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ResumoO humor permite ao individuo explorar fatos que, por obstáculos pessoais, não sepoderiam revelar de forma aberta

e consciente. Ao brincar, a criança pode expressar emoções e liberarimpulsos inaceitáveis de uma forma socialmente aceitável. Nosso objetivo foi analisar a resposta dopaciente pediátrico ao estímulo do riso, investigar a capacidade de melhora do paciente através do estímulodo bom humor e elaborar um folheto explicativo para os profissionais de enfermagem sobre a importânciado bom humor no dia a dia do trabalho e no tratamento dos pacientes. Utilizamos uma metodologiadescritiva de caráter exploratório, com abordagem quantitativa. Concluímos que a terapia do riso deixa acriança mais feliz e a visita dos palhaços no período de internação das crianças deixa o dia mais alegre.Não houve influência na melhora da alimentação, mas houve melhora da aceitação dos cuidados deenfermagem. E através da terapia do riso com o estimulo humor houve referencia de melhora da dor nascrianças internadas. Palavras-chave:

Terapia do Riso, Pediatria, Enfermagem Área do Conhecimento: Enfermagem Introdução O humor permite que o indivíduo explorefatos que poderia ser dificultoso revelar de formaaberta e consciente, com isso permitindo aliberação da energia investida no problemapodendo então ser utilizada em outros pontos darecuperação física, essa liberação só acontecerápela estrutura de funcionamento dos processoshumorísticos, que é caracterizada como análogaaos mecanismos presentes no sonho, sendoutilizada como um instrumento para lidar comconflitos e manter o equilíbrio físico e mental.(MASETTI, 1998).Um dos hormônios produzidos peloorganismo, quando submetido à alegria e bomhumor é a serotonina que atua como um inibidordas vias da dor na medula e também se acreditaque ajude a controlar o humor e talvez até causaro sono. (GUYTON, HALL; 1998).Para a criança é grande o interesse pelasbrincadeiras devido ao efeito imediato que têm aose divertir e ao mesmo tempo ficarem distraídas.Brincando no hospital a criança modifica oambiente hospitalar e faz com que este se pareçacom sua realidade, podendo ter um efeito positivoem relação sua hospitalização. Com isso, qualqueratividade recreativa é considerada terapêuticaquando auxilia na promoção do bem estar dacriança, mesmo sendo uma atividade livre.(MOTTA, ENUMO; 2004)A utilização do brinquedo com uminstrumento terapêutico tem servindo de estimulopara modificações de procedimentos hospitalarese de normas administrativas, com o fim de que osefeitos traumáticos da hospitalização sobre acriança

Encontramos que67% dos acompanhantes eram as mães e 50%dos acompanhantes em geral. tínhamos para saber qual a respostada criança hospitalizada ao estimulo do riso.sejam reduzidos ou prevenidos. tais como a existência de salas derecreação nas unidades. permissão da presençade acompanhante. Figura 1. realizado em um hospital de médio porte no litoral norte do estado de São Paulo. da Universidade doVale do Paraíba. acadêmicas deenfermagem. Comoreflexo desses estudos. Gráfico Ilustrativo do Diagnóstico dasCrianças Internadas N=18 . háuma tendência de facilitar a experiência deinternação para a criança pela adoção de certasmedidas. tinham o ensinomédio completo. A seguir serão apresentados osresultados encontrados.A escolha do tema deu-se peloquestionamento que nós. os dados foramcoletados através de formulários. como sujeitos da pesquisa foram convidados asmães ou responsáveis pelas crianças. sob o numero do protocoloH78/CEO/2008. em alguns hospitais. contendoquestões abertas e fechadas (que foi aplicadosomente após autorização através doconsentimento livre e esclarecido).sobre a importância do bom-humor no dia-a-dia eno tratamento dos pacientes pediátricos. Metodologia A presente pesquisa tratou de um estudo descritivo de caráter exploratório. eparticipação deste no cuidado da criança(VERÍSSIMO. investigar acapacidade de melhora do paciente através doestimulo do bom humor e elaborar um folhetoexplicativo para os profissionais de enfermagem.Entre os acompanhantes a faixa etáriaprevalente foi de 20 a 30 anos (72%) seguida dafaixa etária de 31 a 40 anos. observamos aimportância de elaborar um folheto explicativo aosprofissionais de enfermagem.A pesquisa foi realizada após a autorização daInstituição convidada e aprovação do projeto deComitê de Ética em Pesquisa. Resultados O público alvo estudado constituiu-se porum grupo de acompanhantes de pacientespediátricos em um hospital de médio porte doLitoral Norte do Estado de São Paulo no total de18 voluntários.1991).No primeiro momento. No segundomomento. após a coleta de dados. contendoinformações sobre a importância do bom humor. liberação das visitas.Objetivou de analisar a resposta do pacientepediátrico ao estímulo do riso. com abordagem quantitativa.

