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A AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA

:
A ISO14040 NA AMERICA LATINA

Organizadores Armando Caldeira-Pires
Universidade de Brasília/Departamento de Engenharia Mecânica; Universidade de Brasília/Centro de Desenvolvimento Sustentável CYTED/SubPrograma XVI CYTED/SubPrograma XIII

Maria Carlota de Sousa Paula Roberto C.Villas Bôas MARÇO 2005
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Copyright dos autores, 2005 Pagina para as informações da editora Diagramacao Capa CIP-BRASIL. CATALOGACAO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. A Avaliação do Ciclo de Vida: a ISO14040 na América Latina / Armando Caldeira-Pires (org.) – Brasília: EDITORA, 2005. XXX p.; YY x YY cm ISBN XXXXXXXXXXX 1. ___________________________. 2. ___________________________. ____________________. 4. __________________________. ______________________. I. Caldeira-Pires, Armando, 1957-. 3. 5.

CDD XXXXXXXXXXXX CDU XXXXXXXXXXXX Todos os direitos reservados. A reproducao não-autorizada desta publicacao, por qualquer meio, seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº 9.610/98.

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SUMARIO

ÍNDICE DE FIGURAS ...................................................................................................7 ÍNDICE DE TABELAS ................................................................................................11 AGRADECIMENTOS..................................................................................................14 I. 1. 2.
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

INTRODUÇÃO ....................................................................................................15 ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DO LIVRO............................................... 22 LA SERIE ISO 14040 – ANÁLISIS DE CICLO DE VIDA ..................................... 25
INTRODUCCIÓN.....................................................................................................................................................................26 ISO 14040 – GUÍA Y MARCO METODOLÓGICO PARA EL ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA..........................26 ISO 14041 – CONCEPTOS BÁSICOS PARA EL INVENTARIO DEL CICLO DE VIDA .........................................29 ISO 14042 – EVALUACIÓN DEL IMPACTO DEL CICLO DE VIDA..........................................................................33 ISO 14043 – INTERPRETACIÓN DEL ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA .................................................................34 COMENTARIOS FINALES......................................................................................................................................................35 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................................................................................37

II. ACV – CONCEITOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NA AMÉRICA LATINA .....................................................................................................38 1. IMPACTOS SOCIO-ECONÓMICOS EN EL ANÁLISIS DE CICLO DE VIDA DE PRODUCTOS: DE UN ANÁLISIS AMBIENTAL DE CICLO DE VIDA (ACV) A UN ACV SUSTENTABLE EN LATINO-AMERICA .................................................... 38
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. INTRODUCCIÓN.....................................................................................................................................................................39 IMPACTOS DEL DESARROLLO EN LA SALUD...............................................................................................................41 MODELO PARA EL USO EN ACV.......................................................................................................................................45 EJEMPLO DE APLICACIÓN...................................................................................................................................................49 DISCUSIÓN SOBRE LA APLICACIÓN DEL MÉTODO ..................................................................................................53 ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA CONVENCIONAL ......................................................................................................54 PASOS FUTUROS PARA PERFECCIONAR EL MÉTODO..............................................................................................56

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8.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................................................................................59

2. UN MODELO DE MANTENIMIENTO BASADO EN EL DISEÑO DEL CICLO DE VIDA PARA PEQUEÑAS EMPRESAS EN MÉXICO .............................................64
1. 2. 3. 4. 5. 6. INTRODUCCIÓN .....................................................................................................................................................................65 INGENIERIA Y DISEÑO DEL CICLO DE VIDA ..............................................................................................................66 MODELO DE MANTENIMIENTO DEL CICLO DE VIDA ...........................................................................................74 MANTENIMIENTO DEL CICLO DE VIDA EN UNA PEQUEÑA EMPRESA EN MÉXICO ................................78 CONCLUSIONES......................................................................................................................................................................83 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................................................................................84

3. EVALUACIÓN DEL IMPACTO DEL CICLO DE VIDA: ELEMENTOS DE GUÍA Y ALGUNAS CONSIDERACIONES METODOLÓGICAS PARA MÉXICO .88
1. 2. 3. 4. 5. INTRODUCCIÓN .....................................................................................................................................................................89 LA EVALUACIÓN DEL IMPACTO EN EL CICLO DE VIDA (EICV) .............................................................................90 CONSIDERACIONES PARA LATINOAMERICA............................................................................................................. 109 CONCLUSIONES................................................................................................................................................................... 112 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................................................................... 115

4. INSERÇÃO DA ANÁLISE DE CICLO DE VIDA NO ESTADO DA BAHIA/BRASIL ATRAVÉS DA ATUAÇÃO DO ÓRGÃO AMBIENTAL............... 120
1. A ANÁLISE DE CICLO DE VIDA ....................................................................................................................................... 121 2. ATUAÇÃO DO GOVERNO NA QUESTÃO AMBIENTAL ........................................................................................... 129 3. A ATUAÇÃO DO CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS........................................................................................ 133 4. USO DA ANÁLISE DE CICLO DE VIDA PELO CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS: UMA PROPOSTA DO TRABALHO.......................................................................................................................................................................................... 137 5. REFERÊNCIAS........................................................................................................................................................................ 140

III.

INVENTARIO DO CICLO DE VIDA ...........................................................145

1. INVENTARIO DEL CICLO DE VIDA DE ORO DE 2 ACTIVIDADES DE EXTRACCIÓN DE ORO EN PERÚ – INDICADORES DE GESTIÓN AMBIENTAL 145
1. INTRODUCCIÓN .................................................................................................................................................................. 146 2. REPRESENTATIVIDAD DE LAS 2 EMPRESAS DE EXTRACCIÓN DE ORO IDENTIFICADAS EN EL PERÚ PARA LA ELABORACIÓN DE INVENTARIOS DEL CICLO DE VIDA................................................................................................... 154 3. OBJETIVOS Y ALCANCE...................................................................................................................................................... 155 4. DESCRIPCIÓN DE LAS ACTIVIDADES DE EXTRACCIÓN DE ORO ..................................................................... 160 5. RESULTADO DE DOS INVENTARIOS DEL CICLO DE VIDA................................................................................. 171 6. CONCLUSIONES................................................................................................................................................................... 173 7. REFERENCIAS........................................................................................................................................................................ 183

4

2.
1. 2. 3. 4. 5.

INVENTARIO DO CICLO DE VIDA DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 187
INTRODUÇÃO....................................................................................................................................................................... 188 DESCRIÇÃO DO PROCESSO............................................................................................................................................. 190 INVENTÁRIO.......................................................................................................................................................................... 194 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................................................................. 205 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................................................................... 206

IV.

ACV – APLICAÇÕES.................................................................................... 212

1. MINERÍA, METALES Y ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA: NUESTRA EXPERIENCIA EN CHILE ............................................................................................ 212
1. INTRODUCCIÓN.................................................................................................................................................................. 214 2. AGOTAMIENTO DE LOS RECURSOS MINEROS METÁLICOS.............................................................................. 215 3. LAS FUENTES DE ENERGÍA ELÉCTRICA Y EL ANÁLISIS DE INVENTARIO DE LA PRODUCCIÓN DE COBRE EN CHILE ................................................................................................................................................................................................... 217

2. ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA Y LA SUSTENTABILIDAD AMBIENTAL DEL SECTOR EDILICIO EN ARGENTINA ............................................................... 229
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. INTRODUCCIÓN.................................................................................................................................................................. 229 EL IMPACTO AMBIENTAL DEL SECTOR EDILICIO................................................................................................... 231 EL ROL DEL PROYECTISTA Y DE LAS METODOLOGÍAS DE ANÁLISIS ............................................................ 232 EL ACV ..................................................................................................................................................................................... 237 CONSIDERACIONES PARTICULARES PARA LA APLICACIÓN DEL ACV AL SECTOR EDILICIO................... 238 CONSIDERACIONES ADICIONALES Y CONCLUSIONES ........................................................................................ 252 BIBLIOGRAFÍA........................................................................................................................................................................ 253

3. AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO BRASIL ............................................................ 257
1. 2. 3. 4. 5. 6. INTRODUÇÃO....................................................................................................................................................................... 258 CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO DE ESTUDO ............................................................................................................ 260 METODOLOGIA.................................................................................................................................................................... 262 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................................................................................ 270 CONCLUSÕES ....................................................................................................................................................................... 282 REFERÊNCIAS........................................................................................................................................................................ 284

4. CENÁRIOS AMBIENTAIS DA RENOVAÇÃO DA FROTA DE AUTOMÓVEIS NO BRASIL .................................................................................... 290
1. 2. 3. 4. INTRODUÇÃO....................................................................................................................................................................... 290 METODOLOGIA EMPREGADA......................................................................................................................................... 293 DEFINIÇÃO DO OBJETIVO E DO ESCOPO.................................................................................................................. 294 INVENTÁRIO DO CICLO DE VIDA.................................................................................................................................. 297

5

5. 6. 7. 8.

DESCARTE .............................................................................................................................................................................. 308 COMPARAÇÕES ENTRE A MANUTENÇÃO E A RENOVAÇÃO DA FROTA POR MEIO DA ACV ................ 311 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES............................................................................................................................ 315 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................................................................... 315

5. A ANÁLISE DE CICLO DE VIDA APLICADA A PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE ECOMATERIAIS NO BRASIL ...................................... 318
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................................................... 318 O CICLO DE VIDA DOS MATERIAIS............................................................................................................................... 321 PROJETANDO A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL................................................................................................. 325 A ACV APLICADA AO DESENVOLVIMENTO DE ECO-MATERIAIS ....................................................................... 329 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................................................................. 333 AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................................................ 334 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................................................................... 335

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...69 Figura II-7 Contaminación real (impacto ambiental) y la calculada por fase del ciclo de vida en WINTER (1994)............33 Esperanza media de vida al nacer con relación al Producto Nacional Bruto per 43 Precursores desde las decisiones de un producto hasta los resultados en salud 47 Participación regional del suministro de la salida económica de electricidad alemana...........72 Implementación de un programa de mantenimiento del ciclo de vida...........76 Tabla de efectos y modos de falla (MEF) para mantenimiento del ciclo de vida77 Fronteras del sistema del ciclo de vida del proceso de fabricación de tornillos80 Figura II-12 Resultados de la evaluación de impactos del ciclo de vida para el proceso de fabricación de tornillos............................... .......................................................53 Figura II-5 Figura II-6 Fases del ciclo de vida de los productos y los procesos .......................................... ........................................... 2002)........... .......... 52 Figura II-4: Distribución geográfica de las pérdidas de salud por contaminación y ganancias en salud en base a desarrollo de las cadenas de suministro de $ 1M de electricidad alemana............... (HUNDAL.....ÍNDICE DE FIGURAS Figura I-1 Figura I-2 Marco de referencia del ACV según ISO 14040........28 Un sistema producto ejemplo proporcionado en ISO 14041............... ..30 Figura I-3 Definición de la unidad funcional para cuantificar el servicio que genera el sistema (de ISO TR 14049) 32 Figura I-4 Figura II-1: cápita Figura II-2: humana Figura II-3: Elementos de una evaluación de impacto de acuerdo con ISO 14042-3: 1998....81 7 ..................... 70 Figura II-8 Figura II-9 Figura II-10 Figura II-11 Proceso de diseño del ciclo de vida en KEOLEIAN (1993) .......66 Metodología de Ingeniería del ciclo de vida..............

.......................................................114 Figura II-22: Figura III-1: Figura III-2: Estrutura Metodológica da ACV..........................................113 Figura II-21: Cálculo del indicador para la categoría regional de disponibilidad del agua para producción de cajas de cartón corrugado en México. 2004).........Figura II-13 Producción y paradas de acuerdo a la ocurrencia de fallas del ciclo de vida del mantenimiento consideradas en el análisis de Modos y Efectos de Falla................................................................ 91 Figura II-17: Resultados de EICV regionalizados para Estados Unidos dentro de la herramienta TRACI (NORRIS 2003)................126 Países productores de oro (World Gold Council.................................................165 8 .................................163 Figura III-7: Esquema de la operación de refogado y recuperación del mercurio . 82 Figura II-14 Confiabilidad del sistema después de implementar mantenimiento del ciclo de vida 83 Figura II-15: Etapas del análisis del ciclo de vida.......................................................................................................157 Figura III-4: Figura III-5: Figura III-6: Alcance de la empresa No.................. 1 ubicada en Madre de Dios – Selva Amazónica160 Alcance de la empresa No..........................................................................7% de pureza ..............111 Figura II-19: Clasificación del EICV de cajas de cartón corrugado en México............................................................................................ 90 Figura II-16: Las etapas y componentes de la evaluación de impacto del ciclo de vida...................................112 Figura II-20: Cálculo del indicador para la categoría de cambio climático de la producción de cajas de cartón corrugado en México.................. 2 ubicada en Arequipa – Zona seca y de poca vegetación 162 Excavación y profundidad en la extracción (Foto: Edgar Llamoca).......................................... 95 Figura II-18: Inventario del ciclo de vida para cajas de cartón corrugado en México...............................................165 Figura III-8: Producto final: barra de oro con 99......156 Figura III-3: a: Vista de relavera de segunda empresa de estudio de caso: Arequipa (Foto: Sonia Valdivia) b: Vista de la zona extracción de primera empresa de estudio de caso: Madre de Dios (Foto: Edgar Llamoca)................................... ..........................................153 Distribución de las actividades de extracción en el Perú.............................

........................................................................................247 Figura IV-10: Produção de leite........... produtividade e número de vacas ordenhadas do Município de Unaí-MG no período de 1997 a 2001 (IBGE-Pesquisa Pecuária Municipal............299 Figura IV-16: Mapeamento de processos do ciclo de vida de pneus automotivos no Brasil300 Figura IV-17: Mapeamento de processos do ciclo de vida de baterias automotivos no Brasil301 9 ........................................................ entre varios países de Europa y el Sistema Interconectado Central de Chile (SIC) .....................291 Figura IV-13: Limites do sistema avaliado............................5% de contenido de oro (Foto: Sonia 169 Ciclo de vida de los recursos mineros.................................................. ........................... ..................................233 Posibilidades de mejoramiento ambiental de un edificio en función de la etapa de 234 Energía consumida en distintas fases del ciclo de vida para edificios tradicionales y 244 Contenido energético por material de un edificio en 50 años de vida útil.Figura III-9 Valdivia) Figura IV-1: Figura IV-2: Figura IV-3: sulfurado Producto final: carbón activado con 2-2................224 Figura IV-5: Comparación de los impactos al medioambiente de la producción de energía.....226 Figura IV-6: Figura IV-7: desarrollo Figura IV-8: eficientes Figura IV-9: Criterios de diseño de un edificio ...................... 2003)....................................298 Figura IV-15: Mapeamento de processos da fabricação do alumínio....261 Figura IV-11: Representação esquemática dos limites do estudo e dos fluxos considerados na análise dos potenciais impactos ambientais dos sistemas de produção.........................219 Procesos metalúrgicos para la producción de cobre en Chile. a partir de mineral 222 Figura IV-4: Comparación de los dos procesos metalúrgicos en cuanto a sus impactos al medio ambiente y a la salud ................218 Caída de las leyes de mineral en Chuquicamata (Codelco Chile............................................ 2004) .............296 Figura IV-14: Mapeamento de processos da fabricação do aço...................... 1999) ........................268 Figura IV-12: Frota mundial de autoveículos (ANFAVEA......................................

.310 Figura IV-24 Figura IV-25 frota Figura IV-26 Emissões decorrentes da fabricação de automóveis para a renovação da frota312 Consumo de energia decorrentes da fabricação de automóveis para a renovação da 313 Geração de resíduos sólidos na produção de automóveis para a renovação da frota 314 Fluxo fechado (adaptada de Bellmann e Khare.........................................................Figura IV-18: Distribuição da frota de automóveis a gasolina em 2002............ 1999) ...................... 1999) ......306 Figura IV-21: Estimativa de emissões de poluentes em 2002 no Brasil ... por ano de fabricação 302 Figura IV-19: Emissão máxima de veículos nacionais saídos das fábricas [g/km]...........................325 10 ...........................323 Figura IV-28 Figura IV-29: Fechando o Ciclo dos materiais pela Reciclagem .....................307 Figura IV-22 Benefícios das emissões de poluentes atmosféricos decorrentes da renovação da frota de automóveis 309 Figura IV-23 Redução das emissões de monóxido de carbono por automóveis renovados do ano de fabricação no período de 2003 a 2012 ..................................304 Figura IV-20: Estimativa das emissões de poluentes por automóvel a gasolina em 2002.............................................324 Figura IV-27: Fluxo Linear Aberto (adaptado de Bellmann e Kahre........

........ ...........206 Tonelaje de CO2 emitido por MWh................................................................... 2000 (MMSD........................73 Comparación de Instrumentos de Gestión y Evaluación Ambiental ...........................29 ISO 14042 ................................................................. 1993)..........................96 Tabla III-2: Producción........................................................ 1994)................................................. 50 Tabla II-2 Problemas en el diseño compatible con el ambiente a través de la Ingeniería del ciclo de Vida (adaptado de BULLINGER........................ precios y valor anual de producción de algunos de los minerales más importantes a nivel mundial.............................................219 Tabela IV-2: Tipos de sistema de produção identificados no assentamento e sua distribuição percentual no ano de 2002.........................151 Tabla III-3: Indicadores obtenidos del ICV y su clasificación según si son entradas o salidas de/a la tecnosfera/naturaleza...... .................. ....................................................262 11 .................... por tipo de Termoeléctrica................... 2002)........................149 Tabla II-4: Categorías de impacto del ciclo de vida típicas de algunas herramientas...........................................191 Tabela III-6: Tabela III-7: Tabla IV-1: Linhas de transmissão da CTEEP .........157 Tabla III-4: Datos Generales e Indicadores de Impacto Ambiental de las 2 empresas de extracción de oro en Perú 175 Tabela III-5: Número de usinas e potência instalada para as principais fontes de geração de eletricidade no Brasil em 2002................................................................ ..........................................................................196 Consumo de materiais para a construção da rede elétrica brasileira ...........................................................................................67 Tabla II-3 Tabla III-1: Participantes en el Diseño del ciclo de Vida (KEOLEIAN.....ÍNDICE DE TABELAS Tabla I-1 Tabla I-2 ISO 14040 ..................................................34 Tabla II-1: Factores de caracterización para EICV socioeconómicos relacionados a razón de $1M de salida económica adicional a los años de vida salvados por persona por países seleccionados.................

.... 277 Tabela IV-12: Valores do Eco-indicador 99 dos componentes da pecuária em quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG......276 Tabela IV-10: Valores do Eco-indicador 99 dos ciclos (componentes) de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG....... a preços de out... 2002.....274 Tabela IV-9: Eco-indicador 99 (categorias de impacto) de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG (out/02 a jun/03) .. no período out...... tamanho do rebanho e UAs necessárias à composição da Unidade Funcional de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.279 12 . 2003.Tabela IV-3: Ingressos e gastos variáveis considerados no cálculo do Benefício da Produção (BP)... no período out......... no período out. no período out.......... 2002 a jun... 2002 a jun.... 273 Tabela IV-8: Resultados econômicos de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG..... 2002 a jun. 2003... no período out.. 276 Tabela IV-11: Valores do Eco-indicador 99 dos componentes do milho em três sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG. 265 Tabela IV-4: Composição da renda bruta de quatro sistemas de produção em um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG..... 2002 a jun... no período out...... 2002 a jun. no período out... no período out.272 Tabela IV-7: Estrutura dos gastos da produção de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG... 266 Tabela IV-5: Distribuição das terras de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG..... 2003...... 2002 a jun 2003.... .. 2002 a jun.. .. no período out...271 Tabela IV-6: Características da pecuária de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG. produtividade do rebanho. 2003........... 278 Tabela IV-13: Participação percentual dos produtos da pecuária na composição da Unidade Funcional...... 2003.... ........... ............ 2003..... 2002 a jun.... 2003. 2003.. 2002 a jun......

....... 2003. no período out........ 281 Tabela IV-15 Taxas de reciclagem dos materiais do automóvel em 2002 . 2002 a jun..........311 13 .....Tabela IV-14: Resultados econômicos... impactos ambientais e sua relação em quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.

AGRADECIMENTOS 14 .

Paralelamente. e mesmo com a APEC (Asian Pacific Economic Countries). os países da América Latina já implementaram regulamentos ambientais que visam controlar e reduzir o nível de poluentes nas emissões industriais para o meio ambiente (resíduos líquidos e sólidos). estas ações pró-ativas com relação ao ambiente tiveram lugar tardiamente nos países de América Latina. por exemplo.I. As barreiras comerciais podem ser classificadas em três grupos: a) barreiras tarifárias: tarifas de importação. a legislação de cada país pode incluir regulamentos. A relação entre a gestão ambiental e a inovação tecnológica ambiental engloba várias questões. De uma forma geral. Nafta. INTRODUÇÃO No contexto da globalização. No âmbito da inovação tecnológica ambiental. ou os níveis de poluentes em águas superficiais e na atmosfera. com as regiões econômicas União Européia. seja de como as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) podem participar desse processo de eco-gestão e inovação diante da pressão de um mercado cada vez mais globalizado e ambientalmente regulado. como por exemplo a quantificação/qualificação de recursos tangíveis e intangíveis e as relações sociais entre os atores econômicos e sociais. sejam especificamente relacionadas à melhoria do desempenho ambiental das empresas (da companhia) ou ao impacto da aplicação da legislação ambiental nas inovações tecnológicas. às instituições de investigação. outras taxas e valoração aduaneira. os países em desenvolvimento têm feito enormes esforços para melhorar a performance ambiental das suas atividades produtivas. 15 . Muitos Estados também implementaram normas técnicas no sentido da adoção de tecnologias mais limpas e têm continuamente efetuado projetos e estudos que quantificam indicadores ambientais que auxiliam aos legisladores e gestores. se comparados. ao governo e aos diversos grupos sociais. os indicadores convencionais de performance de inovação tecnológica e de competitividade não são capazes de avaliar a efetividade do sistema produtivo em um sentido amplo. medidas ou práticas governamentais que dificultem o acesso de mercadorias importadas. aplicadas não só às companhias mas também aos estabelecimentos de ensino. No entanto. políticas.

e os regulamentos para garantir a segurança do consumidor. Portanto. procedimentos alfandegários. A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)é a metodologia estabelecida pela ISO para a obtenção dos rótulos ambientais Tipo III. Com base nas regras estipuladas pela Organização Mundial do Comércio . O Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio . não poderá ser considerada barreira técnica. ou decorrentes da adoção de procedimentos de avaliação da conformidade não transparentes e/ou demasiadamente dispendiosos.b) barreiras não-tarifárias: restrições quantitativas. especifico para certificar ambientalmente os nas grandes transações comerciais "business to business". as normas são usadas como instrumento de controle de qualidade.OMC. De uma maneira geral. Existem também alguns exemplos de rótulos ambientais Tipo III que são aplicáveis às transações comerciais "business to consumer". assim como inspeções excessivamente rigorosas e arbitrárias. a exigência em concorrências internacionais que os fornecedores dos produtos oferecidos apresentem seus Selos Tipo III. pode-se definir barreiras técnicas como barreiras comerciais derivadas da utilização de normas ou regulamentos técnicos não transparentes ou que não se baseiam em normas internacionalmente aceitas. com Avaliação do Ciclo de Vida. as normas não impedem que nenhum produto seja comercializado. Assim que a Norma ISO 14025 for aprovada (previsão para 2006). medidas antidumping e compensatórias. c) barreiras técnicas: provenientes de normas (voluntárias) e regulamentos técnicos (mandatórios). regulamentos sanitários. mas os produtos que não estiverem de acordo normas internacionais (ou nelas baseadas) terão maior dificuldade para sua aceitação no mercado.TBT (Agreement on Technical Barriers to Trade) regula a criação e aplicação de padrões e diretrizes técnicas e também os procedimentos para determinar a conformidade com regulamentos técnicos (certificação). licenciamento de importações. Embora a rotulagem ambiental de produtos não seja obrigatória no comércio mundial. fitossanitários e de saúde animal. já ocasiona uma diferenciação na competitividade dos produtos em um mercado que é cada vez mais exigente 16 . como por exemplo o caso da eletricidade. E por fim os rótulos ambientais Tipo I que são cada vez mais baseados em considerações da ACV para assegurar uma melhoria ambiental global da produção ao longo de seu ciclo de vida.

fica muito clara. também conhecida na sua forma inglesa como Life Cycle Assessment (LCA). No conjunto das ferramentas em desenvolvimento para a IPP. 17 . nos países desenvolvidos. Essa demanda diferenciada tem forte potencial. março 2003]. Os modelos de avaliação de impactos hoje existentes também contemplam com precisão científica específica os processos ambientais típicos dos países onde os mesmos foram desenvolvidos.em termos dos impactos no ambiente (por exemplo a política integrada de produto (IPP) desenvolvida na Europa tem as suas raízes no conceito do ciclo de vida). densidade de população. Registre-se que. devido às enormes diferenças existentes em termos das tecnologias. o fortalecimento competitivo do produtos que já tenham rótulos ambientais baseados em ACV. por exemplo através de mecanismos para que compradores estatais usem a ACV nos critérios para preferir produtos melhores para o meio ambiente em concorrências públicas. é um processo objetivo para avaliar os impactos ao meio ambiente e a saúde. É necessário enfatizar que a aplicação da ACV nos países em desenvolvimento depende da existência de uma atividade de pesquisa e desenvolvimento de projetos e de dados aplicáveis à matérias primas e aos processos de produção aplicados localmente. de inibir as exportações. portanto. A posição de alguns países europeus (a Suíça especialmente) tem sido no sentido de evoluir-se para a obrigatoriedade desses rótulos ambientais [WT/CTE/W/219]. por outro lado. tipos de produtos. Para os países em desenvolvimento. os dados e metodologias acima não podem ser aplicados de forma direta. existem bancos de dados de inventários de ciclo de vida (ICV) plenamente aplicáveis às situações da Europa. A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). etc. A ACV é uma metodologia dependente das características regionais onde ela será aplicada. tecnoestructuras. por outro lado. bem como a algumas matérias primas e energia de países asiáticos. e que também seja avaliada a proposta de obrigatoriedade da existência de rótulos ambientais. Mais recentemente a União Européia tem pressionado para que se exija a ACV de produtos (produção / uso / descarte final / reciclagem) como uma ferramenta única para a certificação de um rótulo ambiental [WT/CTE/W/225. Japão e EUA. biomas. geologia. por um lado a inibição imposta à penetração de produtos concebidos sem a devida ACV (ou com ACV que demonstre desvantagem ambiental) e. clima.

provendo as informações ambientais necessárias pela tomada de decisões para a sustentabilidade. enquanto quantificam as repercussões tanto para trás como para frente dessa cadeia. A Organização ISO unificou a ACV como a série ISO14040. e estimulam a criação de estruturas. A ACV. serviço ou outra atividade econômica. a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) se apresenta como uma ferramenta de avaliação do impacto ambiental capaz reconhecer o caráter multidisciplinar da inovação ambiental. No longo prazo. e que nos paises latino-americanos tem sido adotada como normas técnicas nacionais. provou também ser um instrumento apropriado para apoiar a tomada de decisões relacionadas às questões ambientais. processo. programas e procedimentos inovadores para resolver estes problemas. o processo de decisão baseado em uma ACV conduz a ações mais efetivas. da mesma forma que no Peru tem sido adotada como Norma Técnica Peruana pelo Comitê Permanente de Gestion Ambiental. inclusive no uso otimizado de energia e de materiais. As tecnologias ambientais são produtos e processos que foram projetados para reduzir os impactos ambientais negativos. em todo o seu ciclo de vida. As inovações orgânicas ambientais são diretivas que identificam e executam mudanças internas para caracterizar problemas ambientais associados com os produtos e processos existentes. Deste modo. a Avaliação do Ciclo de Vida pode prover as mudanças tecnológicas fundamentais na produção e nos produtos. através do uso de processos de reciclagem e de re-uso. entre outros. como ferramenta sistemática e integradora. As informações reunidas no âmbito da área conceitual da ACV permitem avaliar os efeitos ambientais oriundos da toda a cadeia produtiva de um bem ou serviço e das ações operacionais que executadas. e com maior sustentação no longo prazo com relação à redução dos custos econômicos e ambientais das companhias e para o país. 18 . considerando os fatores internos e externos no desenvolvimento de uma inovação: • • • As inovações ambientais consistem em inovações tecnológicas ambientais e nas inovações orgânicas (mudanças internas às estruturas/instituições) ambientais. Neste contexto. No contexto Brasileiro têm sido sistematicamente traduzidas para as normas Brasileiras ABNT pela comissão CB38 dessa Instituição.associado a um produto. em parte devido ao efeito multiplicador ao longo da cadeia produção.

quase 50% declararam-se não conhecedores de ferramentas de analise que utilizem o conceito do Ciclo de Vida. Nesse contexto. • • Estas pesquisas salientam alguns dos obstáculos das companhias no uso da ACV. Outro resultado importante é que esta técnica é geralmente utilizada em estudos retrospectivos. O projeto ambientalmente amigável de novos produtos e processos não é somente dependente de novos materiais. os processos de produção são específicos caso-a-caso. Uma restrição básica nos estudos de ACV é a grande quantidade de dados necessária.Entretanto. As grandes companhias são as principais usuárias deste instrumento. e identificam principais pontos que devem ser aprimorados na metodologia: • • As pesquisas em ACV têm feito com que o método seja mais preciso. matérias-primas básicas). mas também mais complexo. Mais. Nesse ponto. e que a expectativa de que a ACV fosse usada pró-ativamente no processo de design de produtos e processos não foi atendida. transporte. e em particular. e a aplicação de medidas para alcançar este objetivo. Mesmo havendo (não é o caso do Brasil) bases de dados que descrevam o inventario dos ciclos de vida (ICV) das commodities básicas (energia. somente 13% mencionaram que usam a ACV. alem de precisarem de modelos confiáveis (e já aceitos pela comunidade) de ACV para os seus próprios processos considerados relevantes na cadeia decisória. apesar de 90% dos que participaram na pesquisa declararem que prestam atenção ao critério ambiental. mais confiável e mais transparente. Isto faz com que seja difícil a coleta e o fornecimento de informações técnicas gerais. e assentam em parâmetros técnicos. 19 • . o que exige maior quantidade de pesquisas para aprofundar o conhecimento sobre o tratamento desses processos de manufatura na ACV. as PMEs declararam que tem grande dificuldade de aplicar a metodologia. as empresas precisam de uma infra-estrutura e de assessoramento na etapa de coleta de dados e do seu uso numa ACV nos seus processos de manufatura. Recentes pesquisas nos países Europeus demonstram que: • Há uma discrepância entre a vontade da indústria de manufatura de desenvolver produtos ambientalmente amigáveis. a ACV não está ainda totalmente estabelecida como uma metodologia de auxilio à tomada de decisões no setor industrial. fundamentalmente em função da sua complexidade. A maior parte dos sistemas produtivos é baseada em processos de manufatura.

resíduos. a produção de um determinado produto. empreendendo esforços na aplicação desta metodologia em diferentes tipos de setores industriais e de serviços. matérias-primas. Frequentemente existem falhas na informação existente (p. e que emite como fluxos de saída os produtos e sub-produtos. descritas por sua vez por outros sistemas técnicos. importantes organizações cientificas e industriais tem trabalhado no desenvolvimento da ACV. água e para o solo. as emissões para o ar. Esta função de um sistema técnico pode ser. No entanto. limites e validação dos dados dos inventários) o que afeta diretamente a confiabilidade dos resultados de uma ACV. rotas de transporte. Em geral não existem atualizações freqüentes nem um processo de harmonização para garantir a qualidade do inventario do ciclo de vida..e. unidades industriais inteiras. embora exista após esse período uma considerável quantidade de dados de inventários de ciclos de vida. Nesse contexto.. que necessita de fluxos de entrada com relevância ambiental como recursos naturais. energia.Dados de um inventário de ciclo de vida (ICV) são informações que descrevem os fluxos de entrada e saída de um determinado modelo de um sistema técnico que sejam ambientalmente relevantes. origem. um inventario de ciclo de vida compreende na realidade um complexo e abrangente conjunto de inventários dos ciclos de vida dos diversos sistemas (e sub-sistemas) técnicos que compõem o parque produtivo de uma determinada região. Durante 25 anos. até o limite de sistemas de produção complexos de um determinado produto desde o seu nascimento (extração da matériaprima) até a sua cova (a sua disposição ao fim da sua vida útil). Estes sistemas técnicos podem ter estruturas internas. por exemplo. e dessa forma caracterizando uma inconsistência entre a modelagem e o formato dos dados. Matéria e energia são usadas nestes sistemas técnicos de forma a preencher a sua função. etc. etc. Como exemplos de sistemas técnicos estudados por uma ACV podem ser trechos de uma linha de produção. há também grandes restrições ao uso pratico destes dados: • • Inventários de ciclos de vida existem em diferentes bases de dados. definida através de sua unidade funcional. • 20 .

A promoção de pesquisas interdisciplinares no campo da ACV. e a aplicação deste conhecimento avançado no desenvolvimento de modelos dos ciclos de vida dos processos de produção existentes na América Latina são exemplos que vão nesse sentido. 21 . do empresariado e dos governos latino americanos em criar a estrutura metodológica para uma maior compreensão da perspectiva do Ciclo de Vida e assim manter a manutenção da competitividade econômica da região.Este livro tem por objetivo demonstrar que há um movimento crescente no nível da academia.

Ao todo são 11 combinações de situações / países que abordam a aplicação da metodologia de avaliação do ciclo de vida em estudos de caso característicos daquela região. Para permitir uma apreciação critica do documento. além de uma breve apresentação dos trabalhos atuais do Comitê na ISO encarregado da ACV e de algumas considerações específicas para a América Latina. O Capitulo II analisa um modelo. levando ao leitor a aprofundar o conhecimento através de discussões particulares à aplicação da ACV em um País da América Latina. Com isso pretende minimizar os efeitos relacionados com a incapacidade de eliminar os aspectos subjetivos da AICV. Nesse sentido. denominado Desenvolvimento do Ciclo de Vida. desenvolvimento industrial. Os seus três principais capítulos buscam por dar uma visão ampla e introdutória ao seu tema especifico. identificados como um indicador primário dos níveis de satisfação de outras necessidades humanas básicas e condição necessária para o desenvolvimento regional.1. assim como as suas conseqüências para a saúde humana. meio ambiente e sociedade. Uma terceira discussão é efetuada sobre as metodologias comumente aceitas para a Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida-AICV de produtos e processos. esta combinação descreve uma analise da inserção da ACV na legislação ambiental do Estado da Bahia/Brasil através da atuação do seu órgão ambiental. que tem por objetivo estimar os impactos de desenvolvimento de políticas de consumo sustentável e o projeto de bens e serviços. O capitulo finaliza com a análise da ACV como conceito fundamental para o desenvolvimento industrial na América Latina. 22 . Em seguida é apresentado uma análise que descreve e demonstra a importância da ACV como ferramenta de suporte às etapas de manufatura através do estabelecimento de procedimentos de manutenção baseados no design para o ciclo de vida em pequenas empresas no México. assim como tece algumas considerações relevantes para a sua aplicação no México. ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DO LIVRO Este livro reúne os principais tópicos abordados nas questões que relacionam progresso econômico. bem como para a disponibilização de um guia para que sejam efetuados estudos de AICV em outros paises latino-americanos. bem como com a carência de considerações de caráter geográfico que obedeçam a interesses locais. neste Capitulo I é descrito a seguir a metodologia de ACV na perspectiva da norma ISO14040.

é apresentada uma análise da sustentabilidade ambiental do setor de construção civil na Argentina. técnicos. abordando a necessidade da atividade mineira englobar os problemas associados ao impacto ambiental numa perspectiva integral.Centro de Recursos Ambientais-CRA. O estudo faz parte de um projeto de pesquisa desenvolvido pela Embrapa Cerrados em parceria com a Universidade de Brasília e o 23 . de forma a permitir a gestão sustentável dos seus sistemas produtivos. No segundo estudo é discutido um inventario do ciclo de vida efetuado para a geração hidroelétrica no Brasil. e analisar a relação existente entre os dois. embora devam ser levadas em consideração diversas particularidades da sua aplicação ao setor dos edifícios. Em seguida. seguida da quantificação os ciclos de vida de tais materiais através de bancos de dados já existentes. Em primeiro lugar é analisado o ciclo de vida da atividade de mineração do cobre no Chile. e sua analise permite a identificação de indicadores importantes para a gestão ambiental na extração de metais. O objetivo deste trabalho é determinar os resultados econômicos e dos impactos ambientais de quatro sistemas de produção de agricultura familiar no Município de Unaí-MG. A ACV é identificada como uma ferramenta fundamental para esta caracterização. O artigo aborda esta questão através do projeto dos edifícios em si. a estratégia adotada no trabalho foi coletar dados primários relativos ao consumo de materiais empregados na implantação desses empreendimentos. A terceira análise descreve a utilização da ACV na caracterização de sistemas de produção da agricultura familiar no Brasil. na selva Amazônica e outra no deserto na costa do Pacifico. Na legislação ambiental baiana foram identificados elementos que potencializarão a inserção do conceito de ciclo de vida. O Capitulo III apresenta dois estudos que descrevem o desenvolvimento de inventários de ciclo de vida no Peru e no Brasil. estéticos e socioculturais influenciam na performance energéticoambiental dos edifícios. Por fim o Capitulo IV analisa a aplicação da metodologia ACV em cinco combinações situações / país. Estas empresas atuam em duas zonas geográficas diferentes. Nesse sentido a metodologia da ACV é utilizada para contabilizar os fluxos mássicos e energéticos das principais etapas do ciclo produtivo deste metal. tendo sido escolhida para efeito de modelagem a usina de Itaipu para representar a geração elétrica no país. e o primeiro na América Latina). Como os aspectos ambientais mais significativos foram identificados como associados à construção dos subsistemas. O primeiro estudo caracteriza dois inventários de ciclo de vida que descrevem a fase de extração de ouro em duas industrias peruanas (este país é o sexto produtor mundial de ouro. e de como os fatores econômicos.

permite auxiliar na superação do desafio de gerar uma exploração agrícola mais ajustada aos princípios do desenvolvimento sustentável. desenvolvidos ou adaptados para diversos usos. 24 . com apoio financeiro do CNPq. às baterias e aos pneus. estão sendo criados. e a ultima deste livro. na produção de equipamentos ou de novas formas de energia. seja em produtos industriais. Nesse contexto a ACV serve de base aos projetos de novos produtos ou novos modelos de produtos. estuda a ACV aplicada à pesquisa e desenvolvimento de ecomateriais no Brasil. a quarta análise estuda a questão da renovação da frota automotiva no Brasil e os efeitos ambientais dessa medida. ao alumínio. mais precisamente de como novos materiais. na construção civil. ecologicamente mais corretos. a quinta combinação situação/País. Para tanto. Ainda no Brasil. à seleção de materiais nesses projetos e ainda tem orientado à pesquisa tecnológica no desenvolvimento dos novos materiais chamados ecomateriais. utiliza o Inventário do Ciclo de Vida (ICV).INCRA SR-28. limitado aos ciclos produtivos associados ao aço. Por fim. Os resultados desta análise mostram como o ICV pode ser utilizado para auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas. O artigo identifica que a incorporação de ferramentas como a RER e a ACV aos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das instituições de pesquisa agropecuária. que visa caracterizar a utilização da ferramenta Rede de Estabelecimentos de Referencia (RER) na avaliação de sistemas de agricultura familiar. sendo discutidos esses desenvolvimentos em nível mundial e no Brasil.

e incluye una breve descripción de los actuales trabajos del Comité encargado del ACV con algunas consideraciones específicas para Latinoamérica. Japón Teramoto Koji. El artículo presenta una descripción de la metodología del ACV desde la perspectiva de la Norma ISO 14040. Palabras-clave: ISO 14040. han aumentado el interés por el desarrollo de métodos para comprender mejor y reducir esos impactos. Universidad de Osaka. LA SERIE ISO 14040 – ANÁLISIS DE CICLO DE VIDA Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. Yoshimi Takeuchi Resumen: La elevada toma de conciencia acerca de la importancia de la protección ambiental. análisis del ciclo de vida 25 .2. Suita. Japón Masahiko Onosato División de Sistemas e Información. Yamadaoka 2-1. Osaka. Universidad de Hokkaido. Escuela de Graduados en Ingeniería. Una de las técnicas que están siendo desarrolladas para esta finalidad es el Análisis del Ciclo de Vida (ACV). N13W8.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. Sapporo. y los posibles impactos asociados con los productos manufacturados y consumidos. Las normas ISO 14000 incluyen una serie dedicada al análisis del ciclo de vida para su implementación voluntaria en los esquemas de administración ambiental de las empresas.

Este artículo presenta una descripción de la serie de normas relacionadas con el análisis del ciclo de vida. y describe brevemente algunas consideraciones y conceptos importantes. Latinoamérica ocupa puestos clave que permitirán en un futuro que las normas reflejen más detalladamente las necesidades de estos países para una buena implementación.1. La interpretación de los resultados del análisis del inventario y de las etapas de evaluación del impacto en relación con los objetivos del estudio. con lo que se busca facilitar su aplicación y apoyar a las empresas latinoamericanas. La vicepresidencia del TC 207 pertenece a Brasil. La evaluación de los impactos ambientales potenciales asociados con éstas entradas y salidas. El ACV es una técnica para evaluar los aspectos y los impactos ambientales potenciales asociados con un producto. El análisis del ciclo de vida es el tema objeto del subcomité cinco (SC5). Existe también un gran esfuerzo por parte de los países latinoamericanos en realizar la traducción coordinada y consensuada de las normas al español. considerando los impactos en el ambiente desde la extracción de materiales hasta la disposición final de ellos. INTRODUCCIÓN La Organización Internacional de Estandarización (ISO por sus siglas en inglés) ha desarrollado la serie de normas ISO 14000 (Comité TC207). 26 . Actualmente en el TC 207. también Argentina y México ocupan puestos claves. ISO 14040. Las normas incluyen herramientas como los sistemas de administración ambiental. e incluye ciertos requisitos mínimos. 2. que busca la estandarización de la herramienta de análisis del ciclo de vida para la administración ambiental de sistemas de productos y servicios. mediante: • • • La recopilación en un inventario de las entradas y salidas relevantes de un sistema producto. las declaraciones ambientales y el análisis de ciclo de vida. la evaluación del desempeño ambiental. ISO 14040 – GUÍA Y MARCO METODOLÓGICO PARA EL ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA La Norma ISO 14040 describe los principios y el marco de referencia para conducir e informar los estudios de ACV. como estándares de administración ambiental voluntarios para considerar las necesidades de las organizaciones en el mundo al proveer un marco común para administrar cuestiones ambientales.

tipos de datos. o una declaración ambiental de producto).La ISO 14040 establece que el ACV puede ayudar para identificar oportunidades para mejorar los aspectos ambientales de productos en varios puntos de su ciclo de vida. o que los resultados de los estudios del ACV enfocados sobre temas globales y regionales pueden no ser apropiados para aplicaciones locales. por ejemplo. y para la mercadotecnia (por ejemplo. los sistemas. la toma de decisiones mediante la selección de indicadores de desempeño ambiental pertinentes. La definición de la meta y alcance. que deben ser descritos claramente: • • • • Las funciones del sistema producto o. las condiciones locales podrían no estar adecuadamente representadas por las condiciones regionales o globales. La norma contiene algunos términos nuevos y específicos del ACV. falta de datos. las razones para realizar el estudio y la audiencia proyectada. donde se definen las etapas principales de un estudio. cuyas especificaciones se encuentran principalmente en la ISO 14040. agregación. Esta norma también observa ciertas limitaciones como la subjetividad. las limitaciones de los modelos empleados. 27 . Algunas de las definiciones importantes para poder hacer un estudio del ACV basado en la norma se incluyen en la Tabla I-1. Dos puntos importantes establecidos en la ISO 14040 son la definición de los alcances del estudio y la meta. Una de las limitantes más importantes. es decir. Para definir el alcance de un estudio del ACV se deben considerar los siguientes puntos. el análisis del inventario de ciclo de vida. con mayor referencia en la ISO 14041 y los reportes técnicos ISO 14049 e ISO 14047. sobre todo en la aplicación de la norma en el contexto latinoamericano es que la exactitud de los resultados de los estudios del ACV puede estar limitada por la accesibilidad o disponibilidad de los datos pertinentes. y finalmente la interpretación incluida en la Norma ISO 14043. La unidad funcional. aquellos a quienes se piensa comunicar los resultados del estudio. una declaración ambiental. en el caso de estudios comparativos. El sistema producto que se estudiará. o por la calidad de los datos. es decir. y la evaluación de impacto del ciclo de vida explicada y ejemplificada en las ISO 14042 e ISO 14048. datos específicos de sitios. La Figura I-1 muestra el marco de referencia del ACV. Los límites del sistema producto. un esquema de etiqueta ambiental o ecoetiquetado. promedios. La meta del estudio del ACV debe establecer sin ambigüedades la aplicación deseada.

si existe.• • • • • • • • Los procedimientos de asignación. Los requisitos de calidad de los datos iniciales. El tipo y el formato del informa requerido para el estudio. • Mercadotecnia Evaluación del impacto • Otras Figura I-1 Marco de referencia del ACV según ISO 14040. Los requisitos de los datos. 28 . y la interpretación subsiguiente que se usará. Las limitaciones. El tipo de revisión crítica. Análisis del inventario Interpretación • Planificación estratégica. • Formulación de políticas públicas. Los tipos de impacto y la metodología de evaluación del impacto. MARCO DE REFERENCIA DEL ACV Definición de meta y alcance Aplicaciones directas • Desarrollo y mejora del producto. Las suposiciones.

el inventario de ciclo de vida. el alcance del estudio puede necesitar modificaciones mientras se está conduciendo el estudio. El ACV es una técnica iterativa. y su definición correcta es de suma importancia. ISO 14041 – CONCEPTOS BÁSICOS PARA EL INVENTARIO DEL CICLO DE VIDA Esta norma describe los pasos a seguir y las consideraciones pertinentes para realizar la primera fase de un ACV. desde la adquisición de materia prima o de su generación a partir de recursos naturales hasta la disposición final Material o energía que entran al sistema en estudio. La recopilación de los datos de un inventario se realiza alrededor del sistema producto.Tabla I-1 Ciclo de vida ISO 14040 DEFINICIÓN SEGÚN ISO 14040 Etapas consecutivas e interrelacionadas de un sistema producto. que son desechados en el medio ambiente sin una transformación subsiguiente por el ser humano Desempeño cuantificado de un sistema producto para usarlo como una unidad de referencia en un estudio de análisis de ciclo de vida Conjunto de procesos unitarios conectados material y energéticamente que realizan una o más funciones definidas La porción más pequeña de un sistema producto para la cual se recolectan datos cuando se realiza un análisis del ciclo de vida CONCEPTO DE ACV Flujo elemental Unidad funcional Sistema producto Proceso unitario El alcance debería ser lo suficiente bien definido para asegurar que la extensión. Por lo tanto. que han sido extraídos del medio ambiente sin una transformación previa por el ser humano. 3. Material o energía que salen del sistema en estudio. Un sistema producto (Figura I-2) es un conjunto de procesos unitarios conectados por flujos de 29 . la profundidad y el detalle del estudio sean compatibles y suficientes para dirigirse hacia la meta establecida. a medida que se recopile información adicional.

