You are on page 1of 38

CENTRO INTEGRADO DE TECNOLOGIA E PESQUISA FACULDADE NOSSA SENHORA DE LOURDES

JOANNA ANGÉLICA ARAÚJO RAMALHO

A ENFERMAGEM FRENTE À IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO

JOÃO PESSOA - PB 2011

JOANNA ANGÉLICA ARAÚJO RAMALHO

A ENFERMAGEM FRENTE À IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO

Monografia apresentada ao Centro Integrado de Tecnologia e Pesquisa ± CINTEP, como um requisito para a obtenção do título de especialista em Saúde da Família, sob a orientação do Prof. Ricardo.

JOÃO PESSOA - PB 2011

JOANNA ANGÉLICA ARAÚJO RAMALHO

A ENFERMAGEM FRENTE À IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
Monografia apresentada ao Centro Integrado de Tecnologia e Pesquisa ± CINTEP, em cumprimento às exigências para obtenção do grau de Pós±Graduação em Saúde da Família. Aprovada em:________/_____________________/2011.

Banca examinadora

_____________________________________________________
Orientador:

______________________________________________________ Examinador I

________________________________________________________ Examinador II

JOÃO PESSOA - PB 2011

AGRADECIMENTOS

Primeiramente, agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de estar no mundo. Aos meus pais, e à minha família, meu esposo e meu filho, agradeço todo o amor, carinho, compreensão e respeito. Aos amigos que me acompanharam nessa especialização, onde realmente trabalhamos em equipe. Muitas das pessoas que passaram e passam pelo que eu passei e passo: ficar longe da família em busca de um ideal comum. Tenho muito a agradecer e a muitas pessoas. Não cito nomes para não ser injusta com pessoas que me auxiliaram até onde já cheguei. Meus agradecimentos especiais a todos que colaboraram direta ou indiretamente para a concretização deste sonho. Para vocês, ofereço esta página... Que os versos do dia-a-dia formem os mais belos poemas da poesia da vida... Muito obrigada a todos!

RAMALHO, Joanna Angélica Araújo. A ENFERMAGEM FRENTE À IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO Monografia apresentada à Faculdade Nossa Senhora de Lourdes. Programa de Pós-Graduação. João Pessoa, 2011. 40 p

RESUMO

O Aleitamento Materno Exclusivo (AME) é recomendado à criança desde o seu nascimento até os seis meses de idade, como forma de prevenção de doenças comuns nessa faixa etária e como complemento de outros alimentos até dois anos, pois fornece todos os nutrientes necessários para um crescimento saudável. O presente estudo de campo adotou uma abordagem quantitativa de caráter exploratório descritivo. Trata-se de um estudo bibliográfico, que teve como objetivos, enfatizar a importância do Aleitamento Materno Exclusivo até o sexto mês de vida dos lactentes, discorrendo sobre os benefícios do aleitamento materno para o binômio (mãe/filho) e descrever as ações realizadas pelo Enfermeiro para orientação das nutrizes sobre o aleitamento materno. A metodologia utilizada foi à bibliográfica de natureza descritiva, realizado em biblioteca de outras instituições de ensino superior, públicas e privadas, e através de artigos eletrônicos. A amamentação deve ser iniciada na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, se a mãe e o recémnascido estiverem em boas condições de saúde, favorecendo o contato pele a pele de ambos. O contato precoce entre mãe e filho está associado à maior duração do aleitamento materno exclusivo. Assim, é importante sensibilizar as mães, bem como os profissionais de saúde, nomeadamente, os enfermeiros, no encaminhamento e na educação para a saúde, no sentido da promoção do Aleitamento Materno e determinar os conhecimentos, vivencias das mães.

Palavras±chave: Aleitamento Materno; Desmame Precoce; Enfermagem.

Ramalho, Joanna Angelica Araujo. NURSING FACING THE IMPORTANCE EXCLUSIVE BREASTFEEDING. Monograph presented to the School Our Lady of Lourdes. Graduate Program. João Pessoa, 2011. 40 p

ABSTRACT

The exclusive breastfeeding (EBF) is recommended for children from birth to six months, in order to prevent common diseases in this age group and as a complement to other foods up to two years because it provides all the nutrients needed for a healthy growth. This field study took a quantitative exploratory descriptive. It is a bibliographical study, which aimed to emphasize the importance of exclusive breastfeeding until the sixth month of life of infants, talking about the benefits of breastfeeding for the binomial (mother / son) and describe the actions taken by of the mothers nurse for advice on breastfeeding. The methodology used was the literature of descriptive nature, held in libraries and other institutions of higher education, public and private, and through electronic items. Breastfeeding should be started in the first hours of life, even in the delivery room, if the mother and baby are in good health by encouraging the skin to skin contact of both. Early contact between mother and child is associated with longer duration of exclusive breastfeeding. Thus, it is important to raise awareness among mothers and health professionals, particularly nurses, in addressing education and health, to the promotion of breastfeeding and to determine the knowledge, experiences of mothers.

Keywords: Breastfeeding; Early weaning; Nursing.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 08 1.1 Objetivo Geral ...................................................................................................... 10 1.2 Objetivos Específicos........................................................................................... 10 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................. 11 2.1 Tipo de Estudo .................................................................................................... 11 2.2 Local de estudo .................................................................................................. 11 2.3 Passos Metodológicos ........................................................................................ 11 3. REVISÃO DA LITERATURA................................................................................ 13 3.1 Anatomofisiologia das Mamas ............................................................................ 13 3.2 Fisiologia da Lactação ........................................................................................ 13 3.2.1 Início da lactação ............................................................................................. 13 3.2.2 Composição e demanda metabólica do leite ................................................... 15 3.3 Aspectos gerais acerca do aleitamento materno ................................................ 16 3.4 Benefícios do aleitamento materno .................................................................... 17 3.5 Forma correta de amamentar e o cuidado com as mamas................................. 19 3.6 Ordenha e o desmame precoce ......................................................................... 22 3.7 Condições da mãe e do lactente que contra-indicam a amamentação .............. 25 3.8 Complicações do Aleitamento Materno .............................................................. 25 3.8.1 Fissuras Mamilares ......................................................................................... 26 3.8.2 Ingurgitamento Mamário .................................................................................. 27 3.8.3 Mastite ............................................................................................................. 28 3.8.4 Bloqueio dos Ductos ........................................................................................ 28 3.9 Assistência de Enfermagem ............................................................................... 29 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 31 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 32

1. INTRODUÇÃO O leite materno é o único alimento para o bebê durante os seis primeiros meses de vida, sendo complementado com outros alimentos adequados à faixa etária dos lactentes até os dois anos de idade. Além de ser prático e econômico, o mesmo possui todos os nutrientes necessários para a obtenção de um ciclo vital saudável, evitando diarréias, desnutrição, auxilia na maturação do trato gastrointestinal, fortalece os músculos faciais, proporcionando benefícios a longo prazo, além disso, possui anticorpos que atuam na prevenção de infecções oportunistas nesta faixa etária, sendo ainda o colostro a primeira vacina que o mesmo recebe tornando-o imune a várias doenças nesse período. Para a mãe, diminui o risco de hemorragias, proporciona uma rápida involução uterina, é uma forma complementar de anticoncepção natural (Método da Lactação e Amenorréia (LAM)), reduz o risco de câncer de mama, e ainda contribui significativamente para a perda de peso. A amamentação deve ser iniciada na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, se a mãe e o recém-nascido estiverem em boas condições de saúde, favorecendo o contato pele a pele de ambos. O contato precoce entre mãe e filho está associado à maior duração do aleitamento materno exclusivo (Pillegi, et al. 2008). É preciso que a mãe sinta-se bem, tenha uma alimentação adequada, para proporcionar uma boa mamada para seu filho, pois esse momento torna-se especial para ambos e ao mesmo tempo prazeroso para os dois, onde ocorre a troca de olhares, o carinho, o amor e o contato físico, possibilitando o reconhecimento da criança para com sua genitora. A criança que é amamentada no peito cresce mais saudável, dorme mais tempo, é mais tranqüila, com tanto que essa mamada seja ofertada de maneira correta, em ambiente tranqüilo, na posição correta, desde que a mãe esteja com o seu tempo livre de outros afazeres, podendo dar atenção necessária nesse momento para seu bebê. Dentre os vários fatores condicionantes que interferem na realização do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) até o sexto mês de vida dos lactentes, podemos citar as facilidades encontradas no setor industrial (alimentos para

