Gislene Zinato Rodrigues, Marília F.

Maciel Gomes, ISSN Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos

1679-1614

EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE CARNE SUÍNA NO BRASIL: UMA ANÁLISE ESTRUTURAL-DIFERENCIAL1
Gislene Zinato Rodrigues2 Marília F. Maciel Gomes3 Denis Antônio da Cunha4 Vladimir Faria dos Santos5
Resumo: Objetivou-se, neste trabalho, analisar as participações dos principais estados produtores do Brasil (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás) na produção nacional de carne suína inspecionada e total, no período de 2000 a 2006. A análise considerou a evolução da produção, em termos do efeito regional (ou locacional), e também de indicadores da evolução técnica da atividade. O referencial teórico usado foi a teoria da modernização da agricultura, mais especificamente o modelo de inovação induzida. O método de análise foi o Modelo Estrutural-Diferencial. Os resultados obtidos permitem concluir que a produção suinícola brasileira apresentou importantes transformações. Embora a produção total de carne suína tenha apresentado crescimento significativo, a produção inspecionada mostrou dinamismo superior. Pode-se falar em um deslocamento espacial da produção, em busca de proximidades com áreas fornecedoras de matérias-primas. O resultado é uma dinâmica de modernização da produção nas regiões de fronteira agrícola, tendência que já havia sido verificada na pecuária bovina. Palavras-chave: fator locacional, fator tecnológico, Modelo Shift-Share, carne suína.

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Recebido em: 27/10/08; Aceito em 25/01/2009. Bacharela em Gestão de Agronegócio, Departamento de Economia Rural, Universidade Federal de Viçosa . Bolsista PIBIC/CNPq, gzinato@yahoo.com.br Professora Associada II, Departamento de Economia Rural, Universidade Federal de Viçosa, mfmgomes@ufv.br Doutorando em Economia Aplicada, Departamento de Economia Rural, Universidade Federal de Viçosa, denisufv@gmail.com Doutorando em Economia Aplicada, Departamento de Economia Rural, Universidade Federal de Viçosa, vladi_fs@yahoo.com.br

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REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.6, Nº 3

1. Introdução
O agronegócio tem grande importância para a economia nacional, pois apresenta amplo potencial de geração de empregos, renda e divisas. O setor tem ampliado sua produção continuamente, promovendo o desenvolvimento do interior do país e incrementando as exportações. O agronegócio foi um dos grandes responsáveis pela retomada do crescimento econômico e, em razão da abertura comercial intensificada a partir do início do ano de 1990, vem procurando especializar-se, cada vez mais, em tecnologia, com vistas em aprimorar suas atividades e tornar o setor competitivo e com destaque no mercado internacional (GOMES, 2002; RODRIGUES, 2006). Dentre as diferentes cadeias produtivas integrantes do sistema agroindustrial brasileiro, a de suínos vem se destacando pelo forte dinamismo, em razão das mudanças nas características dos produtos, na inserção no mercado internacional; pelos ganhos tecnológicos; e pelas sensíveis alterações da escala de operação. A cadeia suinícola brasileira também se destaca por apresentar grande articulação entre os diferentes agentes que a compõem, bem como pelo volume de investimentos injetados na atividade (GOMES, 2002). Nessa atividade ocorre grande variedade de formas organizacionais, que vão desde pequenos produtores independentes, com fornecimento caseiro e consumo local, até infraestruturas agrícolas com integração vertical, que vendem em bases nacionais e internacionais. A atividade suinícola brasileira vem passando por profundas transformações. Com a abertura comercial no início de 1990 e com a desvalorização cambial em 1999, o Brasil conseguiu aumentar sua produção e ampliar suas exportações no mercado internacional, passando a configurar, em 2006, como quarto maior produtor e exportador mundial (FIALHO, 2006). No entanto, essa atividade vem enfrentando problemas de origem sanitária, devido ao surgimento de algumas enfermidades, como a doença de Aujezky, a Encefalopatia Espongiforme Bovina (“mal da
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66% sua participação nos abates inspecionados.01%) e pequeno aumento de sua participação nos abates inspecionados (0. esse é um resultado da proximidade da produção ao 6 As Tabelas A1 e A2. Dada a crescente preocupação com a questão sanitária e dada a imposição de barreiras comerciais às exportações de carne suína. e Goiás e Mato Grosso destacaram-se pelo respectivo aumento de 1640% e 262%6. enquanto o CentroOeste teve tanto ampliação na participação no rebanho quanto nos abates inspecionados.40%. a gripe aviária e a febre aftosa. As regiões Norte e Nordeste tiveram redução relativa nos seus rebanhos suínos (4. contêm índices da quantidade total produzida de carne suína e carne suína inspecionada para o Brasil e os principais estados produtores 345 . Marília F.9% ao ano. conforme a taxa geométrica de crescimento).13%.46% e 4. Segundo Andrade (2005). Nos últimos cinco anos. Mato Grosso e Goiás têm se destacado tanto no que se refere à participação na produção total. No período de 2000 a 2006. o crescimento foi consideravelmente maior. percebe-se no mercado uma mudança no comportamento dos consumidores. do Anexo. Como resultado. a produção brasileira de carne inspecionada vem apresentando taxas anuais de crescimento bastante elevadas. aproximadamente 71% (9. Maciel Gomes. com 88% e 43%. embora sua participação nos abates inspecionados tenha caído 7. que passaram a observar as condições de segurança alimentar e buscar produtos mais saudáveis. Em relação à produção inspecionada. a região Sul ampliou sua participação no rebanho em 2. no entanto. que esse incremento expressivo na produção de carne suína inspecionada não ocorreu de forma homogênea em todas as regiões brasileiras. Em paralelo.3% ao ano).58% na dimensão do rebanho e aumentou em 2. a produção total aumentou cerca de 19% (2. quanto na produção inspecionada.04%).Gislene Zinato Rodrigues. respectivamente. Deve-se considerar. 2. e os estados que apresentaram crescimento mais significativo foram Mato Grosso e Minas Gerais. O Sudeste sofreu redução de 0. temse verificado a intensificação de medidas que visam melhorar o perfil sanitário dos suínos. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos vaca louca”). 2007). respectivamente (IBGE.80%.

