Apresentação para a Vida

Jean Carpe Meu gosto por filosofia se revelou quando eu ainda estava concluindo o ensino médio.E posso afirmar que a filosofia me ajudou a entender o mundo e a mim mesmo. Dizer o que é filosofia não é uma tarefa tão simples, por que seu significado varia de filósofo para filósofo, de forma simples filosofia pode ser entendida como um sistema de pensamento que pretende entender sobre todas as coisas do mundo, inclusive do homem. Sua etimologia, isto é, o significado da palavra filosofia expressa literalmente (philos = amor + sophia= sabedoria) “amor pela sabedoria”. Donde filósofo é aquele que tem amor pelo saber, amor pelo conhecimento. Quando conclui o ensino médio não pretendia ser filósofo, mas ser crítico, questionador e interessado pelo mundo, e pelas pessoas que habitam nele, características essas que todo amante da filosofia carrega consigo. O conhecimento filosófico me ajudou a conhecer melhor o mundo que eu habito quando eu me perguntara, por exemplo, por que chovia, por que anoitecia, qual era à razão de haverem ricos e pobres e tantas outras perguntas. Ao me deparar com essas questões imediatamente eu usava meu senso crítico e procurava respostas em livros, em conversas informais com professores e também na internet. E muitas vezes em vez de achar respostas eu levantava mais questionamentos sobre as dúvidas anteriores. Isso quer dizer, que não há respostas para todos os questionamentos e que as perguntas sobre o que não compreendemos são a melhor forma de entender o mundo em que vivemos. Logo, percebi que precisava entender não somente o mundo, mas precisava entender a mim mesmo. E nessa questão a filosofia que ajudou muito e ainda ajuda. Há um filósofo chamado Friedrich Nietzsche, que é alemão e morreu no inicio do século passado, em 1900. Que conceituou em sua filosofia algo que ele chamou de Super Homem, ou Übermensch em alemão. Nietzsche diz que devemos nos superar, isto é, atingir todas nossas potencialidades, e não acomodar-nos perante as dificuldades da vida, e que para isso devemos ser mais que homens, devemos ser super homens, pessoas fortes e determinadas a vencer todos os obstáculos da vida e não esmorecer nos momentos de dificuldade. Esse filósofo contribuiu na formação de meu caráter, e sua filosofia do Super Homem me fez acreditar que podemos ser capazes de superar todas as adversidades da vida. A filosofia, sendo assim, pode ser vista como um sistema de pensamento, como o conhecimento que nos ajuda a entender o mundo e as coisas desse mundo. Ainda hoje a filosofia é presente em minha vida, quando estudo, quando pratico esportes, pois este sistema de pensamentos é o que me faz entender o mundo e a mim mesmo, que são procurar respostas para cada dúvida que a vida me apresentar. A= ΔA = n=

Legião Organizada
52ª edição | 13/02/12 | 20 cópias | R$ 0,15 Leia, escreva, reproduza e passe adiante! As Eternas Classes Sociais
de sua força de trablho, exploram o quanto podem, fazendo o povo trabalhar várias horas por dia, enqunato se aproveitam dos "frutos de sus trabalhos". Muitas pessoas dizem: "não há o que fazer, as cosias são assim porqeu tem de ser. Sempre foram e sempre serão." Nesse ponto, sou bem otimista. Acredito que ainda existem inidvíduos que pensam que isso pode mudar, tendo como embasamento histórico as revoluções, sendo uma forma de o povo se revoltar contra o que está errado. Uma das revoltas que mais me chama a atenção é a Revolução Russa, muito embasa nos ideiais de Karl Marx e Friedrich Engels,que reuniu trablahores de toda a Rússia, camponeses e operários, sendo eles considerados "os mais explorados do mundo". Trabalhavam como "burros de carga" enquanto os nobres e a burguesia viviam na riqueza e no luxo. Poderia falar sobre esta revolta até acabar meu texto, mas esse não é meu objetivo, por esse motivo irei ao ponto principal. O que aconteceu? O povo russo continuou subjulgado aos poderosso? Não. Lutou e adquiriu seus direitos. Não foi fácil, mas conseguiu. Por fim, digo que as coisas são como são pois os poderosso se aproveitam do acomodamento do povo, todavia em tudo há limite.