lactentes de qualquer faixa etária), a possível insegurança que algumas mães têm em relação à solicitação da licença maternidade, e conseqüentemente o receio de solicitar 60 minutos de dispensa do trabalho para amamentar o lactente. Devido ao medo de perder o emprego, somando-se à baixa escolaridade, renda familiar, concepção ainda muito jovem, aspectos culturais, pouco ou nenhum conhecimento sobre os benefícios que podem proporcionar o Aleitamento Materno Exclusivo, tanto para o lactente, quanto para a nutriz. Conforme descrito por Silveira e Lamounier (2004), as ações determinantes para reverter o alto índice de desmame precoce no Brasil direcionam-se a um trabalho em conjunto com os dois seguimentos envolvidos, a população e os profissionais da saúde, conscientizando-os sobre a importância e os benefícios do Aleitamento Materno Exclusivo até os seis meses, proporcionando à saúde maternoinfantil e enfatizando as consequências do desmame precoce para os mesmos. Dentro do contexto, vale ressaltar os programas, pré-natal e puerpério, que se inserem as orientações essenciais que proporcionará a conscientização das gestantes e nutrizes sobre a importância da realização do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do lactente. Alguns autores acima citados confirmaram que o Brasil, possui altos índices de desmame precoce em todas as regiões, portanto, é um fator preocupante para a saúde pública brasileira, aumentando assim uma maior prevalência de morbimortalidade infantil. Somente a conscientização sobre a realização do Aleitamento Materno Exclusivo até os seis meses de vida, pode reverter esta situação. Diante do exposto, surgiu à seguinte pergunta: qual a importância do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida dos lactentes? Assim, é importante sensibilizar as mães, bem como os profissionais de saúde, nomeadamente, os enfermeiros, no encaminhamento e na educação para a saúde, no sentido da promoção do Aleitamento Materno e determinar os conhecimentos, vivencias das mães.

1.1 Objetivo Geral Enfatizar a importância do Aleitamento Materno Exclusivo até o sexto mês de vida dos lactentes. 1.2 Objetivos Específicos Discorrer sobre os benefícios do aleitamento materno para o binômio (mãe/filho). y Descrever as ações realizadas pelo Enfermeiro para orientação das nutrizes sobre o aleitamento materno.

y

y

2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 2.1 Tipo de Estudo Este estudo foi desenvolvido adotando os critérios da pesquisa bibliográfica. Segundo Gil (2002), uma pesquisa bibliográfica é definida como um estudo que toma partida de material já elaborado, constituído por vários livros de literatura corrente, livros de referência informativa e remissiva, como dicionários, enciclopédias, anuários, almanaques e catálogos; publicações, como jornais e revistas; e impressos diversos. Trata-se de um estudo bibliográfico do tipo descritivo, realizado através de livros, que segundo Lakatos (2006) é caracterizado por abranger toda bibliografia publicada em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, pesquisas, monografias, teses e meios de comunicações visuais e auditivas. A finalidade é proporcionar ao pesquisador o contato direto com todos os métodos de divulgação sobre o determinado assunto. Na pesquisa descritiva observa-se, registra-se, analisa-se, classifica-se e interpretam-se os fatos, sem sofrer interferência do pesquisador. Desse modo, o pesquisador estuda os fenômenos físicos e humanas sem manipulá-los (MARCONE; LAKATOS, 2006). 2.2 Local de Estudo Este trabalho foi desenvolvido adotando os critérios da pesquisa bibliográfica, realizada no acervo de bibliotecas públicas e privadas de João Pessoa ± PB e através de artigos eletrônicos. 2.3 Passos Metodológicos A pesquisa bibliográfica pode, portanto, ser estendida como um processo que envolve as seguintes etapas: escolha do tema; levantamento bibliográfico preliminar; formulação do problema; elaboração do plano provisório de assunto; busca das

fontes; leitura do material; fichamento; organização lógica do assunto; e redação do texto (GIL, 2002). Os dados foram coletados no período de março a outubro de 2011. Efetuou-se a investigação em diversas bases de dados, artigos, sites e manuais que abordam sobre o tema em pauta. O levantamento bibliográfico preliminar possibilitou que a área de estudo fosse delimitada e que a pesquisadora tivesse familiaridade com o objeto de estudo no qual está interessada.

3. REVISÃO DA LITERATURA 3.1. Anatomofisiologia das Mamas As mamas são duas glândulas situadas uma de cada lado do tórax, consideradas acessórias do sistema genital feminino. Sua função é a produção do leite após o parto. Suas estruturas externas são: a papila mamária (mamilo) é uma área elevada da mama, constituída de fibras musculares lisas, geralmente circulares e de 15 a 20 ductos lactíferos que desembocam em sua extremidade rugosa; a aréola é uma área pigmentada ao redor do mamilo, que contém glândulas mamárias modificadas (glândulas areolares), que durante a gravidez e lactação formam os tubérculos de Montgomery, que são glândulas sebáceas da aréola, as quais promovem a fabricação de secreção oleosa e anti-séptica, que protege lubrificando o mamilo e a aréola de sucção. Suas estruturas internas são os ductos lactíferos que desembocam no mamilo, comunicando-se com os alvéolos mamários; as ampolas galactóforas que estão situadas abaixo da aréola ejetam o leite na boca do bebê durante a amamentação (FRANZA; SANTOS; SILVA, 2008; ÓRFÃO; GOUVEIA, 2009). O desenvolvimento das glândulas mamárias inicia-se durante a puberdade estimulada pela ação dos estrogênios, que promovem o crescimento do estroma e do sistema de ductos, ocasionando o crescimento das mamas, que durante a gestação devido à ação do hormônio do crescimento, prolactina, entre outros, leva ao aumento dos ductos mamários ramificando-os, estroma da mama e grande quantidade de gordura são depositados no mesmo (GUYTON; HALL, 2008). O hormônio progesterona é secretado pela placenta em enorme quantidade durante a gravidez, causando o crescimento dos lóbulos, o brotamento dos alvéolos e o desenvolvimento de características secretoras nas células alveolares (GUYTON; HALL, 2008). 3.2. Fisiologia da Lactação 3.2.1. Início da lactação

A produção do leite ocorre após o delivramento do feto e resulta da ação de muitos hormônios que exercem influência sobre as células glandulares (KAPIT; ELSON, 2002). A lactação é estimulada por fatores que envolvem estimulações neurais e endócrinas, relacionados com a sucção do mamilo pelo lactente, que age no eixo hipotalâmico-hipofisário e culmina por determinar a liberação de prolactina (aumento dos níveis de seis a nove vezes) e de ocitocina (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2008). O hormônio prolactina é essencial na promoção da secreção do leite pelas células alveolares, onde o mesmo pode ser inibido pela alta elevação de estrogênio e progesterona no período gestacional. Após o parto, e ocasionalmente depois da retirada da placenta, esses inibidores da lactação têm a concentração diminuída, extinguindo os seus efeitos antagonistas, proporcionado a secreção do leite. A prolactina é secretada pela hipófise anterior da mãe, e a sua concentração sanguínea aumenta uniformemente desde a quinta semana de gestação até o nascimento da criança, quando apresenta elevação de 10 a 20 vezes em relação ao nível normal não-grávido. Além disso, a placenta secreta grande quantidade de somatomamotropina coriônica humana, que, provavelmente, também tem propriedades lactogênicas, sustentando assim a prolactina da hipófise materna durante a gravidez (GUYTON; HALL, 2002; BRASIL, 2009a). Quando o lactente começar a mamar, ele não recebe qualquer leite durante os primeiros 30 segundos. Para que ocorra a descida do leite propriamente dita, são necessários vários estímulos, como impulsos sensoriais pelos nervos somáticos dos mamilos para a medula espinhal da mãe e, a seguir, para o hipotálamo, proporcionando a secreção de ocitocina e, mutuamente a secreção do hormônio da lactação (prolactina) (GUYTON; HALL, 2002). Conforme Órfão e Gouveia (2009), o reflexo neurogênico e hormonal ou ³descida´ do leite garante a ejeção do mesmo. Algumas estimulações nervosas promotoras da descida do leite são a sucção pelo lactente, produzindo impulsos no hipotálamo, estimulando a liberação de ocitocina pela neuro- hipófise, produzindo a contração das células mioepiteliais (que circundam as paredes externas dos alvéolos) dos alvéolos mamários, ocasionando a ejeção do leite.