dada a proximidade desta com áreas fornecedoras de matérias-primas a baixo custo.6. já que se constata um novo direcionamento da produção para regiões de fronteira. Considerando a importância da produção de carne suína inspecionada para atender aos padrões internacionais de segurança alimentar e o desejo dos consumidores em adquirir um alimento mais saudável. ainda. Consequentemente. os resultados e discussões. VOL. o que acarreta melhorias nas condições sanitárias do rebanho. Rio Grande do Sul. na quinta. do peso médio da carcaça e da taxa de desfrute. na terceira. Dessa forma. Mato Grosso do Sul. a fonte de dados. Nº 3 complexo de grãos. Além desta introdução. na quarta. que recebe tratamento especial neste estudo. assentada numa adaptação do Modelo Estrutural-Diferencial. Santa Catarina. e também de indicadores da evolução técnica da atividade. em termos do efeito regional (ou locacional). Na segunda são apresentadas algumas notas sobre a teoria da modernização. neste estudo objetivou-se analisar as participações relativas dos principais estados produtores de suínos do Brasil (Minas Gerais. que são os principais insumos na produção da ração. no período de 2000 a 2006. na sexta. Deve-se considerar também a atuação eficiente dos agentes de fiscalização. Mato Grosso e Goiás) tanto na produção total desse tipo de carne quanto na produção inspecionada. 346 . como os efeitos da dimensão do rebanho. São Paulo. verificar de que forma o fator locacional tem importância relativa significativa tanto para os dados em nível nacional quanto para os estados em análise. especialmente milho e soja. Paraná. esses estados têm atraído agroindústrias com produção tecnificada e utilização de tecnologias mais avançadas. Em relação ao fator locacional.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO. Buscou-se. a metodologia. verifica-se nova geografia do setor. o que é visto como fator positivo para os investimentos de empresas nacionais e multinacionais na região. o artigo está dividido em outras cinco seções. as conclusões que finalizam a presente pesquisa. torna-se relevante estudar o crescimento da produção. e.

a infra-estrutura de pesquisa. da mecanização da lavoura. Teoria da modernização O modelo teórico que sustenta este trabalho é a teoria da modernização. os produtores têm condições de romper as restrições impostas pela natureza e melhorar a forma com que alguns fatores são utilizados. No ponto de vista de Hayami e Ruttan (1988). pela dotação relativa de fatores. Maciel Gomes. aumentando sua produtividade e. tais como falta de tecnologia de produção. ou até mesmo para a mudança tecnológica. por meio do qual as estruturas produtivas tradicionais são substituídas por formas de produção mais desenvolvidas. e a inflação. altos preços relativos dos insumos modernos. que podem ser entendidos como catalisadores da modernização. o maior número de técnicos bem treinados. mais especificamente a teoria da inovação induzida. pesquisa e extensão. mercado de insumos inadequado. falta de integração entre ensino. A modernização é um processo de mudança econômica. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos 2. da utilização de sementes selecionadas. baixa taxa de investimento. Esses fatores. são a maior consideração do setor pela ciência e tecnologia. Por meio da modernização da agricultura. 347 .Gislene Zinato Rodrigues. dentre outros recursos. Esse aumento da produtividade pode ser atingido por meio da conservação artificial e fertilização do solo. Para Schuh (1971). consequentemente. a produção. Segundo esses autores. o caminho eficiente para a modernização e para o crescimento do produto será determinado. também existem fatores que podem obstruir o processo. social e política. em grande parte. o crescente setor industrial e a riqueza em recursos naturais. e os fatores de produção são realocados de tal forma que sua produtividade seja aumentada. são muitos os caminhos que um país pode percorrer para alcançar o desenvolvimento tecnológico. políticas ineficientes voltados ao setor. alguns fatores são fundamentais para o progresso da agricultura. Ao contrário desses. Marília F.

