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Melhorias no Controle e Proteção de Transformadores
Armando Guzmán, Normann Fischer e Casper Labuschagne, Schweitzer Engineering Laboratories, Inc.
Sumário—Este artigo descreve elementos de proteção apropriados para detecção rápida de faltas em transformadores, evitando desconexões desnecessárias dos mesmos. O paper introduz um elemento diferencial que combina a segurança e a confiabilidade da restrição por harmônicos com a velocidade do bloqueio de harmônicos visando otimizar o desempenho do relé. Um elemento diferencial de sequência-negativa adicional melhora a sensibilidade para faltas internas entre espiras sob condições de carga pesada. A supervisão na detecção de faltas externas adiciona segurança a esse elemento diferencial de sequência-negativa durante faltas externas com saturação do TC. O artigo também descreve um elemento de sobrecorrente configurável dinamicamente que melhora a coordenação da proteção para diferentes condições de operação, sem necessidade de efetuar a troca do grupo de ajustes. Além disso, o paper discute um sistema de controle do comutador de taps baseado na mínima carga que utiliza medições fasoriais com sincronização de tempo para minimizar as correntes do loop e as perdas nas aplicações de transformadores em paralelo.

I. INTRODUÇÃO
0B

Ao aplicar um relé para proteção de transformadores, uma grande preocupação consiste na capacidade de o relé detectar faltas internas durante condições em que haja a presença de correntes de inrush. Esquemas diferenciais tradicionais com bloqueio comum de harmônicos detectam esses tipos de falta se o conteúdo de harmônicos da corrente de inrush for menor do que o valor limite do bloqueio do relé por harmônicos. Contudo, o trip pode só ocorrer em dezenas de ciclos. Este enorme atraso do trip provoca danos extras ao transformador, o que aumenta os custos de reparo e pode ser catastrófico. Elementos diferenciais com restrição independente de harmônicos podem detectar e eliminar faltas durante condições de inrush em alguns ciclos; o tempo de abertura reduzido minimiza os danos ao transformador. O elemento de bloqueio comum de harmônicos é mais lento do que o elemento de restrição independente de harmônicos se houver a presença de correntes de inrush, porém ele é mais rápido se as faltas ocorrerem sem a presença das correntes de inrush. Este artigo descreve um método que combina esses elementos para obtenção de tempos rápidos de eliminação da falta durante todas as condições de operação. Outra preocupação consiste na sensibilidade do relé para detecção de faltas entre espiras que envolvam somente algumas espiras durante condições de operação do transformador com carga pesada. O elemento diferencial de sequência-negativa descrito neste artigo possui alta sensibilidade para faltas desequilibradas. Conforme poderá ser visto posteriormente, este elemento diferencial detecta faltas que envolvem somente 2% do enrolamento de um transformador usado no laboratório.

Todos os benefícios acima ocorrem ao mesmo tempo em que a segurança do relé é mantida para faltas externas com saturação do TC, condições de sobreexcitação e presença da corrente de inrush. Elementos de sobrecorrente de tempo-inverso configuráveis dinamicamente acomodam as variações das condições do sistema. Por exemplo, esses elementos de sobrecorrente podem melhorar a coordenação do relé com os relés de alimentadores nas aplicações de transformadores em paralelo. Para obter a coordenação ideal nessas aplicações, os ajustes necessários dos elementos de sobrecorrente para dois transformadores em serviço são diferentes dos ajustes requeridos no caso de somente um transformador estar em serviço. O elemento de sobrecorrente configurável dinamicamente, aqui descrito, altera os ajustes de acordo com as variações nas condições do sistema e não requer que o relé efetue a troca do grupo de ajustes. As trocas dos grupos de ajuste reduzem a disponibilidade do relé e podem introduzir erros de ajuste nos elementos de proteção não-relacionados do relé no caso de o usuário introduzir os ajustes incorretos no novo grupo de ajustes. Podemos implementar controles avançados usando medições com sincronização dos tempos e lógicas customizadas disponíveis nos modernos relés numéricos e processadores dos sincrofasores. Por exemplo, podemos usar a medição da corrente que circula nos transformadores para minimizar as correntes circulantes nas aplicações de transformadores em paralelo. Essa minimização da corrente circulante reduz as perdas no transformador e o sobreaquecimento do transformador. O artigo descreve um método baseado na comutação de taps que usa a diferença angular das correntes dos transformadores e as informações da tensão do barramento para regular a tensão do barramento, mantendo, ao mesmo tempo, a corrente circulante num valor mínimo. II. ELEMENTO DIFERENCIAL COM MAIOR VELOCIDADE E CONFIABILIDADE A. Princípio de Operação do Elemento Diferencial A Figura 1 mostra uma conexão típica do elemento diferencial de um transformador de dois enrolamentos. Os elementos diferenciais porcentuais comparam uma corrente de operação com uma corrente de restrição escalonada ou compensada.
X

