A natação é uma modalidade que engloba quatro disciplinas

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NATAÇÃO

› a disciplina de natação pura desportiva (modalidade individual); › a disciplina de pólo-aquático (jogo desportivo colectivo); › a disciplina de natação sincronizada (modalidade individual e por grupos); › a disciplina de saltos para a água (modalidade individual).

No entanto, é a natação pura desportiva, usualmente designada unicamente por natação, que está mais divulgada e desenvolvida no nosso país. As restantes três disciplinas têm vindo a desenvolver-se progressivamente, nomeadamente o pólo-aquático. A prática de cada uma destas disciplinas exige condições próprias, como é o caso, por exemplo, das específicas características da piscina e requer técnicas específicas. As técnicas de nado da natação são quatro: › mariposa, a técnica mais recente; › costas, a única técnica que se nada na posição dorsal; › bruços, a técnica que implica uma coordenação mais complexa; › crawl, a técnica mais rápida, económica e eficiente. Complementam estas formas de nadar as técnicas de viragens e de partidas. Mas nadar bem significa, primeiro, saber estar bem na água, isto é, estar na água com naturalidade. Desde o nascimento que o ser humano desenvolve o seu processo de adaptação ao meio terrestre, deixando para trás a vida no meio líquido em que se desenvolveu durante os nove meses de gestação. Uma vez de regresso ao meio líquido, mais correctamente ao meio aquático, torna-se necessária uma nova adaptação, já que as diferenças entre ambos são radicais, nomeadamente aos níveis da respiração, da posição do corpo, da flutuação/equilíbrio e da propulsão.
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se se proceder a uma correcta adaptação ao meio aquático.NATAÇÃO MEIO TERRESTRE RESPIRAÇÃO MEIO AQUÁTICO › respiração reflexa › dominância nasal › inspiração activa › expiração passiva › respiração voluntária › dominância vocal › inspiração reflexa › expiração activa POSIÇÃO DO CORPO › vertical › visão horizontal › equilíbrio vertical › força da gravidade › horizontal › visão vertical FLUTUAÇÃO / EQUILÍBRIO › equilíbrio instável › força de impulsão PROPULSÃO › m. só depois de estarmos adaptados ao meio aquático é que podemos aprender as técnicas de nadar. responsáveis pelo deslocamento › m. s. No entanto. › não correr dentro do espaço circundante da piscina. › não fumar nem comer dentro do espaço da piscina. creme hidratante para o corpo e todos os restantes utensílios de uso pessoal. Jorge. por um lado. s. antes de entrar na água. e champô para o banho depois da piscina. › usar chinelos (o que previne doenças de pele e promove a aderência nos locais mais molhados e escorregadios). virar e partir. Assim. › não entrar na água sem autorização do professor. é essencial. responsáveis pelo equilíbrio › apoios plantares › m. sabonete ou gel. o que significa que é possível conseguir fazer sempre mais e mais coisas novas na água. a aprendizagem é facilitada. nos pode dar sensações muito agradáveis. › usar óculos apropriados para natação (somente quando o professor o permitir ou quando as condições da água o exigirem). › não permanecer dentro do espaço da piscina sem calçado apropriado. fatos de banho inteiros para as raparigas. 1990 . i. i. responsáveis pelo deslocamento › ausência de apoios plantares Todas estas diferenças alteram significativamente a percepção do nosso corpo dentro da água. por outro pode dificultar a aprendizagem dos gestos motores essenciais para saber nadar. responsáveis pelo equilíbrio › m. a adaptação ao meio aquático constitui-se como um processo contínuo. não nos devemos esquecer de: › utilizar fatos de banho adequados que nos permitam liberdade de movimentos dentro de água (preferencialmente. › fazer o saco para ir à piscina com toalha. › usar obrigatoriamente toucas adequadas para natação (mesmo se os cabelos são curtos). entre as quais as regras básicas de higiene e de segurança. › tomar um duche rápido. mas completo. Cumprir as regras de utilização de uma piscina. Portanto. o que se. Todavia. e calções de perna curta para os rapazes). 68 Adaptado de Mota.

