 e 134). cabe ao pesquisador o “fôlego” ou a continuidade da pesquisa. Noutra parte. “ao mesmo tempo em que enseja uma nova „metodologia‟ capaz de integrar diversas técnicas (sejam quantitativas ou qualitativas). Essa e outras características da ARS a torna singular nas Ciências Sociais contemporâneas porque. 10).] que quantitativa”. O falso dilema representa uma indução de raciocínio em que apenas duas alternativas se mostram disponíveis. Turato (2004) nos alerta sobre a não-harmonia dessas abordagens. No caso da ARS.. Nesse ponto o autor sugere. aquilo que podemos chamar de “falso dilema”. ou seja. aquilo que será estudado não pode ser totalmente subjetivo para o pesquisador. sem..

2006. temporais e pessoais disponíveis para lidar com uma determinada pergunta científica. ou seja. p. o uso da temática das “redes sociais”. na Administração. dentre os que ressaltam a ARS num aspecto quantitativo. o que confere uma abordagem qualitativa. não é decidir-se pela pesquisa qualitativa ou pela pesquisa quantitativa. parece-nos que o seu uso ainda é limitado a aspectos metafóricos. p. Estudos Organizacionais. QUIROGA et al. desta forma. Mesmo que não seja exequível em determinado momento da pesquisa. Administração Pública e Gestão Social. a análise de redes converge para aprofundamentos pontuais em subgrupos. Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade. num mínimo de tempo. Portanto. Administração Pública e Gestão Social. apenas sugerem a sua existência. Administração Pública e Gestão Social. A ARS carece do “braço quantitativo”. Administração Pública e Gestão Social. Gestões de Operações e Logística. Outro ponto a ressaltar e advertir os novos pesquisadores que farão uso desse método é que ele não é exclusivamente qualitativo ou quantitativo. 207). Administração Pública e Gestão Social. outros como quantitativo e. Em alguns casos. assim como do “braço qualitativo” do pesquisador para a caracterização completa da rede. alguns fazem uso do viés qualitativo de forma complementar. A questão tem implicações de natureza prática. HANNEMAN. Ela já é a mudança!”. Estudos Organizacionais. QUANDT. 2001. na maioria das vezes. é semelhante ao apresentado por Fazito (2002). 5 Conclusão Apesar do uso da ARS nos 11 artigos do EnANPAD. coloca-se para o pesquisador e para a sua equipe a tarefa de encontrar e usar a abordagem teórico-metodológica que permita. MIZRUCHI. Apesar dos avanços matemáticos e estatísticos apresentados por Wasserman e Faust (2009). Apenas um faz uso das duas estratégias de pesquisa de modo “equilibrado”. é utilizado como mecanismo heurístico para uma análise alternativa à tradicional. O problema. chegar a um resultado que melhor contribua para compreensão do fenômeno e para o avanço do bem-estar social (GÜNTHER.CÓDIGO: Qualitativo Quantitativo ANO: 2005 APS-A1964 Apenas 2006 EORB979 Ambos 2007 APSA2046 Adicional Predominante 2007 APSB2121 Adicional Predominante 2007 APSB2844 Adicional Predominante 2007 APSC1978 Apenas 2007 EPQC2873 Apenas 2008 APSB2388 Não está evidente 2008 EORA8 Apenas 2008 FINB1497 Apenas 2008 GOLB734 Não está evidente Fonte: Resultado da pesquisa direta. Noutras situações é apresentado como alternativa organizacional. 2008). 2005. neste caso Franco (2008. . Em suma. 133) rebate ao afirmar que “a rede não é um instrumento para fazer a mudança. o pesquisador precisa saber que a ARS permite e requer esse “ecumenismo” como ressaltado por Günther (2006). DIVISÃO ACADÊMICA: Administração Pública e Gestão Social. De igual modo a literatura parece apresentar essa oscilação epistemológica (SCOTT. É possível verificar equívocos acerca de definições conceituais e operacionais. até mesmo atores individuais. 2005. não há um desenvolvimento do estudo das redes segundo a tradição recente da ARS em todos eles. a questão não é colocar a pesquisa qualitativa versus a pesquisa quantitativa. 2000. ALEJANDRO. Alguns trazem a ARS num enfoque qualitativo. as análises não avançam para além da simples descrição e. Quadro 1 – Enfoque na estratégia de pesquisa. Considerando os recursos materiais. O ponto a ressaltar aqui é a variação epistemológica entre esses 11 artigos. SOUZA. empírica e técnica. NORMAN. embora o interesse sobre as “redes” tenha crescido na Administração. Finanças. 2006.

