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Governo regional e PS em “processo de negação” face a aumento da pobreza

PS “deu razão” ao PSD ao eliminar possibilidade de criação de novas PPP’s

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Número 6 | Fevereiro 2012

Boletim informativo do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa dos Açores | Contacto: gppsd@alra.pt

parlamento

OPINIÃO

OPINIÃO
O PS está no Governo há mais de 5.500 dias e já gastou mais de 25 mil milhões de euros. Entretanto, temos mais de 14 mil desempregados, mais de 18 mil rendimentos sociais de inserção, mais de um terço de famílias a viver abaixo do limiar da pobreza e empresas a fechar todos os dias. Eis, em poucas palavras, a moldura do retrato que apresenta Vasco Cordeiro aos eleitores. Mas Vasco Cordeiro, depois destes 5.500 dias e ainda com mais 250 pela frente, quer que acreditemos que, nos primeiros 100 dias do seu suposto Governo, vamos ter as soluções que tardam. Os governos de Vasco Cordeiro esqueceram a economia, secaram a liquidez da banca, substituíram-se às empresas e até concorreram com estas. Agora temos uma crise geral à qual acrescem as consequências destas más políticas, o que abala, como nunca, a estrutura do tecido empresarial regional. Por isso, há empresas que não podem aguardar mais uns meses e empregos que se perdem todos os dias. Nos 250 dias que restam a este Governo muitas pessoas, famílias e empresas vão continuar a sofrer se nada se fizer. Por isso o PSD, responsável e maduramente, propôs o Fundo de Reestruturação Empresarial dos Açores, para atacar a crise instalada, com medidas de emergência para salvar empresas e empregos. Duarte Freitas Presidente do Grupo Parlamentar do PSD/Açores

O PSD propõe novas soluções que possam significar uma mudança no modelo de desenvolvimento dos Açores. Temos, contudo, vindo a alertar que há casos que não podem esperar por um novo governo. Há empresas que não podem aguardar mais tempo e empregos que se perdem todos os dias. O PSD tem apresentado propostas de combate ao desemprego, sempre chumbadas pelo PS. Mas não deixamos de dar o nosso contributo, pelo que propomos novas medidas para salvar empregos. As empresas têm dificuldades de tesouraria e de acesso ao crédito. E há empresas que devem ser apoiadas nesta fase difícil, sobretudo as que, sendo economicamente viáveis, têm dificuldades financeiras. Não se pode esperar por outubro. É urgente ter iniciativa. Propusemos a criação do Fundo de Reestruturação Empresarial dos Açores, para o qual serão redirecionadas verbas do atual quadro comunitário. Esperemos que o Governo e o PS acolham a proposta e não sacrifiquem os interesses dos Açores ao período eleitoral. Para o PSD, em primeiro lugar estão os Açores e os Açorianos. Berta Cabral Presidente do PSD/Açores

Berta Cabral quer criação de Fundo de Reestruturação Empresarial dos Açores
A candidata do PSD/Açores à presidência do governo regional anunciou a apresentação, através do grupo parlamentar do partido, de uma proposta para criação do Fundo de Reestruturação Empresarial dos Açores (FREA), considerando que é urgente travar o processo de “destruição” de emprego que está a verificar-se na Região. “Há empresas que não podem aguardar mais uns meses e empregos que se perdem todos os dias. Não vamos deixar de tentar dar o nosso contributo para atacar a crise instalada, pelo que entendemos propor, de novo, ao governo e aos açorianos medidas de emergência para salvar empresas e empregos”, afirmou Berta Cabral. A líder dos social-democratas justificou a apresentação da proposta de criação do FREA com a necessidade “urgente” de reanimação da economia açoriana. Página 6

Europa deve estudar impacto de acordos internacionais nas RUP
O grupo parlamentar do PSD pretende que a Comissão Europeia faça estudos sobre o impacto de futuros acordos internacionais nas regiões ultraperiféricas (RUP), de forma a salvaguardar os interesses destas regiões, entre as quais se encontram os Açores. 4

