FACULDADE ESTÁCIO DE NATAL CAMPUS CÂMARA CASCUDO CURSO DE DIREITO

TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES:
cessão de crédito e cessão de débito

Disciplina: Direito Civil II Professor: Aluna: Ana Claudia de Carvalho Brito

2011.2

A cessão de crédito A cessão de débito (assunção de dívida) 1. p. 2008. 283).” Senão vejamos: Art. a permanência do vínculo antigo. • voluntária – emana da contade livre do cedente e do cessionário. a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé. • judicial – tem origem em sentença judicial. não interrompido com a novação. a inexistência de pagamento. . • gratuita . a transmissão das obrigações pode assim ser classificada: • onerosa – feita mediante o pagamento de um preço. CC: O credor pode ceder o seu crédito. ou a convenção com o devedor. Cessão de crédito: Com apurada precisão o professor Pablo Stolze (2008. p.Transmissão de obrigações À luz dos ensinamentos de César Fiuza (2003). (STOLZE. 281) Para Fiuza (2003). 286. 2003. 2. (FIUZA. • legal ou necessária – ocorre por força da lei. Neste negócio. Trata-se de um negócio jurídico onde o credor (cedente) transmite de forma total ou parcial o seu crédito para um terceiro (cessionário). sem ter que dar nada em troca. mantendose a relação obrigacional primitiva com o mesmo devedor (cedido). quando não há uma contraprestação por parte do cessionário que recebe o crédito. p. é possível dividir a transmissão em duas modalidades: 1. a lei. se não constar do instrumento da obrigação. ensina que cessão de crédito é “um negócio jurídico por meio do qual o credor (cedente) transmite total ou parcialmente o seu crédito a um terceiro (cessionário).representando uma liberalidade. 284) E é neste ponto que ele se assemelha à sub-rogação. a relação obrigacional primitiva se mantém com o mesmo devedor (cedido). se a isso não se opuser a natureza da obrigação.

Quanto a isto. 195) Não obstante depender tão somente da vontade entre cedente e cessionário. 291 do CC). 196) que prevalecerá. b) Se houver vedação legal. o art. destaca Venosa (2003.” (VENOSA. • Existem ainda os casos em que é proibida a cessão de crédito A cessão de crédito se fundamenta na necessidade de se estimular a circulação de riquezas através da troca de títulos de crédito. c) Se houver cláusula contratual proibitiva. mas por notificado se tem o devedor que. .” Havendo várias cessões do mesmo crédito para diversos cessionários. p. dependendo tão somente do acordo de vontades entre cedente e cessionário. aquela em que houve tradição do título representativo do crédito (art. senão quando a este notificada. Neste sentido “a cessão é consensual. se declarou ciente da cessão feita.• pro soluto – o credor transfere seu crédito em pagamento a obrigação sua co o cessionário. O autor explica ainda que pode haver impedimento para a ocorrência da cessão de crédito. 2003. • pro solvendo – quando o credor transfere seu crédito em garantia de pagamento a obrigação sua com o cessionário. p. sob três hipóteses: a) Se a natureza da obrigação for incompatível com a cessão. sem exigir para a sua validade entre as partes qualquer espécie de solenidade. em escrito público ou particular. 290 do Código Civil de 2002 assim preceitua: “A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor. Stolze (2008) alerta que o devedor precisa ser notificado para que a cessão tenha eficácia jurídica em face deste último. quando o crédito for representado por título.

” (Apud FIUZA. na segunda. e • Inter vivos – mediante delegação ou expromissão. sem que a obrigação deixe de ser ela própria. 299 a 303”. Fiuza (2003) ensina que existem duas espécies de assunção de dívida: • Causa mortis – onde os herdeiros assumem as obrigações do defunto dentro dos limites do herdado. Quanto aos meios de substituição. “O Código Civil trouxe a disciplina sobre a assunção de dívida no Capítulo II do Título que trata da transmissão das obrigações especificamente em seus arts. é negócio jurídico por meio do qual terceiro assume a responsabilidade da dívida contraída pelo devedor originário. entretanto. ou cessão de débito. sendo substituída por outra. p. Cessão de débito ou assunção de dívida: Orlando Gomes afirma que “assunção de dívida. 2003. (VENOSA. ou • por expromissão (expromissio) .2. com o expresso consentimento do credor.o devedor transfere o débito para o terceiro. 2003. independentemente do consentimento do devedor primitivo. fica claro que a cessão de débito ou assunção de dívida é um negócio jurídico onde o cedido (devedor) com a permissão do cedente (credor) transmite a dívida para uma terceira pessoa que é o cessionário. explica Stolze (2008) que a assunção de dívida poderá se dar por duas formas: • por delegação (delegatio) .” Tomando por base os esclarecimentos dos referidos autores. sem novação. . a dívida anterior se extingue.o terceiro assume a obrigação. p. transmite a um terceiro a sua obrigação. com a devida anuência do credor. 283) Pablo Stolze (2008) adota a seguinte definição: “A cessão de débito ou assunção de dívida consiste em um negócio jurídico por meio do qual o devedor. que existe uma diferença básica entre assunção de dívida e a novação subjetiva passiva: na primeira a dívida anterior permanece. 199) Faz-se necessário destacar.

Acrescente-se que “se a assunção de dívida vier a ser anulada. 285) . (FIUZA. que desconheciam o vício que maculava a assunção”. salvo as prestadas por teceiros (fiadores. p. 2003. por exemplo). a obrigação originária restabelece-se com todas as suas garantias.

2003. Silvio de Salvo. . Pablo Stolze. vol. 3ª ed. VENOSA. FIUZA. Novo curso de direito civil. Código civil. Belo Horizonte: Del Rey. 2002. Teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Atlas. Brasília: Câmara dos Deputados. Direito Civil. II: obrigações. Rev. 342 p. GAGLIANO. e atual. Cesar. 5ª ed. FILHO. 2008. Coordenação de Publicações. 2002. 9ª ed. Rodolfo Pamplona. Direito Civil .Curso Completo.REFERÊNCIAS BRASIL.