La descripción de un sistema producto incluye procesos unitarios. entrada de materia prima. Los datos recopilados. los cuales realizan una o más funciones. La Norma ISO 14041 también establece que la definición del alcance deben basarse en las siguientes preguntas: ¿cuál es la razón para realizar el ACV? y ¿qué tipo de decisiones se tomarán en base a los resultados del ACV? Al definir el alcance de un estudio del ciclo de vida. emisiones al agua. y otros aspectos ambientales Transporte Otros sistemas Flujo del producto Energía Flujos elementarios Adquisición de Materia Prima Flujos elementarios Producción USO Reuso/Reciclaje Tratamiento de residuos Flujo del Otros producto sistemas Figura I-2 Un sistema producto ejemplo proporcionado en ISO 14041. otras entradas físicas Productos Emisiones al aire.productos intermedios. se utilizan para cuantificar las entradas y salidas de un proceso unitario. y no se puede determinar únicamente con base a sus productos finales. también se pueden incluir flujos intermedios de productos dentro del sistema. Estos datos se pueden recopilar dentro de las siguientes categorías: Entradas de energía. ya sean medidos. flujos elementales. La propiedad esencial de un sistema producto es que está caracterizado por su función. y flujos de productos a lo largo de los límites del sistema. se debe 30 . calculados o estimados. emisiones al suelo.

y para que sean comparables es el equivalente de cargas de ropa a lavar. cuantificando en la misma función unitaria y concordando con su flujo de referencia. Una importante revisión sobre los formatos de documentación de datos que apoyan los cálculos del inventario del ciclo de vida se encuentra en la ISO/TS 14048 Análisis de ciclo de vida – formato de documentación de datos. la norma establece las características de calidad de los datos de un ACV. Los límites del sistema definen los procesos unitarios que se incluirán en el sistema a modelar. El flujo de referencia se usa para calcular las entradas y salidas del sistema. La unidad funcional para detergentes de polvo y líquidos. La Norma y el Reporte Técnico ISO 14049 (Gestión Ambiental – Análisis del ciclo de vida – Ejemplos de la aplicación de ISO14041 para la definición de metas y objetivos y análisis de inventario). la función es “empacar leche”. En la figura las funciones de una pintura incluyen protección de superficie y coloración. El resultado de esta cuantificación es el flujo de referencia. Se deben considerar los siguientes parámetros: Cobertura en el tiempo: la actualidad de los datos (no más de cinco años) o el período de tiempo en que los datos deben ser recolectados (un año) 31 . Por ejemplo: Al comparar diferentes contenedores de leche. Comparaciones entre sistemas se deben hacer basándose en la misma función. Finalmente. finalmente con el rendimiento del producto según especificaciones se puede conocer el flujo de referencia. se debe identificar el rendimiento del producto y la determinación del flujo de referencia. así como por métodos formales de recolección e integración de la información. la cantidad de producto necesaria para completar la función se debe cuantificar. incluyen varios ejemplos de unidades funcionales y describen sus características principales (Figura I-3). Finalmente una vez decidida la unidad funcional principal del estudio. Idealmente el sistema producto se debe modelar de manera que las entradas y salidas en su frontera sean flujos elementales. El procedimiento general como lo muestra la Figura I-3 es identificar las funciones de un producto. Se debe justificar la razón para omitir “fases” del ciclo de vida. la unidad funcional es empacar un litro de leche. La calidad debe ser caracterizada de forma cuantitativa y cualitativa. Una vez definida la unidad funcional. después hacer una selección de las más relevantes para los objetivos del estudio y asignarle las unidades funcionales correspondientes. para el estudio la función principal es dar color con una durabilidad y por un periodo de tiempo.especificar claramente las funciones (características de desempeño) que debe tener el producto. El concepto de unidad funcional y flujo de referencia es sumamente importante para una exitosa realización de un ACV.

nacional. regional. global) Cobertura tecnológica: considerar las mezclas de tecnología (es vieja o nueva) Precisión: mide la variabilidad de los valores de los datos Datos completos: porcentaje de locaciones que reportan información del número potencial de existencias para cada categoría de datos en un proceso unitario Representatividad: análisis cualitativo del grado hasta el cual el lote de información refleja el verdadero interés de la población Figura I-3 Definición de la unidad funcional para cuantificar el servicio que genera el sistema (de ISO TR 14049) 32 .Cobertura geográfica: El área geográfica de donde se obtendrá la información de los procesos unitarios (local.

Elementos de una evaluación de impacto de acuerdo con ISO 14042-3: La ISO 14042 también contiene términos nuevos y específicos. Elementos obligatorios Selección v definición de categorías de impacto Asignación de los resultados del inventario [Clasificación] Modelación de indicadores para cada categoría Resultado de los indicadores de categoría Elementos Opcionales Contribución relativa de los indicadores. Evaluación de calidad Figura I-4 1998. clasificación y generación de indicadores.Ponderación entre categorías. 33 .4. que se muestran en la Tabla I-2. ISO 14042 – EVALUACIÓN DEL IMPACTO DEL CICLO DE VIDA La Norma ISO 14042 es probablemente la más compleja para aplicación por no expertos. . como se muestra en la Figura I-4. La norma establece como elementos obligatorios la selección de categorías de impacto. Consideraciones específicas en cuanto a los enfoques y a las categorías de impacto se pueden encontrar en ISO TR 14047 – Ejemplos ilustrativos en cómo aplicar ISO 14042 – Análisis del ciclo de vida – Evaluación del impacto de ciclo de vida.

Tabla I-2 ISO 14042 DEFINICIÓN SEGÚN ISO 14042 CONCEPTO DE ACV Resultado del análisis del Incluyen: flujos que cruzan los límites del sistema y resultados inventario del ciclo de que proveen el punto inicial de una evaluación de impacto de vida ciclo de vida Categoría de impacto Clases representando los problemas o preocupaciones ambientales a los cuales se deben asignar los resultados del inventario de ciclo de vida Indicador de la categoría Representación cuantificable de una categoría de impacto de impacto del ciclo de vida Categoría de finales” (daños) “puntos Aspectos o atributos del medio ambiente. etc. decisiones de recorte. químicos y biológicos para una categoría de impacto dado. es el de estructurar los resultados de las fases del inventario y de la evaluación del impacto de ciclo de vida. selección de las categorías de impacto. ISO 14043 – INTERPRETACIÓN DEL ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA El objetivo de esta Norma. Factor derivado de un modelo de caracterización que se aplica para convertir los resultados asignados del inventario del ciclo de vida a una unidad común del “indicador” de la categoría Sistema de procesos físicos. para determinar las situaciones importantes de acuerdo con la definición del objetivo con el elemento de evaluación. El propósito es el de incluir las implicaciones de los métodos utilizados. tales como las reglas de distribución. las suposiciones hechas. relacionando los resultados del inventario de ciclo de vida a indicadores de la categoría y a los “puntos finales” de la categoría (daños) Factor de caracterización Mecanismo ambiental 5. en las fases anteriores. recursos o salud humana. 34 . identificando un problema ambiental de importancia o preocupación.

para evaluar la confiabilidad de los resultados y conclusiones finales. un diagrama de barras. Esto pudiera darse como una lista de datos. al determinar si se ven afectados por incertidumbres en los datos. suministro de energía y manejo de desperdicios. en el cual. etc. los diferentes procesos o unidades de operación en el sistema de producto. Esta Norma indica que hay cuatro tipos de información que se requiere de los hallazgos en las fases precedentes de un estudio de análisis del ciclo de vida o de inventario del ciclo de vida (ACV o ICV) Los hallazgos de las fases precedentes (ACV e ICV) deben estar acomodados y estructurados junto con la información sobre la calidad de datos. etc. es decir. basándos en la experiencia previa. COMENTARIOS FINALES En las secciones anteriores se ha descrito brevemente algunos contenidos importantes de la serie de normas ISO 14040. Análisis de influencia. Se puede observar. Esto permite hacer una revisión posterior y establece una guía para mejora. para expresar la contribución en términos de un porcentaje del total.indicadores y modelos de categorías. se observan las desviaciones poco usuales o sorprendentes de los resultados esperados o habituales. Además de esto se han 35 . de acuerdo con las etapas en el ciclo de vida. Por tanto. métodos o cálculos de las categorías de indicadores de resultados. que las normas tienen un alto grado de complejidad y contienen un lenguaje muy especilizado. una tabla. tales como la nivelación cualitativa y cuantitativa. del análisis del ciclo de vida. Análisis de dominación o dominio. Estos resultados deben estar organizados de una manera adecuada. distribución. en el cual las contribuciones de las etapas del ciclo de vida o de grupos de procesos al resultado total son examinadas. Evaluación de anomalías. o cualquier otra representación adecuada de los consumos y rendimientos y/u otras categorías de resultados. transportación. en el cual se examina la posibilidad de influenciar problemas ambientales. en el cual se examinan contribuciones significativas o extraordinarias mediante herramientas estadísticas u otras técnicas. 6. Por otro lado la Norma también sugiere el análisis de sensibilidad y de incertidumbre. por ejemplo. todos los resultados relevantes disponibles en su momento se sugiere sean reunidos para un análisis como los siguientes: Análisis de contribución.

Datos precisos sobre el proceso y manufactura Falta de conexión con los sistemas de administración ambiental. por lo que se considera que la descripción brindada en este artículo seguirá vigente en las nuevas normas en un gran porcentaje. y escribiendo una nueva Norma ISO 14044 que incluye los elementos técnicos que se incluían en las normas ISO 14041. Se ha buscado en la redacción de estas nuevas normas realizar la menor cantidad de cambios posibles. Actualmente. como lo son (SAUR. la autora se encuentra participando activamente en el SC5 en la actualización y revisión de la serie de las normas ISO 14040. incluirá de una forma más resumida y concisa los pasos a seguir para la definición de alcance y objetivos. y que el potencial del uso de la herramienta de ACV sea conocido por gobiernos y empresas. y secciones mucho más específicas para la revisión crítica. contendrá un marco metodológico que incluirá el inventario del ciclo de vida y la evaluación de impacto de ciclo de vida. asignación de flujos y recopilación de datos para el inventario del ciclo de vida. Que sea utilizado como parte de las peticiones de los clientes a los proveedores o como una herramienta para proveer información sobre consumo y mercados verdes. la Norma ISO 14044. y de una forma más general la evaluación del impacto de ciclo de vida y la interpretación. requisitos y guías para el análisis del ciclo de vida. y así poder reflejar las necesidades (y especificidades idiomáticas y culturales) existentes en los diferentes países. Por otro lado. Falta de una lista completa de categorías de impacto Acceso a información relevante para el ACV. para ello es importante que la industria y los expertos de los países participen activamente en la creación de las normas. diversas complicaciones para su aplicación en países en desarrollo. Es necesario que exista entrenamiento.identificado. Pero principalmente en nuestros países debe haber entrenamiento y promoción. dentro de los subcomités y grupos de trabajo que se formen para la revisión de las mismas. donde se está reformulando la ISO 14040. etiquetado. pero al mismo tiempo permitirá actualizar y proporcionar una norma mucho más sencilla y entendible a las empresas. etc. La nueva Norma ISO 14040 después de su aceptación y tomado en consideración los comentarios. 2002): Falta de experiencia local y de expertos. ISO 14042 e ISO 14043. 36 .

7. Applicability of ISO and LCA and Needs of Developing Countries. 37 . Ecobalance 2002. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS • • INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION. Life cycle assessment. ISO 14040 series. 1997-2001 SAUR KONRAD. Geneva. Japan 2002.

Japón Ana Paula M. Department of Urban Studies and Planning Cambridge. Programa de Pós Graduação Em Engenharia Mecânica e de Materiais. Osaka. IMPACTOS SOCIO-ECONÓMICOS EN EL ANÁLISIS DE CICLO DE VIDA DE PRODUCTOS: DE UN ANÁLISIS AMBIENTAL DE CICLO DE VIDA (ACV) A UN ACV SUSTENTABLE EN LATINO-AMERICA Gregory Norris – gnorris@hsph. Este capítulo describe y demuestra 38 . MA 02139 USA Cássia Maria Lie Ugaya – cassia@cefetpr. ACV – CONCEITOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NA AMÉRICA LATINA 1. es una condición necesaria para el desarrollo.II. también es un indicador de primer orden de los niveles de satisfacción de otras necesidades humanas básicas. Department of Environmental Health Boston. MA 02115 USA Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería.edu Massachusetts Institute of Technology. Suita. Brasil Resumen: La salud es una necesidad humana primaria. Universidad de Osaka. Yamadaoka 2-1. Las opciones que tienen los individuos de consumo y las decisiones de compra de las empresas y el gobierno tienen impactos en el desarrollo económico.edu Harvard School of Public Health.br Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná.harvard. y finalmente. a través de dos formas principales: la reducción de la pobreza salarial y las crecientes inversiones en desarrollo humano e infraestructura básica. Curitiba. que a su vez ha mostrado tener un mayor impacto en la salud. do Nascimento – apaula@mit.

Desarrollo sustentable. los resultados iniciales y las posibilidades de futura aplicación. Este modelo es una modificación al método estándar de análisis del ciclo de vida de productos (ACV). Sudáfrica. modelos científicos. los líderes de varios gobiernos del mundo en conjunto con representantes de la industria y la sociedad civil se reunieron en el encuentro mundial para el Desarrollo Sustentable (WSSD World Summit on Sustainable Development) en Johannesburgo. El Desarrollo del ciclo de Vida (DCV) se puede utilizar también para considerar los impactos de desarrollo en el ecoetiquetado. INTRODUCCIÓN En el año 2002. el método básico. El análisis del ciclo de vida (ACV) es un método cuantitativo y comparativo para la identificación de opciones de productos ambientalmente preferibles y opciones de diseño. usando donde sea apropiado. y así empezar a tomar en cuenta las preocupaciones sobre barreras arancelarias relacionadas al consumo y producción sustentable.un modelo que tiene por objetivo estimar los impactos de desarrollo de políticas de consumo sustentables y el diseño de bienes y servicios. El método propuesto se puede aplicar de forma práctica a las bases de datos y herramientas existentes de ACV. El ACV ha tenido 39 . denominado “Desarrollo del Ciclo de Vida” (DCV). 1. Salud pública. Impactos sociales. Uno de los resultados de esta reunión es un Plan de Implementación para cambiar los patrones no sustentables de consumo y producción. Entre los elementos principales del plan hay un llamado para “mejorar los productos y servicios a la vez que se reducen los impactos en salud y medio ambiente. Finalmente se sugiere como punto fundamental la creación de grupos y proyectos interdisciplinarios para enriquecer y mejorar el método mediante aplicaciones prácticas de casos de estudio. en esta reunión los participantes analizaron las fallas y los éxitos de los últimos treinta años. Impactos económicos. Casos de estudio iniciales han demostrado que los beneficios en salud del desarrollo económico ocurren en países no pertenecientes a la Organización de Cooperación de Desarrollo Económico (OCDE) en el marco de cadenas de suministro globales que pueden tener gran influencia en el resultado total del análisis del ciclo de vida. como el análisis del ciclo de vida”. así como las consecuencias que éstos presentan en la salud. anticipando las promesas y los obstáculos que tendrá la humanidad en relación a los desafíos del Desarrollo Sustentable: desarrollo que satisface las necesidades del presente sin sacrificar la habilidad de las futuras generaciones de satisfacer sus necesidades (WCED 1987). Este capítulo presenta al DCV. Palabras clave: Análisis del ciclo de vida.

permiten una comparación total de los impactos ambientales totales del sistema de diferentes alternativas de productos que proporcionan una función o desempeño equivalente.una aplicación práctica en la industria y el gobierno desde hace treinta años. y garantiza evitar el traspaso de impactos a la sociedad. o crear problemas ambientales en otras etapas del ciclo de vida. y no solamente en los procesos unitarios de ingeniería. El concepto principal del ACV es la Unidad Funcional. una medida cuantitativa de la cantidad de función o desempeño. permiten incluir además el concepto de sustentabilidad. de todos los procesos en las etapas del ciclo de vida de un sistema producto. considerando los flujos de contaminantes a través de todos los tipos de medios. El ACV es un método que engloba un conjunto de factores. y las consecuencias de estos flujos en todas las categorías de impacto ambiental relevantes. Esta publicación también señaló la clara necesidad de 40 . Productores: fabricar productos más “verdes”. 2003). Existen varias formas en que esta expansión puede ocurrir. al integrar los modelos económicos y bases de datos. ayudando potencialmente a construir una base más amplia para las propuestas de política considerando a un grupo más amplio de partes interesadas. El ACV tradicional se ha enfocado únicamente al pilar ambiental. la cual se ha ido incrementando tanto en la industria como en la academia. Un ejemplo de este grupo de impacto es salud ocupacional y seguridad del trabajo. de aquí se derivan las siguientes oportunidades del uso del ACV para: Consumidores: seleccionar productos que son más “verdes” (productos que desde una perspectiva general son menos dañinos al ambiente). Los usos del ACV hasta la fecha. equilibrio ecológico y progreso social (WBCSD. Una reciente investigación concluyó que los efectos de las problemáticas de salud ocupacional y seguridad del trabajo y los incidentes en las cadenas de suministro de los productos están en el mismo orden de magnitud que las consecuencias estimadas para la salud humana en general a corto plazo de las emisiones de contaminantes en la cadena de suministro (HOFSTETTER Y NORRIS. el integrar modelos económicos y perspectivas de escenarios (¿qué sucede si?). Es cada vez más común referirse a los “tres pilares” del Desarrollo Sustentable: crecimiento económico. Sin embargo. 2003). a los objetivos económicos o al ambiente. el ACV puede evaluar los impactos y las medidas de desempeño que rutinariamente son cuantificados en el sector económico. entregado por un sistema de producto o de servicio. La ventaja de este alcance del ACV es la habilidad para ayudar a los tomadores de decisiones de evitar generar nuevos problemas ambientales al corregir otros.

y recursos (bióticos y abióticos). Por ejemplo en el año 2002. está restringido a impactos en los tres elementos “finales” de interés: salud humana. La pobreza. mayor inversión en educación y acceso a ella. ecosistemas. la integración de las dimensiones sociales y económicas nos permite considerar que las actividades en la cadena de suministro de productos puede aportar beneficios así como impactos a la agenda de desarrollo sustentable. En la categoría de salud. El análisis del ciclo de vida tradicional se enfoca estrictamente en los impactos por contaminación y no toma en cuenta los beneficios de desarrollo. y también un aumento en las inversiones de infraestructura en salud pública. el Reporte de Salud Europeo subraya “la relación entre los factores socioeconómicos y la salud. los aumentos sustenibles en las salidas económicas entre los países en desarrollo pueden ofrecer mayores beneficios a la salud humana. mediante los mecanismos de reducción en la pobreza salarial. IMPACTOS DEL DESARROLLO EN LA SALUD El enfoque de impactos que actualmente se presenta en el ACV. Además de los precursores ambientales. A continuación se mostrará como se pueden lograr estas extensiones a la metodología y se presentan resultados iniciales. los métodos actuales de la evaluación de impacto del ciclo de vida (EICV) se enfocan exclusivamente en los impactos que se originan de precursores ambientales de los estresores en el ciclo de vida del producto. En segundo lugar. en todas las regiones del mundo. particularmente. y explica: “Mientras que el PIB per cápita presenta una gran correlación positiva en la 41 . algunos analistas de sutentabilidad de los países en vías de desarrollo consideran esto como una contraposición a los problemas y preocupaciones principales en ellos. Al considerar los beneficios de un desarrollo económico a la vez que los costos de contaminación y degradación de los recursos. se reconoce como el factor determinante más importante en la falta de salud”.desarrollar sistemas de reporte y bases de datos de impactos ocupacionales de manera detallada a nivel de sector económico. también son importantes los socioeconómicos del ciclo de vida del producto vinculado con hacia las consecuencias humanas. El reporte también menciona la gran labor de investigación que ha documentado la influencia del Producto Interno Bruto (PIB) en la salud a nivel nacional. 2. Como se discutió anteriormente. algunas extensiones de la aplicación del ACV tienen el potencial para tomar en cuenta las preocupaciones mencionadas anteriormente y enfocarse a verdaderas soluciones ecológicamente sostenabiles para las personas y el planeta en este siglo.

de los cuales más de tres millones mueren cada año. donde la desnutrición es la causa principal de enfermedades en miles de millones de personas pobres del mundo. esta relación es significativamente no lineal. una mayor prosperidad económica siendo utilizada para expandir servicios sociales esenciales.esperanza de vida. y este estado de salud puede impactar al desarrollo económico del país. están entre las diez principales riesgos de enfermedades. La mortalidad por desnutrición afecta cada año a los niños más pobres del mundo en un estimado total de 130 millones de años de una vida normal y saludable. (CMH 2001). seguridad social y servicios de salud. la falta de higiene y sanidad. son consecuencia del uso de agua contaminada y mala higiene. El desempleo. Queda claro que la escala en el factor de riesgo recae en la pobreza.. Alrededor de 1. xiv-xv). y casi todas las muertes en países en vías de desarrollo (WHO 2002. la deficiencia de hierro y la contaminación en interiores causada por el uso de combustibles sólidos. Existe una reconocida correlación positiva entre la esperanza de vida y la actividad económica bruta per cápita. 42 . La importancia de la pobreza en el problema mundial de las enfermedades es todavía más claro en el Reporte Mundial de Salud realizado por la Organización Mundial de la Salud en el 2002. Tanto en Africa como en Asia. Incluyendo a la desnutrición.. a continuación se muestran los principales puntos: Existen 170 millones de niños en países pobres con problemas de nutrición. Estos factores son mucho más comunes en países y comunidades pobres que en otros lugares. Algunos estudios revelan que los países con las condiciones más débiles de salud y de educación tienen mayor dificultad para lograr un mejor crecimiento sustentable que aquellos con mejores condiciones en salud y educación. 2002). Se puede observar que en los países con un Producto Nacional Bruto (PNB) per cápita menor a $5000 dólares existe una correlación positiva entre la actividad económica y la esperanza de vida. Esto es. el agua contaminada. esta relación trabaja principalmente a través del impacto del PIB en a) los ingresos al pobre b) al gasto público: procesos mediadores de crecimiento a través de crecimientos económicos más rápidos con una alta tasa de empleo.7 millones de muertes al año en el mundo por diarrea.. pp. estos factores de riesgo continúan siendo los principales enemigos de la salud y los aliados de la pobreza. nueve de diez muertes en niños.. Existe suficiente evidencia de que la influencia entre la salud y el crecimiento económico están vinculados de la siguiente forma: la actividad económica puede impactar al estado de salud agregado de una población. como se muestra en la Figura II-1. como una causa de la pobreza y la falta de salud es un asunto de extrema importancia en todos los países europeos” (WHO Europe. tales como educación.

. WILKINSON. Se concluye que los niveles de desigualdad salarial entre los países explica la gran porción de variación en esperanza de vida entre las naciones más ricas (e. 2002: World Development 2000-2001 Chapter 12. Esperanza Media de Vida y Producto Nacional Bruto PNB 1999 (PPP) 85 80 75 70 65 Esperanza media de 60 vida al nacer (años) 55 50 45 40 35 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 Producto Nacional Bruto Per Capita ($1999 PPP) Fuente: World Bank.mientras que aquellos con un per cápita mayor a los $5000 dólares la curvatura es menos lineal. hacemos uso de la idea. apoyada por otros investigadores. Tables 1 and 2 Figura II-1: Esperanza media de vida al nacer con relación al Producto Nacional Bruto per cápita Es importante mencionar que la correlación no significa “la causa”. de que si el crecimiento económico reduce la pobreza salarial. y si esto conlleva un aumento en el gasto público en infraestructura básica de salud y desarrollo humano 43 .g. 1996). En el primer modelo que se desarrolla y demuestra en otra sección de este capítulo.

medido como el consumo total entre la población existente. MEHTA y VENKATRAMAN (2000. entonces el crecimiento económico puede promover un aumento en la esperanza de vida. por ejemplo. El punto básico es: Es posible para un crecimiento de la actividad económica el ser asociado con. dejando a varios hogares con un poco más de ingresos pero con una menor habilidad para satisfacer necesidades básicas. y educación pública. aparentemente. para el total de personas por debajo del umbral de pobreza también aumenta. los individuos cuyo ingresos ha aumentado durante los años recientes (tal vez de un nivel inferior del umbral de pobreza a uno un poco mayor) pueden. en TAMMILEHTO) documentan la misma tendencia problemática entre villas rurales en la India. porque algunas necesidades básicas son atendidas a través del consumo de transacciones no comerciales. el crecimiento económico puede estar asociado con un incremento en el costo de la vida. se debe enfatizar la importancia de estas consideraciones “si”.21). la pobreza salarial es una medida imperfecta de la verdadera pobreza material. Pero antes de proceder a explicar este modelo. acceso a servicios básicos de salud. la pérdida de mercados locales y oportunidades de trabajo aumenta el costo de transporte para empleo y compras. principalmente entre la población de bajos ingresos. Segundo. pastoreo y agricultura”. esto es a expensas de las tecnologías de mano de obra intensiva. 44 . Está claro. realmente verse empobrecidos” (p. De la misma forma. el PIB per cápita es un factor agregado. en contraste es. La pobreza salarial. y algunas veces a los resultados causa-negativos en la pobreza salarial y/o en las inversiones públicas en salud y desarrollo humano. Similarmente. TAMMILEHTO (2003) muestra cómo la expansión del mercado puede limitar el acceso a recursos de propiedad comunal y consecuentemente disminuir “posibilidades para actividades rurales de recolección. SEGAL (2002) documenta cuidadosamente cómo el costo de satisfacer necesidades básicas en Estados Unidos parece haber aumentado dramáticamente durante las décadas recientes. como ejemplos primarios).(sanidad. el PIB y la pobreza pueden ambos aumentar también. Si la actividad económica aumenta por el crecimiento de tecnologías de capital intensivo. típicamente una medida de la fracción de la población que se encuentra por debajo del umbral de ingreso en el hogar. Existen un número de factores que pueden permitir el crecimiento económico (medido como PIB per cápita) con un aumento simultáneo de la pobreza salarial. A continuación se presentan cada una de estas asociaciones. que es posible que el un ingreso total puede aumentar (por ejemplo con mayores ganancias en ingreso entre las personas ricas) mientras que. Primero existe el problema de la agregación.

La segunda relación de importancia es la existente entre el crecimiento económico y la inversión pública en infraestructura básica para salud y desarrollo humano..g. así como privatizaciones “temporales” afectan la salud y el desarrollo de la población a corto y largo plazos. Las flechas azules en la Figura II-2 indican los precursores del nivel de las actividades de proceso a la salud humana que son tradicionalmente modelados en el ACV. dólares. aumento en la producción de electricidad en kW. Las flechas verdes en la Figura II-2. o tal vez incluyendo impactos no letales en la salud (reducción de funciones. lo que a su vez ha sido la causa de peticiones de asistencia internacional y préstamos por parte de algunos países. la influencia del ciclo de vida del producto en la salud por precursores presentados en los reportes de la OMS. Estos precursores inician con un aumento en las emisiones contaminantes (reportadas en el inventario del ciclo de vida. lo que conduce a un cambio en los niveles de exposición humana a substancias peligrosas. de una forma amplia aunque todavía no universal. este tipo de decisiones tienen consecuencias a lo largo de toda la cadena de suministro y los ciclos de vida del producto. indican los nuevos precursores que se toman en cuenta en esta investigación.g. puede de alguna forma promover el crecimiento. o ICV). y se presentan en la Figura II-2. mencionados anteriormente. 3. crecimiento o nivel de prevalencia de enfermedades crónicas u otras). etc). Indicando cómo los cambios en los niveles de actividad económica por toda la 45 . años de vida perdidos). MODELO PARA EL USO EN ACV En esta sección se presenta el desarrollo de una simple adición al ACV. Los impactos de primer orden son que las decisiones cambian los niveles de actividad en los procesos a través de estas cadenas de suministro y ciclos de vida. Cuando un consumidor decide comprar uno u otro producto. que puede empezar a capturar. Se considera. KANBUR (2001) advierte que los impactos de políticas fiscales austeras. Las características de aumento de la salida económica son. pesos. STIGLITZ 2002). o cuando un productor decide usar un proceso diferente. La actividad se mide en unidades físicas (e.g. Resumiendo. al menos tan importantes para la salud y el bienestar de la población como la magnitud de los cambios. reales. coincidiendo adversamente en detrimento de la salud y el desarrollo humano (e. en un primer orden y de forma preliminar.h) y también en unidades económicas (aumento en las ventas de electricidad. Los impactos finales en la salud pueden ser medidos estrictamente en términos de impactos en la mortalidad (e. en yenes. la correlación entre el PIB per cápita y la esperanza de vida no debe ser vista como una correlación determinística.. que la forzada reducción en gasto público.

Cuando se realizan los cálculos de un resultado de ICV. con conexiones de comercio entre ellas: Holanda. y también los impuestos que recibe el gobierno. y los individuos podrán mejorar su estado de salud si el salario y los beneficios en el empleo llegan a la gente que se encuentran en un nivel socioeconómico bajo. el valor monetário de la salida del proceso. el software para ACV. lo anterior se basa en la investigación citada anteriormente (CMH 2001). o mediante una agrupación actual de PIB per cápita. 46 . Lo único que es necesario es obtener y reportar. compilando y utilizando información de precios. La forma más simple de lograr esto es usando un ACV de entradas y salidas multinacionales. SimaPro. para cada proceso. el resto de los países europeos y no europeos de la OCDE y los países no pertenecientes a ella. o la morbilidad tampoco fueron consideradas. Por ejemplo. La Figura II-2 también incluye una retroalimentación que parte del estado de salud hasta los niveles de actividad (económicos y productivos). La importante influencia de la situación socioeconómica en las enfermedades letales y no letales. contiene un modelo de entradas y salidas de cuatro regiones internacionales. Paso 1: Inclusión de los niveles de actividad económica en un ACV El primer paso es incluir. o al menos en diferentes grupos de países. De igual forma. y tampoco son considerados en esta investigación. Las bases de datos del ACV pueden ser complementadas también con datos económicos. Los impactos de la salud en el crecimiento económico a través del tiempo no son modelados típicamente en el ACV.cadena de suministro van a conducir a los impactos identificados como substanciales en la literatura sobre impactos socioeconómicos en la salud. para bases de datos de ICV existentes. en un inventario del ciclo de vida. el aumento en el volumen de impuestos permitirá al gobierno mejorar la salud si el aumento de éstos provoca un aumento en las inversiones públicas para promover la salud. en la forma de salidas económicas totales en la cadena de suministro por país o región. Estos factores están entre las futuras consideraciones para mejorar el método aquí propuesto. Esto se puede hacer al mismo tiempo que se compila la información de ICV. una contabilidad de la actividad económica que se estimula en los diferentes países. Por ejemplo. el aumento en las salidas aumentará el empleo y/o los salarios. Estos a su vez reducirán la pobreza salarial. También se puede realizar de una forma retroactiva. ese modelo puede proveer resultados adicionales al inventario.

de productos y procesos Cambios en el nivel de actividad (salida del proceso o económica ) en la cadena de Suministro. desde extracción de materiales hasta el fin de vida Cambios en los empleo y salar Cambios en la de impuesto Figura II-2: Precursores desde las decisiones de un producto hasta los resultados en salud humana 47 .Cambios en l de emisiones Selección o rediseño.

Cambios en los niveles de emisiones contaminantes Cambios en la exposición a contaminantes Selección o rediseño. de productos y procesos Cambios en el nivel de actividad (salida del proceso o económica ) en la cadena de Suministro. desde extracción de materiales hasta el fin de vida Cambios en los niveles de empleo y salarios Cambios en la esperanza de vida Reducciones en pobreza salarial Cambios en el estado de salud de individuos Cambios en los rangos de problemas de salud (morbilidad) Cambios en la cantidad Aumento en los gastos de impuestos pagados del sector público Paso 2: Inclusión de los precursores socioeconómicos en un EICV 48 .

El siguiente paso es desarrollar un modelo que capture la relación que se muestra en la Figura II-1. Los detalles de esta relación se proporcionan en NORRIS (2004). para un país dado. Esta información se resume en la Figura 1. Los datos están diferenciados para hombres y mujeres en cuanto a la esperanza de vida al nacer. se estiman las consecuencias en salud por motivo de la contaminación en la cadena de suministro total (global) de electricidad alemana. en la cadena de suministro de una cantidad dada de salidas de producto. por lo que se calcularon relaciones independientes para cada uno de ellos. EJEMPLO DE APLICACIÓN A continuación se realiza una aplicación simple del método desarrollado en esta investigación. Los “factores de caracterización” en la Tabla II-1 se pueden usar con el inventario económico de información para calcular los años vida en beneficios de salud que pueden ser comparados con los años vida dañados por causa de la contaminación. El mismo se inicia estimando una relación no lineal entre la esperanza media de vida al nacer y el PIB per cápita. y se comparan estos impactos con las consecuencias de salud por los aumentos en actividad económica en la misma cadena de suministro (global) del citado país. para un estimado más completo de las consecuencias en salud del ciclo de vida del producto. expresa el cambio en años de vida como una función del cambio en salida económica total. basado en datos del 2002 del Banco Mundial para 126 países (WORLD BANK. pero seis de ellos no contaban con información del PIB. por región. o PIB. 2002). Los resultados de estos cálculos para algunos países seleccionados se muestran en la Tabla II-1 (ver NORRIS 2004 para todos los resultados). Se tiene interés en comparar las magnitudes relativas de estos dos tipos de impactos.En el primer paso. También después de tomar en cuenta las poblaciones nacionales. El valor de esta función para un aumento de $ 1M se calculó para cada uno de los 126 diferentes países en el grupo de datos. La muestra de información contiene datos de esperanza de vida de 132 países. Especifícamente. 49 . se mostró cómo el ICV puede ser complementado fácilmente al incluir información (de los incrementos o adiciones) de la salida económicas. 4. se llegó a un estimado del número de años de vida salvados gracias a un aumento en el PIB per capita (“PIBPC”) del PIBPC0 al PIBPC1 − ∆AV = b * Pop c +1 ⎡ PIB0 c − ( PIB0 + ∆PIB ) ⎢ ⎣ −c ⎤ ⎥ ⎦ (1) La ecuación 1.

se debe tomar en consideración que el ACV provee información de los impactos en al menos tres puntos finales diferentes de interés.113 50 . Tabla II-1: Factores de caracterización para EICV socioeconómicos relacionados a razón de $1M de salida económica adicional a los años de vida salvados por persona por países seleccionados. Suiza Noruega Estados Unidos Japón Singapur Austria Bélgica Alemania Holanda Suecia Francia Cambodia Yemen Tajikistan Nigeria Zambia Nepal Burkina Faso Madagascar Mozambique Eritrea Mali Chad Angola Promedio de cambios en años de vida por persona. asociados a un aumento de $1 M de PIB per cápita por países. y no implica que la salud humana es más importante en un ACV.644 51.946 52.033 73.607 75. salud de los ecosistemas y recursos.387 75.575 69. con el modelo de la ecuación (1) 80 95 95 102 105 127 133 134 137 140 146 51.468 56. de hombres y mujeres.486 83.637 66.893 62. El enfoque principal de este trabajo es en salud y solo refleja el hecho de que se están sumando nuevos precursores de impacto a este punto final.681 86. a saber: salud humana.Por supuesto.784 56.

el punto importante surge si se mide y cómo se realiza la medición de factores nacionales cuando se está calculando un factor compuesto para cada región. Los impactos en mortalidad y morbilidad (enfermedades) se expresan en años vida ajustados al daño (disability-adjusted life-years. resulte la de un país. Los resultados se muestran de la Figura II-3 muestran la distribución regional de una actividad económica en la cadena de suministro de electricidad en Alemania. La Figura II-4 reporta tanto los daños a la salud por emisiones contaminantes como los beneficios a la salud provocado por un aumento en la actividad económica en la cadena de suministro de electricidad alemana. mientras de que las rojas representan beneficios. Las barras azules representan daños. se puede ver que la fracción de la cadena de suministro de impactos de desarrollo en la salud se espera que sea grande.161 103. y menos del 10% llega a países no pertenecientes a esa Organización de estados desarrollados. Para considerar esta diferencia se deben agregar los factores en la Tabla II-1 para calcular los factores para las regiones reflejadas en los datos del ICV.863 168. Una sugerencia es usar una ponderación basada en el PNB. DALYs).Tanzania Niger Malawi Burundi Sierra Leone Etiopía 90. porque la participación del PIB en la economía de un país dado en una región. veinte porciento ocurre en otros países de la OCDE. A pesar que la fracción de la cadena de suministro de la actividad económica que llega a los países en desarrollo es pequeña en este ejemplo. Los impactos de las emisiones contaminantes de los procesos en la cadena de suministro se consideran utilizando la metodología para evaluación del impacto del ciclo de vida. Se puede ver que la aproximación de dos terceras partes de la actividad económica total estimulada por la cadena de suministro de la electricidad alemana ocurre en Holanda. como se muestra a continuación.458 Los factores de caracterización presentados en la Tabla II-1 están calculados por nación. de una salida económica en una región. y son después agregados. Es fácil identificar qué países están en alguna de las cuatro regiones. el EcoIndicator 99.401 93.908 194.427 178. se puede tomar como una aproximación burda de la probabilidad de que una unidad localizada de forma aleatoria. ambos son 51 . mientras que los resultados del inventario utilizados en este análisis son para cuatro regiones en el mundo.

minimizan los beneficios en salud y el costo de los impactos en las otras regiones.presentados numéricamente como impactos positivos porque se está utilizando una escala logarítmica. Se debe considerar con los datos de la Tabla II-1 que el crecimiento económico es mucho más poderoso cuando lograr de manera conjunta beneficios a la salud cuando esto ocurre en países de 52 . esto además se debe al hecho de que los beneficios a la salud en los países no pertenecientes a la OCDE. NoEuropa OCDE Europa OCDE NoOCDE Holanda Figura II-3: Participación regional del suministro de la salida económica de electricidad alemana.

1 Holanda Europa OCDE No OCDE Figura II-4: Distribución geográfica de las pérdidas de salud por contaminación y ganancias en salud en base a desarrollo de las cadenas de suministro de $ 1M de electricidad alemana. se ha buscado demostrar que es práctico e importante para un ACV empezar a incluir precursores socioeconómicos de salud. En esta sección se discute cómo una versión mejorada del método se puede aplicar en la práctica. por las partes interesadas y tomadores de decisiones dentro y fuera de los países en desarrollo. 5. DISCUSIÓN SOBRE LA APLICACIÓN DEL MÉTODO Hasta el momento. Es por ello que los resultados como un todo son dominados por los beneficios de salud del desarrollo socioeconómico de los países no OCDE.bajo ingreso. 53 . 10000 1000 Pérdidas de salud por contaminación Ganancias Socioeconómicas en salud DALYs 100 10 1 0.

se aclaran los siguientes puntos: • El método de contabilidad de los impactos de desarrollo de las cadenas de suministro de producto en la salud es directa y práctica actualmente. De esta forma. Los estimados de la salida económica de la cadena de suministro por país requieren que las bases de datos del inventario del ciclo de vida (ICV) o los modelos reporten (o estimen) la localización (nacional) de los procesos. Con estos antecedentes. y para generar futuras discusiones. refinar el método.Primero se realizan las siguientes observaciones de la metodología y sus resultados iniciales: El método es actualmente aplicable. 6. también se requiere que las bases de datos de ICV contengan. y no considerar a los resultados que se obtengan como una “verdad”. mientras el usuario pueda estimar la salida económica total inducida por país en la cadena de suministro de cada alternativa de producto. como está actualmente diseñado. los factores se podrán utilizar directamente en los métodos existentes de EICV. como se realiza en el software convencional de ACV. Cualquier aplicación cercana al presente método y de los factores de la Tabla II-1. ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA CONVENCIONAL Una vez que los factores sean mejorados por un grupo multidisciplinario. cualquier practicante desarrollando un ACV que use dichas herramientas podrá estimar los impactos en salud por el desarrollo del ciclo de vida de un producto. con los ACVs actuales. a la vez que los impactos por contaminación. 54 • . El modelo de los factores listados en la Tabla II-1 es de naturaleza provisional. toma en cuenta diferencias en el impacto basado en la localización nacional de la actividad económica. la misma tabla de factores se puede integrar a métodos de EICV de cualquier región del mundo. Ya que el método. los cuales son sumados a lo largo de la cadena de suministro. y la magnitud de estos impactos es importante para asegurar la atención en ACV. e incompleta (ver siguiente sección) y debe ser desarrollada en un futuro de forma interdisciplinaria. debe realizarse con un interés de investigación exploratorio. o se complementen con estimados de los valores económicos totales de las salidas de los procesos. y revisados adecuadamente por un grupo de expertos. preliminar. La salida económica por país puede ser multiplicada por los factores listados en la Tabla II-1 para calcular los estimados a nivel nacional. para calcular el desarrollo total basado en los beneficios a la salud de un ciclo de vida del producto.

Ecoetiquetas Una vez que el método de evaluación de impacto ha sido revisado técnicamente. y exista suficiente acumulación de experiencia y datos para apoyar el uso del método en ACV. pero podrían modificar las localizaciones específicas de estos procesos y su salida económica. Ellos entonces utilizarían los datos del proceso existentes para estos proveedores. Un usuario puede recopilar información sobre la localización de proveedores terciarios. sin recopilar la información detallada de los datos del inventario del proceso de estos proveedores.Estos escenarios de uso aclaran estos nuevos requisitos de datos y capacidades de modelación necesarias en un ACV. Esto puede ser utilizado en las ecoetiquetas de “tipo 2” y de “tipo 3” de acuerdo a la serie de normas ISO 14000. generalmente no permite que sean fácilmente reportados en estadísticas nacionales como sucede con los datos de precio. esto al utilizar el método aquí propuesto podría disminuir. los impactos de desarrollo del ciclo de vida del producto en salud pueden ser incluidos en los resultados del ACV. o a partir de modelos económicos de entrada/salida. ya que no toman en cuenta los impactos negativos y positivos del desarrollo. Esta nueva capacidad de modelación permitirá que los usuarios “etiqueten” fácilmente procesos dentro de modelos de cadena de suministro al ser localizados en una determinada región o país. La información del valor económico puede ser estimada razonablemente utilizando bases de datos de precios. ya que la función dinámica de los flujos comerciales. para poder utilizar factores como los reportados en la Tabla II-1. y 2) la localización de cada proceso. al menos al nivel de países. 55 . Los modeladores de ACV pueden combinar datos primarios de ICV nuevos a partir de las bases de datos existentes. Al incluir los impactos de desarrollo en el ACV se puede mejorar significativamente la aceptación del ecoetiquetado y de enfoques basados en el ciclo de vida para consumo y producción sustentable en los países en desarrollo e industrializados. Algunos de estos países han presentado dudas o resistencia a las ecoetiquetas y métodos del ciclo de vida. La información de localización puede ser un poco más complicada de obtener para procesos hacia arriba de la cadena de suministro. que a su vez pueden ser la base de una ecoetiqueta. Los nuevos requisitos de datos están relacionados con: 1) el valor económico de las salidas del proceso. o grupos de países.

los consumidores y diseñadores de políticas requieren de ecoetiquetas para proveer de una guía para demostrar en cómo las decisiones de compra pueden mejorar nuestro mundo. y serán también más efectivos al usar su poder de compra y consumo para apoyar al desarrollo sustentable. Mientras que los factores reportados en la Tabla II-1 pueden ser utilizados en algunos casos de estudio iniciales. 2002). Por tanto. En diversos años de estudios internacionales sobre la influencia del crecimiento económico en la reducción de la pobreza y mejora de la salud. algunas de estas limitaciones se muestran en esta sección. y esto permitirá a los consumidores y tomadores de decisiones tener una información más completa para su elección. deben tomar en cuenta las características propias 56 . entonces estos puntos pueden ser corregidos. Esta continuidad en la investigación no sólo cambiará los valores en la tabla. Existe evidencia de que mucha de la correlaciónes entre los países. Como se explicó en el Reporte Europeo de Salud en el 2002: “Mientras que el PIB per cápita tiene una correlación positiva con la esperanza de vida. 7. PASOS FUTUROS PARA PERFECCIONAR EL MÉTODO Esta primera aproximación de la metodología está muy simplificada. que actualmente no están presentes en los resultados de ACV o de las eco-etiquetas. esta relación tiene efecto principalmente en a) los ingresos de los pobres y b) el gasto público”. un uso más apropiado estimula a profundizar en una investigación multidisciplinaria dirigida a perfeccionar estos factores. puede también puede conllevar al cuestionamiento de las conclusiones cualitativas a las que se llegó en esta primera aproximación. Todos los tipos de limitaciones deben ser tomadas en cuenta antes de llegar a conclusiones.Además. esta respuesta es altamente variable entre países con diferente nivel de desarrollo (WORLD BANK. se encuentra que mientras el crecimiento económico parece traer mejoras en los indicadores promedio de salud. Como se mencionó anteriormente en este capítulo. las mejoras al modelo. sus indicadores promedio de salud y el ingreso promedio pueden ser explicados por las diferencias en incidencia de la pobreza salarial en el gasto público (BIDANI y RAVALLION 1996). los impactos positivos en pobreza salarial e inversión pública no necesariamente son consecuencia de un aumento en la salida económica. Si existen mayores consecuencias en salud de las cadenas de suministro de un producto. Impactos en la Distribución Económica y los Patrones de Gasto Público. es provisional y preliminar.

que aumenten las capacidades y los estándares de vida para los pobres en sus países. y aumentos reales en los beneficios por gastos públicos. puede tener mucho valor el desarrollar factores de impacto que empiecen a considerar al menos las grandes diferencias en el desarrollo económico actual (y tal vez la desigualdad de ingreso. 2001). Otra distinción importante que podría y debería realizarse es la diferencia entre los niveles de salario por proceso o por sector en un país dado. basándose en las consideraciones mencionadas en la sección anterior). datos de ingresos personales por nivel salarial por sector están disponibles en la encuesta de estadísticas de empleo ocupacional (OES). en los Estados Unidos. existen disparidades regionales significativas en la pobreza. China e India. Los resultados iniciales indicaron que el diferencial de los efectos en 57 . Al tomar en cuenta esta influencia se tendrá el efecto de aumentar los beneficios adicionales esperados en salud con relación al aumento en ingreso (como se muestra en los factores de la Tabla II-1) para países con mayor igualdad en ingreso. Una diferencia común es la existente entre las áreas rurales y urbanas. de diferencias nacionales en la distribución de ingreso anteriores y en prioridades de gasto fiscal. reducciones reales en pobreza salarial. la influencia observada. hay datos como la media y el promedio anual de horas salariales pagadas por sector y ocupación también. Una forma de iniciar puede ser considerando por lo menos empíricamente. y en el desarrollo dentro de diferentes países. Estos datos pueden ser utilizados para estimar los pagos por nivel salarial. Esta información puede ser a su vez utilizada junto con los niveles de los ingresos por hogar. La información nacional indica que las consecuencias para la salud a un nivel de dado de desarrollo económico sustentable puede diferir en órdenes de magnitud entre países. Al mismo tiempo. por $1M de salida por sector. relacionando el ingreso y la esperanza de vida para estimar la influencia del sector y las diferencias específicas del producto en desigualdad de ingreso y el efecto en la salud de la población de un país. Por ejemplo. Estos datos son de 378 sectores diferentes y para 733 categorías ocupacionales distribuidas en esos sectores.del aumento de las salidas económicas – es decir. publicadas por el Departamento Americano del Trabajo y Estadísticas del Trabajo (BLS. sobre las ganancias esperadas de salud y el aumento en la actividad económica. y para países con prioridades de gasto fiscal similares. Este enfoque se demostró en (NORRIS 2003). En naciones grandes como Brasil. de igual manera. en la oportunidad. Diferencias regionales y sectoriales dentro de los países Los datos empíricos utilizados para desarrollar el presente modelo de DCV prototipo se recolectaron y reportaron al nivel de país. México.

en países industrializados y especialmente en países en desarrollo.salud puede ser del mismo orden de magnitud que los efectos en salud causados por emisiones contaminantes. tendrá un impacto significativo en los estilos de vida. Impactos sociales específicos El desarrollo económico no ocurre de manera aislada. serán grandes y profundos. las investigaciones preliminares reportadas en este capítulo indican que la actual falta de visión del ACV en considerar los precursores socioeconómicos relacionados con la salud no es necesaria ni recomendable. En resumen. No es necesario porque una solución práctica fue demostrada y aplicada con éxito en esta publicación. de una pradera a un bosque de eucalipto. Por ejemplo. También no es recomendable porque los resultados preliminares de este método indicarán que la influencia puede ser altamente significativa. la construcción y operación de las grandes fábricas en diferentes lugares de la tierra. para asumir una produción de autoconsumo o para producir para un mercado de consumidores finales o industrial). un millón de dólares de nuevas salidas económicas por año. en las regiones sureste de Brasil. y el uso de información más específica para el caso. cuando se realizan las evaluaciones de impacto socioeconómico en el ACV Por ejemplo. las políticas de reforma de la tierra buscan tomar en cuenta las desigualdades socioeconómicas que iniciaron con la colonización. En este caso. los impactos socioeconómicos de una nueva planta de papel con la cual habrá cambios en el uso de suelo. Al combinar esto con la realidad. esto depende en parte del tipo de la agricultura que se empleará en la explotación de la tierra (extensiva o intensiva. la dinámica social e incluso en la cultura de la región afectada. la conversión de ecosistemas de pradera nativos del sureste de Brasil a un bosque de eucalipto puede cambiar la posibilidad de obtener una parcela a una cancelación (DO NASCIMENTO. por ejemplo. 2004). del desarrollo socioeconómico en la salud pueden ser al menos tan importantes como las consecuencias por la contaminación relacionadas con los procesos. La combinación de estas consideraciones necesita de extrema cautela. Para poder tener una parcela para hacerla productiva y después hacer redistribución. la fuerte influencia de estos precursores muestra que deberían ser modelados con 58 . Los resultados preliminares presentados anteriormente indican que las influencias a largo plazo y promedio. existen grandes diferencias en las influencias sociales de. de un factor y localización hacia el otro. Al mismo tiempo.