Atraso na informatização do SRS “confirma falta de rigor” na gestão do setor da Saúde
Deputado social-democrata Clélio Meneses lembrou que o processo de informatização do Serviço Regional de Saúde foi adjudicado em 2006 e continua por concluir, apesar da Região já ter pago milhões de euros
O PSD/Açores acusou o governo regional de “falta de rigor na gestão da saúde açoriana, um sector que apresenta graves problemas financeiros porque a tutela não consegue pagar o que deve, e onde a falta de dinheiro é gritante, afetando diretamente a vida dos açorianos, com atrasos que chegam a ultrapassar os seis meses. O governo esbanja dinheiro em atos de gestão lesivos do interesse público”, disse o vice-presidente do grupo parlamentar do partido, Clélio Meneses. Segundo o social-democrata, “o governo revela uma enorme dificuldade em gerir o sector da saúde, e um dos exemplos mais claros foi a implementação do Sistema de Informatização da Saúde-Açores Região Digital - o SIS-ARD -, que está adjudicado desde 2006, quando se apresentou como sendo a grande solução para a saúde dos açorianos e, passado todo este tempo, apenas se sabe que foram gastos milhões sem que, com isso, tenham aparecido os resultados”, afirma. Para Clélio Meneses, aquele processo de informatização, “adjudicado à empresa espanhola INDRA, em Agosto de 2006”, mostra bem “o que o governo esbanja e os maus resultados das suas decisões, a que se juntam imensas contradições. Em 2006, o então secretário regional dos Assuntos Sociais afirmava que o sistema ir custar 10 milhões de euros e, em Dezembro de 2008, a empossada presidente da SAUDAÇOR falou num investimento de 12 milhões de euros. Uma mera diferença de 2 milhões de euros que revela a falta de rigor com que o executivo gere os dinheiros públicos”, critica o deputado. Assim, o grupo parlamentar, “já depois do governo regional ter assumido que houve um incumprimento por parte da empresa contratada”, quer saber “qual é o verdadeiro ponto da situação de implementação do SIS-ARD, e que balanço faz o governo relativamente à concretização dos objetivos anunciados em 2006 com a sua adjudicação”. Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o PSD quer que os responsáveis “expliquem o que se fez para cumprir ou para rescindir o contrato com a empresa INDRA, nomeadamente se foi concretizada a ameaça de cobrar multas após 30 de Julho de 2010, a data limite anunciada para uma nova solução, assim como quais os custos que todo o processo já encerra”, avança o parlamentar. “Passaram seis anos e, depois de previsões de concretização do projeto para 2008, 2009, 2010, passou 2011 e estamos em 2012, sem que se saiba, rigorosamente, o que está feito e se conheça o rasto de tanto dinheiro”, afirmou.

Governo “em negação” face a aumento da pobreza

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O PSD/Açores acusou o governo regional e o PS de estarem “em processo de negação face ao aumento da pobreza na região e ao crescimento dos problemas sociais que afetam as famílias açorianas”, disse hoje no plenário da Assembleia Regional o deputado João Costa, considerando que “a senhora secretária da Solidariedade Social parece que não vive neste mundo ou nesta região, quando diz que, hoje, não há mais pobres nos Açores”, avançou. “Só a avaliar pelo número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) na região aferimos que não é assim”, frisou, lembrando que “em 2004 havia 15600 beneficiários, número que passou para mais de 18 mil, crescendo novamente em Dezembro do ano passado”, referiu o social-democrata, confrontando a governante “com capas de jornais, onde lemos que há fome na pesca, que há famílias a passar dificuldades e que têm a coragem de o vir dizer à comunicação social. E nesta altura o governo, que tem mecanismos de proteção social que podia, e devia ativar, não mexe um milímetro nesses apoios. Porquê?”, interrogou o parlamentar. Para João Costa, vivemos “com um governo que é pródigo em anúncios, mas que faz de conta que os problemas não existem enquanto os vê a acumularem-se à sua volta. Depois desta região ter gasto nos últimos quinze anos mais de 25 mil milhões de euros, constatamos um crescimento extraordinário do número de pobres, de pobres que trabalham, e um desemprego como nunca se viu nos Açores. Face a isto o governo anuncia obras e nada mais, e mesmo depois dos apoios sociais, temos um em cada três açorianos a viver em situação de pobreza”, afirmou. O deputado acusou ainda a tutela “de estar sempre a comparar os Açores com a Europa, com o resto do país, com a Madeira e com outras situações, em vez de se preocupar com o que aflige os açorianos. E aí não vemos o candidato do PS a presidente do governo, que anda em campanha pelas ilhas como se fosse um presidente interino, a anunciar maravilhas. Esse senhor candidato devia sim preocupar-se com o André de Santa Maria, o Filipe da Graciosa, a Diana da Terceira ou a Lisandra do Pico, que depois de fazerem o seu estágio estão no desemprego. Era com isso que se devia preocupar”, disse João Costa.