A Figura 2 mostra esta característica (linha tracejada). Com este método. Diagrama de conexão do elemento diferencial típico O elemento diferencial calcula a corrente de operação IOP e a corrente de restrição IRT de acordo com as equações (1) e (2) para transformadores de dois enrolamentos. Condições de sobreexcitação e presença das correntes de inrush também causam correntes de operação indesejadas que podem prejudicar a segurança do elemento diferencial. o elemento diferencial não vai operar para faltas externas. O componente harmônico da corrente diferencial distingue faltas internas de condições de sobreexcitação e correntes de inrush. Considerando que os TCs reproduzam as correntes primárias corretamente. Uma característica diferencial com inclinação dupla ou porcentual variável aumenta ainda mais a segurança do relé para faltas externas com correntes elevadas. geralmente igual a 1 ou 0. A Figura 2 mostra a característica de operação com inclinação (“Slope”) simples. X X X X X X I OP = IW 1 + IW 2 (1) onde: IW1 e IW2 são as correntes entrando em cada terminal do transformador. Esta característica tem a aparência de uma linha reta com inclinação igual à SLP e uma linha reta horizontal definindo a corrente mínima de pickup do elemento. Este modo de operação é denominado bloqueio comum de harmônicos (ou bloqueio cruzado de harmônicos). A Equação (2) é uma das expressões mais comuns para cálculo da corrente de restrição e pode ser modificada para acomodar mais de dois enrolamentos por meio da adição de valores absolutos das correntes dos enrolamentos adicionais. IOP é proporcional à corrente de falta para faltas internas e se aproxima de zero para quaisquer outras condições (ideais) de operação. Características de operação do elemento diferencial porcentual com inclinação simples e dupla . O elemento diferencial não deve operar para faltas externas a esta zona ou para condições normais de operação. I RT = k IW 1 + IW 2 ( ) (2) De forma ideal. X onde: k é um fator de escalonamento. bem como de faltas externas com saturação do TC. a qual usa a corrente de operação IOP e a corrente de restrição IRT. 2_4HB2 e 2_4HB3) para bloquear a operação durante condições de inrush e faltas externas com saturação do TC. a qual é definida pela localização dos TCs. Entretanto. A característica de inclinação do elemento diferencial porcentual fornece segurança para faltas externas que causam saturação do TC.2 Figura 1. o elemento diferencial usa a magnitude escalonada do componente de segundo e quarto harmônico da corrente diferencial dos três elementos diferenciais de bloqueio de harmônicos (2_4HB1. A região de operação está acima da característica. o ponto de operação do elemento diferencial deve estar na região de operação somente para faltas dentro da zona de proteção do elemento diferencial. a corrente de operação resultante pode provocar uma operação indesejada do elemento diferencial. se houver saturação de um ou mais TCs. Elemento Diferencial de Bloqueio por Harmônicos O elemento diferencial de bloqueio por harmônicos [1] [2] [3] (ver Figura 3 ) usa uma lógica que bloqueia o elemento diferencial quando a relação de um componente harmônico específico pela componente fundamental da corrente diferencial estiver acima de um valor limite pré-ajustado. Os harmônicos podem ser usados para bloquear ou restringir o elemento diferencial do transformador. X X B. e a região de restrição está abaixo da característica. IPU.5. conforme medidas pelo relé. 10 X X X X X X X X Figura 2.

quarto e quinto harmônico. sem sacrificar a confiabilidade para faltas internas com saturação do TC. I2 e I4 são as magnitudes dos componentes de segundo e quarto harmônicos da corrente diferencial. fornecida por (1) . Nesse modo de operação. em termos do porcentual de quinto harmônico. C. um determinado ajuste do relé. O elemento diferencial usa a magnitude do componente de quinto harmônico da corrente diferencial no modo de operação de bloqueio independente de harmônicos para bloquear sua operação durante condições de sobreexcitação do transformador. fornecida por (2) . K5 é um coeficiente constante. e o quinto harmônico opera no modo de bloqueio independente de harmônicos. sempre representa a mesma condição de sobreexcitação. 0 X X X X X X IOP > SLP I RT + K2 I 2 + K4 I 4 (9) Σ Σ Figura 4. Elemento diferencial com bloqueio de segundo. 2).3 Figura 3. Elemento Diferencial de Restrição por Harmônicos O elemento diferencial de restrição por harmônicos [1] [2] [3] (ver Figura 4 ) usa o segundo e o quarto harmônicos da corrente diferencial para fornecer restrição para o elemento diferencial adicional. K5. um parâmetro de ajuste. IPU é a corrente mínima de pickup. A operação do elemento diferencial de restrição requer que sejam atendidas as condições de (3) e (9) . K2 e K4 são coeficientes constantes. A lógica de quinto harmônico bloqueia o elemento diferencial correspondente quando: X X X X onde: I5 é a magnitude do componente de quinto harmônico da corrente diferencial. X X X X X X X X IOP > I PU IOP > SLP I RT K2 I 2 > IOP K4 I 4 > IOP KN = 100 PCTN (3) (4) (5) (6) (7) onde: IOP é a corrente de operação. IRT é a corrente de restrição. O segundo e o quarto harmônicos operam no modo de bloqueio comum de harmônicos. um parâmetro de ajuste. Conforme mostrado na próxima subseção. O trip do relé requer que sejam atendidas as condições das equações (3) e (4) e não de (5) e (6) . Elemento diferencial com restrição dos harmônicos pares—o segundo e o quarto harmônicos operam no modo de restrição independente de harmônicos D. A Figura 5 apresenta a lógica que inclui esses dois elementos operando em paralelo. o elemento diferencial de restrição opera mais rápido do que o elemento diferencial de bloqueio se um X X K5 I5 > IOP (8) . KN é o coeficiente constante para o harmônico de ordem n. SLP é a inclinação. Um Elemento Diferencial Avançado Combina a Restrição por Harmônicos com o Bloqueio por Harmônicos O elemento diferencial avançado combina o elemento diferencial de bloqueio comum de harmônicos com o elemento diferencial de restrição independente de harmônicos descritos acima. PCTN é o valor limite do ajuste do harmônico em porcentual do harmônico de ordem n (N = 1. Esses harmônicos pares dessensibilizam o elemento diferencial durante condições de inrush e faltas externas com saturação do TC.

13B O elemento diferencial combina o bloqueio e a restrição por harmônicos em paralelo para obter maior velocidade e confiabilidade E. faltas externas com saturação do TC e condições de sobreexcitação. Um autotransformador de 330 MVA foi energizado durante um evento com uma falta fase A-terra no lado de alta tensão. a saída 87HB1 não é ativada durante este período. Desempenho do Elemento Diferencial Avançado para Faltas Internas 1) Detecção de Faltas Durante Condições de Inrush A Figura 6 mostra o modelo do sistema de potência que foi usado para testar o elemento diferencial combinado durante a energização do transformador. Também será mostrado que o elemento de bloqueio opera mais rápido do que o elemento de restrição quando ocorre uma falta dentro da zona do diferencial se o transformador estiver operando sem correntes de inrush. o conteúdo de harmônicos da corrente diferencial precisa cair abaixo do ajuste porcentual de bloqueio de harmônicos do relé.125 ciclos após o transformador ser energizado (ver Figura 7 ). pois ele opera de forma mais rápida do que o elemento de bloqueio por harmônicos. A Figura 6 mostra a compensação da conexão dos enrolamentos (Matriz 11) que remove a corrente de sequência-zero das correntes secundárias nos lados de alta e baixa tensão do transformador [4] . Observe que existe conteúdo de segundo harmônico suficiente (87BL1. Uma falta fase A-Terra ocorre no lado de alta tensão durante a energização de um autotransformador de 330 MVA . o elemento de restrição por harmônicos minimiza os danos ao transformador durante condições de inrush. A combinação de ambos os elementos propicia velocidade máxima de operação para faltas internas e mantém a segurança do esquema de proteção durante condições de inrush. a saída do elemento de restrição de harmônicos 87HR1 (ver Figura 5 ) é ativada 2. Portanto. Esta redução dos harmônicos pode levar vários ciclos.4 transformador for energizado na presença de uma falta interna. 87BL2 e 87BL3 são todos ativados) para bloquear o elemento de bloqueio por harmônicos. Figura 5. X X X X Figura 6. 23B X X X X X X Nesse caso. Para que a saída 87HB1 seja ativada.