“Social capital. 1999. • • • • • • • 59 . 316:382-385. and mortality. income inequality. Ana Paula. KENNEDY. AND D.. SUSAN L. 8.bls. Geneva: World Health Organization.cuidado y responsabilidad en el ACV. GRAVELLE. ETTNER. 2001a: Occupational Employment Statistics (OES) Survey. do Nascimento. I. http://stats. COMMISION ON MACROECONOMICS AND HEALTH (CMH). 2003: “Why and how should we assess occupational health impacts in integrated product policy?” Environmental Science and Technology 37(10):20252035. 1: Income Inequality and Health. AND R. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS • • BUREAU OF LABOR STATISTICS. BUREAU OF LABOR STATISTICS. B. LOCHNER.htm..gov/oeshome. DC: BLS. 15(1):67-85. 1998: “How much of the relation between population mortality and unequal distribution of income is a statistical artefact?” British Medical Journal. Washington. 1996: “New evidence on the relationship between income and health”. 2001b: Employment Outlook: 2000-2010 – Layout and Description for 192-order Input/Output Tables: 1983-2000 Historical and Projected 2010. P. Macroeconomics and health: investing in health for economic development.. PROTHROW-SMITH. NORRIS. The Society and Population Health Reader. I. WILKINSON. February.” American Journal of Public Health. HUGH. New York: The New Press. K. G. 87:1491-1498. KAWACHI. B.. Journal of Health Economics. 2001. también rigurosos estudios de caso deberían ser realizados como parte de este proceso de desarrollo y evaluación del DCV. November. based on recent field work in Southern Brazil. 2004: Personal communication with sustainable development researcher in MIT’s Department of Urban Studies and Planning. HOFSTETTER. 1997. KENNEDY. Vol. KAWACHI. Métodos para este fin deberían ser desarrollados y perfeccionados y revisados por grupos interdisciplinarios.

London: Routledge. Mind the Gap: Hierarchies. Copenhagen. GREGORY. RICHARD. J. Phase 1 Report submitted to Mitsubishi Research Institute. Geneva: World Health Organization. WHO 2002: World Health 2002. Consumption and the cost of meeting household needs. 22(1/2):2-9. WILKINSON. North Berwick. WHO Europe. 2002. 2004. WILKINSON. European Health Report 2002. (to appear) SEGAL. Tokyo. NORRIS. WORLD BANK. 2002. 2003. GREGORY. 2002. World Development 2000-2001. New Haven: Yale University Press. 2000. Maine. Philosophy and Public Policy Quarterly. “Addressing the Health Impacts of Economic Development In Product Life Cycle Assessment”. RICHARD.• NORRIS. Journal of Industrial Ecology. Japan. Washington. DC: World Bank. Life Cycle Approach to Sustainable Consumption: Conceptual Design of a Methodological Framework. and human evolution. 1996. health. Unhealthy Societies. USA: Sylvatica. • • • • • • • 60 .

Curitiba. MA 02139 USA Cássia Maria Lie Ugaya – cassia@cefetpr. Yamadaoka 2-1.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. Department of Environmental Health Boston. Programa de Pós Graduação Em Engenharia Mecânica e de Materiais. MA 02115 USA Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. Japón Ana Paula M. We could refer to this modification of the standard method for product life cycle assessment (LCA) as “life cycle development” (LCD).edu Massachusetts Institute of Technology.edu Harvard School of Public Health. Department of Urban Studies and Planning Cambridge. it is an enabler of development. The proposed method is practical for application with today’s LCA databases and tools. Universidad de Osaka. This chapter describes and demonstrates an approach for estimating the health consequences of the development impacts of sustainable consumption policies and the design of goods and services. The consumption choices of individuals and the purchasing decisions of businesses and government agencies have impacts on the economic activity and development of other persons in the same nation and around the world. and increasing public investments in human development and basic infrastructure. Brasil Abstract: Health is a primary human need. Osaka. These economic development impacts in turn have been shown to have the potential to make a major impact on health. it is also a primary indicator of levels of satisfaction of other basic human needs. do Nascimento – apaula@mit. Initial case studies have shown that the 61 .SOCIO-ECONOMIC IMPACTS IN PRODUCT LIFE CYCLES: BROADENING FROM ENVIRONMENTAL LIFE CYCLE ASSESSMENT (LCA) TO SUSTAINABLE LCA IN LATIN AMERICA Gregory Norris – gnorris@hsph. and finally.br Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná. through two primary pathways: reducing income poverty. Suita.harvard.

and future application possibilities. economic impacts. We stress the importance of creating interdisciplinary teams and projects to enrich and improve the method through practical case study applications. which could begin to address concerns about trade barriers in relation to sustainable consumption and production. public health. 62 . the basic method. The chapter summarizes the ideas behind LCD.health benefits of economic development occurring in non-OECD countries within global supply chains can be extremely influential in total life cycle results. initial results. LCD can also be used to bring development impacts into eco-labeling. Keywords: Life cycle impact analysis. sustainable development. social impacts.

63 .

Universidad de Osaka. Yamadaoka 2-1. El mantenimiento es una actividad importante dentro de las instalaciones industriales. Osaka.y así evitar daños a la maquinaria. al trabajador y al medio ambiente. Japón Teramoto Koji. En este contexto el presente artículo propone diseñar y administrar el proceso de manufactura mediante mantenimiento. Yamadaoka 2-1.2. Suita. tomando en cuenta criterios ambientales y el ciclo de vida. Japón Masahiko Onosato Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. Osaka. Japón Resumen: El diseño del ciclo de vida permite tomar en cuenta implicaciones del diseño de procesos de manufactura. como servicios y su disposición. El modelo de mantenimiento del ciclo de vida permite implementar actividades de mantenimiento integrales que consideren las condiciones actuales del equipo y el proceso y permita detectar fallas en etapas por anticipado – mantenimiento preventivo y predictivo . 64 . Universidad de Osaka. Yamadaoka 2-1. Además se puede observar que mediante la planeación de actividades de mantenimiento se puede monitorear el desempeño ambiental.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. Takeuchi Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. un sistema de administración ambiental. es una excelente herramienta de bajo costo con un fuerte potencial de aplicación en pequeñas y medianas empresas. y aunque al inicio es un proceso intensivo de recopilación de datos. Universidad de Osaka. Suita. Suita. en la etapa de toma de decisiones del diseño. Osaka. UN MODELO DE MANTENIMIENTO BASADO EN EL DISEÑO DEL CICLO DE VIDA PARA PEQUEÑAS EMPRESAS EN MÉXICO Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. al producto.

1998. el mantenimiento. INTRODUCCIÓN El progreso de la aplicación del análisis del ciclo de vida (ACV). como se muestra en la Figura II-5. TAKATA. mantenimiento del ciclo de vida. que sirve de base para administrar y hacer operativos los sistemas de administración ambiental y se alimenta de algunos resultados de ACV para la toma de decisiones. 65 . El presente artículo muestra la aplicación del diseño del ciclo de vida en una misma actividad industrial. Utilizando el útil concepto del “ciclo de vida”. por ejemplo. ciclo de vida del proceso 1. Existen algunos estudios relacionados con la minimización de impactos que han utilizado los términos de “ciclo de vida del proceso” y “ciclo de vida de la planta”. que es la manufactura del producto – uso del proceso.Palabras-clave: Diseño del ciclo de vida. Estos son los conceptos más útiles cuándo se considera la aplicación de IngCV. y tomando en cuenta la responsabilidad de las afectaciones al ambiente en la fabricación de un producto o en la prestación de un servicio no sólo en la etapa de producción. Los ciclos de vida del producto y del proceso comparten una fase común. sino también en el uso de recursos. está aunado también al desarrollo de herramientas para la mejora de los procesos de manufactura y diseño de estos procesos. El ciclo de vida está relacionado simultáneamente a los ciclos de vida del producto. y la implementación de sistemas de administración ambiental (SAA). uso y disposición. considera que es importante definir la efectividad del ciclo de vida de una planta (proceso) para evaluar la funcionalidad en cada una de las fases de éste ciclo. del proceso de manufactura y de los servicios. surgen los conceptos de ingeniería del ciclo de vida (IngCV) y diseño del ciclo de vida (DCV). como la serie ISO 14000. así como las diferentes regulaciones ambientales y estándares.

ALTING (1995). La IngCV permite conceptualizar el ciclo de vida del producto mediante selecciones sobre el producto. y continuamente propiciar mejoras en el producto. la estructura. 66 . La IngCV surge del concepto de ingeniería concurrente. ZHANG (1995).DISEÑO CONSTRUCCIÓN ENSAMBLE IMPLEMENTACIÓN MANEJO DE MATERIALES CONCEPTO FIN DE VIDA Reutilización/reciclaje USO DEL PROCESO MANUFACTURA DEL PRODUCTO DISTRIBUCIÓN Reutilización/reciclaje DISEÑO FIN DE VIDA USO DESECHO Figura II-5 Fases del ciclo de vida de los productos y los procesos 2. INGENIERIA Y DISEÑO DEL CICLO DE VIDA Ingeniería del ciclo de vida El alcance de la ingeniería del ciclo de vida (IngCV) es tomar en cuenta las diferentes problemáticas de desempeño ambiental en el desarrollo de productos. y los sistemas proceso y servicio en todos los ciclos de vida. mientras que un análisis del ciclo de vida es la herramienta que permite visualizar las consecuencias ambientales y de uso de recursos de estas selecciones. desarrollo del sistema proceso y de servicio. los procesos. y tiene como principio que todo el ciclo de vida de un producto debe ser considerado en su diseño original. los materiales. es un enfoque sistémico para incluir todos los factores del ciclo de vida en las etapas de desarrollo del producto.

el ciclo de vida. existen pocas especificaciones ambientales por parte de los clientes. principalmente en países en vías de desarrollo. Procesos La información de los procesos de desensamble. Es difícil predecir desarrollos futuros en los mercados y tecnologías relacionadas al ciclo de vida. 1994) PROBLEMAS INTERNOS Materiales La información ambiental en materias primas y otros es insuficiente PROBLEMAS EXTERNOS Mercado Es posible que haya una reducción en ventas por el aumento en precio que conlleva manufacturar productos amigables con el ambiente Las estructuras y modelos económicos para considerar las actividades de reciclaje. tienen tendencias de fin de tubo y no de protección. y hace falta colaboración internacional para considerar el ciclo de vida.De acuerdo con BULLINGER (1994). poca orientación a la eliminación o utilización de nuevos materiales Aumento de costos por tomar medidas de protección al ambiente Economía Ambiental Producto Legislación y política Costos Futuro Organización No existen suficientes estándares y guías internas 67 . y los ciclos de vida de materiales son mínimas El marco legislativo y político generalmente no considera los eco-balances. se muestran en la Tabla II-2. Tabla II-2 Problemas en el diseño compatible con el ambiente a través de la Ingeniería del ciclo de Vida (adaptado de BULLINGER. reciclaje o disposición es insuficiente o nula Existe poca reingeniería orientada al ambiente. los problemas básicos que enfrentan los diseños realizados con ingeniería del ciclo de vida.

factores ergonómicos. apariencia. considerando por ejemplo. Si un consumidor realiza la evaluación. flexibilidad. como se muestra en la Figura II-6 HUNDAL (2002) proporciona un estimado de las cargas ambientales conectadas con la aplicación planeada para productos y procesos. el productor. posibilidad de utilizarlo en más de una ocasión (reusabilidad). 68 . las políticas ambientales. costo efectivo. poca interfase ambiental con métodos CAD o de diseño. de calidad en el producto y en el servicio. (ZHANG. diferentes alternativas pueden ser evaluadas. y de allí se derivan diferentes criterios como lo son: de rápido desarrollo. La ingeniería del ciclo de vida representa un sistema holístico y multidisciplinario que de alguna forma debe optimizar el proceso de ingeniería incluyendo el mayor número posible de factores en todo el ciclo de vida. además: 1. entre otros. o una agencia industrial o de gobierno. Los criterios para evaluar un proceso de IngCV son diferentes de acuerdo a la persona que los realiza.para tomar en cuenta el ciclo de vida en la adaptación de procesos y estructuras de diseño Métodos Falta de métodos y herramientas de evaluación. el objetivo principal es maximizar una función total que representa la estrategia del diseñador. sustentabilidad. el usuario. La ingeniería del ciclo de vida se aplica en la fase de desarrollo de productos y procesos de manufactura y su metodología. en otras palabras. mientras que otros criterios pueden ser seleccionados por parte de las agencias industriales o de gobierno. los criterios serán entonces el precio. Los criterios anteriores se establecen de acuerdo a las estrategias de diseño desde el punto de vista del productor. 1995). Dentro de una comparación. Un análisis de escenarios que estiman riesgos y potenciales de la aplicación en el futuro. mantenimiento y apariencia. 2.

ALTING (1995) y FELDMANN (1994). Por otro lado. En este artículo nos enfocaremos únicamente a los métodos de diseño del ciclo de vida. También se han presentado desarrollos de diseño modular para IngCV. estos módulos se aplicaron al diseño de una aspiradora considerando de forma integral todos los objetivos del ciclo de vida en GU (1997). Varios casos 69 . HUNDAL (2002). MOLINA (1998). tomando en cuenta también el comportamiento humano y permitiendo la toma de decisiones en el diseño ingenieril. Diferentes autores han presentando el concepto de ingeniería del ciclo de vida. 2002). energía y recursos) se han desarrollado para sistemas de disposición de materiales. reciclaje y otras técnicas de diseño para “x”. enfocado principalmente a estrategias de diseño. GU (1997). ZHANG (1995). como una aplicación de IngCV como se presenta en ZUST (1997). ZUST (1997). es importante recordar que dentro del contexto de IngCV. (HUNDAL. otra herramienta importante es el análisis del ciclo de vida. diseño para ensamble. y derivándose de ello las siguientes ramas: diseño del ciclo de vida.Definición de la meta y alcance para la aplicación de Ingeniería de Ciclo de Vida Recopilación de datos Inventario Económica Evaluación de datos Caracterización COSTOS Herramienta de decisión Económica Producto A decisión Metas especifícias de la compañía Técnica Producto B ESPECIFICACIONES Ambiental Ambiental IMPACTOS Técnica Figura II-6 Metodología de Ingeniería del ciclo de vida. que consideran posible reutilización y reconfiguración de procesos materiales. por ejemplo modelos de inventarios del ciclo de vida (materiales. desensamble.

de aplicación de IngCV que incluyen rutas de producción de zinc, la industria química y automovilística, se presentan en HUNDAL (2002).

Diseño del ciclo de vida Tradicionalmente, las implicaciones del diseño de procesos de manufactura, como la viabilidad de fabricación (manufacturabilidad), planeación de procesos, entre otros, así como los problemas relacionados al ciclo de vida, como los servicios y su disposición, son tomadas en cuenta después de la etapa de toma de decisiones del diseño. El diseñador determina la parte más grande de la carga ambiental de un producto a pesar de que la producción se realiza en otra fase del ciclo de vida. Esto implica que al momento de diseñar, se están tomando decisiones sobre aproximadamente un 80% de la contaminación que se producirá (WINTER, 1994), Figura II-7.
100 80 60 40 20 0 Diseño Manufactura Ensamble Uso Disposición

Carga ambiental (impacto)

Carga ambiental Activos Pasivos

Figura II-7 Contaminación real (impacto ambiental) y la calculada por fase del ciclo de vida en WINTER (1994).

70

El diseño del ciclo de vida (DCV) es un enfoque sistémico que busca conjugar el ciclo de desarrollo del producto con todo el ciclo de vida de ese producto, e integrarlos en las etapas más tempranas de diseño, el proceso del DCV se muestra en la Figura II-8. En el DCV se presenta un balance de requisitos ambientales, de desempeño, costos, culturales y legales KEOLEIAN (1993), mediante matrices que consideran lo anterior se da la solución de diseño. El DCV es utilizado actualmente para ayudar y mejorar el servicio, su disposición, reposición o mantenimiento de procesos o productos ALTING (1993); este concepto también evoluciona de la ingeniería concurrente y toma en cuenta todas las fases del ciclo de vida: reconocimiento de necesidades, desarrollo, producción, distribución, uso y su disposición, y cuando es necesario reciclaje, etapas consideradas simultáneamente de la etapa de diseño conceptual a la de diseño detallado. Los principios del DCV son los siguientes, de acuerdo a KEOLEIAN (1993): 1. Usa un enfoque sistémico. 2. Toma acciones y decisiones en etapas tempranas del diseño 3. Considera factores internos y externos 4. Implementa el diseño concurrente 5. Especifica requisitos ambientales 6. Satisface objetivos múltiples. 7. Establece métricas ambientales y herramientas de evaluación de diseño 8. Educa y capacita a empleados, consumidores y proveedores. Uno de los principios importantes del DCV incluye la capacitación de todos los actores involucrados en el proceso, estos actores, así como sus responsabilidades y asignaciones como fueron identificadas por el mismo autor se muestran en la Tabla II-1. En las investigaciones de diseño del ciclo de vida existen dos enfoques principales, aquellas que realizan simulación y modelación de procesos, ZHANG (2001), NAWATA (2001), HATA (2000), ISHII (2000), NONOMURA (1999), ALTING (1998), estos modelos son utilizados para identificar mejoras en base a alternativas de materiales, proceso y configuraciones de diseño. Por otro lado están las investigaciones que se enfocan fuertemente en las estrategias de diseño, KEOLEIAN (1993; 1995; y 2003), ALTING (1995) y BILLATOS (2002). Los beneficios del diseño del ciclo de vida incluyen considerar impactos, y al mismo tiempo proveer información de ellos en un lenguaje familiar a los diseñadores, utilizar métricas como indicadores de recursos adicionales, y realizar la toma de decisiones. 71

MARCO TEÓRICO DEL CICLO DE VIDA Y METAS

DESARROLLO TÉCNICO

ADMINISTRACIÓN Diseño Concurrente Calidad del ciclo de vida * Coordinación de equipo Medidas del éxito * Estrategia y Política

ESTADO DEL AMBIENTE

ANÁLISIS DE LAS NECESIDADES Necesidades relevantes y primarias Propósitos Base

Refinar

ESTRATEGIAS DE CICLO DE VIDA

REQUISITOS Ambientales Desempeño Costo Cultural Legal

EVALUACIÓN Ambiental Costo Toma de decisiones

DISEÑO Conceptual Preliminar Detallado

Evaluación continua

IMPLEMENTAR Producción Uso y servicio Retiro

Monitoreo y mejoras del diseño

Figura II-8

Proceso de diseño del ciclo de vida en KEOLEIAN (1993) 72

Tabla II-3

Participantes en el Diseño del ciclo de Vida (KEOLEIAN, 1993). RESPONSABILIDADES/ASIGNACIONES Asignar costos ambientales a los productos de forma efectiva, así como calcular los costos menos tangibles.

PARTICIPANTES EN EL CICLO DE VIDA Contabilidad

Publicidad y promoción Informar a los consumidores sobre los atributos ambientales del producto. Comunidad Entender los impactos potenciales y lo beneficios de un producto; definir en conjunto y aprobar planes y operaciones de una planta. Diseñar sistemas de distribución que limiten el empaque y el transporte innecesario, así como que aseguren la protección y cuidado del producto. Asegurar salud y seguridad ocupacional, del consumidor y de la comunidad; proveer información ambiental a otros participantes. Desarrollar una política, reglamentaciones y estándares que promuevan y apoyen las metas del diseño del ciclo de vida. Crear un concepto de “diseño” que cumpla con los criterios ambientales a la vez que otras funciones importantes. Interpretar estatutos y promover la prevención de la contaminación para minimizar gastos en cumplimiento legal o en pago de daños. Establecer una política corporativa ambiental y traducirla a programas operativos y estrategias. Dar a los diseñadores retroalimentación sobre productos existentes y la demanda de diferentes alternativas; 73

Empaque y Distribución Equipo de seguridad, medio ambiente y salud Gobierno y organizaciones Diseño industrial

Departamento legal

Administración Ventas y mercadotecnia

promover el diseño de productos de menor impacto ambiental. Ingenieros de proceso Compras Diseñar procesos que consideren las limitantes en recursos y la disminución de emisiones. Seleccionar proveedores que tengan también enfoques de diseño del ciclo de vida, y apoyarles en el logro de metas de minimización de impactos. Mantener la eficiencia del proceso, asegurar la calidad del producto y minimizar los riesgos de salud ocupacional y seguridad. Proveer de información sobre las preferencias ambientales y necesidades, así como retroalimentación en los diseños. Desarrollar investigación básica y aplicada innovaciones en los productos y la tecnología. Ayudar a diseñar un sistema mantenimiento y reparación producto de para fácil

Obreros

Clientes Diseño y desarrollo Servicio Proveedores Especialistas en tratamiento de residuos

Brindar información ambiental de sus productos Ofrecer información sobre los desechos y el impacto ambiental de los productos en la etapa final del ciclo de vida.

3. MODELO DE MANTENIMIENTO DEL CICLO DE VIDA Se ha establecido que el diseño del ciclo de vida permite a las empresas considerar desde las etapas más tempranas del diseño de productos, servicios y procesos, criterios de mejora al entorno tanto ambiental como ocupacional. La aplicación del proceso del DCV no es exclusiva de productos, sino también de procesos, surgiendo entonces modelos para evaluar y analizar el “ciclo de vida de la planta” o “ciclo de vida del proceso”, considerando diferentes etapas. Algunos esfuerzos a este respecto incluyen el de CULABA (1999) quien presenta una metodología de DCV 74

en procesos por medio de un sistema experto flexible o el modelo desarrollado para el ciclo de vida de la planta por IWATA (1994). La aplicación presentada en este capítulo se enfoca directamente al ciclo de vida del proceso de manufactura, tomando en cuenta criterios ambientales para la planeación de una actividad importante dentro de las instalaciones de una industria, mantenimiento. La planeación de las actividades de mantenimiento permite conocer las condiciones actuales del equipo y el proceso y detectar fallas en etapas tempranas y así evitar daños a la máquina, al producto, al operador y al medio ambiente. Dentro de los parámetros representativos de mantenimiento, existen algunos también relacionados con el diseño del ciclo de vida, como lo son el ruido, la temperatura y el consumo de energía eléctrica, entre otros. Para desarrollar el modelo de mantenimiento del ciclo de vida se tomaron en cuenta las necesidades de cumplimiento ambiental de acuerdo a un proceso de mejora continua, se utilizaron inventarios y evaluaciones de impacto del ciclo de vida y se incorporaron en la planeación de actividades de mantenimiento. Tanto los sistemas de administración ambiental como el análisis del ciclo de vida, requieren de una actividad conocida y familiar en una planta que permita implementar y dar seguimiento a las actividades. El mantenimiento puede ser utilizado para dicha implementación. El modelo de mantenimiento sugerido se basa en uno centrado en la confiabilidad, una técnica novedosa que se enfoca principalmente en la optimización de los programas de prevención y predicción para incrementar la eficiencia del equipo (desempeño, tiempos y calidad) al mismo tiempo que busca minimizar los costos de mantenimiento. Así también se consideró la conocida técnica de predicción de fallas, “modos y efectos de falla” (MEF - FMEA por sus siglas en inglés). Las fallas del modelo de mantenimiento del ciclo de vida propuesto, para también conocer los efectos también ambientales, permitiendo así mejorar el desempeño del proceso existente a la vez que se consideran los impactos y etapas del ciclo de vida. La modelación y estructura de la metodología se presenta en SUPPEN (2000). Finalmente siguiendo los lineamientos del ciclo de vida se realiza un cálculo de confiabilidad total, entre otros importantes indicadores, una vez que se tomaron medidas y se planearon actividades de mantenimiento respecto a los efectos. La Figura II-9 muestra los principales elementos para tomar decisiones en mantenimiento en el ciclo de vida, es decir tener conocimiento de las necesidades de un sistema de administración ambiental y la evaluación de su desempeño ambiental, y abrir horizontes en la evaluación de modos de fallas,

75

prestando mucha atención a aquellos que tienen grandes implicaciones ambientales, como un área prioritaria además de la eficiencia operativa.

Sistemas de administración ambiental y evaluación del desempeño
monitoreo

Análisis de modos de falla y efectos

INDICADORES DE DESEMPEÑO
implementación

EFECTOS DE FALLA Y CONFIABILIDAD
Evaluación y actualización

Figura II-9

Implementación de un programa de mantenimiento del ciclo de vida

La evaluación de las fallas se realiza mediante matrices que describen a fondo las causas y actividades del ciclo de vida donde se pueden producir fallas, la Figura II-10 muestra este tipo de matrices. En el proceso de implementación ambiental se sugiere encontrar los “aspectos ambientales” de un proceso de acuerdo con el cumplimiento de la legislación aplicable en esta materia. El utilizar una matriz MEF permite al mismo tiempo definir estos aspectos significativos. Una vez que se ha recopilado toda la información se procede a priorizar por tipo de efecto más significativo y generar indicadores, y a la vez el programa de mantenimiento.

76

Descripción del Proceso Modo de falla Proceso

Proceso de Forja Sobrecalentamiento de dados
Efectos Ambiente Humano

Gasto del dado

Emisiones de gas

Dermatitis Olores y humo tóxico

Calificaciones

Ponderación de fallas significativas
Recomendaciones Modo de falla Proceso Effects of Failure Ambiente Humano Acciones Acciones de Mantenimiento

Emisiones Defectos en pieza de trabajo Lubricante usado

Figura II-10 Tabla de efectos y modos de falla (MEF) para mantenimiento del ciclo de vida La matriz MEF también permite tener métricas cuantitativas sobre la ocurrencia de fallas, y de esa forma un indicador relevante del desempeño es la confiabilidad, como se muestra en la ecuación 1. C(t)= e (-t/TMEF) = e -λΜt (1)

Donde λΜ= Número de fallas / horas de operación totales y TMEF es el tiempo medio entre fallas mecánicas.

77

4. MANTENIMIENTO DEL CICLO DE VIDA EN UNA PEQUEÑA EMPRESA EN MÉXICO El cumplimiento de diferentes obligaciones legales y reglamentarias para un buen funcionamiento de una empresa, se vuelve complicado y a veces inaccesible para las pequeñas y medianas empresas. En el estudio de DASGUPTA (2000), sobre las características de cumplimiento ambiental de empresas en México, indicando que en su mayoría las compañías que tienen un grado de cumplimiento son las grandes empresas, y que aproximadamente solo el 47% tiene sistemas de administración ambiental; otra importante conclusión es que la utilización de nueva tecnología no implica un mejor cumplimiento ambiental, lo que supone una ventaja para las pequeñas empresas imposibilitadas de invertir en costosos cambios tecnológicos. Esta investigación también reconoce el programa Mexicano de certificación por Auditoria Ambiental Voluntaria de la Procuraduría Federal de Protección al Ambiente, como un sistema adecuado para la implementación de sistemas que promueven el cumplimiento ambiental, y el certificado de Industria Limpia. El objetivo de la Auditoria Ambiental voluntaria de PROFEPA (Programa Nacional de Auditoria Ambiental –PNAA), es evaluar el desempeño ambiental de la organización en el marco del cumplimiento de la normatividad aplicable vigente, considerando los acuerdos y tratados internacionales suscritos por México con la finalidad de definir actividades para alcanzar cumplimiento. Recientemente la PROFEPA está incentivando a que las empresas vayan más allá del cumplimiento, buscando que dentro del programa se implementen sistemas de administración ambiental y se evalúe el desempeño por medio de indicadores, con la creación de los nuevos certificados de Cumplimiento Ambiental y Excelencia Ambiental. Otro esfuerzo importante de la PROFEPA es incluir a la pequeña y mediana empresa, ya que a la fecha únicamente las grandes empresas se han certificado en el programa. Por otro lado es importante mencionar, que dentro de la publicación 100 Mejoras Tecnológicas Inmediatas para PYMES, se introduce formalmente a las pequeñas empresas mexicanas, la herramienta del análisis del ciclo de vida, como una sugerencia para mejorar el desempeño ambiental de sus procesos y productos SE, 2001. En general las empresas en México requieren de una operación que les permita implementar un sistema de administración ambiental o realizar un análisis del ciclo de vida, las grandes empresas crean para ello departamentos específicos para medio ambiente, sin embargo para las pequeñas empresas, estos esfuerzos deben ser parte de una operación o departamento ya existente en la empresa debido a sus características e infraestructura. Este planteamiento fue una base 78

Sin embargo una vez realizado este esfuerzo la actualización de los datos permite conocer aquellas actividades donde los efectos son importantes.). estos datos se unen a los hallazgos realizados en una auditoria para el llenado de la matriz MEF (figura 6). este análisis se realizó en 1999. se consideraron las etapas del ciclo de vida presentadas en la Figura II-11. a la vez que tomar en cuenta el cumplimiento y desempeño ambiental. y manejar la confiabilidad como un indicador de mejora del sistema. o en el caso de mantenimiento planificado. Esta información se relaciona también con la matriz MEF para poder calcular la confiabilidad.fundamental de crear un modelo de mantenimiento. La unidad funcional fue la producción de los cinco tipos de tornillos más representativos en el año de estudio. así como gatos hidráulicos para empresas automotrices. que le permitiera a la pequeña empresa hacer correcciones a sus fallas. Después de realizar el ejercicio de priorizar se encontró que los efectos más importantes eran aquellos relacionados con la generación de aceites usados. 79 . las fronteras del sistema no incluyeron la disposición de residuos ni la reutilización de algunos componentes como herramentales. de acuerdo a un sistema de administración derivado de los resultados de una auditoria en línea con el PNAA. Posteriormente.0. y los resultados se encuentran en la Figura II-12. La empresa puede priorizar sus actividades a cualquier escala. Una vez que se identifican las actividades importantes se puede planear mantenimiento centrado en la confiabilidad. La Figura II-13 muestra la relación de la producción y los paros en el proceso. Para el caso de una pequeña empresa que fabrica tornillos para herramientas agrícolas. El análisis del ciclo de vida proporcionó datos de inventario importantes y a la vez permitió conocer los impactos ambientales relacionados con el proceso. y a la vez de revisiones detalladas de los efectos y de la legislación. como se puede observar el puntaje más alto de impacto recayó en la categoría de metales pesados. con la versión 3. Existen diversas consideraciones de la operación en el ciclo de vida del proceso. utilizando los datos de generación de energía y de diversas materias primas provistos en el software. Se realizó un análisis del ciclo de vida con el software SimaPro. para relacionarlos con la legislación aplicable vigente. etc. sin perder de vista la necesidad de cumplir con la legislación y tener una operación eficiente (ausencia de defectos en piezas. como lo son las paradas por reparaciones de las fallas. El llenado de la matriz MEF requiere de tiempo y conocimiento del proceso. sobrecalentamientos. en este último caso cada diez días.

PROCESAMIENTO Y ADQUISICIÓN DE MATERIA PRIMA ACERO DE BAJO CARBONO LUBRICANTES Y HERRAMENTAL 1 Almacén de materias primas Rectificadora 2 Emisiones al aire Insumo indirecto Insumo directo Forja 3 Emisiones térmicas Energía (excepto energía eléctrica) Agua de enfriamiento de piezas Prensa neumática 4 1y2 Torno 1 5 Fugas visibles de aceite Torno 2 6 Fresadora Generación de residuos peligrosos Generación de residuos sólidos 7 8 Limpieza en barril Control de 9 Calidad Certificación ENERGIA PROCESO DE FABRICACIÓN DE TORNILLOS POR FORJA EN CALIENTE Almacén de producto 10 terminado REUSO Figura II-11 Fronteras del sistema del ciclo de vida del proceso de fabricación de tornillos DISPOSICIÓN DE RESIDUOS Torno 10 12 Electro erosión 80 .

81 .Figura II-12 Resultados de la evaluación de impactos del ciclo de vida para el proceso de fabricación de tornillos.

se observó una fluctuación en la confiabilidad y con el paso del tiempo un periodo más estable y en aumento de la fiabilidad operativa. se puede calcular una medida de confiabilidad teniendo ya los datos recolectados del proceso por algún tiempo. La confiabilidad es un indicador de desempeño ambiental importante. pero también se generaron otros correspondientes a las cantidades de residuos. La confiabilidad para este proceso se muestra en la Figura II-14. Al inicio de la planeación de las actividades de mantenimiento del ciclo de vida. sino también los ambientales y hacia el trabajador: seguridad y salud. cabe recordar que aquí no solo se están considerando los efectos mecánicos. 82 . y las eficiencias en las máquinas. respecto a los resultados de haber planeado un mantenimiento con las consideraciones ambientales en el ciclo de vida del proceso.Producción/Paros 1600 1400 1200 Producción 1000 800 600 400 200 0 0 13 26 39 52 65 78 91 104 SEMANAS Producción Paros s/n Figura II-13 Producción y paradas de acuerdo a la ocurrencia de fallas del ciclo de vida del mantenimiento consideradas en el análisis de Modos y Efectos de Falla Finalmente. y habiendo hecho el análisis MEF a profundidad.

y también de los procesos y servicios. y de aquellas que se derivan de él. El presente artículo presenta una metodología para implementar operaciones de mantenimiento con base a los principios de DCV. El DCV es importante ya que en la etapa de diseño de un proceso se están tomando decisiones sobre aproximadamente un 80% de la contaminación que se derivará del proceso. le han dado gran fortaleza al uso de la herramienta de análisis del ciclo de vida. CONCLUSIONES El creciente interés de considerar los impactos de nuestras actividades en todas las etapas del ciclo de vida de un producto.100 % Confiabilidad 95 % 90 % 85 % Rt 80 % 13 26 39 52 65 78 Rm Re 91 Rh 104 Semanas Figura II-14 Confiabilidad del sistema después de implementar mantenimiento del ciclo de vida 5. 83 . El mantenimiento industrial es una actividad que permite tomar en cuenta consideraciones ambientales y de salud y seguridad ocupacional. como el diseño del ciclo de vida (DCV). y que además provee de oportunidades para hacer operativos sistemas de administración ambiental y toma de decisiones basadas en el ACV.

. Inc. la seguridad y salud del trabajo. 2000. FELDMANN. 2002. 2nd International Seminar on Life Cycle Engineering. DASGUPTA. Vol. una vez que se cuenta con esta información (derivada de auditorias por ejemplo). A pesar de que el construir la matriz de fallas y efectos es un proceso lento y tal vez difícil por la gran cantidad de datos a recopilar.R. Annals of the CIRP Vol. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS • • • • ALTING. O.. What improves environmental compliance? Evidence from Mexican Industry. Recy94... GU. Marcel Dekker. MEEDT. Design Methodologies for the Environment.La metodología sigue método el tradicional de identificación de fallas y efectos para mantenimiento. WHEELER D. KATO S. K. En el caso de estudio se observó que para una pequeña empresa el proceso no es difícil y que al implementar el mantenimiento del ciclo de vida se puede llegar a un nivel estable de confiabilidad que va mejorando día a día. 1999. S. 7th CIRP seminar on LCE. pp... S. H.. Japan. An integrated Modular Design Methodology for Life cycle engineering. Life cycle engineering and design. M. T. in Mechanical Life cycle handbook. pp. Life cycle engineering – challenge in the scope of technology. H. P. 435-445. Journal of Environmental Economics and Management 39. 1-17. se puede dar seguimiento y planear actividades de mantenimiento que permitan también considerar al medio ambiente. • • • 84 . SUZUKI H. SAKAMOTO H. 81-98. CULABA A. economy and general regulations.. 2000.. Journal of Cleaner Production 7. 44/2/95. 46/1/1997. KIMURA F. M... Annals of the CIRP. 1995. y que con ello es posible estar en cumplimiento con normatividad y legislación ambientales. 39-66. pero se le adicionan consideraciones ambientales de acuerdo con la legislación vigente en esta materia y algunas características específicas de administración y evaluación del desempeño ambiental. HETTIGE. SCHELLER.. L.. 6.. BILLATOS... S. 1994. PURVIS. HASHEMIAN. Product life cycle simulation with quality model. SOSALE. HATA. A methodology for the life cycle and sustainability analysis of manufacturing processes.

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Osaka University. environmental performance evaluation and the life cycle of the process. Osaka. Palabras-clave: Life cycle design. Yamadaoka 2-1. 060-8628. Japan Masahiko Onosato Division of Systems and Information Engineering. Yoshimi Takeuchi Abstract: When using life cycle design. Hokkaido University. different relevant aspects of the manufacturing process such as service and disposal are accounted. Japan Teramoto Koji. Graduate School of Engineering. but also the effects on the worker and the environment. The life cycle maintenance model considers the actual conditions of the equipment and the plant. detects different types of failures at early stages and allows to plan maintenance activities that consider not only the mechanical effects of a failure. Graduate School of Engineering. N13W8. life cycle maintenance. and through a failure and modes analysis.A MAINTENANCE MODEL BASED IN LIFE CYCLE DESIGN TO AID SMALL ENTERPRISES ENVIRONMENTAL COMPLIANCE Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. The present article proposes maintenance.com Department of Computer Controlled Machine Systems. though a data intensive at the beginning. is a low cost tool for small enterprises to use in order to achieve environmental compliance. Sapporo. as it can be observed in the example of a manufacturer of screws and bolts outlined in this paper. as a managing activity for environmental management systems. Life cycle maintenance. Through the implementation of the life cycle maintenance activities it is also possible to monitor environmental performance. process life cycle 87 . Suita-shi.

No obstante.F. así como algunas consideraciones relevantes para su aplicación en México. D. las metodologías desarrolladas a partir de las normas ISO enfrentan aún una serie de limitaciones y cuestionamientos por la comunidad científica y los practicantes del análisis del ciclo de vida.3. Japón Arturo Rodríguez Abitia – ara@ccemtl. Análisis del ciclo de vida. 88 . principalmente relacionados con la incapacidad para eliminar los aspectos subjetivos de ésta. Resumen: Aún cuando los estudios de análisis del ciclo de vida se han venido desarrollando desde hace ya más de tres décadas en los países más avanzados. ha impulsado el desarrollo de normas internacionales voluntarias en el seno de la Organización Internacional de Normas (ISO). Universidad de Osaka. EVALUACIÓN DEL IMPACTO DEL CICLO DE VIDA: ELEMENTOS DE GUÍA Y ALGUNAS CONSIDERACIONES METODOLÓGICAS PARA MÉXICO Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. En este documento se presenta una descripción general sobre las metodologías más comúnmente aceptadas en el EICV de productos y procesos. que permitiese el uso de los resultados para comparaciones de productos. Con ello se busca proporcionar una guía para la evaluación de impacto del ciclo de vida en países latinoamericanos.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados en Ingeniería. Suita. Palabras-clave: Metodología. Del Carmen 04100. Yamadaoka 2-1. así como la carencia de consideraciones de carácter geográfico que obedezcan a intereses locales en la fase de estos estudios conocida como la evaluación de impacto del ciclo de vida (EICV). la falta de una metodología común. Progreso 3. Col.org Comisión para la Cooperación Ambiental de América del Norte Av. México. internacionalmente aceptable. Osaka. Evaluación de Impacto.

1. Posteriormente se ha ido enriqueciendo hasta explorar los efectos de dichos impactos en ciertas áreas de interés como la salud pública y de los ecosistemas. 89 . como se observa en la Figura II-15: 1. establecimiento de prioridades para la búsqueda de mejoras en el sistema. Marco metodológico: que incluye la definición de objetivo y alcances. además de identificar y cuantificar las entradas y salidas de cada etapa del ciclo de vida. hacia la introducción del conocimiento científico para describir los impactos ambientales asociados. INTRODUCCIÓN El análisis del ciclo de vida (ACV) ha evolucionado a partir de los balances de materiales y energía en las diferentes etapas del ciclo de vida de un producto o proceso. Evaluación de impacto del ciclo de vida (EICV): Consiste en la interpretación de la información generada en el análisis del ICV mediante la determinación de las relaciones existentes entre las salidas y el medio ambiente. Tal y como se le define actualmente. El procedimiento ha sido normalizado a través de la serie ISO 14040 y particularmente la evaluación de impactos. Una de las principales barreras para la aplicación del ACV son las relacionadas con el nivel de comprensión de la metodología. 3. dentro de la Norma ISO 14042 (ISO. clasificando los efectos/cargas en el medio ambiente en diferentes categorías de impacto ambiental. 4. unidad funcional y fronteras del sistema. a partir de las consecuencias ocasionadas por las entradas y salidas. como resultado de esto la literatura que sugiere mejorías a la metodología de las ECV es abundante. 2. EICV. No obstante.ICV): En esta parte se desarrolla un diagrama de flujo. Análisis de inventario (inventario del ciclo de vida . Interpretación / Evaluación de mejoras: Se busca. función. el hecho de que la metodología necesita de un mayor desarrollo se considera con frecuencia como un obstáculo para su aplicación y uso. el ACV consta de cuatro componentes. 1999) incluyendo una serie de elementos de carácter obligatorio y otros opcionales.

y por supuesto de acuerdo con los intereses de cada quien que a su vez dependen de una gran variedad de factores entre los que destacan los locales. La EICV es una técnica diferente a la evaluación de impacto ambiental. 2. ya que su análisis se basa en la unidad funcional. evaluación del desempeño ambiental. y finalmente un ejemplo de aplicación para México. cambio de uso de suelo). es decir. probablemente uno de los mayores retos del ACV durante su actual desarrollo sea como enfrentar el problema de la evaluación cualitativa de los impactos. ¿los impactos de un producto relacionados con el cambio climático son más o menos críticos que los relacionados con la destrucción de la capa de ozono o la contaminación del agua? Las respuestas pueden variar de acuerdo con la persona u organización que realiza el estudio o interpreta sus resultados. Por ejemplo. emisiones.g. Por lo anterior. así como metodologías de cálculo para algunas categorías de impacto relevantes. así como sus emisiones. LA EVALUACIÓN DEL IMPACTO EN EL CICLO DE VIDA (EICV) La evaluación del impacto en un análisis del ciclo de vida es una de las partes más importantes para la interpretación de los resultados del mismo.Marco Metodológico Definición de objetivo y alcance Definición de función y unidad funcional Fronteras del sistema Inventario de ciclo de vida Base de datos que cuantifica energía y materia prima. en este artículo presentaremos las características principales de la EICV. y análisis de riesgo. 90 . En esta etapa es necesario evaluar la importancia relativa de los diferentes vectores de estrés ambiental (e. pueden tener un mayor o menor efecto en la salud humana y de los ecosistemas. los juicios sobre cuáles aspectos tienen mayor prioridad. residuos y desechos Evaluación del impacto Proceso para evaluar y ponderar efectos de las cargas ambientales del inventario Intepretación o mejora Evaluación sistemática de las necesidades y oportunidades para reducir el impacto ambiental Figura II-15: Etapas del análisis del ciclo de vida En este sentido. mismos que con dependencia de las características propias de las regiones geográficas en las que actúan.

etapa llamada caracterización.De acuerdo a la ISO 14042 existen tres elementos mandatarios para realizar una EICV. que incluyen 1) la selección y definición de categorías de impacto. (2002) y NORRIS (2003). Las etapas del EICV y los elementos mandatarios según ISO se observan en la Figura II-16. En la literatura de modelos de EICV algunas veces la etapa de clasificación se considera como parte de los modelos de caracterización HEIJUNGS et. etapa conocida como clasificación. 91 .i Ecuaciones para caracterización i 3. y 3) la modelación de indicadores para cada categoría. Asignación de los resultados del inventario RESULTADOS DEL INVENTARIO (ICV) Uso de suelo (m2 por año) ICV Clasificación Competencia por uso de suelo (m2 por año) Categoría de impacto de ciclo de vida intermedia Impactocat = ∑ mi x factor de caracterizacióncat . Asignación de los 2. 1. el presente artículo se concentrará principalmente en los esfuerzos del EICV en modelos de caracterización. Selección y definición de categorías de impacto 2. 2) asignación de los resultados del inventario (ICV) a categorías de impacto.al. Modelación de indicadores para cada categoría de impacto categoría de impacto Categorias intermedias Evaluación de daños Calidad de los ecosistemas Evaluación de daños y categoría final Ponderación INDICADOR DE IMPACTO DE CICLO DE VIDA Categorias finales Figura II-16: Las etapas y componentes de la evaluación de impacto del ciclo de vida.

y/o a través de una observación empírica reproducible. se busca cubrir los aspectos más relevantes que interesan a una empresa. o evaluando los daños que los impactos ambientales ocasionan en la salud humana. y 2) categorías de contaminación. obteniendo así categorías intermedias. acidificación. bióticos. NORRIS (2003). generando las conocidas como categorías de daños o finales. calentamiento global.Las categorías de impacto del ciclo de vida son clases que representan los problemas o preocupaciones ambientales a los cuales se deben asignar los resultados del inventario del ciclo de vida (definición 3. toxicología humana y ecotoxicología. Partiendo de la definición de categorías de impacto de un ACV. y uso de agua. que responde a las áreas en las que el ciclo de vida de un producto tiene intervenciones con el medio ambiente. la de los ecosistemas y la disponibilidad de recursos en los puntos finales de los procesos ambientales (i. Es importante mencionar que los modelos para cada indicador de las categorías debe siempre que sea posible ser válido técnica y científicamente usando un mecanismo ambiental distinto e identificable. eutroficación. que incluyen agotamiento de la capa de ozono. entre otras. a partir de las emisiones y la contribución de éstas a un problema ambiental específico. uso de suelo.e. por ejemplo.e. formación de ozono. 92 . a partir del aumento en la morbilidad o el número de especies desaparecidas). que incluyen el agotamiento de los recursos abióticos. la acidificación de suelos). La ISO 14042 establece que la selección de las categorías de impacto debe reflejar a una parte importante de los impactos asociados con el sistema producto bajo estudio.1. además deben describirse los mecanismos ambientales que asocian a los resultados del inventario y los indicadores del ciclo de vida como base de la caracterización posterior. la sociedad en su conjunto o los gobiernos. de la siguiente forma: o evaluando el impacto ambiental en puntos intermedios de los procesos ambientales (i. tomando en cuenta el objetivo y los alcances del estudio. Las categorías de impacto son generalmente de dos tipos: 1) categorías de agotamiento.2 de la ISO TR 14047 (2001)).