Certificação de produtos demora seis anos
O PSD/Açores criticou o governo regional “por ter demorado seis anos a começar o processo de certificação comunitária de produtos regionais, no caso o alho da Graciosa”, uma proposta que os social-democratas tinham feito, “na Assembleia Regional, em 2005, tendo sido aprovada por unanimidade, não se compreendendo as razões para só agora a tutela ter dado andamento a este processo”, disse o deputado António Ventura. Contudo, o social-democrata referiu que “o PSD tem de se congratular pelo facto do governo ter agora candidatado o alho da Graciosa para a qualificação comunitária”, enquanto recorda que, “dessa nossa proposta, feita há seis anos, constavam ainda o leite dos Açores, a banana, a meloa de Santa Maria e o chá de São Miguel, produtos que ainda aguardam um candidatura para certificação”, explicou. “Tal como frisamos na altura, estas certificações são um contributo valioso para a economia dos Açores, pois o reconhecimento comunitário atesta a excelência dos nossos produtos”, adianta Ventura, para quem “assim, serão produtos mais conhecidos, mais procurados e criadores de novas valias para a região”, disse, reforçando que “é inaceitável que se demore seis anos para avançar com este processo”, concluiu.

Governo “preocupado” em criticar Berta Cabral
O líder parlamentar do PSD/Açores afirmou que o governo regional e o PS estão “mais preocupados” em criticar a presidente dos social-democratas, Berta Cabral, enquanto que o PSD apresenta propostas para “resolver os problemas” dos açorianos. “Enquanto que o PSD está interessado em apresentar ideias e preocupado com a crise que atinge os açorianos, o PS e o governo estão mais preocupados com o PSD e com a sua presidente”, disse Duarte Freitas, na abertura das jornadas parlamentares do partido, que decorreram na ilha do Pico. O líder da bancada social-democrata salientou que o governo regional e o PS mantêm Berta Cabral e o PSD “debaixo de ataque permanente, muitas vezes de forma excessiva”. “Muitas vezes [o governo e o PS] atacam pessoalmente a líder do PSD, só para tentarem desfazer-se das suas responsabilidades e disfarçar a crise económica e social para onde conduziram os Açores”, frisou. Duarte Freitas destacou ainda a “singularidade” da política açoriana, em que “este governo e o PS pretendem criticar a oposição e, particularmente, o PSD”, ao contrário do que sucede num normal regime democrático. “A singularidade é que o governo regional e o partido que o suporta não são o alvo das críticas, mas sim quem mais critica”, disse.

Governo “contradiz-se” sobre diário eletrónico
O PSD/Açores manifestou “satisfação pelo contributo decisivo do seu grupo parlamentar no sentido de isentar as embarcações de pesca de boca aberta da obrigatoriedade de utilização de um diário de pescas eletrónico”, uma proposta de decreto legislativo apresentada pelos social-democratas que, “mesmo perante as contradições em que caiu o subsecretário regional das Pescas, se veio a verificar”, disse António Pedro Costa. “Para o PSD interessa mais resolver o problema dos pescadores, do que salientar as contradições do senhor subsecretário, daí termos mesmo retirado a nossa proposta, atendendo a que situação estará resolvida, e que os armadores açorianos ficaram isentos da implementação de uma medida que sempre consideramos de difícil aplicação técnica, até porque o seu preenchimento e registo são desajustados da realidade de parte da nossa frota pesqueira”, adiantou. Segundo o social-democrata, “a iniciativa surgiu porque, numa primeira fase, o subsecretário regional das pescas considerou que as novas exigências comunitárias teriam de ser cumpridas, garantindo até que o executivo iria financiar as alterações necessárias, de modo a que as embarcações passassem a utilizar aqueles meios informáticos para controlo e gestão das pescarias”, explicou.