utilizando-as como apoio com uma ou com as duas mãos. com um tempo de inspiração curto e aumentando progressivamente o tempo de expiração. Molha a cara sem a sua imersão (ex. com imersão completa da cara e olhos abertos. Inspira e expira repetidamente.: “lavar a cara”). na parte de menor profundidade da piscina. NÍVEL/INTRODUÇÃO Conhecer a piscina/Familiarização com a água [posição vertical] 1 2 Entra de costas na água. tomando conhecimento da sua profundidade. Inspira e expira forçadamente ao nível da água (ex. imerge a cara e olhos abertos. Desloca-te dentro da água livremente por todo o espaço com pé.NATAÇÃO › não saltar para a água de cabeça sem utilizar uma técnica correcta ou sem a autorização do professor. com imersão completa da cara. imerge a cara. Inspira e expira repetidamente. › não utilizar adornos. › cuidar da boa manutenção do material didáctico e da conservação das instalações da piscina. pelo nariz e pelas duas vias. Distingue a expiração pela boca. Inspira e expira repetidamente. 69 3 4 5 6 7 8 9 10 11 .: soprar uma bolinha). com imersão completa da cara e olhos abertos. › não se separar do grupo. pela escada. Após apneia inspiratória. o espaço da piscina junto das paredes laterais e testas. Após apneia inspiratória (inspirar e manter o ar dentro dos pulmões). Percorre na posição vertical (de pé).

e complementa a elevação do tronco com a ajuda dos m. Passa da posição anterior à posição vertical. s.1. 70 . através das flexões da cabeça (puxando o queixo ao peito) e dos joelhos (puxando os pés para o fundo da piscina). sentindo-o a flutuar (manter o corpo e a cabeça descontraídos). estende o corpo na posição dorsal.NATAÇÃO Flutuação (posição horizontal) 1 Com ajuda. 1.

puxando o queixo e os joelhos ao peito e abraçando os m. esta posição permite um maior grau de flutuabilidade possível para o corpo humano. e dos m. 3. 2. s. Passa da posição de flutuação ventral à posição vertical. Passa da posição de medusa à posição ventral. através do afastamento dos m. sentindo-o a flutuar (mantém o corpo e a cabeça descontraídos. 3.1. através da extensão da cabeça (puxando a nuca para trás) e da flexão dos joelhos (puxando os pés para o fundo da piscina). 71 .2. e completa a elevação do tronco com a ajuda dos m. (como uma estrela).3.1. 3. estende o corpo na posição ventral. s. Passa da posição anterior à posição vertical. i. 3 Em apneia inspiratória. i. expirando dentro da água). deixa o corpo flutuar na posição de flexão da cabeça e flexão dos joelhos. (posição de medusa). Passa da posição de medusa à posição vertical.NATAÇÃO 2 Com ajuda.

i. através de batimentos alternados dos m. 72 . i. em extensão à frente do corpo. (ex. s. explorando a colocação dos m.1. 4. com os m. e dos m. s. juntos ou afastados. i. através de batimentos alternados dos m. Desloca-te ao fundo da piscina por acção dos m. de acordo com as características da piscina.: ir buscar um objecto). Exploração do meio aquático 1 Desloca-te em posição dorsal. i. Desloca-te em posição ventral. sem ajuda. 4 Desloca-te debaixo da água (ex.: passa por baixo das pernas de um companheiro) por acção dos m. com os m.NATAÇÃO 4 Flutua na posição dorsal. 2 3 3. (sem movimentos de respiração/distâncias reduzidas). colocados ao longo do corpo. junto ao corpo ou afastados do mesmo. i. s.1. Passa da posição de flutuação dorsal à posição de flutuação vertical. Explora diferentes profundidades.

i. juntos em extensão acima da cabeça. i.a posição – de pé. 4.NATAÇÃO 4. Explora diferentes planos de água (ex. s. 1.2.). 3. 73 . 6. com os m.: passa pelo meio de um arco). s. s. s. juntos em extensão acima da cabeça. em grande flexão dos m. 7 Salto de partida do bloco. 6.2.1. 3.. com os m. juntos em extensão acima da cabeça. diminuir a grande flexão dos m. 6.a posição – senta-te na borda da piscina. Iniciação ao salto de cabeça do cais da piscina. 6.: passa por baixo das pernas de 2. i. Explora distâncias superiores (ex.a posição – um joelho e um pé na borda da piscina.3.a posição – de pé.. s. juntos em extensão acima da cabeça. 5 6 Salta de pé para a piscina partindo do cais da piscina.4. com ligeira flexão e grande flexão do tronco à frente. com os m. 2. com as mãos a agarrar o bloco (cabeça no meio dos m. 4. partindo da posição engrupada: posição dos m. com os m. 4 ou mais companheiros).1.