com o transformador alimentando uma carga. ELEMENTO DIFERENCIAL DE SEQUÊNCIA-NEGATIVA SENSÍVEL E SEGURO O elemento diferencial de fase tradicional detecta rapidamente a maioria das faltas internas nos transformadores. O elemento diferencial de restrição opera em 2. conforme mostrado na Figura 9 . pode ser usado um elemento de proteção contra falta à terra restrita (“Restricted Earth Fault” – REF). exceto as faltas entre espiras e faltas fase-terra próximas ao neutro do transformador. Uma falta fase A-Terra ocorre com o transformador de 100 MVA alimentando uma carga .125 ciclos para detectar uma falta fase A-Terra no lado de alta tensão durante a energização do autotransformador 24B 2) Detecção de Faltas Durante Operação Normal do Transformador O elemento diferencial de bloqueio por harmônicos opera mais rápido do que o elemento diferencial de restrição por harmônicos para uma falta interna no transformador durante condições normais de operação. A saída 87HB é ativada 1 ciclo após o início da falta. Figura 8. a sensibilidade do elemento diferencial de fase diminui significativamente à medida que a carga do transformador aumenta.5 Figura 7. Contudo. X X III. O modelo do sistema de potência usado no RTDS® (“Real Time Digital Simulator” – Simulador Digital em Tempo Real) da Figura 8 mostra uma falta fase A-Terra no lado de alta tensão de um transformador de 100 MVA. o elemento de bloqueio por harmônicos opera 0. enquanto a sensibilidade do elemento diferencial de sequência-negativa permanece inalterada.75 ciclo mais rápido do que o elemento de restrição por harmônicos. as sensibilidades do elemento diferencial de fase e dos elementos diferenciais de sequência-negativa são praticamente as mesmas. e a saída 87HR é ativada em 1.75 ciclo. Se o transformador estiver com carga leve. X X Nesse caso. A falta entre espiras consiste num desafio interessante para o elemento diferencial de fase tradicional uma vez que a corrente de carga do transformador pode mascarar a corrente de falta. Para uma falta fase-terra próxima ao neutro do transformador.

a lógica vai declarar a falta como sendo dentro da zona protegida do transformador. Existem dois métodos baseados na medição das correntes de sequência-negativa que podem ser usados para determinar uma falta interna ao transformador. e a corrente de sequência-negativa do enrolamento de baixa tensão. Diagramas de impedância de sequência-positiva e negativa para uma falta interna desequilibrada no transformador. Este método verifica o ângulo entre a corrente de sequêncianegativa do enrolamento de alta tensão. O elemento diferencial de bloqueio por harmônicos opera 0. Princípio de Operação O elemento diferencial de corrente de sequência-negativa opera conforme mostrado na Figura 10 . Se o transformador for um transformador multienrolamentos ou se X X X X . sem envolvimento de terra A. 14B X X 1) Elemento Direcional de Corrente de SequênciaNegativa A Figura 11 mostra a característica de operação do elemento direcional de corrente de sequência-negativa [5] . IHV_2. Se ocorrer uma falta desequilibrada no transformador.75 ciclo mais rápido do que o elemento diferencial de restrição por harmônicos para uma falta fase A-Terra no lado de alta tensão com o transformador alimentando uma carga Figura 10. seja uma falta entre espiras ou uma falta entre os enrolamentos. ILV_2 (assumindo um transformador de dois enrolamentos).6 Figura 9. Se o valor absoluto da diferença angular entre essas duas grandezas for menor do que 85 graus. haverá circulação de corrente de sequência-negativa indo em direção ao ponto da falta.

elemento diferencial de corrente de fase tradicional. um terminal é selecionado como o terminal de referência e as correntes dos terminais remanescentes são então verificadas em relação a este terminal de referência. Característica de operação do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa Uma nota de aplicação: ambos os métodos têm de ser dessensibilizados ou bloqueados durante a energização do transformador e durante faltas externas onde exista a possibilidade de ocorrer saturação do TC. IOPQ. Esta compensação matricial remove o componente da corrente de sequência-zero: a corrente compensada contém somente . Figura 13. O princípio de operação é idêntico àquele do X X Figura 12.7 um enrolamento do transformador for alimentado por um esquema de disjuntor e meio. Implementação do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa B. se a corrente de operação de sequência-negativa for maior do que a corrente de restrição de sequência-negativa multiplicada pela inclinação (IOPQ > IRTQ • SLP) e se a corrente de operação for maior do que o valor limite mínimo O87PQ. usando as correntes de sequência-negativa provenientes de todas as entradas dos terminais na zona do diferencial. Figura 11. e uma corrente de operação. todos os terminais têm que declarar a falta como sendo interna. ou seja. Para que uma falta seja declarada interna. A matriz de compensação corrige o defasamento entre as diferentes configurações dos enrolamentos do transformador. a falta é declarada como sendo dentro da zona de proteção do transformador. Este método cria uma corrente de restrição. Implementação do Elemento Diferencial de Corrente de Sequência-Negativa A implementação do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa ( Figura 13 ) é idêntica a do elemento diferencial de corrente de fase tradicional. o algoritmo X X calcula as correntes de operação e de restrição após o relé compensar a fase e a amplitude das correntes de entrada. ou seja. IRTQ. Característica de operação do elemento direcional de corrente de sequência-negativa 2) Elemento Diferencial de Corrente de SequênciaNegativa A Figura 12 mostra a característica de operação do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa.