identificamos que 28% são pré-escolar (3 a 6 anos). Tabela 1. Sensação que a Terapia do Riso TrazN=18.Em relação à idade das criançasinternadas.17% sãoescolar (7 a 10 anos incompletos) e 11% são pré-adolescentes ( 10 a 15 anos). 22% são lactentes (0 a 11meses). 22%são toddler (1 a 3 anos). .

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a maioria (28%) eram pré-escolares(3-6 anos). grupoem que a bronquiolite é também causa dehospitalizações. em seu estudo. por temerem confirmar suas suspeitas.6% tinhamentre 5 a 9 anos e 10.Bercini et al (1997).Em relação à idade das criançasinternadas. observa queexistem pais com receio de questionar oandamento do tratamento e a evolução de seufilho e esse receio pode ter motivações diferentes. Dentre essasdoenças.Segundo Benguigui. nos mostra que através da análise dashospitalizações de crianças com menos de cincoanos. 16. as doenças que causam InsuficiênciaRespiratória Aguda são responsáveis por uma emcada quatro hospitalizações de crianças commenos de 1 ano e por uma de cada trêshospitalizações das de 1 a 4 anos. estudando o perfil demorbidade das crianças internadas no HospitalUniversitário de Maringá. a idade variou de recém nascido a 16 anos.Hockenberry.como: pode ser difícil saber a verdade sobre adoença.não se acharem preparados para ouvir e convivercom esta nova e dolorosa realidade. Sendo 31. em seu estudo em2002.6%).com a prevalencia da faixa etária entre 1 a 4 anos(40.9% entre 10 a 16 . em seu estudo em 2006. O aspectocultural também pode interferir no medo dequestionar o médico.Motta (1997).afirma que nos hospitais houveram mudançasdrásticas em relação a população pediátrica nasultimas duas décadas onde a maioria dessascrianças são lactentes (0-11 meses) e toddlers (1-3 anos) que são as faixas etárias mais vulneráveisaos efeitos da hospitalização. observou que de 561crianças internadas na Unidade de Pediatria doHUM. exceto entre aquelas de 0 a 1 ano.9% das hospitalizações foramde crianças menores de 1 ano. a pneumonia é uma das principaiscausas.