El Ecoindicador 99 utiliza los indicadores de daños en un enfoque vertical. y ambiente humano. En la misma publicación mencionada anteriormente. el método propuesto en el libro guía de ACV europeo (CML). evaluación de daños y normalización. pero algunas intervenciones se pueden asignar a más de una categoría de impacto. De acuerdo al estudio realizado en Europa. En este tipo de métodos se consideran áreas de protección que incluyen salud humana. calculando los resultados primarios de la intervención en una cierta categoría de impacto. salud humana. calidad de los ecosistemas y recursos. En busca de un método de EICV que incluya indicadores de categorías intermedias y finales en HEIJUNGS (2002). de arriba hacia abajo. si ésta debe hacerse al nivel de los impactos al ambiente (categorías intermedias) o al nivel de los daños ocasionados por estos impactos en ciertos aspectos que interesa proteger como es la salud humana y de los ecosistemas (categorías finales). El indicador final se obtiene al ponderar los resultados de los indicadores normalizados para tres categorías de daños. y a la relativa importancia de las contribuciones de una sustancia a cierta categoría de impacto. Para un perfil de emisiones promedio en Europa Occidental. ya que considera los impactos desde el punto de la intervención. lo utilizan como el representante de los métodos con enfoque de categorías intermedias. sin embargo los mecanismos ambientales no se rastrean hasta los puntos finales. Una categoría de impacto afecta en solo una de las categorías de daños. lo que implica que su diseño considera las necesidades de los tomadores de decisiones desde el inicio. sin utilizar siempre la fase de ponderación. transporte. se describe al Ecoindicador 99 como un método que representa a los métodos con un enfoque de daños (categorías de daños o finales). recursos naturales y medio ambiente natural (calidad de ecosistemas y biodiversidad). Al comparar los resultados de utilizar ambos modelos europeos se observan ciertas diferencias importantes atribuidas principalmente a los modelos o factores de caracterización. al menos no de forma cuantitativa. Los métodos de cálculo son cuantitativos e incluyen modelos de exposición.Desarrollos recientes en las metodologías de evaluación del ciclo de vida La discusión reciente sobre las metodologías de EICV se ha centrado principalmente en el nivel de la cadena causa-efecto de los procesos ambientales en donde debe hacerse la evaluación. se observan diferencias en toxicidad humana por ejemplo. es decir. donde para la metodología de CML son dominadas en un 80% por PAHs cancerígenos y en Ecoindicador 99 por CR(III) y CR(VI) en un 70% . también comparando los factores de caracterización de los dos métodos se observó que una fracción grande en el Ecoindicador 99 93 .

que incluye once categorías de impacto y factores de caracterización para las categorías locales. En la mayor parte del mundo los primeros esfuerzos para realizar una EICV incluyen la utilización de métodos europeos como los mencionados anteriormente. así como los factores de caracterización regionales. antes de realizar la agregación entre los diferentes estados. de -37% a un +20%. asignando una escala a los totales de concentración de un estado por su población. también se han iniciado estudios y desarrollos propios en metodologías de caracterización. BARE et. sin embargo en diferentes regiones del mundo como Japón y Estados Unidos. ya que el valor de un factor de caracterización representativo y promedio. biodiversidad y producción agrícola (de plantas). los indicadores seleccionados para representar estas categorías fueron respectivamente. la para foto oxidación. TRACI cuenta con tres categorías regionales: acidificación. dando como resultado la mitad del valor total de caracterización. Life cycle impact assessment methodology. bienestar social. En Japón se desarrolló una metodología completa con enfoque de daños de EICV regionalizada.la metodología de evaluación de impacto del ciclo de vida.al (2003). eutroficación y smog. de este estudio se concluye que algunas veces la localización es más importante que los tipos de contaminantes para estas categorías de impacto. 94 . HEIJUNGS (2002). se está desarrollando la herramienta computacional TRACI. DALYs (Disability Adjusted Life Year – años de vida considerando incapacidad). por ejemplo para calentamiento global. The Tool for the Reduction and Assessment of Chemical and Other Environmental Impacts – herramienta para la reducción y evaluación de impactos ambientales y químicos. EINES (Expected Increase in Number of Extinct Species – Número esperado de aumento en el número de especies extintas) y NPP (Net Primary Production – Producción primaria neta). En Estados Unidos.tiene mayores factores de caracterización. se observa claramente que el resultado para cada categoría de impacto es significativamente influenciado por la localización del proceso. las diferencias se encuentran entre–1% hasta +9%. ponderado de acuerdo a las emisiones. yenes japoneses. En la actual versión de TRACI se toman en cuenta los impactos a la salud humana. La Figura II-17 muestra los resultados de EICV regionalizados y los no regionalizados para estas categorías de impacto. LIME. depende principalmente de las regiones de donde se toman los valores medios. las categorías de daño conceptualizadas como áreas de protección son la salud humana. Los modelos de caracterización del TRACI incluyen trece categorías de impacto y sus autores en NORRIS (2003) destacan la importancia de tener enfoques con consideraciones regionales. exceptuando calentamiento global y agotamiento de la capa de ozono..

hasta ahora las metodologías de ACV han sido desarrolladas en los países industrializados que enfrentan problemáticas ambientales distintas a las de los países en vías de desarrollo. que tiene como objetivo difundir y homogeneizar la aplicación de la metodología de ACV en el mundo. Finalmente al respecto de las iniciativas más recientes de EICV es importante mencionar el desarrollo de la iniciativa internacional del ciclo de Vida (LCInitiative) del Programa de Naciones Unidas para el Medio Ambiente y la Sociedad de Toxicología y Química Europea.Como se puede observar. Resultados normalizados Acidificación Eutroficación Categoría Estados Unidos Regionalizado Smog Figura II-17: Resultados de EICV regionalizados para Estados Unidos dentro de la herramienta TRACI (NORRIS 2003) 95 . sin embargo los trabajos a este respecto están en una fase inicial aunque se espera que los modelos desarrollados tomen en cuenta las necesidades de países no practicantes. como Latinoamérica. La LCInitiative cuenta con un programa específico para el desarrollo de modelos de EICV. Por otro lado al analizar las iniciativas y desarrollos de las metodologías de Japón y Estados Unidos se observa claramente que los puntos más importantes para el desarrollo de metodologías latinoamericanas de EICV radican en: la definición de categorías de impacto relevantes a la región. lo que ha promovido que dichas metodologías reflejen las preocupaciones ambientales de sus creadores y tengan limitaciones significativas para su aplicación en la mayor parte de los países del mundo. y también el desarrollo de modelos de caracterización y factores de caracterización locales.

Independencia: Las categorías deben ser mutuamente independientes para evitar conteos múltiples. Practicidad: La lista no debe contener demasiadas categorías. A manera de ejemplo la Tabla II-4. Generalmente se sugiere al practicante de una EICV que utilice una lista predeterminada de categorías de impacto. Tabla II-4: Categorías de impacto del ciclo de vida típicas de algunas herramientas.Categorías de impacto del ciclo de vida Entre las consideraciones que deben hacerse al identificar y decidir las categorías de impacto a incluir en un estudio de ACV se encuentran las siguientes: • • • • Cobertura: La lista debe incluir todos los problemas ambientales relevantes. Iniciativa del ciclo de Vida (2003) Agotamiento de la capa de ozono Cambio climático Toxicidad humana Accidentes Indicadores de smog fotoquímico Ruido por tráfico vehicular Acidificación Eutroficación Ecotoxicidad LIME (2003) Calentamiento global Agotamiento de la capa de ozono Acidificación Eutroficación Creación de fotoquímicos Contaminación urbana Toxicidad humana oxidantes atmosférica TRACI (2003) Agotamiento de la capa de ozono Calentamiento global Formación de ozono Acidificación Eutroficación Salud humana – cáncer Salud humana – no cáncer Salud humana – 96 . la cual puede ser complementada de acuerdo con los propósitos del estudio de que se trate. muestra las listas de categorías de impacto intermedias construidas por la Iniciativa del ciclo de Vida (2003). LIME y TRACI. Relación con la caracterización: Las categorías de impacto deben estar relacionadas con los modelos de caracterización disponibles.

uso de recursos bióticos) Residuos Ecotoxicidad Uso de suelo Consumo de recursos Desechos contaminantes criterio Ecotoxicidad Agotamiento de combustibles fósiles Uso de suelo Uso de agua Caracterización Esta etapa de la metodología consiste en la traducción de los resultados del inventario del ciclo de vida en unidades comunes y la agregación de los nuevos resultados en categorías determinadas de impacto ambiental. Para ello se utilizan factores de caracterización y el producto del cálculo puede ser un indicador numérico.Uso de suelo/Conservación del hábitat/Biodiversidad Dispersión de especies invasivas y organismos genéticamente modificados Uso de recursos naturales (agotamiento del recurso agua. Para ello HEIJUNGS ET AL. Un factor de caracterización.5 de la ISO TR 14047 (2001). extracción de minerales.1. salinización. energía proveniente de combustibles fósiles. (1992) propusieron el uso de indicadores que pueden ser calculados mediante el uso de factores de caracterización: 97 . erosión. de acuerdo a la definición 3. es un factor derivado de un modelo de caracterización que se aplica para convertir los resultados asignados del inventario del ciclo de vida a una unidad común del “indicador” de la categoría (una unidad común permite la agregación en un resultado del indicador de la categoría). La caracterización es de naturaleza cuantitativa y busca responder a las preguntas sobre cual es la contribución potencial de una entrada o salida específica a las distintas categorías de impactos ambientales consideradas y cual es la contribución potencial total del sistema respecto de esos impactos.

i = (3) ∫ a c (t )dt i i 0 CO2 CO2 T ∫a 0 c (t )dt Estos factores han sido estimados por el Panel Intergubernamental de Cambio Climático (IPCC por sus siglas en inglés) para horizontes de tiempo de 20. Los factores de calentamiento global son el cociente entre la contribución a la absorción de calor de radiación que resulta de la emisión instantánea de 1 kg de gas de efecto invernadero y una emisión equivalente de bióxido de carbono en el tiempo: T GWPT . El indicador total queda expresado en kg equivalentes de CO2.Impactocat = ∑ mi x factor de caracterizacióncat . (1992): cambio climático = ∑ GWPi x mi (2) i donde mi es la masa de la sustancia emitida en kg. Algunos de ellos se muestran a continuación como parte del objetivo de este artículo de guiar en los procedimientos de cálculo de categorías de impacto intermedias.i i (1) A partir de esta concepción se han desarrollado diferentes métodos para el desarrollo de factores en distintas categorías de impactos ambientales. Deterioro de la capa de ozono 98 . Cambio climático Respecto al efecto invernadero ocasionado por emisiones con potencial para calentar la atmósfera terrestre es común utilizar factores de calentamiento global (GWP) como los propuestos por HEIJUNGS ET AL. 100 y 500 años.

cuyos valores pueden adicionarse sin ponderación y proporcionar resultados independientes de toxicidad humana para cada medio: toxicidad humana = ∑ ((HCAi x ma . En el se considera el transporte entre medios y la exposición con base en el modelo “Uniform System for the Evaluation of Substances” (USES). A continuación se ilustra un ejemplo con diclorobenceno como sustancia referencia: 99 . agua y suelo. El método desarrollado por GUINÉE ET AL.De la misma forma que en la categoría anterior.i )) i δ [O3 ]CFC −11 δ [O3 ]i (6) donde mi es la emisión de la sustancia i al aire. (1992) consideran la determinación de factores a partir de las emisiones de sustancias tóxicas al aire.i ) + (HCWi x mw. agua y suelo.i ) + (HCSi x ms . (1996) ha sido la base para la mayor parte de las adaptaciones que se han hecho hasta ahora. en ésta se han desarrollado factores de deterioro de la capa de ozono estratosférico y el indicador total queda expresado en kg equivalentes de CFC-11: deterioro de la capa de ozono = ∑ ODPi x mi i (4) Estos factores se definen como el cociente entre la descomposición de ozono en el estado de equilibrio debido a emisiones anuales de una sustancia a la atmósfera y la descomposición de ozono en el estado de equilibrio debido a una cantidad equivalente de CFC-11: ODPi = (5) Impactos toxicológicos humanos HEIJUNGS ET AL.

PDI ecom.c EF(htc) factor de exposición (toxicidad humana) I sustancia ecom emisión a medio c medio (aire.i x Tc .i = dosis absorbida de la emisión en ecom vía c dosis total aceptable (9) HTPecom.i x Fecom.i x I c .i (10) c toxicidad humana = ∑ ∑ HTPecom. E es el factor de efecto expresado en m2 • año1 • kgi-1 y está definido como el inverso de la dosis anual total aceptable para el mundo por m2.i x mecom.i = Ec .c . El método proporciona resultados independientes para cada medio. F es un factor de transferencia entre medios que depende de la sustancia.c . HAUSCHILD Y WENZEL (1998) desarrollaron otros factores considerando el destino y exposición: EF (htc) ecom.i x BIOi x HTFi .i x mecom.c .i HTPecom.i i ecom (8) JOLLIET Y CRETTAZ (1997) desarrollaron otro método denominado “Tiempo crítico de superficie” que también incluye el transporte entre medios y la exposición.diclorobenceno (7) que da como resultado un solo valor para toxicidad humana: toxicidad humanac = ∑ ∑ HTPecom.i = f c . (1996) pone énfasis en el transporte entre medios.ecom.c .i x HTPecom.i = Emisión estándar x ADI i PDI aire.i x ADI diclorobenceno ADI i x PDI aire. Mientras el método de GUINÉE ET AL.i i ecom (11) HTP queda expresado en m2 • año • kg.i = ∑ f ecom. agua y suelo) (12) 100 . el de JOLLIET Y CRETTAZ se concentra mayormente en la exposición: HTPecom.diclorobenceno Emisión estándar x ADI diclorobenceno = PDI ecom.

i ) i (16) (17) 101 ecotoxicidad terrestre = ∑ (ECTi x ms .i i ecom (13) Impactos ecotoxicológicos HEIJUNGS ET AL. agua y suelo que no pueden ser sumados en un solo valor: toxicidad humanac = ∑ ∑ EF (htc) ecom.i ) i . (1992) desarrollaron factores para ambientes acuáticos y terrestres. De ahí que los factores quedan como sigue: ecotoxicidad acuática = ∑ (ECAi x mw. ECA = (14) 1 MTCa ECT = (15) 1 MTCt MTC es la concentración máxima tolerable para el agua y el suelo y se determina a partir de una metodología desarrollada por la USEPA.i x mecom.f factor de distribución (parte de la sustancia que se asigna al compartimento c) T factor de transporte (parte de la sustancia que se transporta desde el compartimento final al medio ingerido) I factor de ingestión (cantidad de medio que se ingiere por kg de peso corporal por día) BIO factor de biodegradabilidad HTF factor de toxicidad humana De esta manera este método genera tres valores independientes de toxicidad humana para aire.

i x BIOi ETFc . suelo agrícola e industrial a partir de una emisión de 1.i = TETPecom. los factores desarrollados por HAUSCHILD Y WENZEL (1998) incluyen el transporte entre medios: EF (etc) ecom.ecom.diclorobenceno (20) (21) Con el resultado final a partir de las siguientes ecuaciones: ecotoxicidad acuática = ∑ ∑ AETPecom.i (24) TEPecom. El método de “tiempo crítico de superficie” de JOLLIET Y CRETTAZ (1997) también considera factores para ecotoxicidad acuática y terrestre. agua y suelos agrícola e industrial. Se estima una concentración ambiental (PEC) para agua.i i ecom (22) (23) ecotoxicidad terrestre = ∑ ∑ TETPecom.s .i x PNECterrdiclorobenceno PNECterri x PECsuelo agrícolasueloindustrial .i x mecom. AETPecom.diclorobenceno PECsuelo agrícolaecom. (1998) Y HUIJBREGTS (1999).i i ecom (18) (19) También de forma similar a toxicidad humana GUINÉE ET AL.i = Eaqi Fecom.i (25) 102 .De igual manera que para toxicidad humana.i i ecom Este método ha servido de base para desarrollos posteriores por parte de HERTWICH ET AL.000 kg • día-1 al aire.i = Eterri Fecom.i ecotoxicidad = ∑ ∑ EF (etc) ecom. PNEC es la concentración predecible que no tiene efectos.w.i x mecom.i = PECaguaecom. AEPecom.i = f c .i x mecom.i x PNECaqdiclorobenceno PNECaqi x PECaguaagua . (1996) recurre a la evaluación con USES.

i x mecom. El potencial de acidificación queda entonces determinado por el número de iones H+ que puede generar un kg de sustancia en relación al SO2: APi = (29) ηi η SO 2 donde ηi (mol ⋅ kg-1) representa el número de iones H+ que pueden generarse por kg de sustancia i.i i ecom (26) (27) ecotoxicidad terrestre = ∑ ∑ TEPecom. Eutroficación 103 . 1992) y el indicador queda expresado en kg equivalentes de SO2: Acidificación = ∑ APi x mi (28) i El potencial de deposición ácida podría ser expresado en equivalentes de H+. Las emisiones potencialmente acidificantes podrían ser agregadas. POTTING ET AL.i x mecom.ecotoxicidad acuática = ∑ ∑ AEPecom. y ηSO2 el número de iones H+ que puede producir un kg de SO2.i i ecom Acidificación Nuevamente se recurre al uso de factores de acidificación (AP) (HEIJUNGS ET AL.. (1998) propusieron un enfoque que incluye el destino y sensibilidad regional con base en un modelo de dispersión desarrollado por el programa de Cooperación para el Monitoreo y Evaluación de Transporte a Larga Distancia de Contaminantes en Europa y que usa el modelo de acidificación RAINS. Por ejemplo se asume que una mol de SO2 producirá dos moles H+. que una mol de NOx producirá una mol de H+ y que una mol de compuestos nitrogenados reducidos (NHx) producirá una mol de H+.

HEIJUNGS ET AL. (1992) sugirieron la consideración de nitrógeno, fósforo y carbono (medidos como oxígeno) cuantificando su potencial de contribución a la formación de biomasa. Para ello usan factores de eutroficación (Ep):

Eutroficación = ∑ EPi x mi
(30)
i

donde m es la masa de sustancia liberada al aire, agua o suelo en kg. El resultado final queda expresado en equivalentes de PO43-.

EPi =
(31)

vi M i vPO−3 M PO−3
4 4

donde v es la contribución potencial de la sustancia y M (kg mol-1) la masa de la sustancia en PO43-. Otros métodos basados en modelación de daños han sido desarrollados por STEEN (1999), GOEDKOOP Y SPRIENSMA (2000) E HIROSAKI ET AL (2002). Destrucción abiótica Esta categoría se refiere a los recursos que son utilizados como insumos en los procesos o entradas en la ECV. En la definición de HEIJUNGS ET AL. (1992), la cantidad de recursos utilizados i (mi) se asocia con las reservas recuperables de dicho recurso (Mi):

destrucción abiótica = ∑
i

(32)

mi Mi

GUINÉE & HEIJUNGS (1995) recomiendan otro método en el que se toman en cuenta las reservas de recursos y las tasas de extracción de los mismos:

destrucción abiótica = ∑ ADFi x mi
i

(33) 104

donde:
ADFi =
2 DRi ( Rref ) x ( Ri ) 2 DRref

(34) Debe tomarse en consideración que estas propuestas sólo consideran la extracción de recursos y no los impactos asociados a las actividades relacionadas con la extracción. Debe recordarse que en la actividad minera por ejemplo existe una gran cantidad de impactos ambientales durante las labores de exploración. En otro sentido, la normatividad existente en cada país para la industria extractiva tiene una influencia importante en los impactos ambientales de ésta una vez que las actividades han terminado en un sitio particular. En países donde no se exige una remediación de los suelos afectados durante la extracción de minerales o combustibles los impactos ambientales de la extracción de recursos va más allá de sólo reducir la disponibilidad de éstos. Destrucción biótica En esta categoría se incluyen los recursos bióticos. Como en la anterior puede incluir, además del valor de las materias primas, a la protección de la salud humana y de los ecosistemas. El método propuesto por HEIJUNGS ET AL. EN 1992 es el siguiente:

destrucción biótica = ∑ BDFi x mi
(35) donde:
i

BDFi =
(36)

DRi ( Ri ) 2

El indicador total queda expresado en años-1, el factor (biotic depletion factor o BDF) en kg-1• año-1, la cantidad de recursos (i) usados mi en kg, la reserva de recursos R en 105

la misma unidad y la extracción en kg•año-1. Cuando la regeneración anual es más alta que la extracción este valor puede ser negativo. Al igual que con los recursos abióticos, GUINÉE & HEIJUNGS (1995) recomiendan otro método en el que se toman en cuenta las reservas de recursos y las tasas de extracción de los mismos:

destrucción biótica = ∑ BDFi x mi
(37) donde:
BDFi =
2 DRi ( Rref ) x ( Ri ) 2 DRref
i

(38) Otro método, desarrollado por SAS ET AL. (1996), propone el uso de tres tipos de impactos:

S1 = ∑ mi x
i

(39)

Treproi Ri

para indicar el riesgo de extinción de especies por la extracción de un individuo de la población,

S 2 = ∑ Ai x Tre covi x ρ i
(40)
i

para indicar el riesgo de extinción de especies por la destrucción de un ecosistema, y

S3 = ∑ Ai x Tre covi x NPPi
(41)
i

para indicar la reducción en la función de apoyo de vida. Los acrónimos son los siguientes: 106

Trepro tiempo de reproducción de la especie Trecov tiempo de recuperación de la densidad de la especie o la producción primaria del ecosistema I especie o ecosistema P densidad de la especie en el ecosistema i A área del ecosistema i que es afectada NPP producción primaria neta del ecosistema i Pérdida de biodiversidad y pérdida de apoyo a la vida Los métodos existentes se basan en información científica acerca de la densidad de las especies y la productividad primaria neta de ecosistemas o regiones específicas. Uno de ellos es el desarrollado por SAS ET AL. (1996) descrito con anterioridad para la destrucción de recursos bióticos y el otro desarrollado por LINDEIJER ET AL. (1998), que se describe a continuación:

⎡ α − α fin ⎤ pérdida de biodiversidad = a x ⎢ ini ⎥ ⎢ α ref ⎥ ⎣ ⎦ pérdida de apoyo a la vida = a x ( fNPPini − fNPPfin )
Destrucción de suelos

(42) (43)

Esta categoría incluye únicamente la pérdida de suelo como recurso. Los impactos asociados a esta categoría como son la pérdida de biodiversidad se consideran en otras categorías. HEIJUNGS ET AL. (1992) propusieron un método temporal en tanto se desarrollaban nuevos enfoques más apropiados que se basó en el uso de cinco tipos de ecosistemas: i) sistemas naturales, ii) sistemas modificados, iii) sistemas cultivados, iv) sistemas construidos y, v) sistemas degradados, mismos que pueden ser agrupados en dos tipos: naturales (tipos I, II y III) y no naturales (tipos IV y V). Los cambios de un tipo a otro son considerados como impactos en el uso del suelo. 107

uso de suelo = RI →IV + RII →IV + RIII →IV + RI →V + RII →V + RIII →V
Formación de foto-oxidantes

(44)

Nuevamente y de forma similar que en el caso del cambio climático y el deterioro de la capa de ozono, en este caso se usan factores de creación de ozono fotoquímico (POCP) (HEIJUNGS ET AL.,1992):

formación de oxidantes = ∑ POCPi x mi
i

(45)

POCPi =
(46)

ai bi aC2 H 4 bC2 H 4

Valuación / Ponderación La SETAC (1998) describe a la valuación (ponderación en el lenguaje de ISO) como una priorización, ponderación y posiblemente agregación de los resultados de los indicadores a través de las categorías de impacto, intermedias, que da como resultado una calificación final. En ocasiones se añade un paso adicional denominado normalización entre la caracterización y la valuación y en el cual los datos de la caracterización se relacionan con la magnitud total de la categoría de impacto en un tiempo y área determinados. La valuación consiste en ponderar la importancia relativa de cada impacto ambiental de acuerdo con aspectos culturales, éticos y políticos, lo que hace a esta parte de la EICV en gran parte subjetiva. En ella pueden obtenerse distintas conclusiones que dependen del grupo de personas que la realizan debido a existen diferentes valores en cada sociedad. Por ello en esta parte de la EICV se tiene una especial influencia local en los resultados del análisis, por lo que se sugiere recurrir a métodos conocidos de consulta como los enfoques Montecarlo o Delfi que permiten establecer, de una 108

forma colegiada, un orden de prioridad entre los distintos problemas ambientales de acuerdo con la percepción local de los mismos. En esta etapa se utilizan a menudo modelos de agregación de los impactos que conducen a un valor numérico único o eco-indicador. Debido a que los modelos de agregación suelen ser influenciados por la disciplina y valores del creador, la tendencia ha sido simplificar estos modelos para así reducir la discrecionalidad de los mismos. No obstante existe la posibilidad de presentar los resultados de cada categoría de impacto por separado y dejar al tomador de decisiones la responsabilidad de la ponderación. 3. CONSIDERACIONES PARA LATINOAMERICA Parece haber consenso respecto a la necesidad de desarrollar nuevas categorías de impacto para países en desarrollo, así como de adaptar algunas de las categorías típicamente incluidas en la EICV para responder mejor a consideraciones de carácter regional como concentraciones base, concentración poblacional y variaciones climáticas (SUPPEN, 2003). INABA et al. (2003) indican que entre las conclusiones de un taller de la APEC sobre EICV se incluye que los temas relacionados con el agua y el suelo son por lo general importantes pero se encuentran pobremente desarrollados. La Iniciativa del ciclo de Vida ha incluido estas consideraciones dentro del trabajo que desarrolla actualmente en el área de EICV y ha desarrollado una lista de categorías de impacto necesarias y otra de categorías de impacto deseables que incluyen varias no incluidas tradicionalmente en las EICV y que son relevantes para países en desarrollo. Como parte de las necesidades aún existentes respecto al desarrollo de las metodologías de ACV, SUTTON (2000) hace una reflexión sobre las implicaciones que las condiciones locales tienen en las mismas, específicamente para el caso de Australia, un país que como México, tiene características ambientales únicas en muchos sentidos. Al respecto indica: "Las normas que rigen a los ACV, la serie ISO 14040, son tan generales que no parecen contener desviaciones como consecuencia de la experiencia regional de sus creadores. Sin embargo, vale la pena hacer notar 109

Se trata de un país megadiverso. Dicho perfil de sustentabilidad es presumiblemente diferente a escalas global y local. En otras palabras. todo ello a nivel de categoría de impacto intermedio. determinado a través de su ICV. encaja con un perfil de sustentabilidad que corresponde a las condiciones locales en las que se desenvuelve. los productos son comparados sobre la base de su adecuación relativa al perfil de sustentabilidad de los ambientes afectados por los mismos. En México se han realizado algunos esfuerzos para modelar tanto categorías de impacto globales como algunas locales. 110 ." El autor propone un enfoque en donde el perfil ambiental de un producto. temporal y de dosis-respuesta en la metodología de ACV. Los modelos de caracterización descritos en este artículo se han aplicado encontrando la necesidad principal de desarrollar factores de caracterización locales y la definición de un método de normalización y ponderación ad-hoc al país. Los resultados de EICV se muestran en la Figura II-18. se consideró como unidad funcional las cajas de cartón corrugado producidas en el año 2000 por la empresa. quienes dominaron en el desarrollo de estas normas. Para una realizar el EICV de cajas de cartón fabricadas en una instalación industrial en México. incluyendo transporte y reciclaje de un 40% y el 60% restante dispuesto en rellenos sanitarios. como la disponibilidad del agua.que los europeos y norteamericanos. Las características de los sistemas ambientales mexicanos son particularmente especiales. pudieron estar influenciados por sus condiciones regionales cuando aceptaron no requerir información espacial. y todas las etapas del ciclo de vida. con gran número de endemismos y con una gran heterogeneidad de ecosistemas que lo hacen muy vulnerable a los impactos ambientales ocasionados por las actividades humanas. Esto hace que el valor de las pérdidas por unidad de territorio resultado de los impactos ambientales puedan considerarse mayores en el caso de México que en muchas otras partes del mundo.

como parte de la etapa de clasificación fueron las mostradas en la Figura II-19.Figura II-18: Inventario del ciclo de vida para cajas de cartón corrugado en México. Las categorías elegidas para el EICV. 111 .

los cálculos actualmente realizados siguen el procedimiento de WENZEL (1995). Residuos sólidos municipales Plásticos Basura Otros R.3. Recursos no renovables Figura II-19: Clasificación del EICV de cajas de cartón corrugado en México Para el cálculo de las categorías de impacto seleccionadas para el estudio se utilizaron las metodologías mostradas en la sección 2. Acidificación 3. sin embargo un futuro trabajo de investigación de los autores incluye desarrollo de modelos de esta categoría. particularmente para quienes no son 112 . Figura II-21. Madera 5.Emisión CO CO2 Metano HC NOx SOx HCl H2S N2O Partículas Agua utilizada Desecho del metal Categoría 1. 4. para la normalización. Una categoría local de suma importancia para México es la disponibilidad del agua. Los cálculos para cambio climático de acuerdo a las fórmulas (2) y (3) se muestran en la Figura II-20.S. una primera aproximación fue utilizar unidades de población equivalente de acuerdo al método descrito y propuesto en WENZEL (1997). CONCLUSIONES Es un hecho reconocido que la EICV aporta hasta ahora información compleja que generalmente es difícil de interpretar. Cambio climático 2. Disponibilidad del agua 4. partiendo de la fórmula (1).

778 1.278.151. La guía metodológica presentada en este artículo tiene como objeto proporcionar al lector una recopilación útil para su aplicación inicial en estudios de ACV. Cambio climáticol (GWP . como se mostró los cálculos no requieren de un sofisticado sistema computacional.918 Kg CO2 eq.506 11. y que continua teniendo un grado significativo de incertidumbre en algunos de los modelos utilizados para evaluar los impactos ambientales y particularmente los daños cuando estos son considerados.especialistas.875 * 1 kg CO2 eq) + (40.151. 113 .278.778 * 1 kg CO2 eq) + (1.623.875 40.230 GWP = ∑ (QCO x FECO)+(QCO2 x FECO2)+(QCH4 x FECH4) + (QHC x FEHC) GWP = ∑ (25.230 * 1 kg CO2 eq GWP = 12. Figura II-20: Cálculo del indicador para la categoría de cambio climático de la producción de cajas de cartón corrugado en México. y que la subjetividad inherente a las etapas de valuación e interpretación constituye aún un reto formidable. CO2 Qi (kg) CO CO2 Metano HC GWP = ∑ Qi x EF(j)i 6 1 1 1 25.global warming potential) Contaminante Factor car.506 * 6 kg CO2 eq) + (11. y la mayor parte del esfuerzo recae en la obtención de la información y sobre todo en realizar las consideraciones adecuadas en la elección de los factores de caracterización.

La comparación de productos basándose exclusivamente en los métodos actualmente desarrollados en Europa no permite hasta ahora incluir el valor de los ecosistemas en donde se están desempeñando las actividades ni tampoco su vulnerabilidad. Por otro lado.907 habitantes 4. No obstante con frecuencia se argumenta que el principal valor de la evaluación del ciclo de vida de productos radica más en el proceso mismo que en los resultados obtenidos.hab 353.547 m3/año. lo que obliga a interpretar con cautela estas comparaciones.052. Esto se demuestra con el análisis que se realizó de las metodologías de Japón y Estados Unidos.g. México. CNA. existen otras que presentan dificultades mayores en su modelación y que se encuentran todavía insuficientemente desarrolladas (e.499 m3/año Fuente: INEGI. si bien existen categorías de impacto con un buen grado de certidumbre como es el caso del calentamiento global y la destrucción de la capa de ozono. contaminación de agua). de manera que los resultados para cada categoría de impacto regional son significativamente influenciados por la localización del proceso y los factores de caracterización regionales.Disponibilidad del agua Población del Estado de Chihuahua en 2000 = Disponibilidad de agua en el Edo. 2000. Fuentes: Subdirección general técnica. se espera sin embargo poder tener un gran beneficio de los grupos formados en la Iniciativa del ciclo de Vida del Programa de Naciones Unidas para el Medio Ambiente 114 . 2004 78 habitantes Figura II-21: Cálculo del indicador para la categoría regional de disponibilidad del agua para producción de cajas de cartón corrugado en México. Para el contexto latinoamericano aún existe un gran camino por recorrer para desarrollar modelos propios en categorías de impacto relevantes para la zona. biodiversidad. Chihuahua = Consumo máximo de agua en la fabricación de cajas de cartón = Población equivalente = 3. ya que la caracterización regional dio como resultado la mitad del valor total de caracterización de los métodos europeos.

. GORREE Impact Assessment in the Dutch LCA Methodology Project. 1998. 139 pp.. NORRIS. Draft Backgrounds. (Ed) Final Report of the Danish-Dutch Workshop on LCA Methods. J. 1999. 2002. Volumen 6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS • BARE J.. SEVENSTER M. (Ed. Journal of Industrial Ecology. PENNINGTON D.. Discussion paper for the Danish-Dutch Workshop on LCA Methods. Leiden. Agradecimentos Agradecemos la contribución de la primera generación del curso de Análisis del ciclo de vida. • • • • • 115 . 8 pp. 19 pp. 5. Andrés Aguilar. principalmente la colaboración de la Ing. ET AL. M. GUINÉE. Fabiola Ramírez y del Ing. Life Cycle Assessment – Danish recommendations. 1999... Leiden. GOEDKOOP M. 2003.y la sociedad de Toxicología y Química Europea. 3-4.. Position paper for the joint workshop of the Dutch and Danish LCA methodology projects.. 16-17 September. 16-17 September. TRACI. The Tool for the Reduction and Assessment of Chemical and Other Environmental Impacts. Report of the first project phase: Design of the new method. GUINÉE. GUINÉE. para la creación de estos modelos de caracterización y una futura exitosa aplicación de los estudios de ACV en países en desarrollo. Y M. impartido por N. Suppen en el ITESM-CEM. G. HEIJUNGS R. EFFTING S. 16-17 September. STRUIJS J.. 1999. J. Leiden. HAUSCHILD. MCKONE T.) Environmental Life Cycle Assessment. HUPPES G Towards a life cycle impact assessment method which comprises category indicators at the midpoint and the endpoint level. J. October.

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This paper describes the characteristics and elements of the LCIA. 117 . D. therefore regional LCIA models and characterization factors are needed. and presents a thorough review of the characterization methodologies for the most relevant impact categories developed until now. However the methodologies developed until now still face a number of limitations mainly due to the lack of consideration of environmental concerns outside industrialized countries and the subjective aspects of results. such as Japan and U. Nydia Suppen – nsuppen@lcamexico. the lack of an internationally common and scientifically sound methodology has triggered the development of standards and groups such as the UNEP-SETAC Life cycle initiative and the LCA series of the International Standardization Organization (ISO). Japón Arturo Rodríguez Abitia – ara@ccemtl. Universidad de Osaka. such as water availability and water pollution. which comprises classification. México.S. characterization and valuation/weighting. A case study is included to analyze the applicability of LCIA in Mexico. Local characterization factors need to be developed based on the experience of other countries.F. Progreso 3. Osaka. Abstract: Although life cycle assessment (LCA) studies have been carried out for more than three decades in industrialized countries. concluding that there is a need to develop local category models.org Comisión para la Cooperación Ambiental de América del Norte Av.com Departamento de Sistemas Mecánicos Computarizados Escuela de Graduados de Ingeniería. Del Carmen 04100. This paper focuses in the life cycle impact assessment (LCIA) stage of an LCA. Col. This paper aims to provide some guidelines to conduct an LCIA in Mexico. Suita.LIFE CYCLE IMPACT ASSESSMENT: GUIDANCE AND METHODOLOGY CONSIDERATIONS FOR MEXICO. Yamadaoka 2-1. that have shown that the release location can in some instances be as important or more important than the species of the pollutant for some impact categories.

Keywords: life cycle impact assessment. regional impact categories. 118 . characterization.

119 .

conclui que esta ferramenta/conceitual tem grande potencial benéfico a ser explorado pelo setor produtivo. com vistas à melhoria de sua atuação. INSERÇÃO DA ANÁLISE DE CICLO DE VIDA NO ESTADO DA BAHIA/BRASIL ATRAVÉS DA ATUAÇÃO DO ÓRGÃO AMBIENTAL1 Cristiane Sandes Tosta . a realização de um workshop com funcionários do CRA e a própria experiência prática da autora principal do trabalho.ba. à apoiar o uso desta ferramenta no Estado da Bahia e no Brasil. ou não. ACV.4.ctosta@cra. por organizações governamentais e não governamentais.e com conhecedores da ACV. Não foram identificados elementos que impediriam a sua execução. embora a ausência de elementos que incentivem a realização de avaliação tecnológica dos 1 Este trabalho foi desenvolvido como Dissertação de Mestrado do Curso de Mestrado Profissionalizante de Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – Ênfase em Produção Limpa. que é funcionária do CRA. O método utilizado para o levantamento dos dados nesta pesquisa envolveu a pesquisa documental em documentos públicos. Após análise crítica e detalhada da ACV. nas atividades do órgão ambiental do Estado da Bahia.gov.: (+ 55 71) 310-1435 Asher Kiperstok Centro de Tecnologias Limpas – UFBA Resumo: Neste trabalho discute-se a oportunidade da utilização da Análise de Ciclo de Vida. Na legislação ambiental baiana identificaramse elementos que podem permitir a inserção de considerações no ciclo de vida. no governo e na sociedade em geral. visando identificar elementos que facilitariam. assim como à introdução do “pensamento no ciclo de vida”. a execução desta proposta. na indústria.CRA . a realização de entrevistas não estruturadas com componentes do Centro de Recursos Ambientais . Analisa-se a legislação e regulação ambiental no Brasil e na Bahia.br Centro de Recursos Ambientais Tel. 120 .

o desenvolvimento da capacidade de realizar análise do mérito das proposições encaminhadas pelos empreendimentos. A análise feita em seguida. abordagem e método) utilizada para a avaliação do potencial impacto ambiental associado a um produto. A ANÁLISE DE CICLO DE VIDA O Que é Análise de Ciclo de Vida A Análise de Ciclo de Vida . 1991): • avaliar as cargas ambientais associadas a um produto. processo ou atividade. avaliar o impacto da energia e materiais lançados no meio ambiente. * o uso de estratégias de autocontrole ambiental. * a prática de parcerias com outros organismos. * a criação do Núcleo de Estudos Avançados de Meio Ambiente. Gestão do Ciclo de Vida. através da identificação e quantificação de energia e materiais usados e resíduos liberados. destacadamente. identifica também pontos que precisam ser mais bem ajustados nas ações do órgão. identificar e avaliar as oportunidades que afetam o melhoramento ambiental durante todo o ciclo-de-vida do produto.empreendimentos sob licenciamento pode ser um fator limitante da eficácia desta proposta. Gestão Ambiental Governamental. sobre a atuação do CRA. envolvendo a 121 • • . Palavras-Chave: Políticas Publicas. processo ou atividade. 1. identifica elementos que habilitariam este órgão para execução desta proposta. Por outro lado. * a instituição de programa de capacitação. Durante muitos anos a definição mais conhecida e utilizada para a ferramenta ACV foi àquela proposta pela SETAC – Sociedade para Toxicologia e Química Ambiental que a define como um processo para (FAVA et al. segundo o porte. o aperfeiçoamento do processo de escolha da localização e a avaliação do cumprimento de condicionantes. processo ou atividade ao longo de todo o seu ciclo de vida. a saber: * tratamento diferenciado para empresas.ACV é uma estratégia (estrutura.

A definição proposta pela SETAC foi feita no início da década de 90. transporte. 122 • • . Avaliação dos impactos ambientais potenciais associados com essas entradas e saídas. Desta forma. Interpretação dos resultados das fases de análise de inventário e avaliação de impactos em relação aos objetivos do estudo. Na definição ISO não se inclui o aspecto “avaliação de oportunidades para melhoramento ambiental” como uma obrigatoriedade da ACV. a definição da SETAC contém informações não presentes na definição da ISO. Tal decisão facilita e aumenta a viabilidade da execução da ferramenta. enquanto que a ISO definiu a ferramenta em 1997. reciclagem e destinação final. Alguns de seus principais diferenciais conceituais são: • A SETAC se refere à avaliação de impactos ambientais. ela já incorpora conclusões provenientes de discussões posteriores. Na medida em que a ISO fala em “entradas e saídas relevantes do sistema” ela já induz à compreensão de que o estudo ACV precisa de cortes que o tragam a proporções gerenciáveis e viáveis de estudo. por não fazer considerações locais específicas a ACV pode. energia e resíduos do produto. sem particularizar o entorno ambiental da etapa em estudo. que diz que a ACV é uma técnica para avaliar os aspectos ambientais e os potenciais impactos ambientais associados a um produto (ou serviço) pela: • • • Compilação de um inventário das entradas e saídas relevantes do sistema. manufatura. 1997). apontar impactos potenciais associados aos materiais e energia consumidos. uso. Com o crescimento da utilização da ACV e das discussões a este respeito tem ganhado maior destaque a definição proposta pela ISO 14040 (ISO. no máximo.extração e o processamento de matérias-primas brutas. distribuição. Por outro lado. Neste sentido a definição ISO é mais coerente. uma vez que. enquanto que a ISO fala em impactos ambientais potenciais. reuso. além de contornar as dificuldades relacionadas à normatização de uma etapa como esta. manutenção. A ACV determina os aspectos ambientais associados às matérias-primas.

a ACV promove uma estrutura para identificar e analisar cargas ambientais associados com o ciclo de vida de materiais e serviços. Solgaard (2002) destaca ainda que o “Pensar o Ciclo de Vida” é um paradigma chave na questão ambiental. Diversos autores (CURRAN. O maior benefício é que isso ajuda a focar a consideração no ciclo de vida completo do produto ou sistema. Fawer (1999) e Solgaard (2002) entendem que ferramentas simplificadas e treinamento são essenciais para promover o “pensar o ciclo de vida” para sistemas de gestão ambiental em países em desenvolvimento. Kiperstok et al (2003. de instrumentos complexos como a ACV. BERKHOUT. numa abordagem “do berço-ao-túmulo” (ou “do berço-ao-berço”. 1997. por entender as dificuldades inerentes ao desenvolvimento e implementação. p. 1997. segundo Curran (2002). omitindo a possibilidade de condução do estudo de forma qualitativa. (1997. p. utilizando-se do “pensamento” no ciclo de vida. Tais instituições definem a ACV com termos como quantificar/inventariar energia e materiais. Life Cycle Thinking é uma discussão predominantemente qualitativa para identificar estágios do ciclo de vida e/ou potenciais impactos ambientais mais importantes. APEC (2002). em larga escala.• Ainda. 30). considerando a reciclagem de materiais). Hindle apud Jensen et al (1997) vê “enorme progresso” e é otimista sobre o futuro e a aceitação do Life Cycle Thinking na gestão ambiental. A definição de Curran não atrela os objetivos positivos alcançáveis com a ACV apenas à aplicação da ferramenta quantitativa. 2 123 . Ainda com relação ao uso da ACV. tal como expressam a SETAC e a ISO. JENSEN et al. CLIFT apud JENSEN et al. 57) afirmam que a abordagem sistêmica utilizada na ACV evita a substituição de um problema por Esta avaliação qualitativa é também conhecida como Life Cycle Thinking. HINDLE apud JENSEN et al. Kiperstok et al (2003) apontam como fundamental o desenvolvimento do “pensar o ciclo de vida”. 1998. Kiperstok et al (2002). 2002. Os dados são tipicamente qualitativos (afirmações) ou muito genéricos ou ainda dados quantitativos disponíveis de memória (não necessariamente retirados de uma banco de dados). especialmente quando se fala em mudança de padrão de produção e consumo. Segundo CHRISTIANSEN apud JENSEN et al. 1997) têm demonstrado o alcance de importantes resultados com uma avaliação qualitativa2 do ciclo de vida.

A ACV apresenta peculiaridades que precisam ser bem compreendidas para que se evite o uso inadequado deste conceito/ferramenta. que são necessárias à ACV podem levar a questionamentos sobre a confiabilidade dos estudos. Dentre os muitos aspectos que poderiam ser levantados. exige o conhecimento das implicações ambientais de outros produtos. a disponibilização dos dados de estudos já realizados é condição de suprema 124 . mas não faz considerações sociais e econômicas. como também para outras ferramentas é difícil. Além de requerer informações precisas do local afetado (recaindo na situação descrita no item anterior) são necessárias muitas variáveis (físicas. impreciso e cientificamente questionável a modelagem dos efeitos ambientais de um poluente num corpo hídrico e no solo. destacam-se: • • A ACV avalia com facilidade os efeitos ambientais de natureza global. para os quais também se deve conhecer o ciclo de vida. em geral. Assim. As decisões. • • • • O estudo do ciclo de vida de um produto. o que pode acontecer quando a intervenção ocorre a partir da consideração de apenas uma etapa do ciclo de vida de um produto ou processo. madeira. geológicas. Informações referentes à água. muitas vezes subjetivas. alumínio. Nos estudos de ACV faltam dimensões espaciais e temporais no inventário. de um local específico para outro. mas não é precisa na avaliação de efeitos ambientais locais. A avaliação pontual pode levar ao deslocamento de um impacto ambiental de um determinado estágio do ciclo de vida para outro. A ACV não consegue avaliar efeitos sinérgicos. Não só para a ACV. papel e outros se repetem com muita freqüência e a realização de um novo estudo a cada nova ACV pode ser inviável e até injustificável.outro. ou gerar outro tipo de problema em substituição ao que foi evitado. A ferramenta ACV faz considerações ambientais para todo o ciclo de vida. energia. hidrológicas e biológicas) nem sempre alcançando um modelo matemático confiável capaz de lidar com todos estes fatores para qualquer ambiente. produtos químicos básicos. aço.

Gestão do Ciclo de Vida. regionais. Interpretação de Resultados Este é o esquema trabalhado pela SETAC. Ecologia Industrial. Responsabilidade Estendida e muitos outros. A Ferramenta ACV Há um consenso entre os diversos organismos internacionais em que a ACV pode seguir as quatro etapas abaixo: 1.importância para ACV. de modo a se obter as vantagens desta interação. nacionais e internacionais deve ser estimulada. e utilizado pela maioria dos praticantes da ACV. Avaliação de Impactos Ambientais. Inventário 3. padronizado pela ISO. Objetivo e Escopo 2. Apontam-se grandes oportunidades na associação da ACV com a Avaliação Ambiental Estratégica. Diversos autores têm proposto a associação das mais diversas ferramentas à ACV. Avaliação de Fluxo de Massa. Gestão da Qualidade Total. 125 . A estruturação de bancos de dados locais. Avaliação do Impacto 4. Tecnologias Limpas. Análise de Risco.

