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ATENÇÃO À SAÚDE DO HOMEM: CONHECIMENTO DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO FRENTE À NOVA POLÍTICA DE ATENÇÃO.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 4 1.1 OBJETIVOS 5 1.1.1 Objetivo Geral 5 1.1.2 Objetivos Específicos 5 2 DESENVOLVIMENTO 6 2.1 REFERENCIAL TEORICO 6 3 METODOLOGIA 12 3.1 LOCAL DA COLETA DE DADOS 12 3.2 POPULAÇÃO 12 3.3 AMOSTRA 12 3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS 13 3.5 DESCRIÇÃO DA COLETA DE DADOS E DA ANÁLISE DOS DADOS 13 3.6 CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO E EXCLUSÃO DOS SUJEITOS 13 3.7 ANÁLISE DE RISCOS E BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO ESTUDADA 14 3.8 RETORNO DE BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO ESTUDADA 14 3.9 CRITÉRIOS PARA SUSPENDER A COLETA DE DADOS. 14 3.10 ÉTICA EM PESQUISA COM SERES HUMANOS 14 3.11 RESULTADOS ESPERADOS 15 4 RECURSOS 16 4.1 RECURSOS HUMANOS 16 4.2 RECURSOS MATERIAIS 16 4.2.1 Materiais de Consumo 16 4.2.2 Materiais Permanentes 16 4.3 RECURSOS FINANCEIROS 16

5 CRONOGRAMA 17 6 REFERÊNCIAS 18 7 APÊNDICES 20 APÊNDICE A ± Instrumento de coleta de Dados 20 APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 22

1.INTRODUÇÃO O Ministério da Saúde, nos 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), apresenta uma das prioridades desse governo, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, desenvolvida em parceria entre gestores do SUS, sociedades científicas, sociedade civil organizada, pesquisadores, acadêmicos e agências de cooperação internacional. (Brasil, 2009). A nova política se referenciou no Pacto pela vida onde se definiu um importante eixo à Saúde do Homem. De modo articulado desenvolveu-se ainda pautado nas diretrizes Nacionais de Políticas de Saúde do adolescente e jovem e ainda do Idoso, formulando - se um novo foco programático, ou seja, integrar a execução da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem às demais políticas, programas, estratégias e ações do Ministério da Saúde. Dessa forma busca-se desvendar o conhecimento do profissional enfermeiro frente à nova política de atenção, partindo do pressuposto que os homens por questões culturais e sociais não buscam atendimento de promoção e prevenção nas unidades de ESF. Observa-se ainda

ações específicas no programa de saúde da família voltada ao homem, porém observa-se esse atendimento e ao que parece não está implantado segundo o programa especificado pelo Ministério da Saúde, compreende-se ainda que possa haver informação insuficiente do enfermeiro sobre o Programa de saúde do Homem, falta de formação/capacitação dos enfermeiros da E.S.F. para atuar no Programa de Saúde do Homem e a falta de busca ativa à população masculina, realizada pelo enfermeiro das E.S.F. Brasil (2009 p. 5) enfatiza que ³a resistência masculina á atenção primária aumenta não somente a sobrecarga financeira da sociedade, mas, sobretudo, o sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família´, muito dos agravos ao homem poderiam ser evitados se ocorresse com regularidade à busca pelos produtos da atenção básica por parte dos homens. A discussão sobre o tema se torna pertinente desde que foi observada durante a formação acadêmica a relevância de estudos acerca da saúde da mulher, da criança e do idoso em relação à promoção e prevenção na atenção básica, e da vivencia nos estágios curriculares na unidade básica que indiciaram a pouca frequência do homem nas mesmas. Em contrapartida o estágio curricular na unidade hospitalar revela em relação a outros grupos um estado de criticidade considerável, quando comparado com o grupo masculino. Desse modo compreende-se que há necessidade de reconhecimento por parte dos homens à busca pela prevenção e promoção a saúde através do PNAISH e a integralidade da atenção a essa clientela. Em contrapartida subentende-se que o profissional enfermeiro embora seja habilitado á intervir em atividades de prevenção e promoção a saúde nos diversos níveis, não possui treinamento adequado á atividade relacionada especificamente à saúde do homem nota-se que esse momento somente ocorre oportunamente durante os outros programas que funcionam ativamente treinamento 1.1 OBJETIVOS dentro aos da profissionais Estratégia que de atenderão Saúde á da essa Família. demanda. É prioridade também do Ministério da Saúde além de implantar esse novo programa fornecer

1.1.1 Objetivo Geral Verificar o nível de conhecimento do enfermeiro sobre o Programa de Saúde do Homem e as ações desenvolvidas para a implementação do mesmo.