Com isso.afirma que a aceitação das crianças aos cuidadosde enfermagem era melhorada pela visita dospalhaços e pela visita à brinquedoteca.diminuição de estresse para equipe e pais emelhor relacionamento entre profissionais. E Masetti(1998) nos mostra a experiência positiva do grupo³Doutores da Alegria´. sendo que 10 voluntáriosresponderam que depois da terapia do riso emrelação à tabela da dor apontaram à carinha nº1.Hockenberry (2006) relata quefreqüentemente uma das evidencias iniciais dadoença da infância é a perda do apetite.apenas 39% dos entrevistados alegaram que aterapia do riso influenciou no aceitar melhor daalimentação.quando a criança recebe o o apoio juntamentecom atenções necessárias de um adulto. relatandoa obtenção de sucesso. nãotiveram nenhuma influência na alimentação. Masetti(1998) afirma que quando os artistas desenvolvematividades lúdicas ocorrem mudanças decomportamento.Podemos observar que. verificou-se que das 18crianças entrevistadas com ajuda do seuacompanhante.Confirmando através do estudo realizado por Lima et al (2009) em que afirma que. por esse motivo decidiramfazer parte do processo de alimentação. deixando o ambiente mais alegre ehumanizando o contexto hospitalar. em seu estudo em 2008. Conclusão Após nossa pesquisa.Na Tabela 1. Azevedo. pais ecrianças.Referente a Tabela 2. Emcontrapartida Françani et al (1998).Na Tabela 4 e 5. nenhum dos voluntáriosapontaram a carinha nº1. em seuestudo em 2005. é umaoportunidade de aprendizado e amadurecimento.Além de lidar com seus sentimentos de uma formasegura ao repetir as situações hospitalares quando brinca. Almeida et al. antes da apresentação dosenfermeiros da alegria. e encoranjando-os a explorar suasfantasias e interpretar sua experiência hospitalar. 56% dosentrevistados responderam que a visita dospalhaços no período de internação das criançasdeixa o dia mais alegre.podendo ter algum controle emocional sobre asexperiências ameaçadoras. 2004) o brinquedono ambiente hospitalar. há melhora de aceitação nosprocedimentos e exames. podemos observar que 83%dos entrevistados responderam que a terapia doriso deixa a criança mais feliz. no intuito de levar palhaçose brinquedos às crianças hospitalizadas. podemos observar que 61%dos entrevistados responderam que houvemelhora da aceitação dos cuidados deenfermagem. o apetite geralmente melhora.Na figura 2. a equipe de saúde temuma maior flexibilidade com a criança. na Tabela 3. podendo treinar habilidadesmotoras ao manusear os equipamentoshospitalares quando brinca. com oobjetivo de alegrar e amenizar sensaçõesdesagradáveis. umsintoma muito comum. afirmam que a hospitalizaçãoalém de ser uma experiência dolorosa.podendo também ocorrer essa possibilidade aosseus familiares e a equipe de saúde. mas quando a criança sesente melhor. uminternação pode ser uma forma de estímulo. 56%das crianças submetidas à terapia do riso. Não . com isso aliviando aansiedade. em seuestudo. Segundo Almeida eBomtempo (apud Almeida et al .recuperação pós-operatória mais rápida. num ambientehospitalar a arte do teatro clown interagindo com acriança acabou dominando seus sofrimentos e asdificuldades para compartilhar atitudes da vida. mostra-nos que o grupo ³Companhia doriso´ realizavam suas visitas no setor de pediatriado Hospital das Clínicas da Faculdade deMedicina de Ribeirão Preto da Unidade de SãoPaulo no horário da alimentação das criançasinternas e observaram algumas das criançasalimentando-se mal. permite que a criançaexpresse seus sentimentos. as crianças passam a ficar maisativas.anos. concluímos que aterapia do riso deixa a criança mais feliz e a visitados palhaços no período de internação dascrianças deixa o dia mais alegre.

Mais que isso. que consideramos de extrema importânciae que este trabalho possa suscitar mais pesquisassobre o tema de tamanha relevância.p. F. Referências ALMEIDA. na visão dosacompanhantes. Disponível em:http://www. CONSIDERAÇÕES FINAIS No desenvolver de nossa pesquisa.AZEVEDO.p. como porexemplo..houveinfluência na melhora da alimentação. Lidando com a Morte e o Lutopor Meio do Brincar: A Criança com Câncer noHsopital.htm.147-167.O projeto atingiu o objetivo. promoveram uma satisfatóriaevolução clínica das crianças internadas.Esperamos ter contribuído para a discussão sobreo tema. através do prazer de brincar. as relaçõesinterpessoais entre crianças. Eletrônica de Enf.M. 2008.acompanhante/familiares e equipe de saúde sãovalorizadas e beneficiadas.137-144. et al O Brincar Enquantoinstrumento terapêutico: opinião dosacompanhantes Rev. E através da terapia do riso com oestimulo humor houve melhora da dor nascrianças internadas. V. 2005. trabalhar a inclusão da terapia do risoem todas as instituições hospitalares. D. na media emque tornou o ambiente hospitalar mais agradável àcriança. mas houvemelhora na aceitação dos cuidados deenfermagem.A .Acesso em 16 set. não possui a terapia do riso.ufg. Boleteim de psicologia. 2008.5.123.Acreditamos que ainda há muito por sefazer nessa área de hospitalização.Destacamos que a instituição onde foirealizado o estudo. n. v. n.1. .diminuindo o estresse causado pela hospitalizaçãoe favorecendo melhora na assistência de cuidadosde enfermagem.br/revista/v10/n1/v10n1a12. podendodesmistificar o pavor da rotina hospitalar.10.observamos que as atividades voluntárias debrincadeiras com os palhaços.fen.