Os tipos de impacto e de metodologia para sua avaliação que serão utilizados. Objetivo Análise do Inventário Interpretação Avaliação de Impacto Figura II-22: Estrutura Metodológica da ACV Segundo a ISO 14040 (ISO. 1997). a definição do escopo de uma ACV deve considerar e claramente descrever. Dados requeridos e seus requisitos de qualidade. ela se propõe a estimar que percentual dos impactos associados à produção de cloro pode ser associado à água potável (uma vez que nem todo cloro produzido é usado no tratamento de água). 3 Alocação é a repartição dos fluxos de entrada e saída de uma unidade de processo para o sistema de produção em estudo (ISO. 126 . 1997). O sistema de produção e seus limites. Como exemplo. os seguintes itens: • • • • • • As funções do produto ou dos sistemas de produção.Definição. A unidade funcional. pelo menos. Os procedimentos para alocação3 dos impactos.

2003). avaliando-se sistematicamente as oportunidades para redução dos impactos de um produto. alcançando conclusões. o inventário de dados inclui o consumo de matériaprima. líquidos e gasosos (BOUSTEAD-CONSULTING. A análise de inventário é o estágio no qual os dados são coletados e onde são realizados os cálculos visando quantificar as entradas e saídas relevantes do sistema como um todo. por limitações de dados e custos. A fase AICV também promove informações para a fase seguinte. Limitações. pelo público previsto. de Interpretação do Ciclo de Vida. explicando as limitações e provendo recomendações baseadas nas conclusões das fases precedentes. Tipicamente. água e energia e a emissão de resíduos sólidos. se existir. 2000) o objetivo de uma AICV . Segundo a ISO 14042 (ISO. A Normatização da ACV pela ISO A padronização dos procedimentos da ACV pela ISO se deu dentro da estrutura da ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental. pela existência de técnicas com valor científico e pela unidade funcional escolhida. Os documentos relacionados a ACV são: • • ISO 14040: ACV – Princípios Gerais e Estrutura ISO 14041: ACV – Definição de Escopo e Análise de Inventário 127 . Os limites do sistema de produção devem ser determinados pela aplicação intencionada para o estudo. processo ou atividade no meio ambiente.Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida . por critérios previamente estabelecidos de corte (justificados no trabalho). pelas suposições feitas.• • • Suposições. A última componente da avaliação do ciclo de vida é interpretação dos resultados do estudo.é examinar o sistema de produção sob uma perspectiva ambiental usando categorias de impactos e indicadores de categorias conectados com os resultados do inventário. Tipo de revisão crítica.

que consiste num símbolo expresso no rótulo da embalagem. que no Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas . provavelmente tende a ter maior aplicação em relações comerciais (B2B – business to business) do que para divulgação para o público em geral. “consumo de energia reduzido”. Rótulo Tipo III: contém uma série de informações ambientais baseadas em resultados de ACVs específicas para o produto/serviço em questão. por exemplo.• • • • • • • • • ISO 14042: ACV – Avaliação do Impacto do Ciclo de Vida ISO 14043: ACV – Interpretação do Ciclo de Vida ISO TR 14047: Exemplos de Aplicação da ISO 14042 ISO TR 14048: Formato da Apresentação de Dados ISO TR 14049: Exemplos de Aplicação da ISO 14041 ISO 14020: Rótulos e Declarações Ambientais – Princípios Básicos ISO 14021: Rótulos e Declarações Ambientais – Autodeclarações Ambientais – Tipo II4 ISO 14024: Rótulos e Declarações Ambientais – Rótulo Ambiental Tipo I5 – Princípios e Procedimentos ISO 14025: Rótulos e Declarações Ambientais – Rótulo Tipo III6 Com relação aos rótulos ambientais. 5 4 Rótulo Tipo I: conhecido como “selo verde”. “reutilizável”.ABNT. é concedido pelo órgão de certificação. que usa os dados das ACV’s para orientação na definição dos parâmetros de controle. Devido a sua complexidade. 6 128 . “reciclável”. têm-se as seguintes normas: Rótulo Tipo II: consiste em declarações de cunho ambiental que a empresa divulga no rótulo das embalagens de seus produtos e que fazem referência ao desempenho ambiental do produto como.

Não se pretende afirmar com isso que. Lei Federal 6938/81 A análise da PNMA identifica os seguintes aspectos: • • • incentivo a estudos e desenvolvimento de pesquisas e tecnologia (art 2. 13). A definição de Licença avança um pouco mais. nem tampouco que nenhum licenciamento faça avaliação do mérito do descritivo apresentado. o licenciamento não se preste ao julgamento crítico da proposta. divulgação de dados e informação ambiental (art 4. 9). Resolução CONAMA nº 237/97 A definição usada para Licenciamento não explicita o papel a ser cumprido pelo órgão ambiental como avaliador crítico da proposta apresentada. restrições e medidas de controle ambiental. 4. da Resolução CONAMA 001/86 (Diretrizes para a Avaliação de Impacto Ambiental) e da Resolução CONAMA 237/97 (Dispõe sobre o Licenciamento Ambiental). mostrando que a 129 . O que se afirma aqui é que a definição não induz a esta prática. Considerou-se que a existência de elementos legais que induzam a prática de avaliação tecnológica e de princípios relacionados à Prevenção da Poluição seja condição favorável à implantação da ACV. na prática. ATUAÇÃO DO GOVERNO NA QUESTÃO AMBIENTAL Regulação Ambiental no Brasil Com o intuito. na medida em que diz que este ato traz as condições. tão somente. de avaliar a existência de elementos facilitadores ou não de uma possível introdução de abordagens que induzam o uso da ACV.2. apresentamse os resultados das análises feitas para a Lei Federal 6938/81(Política Nacional de Meio Ambiente). uso racional dos recursos naturais (art 4. 9 e 13).

Destaca-se. identificar elementos favoráveis ou não à inserção de considerações de ciclo de vida nas ações do órgão ambiental baiano. que revogou a Lei 3. impondo regras às condições propostas.análise reguladora interage com o empreendimento. Não há a indicação de procedimentos que. Não há indução para que se analisem os efeitos sistêmicos conseqüentes das fases implantação/operação. razão pela qual estes foram os documentos legais analisados com vistas à identificação de elementos facilitadores ou dificultadores da implantação de uma proposta de inserção da Análise de Ciclo de Vida em ações do órgão ambiental do Estado da Bahia. aqui entendida como importante requisito para a inserção da Análise de Ciclo de Vida nas ações do CRA.799 de 02/02/01 e Regulamentada pelo Decreto 7. mais uma vez. sistematicamente. Resolução CONAMA nº 001/86 A falta de elementos que detalhem e explorem melhor a avaliação tecnológica e locacional pode levar à ausência da participação do órgão ambiental na construção das alternativas. A “definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos” parece partir do pressuposto de que os impactos negativos existirão e a única medida cabível é a sua mitigação. 130 . que não se pretende apresentar uma análise exaustiva do tema.858/80. mas.967 de 05/06/01. A análise da Resolução CONAMA 237/97 mostra ainda que não há elementos que induzam à prática de avaliação tecnológica. Esta Lei e seu Regulamento definem as principais diretrizes da atuação do governo do Estado da Bahia na esfera regulatória ambiental. apenas definindo entre aquelas já identificadas. Regulação Ambiental do Estado da Bahia A Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais foi instituída pela Lei Estadual 7. busquem a evitar estes impactos.

acrescendo uma etapa do ciclo de vida do empreendimento e.Política Ambiental do Estado da Bahia Alguns dos destaques desta legislação.799/01. quanto à possibilidade de inserção de considerações de ciclo de vida nas atividades do CRA são: Na Lei 3. ente outros. reutilização e reciclagem dos materiais de modo a evitar o desperdício destes recursos”. Acrescenta à proposta de “definição de medidas mitigadoras” da Resolução 001/86. assim. da minimização. eliminar ou reduzir 131 .799/01 se destaca pela melhor definição de papéis de cada órgão do SEARA. estão o “incentivo ao desenvolvimento de pesquisas. planos. “eficiência do uso dos recursos naturais”. A Lei 7. Ao tratar de “caracterização detalhada da concepção do empreendimento” ele acrescenta um elemento de análise. as medidas “prevenir. julgar a pertinência e fazer considerações sobre a concepção do projeto. que foram introduzidos pela Lei 7. tecnologias e ações orientadas para o uso sustentável dos recursos ambientais. programas. Ao descrever a etapa de diagnóstico ambiental ela acrescenta às etapas de análise “implantação e operação” (previstas na Resolução CONAMA 001/86) a etapa de desativação. “tecnologias limpas”. reciclagem e reutilização de resíduos e materiais” e a “a incorporação da dimensão ambiental nas políticas. os locais e os colaboradores. “mecanismos de redução. projetos e atos da administração pública”. Entre as diretrizes para a proteção e melhoria da qualidade ambiental do Estado. Princípios de autocontrole ambiental Faz considerações sobre o EIA (Estudos de Impacto Ambiental) com avanços em relação à Resolução CONAMA 001/86. A Política Ambiental Estadual trabalha com conceitos como “uso racional dos recursos ambientais”. potencializando-se a inter-relação e interlocução do CRA com os demais órgãos do SEARA. além de explicitar a co-responsabilidade dos diversos órgãos quanto à proteção e a gestão do meio ambiente.858/80 não estavam previstos os seguintes componentes para este sistema: os órgãos executores. induzindo a equipe técnica responsável (da empresa e do órgão ambiental) a avaliar. levando a considerações sobre o fim de vida deste.

não está explicitada a análise do mérito das proposições. analisando e propondo métodos e práticas preventivas para os impactos ambientais negativos de médio e longo prazos. compensar aqueles que não poderão ser evitados e ainda valorizar os efeitos positivos do empreendimento”. o governo poderia dar apoio em pelo menos quatro áreas chave: • • • prover informações sobre tecnologias mais limpas. Andrade. motivada pela consciência do mercado. a ACV pode e deve ser estimulada por diversas frentes. Quanto aos procedimentos para elaboração do Parecer Técnico Conclusivo Obrigatório ao final de cada processo de licenciamento. Kiperstok e Marinho (2001) consideram importante que os instrumentos de uma política de meio ambiente considerem. hoje a ACV é dirigida por forças externas. auxiliar no desenvolvimento de ferramentas de gestão na indústria como. ACV. Naturalmente. percepção do público e economia de custos. Promoção da ACV pelo Governo Por suas potencialidades. Hoo apud Meira (2003) entende que. Berkhout (1998) entende que a regulação deve assumir o importante papel de encorajamento das firmas para adotarem as abordagens de ciclo de vida. como selos verdes e padrões ISO e está integrada dentro de programas de gestão ambiental. necessariamente. quanto ao incentivo às novas posturas do setor produtivo. 132 . incluindo assistência técnica. organizar treinamento em Produção Mais Limpa. o ciclo de vida dos produtos e processos. mas a ausência de etapas e procedimentos expressos em Lei ou nos procedimentos internos do CRA sistematicamente apresentados pode levar a não consecução desta importante etapa. por exemplo. isso não quer dizer que tal avaliação nunca é feita.os impactos adversos. Segundo o US – DOE (1994). É necessário o desenvolvimento de um novo vetor de demanda: a regulação.

ações passadas no CRA. além da ausência de procedimentos sistematicamente estabelecidos (na Lei. o que se requer para suporte a ação do órgão ambiental é a estruturação de um sistema de 133 . a análise de cada empreendimento. destacam-se: • • Existência de procedimentos diferenciados para empreendimentos de micro e pequeno porte e os de médio. grande e excepcional porte. Martins (2003) pensa de forma semelhante. chegando a afirmar enfaticamente que “o CRA não faz avaliação tecnológica” e destaca que tal procedimento seria fundamental. a empresa ainda não fez qualquer investimento. medidas que viabilizem o acesso à informações técnicas atinentes. quase de sempre. preveja a realização de avaliação tecnológica e tal exigência também seja esperado nos processos de licenciamento que envolva EIA. especialmente na Licença de Localização quando. por apenas um técnico. especialmente. A avaliação locacional do empreendimento é prejudicada pela não solicitação de outorga de água na etapa de análise para concessão da Licença de Localização. A ATUAÇÃO DO CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS O Licenciamento Ambiental Quanto aos aspectos de interesse para implementação da proposta deste trabalho. Na verdade. executadas por outros técnicos em situações similares. A análise técnica do licenciamento no CRA não é utilizada em toda sua potencialidade. no seu Regulamento ou em procedimentos internos do CRA) não induzem a que este tipo de análise seja correntemente realizada. teoricamente. muito além da catalogação de dados em um banco informatizado. entre outros). A falta de infra-estrutura de apoio (bancos de dados de tecnologias possíveis e desempenho previsto. isto não está sistematicamente inserido nos procedimentos do órgão ambiental. Embora o instrumento “Estudo de Impacto Ambiental”. 3.• desenvolver o currículo educacional necessário nas escolas de engenharia e universidades.

o conhecimento não é nem dado nem informação. e-mails ou do serviço Disque Meio-Ambiente (0800711400). seja capaz de gerar conhecimento7. Nas organizações. nas práticas dos grupos e na experiência acumulada pelas pessoas. telefonemas. • • • 7 Segundo Informal (2004). encaminhadas pela população em geral através de ofícios. ampliação e desativação) e fiscaliza quase todo o setor produtivo do Estado da Bahia.gestão de conhecimento. que disponha de dados catalogados. implantação. sobretudo. operação. valores. explorada e bem utilizada por falta de sistematização e de mecanismos que os viabilizem. especialmente estudos ambientais diversos. para o desenho de políticas públicas e conhecimento da questão ambiental de uma forma geral não é aproveitada. Demandas judiciais. Ministério Público Federal e da Justiça Estadual ou Federal. há 21 anos. que poderia contribuir fornecendo subsídios para todo o setor produtivo. basicamente. monitoramento e pareceres técnicos associados a estes empreendimentos representam um imenso potencial. bases de dados e sistemas de informação. É. A quantidade de informações conseqüentes destes procedimentos. Avaliação de cumprimento de condicionantes. em verdade. originárias principalmente do Ministério Público Estadual. segundo cinco tipos diferentes de demandas: • Denúncias ambientais. mas também nos processos de negócio. A Fiscalização Ambiental A fiscalização ambiental no CRA atua. forneça informações a partir da síntese destes e. O CRA licencia (a localização. a informação se encontra não apenas nos documentos. informação de contexto e criatividade aplicada à avaliação de novas experiências e informações. um conjunto formado por experiências. 134 . Operações planejadas de fiscalização ambiental. mas está relacionado a ambos. Estes Sistemas de Informação sobre os processos produtivos são estimuladores das práticas de benchmarking e fomentadores da adoção de tecnologias limpas.

que podem variar desde algumas unidades até a casa das centenas. Outra importante função a ser cumprida por este instrumento é a avaliação do cumprimento de condicionantes estabelecidos nas Licenças Ambientais. embargos. principalmente. Cada licença carrega consigo uma série de condicionantes. recuperação de áreas degradadas. demolições. a exemplo das advertências. os Termos de Compromisso caracterizam-se como oportunos à demandas por estudos ambientais específicos. Para efetivação destas ações. Além disso. a avaliação e julgamento do material apresentado são ações que encontram dificuldades de ordem prática para serem plenamente executadas. forneceria elementos para a regulação pelo Estado e poderia contribuir para a formação dos bancos de dados pertinentes. Fiscalizar o atendimento e avaliar o material apresentado por todos o condicionantes de todas as licenças em vigor pode representar uma demanda de tempo e. A fiscalização do cumprimento dos condicionantes e. como a Análise de Ciclo de Vida. além dos Termos de Compromisso. que no caso das Licenças de Operação. Assim. que além de fornecer elementos importantes para a empresa que a executa. Tal situação fica mais bem evidenciada se for levada em consideração a variedade de natureza dos condicionantes que para serem verificados podem demandar: 135 . de profissionais hoje não disponíveis em quantidades e com qualificação suficientes. a verificação do cumprimento dos condicionantes é uma forma do CRA acompanhar a empresa durante a vigência de sua licença. apreensões. matérias como execução de trabalhos de educação ambiental. interdições. Com freqüência. multas. destruição ou inutilização de produtos. pode variar de 4 a 8 anos. ela se vale da aplicação de autos de infração. complementação de projeto e do aperfeiçoamento de sistemas de tratamento de efluentes/emissões/resíduos são colocadas como condicionantes a serem cumpridos após a liberação da licença. O Termo de Compromisso tem a função de fazer o ajustamento de conduta ambiental com os responsáveis pela degradação ambiental. especialmente.• Atendimento a Emergências Ambientais. Nele se propõem medidas corretivas a serem cumpridas pelo degradador ou medidas compensatórias pelos danos já causados e não recuperáveis.

além das ações de automonitoramento ambiental. a ALA . seja pelo grande volume de serviço que resulta num pequeno tempo disponível para cada atendimento. normalmente. avalia-se a apresentação de evidências do atendimento (como documentos comprobatórios de entrega de estudos ambientais complementares). A experiência prática mostra que. 136 . controlam e monitoram os impactos ambientais resultantes. O princípio do autocontrole ambiental encontra na legislação baiana diversos mecanismos de atuação.Auto-avaliação para o Licenciamento Ambiental e o Balanço Ambiental. sensibilizando-os quanto as limitações oferecidas pela tecnologia utilizada em seu processo produtivo e quanto os impactos ambientais por ela gerados. Recomendações. Apreciação. mas o mérito não é avaliado. 2001b). Reuniões e discussões complementares. julgamento e deliberações pela equipe técnica. visando a melhoria contínua de seu desempenho ambiental e do ambiente de trabalho (BAHIA. O entendimento das ações de licenciamento e fiscalização não como um processo externo. Inspeções complementares em campo. como a CTGA. seja por falta de procedimentos sistematizados. Os mecanismos de autocontrole ambiental representam uma forma da empresa internalizar o espírito da regulação ambiental. compreendendo seu objetivo e se coadunando ao poder público nesta tarefa. mas de interação do CRA com a empresa aproxima estes atores. fazendo as empresas parceiras ativas neste processo. a Política Ambiental. O Autocontrole Ambiental O Autocontrole Ambiental é entendido como a adoção de práticas e mecanismos que minimizam. apura-se o cumprimento dos itens propostos na conclusão do estudo. Eventualmente.• • • • • A apresentação de documentos comprobatórios. mas tais estudos não chegam a ser julgados.

4. O uso da ferramenta ACV e do “pensamento no ciclo de vida” apresentam. 137 • • . É importante que se conheçam e se adotem medidas no sentido de melhor controlar os impactos ambientais potenciais em todo o ciclo de vida do produto. gerar importantes contribuições à melhoria de seu próprio processo. vantagens adicionais na identificação de novas e melhores soluções ambientais na indústria. Observa-se ainda na prática do CRA alguns diferenciais em sua atuação. sobre a qual nem sempre há conhecimento e controle sistemático para todos os produtos. seu sistema de gestão da qualidade. processo ou atividade. potencialmente. apoiada e/ou impulsionada pela ação questionadora de uma equipe técnica do CRA. especialmente na etapa uso. empreendimento ou serviço em análise e sobre seus aspectos ambientais e impactos ambientais potenciais associados. é que a empresa é a principal conhecedora de seu processo produtivo e por isso pode. através da atuação do Órgão Ambiental se pauta nos seguintes princípios: • A ferramenta ACV e o pensamento no ciclo de vida são abordagens capazes de melhorar o conhecimento sobre o produto. visando evitar que a adoção de uma ação numa etapa implique em conseqüências negativas em etapas subseqüentes. dentre outros. a criação do Núcleo de Estudos Avançados de Meio Ambiente.A principal justificativa para a promoção do autocontrole ambiental. ensejando oportunidades de prevenção da poluição e até de geração de soluções inovativas. de participantes de ONGs e de gestores municipais. podendo levar a empresa a vantagens competitivas de mercado. tais como o estabelecimento de parcerias. programa de capacitação técnica de seus funcionários. USO DA ANÁLISE DE CICLO DE VIDA PELO CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS: UMA PROPOSTA DO TRABALHO A proposta de inserção da Análise de Ciclo de Vida no Estado da Bahia. configurando-se em importante ferramenta de gestão ambiental nos setores produtivos e subsídio à regulação ambiental e à elaboração de políticas públicas ambientais.

Fator X. Prevenção da Poluição/Tecnologias Limpas/Produção Limpa. ancoradas em princípios como o Desenvolvimento Sustentável. evitando conclusões e decisões equivocadas. órgãos públicos e para a sociedade em geral. imponham a rotulagem ambiental Tipo III como requisito para comercialização de produtos e que a não existência do rótulo se configure como barreira comercial não-tarifária deve levar a uma corrida pelo setor industrial para utilização desta ferramenta.• A iminente possibilidade de que os mercados internacionais. tendenciosas ou mal interpretadas por parte das empresas ou do Estado. situa-se numa posição estratégica para induzir e incentivar aos demais organismos parceiros a incorporarem a ACV. em particular. • • • Enfim. especialmente a União Européia. de modo a se beneficiarem de seus atributos. Igualmente importante ao uso e divulgação da ACV é o uso e divulgação do pensamento do ciclo de vida. se capacitem e utilizem a ferramenta ACV e considerações no ciclo de vida. em geral. ambos apoiados por uma concepção estruturada e não dissociada das demais questões ambientais. O CRA. devendo o órgão ambiental e demais órgãos públicos relacionados estarem capacitados para compreender de forma crítica os resultados deste estudo. É dever do Estado apoiar e incentivar o uso da ACV pela indústria. As constantes atualizações da legislação ambiental baiana. sociedade civil organizada e sociedade em geral). a postura de estabelecimento 138 . entre outros. A proposta de inserir a ACV no Estado da Bahia através do órgão ambiental talvez não fosse possível se o CRA não tivesse hoje as características que ele tem. É importante que as indústrias brasileiras. e baianas. universidade. para a indústria. órgãos judiciais. introdução e incorporação deste conceitual na sociedade como um todo. faz-se importante encontrar mecanismos de indução. enquanto órgão executor da Política Estadual Ambiental e com papel central na gestão ambiental do Estado (ao se relacionar com todos os empreendimentos com potencial poluidor. usufruindo desta interação para também melhorar a sua própria atuação. considerando que o uso da ferramenta ACV e do pensamento no ciclo de vida é positivo para o CRA. demais órgãos públicos constituintes do SEARA e do SISNAMA. Ecoeficiência.

e especialmente o pensamento no ciclo de vida. em ações de divulgação e no apoio à estruturação de Banco de Dados regional. solicitação de estudos ambientais pelo CRA. no apoio à elaboração de normas técnicas e legais. na elaboração de termos de compromisso. concessão da licença). muito embora ainda existam questões a serem amadurecidas no seu funcionamento. licenciamento ambiental (nos momentos de solicitação da licença.de parcerias pelo CRA. a seguir brevemente listados: • • • • capacitação da equipe técnica. • • • • • A incorporação da ferramenta ACV e do “pensamento no ciclo de vida” no setor produtivo. formação de um Grupo Técnico de Análise de Ciclo de Vida. o programa de capacitação em pós-graduação de sua equipe técnica. montagem de projeto piloto com empresas voluntárias. No contexto da apresentação de uma proposta de inclusão da ACV na estrutura do CRA. análise técnica pelo CRA. no Sistema Estadual de Informações Ambientais. por meio de suas diversas atividades. observam-se diversas oportunidades para essa utilização ou indução do seu uso por empresa em diversos momentos. pode e deve ser usada em diversos momentos e em diversas atividades do CRA. embora esta questão precise ser melhor avaliada. Entende-se que a ACV. pela sua importância e potencialidade de 139 . autocontrole ambiental (ALA e Balanço Ambiental). nas organizações governamentais e não governamentais no Estado da Bahia e no Brasil é uma medida que. capaz de acompanhar e coordenar as atividades executadas pelo CRA a este respeito. Tal ambiente pode favorecer a diminuição da resistência a novas propostas. a adoção de ferramentas de autocontrole por parte das empresas. a criação do Núcleo de Estudos Avançados em Meio Ambiente são alguns elementos que diferenciam a atuação do CRA.

5. 1998. Acesso em: 18 ago. Poder Executivo. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.htm> .799 de 07 de Fevereiro de 2001a.967 de 05 de Junho de 2001b. Lei nº 6.co. aprovado pelo Decreto 7. 140 . International Competiveness and Environmental Policies. 326-332. Leis Federais e Estaduais de Meio Ambiente. CD-ROM.858 de 3 de novembro de 1980. BAHIA. Integrated Product Policy and Industrial Competitiveness. Bahia. 241 – 263. SEI. p..uk/goaland. Lei nº 3. Nova Legislação Ambiental. p. Institui o Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais e dá outras providências. C. Nova Legislação Ambiental. 2003. KIPERSTOK. Brasília. Institui a Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais e dá outras providências.boustead- • • • • • • • BRASIL. BAHIA. 7 fev 2001. 3 nov 1980. In: BARKER T. A. 2002. Lei nº 7. 4. MARINHO. v 10. J.resultados. KÖHLER J. Série Legislação. Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Regulamenta a Lei que institui a Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais e dá outras providências. n. BOUSTEAD-CONSULTING. Salvador: Centro de Recursos Ambientais. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. faz-se necessária. Bahia Análise e Dados. REFERÊNCIAS • ANDRADE. Salvador: Centro de Recursos Ambientais. Disponível em consulting. Salvador. devendo ser desenvolvidas estratégias e mecanismos que busquem este propósito. Salvador: Centro de Recursos Ambientais. (Eds. 7 fev 2001. DF. F. Uma Política Nacional de Meio Ambiente Focada na Produção Limpa. 2001. BAHIA.). <http://www. Bahia. mar. 02 nov de 1981.938 de 31 de agosto de 1981. APEC. Revogada. M. BERKHOUT. Chellenham: Edward Elgar Publishing. Regulamento da Lei 7. Caderno I – Legislação Básica. Pacto Federativo.799.

ed. 1999. Acesso em: 04 jul 2004. Pensacola: SETAC e SETAC Foundation for Environmental Education. DF. Poder Executivo. A Meaningful Use of LCA of the South. ago. Why LCA? Disponível em: <http://www. INFORMAL INFORMÁTICA. 2. DF. ed. ministrado na forma de ensino à distância – convênio UFBA/SENAI/CETIND. p. Report to the European Environmental Agency. Salvador: 2002. Material elaborado para o curso de “Prevenção da Poluição”.gov>. ISO. ed. et al. Gestão Ambiental – Análise de Ciclo de Vida – Avaliação do Impacto do Ciclo de Vida. Brasília. as responsabilidades. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Life Cycle Assessment (LCA).htm>. Resolução CONAMA nº 001 de 23 de janeiro de 1986. A partir do Workshop “A Technical Framework for Life-Cycle Assessment” ocorrido em Smugglers Notch. Asher et al. Disponível em: <http://www. Denmark. Dispõe sobre o Licenciamento Ambiental. • • • • • • • • • 141 . CURRAN. Experiences and Information Sources. USA no período de 18 a 23 ago 1990. BRASIL. 1a. KIPERSTOK. 17 fev de 1986. 134p. Matthias. 1997. 1997. FAWER. JENSEN.• BRASIL. 1-2.com. ISO 14040. 1991. 1a. ISO. Gestão do Conhecimento. ISO 14042. Final Report. Gestão Ambiental – Análise de Ciclo de Vida – Princípios e Estrutura. A Technical Framewok for Life-Cycle Assessment.02.epa. A Guide to Approaches. Resolução CONAMA nº 237 de 19 de dezembro de 1997. The Use of LCA en Developing Countries. Vermont.informal. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Estabelece as definições. Mary A. 2000. Global LCA Village. Brasília. 17 fev de 1986. Acesso em: 20 nov.br/artigos/a17102002_001. Allan A. os critérios básicos e as diretrizes gerais para o uso e a implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. Poder Executivo. FAVA et al.

Client: The United States Department of Energy. SOLGAARD. Ronaldo. Promoting a Life-Cycle Approach. Tufts University. Clarissa C. vol 2. 2003. Department of Civil and Environmental Engineering. Capstone Team: Magalie Breville. In: UNEP’s 7th INTERNATIONAL HIGH-LEVEL SEMINAR ON CLEANER PRODUCTION. Ted Saad. US – DOE. Prague: apr 29-30. MEIRA. Série Construindo os Recursos do Amanhã. Uma Avaliação do Instrumento Licenciamento Ambiental sob a Perspectiva da Prevenção da Poluição Enfocando um Centro de Tratamento e Disposição de Resíduos Sólidos Industriais. 297p. Life Cycle Assessment. 2003.• KIPERSTOK. UFBA. Salvador: Centro de Recursos Ambientais. Entrevistador: Cristiane Tosta. 1 cassete sonoro. Dissertação de Mestrado. Methodologies and Current Implementation. Anne. Michael O’Connell. Trends.1994. Faculty Advisor: Gene Blake. A Análise de Ciclo de Vida e o Órgão Ambiental: entrevista. Salvador:CRA-BA. Inovação e Meio Ambiente. Salvador. MARTINS. Entrevista concedida como subsídio à dissertação. 2002. Thomas Gloria. 2003 (no prelo). Asher (coord) et al. • • • • 142 .

No elements were identified that could impede this proposal. The main author’s experience as a CRA member also supported the development of this work.ctosta@cra. in Bahia’s legislation were found elements that could facilitate LCA implementation. Otherwise.INTEGRATION OF LIFE CYCLE ASSESSMENT CONCEPTS INTO BRAZILIAN STATE OF BAHIA/BRAZIL POLICIES AND PROGRAMS THROUGH STATE’S ENVIRONMENTAL AGENCY Cristiane Sandes Tosta . Methodology used includes a documental research in public files. and a workshop with CRA’s civil servants. The reasons for this are to improve CRA’s activities as well as propagate life cycle thinking in industry. There is a strong practice of inter-institutional partnership. Brazil (CRA). governmental an non governmental organizations.ba. Environmental conditions enforcement. Aspects that have to be improved are: The capacity to analyze the merit and localization aspects in proposals presented for environmental licensing. The existence of the Center for Advanced Environmental Studies and a strong training effort in CRA.br CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS Tel.gov. although the absence of tools for technological assessment of enterprises will reduce its efficacy. a series of interviews with CRA officials and LCA experts.: (+ 55 71) 310-1435 Asher Kiperstok Centro de Tecnologias Limpas – UFBA Abstract: This work discusses the opportunity of insertion of Life Cycle Assessment in the activities of the Environmental Protection Agency of the State of Bahia. This work concludes that LCA has a large potential to be explored by the productive sector. Self-control strategies are in place. Brazilian and Bahia’s environmental legislation and regulation were analyzed to identify those elements that could facilitate or impose restraints to this proposal. The following aspects were considered positive to LCA introduction in Bahia: Firms are assessed accordingly to their size. 143 . government and society.

Life Cycle Management. 144 . Environmental Governmental Management.Keywords: Public Policy.

es decir 21. Una de las empresas seleccionadas extrae oro en zona aluvial superficial y separa el metal por amalgamación y la otra extrae de minas subterráneas y separa vía cianuración cubriendo con ello el 60% de los procesos aplicados a nivel mundial. así como a la EMPA (Laboratorio de la Confederación Helvética de Ensayos y Pruebas de Materiales (Suiza): www.ch) y al Instituto de Wuppertal para Ambiente.pe) Wuppertal Institute for Environment. Madre de Dios – Perú) con una ley de oro bastante baja de 0.org) por el auspicio y apoyo técnico a este proyecto. Climate. Objetivos del presente estudio son completar por primera vez 2 ICVs de la fase de extracción de oro habiendo seleccionado 2 industrias peruanas (este país es el sexto productor de oro en el mundo y el primero en América Latina). así como sensibilizar a las industrias participantes. INVENTARIO DEL CICLO DE VIDA DE ORO DE 2 ACTIVIDADES DE EXTRACCIÓN DE ORO EN PERÚ – INDICADORES DE GESTIÓN AMBIENTAL 8 Sonia Valdivia9. es aún limitada en la región latinoamericana.pe Pontificia Universidad Católica del Perú Resumen: La aplicación de Inventarios del ciclo de Vida (ICV).edu. Las empresas se ubican en 2 zonas geográficas diferentes: una en la selva amazónica (Mazuko. Clima y Energía (Alemania: www.III.svaldiv@pucp.wupperinst. Energy (soniava@wupperinst.edu. INVENTARIO DO CICLO DE VIDA 1. que es la base de una Evaluación del ciclo de Vida (ECV) de productos y servicios.empa.0761 gAu/t y la otra en el desierto de la costa del Pacífico (Arequipa – Perú) operando con una ley 287 veces más alta que en el primer caso. Agradecimiento: Deseo en primer lugar agradecer a las 2 empresas participantes en este primer proyecto piloto cuyos nombres no son mencionados por acuerdos de confidencialidad.org) e Investigadora Invitada del 145 . 9 8 Profesora de la Pontificia Universidad Católica del Perú (svaldiv@pucp.87 g-Au/t.

de tierra removida (0. y de lodo/desmonte generados. el oro. que son sustancias tóxicas.109 t/g-Au para el caso II) y otros indicadores ambientales.0985 g-Cn/g-Au) y Hg (0. De manera comparativa se observa un mejor desempeño de la segunda actividad con consumos mucho menores de agua (0. 9 t/g-Au para el caso I y 0. emite mas gases (4. En el segundo caso se generan grandes volúmenes de efluentes domésticos (28 166 m3).43% de lo consumido en el primer caso). se presentan a continuación breves introducciones a la metodología empleada. Las relaveras de la segunda empresa contienen Cn (0. de emisiones a la atmósfera. de consumo de energéticos (indicador crítico por sus altos costos).6659 g-Hg/g-Au). La primera empresa requiere 4.13% de lo consumido en el primer caso). los que no cuentan con una disposición final controlada según estándares internacionales. al sector productivo.Resultados de este estudio son indicadores como la mochila ecológica (23. 146 . la primera empresa refleja un mejor desempeño. Para el último grupo de indicadores.5 veces más energía. sin embargo. cianuro y el combustible diesel) 1. 7 veces más NOx y 2 veces más SO2) y genera 14 veces más desmonte por gramo de oro que la segunda empresa. el consumo hasta la disposición final (ejemplos: mercurio. Se concluye del estudio que indicadores importantes para la gestión ambiental gubernamental así como la empresarial en la extracción de metales son: • • • • • Extensión y tipo de área usada: para una gestión adecuada de áreas y suelos Consumo de agua: para una gestión ecoeficiente de agua y efluentes Tierra y mineral removidos/extraídos: para una gestión ecoeficiente y sostenible de recursos minerales Tipos y cantidad de energía consumidos y emisiones generados Manejo de químicos altamente tóxicos desde el transporte. y al metal específico seleccionado para este proyecto. INTRODUCCIÓN A fin de contextualizar los resultados del presente proyecto.7 veces más CO2.

reducción de consumos de recursos y energía y consecuentemente de disminución de costos e impactos ambientales) d. y que faciliten la evaluación y reducción de impactos ambientales. metodologías. Estudios de Impacto Ambiental (EIA: Estudio antes de la operación que estima los potenciales impactos ambientales) b. investigación Ejemplos: equipos. Sistemas de Gestión Ambiental (ISO 14001: 1996) (SGA: integra los anteriores instrumentos en un sistema de permanente actualización. Generación de información de base 10 11 12 13 Ejemplos: conocimiento. claras. Diagnósticos Ambientales (DA: Estudio durante la operación que describe los impactos ambientales actuales de la actividad) c. En los 4 casos mencionados se aplican las 3 siguientes etapas: I. con resultados rastreables. Entre las herramientas de mayor aplicación en Latinoamérica a nivel empresarial para la gestión de aspectos12 e impactos ambientales13. información. y el consecuente interés por el desarrollo y aplicación de tecnologías “soft”10 y “hard”11 que sean integradoras. 147 .Acerca de la Metodología de Evaluación del ciclo de Vida e Inventario del ciclo de Vida Es evidente la creciente preocupación y presión a nivel mundial por controlar y minimizar los impactos ambientales negativos de la producción y consumo de productos y servicios. Diagnósticos de Ecoeficiencia y Producción Más Limpia (PNUMA. maquinaria y productos Aspecto ambiental: fuente potencial o real de impactos ambientales (ISO 14001:1996) Impacto ambiental: cambio positivo o negativo producido en un medio ambiental por efectos de los aspectos ambientales (ISO 14001:1996). redes de información capacitacion. 2001) (PML: incluye un análisis de oportunidades de cambios de procesos. efectivas. objetivas. se consideran los: a. verificación y corrección hacia una mejora continua). Definición del objetivo y alcance del estudio II.

UU. pero con serias deficiencias metodológicas y de calidad de resultados. Los Sistemas de Gestión Ambiental (SGA) son de creciente aplicación y gozan de buena aceptación en diversos sectores productivos y de servicios. Así por ejemplo. En la aplicación de los anteriores instrumentos. 2004) en los diferentes países. En el caso de Diagnósticos de Ecoeficiencia y Producción Más Limpia. según un estudio de Banco Interamericano de Desarrollo acerca de la calidad de los Estudios de Impacto Ambiental realizados en los países latinoamericanos (BID-CED. impactos o riesgos generados del consumo y/o transporte encargado a terceros de sustancias químicas altamente peligrosas no son considerados en los análisis. no han sido tomadas en cuenta a la fecha. son instrumentos de difusión más recientes (aunque aún hay un número limitado y poco difundido de casos de producción más limpia) excepto por el rubro de diagnósticos de eficiencia energética. ISO 14042: 2000. 148 . campo en el que se tiene más experiencia en Latinoamérica. Este resultado es similar para los Diagnósticos Ambientales. una inclusión o revisión de aspectos e impactos ambientales mas allá de la responsabilidad legal directa de la compañía. Es decir que. Sobre la extensión y calidad de la aplicación de los instrumentos desarrollados en Latinoamérica. Un instrumento que sí incluye en su alcance de evaluación. 2001).III. 2003) así como softwares comerciales. es la Evaluación del ciclo de Vida (ISO 14040:1997. Europa y Japón y existen a la fecha bases de datos internacionales como ECOINVENT (EMPA. hay un extendido desarrollo de EIAs. ISO 14043:2000). Los resultados de estos estudios. lo convierte en un instrumento mucho más atractivo para los empresarios.. estos varían de acuerdo al instrumento. se plantean y aplican alternativas de mejora según los resultados del diagnóstico. Según la experiencia de los Centros de Producción Más Limpia (RIMPC. ISO 14041:1998. el alcance altamente técnico de estos estudios con un componente de beneficio económico comprobable. sin embargo. La Evaluación del ciclo de Vida es aplicada de manera extendida en EE. por ejemplo. las etapas desde la extracción de materiales hasta la disposición final de residuos. Interpretación de los resultados En los Diagnósticos de Producción Más Limpia y Sistemas de Gestión Ambiental.

son presentados en este artículo. La aplicación de éste último (ICV) a dos estudios de caso y sus resultados. Tabla III-1: Instrumentos Comparación de Instrumentos de Gestión y Evaluación Ambiental Definición del objetivo y alcance del estudio Alcance incluye los aspectos e impactos. Por lo anterior se justifica el desarrollo de ECVs e ICVs en Latinoamérica. Una vez definidos el alcance y objetivos del estudio. En el Tabla III-1 se intenta comparar e interrelacionar los diferentes instrumentos mencionados a fin de facilitar al usuario la adecuada selección de uno de ellos.no pueden ser directamente usados por basarse en otras realidades. La aplicación de un ICV puede ser de gran utilidad tanto para la empresa como para el sector gubernamental responsable de diseñar políticas de desarrollo y de planificación por la generación de indicadores ambientales y de manejo de recursos. una etapa crucial es el Inventario del ciclo de Vida (ICV) que esencialmente se refiere a la colección. La Evaluación del ciclo de Vida es el método mas amplio de los anteriormente abordados pues incluye etapas que normalmente son ignoradas de todo análisis de impactos ambientales. de la cuna a la tumba Generación de información de base Interpretació n de los resultados Propuesta alternativas de mejora Ejecución de las soluciones planteadas e iteración permanente - Estudios de Impacto Ambiental (EIA) Diagnósticos Ambientales (DA) Diagnósticos de Ecoeficiencia y Producción Más Limpia (PML) Evaluación del ciclo de Vida (ECV) Sistemas de X X X X X X - X X X X X X (X) (X) X X X (CV) - X (ICV) X X (EICV) X X X 149 . cuantificación y categorización de entradas y salidas del proceso en cuestión (ISO 14041:1998).

Impactos ambientales: reconociendo responsablemente los impactos ambientales directamente relacionados a la actividad minero-metalúrgica y atendiendo su solución a través de todos los métodos posibles al alcance de la compañía. Consumo más eficiente de minerales: reconociendo la urgencia de adaptación de nuevas tecnologías (de reuso. lo que se traduce en los siguientes retos que debe afrontar si quiere mantenerse en un contexto de desarrollo sostenible (MMSD. reciclaje. 2002): • • Comunidades locales y mineros: atendiendo sus problemas de salud y seguridad directamente relacionados con la operación de la minera. Un uso y gestión satisfactorio de la tierra que le es cedida: atendiendo preocupaciones de los stakeholders. de producción) a nuevos patrones de consumo. 150 • • • . inversionistas. principalmente. dado que esta tendencia implicará menor consumo y/o sustitución por otros materiales. Acceso a información: atendiendo la necesidad de los stakeholders de un acceso transparente a información que requiere para entender la calidad de vida de su entorno y/o sobre el que toma decisiones.Gestión Ambiental (SGA) Leyenda: X: Obligatorio (X): El alcance de la ejecución depende de la empresa CV: Ciclo de Vida ICV: Inventario del ciclo de Vida EICV: Evaluación de Impactos del ciclo de Vida -: normalmente no aplica Acerca del Sector Minero-metalúrgico a Nivel Mundial El sector minero-metalúrgico es altamente sensible a presiones por parte de sus “stakeholders” como los trabajadores. comunidades vecinas y autoridades gubernamentales.

162 Precio (US$/t) 300 40 1 458 1 813 8 677 877 1 155 8 642 40 5 732 16 920 304 Valor anual (Millón de US$) 228 784 136 000 35 664 26 608 22 337 10 305 9 566 5 664 3 114 2 734 151 . Viabilidad micro-económica sostenible de las actividades minerometalúrgicas: atendiendo las limitaciones de la naturaleza así como las expectativas de los inversionistas. 2002) a nivel mundial se presentan en el Tabla III-2. 2000 (MMSD. Capacidad de gobierno del sector: apoyando en el cumplimiento de los requerimientos y aún más en la construcción de bases que muchas veces son aún insuficientes para consolidar una minería sostenible en los países. lugar en valor económico después del acero. encontrándose el oro en 5to.• Minería artesanal y micro-minería: reconociendo el aporte de este sector a la producción mundial (por ejemplo. Tabla III-2: Producción. Aporte al desarrollo macro-económico de los países: atendiendo las expectativas de generación de empleo y riqueza de la población. aluminio y cobre. en el caso del oro en el Perú contribuye con un 15%) y su aún mayor aporte a la generación de empleo. carbón. precios y valor anual de producción de algunos de los minerales más importantes a nivel mundial. • • • Los 12 minerales de mayor producción (MMSD. La producción del oro en el año 2000 ascendió a 2 574 t. 2002) Mineral Acero Carbón Aluminio (primario) Cobre (refinado) Oro Zinc (refinado) Níkel (primario) Roca fosfórica Molibdemo Platino Producción (t) 762 612 3 400 000 24 461 14 676 2 574 8 922 1 107 141 589 543 0.

Plomo (primario) Minerales de titanio 3 038 6 580 454 222 1 379 1 461 Acerca del oro en el mundo Es un metal notable por su versatilidad. 2002) que un 15% de la producción se emplea en rubros industriales y otros no contabilizados formalmente. no pierde el brillo y es resistente a casi todo excepto a los ácidos más fuertes. capacidad de conducción de calor y electricidad. 2004) (Figura III-1). como moneda) pero de manera limitada por su alto costo. En el reporte del IIED (Internacional Institute for Environment and Development) y el WBCSD (World Business Council for Sustainable Development).. Perú y Canadá (World Gold Council. maleabilidad y ductibilidad. en la industria de joyería. aplicaciones dentales. Este metal es. Estas propiedades lo convierten en un metal útil para diversas aplicaciones (industriales. en monedas y como ornamento (62%). el más importante como reserva económica (23% del total de la producción). electrónica. se estima (MMSD. En el continente americano se encuentran 3 de los 8 mayores productores de oro a nivel mundial: EE.UU. 152 . además.

Alto riesgo de impactos ambientales por la proliferación de actividades humanas de exploración tanto a través de los métodos artesanales como de los altamente tecnificados. prensa y autoridades hacia este sector como consecuencia de una continua (des)información sobre sus actividades. este metal es relevante por las siguientes razones de índole socio-económica y ambiental: • Alta generación de empleo simple: siendo el oro de fácil identificación y extracción provee empleo a una gran parte de la población. 2004) Además de las bondades del metal en sus múltiples aplicaciones así como de su valor como reserva monetaria y de riqueza.Sudáfrica 14% Resto del mundo 30% EE. especialmente en regiones ricas en este mineral y con alto grado de pobreza y desempleo. La carencia de información pública validada sobre este sector que permita entender mejor tanto los impactos positivos como negativos en las regiones donde se ubican las actividades de extracción y refinación.UU. 11% Australia 11% 7% Perú 8% China 7% Rusia Canadá 5% Indonesia 6% Figura III-1: Países productores de oro (World Gold Council. Mayor sensibilización de la población. Por ejemplo. 153 • • • . a la fecha no se conoce una ECV o un ICV del oro.

Acerca de las dos empresas de extracción de oro identificadas en el Perú para el estudio de caso de elaboración de Inventarios del ciclo s de Vida.2. 154 . operan bajo 2 procesos diferentes de separación (separación por amalgamación. estas: • • son consideradas de tamaño mediano (con volúmenes de extracción entre 150 y 5000 t de mineral extraído por día). productor en Latinoamérica) en el contexto latinoamericano. • A partir de la constelación de procesos a nivel mundial y de diversidad de características geográficas. 2004) y la OIT (ILO. Se reconoce que para completar el universo de casos. REPRESENTATIVIDAD DE LAS 2 EMPRESAS DE EXTRACCIÓN DE ORO IDENTIFICADAS EN EL PERÚ PARA LA ELABORACIÓN DE INVENTARIOS DEL CICLO DE VIDA La Unión Europea (UE. se resalta la representatividad de los dos casos de estudio en el Perú (1er. y minería subterránea). ubicándose la primera en el departamento de Madre de Dios (parte de la selva amazónica) y la segunda en Arequipa (en zona más bien seca y de poca vegetación) (Figura III-2 y Figura III-3). 1999) estiman que el 15% del oro extraído a nivel mundial es realizado de manera artesanal (con una alta tasa de aplicación de mercurio para la separación) y el 85% de oro restante vía procesos más tecnificados por unas aproximadamente 875 empresas legalmente formalizadas. y separación con cianuración en tanques de lixiviación) y de extracción del mineral (minería superficial en placeres. esta muestra debe ser complementada con otro(s) procesos que no apliquen reactivos químicos (separación gravimétrica y flotación) así como con casos de gran minería. un 52% emplea cianuro (sea a través de pilas o de tanques de lixiviación) y el 42% restante emplea métodos gravimétricos y de flotación (sin uso de químicos) para la posterior fundición del material concentrado. De las 875 empresas. y se encuentran en regiones geográficas totalmente diferenciadas.