Hayami e Ruttan (1988) também argumentam que. o atraso tecnológico da agricultura. O motivo que leva algumas regiões a apresentarem retardos no processo de modernização em relação a outras. Além disso. Outra opção é a importação desses insumos de países onde o custo de produção é menor. em algumas regiões. finalmente. cuja função é facilitar a substituição de um recurso por outro. No trabalho desenvolvido por Daguer (1984) também são encontradas características relativas à modernização da agricultura. isto é. Nº 3 Outro aspecto fundamental que deve ser levantado é o papel atribuído à tecnologia de produção. para se obter mudança na eficiência das técnicas utilizadas. outros fatores também podem ser incluídos para justificar os baixos índices de tecnificação e produtividade agrícola.6. o baixo nível de capitalização dos agricultores. que substituam os de oferta inelástica. é necessário desenvolver a capacidade industrial para produção de insumos modernos. VOL. devese à abundância dos fatores tradicionais (trabalho e recursos naturais) em relação aos insumos modernos. tais como tratores e fertilizantes. aumentar o produto (HAYAMI. a tecnologia de produção deve ser desenvolvida dentro da região na qual será aplicada e estar de acordo com as condições ambientais e com a dotação de recursos especifica do local. uma vez que a eficiência produtiva e econômica das inovações biológicas e mecânicas depende de suprimento adequado e a baixos custos. é preciso desenvolver a capacidade local de pesquisa. consequentemente. Entre esses índices incluem-se o baixo nível de qualificação do trabalhador e do proprietário. de Schuh (1975). 348 . de acordo com a referida autora. RUTTAN. 1988). Não obstante. a elevada incidência de minifúndio e latifúndios e. pode ser explicado pela “teoria das barreiras”.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO. Segundo esta teoria. a ineficiência técnica de algumas regiões agrícolas. a fim de aliviar a restrição imposta pela inelasticidade na oferta dos fatores e. o reduzido estoque de conhecimento tecnológico à disposição do empresário rural.

o processo de integração decorre de pressões dos produtores. Salles Filho (1993). Marília F. por exemplo. a promoção do desenvolvimento rural depende da habilidade em eleger e pôr em prática aquelas que facilitem a substituição de fatores de produção relativamente escassos e. Shikida e Lopes (1997). cujas atividades não visam lucros. a dinâmica do processo de modernização e algumas dificuldades que precisam ser superadas para promovê-lo7. nacional e internacional ou do desejo dos pesquisadores 7 As questões da mudança tecnológica e dinâmica do processo de modernização na agricultura têm sido tema de muitos estudos. esses autores enfatizam a necessidade de os centros de pesquisa públicos e privados despenderem esforços para gerar inovações tecnológicas que permitam substituir os fatores de produção relativamente escassos por outros de menor custo e superar as limitações impostas ao desenvolvimento rural. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos 2. sendo isto observado. dentre outros. Em outros casos. Essas tecnologias devem ser empregadas quando a terra tiver custo elevado.Gislene Zinato Rodrigues. Maciel Gomes. Inovação Induzida O modelo supõe que. portanto. Não obstante. pois permitem que esta seja explorada de forma mais intensa e racional. mais caros por outros relativamente abundantes. Por essa razão. em: Salles Filho e Silveira (1990). dadas as alternativas tecnológicas disponíveis. produtores. 349 .1. No caso dos centros de pesquisa públicos. da necessidade de tornar a agricultura mais competitiva em nível regional. a geração de inovações tecnológicas depende do processo de interação entre pesquisadores. Silva (1992). extensionistas rurais e empresas privadas. As bases teóricas e empíricas desse modelo encontram-se em Hayami e Ruttan (1988). Trata-se de contribuição das mais importantes para compreender a direção tomada pelas mudanças tecnológicas. A orientação desta pesquisa convergiu para a linha desenvolvida por Hayami e Ruttan (1988). sobre o assunto supracitado existe uma discussão teórica ampla.

prestígio. o modelo Shift-Share tem sido utilizado para avaliar o desempenho dos setores agrícola e pecuário. também conhecido como Modelo Shift-Share. reconhecimento e outras formas de recompensa. serviços e fatores de produção. 1972). 350 . melhor percebidos e mais facilmente transmitidos aos pesquisadores. O segundo é que os produtores sejam suficientemente organizados e os centros de pesquisa adequadamente localizados e familiarizados com os problemas rurais. o que possibilitaria sua mais rápida solução. Quanto às atividades de pesquisa. Metodologia Utilizou-se neste trabalho uma adaptação do Modelo EstruturalDiferencial. Nº 3 de se tornarem úteis à sociedade. se a concentração geográfica propiciasse melhor organização dos produtores e dos mercados e facilitasse a formação de grupos de interesse e pressão em torno de problemas comuns. De fato. No Brasil. sem distorções. o papel do governo será indispensável sempre que as inovações mais adequadas à realidade rural forem de natureza biológica. tais problemas seriam mais localizados. VOL. O primeiro pré-requisito para isso é que o sistema de preços reflita. especificamente. Este é um método que permite medir as fontes de crescimento de agregados econômicos com enfoque regional (CURTIS.6. as reais condições de oferta e demanda dos diferentes bens. a seleção de prioridades representa um passo decisivo para que os recursos e esforços – cronicamente escassos nesses países – sejam aplicados com maior eficiência e em sintonia com as reais necessidades. 3. ou de obterem ganhos materiais. Hayami e Ruttan (1988) assinalam que o mecanismo de indução prevista pelo modelo não funciona de modo automático. Desse modo. o que facilita o processo de interação.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.