no entanto. 74 . i. s. ter em atenção que a amplitude do movimento não deve ser excessiva. algo semelhantes aos movimentos naturais de andar. que devem ser coordenados com os movimentos da cabeça. nos batimentos descendentes no estilo crawl e nos batimentos ascendentes no estilo costas. i. Na técnica de crawl. i. os m. – pernada A acção dos m.NATAÇÃO NÍVEL ELEMENTAR As técnicas alternadas (crawl e costas) Acção dos m. Determinantes técnicas DEVES 1 ter presente que o ponto central do movimento da pernada é a articulação coxa-fémur. i. sem o abaixamento da bacia. permanecer com o corpo em extensão. isto é.. verificar uma ligeira flexão por acção da água nos batimentos propulsivos. O movimento alternado da pernada divide-se em dois batimentos: o batimento ascendente e o batimento descendente. 2 3 4 5 6 Acção dos m. ao nível da articulação do joelho. para a respiração. enquanto que na técnica de costas é o batimento ascendente o propulsivo e o batimento descendente é de recuperação. As pernadas das técnicas de crawl e costas caracterizam-se por movimentos alternados dos m. é extremamente importante para uma correcta e equilibrada posição do corpo durante o nado. executar os batimentos propulsivos bem fortes e efectuar os batimentos de recuperação em relaxamento. mas descontraído.. s. isto é./respiração – braçada As braçadas da técnica de crawl caracterizam-se por movimentos alternados dos m. devem permanecer em extensão durante os batimentos. manter os pés sempre em extensão durante todo o movimento. o batimento descendente é propulsivo e o batimento ascendente é de recuperação.

s. no entanto. para que todo o m. s. s. enquanto que o m.NATAÇÃO Na técnica de costas. efectuar a entrada da mão na água no prolongamento do ombro. esquerdo. s. s. através de uma tracção ondulada. s. ser necessário proceder a movimentos da cabeça para a respiração. é importante que. efectuar com o m. s. esquerdo. sem. a coordenação da respiração com os m. terminando a fase aérea. em cada braçada privilegiar a amplitude do movimento e a rotação longitudinal do tronco. descreva uma rotação aérea. o que facilitará a execução da fase aquática. Cada braçada é constituída por uma fase aérea. ao nadar. 75 2 3 4 . direito. s. direito. para que seja o dedo mínimo o primeiro a entrar na água. direito. esquerdo a fase propulsiva. s. s. para o lado do m. direito. devendo este manter-se sempre mais alto do que a mão. Na técnica de crawl. s. tirar a mão da água. dentro da água. que permite finalizar a fase aquática do m. direito e a do m. correspondendo a inspiração à fase aérea de um m. com o dedo polegar virado para cima. quando completada a extensão do m. de recuperação (em descontracção). e a expiração à fase aérea do outro m. simultaneamente. o que facilitará a respiração. iniciar a fase de recuperação (aérea) pela articulação do cotovelo. s. durante a fase aérea do m. efectuar a respiração através de uma rotação lateral da cabeça. ou a respiração bilateral (para os dois lados e de 3 em 3. esquerdo efectua a fase aérea. s.. 2 3 4 5 6 Iniciação – COSTAS DEVES 1 ao terminar a fase aquática do m. de 4 em 4… braçadas). terminando com a mão junto à coxa. Determinantes técnicas Iniciação – CRAWL DEVES 1 ao terminar a fase aérea do m. pode ser efectuada de duas formas: a respiração unilateral (sempre para o mesmo lado e de 2 em 2. a do m. em cada braçada privilegiar a completa alternância dos movimentos e a rotação longitudinal do tronco. descrever com a mão uma rotação externa. iniciar a extensão da outra mão. s. que efectua a fase aquática. se imponha um ritmo respiratório. Um ciclo completo de braçada é constituído por duas braçadas. uma vez que a cara se encontra fora da água. propulsiva (em força). s. durante a fase aquática do m. Embora as vias respiratórias permaneçam fora da água durante toda a técnica. fazer a tracção de forma ondulada. sem passar para além da linha média da cabeça (lado esquerdo). de 5 em 5… braçadas). ao passar na vertical do ombro (± 90°). as braçadas são também caracterizadas por movimentos alternados dos m. e uma fase aquática. s.