1.1.2 Objetivos Específicos Traçar Verificar Elucidar Homem. as o fluxo estratégias perfil de sócio atendimento para demográfico das capacitação dos unidades da enfermeiros. pesquisadas. estudada.

Conhecer o nível de informação do enfermeiro sobre o Programa de Saúde do Homem. desenvolvidas população Analisar as dificuldades para a implantação e implementação do Programa de Saúde do

2

DESENVOLVIMENTO

2.1 2.2 Perfil

REFERENCIAL epidemiológico da morbimortalidade

TEORICO masculina.

As crescentes transformações e avanços tecnológicos perpetuaram também mudanças no padrão e qualidade de vida e o modo de viver de homens e mulheres em todo mundo. Dessa forma ocorreram também mudanças no processo saúde doença bem como prevenção e promoção á saúde em todos os níveis e estas constituem características essenciais no século 20 quando associada à estrutura de faixa etária populacional.

Laurenti, Jorge, Gotlieb; (2004, p.37) afirmam em seu estudo, ³para a análise da saúde do homem, no Brasil, no presente momento, é preciso invocar as transições demográfica e epidemiológica, com o consequente envelhecimento populacional e alterações no panorama das doenças´. Estudos epidemiológicos evidenciaram que a diminuição da mortalidade masculina sempre foi menor e mais lenta em relação ao sexo feminino, isso é atualmente observado comparativamente em todas as regiões do Brasil:

No País, em 2001, 7,8% do total de homens estavam na faixa etária igual a 60 e mais anos e 0,9% tinham no mínimo 80 anos; para as mulheres esses valores foram maiores, respectivamente, iguais a 9,3% e 1,3%. Em 2002, do total de internações masculinas em hospitais do SUS ou a eles conveniados, 4,5%,12,4% e 21% foram neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e respiratório, respectivamente, enquanto que para os de 60 e mais anos, os valores foram 7,3%, 29,4% e 20,1%.Para os maiores de 80 anos, as proporções chegaram a 4,8%, 30,5% e 25,1% para as respectivas causas.( LAURENTI, JORGE, GOTLIEB, 2004, p. 37).

É fato que várias doenças atingem mais aos homens o que reflete maior mortalidade, e quanto à exposição á fatores de risco tais como violência, abuso de álcool e drogas inclusive o uso do fumo, entre outros causa um aumento da morbidade nessa população, outro fator verificado em pesquisas é baixa adesão dos homens á campanhas de promoção e prevenção. A pesquisa de Gomes, Nascimento, Araújo; (2007) informam sobre a morbidade masculina e mostra que a não sensibilização dos homens e seu perfil de morbimortalidade está fortemente associado aos valores de gênero e cultural assim descrito: O imaginário do homem pode aprisionar o masculino e as amarras culturais, dificultando a adoção de práticas de autocuidado, pois à medida que o homem é visto como viril, invulnerável e forte, procurar o serviço de saúde, numa perspectiva preventiva, poderia associa-lo a fraqueza, medo e insegurança; portanto, poderia aproxima-lo das representações do universo feminino, o que implicaria possivelmente desconfianças acerca dessa masculinidade socialmente instituída.(GOMES, NASCIMENTO, ARAUJO, 2007, p.571). Dessa forma podemos compreender melhor alguns fatores de exposição do homem a alta morbimortalidade apresentada e a necessidade de realização de atividades para mudar essa realidade.

2.3

O

Homem

na

atenção

primária

à

saúde.

