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RECOMENDAÇÕES PARA MONTAGEM DO LABORATÓRIO DE FÍSICA

O objetivo deste guia é orientar as instituições de ensino na montagem e instalação de laboratórios destinados às aulas práticas. A montagem do laboratório de ensino é uma das fases críticas do processo de implantação dos cursos, já que em grande parte dos casos, as instituições de ensino se estabelecem em instalações prediais que não foram originariamente construídas para esse fim. Não são poucas as escolas que se instalaram em locais onde no passado funcionavam fábricas ou escritórios. Os obstáculos enfrentados na montagem do laboratório são sentidos também quando da ampliação e ou reforma deste. Um laboratório antigo, mesmo que tenha sido construído em acordo com as normas vigentes da época, poderá ter dificuldade para atender às normas de segurança atuais. A montagem do laboratório deve incluir todos os requisitos de segurança. Para tanto, é fundamental a elaboração de um projeto detalhado para que haja funcionalidade, eficiência, segurança e se minimizem futuras alterações. Assim, não podem ser desprezados itens como a topografia do terreno, orientação solar, ventos, segurança do edifício e do pessoal, bancadas, capelas, estufas, muflas, tipo de piso, materiais de revestimento das paredes, iluminação e ventilação do ambiente. Deve-se levar em consideração, ainda, a legislação referente aos portadores de necessidades especiais, conforme a LDB – Lei no 9.394, de 20-12-1996, capítulo V, artigos 58 a 60. Algumas orientações constantes deste Guia tomam como base as Normas Regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 08-06-1978, e Normas (NBR’s), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os laboratórios possuem Layout padrão para disposição dos equipamentos e mobiliário. Entretanto, as escolas poderão dispor equipamentos, ferramental e mobiliário de acordo com suas necessidades, desde que garantam condições favoráveis para instalação daqueles equipamentos que ficarão a cargo dos fornecedores. Os equipamentos que não necessitam de instalação e testes por parte dos fornecedores deverão ser alocados e instalados pelas próprias escolas, de acordo com manuais que acompanharão os respectivos itens. 2.1 PRÉ-REQUISITOS Os equipamentos que necessitarem de pontos de água, energia, gás, ar comprimido e internet, deverão ser instalados em locais indicados pelo Layout padrão ou de acordo com locais indicados pela escola. É necessário ressaltar que estes pontos de instalação deverão estar funcionando no ato de entrega/instalação dos equipamentos, ou seja; deverão ser providenciados pela escola, de acordo com projeto de construção, reforma ou adequação do laboratório. 2.2 RECEBIMENTO DE MATERIAL/EQUIPAMENTO