s. s. a outra mão deve iniciar a extensão que permite finalizar a fase aquática do m. dentro da água. s. i. 2 Simultaneamente. s. executar a braçada com o m. devendo este manter-se sempre mais alto do que a mão. rodar a cabeça para um lado para respirar a cada seis batimentos dos m. 3 Quando completada a extensão do m. s. 4 Durante a fase aquática do m. d Batimento dos m. direito: a mão direita entra na água ao lado da mão esquerda e sai ao lado da coxa após a fase aquática. durante seis batimentos dos m. i com o m. com os dois m. c Nadar a técnica completa tocando com a mão no ombro em cada braçada (respiração de três em três braçadas). s.NATAÇÃO NÍVEL AVANÇADO Aperfeiçoamento das técnicas alternadas Determinantes técnicas EXERCÍCIOS EDUCATIVOS – CRAWL 1 Ao terminar a fase aérea do m. i. o início da fase de recuperação (aérea) deve efectuar-se pela articulação do cotovelo. s. b Exercício igual a a + a’ com um toque da mão no ombro durante a fase aérea da braçada: após a saída da mão. está à frente após a fase aérea e o outro m. o m. esquerdo. a Batimento dos m. quando o m. completa a extensão. atrás após a fase aquática (respirar para um lado de duas em duas braçadas e/ou alternadamente de três em três braçadas). esquerdo efectua a fase aérea. s. que efectua a fase aquática. i. que facilitará a respiração. “puxando” a mão para perto do corpo. para o lado do m. e Nadar a técnica completa parando o movimento dos m. s. s. s. ao lado do corpo. ficando dirigido para cima. quando um m. s. direito. direito. d’’ Respirar alternadamente para os dois lados. 6 Em cada braçada dever-se-á privilegiar a amplitude do movimento e a rotação longitudinal do tronco. esquerdo em extensão no prolongamento do ombro. o cotovelo flecte. que se deve caracterizar por uma tracção ondulada. d’ Trocar o lado de execução do exercício. (apenas a boca sai da água). 5 A respiração efectua-se através de uma rotação lateral da cabeça. 76 . a’ Trocar o lado de execução do exercício (respiração de duas em duas braçadas). a entrada da mão na água deve efectuar-se no prolongamento do ombro sem passar para além da linha média da cabeça (lado esquerdo). s.

c Nadar a técnica completa parando o movimento dos m. s. a mão sai da água com o dedo polegar virado para cima. terminando com a mão junto à coxa. a Batimento dos m. de modo que o dedo mínimo fique virado para baixo (o ombro esquerdo deve romper a superfície da água antes de a mão iniciar a fase aérea). 77 . por forma que a mão. i. esquerdo efectua a fase propulsiva. s. s. b Exercício igual a a + a’ com o corpo “colado” à pista separadora. ao passar na vertical do ombro (± 90°). direito em extensão ao longo do corpo. direito. através de uma tracção ondulada. em extensão ao lado do corpo após a fase aquática. i.. a’ Trocar o lado de execução do exercício (respiração de duas em duas braçadas). 3 Durante a fase aérea do m. descreve uma rotação externa. terminando a fase aérea. durante seis batimentos dos m. 2 Ao passar na vertical do ombro (± 90°). s. executar a braçada com o m. descreva uma rotação aérea. s. está em extensão acima da cabeça após a fase aérea e o outro m. com o m. ao entrar na água. quando um m. mantendo a mão sempre mais “alta” do que o cotovelo até o m. esquerdo. s. para que todo o m. o que facilitará a execução da fase aquática. estar em completa extensão (mão ao lado da coxa). 4 Em cada braçada dever-se-á privilegiar a completa alternância dos movimentos e a rotação longitudinal do tronco.NATAÇÃO Determinantes técnicas EXERCÍCIOS EDUCATIVOS – COSTAS 1 Ao terminar a fase aquática do m. esquerdo: a mão esquerda sai da água com o dedo polegar virado para cima e. s. possa agarrar a pista e que o m. descreva a fase aquática “puxando-a”: a mão deve agarrar a pista por baixo e a flexão do cotovelo deve dirigi-lo para baixo. a mão descreve uma rotação externa para que seja o dedo mínimo o primeiro a entrar na água. s. o m. s. s. s.