A saúde do homem e as práticas destinadas ao cuidado dessa clientela estão sendo desenvolvidas ao longo dos anos através da busca ativa dos mesmos e a partir de 1989 através do PROSAD e hoje ainda em fase de implantação o Programa de saúde do homem, todos esses preconizados pelo M.S. Compreender a dinâmica desses programas pode auxiliar ao profissional de enfermagem a desenvolver ações que busquem atender com qualidade a demanda do homem jovem e do adulto, haja vista que os dois programas citados atendem ao homem, mas em momentos diferentes de seu ciclo vital, o PROSAD tem como objetivo moldar os homens jovens na busca por cuidados em saúde preventivos e de promoção, se essa ação for de fato efetiva essa demanda em sua vida adulta estará já aberta a dar continuidade a estes cuidados inserindo inclusive aspectos de sua vida produtiva social e econômica culminando em homens mais saudáveis e com maior qualidade de vida.

O Programa de Saúde do Adolescente (PROSAD), implantado em 1989, prioriza ações referentes a sexualidade, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis em consonância com as diretrizes desse programa(...).A grande ênfase dado ao uso de contraceptivos e no acompanhamento pré-natal das adolescentes grávidas gerou uma polaridade de gênero, deixando de se enfocar as necessidades próprias do homem jovem.(Bursztyn,2008, p. 2227). O mesmo autor propõe um enfoque diferenciado a estes homens jovens, ³trata-se de resguardar-se o enfoque de saúde integral, com ênfase na vigilância e do crescimento e desenvolvimento contrapondo-se a intervenção dirigida aos problemas´, somente assim esses homens jovens perceberão a importância e a promoção de acesso nos diversos níveis de saúde. Reforça ainda que a busca pela cidadania, inclusão social e a participação dos mesmos nos serviços de saúde dependem somente dessa mudança de enfoque e na necessidade de assegurar as demandas dos mesmos. Tratando se mais especificamente do homem adulto e sua busca por cuidados na atenção primária compreende-se que há um contexto sócio histórico que envolve a problemática e transforma-se em material simbólico na vida social deste homem, o homem sempre foi tido como sexo forte, ser que deve exercer sua masculinidade nos diversos aspectos de sua vida e as práticas de Schraiber saúde et fica à al( mercê 2010, da p. medicalização. 962): Segundo

Gênero é referente sócio histórico que, baseado nas diferenças entre os sexos, estrutura material e simbolicamente a vida social, estabelecendo entre homens e mulheres, ou entre pares de cada qual, relações de valor desigual, com o domínio histórico masculino. Este processo recobre o corpo biológico em seus usos historicamente construídos, de que decorrem não apenas carecimentos diversos para homens e mulheres (e adoecimentos), como também reconhecimentos diversos de suas necessidades de Saúde.

Os mesmos autores ressaltam em seu trabalho percepções diversas sobre os homens no acesso aos cuidados de saúde, assim verificou-se que homens preferem adiar a busca por assistência e somente o fazem quando não conseguem mais resolver os problemas sozinhos, relata também que homens só procuram ajuda em saúde quando consideram o problema muito sério, trás também a questão do machismo por ser homem ele deve aguentar mais que mulheres entre outras razões como as relacionadas ao trabalho, pois julgam que ao procurar os serviços de saúde estes podem apresentar demora no atendimento e consequentemente trazer prejuízos no seu trabalho. Schraiber et al (2010, p.964) retrata as ³demandas dos homens estas são bastantes específicas: dores, febres ou contusões e ferimentos. Alguns entrevistados referem doenças crônicas como hipertensão descritos arterial a e diabetes.´ seguir: No mesmo estudo ressalta-se o atendimento dos serviços de saúde e seus profissionais,

Os serviços mostram-se semelhantes em seu funcionamento: são centrados nas consultas individuais, valorizando a assistência médica; as consultas são rápidas e os profissionais estão mais preocupados em oferecer uma pronta resposta, reduzindo o mais possível seu raciocínio; tomam decisões voltadas a condutas já conhecidas e centradas na terapêutica de patologias; ocorrem muitos encaminhamentos, muitos pedidos de exames e quase sempre há uma indicação de remédios. Afinal, medicamentos aliados a exames laboratoriais, seriam, na opinião deles, a conduta esperada também pelos usuários, satisfazendo a todos.(Schraiber et al, 2010 p.964).