Maioria socialista “deu razão” ao PSD nas alterações ao Código de Ação Social
O PSD/Açores considerou que a maioria socialista “deu razão” aos social-democratas ao aprovar a eliminação da possibilidade de criação de novas parcerias público-privadas, prevista na proposta governamental de Código de Ação Social. “Há um ano, o PSD denunciou publicamente o facto da proposta de Código de Ação Social prever a constituição de novas parcerias público-privadas nesta área e apresentou um conjunto de propostas para alterar a iniciativa do governo. Na altura, o PS acusou o PSD de não ser sério. Mas, um ano depois, o PS acaba por votar a favor da proposta do PSD, eliminando a possibilidade de se criarem parcerias públicoprivadas na área da Ação Social”, afirmou o deputado socialdemocrata Pedro Gomes. O parlamentar do PSD/Açores manifestou a “satisfação” do partido com o “recuo” da maioria socialista nesta matéria, “em nome do rigor e transparência das finanças públicas”. Pedro Gomes lamentou, no entanto, a “teimosia” do governo regional e do PS em relação aos custos da ação social para os utentes previstos no diploma, alegando que a proposta do executivo prevê o agravamento das comparticipações a pagar no acesso a “lares de terceira idade, creches ou ATL’s”. “O PS, que se diz defensor do Estado Social, apresenta agora um Código que vai aumentar das prestações a pagar pelas famílias açorianas”, disse.

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CE deve estudar impacto de acordos internacionais nas RUP

PSD critica “conduta reprovável” de secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social
O grupo parlamentar do PSD/Açores reprovou “a recente conduta da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social que, divulgada através dum organismo público, pôs em causa a privacidade e o direito à livre expressão de opinião, nomeadamente no caso de uma cidadã, que falou à comunicação social da situação de pobreza da sua própria família, facto que o executivo quis desmentir”, disse o deputado Pedro Gomes. Num voto de protesto apresentado em plenário da Assembleia Legislativa, o social-democrata adiantou que “o governo regional, através do seu Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), divulgou uma nota informativa da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, a propósito da referida notícia, abrindo um precedente preocupante”, explicou. Segundo o parlamentar, “governar para o bem comum exige uma prática governativa de escrupuloso respeito pela liberdade dos cidadãos”.

Líder do grupo parlamentar do PSD/Açores apresentou proposta dos deputados do partido para que a Comissão Europeia promova estudos sobre o impacto de futuros acordos internacionais nas regiões ultraperiféricas
O grupo parlamentar do PSD/ Açores propôs que, “no âmbito dos futuros acordos comerciais da União Europeia (UE) multilaterais e bilaterais, a Comissão Europeia (CE) preveja estudos de impacto para as regiões ultraperiféricas (RUP) como os Açores”, isto considerando “que está em curso uma repleta agenda de futuras negociações comerciais, onde se observa uma tendência de concessões sobre a agricultura para um maior acesso ao mercado de países terceiros em produtos industriais e serviços”, disse o líder da bancada laranja, Duarte Freitas. O social-democrata falava após uma reunião com os responsáveis pelo centro de informação “Europe Direct”, em Angra do Heroísmo, onde realçou que “o grupo parlamentar do PSD vai apresentar um projeto de resolução nesse sentido, uma vez que os estudos de impacto muitas vezes nem se realizam e, noutras ocasiões, nada acrescentam aos processos, daí que a nossa posição será de pressão perante o governo da República, para que essa mensagem seja levada a Bruxelas, ou seja entendendo que os Açores, como RUP, pretendem ver cumpridas as lógicas desses estudos de impacto”, explicou. Segundo Duarte Freitas, “isso permitirá que, cada vez que seja feito um acordo internacional, se possam antever as suas consequências, aliás como acontece em relação ao MERCOSUL, uma realidade despertada pelo PSD, nos Açores, nomeadamente na área da agricultura que, sendo a nossa base produtiva, sofre dessa carência de estudos. A nossa proposta vai no sentido de haver um esforço político, a nível nacional e internacional, junto das instâncias comunitárias, para que se conheçam sempre as consequências dos acordos para as RUP, concretamente para os Açores”. Para o líder parlamentar do PSD, “os Açores estão dependentes de um reduzido número de produtos agrícolas locais, a que acrescem condicionalismos geográficos como a distância, a pequena dimensão e a dispersão. E importa contemplar esses condicionalismos e especificidades nas políticas comerciais da UE à escala global para um desejado crescimento integrador”, considerou, visando que “essa atuação poderá desenvolver uma melhor política para as RUP, não só pelo conhecimento dos constrangimentos, mas também pelas oportunidades criadas”.