NATAÇÃO As viragens de crawl e de costas ˆViragem de crawl ˆViragem de costas As viragens das técnicas de crawl e de costas são caracterizadas por movimentos de rotação (cambalhota): › no caso da técnica de crawl. a aproximação à parede é feita na posição ventral e a viragem é uma rotação completa. para colocar o corpo de volta à posição ventral. a aproximação à parede é feita na posição ventral e a viragem é uma meia-rotação à frente. › no caso da técnica de costas. seguida de uma meia-pirueta. 78 . para colocar o corpo na posição dorsal característica do nado.

/respiração – braçada A acção dos m. Um ciclo completo de nado da técnica de bruços corresponde a uma braçada. as mãos e os cotovelos passem para trás da linha dos ombros. i. juntos e em completa extensão). efectuar a fase de recuperação com a flexão dos m. dentro da água. Determinantes técnicas DEVES 1 executar a braçada com grande amplitude. normalmente. ao nível das articulações do joelho. é fundamentalmente equilibradora. iniciar a fase de propulsão. há em algumas interpretações da técnica de bruços a possibilidade de trazer as mãos e parte dos antebraços fora da água. onde a acção dos m. i. 2 3 Acção dos m. excepto no momento de total extensão do movimento. s. descrevendo as pernas uma rotação externa sobre as coxas. ao terminar a fase propulsiva (com os m. i. Cada pernada é constituída por uma fase de recuperação e uma fase propulsiva. da pernada. 79 2 . i. “puxando” os pés descontraídos e em rotação externa para junto dos nadegueiros. Determinantes técnicas DEVES 1 durante a acção dos m. as possibilidades propulsivas da técnica de bruços decorrem. as superfícies de onde decorre maior propulsão. após este movimento. ambas aquáticas. sem que. executar a braçada de tal modo que sejam as partes internas dos m. Embora ambas se executem.. – pernada Ao contrário do que acontece com as técnicas alternadas. manter os joelhos orientados para dentro e os pés orientados para fora. s. s. rompendo a superfície da água para executar a respiração. igualmente. A sua acção é caracterizada por movimentos de grande exigência ao nível das articulações do joelho e do tornozelo. para que as partes internas dos pés e das pernas se constituam como superfícies propulsivas. em duas fases: a fase de recuperação e a fase de propulsão. em elevada percentagem. i.NATAÇÃO A técnica de bruços (técnica simultânea) Acção dos m. através do “empurro” da água para trás pelos pés em flexão e rotação externa. caracterizando a fase de recuperação por um movimento aéreo. no entanto. divide-se. uma pernada e um movimento da cabeça.

é normalmente eficaz para a aquisição de uma técnica razoável. de seguida descrever com as mãos um movimento para a frente até à completa extensão dos m. simultâneas e com a respiração efectuada para a frente. A possibilidade de aprender a nadar mariposa correctamente é superior em idades baixas. 4 5 A técnica de mariposa (técnica simultânea) A técnica de mariposa caracteriza-se pelo movimento ondulatório global do corpo. s. e dois movimentos completos da acção dos m. s. começam a “abrir” descrevendo um movimento lateral. s. i. à passagem pela linha dos ombros. o que se justifica pela especificidade do movimento ondulatório e pela exigência ao nível das capacidades condicionais.NATAÇÃO 3 ter sempre presente que o início da flexão da coluna cervical para a emersão da cara. se imaginarmos um crawl com as acções dos m. a utilização do método de “tentativa e erro”. permitindo a inspiração. Este movimento ondulatório é mais acentuado ao nível da acção dos m. sendo o mais comum a utilização de uma respiração por ciclo dos m. e m. s. isto é. em extensão. s. No presente caso. e após uma demonstração de boa qualidade. 80 . i. pelo que os métodos de ensino devem adequar-se aos diferentes escalões etários. A técnica de mariposa é um tanto semelhante à técnica de crawl. Um ciclo completo de nado compreende um movimento completo da acção dos m.. s. s. acompanhado de alguns exercícios de aprendizagem. i. deve coincidir com o início do movimento dos m. Esta técnica é a que usualmente aparece em último lugar na sequência do processo de aprendizagem.. quando as mãos. Existem vários padrões de sincronização da respiração com a acção dos m. numa perspectiva global do movimento. s. que se encontram juntas à frente com os m. juntar as mãos debaixo do peito. ou uma respiração por cada dois ciclos dos m.