3.2.2. Composição e demanda metabólica do leite O parto normal proporciona à mãe melhores condições físicas no pós-parto imediato para a amamentação, pois a mesma não está sobre nenhum efeito anestésico, ou seja, sedada, sem ocasionar riscos ao recém-nascido e, automaticamente, os níveis hormonais maternos com o trabalho de parto se elevam, condicionando, assim, a produção do colostro e conseqüentemente o leite. A gestante que é submetida ao parto Cesário para a retirada do feto, necessita ser anestesiada, com anestesia geral ou bloqueio local, ocasionando sedação paciente/cliente, indisponibilizando no pós cesário imediato, a amamentação imediata, devido à mesma não está recuperada totalmente do efeito anestésico (BATISTA; COSTA, 2009). Durante os primeiros dias do pós-parto há apenas secreção de colostro, de cor amarelada, com grande concentração de proteínas (6%), lipídeos (2,5%), glicídios (3,0%), anticorpos e células tímicas, com agentes antiinfecciosos, particularmente gastrointestinais (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2008). Segundo Guyton e Hall (2002), o leite humano é composto pelos seguintes elementos, água (88,5%), gordura (3,3%), lactose (6,8%), caseína (0,9%), lactalbumina e outras proteínas (0,4%) e cinzas (0,2). O leite não apenas fornece ao recém-nascido os nutrientes necessários, como, também, proporciona importante proteção contra as infecções. Por exemplo, juntamente com os nutrientes, são secretados vários tipos de anticorpos e outros agentes antiinfecciosos. Os fatores de defesa presente no leite humano podem ser divididos em quatro grupos: antimicrobianos (a IgA secretora, lactoferrina, lisozima, oligossacarídeos, mucina, fibronectina e complementos), antiinflamatórios (as citocinas, os antioxidantes (catalase, lactoferrina, alfa-tocoferol, beta-caroteno), as antiproteases (alfa¹-anti-tripisina e inibidor da elastase), os fatores de crescimento, prostaglandinas E¹ e E², PAF-acetilhidrolase, imunomoduladores (as citocinas, nucleotídeos, prostaglandina E² e prolactina), e leucócitos (neutrófilos, macrófagos e linfócitos) (GRASSI; COSTA; VAZ, 2001). A IgA é a principal imunoglobulina do leite materno. Sua principal função é se ligar a microorganismos e macromoléculas bloqueando a aderência de diversos agentes infecciosos às células intestinais, neutralizando toxinas liberadas por

patógenos, assim prevenindo o lactente contra a sepse. Além disso, a IgA interage com a lactoferrina e lactoperoxidase, intensificando a função dessas proteínas de defesa ( MATUHARA; NAGANUMA, 2006; BRASIL, 2009a). Os macrófagos têm a capacidade de fagocitar bactérias e fungos e são também capazes de produzir citocinas, lactoferrina e lisozima, sendo atribuído aos macrófagos como um dos mais importantes imunoprotetores. Já os linfócitos que são secretados pelo leite humano, cerca de 80% são da linha T, que eliminam diretamente células infectadas (GRASSI; COSTA; VAZ, 2001). Estes componentes do sistema imunológico do lactente citados anteriormente, tem diversas funções complementares entre si, sendo importantes na prevenção de infecções e outras patologias. 3.3 Aspectos gerais acerca do Aleitamento Materno O aleitamento divide-se em três tipos, que são eles, o Aleitamento Materno Exclusivo ± AME (sem quaisquer outros líquidos ou alimentos, exceto medicamento), o Aleitamento Materno Predominante ± AMP (quando o lactente recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água, como suco de frutas e chás), e o Aleitamento Materno - AM (quando o lactente recebe leite materno e quaisquer outros líquidos ou alimentos) (BRASIL, 2002). Segundo o Ministério da Saúde (2009b. p. 42-83) na Segunda Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal (PPAM/ Capitais e DF), constatou que: [...] a prevalência do AME em menores de seis meses foi de 41%, e que a duração mediana do AME foi de 54,11 dias (1,8 meses) e a duração mediana do AM de 341,6 dias (11,2 meses) no conjunto das capitais brasileiras e DF. [...] verificou-se o aumento da prevalência de AME em menores de quatro meses no conjunto das capitais brasileiras e DF, de 35,5% em 1999, para 51,2% em 2008. [...] observando uma maior freqüência do AME no sexo feminino e na região Norte do país; observa-se uma tendência crescente da prevalência do AME com o aumento da escolaridade materna; em relação à idade materna, a maior freqüência de AME foi identificada entre as mulheres entre 20 e 35 anos. [...] foi notório a introdução precoce de água, chás e outros leites, com 13,8%, 15,3% e 17,8% das crianças recebendo esses líquidos respectivamente, já no

primeiro mês de vida. Cerca de um quarto das crianças entre três e seis meses já consumia comida salgada (20,7%). Os efeitos benéficos da amamentação para a saúde das lactantes e lactentes vêm sendo observadas em toda parte. No que diz respeito ao lactente, o aleitamento materno reduz o risco de infecções agudas como diarréia, pneumonia, otite, haemophilus influenzae, meningite, auxilia na maturação do trato gastrointestinal, fortalece os músculos faciais e infecção urinária. Também protegendo contra doenças crônicas como diabetes tipo I, colite ulcerativa e doença de Crohn. A amamentação está associada com uma baixa prevalência de diabete tipo II, sobrepeso e obesidade na adolescência e vida adulta (OMS, 2009; UNICEF, 2009). A amamentação prolonga a infertilidade da mulher e ainda reduz os riscos de hemorragia pós-parto, câncer de mama, pré-menopausa, câncer de ovário, proporciona uma rápida involução uterina, e ainda contribui significativamente para a perda de peso (TOMA; REA, 2008; REA, 2004; BOTINE et al., 2003). 3.4 Benefícios do aleitamento materno As vantagens do aleitamento materno são múltiplas e já bastante reconhecidas, quer em curto prazo, quer em longo prazo, existindo um consenso mundial de que a sua prática exclusiva é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos 6 meses de vida (Levy, L. e Bértolo, H. 2008). O leite materno satisfaz todas as necessidades do bebé proporcionando um óptimo crescimento e desenvolvimento, repercutindo-se na infância e na adolescência em saúde plena em saúde do futuro individuo, tendo como principal consideração as doenças do foro metabólico e nutricional (Pereira, 2002). Segundo Carvalho e Tamez (2005), descrevem que no aleitamento materno exclusivo é muito difícil ganhar peso excessivo, sendo também raros os casos de desnutrição e as crianças têm menos frequência de doenças agudas, crónicas e hospitalizações. O aleitamento materno tem uma capacidade significativa para diminuir a taxa de mortalidade infantil, reduzindo o risco de diarreias agudas e persistentes, bem como, de septicemia neonatal (Carbonare, 2001).