X X lado secundário. O projeto do transformador permite o acesso à parte equivalente aos últimos 10% de cada enrolamento do 16B Figura 14. foram usados para validar o desempenho do elemento para faltas internas e a estabilidade para faltas externas que possam causar a saturação do TC. A compensação da amplitude corrige o mismatch entre a relação real do transformador e a relação nominal do TC. IAX. usamos casos de faltas de ambas as fontes dos testes. IOPQ é comparada à corrente de restrição escalonada IRTQ • SLP se IOPQ > O87PQ. a corrente de sequência-negativa de cada enrolamento é calculada de acordo com a teoria das componentes simétricas [7] . A corrente de operação IOPQ equivale à magnitude da soma da grandeza fasorial de todas as correntes de sequência-negativa da zona do diferencial. Os dados obtidos nesses testes. A Figura 14 mostra um diagrama da montagem de testes usada para obter os dados de falta do transformador de teste. Para efeito de análise. Se a corrente de operação for maior do que a corrente de restrição escalonada e não tiver sido detectada uma energização do transformador ou nenhuma falta externa. 87Q. do Enrolamento 2 (enrolamento com defeito) diminui em aproximadamente 2 A. a saída do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa. A corrente da fase A. Uma vez que as correntes dos enrolamentos tenham sido compensadas. também referido com Enrolamento 2 (2% do enrolamento equivale a uma espira de 240 V do transformador de 50 kVA). A Figura 15 mostra as correntes de falta que o relé (atuando como um registrador de faltas) coletou para a falta entre espiras. analisamos uma falta passante que foi gerada usando o RTDS. fase A. Uma vez que tenham sido obtidas as correntes de operação e de restrição. aumenta em 20 A e a corrente da fase A. Em seguida. Inicialmente. X X X X X X C.8 componentes das correntes de sequência-negativa e sequênciapositiva. um elemento diferencial de corrente de sequência-negativa antigo [6] usa uma compensação angular numérica fixa para o mesmo propósito. Desempenho do Elemento Diferencial de Corrente de Sequência-Negativa Para testar o desempenho do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa. usamos um transformador trifásico real. juntamente com os testes do RTDS. para simulação de faltas entre espiras [8] . A corrente de restrição IRTQ equivale à magnitude da corrente de sequência-negativa máxima da zona do diferencial. IAW. é ativada. A referência [8] fornece os dados do transformador de teste e descreve o sistema de aquisição de dados e a montagem de testes usada para criar as faltas entre espiras. A matriz de compensação emula as conexões dos TCs e transformador de potência. do Enrolamento 1. envolvendo 2% do enrolamento da carga. analisamos uma falta entre espiras. Montagem para testes do transformador no laboratório.

a variação porcentual da corrente de sequência-negativa (2. isso não tem um impacto significativo. Se agora compararmos a resposta do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa ( Figura 19 a) com a do elemento diferencial tradicional ( Figura 19 b). ambas as correntes de sequência-negativa e sequência-positiva teriam tido a mesma variação porcentual.9 Figura 15.600%) é muito maior do que a variação porcentual da corrente de sequência-positiva (20%). entretanto. à medida que o carregamento do transformador aumenta. Se o transformador estivesse sem carga. Pode ser observado que o Enrolamento 1 contém uma quantidade maior de corrente de sequência-negativa (NEGPHHV) do que o Enrolamento 2 (NEGPHLV). A Figura 18 apresenta um gráfico das magnitudes das correntes de sequência-negativa e sequência-positiva.500 A rms. Este aumento na resistência de falta (RF > 0) reduz a corrente de falta. isso tem impacto no elemento diferencial tradicional ( Figura 19 b). também aumentam a corrente de sequência-positiva e a corrente passante do transformador. o que reduz a sensibilidade dos elementos diferenciais tradicionais. à medida que a duração da falta aumenta. O elemento diferencial tradicional opera com a soma das correntes de sequêncianegativa e positiva. provocou o aumento da temperatura do elemento fusível (mostrado na Figura 14). a resistência de falta aumenta. No elemento de sequência-negativa. A resistência de falta aumentada em função da corrente de falta. A corrente de carga causa esta diferença. Outro fato interessante observado nos gráficos é que a resistência de falta inicial é de aproximadamente zero (RF ≅ 0) e que. pode ser observado que a variação de ambas as correntes de sequência-negativa e positiva foi de aproximadamente 20 A. o que. envolvendo 2% do Enrolamento 2 A Figura 16 mostra os componentes de sequência-negativa da corrente do enrolamento correspondente. A partir desses gráficos. por sua vez. A Figura 17 mostra que a variação incremental da corrente de sequência-positiva não é tão grande quanto a da corrente de sequência-negativa. fase A. Portanto. Esse aumento na resistência de falta pode ter como resultado a não detecção da falta pelo elemento diferencial tradicional. diminui a corrente de operação de ambos os elementos diferenciais de sequência-negativa e tradicional. X X . enquanto o elemento diferencial tradicional pode não detectar a falta devido à carga. Entretanto. aproximadamente 3. podemos ver que o elemento de sequência-negativa identifica claramente a XA X X X A X X X X X falta. Correntes dos enrolamentos para uma falta entre espiras.

Corrente de sequência-negativa para uma falta entre espiras. fase A. Corrente de sequência-positiva para uma falta entre espiras. envolvendo 2% do Enrolamento 2 .10 Figura 16. envolvendo 2% do Enrolamento 2 Figura 18. envolvendo 2% do Enrolamento 2 Figura 17. fase A. Magnitude das correntes de sequência-negativa e sequência-positiva para uma falta entre espiras. fase A.

fase A. não é ativada ( Figura 13 ). foi usado no RTDS um modelo de um transformador 230/69 kV. 87Q. fora da zona do diferencial do transformador.11 Figura 19. 0. Para esta falta.005 ohm. 0. 500 MVA. No exemplo do segundo teste. não-qualificado. O elemento diferencial de sequência-negativa é sensível o suficiente para detectar faltas entre espiras envolvendo menos de 2% do enrolamento. A Figura 21 apresenta um gráfico das correntes dos terminais dos lados de baixa tensão e alta tensão e a resposta do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa. localizada no topo do enrolamento de baixa tensão que foi modelado através do programa descrito em [9] .001 ohm. Um requisito importante para o elemento diferencial de corrente de sequência-negativa é que ele tem de permanecer estável durante faltas externas quando ocorre a saturação do TC. Ynd11. A partir da Figura 21 . Os TCs do lado de alta tensão saturam para esta falta.0001 ohm. independentemente da saturação do TC. Observe que o relé diferencial com os ajustes acima pode detectar faltas somente se a resistência de falta for próxima de 0. o qual é submetido a uma falta fase A no lado de alta tensão. 0. Esta figura também apresenta o ponto de operação para uma falta entre espiras com diversos valores da resistência de falta: infinito (condições de carga normal). fase A.001 ohm e 0. X X X X X X X X X X Figura 20. a saída do elemento diferencial de corrente de sequência-negativa. mas também causou a ativação da saída do elemento de bloqueio de harmônicos. Elementos diferenciais tradicionais fornecem cobertura limitada da resistência de falta . a saturação do TC não apenas causou a ativação da saída do elemento diferencial de sequência-negativa. P87Q.01 ohm. A falta corresponde a uma falta numa única espira. pode-se observar que o relé detecta a falta externa (CON é ativado). Ele também é seguro para faltas externas. Quando CON é ativado. envolvendo 2% do Enrolamento 2 A Figura 20 mostra a característica com inclinação simples de um elemento diferencial tradicional com ajuste de pickup de 30% e ajuste da inclinação de 40%. Resposta dos elementos diferenciais de sequência-negativa e tradicional para uma falta entre espiras. 87QB. com o consequente bloqueio do trip.