Podemos observar diante do exposto que a maior parte dos profissionais centram suas condutas e pouco valorizam a prevenção e a promoção da saúde e em especial as consultas

aos

homens

são

diretamente

relacionadas

a

queixas

e

patologias.

Aos olhos da O.M.S. trabalhar com prevenção é fundamental e mais ainda quando se trata de doenças causadas pelo estilo de vida, que é fator determinante nos casos de morbimortalidade entre 2.4 Políticas Nacionais de Atenção integral a saúde do homens. homem.

Ao longo dos últimos cinquenta anos observaram-se significativas mudanças no campo da saúde e consequentemente atendimento a grupos específicos por apresentarem determinada característica tais como as mulheres, crianças e até mesmo os idosos, e nesse contexto o homem permaneceu esquecido no que se refere á uma política de saúde voltada ao grupo masculino, é fato que foram realizadas algumas campanhas voltadas a esta população tal como alcoolismo e prevenção de D.S.T.¶s, mas essas ações não garantiram uma política publica específica aos homens. Contudo na primeira década deste século observou uma mudança, uma reconfiguração de como tratar esses homens permitindo que esses se tornem também objeto de atenção nas políticas públicas, elucidar os princípios e diretrizes contidos no documento Politica Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem- PNAISH, em sua primeira versão que foi lançada pelo departamento de ações programáticas e estratégicas do ministério da saúde em 2008, corroborou para a conscientização da importância deste programa. Efetivamente ouviu-se pela primeira vez sobre politica nacional para a assistência a saúde do homem em março de 2007 no discurso de posse do médico José Gomes Temporão nomeado Ministro da saúde pelo então presidente José Inácio Lula da Silva, nesse discurso além de citar a nova politica de atenção enfatizou também as metas a serem seguidas durante a sua gestão relacionada ao assunto. Corroborando com seu discurso já em 2008 ³foi criada no âmbito do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde, a Área Técnica de Saúde do Homem, sob a coordenação de Ricardo Cavalcanti´, modificando então a percepção o olhar dos profissionais ao grupo de homens. (Carrara, Russo e Faro, 2009, p.661).

No departamento, os homens passam então a ter um lugar ao lado de outros sujeitos, focos mais antigos de ações de saúde específicas: além das mulheres, adolescentes e jovens, idosos, pessoas com deficiências, usuários de serviços de saúde mental e indivíduos sob custódia do

Estado. Desse modo, como Cavalcanti reconheceria em tom ufanista meses mais tarde, no lançamento da Campanha Nacional de Esclarecimento da Saúde do Homem, o Brasil se tornou ³o segundo país da América que tem um setor para a saúde do homem. Só o Canadá tem essa pasta, nem os EUA a possui´. (Carrara, Russo e Faro, 2009, p.662). Quanto à metodologia de construção da PNAISH, (Brasil 2009, p.8) esclarece: Além da consideração dos determinantes sociais da saúde, optou-se estrategicamente pela identificação das principais enfermidades e agravos à saúde do homem, buscando delinear caminhos que incentivem a procura pelos serviços de atenção primária, antes que os agravos requeiram atenção especializada.

Para que esse documento de base fosse realmente efetivo tornou-se necessário realizar um diagnóstico situacional da temática e assim podem-se observar alguns pontos importantes, tais como: O diagnóstico objetiva o conhecimento da realidade permitindo a tomada gerencial de decisões racionais, bem como antever o resultado das decisões e contribuir para as prováveis modificações futuras. Ele se concentra nos determinantes socioculturais, biológicos e comportamentais, examinando as necessidades de ações de promoção, prevenção, tratamento e recuperação. O diagnóstico também inclui a análise dos grupos da população masculina cujas características e peculiaridades demandam ações específicas de saúde. E, identifica as principais causas de morbimortalidade. (Brasil, 2009, p.10).