Devido à atividade antimicrobiana e anti-inflamatória presente no leite materno, as crianças amamentadas têm menos infecções e menos graves. Esta proteção que o LM confere ao bebé, é impossível de ser alcançada por outro tipo de alimento (Galvão, 2006). Favorece o desenvolvimento psicomotor e social adequado, melhor QI, porque o leite materno é rico em Ómega 3 favorecendo o desenvolvimento cerebral (Pereira, 2006). Tem sido encontrado no Aleitamento Materno, fatores de crescimento biologicamente ativos, como o fator de crescimento epidérmico (EGF), que estimula o crescimento do trato intestinal, independentemente do peso do bebé ao nascer, poder-se-á especular que o factos de crescimento epidérmico poderá ter um importante papel, no crescimento do intestino delgado das crianças pré-termo, estando atualmente em estudo o uso terapêutico do ECF em casos de doença ou cirurgia intestinal (Levy, 1999). A amamentação com pega correta, e pelas características em si, fortalece a musculatura da face, língua e boca, prevenindo problemas futuros de fala e de oclusão de dentes (Ferferbaum e Falcão, 2003, Pereira, 2004). No que diz respeito às vantagens para a mãe, tal como referenciado atrás, o aleitamento materno favorece a criação de um momento único e mágico de proximidade entre a mãe e filho, transmitindo sensações de conforto, amor e segurança ao RN, proporcionando o prazer único de satisfazer as necessidades nutricionais do seu filho (Pereira, 2002). O Aleitamento Materno proporciona a ambos uma sensação gratificante, desencadeando na mãe um sentimento de sucesso, auto-estima e autoconfiança, associando-se isto ao sucesso desta prática (Levy e Bértolo, 2002). A mulher que amamenta tem menor probabilidade de ter cancro da mama entre outros; com a remineralização durante a amamentação reduz o risco de desenvolvimento de esclerose múltipla, artrite reumatóide, doença inflamatória do intestino; com a produção da hormona ocitocina, esta estimula a contração dos músculos do útero, levando a uma mais rápida involução uterina e a uma diminuição dos riscos pós parto, como hemorragias e consequentemente o risco de aparecimento de anemia (Pernoud, 1995; Oliveira e Valente, 1999; Alden, 2002; Levy e Bértolo, 2006;).

A amamentação permite à mãe que recupere o peso pré-gestacional mais rapidamente, pois a produção de leite implica uma maior necessidade calórica e hídrica, que será recompensada por uma maior eficiência na absorção de edemas inerentes à gravidez (Santos e Sapage, 2005). O ato de amamentar, na maioria dos casos protege a mãe de uma nova gravidez, se for adoptado em conjunto certas medidas como: praticar aleitamento materno exclusivo em regime livre, sem intervalos noturnos e se a mulher não tiver ovulações (Galvão, 2006). Barros e Ferrari (2003) acrescentam ainda que a mãe que amamenta, pode fazê-lo numa emergência, em qualquer momento e ambiente, além de não comprometer o seu tempo com a preparação e higiene dos biberões, carregando consigo o ideal para o seu filho.

3.5 Forma correta de amamentar Conforme o Ministério da Saúde (2009a), demonstrar a forma correta de amamentar contribui para uma melhor interação entre mãe e filho, pois as lactantes podem escolher qual a melhor forma (sentada, deitada ou em pé) para ofertar o peito para o lactente. Ainda discorre, que quando deitada deve apoiar a cabeça e costas em travesseiros para ficar mais à vontade. Na posição sentada, pode cruzar as pernas ou usar travesseiros sobre suas coxas, ou ainda embaixo dos pés um apoio para facilitar a posição do bebê, permitindo assim, que a boca fique no mesmo plano da aréola. De acordo Giugliani (2000. p. 242): Hoje se sabe que a técnica da amamentação é importante para a transferência efetiva do leite da mama para a criança e para prevenir dor e trauma dos mamilos. Por isso, é indispensável que a mãe seja orientada quanto à técnica de amamentação já no período pré-natal, de preferência, ou logo após o parto. Nenhuma dupla mãe/bebê deve deixar a maternidade sem que pelo menos uma mamada seja observada criteriosamente. A mesma relata que a avaliação de uma mamada indica se a mãe precisa de ajuda e que tipo de ajuda. Portanto, os seguintes itens devem ser observados:

± Roupas da mãe e do bebê são adequadas, sem restringir movimentos? As mamas devem estar completamente expostas e o bebê deve estar vestido de maneira que os braços fiquem livres (não deve estar enrolado). ± A mãe está confortavelmente posicionada, relaxada, bem apoiada, não curvada para trás nem para frente? O apoio dos pés acima do nível do chão é aconselhável. ± O corpo do bebê está próximo, todo voltado para a mãe, tórax com tórax? Uma das regras básicas de uma boa técnica de amamentação é manter corpo e cabeça do bebê alinhados. ± O braço inferior do bebê está posicionado ao redor da cintura da mãe, de maneira que não fique entre o corpo do bebê e o corpo da mãe? ± O corpo do bebê está fletido sobre a mãe, com as nádegas firmemente apoiadas? ± O pescoço do bebê está levemente estendido? ± A mãe está segurando a mama formando um C com o dedo polegar colocado na parte superior e os outros quatro dedos na parte inferior, tendo o cuidado de deixar a aréola livre? Os dedos não devem ser colocados em forma de tesoura, interpondo-se entre a boca do bebê e a aréola. ± A cabeça do bebê está no mesmo nível da mama, com a boca centrada em frente ao mamilo? É sempre útil lembrar a mãe que é o bebê que vai à mama e não a mama que vai ao bebê. ± Na hora de colocar o bebê para sugar, a mãe estimula o lábio inferior do bebê com o mamilo para que ele, por reflexo, abra bem a boca e abaixe a língua? ± Imediatamente após o bebê abrir a boca, a mãe, com um rápido movimento, leva o bebê ao peito? Mais uma vez, lembrar que é o bebê que vai à mama e não a mama ao bebê. ± O bebê abocanha, além do mamilo, parte da aréola (aproximadamente 2 cm além do mamilo)? Lembrar que o bebê retira o leite comprimindo os seios lactíferos com as gengivas. ± O queixo do bebê está tocando a mama? ± O bebê mantém a boca bem aberta colada na mama, sem apertar os lábios?

± Os lábios do bebê estão curvados para fora, formando um lacre? Para visualizar o lábio inferior do bebê muitas vezes é necessário pressionar a mama com as mãos. ± A língua do bebê fica sobre a gengiva inferior? Algumas vezes a língua é visível; no entanto, na maioria das vezes é necessário abaixar suavemente o lábio inferior. ± A língua do bebê encontra-se curvada para cima nas bordas? ± O bebê mantém-se fixado à mama, sem escorregar ou largar o mamilo? ±As mandíbulas do bebê se movem? ±Pode-se ver ou ouvir a deglutição? Os seguintes sinais são indicativos de técnica incorreta de amamentação: ±Bochechas do bebê encovadas a cada sucção. ± Ruídos da língua; a deglutição, entretanto, pode ser barulhenta. ± Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada. ± Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê larga a mama. ± Dor na amamentação. Segundo o Ministério da Saúde (2009), o exame das mamas é fundamental, pois por meio dele pode detectar situações que poderão exigir uma maior assistência à mulher logo após o nascimento do bebê como, por exemplo, a presença de mamilos muito planos ou invertidos e cicatrização, entre outros. A ³preparação´ das mamas para amamentação, tão difundida no passado, não tem sido recomendação de rotina. No preparo das mamas para o aleitamento, o Ministério da Saúde (2006), discorre que as mesmas devem ser avaliadas na consulta de pré-natal, orientando as gestantes a usar sutiã durante a gestação, recomendando-se banhos de sol nas mamas por 15 minutos, até 10 horas da manhã ou após as 16 horas, ou banhos de luz com lâmpadas de 40 watts, a cerca de um palmo de distância e esclarecendo que o uso de sabões, cremes ou pomadas no mamilo deve ser evitado. O maior cuidado para se evitar as rachaduras e os traumas mamilares é a grande abertura de boca do bebê com a "pega" correta. Para isso as mamas devem estar macias e os mamilos proeminentes. A higiene adequada é de suma importância para minimizar ou erradicar o risco de infecções, não sendo necessário

o uso de óleos ou pomadas. O banho deverá ser o habitual e o próprio leite que se deposita sob o mamilo é suficiente para hidratar a região. Manter as mamas macias, hidratadas por leite materno apenas, arejadas e observar a perfeita "pega" é o necessário para evitar lesões que causariam o desmame precoce (MOLINA, 2004). 3.6 Ordenha e o desmame precoce Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) (2010), a ordenha mamária é o ato mecânico de esvaziamento dos seios lactíferos, que pode ser feita manualmente ou com o auxílio de bombas manuais ou elétricas. E ainda discorre sobre as orientações às mães, para a realização de uma ordenha eficaz e higiênica, que são elas: ± Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços. ± Não há necessidade de lavar os seios freqüentemente. ± Usar máscara ou evitar falar, espirrar ou tossir enquanto estiver ordenhando o leite. ± Massagear, previamente e delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção a aréola. Esse procedimento deve ser feito preferencialmente pela nutriz que assim poderá localizar os pontos mais dolorosos. ± Dispor de vasilhame de vidro esterilizado para receber o leite. Preferencialmente vidros de boca larga e com tampas plásticas, que possam ser submetidos à fervura durante mais ou menos 20 minutos. ± Ter a mão pano úmido limpo e lenços de papel para limpeza das mãos. ± Procure estar relaxada, sentada ou de pé, em posição confortável. ± O recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) deve estar esterilizado e posicionado próximo ao seio. ± Com os dedos da mão em forma de ³C´, colocar o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola-mama, em oposição ao polegar. Sustentar o seio com seus outros dedos. ± Use a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita ou use as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama).

