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Trecho do livro: “DO SEXO À SUPRACONSCIÊNCIA Podemos fazer de nossas vidas templos de Deus?

Podemos nos tomar como o retrato que tinha em si um vislumbre de Deus? Com esta pergunta, resumo o que falarei hoje. Como o homem pode tornar-se o reflexo de Deus? Como é possível tornar a vida do homem um paraíso, repleto de fragrância, beleza e harmonia? Como é possível ao homem conhecer aquilo que é imortal? Como é possível ao homem entrar no templo de Deus? Nesse contexto, os fatos da vida indicam que todo o nosso progresso, até agora, tem sido na direção oposfa. Na infância, estamos no paraíso, mas conforme vamos crescendo, aos poucos acabamos no inferno. O mundo da infância é cheio de inocência e pureza, mas gradualmente começamos a trilhar uma estrada pavimentada com mentiras e traições, e quando amadurecemos estamos velhos - não apenas física, mas espiritualmente também. Não só o corpo se torna fraco e cambaleante, como a alma também cai num estado de ruína. Mas, simplesmente aceitamos isso, e deixamos que o assunto termine aí. Mas terminamos conosco mesmos também. A religião é fatalista sobre esta questão, sobre essa queda, sobre essa jornada do céu para o inferno. Mas essa jornada tem que ser invertida. Essa jornada tem que ser gratificante — da dor à alegria, da escuridão à luz, da mortalidade à imortalidade. O anseio interior do homem é alcançar a imortalidade e sair dos limites da morte; essa é a sede de sua alma. A única busca da alma é ir da escuridão à luz. A direção básica de nossa energia primal é ir da mentira à verdade. Mas para essa viagem, o homem precisa conservar sua energia; precisa permitir que sua energia cresça. Para escalar a verdade, para alcançar a alma, o homem deve esforçar-se para ser um reservatório de força ilimitada; só então alcançará o eterno, O céu não é para os fracos. Repito: o céu não é para os fracos. A verdade da vida não é para os que dissipam suas energias, que se permitem ser débeis e fracos. Os que desperdiçam a energia vital, os que se tornam inferiormente insípidos e impotentes, não podem empreender esta expedição. Requerse grande energia para a escalada às alturas. A conservação de energia é o primeiro requisito da religião. Mas somos uma geração fraca, doente, e, através dessa perda, estamos mergulhando pra gressivamente em níveis cada vez mais fracos. Nossa vitalidade está escoando e tudo o que resta dentro de nós é uma máquina sem bateria; não há mais nada além de um terrível vazio. Nossas vidas são uma triste e interminável estória de perdas; nossas vidas não são de modo algum produtivas. Por que existe essa situação tão pouco atraente? E como perdemos nossa energia? A maior válvula de escape da energia do homem é o sexo. O sexo é um escoamento contínuo que deve parar. Ninguém quer perder nada, mas, como já lhes disse, há uma razão irresistível para que o homem desperdice tanta energia. Por causa de visão beatífica no sexo, o homem é levado, querendo ou não, a perder energia repetidamente. O êxtase luminescente, mas passageiro, que vem com o sexo, exerce tanta atração sobre o homem, que ele está consentindo, impensadamente, na perda exatamente daquilo que é a base de tudo. (Páginas 62 e 63) Além disso, as pessoas que dizem que o sexo não tem nenhuma relação com a religião estão inteiramente erradas, porque é a energia do sexo, numa forma transformada e sublimada que entra, na esfera da religião. A sublimação dessa energia vital eleva o homem a reinos sobre os quais conhecemos muito pouco. A transformação dessa energia sexual eleva o homem para o mundo onde não há morte, não há tristeza, para o mundo onde nada mais existe além da felicidade, de felicidade pura. E qualquer um que possuir essa força vital, poderá elevar-se para esse reino de alegria, de verdadeira consciência, de sat chit ananda. (sat - ser, existência, essência) (chit - inteligência, consciência, mente) (ananda - bem-aventurança, alegria, felicidade) (Glossário Teosófico. Helena P. BIavatsky) Mas nós temos desperdiçado essa energia. Somos como baldes furados, e estamos usando esses baldes para tirar água do poço. Mas a água toda escoa durante o processo e, no fim, o que temos é um balde vazio. Somos como canoas com buracos no fundo; remamos apenas para naufragar. Um barco assim nunca pode chegar à outra margem; está destinado a afundar no meio da

(Página 101) Do livro: "DO SEXO À SUPRA CONSCIÊNCIA" Autor: BHAGWAN SHEREE RAJNEESH Editora Cultrix. São Paulo. não a ignorância.correnteza. O conhecimento em si é poderoso. Nós queremos o conhecimento. (Página99) O homem é impotente. o homem é um escravo do sexo. e o conhecimento do sexo é um poder ainda maior. Todo esse vazamento é devido ao desvio do fluxo de energia sexual. 1979. . E perigoso continuar a viver na ignorância sobre o sexo. e essa impotência deve ser desprezada.