Os indicadores demográficos descritos no manual da Politica Nacional de Atenção Integral á Saúde do Homem, fornecem dados da população brasileira no ano de 2005 onde informa que a população masculina equivale a 49,2% (90.671.019), deste total aproximadamente 40% encontram-se na faixa etária de zero á 19 anos, 50% na faixa etária de 20 á 59 anos e 7,7% com 60 anos e mais, percebemos que do total de homens brasileiros a metade destes se encontram na idade adulta estando mais expostos as situações de morbidade entre as quais o documento do ministério destaca a violência, alcoolismo e tabagismo, população privada de liberdade, pessoa com deficiência, adolescência, velhice e dos direitos sexuais e reprodutivos. (Brasil, 2009) Quanto aos indicadores de mortalidade entre homens, Brasil (2009) destaca as causas de

mortalidade entre homens dos 15 aos 59 anos, observou-se que em 78% dos casos de óbitos estão relacionados á 5 principais grupos de entidades mórbidas, a maior porcentagem deu-se as mortes por causas externas, em segundo as doenças do aparelho circulatório, em terceiro os tumores, em quarto as doenças do aparelho digestivo e em quinto as doenças do aparelho respiratório. Buscando ênfase na primeira causa de morte masculina configurando-se as mortes por causas externas, estes agravos são traduzidos em acidentes e acidentes de transporte, lesões auto provocadas e as agressões, é fato que ³estas mortes prematuras trazem consequência psicofísicas e socioeconômicas, uma vez que são vidas jovens perdidas em plena fase produtiva´ descrito (Brasil logo 2009, p. 18). abaixo: Observando o cenário citado necessita-se reforçar quais os princípios e diretrizes do PNAISH

A presente politica enfatiza a necessidade de mudanças de paradigma no que concerne à percepção da população masculina em relação ao cuidado a sua saúde e a saúde de sua família. Considera essencial que, além dos aspectos educacionais, entre outras ações, os serviços públicos de saúde sejam organizados de modo a acolher e fazer com que o homem sinta-se integrado. Como formulações que indicam as linhas de ação a serem seguidas pelo setor saúde, as seguintes diretrizes devem reger a elaboração dos planos, programas, projetos e atividades. Elas foram elaboradas tendo em vista a integralidade, factibilidade, coerência e viabilidade, sendo norteadas pela humanização e a qualidade da assistência, princípios que devem permear todas as ações. (Brasil, 2009, p. 29).

2.5 Ações do enfermeiro frente às novas demandas do Programa de Saúde do Homem. A atuação do enfermeiro na E.S.F. é de fundamental importância, pois na maioria das unidades o enfermeiro além de prestar assistência é também o coordenador da equipe. Esperase que este considere cada grupo populacional e promova as ações de interação entre usuários e equipe de forma integral primando pela qualidade de vida de seus usuários. A enfermagem como arte de prestar os cuidados de forma humanizada e holística nos dias atuais está passando por crescentes modificações haja vista que o acumulo de carga de trabalho e o próprio processo de trabalho nos faz muitas vezes mecanicista atuando inadequadamente, ³é compreensível para o enfermeiro que o cliente, ou o seu colaborador de

enfermagem, sejam sujeitos com potencial de poder em relação à reciprocidade das ações´. (Mendes, 2001,p.1). Logo as ações do profissional enfermeiro no PNAISH devem estar pautadas nos objetivos e na nova visão de atendimento ao novo paradigma emergente que é prestar cuidados ao homem a partir da atenção básica, num modelo de promoção e prevenção a este grupo. São objetivos da PNAISH é promover melhores condições de saúde a população masculina do Brasil: Contribuir de modo efetivo, para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, através do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, as ações e aos serviços de assistência integral a saúde. (Brasil, 2009, p.31).

Cabe ainda ao Estado através deste programa preparar o profissional enfermeiro para atender a esta demanda, assim:

Organizar, implantar, qualificar e humanizar, em todo território brasileiro, a atenção integral a saúde do homem, dentro dos princípios que regem o Sistema Único de Saúde: (....) formar e qualificar os profissionais da rede básica para o correto atendimento á saúde do homem; (....).(Brasil,2009, p.31).