± Pressione seu polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção a parede torácica. Evite pressionar demais, pois pode bloquear os ductos lácteos. ± Pressione e solte, pressione e solte. Isto não deve machucar, se doer à técnica está errada. A princípio o leite pode não vir, mas depois de pressionar algumas vezes, o leite começa a pingar. Poder fluir em jorros se o reflexo de ocitocina é ativo. ± Pressione a aréola da mesma forma, a partir dos LADOS, para assegurar que o leite está sendo extraído de todos os segmentos do seio. ± Evite esfregar ou deslizar seus dedos sobre a pele. O movimento dos dedos deve ser mais rotatório. ± Evite comprimir o mamilo entre os dedos, dessa maneira não conseguirá extrair o leite. Acontece o mesmo quando o bebê suga apenas o mamilo. ± Ordenhe um seio por pelo menos 3-5 minutos até que o leite flua lentamente, então ordenhe o outro lado; e repita em ambos os lados. ± Explique que ordenhar leite de peito adequadamente leva mais ou menos 20-30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida. É importante não tentar ordenhar em um tempo mais curto. ± Coloque a aréola entre o polegar e os outros dedos e pressione para dentro, na direção da parede torácica. ± Pressione atrás do mamilo e da aréola, entre os seus dedos e polegar. ± Pressione os lados para esvaziar todos os segmentos. Em casos em que a amamentação não é iniciada nas primeiras horas após o parto (por exemplo, em recém-nascidos pré-termo devido à sua imaturidade e condição clínica, pois os mesmos não conseguem realizar a sucção, entre outros), a ordenha da mama é recomendada, pois serve para estimular a produção láctea, amamentar o infante e evitar o ingurgitamento mamário (SERRA; SCOCHI, 2004). O desmame precoce é conceituado como a interrupção do aleitamento materno exclusivo antes do sexto mês de vida do lactente (MOUTINHO; ROAZZI; GOUVEIA, 2006; PARIZOTTO; ZORZI, 2008; VALOTA, 2003). Historicamente discorrendo, o aleitamento materno é a principal nutrição que o lactente necessita para ter uma vida saudável. Entretanto, com séries de

revoluções no setor industrial, em especial no que diz respeito aos alimentos (aleitamento artificial) para infantis, adquiriu uma importância maior (ANTUNES et al., 2008). Como foi citado acima, a industrialização e o aperfeiçoamento de novas técnicas de esterilização do leite de vaca, desencadearam uma produção em larga demanda de leites em pó. As mesmas utilizam de forma intensa e agressiva as propagandas (publicidade), fazendo com que o leite artificial seja encarado como um substituto adequado ao leite materno, devido à sua praticidade, condições adequadas de higiene e o bordão de que o leite artificial supriu com superioridade todas as substâncias nutritivas do leite materno. Devido às séries de revoluções no setor industrial, a entrada da mulher no mercado de trabalho, a baixa idade à concepção, a baixa escolaridade, o baixo rendimento financeiro e a desinformação sobre os benefícios do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, conseqüentemente favorecem ao desmame precoce (ICHISATO; SHIMO, 2002; ESCOBAR et al., 2002). Conforme Barros K. M. et al., (2009, p. 1-2), as principais conseqüências do desmame Aumento precoce da para a saúde do binômio por (nutriz/lactente), diarréia e são: mortalidade infantil, principalmente Infecções

Respiratórias (IRAs), podendo ocasionar doenças alérgicas, cânceres, obesidade, diabetes, deficiência no desenvolvimento cognitivo e emocional, anemia ferropriva e doenças cardiovasculares. Já para mulher, é o aparecimento do ingurgitamento mamário, bloqueio dos ductos lactíferos, mastite, ansiedade, estresse e muitas vezes depressão, e podendo ainda predispor um aumento na probabilidade de desenvolver o câncer de mama e ovário, osteoporose, artrite, dificuldade em perder peso e o retorno mais rápido da menstruação. Estudos indicam que o desmame precoce dos lactentes associado ao convívio em ambiente com higiene precária e com circulação de doenças, tem entre seis e 25 vezes mais probabilidade de morrer por diarréia e quatro vezes mais probabilidade de morrer por pneumonia. Já para a mãe, o mesmo pode ocasionar risco de câncer de mama e algumas formas de câncer de ovário, sobrepeso, anemia, gestações freqüentes, entre outros (UNICEF, 2009).

3.7 Condições da mãe e do lactente que contra-indicam a amamentação Os lactentes que não devem receber leite materno nem qualquer outro leite, exceto fórmulas especiais, são os acometidos por patologias como, galactosemia clássica, doença da urina de xarope do bordo e fenilcetonúria. Já para os lactentes que podem necessitar de complementação com outro leite por um período limitado, são os nascido com menos de 1500g (muito baixo peso ao nascer), com menos de 32 semanas de idade gestacional (muito prematuros), com risco de hipoglicemia, como são os pré-termos, pequenos para idade gestacional ou que tenha experimentado significante estresse com hipóxia e isquemia intraparto, aqueles que estão doentes e cujas mães são diabetes, e se sua glicemia não melhorou com a amamentação (OMS, 2009). Conforme Organização Mundial de Saúde (2009) e Cunha (2009), a condição materna, que pode justificar evitar amamentar de forma permanente é a Infecção pelo HIV. Conseqüentemente as condições maternas que podem justificar evitar amamentar de forma temporária, são patologias como a doença grave que impede a mãe de cuidar de seu filho, por exemplo, sepsis, o vírus do Herpes simples tipo I (HSV ± I), algumas medicações maternas, por exemplo, drogas sedativas, psicoterápicas, anti-epiléticas e opiáceos e suas combinações podem causar efeitos colaterais tais como tontura e depressão respiratória, iodo-131 radioativo, o uso excessivo de iodo ou iodofor tópico, quimioterapia citotóxica. Condições maternas que são contra-indicadas amamentar, embora elas representem problemas de saúde que causam preocupação, como no abcesso mamário, na Hepatite B, quando a amamentação for muito dolorosa (Mastite), na Tuberculose, na utilização de certas substâncias, que já se demonstrou que tem efeitos danosos sobre o bebê amamentado e sobre a nutriz o uso pela mesma de nicotina, álcool, ecstazy, anfetaminas, cocaína, opiáceos, benzodiazepínicos, maconha (cannabis) e estimulantes relacionados (OMS, 2009; BRASIL, 2005).

