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FORTIUM

REDES DE COMPUTADORES I

Conceito Básicos

Prof. Newton Marquez Alcantara

Conceitos Básicos

Informação - Conhecimento; comunicação ou notícia trazida ao conhecimento de uma pessoa
ou do público; instrução, direção. Conhecimento necessário para retirar a incerteza relacionada a um evento. A transmissão de informação necessita de uma linguagem comum. Ainda assim fatores semânticos e sociológicos podem fazer que uma mensagem (conjunto de palavras) tenha informação (conteúdo informativo) diferente para distintos interlocutores. Ex: O Congresso Nacional pegou fogo! O conteúdo informativo de uma mensagem é inversamente proporcional a probabilidade de ocorrência do evento que a mensagem descreve. Ex: EUA invadem Cuba Cuba invade os EUA A mensagem, devidamente codificada através do uso de símbolos de uma fonte de informação, é transmitida da fonte ao receptor através de um canal de comunicação. fonte --> codificador --> canal de comunicação --> decodificador --> receptor Não vamos estudar a informação nem seus mecanismos de geração e absorção pela fonte e receptor. Estudaremos como a informação é codificada e transmitida no trânsito entre elementos de processamento eletrônico de dados.

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Foi desenvolvido em 1874 e não é mais usado. Canal Banda Larga . O bit é uma unidade capaz de representar a informação necessária para retirar a incerteza de um evento que pode assumir um de dois estados possíveis. 1 Octeto . os técnicos que trabalham com rede. mas existem bytes de 5. como Sim/Não. significa a capacidade (taxa de) transmissão de informação de um canal de comunicação.Definições Básicas Banda de Passagem . Unidades de Taxa de Transmissão (Banda de Passagem): • bps / Bps – bits por segundo / Bytes por segundo • Kbps – Kilo bits por segundo = 1024 bits por segundo (~ 103) • Mbps – Mega bits por segundo = 1024 Kbps (~ 106) • Gbps – Giga bits por segundo = 1024 Mbps (~ 109) • Tbps – Tera bits por segundo = 1024 Gbps (~ 1012) • Pbps – Peta bits por segundo = 1024 Tbps (~ 1015) • Ebps – Exa bits por segundo = 1024 Pbps (~1018) 1 Também denominado de International Telegraph Alphabet No 1 – Alfabeto Telegráfico Internacional No 1. desenvolvida em 1901 e denominada de International Telegraph Alphabet No 2 – Alfabeto Telegráfico Internacional No 2 é utilizada até hoje em aplicações de rádio amador e dispositivos de comunicação para deficientes visuais. Byte . Assim como a relação entre bits e bytes não é obrigatória nem padronizada.O canal de comunicação físico é subdividido em vários sub-canais lógicos. Existem até máquinas com instruções capazes de manipular bytes de tamanho variável.Como a rigor o byte é uma unidade de medida de tamanho desconhecido. e quase sempre a ele associado. não sendo subdividido em sub-canais lógicos.Supõe-se que o termo byte tenha surgido da expressão binary term (termo binário). especialmente as redes OSI. no código Baudot .O termo é originário da expressão binary digit. Canal Banda Base . Bit . um caráter = 1 byte. um caráter tem 5 bits. A quantidade mais comum é de 8.Um caráter é uma unidade de medida semelhante ao byte. Aceso/Apagado. Caráter ou Caracter . Por exemplo. tampouco a relação entre caráter e byte é sempre garantida. 7. preferem usar o termo octeto que não deixa dúvida quanto à quantidade de bits que está sendo usada. Ligado/Desligado. Esta é menor quantidade de informação possível. “0”/ “1” etc. ou seja.O canal de comunicação físico forma um único canal de comunicação. Uma modificação deste código. 3 . 6. O bit pode ser representado de formas diversas.Também chamada de largura de faixa. Significa uma determinada quantidade de bits. 9 e 12 (e até mais) bits.