E ao município em desenvolver efetivamente as ações preconizadas pelo documento citado e aplicável por profissionais da saúde entre esses os enfermeiros e fazer com que o programa funcione possa atuar de forma efetiva com relação ao atendimento efetivamente. do homem: Quanto ao enfermeiro este deve estar dotado de conhecimentos pertinentes ao tema para que Os enfermeiros da ESF devem estar atentos aos aspectos culturais e sociais que se entremeiam no mundo empírico dos homens e constituem obstáculos para sua adesão às ações de prevenção. Visto isso, precisam promover educação e assistência, na perspectiva de mudança de entendimento do masculino quanto aos cuidados com sua saúde e aos propósitos da ESF. ( Maciel, 2009, p.60).

Treinar sua equipe para tais atividades, alguns trabalhos indicaram enquanto ações para prevenção e promoção em saúde do homem, como atendimento em horários diferenciados,

feiras

de

saúde

e

grupo

de

homens

para

atender

a

este

grupo.

3

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de natureza exploratória e do tipo quantitativa e de campo. Segundo Minayo (1993, p. 239) a abordagem quantitativa é examinada mais no contexto de uma linguagem. Sem particularizar para o campo da Saúde Pública, procura-se evidenciar a evolução das idéias associadas a esta abordagem na descrição e interpretação de fenômenos biológicos de um modo geral. Para Gil (2002, p.41) ³a pesquisa exploratória têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torna-lo mais explícito ou a construir hipóteses´, o mesmo autor, entende a pesquisa exploratória como ³o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições´. A pesquisa de campo segundo Gil (2002), propõe um aprofundamento das questões nomeadas, é crescida ainda por meio de entrevista de um grupo estudado para captar explanações e elucidações do que ocorre neste grupo.

3.1

LOCAL

DA

COLETA

DE

DADOS

A pesquisa será realizada no município de Barreiras, situada na região oeste da Bahia, há 870 km da capital Salvador, que conta com uma área territorial de 7.895 km2 e uma população estimada de 3.2 em 137.832 habitantes (IBGE, 2009). Barreiras. POPULAÇÃO A pesquisa de campo será realizada nas doze unidades da E.S.F. que abrangem o município

Todos os enfermeiros que atuam nas unidades de saúde da família em Barreiras-Ba. 3.3 AMOSTRA

Enfermeiros que atuam nas unidades de ESF e que concordarem em participar.

3.4

INSTRUMENTO

DE

COLETA

DE

DADOS

Considerando a especificidade da pesquisa será realizado questionário com formulário estruturado (Apêndice A) contendo perguntas objetivas, de linguagem clara e concisa. Será composto de questões abertas. Michel (2005) afirma que neste tipo de coleta de dados o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido, onde as perguntas feitas são predeterminadas (formulário), permitindo a comparação das respostas às mesmas perguntas e à conclusão que as diferenças devem refletir nos respondentes e não nas perguntas e ainda conclui afirmando que o pesquisador não é livre para adaptar suas perguntas. Desta forma, as variáveis para compor o instrumento de coleta serão elaboradas com o intuito de se obter maior riqueza de informação possível a respeito do tema tratado. 3.5 DESCRIÇÃO DA COLETA DE DADOS E DA ANÁLISE DOS DADOS A coleta de dados será realizada após a entrevistadora apresentar-se aos possíveis entrevistados esclarecendo-os seus objetivos e solicitando participação após assinatura do ³Termo de Consentimento Livre e Esclarecido´ (Apêndice B) garantindo anonimato e sigilo no tratamento dos dados. Após coleta os dados serão trabalhados do seguinte modo: transcritos para planilha na qual possa ser possível configurar o banco de dados. Assim, os dados serão analisados e tabulados conforme ocorrer repetição das informações e, posteriormente serão representados em forma de gráfico para melhor compreensão e exposição dos dados obtidos.

3.6

CRITÉRIOS

PARA

INCLUSÃO

E

EXCLUSÃO

DOS

SUJEITOS

Os critérios para inclusão estão de acordo com a amostra sendo todos os enfermeiros que atuem desejarem na E.S.F. e que aceitem participar da da pesquisa. pesquisa. O critério de exclusão está ligado à dificuldade de acesso a esse(s) enfermeiros e aos que não participar

3.7 ANÁLISE DE RISCOS E BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO ESTUDADA A presente pesquisa não oferece risco à população estudada e os benefícios estarão de acordo com 3.8 os resultados DE obtidos na pesquisa PARA e A divulgação POPULAÇÃO dos mesmos.