. 3I2. Além disso. mas todas as suas funções. IC. Resposta do elemento diferencial de sequência-negativa para uma falta externa sólida com saturação do TC IV.12 Figura 21. Essas opções aperfeiçoam os relés numéricos. porém a funcionalidade de sua característica de tempo-inverso permanece a mesma que a dos relés eletromecânicos. O ELEMENTO DE SOBRECORRENTE CONFIGURÁVEL DINAMICAMENTE MELHORA A COORDENAÇÃO 3B Os elementos de sobrecorrente com características de tempo-inverso fornecem proteção de linhas. IB. muitoinverso ou extremamente-inverso. transformadores e geradores para faltas no sistema de potência e para condições anormais de operação do sistema de potência. O relé desabilita não apenas o elemento de sobrecorrente. a mudança do grupo de ajuste pode resultar em discrepâncias entre os grupos de ajustes caso o usuário não introduza os ajustes corretos no novo grupo de ajustes. A desvantagem desse método é que a troca do grupo de ajustes reduz a disponibilidade do relé. 3I0). A adaptabilidade dos elementos de sobrecorrente de tempoinverso dos relés numéricos tradicionais requer que o relé efetue a troca do grupo de ajustes. Esses relés possuem dois ajustes: dial de tempo e tap (pickup). Relés que incluem essas características têm sido usados desde o início do século passado. Os usuários têm de assegurar que os ajustes de todos os elementos de proteção habilitados sejam aplicáveis às novas condições. alimentadores.. o usuário pode selecionar a grandeza de operação a partir de um conjunto de grandezas analógicas disponíveis (ex. Essa flexibilidade evita a necessidade de especificar um determinado relé de acordo com os requisitos da característica de operação. A possibilidade de selecionar a grandeza de operação otimiza o uso dos elementos de sobrecorrente disponíveis do relé. associada à capacidade de seleção da característica de operação. O usuário tem que selecionar um modelo diferente para cada uma das características. A característica de reset do elemento de sobrecorrente pode ter uma temporização fixa ou pode emular a característica de reset de um relé eletromecânico. Contudo. pois o relé desabilita “ele próprio” por um curto período de tempo (aproximadamente um ciclo) enquanto está trocando os grupos de ajustes. IA. O relé de sobrecorrente numérico também inclui uma equação de controle do torque que emula a abertura ou fechamento da shading coil do relé eletromecânico. os relés eletromecânicos fornecem somente uma das seguintes características específicas de tempo-inverso: inverso. Os relés numéricos fornecem a mesma funcionalidade dos relés de sobrecorrente de tempo-inverso eletromecânicos. Os relés numéricos incluem os ajustes do dial de tempo e do pickup. Essa emulação permite uma coordenação adequada com os relés eletromecânicos. Além de escolher as características de operação. de forma similar aos relés eletromecânicos. o que pode causar erros.

B e N são constantes que definem a característica do relé. T0 é o tempo de operação. IPickup é o ajuste do pickup do relé.6100 28. Conforme mencionado. Nos relés numéricos multifuncionais.1217 N 0. IInput é a magnitude da corrente de entrada do relé. mas requer trocas do grupo de ajustes. A Equação (10) foi implementada em vários relés numéricos usando as constantes mostradas na Tabela I e o diagrama de blocos mostrado na Figura 22 .0515 19. conforme mostrado na Figura 24 . a coordenação é afetada. TD é o dial de tempo do relé. XA X X X TABELA I CONSTANTES USADAS PARA OBTER AS CARACTERÍSTICAS DE TEMPOINVERSO PADRÃO Característica Moderadamente Inverso Muito Inverso Extremamente Inverso A 0. Essas constantes definem as características de tempo-inverso padrão. M é o múltiplo do pickup do relé. as trocas do grupo de ajuste desabilitam o relé por um período de tempo fixo. Quando um dos transformadores estiver fora de serviço. Implementação do elemento de sobrecorrente de tempo-inverso para M > 1 C. O uso de diferentes grupos de ajuste otimiza a coordenação pois cada grupo de ajustes possui os ajustes apropriados dos relé de sobrecorrente para a condição de operação correspondente.112 [10] fornece a equação para emular as dinâmicas do relé de sobrecorrente de tempoinverso com disco de indução (10) . A coordenação das proteções de sobrecorrente dos transformadores e alimentadores é afetada quando um dos transformadores está fora de serviço Figura 22.02 2. X X X X T0 0 ∫ t ( M ) • dt = 1 1 (10) (11)  A  + B  • TD para M > 1 t (M ) =  N  M −1  M= I Input I Pickup onde: A.00 2. Elemento de Tempo-Inverso Configurável Dinamicamente A solução descrita acima melhora a coordenação.00 Figura 23. todos os elementos de proteção são desabilitados enquanto o relé está efetuando a substituição dos ajustes. X X X X X X B. Os elementos de sobrecorrente no local do transformador fornecem proteção de backup para o transformador.1140 0. Relé de Sobrecorrente de Tempo-Inverso A Norma IEEE C37. baseando-se nas equações programadas pelo . Um elemento de tempo-inverso configurável dinamicamente fornece uma melhor solução para aplicações múltiplas. A adaptabilidade dos elementos de sobrecorrente é desejada para que se possa obter uma coordenação ideal para todas as condições de operação.2000 B 0.4910 0. Esses elementos de sobrecorrente têm de ser coordenados com os elementos de sobrecorrente instalados nos alimentadores. Coordenação Adaptativa nas Aplicações de Transformadores em Paralelo A Figura 23 mostra a proteção de sobrecorrente (51) para uma subestação de distribuição típica com dois transformadores em paralelo.13 A. reduzindo a disponibilidade do mesmo. A coordenação dos tempos das proteções de sobrecorrente dos transformadores e alimentadores têm que ser adequada a todas as condições de operação M >1  A  + B  • TD  N  M −1  ∫ t(M) • dt 1 Figura 24. Este novo elemento de tempo-inverso substitui os parâmetros ajustáveis e fixos por variáveis que são atualizadas dinamicamente.