Participe dos nossos grupos de debates!
Quartas às 16h45 no IFSUL; sala 633B Sextas às 18h30 na Meia Lua da Prç. Cel. Pedro Osório Sábados às 16h30 no Meia Lua da Prç. Cel. Pedro Osório 8/02 10/02 11/02 - Estudos Sociais do RS; 15/02 17/02 18/02 - Roubo, Latrocínio, Mortes e Violência
Meta Obrigações do GT R$ 10 000,00 Venda de Arrecadado jornal/(pessoa*mês): 2 R$ 105,00 Escrita de Remanescente matéiras/(pessoa*mês): 1 R$ 9 895,00 Diagramações/mês: 1 Meta do mês Debates/semana: 1 R$ 50,00
O foco da campanha de propaganda desse mês irá ser o tema "Pirataria". Para isso, vamos fazer: cartazes, adesivos, camisetas, uma edição dos Mitos e Verdades, matérias sobre isso, abordar tema nos debates, abordar tema com pessoas. Ajudem propondo ideias e ajudando a fazer e confeccionar o material. O que você está esperando?

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31 Méd = 11,68 Inteligência: ---

Júlia Vitória Moraes dos Santos De acordo com os ideiais de Karl Marx, existiam somente duas classes sociais: a classe dos trabalhadores e a classe dos empresários, mais conhecidos como burgueses. Analisando a sociedade atual, observei que essa divisão ainda se mantém da mesam fomra como Marx idealizou. Mesmo com a presença da chamada classe "c" pois esta também trabalha para sustentar a classe dominante. O que me chama atenção é que este grande pensador fomrulou suas ideias nos século XIX e após dois séculos, elas ainda se conservam. Marx dizia que "a classe de trabalhadores estava subjulgada aos burgueses, fazendo aquilo que "O que torna um sonho impossível, não é o sonho em si, é a incapacidade do sonhador." lhe era imposto em troca de salário." Voltando ao século XXI, não é exatamente o que ocorre em nossa sociedade atual? Empresários, Bíbliografia: donos de grandes indústrias, ricos e poderosos Schmidt, Mário Furley. Nova História Crítica, controlam o povo a partir do salário mínimo em troca Moderna e Comtemporânea.

O Chefe Mandou
O chefe tem uma fábrica Com dez operários O lucro do chefe Depende de baixos salários Mas para o operário Nem tudo está perdido Quem obedecê-lo Será promovido Não se revolte Não faça baderna Você vive melhor Que um homem da caverna Não questione Não ajude nenhum revoltoso Pois no final do mês O chefe será generoso O chefe mandou Ninguém obedeceu O povo se deu conta Que tudo aquilo era seu Agora ninguém precisa De nenhum benefício Pois todos vivem bem Fazendo o seu ofício Não existe mais pebleu Não existe mais patrício Ninguém ia ser feliz Se fosse um estrupício Bardeneiro, vagabundo É assim rotulado Por quem um dia Quer ser alforriado Mal sabe o empregado Que seu chefe não é feliz Quem sofre por dentro Não fica com cicatriz

Expediente
Autores: Jean Carpe, João Felipe Chiarelli Bourscheid, Júlia Vitória Moraes dos Santos Diagramação: João Felipe Chiarelli Bourscheid | Revisão: Diagramado com: Scribus Open Source Software (http://scribus.net/canvas/Scribus) Encerramento da Edição: 1h30 do dia 12/02/12 Impressão: Legião Organizada

Contato
joao.felipe.c.b@gmail.com legiaoorganizada.blogspot.com (53) 91152350 youtube.com/user/joaofelipecb