3.8 Complicações mamárias que podem influenciar no desmame precoce

De acordo Parizotto e Zorzi (2008), as complicações mamárias, são fatores que se destacam como predisponentes associados a não realização do Aleitamento Materno Exclusivo, que dentre elas estão, mamilos doloridos, trauma mamilar, ingurgitamento mamário, baixa produção de leite, mastite, abcesso mamário, candidíase, mamilos planos ou invertidos. O Ministério da Saúde (2009a) discorre que as nutrizes enfrentarão alguns problemas que surgirão durante a amamentação, se os mesmos não forem diagnosticados e tratados precocemente, podendo até interromper o aleitamento materno. Dentre estes problemas estão: os mamilos invertidos, que podem dificultar o início da lactação, mas não necessariamente a impedem; o ingurgitamento mamário, que é a compressão dos ductos lactíferos, o que dificulta ou impede a saía do leite pelos alvéolos; a dor nos mamilos/mamilos machucados, sendo que é comum a mulher sentir dor discreta ou moderada no início da amamentação, devido à forte sucção do lactente nas mamadas; a mastite, que é um processo inflamatório de um ou mais seguimentos da mama, geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma infecção bacteriana; a candidíase ou monilíase (Candida sp), é uma infecção bastante comum no puerpério, pois a mesma pode atingir só a pele do mamilo e da aréola ou comprometer os ductos lactíferos; o abcesso mamário, que é causado pela mastite não tratada ou com tratamento iniciado tardiamente ou ineficaz, entre outros. Nas primeiras semanas de amamentação podem surgir algumas dificuldades, principalmente para as mães que estão a amamentar pela primeira vez. 3.8.1 Fissuras Mamilares As fissuras mamilares são uns dos problemas mais comuns na amamentação e define-se como uma erosão alongada à volta do mamilo (Freitas et al., 2002). Pereira (2006), argumenta que acontece na maioria das vezes devido a uma má adaptação do bebé à mama da mãe (pega incorreta). A amamentação é dolorosa, podendo levar a mãe a amamentar durante menos tempo /ou com menor frequência. A criança que suga só o mamilo não consegue retirar leite suficiente, ficando frustrada. O leite não é retirado com eficácia, o que poderá levar a diminuição da produção de leite (Levy e Bértolo, 2008)

Segundo Levy e Bértolo (2008) na maior parte das vezes, a dor desaparece logo que a pega do bebé é corrigida e se a dor é tão intensa que mesmo melhorando a pega do bebé não desaparece, a mãe pode retirar o leite e dar ao bebé com copo ou colher, até que o mamilo melhore ou cicatrize.

3.8.2 Ingurgitamento Para Pereira (2006), o ingurgitamento mamário é o súbito e doloroso aumento do volume das mamas, devido a uma elevada quantidade de sangue e fluidos nos tecidos que suportam a mama (congestão vascular) e por certa quantidade de leite que fica retido na glândula mamária. A mãe pode ter um ligeiro aumento da temperatura corporal que não ultrapassa, em regra, o 38º C, durante 24 horas (Levy e Bértolo, 2008). Alden (2002) diz que a aréola se torna mais resistente dificultando a pega. E se o leite não for removido das mamas, a produção diminuirá e o leite poderá ficar escasso. O Ingurgitamento Mamário é mais frequente em cesarianas. A orientação para o inicio da amamentação precoce tem tornado mais raro o ingurgitamento nas maternidades. Também ocorre mais em primíparas jovens e é devido ao aporte linfático e sanguíneo para as mamas. Em conclusão, quanto mais precoce for o inicio da amamentação e mais frequentes forem as mamadas, mais raro será o ingurgitamento (Freitas et al., 2001). Para tratar o ingurgitamento segundo (Levy e Bértolo, 2008): Retirar o leite da mama, colocando o bebé a mamar, se possível, ou com expressão manual ou bomba (lavar as mãos cuidadosamente antes de tocar nas mamas). Quando conseguir retirar um pouco de leite, a mama fica mais macia e o bebé poderá sugar mais eficazmente. Se o bebé não consegue mamar, a mãe deve retirar o leite para um copo (manualmente ou com bomba) e dá-lo ao bebé. Deve continuar a retirar com a frequência necessária para que as mamas fiquem mais confortáveis e até que o ingurgitamento desapareça.

Para prevenir o ingurgitamento as mães devem dar de mamar em horário livre (sempre que o bebé quiser), como também colocar a criança a mamar em posição correta e verificar os sinais de boa pega.

3.8.3 Mastite Se o ducto (canal) bloqueado não drenar o leite, ou no caso de ingurgitamento mamário grave, o tecido mamário pode infectar. Neste caso, parte da mama fica avermelhada, quente, com tumefacção (inchada) e dolorosa. A mulher tem febre, normalmente elevada, e sente grande mal-estar ± estamos em presença de mastite, pelo que deve consultar o seu médico (Levy e Bértolo, 2008). O mesmo autor cita que para tratar a mastite, apara além dos medicamentos prescritos pelo médico, é fundamental que: y A mãe repouse; y Retire o leite manualmente, ou com bomba; y Aplicar gelo ou calor local (Estimulo do reflexo de ejecção); y Possa continuar a amamentar do lado não afectado. y A situação melhora, habitualmente em um ou dois dias.

3.8.4 Bloqueio dos Ductos No mamilo abrem-se cerca de 10 a 20 canais que drenam o leite. Pode acontecer que alguns destes canais fiquem obstruídos, possivelmente por leite espesso. A mulher que amamenta pode sentir um nódulo (inchaço) doloroso numa parte da mama, e o local ficar avermelhado. A mulher não tem febre e sente-se bem. Esta situação tem como causas prováveis o uso de roupas apertadas (soutien), uma pancada na mama, ou porque a criança não suga daquela parte da mama (Levy e Bértolo, 2008). Para tratar o ducto bloqueado: Para resolver esta situação, a mãe deve amamentar em diferentes posições de modo a esvaziar todas as partes da mama (por exemplo, colocando o corpo do

bebé debaixo do braço). Pode ainda fazer uma leve pressão, com os dedos, no sentido do mamilo para ajudar a esvaziar aquela parte da mama. A mãe deve usar roupas largas e um soutien que apoie, mas não comprima. 3.9 Assistência de Enfermagem A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e leais (SANTOS et al., 2006; COFEN, 2007). As ações do profissional de enfermagem ao incentivo ao aleitamento materno podem ser classificadas em três importantes fundamentos indissociáveis para a efetivação da amamentação exclusiva do lactente até o sexto mês de vida, que diz respeito à promoção, proteção e do apoio à mulher, desde o início da gestação (CASTRO; BASTOS, 2009). Durante o pré-natal, o profissional de enfermagem, deve preparar a gestante para o aleitamento materno, para que no pós-parto o processo de adaptação, seja facilitado e tranqüilo, evitando assim, dúvidas, dificuldades e possíveis complicações (RANDOW; ARRUDA; SOUZA, 2008). Como as atividades de prevenção e promoção para a saúde, fazem parte do papel da enfermagem, ela deve investir em atividades educativas, incentivando a manutenção do aleitamento exclusivo, intensificando as ações para garantir, que o mesmo continue após o fim da licença maternidade (ALMEIDA; FERNANDES; ARAÚJO, 2004). É importante enfatizar as gestantes sobre a importância dos cuidados com as mamas, alimentação, higiene, a forma adequada de amamentar o lactente e da importância do aleitamento materno exclusivo, e sobre a futura alimentação do lactente, discorrendo sobre as vantagens do aleitamento materno até o sexto mês de vida e as desvantagens da introdução precoce de leites artificiais. A ação educativa e assistencial do enfermeiro, é imprescindível para que as gestantes e nutrizes, frente às intercorrências ao longo do seu ciclo vital, possam obter êxito, amamentando por um período suficiente, para proporcionar um pleno desenvolvimento físico e psíquico para o infante.

Em casos em que existe a dificuldade da amamentação como em unidades neonatais, as enfermeiras dessas unidades e do banco de leite humano, orientam e estimulam as mães para a ordenha do leite materno que será processado e armazenado no banco de leite do hospital e depois oferecido ao bebê, visando, assim, a manutenção da amamentação materna. A amamentação é uma contribuição para o bem- estar do filho de alto risco e dá à mãe um caminho para se sentir como parte do "time" (SCOCHI, 2003). No entanto a promoção do aleitamento materno não é restrito aos enfermeiro, muito pelo contrário, a participação de todos os profissionais da área de saúde é fundamental, bem como do governo e da sociedade. Portanto a atitude coerente do governo, dos profissionais e serviços de saúde, dos empregadores, das famílias, das organizações não-governamentais, enfim, da sociedade como um todo e a construção de novos atores sociais que atuem no palco de uma nova "cultura da amamentação", poderão recriar o ato de amamentar como uma prática que beneficiará a maioria das mulheres e crianças brasileiras (VENÂNCIO, 1998). Sabe-se que esse é um desafio que requer o envolvimento não só da diretoria de enfermagem como do grupo de enfermeiros e equipe de enfermagem para que o processo se inicie e se mantenha, sendo as conquistas recompensadoras, uma vez que o futuro da nação são as crianças de hoje, que com o cuidado adequado, com base em sua infância, conseguirão crescer e constituir a população de amanhã.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Enfim, pode-se concluir que embora a amamentação seja uma condição historicamente imposta, ainda existem nos dias atuais muitos obstáculos para a sua prática, embora diversos trabalhos científicos comprovem inúmeros benefícios do leite materno, tanto para a mãe quanto para seu bebê. Para tanto, o enfermeiro é uma peça fundamental para promover o aleitamento materno, que se estende além do ato de amamentar, pois pode ser efetuado inclusive em mães ou bebês hospitalizados, através do banco de leite humano. Contudo, além da Enfermagem é necessário o desempenho de toda equipe de saúde multidisciplinar e do governo para a promoção ao aleitamento materno. Observa-se então a importância da atuação da Enfermagem como parte da equipe interdisciplinar que compõe o ramo da obstetrícia, no preparo da mama dando orientações, prevenindo qualquer complicação para as puérperas, e por fim evitando o desmame precoce.