este modelo não é uma teoria explicativa do crescimento regional. Diferentes autores brasileiros utilizaram esse método em suas análises. (2006) e Oliveira et al. somatórias dos estados i. (2000). mas um método de análise para identificar os componentes de crescimento. O caráter diferencial é dado por diferenças que se obtêm na produção. Q0 = ∑ δ i o . o modelo Shift-Share procura descrever o crescimento econômico de uma região. Santos et al. por exemplo. decompor a variação observada na produção entre o período base “0” e o período final “t”. que pode acentuar ou atenuar a perda de capacidade competitiva de determinada região/estado. quando ela é simulada com os efeitos considerados. que levam à menor capacidade de competitividade da cadeia produtiva.Gislene Zinato Rodrigues. Em contraposição. taxa de desfrute e localização geográfica. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos Segundo Haddad e Andrade (1989). em relação a sua estrutura produtiva. (2008). parte-se de cinco identidades. a fim de encontrar a diferença (Qt – Q0) entre os fatores que seriam os responsáveis pelo crescimento (ou queda) da produção.Wio 351 (1) . tal como estão definidas a seguir. A metodologia de análise permite mensurar efeitos relevantes para o crescimento da produção da carne suína. dentre eles. Moreira (1996). A variação na produção de carne suína nas regiões brasileiras. é decomposta nos efeitos: dimensão do rebanho. revelando problemas relacionados com serviços de vigilância e defesa sanitária. peso médio da carcaça. Para obter os referidos efeitos. o fator locacional no crescimento da produção da carne suína inspecionada. Desse modo. O efeito localização geográfica permite determinar. tem-se o fator tecnológico (medido pela produção simulada pelos efeitos peso médio da carcaça e taxa de desfrute). Maciel Gomes. ou seja. Marília F.Go . de (1) a (5). objeto de análise deste estudo. Igreja et al.α io . quando sua expressão na produção total diminui.

α io . a saber: [(3)-(1)] + [(4)-(3)] + [(5)-(4)] +[(2)-(5)] = [(2) – (1)] a) (b) (c) (d) (e) (6) em que (a) mede a contribuição da dimensão do rebanho para a variação total na produção de carne suína. a (3). a identidade (2).α i 0 .6.Gt . além das variáveis mencionadas anteriormente.Wit (2) (3) (4) (5) em que α i 0 é participação percentual do estado i no rebanho suíno do Brasil. além da dimensão do rebanho. Pode-se demonstrar que uma seqüência de diferenças compõe a variação total da produção entre (0) e (t). estado i. em que. em que se considera que somente a dimensão do rebanho variou entre um período inicial (0) e um período final (t). Nº 3 Qt = ∑ δ it .Wit QtD = ∑ δ it . G0 e Gt . em que. Finalmente.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO. it A identidade (1) afere a quantidade produzida no período inicial (0).α i 0 .Gt . também o peso médio da carcaça variou entre (0) e (t).Wit QtR = ∑ δ i 0 . período inicial (0) e período final (t). peso médio da carcaça. a taxa de desfrute também variou entre (0) e (t). δ 0t .. período inicial (0) e período final(t). Wi 0 e W .Wi 0 Qtw = ∑ δ i 0 . e a (4) expressa a produção da carne suína a partir de uma situação hipotética. a produção de carne suína em uma situação hipotética. taxa de desfrute do estado i. a quantidade produzida no período final (t). dimensão do rebanho suíno. VOL. Brasil.α it . 352 . a identidade (5) expressa a produção da carne suína a partir de uma situação hipotética.Gt .Gt .. entre os períodos inicial (0) e final (t).

e (e) diferencial. foram coletados para o Brasil e também para os estados de Minas Gerais. A primeira foi do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.Gislene Zinato Rodrigues. Abcs e Embrapa (2007). Maciel Gomes. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. que. dos quais foram utilizados os dados referentes ao número total de abates. A segunda fonte de dados foi o Anuário da Pecuária (ANUALPEC. portanto. permitiram obter a taxa de desfrute (Ni/Gi). englobando carnes inspecionadas e não-inspecionadas. de periodicidade anual. no período de 2000 a 2006. dessa forma. 353 . o Modelo Estrutural-Diferencial é utilizado em toda a série de dados estatísticos. 4. Já da Pesquisa Pecuária Municipal foram obtidas as estatísticas referentes à dimensão do rebanho. ao ano subseqüente. (c) afere a contribuição da taxa de desfrute. Rio Grande do Sul. Santa Catarina. Os dados. estimativas do rebanho e quantidades produzidas totais. Os diferenciais obtidos para cada efeito são somados sucessivamente ao ano-base da série e. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos (b) identifica a contribuição do peso médio da carcaça. Paraná. São Paulo. Da pesquisa trimestral de Abate de animais foram obtidas as variáveis número total de animais enviados para abate (Estado i – N i ). Marília F. 2007) e Abipecs. peso total dos animais enviados para abate (Estado i – Wi ) e dimensão total do rebanho ( Gi ). Fonte de dados Os dados utilizados neste trabalho foram originários de duas fontes. são obtidas simulações de séries históricas para cada um dos efeitos obtidos. relacionada com as estatísticas de envio para o abate. neste estudo. Goiás. 2007). o período (0) correspondente a determinado ano e o período (t). por meio da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais e da Pesquisa Pecuária Municipal. sendo. (d) expressa a contribuição da localização geográfica. Deve-se lembrar que.