PSD acredita que “conhecimento e inovação” podem fazer crescer os Açores
O PSD/Açores defendeu que “é possível, a partir da região, desenvolver conhecimento e cimentar inovação, criando para o futuro, para o mundo, e sem ficarmos fechados nas nossas ilhas, nos nossos quintais. É preciso pensar em crescimento, mas pensar em grande, pois temos possibilidades de o concretizar na região”, disse o deputado Paulo Ribeiro, após uma visita ao Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo. “Num período de grande dificuldade económica, é preciso encontrar novos caminhos de desenvolvimento sendo, certamente, o conhecimento e a inovação dois desses caminhos”, assegurou o social-democrata, referindo que, “nos Açores existe know-how e pessoas capazes de fazer algo de novo e diferente, olhando o futuro”. Após a reunião dos deputados do PSD eleitos pela Terceira com os responsáveis daquele polo, Paulo Ribeiro disse que “aqui faz-se inovação e produz-se conhecimento”.

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Educação para Saúde adaptada aos Açores
O PSD/Açores defendeu que “o objeto da nova legislação regional de Educação para a Saúde deve atender às especificidades do arquipélago, onde se contam os mais altos índices de gravidez na adolescência do país, onde existe um problema bastante acentuado de obesidade infantil, e onde se registam já alguns casos de violência escolar, o vulgo ‘bullying’, daí os outros cuidados inerentes que o diploma deveria também frisar”, disse o deputado Francisco Álvares. “Este é um diploma que pode vir a ser importante”, referiu o social-democrata, lembrando que “o que é preconizado já se aplica, com algum sucesso, em algumas escolas, mas o documento privilegia acentuadamente a educação sexual, um pouco em detrimento da saúde mental dos alunos, da adoção de estilos de vida saudáveis e de uma alimentação igualmente saudável”, alertando que “a generalidade dos pareceres obtidos chamou mesmo à atenção para a importância de uma boa articulação entre a escola e a saúde”. Álvares considerou “fundamental o envolvimento da família, para que os pressupostos de que falamos possam ser atenuados ou corrigidos, pois a definição proposta para os quadros de ação é para ser feita no início do ano escolar, quando os responsáveis da escolas ainda não conhecem os alunos”.

Nova legislação não apresenta novidades
O PSD/Açores considerou que “o novo regime jurídico para a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência constituiu uma ‘desnecessidade’ legislativa”, porquanto “já existia uma lei de bases, cujos princípios e direitos deveriam ter sido alvo de desenvolvimento para a Região, sendo factual que o diploma proposto pelo PS nada trouxe de novo ao quadro legislativo atual, o que motivou a abstenção do nosso grupo parlamentar”, disse o deputado Rui Ramos. O social-democrata lamentou que, “uma vez mais, e sozinho, o PS tenha rejeitado as nossas propostas, que iam no sentido de completar o leque de alterações que o documento sofrera em sede de comissão, onde foi reconhecida a sua fraqueza”, avançou, explicando que “não nos opomos àquilo que está presente no diploma, contudo pretendíamos mais, pretendíamos melhorar o diploma, nomeadamente acrescentando ao seu articulado um apoio direto à família”, exemplificou. Segundo o social-democrata Rui Ramos, “mais do que legislar, o que era urgente, e teria sido verdadeiramente necessário, seria regulamentar matérias como o Sistema Regional de Intervenção Precoce na Infância ou as ajudas técnicas”