REFERÊNCIAS ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5892: Normas para datar. Rio de Janeiro, 1989. ALMEIDA, Nilza A. M.; FERNANDES, Aline G.; ARAÚJO, Cleide G. Aleitamento materno: uma abordagem sobre o papel do enfermeiro no pós-parto. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 6, n. 3, p. 358-367, 2004. AMORIM, Suely T. S. P. Alimentação infantil e o marketing da indústria de alimentos. BRASIL, 1960-1988. História: Questões e Debates, Curitiba, n. 42. p. 95111, 2005. ANDRADE, Maria A. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. p. 124-131. ANTUNES, Leonardo dos S.; ANTUNES, Lívia A. A.; CORVINO, Marcos P. F.; MAIA, Lucianne C. Amamentação natural como fonte de prevenção em saúde. Ciência e Saúde Coletiva, v. 13, n.1, p. 103-109, 2008. BATISTA, Juliana. C. C.; COSTA, Karlúcia. F. dos P. Aleitamento materno: a importância de um contato precoce entre mãe e recém-nascido. 2009. f. 53. Monografia (Graduação em Enfermagem). FASB, Faculdade são Francisco de Barreiras, Barreiras. p. 13-14. BARROS, Aidil J. S.; LEHFELD, Neide A. S. Fundamentos de metodologia Científica. 2. ed. ampliada. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2002. p. 1-70. BARROS, J.S. (1991). Lactação, In: Mendes, L.M. Curso de Obstetrícia. 1ªEdição. Centro Cultural da Maternidade, HUC. pp. 353-361. BARROS, Karoline M.; BRITO, Jeane. A; VIANA, Marcia F. A.; VERAS, Juscélia M. M. F. Desmame precoce: motivos, consequências e intervenções de enfermagem. In: Congresso Brasileiro de Enfermagem, 61., 2009, Fortaleza. Anais... Fortaleza: CBEn, 2009. p. 1-2. BERNADI, Julia L. D.; JORDÃO, Regina E.; BARROS FILHO, Antônio A. Fatores associados à duração mediana do aleitamento materno em lactentes nascidos em município do estado de São Paulo. Revista de Nutrição, Campinas, v. 22, n. 6, p. 867-878, 2009. BEHRENS, Jorge H.; SILVA, Maria A. A. P. Atitude do consumidor em relação à soja e produtos derivados. Ciência Tecnologia Alimentar, v. 24, n. 3, p. 431-439, 2004. BOTINE, Alessandra L. A.; PAULO, Daiane; LEITE, Franciele dos S.; SÁEZ, Rosa Eliana. A enfermagem valorizando a amamentação. In: III Encontro

interuniversitário de aleitamento materno, 2003, Curitiba, Paraná. Anais... Curitiba: GIUAMA, 2003. p. 32. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Síntese de Indicadores Sociais. Uma análise das condições de vida da população brasileira. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 2010. Ministério da Saúde. Secretária de atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderneta da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Ministério da Saúde, 2009a. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de ações Programáticas e Estratégicas. II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde, 2009b. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Promovendo o aleitamento materno, 2. ed., revisada. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Álbum seriado. 18p. Ministério da saúde. Secretaria de atenção à saúde. Departamento de ações programáticas estratégicas. Pré-natal e puerpério: Atenção qualificada e humanizada. Manual técnico. Série a. Normas e manuais técnicos. Série direitos sexuais e direitos reprodutivos ± caderno nº 5.: Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Manual normativo para profissionais de saúde de maternidades ± referência para mulheres que não podem amamentar. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Ministério da Saúde. Secretária de Política de Saúde. Organização Pan Americana da Saúde. Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da saúde, 2002. CARBONARE, S. e Sampaio, M. (2001) Composição do Aleitamento Materno ± Aspectos Imunológicos, In: Rego, J. Aleitamento Materno. São Paulo, Atheneu CARVALHO, M. R., Tamez, R.N. (2005). Amamentação bases científicas. Rio de Janeiro, 2ª edição, Guanabara Koogan S.A. CASTRO, Jurema B. S.; BASTOS, Marjorie S. S. Aleitamento materno: desmame precoce. 2009. f. 72. Monografia (Graduação em Enfermagem). FASB, Faculdade são Francisco de Barreiras, Barreiras. p. 48-49. CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2002. p. 66.

CARRASCOZA, Karina C.; COSTA JUNIOR, Anderson L.; MORAIS, Antônio B. A. Fatores que influenciam o desmame precoce e a extensão do aleitamento materno. Estudos de Psicologia, v. 22, n. 4, p. 431-438, outubro/dezembro, 2005. COFEN, Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN 3011/2007. Disponível em:<http://site.portalcofen.gov.br/node/4394>. Acessado em: 11 de Outubro de 2010. CUNHA, Maria A. Aleitamento materno e prevenção de infecções. Revista Portuguesa de Clínica Geral. v. 25, n. 1, p. 356-362, 2009. ESCOBAR; Ana M. U.; OGAWA; Audrey R.; HIRATSUKA, Marcel; KAWASHITA, Milka Y.; TERUYA, Priscila Y.; GRISI, Sandra; TOMIKAWA, Silvia O. Aleitamento materno e condições socioeconômico-culturais: fatores que levam ao desmame precoce. Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil, v. 2, n. 3, p. 253261, set.-dez, 2002. FALEIROS, Francisca T. V.; TREZZA, Ercília M. C.; CARANDINA, Luana. Aleitamento materno: fatores de influência na sua decisão e duração. Revista de Nutrição, Campinas, v.19, n. 5, p. 623-630, Sept./Oct. 2006. FRANÇA, Giovanny V. A.; BRUNKEN, Gisela S.; SILVA, Solanayra M.; ESCUDER, Maria M.; VENANCIO, Sonia I. Determinantes da amamentação no primeiro ano de vida em Cuiabá, Mato Grosso. Revista de Saúde Pública, v. 41, n. 5, p. 711718, 2007. FRANZA, Alessandra B.; SANTOS, Inês M. M.; SILVA, Leila R. Sistema genital feminino. In: Tratado prático de enfermagem, v. 1 / (coord.) Nébia Maria Almeida de Figueiredo, Dirce Laplaca Viana, Wiliam César Alves Machado. 2. ed. São Caetano do Sul, SP : Yendis Editora, 2008. p. 294. FROTA, Denise A. L.; MARCOPITO, Luiz F. Amamentação entre mães adolescentes e não-adolescentes, Montes Claros, MG. Revista de Saúde Pública, v. 38, n. 1, p. 85-92, 2004. GALVÃO, D.M (2006). Amamentação determinantes. Loures, Lusociência. Bem Sucedida: alguns factores

GIUGLIANI, Elsa R. J. O aleitamento materno na prática clínica. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 76, n. 3, p. 238-252, 2000. GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Gravidez, amamentação e fisiologia fetal neonatal. In: Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. p. 630. _______. Gravidez e lactação. In: Tratado de Fisiologia Médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. p. 893-894.