constituído por resina epóxi e quartzo selecionado de alta dureza.Os equipamentos.3 SEGURANÇA FÍSICA DOS EQUIPAMENTOS As escolas deverão providenciar condições que garantam a integridade dos equipamentos que receberam. funcionalidade e integridade dos mesmos. fechaduras com mecanismo extremamente inviolável do tipo cilindro embutido (tetra) e sistema de vigilância eletrônica e humana quando necessário. a fim de evitar tropeços e possíveis acidentes.5 PAREDES As paredes devem ser claras. recomenda-se que todos os laboratórios tenham pisos do tipo Argamassa polimérica com grande quantidade de carga mineral. Outro aspecto importante a considerar quanto ao piso. conferindo facilidade na limpeza e maior segurança nos ambientes de trabalho. 2. facilidade na colocação e limpeza. Os reparos que se fizerem necessários devem ser feitos imediatamente. A espessura mínima deve ser de 3mm. mantendo-se o bom estado do mesmo. ótima resistência e durabilidade. resistente mecânica e quimicamente e não deve apresentar saliência nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais. com acabamento antiderrapante. foscas e impermeáveis. ou seja. Os laboratórios que receberem Exaustores deverão providenciar local adequado para instalação do produto quando o mesmo for entregue pelo fornecedor. De acordo com a . É de primordial importância que não haja desníveis ou elevações no piso. segurança oferecida. borracha. e rodapés meia cana. instalando grades nas portas e janelas dos laboratórios.4 PISO O piso deve ser impermeável. revestidas com material que permita o desenvolvimento das atividades em condições seguras. Ideal para áreas de tráfego pesado. TV’s de LCD e Ventiladores deverão providenciar instalação de seus respectivos suportes em locais adequados que garantam a segurança. O piso de cerâmica comum é o mais recomendável pelo seu baixo custo. além de oferecer facilidade de limpeza. ferramentas e mobiliário deverão ser rigorosamente conferidos no ato do recebimento e testados para que seja garantido o direito de troca/devolução no caso de algum item/produto não atender as exigências das especificações dos mesmos. No entanto. sendo resistentes ao fogo e a substâncias químicas. Os equipamentos de segurança. há várias alternativas de piso como os de: granilite. De acordo com a NBR 14050 – ABNT. antiderrapante. Os laboratórios que receberem Projetor Multimídia (Data Show). Este tipo de piso é indicado para pisos industriais que demandam elevada resistência química e mecânica. madeira (tacos). refere-se à sua constante manutenção e limpeza. do tipo extintor e luz de emergência. 2. 2. deverão ser instalados pela escola em locais apropriados de maneira que garanta a segurança do ambiente. PROJETO DE CONSTRUÇÃO 2.

bem como todas que separem unidades autônomas de uma edificação. . estática. a fim de proporcionarem ema alternativa para saída de emergência. item 8.20m e com sentido de abertura da porta para a parte externa do local de trabalho. os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número suficiente. item 8. do MTE. Porém. numa altura aproximada de 1.1. Recomenda-se o uso de visores em divisórias. de modo que aqueles que se encontrarem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança em caso de emergência. que o laboratório tenha mais de uma porta.2 preconiza que os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto.1 PORTAS Considerando a NR-23. Recomendam-se janelas basculantes por apresentarem maior segurança e por serem facilmente abertas e fechadas com um só comando de mão. isolamento térmico. Os acabamentos das portas devem ser em material que retarde o fogo. Por isto. atendidas as condições de conforto. as partes externas. estabelecidas na Portaria 3. de 910-2001). A NR-8. Como medida de segurança. mas não impeçam a entrada de claridade). 2. estufas.6 TETO O teto deve atender às necessidades do laboratório quanto à passagem de tubulações. grelhas. as janelas devem favorecer a saída de emergência. isolamento e condicionamento acústico.20m do nível do piso e que a área de ventilação/iluminação seja proporcional à área do recinto. como persianas metálicas ou breezes (anteparos externos instalados nas janelas que impeçam a entrada de raios solares.7.4. pé direito. Caso não seja possível. devem obrigatoriamente observar as normas técnicas oficiais relativas a resistência ao fogo. paredes. 2.2 JANELAS Orienta-se que sejam localizadas acima de bancadas e equipamentos. fornos industriais e capelas de exaustão química. balanças. segurança e salubridade. Deverá haver sistema de controle de raios solares.7 ABERTURAS As janelas e portas devem ser amplas e distribuídas de tal forma que permitam uma boa iluminação e arejamento do laboratório. entre outros que possam ser afetados pela circulação de ar. isolamento térmico e acústico. As janelas devem estar afastadas das áreas de trabalho e dos equipamentos. não devem ser obstruídas com armários. sob nenhuma hipótese deverão ser instaladas cortinas de material combustível. ainda que não acompanhem sua estrutura. 2. A largura mínima das aberturas de saídas deverá ser de 1. portas e onde mais for possível. tais como cabines de segurança biológica. (Redação dada pela Portaria nº 23. luminárias. as portas devem sempre abrir para o lado de fora e não devem ficar situadas frente a escadas. de acordo com as posturas municipais. resistência estrutural e impermeabilidade. que regulamenta sobre proteção contra incêndios. também.214/78.7. numa relação mínima de 1:5 (um para cinco).NR-8. Recomenda-se. 2.