. Comunicação Síncrona Na comunicação serial síncrona. . primeiro o byte é decomposto em bits. . 10101010 10101011 7 octetos 1 octeto caracteres de sincronismo 111010000101001 . . os dados são transmitidos continuamente. A ilustração a seguir mostra porque é necessário manter o sincronismo entre os relógios. seguindo uma taxa estabelecida por um relógio que marca o tempo necessário para a transmissão (e posterior recuperação) cada bit. sendo estes enviados um a um. o sincronismo entre os relógios do transmissor e do receptor por um vasto intervalo de tempo (no exemplo acima. por no mínimo 1518 octetos). . Quando há um pacote de dados a transmitir. 1 1 0 1 0 0 0 1 Transmissão Serial Na transmissão serial. os bits que compõem o octeto (ou outra unidade de medida) trafegam todos lado a lado. portanto. 1 0 0 0 1 0 1 1 A comunicação serial divide-se em dois tipos: síncrona e assíncrona. pela linha de comunicação em que somente um bit de cada vez pode trafegar. . 000101111001 Até 1518 octetos de dados consecutivos A comunicação síncrona pressupõe. a um só tempo. 4 .Tipos e Modos de Transmissão Transmissão em Paralelo Na transmissão de dados em paralelo. é enviado um padrão inicial para indicar e sincronizar o lado destinatário que será enviado um pacote de dados. O relógio do receptor tem indicar corretamente quando o receptor deve amostrar o canal de comunicação para verificar qual o bit que deverá ser recebido. 10101010 .

onde o relógio do receptor se atrasa em relação ao do transmissor: relogio do receptor (nao sincronizado) Início T=0 0 1 1 0 1 relogio do transm issor 1 seg.5 T=4.5 = T 2.5 L eitura no receptor: 01?01 Ou ainda os relógios não se atrasam nem se adiantam um em relação ao outro.relógio do receptor (sincronizad o) Início T =0 0 1 1 0 1 1 seg. T 0. T =0.5 T=3.5 = L ra n receptor: eitu o 010101 Caso os relógios não se sincronizem. isto é. poderemos ter a situação abaixo. se adiantem ou atrasem um em relação ao outro.5 T=2.5 = T 5.5 = T 3. T=1 T=3 T=5 0 0 1 0 1 0 1 Bits transm itidos: 010101 2 seg.5 = 0 0 1 0 1 0 1 B transm os: its itid 010101 T 1.5 0 0 1 0 1 0 1 Bits transm itidos: 010101 T =1. mas o relógio do receptor escolhe mal o momento de iniciar a amostragem do canal de comunicação: relogio do receptor (nao sincronizado) Início T=0 0 1 1 0 1 1 seg. Leitura no receptor: ??? 5 .5 = T 4.

Comunicação Assíncrona Relógios que mantenham o sincronismo com grande precisão por longos períodos de tempo podem ser caros. Como exemplos de transmissão simplex podemos citar o rádio e a televisão. relogio do receptor (sincronizado) Inicio do byte 0 1 bit de parada 1 0 1 0 1 bit de partida relogio do transm issor Final do byte 0 Para o canal de transmissao Transmissão Simplex Símplex é uma forma de comunicação em que a informação flui em um único sentido. Um caso típico de transmissão assíncrona envolve 11 bits por cada 8 bits de dados: 1 bit de partida. Para estes casos. obrigatório. A transmissão em que o sincronismo é executado byte a byte é chamado de comunicação assíncrona. ele envia um bit chamado bit de partida. poderíamos pensar em um modo de transmissão em que os relógios fossem muito simples (e baratos). havendo várias outras possibilidades. capazes de manter o sincronismo somente por períodos de tempo muito curtos. Em seguida. alguns recursos de transmissão são projetados para serem barato (como. seguido de um (ou mais) bit chamado bit de parada. 8 de dados. que alerta o outro lado para o fato de que em seguida estarão chegando bits de dados. 1 de parada. Mas isto não é. Na comunicação assíncrona quando um lado deseja transmitir. por exemplo. 6 . de forma alguma. o período de tempo necessário para a transmissão de um único byte. Entretanto. nos microcomputadores pessoais). por exemplo. são transmitidos os bits de dados. 1 de paridade (controle de erro). como.