ter sempre presente que a acção dos m. 2 3 4 As viragens das técnicas de bruços e mariposa As viragens das técnicas de bruços e mariposa caracterizam-se por movimentos de rotação em torno de um eixo longitudinal: › a aproximação à parede é feita em deslize. até que as duas mãos toquem ao mesmo tempo na parede. ocorre durante a fase final do movimento aquático. dissociando o tronco dos m. devendo a cabeça voltar a entrar na água antes de as mãos voltarem a penetrar na água. efectuar o movimento ondulatório de modo a não ser “quebrado”. deve decorrer de uma fase de recuperação (ascendente) e de uma fase de propulsão (descendente) associada à ondulação..NATAÇÃO Determinantes técnicas DEVES 1 ter sempre presente que é essencial a coordenação de dois batimentos de pernas por ciclo de braços. para a emersão da cabeça. i. o que permite colocar o corpo novamente na posição ventral. ter presente que o momento da inspiração que decorre de uma flexão da coluna cervical. após o que os joelhos são “puxados” para o peito. i. para que os pés se coloquem na parede simultaneamente com a rotação do tronco. Viragem de bruços 81 ˆ .

NATAÇÃO Viragem de mariposa 82 ˆ .

cognitivo e afectivo. Completa a ficha de acordo com o que abordaste nas aulas.° Turma Data – – Antes de preencheres a ficha de auto-avaliação. ao nível motor. NATAÇÃO EXECUÇÃO TÉCNICA/CONHECIMENTOS/ COMPORTAMENTOS Conseguir deslocar-se utilizando os estilos: – crawl 1-5 6-9 10-13 14-17 18-20 Observações MOTOR COGNITIVO AFECTIVO – costas – bruços – mariposa Conhecer e aplicar as determinantes técnicas … Sentir-se bem na água … AVALIAÇÃO FINAL GRELHA DE AVALIAÇÃO 1 a 5 – Não consigo 6 a 9 – Consigo mas com muita dificuldade 10 a 13 – Consigo mas ainda com dificuldade 14 a 17 – Executo bem 18 a 20 – Executo muito bem 83 . deves reflectir sobre o teu desempenho.auto-avaliação f i c h a d e A u t o .Ava l i a ç ã o Escola Nome Ano N. de modo que esta faça transparecer a verdade.

de forma geral. juízes de chegada encarregados da gestão das falsas partidas e cronometristas. que preenchem o boletim da prova. Na mesa estarão dois colegas. MOTORES OBJECTIVOS COGNITIVOS AFECTIVOS Como? • Divide a tua turma em dois grupos: um faz a prova (nadadores) e o outro forma um júri. as viragens não regulamentares. um juiz de chegada e um cronometrista.ficha de Competição Escola competição Ano Turma Vamos organizar uma prova de Natação na tua turma? • Proporcionar uma oportunidade de aplicares todas as técncias de nado e respectivas viragens aprendidas. Prova de Estilo NATAÇÃO Prova realizada em – – NOMES TEMPO OBSERVAÇÕES CLASSIFICAÇÃO Nota: Nas observações podes incluir as falsas partidas. Cada pista terá um juiz de viragem. etc. • Conhecer como se organiza. Podes realizar a prova de modo que os colegas percorram duas vezes a distância do comprimento da piscina. num estilo predeterminado. • Proporcionar momentos de alegria e de companheirismo durante a organização e o decorrer da prova. tendo de executar a respectiva viragem. uma prova de Natação. Mesa Professor responsável Vencedor 84 . juízes de viragens. que terá de ser constituído por juiz de partida. • Saber avaliar o desempenho motor dos colegas.

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