Os alimentadores dos quadros de distribuição de energia elétrica deverão ter uma previsão de 30% a mais de sua capacidade total.5. do MTE. devem ter facilidade de acesso.2 ILUMINAÇÃO A NR-17. recomenda se a instalação de tomadas internas ou tipo pedestal de 110V e 220V sinalizadas com cores diferentes. Recomenda-se que. .5. considerando o espaço seguro quanto ao dimensionamento e a localização dos seus componentes e as influências externas. O quadro de força deve ficar em local visível e de fácil acesso. em vários pontos do laboratório. Os fios de eletricidade devem passar por uma tubulação externa. sempre que possível. Quanto às fontes de eletricidade. A instalação elétrica do laboratório deve incluir sistema de aterramento para segurança e evitar choques em aparelhos como banhos termostáticos etc. chapas aquecedoras e destiladores. sejam lisos. PROJETO DE INSTALAÇÕES 3. toda instalação elétrica deverá ser projetada a fim de prevenir riscos de incêndio e explosão. Nas áreas onde se manipulam produtos explosivos ou inflamáveis. as instalações sejam externas às paredes a fim de facilitar os serviços de manutenção. As janelas devem ser dotadas de dispositivos de abertura. quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção. deverão ter tomadas especiais com carga acima de 600 watts. Os circuitos elétricos devem ser protegidos contra umidade e agentes corrosivos. respectivamente. do MTE.3.1 ELÉTRICA O projeto das instalações elétricas deve obedecer às normas de segurança e atender ao estabelecido na NR-10. além de contemplar futuras ampliações. se embutidas. A fiação deve ser isolada com material que apresente propriedade antichama. tendo em vista futura expansão dos circuitos. conforme tabela abaixo: 110V Tomada amarela 220V Tomada laranja Equipamentos como estufas. não porosos.Devem ser empregados materiais de construção e acabamentos que retardem o fogo. 3. É importante avaliar a necessidade de sistema de iluminação de emergência. 3. por meio de eletrodutos emborrachados e flexíveis e dimensionados com base no número de equipamentos e suas respectivas potências. da ABNT. sendo recomendável um painel provido de um sistema que permita a interrupção imediata da energia elétrica. em caso de emergência. estabelece. O nível de iluminamento recomendado é de 500 a 1000 lux. devendo ser evitados a incidência de reflexos ou focos de luz nas áreas de trabalho. que proporcionem boa vedação. amarela e laranja.3. alimentadas por circuitos independentes além de serem identificadas. como por exemplo. conforme estabelece a citada norma. sempre que necessário. nas bancadas. no subitem 17. que trata das condições ambientais de trabalho. de fácil limpeza e manutenção. que os níveis mínimos de iluminamento são os estabelecidos na Norma NBR 5413. sendo igualmente dirigidos para as tomadas e interruptores de luz existentes no laboratório. muflas. em seu item 17.