GRASSI, Marcília S.; COSTA, Maria T. Z.; VAZ, Flávio A. C. Fatores imunológicos do leite humano. Pediatria (São Paulo), v. 23, n. 3, p. 258-63, 2001. ICHISATO, Sueli M. T.; SHIMO; Antonieta K. K. Revisando o desmame precoce através de recortes da história. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 10, n. 4, p. 587-585, 2002. KAPIT, Wynn; ELSON, Lawrence M. Anatomia: manual para colorir. São Paulo: Roca, 2002. p. 100. LEVY, L., Bértolo, H., (2002). Manual de Aleitamento Materno. Lisboa. Edição Comité Português para a UNICEF/ Comissão Nacional Iniciativa Hospitais Amigos do Bebé LEVY, L., Bértolo, H., (2008) Manual de Aleitamento Materno. Lisboa. Edição Comité Português para a UNICEF/ Comissão Nacional Iniciativa Hospitais Amigos do Bebé MATUHARA, Angela M.; NAGANUMA, Masuco. Manual para aleitamento materno de recém-nascidos pré-termo. Pediatria (São Paulo), v. 28, n. 2, p. 81-89, 2006. MINAYO, Maria C. S. et al.,. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ : Vozes, 1994. p. 42-43. MOLINA, Fernanda V. O ato de amamentar. Disponível em:<http://www.aleitamento .com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=471&id_subcategoria=7>. Acesso em: 13 de novembro de 2010. MONTENEGRO, Carlos A. B.; RESENDE FILHO, Jorge. Lactação. In: Obstetrícia fundamental. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. p. 195. MOUTINHO, Karina; ROAZZI, Antônio; GOUVEIA, Edilaine L. Amamentação e desmame precoce. 2006. Disponível em:<http://www.aleitamento.com/a_artigos. asp?id=x&id_artigo=1337&id_subcategoria=1>. Acesso em: 05 de mai. De 2010. ÓRFÃO, Adelaide; GOUVEIA, Cristina. Apontamentos de anatomia e fisiologia da lactação. Revista Portuguesa de Clínica Geral, v. 25, n. 1 p. 347-354. 2009. OSMARI, Elisa K.; CECATO, Ulysses; MACEDO, Francisco de A. F.; ROMA, Cláudio F. C.; FAVERI, Juliana C.; AYER, Ilan M. Consumo de volumosos, produção e composição físico-química do leite de cabras F1 Boer × Saanen. Revista Brasileira Zootecnia, Viçosa, v. 38, n. 12, dez. 2009. Orientações Médicas. Aleitamento materno. Diferença entre os leites: materno, animal e artificial. Disponível em:<http://www.orientacoesmedicas.com.br/aleita mentomaterno.asp >. Acesso em: 17 abr. 2010. OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Amamentação. 2003. Disponível em:< http://www.opas.org.br/sistema/fotos/amamentar.pdf>. Acesso em: 11 de Outubro de 2010.

OMS. Organização Mundial de saúde. Razões médicas aceitáveis para uso de substitutos do leite materno. 2009. Disponível em:<http://whqlibdoc.who.int/hq/ 2009/WHO_FCH_CAH_09.01_por.pdf >. Acesso em: 17 abr. 2010. PARIZOTTO, Janaína; ZORZI, Nelci T. Aleitamento materno: fatores que levam ao desmame precoce no município de Passo Fundo, RS. O Mundo da Saúde São Paulo. v. 32, n. 4, p. 466-474. 2008. PEREIRA, A. (2007). Amamentação na 1ª hora de Vida Salva um Milhão de Bebés: Semana Mundial do Aleitamento Materno 2007. Revista Faculdade de Ciências da Saúde ± Universidade Fernando Pessoa, nº 4, pp. 254-267. PERNAUD, L. (1995) Já tenho um bebé. Lisboa, Contexto. PILLEGI, M. et al. (2008). A amamentação na primeira hora de vida e a tecnologia moderna: prevalência e factores limitantes. Revista einstein, 6 (4), pp. 467-472. RANDOW, Arlei V. O.; ARRUDA, Roseane H.; SOUZA, Kátia A. Ações de enfermagem na prevenção do desmame precoce. Revista Educação, Meio Ambiente e Saúde, v. 3, n. 1, p.117-136, 2008. RAMOS, Carmen V.; ALMEIDA, João A. G. Alegações maternas para o desmame: estudo qualitativo. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 79, n. 5, p. 385-390, 2003. RAMOS, Viviane W.; RAMOS, Juliana W. Aleitamento materno, desmame e fatores associados. CERES: Nutrição e Saúde, v. 2, n. 1, p. 43-50, 2007. REA, Marina F. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro (RJ), v. 80, n. 5, p. 142-146, 2004. ______. Substitutos do leite materno: passado e presente. Revista Saúde Pública, v. 24, n. 3, p. 241-249, 1990. RIBEIRO, Edson L. A.; RIBEIRO, Horaci J. S. S. Uso nutricional e terapêutico do leite de cabra. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 22, n. 2, p. 229-235, jul./dez. 2001. SANTOS; Elaine F. et al.,. Legislação em enfermagem: atos normativos do exercício e do ensino de enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006. p. 306. SANTOS E SAPAGE (2005) A amamentação materna, Revista Sinais Vitais, nº 60, Maio, pp.28-30h. SCOCHI Carmen Gracinda Silvan, Kokuday Maria de Lourdes do Patrocínio, Riul Maria José Sartori, Rossanez Léa Silvia Sian, Fonseca Luciana Mara Monti, Leite Adriana Moraes. Incentivando o vínculo mãe-filho em situação de prematuridade: as intervenções de enfermagem no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Rev. Latino-Am. Enfermagem [serial on the Internet]. 2003 Aug [cited 2009 Apr 03] ; 11(4): 539-543. Available from:

http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010411692003000400018&lng=en. SENA, Maria C. F.; SILVA, Eduardo F.; PEREIRA, Maurício G. Prevalência do aleitamento materno nas capitais brasileiras. Revista Associação Médica Brasileira, v. 53, n. 6, p. 520-524, 2007. SERRA, SUELI O. A.; SCOCHI, CARMEN G. S. Dificuldades maternas no processo de aleitamento materno de prematuros em uma UTI neonatal. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v.12 n.4, p. 597-605, July/Aug. 2004. SILVEIRA, Francisco J. F.; LAMOUNIER, José A. Prevalência do aleitamento materno e práticas de alimentação complementar em crianças com até 24 meses de idade na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais. Revista de Nutrição, Campinas, v. 17, n. 4, p. 437-447, 2004. SBP. Sociedade Brasileira de Pediatria. Depart. Científicos. Recomendações úteis para a manutenção do aleitamento materno em mães que trabalham fora do lar ou estudam. 2010. Disponível em:<http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_ categoria=21&id_detalhe=1737&tipo_detalhe=s>. Acesso em: 13 de novembro de 2010. TABAI, Kátia C. A prática da alimentação de crianças (3 a 24 meses de idade) das famílias de bairros rurais de Piracicaba - SP. 1997. f. 100. Dissertação (Mestrado em Ciência da Nutrição). Faculdade de Engenharia de Alimentos. UESC, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. TOMA, Tereza. S.; REA, Marina. F. Benefícios da amamentação para a saúde da mulher e da criança: um ensaio sobre as evidências. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.24, n. 2, p. 235-246, 2008. UNICEF. Fundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança: revista, atualizada e ampliada para o cuidado integral: módulo 3: promovendo e incentivando a amamentação em um Hospital Amigo da Criança: curso de 20 horas para equipes de maternidade, Organização Mundial de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. VALOTA, Silvia M. R. T. Aleitamento materno: influência de políticas e práticas de saúde no município de São João da Boa Vista ± SP. 2003. f. 138. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva). Faculdade de Ciências Médicas. UESC, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. VENANCIO, Sonia Isoyama, Monteiro Carlos Augusto. A tendência da prática da amamentação no Brasil nas décadas de 70 e 80. Rev. bras. epidemiol. [serial on the Internet]. 1998 Apr [cited 2009 Apr 03] ; 1(1): 40-49. Available from: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415790X199800010000 5&lng=en. doi: 10.1590/S1415-790X1998000100005.

VOLPINI, Cíntia C. A.; MOURA, Erly C. Determinantes do desmame precoce no distrito noroeste de Campinas. Revista de Nutrição, v. 18, n. 3, p. 311-319, maio/junho, 2005 WOOD, Geri L.; HABER, Judit. Pesquisa em enfermagem: Métodos, avaliação Crítica e Utilização. 4. ed. Rio de Janeiro, RJ : Guanabara Koogan, 2001. p. 123.