01 123.32 133. 8 As simulações que geraram os índices apresentados nas Tabelas 1 e 2 encontram-se no Anexo.6. 3Efeito taxa de desfrute. Brasil.20 88. Fonte: Dados da pesquisa.82 113.97 Efeito dimensão do rebanho.72 131.99 100.81 3 ELG 100.12 93. para o cenário nacional (Tabelas 1 e 2)8.00 100.84 104.88 4 Produção 100.91 101. 2000 a 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 EDR 100. 2Efeito peso médio das carcaças. Tabelas 3A e 4A.00 97.59 88. Resultados e discussão Primeiramente. Nº 3 5.67 101.00 99.00 110. 4Efeito localização geográfica. Tabela 1 – Índices da produção total de suínos (2000: 100).48 104.62 2 ETD 100.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.29 116.87 85.38 99.48 101. 354 .91 130.56 105. VOL.03 100.19 108.77 95.75 103.49 102. são apresentados os índices da produção nacional de carne suína total e inspecionada.64 118.71 1 EPM 100.00 102. respectivamente. obtidos do Modelo Estrutural – Diferencial.59 133.

como matéria-prima.22 100.56 103.64 142. Com relação ao efeito localização geográfica. 4Efeito localização geográfica. abate. 3Efeito taxa de desfrute. que se sobrepôs aos demais efeitos tanto na produção inspecionada quanto na produção total. o fato de o efeito localização geográfica ser maior na produção inspecionada pode refletir um maior encadeamento entre a suinocultura e as atividades da indústria frigorífica e também do complexo agroindustrial de abate. Aspecto importante.46 105.65 160. houve acréscimo de pouco mais de 1% na produção total e de 7% na inspecionada. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos Tabela 2 – Índices da produção inspecionada de suínos (2000: 100).49 3 ELG 100. rastreabilidade).81 102.00 103.04 1 EPM 100. A partir desse resultado.16 133.37 114. transporte e comercialização) e investimentos em infra-estrutura (pessoal técnico.31 122. Brasil.74 Efeito dimensão do rebanho. incentivos fiscais e questão ambiental.83 104.04 4 Produção 100.87 111. Marília F. infra-estrutura. Fonte: Dados da pesquisa.54 139.00 101.75 105. 2Efeito peso médio das carcaças. Além disso. mão-de-obra.79 102.Gislene Zinato Rodrigues.10 170.43 106. (2006).00 117. vacinação. de modo similar ao que foi apontado por Igreja et al. Observa-se um crescimento maior de todos os efeitos sobre a produção inspecionada em relação à produção total. Maciel Gomes. Esse resultado reflete melhoria na evolução técnica da atividade. pode-se inferir que aspectos locacionais.18 101.94 128.00 102.85 2 ETD 100. verifica-se predominância do efeito taxa de desfrute.83 109.20 103. pesquisas. Ao analisar comparativamente os índices apresentados nas Tabelas 1 e 2. está associado a um programa de fiscalização sanitária mais eficiente (na produção.33 138.82 140.72 107. podem ter influenciado diretamente o crescimento da produção de carne suína inspecionada do Brasil.93 115. 355 . 2000 a 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 EDR 100. que justifica essa tendência.21 133.00 110.

27 1 EPM 57. 3Efeito taxa de desfrute. esse resultado está de acordo com uma tendência recente.25 2 ETD 57.61 57.68 Efeito dimensão do rebanho.69 61.02 60.75 53. Nota-se que houve convergência dos dados em relação à produção nacional em todos os efeitos.53 4 Produção 57. 4Efeito localização geográfica. (2006).51 79. VOL.61 60.62 63. uma vez que se trata de um processo acompanhado de melhorias genéticas e de manejo.82 61. 9 Os dados apresentados na Tabela 3 foram obtidos pela divisão da simulação da carne suína inspecionada (Tabela 4A) pela simulação da produção total (Tabela 3A).22 60. Fonte: Dados da pesquisa.61 58. Nº 3 A relação percentual entre os dados da simulação da produção inspecionada e os da produção total é apresentada na Tabela 39.55 60.61 58. além de intensificação das relações técnicas com a indústria.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO. Para Igreja et al.6.18 58. 2000 a 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 EDR 57.58 58. já que a produção inspecionada tende a prevalecer.69 58.01 66.94 58.83 68.94 55. A maior convergência foi observada na simulação da dimensão do rebanho.59 60.48 75. 356 . Brasil.49 3 ELG 57. segundo a qual aumentos no plantel exercem maior impacto no abate inspecionado.30 58.24 71.02 76.63 59.36 70.42 71. o que pode ser explicado pelo rigor sanitário e pela maior eficiência na coordenação entre os agentes econômicos envolvidos na cadeia produtiva.61 66.77 63. Esse é um indicador de maior qualidade na suinocultura nacional. 2Efeito peso médio das carcaças. Tabela 3 – Participação percentual da produção inspecionada na produção total de suínos.08 82. ao passo que a taxa de desfrute foi a variável que apresentou menor aproximação entre os dados de produção inspecionada e produção total.