Pirataria

João Felipe Chiarelli Bourscheid Recentemente um tema ficou bem em pauta: a pirataria. As campanhas contra a pirataria já existiam. “Pirataria financia o tráfico de drogas.” “Pirataria é algo anti-ético.” “Pai que concorda com a pirataria ensina os filhos a colar em prova.” Porém, agora não se fala mais somente de campanha contra a pirataria. Se fala em mega operações contra fornecedores de material pirateado. Há pouco tempo, um dos maiores sites de hospedagem de arquivos, o MegaUpload, foi fechado e no lugar colocou-se um aviso do FBI. Será que isso foi apenas a ponta de um iceberg, ou será que isso é apenas a abertura da caça às bruxas? Ou deveria dizer cassa às bruxas? Por volta de 1910, o médico sanitarista Oswaldo Cruz resolveu que a vacinação seria obrigatório. Independente do credo, da vontade, as pessoas foram obrigadas a se vacinar no Rio de Janeiro. Um número significativo de pessoas não queria se vacinar porque era contra seus princípios religiosos ou porque duvidava da eficiência do método. O resultado foi uma série de revoltas. “O que isso tem a ver com o tema?” Bom, tanto a corsaria – ações contra a pirataria – quanto o higienismo são medidas autoritárias feitas pelo Estado. São medidas que influem diretamente na vida das pessoas, lembrando que além de acabar com a pirataria, os planos pretendem ter maior controle sobre as informações que trafegam na Internet. Em 1964, após o golpe militar, e principalmente após 1968 também houveram medidas igualmente autoritárias que tinham como desculpa melhorar a vida das pessoas, pois o Estado teria mais condições para regrar a vida das pessoas do que elas mesmo, em benefício do bem comum.

Mais interessante que isso é que esses períodos são distanciados por mais ou menos 50 ou 60 anos. E apesar de o higienismo, a censura e a corsaria ter sido repudiadas duramente por uma parcela expressiva da população, a maioria não se opôs. É verdade que parece ruim ser obrigado a se vacinar, ter uma censura imposta e ser monitorado e burlado na Internet. Mas, a própria realidade parece ruim. E para quem enxerga a causa do problema nas epidemias, nos comunistas ou na Internet, isso pode parecer um mal que venha para o bem. “O certo é que se continuar assim, as coisas não vão melhorar”, pensam as pessoas. Ultimamente a mídia tem citado muito os grupos hackers. Tentando introduzir essa cultura, também conseguem causar um novo medo a população. “Quem poderá nos defender?” O Chapolin Colorado. Além disso, se não há um controle contra a pirataria, o público de pessoas “de bem” começará a se distanciar dessas obras. Não raro filmes pirateados vem em pior qualidade e às vezes o título do filme não bate com o filme propriamente dito (algumas vezes pode vir um filme “Gozando Dentro” e ser intitulado “Teletubies”). Bem como aumenta o sentimento de impunidade, de injustiça: e se fosse você o artista? Então a Cruzada Contra a Pirataria pode ser algo bem visto pela sociedade para nos Proteger dos Criminosos Hackers e Garantir o Direito e a Qualidade das Belas Artes. “Bendito seja o Estado!” No caso do higienismo e da censura, a população começou a se dar conta que não resolveu os problemas. Ao contrário, eles próprios começaram a trazer novos problemas. O autoritarismo levou as