Em geral. Para evitar este sobreaquecimento e reduzir as perdas. Bv. • TDv igual a 0. o dial de tempo é uma função do número de transformadores que estão em serviço. conforme mostrado na Figura 25 .4 quando somente o Transformador 2 (T2) está em serviço.491 Nv:=2 PUv:=3 TDv:=0. Método da Corrente Circulante O método da corrente circulante permite a operação em paralelo de transformadores com diferentes níveis de tensão. Bv e Nv definem a característica de tempo muito-inverso. • TDv igual a 0. Bv e Nv antes de calcular tv de acordo com (12). X X • TDv igual a 0. PUv.ICM) Av:=19. Para resumir. relação de tensão. Bv e Nv Pickup PUv O relé calcula OQv. Esta corrente circulante é reativa e resulta em perdas adicionais. MINIMIZAÇÃO DA CORRENTE CIRCULANTE ENTRE DOIS TRANSFORMADORES EM PARALELO 4B A comutação dos taps nos transformadores de potência para regulação do perfil de tensão do sistema de potência tem sido usada há vários anos. N e a grandeza de operação OQ são fixadas quando o relé é ajustado.IBM. X X Figura 25. baseado numa equação personalizada pelo usuário. Por exemplo. A. Assumir que uma coordenação adequada requer: A. e o tempo de operação é unicamente uma função do múltiplo do pickup M da corrente aplicada para um determinado grupo de ajustes. o novo elemento tem um dial de tempo variável que é calculado a cada intervalo de processamento. Av. o que pode causar um grave sobreaquecimento dos transformadores. TDv. Essas entradas indicam se os transformadores estão em serviço. Dois tipos de métodos de controle da comutação de taps são comuns para transformadores em paralelo: o método master/seguidor e o método da corrente circulante. Como os transformadores possuem características diferentes.61 Bv:=0. B.2 quando ambos os transformadores estão em serviço. impedância porcentual. Quando os transformadores têm a mesma impedância e estão no mesmo tap. existe uma corrente circulando entre eles. além de regular a tensão do sistema dentro de uma faixa de ajustes com limites superior e inferior. O princípio básico na minimização da corrente circulante consiste em decidir se a comutação do tap deve ser no Transformador 1 (T1) ou no Transformador 2 (T2).2*(IN101 AND IN102) V.4 * (IN101 AND NOT IN102) + 0. Av. Os ajustes para o elemento de sobrecorrente de fase de T1 são os seguintes: OQv:=MAX(IAM. polaridade e sequência de fases [11] . nos relés existentes. Portanto. Av.14 usuário. O valor de TDv depende do estado das entradas IN101 e IN102. o tempo de operação é uma função dos seguintes parâmetros: Grandeza de operação OQv Dial de tempo TDv Variáveis Av. a comutação do tap através do método da corrente circulante também implica na minimização da corrente circulante entre os transformadores de potência. é necessário que dispositivos de controle minimizem a corrente circulante. Nv e PUv são constantes para esta aplicação. Sequência de cálculos do elemento de tempo-inverso configurável dinamicamente A equação do novo elemento de tempo-inverso é:       Av OQv >1 tv =  + Bv  • TDv para Nv PU v  OQv      PU  − 1  v    20B (12) D.4 quando somente o Transformador 1 (T1) está em serviço. OQv é o máximo das magnitudes das correntes de fase. os transformadores em paralelo têm que ter a mesma diferença dos ângulos de fase. eles compartilham igualmente a carga e não há circulação de corrente entre eles. No elemento de tempo-inverso configurável dinamicamente. ao invés de ter um ajuste do dial de tempo cujo valor seja fixo e somente mude quando o usuário introduzir um novo valor de ajuste. Dispositivos de controle dedicados usam o método da corrente . O método master/seguidor requer que os transformadores sejam idênticos em todos os aspectos e que sempre efetuem a comutação de taps ao mesmo tempo. Coordenação de Transformadores em Paralelo Nesta aplicação da coordenação de transformadores em paralelo. TD.

a corrente do transformador a partir do qual a corrente circulante flui está atrasada da corrente do transformador para o qual a corrente circulante é direcionada. este método usa as medições sincronizadas para: • Medir a tensão do sistema para comparação da magnitude da tensão com os valores da faixa de ajustes dos limites superior e inferior. descrevemos um sistema alternativo que usa medições com sincronização de tempo. Assumimos que o transformador com o tap mais elevado tem a maior tensão. A Figura 26 mostra T1 e T2. Sistema usado para minimização das correntes circulantes nos transformadores em paralelo Considerando que a relação de espiras de T1 seja maior do que a relação de espiras de T2. causando uma redução na corrente circulante. a corrente circulante aumenta. O resultado da Equação (14) fornece as informações da corrente (atrasada /adiantada). A redução da posição do tap de T1 também reduz a tensão. X X Considere o caso em que T1 está num tap maior do que T2. aumente a posição do tap de T2. Com uma diferença de tensão maior entre os dois transformadores. • Fornecer dados para o cálculo do ângulo de fase entre as correntes dos transformadores de potência de forma a determinar a compensação adequada. então o fasor de corrente de T2 está adiantado do fasor de corrente de T1. Este processador também define as regiões de operação da tensão dentro da faixa (inband) e fora da faixa (out-of-band) e o controle da comutação de taps para ambos os transformadores. • Se ADIF for menor do que 0. causando inclusive mais perdas. com T1 num tap que faz com que a relação de espiras de T1 seja maior do que a relação de espiras de T2. Em geral. A seguir. causando uma corrente circulante ICIRC que flui a partir de T1 para T2. Se a próxima comutação de tap requerer uma redução da tensão do sistema. Essas medições são então introduzidas no processador do sincrofasor para cálculo da diferença angular entre as correntes dos transformadores. em qual transformador deverá ocorrer a comutação do tap (assumindo que a variação dos níveis é a mesma)? A redução da posição do tap de T2 causa a redução da tensão e também aumenta a diferença de tensão entre os dois transformadores. A diferença angular fornece a direção da corrente circulante que é necessária para calcular a compensação. T2A é o ângulo da corrente de T2. X X I CIRC = ∆V ZT (13) onde: ∆V é a diferença de tensão entre os transformadores.15 circulante para controle do comutador de taps. disponibilizadas nos relés. A Figura 27 mostra um fluxograma do método para determinar a compensação. a corrente circulante ICIRC flui de T1 para T2. use as medições de corrente com sincronização de tempo para calcular a diferença angular (ADIF) entre os transformadores. X X X X Figura 26. ZT é a soma das impedâncias dos transformadores [12] [13] . mas esta direção da comutação do tap reduz a diferença de tensão entre os dois transformadores. para controle da tensão através do método da corrente circulante. Em particular. tensão e entradas de tempo para gerar as medições com sincronização de tempo. O Relé 1 e o Relé 2 recebem corrente. Essas informações fornecem os dados da compensação para a próxima operação de comutação do tap. Da mesma forma. X X X X . então o fasor de corrente de T1 está adiantado do fasor de corrente de T2. Esta ação aumenta a tensão do sistema e reduz a corrente circulante. se a próxima comutação de tap requerer um aumento da tensão. A Equação (13) expressa o valor dessa corrente circulante. conforme mostrado a seguir: (14) A D IF = T 1 A − T 2 A onde: T1A é o ângulo da corrente de T1. em outras palavras. Portanto. aumente a posição do tap para elevar a tensão baixa. conforme: • Se ADIF for maior do que 0.