Coimas devem reverter para FundoPesca
O PSD/Açores defendeu “a regularização da aplicação do produto das coimas no sector regional das pescas”, denunciando que “esses valores não estão a reverter a favor das entidades claramente identificadas em diplomas regionais, o que constitui uma irregularidade administrativa”, disse o deputado António Pedro Costa. Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata refere “a recente recomendação da secção regional do Tribunal de Contas, que dá conta dessa irregularidade, ou seja da entrega aos cofres da Região, pela Inspeção Regional de Pescas, dos valores das referidas coimas, que são resultantes das contraordenações no sector”, explicou. “De acordo com a legislação, 60% das coimas cobradas deve reverter para a Região, com o objetivo de compensação salarial, 20% para a entidade que aplicou a coima, 10% para a entidade que institui o processo e 10% para a entidade que levantou o auto da notícia”, adiantou. Assim, a bancada do PSD quer saber “quais as diligências tomadas pelo governo regional para que o produto dessas coimas reverta a favor das entidades referenciadas na legislação em vigor”, diz o deputado, para quem “a tutela tem de respeitar os normativos e as regras de execução orçamental”.

Obra da nova biblioteca de Angra “vai demorar o dobro do tempo”
O PSD/Açores confirmou “o rol de dúvidas que levantam os trabalhos em curso para a nova biblioteca pública e arquivo de Angra”, uma obra que “vai demorar o dobro do tempo a ser finalizada e que já custou mais 1,7 milhões que o valor inicialmente previsto, fruto de cinco adicionais de trabalho ao projeto consignado”, disse o deputado António Ventura, após uma visita efetuada à estrutura em construção. “Está previsto o dobro do tempo daquele que estava destinado para esta obra”, avançou o parlamentar, lembrando que “o projeto inicial foi alterado por cinco vezes, resultando em trabalhos a mais, e estarão agora previstos novos adicionais, ou seja mais despesa pública nesta empreitada, que tem já 15% a mais do valor inicial, que era de 12,9 milhões de euros”, explicou. “Neste momento há um acréscimo de 1,7 milhões, mas sabemos que estão previstos esses novos adicionais, para junho, quando se completa o dobro do tempo previsto para a biblioteca estar concluída. Este é um mau exemplo do uso de dinheiros públicos, ainda mais numa obra que foi sempre criticada pela opção da sua localização”, disse. Para o social-democrata, essa localização parte de “um problema-base de Angra que, nos últimos anos não teve um plano de crescimento sustentável, que organizasse os seus espaços, inclusive os espaços públicos”, frisou.

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Berta Cabral propõe Fundo de Reestruturação Empresarial
Proposta entregue no parlamento visa recuperar empresas que, apesar das dificuldades financeiras, apresentam modelos de negócio sustentáveis
A candidata do PSD/Açores à presidência do governo regional anunciou a apresentação no parlamento de uma proposta para criação do Fundo de Reestruturação Empresarial dos Açores (FREA), considerando que é urgente travar o processo de “destruição” de emprego na Região. “Há empresas que não podem aguardar mais uns meses e empregos que se perdem todos os dias. Não vamos deixar de tentar dar o nosso contributo para atacar a crise instalada, pelo que entendemos propor, de novo, ao governo e aos açorianos medidas de emergência para salvar empresas e empregos”, afirmou Berta Cabral, em conferência de imprensa. A líder social-democrata justificou a apresentação da proposta de criação do FREA com a necessidade “urgente” de reanimação da economia açoriana, alegando que é “imperioso travar o processo de acentuada destruição de emprego que se encontra instalado”. “Agora temos uma crise geral à qual acrescem as consequências das más políticas [do governo regional], criando uma espécie de tempestade perfeita que abala, como nunca, a estrutura do tecido empresarial regional. As insolvências crescem, o desemprego sobe e a situação social e económica da Região degradou-se até limites nunca vistos”, considerou.

Berta Cabral salientou que há várias empresas nos Açores que têm “dificuldades de tesouraria e de acesso ao crédito bancário”, apesar de apresentarem viabilidade económica, precisando, por isso, de ser apoiadas. “Há empresas que, manifestamente, não podem deixar de ser apoiadas nesta fase difícil. Em particular aquelas que, possuindo bons trunfos do ponto de vista económico, estão a passar por um mau momento em termos financeiros. O PSD entende que não se pode esperar por outubro para resolver este problema. É urgente, desde já, ter iniciativa”, disse. Nesse sentido, a candidata do PSD/

Açores à presidência do governo anunciou que o grupo parlamentar do partido entregou hoje um projeto de resolução que recomenda ao executivo que, “num quadro de entendimento com a banca e com as associações, proceda à criação do FREA, redirecionando para esse instrumento verbas do atual quadro comunitário de apoio”. Este fundo, explicou, tem por objetivo “recuperar empresas que, apesar de enfrentarem dificuldades financeiras, apresentam modelos de negócio sustentáveis” e é baseado em “exemplos de sucesso” já existentes a nível nacional e internacional.