para se chegar aos grafos de uma rede é necessário o acúmulo de dados calculados em matrizes. Além do mais. e as “fotografias” resultantes deverão ser analisadas subjetivamente através de um “olhar” qualitativo. preferencialmente. Existem diversos programas para determinados problemas e para determinados cálculos. não adianta apenas o uso de questionários e sua consequente tabulação. p. de qualquer modo. O método de ARS pode ser aplicado a uma infinidade de estudos que se enquadrem na abordagem de redes. é requerido um conhecimento do “conteúdo” e da pertinência da informação armazenada em um determinado documento antes de interpretá-lo no âmbito relacional da rede. bem como as respostas em determinado momento poderão exigir maior análise quantitativa ou qualitativa. se possível. uma etnografia para a maximização da análise da rede. p. . De igual modo. As matrizes e cálculos gerarão grafos variados e. não há e não deve haver uma linearidade de operacionalização de análise. demandando anos de análises e agregando o longitudinal com o focal. Isto é. por exemplo. 1993. podemos perceber que o enfoque qualitativo requer um tratamento quantitativo para sua complementação. são requeridas entrevistas e. Tal procedimento não pode ser atribuído ao método em si. ou. ou seja. Valendo salientar que é dever dele saber as limitações de seus resultados caso opte por apenas uma das estratégias. é o pesquisador – baseado no problema – quem definirá que enfoque trará em sua pesquisa. no que se refere à operacionalização analítica. 246). quem sabe. Com relação a isso. é predominantemente qualitativa. da repetição do que se ouve e vê no trabalho de campo. porém. SANCHES. podendo tornar determinados estudos em grandes frentes de pesquisas. No caso de uma análise documental. vale ressaltar que a postura do pesquisador de rede. Consequência disso é o grande potencial que a ARS pode proporcionar. numa situação de survey. não permitindo conhecer as reais relações. Uma análise completa de uma rede requer análises qualitativas e quantitativas. não importando a ordem do seu uso. deve ser usado. O processo é cíclico e requer verificação do e no contexto empírico e um constante retorno aos dados. no trato de redes sociais. no entanto. aproximando-se muito mais ao método de estudo de caso. ainda. O problema em questão. Por fim. Portanto. Há. porém ao seu uso superficial e pobre (MINAYO.Desta forma. bem como o quantitativo requer um aprofundamento qualitativo. em muitos casos. Há um efeito “translúcido”. O pesquisador. investigadores da abordagem qualitativa que não passam além da “ilusão da transparência”. cabendo ao pesquisador optar pela estratégia mais adequada. evitando assim distorções matemáticas. Contanto que o pesquisador tenha em mente o afirmado por Minayo e Sanches (1993. bem como todos os atores presentes na rede. uma análise extremamente pontual – qualitativa – pode descaracterizar a rede e bloquear o potencial da ARS. De igual modo o uso dos softwares deve ser parcimonioso. É nessas situações que é requerida uma análise qualitativa cuidadosa e um regresso aos dados originais. Muitas suposições e hipóteses resultantes de estatísticas e cálculos matemáticos podem confundir e até mascarar realidades. uma análise predominantemente quantitativa na ARS pode trazer graves distorções e equívocos. insuficientes para abarcar toda a realidade observada”. 240). Em suma. 1993) e até que surja um novo paradigma. SANCHES. que “ambas as abordagens são necessárias. em muitas circunstâncias. Ressaltando que. complexos. desta forma. deve manter certa aproximação com os especialistas da área estudada. elas podem e devem ser usadas sempre que o planejamento da investigação esteja em conformidade (MINAYO. um equilíbrio entre elas.

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