155 . Un propósito adicional es el de sensibilizar a las compañías participantes en la utilidad de esta herramienta. Los resultados obtenidos para ambas compañías son comparables sólo para el caso de indicadores idénticos. 1993). La metodología aplicada se basa en los principios de la Sociedad de Toxicología y Química Ambiental (SETAC. No se realiza una evaluación integral por compañía y tampoco se concluye globalmente acerca de si una de ellas es mejor o tiene más o menos impactos que la otra. es decir incluyendo los procesos desde la “cuna a la puerta de salida de la planta” de extracción y beneficio de oro. ISO 14040:1997 e ISO 14041:1998. OBJETIVOS Y ALCANCE El objetivo de este estudio es el de co-generar dos Inventarios del ciclo de Vida conjuntamente con las compañías participantes. elaborar indicadores ambientales e interpretar los resultados obtenidos usando la aproximación “cradle-to-factory-gate”.3.

Lima La Libertad Lima Madre de Dios Ica Arequipa Figura III-2: Distribución de las actividades de extracción en el Perú 156 .

etc.Desmonte de mina* .a) b) Figura III-3: a: Vista de relavera de segunda empresa de estudio de caso: Arequipa (Foto: Sonia Valdivia) b: Vista de la zona extracción de primera empresa de estudio de caso: Madre de Dios (Foto: Edgar Llamoca) Tabla III-3: Indicadores obtenidos del ICV y su clasificación según si son entradas o salidas de/a la tecnosfera/naturaleza Indicadores de flujos de entradas y salidas De la tec.Minerales consumidos (extraídos)* Materiales (insumos: explosivos y X sustancias químicas .A la De la A la nosfera tecnosfera naturaleza naturaleza X X Indicadores de entrada Energéticos consumidos (diesel)* X Suelos removidos que incluye: .) consumidos* Biomasa* X 157 .Hg. NaCn.

Los Inventarios del ciclo de Vida comprenden la contabilización de los flujos totales al año y por unidad funcional (gramo de oro) de los flujos de / a la tecnosfera14 y a la naturaleza a manera de indicadores como se listan en el Tabla III-3. precursores de acidificación – NOx. aunque parcial. ** Este indicador es conocido como el IMPSagua NOTA: La mochila ecológica resulta de la resta de una unidad funcional al IMPSbióticos y abióticos.. relaves o a la atmósfera Producción final X X X X X X X X X * El total de estos cinco indicadores (calculados bajo la misma unidad de la unidad funcional seleccionada que está normalmente en gramos. y partículas) Residuos sólidos (no tóxicos) generados Efluentes domésticos generados Efluentes industriales generados Sustancias tóxicas generadas en efluentes.Agua consumida** Área usada Indicadores de salida Emisiones a la atmósfera generadas (gases de efecto invernadero – CO2 -. kilos o toneladas) da como resultado el indicador IMPSbióticos y abióticos (Schmidt-Bleek. de los inventarios se tomó un gramo de oro como unidad funcional. F. El periodo de las actividades muestreadas en los dos casos se refiere a los 2 últimos meses (mayo del 2003 a abril del 2004). 1994). La información colectada se refiere a actividades rutinarias del día a día y no incluye incidentes o accidentes posibles. Para ser consistentes y facilitar la comparación. SO2. 14 Parte de la biosfera que ha sido influenciada / alterada por la actividad humana 158 .

CO2 743 t NOx 36.2 kg (99. Aquellos flujos considerados fuera del alcance de los sistemas presentados son aportes de/a la tecnosfera o naturaleza.La Figura III-4 y la Figura III-5 muestran los límites del sistema de la extracción de oro en cada caso.2 t Transporte Transformación de energía Energía Lubricante usado 2 600 gal Baterías usadas 720 unid Residuos de llantas usadas 4.2 t MTBE 834 kg Zn 2 649.6 kg Lodo 3 209 640 t (67.2 t SO2 0.8% humedad) Hg 77.24 t D i s p o s i c i o n No Extracción Lodo 3 209 640 t c o n t r o l a d a Llantas 4.2 t Diesel 78 708 gal Lubricante 2 600 gal Recursos minerales 1 032 000 t Agua de río 2 177 640 m3 Area de selva Empleada 1.6 Ha Biomasa 763 t Hg 8.6 kg Llantas usadas 4.6 g Mineral concentrado 1 032 000 t Beneficio Hg 8.7%) Leyenda 159 .8 kg Dentro del alcance del sistema Módulos abastecidos de energía Residuo Orgánico 736 t Oro 43.

61 Has anuales.VII) (1 vez a la semana). Datos generales La empresa extrae durante 300 días al año con 10 personas a una tasa de 2 150 m3/día.Flujos de / a la tecnosfera Flujos elementales de/a la naturaleza/ambiente Flujos intermedios Figura III-4: Alcance de la empresa No.1 b. b. Excavación de material a tajo abierto: El proceso se inicia con la limpieza de la zona de donde se extraerá el oro para lo cual se talan los árboles y se retira la vegetación de un área de 1. Seguidamente se inicia la extracción en profundidad (hasta 40 metros: ver Figura III-6) dejando grandes hoyos a manera cráteres. 160 . La zona de operación está en un bosque tropical húmedo y su suelo es arenoso/arcilloso. La ley del oro en la zona donde opera la empresa es bastante baja con 1. Generalmente. 1 ubicada en Madre de Dios – Selva Amazónica 4. y el agua consumida de rió. o estancada de la superficie.00466 gramos de Au en 15 m3 de arena (13 t/gAu). Descripción de las etapas de extracción y beneficio Los principales procesos son los siguientes (Figura III-4): I. La vegetación y tierras removidas que no ingresan a proceso son trasladadas a terrenos de desmonte. 52 días al año se dedica a la separación por el método de refogado (ver acápite 4. 1 ubicada en Madre de Dios a. el yacimiento se divide en terrazas que describen andenes concéntricos. La energía requerida es para movilizar y operar los equipos de remoción y transporte a partir de diesel. Se estima que el volumen de suelos removidos del periodo anual estudiado es de 2 177 640 m3. La extensión de la zona cedida en operación es de 500 hectáreas. La eficiencia de extracción es de 55%. DESCRIPCIÓN DE LAS ACTIVIDADES DE EXTRACCIÓN DE ORO Descripción de empresa No.

Al cabo de cada día se limpia la alfombra obteniendo una masa de lodo con oro fino en polvo. bajo la que se coloca un material plástico (para evitar mayores fugas de agua y material).II. Primera separación de material (Escurrido de barro y agua): El material extraído es llevado a un proceso de lavado para lo cual se bombea agua de la superficie (en caso de aguas de corrientes superficiales o de aguas estancadas del mismo proceso) o de las napas freáticas. El agua total consumida asciende a 1 032 000 t. 161 . La arena a ser lavada pasa por una estructura que consta de una especie de alfombra que reposa sobre una pendiente de madera. La alfombra es la que retiene el oro en polvo fino. La eficiencia de extracción es de Aprox. 55%.

---------.34 kg Coliformes: 141 kg N-NO3: 2 197 kg Agua fresca 16 425 m3 Agua fresca 38 325 m3 Oro 1 110 kg Efluente industrial (evaporado.02 t Lodo 52 793 t Relavera Figura III-5: Alcance de la empresa No.13 t Extracción (Explosión.6 t Otros explosivos 150.8 t Mineral de Mineros Artesanales Externos 4 800 t NOx 86. excavación) Desmonte de mina 72 074 t Agua fresca 20 075 m3 Mineral 41 880 t Chancado primario Chancado secundario Mineral 46 680 t Servicios generales NaOH 46.Dentro del alcance del sistema CO2 4 050 t Diesel 35 903 gal Lubricante 2 640 gal ó 10 t Diesel 393 228 gal Uso de tierra 149.97 t Amoniaco: 8. lixiviado.8 kg Fe: 6 958 kg Hg: 739 kg Mineral Cianuración Carbón activado 88.7 t SO2 3.35 t Part. > 2.5 Ha Recursos minerales 113 954 t ANFO 15.51 kg Zn: 23 kg As: 0. 2 ubicada en Arequipa – Zona seca y de poca vegetación 162 . en el relave) 38 325 m3 Relave 46 680 t (seco): Cn: 109 kg Au: 59 kg Ag: 322 kg SiO2: 26 291 kg Cu: 89.5: 821 kg Part.25 kg Fe: 4.2 t MTBE 1 t Lubricante usado 10 t Equipo de remoción y carga Transformación de energía Energía Disposición No controlada Emisiones al aire: Al: 22.5: 92 kg COV (sin metano): 9. < 2.7 t NaCn 105 t Agua reciclada 102 200 m3 Molido y clasificación Efluentes domésticos 28 166 m3 : Cloruros: 2 197 kg Ca: 3 098 kg Cu: 2.97 t NOx: 50.

que hizo posible el rápido desarrollo económico de los virreinatos de Nueva España y del Perú. Este fue un acontecimiento histórico. Aplicación de mercurio y batido de la mezcla: La amalgamación consiste en mezclar mercurio líquido con el lodo obtenido en una especie de batea aplicando un batido manual. Estas partículas finas caen en los suelos y son finalmente arrastradas por las aguas a los ríos. introduce el método de “beneficio del patio” para la amalgamación en frío de los minerales de plata. y data desde el año 1557 cuando Bartolomé de Medina en Pachuca (México). 163 . El mercurio se disgrega entonces en partículas muy finas – “harina de mercurio” – y se mezcla con el lodo. Este método barato y sencillo es de aplicación casi generalizada en la zona de Mazuko (Madre de Dios-Perú)15.Figura III-6: Excavación y profundidad en la extracción (Foto: Edgar Llamoca) III. Parte de las partículas flotan y rebosan de las bateas. Se estima que para el proceso se usa 2 15 La utilización de mercurio para recuperar oro es muy difundida en la micro y pequeña minería especialmente en minería artesanal.

pero el consumo efectivo final (de mercurio nuevo) es menor y asciende a 0. adhiriéndose las partículas a temperatura ambiente a la vegetación más cercana del entorno. se añade agua a la mezcla de lodo restante con Au y Hg. y luego por efecto de la fuerza centrífuga se logra una mejor separación de los metales (Au y Hg) del lodo. Tercera separación de material: En la siguiente etapa. VI. VII. V. El producto resultante de cada día es un pequeño volumen de lodo que al final de la semana es refogado con el producto de cada día en dicha semana. se envuelve el lodo con un trapo y presiona manualmente. El mercurio se convierte en vapor y en el caso de esta empresa es recuperado hasta en un 90% (ver Figura III-7). IV. el trabajador separa los dos primeros niveles y los deposita junto con los residuos. se calienta mercurio a unos 700 °C en una olla por medio de un soplete. extrayendo así la máxima humedad posible.6 kg/a. Cuarta separación de material: En esta siguiente separación. Segunda separación de material: El lodo mezclado y batido se deja asentar de manera que se forman tres niveles de material: • • • El superior conteniendo básicamente agua El intermedio que es un lodo pobre en oro y con trazas de mercurio El inferior que es un lodo que contiene el mayor porcentaje de oro y mercurio. Las emisiones del mercurio no recuperado que ascienden a 8. 164 . Sistema de recuperación de Hg por refogado: Para separar y reciclar el mercurio restante de la mezcla y dejar el oro con la máxima concentración posible.gramos de mercurio por cada gramo de oro extraído. así como también precipitan a los suelos. Sólo la tercera mezcla continua en el proceso.2 gramos por gramo de Au pues se recicla en un 90% (ver acápite VII). Basado en la experiencia y habilidad manual. son aspiradas por el trabajador responsable de la operación.

Figura III-8: Producto final: barra de oro con 99.Auu Hgg 700°C Au+Hgg Oroo o Energía Figura III-7: Esquema de la operación de refogado y recuperación del mercurio El producto final es una barra de oro con una pureza mayor a 99.7% (ver Figura III-8).7% de pureza 165 .

Aunque los lodos lavados no presentan toxicidad. excepto por las paradas de mantenimiento cuya duración (en días) depende de cada equipo. son los lubricantes cuyo volumen es bastante importante en este balance de materiales: 2 600 gal/a ó 31 579 kg/a. Descripción de empresa No.65 kg/a de aproximadamente 720 pilas). IX. NOx (36 229 kg/a) y SO2 (240 kg/a) se emplearon modelos y factores de emisión a partir de procesos comparables tomados de la base de datos ECOINVENT (Ecoinvent-1. son considerados como residuos que ingresan al ambiente por sus grandes volúmenes (3 209 640 t/a) y su inadecuada disposición (no existe una relavera.2 t/a que son abandonados en las áreas otorgadas en concesión la empresa). se ha considerado el consumo de energía (básicamente del diesel) para operar los equipos de extracción que constan de una retro-excavadora.VIII. Un insumo importante de los equipos de remoción y extracción. y emisiones a la atmósfera: Para esta actividad. Entre estos residuos se encuentran el zinc de las pilas (2. 150 km) que es la ciudad más cercana en abastecer de dicho energético. además. ni tampoco existen planes de cierre de actividad o de remediación). Disposición final no controlada de residuos: En esta etapa se han tomado en cuenta los casos de residuos generados que no son reciclados y que son inadecuadamente dispuestos o manejados. La energía es co-generada con diesel y el agua consumida es agua subterránea. Las operaciones son continuas. La empresa trabaja con un staff de algo más de 100 personas y subcontrata diversos servicios mineros de mayor y menor envergadura a alrededor de 550 personas más. bordea los 21. el combustible requerido para transportar el diesel mismo desde el Cuzco a Mazuko (Aprox.87 gramos de Au por tonelada. La 166 . Para calcular las emisiones de CO2 (742 894 kg/a). Datos generales La ley del oro en esta actividad. según reportes de muestras periódicas. así como las llantas de los equipos de excavación (4. 2 ubicada en Arequipa a. Se ha tomado en cuenta. 2004). un cargador frontal y 2 volquetes en un total de 78 708 gal/a. el MTBE de los lubricantes gastados (834 kg/a que son depositados directamente en el ambiente). Consumo de energía y materiales auxiliares.

cálido.6 kg. los que normalmente emplean el método de extracción por mercurio.97 t/a). y sólo hay vegetación en las zonas artificialmente irrigadas. amoniaco (8. 16 Aproximadamente 4 800 t/a son compradas a los subcontratistas. Las emisiones de las explosiones están compuestas de aluminio (22. a. El mineral pasa luego desde una tolva pequeña hacia una faja transportadora la que a través de un sensor de pesaje señala el valor acumulado de toneladas métricas de cada lote. La zona de operación esta en una quebrada al costado de un río que en época de estiaje prácticamente no lleva agua. En cuanto a la zona de vida. Extracción de minas subterráneas: De 3 minas se extraen por medio de explosivos (15 600 kg/a de ANFO y 150 803 kg/a de otro tipo de explosivos) 13 954 t/a entre desmonte y minerales.35 t/a). partículas finas (821 kg/a) y gruesas (92 kg/a). con suelos de tierra seca y arenosa. A continuación. COV sin metano (9. esta es del tipo matorral desértico. II.13 t/a). que permitirá la subdivisión del material según el lugar de procedencia y el contenido metálico a fin de optimizar la ley así como el grado de contaminación de la mezcla de minerales antes de alimentar la planta. cuyo tamaño de grano es luego reducido en la chancadora de mandíbulas. templado. 72 074 t/a corresponden a desmonte de mina y sólo 41 880 t/a a mineral a ser procesado. De este volumen. A cada lote se le asigna un código para el muestreo.eficiencia de extracción es de 95%. por medio de una zaranda vibratoria con una abertura de 1” se separan las partículas finas del mineral grueso.97 t/a). 167 . Esta es la causa de la presencia del mercurio contenido en el relave. Chancado Primario y Muestreo: En la cancha de almacenamiento se recepciona el mineral proveniente de mina (41 880 t/a) o comprado a los subcontratistas16. las que fueron estimadas a partir de la base de datos ECOINVENT para el proceso de explosiones (Ecoinvent-2. 2004). Descripción de las etapas de extracción y beneficio La extraccion es por minería subterránea y las operaciones y procesos de tratamiento de estos minerales se realizan en una planta de lixiviación con cianuro y adsorción de valores disueltos en carbón activado bajo las siguientes etapas: I. NOx (50. En este punto corresponde un análisis del lote tomando una muestra de 2 .

Cianuración y Adsorción por Carbón Activado: La pulpa (el overflow del ciclón) pasa primero por un cedazo estacionario para eliminar astillas que podrían contaminar al carbón de los reactores y perjudicarían el flujo normal de pulpa. Dependiendo de su tamaño. el primer reactor el carbón activado presenta la mayor cantidad de oro disuelto. Chancado Secundario: Una vez calculada la mezcla adecuada de mineral. pH y granulometría En este circuito se cuenta con una serie de reactores de agitación mecánica (9 en total) a los que se añade carbón activado (88 020 kg/a) para retener. Las granos gruesos ingresan a una siguiente chancadora giratoria cuyo producto tiene un tamaño de grano menor a ½. kg de carbón activado. 17 Solución barren: solución lixiviada resultante de la beneficiación de mineral donde han sido añadido químicos para extraer los metales deseados. y el último reactor la menor cantidad de oro. % de cianuro libre contenido.III. V. Molienda y Clasificación: Estas operaciones se realizan por medio de 2 molinos de bolas para molienda y remolienda. 330 kg o 100. en segundo lugar. Normalmente esta solución es recargada y luego reciclada al proceso. Este material es después conducido a la molienda y clasificación. IV. Normalmente. a la plata. los reactores contienen 500 kg. alimentando a la tolva correspondiente que luego conduce el mineral por medio de una faja hasta una zaranda vibratoria con malla de ½ “ de abertura. el cargador frontal realiza la mezcla. al oro disuelto en la pulpa y. es decir. 168 . y el underflow (con mayor contenido de sólidos) retorna al molino secundario para una remolienda y de allí al clasificador helicoidal. en primer lugar. que la pulpa que va pasando de un reactor al siguiente. se va empobreciendo. El overflow del ciclón (con mayor contenido de humedad) ingresa al siguiente circuito (cianuración y adsorción). solución barren17 (102 200 m3/a) de agua reciclada de la relavera). En el proceso de molienda se agrega agua subterránea (38 325 m3/a). los reactivos como soda cáustica (46 680 kg/a) y cianuro de sodio en solución (105 030 kg/a). Dicha pulpa es controlada horariamente en cuanto a su densidad. de un clasificador helicoidal y de un hidrociclón (que recibe el rebose del clasificador).

El carbón activado con contenido de oro y plata es recogido y muestreado permanentemente de los reactores (ver Figura III-9).25%.2-0. Los parámetros de reacción son controlados horariamente y las muestras 1 a 2 veces al día en el laboratorio químico. Este producto es trasladado a otra planta de terceros para la separación final y obtención del oro con la pureza requerida por los compradores. El contenido promedio de oro es de 2-2. que permitan un contacto constante del carbón con la pulpa y con ello un contenido uniforme del metal oro en el carbón activado. Figura III-9 Valdivia) Producto final: carbón activado con 2-2.5% y de plata de 0. la densidad de la pulpa y la cantidad de carbón activado dentro del reactor deben ser tales.5% de contenido de oro (Foto: Sonia 169 .El mecanismo de agitación.

El mayor consumo de energía se da por los generadores (393 228 gal/a) y en segundo lugar por los equipos de extracción y remoción (35 903 gal/a) que constan de una moto-niveladora. pesado y transportado para su reciclaje. Se estima que al año se reemplazan 102 200 m3 de agua por solución barren en el proceso (lo que es considerado un reciclaje interno). A fin de calcular las emisiones de CO2 (4 050 t/a). Un insumo importante por su volumen y el nivel de su peligrosidad y toxicidad son los lubricantes para los equipos y vehículos que se estima bordean los 2 640 gal/a. El área total es de 10 500 m2.Cuando se comprueba que el carbón activado va perdiendo poder de retención de oro. NOx. depositándose al año 46 680 t secas en un área de trabajo anual de 1800 m2. (137 t/a). Consumo de energía y materiales auxiliares. SO2 (3. 170 . Disposición de los Relaves Finales: La pulpa empobrecida del último reactor es evacuada mediante una bomba de lodos a través de tuberías hacia cuatro terraplenes18 cada uno subdividido en tres áreas de disposición de relaves para su uso alternativo. VII. se procede al retiro del mismo por medio de una trampa. un cargador frontal.165 t/a) se emplearon modelos y factores de emisiones de procesos similares proporcionados por la base de datos ECOINVENT para el proceso de co-generación de energía 18 Áreas para uso posterior con restos de excavaciones compactados. Este carbón “gastado” es recogido una vez parada la planta abriendo la válvula dispuesta en cada reactor. El carbón “gastado” es lavado manualmente y embolsado para ser muestreado. Los muros de contención tienen cuatro metros de ancho de coronación y talud lateral de 2:1 previamente compactado. dos tractores y 9 camionetas de transporte del personal. VI. y emisiones: En la zona de extracción y beneficio no hay acceso directo a energía eléctrica por lo que se procede a la co-generación a través de generadores a diesel (429 131 gal/a) tanto en planta como en las minas. En las pozas de disposición de relaves se produce paulatinamente una solución barren que es bombeada a través de tuberías a la poza de solución barren y reciclada a la planta de beneficio.

Disposición final no controlada de residuos: Los residuos generados que son almacenados o dispuestos internamente con riesgo de impacto ambiental. se observa que hay principalmente un contenido de cianuro (109 kg/a). Entradas de la tecnosfera (materia prima. Lo más resaltante. residuos. desmontes de mina que son depositados en áreas adyacentes a las minas (72 074 t/a). lixivian o permanecen en la relavera. 2004) y de operación de equipos de construcción (remoción) (Ecoinvent-1. Servicios generales: Esta etapa se refiere a aquellas actividades de soporte de las operaciones como el campamento. (739 kg/a) y zinc (23 kg/a) cuya difusión al ambiente no ha sido analizada y se presenta un riesgo de contaminación del ambiente. 2004). energéticos o auxiliares) Entradas de la naturaleza (agua. además de la energía que se ha contabilizado en el punto anterior. IX. VIII. y los relaves en seco que permanecen como un pasivo ambiental. los efluentes de relaves industriales que bordean los 38 325 m3 y que se evaporan. entre otros. 5. • • En relación a los relaves.16 kg/a son almacenados). servicios sanitarios. uso de tierra) Salidas al ambiente (emisiones. son los siguientes: • • • el MTBE de los lubricantes gastados (847. los efluentes domésticos proveniente de los servicios generales (28 166 m3/a) que son depositados en pozas de decantación sin geo-textiles y sin un tratamiento secundario. efluentes) 171 . comedor.(Ecoinvent-3. RESULTADO DE DOS INVENTARIOS DEL CICLO DE VIDA Los resultados para ambos casos se presenta en 3 grupos: i. ii. iii. es el consumo de agua (16 425 m3/a servicios de planta y 20 075 m3/a para servicios de mina).

6 MJ por gramo de oro extraído.85 g por gramo de oro extraído 172 .6 g por gramo de oro extraído respectivamente. Bastante preocupantes son otros resultados como el alto consumo de agua y el volumen de remoción de suelos (por la baja ley del oro).46 g y 2. son considerados como residuos que ingresan al ambiente por sus grandes volúmenes (3 209 640 t/a con 67. los que son abandonados en las áreas otorgadas en concesión la empresa. NOx y SO2) por gramo de oro ascienden a 3. Aún así. así como generación de residuos peligrosos en una zona especialmente frágil como lo es la selva de Madre de Dios donde a la fecha no se practica tratamiento y disposición final adecuada de contaminantes. 123. se obtiene que el alto requerimiento de energía para la extracción usando equipos convencionales a diesel del sector de construcción asciende a 235. Por gramo de oro se producen 0. especialmente la mayor ley del oro y eficiencia de recuperación en relación al primer caso determina consumos mucho menores de agua (0.En el tercer grupo (iii) se agrega información relevante acerca de las categorías de los impactos que ocasionan las llamadas “salidas a la naturaleza”. 19. NOx y SO2 las que ascienden a 17. este indicador es considerado como crítico si se toma en cuenta su alta contribución en la estructura de costos directos. Aunque los lodos lavados no presentan toxicidad en si. Igualmente. 97.8% de humedad) y su inadecuada disposición (no existe una relavera ni hay planes de cierre de actividad o de remediación). están las emisiones de CO2. Las emisiones de la transformación de energía y de los procesos de explosión (CO2. Esta información es un paso adelante hacia la futura evaluación de impactos ambientales del ciclo de Vida (EICV) que en este trabajo no se presenta. Estrechamente relacionadas a la transformación de energía. en el caso de consumo de energéticos.43% de lo consumido en el primer caso). la empresa ubicada en Arequipa consume poco menos a 22% por gramo de oro de lo empleado por la primera empresa.13% de lo consumido en el primer caso) y de tierra removida (0.2 gramos de llantas usadas (con partes metálicas incluidas en su estructura) de los equipos de excavación. En la segunda actividad extractora de oro. De los resultados de los indicadores ambientales obtenidos para la primera actividad minera en Madre de Dios (Mazuko).061 gramos de zinc de las pilas y baterías.2 kg. 839 g y 5.65 kg.31 gramos de MTBE de los lubricantes gastados los que son depositados directamente en el ambiente.

entre otros) sobre aspectos de ecoeficiencia así como de impacto ambiental y a la salud. De este primer estudio se concluye que algunos indicadores importantes para la gestión ambiental tanto a nivel gubernamental (en el diseño de políticas ambientales y de planificación) así como a nivel empresarial (para el establecimiento de estrategias de una minería sostenible) en la extracción de oro deberían ser por ejemplo: • Extensión y tipo de área usada: como base para una gestión adecuada de áreas y suelos 173 . Los relaves depositados en relaveras presentan contenidos altos principalmente de las siguientes sustancias tóxicas: 0. A diferencia del proceso de amalgamación (ver primer caso).6659 g-Hg/g-Au. Si bien es cierto.91 g/gAu). son considerados como residuos que ingresan al ambiente por sus grandes volúmenes en el caso del desmonte (72 074 t/a) o su disposición sin un total control de difusión de contaminantes en el caso de efluentes (28 166 m3 que se depositan en pozas de decantación sin geotextiles y sin planes de remediación).82 gramos de partículas de polvo. plata.0985 g-Cn/g-Au. los factores de consumo y emisiones por unidad funcional (gramo de oro) y otros indicadores se presenta en el Tabla III-4.05 g/g-Au) y el carbón activado (79.7 gramos de aluminio. 8. estaño. NaOH (42. CONCLUSIONES A la fecha aún hay una carencia de estudios de divulgación científica de diversos metales (como el oro. 0.62 g/g-Au).30 g/g-Au). los desmontes de mina y los efluentes domésticos no presentan toxicidad en sí. 6.08 gramos de amoniaco y 0. En gran parte hay incluso una gran desinformación que impide la objetividad necesaria en la toma de decisiones. de insumos como NaCn (94. se aplica en el segundo estudio de caso los siguientes materiales auxiliares adicionales: explosivos (149. Un desglose amplio que incluye el inventario anual de los dos casos de estudio. Relevante desde el punto de vista ambiental es la sustancia química NaCn que a lo largo de su ciclo de manejo representa una alta peligrosidad para los trabajadores y el ambiente. Adicionalmente se generan las siguientes emisiones por gramo de oro por efectos de la explosión: 20.respectivamente.

que este sector productivo resalta frente a otras actividades. Otros procesos de extracción podrán usar estos indicadores como referentes si los procesos son comparables. el consumo hasta la disposición final de ellos (en estos dos casos las sustancias químicas criticas son el mercurio. 174 . cianuro y el combustible diesel) Se comprueba a través de los indicadores mencionados.• • • • Consumo de agua: para una gestión ecoeficiente de agua y efluentes Tierra y mineral removidos/extraídos: en relación a una gestión ecoeficiente y sostenible de recursos minerales Tipos y cantidad de energía consumidos y emisiones generados Manejo de químicos altamente tóxicos desde el transporte.

14 t/g-Au Cantidad Unidad 21. separación y servicios generales Diesel 235. 2: Arequipa (zona de Impacto (selva amazónica) de matorral desértico) Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Materia prima Material 0 comprado a mineros artesanales que aplican amalgamación para concentración Energéticos Diesel 1.32 kg/gAu 4 800 t/a gal/gAu 78 708 gal/a 0.8 consumido para la extracción.80 gal/gAu MJ/gAu 393 228 gal/a 50 842 MJ/a 803 MJ/gAu 10 176 MJ/a 629 0. 2: Arequipa amazónica) matorral desértico) Por gramo de oro Total/a Por gramo de oro Total/a Información General Cantidad Unidad g-Au/t Cantidad Unidad 13.0457 (zona de Unidad t/g-Au Ley del oro 0.Tabla III-4: Datos Generales e Indicadores de Impacto Ambiental de las 2 empresas de extracción de oro en Perú Actividad No.6 consumido kg/gAu 0 t/a 4. 1: Madre de Dios Actividad No.2 kg/a i.0323 gal/gAu 35 903 gal/a 175 . Entradas de la tecnosfera: energéticos y auxiliares Categorías Entradas Actividad No.87 95 % 1 110 kg/a g-Au/t Cantidad 0.3543 45. 1: Madre de Dios (selva Actividad No.0761 Eficiencia de extracción 55 % Extracción de oro 43.

2 4. 2 se consumen llantas.06 auxiliares 0.* gal/g.8 343 Au g/g-Au 0 g/g-Au 0 g/g-Au 0 g/g-Au 0 g/g-Au 0 g/g-Au 8.0 gal/a Au Llantas 97.05 94.18 gal/g. pues. 176 .2 600 Au kg/g.193 Explosivos ANFO Otros explosivos NaOH NaCn Carbón activado Mercurio 0 0 0 0 0 0.n.a.* gal/a Au Aunque en la actividad No. en el momento de completar la ECV estarán incluidas en el modulo de operación de equipos de extracción y vehículos y.05 135. por otro lado.62 79.a. éstas no son consideradas como consumos relevantes. por un lado.para remoción y transporte Materiales Lubricantes 0. son almacenadas adecuadamente o entregadas a terceros para una disposición final adecuada.2 t/a n.86 42.6 gal/a kg/a kg/a kg/a kg/a kg/a kg/a kg/a 0.2 g/g-Au 4.63 14.30 0 MJ/gAu gal/gAu g/g-Au 4 642 MJ/a 164 2 640 gal/a 8 472 kg/a kg/a g/g-Au 15 600 g/g-Au 150 803 kg/a g/g-Au 46 680 kg/a g/g-Au 105 030 kg/a g/g-Au 88 020 kg/a • gal/g.0024 7.

347 de Au (D) Au (D) uso de de selva (A) (A) Impactos suelos virgen (A) o 0. Has/kg.66 kg/g.n. Entradas de la naturaleza: materia prima y auxiliares Categorías de Indicadores Actividad No.a.a m2/g. 2: Arequipa (zona Impacto de (selva amazónica) de matorral desértico) intervención Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad en el ambiente Criterios Impactos en Área usada 0.113 954 t/a removidos 000 Au Biomasa 17. Ha/a retirada Au Au 177 .a.53 t/a n.41 (S) l/g-Au 74 825 m3/a consumido 640 (R) (S) Au (R) o agua subterránea (S) Suelos 23.n.63 kg/g.a.a.5 Ha/a m2/g.4 (R) m3/g.ii.1.a.037 Has/kg.9 t/g-Au 1 032 t/a 102.61 Has/a n. 1: Madre de Dios Actividad No. Has/a Regionales Agotamiento desértica Au Au de recursos (D) abióticos Profundidad 40 m 40 m n. m n.149.373 m2/g.16 125 m2/a 1.761. m de extracción Agua de rió 50.2 177 m3/a 67.

a.16 kg/a n.9 kg/a n. g/g-Au n.07 g/g-Au 2. kg/gy baterías Au (P) o por efluentes domésticos (E) 178 . kg/a de Subcategoría.4 050 kg/a 403 de Climático de CO2 de Au Au coImpacto Global generadores a diesel y transporte Criterio Ecotoxicidad: Emisiones 0. g/g-Au n.a.3 g/g-Au 417.de mercurio Impacto toxicidad en Emisiones 19.a. 2: Arequipa (zona Impacto de (selva amazónica) de matorral desértico) intervención Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad en el ambiente Criterio Cambio Emisiones 17.742 894 Kg/a 3.8 kg/a n.iii.649 kg/g.20 kg/g.a.a. g/g-Au n. 1: Madre de Dios Actividad No. Salidas a la naturaleza Categorías de Indicadores Actividad No.031 g/g-Au 1 324. kg/gLocal agua natural de MTBE de Au lubricantes usados Zn por pilas 0.a.

d. R. R. de remoción (R) y de transporte (R) N-NO3 n.6 (R) R) (C.6 (R) (C.46 g/g-Au 137 035 kg/gCriterio Acidificación Emisiones 838.a. g/g-Au n. g/g-Au n. y de explosiones (E) g/g-Au 240 kg/a 2.98 g/g-Au 2 197 kg/a contenido en efluentes Toxicidad Emisiones 0. R) Au de SO2 de (R) cogeneradores a partir de diesel (C). remoción (R). Kg/a 1. E) Au de de NOx de (R) coImpacto Local generadores a diesel (C). Salidas a la naturaleza Categorías de Indicadores Actividad No.8 kg/a n. 2: Arequipa (zona Impacto de (selva amazónica) de matorral desértico) intervención Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad en el ambiente g/g-Au 36 229 kg/a 123.85 (C. g/g-Au 3 165 kg/gEmisiones 5. kg/a humana de mercurio 179 .06 g/g-Au 2. transporte (R).a.d.iii. E) (C. 1: Madre de Dios Actividad No.

08 g/g-Au 8 974 kg/a g/g-Au n. kg/a 8. amoniaco de las explosiones Emisiones n.a. kg/a 0. de partículas < 2.a.5 mm de las explosiones Emisiones n.a. Kg/a 0.a.7 g/g-Au 22 968 kg/a g/g-Au n.a. aluminio de las explosiones Emisiones n.08 g/g-Au 92 kg/a iii. de COV (sin metano) de las explosiones Emisiones n.5 mm de las explosiones g/g-Au n. Salidas a la naturaleza Categorías de Indicadores Actividad No.Emisiones n. 1: Madre de Dios Actividad No.a. kg/a 20.22 g/g-Au 9 126 kg/a g/g-Au n.a.a.a.74 g/g-Au 821 kg/a g/g-Au n. Kg/a 8.a. 2: Arequipa (zona Impacto de (selva amazónica) de matorral desértico) intervención Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad Cantidad Unidad en el ambiente 180 . de partículas > 2.

0533 0.a.0203 (E) g/g-Au 89 749 g/g-Au 23 (E) kg/a kg/a g/g-Au 1 324.a.a. m3/gAu n. paisaje y domésticos: ecosistemas por grandes Lodos de 74.a. Kg/a 81 0. Kg/a m3/a 6 269 25.27 volúmenes lavado (L) de material (67.a. g/g-Au n. relaves Zn por pilas 0.6659 (R) g/g-Au 109 g/g-Au 59 g/g-Au 322 kg/a kg/a kg/a g/g-Au 739 (R) kg/a g/g-Au n.d.07 (F) relaves (R) o de Refogado (F) Cu en n.a.763 g/g-Au 847.8 Kg/a (P) g/g-Au n. relaves Au en n.Criterio Ecotoxicidad: Emisiones 19.9 (F) Kg/a Kg/a Kg/a Kg/a 0.16 Kg/a 0. g/g-Au n.054 (R) 181 .28 166 m3/a Au kg/gAu 46 680 t/a (R) t/g-Au 3 209 t/a 640 42.2901 0.031 y baterías (P) (P) o por efluentes domésticos (E) Fe en n.16 kg/a g/g-Au n.3 de Subcategoría.a.a.d.0985 0. g/g-Au 2. relaves Ag en n.a.de MTBE de Impacto Ecotoxicidad: lubricantes Local toxicidad usados terrestre Cn en n.a. relaves Deterioro de Efluentes n. relaves Hg de 0.8% de humedad) o Relaves en seco (R) g/g-Au 417.37 g/g-Au 6 958 kg/a 181 m3/g.

n. de mina Llantas 97. Au g/g-Au 4.a.a.d.n. kg/a t/a t/a 182 .a.2 usadas (dejadas al aire libre) n.a.: no disponible n.2 Kg/a t/a t/a 1. g/g-Au 2 197 kg/g. kg/g.a.: no aplica g/g-Au n.a. N-NO3 contenido en efluentes Desmonte n.a.932 n.72 074 Au g/g-Au n.98 64.

2003.ecoinvent.org/pc/cp/understanding_cp/home. Suiza.ecoinvent. Proceso # 1544: Emisiones de generadores para co-generación de energía a partir de diesel. 2004 Ecoinvent-3.uneptie.ch. 2004. Sistemas de Gestion Ambiental: Especificaciones y Directrices para su Uso ISO 14040:1997. Red de Información Mundial para la Prevención Contaminación. 2004 Ecoinvent-2. 1999.ch. www. 2001 Ecoinvent-1. Definición de Producción Más Limpia: Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente: www. 2004 EMPA.cleanerproduction. OIT.htm RIMPC.ecoinvent. Proceso # 552: Emisiones de procesos de explosión. 1999 ISO 14001:1996. 2003 ILO.ch. Gestión Ambiental – Evaluación del ciclo de Vida – Evaluación de impacto del ciclo de vida ISO 14043:2000. Social and labor Issues in Small-Scale Mining. Gestión Ambiental – Evaluación del ciclo de Vida – Definición de objetivo y alcance y análisis de inventario del ciclo de vida ISO 14042:2000. BID-CED. 2004.7. ECOINVENT. 2001. Gestión Ambiental – Evaluación del ciclo de Vida – Principios y Marco de Trabajo ISO 14041:1998. Revisión de la Evaluación de Impacto Ambiental en Países de Latinoamérica y el Caribe. www. REFERENCIAS • • • • • • • • • • • • BID-CED. Suiza. www. Suiza. 2004. Gestión Ambiental – Evaluación del ciclo Interpretación del ciclo de vida de Vida – PNUMA. Proceso # 559: Emisiones de equipos de construcción a partir de diesel. 2004. Suiza. 2001.com/espanol/enlaces. www. Ginebra.htm de la • 183 .ecoinvent. www.ch.

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43% of removed soil in the first case). removed soil (0. emissions to air and generated slude/overburden was observed. Madre de Dios – Peru) with a very low gold degree 0.7 times more CO2.org) e Investigadora Invitada del 185 .109 t/g-Au for case II) and other environmental indicators.edu. Thus 60% of worldwide-applied separation processes are considered. 7 times more NOx y 2 times more SO2) and generates 14 times more overburden per gram of gold than the second company.pe) Wuppertal Institute for Environment. Results of this study are indicators such as the ecological rucksack (23. One of the selected companies extracts gold in an alluvial zone (superficial mining) through amalgamation and the second one extracts in underground mining through cyanidation.87 g-Au/t. 9 t/g-Au for case I and 0. energy consumption (critical indicator because of the high costs. 19 Profesora de la Pontificia Universidad Católica del Perú (svaldiv@pucp. Energy (soniava@wupperinst. Goals of the present study are to complete for the first time two LCIs for two selected Peruvian extractive industries (Peru is the sixth World and the first Latin-American gold producer) and to arise environmental awareness of the participating industries.0761 g-Au/t and the other in the coastal desert of the Pacific ocean (Arequipa – Peru) with a gold degree that amounts to 287 times more than in the first case: 21.LIFE CYCLE INVENTORY FOR GOLD MINING ACTIVITIES IN PERU – ENVIRONMENTAL MANAGEMENT INDICATORS Sonia Valdivia19. The first company requires 4. has more air emissions (4.edu.svaldiv@pucp.5 times more energy.13% of water consumed in the first case). a better performance of the second company concerning water consumption (0. Climate. The companies are located in very different regions: one is located in the Amazon region (rainforest area of Mazuko. Comparing both activities.pe Pontificia Universidad Católica del Perú Summary: The application of Life Cycle Inventories (LCI) as the basis of a Life Cycle Assessment (LCA) is still very limited in the Latin-American region.

the first company reflects a better performance than the second one. Cn. etc. • Water consumption: for an ecoefficient management of waters and wastewaters • Removed soil and extracted ore: for a sustainable management of mineral resources • Types and quantity of consumed energy and emissions • High toxic chemicals used. tailings from the second case demonstrate to contain Cn (0. In the second case big volumes of domestic wastes (28 166 m3/a) are generated and are no disposed of according international standards.) 186 . stored and disposed of (i.6659 gHg/g-Au). however.e: Hg. that are toxic substances. As conclusion of this project following indicators results to be specially important for the environmental management at governmental and company levels in the context of metal extraction: • Extension and kind of used land: for an adequate management of areas. diesel. transported. Furthermore.For the last group of indicators.0985 g-Cn/g-Au) and Hg (0.

Grupo de Prevenção da Poluição Departamento de Engenharia Química Av. travessa 3. O sistema de produto definido para o estudo consiste dos 187 . Escola Politécnica. Luciano Gualberto.kulay@poli. gerado a partir de três dissertações de mestrado desenvolvidas no GP2. Prof.com.usp. Escola Politécnica. O texto que se segue. travessa 3. mostra os principais resultados obtidos e discute as dificuldades encontradas na busca da consistência que tal iniciativa depreende.silva@poli. Luciano Gualberto. O presente capítulo traz uma contribuição nesse sentido. 380 05508 – 900 – São Paulo – São Paulo Resumo: O Grupo de Prevenção da Poluição ( GP2) da USP. Nesse esforço o GP2 identificou a necessidade de uma coordenação centralizada para a elaboração de bancos de dados regionais capazes de suportar estudos de ACV realizados no país. o Grupo decidiu concentrar ações na consolidação do uso dessa técnica no país. mostrando a experiência brasileira na construção do banco de dados para energia elétrica. Prof. foi criado em 1998 com o objetivo de contribuir para a minimização dos impactos negativos à segurança e ao meio ambiente provocados pela Indústria de Processos Químicos.br Universidade de São Paulo. INVENTARIO DO CICLO DE VIDA DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL Gil Anderi da Silva – gil.br Mestrando no Programa Interunidades de Pós-graduação em Energia da US Av. Grupo de Prevenção da Poluição Departamento de Engenharia Química Av. Luciano Gualberto. 380 05508 . 380 05508 – 900 – São Paulo – São Paulo Flávio de Miranda Ribeiro – ribeiro_fm@itelefonica. Prof.br Universidade de São Paulo.usp.900 – São Paulo – São Paulo Luiz Alexandre Kulay – luiz. travessa 3.2. Dada a importância da ACV nesse contexto.

que 188 . 2000). Para tanto. 1.sistema elétrico. inventário. A necessidade de um conhecimento mais aprofundado da técnica em questão e a larga experiência do coordenador do GP2 em Tecnologia de Fertilizantes foram fatores decisivos para o estabelecimento do primeiro projeto a ser desenvolvido dentro dessa linha de pesquisa. no âmbito das atribuições da Universidade – ensino. que tratou da comparação do desempenho ambiental das rotas sulfúrica e térmica de produção de fertilizantes fosfatados por meio da ACV. Como os aspectos ambientais mais significativos estão associados à construção dos mesmos subsistemas. Palavras-chave: GP2. Para efeito de modelagem escolheu-se a usina de Itaipu para representar a geração elétrica no país. Seguiu-se a isso a quantificação os ciclos de vida de tais materiais através de bancos de dados já existentes. A etapa seguinte. O modelo considerou ainda linhas com níveis de tensão entre 69 e 440 kV para a transmissão e dados de 33 concessionárias que realizam o serviço de distribuição nos âmbitos rural e urbano. A primeira etapa do projeto consistiu da elaboração da ACV do superfosfato simples (SSP) para as condições brasileiras (KULAY.subsistemas de geração. o GP2 decidiu concentrar suas ações na consolidação do uso dessa técnica no país. Dada a importância da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) nesse contexto. pesquisa e extensão – para a minimização dos impactos negativos provocados pela Indústria de Processos Químicos. a estratégia adotada no presente trabalho foi coletar dados primários relativos ao consumo de materiais empregados na implantação desses empreendimentos. INTRODUÇÃO O Grupo de Prevenção da Poluição (GP2) do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo foi criado em 1998 com o objetivo de contribuir. o Grupo investe esforços na pesquisa de tecnologias. transmissão e distribuição. energia elétrica. procedimentos e métodos mais seguros e ambientalmente adequados ao exercício das atividades praticadas por este setor.

o qual é coordenado pelo Prof. KULAY et al. Nesse evento nasceu a idéia da criação de uma organização independente que pudesse coordenar 20 Tradução brasileira da ISO 14040. Paralelamente ao projeto desenvolvido na área de fertilizantes.. HERRERA et al.) A participação mais efetiva junto à comunidade internacional da ACV permitiu ao GP2 vislumbrar a crescente importância que o life cycle thinking vem adquirindo no mercado globalizado.. Francesc Castells. que teve como principal objetivo permitir ao GP2 a absorção da metodologia de execução de ACV praticada por aquele grupo gerou uma tese de doutorado (KULAY. 2004) e nove trabalhos técnicos (HERRERA et al. SILVA et al. 2003a. SILVA e KULAY. Essa atividade. KULAY et al.. Um exemplo claro deste fato se ilustra pelo lançamento da ISO 14025. 2003. 2003. 2003a. representante do país no TC 207 da ISO. 2003. 2002. 2000. ganhando com isso fatias importantes de mercado. Lemos alertou as autoridades governamentais brasileiras sobre a importância de capacitação do país quanto ao uso da ACV. MATAI et al. 2002. e ainda visando o domínio da metodologia de execução de ACV. 2001. inclusive aquelas antes ocupadas por produtos brasileiros. 189 . presidente do Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (CB 38) da ABNT.. 2002a.. 2002. Dr. norma internacional que estabelece os requisitos necessários à obtenção de rótulo ambiental tipo III. dentre os quais se inclui a existência de estudo de ACV para quaisquer dos produtos candidatos à obtenção deste tipo de selo. 2002b. veio a público para comunicar que na reunião do referido comitê daquele ano.. 2002. RIBEIRO e SILVA. o Dr... o GP2 produziu também outras seis publicações (SILVA et al. YRIGOYEN et al. 2001) o Prof. SILVA et al. HERRERA et al.. reportou-se que certos países asiáticos já aplicavam ACV para alguns de seus produtos de exportação. Haroldo Mattos de Lemos. Espanha..compreendeu a execução dos estudos de ACV para o superfosfato triplo (TSP) e o termofosfato magnesiano fundido (FMP) foi desenvolvida por meio de uma parceria com Grupo de Análisis y Gestión Ambiental (AGA) da Universitat Rovira i Virgili de Tarragona. e como tal. 2003b. MATAI et al. Feita tal constatação. SILVA e KULAY. 2003). Por ocasião do lançamento da NBR ISO 1404020 (ABNT. KULAY et al.