RETORNO

BENEFÍCIOS

ESTUDADA

Após o termino da pesquisa e dos resultados obtidos, tendo o enriquecimento sobre a temática e os desdobramentos relacionados ao atendimento dos enfermeiros das ESF, será distribuído gratuitamente folder explicativo sobre as diretrizes e objetivos do programa e a função do enfermeiro no mesmo a todas as unidades participantes da pesquisa contribuindo educativamente 3.9 locais 3.10 CRITÉRIOS (E.S.F.), ÉTICA EM PARA ou para SUSPENDER quaisquer PESQUISA COM esses A COLETA outras SERES DE profissionais. DADOS.

A coleta será suspensa caso considere o dia inapropriado a realização da pesquisa nestes intercorrências. HUMANOS

Dado que os sujeitos do estudo são seres humanos obedeceremos ao previsto na Resolução 196/96 do Ministério da Saúde do Brasil submetendo-o à análise e julgamento do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Faculdade São Francisco de Barreiras-FASB que é reconhecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa com Seres Humanos (CONEP) sendo apresentado por meio de seu envio e de carta de encaminhamento à presidência juntamente com Folha de Rosto padronizada pelo SISNEP. Anteriormente ao inicio da pesquisa e posteriormente do envio do CEP da FASB, será enviado a Coordenação da atenção básica do município de Barreiras à solicitação para a realização da referida pesquisa. (APENCIDE C). Para tanto, os participantes do estudo serão esclarecidos dos objetivos da pesquisa e receberão o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice B), elaborado conforme as normas da Resolução 196/96, que versa sobre os aspectos éticos em pesquisas envolvendo seres humanos (Conselho Nacional de Saúde, 1996). Cada participante receberá uma cópia do citado termo, após sua assinatura.

A pesquisadora procederá aos devidos esclarecimentos aos sujeitos da pesquisa sobre o objetivo deste estudo e verificará o seu interesse em participar do mesmo. Será garantido aos profissionais, o sigilo das informações, a voluntariedade na participação e a possibilidade de interromper o preenchimento do instrumento a qualquer momento, sem penalidade alguma e sem 3.11 prejuízo às suas atividades profissionais. ESPERADOS

RESULTADOS

Espera-se que esta pesquisa possa delinear como ocorre o atendimento ao homem nas E.S.F. de Barreiras e torne-se fonte literária á futuros pesquisadores sobre o tema.

4 4.1 Acadêmica: Orientador: 4.2 4.2.1 01 01 04 Internet Energia 4.2.2 Resma Toner Canetas via Elétrica Papel Tinta rádio Cristiana Luciana RECURSOS Pereira Ângelo RECURSOS Materiais A4 Preta R$ (total) 72,00 R$ R$ R$ R$ de 12,00 30,00 10,00 (setenta 30,00 de (doze (trinta (dez de Leal

RECURSOS HUMANOS Souza Campos. MATERIAIS Consumo reais) reais) reais) reais) reais) Permanentes

esferográfica

dois (trinta

Materiais

01 Computador: Celeron D 3.33 GHz, processador Intel. HD 160, 512 MB Memória RAM, com 01 (todos 4.3 Total Total (já (ainda disponível): não estes sistema Mesa recursos operacional e já Windows 7, 01 disponíveis) R$ versão 2010. cadeira 2.300,00 FINANCEIROS (dois e mil e trezentos e quatro reais) reais)

RECURSOS R$ 2.300,00 R$

disponível):

174,00(cento

setenta

Total do projeto: R$ 2.474,00 (dois mil quatrocentos e setenta e cinco reais).

5

CRONOGRAMA

Atividades Escolha Pesquisa Bibliográfica Submissão a Defesa Aprovação Comitê Coleta Análise Elaboração do Revisão Apresentação Entrega

MMar

AAbr

MMai

JJun

JJul do

AAgo

SSet

OOut

NNov

DDez Tema

o

Comitê do

de

Ética Projeto no

de de dos

Ética Dados Dados relatório Final

Final

6

REFERÊNCIAS

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