• A tensão em T2 é maior do que a tensão em T1. Se os transformadores estiverem em localizações diferentes e forem parte de um sistema em anel. para medição da diferença angular entre as correntes dos transformadores. A Tabela III sumariza as atividades do tap. X X A seguir. • O transformador com a tensão mais elevada. . minimizando a corrente circulante. o algoritmo pode usar medições com sincronização de tempo baseadas numa referência de tempo absoluto. a direção da comutação do tap é para elevar a tensão). Observe as diferenças no ∆Vtap (a variação dos níveis de tensão entre os taps) e no número de taps. resultando numa corrente circulando de T2 para T1.16 TABELA II DADOS PARA DOIS TRANSFORMADORES EM PARALELO Transformador Número de Posições do Tap ∆Vtap Tap Nominal T1 1 – 32 1. e T1 está no Tap 18. • A corrente adiantada e a atrasada. Desempenho do Controle da Comutação de Taps A seguir. a lógica de compensação seleciona o transformador adequado para cada operação do tap. A Figura 28 (b) mostra as atividades do tap dos dois transformadores. X X X X X X X X TABELA III SUMÁRIO DAS ATIVIDADES DO TAP Posição do Tap de T1 18 19 20 20 21 21 Posição do Tap de T2 7 7 7 8 8 9 Compensação T1 T1 T2 T1 T2 T1 Ângulo 7° 1° 3° 3° 1° 5° B. Cada incremento também mostra o transformador em que ocorreu a comutação de tap. 22B X X Claramente. Este método fornece uma forma precisa. de baixo custo. disponíveis em diversos relés de proteção [14] . e a diferença angular entre as correntes dos dois transformadores. para cada comutação específica.15 kV 16 T2 1 – 20 2. as condições iniciais das simulações: • T2 está no Tap 7. A Tabela II mostra os dados de dois transformadores operando em paralelo. A Figura 28 (c) mostra as regiões “out-of-band” e “inband” da tensão do sistema e a elevação incremental na tensão à medida que ocorrem as comutações de tap dos transformadores. mostrando que a solução proposta minimiza corretamente a corrente circulante entre os transformadores.3 kV 5 Figura 27. A Figura 28 (a) mostra o seguinte: • A diferença angular entre as correntes dos dois transformadores. a compensação para a próxima operação de comutação de tap (direção para elevação). Algoritmo para controle dos taps de dois transformadores em paralelo usando o método da corrente circulante Se os transformadores estiverem na mesma subestação. os cálculos podem ser executados dentro do mesmo relé. • A tensão do sistema é baixa (isto é. são exibidos os resultados de uma simulação no RTDS.

o qual usa o conteúdo de harmônicos de todas as correntes de fase para bloquear o elemento diferencial. essa adaptabilidade do elemento melhora a coordenação dos tempos de operação dos elementos de sobrecorrente que são aplicados nos transformadores em paralelo. O elemento diferencial de sequência-negativa fornece maior sensibilidade do que o elemento diferencial convencional para faltas desequilibradas durante condições de carga pesada. CONCLUSÕES 5B Quando uma falta ocorre durante condições de inrush. Não há necessidade de dispositivos dedicados para efetuar esta funcionalidade.17 Figura 28. Relés de proteção de transformadores que incluem medições com sincronização de tempo podem controlar os comutadores de tap das aplicações de transformadores em paralelo para minimizar as correntes circulantes e reduzir o sobreaquecimento e as perdas do transformador. Os elementos de tempo-inverso que adaptam suas características às condições de operação do sistema de potência não requerem trocas dos grupos de ajustes e não reduzem a disponibilidade do relé. Agradecemos . o elemento diferencial de bloqueio comum de harmônicos detecta faltas no transformador mais rapidamente do que o elemento diferencial com restrição por harmônicos. Por exemplo. Essa maior sensibilidade permite que o relé detecte faltas entre espiras que envolvam poucas espiras. (a) Diferença angular entre T1 e T2. Inc. VII. RECONHECIMENTOS 6B Os autores agradecem a Mr. Quando uma falta ocorre sem a presença de correntes de inrush. por sua colaboração com os modelos do RTDS usados para testar os elementos diferenciais durantes condições de falta e para testar o controle da comutação de taps. o elemento diferencial com restrição independente de harmônicos detecta faltas no transformador mais rapidamente do que o elemento diferencial com elementos de bloqueio de harmônicos. (b) Atividades dos taps de T1 e T2. Os relés diferenciais que usam elementos diferenciais de restrição e bloqueio em paralelo operam mais rapidamente do que os relés diferenciais que usam somente um elemento diferencial. (c) Perfil e limites da tensão do sistema VI. Robert Grabovickic e Mr. A utilização dos elementos diferenciais em paralelo aumenta a velocidade de operação ao mesmo tempo em que mantém a segurança para faltas externas com saturação do TC e para condições de operação com energização do transformador. Satish Samineni da Schweitzer Engineering Laboratories.