Reforma do Poder Local “obriga à participação, não à renúncia”
O PSD/Açores mostrou-se “confiante numa célere definição dos princípios e critérios que vão orientar a reforma da Administração Local e das empresas municipais nos Açores”, votando favoravelmente um projeto de resolução nesse sentido, explicou o deputado Cláudio Lopes, que espera assim “ver valorizado e reforçado o papel do Poder Local, para bem da nossa autonomia, dos Açores e dos açorianos”, afirmou. O diploma em causa em causa prevê que, “em 90 dias, seja apresentado em plenário um estudo ao perfil autárquico em geral, bem como às empresas municipais da Região, que caberá a uma comissão parlamentar”, acrescentou o social-democrata que, durante a discussão do projeto de resolução frisou que “a reforma do poder local está aí e está na nossa agenda política, pelo que não vale a pena fingir que nada vai acontecer”, alertou. “O tempo é pois de participação, e não de renúncia, havendo uma partilha de responsabilidades e compromissos sérios para assumir nos diferentes eixos que a reforma em causa vai exigir”, acrescentou o parlamentar, sustentando que, “se não podemos contrariar o futuro, há sempre a possibilidade de o condicionar a nosso favor”, disse, apelando para que “todos estejam à altura de uma temática importante e vital para o bom funcionamento futuro das nossas autarquias”, concluiu Cláudio Lopes, na declaração de voto do grupo parlamentar do PSD/Açores.

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Novas regras com três anos de atraso
O PSD/Açores lamentou “a espera, de três anos, para a alteração do regime jurídico da exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos na Região”, embora considerando que a proposta “é, de todo, importante, constituindo uma mais-valia, que vem agora disciplinar e incrementar as regras na oferta do alojamento turístico”, disse a deputada Aida Amaral. Para a social-democrata, “esta nova realidade – aprovada ontem - vem também chamar ao empresário turístico mais responsabilidade para a concretização final do seu investimento, reforçando aliás o que foi dito em sede da comissão parlamentar, e no sentido da evolução rumo à qualidade no arquipélago”, preconizou. Segundo Aida Amaral, “quem investe muito não pode ficar em igualdade de circunstâncias com quem apenas coloca um anúncio na Internet para alugar um alojamento, sem quaisquer condições ou critérios”, frisou. “É importante salientar que, como outros sectores, o turismo é cada vez mais exigente pelo cliente, logo terão de se respeitar determinados requisitos para uma maior sustentabilidade. Assim defende o PSD, que pretende o reforço do conjunto Açores, turismo e qualidade”, afirmou a deputada social-democrata Aida Amaral.

PSD “coerente” na defesa da Autonomia
O PSD/Açores considerou que “agiu em coerência, ao defender a aplicação na Região das verbas dos cortes de salários e subsídios resultantes do Orçamento do Estado para o corrente ano, dando sempre prioridade ao princípio da autonomia financeira”, uma orientação já tida em conta “aquando da discussão do Plano e Orçamento regional, aliás da mesma forma que o partido já agiu em anteriores retiradas de verbas que pertenciam à Região”, disse o deputado António Marinho. “Esta é uma questão importante para a autonomia, e o PSD está sempre do lado da autonomia, aliás já anteriormente aqui propusemos que a poupança relativa aos cortes nos subsídios de férias e de Natal relativos a 2012, num valor que o vice-presidente do governo regional não soube então precisar, deveriam ser aplicadas em favor da famílias das empresas e da redução das dívidas do sector empresarial regional, nomeadamente na saúde”, lembrou o social-democrata. António Marinho frisou que “estas são verbas que pertencem aos Açores, que devem ficar nos Açores, pelo que é adequada a iniciativa de que a Assembleia Regional se pronunciasse nesse sentido”, explicou, atendendo a que “assim se respeitariam os princípios de estabilidade financeira da Região”.