se for analógica. Transmissão Full-duplex Na transmissão full-duplex.Transmissão Semi-duplex Na transmissão semi-duplex a informação pode fluir nos dois sentidos. ou o sinal (informação) a ser transmitida já é originalmente digital ou. Transmissão Digital – Na transmissão digital. é digitalizada por um processo como descrito a seguir. Transmissão Analógica – Na transmissão analógica. mas não ao mesmo tempo. o sinal que carrega a informação varia continuamente no tempo e é semelhante (análogo) a grandeza (sinal) inicial . a informação pode fluir nos dois sentidos simultaneamente. Considere o seguinte sinal analógico a ser transmitido digitalmente: Este sinal será amostrado (digitalizado) por um trem de pulsos com a seguir ilustrado: 7 . Um exemplo típico de comunicação semi-duplex é um comunicação telefônica normal entre duas pessoas.

não seja percebida a diferença entre o sinal analógico original e o sinal recuperado após a transmissão digital. 8 . Entretanto. para os fins práticos. é feita uma recuperação do sinal analógico original a partir da seqüência de pulsos recebida: O bom observador perceberá que existe uma diferença entre o sinal recuperado e o sinal original. cabe observar que a freqüência do trem de pulso e o número de níveis de amostragem é calculado para que. como ilustrado na superposição abaixo. Em vermelho temos o sinal recuperado e em preto o sinal original. Quando da recepção.O processo de amostragem gera uma seqüência de pulsos discreta (não contínua) no tempo e em amplitude: Esta seqüência discreta de pulsos é que é transmitida.

dados e imagens. • Falta de segurança Par trançado São pares de fios de metal isolados e trançados um sobre o outro. finalmente. segundo regras muito rígidas e bem estabelecidas. Os principais canais de comunicação são: Cabo coaxial O cabo coaxial é um cabo formado por um núcleo interno metálico. As vantagens do par trançado são: • Baixo custo • Facilidade de se conectar aos dispositivos 9 . • Sua instalação é mais difícil e mais cara • No caso de instalação em multiderivação a falha em um único ponto do cabeamento impede a comunicação entre os outros nós. Permite multiderivação (redes em barramento) É uma tecnologia bem dominada. Pode facilmente transmitir voz. Como desvantagens temos: • Pode ser difícil passar • É mais caro do que o par trançado. Cada segmento alcança distâncias maiores do que o par trançado. isolante condutor isolante condutor Principais vantagens: • • • • • Suporta banda base e banda larga. outro condutor externo que envolve a camada isolante e. envolto em uma camada isolante. Alem disto o ponto de falha pode ser difícil de ser localizado. um envoltório externo.Canais de Comunicação Os canais de comunicação são os meios físicos através do qual trafegam os sinais que transportam as informações entre os transmissores e receptores.

A facilidade de instalação e reconfiguração pode ser alta O infravermelho não necessita de licença legal para uso Os canais de difusão permitem que os nós receptores sejam móveis 10 . impulsos elétricos. No direcional o enlace de comunicação é. geralmente. as fibras apresentam: • Pessoal mais especializado (portanto. No grupo de difusão o emissor atinge uma vasta área. lasers) podem prescindir de canais materiais para transmissão. não existindo. • A eventual falha em um cabo não afeta os outros nós da rede • Oferece maior segurança que o cabo coaxial Suas desvantagens são: • O cabo não blindado pode sofrer a causar interferências no meio-ambiente. Como vantagens temos: • • • • Os gastos necessários ao lançamento e manutenção com cabos desaparecem. O potencial de transmissão da fibra ótica está acima de 1 trilhão de bits por segundo. ponto-a-ponto.• Fácil de instalar • Pode ser blindado com a finalidade é diminuir as interferências que os sinais do cabo podem sofrer ou gerar no meio-ambiente. principalmente se usado em velocidades altas (100 MBPS). microondas. Na fibra ótica as informações são transmitidas na forma de pulsos de luz. o grupo formado pelas ondas de rádio e infravermelho (difusão) e o formado pelas microondas e lasers (direcionais). Este grupo se subdivide em dois. portanto. sendo necessário o alinhamento preciso do transmissor e o receptor. não sendo necessário que os receptores sejam localizados de maneira precisa. mais caro) para fazer a instalação • Mais difícil adicionar e excluir nós • Preço mais alto do que outros cabos Canais Sem Fio Ondas eletromagnéticas (ondas de rádio. • Tem banda de passagem limitada em relação ao coaxial e a fibra ótica Fibra ótica A fibra ótica é um duto de vidro de alto grau de pureza. As fibras apresentam as seguintes vantagens: • Taxas de transferências muito altas • Não produz nem sofre interferências eletromagnéticas • Transporta os sinais por distâncias maiores com menor degradação Como desvantagens. • O cabo blindado pode gerar despesas e mão de obra adicional na manutenção do aterramento. infravermelho. Os pulsos de luz podem ser gerados ou por LED (Diodos Emissores de Luz) ou laser.

• O uso de infravermelho está restrito a redes locais 11 .). etc. microondas e lasers normalmente necessita de autorização legal. exigindo recursos específicos para garantir privacidade (criptografia. • As microondas.• Os canais direcionais apresentam resistência natural contra acesso indesejável. infravermelho e lasers são sensíveis a barreiras materiais e turvamento atmosférico. • O uso e/ou alinhamento de canais direcionais pode ser problemático ou mesmo impossível em determinadas situações. • O infravermelho e lasers são imunes a interferências eletromagnéticas • Microondas e lasers apresentam alta banda de passagem • As ondas de rádio. microondas e lasers podem ser usados em redes metropolitanas ou de área abrangente. • O uso de ondas de rádio. As principais desvantagens são: • Os canais de difusão são inseguros. • As ondas de rádio o infravermelho apresentam banda de passagem limitada. • As ondas de rádio e microondas são suscetíveis a interferências eletromagnéticas. salto de freqüência.

portanto. ou em português modulador e demodulador. assim. Este aparelho ganhou o nome de Modem . a interligação de computadores usando meios de comunicação normalmente destinados à voz. Contudo. tendo por conseguinte características técnicas mais adequadas ao transporte de sinais analógicos. suas necessidades de comunicação são naturalmente digitais. Contudo. nível de tensão e/ou corrente ou tipo de meio condutor (elétrico para ótico por ex. 2 md m oe c n l te fô ic a a le n o md m oe O modem é definido como dispositivo que transforma sinais digitais em analógicos (modulação) e analógicos em digitais (demodulação). os computadores são máquinas digitais e. uma definição melhor seria dizer que modem é um dispositivo usado para processar sinais digitais de modo a se poder transmiti-los através de uma linha de comunicação. 3 4 2A palavra Modem é formada a partir dos termos modulator e demodulator. Este dispositivo é denominado de modem analógico. 3Também chamados 4Que de modem banda base. 12 . pode ser uma mudança do tipo de codificação. apareceu como solução usar as linhas telefônicas como canais de comunicação. permitindo.Modulação e Multiplexação Modulação Com o surgimento da necessidade de fazer com que dois ou mais computadores se comunicassem entre si.). Modens digitais realizam a adequação de uma sinal digital para que este possa ser transmitido em um canal de comunicação digital. Já o telefone e as linhas telefônicas foram projetados para transmitir sinais elétricos análogos à voz humana. As linhas telefônicas eram o único conjunto que reunia as características de abrangência. disponibilidade e acessibilidade econômica. existe o modem digital . Portanto. A solução encontrada para se compatibilizar o digital do computador com o analógico da malha telefônica foi projetar um aparelho de interface entre os dois mundos que transcrevesse o sinal de digital para analógico e vice-versa.

O sinal analógico modificado é então transmitido pela linha de comunicação. Um sinal senoidal tem três características passíveis de manipulação. Pender-se-ia. para o trem de bits 10100: 1 A A /2 0 1 0 0 -A /2 -A 13 . ou seja. a saber. Na outra extremidade o sinal é demodulado. Modulação em Amplitude . por exemplo. segundo a convenção acima. estabelecer uma convenção de que ao bit 1 corresponde um sinal de amplitude A e ao bit 0 um sinal de amplitude A/2. é lido e o trem de bits recuperado. a modulação é um processo pelo qual são modificadas uma ou mais características de um sinal analógico denominado portadora segundo um sinal digital denominado modulante. sendo que o sinal modulante é o depositário da informação que se deseja transportar.Modens Analógicos O processo de modulação consiste em se alterar uma ou mais características de um sinal analógico de maneira a refletir o trem de bits que formam o sinal digital. amplitude. Ex: Modular uma portadora. freqüência e fase. Técnicas de modulação O sinal analógico utilizado como portadora é um sinal senoidal. Resumindo.Nesta técnica a amplitude da portadora é modificada para representar os bits 0 e 1.

Modulação em Freqüência . Ex: Modular uma portadora. para o trem de bits 10100: Bit 1 0 1 A mudança de fase 90° (π/2) 270° (3π/2) 0 1 0 0 -A 14 . para o trem de bits 10100: Bit 1 0 Freqüência f 2f 1 A 0 1 0 0 -A Modulação por Desvio de Fase . segundo a convenção abaixo. Ao contrário das outras duas técnicas. Ex: Modular uma portadora. esta pode não parecer de fácil compreensão a primeira vista. Neste caso é a fase da portadora que é manipulada. requerendo uma atenção um pouco maior.Neste caso a freqüência da portadora é modificada segundo o dígito a ser representado seja 0 ou 1. segundo a convenção abaixo.Vamos nos deter na técnica mais utilizada que é a modulação por desvio de fase diferencial.

O resultado disto é que efetivamente dobramos a taxa de transmissão. Velocidade de Sinalização da Linha . Se utilizarmos a técnica dibit obteremos uma velocidade efetiva de 4800 bps.Também chamada de velocidade efetiva. Observe que nem sempre baud = bps. bps versus Baud . Com esta banda de passagem não é possível uma alta taxa de transmissão quando se codifica bit a bit. Vamos construir uma exemplo.Ou melhor falando. ele também tem uma banda de passagem muito limitada. Este processo recebe o nome de técnicas de modulação multinível. A solução para se aumentar a taxa de transmissão é utilizar uma codificação não manipule mais bit a bit mas sim grupos de bits. velocidade de operação versus velocidade de sinalização da linha.Técnicas Multinível O canal telefônico não apresenta somente a desvantagem de ser um canal analógico. se situando em torno de 2.700 Hz. Estes dois conceitos podem ser definidos como: Velocidade de Operação . Tomemos uma linha sendo modulada a uma taxa de 2400 bauds por exemplo.Medida em baud. Esta é uma técnica dibit. é medida em bps  bits por segundo  e representa a quantidade de bits que podem ser transmitidos e recebidos pelos agentes da comunicação. Considere a convenção de modulação abaixo: A forma da portadora modulada para o trem de bits 1101001001 é: 1 1 A A /2 0 1 0 0 1 0 0 1 -A Podemos observar que a cada mudança de estado da linha codificamos (modulamos) 2 bits e não mais somente um bit como nos exemplos anteriores. 15 . representa a velocidade de modulação.

Quadrature Amplitude Modulation (Modulação por Amplitude em Quadratura). onde modificamos simultaneamente a amplitude e a fase. O determinante da possibilidade de se utilizar uma técnica com n muito grande serão a questão econômica e os limites técnicos. onde n > 3. Nada impede que se estabeleça uma técnica de modulação de nível n. 16 . é denominada de QAM . Considere o quadro abaixo: tribit 000 001 010 100 011 101 110 111 amplitude A A A A A/2 A/2 A/2 A/2 fase 0° 90° (π/2) 180° (π) 270° (3π/2) 0° 90° (π/2) 180° (π) 270° (3π/2) A forma da portadora modulada para o trem de bits 010101001011001 é: 00 1 A A /2 11 0 01 0 01 1 01 0 -A Esta técnica.Nada nos impede que que criemos uma técnica tribit.

As técnicas de multiplexação são: Multiplexação No Tempo Em Frequência Síncrono STDM Assíncrono ATDM Multiplexação em Freqüência ou por Divisão de Freqüência Suponha que temos um número Tn de transmissões que necessitam cada uma de uma banda de passagem de a Hz.... 2. Um canal de comunicação multiplexado.F/n..a) podemos transmitir todas as Tn transmissões simultaneamente.. É freqüente encontrar canais com grande capacidade. .n)] +m.. mormente em canais de provedores de comunicação de longa distância. isto é. Multiplexação é uma técnica destinada a subdividir um canal de comunicação em subcanais de modo que várias comunicações possam simultaneamente fazer uso do meio de transmissão. Se tivermos um canal com capacidade de pelo menos n. subdividido em sub-canais lógicos é denominado de canal banda larga. 1.a Hz. onde m = 0. Para tal basta deslocar cada transmissão Tn de uma freqüência F+[F/(2. n-1. iniciando em uma freqüência F e terminando em F+(n. 17 .Multiplexação Nem todos os canais de comunicação tem falta de banda de passagem em relação as necessidades de transmissão de informação individuais.

Canal Banda Larga MUX MUX 18 . F + 4.5 K Z) H T1 (F + 7.5 KHz. T1 (F + 1. podemos transmitir todas as quatro comunicações centrando-as em F + 1.5 KHz.5 K Z) H T1 (F + 10.5 K Z) H T1 (F + 4. F + 7.Ex: Suponhamos que temos quatro transmissões que necessitem de banda de passagem de 3 KHz cada uma.5 KHz. Se possuímos um canal de 12 KHz com início em F Hz.5 KHz e F + 10.5 K Z) H Canal Banda Larga Exemplo: 50 Khz portadora 1 51 Khz portadora 2 53 Khz portadora 3 55 Khz 57 Khz 58 Khz canal banda larga portadora 4 O dispositivo de interface que realiza a multiplexação e a posterior demultiplexação chama-se mux.

As fatias que lhe cabem continuarão sendo alocada mesmo quando vazias. n T 19 ... n T T 1 T 2 T 3 ... portanto.. suponha que o canal T2 não tenha necessidade de transmitir. n T T 1 T 2 T 3 . n T Cn l aa B n aL rg ad a a Observe que não é necessário nenhum mecanismo de identificação das fatias. n T T 1 T 4 T 3 .......a Hz.. podemos transmitir todas as Tn transmissões simultaneamente.. No entanto... A ordem é posicional... Se tivermos um canal com capacidade de pelo menos n. O que se obtém é um desperdício de banda de passagem de a Hz. T 1 T 2 T 3 . ou seja a identificação de cada fatia está determinada por sincronismo temporal. n T T 1 T 3 ... n T T 1 T 1 T 3 . ou seja... Este fato permite que não haja desperdício de banda de passagem com cabeçalhos de identificação em cada fatia... Por exemplo..Multiplexação no Tempo ou por Divisão de Tempo Mais uma vez suponha um número Tn de transmissões que necessitam cada uma de uma banda de passagem de a Hz. n T Esta é uma situação desfavorável se considerarmos que outros canais podem estar sobrecarregados... Esta é... mesmo que um canal esteja ocioso ele continuará alocando as fatias que lhe dizem respeito e isto independentemente da atividade dos outros canais. Nela as fatias ociosas são realocadas aos canais em atividade. T 1 T 3 .. identificar qual fatia pertence a qual transmissão. n T T 1 T 3 . Para tal basta dividir o canal em n fatias por unidade de tempo e alocar cada Tn a respectiva fatia Fn. a multiplexação por divisão de tempo síncrona.... T 1 T 5 T 3 .... Assim que um canal ocioso entrar em atividade o multiplexador se encarrega de disponibilizar as fatias correspondentes.. A solução para este problema está no uso da multiplexação por divisão de tempo assíncrona ou multiplexação por divisão de tempo estatística.

Teoremas de Nyquist e Shannon Estes teoremas indicam a capacidade máxima de condução de informação de um canal de comunicação em situação ideal e em presença de ruído randômico. onde: C W S N . onde: C . Este cabeçalho também ocupa banda de passagem. Entretanto.C = W log2 (1 + S/N).potência do ruído 20 .largura de faixa em Hz N .C = 2W log2 N. Em essência este resultados nos mostram que a capacidade de condução de informação por um canal de comunicação é limitada. foi perdido o sincronismo temporal que garantia a identificação de cada fatia.capacidade máxima do canal em bps (bits por segundo) .largura de faixa em Hz . Contudo.Com isto fica resolvido o desperdício de banda de passagem que existe quando um ou mais canais estão ociosos. Isto é contornado agregando a cada fatia um cabeçalho de identificação. Teorema de Nyquist .potência do sinal . se compararmos com a situação anterior.número de níveis utilizados na modulação / sinalização do canal Teorema de Shannon .capacidade máxima do canal em bps (bits por segundo) W . o desperdício que ele causa é menor.

nas diferentes componentes de freqüência que formam o sinal que contém a informação. isto é.Caracteriza-se pela atenuação diferenciada. Devido a parâmetros distribuídos. umas freqüências são mais atenuadas que outras.Ruídos. os causados por distorção e os causados por ruído. como resistências. A esta mudança indesejada na forma dos sinais dá-se o nome de erro. No primeiro caso existe ônus econômico e no segundo desperdício de banda passante. Os erros causados por distorção são evitados através de técnicas de equalização do canal de comunicação. a atenuação sofrida pelas diversas freqüências no intervalo de operação do canal deve variar o menos possível. indutâncias e capacitâncias. Tipos de Distorção Distorção por Atenuação . Distorção por Retardo ou Atraso de Grupo . Os erros podem ser de dois tipos. Distorções e Métodos de Detecção e Correção de Erro Erros na Transmissão de Dados Os canais de comunicação de dados e o meio ambiente que os cercam estão sujeitos a fenômenos que podem causar alteração nos sinais que contém a informação codificada. imposta pelo meio de transmissão.É caracterizada pelo fato de que a velocidade de propagação no canal de transmissão é diferente para as diferentes freqüências que formam o sinal. 21 . Os erros causados por ruídos são recuperados através da inserção de informação redundante na comunicação. Idealmente o meio de transmissão deve apresentar uma relação entre fase e freqüência o mais linear possível. a p d m litu e a p d m litu e c n ld aa e c mn a ã o u ic ç o f1 f2 fre u n ia qêc f1 f2 fre u n ia qêc O canal de comunicação deve possuir um perfil de atenuação o mais "plano" possível dentro da faixa de freqüência de operação. ou seja. a atenuação apresenta-se com características não lineares. Este fenômeno é percebido no equipamento receptor como uma alteração na relação entre fase e freqüência das diversas componentes do sinal codificado.

a p d m litu e a p d m litu e c n ld aa e c mn a ã o u ic ç o f1 f2 fre u n ia qêc f1 + δ f2 + δ fre u n ia qêc 22 .Neste caso todas as freqüências são deslocadas de uma quantidade fixa.a p d m litu e a p d m litu e te p mo a p d m litu e c n ld aa e c mn a ã o u ic ç o a p d m litu e te p mo te p mo te p mo Distorção por Deslocamento em Freqüência .

significa desperdício de banda passante. ora em outro. efetuados tanto pela retransmissão quanto pela recuperação proveniente de informação redundante. Ruídos em Canais de Comunicação de Dados Ruído é a designação para sinais indesejáveis que aparecem no meio de transmissão. Tolerância às Distorções Distorção Ruído Alterações na amplitude Retardo Alterações na freqüência Modulação em Modulação em Amplitude Freqüência ruim média ruim boa média boa boa ruim Modulação em Fase boa média ruim média Quando a amplitude do ruído aproxima-se ou suplanta a amplitude do sinal codificado acontece a destruição da informação nele contida. Ruído Branco . 23 . Esta pode ser executada por compensação ou por pré-distorção. Equalização por Compensação . O trabalho de recuperação da informação. Equalização por Pré-distorção . distorcendo os sinais que contém a informação codificada. De alguma forma esta informação perdida tem que ser recuperada. Ruído Impulsivo . A este cabe retirar do sinal recebido as distorções introduzidas pelo meio de transmissão. Esta corrente é de natureza aleatória. Uma vez que as características físicas do canal de transmissão são conhecidas. os dispositivos de adaptação ao canal (modens) podem incorporar medidas que visem a equalização.A correção é feita junto ao equipamento receptor. dependendo principalmente da temperatura ambiente. do trabalho de equipamentos eletro-eletrônicos ou da deficiência de isolamento entre condutores elétricos. ou ao menos minorar os efeitos danosos causados pelos diversos tipos de distorção.Causado por alterações eletromagnéticas não prognosticáveis provenientes do meio ambiente.É causado pelo movimento livre de elétrons em um meio condutor.O modem emissor distorce o sinal de modo conveniente antes de envia-lo. com valor ora em um sentido.Técnicas de Equalização Equalização é o nome dado ao processo de se evitar.

ou seja de 12.Técnicas de Detecção e Correção de Erros Teste de Paridade Aos bits de informação é adicionado mais um bit. para verificação da presença ou não de erro. Deste modo é possível detectar os erros advindos de um número de mudanças par ou ímpar. Paridade Par Paridade Ím par 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 Paridade Ím par Paridade Par 24 . os erros em disposição quadrática (2x2. Com o intuito de diminuir a possibilidade de tal falha passou-se a implementar o teste de paridade no sentido horizontal e vertical simultaneamente. notar que uma mudança em um número par de bits passaria despercebida. 8x8.) continuam não sendo detectados. . Paridade Par 1 0 1 0 0 0 1 1 1 Paridade Ímpar 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 Um bit de paridade em um octeto significa um desperdício de banda de passagem de 1/8. de modo que o total de bits 1 presentes seja par (paridade par) ou ímpar (paridade ímpar). 4x4.. No receptor o bit de paridade é novamente calculado e comparado com o bit de paridade recebido. No entanto..5%. Convém. ainda.

x3 + 0. As divisões são realizadas desconsiderando-se a existência de sinal (divisão módulo 2). 25 . significa que não houve erro. Na recepção.Cyclic Redudancy Checking O CRC ou método de detecção polinomial.x6 + 1.CRC . caso contrário é necessário a retransmissão da informação.x4 + 1. Na transmissão os bits de informação a serem transmitidos são transformados em um polinômio D1(x) em função dos "0" e "1" a serem transmitidos. Este método permite que se detecte praticamente a ocorrência de qualquer grupo de erros. Na recepção a seqüência 11101011 101 recebida será dividida pelo mesmo polinômio G(x).x5 + 0. A seguir D1(x) é multiplicado pelo termo de maior grau de um polinômio gerador G(x). os dados recebidos serão divididos pelo mesmo polinômio gerador G(x). O resto R(x) desta divisão será transmitido junto com os bits de informação. Ex: Considere a seqüência 11101011 a ser transmitida e o polinômio gerador: G(x) = x3 + x + 1 O polinômio D(x) obtido a partir da seqüência a ser transmitida é: D(x) = 1. D(x) = x7 + x6 + x5 + x3 + x + 1 multiplicando D(x) pelo termo de maior grau de G(x) temos: D2(x) = x10 + x9 + x8 + x6 + x4 + x3 dividindo D2(x) por G(x) obtêm-se um resto R(x) igual a: R(x) = x2 + 1 O resto da divisão R(x) leva a seqüência 101 que deverá ser anexada a seqüência 11101011 original e então transmitida.x2 + 1. Se o resto fosse diferente haveria necessidade de se retransmitir toda a seqüência. Se o resto obtido desta divisão for igual ao recebido.x7 + 1.x1 + 1. é um processo melhor e mais utilizado que o método da paridade combinada. A obtenção de um resto igual a 101 indica transmissão sem erros.x0 ou seja. O resultado desta operação é um novo polinômio D2(x) que será dividido pelo polinômio gerador G(x).

x.998% dos erros em rajada com tamanho maior ou igual a 18 bits. Eles detectam todos os erros simples e duplos.x / ISO 8802.Divisor obtido a partir de G(x): 1011 4 .Trem de bits a ser transmitido: 11101011 2 .Trem de bits multiplicado pelo termo de maior grau de G(x): 11101011000 3 . 11101011000 1011 1011 01011 1011 000001100 1011 01110 1011 resto 0101 Os polinômios geradores são padrões internacionais. Para exemplificar a capacidade de detecção de erros vamos nos ater aos polinômios CRC16 e CRC-ITU.O algoritmo usado para calcular o resto R(x) é: 1 . todos os erros em rajada com tamanho menor ou igual a 16 bits. Estes polinômios são utilizados para comunicações com bytes de 8 bits. Alguns destes polinômios são listados a seguir: CRC-12 CRC-16 CRC-ITU CRC-32 x12 + x11 + x3 + x2 + x1 + 1 x16 + x15 + x2 + 1 x16 + x12 + x5 + 1 x32 + x26 + x23 + x22 + x16 + x12 + x11 + x10 + x8 + x7 + x 5 + x4 + x 2 + x + 1 O CRC-32 é o utilizado pelo conjunto de padrões IEEE 802. 26 .Efetua-se a divisão usando-se a operação de ou-exclusivo.997% dos erros em rajada com tamanho de 17 bits e 99. 99. todos os erros com um número ímpar de bits trocados.