tropas brasileiras a 1ª Guerra Mundial, junto com isso trouxe o aumento de impostos e o enviuvamento de meninas. Então, a revolta começa a aumentar. Tenentes ganham força e começam a fazer os movimentos Tenentistas. Agora o problema não era o Estado ausente, mas sim o Estado presente e a concentração de riquezas e o monopólio. Surge então Getúlio Vargas e dá um desenvolvimento liberal ao Brasil. Havia sim culto a personalidade e nacionalismo, características que remetem os regimes fascistas, mas a justificativa do nacionalismo e do culto a personalidade era defender um Estado que fosse rigoroso. Não rigoroso para impor sua vontade, mas para que impedisse que os outros se impusessem. Mas isso também não resolveu os problemas do Brasil. Em quem colocar a culpa agora? “A culpa está em cada um de nós.” Então, não existe mais um bem comum, pois o bem comum estaria condicionado a o que cada um pensa como bem. E o bem seria o melhor para si. Ninguém mais agora tem razão para tentar mexer na vida do outro. Os que acreditavam em uma boa cidade, que sustentavam o sonho de Brasília, se desbundam quando ela começa a ser construída, e ainda mais quando ela é concluída. Os problemas mudam de cara, mas continuam a ocorrer. Quem seria o próximo bode expiatório? “Os comunistas querem dominar o mundo! Os russos não acreditam em Deus e comem criancinhas.” Então, aparece novamente a figura do Estado e do Monopólio como forma de garantir a segurança das famílias de bem. Dá-se o golpe militar. Então, tudo isso nos leva a crer que sim, isso é apenas a ponta de um iceberg. Para quem já leu o livro do Dan Brow, A Fortaleza Digital, tem uma ideia de que tipo de censura se está falando. Se a mídia no Brasil já intimida a população com os hackers, imagine como a população estadunidense vê a Internet: uma rede responsável pelo terrorismo. A própria tradução literal do nome Al-Qaeda é “a Rede”. Outro ponto que talvez comece a entrar em pauta é a questão da pornografia na Internet. Nenhum pai de bem quer que seu filho fique vendo putaria na Internet. Então, não descordará quando o Estado intervir. Um dos argumentos máximos da campanha contra a pirataria propriamente dita é que prejudica a fonte. Bom, as grandes gravadoras estão aí para servir de exemplo. Como é que elas fazem grandes produções, pagam salários às celebridades com toda essa a pirataria? Elas não parecem sentir cócegas com tudo isso. De fato, existem várias leis que beneficiam empresas de cultura. Leis de Incentivo a Cultura, Leis de Incentivo Fiscal e etc. As próprias emissoras de televisão ganham para operar,

fora o que ganham com patrocínio. Já para as gravadoras pequenas, a pirataria não é tão significativa. Por um lado não detém de fama suficiente para quem muitas pessoas façam cópias ilegais de seus originais, por outro a própria gravadora tem que fazer cópias de baixo valor ou até mesmo sem lucro nenhum para poder divulgar o trabalho. Nenhum pequeno músico consegue viver só de música. Então, não faz muita diferença que exista pratique-se a corsaria ou não, economicamente falando. Assim como não acaba com o monopólio cultural, apesar da corsaria defender o direito do pequeno artista. Por isso, o grande interesse da corsaria não é de cunho econômico ou fim de monopólio, mas sim socio-cultural: mudar a forma de viver das pessoas. Mudar a forma de viver para que as pessoas não se cansem de aguentar os mesmos problemas. Assim tudo muda para continuar do mesmo jeito. Quanto ao monopólio cultural esse sim deveria ser combatido. Por mais que tivéssemos uma cultura de qualidade, que adianta se a maioria escuta o que a minoria faz? Se expressar é algo que deveria ser feito por todos, por mais que não tenham o “dom”. Mas, quantos talentos são desperdiçados apenas porque as pessoas são rotuladas como “sem talento”? O ideal seria que cada cidade tivesse sua cultura, assim aumentaria significativamente o número de pessoas que tivesse que fazer arte para poder construir todo um arcabouço cultural. Não diferente, cada cidade deveria ter um idioma próprio, para que não houvesse abusos que temos hoje onde o Brasil canta em uníssono “Ai se eu te pego”. Não que idiomas diferentes iriam ajudar tanto, pois essa mesma música já foi traduzida para vários idiomas, mas eu acho que já ajudaria um pouco. Não sou contra a interação entre culturas. Claro que não, pois essa interação também possibilita ir ainda mais longe em questão de desenvolvimento cultural. Mas, hoje a interação cultural é completamente destrutiva no sentido que impede cada vez mais as pessoas de se expressarem. E o que isso tudo nos diz? Bom, não se deixe enganar pelas as aparências. E diz mais também: entre pirataria e corsaria, aprenda a se expressar. O ruim é que a própria expressão está ligada com a interação com outras artes, seja criticando ou apoiando outras artes. Por isso, a pior de todas é a corsaria, mas piratear pode ser ruim também, pois você pode estar apenas reproduzindo e não incrementando e nem expressando sua criatividade.

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