Apoios à inovação precisam transparência
O PSD/Açores defendeu “o alargamento das avaliações no novo sistema cientifico e tecnológico da Região”, considerando que “o recurso apenas aos técnicos da administração regional para classificarem candidaturas muito específicas é redutor, como o confirmou um estudo da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), que apontou falta de seletividade na forma como vêm decorrendo os processos”, disse o deputado Jorge Macedo, aquando da discussão sobre o regime jurídico daqueles incentivos. “A avaliação das candidaturas aos diferentes eixos daquele sistema de incentivos deve reger-se pela maior transparência possível, daí termos proposto um painel de avaliadores, pois se, politicamente, cabe ao governo decidir quais as candidaturas a apoiar, já a sua avaliação, classificação e valorização devia partir desse painel de técnicos e cientistas com reconhecido mérito regional, ou mesmo a especialistas nacionais e internacionais, caso as matérias o justificassem”, explicou, após o debate. Os social-democratas preconizavam ainda que a regulamentação dos apoios “não fosse feita pelo governo, devendo dirigir-se ao parlamento, para ser aprovada pelos deputados”, explicou, frisando que, “infelizmente, e como é habitual, o PS chumbou sozinho ambas as alterações”.

Ribeira do Belo Jardim espera intervenção do governo “há dois anos”
O PSD/Açores denunciou “a longa espera pela intervenção na ribeira do Belo Jardim, na Casa da Ribeira, que aguarda há dois anos o arranjo dos muitos estragos provocados pela violenta tempestade que, em dezembro de 2009, se abateu sobre algumas localidades do concelho da Praia da Vitória. No caso em concreto, os prejuízos e os compromissos de então continuam por resolver”, disse o deputado Paulo Ribeiro. A situação motivou um requerimento do PSD, que querem saber junto da tutela “que tipo de intervenção será feita na ribeira do Belo Jardim, no sentido de regularizar o seu leito e de proteger as populações que vivem nas suas imediações”, já que, “nestes dois anos têm sido várias as intervenções realizadas, embora nem todas concluídas, sendo o caso mais emblemático da referida tragédia o da ribeira da Agualva. Mas, na Casa da Ribeira, a espera também se mantém”, frisou. Segundo Paulo Ribeiro, “já se passaram mais de dois anos desde a catástrofe, e a ribeira continua tal como estava antes das enxurradas, sem que tenha havido qualquer intervenção por parte da secretaria regional do Ambiente e do Mar”. O deputado quer saber “para quando se prevê o início dos trabalhos prometidos”, acrescentando que “os volumosos danos materiais trouxeram à tona a negligência oficial pela limpeza e regularização dos leitos de muitas das nossas ribeiras”, explicou.

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Aida Amaral

António Marinho

António Pedro Costa

António Ventura

Comissão de Economia asantos@alra.pt Cláudio Almeida

Comissão de Economia amarinho@alra.pt Cláudio Lopes

Comissão de Política Geral apcosta@alra.pt Clélio Meneses

Comissão de Economia aventura@alra.pt Duarte Freitas

Comissão de Assuntos Sociais calmeida@alra.pt

Comissão de Política Geral clopes@alra.pt

Comissão de Assuntos Parlamentares

cmeneses@alra.pt

Presidente Grupo Parlamentar dfreitas@alra.pt

Francisco Álvares

João Costa

Jorge Costa Pereira

Jorge Macedo

Comissão de Assuntos Sociais falvares@alra.pt

Comissão de Assuntos Sociais jbcosta@alra.pt

Vice-presidente da ALRAA cpereira@alra.pt

Comissão de Economia jmacedo@alra.pt

José Francisco Fernandes

Luís Garcia

Mark Marques

Paulo Ribeiro

Comissão de Assuntos Parlamentares

Comissão de Assuntos Parlamentares

jfernandes@alra.pt

lcgarcia@alra.pt

Comissão de Política Geral mmarques@alra.pt

Comissão de Assuntos Parlamentares

pribeiro@alra.pt

Pedro Gomes

Comissão de Política Geral pgomes@alra.pt

Rui Ramos

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Comissão de Assuntos Sociais rramos@alra.pt