Maciel Gomes.13 119.29 109.02 108.98 MS 100. As Tabelas 4 e 5 contêm os índices obtidos a partir da simulação com o efeito localização para a produção total e inspecionada.00 99. Constata-se que a quantidade produzida sob inspeção tendeu rapidamente para os dados da produção total. já que o percentual cresceu de 57. Após considerar a evolução dos indicadores obtidos pelo Modelo Estrutural – Diferencial para o cenário nacional.30 75.38 108.88 MG 100. porém a sua convergência foi maior do que a obtida pelo efeito taxa de desfrute e inferior à dos efeitos dimensão do rebanho e peso médio. Um dos fatores determinantes desse resultado é a utilização de tecnologias mais avançadas que levam a melhorias nas condições sanitárias do rebanho. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos No que se refere ao efeito localização geográfica. uma análise específica do Efeito Localização Geográfica (ELG) para o Brasil e seus principais estados produtores.54 92.22 MT 100.56 104.25 103.03 100.39 SC 100.76 97. para 82.78 107.99 100.36 98.32 83.64 101.41 116.91 101. 2000 a 2006 Brasil 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 100.11 99.36 95.74 PR 100.96 113.88 95.69 101.00 99.00 102. em 2000.24 75.93 107.89 108.21 130.38 99.93 99.20 126.68%.91 98.21 SP 100. apresenta-se. 357 .50 93.Gislene Zinato Rodrigues.52 RS 100. Tabela 4 – Índices da produção total a partir de simulação com o efeito localização geográfica (ELG).00 99. em 2006.00 103. respectivamente.03 110.53 103.61%.92 116.00 101. a seguir.39 Fonte: Dados da pesquisa.28 103.48 101.82 99.00 96.66 96. verifica-se que este apresentou reduzida aproximação entre os dados de produção inspecionada e produção total.21 127. Marília F.53 GO 100.62 110.87 93.33 118.61 100.00 99.00 100.42 110.06 92.

Esses resultados confirmam as evidências apontadas para uma nova geografia do setor. respectivamente). Na produção inspecionada (Tabela 5).01 120. especialmente milho e soja.00 110.86 260. Santa Catarina.26%.83 93. verificase que o os estados de Paraná.34 RS 100.36 101.94 96. 2000 a 2006 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Brasil 100.69 SP 100.06 103. que são importantes insumos.00 94.60 343.42 105.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.71 116. Minas Gerais e São Paulo apresentaram significativa redução (de 7. Minas Gerais.43 106.61%.74 104.28 105.38 391.79% e 6.00 101.39 108.16 169.34 103.18 101.81 103. salienta-se que o emprego de tecnologia e a atuação dos órgãos competentes responsáveis pela 358 . Com base nos índices da simulação da produção total (Tabela 4). a região CentroOeste igualmente revela uma parcela significativa e crescente da produção inspecionada.91 77.04 MG 100.74 300. VOL.23 93.29 81. Essa tendência de redistribuição espacial da produção também foi observada.54 73. baseado na proximidade com as áreas fornecedoras de matérias-primas a baixo custo.62 GO 100.59 118.83 104.98 97.72 PR 100.55 99.00 100.33 130.37 295. 6. Os fatores determinantes do aumento da produção inspecionada em determinados estados podem estar associados à utilização de tecnologias mais avançadas e à atuação eficiente dos agentes de fiscalização.00 104.93 103..78 42.17 104.79 102.54 168.07 Fonte: Dados da pesquisa. (2006).33 MS 100.72 107.49 110. fatores decorrentes da inserção privilegiada assumida pelas indústrias de carnes (IGREJA et al.Índices de produção inspecionada a partir de simulação com o efeito localização geográfica (ELG). principalmente.00 98.41 95.46 106.08 104.73 118. na qual se verifica um deslocamento das empresas suinícolas para o cerrado.89 100. para a pecuária bovina. São Paulo foi o estado que mais perdeu posição.64 95.02 SC 100.00 96.2006). Nesse contexto.00 105. Mato Grosso e. No referido estudo.6.32 118. Nº 3 Tabela 5 .00 105.00 101.69 177. no estudo de Igreja et al.04 MT 100. Goiás. o efeito localização geográfica foi crescente em Mato Grosso do Sul.

As exigências do mercado externo e interno com a qualidade do alimento consumido e de acordo com aos padrões de segurança alimentar são fatores importantes para o aumento da produção inspecionada. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos fiscalização da cadeia produtiva de suínos no Brasil não foram uniformes nos principais estados produtores. a questão ambiental. considerados fatores locacionais específicos. pode-se falar em um deslocamento espacial da produção. comparativamente à produção total. 6. a busca de proximidades de áreas fornecedoras de matérias-primas. no curto e médio prazo. Maciel Gomes. outros aspectos relativos à localização também são relevantes. quando se levou em consideração o efeito localização geográfica. região tradicional na atividade. a liderança da cadeia produtiva estabelecida no Sul. Conclusões Os resultados obtidos neste estudo permitem concluir que a pecuária suinícola do Brasil apresentou importantes transformações. motivada pela abundante oferta de milho e soja.Gislene Zinato Rodrigues. indica que a atividade suinícola apresentou melhoria tanto nas técnicas de produção (adoção de novas tecnologias) quanto na implementação de um processo de fiscalização sanitária mais eficiente. o custo da mão-de-obra. Embora a produção total de carne suína tenha apresentado crescimento significativo. Além das matérias-primas. entre outros. De acordo com Saboya (2001). Os estados de Goiás e Mato Grosso apresentaram maiores índices de produção inspecionada e produção total. O maior crescimento da produção inspecionada. mas certamente sem abalar. Marília F. os benefícios fiscais concedidos pelos estados. a expansão da atividade na região CentroOeste certamente continuará a aumentar. Paralelamente. o que vem a confirmar essa nova tendência geográfica da produção. 359 . ou seja. a produção inspecionada mostrou dinamismo superior. como o custo de transporte dos insumos e dos produtos.