Como conseqüência dessa ação surge. O presente capítulo apresenta uma experiência brasileira na contribuição à construção do banco de dados para ACV e refere-se à elaboração do inventário del ciclo de vida de energia elétrica para o Brasil. quanto como participante da diretoria da ABCV propôs então. no caso particular do Brasil e. a estruturação das ações que orientam essa iniciativa é vital para a racionalização do uso dos parcos recursos disponíveis para a realização desses objetivos. além disso. tanto como membro do SC 05 – Comitê de ACV do CB 38. 2003). RIBEIRO. a abertura de duas linhas de trabalho visando a consolidação do uso da ACV: a construção do banco de dados brasileiro para apoio a estudos de ACV e o estabelecimento de um programa de formação de recursos humanos capacitados a executar estudos dessa natureza e a difundir a filosofia do life cycle thinking. a Associação Brasileira do Ciclo de Vida (ABCV). A intenção aqui manifestada é de apresentar não apenas os principais resultados obtidos até o momento. 2003. O GP2. A necessidade de uma coordenação centralizada para a elaboração de bancos de dados regionais é imperiosa para que os inventários gerados como decorrência dessa iniciativa sejam consistentes. que teve participação ativa nesses eventos.os esforços nesse sentido. Essa proposta foi inclusive levada ao congresso realizado pela SETAC LA ocorrido na Argentina. com o intuito de ser ampliada para o âmbito da América Latina (SILVA. em novembro de 2002. VICTORINO. 2004) desenvolvidas no âmbito do GP2 que objetivaram a elaboração dos inventários do ciclo de vida da geração. transmissão e distribuição de energia elétrica. 2. DESCRIÇÃO DO PROCESSO Para a elaboração do inventário do ciclo de vida de produtos e serviços é de fundamental importância o conhecimento do funcionamento dos subsistemas que 190 . certamente também para a América Latina. 2003a. mas as dificuldades encontradas e os pontos que julgamos passíveis de uma discussão ampla visando a já citada consistência regional. Os resultados que se seguem foram obtidos de três dissertações de mestrado (YOKOTE.

A transmissão contempla o transporte de energia a alta tensão.constituem o sistema de produto em estudo. que ocorre entre as estações abaixadoras e o consumidor final. sendo que este por sua vez se subdivide em transmissão e distribuição.020 2. Essa constatação pode ser verificada pelos dados apresentados na Tabela III-5 que mostram o número de usinas e a potência instalada para cada uma das principais fontes de geração de eletricidade no Brasil. O termo sistema elétrico é a denominação aqui adotada para o conjunto das estruturas interligadas de que se faz uso para a “entrega” de eletricidade ao consumidor final. realizado ao longo de grandes distâncias entre as usinas geradoras e as subestações abaixadoras. incluindo sua geração e transporte. Tabela III-5: Número de usinas e potência instalada para as principais fontes de geração de eletricidade no Brasil em 2002. Geração de eletricidade Em termos históricos. Os sistemas elétricos são constituídos pelos subsistemas de geração e de transporte de energia elétrica. é de fundamental importância conhecer os processos envolvidos neste sistema.753 945 2. para o ano de 2002. Já a distribuição refere-se ao transporte de eletricidade a baixa tensão. apresenta-se a seguir uma breve descrição do “Sistema Elétrico Brasileiro”. Tipo de Geração Hidrelétrica Termelétri Gás natural ca Óleo combustível Óleo diesel Número de usinas 433 32 15 355 Potência instalada (MW) 62. tendo em vista que o “produto” objeto deste texto é a eletricidade. a geração de eletricidade no Brasil é de origem predominantemente hidrelétrica. Em outras palavras.868 191 . Assim.

De fato a contribuição de Itaipu ao total da eletricidade gerada no Brasil é extremamente significativa.6% foram obtidos por meio de importação. 2003).Carvão mineral Biomassa Nuclear Fonte: (ANEEL.3% da eletricidade consumida no país naquele ano foi obtida por geração hidrelétrica.6% foram gerados em usinas nucleares e 9.0% provinham de termelétricas. se a produção da usina de Itaipu no mesmo período alcançou 82. Dados disponibilizados pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) dão conta que das 433 usinas hidrelétricas em operação no país em 2002 apenas 23 apresentavam mais de 1. de concreto. o consumo de energia gerada em hidrelétricas em 2002 atingiu a expressiva marca de 344. 2003).966 Segundo levantamentos realizados pelo Ministério de Minas e Energia (BRASIL. Ressalte-se que estes valores consideram apenas a metade da potência de Itaipu. que possui um total 12. A principal destas diferenças reside nos materiais empregados para a confecção das barragens. Lembrando que esta importação de energia se refere à parte paraguaia da usina de Itaipu. Somando-se a produção hidrelétrica nacional e a importação da parte paraguaia de Itaipu. 74.9 TWh. dos quais 76.9 TWh foram enviados ao país (ITAIPU BINACIONAL. 2003) 7 159 2 1. 3. Por outro lado. 2003). respondendo por 71.461 992 1.000 MW instalados. tal fato exerce influência significativa para efeito de elaboração do inventário do ciclo de vida da energia hidrelétrica. é possível concluir que 84.6 TWh (BRASIL. 2004). é 192 . de enrocamento (pedaços de rocha) ou mistas. pouco mais de 12. as quais podem ser de terra. A análise dos tipos de usinas hidrelétricas instaladas no Brasil revela grande variabilidade de porte e de características construtivas desses empreendimentos.600 MW instalados.4% da potência instalada de todo o parque de hidrelétricas (ANEEL. uma vez que a mesma usina é de propriedade bi-nacional.7% da eletricidade consumida no Brasil em 2002 eram de origem hidrelétrica.

entre 2. Distribuição de eletricidade Ao se aproximar dos centros consumidores. concreto e terra dependem do terreno em que se encontram. No tocante aos constituintes físicos. o sistema adotado para efeito de realização deste estudo considerou tensões de 69. Finalmente. foram considerados na elaboração do mesmo modelo elementos tais como estruturas – que podem ser de suspensão. Primeiramente. 88. as quais se referem à chamada rede secundária. 193 . 230. por meio de operações que se desenvolvem em subestações transformadoras. de ângulo. 138. às regiões CO-SE-S – interligadas entre si por uma linha de 500 kV. a tensão passa a níveis conhecidos como de sub-transmissão. condutores. Tal como no caso descrito anteriormente da geração. 345 e 440 kV. as redes de transmissão apresentam diferentes características.5 kV.3 e 34. isoladores e pára-raios.5 até 138 kV. fundações – cujo tipo e materiais de construção como aço. Assim. compreendida entre 110 e 380 V. de ancoragem.possível afirmar que naquela ocasião tal empreendimento foi responsável por mais de 22% de todo o suprimento de eletricidade do país. tipo de distribuição encontrada na chamada rede aérea. a eletricidade tem sua tensão rebaixada por transformadores localizados em postes e cabines para a faixa de variação ditas usuais. o subsistema de transmissão foi concebido na década de 70 do século XX para ser constituído por duas grandes redes – uma atendendo às regiões N-NE e a outra. A principal destas diferenças reside no nível de tensão de operação das linhas. de derivação e de transposição. Transmissão de eletricidade Visando a otimização do Sistema Elétrico Brasileiro. que variam desde 34. a eletricidade que segue pelas linhas de transmissão passa por sucessivos rebaixamentos de tensão até reunir condições de uso pela maior fatia do mercado a que se destina. as subestações de distribuição se encarregam reduzir a tensão até o patamar da chamada rede primária. A seguir.

Para que tais intervenções sejam possíveis. postes. As redes instaladas em áreas urbanas são em geral construídas com postes de concreto e condutores de alumínio tanto para a rede primária quanto para a rede secundária. Já para os casos da transmissão e da distribuição. 1 MWh. e para quantificá-la estabeleceu-se como unidade funcional “transportar 1 MWh de energia elétrica por 1 km”. Os condutores usados na rede rural primária apresentam alma de aço recoberta por alumínio. o sistema de distribuição de energia se vale de linhas. não se pode perder de vista que se busca consolidar os resultados de três trabalhos independentes. em função do local onde o sistema está instalado. transformadores. estabeleceu-se como unidade funcional “gerar 1 MWh de eletricidade”. Essas estruturas. INVENTÁRIO Definição de objetivo e escopo O objetivo da elaboração do inventário de ciclo de vida da energia elétrica foi contribuir para a construção do banco de dados brasileiro para apoio à ACV. a função definida para o referido sistema de produto foi “gerar eletricidade”. Função e unidade funcional Quando da elaboração do inventário da geração. subestações e redes de média e baixa tensão. Por outro lado. Como decorrência disso. compostas por cabos condutores. ao passo que aqueles empregados na rede secundária se assemelham aos da rede urbana. 3. 194 . a função definida foi "transportar eletricidade”. Na leitura da definição do escopo. no que se refere aos materiais que a constituem. ou seja.km. para as redes localizadas em áreas rurais dá-se preferência aos postes de madeira de eucalipto tratada. sistemas de aterramento e uma ampla gama de outros dispositivos podem variar. que são consideradas como sistemas de transporte do “produto” eletricidade.

e o “portão” corresponde ao “relógio” de entrada do consumidor final. Essa característica a torna diferente da maioria dos processos de manufatura de produtos usualmente estudados pela ACV. transmissão e distribuição de energia elétrica. Por conta disso. No caso em questão.Modelo de sistema de produto A abordagem adotada para a aplicação da metodologia de ACV foi do tipo “berço ao portão” (cradle to gate). no caso das hidrelétricas é imprescindível a consideração dos aspectos ambientais associados à implantação da infraestrutura utilizada para o processo. o “berço” refere-se à geração. nos quais as principais transformações desenvolvidas são essencialmente de matéria. A geração hidrelétrica demonstra certas particularidades quando observada sob o enfoque da avaliação do ciclo de vida como. o modelo definido para representar o sistema de produto em estudo considerou três subsistemas: geração. pode-se dizer que o inventário da energia gerada nas usinas hidrelétricas A energia potencial gravitacional da água represada se transforma progressivamente em energia cinética. não há. o fato de no fluxo principal de seu sistema de produto ocorrer uma conversão energética21. Considerando que a água entra e sai das turbinas geradoras praticamente com a mesma qualidade. por exemplo. Na opinião da maioria dos especialistas em bancos de dados de eletricidade para ACV. em campo magnético e finalmente em energia elétrica induzida. A fim de atender aos objetivos propostos. No entanto. No que se refere ao subsistema de geração. o fato antes mencionado de 84. 21 195 .3% da energia elétrica consumida no Brasil durante o ano de 2002 ser de origem hidrelétrica foi suficiente para que o modelo adotado para o sistema de produto contemplasse tão somente esta fonte de obtenção. aspectos ambientais significativos associados ao processo de geração de hidroeletricidade. usual nos casos de inventário de ciclo de vida para bancos de dados. potencialmente. tal condição não desobriga que cargas ambientais sejam associadas a esta forma de energia elétrica.

o ICV da própria usina hidrelétrica e. dentro do universo de 171. Assim. há que se considerar a dimensão temporal da usina.607 km de linhas de transmissão. 2004). configuração de barragem. a principal característica do sistema de transmissão reside na tensão de operação de suas linhas. Tabela III-6: Linhas de transmissão da CTEEP Tensão (kV) 69 88 138 230 345 440 196 . não pode ser aplicadas às hidrelétricas. Como visto antes na descrição do processo. A Tabela III-6 indica o número de linhas e suas respectivas extensões. extensão e tipo de trabalhos civis. na qual se considera o elemento mais representativo do universo em estudo como modelo simplificado do sistema de produto a ser inventariado (ESTADOS UNIDOS.é. Este fato faz atentar para a forma de abordagem a ser adotada na definição do modelo do sistema de produto. o sistema CETEEP compreende um total de 11. na verdade. As razões antes enunciadas foram também responsáveis pela adoção das linhas operadas pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) como objeto de estudo para a elaboração do inventário do subsistema de transmissão. condições geográficas locais. Mesmo observando as características das usinas brasileiras não se pode determinar um “processo padrão” para esta classe de empreendimento. Como conseqüência imediata decorre a escolha da usina de Itaipu como o objeto do presente estudo. decidiu-se adotar para fins de elaboração deste estudo. Desta forma. portanto. percebe-se que a abordagem de se fazer um levantamento de inventários de ciclo de vida e a ponderação dos processos representativos das tipologias mais comuns do universo em estudo. operação e desativação (ESTADOS UNIDOS. etc. sua construção. Uma vez que cada usina consiste em um caso específico com diferenças significativas de porte. materiais de construção. 2001). uma abordagem bastante recomendada por especialistas em ACV.000 km que se distribuem pelo país (ONS. Formado por uma malha multi-direcional. não é possível determinar um “fluxograma típico” para a construção de uma hidrelétrica. 2001). para cada uma das tensões em que a companhia opera.

no entanto. revestida com cobre eletrolítico de alta pureza.615 Fonte: (VICTORINO. dada sua baixa incidência. considerou-se o uso de postes de concreto em seção duplo T. Por outro lado. condutores de alumínio para a rede primária e cabos multiplexados. No caso da rede urbana. com tensões de operação variáveis entre 110V e 34.6% do total de eletricidade distribuída no país em 1999. Os condutores usados na rede primária apresentam. terminais e enrolamentos gerados a partir de ligas de cobre. alma de aço recoberta por alumínio de maneira idêntica àquela utilizada nos condutores da rede urbana. para esta situação. 2003). o modelo de transformador adotado para o estudo é composto de tanques e radiadores construídos com chapas e tubos de aço. a existência de rede secundária em regiões rurais.093 24 468 28 4. também produzidos em alumínio para a rede secundária (YOKOTE. em função de sua representatividade. desconsiderou-se para efeito de elaboração do modelo. A definição dos transformadores de cada uma das redes seguiu as mesmas diretrizes empregadas para os sistemas de aterramento. A observação dessas premissas resulta em um universo de 33 concessionárias.1 23 792 195 4. que juntas. Os sistemas de aterramento definidos para as redes urbana e rural apresentaram composições idênticas sendo ambos formados por um cabo de aço recoberto com cobre eletrolítico. 2004) O modelo representativo da distribuição de energia elétrica no país é representado por redes aéreas urbanas e rurais.5kV.No de linhas Extensão (km) 2 2. Já para a rede rural decidiu-se. 197 . e por uma haste confeccionada em aço carbono. e óleo mineral isolante de base naftênica (YOKOTE.637 26 1. por postes de madeira de eucalipto recoberta com material preservante contra a ação de intempéries e degradação microbiológica. responderam por 89. Assim. 2003). um núcleo feito em chapa de aço silício.

do estudo. e mãos francesas deveriam ser levados em conta neste caso. dados relativos aos consumos de materiais para a implantação dos subsistemas. Em seguida. baseando-se na experiência internacional (BRANNSTROM-NORDBERT. os pinos retos. 198 . 1996). Assim. pelo fato de não ser possível determinar a vida útil de uma usina. Análise de inventário Coleta e tratamento dos dados As características deste trabalho. durante a fase de “trabalho de campo” buscou-se coletar da forma mais precisa e criteriosa possível. Observe-se que os equipamentos têm uma vida útil conhecida. de os aspectos ambientais mais significativos estarem associados principalmente à fase de construção dos subsistemas considerados (geração. a barragem pode ser considerada como tendo vida “infinita”. transmissão e distribuição) foram decisivas no estabelecimento da estratégia adotada para a coleta dos dados de inventário. no entanto. o valor de 100 anos. Por conta disso. Fronteiras Outro problema enfrentado durante a definição do escopo residiu na determinação da fronteira temporal. Esta dificuldade se prende à geração da energia hidrelétrica. No entanto. ou horizonte de análise. foram quantificados os ciclos de vida desses materiais possibilitando assim a identificação dos aspectos ambientais a eles associados. as cruzetas.A diversidade de acessórios instalados em um transformador para a proteção da rede elétrica determinou que tais equipamentos deveriam ser também contemplados no modelo. decidiu-se estabelecer como horizonte de análise para o presente estudo. uma avaliação baseada na aplicação de critérios de exclusão por massa indicou que tão somente os isoladores.

a maior parte dos dados se refere a eventos ocorridos uma única vez.Finalmente procedeu-se o tratamento dos dados. No entanto. mesmo após a realização desse esforço. Além dos dados muitas vezes se acharem dispersos por muitos documentos. Nestas condições. Isso ocorreu em razão. De início. Também nesta etapa a peculiaridade da situação obrigou a procedimento não usual. A solução encontrada para minimizar tais carências foi proceder a entrevistas com antigos funcionários e consultores. decidiu-se fazer uma estimativa da energia a ser gerada em todo o período de análise . cinzas de termelétrica. sendo realizadas de maneira bastante cuidadosa. cimento. principalmente do largo período de tempo já transcorrido desde a construção da usina. fato que determinou a realização de um grande número de estimativas baseadas em dados diversos. água de 199 . onde se insere a construção em si da usina de Itaipu. particularmente no caso da geração de eletricidade. As estimativas feitas para os dados primários centraram-se nas atividades desenvolvidas no canteiro de obras. tais como o desvio do rio ou a construção da barragem. bem como certas informações relevantes de projeto. britas. não foram encontrados quaisquer registros para os consumos de diversos materiais. foi aquela a apresentar maiores dificuldades. procedeu-se uma quantificação dos materiais processados no canteiro. Geração A coleta de dados sobre geração. Esse valor foi obtido pela soma dos dados reais referentes aos anos já transcorridos com o produto entre a potência instalada ano a ano e a média entre os fatores de capacidade dos últimos dez anos. que consistiu na conversão à unidade funcional.100 anos. muitos dos componentes da usina não puderam ainda ser diretamente qualificados. Considerando que. tais como areias natural e artificial. a conversão à unidade funcional dos aspectos ambientais associados a esses eventos foi realizada dividindo-se o valor do aspecto pela quantidade total de energia potencialmente gerada em 100 anos.

estimou-se o número de horas de uso de cada equipamento para efeito de estimativa do consumo elétrico. Não foi encontrada nenhuma estimativa para os consumos de recursos empregados na manutenção e na substituição dos equipamentos. equipamentos de lançamento de concreto. Para cada caso estimou-se então a quantidade. Outro aspecto importante para a elaboração do inventário refere-se ao transporte dos operários envolvidos na construção do empreendimento. Em seguida. calculou-se a distância média percorrida pelos ônibus que realizavam tal serviço tomando-se por base no número anual de operários. para efetuar projeções de consumos ao longo de 100 anos de operação. estimado pela área média atual do lago. posteriormente. centrais de concreto. Essas informações serviram para a elaboração de um modelo de cálculo usado. optou-se por levantar dados o mais preciso possíveis para os grandes equipamentos de grande porte. foi possível calcular o peso total em aço para cada unidade. centrais de refrigeração. Para que fossem feitas estimativas nesse sentido. aditivos de concreto e aço estrutural para as armações do concreto. a capacidade e a potência de diversos equipamentos. entre outros. decidiuse efetuar uma estimativa baseada na vida útil e na taxa esperada de manutenção de cada bem. a partir de dados e informações colhidas em literatura técnica especializada proveniente da época da fabricação destes. centrais de armação e carpintaria. a capacidade e a localização dos conjuntos residenciais. sendo que os demais foram agrupados sob uma categoria denominada “outros”.amassamento. baseando-se nas quantidades dos materiais processados em cada uma das centrais. monovias. plataformas. Diante dessa limitação. silos. turbinas. como motores. centrais de britagem. Com base nesses dados. tais como geradores. além disso. o peso. No que diz respeito aos equipamentos permanentes houve dificuldade para a obtenção de dados confiáveis para aqueles ditos de médio e pequeno porte. correias. transformadores e condutos forçados. gelo. Dessa forma. Além dos consumos antes citados de materiais e energia. estudou-se cada uma das unidades componentes do canteiro de obras: centrais de ensilagem. cabos aéreos e guindastes de torre. Esse resultado permitiu 200 . considerou-se ainda para efeito de elaboração do estudo o uso do solo pelo reservatório.

cujos valores puderam ser obtidos apenas de catálogos de colecionadores de miniaturas dessas máquinas. bem como a quantidade de veículos a efetuar tal transporte entre os alojamentos e obra durante os três turnos de trabalho. Tal intervenção foi realizada com o intuito de levantar informações sobre a capacidade produtiva e o consumo de recursos em cada uma das plantas de produção desses insumos no ano de 1977. Tendo em vista a vertiginosa quantidade de obras civis realizadas para a construção da usina de Itaipu. Foram também incluídos na etapa de coleta de dados o transporte de insumos importantes para a construção da usina tais como cimento. baseando-se em registros históricos que descreviam a evolução das obras e de um guia rodoviário da década de 80. foram realizadas estimativas baseadas em fatores de emissão coletados em relatórios gerados ao longo da década de 70 pela Environmental Protection Agency (EPA). promoveu-se uma alocação dessas quantidades para cada máquina. Para essa operação.determinar o número aproximado de viagens realizadas anualmente. Para avaliar as perdas para a atmosfera geradas na operação desses equipamentos. De posse de tais informações foi então possível determinar o número de viagens realizadas em cada caso. Para tanto. Para tanto. o que possibilitou finalmente o estabelecimento da distância percorrida no transporte de cada insumo até a usina. 201 . Paralelamente a essa iniciativa. foram determinadas as distâncias entre cada unidade produtiva e a barragem. diesel. a distância total percorrida para tal operação. próprios de cada tipo de equipamento civil. cinzas e aço estrutural desde as fábricas até a obra em Itaipu. O fato de não ter sido encontrado nenhum dado acerca dessas quantidades motivou um contato com um dos muitos consultores contratados para dar suporte técnico à construção de Itaipu. e assim. partindo de uma lista das máquinas utilizadas nas obras e de dados consolidados de consumo óleo diesel. devido ao fato de os dados originais não se encontrem mais disponíveis sequer nas empresas fabricantes. A seguir. tomou-se como fator de ponderação a potência de cada equipamento. decidiu-se também avaliar a operação das máquinas de construção. foram também entrevistados antigos funcionários de empreiteiras que atuaram no mesmo empreendimento a fim de obterem-se dados sobre a tara dos caminhões. a estratégia adotada foi a de buscar informações junto a literaturas da época que detalhassem os fornecedores destes insumos.

2002) para apoio a ACV. tornaram infrutíferos tais esforços. com alocação das cargas ambientais baseada no poder calorífico superior de cada um dos 14 derivados considerados. 202 . adaptado do banco de dados internacional IDEMAT2001 de SimaPro 5 (Pré Consultants. considerou-se a situação em que se encontrava o Brasil com relação a esse insumo em 1977. óleo de transformador e diesel): fez-se uma estimativa baseada no perfil de refino estabelecido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). refere-se à emissão de gases de efeito estufa gerados pela biomassa alagada. de uma única medição para tais emissões efetuada no passado em uma porção do lago de Itaipu. óleo lubrificante. A ausência de estimativas mais precisas levou a ser considerado. Estas estimativas são resumidas a seguir para cada um dos principais insumos avaliados: • Derivados de petróleo (respectivamente óleo combustível. Para que o mesmo fosse considerado no presente inventário. as controvérsias científicas ainda existentes sobre o assunto e ausência de dados de qualquer natureza sobre as características do reservatório antes do alagamento. O processo de extração do óleo cru em particular foi. ano de efetivo início de consumo de materiais nas obras. No entanto. Para estimar os ciclos de vida dos insumos apontados mais adiante na tabela III-7. buscou-se literatura especializada referente à construção da usina datada a partir de 1977. Para tanto. admitiu-se que o mesmo ocorria em navios petroleiros com características equivalentes àqueles utilizados pela PETROBRAS à época. e no perfil de emissões de um banco de dados australiano. e parte do petróleo importado do Oriente Médio. tanto no mar como na terra. quando parte da demanda era suprida a partir das bacias disponíveis no país. Para determinar a origem do petróleo. Ainda que o procedimento em questão fosse de fato bastante limitado não houve durante a realização do estudo alternativa melhor a ser seguida. que aliás é bastante peculiar às hidrelétricas. foram efetuadas estimativas e considerações baseadas no nível de desenvolvimento tecnológico da época. nos três casos. empreendeu-se de início uma busca a modelos matemáticos capazes de retratar de maneira consistente o comportamento desses rejeitos no que se refere à geração. o resultado da extrapolação para todo o reservatório durante um período de 100 anos. para efeito de inventário.Outro aspecto ambiental. Quanto ao transporte.

verificou-se a particularidade da indústria brasileira de cimento. gipsita. por falta de representatividade. ônibus. • Aço: assim como no caso do cimento. no entanto. Foram estimadas as extrações da calcita. devida principalmente. 2002). argila. Assim. pela forte presença do carvão vegetal na matriz siderúrgica da época. foram também empregados valores britânicos. 2002). mas a capacidade e número de vagões de cada composição foram obtidos junto à empresas nacionais de transporte de cargas para as condições da época. tanto pela via seca como pela úmida. consultados especialistas em produção de cimento. buscou-se utilizar uma base de dados para ACV. dos processos para a obtenção de carvão vegetal. o ciclo de vida do aço no Brasil da década de 70 não pode ser aproximado pelas bases de dados disponíveis para ACV. foram determinados os aspectos ambientais das operações de extração do minério de ferro e carvão mineral. o transporte destas desde as principais áreas extrativas no Brasil até as plantas já identificadas que forneceram para Itaipu e a obtenção da farinha crua e do clínquer. sendo o total produzido ponderado de acordo com a média nacional á época. e a geração termelétrica distribuída por combustível. desenvolveu-se todo o ciclo de vida da produção do cimento Portland usando dados de consumo e emissões obtidos em literatura brasileira da década de 70. decidiu-se mais uma vez desenvolver todo o seu ciclo de vida desse insumo. Finalmente para ao transporte naval utilizou-se o banco de dados IDEMAT2001 de SimaPro 5 (Pré Consultants. trem de carga e navio): o consumo de diesel e as emissões atmosféricas relativas ao transporte rodoviário (caminhões e ônibus) foram determinadas de fatores de emissão ingleses para motores diesel. da 203 . Dessa forma. Para o caso do transporte ferroviário em particular. • Transporte (respectivamente por caminhão. Assim. principalmente na década de 70. tomando-se como referência o ano de 1977. • Cimento Portland: no caso do cimento Portland. considerando diferentes rotas de produção e ponderando o total pela porcentagem de cada modalidade na matriz siderúrgica do Brasil em 1977.• Eletricidade: realizou-se uma aproximação com base na matriz energética brasileira existente em 1977. admitindo-se a geração hidrelétrica como fluxo primário apenas para verificação posterior de sua real contribuição. oxigênio e sucata. Os dados de emissão foram mais uma vez obtidos IDEMAT-2001 disponível em SimaPro 5 (Pré Consultants.

Em relação ao cimento. Transmissão A elaboração do inventário para a transmissão de energia elétrica adotou procedimentos semelhantes àqueles usados na geração. à época. Diante desse quadro. isolantes (vidro e porcelana) e para raios (aço). estrutura (aço). A coleta de dados consistiu na identificação e quantificação dos principais materiais consumidos na construção das linhas de transmissão da CTEEP. LD e elétricos e da laminação do aço. Os resultados obtidos estão apresentados na tabela III-7 que inclui também a identificação do aspecto ambiental do uso do solo. da produção do aço em fornos do tipo SM. condutores (aço. • Cobre: o ciclo de vida do cobre foi de mais simples estimativa. O resultado dos levantamentos antes descritos produziu um inventário de ciclo de vida para a geração hidrelétrica de Itaipu no qual aparecem relacionados 127 aspectos ambientais. para o presente caso foram considerados dados brasileiros da década de 70. indicadas antes na tabela III-6 Esta quantificação foi feita para fundações (concreto e aço). para a determinação dos aspectos ambientais relacionados a esse processamento fez-se uso uma vez mais de IDEMAT-2001 de SimaPro 5 (Pré Consultants. da produção de gusa em alto-forno a carvão mineral. Distribuição A elaboração de inventário da distribuição empregou uma estratégia de abordagem semelhante àquelas descritas para os subsistemas anteriores. 2002). obtidos em uma extensa literatura da época consultada. estabelecer as características da infra204 .coqueificação e da sinterização. junto a empresas chilenas por meio de importação. uma vez que esse insumo foi adquirido. alumínio e cobre). da produção de gusa em alto-forno a carvão vegetal. Esse esforço em particular consistiu em determinar a participação de cada concessionária no mercado nacional de distribuição de eletricidade. além das respectivas etapas de transporte quando existentes.

que a elaboração dos estudos que serviram de base para essa consolidação foi suportada em muitos casos. informações provenientes de diversos segmentos produtivos da indústria brasileira bem como de agências governamentais. além de descrever as atividades realizadas para a elaboração dos inventários que compõe este estudo e dos conseqüentes resultados obtidos. A decisão pelo uso de tais fontes foi tomada de maneira consciente. A Tabela III-7 traz o resultado da modelagem acima descrita no que se refere ao consumo de materiais necessários para a distribuição de 1MWh de energia elétrica no Brasil. a maior barreira a ser transposta.estrutura utilizada nesse serviço. 4. Os dados que constituem os inventários dos ciclos de vida desses materiais e combustíveis são secundários. demonstrar algumas das dificuldades e limitações enfrentadas ao longo do desenvolvimento desta iniciativa. CENTRE. mediante a aplicação de critérios. 2001. ANAEEL. CONSIDERAÇÕES FINAIS O arrazoado antes apresentado procurou. Para tanto buscou-se obter junto a essas mesmas empresas concessionárias. CENTRE. 1998a. informações específicas de seus sistemas. É possível notar pelo número de considerações realizadas. 205 . para suprir a carência de dados primários em certas situações. Como se pode notar pelo relato em questão. julgou-se ser essa uma alternativa mais pró-ativa que a simples não realização do estudo por falta de dados. estimativas consistentes para fins de especificação desses acessórios (ABRADEE. que foram complementadas posteriormente por normas de projeto. e quantificar as perdas energéticas ocorridas durante o processo de distribuição propriamente dito. foram coletadas informações junto a documentos técnicos e catálogos de componentes que fornecessem. sem sombra de dúvida. a indisponibilidade de dados que refletissem de maneira consistente o perfil de aspectos ambientais da energia elétrica no Brasil foi. 2002. Suas fontes de obtenção originam-se de bancos de dados europeus e australianos (IDEMAT. 2000). por bancos de dados internacionais. 1998b). No que se refere à manufatura dos componentes da rede de distribuição. Muito embora fosse sabido de antemão que o uso de tais referências imporia distorções de diferentes graus aos resultados finais produzidos pelo estudo.

74 DISTRIBUIÇÃO 1250 141 405 1613 985 352 0 222 0 0 10400 124 0 292 0 0 0 0 5.59 0 0.45 0. Dimensões de rede de distribuição e números de transformadores .17 0 0 4. Brasil. ABRADEE – Associação Brasileira de Distribuição de Energia Elétrica.15 0. NBR ISO 14040 Gestão ambiental – Avaliação do ciclo de vida – Princípios e estrutura.62 3590 0 2650 0 0.6 0 2. 2002.14 33. 206 • .A geração de tal impasse vem apenas reforçar a necessidade da criação de bancos de dados consistentes e genuinamente brasileiros para fundamentar os futuros estudos de ACV a serem realizados no país.1 0 296 0 0. ABNT. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Tabela III-7: Consumo de materiais para a construção da rede elétrica brasileira MATERIAIS aço água areia alumínio brita cimento cinzas cobre diesel eletricidade madeira óleo mineral óleo lubrificante porcelana rocha terra uso do solo vidro UNIDADES kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh kg / GWh GWh / GWh kg / GWh l / GWh l / GWh kg / GWh l / GWh l / GWh km2 / GWh kg / GWh TABELA DE MATERIAIS GERAÇÃO TRANSMISSÃO 142 391 242 75 412 217 0 117 0 528 278 189 33.0006 0 9. 2001.38 0 0. Rio de Janeiro.

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GP2 has identified the necessity of a central coordination in order to elaborate regional databases able to support LCA studies in Brazil. . electrical energy. For energy transmitting the model considered cables with tension level between 69 and 440KV and the distribution was based on data of 33 companies which realize this service in urban and rural levels. This action was followed to the quantification of the life cycle of these materials. consolidated from three master dissertations developed by GP2 members. 211 . the strategic approach adopted to the study consists in determining the material consumption related to these undertakings. GP2 has been dedicating special attention to the consolidation of the use of this technique in the country. transmitting and distribution of electric energy. The present study. In order to model the generation step. Considering the importance of LCA in this context. As the most significant environmental aspects were associated to the building up of the structures from these subsystems. was selected the power plant of Itaipu. This chapter brings a contribution of the group to the so-called initiative. electric system. inventory.Abstract: Group pf Pollution Prevention – GP2 was created in 1998 with the mission of minimizing the adverse impacts over the security and the environment generated by the chemical process industry. presenting the experience to perform the Brazilian’s electricity database. which data were collected in international databases Keywords: GP2. shows the main results obtained and discuses the major problems and difficulties overcame in order to achieve consistent the inventories. In its effort. The product system defined to the study comprehend the subsystems of generation. which were represented by primary data.

cl Universidad de Chile. Ante a un mercado mundial cada vez más 212 DE VIDA: NUESTRA . Departamento de Ingeniería en Minas Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Av. CHILE Claudio Zaror . La ley de los minerales baja con el tiempo. generándose mayores impactos ambientales. Departamento de Ingeniería en Minas Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Av. Concepción.cl Centro de Investigación Minera y Metalúrgica (CIMM) Av. ACV – APLICAÇÕES 1. CHILE Ingrid Rozas – irozas@cec. Departamento de Ingeniería Química Facultad de Ingeniería Víctor Lamas 1290. Tupper 2069. METALES Y ANÁLISIS DEL CICLO EXPERIENCIA EN CHILE Claudia Peña – cpena@cimm. Vitacura.cl Universidad de Concepción. Santiago-CHILE Jacques Wiertz – jwiertz@cec.IV.CHILE Resumen.uchile.uchile. Santiago. MINERÍA.czaror@udec. Parque Antonio rabat 6500. requiriendo mayor consumo de energía y agua para producir cantidades rentables de producto y consecuentemente.cl Universidad de Chile. Tupper 2069. Santiago.

2002. Análisis de Flujo Material (Economy-wide material flow analysis – MFA): se ha desarrollado desde los 90s con la cooperación de muchos institutos de investigación y organizaciones. ya que ambos insumos serán gravitantes en los indicadores resultantes del sistema productivo en su conjunto. Instituto para Estudios Interdisciplinarios de las Universidades Austriacas (Dept. técnica y económica y permite la evaluación cuantitativa y el análisis sistemáticos de todo el sistema productivo (incluyendo el ciclo de vida de los productos). el Medio Ambiente y la Energía. EEA. metales. midiendo los impactos “aguas arriba o abajo” de la cadena productiva ante distintos escenarios de operación.UN (2002): Reporte de la Cumbre Mundial sobre Desarrollo Sustentable. fundición o lixiviación y refinación del metal. Economy-wide material flow accounts and derived indicators. Johannesburgo. UN. estos métodos fueron estandardizados en una guía metodológica (la EUROSTAT. A/CONF. es decir. Luxembourg. 2000. Eurostat etc. Asimismo. Luegos. esto implica considerar la contabilización de los flujos másicos y energéticos mediante el 22Análisis de Flujo Material para las etapas principales de la producción. minerales. . impactos. El AFM tiene el objetivo de cuantificar el intercambio físico entre la economía nacional y el medio ambiente y proporciona una base de datos importante para establecer una serie de indicadores ambientales de presión. de Ecología Social). entre los que figuran el World Resources Institute. desde una perspectiva integral que le permita la gestión sustentable de sus sistemas productivos y por ende de sus productos en el tiempo. es especialmente importante evaluar los impactos ambientales y económicos asociados al consumo de agua y a la producción de energía que alimentan los procesos metalúrgicos. Actualmente. la metodología del análisis del ciclo de vida (ACV) aparece como una herramienta adecuada pues integra las variables ambiental. Naciones Unidas.Benchmarking the millennium. la minería debe abordar los problemas asociados al impacto ambiental de su actividad. (. En la industria del cobre. A methodological guide Office for Official Publications of the European Union. medioambiente.199/20. se han arreglado en un marco fijo y caracterizado por un método transparente de agregación de datos. 22 213 . o de cada unidad de operación por separado. European Environmental Agency. 2001. la EU-funded para la acción concertada)) en 1996 para apoyar intercambio de información y fomentar la investigación. Instituto Wuppertal para el Clima. 2001a). En el 2001. minería. la Agencia europea del Ambiente y Naciones Unidas (la EUROSTAT. cobre. 26 Agosto. molienda. New York.Eurostat (2001). Palabras Claves: ACV. Copenhagen. extracción de mineral. aparecen frecuentemente en los resultados oficiales de muchas instituciones y organizaciones tales como la EUROSTAT. se estableció la red ConAccount (coordinación de la contabilidad regional y nacional del flujo material para Sustentabilidad Ambiental. Esto es especialmente relevante en el mundo en desarrollo donde ocurre la mayor actividad minera del mundo. LCA.exigente ambientalmente.4 Septiembre. 2001) aunque algunos temas relativos al AFM todavía no se han tratado.EEA (2002): Environmental signals 2002 . Sur África. En este contexto. . concentrado. Environmental assessment report No 9. Estos indicadores altamente robustos.

la política integral de producto de Europa (IPP) y consecuentemente. como parte importante de los sistemas productivos. Los metales.INTRODUCCIÓN El uso racional y sostenible de recursos naturales es hoy un desafío importante para la industria de minera. maquinarias. nos parece necesario llevar a cabo un programa de investigación y desarrollo para la industria minera que apoye su gestión. por ejemplo) en mercados ambientalmente exigentes. Consecuentemente. las exigencias ambientales en cuanto a certificación estandarizada (ISO) en la comercialización de productos y commodities. Asia fue el principal destino del cobre chileno con una participación de 47%. la sustentabilidad ambiental de los productos mineros.). especialmente en los mercados del mundo desarrollado. En el marco de la globalización. pero también a países europeos. Chile es el principal productor de cobre en el mundo y el 31% de su exportación se destinó a Europa el ano 200223. aviones. piezas de automóvil. como importadores. tendrán una connotación importante en la certificación de distintos productos. etc. se han ido configurando con mayor fuerza en los últimos años. tanto durante el desarrollo de productos o directamente como parte parcial o total de productos finales (cañerías de agua potable. cables eléctricos para electrodomésticos. Considerando que el ACV es una metodología en pleno desarrollo en el mundo y muy nueva aun en la minería. 23 214 . 17/07/2003. El aprendizaje así ganado. como el Protocolo de Kyoto (calentamiento global-efecto invernadero: contabilidad del gases). implicando principalmente a los países en vías de desarrollo como principales productores. posicionará adecuadamente a la industria minera en la discusión internacional entorno a los acuerdos ambientales. junto a otros países En el año 2002. entorno a los etiquetado ambientales que se discuten internacionalmente en la OMC. pero empiezan ya a tener importancia en la competitividad de los productos (los programa de eco diseño y eco eficiencia en Europa. con herramientas que incluyan además de las variables tradicionales a la gestión. como los del mundo desarrollado. los proyectos de investigación y desarrollo permitirán avances innovadores en este ámbito. Los eco etiquetados aun son voluntarios. Comunicado de Prensa de Cochilco. seguido de Europa (occidental y oriental) con un 31% y América y otros con 22%. Chile como país minero.

y los 3 4 Conclusiones del Taller en ACV & Minería y Metales. Sin embargo. 17/1. 1997. fuerza. Spatial Aspects of Human Toxicity in LCIA. Vol. es muy significativo si se considera que ya han desaparecido o están en vías de hacerlo. Hauschild. tomando en cuenta que después de que un compuesto se ha emitido. AGOTAMIENTO DE LOS RECURSOS MINEROS METÁLICOS Las reservas mineras constituyen la fracción identificada y económicamente recuperable de los recursos mineros para un elemento o un compuesto dado. SETAC Journal. la carencia de la diferenciación espacial durante la construcción del inventario puede conducir a una evaluación incorrecta del impacto. partiendo por la necesidad de identificar en primer lugar. es decir las reservas. Este rol. Montreal abril del 2002 J. Potting and M. aquellos aspectos comunes a los procesos mineros (para la producción de cobre) para los cuales la aplicación de modelos genéricos de ACV es factible y aquellos para los cuales deberá considerarse las condiciones particulares 4sitioespecíficas y sitio-dependientes. Por un lado. muchas de las antiguas e importantes escuelas de ingeniería en minas del mundo. técnicos (puesta a punto de nuevas tecnologías). la explotación minera tiende a reducir estas reservas. pero la exploración geológica y el descubrimiento y reconocimiento de nuevos yacimientos permiten reponerlas e incluso aumentarlas. es decir altura.latinoamericanos. ya que los requisitos de datos para este último. Así también cada fuente-tipo se relaciona con algunas características típicas del ambiente que las recibe. y patrón temporal. es discutiblemente superior a acercamientos más sitioespecíficos. son mucho mayores. En LCA no se presta generalmente ninguna atención al lugar en donde una emisión es lanzada. Por otra parte. Cada fuente-tipo se relaciona con algunas características especificadas. éste se distribuye en el ambiente. factores económicos (variaciones en los precios de mercado). dando por resultado. El acercamiento genérico de impactos al medio ambiente producto de emisiones contaminantes. La tarea es sin duda ardua y extensa3. como densidad demográfica y superficie del área expuesta 215 . La cantidad de reservas tiende a variar en el tiempo. ambientales (mayores exigencias) y sociales (mercado del trabajo) pueden a su vez desplazar en un sentido o en el otro el límite entre los recursos económicamente atractivos. tiene un rol de liderazgo que cumplir como impulsor de desarrollo de bases de datos para inventarios y metodologías de evaluación del impacto del ciclo de vida para la minería y de otras disciplinas relacionadas como la evaluación de riesgo ambiental de metales (cobre) y emisiones metalúrgicas. una exposición que pudo haber excedido los niveles de riesgo ambiental.

cambiando al volumen natural de cuerpos de agua y potencialmente aumentando el nivel medio general de la contaminación). por diluido que esté. Sin embargo. La explotación minera y el procesamiento de los minerales se traduce por una transferencia de los metales desde las reservas hacia el stock de metales en uso. la explotación minera genera grandes cantidades de residuos donde se pierde parte de los metales de interés. En efecto. Sin embargo. que corresponde al mineral sulfurado de cobre del yacimiento de Chuquicamata en el norte de Chile). En la Figura IV-1 se grafica el ciclo de vida que siguen actualmente los minerales luego de ser considerados recursos económicamente explotables. Finalmente. siendo imposible alcanzar una recuperación de 100%. cuya explotación es económicamente atractiva en el momento y bajo condiciones existentes. parte de los metales contenidos en estos desechos industriales se pierde por estar demasiado diluidos o por estar asociados a otros compuestos desde los cuales es muy difícil separarlos. Algunos autores. existe un límite de concentración bajo el cual no es posible una recuperación efectiva.recursos marginales. ya que su procesamiento genera más desechos y emisiones y requiere de mayor consumo de energía para la obtención del metal (afectando ecosistemas. pero una fracción importante se pierde definitivamente debido a la alta dilución o a las dificultades de acceso a estos residuos. Las leyes de los minerales decaen en el tiempo al explotarse los yacimientos (un ejemplo de esto se muestra en el gráfico de la Figura IV-2. estos metales en uso pasan a formar parte de los desechos industriales desde los cuales una fracción es eventualmente posible de reciclar. lo cual lleva al cierre de faenas. como lo muestra la aplicación del Análisis del ciclo 216 . Eventualmente. dándole un nuevo empleo (recursos secundarios). El descenso en las leyes de los minerales trae asociado crecientes impactos ambientales al ser explotados. han sugerido el carácter casi inagotable de la mayoría de los recursos mineros metálicos de interés industrial. Estos residuos mineros podrán eventualmente ser reprocesados en la medida que cambien las condiciones económicas y/o tecnológicas. Las leyes pueden decaer incluso hasta niveles que no son económicamente rentables con las tecnologías disponibles. planteando que sería posible en el futuro recuperar metales desde cualquier tipo de roca. sumándose así a los recursos marginales. sin embargo.

de Vida a la producción de cualquier metal. abren un abanico extremadamente amplio de opciones para un insumo dado. existen muchas variantes tecnológicas que. Uno de los insumos más importantes de la actividad minera chilena es la energía eléctrica. la información de las bases de datos genéricas es apropiada solo para estudios preliminares. 217 . concentración y refinación del mineral. mientras que el 10% restante se relaciona con la manufactura de los insumos requeridos para la actividad minera (ej. Entre 50-60% de las emisiones de CO2 en la producción de Cu ocurren durante la generación de energía eléctrica. insumos químicos. bolas. se llega a un límite bajo el cual la cantidad de metal recuperado es inferior a la cantidad neta de metal involucrada en la producción y el resultado final es una pérdida neta de metal. energía y otros insumos. Alrededor del 90% del consumo eléctrico a través del ciclo de vida (cuna-puerta) ocurre durante las operaciones de extracción. Por lo tanto. ácido sulfúrico). En efecto. LAS FUENTES DE ENERGÍA ELÉCTRICA Y EL ANÁLISIS DE INVENTARIO DE LA PRODUCCIÓN DE COBRE EN CHILE El análisis de inventario se ve limitado por la carencia de información confiable acerca de los balances de materia y energía requeridos. las cargas ambientales asociadas a los principales insumos energéticos y materiales son difíciles de conocer a menos que se tenga acceso directo a los datos de los respectivos procesos. lo que se traduce a su vez por un consumo neto de metal. Tabla IV-1. sumadas a la gestión real de los procesos. Al respecto. En gran parte de los casos. la explotación minera involucra el uso de maquinarias.

2.Reservas mineras Metales en uso Recursos mineros Desechos industriales reciclables Desechos industriales no reciclables Desechos mineros reprocesables Desechos mineros no reprocesables Figura IV-1: Ciclo de vida de los recursos mineros.5 0 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 años 218 .5 leyes de Cu % 2 1.5 1 0.

con un parque generador constituido en un 60% por centrales hidráulicas de embalse y pasada. diesel y del ciclo combinado a gas natural. 1999) En Chile. Cabe destacar que las actividades de la Gran Minería del Cobre se sitúan. el Sistema Interconectado Central (SIC) es el principal sistema eléctrico del país. Por su parte. Central. dependiendo de su ubicación específica. El Sistema Interconectado del Norte Grande (SING) está constituido por el conjunto de centrales generadoras y líneas de transmisión interconectadas que abastecen los consumos eléctricos ubicados en las regiones I y II del país. Aysen y Magallanes). fuel. y en un 40% por centrales térmicas a carbón. con una capacidad instalada cercana a 4. mayoritariamente.000 MW. 219 . Operan en el SING un total de 6 empresas de generación. presentan una mezcla de suministros hidroeléctricos y diversas fuentes termoeléctricas.Figura IV-2: Caída de las leyes de mineral en Chuquicamata (Codelco Chile. Las actividades mineras del Norte Grande son alimentadas con termoeléctricas que operan a carbón. diesel y del ciclo combinado a gas natural. por tipo de Termoeléctrica. en estas dos regiones de Chile. Por otra parte. El SIC tiene una capacidad instalada de casi 7. fuel oil. entregando suministro eléctrico a más del 90% de la población del país y se extiende desde la Región III hasta la Región X. las plantas que producen bolas de acero y ácido sulfúrico situadas en la zona Centro-Sur de Chile. gas natural. Tabla IV-1: Tonelaje de CO2 emitido por MWh. distribuidas territorialmente en cuatro sistemas eléctricos (Norte Grande. existen 31 empresas generadoras de electricidad que contribuyen a la red nacional. con y sin ciclo combinado. el parque generador está constituido en un 99. fuel.000 MW.6% por centrales térmicas a carbón. diesel. En esta zona de Chile se encuentra la mayor parte de las industrias que suministran insumos a la actividad minera.