devem ser indicados locais específicos onde estes contêineres ficarão alocados para posterior utilização. A tubulação para distribuição interna da água e escoamento dos efluentes diluídos deve ser projetada considerando os produtos que serão manuseados e a vazão necessária. atendendo a legislação ambiental. Esta caixa deve ficar em local de livre acesso ao professor e sinalizada adequadamente.4 GÁS O gás poderá ser instalado de diferentes formas. gás e eletricidade. A tubulação de esgoto deve ser em material resistente e inerte. do tipo fechamento rápido. 3. bojos e sifões devem ser de material quimicamente resistente às substâncias utilizadas.5 REGISTROS Recomenda-se embutir na parede do laboratório uma caixa com registros de água. porém fechada com cadeado e de preferência numa área inacessível a alunos. para se ter agilidade quando houver necessidade de interromper o suprimento de água. Os resíduos concentrados de características tóxicas. que igualmente será dirigida para os locais previamente escolhidos para a localização das pias e dos tanques.As luminárias devem ser embutidas no forro e as lâmpadas fluorescentes devem ter proteção para evitar queda sobre a bancada ou o piso do laboratório. para uma maior segurança. em uma caixa ventilada. classificadas em quatro tipos: . canaletas. a instalação deve ser feita através de tubulação de cobre dirigida para os locais onde se encontram os bicos de gás. A mais segura e a recomendada para todos os laboratórios é a de um único botijão. de fácil acesso. 3. Estes deverão ser recolhidos em contêineres específicos. A partir do botijão. 3. As cubas. posteriormente.3 HIDRÁULICA Ao planejar-se a instalação de água para o laboratório.6 BANCADAS DE TRABALHO As bancadas deverão serão construídas de acordo com a disposição de cada tipo de laboratório. instalado fora do prédio. recomenda-se a utilização externa de plástico (padrão de segurança cor verde). identificados com símbolos de risco e. conforme descrito na tabela abaixo. corrosivas. Para tanto. Tipo Cor Água Verde Ar Azul Gás (GLP) Amarelo 3. inflamáveis e reativas não devem ser descartados diretamente na rede de esgoto. Todas as redes de água devem dispor de uma válvula de bloqueio. assim como os registros e tubulações. neutralizados ou encaminhados para seu destino final.

balanças. 4. FÍSICA . • Possuam cubas com profundidades adequadas ao uso. • Tenham a superfícies revestidas com materiais impermeáveis. É quase sempre usado para estufas. ou em suas costas. deixando apenas um de seus lados para os usuários. e não frontalmente. que estabelecem normas sobre Edificações e Ergonomia. muflas. como prateleiras superiores. lisos. também. sendo que cada equipamento possui uma antena para este tipo de conexão. prever um espaço de aproximadamente 0. fórmica ou material similar. altura aproximada de 0. • Rodapé recuado no mínimo 0.7 CONECTIVIDADE A escola deverá providenciar o ponto em local dentro do laboratório para que seja instalado o Roteador Wireless. permitindo ao laboratorista o acesso fácil à parte traseira desses aparelhos para refazer ou modificar conexões e pequenos reparos. no meio das bancadas centrais. com o mínimo de 0. para não criar áreas de confinamento. a fim de permitir a instalação e manutenção de utilidades e evitar corredores muito extensos e sem saídas. • “Parede” – está totalmente anexada a uma parede. • “Península” – possui um de seus lados acoplado a uma parede e dessa forma deixa três lados para uso dos usuários. racks e volantes para colocação de materiais de pequeno volume e peso.15 m para posição em pé e bancadas livres para posição sentada.70 m. Orienta-se. potenciômetros. A Conexão com a internet será feita utilizando um Access Point Wireless (Roteador Wireless).90m. bem como literaturas técnicas consultadas. com os usuários em sua volta. castelos. devem ser utilizados apenas durante a realização dos procedimentos laboratoriais e para disponibilizar soluções de uso contínuo. do MTE. As opções mais utilizadas no mercado são o granito.40m entre bancadas laterais e a parede e. Para evitar ofuscamentos e cansaço visual.25m. • “U” – é uma variação do tipo “ilha”. sendo mais utilizada para colocação de aparelhos.60 ou 0. Outros apoios. • Possua profundidade aproximada de 0. Considerando o disposto nas NRs 8 e 17. É totalmente isolada e quase sempre tem pias nas extremidades e uma prateleira central. as bancadas devem receber iluminação de forma que os raios de luz incidam lateralmente em relação aos olhos do usuário do laboratório. tais como cromatógrafos. RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS – LAB. 3. entre outros.• “Ilha” – geralmente se encontra no centro da sala. sem emendas ou ranhuras e resistentes a substâncias químicas. ainda. recomenda-se que as bancadas: • Sejam constituídas de material rígido para suportar o peso de materiais e equipamentos. respectivamente.

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