360 . Viçosa.br>. C. W. CURTIS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS – ABCS.org. American Journal of Agricultural Economics.com. mostraram menor convergência desta em relação à produção total. transporte e comercialização) e investimentos em infraestrutura (pessoal técnico. Referências ANDRADE. n. Acesso em 02/04/ 2007. 54. R. abate. p. v. rastreabilidade). como Sul e Sudeste. Disponível em: <http://www. 267-270. Dissertação (Mestrado em Economia Rural) – Universidade Federal de Viçosa. Localização das agroindústrias de aves e suínos no Brasil. Disponível em: <http://www. 83p. MG: UFV. quando se considerou apenas o componente localização geográfica.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO. 1972.abcs.abipecs. W.6. O resultado é uma dinâmica de modernização nas regiões de fronteira agrícola. 1984. destaca-se que as políticas públicas devem atentar para a necessidade de programas de fiscalização sanitária mais eficientes (na produção. Shift-share analysis as a tecniques in rural development research. DAGUER. F. apesar de terem apresentado maior concentração na produção inspecionada. vacinação. os quais são imprescindíveis para a conquista de novos mercados e para o fortalecimento do produto nacional. tendência que já havia sido verificada na pecuária bovina.S.P. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) – Universidade Federal de Viçosa. VOL.br>. Viçosa. MG: UFV. Acesso em 21/03/2007. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA PRODUTORA E EXPORTADORA DE CARNE SUÍNA – Abipecs. Nº 3 Regiões tradicionais de produção suína. pesquisas. 2. Por fim. 2005 157 p. Crescimento extensivo versus modernização da agricultura brasileira. J.

109 p. IGREJA. S. 249-286. G. Marília F. F. p. Y. Acesso em 05/ 03/2007 MOREIRA. Maciel Gomes. Revista de Economia Agrícola. 53.. 94 p. In: BDMG (Org. (Org.). HAYAMI. 4. 1.. A. Disponível em: <http://http:// www. FNP CONSULTORIA & COMÉRCIO. p.v. BLISKA. Fator locacional na produção brasileira de carne bovina: uma análise comparada utilizando estatísticas de produção inspecionada versus produção total. Método de análise diferencialestrutural.ibge. F. Economia regional: teorias e métodos de análise. C. As cadeias agroindustriais da carne. M. G. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE.embrapa. FILGUEIRAS. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz. S. MG: UFV 2004. Universidade de São Paulo. Fontes de crescimento das principais culturas do Rio Grande do Norte. Fortaleza: BNB/ETENE. 361 . 1989. V. M. Competitividade das exportações brasileiras de carne suína. Acesso em 08/04/2007. no período de 1990 a 2004. Minas Gerais do século XXI. São Paulo: Editora Argos Comunicação.. T. & ANDRADE. 1988. 1996. Viçosa. Piracicaba. TIRADO. v. Disponível em: <http://www. 129-183. C. GOMES. Desenvolvimento agrícola: teoria e experiências internacionais. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos EMBRAPA SUÍNOS E AVES. In: HADDAD. Brasília: Embrapa. M. p. C. 2002. 2006. 2007. P. 63-80. R. M. FIALHO. RUTTAN. 583 p. MARTINS. P. R.br>.gov. M. Anualpec. HADDAD. Belo Horizonte: BDMG. n.sidra. R. SP: ESALQ. 1981-92. W.). G.. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Universidade Federal de Viçosa.br>.Gislene Zinato Rodrigues.

S. F.. RUFINO. 15. P. Brasília: Sober. Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural. (2000). F. O agronegócio brasileiro é um caso de sucesso. O desenvolvimento da agricultura no Brasil. In: 31. 1990. Estrutura e dinâmica da cafeicultura em Minas Gerais. GOMES. SALLES FILHO. A. A. 1990. 1. L. v. 362 . Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz. Anais. SANTOS. SP: ESALQ. Revista de Política Agrícola. J. M. Piracicaba. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) – Universidade Federal de Viçosa. Fatores associados à mudança da composição agrícola em duas regiões agrícolas em Minas Gerais. 117 p. 1993. p. M.... J. 2006. 1. Anais. L. G. Universidade de São Paulo. v. 1993. T. Nº 3 OLIVEIRA.. n. Viçosa. RODRIGUES. 3-4. SILVA JUNIOR. G. et al. 34. SCHUH. A. A dinâmica locacional da avicultura e suinocultura no Centro-Oeste Brasileiro. M. MG: UFV. S.. 2006. E. GOMES. Rio de Janeiro: Apec. A. S. 2000. 369 p. Brasília: Sober. Rio de Janeiro. L. Florianópolis. Mudanças no padrão tecnológico da agricultura: uma perspectiva para o final do século. Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural.. F. 2008.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.6. SABOYA.. 146 p. p. Anais. SILVEIRA. M. Integração espacial entre os mercados brasileiros de suínos. Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural. VOL. SALLES FILHO. In: 38.. 121-142.. Revista de Economia. Ilhéus. L. L. n. ROSADO. Brasília: Sober. V. M. S. S. 2000. R. In: 28. 1971. da.. J. A teoria da inovação induzida e os modelos de “demand pull”: uma crítica com base no enfoque neoschumpeteriano.

