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SAÚDE FINANCEIRA PARA SUA EMPRESA

Edilson Aguiais* A saúde financeira da empresa não é independente da saúde financeira do empreendedor. Nem de sua credibilidade. A gestão adequada de quanto aplicar no banco, investir na empresa, retirar do lucro ou fazer novos empréstimos é um quebra-cabeça que impacta diretamente no futuro do negócio. Em pequenas e médias empresas é muito freqüente que “o caixa” do empreendedor e do negócio se confundam e este erro pode ser fatal para a sobrevivência de qualquer empresa. Obviamente, não é fácil fazer uma clara separação entre dinheiro da empresa e do empresário. O quadro se agrava quando não existe uma clara definição do valor que será retirado como pró-labore para cada sócio. Esta prática, apesar de grave, é comum na maioria das empresas de pequeno e médio porte. No entanto, é preciso saber até que ponto estas práticas são aceitáveis, o que deve ser evitado e como as instituições financeiras enxergam esta atitude. Quando se analisa o mercado, percebe-se que 2010 se iniciou recheado de oportunidades de crédito e boas perspectivas para o empresário que quer fazer investimentos produtivos. Entretanto, como o pequeno empreendedor vai investir depois da crise? Por meio de capital de terceiros, é claro. E este aporte de capital se dá por financiamentos que visam ampliar a produção e, conseqüentemente, as receitas da empresa. Apesar de alguma burocracia, existem linhas oficiais (FCO, BNDES, etc.) com taxas de juros relativamente baixas e altamente atrativas. Apesar disto, poucas empresas de médio e pequeno porte conseguem obter estes incentivos. Mas, por que isto acontece? A análise de crédito para grandes empresas normalmente é feita através dos dados econômicos e financeiros (Balanços, Balancetes, DRE, etc.) obtidos na contabilidade. Com efeito, os conhecimentos acadêmicos que os analistas de crédito possuem lhes dão grande ferramental para traçar o perfil dos clientes através destas informações. Com grande freqüência, os balanços são auditados, normalmente por auditores independentes, o que traz maior confiabilidade aos dados ali demonstrados. Pelo estudo da vida financeira da empresa é definida a rentabilidade, a lucratividade, o risco e outros indicadores importantes para o financiamento pretendido. Ao contrário, na pequena empresa o que conta são as qualificações do proprietário. O caráter para o pequeno empreendedor é a variável mais forte na hora de fazer uma análise de crédito. Além de fazer a consulta aos órgãos de proteção ao crédito (SPC, SERASA, etc.), o perfil do cliente é definido baseado nas impressões que o gerente tem do proprietário. Então, é essencial que o empresário apresente-se ao gerente e mostre quem ele realmente é. Ninguém melhor do que ele, que viveu todos os momentos da

empresa (inclusive os futuros), para defender a importância da empresa e as potencialidades daquele negócio. Outro fator que pode ter forte influência na análise do risco é a perenidade da empresa. Uma atividade empresarial que está baseada em um sócio normalmente é classificada como de maior risco. Deste modo, é necessário desenvolver governança corporativa de forma que, na ausência de algum dos sócios, as atividades da empresa possam continuar, se não normalmente, com o mínimo de alterações. Então, é preciso treinar os sucessores (diretores, gerentes, supervisores, etc.) de modo que o empreendimento se perpetue na economia. Em suma, a saúde financeira da pequena empresa depende diretamente do posicionamento do empresário frente ao mercado. Para fazer novos investimentos é sempre recomendável a utilização de capital de terceiro e para obter este financiamento é preciso que o empreendedor tenha uma boa vida pregressa, pois ela é a imagem da empresa. No próximo artigo, os 7 maiores erros dos pequenos empreendedores. Aguardem. * Edilson Aguiais é Economista, Consultor de Empresas e presidente Associação dos Economistas do Estado de Goiás - ASECON/GO ((62) 9253 0386 | 8216 5656 | edilsongyn@gmail.com)

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