atualmente. “Synchronized Phasor Measurement in Protective Relays for Protection. Spokane. Available: http://www. “Limits of Sensitivity for Detecting Inter-turn Faults in an Energized Power Transformer. C. Em seguida. Em 2003. Singapore: McGraw-Hill Inc. New York: WileyIEEE. 886–893. Casper detém duas patentes nos Estados Unidos e têm mais três patentes pendentes. J. ele ingressou na Schweitzer Engineering Laboratories. “Sensitive Turn-to-Turn Fault Protection for Power Transformers. Miller. Joe Law da University of Idaho pelos testes com o transformador no laboratório e por fornecer os dados de faltas entre espiras que foram usados para testar o elemento diferencial de corrente de sequência-negativa. enquanto trabalhava na África do Sul. Inc.. Brnčić. No. Foi professor na UAG e na University of Idaho nas áreas de proteção de sistemas de potência e estabilidade do sistema de potência. Em 1999. testes e suporte para dispositivos de controle e proteção. Zocholl. por 13 anos. Ele trabalhou como supervisor regional do Departamento de Proteção da Região de Transmissão Oeste da Federal Electricity Commission (a empresa concessionária de energia elétrica do México). 1988. 16. P.18 também a Mr. F. Schweitzer Engineering Laboratories. Guzmán. ele foi promovido a engenheiro sênior de sistemas de potência e. REFERÊNCIAS 7B [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] A. Ele ingressou na Eskom como técnico de proteção em 1984 e trabalhou com engenheiro sênior de projetos no Departamento de Projetos de Proteção da Eskom por três anos. e é registrado como tecnólogo profissional no ECSA. Mraz. Minneapolis. para gerente de engenharia de sistemas de transmissão. 2002. Em 2008. Wagner and R. and H. H. Guzmán. M. foi transferido para o grupo de pesquisa e desenvolvimento. pp. Spokane. VIII. No. México. em 1999. “AEP Experience With Protection of Three Delta/Hex Phase Angle Regulating Transformers. J & P Transformer Book. New York and London: McGraw-Hill. como engenheiro de sistemas de potência na Divisão de Pesquisas e Desenvolvimento. 485–491. D. Vol. da University of Cape Town. Jared Mraz. e seu MSEE da University of Idaho.” MS thesis. SEL-787 Instruction Manual. D. Outubro de 2001. com louvor. E. and J. México. J. Power System Analysis. ocupa o cargo de gerente de desenvolvimento de sistemas de proteção.htm.” IEEE Transactions on Power Delivery. III.E. ele trabalha na Schweitzer Engineering Laboratories. University of Idaho. “A CurrentBased Solution for Transformer Differential Protection – Part II: Relay Description and Evaluation. 1994. pp. Outubro de 2005. Ivanković. Mr. G.. Schweitzer. Inc. Stevenson. and H. 1933.. 260–261. © 2009 por Schweitzer Engineering Laboratories. Normann Fischer recebeu o Diploma Superior em Tecnologia. Jr.. Spokane. Zocholl. Casper Labuschagne recebeu seu Diploma (1981) e o Masters Diploma (1991) em Engenharia Elétrica da Vaal University of Technology. Inc. S. WA. J. Desde 1993. Inc. MN. e o M. Control. USA. Jacob Pomeranz e Dr. Moscow. em Guadalajara. J. S. Ele é autor e co-autor de diversos papers técnicos nas áreas de proteção e controle. projeto. 4. and H. Guzmán. Inc. Altuve. México. Analysis of Faulted Power Systems. Guzmán. Mekić. A. da University of Idaho em 2005.S. como engenheiro de produtos no grupo de engenharia de equipamentos de subestação. and I. IEEE Standard Inverse-Time Characteristic Equations for Overcurrent Relays.” proceedings of the 34th Annual Western Protective Relay Conference. G. A. C. “Performance Analysis of Traditional and Improved Transformer Differential Protective Relays. Ele é membro do IEEE e.” proceedings of the 32nd Annual Western Protective Relay Conference.. foi engenheiro profissional registrado e membro do South Africa Institute of Electrical Engineers. pp. London: Butterworth & Co. Zocholl. foi trabalhar na IST Energy como engenheiro sênior de projetos. Symmetrical Components. Benmouyal. “A CurrentBased Solution for Transformer Differential Protection – Part I: Problem Statement. WA. J. WA. Altuve. and A. and J.E. J. I. onde é o atual gerente de engenharia de pesquisas. D. E. IX. Outubro de 2006. Benmouyal. Ele detém diversas patentes nas áreas de medição e proteção de sistemas de potência e é membro sênior do IEEE. Franklin. e o B. Benmouyal. Anderson. Spokane. Z. BIOGRAFIAS 8B Armando Guzmán recebeu seu BSEE com distinção da Guadalajara Autonomous University (UAG). B. Outubro de 2002.com/instruction_manual. A. O. África do Sul. 11th ed. pp. “Transformer Internal Fault Model for Protection Analysis. Washington.” IEEE Transactions on Power Delivery. E. Novembro de 2000. Benmouyal. ele começou a trabalhar na Schweitzer Engineering Laboratories. Franklin and D. 4.112-1996. Todos os direitos reservados. ID. Guzmán. F. Vol. Pomeranz. J. pp. em 1993. Outubro de 2007. 1995. Evans. 17. Após 20 anos de experiência como consultor sênior do departamento de projetos de proteção da concessionária Eskom da África do Sul. G. Suas responsabilidades incluem a especificação. S. Hilström. Burger.Sc em Engenharia Elétrica.” proceedings of the 29th Annual Western Protective Relay Conference. Law. Johannesburg. J.” proceedings of the 33rd Annual Western Protective Relay Conference.” proceedings of the 36th Annual Minnesota Power Systems Conference. da Witwatersrand Technikon. com louvor. Recebeu um Diploma em Engenharia de Fibra-óptica do Monterrey Institute of Technology and Advanced Studies (ITESM). and Analysis of Electric Power Systems. Altuve. em 1988. em 1996. Engineering Counsel of South Africa. em 2009. P. A. Thompson. E. Gajić. G. 76–80. em Pullman. IEEE Standard C37.selinc. Grainger and W. WA. Outubro de 2002. 20090129 • TP6359-01 . 436–438.

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