technological factor. n. R. O. Tese (Doutorado em Economia). Paraná.Universidade de São Paulo. The results showed that the pork Brazilian production presented important transformations. A. A. The analysis considered the evolution of the production in terms of the regional effects. 9. Maciel Gomes. Rio Grande do Sul. Mato Grosso and Goiás) in the national production of inspected and total pork meat in the period from 2000 to 2006. A. p. 216p. F. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos SHIKIDA. 5. 1997. P. The result is a production modernization dynamics in the areas of agricultural border. Teoria e Evidência Econômica. Abstract: The objective of this paper is to analyze the production shares of the main Brazilian states (Minas Gerais. The theoretical model used is the induced innovation model. Keywords: local factor. L. The production is moving to regions closed to raw material supplying areas. 1992. based on agricultural modernization theory. Inovação tecnológica na agricultura brasileira: aspectos distributivos.Gislene Zinato Rodrigues.79-90. LOPES. C. the inspected production showed superior dynamism. Santa Catarina. trend that had already been verified in the bovine livestock.. Mato Grosso do Sul. 363 . and indicators of the technical evolution of the production. The analysis method was the shift-share model. A questão da mudança tecnológica e o enfoque neoclássico. v. SP: USP/FEA. São Paulo. São Paulo. Shit-Share Model. Marília F. Although the total production of pork meat has presented significant growth. SILVA. pork meat.

00 111.57 108.42 143.49 143.45 140.00 746.00 111.55 129.30 285.59 1744.23 120.29 1831.82 113.00 104.64 SC 100.29 116.77 136.72 118.40 110.64 142.50 194.14 381.19 129.54 139.11 Fonte: Elaborada a partir de dados básicos do IBGE (2007).97 MG 100.03 102.6.71 109. Nº 3 Anexo Tabela 1A – Índices da quantidade total produzida de carne suína.65 160.92 PR 100.87 111.00 104.30 1613.03 106.33 99.99 138.93 130.61 84.52 109.00 117.21 MT 100.12 162.95 123.70 121.85 97.20 104.50 131.37 Fonte: Elaborada a partir de dados do Anualpec (2007).95 155.99 216.73 111.00 115.16 108.90 SC 100.77 143.00 111.14 112.01 135.42 98. 2000 a 2006 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Brasil 100. VOL.62 362.57 125.52 107.76 156.00 131.00 103.95 136.17 138.82 202.74 MG 100.00 101.81 116.06 124.02 126.33 138.91 101.91 MS 100. 364 .77 123.00 117.56 105.29 165.00 71.94 183. Tabela 2A –Índices da produção inspecionada de carne suína.99 125.37 124.39 1304.59 153.91 101.74 97.71 104.16 106.00 120.79 124.00 103.96 141.80 RS 100. Brasil e principais estados produtores.00 103.98 114.13 97.45 188.43 MT 100. 2000 a 2006 Brasil 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 100.29 MS 100.21 113. Brasil e principais estados produtores.10 170.92 152.35 131.90 104.99 1740.65 Outros 100.36 SP 100.00 102.62 144.99 144.00 105.98 130.73 PR 100.64 118.16 GO 100.16 130.54 117.24 RS 100.82 107.00 GO 100.03 101.25 196.00 100.11 SP 100.25 180.14 130.15 107.00 99.11 164.25 170.46 148.44 115.REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.65 125.44 190.54 Outros 100.22 113.43 144.19 108.

2000 a 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 EDR 1.108 2.440.224. Denis Antônio da Cunha & Vladimir Faria dos Santos Tabela 3A– Simulação da Quantidade Total Produzida de suínos.298.149 1.617 1.823 2.405.078 2.336.494.371.016 2.725.143 1.356.617 2.336.881 1.073 1.369 1.389.945 1.653 1.284.286 3.054.915.Simulação da Produção Inspecionada de suínos.646.916 2.259 Efeito dimensão do rebanho. 2Efeito peso médio das carcaças.873 4 Produção 1.073 1.425. a partir do Modelo Shift-Share. 4Efeito localização geográfica.891.392 2.336. a partir do Modelo Shift-Share.114 2. Brasil.337. em mil toneladas.334.400.336.346. em mil toneladas.743 2.086 1.415 2.034 2.553.890 1.546.962 2.361.165 2.076.155. Maciel Gomes.999.346.370.253 2.241 Efeito dimensão do rebanho.794.238 2. 2Efeito peso médio das carcaças. 4Efeito localização geográfica. Brasil.384.985 3.495 1.879.153 3. 3Efeito taxa de desfrute.Gislene Zinato Rodrigues.320 2.779.482.121.137 1. Marília F.346.352.361 2.450 1. Tabela 4A . 3Efeito taxa de desfrute.894.346.012 1.733.389.143 3.940 1.392 2.875 1.380.542.374 2.336. 365 .420 1.866.346.392 2.126.392 2.457.218 1.426. 2000 a 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 EDR 1 EPM 2 ETD 3 ELG 4 Produção 2.719 1 EPM 1.133 1.189.527 1.692 2.073 1.582.444.654.687 2.299 2.660 1.058.396.264 2.793.068.392 2.073 1.370.563 1.138 2.379.017 2 ETD 1.336.570.478.424.358 2.396. Fonte: Dados da pesquisa.396 2.073 1.300 2.748 2.128 3 ELG 1.345.436.883 1.440. Fonte: Dados da pesquisa.856 1.896 1.380.

6. VOL. Nº 3 366 .REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO.