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Andrea Mantuano C. da Silva Professora Orientadora: Regina Cely R.

Barroso
Setembro 2011

Radiação: É o transporte de energia de um ponto a outro do espaço, por meio de um campo periódico ou por partículas sub-atômicas. Ionização: Como o próprio nome diz, é o ato de transformar átomos de carga neutra em seus respectivos íons.

Radiação ionizante: Energia capaz de arrancar elétrons dos átomos produzindo íons!! Exemplo: raios-X, gama, alfa, beta, nêutrons.

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professor de física na Universidade de Würzburg estudo dos raios catódicos (assim chamados por serem produzidos no cátodo dos tubos de vácuo) tubos de vidro com vácuo Envolveu um tubo com papelão preto colocou uma tela de papel impregnada de platino cianeto de bário em uma das faces e a cada descarga do tubo. quando o cientista Wilhelm Konrad Roentgen. 3 . Roentgen recebe com 56 anos de idade o primeiro prêmio Nobel de física em 1901.Os Raios-X: Em 1895. a tela se iluminava com uma luz esverdeada. Roentgen chegou à conclusão de que a tela era atingida por uma radiação invisível. Posteriormente em 1913 Moseley estabeleceu as bases da análise espectral de raios-X. capaz de transpor o obstáculo representado pelo anteparo negro e esta radiação foi chamada de raios X. relacionando os comprimentos de onda de linhas características com os números atômicos dos elementos Poderoso método analítico para análise de fluorescência de raios-X.

4 .Raios-X: Radiações eletromagnéticas que possuem pequenos comprimentos de onda que variam de 0.005 a 10nm.

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prótons ou íons produzidos em aceleradores de partículas ou ondas eletromagnéticas. Feixe poli ou monocromático primário emitido por tubos de raios-X acoplados a geradores de alta voltagem altamente estabilizados. através de tubos de raios-X. quando excitada por partículas como elétrons.Método qualitativo e quantitativo multielementar Baseado na medida das intensidades (números de raios X detectados por unidade de tempo) dos raios X característicos emitidos pelos elementos que constituem a amostra. 6 .

usp. 7 . Bohr e Schrödinger – modelo atual (Fonte: www.educar. a evolução do conceito atômico nos quatro modelos propostos.br). Rutherford. modelos de: Thomson. esquematicamente. Fig.A fluorescência leva ao conceito de níveis de energia. A Figura mostra.sc. Evolução da teoria atômica.

oDetecção dos raios-X emitidos. Z = número atômico do elemento emissor dos raios X. para saltos quânticos entre camada de energia. e b = constante de Moseley. 8 . De modo resumido. nf = número quântico principal do nível inicial e final do salto quântico.Efeito fotoelétrico Transferência da energia total da radiação X a um único elétron Efóton ≥ Eligação ni. a análise por fluorescência de raios X consiste de três fases: oExcitação dos elementos que constituem a amostra. oDispersão dos raios-X emitidos pela amostra.

Números quânticos: n = nº quântico principal ▪ Associado a dependência entre a função de onda do e.a uma certa distância do núcleo l = n-1 = nº quântico orbital ou azimutal ▪ l e m = Associados ao momento angular do e- j ou m = 2l+1 = nº quântico magnético ▪ Associado ao momento de dipolo magnético do eS = nº de spin ▪ Determina a rotação do elétron sobre o seu próprio eixo ▪ +-1/2 9 .

(1/nf2 – 1/ni2) b = constante de Moseley.l.65(Z – b)2 .l. para saltos quânticos entre camada de energia ni. nf = número quântico principal do nível inicial e final do salto quântico 10 .973 × 10-6 m-1 α é a constante de estrutura fina A energia dos raios-X característicos emitidos pelos elementos: E = 13.626 × 10-34 m2 kg / s Sn.j são constantes que devem ser introduzidas para correção do efeito do elétron no campo do átomo R é a constante universal de Rydberg = 10.j e dn.ν é a frequência da linha de raio-X E1 e E2 são as energias das linhas de emissão h constante de Planck = 6.

∆j = 0. As transições são governadas pelas regras de transição para mudanças do nº quântico orbital: ∆l = ± 1 ∆j = 0 ou ± 1 De acordo com a teoria da radiação de Dirac (Dirac 1947) as transições que são proibidas como radiação dipolo podem aparecer como radiação multipolo. ∆j = 0 ou ± 1 11 .Teoria do espectro do raio-X: Revela o nº limitado de transições permitidas. ∆l = 0. ± 1 ou ± 2 As regras de seleção para as transições para dipolos magnéticos são: ∆l = 0.

pode ser definida por meio de pico de intensidade da linha espectral ou por área abaixo da sua curva de distribuição de intensidade.Expressão geral que relaciona o comprimento de onda de uma linha de raio-X característico com o nº atômico do elemento correspondente: Lei de Moseley: K = constante para uma determinada série espectral σ = constante para correção de repulsão para outros elétrons no átomo A relação das energias e comprimentos de onda das linhas de emissão de raios-x com as suas intensidades relativas. 12 .

. 13 .. Kβ.K Energias características Kα.

Considerando a série K: A fração Kα do espectro total K é definida pela probabilidade de transição Pkα: Wernisch propôs a expansão usual para o cálculo das probabilidades de transição Pkα para diferentes elementos: Para o nível L dividido em 3 subníveis. existem várias transições de elétrons: A probabilidade de transição Plα é definida como a fração das transições e resulta na radiação L α1 e L α2 para o nº total de transições possíveis dentro do subnível L3 14 .

obtendo então: 15 . que depende também dos níveis atômicos E1 e E2 Na maioria dos casos.Na prática as intensidades relativas das linhas espectrais não são constantes porque não dependem apenas da probabilidade de transição. mas também do tipo de amostra e composição. as maiores incertezas estão para baixos Z (Krause e Oliver. A vacância de elétrons em um átomo criada por partículas carregadas ou radiação eletromagnética tem uma duração determinada Ƭ. 1979). Ƭ para o átomo de hidrogênio numa transição do nível 2P para o nível 1S foi calculado com a ajuda da fórmula de ouro de Fermi e através da segunda quantização.

Menor na TXRF: Devido à pouca espessura da amostra e a alta energia dos raios-X normalmente utilizados na excitação Curva de calibração relação das intensidades com as concentrações matriz eliminados ou medidos efeitos Amostras certificadas com concentrações conhecidas e na mesma faixa de concentração das suas amostras compatíveis Cálculo do efeito matriz redução no nº de padrões influência método dos parâmetros fundamentais método dos coeficientes de 16 .Relacionar as intensidades das emissões fluorescentes da amostra com as respectivas concentrações da mesma. As intensidades em geral não são lineares com as concentrações efeito matriz Efeito matriz: Efeito que afeta na intensidade da radiação emitida de uma forma não linear surge a partir de interações de elementos da amostra.

probabilidades de transição Onde: é a intensidade para a linha de emissão x do elemento i. O fator G está relacionado com a geometria e a eficiência na detecção da linha x do elemento i. considera a probabilidade de emissão da linha fluorescente primária x do elemento i Onde considera os efeitos de matriz do elemento i na amostra 17 . produções de fluorescência. seções eficazes fotoelétricas.coeficientes de absorção de massa.

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Melo Junior. 19 . Arquitetura e Urbanismo.Faculdade de Engenharia Civil.Rene Van Grieken. A. Markowicz . ANÁLISE QUANTITATIVA DO MATERIAL PARTICULADO NA REGIÃO DE CAMPINAS ATRAVÉS DAS TÉCNICAS DE MICROFLUORESCÊNCIA DE RAIOS X E REFLEXÃO TOTAL USANDO RADIAÇÃO SÌNCROTRON. 2001.Handbook of X-Ray Spectrometry Revised and Expanded. Rio de janeiro. Tese de Doutorado em Engenharia civil . Ariston. Universidade Estadual de Campinas.

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