7 – 0. tanto en condiciones de laboratorio. Generalmente.UU.4 – 0. o Europa.8 Es importante identificar con precisión las fuentes de energía eléctrica utilizadas para no cometer errores en la estimación de las cargas ambientales asociadas. Los 220 . Algunos de estos estudios se hacen en colaboración con universidades de EE. se comenzaron a desarrollar diversos programas de investigación para evaluar cuantitativamente los efectos agudos de la exposición humana y ambiental a este metal.8 –1. lo incluyó de forma provisional en un listado en el que figuraba a la par que el plomo como elemento significativa para la salud humana.9 0. la Organización Mundial de la Salud. las empresas mineras reciben suministro eléctrico de varias centrales generadoras. Se generaron modelos de exposición al cobre en agua potable. aire y también se evaluó su toxicidad en organismos acuáticos y en plantas terrestres (cultivos agrícolas). Actualmente se están haciendo estudios en distinatas universidades Chilenas y también en el Centro de Investigación Minera y Metalúrgica para evaluar los efectos crónicos de la exposición al él. en su Guía sobre Calidad del Agua Potable el año 1993. por lo que es necesario conocer la contribución de cada una al consumo total. como naturales. alimentos. A raíz de esto.4 0.3 – 0. en Chile y con el apoyo de fondos locales (de la Comisión Chilena del Cobre y de la Corporación del Fomento de la Producción y de la industria del cobre en Chile) e internacionales (la International Copper Association).6 0. Estudios previos y en curso sobre cobre y medioambiente.Fuentes de Energía Eléctrica Termoeléctrica a Carbón/Coke SING Termoeléctrica a Gas Natural en SING Termoeléctrica a Carbón en SING Termoeléctrica/hidroeléctrica del SIC Ton CO2 / MWh 0. Aunque el cobre es un micronutriente para el ser humano y los animales.

Experiencia en Chile en Análisis del ciclo de Vida para la Minería. lo que hace especialmente relevante el considerar las condiciones sitio específico y dependiente del lugar. En el año 2001 el grupo CIMM-Universidad de Chile. de varios temas concernientes al desarrollo del LCA y de sus aplicaciones en la minería. sobre los efectos de la exposición al arsénico de plantas y animales en el norte de Chile. Sin embargo bajo este ambiente especial. En diversos talleres sobre medioambiente en Chile se presentan continuamente estudios que se están llevando a cabo especialmente en las universidades del norte del país. Ha habido algunos avances en Chile en los últimos años. de Ingeniería en Minas). comenzó a desarrollar un análisis del ciclo de vida de dos procesos metalúrgicos de la producción de cobre en 221 . en cuanto al desarrollo de bases de datos para inventarios del ciclo de vida. hasta ahora sólo ha trabajado el grupo de investigación conformado por investigadores del CIMM y de la Universidad de Chile (Dep. especialmente orientados a gestión. incluso en lugares no afectados por la actividad minera. En la facultad de ingeniería de la Universidad de Concepción se ha avanzado bastante en esta área.resultados obtenidos se han ido publicando en revistas especializadas y han sido considerados relevantes en la comunidad científica y regulatoria internacional. Aunque los trabajos de este grupo han sido fundamentalmente teórico. al momento de hacer la evaluación de impactos ambientales asociados a la producción de cobre. pueden considerarse tóxicos para el ambiente natural en cualquier otro lugar del mundo. Hay que destacar que la mineralogía de esta zona del país es rica en arsénico y los niveles de concentración de éste elemento. se han desarrollado animales y plantas a través del tiempo. la participación de varios de sus miembros en la iniciativa mundial del ciclo de vida impulsada por la Organización de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente y la Sociedad de Toxicología Química y Ambiental “UNEP/SETAC LC Initiative”. al interior de algunas de las empresas mineras en el país. En cuanto al desarrollo de metodologías de impacto del ciclo de vida para la minería. en producción energética y minera y también en la industria forestal. ha sido importante en cuanto a la adquisición de conocimientos científicos y técnicos y de la oportunidad de participar en la discusión mundial con los expertos en el área.

El estudio se hizo con datos publicados y utilizando las bases de datos y las metodologías de evaluación de impacto.Chile. desarrollado por Billiton. permitió tener una primera visión de cuáles son las carencias metodológicas para llevar a cabo un ACV a la minería. En la Figura IV-3 aparecen esquematizados ambos procesos.SX Unit of Electrowinning CATHODE Figura IV-3: Procesos metalúrgicos para la producción de cobre en Chile.. CONCENTRATE Drying Unit Smelting Unit #1 Smelting Unit #2 CONCENTRATE WATER Convertion Unit Fire-Refining Unit Electro-Refining Unit CATHOD Unit of Bioleaching . concentración y posteriormente las secuencias metalúrgicas de fundición y electro refinación y el nuevo proceso hidrometalúrgico "BioCOP". consistente en la las etapas de molienda. Este proceso. fueron el proceso piro metalúrgico tradicional para producir cátodos de cobre a partir del mineral sulfurado. a partir de mineral sulfurado En este estudio se pudieron identificar algunos de los parámetros que aparecen como los más relevantes para ser considerados en la realización de una evaluación de impactos de la producción de cobre en Chile. consiste en las etapas de molienda. también para la obtención de cátodos de cobre a partir del mineral sulfurado. Además. disponibles en el software comercial SIMAPRO 5®. así como también. determinar las falencias 222 . extracción por biolixiviación/solvente y electro-obtención. Este trabajo representa una de las primeras tentativas de aplicar la metodología de LCA a la minería y a los procesos metalúrgicos en un país en vías de desarrollo. Los procesos elegidos como estudios de caso.

de varias bases de datos comerciales que se evaluaron. condiciones sociales. para del cual se muestran en las Figura IV-4 y Figura IV-5 algunos de sus resultados. eventuales condiciones ecológicas extremas (como el nivel de arsénico natural en el norte de Chile). la utilización de desarrollos metodológicos y bases de datos para inventarios del ciclo de vida. . Sin embargo. Los países en vías de desarrollo tienen condiciones muy diferentes a las del mundo desarrollado. mayor tendrá que ser también el nivel de detalle de la información necesaria y de la representatividad y por ende de la complejidad de los modelos de evaluación de impacto que se utilicen. por lo cual no es factible la aplicación directa de las bases de datos y de las metodologías de evaluación de impactos del ciclo de vida disponibles en los software comerciales (como el Ecoindicator 99 de Simapro). un interés y compromiso verdadero de la industria son necesarios para poder llevar acabo este análisis. • • 223 . Este ejercicio. Por tanto. ya que la realización de un ACV requiere de datos reales de flujos de masa y energía que entran y salen del sistema productivo. El LCA tiene componentes locales fuertemente sitio-específicos y/o sitio-dependientes. llevó a las siguientes conclusiones: • El ACV de los procesos metalúrgicos es una herramienta apropiada para cuantificar los impactos ambientales y a la salud humana. para que los resultados que se obtengan correspondan efectivamente al sistema que se evalúa. económicas. cuanto mayor sea el rango de precisión requerido en los resultados. geográficas y tecnológicas. disponibles en el mercado. Además. para representar adecuadamente la realidad operacional de la minería nacional. como la biota local. deben ser revisados y modificados para su uso en minería y en el mundo en desarrollo (se debe considerar también que hasta ahora se ha trabajado muy poco en el mundo en ACV y minería).

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“Cooper Concentrate Bioleaching. 225 . SETAC. "A Technical Framework for Life Cycle Assessment". XIV. “Study of Arsenic in Pyrometallurgical Copper Plants in Chile". Rozas Ingrid. "Streamlined LCA: A Final Report from SETAC North America"..1996. Streamlined LCA Workgroup. “Effects in the site-location in the environmental impact of a industrial process: application of the LCA methodology”. in press. SETAC. USA 1991. Pré Consultants. XII. XIII. XV. 13-15 May 1998. a Clean. April 2000. X. Chemical Engineering Department. Environmentally Acceptable Alternative”. Santiago Chile. XI. Chemical Engineering Department.IX. University of Chile. SETAC and SETAC Found. Education. 1993. USA 1999. 2002. en: IV International Conference On Clean Technologies for the Mining Industry”. For Environ. Pérez et al. Guidelines for Life-Cycle Assessment: a Code of Practice. University of Chile. USA. The Eco-indicator 99 a damage oriented method for Life Cycle Impact Assessment. Vergara Antonieta.

entre varios países de Europa y el Sistema Interconectado Central de Chile (SIC) 226 .Figura IV-5: Comparación de los impactos al medioambiente de la producción de energía.

Tupper 2069. Tupper 2069. greater impacts to the environment. Minerals’ law decays with time.CHILE Abstract. Facing a world which is increasingly concerned for the environment.cl Universidad de Chile. Departamento de Ingeniería en Minas Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Av.cl Centro de Investigación Minera y Metalúrgica (CIMM) Av. CHILE Claudio Zaror . technical and economic variables. Santiago-CHILE Jacques Wiertz – jwiertz@cec.uchile. because it integrates environmental.uchile. and allows to make quantitative and systematic evaluations of all the productive system. LCA methodology seems to be a suitable tool for that purpose.cl Universidad de Chile. In the case of copper industry. CHILE Ingrid Rozas – irozas@cec. Santiago. and consequently.MINING AND METALS & LCA. for ensuring the future sustainability of their products. requiring greater consumption of energy and water.czaror@udec.cl Universidad de Concepción. OUR EXPERIENCE IN CHILE Claudia Peña – cpena@cimm. Concepción. Departamento de Ingeniería en Minas Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Av. Vitacura. this 227 . Parque Antonio rabat 6500. or of each operation unit separately. measuring the impacts through all the productive chain for different operation scenarios. Santiago. to produce profitable amounts of product. Departamento de Ingeniería Química Facultad de Ingeniería Víctor Lamas 1290. mining industry must have an integral approach to the environmental issues related to its production systems.

mining. LCA includes a local component which could be strongly site-specific and sitedependent. So. using the methodology of Material Flow Analysis. LCA. in Chile or in other developing country. 228 . copper.includes to consider the accounting of mass and energy flows of the major metallurgical operations. they have to be reviewed and modified according to the specific local conditions. environment. and to the production of energy that feed the metallurgical processes. prior to the application of LCA methodologies and databases made for the developed world. Keywords: Life Cycle assessment. because the operating conditions are quiet different to those of the developed world. It is also important the evaluation of the environmental and economic impacts associated to the water consumption. minerals. metals. For Latin-American countries the local component must be carefully considered when an LCA is run.

aparena@frm. técnico. por su escala y permanencia. Cricyt (CONICET). Resumen: El desarrollo del hábitat humano. estético o sociocultural. Av. Sin embargo. sino también información adecuada y objetiva sobre las mismas. El proyectista posee una gran influencia sobre los distintos factores que influyen sobre el comportamiento energético-ambiental de los edificios.edu. Fax: 0261 4287370.utn. Ruiz Leal s/n. son de orden económico. debe tener a disposición no sólo alternativas tecnológicas válidas. Más aún. mientras que los aspectos ambientales no han sido incluidos. INCIHUSA. Grupo CLIOPE-Energía.ar Laboratorio de Ambiente Humano y Vivienda. representa el impacto físico de origen antropogénico más significativo sobre el ambiente natural. Parque Gral. los aspectos que tradicionalmente han guiado el diseño en el sector edilicio. existe plena 229 . lo que plantea la necesidad impostergable de comenzar a implementar estrategias para controlar y eventualmente revertir los procesos de deterioro que se están produciendo. y métodos rigurosos y científicos que le permitan evaluarlas de un modo integral. ambiente y desarrollo sustentable. Facultad Regional Mendoza. San Martín. Para que el proyectista pueda incorporar la dimensión ambiental entre las variables de diseño. Universidad Tecnológica Nacional. Sector edilicio. Impacto ambiental. El análisis del ciclo de vida es uno de estos instrumentos que permite llevar a cabo las evaluaciones tomando en consideración los impactos ambientales ocurridos durante todas las etapas del ciclo de vida del sistema evaluado. Tel 0261 4287370.O ANÁLISIS DEL CICLO DE VIDA Y LA SUSTENTABILIDAD AMBIENTAL DEL SECTOR EDILICIO EN ARGENTINA Alejandro Pablo Arena. INTRODUCCIÓN El imperativo de alcanzar el desarrollo sustentable de la sociedad humana en medianos y largos plazos está fuera de toda cuestión en ámbitos científico-tecnológicos. Se presentan algunas consideraciones particulares a tener en cuenta para la aplicación de esta metodología al estudio de sistemas del sector edilicio Palabras clave: Sustentabilidad. 5500 Mendoza.

plantean la necesidad impostergable de comenzar a implementar estrategias para controlar y eventualmente revertir los procesos de deterioro que se están produciendo. clima. consumo de energía. económicos y ambientales. sin ignorar la problemática ambiental. calidad de vida. cuya realidad está caracterizada por un número de factores que contribuyen a determinar un estado de estancamiento en el que la necesidad de movilización hacia la consecución de un futuro sustentable parece un problema remoto. quienes habiendo completado su formación de grado hace algunos años. impacto ambiental. la energía. El eventual agotamiento de los combustibles fósiles sumado a los impactos ambientales adversos que su uso masivo está causando. que con frecuencia elabora su propuesta de educación centrada en la disciplina. Esto adquiere particular relevancia en el caso de los países en vías de desarrollo. Es evidente que para ello resulta indispensable la profundización de los conocimientos por parte de los sectores responsables de la producción y la gestión del hábitat y la energía. y presenta una escasa integración de conocimientos entre disciplinas tales como: confort. en aspectos sociales. Una dirigencia que. el desarrollo del hábitat. dentro de las disciplinas involucradas en la producción del hábitat: planificadores. arquitectos e ingenieros. ha producido pocos avances en la implementación de políticas y acciones. representa el impacto físico más significativo sobre el ambiente natural. Entre estos factores. cobran particular relevancia aquellos que consideran las relaciones entre el hábitat y la energía. los más notorios son (Arena.conciencia de que la sustentabilidad no ofrece alternativas y que no habrá un futuro viable por fuera de la misma. evaluación económica. Por otra parte. En primer lugar. entre otros. es un insumo esencial para la supervivencia de la sociedad actual. no han tenido posibilidades ni estímulos para actualizar sus conocimientos y por ende su conciencia sobre la crítica situación ambiental hacia la que el mundo está encaminado. ajeno a nuestro tiempo y del que deberán ocuparse las generaciones venideras. Dentro de la compleja problemática involucrada por el desarrollo sustentable. de Rosa 2002): • Un cuerpo profesional practicante. urbanistas. sobre todo en comparación con las organizaciones empresariales multinacionales que operan en gran parte de sus territorios. 230 • • • . por su escala y permanencia. Una estructura universitaria para la formación de grado de esos profesionales. especialmente respecto a la sustentabilidad energética futura del sector edilicio. Un conjunto de instituciones gubernamentales de escaso poder.

socioculturales y económicas del país al que se refiere. lo que se acentúa progresivamente debido a las crecientes tasas de urbanización. acortando la duración de recursos no renovables. Una realidad económica aplastante. el sector edilicio presenta una distribución espacial extendida. varía entre un 28 a un 45%.• Un notorio atraso normativo. en constante deterioro. Por este motivo el ciudadano medio no relaciona la imagen de un edificio con la idea de impacto ambiental. lo que tendrá a su vez notables consecuencias sobre el consumo de energía primaria. En Europa. los datos son bastante explícitos. dependiendo el orden de magnitud de las condiciones climáticas. lo que disimula en cierto modo la magnitud del impacto ambiental producido. cuya duración es incierta y su pronóstico apunta inevitablemente a la escasez y el encarecimiento en cortos y medianos plazos. que procesa grandes cantidades de recursos y libera ingentes emisiones en una superficie muy limitada. A diferencia de lo que ocurre en el sector industrial. durante muchos años. Una realidad social en la que el progresivo empobrecimiento de las mayorías parece una tendencia irreversible. gas natural en particular. Sin embargo. EL IMPACTO AMBIENTAL DEL SECTOR EDILICIO • • • El impacto del ambiente construido sobre los ecosistemas es probablemente el más significativo entre todos los emprendimientos de la sociedad. cuyos códigos de edificación no han incorporado actualizaciones ni mejoras en estos aspectos. aún a costos relativamente bajos. de los cuales aproximadamente 2/3 se deben a 231 . y agravando los problemas ambientales asociados al consumo energético convencional. en cuyo marco ni el sector estatal ni el privado pueden afrontar las erogaciones indispensables para producir las mejoras mínimas para el mantenimiento de construcciones y redes de servicios e infraestructura. Gran parte del consumo energético de un país es originado en el sector terciario y residencial. Una disponibilidad de energía convencional. Se calcula que el ambiente construido estará duplicando su presencia sobre la superficie del planeta en los próximos 25 años. en todos los niveles de gestión y muy especialmente en el municipal. el sector edilicio es responsable de un porcentaje del consumo total de energía que dependiendo del país. desplazando las preocupaciones de la gente hacia los problemas elementales de la supervivencia y alejándola de toda conciencia sobre el destino futuro de la sociedad.

se encuentran los de orden económico. mientras los aspectos ambientales no han sido considerados. sino también intuitivos. técnico. materiales y métodos de diseño y construcción. el 25% de la madera virgen. En Gran Bretaña. EL ROL DEL PROYECTISTA Y DE LAS METODOLOGÍAS DE ANÁLISIS La magnitud de este impacto se debe en parte a que. la construcción de edificios consume el 40% de piedra. si se dieran aquellas anheladas circunstancias que permitieran la mitigación del problema habitacional y de la misérrima situación de los países más pobres. Según datos brindados por el Worldwatch Institute. por citar un ejemplo. Pero los sentidos no son suficientes 232 . es decir. esta cantidad es comparable con la correspondiente a los deshechos municipales (Lippiatt. Según datos correspondientes a los Estados Unidos. 1998).las viviendas. es necesario considerar que la fracción más pobre de la sociedad prácticamente no tiene consumos asociados al confort térmico por ejemplo. En este aspecto. El impacto negativo sobre el ambiente producido por el sector va más allá del agotamiento de los recursos naturales y a la acumulación de residuos citados. etc. iluminación y ventilación representa aproximadamente el 40% del total de los combustibles fósiles utilizados. durante la demolición y la rehabilitación. entre los factores que tradicionalmente han guiado el diseño en el sector edilicio. también la cantidad de deshechos producidos por el sector es muy importante. teniendo en cuenta aquellos generados durante las obras de construcción. el adelgazamiento de la capa de ozono. Este fuerte impacto ambiental determina que. ya que las emisiones producidas contribuyen fuertemente al calentamiento global. El proceso de diseño de un edificio se desarrolla utilizando criterios no sólo objetivos. agravando el rápido deterioro de riqueza ambiental presente en la mayor parte de estos países. dependiendo la porción que cada uno de estos usos finales representa del clima local. de su forma y de los sistemas que utiliza (Cousins et al 1998). algo usual cuando aspectos tales como la estética se deben considerar. determinados por los sentidos humanos. del uso del edificio. En Estados Unidos la energía utilizada para calefacción. se prospectaría un complicado panorama desde el punto de vista del consumo de recursos y de la contaminación ambiental. y es esperable que de mejorar sus condiciones económicas se incrementen dichos consumos y las emisiones asociadas. grava y arena. ver la Figura IV-6. la lluvia ácida. acondicionamiento. 1998). prácticamente la mitad del consumo energético y de las emisiones de CO2 se deben a este sector (Kim. estético o sociocultural. el 40% de la energía y el 16% del agua utilizada globalmente por año en el mundo. el smog. con las actuales tecnologías. Por otro lado.

ni con la contaminación o el consumo de recursos producidos durante su desarrollo. como muestra la Figura IV-7. Modas y costumbres Durabilidad Resistencia Sísmica Estándares y Normas Diseño de un edificio Tecnología Costos Estética Ambiente Figura IV-6: Criterios de diseño de un edificio La inclusión. desde el momento de concepción de las primeras ideas. uso y disposición final. de la variable ambiental puede producir importantes reducciones del impacto producido. en modo sistemático y riguroso. pero el conocimiento detallado de la constitución final del edificio es mínimo. los gases de invernadero no sólo son invisibles e inodoros. Por ejemplo. sobre todo si se realiza desde las primeras etapas del proyecto. sino que se producen en procesos lejanos a nuestro entorno inmediato. 233 . La apariencia de un material no suscita en general asociaciones con las actividades que se desarrollaron para su obtención.cuando se quiere evaluar el impacto del edificio sobre el ambiente. donde el potencial de mejoras es máximo.

aumentando las eficiencias de los artefactos transformadores de energía. del pasado siglo. durante el proceso de diseño se comenzaron a incluir estrategias tendientes principalmente a reducir los consumos energéticos durante el uso de los edificios.Posibilidad de mejoramiento Conocimiento sobre el producto Desarrollo Especificación Construcción Detalles Figura IV-7: Posibilidades de mejoramiento ambiental de un edificio en función de la etapa de desarrollo Recién a partir de las dos grandes crisis energéticas del 73 y el 79. mejorando los aislantes térmicos. favoreciendo el 234 Idea .

etc. En líneas generales. para una vida útil de entre 80 y 100 años. 6. Las estimaciones indican que con un diseño sensible al clima (puntos 1 y 2 de la lista anterior). 7. uso.aprovechamiento de recursos renovables. y utilizando tecnologías ya disponibles (punto 3) se pueden reducir los consumos de calefacción y acondicionamiento en un 60% y de la energía para iluminación en un 50% en edificios nuevos. y generación fotovoltaica. acondicionamiento termolumínico de espacios. En efecto. los factores que afectan los consumos energéticos de un edificio durante su uso son: 5. 8. Esto tiene su justificación en un dato de gran relevancia: de los tres momentos que caracterizan la vida de un edificio (construcción. Según un estudio realizado por Kohler (1998). La eficiencia energética de los equipos de climatización. desmantelamiento). El papel de los ocupantes en la estrategia de operación para el control climático del edificio. sino también las emisiones originadas durante su combustión. El papel de la envolvente del edificio sobre la luz solar. Para ello no es necesario prescindir del confort. Durante esta fase el consumo de energía y de agua potable y la cantidad de residuos generados son muy importantes. De este modo se disminuyó no sólo el consumo de recursos energéticos. debido fundamentalmente a la gran duración que ellos tienen. las características morfológicas y la extensión sobre el territorio del sector edilicio lo hacen particularmente apto para el aprovechamiento de la energía solar para distintos usos: calentamiento de agua sanitaria. Esto determina que las estrategias adoptadas para reducir el impacto del sector deban introducir consideraciones en la fase de diseño orientadas a reducir los consumos de operación de los edificios. iluminación y producción de agua caliente sanitaria. comparando las fases de construcción y remodelación y la de operación se encuentra que la mayoría de los factores de impacto ambiental muestran una relación de aproximadamente 1:6 para edificios de baja eficiencia energética y de 1:1 para edificios de alta eficiencia energética. la ganancia de energía del sol y la ventilación natural. Basta con utilizar 235 . el sentido estético ni la funcionalidad a los que la sociedad moderna se ha habituado para responder a estas premisas. El efecto de la forma y la orientación del edificio sobre las cargas de calefacción y de acondicionamiento. aquel correspondiente a la utilización es preponderante en cuanto a consumos y emisiones .

No obstante la fuerte predominio de la fase de uso por sobre las de construcción y demolición en cuanto al impacto producido. mientras que un proyectista consciente puede lograr. y sobre el contexto energético-ambiental de la sociedad. durante la última década del siglo pasado se comenzó a concebir productos industriales contemplando todas las fases de su ciclo de vida. uso. tanto el propietario como la comunidad pierden una importante oportunidad de disminuir esos consumos durante toda la vida útil del mismo (que es normalmente muy larga). ya que la energía incorporada en los edificios (aquella consumida para obtener los materiales que lo componen) equivale entre 7 a 20 años de la energía de operación según el clima. paneles fotovoltaicos. ya que en cada una de ellas se producían consumos de recursos y emisiones nocivas a la atmósfera. el uso racional de la energía y la utilización de materiales de construcción menos energívoros. a los medios acuosos y a la tierra. La importancia de la elección de los materiales que se utilizan en la construcción de las viviendas se hace evidente al considerar la gran cantidad que se utiliza en construir un edificio. los materiales y las herramientas adecuados para conseguir alternativas constructivas más eficientes. Sin embargo. incluyendo los servicios y el sector edilicio. tecnologías y materiales idóneos. logrando desde el diseño de las viviendas tender hacia el objetivo del desarrollo sustentable y de la mejora de la calidad de vida. Por lo tanto. puede ser tan eficaz diseñar para reducir los consumos energéticos durante el uso. o se trasladan impactos de una región a otra. Esta nueva concepción se extendió a todos los sectores económicos.la tecnología. condición social. lo que genera a su vez un consumo de recursos y nuevas emisiones. de modo que proyectando sin el soporte adecuado se puede mejorar un aspecto ambiental mientras se empeoran otros. Cuando no incorpora tecnologías eficientes en el diseño. Las medidas que se pueden adoptar para mitigar estos impactos van desde la utilización de recursos energéticos de origen renovable. con los conocimientos y los instrumentos adecuados. como hacerlo teniendo en cuenta el contenido energético de los materiales con los que se construye. 236 . tradición. y se han obtenido notables desarrollos en un período de tiempo muy corto. una reducción muy importante de los impactos ambientales del sector. etc. El proyectista posee una gran influencia sobre el impacto producido en distintos momentos de la vida del edificio. Distintos estudios han demostrado la validez de este nuevo enfoque. por ejemplo a través de un diseño bioclimático. la utilización de ventanas de doble vidrio. para implementar estas medidas es necesario fabricar dispositivos. económicas y benignas desde el punto de vista ambiental. y se magnifica al extrapolar hacia la enorme cantidad de viviendas requeridas año tras año. En efecto.

que permite llevar a cabo las evaluaciones comprendiendo los impactos ambientales ocurridos durante todas las etapas del ciclo de vida del sistema evaluado.colectores solares. muchos edificios han sido promocionados como “verdes” o sustentables simplemente porque incorporan una fracción de materiales reciclados. la optimización del uso de recursos adoptando nuevas soluciones proyectables que optimicen la relación entre la envolvente y el ambiente externo. por citar algunas alternativas. aislantes térmicos en muros y techos. EL ACV El método del Análisis del Ciclo de Vida (ACV) ha sido aceptado en forma general en la comunidad científica como una base legítima sobre la cual comparar materiales. en la serie 14040. Aunque la metodología se encuentra en constante evolución y perfeccionamiento. y a la región geográfica donde se fabrican esos materiales. o bien cambian un tipo de impacto por otro. y un conjunto de impactos a la vez. Para hacer una correcta evaluación de los beneficios reales que una tecnología aporta desde el punto de vista energético y ambiental. El ACV puede ser utilizado en el sector edilicio para distintos objetivos. es necesario considerar el ciclo de vida completo del sistema analizado. pero no se evalúa si ese reciclado o ese dispositivo efectivamente producen un beneficio global. componentes y servicios alternativos desde el punto de vista ambiental. vida útil y desmantelamiento y descarga al final. En efecto. El proyectista debe tener a disposición no sólo alternativas tecnológicas válidas. la individualización de virtudes y defectos de las elecciones viables de proyectar durante la construcción. Entre ellas se pueden destacar el número de productos iguales que cada sector 237 . tales como la selección de materiales con menor impacto ambiental. traslada parte de los consumos y emisiones que usualmente se producían durante la operación del edificio a la fase de fabricación de materiales y construcción. su aplicación está bien estructurada fundamentalmente a través de las normas ISO. y luego por distintos autores e instituciones que han contribuido al desarrollo de la metodología. y de los lineamientos dados primariamente por la SETAC (Society of Environmental Toxicology and Chemistry). entre otras. Sin embargo. o un dispositivo que aprovecha energía renovable. o simplemente trasladan un impacto desde un lugar a otro. y no sólo la fase de operación como es práctica habitual. sino también información adecuada y objetiva sobre las mismas. para aplicar el ACV a este sector hay que entender las diferencias que tiene con el sector industrial. El análisis del ciclo de vida es uno de estos instrumentos. y métodos rigurosos y científicos que le permitan evaluarlas de un modo integral.

mientras que la producción industrial se caracteriza por la producción seriada). por lo que usualmente no es válido considerar su comportamiento en modo aislado para evaluar su impacto ambiental. típicamente entre 25 y 50 años. siendo por lo general un producto único.produce (muy pocas casas o edificios son iguales entre sí. por ejemplo. Estas diferencias hacen necesario realizar ciertas consideraciones especiales. o de desmantelar el edificio. la cantidad de productos iguales a producir y vender brinda altas probabilidades de repagar la inversión. la duración media de la vida útil de los productos (muy larga para los edificios. Una manera natural de 238 . mientras que es muy corta en ciertos sectores como el de las tecnologías de la información y de la comunicación). Por ejemplo. CONSIDERACIONES PARTICULARES PARA LA APLICACIÓN DEL ACV AL SECTOR EDILICIO La definición del sistema a estudiar Es bien conocida la importancia que posee la definición del sistema sobre los resultados obtenidos cuando se realiza un estudio de ACV. aun cuando se haya invertido una cantidad importante de recursos en este estudio. la utilización media de los mismos (mayor que la mayoría de los productos industriales). un estudio muy detallado y costoso puede comprometer el signo del balance entre inversión y beneficios. Una superficie transparente. Esto cobra aún mayor importancia al considerar que la larga vida útil del edificio obliga a realizar hipótesis sobre cuáles serán las características de las tecnologías existentes en el momento de sustituir un componente. sino también de los objetivos del estudio. si se desarrolla un mejor diseño de automóvil desde el punto de vista energético y ambiental mediante el ACV. Uno de los factores que más influyen es la definición de la Unidad Funcional con respecto a la cual se calcularán los resultados. tendrá un comportamiento energético y ambiental distinto según cuál sea su orientación. Por otra parte. cuya elección depende no sólo de la finalidad del sistema. y aún el modo distinto de representar sus unidades (usualmente expresados por unidad de superficie construida en el caso de edificios). un edificio es un conjunto de componentes con funciones interrelacionadas y cuyo comportamiento está fuertemente determinado por los hábitos de sus ocupantes. lo que introduce una incertidumbre que cuestiona aún más la realización de estudios muy detallados y costosos. A continuación se hace una serie de consideraciones a tener en cuenta al aplicar el ACV a un edificio. En el caso de un edificio.

tales como las cocheras. en función de los hábitos y ocupaciones de sus habitantes. acústicas o de calidad del aire interno requeridas (Polster 1995). lavanderías. Otro aspecto que debe ser claramente especificado es el tipo de edificio. habitación. mientras los consumos energéticos en viviendas presentan gran variabilidad. Esto es importante porque usualmente las áreas de servicio. al estudiar la influencia de la aplicación de aislantes sobre los muros de un edificio desde el punto de vista ambiental. ya que los consumos y emisiones serán repartidos por el total de años de duración del edificio. sino a la evaluación del efecto que distintas acciones tienen sobre el comportamiento de un mismo edificio. Un ejemplo de este tipo puede encontrarse en Erlandsson et al 239 . se puede definir la Unidad Funcional como “el impacto ambiental de la instalación y mantenimiento de una capa de aislante térmico de 1 m2 aplicado sobre la superficie exterior del edificio. De este modo se alcanzan los objetivos del estudio. y su inclusión en los cálculos podría modificar mucho la superficie mientras modificaría poco las necesidades energéticas. depósitos. se ha incluido toda la superficie de planta del edificio. es necesario dejar claramente establecido si en el análisis. pero los resultados no serán comparables con los pertenecientes a otros edificios. etc.hacerlo cuando se comparan edificios es expresar los resultados por unidad de superficie del edificio (por ejemplo. lumínicas. por lo que no consumen mayormente fuera del horario de uso. Si el interés del estudio no está dirigido a la comparación entre distintos edificios. para no favorecer uno más económico energéticamente pero que no brinda las condiciones térmicas. tienen menores requerimientos energéticos por climatización e iluminación que el resto del edificio. kgCO2 eq/m2). considerando solamente aquella destinada a satisfacer el objetivo principal del edificio (suministrar oficinas. incluyendo una cantidad de años de pérdidas de calor reducidas”. el nivel de confort alcanzado en los edificios comparados debe ser el mismo. pero pueden justificarse para duraciones muy largas. La duración estimada del edificio es un factor importante a considerar. Algunos edificios pueden incorporar ciertas inversiones en materiales y componentes eficientes que implican altos contenidos energéticos.). poseen un uso intensivo durante un horario restringido del día. poseen características de funcionamiento muy diferentes que condicionan la efectividad de la aplicación de ciertas tecnologías y determinan consumos y emisiones por unidad de superficie muy distintas. Por ejemplo. como una escuela y una vivienda. ya que edificios que cumplen funciones distintas. Sin embargo. o si se han excluido las áreas de servicio. En el caso de las escuelas. Por último. y por lo tanto en el resultado. la definición de la Unidad Funcional se realiza de un modo diferente. por ejemplo.

al analizar un componente del edificio. como puede ser el caso de distintas cubiertas. Lo mismo ocurre si se quiere evaluar la diferencia entre la instalación de un calefón (calentador) solar para la producción de agua caliente y uno que utilice gas natural para su funcionamiento. No existe una lista de los procesos cuyos efectos indirectos deban ser incluidos o no. Cuando el método es utilizado para comparar distintas tecnologías. se pueden considerar sólo los efectos directos (consumo directo de recursos y emisiones asociadas) y despreciar todos los efectos indirectos (por ejemplo. o en Mitchell et al 2000 donde se estudian los efectos de distintos tipos de aislantes. Un ejemplo de comparación de cubiertas es reportado en Arena et al 2001. etc. distintos aislantes. En el caso de un edificio puede ser importante considerar las vías de acceso y el impacto asociado al transporte de sus ocupantes y de los recursos consumidos y residuos producidos durante su ciclo de vida en caso que su ubicación sea una de las variables del análisis. Casos semejantes se encuentran cuando se comparan distintas tecnologías utilizadas en el edificio. es posible no tomar en consideración aquellas partes del análisis que son idénticas en ambas alternativas. En el caso de la electricidad consumida durante la operación del edificio. como por ejemplo los elementos de fijación que se utilizan para mejorar la estabilidad entre ambos 240 . aquellos producidos para la fabricación de las estructuras que se utilizan para obtener esos recursos). de las tecnologías que serán comparadas. y de distintos tipos de ladrillos. Como es obvio. Alcances del estudio Un aspecto que se debe definir es la profundidad con la cual van a ser analizados los distintos procesos. la selección de los límites del sistema determina los procesos que serán incluidos en el análisis. o cuya influencia sea muy pequeña. desde el punto de vista ambiental. la elección depende del objetivo del análisis y. la inclusión de los efectos indirectos puede ser importante si se quiere comparar un edificio alimentado por paneles fotovoltaicos con uno tradicional alimentado por la red. para que la comparación sea homogénea. distintas ventanas. donde se estudia la influencia de colocar distintos espesores de aislante sobre los muros de una construcción. Por ejemplo. En el ejemplo de la comparación de un muro simple sin aislamiento y un muro doble aislado. los impactos asociados a la mampostería común a ambos muros puede excluirse del estudio. También pueden excluirse del análisis elementos adicionales de escasa relevancia.1997. en el caso de la evaluación de distintas alternativas.

la eficiencia y tipo de los equipos instalados. El resultado del LCA en el caso de evaluaciones comparativas no dará cifras absolutas. y aún con el clima del emplazamiento. se deberá incluir además la energía adicional que consumirá el edificio que posee el muro simple sin aislamiento térmico comparado con el de muros dobles aislados. que por lo tanto no servirán para ser comparadas con los resultados de otros estudios. el funcionamiento de los electrodomésticos y la producción de agua caliente de uso sanitario. los restantes serán despreciados. la orientación del edificio. Optibuild. Energy Plus. Para un edificio determinado. aparecen en el examen cálculos relacionados con el edificio completo. Cuando se quieren analizar las mejores opciones energéticas y ambientales relacionadas con uno de estos consumos. la reacción de los ocupantes ante las condiciones del clima. Entre los primeros encontramos el tipo y espesor de aislante térmico utilizado para muros. En un edificio destinado a vivienda se pueden distinguir consumos asociados a la iluminación. aunque sólo se estén comparando dos tipos diferentes de muros desde el punto de vista ambiental. que facilitan esta tarea ya que tienen en cuenta gran cantidad de factores. mientras los últimos dependen de aspectos tan variados como la ocupación temporal del edificio. se utilizan programas informáticos. Quick. establecido en una región geográfica con un clima definido. la calefacción. Para estimar la cantidad de energía consumida durante esta etapa. Simedif. Resulta evidente cómo al intervenir la fase de uso en el análisis. su magnitud depende de factores relacionados con las características constructivas del edificio. la refrigeración estival. comerciales o no. Entre estos se pueden citar DOE-2. etc.muros. Deben considerarse. la tipología de las aberturas. Energy 10. 241 . y con los hábitos de sus ocupantes. la preparación de los alimentos. en cambio. su edad. etc. ya que se pueden suponer coincidentes para ambos casos. con las condiciones de confort internas. o los consumos y emisiones correspondientes al mantenimiento de los muros. sino una diferencia entre dos alternativas. techos y pisos.. Energía consumida durante el uso La energía consumida durante el uso de un edificio representa la cantidad más importante del total gastado durante su vida útil. aislante térmico). los materiales adicionales incluidos en el muro doble (mampostería. Si el estudio incluye la etapa de uso (lo que ocurre en prácticamente todos los casos dada la importancia en cuanto a consumos y emisiones de esta etapa). actividad.

su ingreso no se considerará como otro vector energético entrante. que presenta notables diferencias de una parte del globo a otra. mientras que aquellas correspondientes a la fabricación de los materiales utilizados y a la construcción de los edificios no han sido analizadas con igual grado de detalle. el transporte. estos programas tienen incorporadas bases de datos con las condiciones climáticas históricas de distintas regiones geográficas. El contenido energético (o energía incorporada) de un producto es la cantidad total de energía de cualquier fuente requerida para crearlo. se computará como una entrada negativa. Energía incorporada en los materiales. ya que los impactos son netamente diferentes según se trate de energía de origen fósil. al mismo modo que los otros componentes de un edificio. nuclear. Por este motivo en general los cálculos se realizan considerando el “mix” energético de cada país o región. o hidroeléctrica en algunos países nórdicos o en Brasil. Se computará en el inventario las cargas producidas por eventuales equipos que aprovechen esta energía. o de fuerte componente térmica como en Italia. En el caso de edificios que aprovechen la energía solar. incluyendo las actividades mineras. y el despacho de cada una de ellas depende de múltiples variables. Es importante considerar el origen de la energía consumida. La energía indirecta es aquella consumida fuera de los límites del 242 . siendo por ejemplo predominantemente nuclear en Francia.etc. Energía directa es la cantidad consumida dentro de los límites del sistema analizado. Las necesidades energéticas para la operación de los edificios han recibido bastante atención en el pasado. Si el edificio exportara energía producida por este medio. ya que existe aunque no se lo aproveche. hidroeléctrico. el procesamiento de las materias primas hasta la elaboración final del producto. y su transporte. dado que existirá una disminución de las necesidades de producción de energía y de sus impactos ambientales asociados fuera de los límites del sistema estudiado. etc. Los edificios requieren energía para su construcción y para su operación. Entre otras cosas. Sin embargo. componentes y edificios. Hay que distinguir entre la energía directa e indirecta consumidas. ya que el sistema energético actual se basa en redes que interconectan distintas centrales generadoras. el origen de la energía eléctrica consumida en un momento determinado es en general desconocido. que en el caso de un edificio coincide en general con sus límites físicos. así como para la fabricación de los materiales y componentes que lo conforman.

243 . a diferencia de otras partes como por ejemplo las terminaciones y los equipos de los edificios. por lo que puede ocurrir que al considerar la energía incorporada durante toda la vida útil del edificio. la demolición. La Figura IV-8 muestra un ejemplo donde el incremento de energía incorporada en el edificio determina una disminución de la energía de operación. se produce un efecto de retención del CO2 atmosférico en el edificio del cual forma parte. En los últimos años se ha observado una tendencia precisamente a aumentar la energía incorporada en los edificios. pero cada caso particular requiere un análisis detallado para poder establecer si el balance entre estos dos consumos es positivo. Una de las aplicaciones del ACV es precisamente el de establecer el signo y el valor de este balance. etc. debido a las mayores exigencias ambientales y energéticas de las reglamentaciones impuestas en varios países. su transporte hasta el lugar donde se erige. Es posible modificar la cantidad de energía que un edificio consume durante su uso modificando la energía incorporada en el mismo. En líneas generales. Varias publicaciones muestran que la estructura es la principal responsable de la energía incorporada en un edificio durante su construcción (Cole et al 1996). por ejemplo aumentando el espesor de aislante (por consiguiente la cantidad de energía incorporada al edificio). En cambio. disminuye la energía necesaria para climatización. Esta tendencia se prevé que continuará. sin modificar la cantidad de energía a consumir durante la última fase de su ciclo de vida. se puede decir que esta tendencia arroja resultados beneficiosos. por ejemplo la energía consumida para la fabricación de los materiales y componentes de la construcción. aparezcan otros ítem que adquieran mayor relevancia.sistema. Un aspecto interesante es que si se utiliza madera como material estructural. para lograr una disminución en la energía consumida durante la fase de uso. mientras que se evitarán las emisiones asociadas al uso de otros materiales estructurales que requieren energía convencional para su fabricación (Buchanan et al 1994). como se verá en el apartado siguiente. esta estructura no requiere en general mantenimiento ni substitución durante la vida útil.

debido a la disponibilidad de datos. por lo que la simple comparación de este resultado puede conducir a conclusiones parciales o erróneas sobre la bondad del diseño de una con respecto a otra. etc. etc. y no muestran alguna relación con la toxicidad humana o ambiental (Kohler 1998). ya que en general presentan el inconveniente de no especificar claramente cuáles ítem (directos. indirectos. ya que depende mucho de la tipología del edificio (torre de departamentos. La energía incorporada en un edificio por otra parte es un indicador tosco del impacto que produce. por ejemplo simplemente cambiando la orientación del mismo.) y de las condiciones climáticas del sitio donde se encuentra ubicado. 244 . casa unifamiliar.) han sido incorporados para su cálculo. Obviamente.20000 15000 10000 5000 0 Casa Casa eficiente tradicional Demolición Uso Construcción Figura IV-8: Energía consumida en distintas fases del ciclo de vida para edificios tradicionales y eficientes También es posible modificar la energía de operación de un edificio que se encuentra en fase de proyecto sin cambiar la energía incorporada en el edificio. pero su correlación con otras categorías de impacto como la acidificación es bastante mala. estas son las primeras opciones que el proyectista debe tomar en consideración al comenzar su diseño. Los valores publicados sobre el contenido energético de los materiales. Tanto la energía consumida durante el uso de los edificios como la energía incorporada son a menudo elegidas como indicadores de impacto ambiental. Estos indicadores tienen en general una buena correlación con las emisiones de CO2 y los efectos de calentamiento global. transporte. componentes y edificios completos deben ser tomados con precaución.

comparada con los de las otras fases del ciclo de vida del edificio. en los edificios para vivienda es normal que se realicen substituciones de componentes y remodelaciones cada vez que cambian sus dueños o inquilinos. Algunos estudios demuestran que en las oficinas la energía incorporada debida a las actividades de mantenimiento y substitución es mayor que las correspondiente a su construcción. etc. Pero existen ciertas características del sector edilicio que dificultan esta estimación. En lo que respecta a la magnitud de la energía incorporada durante esta etapa.Energía incorporada por actividades de mantenimiento. 245 . estéticas o inducidas por modificaciones en otros componentes relacionados. no sólo por la gran cantidad de energía requerida para su fabricación. La frecuencia con la cual se efectúan las tareas de mantenimiento y de reemplazo cambia además con la edad del edificio. En los últimos años de vida útil. al considerar 50 años de vida útil. es usual que se realicen sólo tareas consideradas indispensables. En edificios comerciales y oficinas. sino fundamentalmente por la frecuencia de sustitución. substitución de alfombras o pisos. modificaciones en las divisiones internas. en algunos casos de frecuentes recambios y de uso de materiales energointensivos. pareciera que no revisten mayor importancia. se hace la relación entre la vida útil del edificio y aquella del componente. es posible que la energía incorporada en los materiales empleados en esta etapa sea mayor que los de la fase de construcción. ampliaciones y mejoras La energía incorporada durante la vida útil del edificio (que es diferente de la energía consumida por su operación durante la vida útil) está relacionada con las actividades de mantenimiento y mejoras realizadas. Ya se estableció que la estructura del edificio no requiere mantenimiento ni substitución durante su vida útil. son las responsables del mayor requerimiento energético. En línea de principio. para calcular el número de veces que se realiza el mantenimiento o reemplazo de un componente de un edificio. que pueden requerir repintado. La Figura IV-9 muestra un ejemplo de un edificio comercial. hasta tres veces en el caso de terminaciones de alto nivel (Howard et al 1994). ya que los cambios se realizan ya sea por razones funcionales. cambio de lámparas. a diferencia de las terminaciones y los equipos de los edificios. Los cambios en la decoración y disposición de los ambientes incluyen por lo general el uso de materiales de alto contenido energético. Sin embargo. Se observa que las poliamidas. que indica la cantidad de energía incorporada en cada uno de los principales materiales que lo componen. Por ejemplo. material con que se fabricaron las alfombras instaladas en el edificio. mientras que no se invierte en grandes obras. este comportamiento es más evidente (Cole et al 1996). y disminuye en las menos pudientes. a veces sin tener en cuenta su edad. Esta tendencia se acentúa en las clases sociales más altas.

esta hipótesis es tan atendible como cualquier otra. analizando la variación del contenido energético de un kg de acero en los últimos 20 años. donde las prácticas de reciclado aún no han alcanzado una madurez tecnológica que permita predecir tendencias futuras con algún grado de confianza. lo que es muy difícil de hacer con un grado razonable de precisión. en los cuales es usual que la tecnología de fabricación corresponda a la utilizada en el pasado por países con tecnologías de punta. Por este motivo se suele utilizar el mismo valor del componente original. se puede hacer la hipótesis de que adoptarán en el futuro las tecnologías más modernas que en la actualidad se encuentran en el mercado. aunque es difícil asegurar que las reducciones serán tan importantes. lo que se hace particularmente importante en los países en vías de desarrollo.La larga duración de los edificios hace difícil estimar la energía incorporada por estas actividades durante toda su vida útil. Sin embargo. al estimar la energía contenida en los elementos que serán substituidos durante la vida del edificio. En el caso de los países no industrializados. será necesario realizar una hipótesis sobre la tecnología con la cual será construido el componente a sustituir. En efecto. 246 . Las hipótesis sobre los porcentajes de reciclado que se utilizarán modifican notablemente los valores estimados. se observa una disminución importante que podría continuar en el futuro. En efecto. lo que provocará un error por exceso con respecto al valor real si en el futuro se verifica una tendencia a disminuir el contenido energético de los materiales similares a la verificada en el pasado.

clasificación.350 300 250 MJ x10(3) 200 150 100 50 0 VC Co ia m nc id re a to (a lfo m br as ) P ol gr av a ba se ag ua ad er a vid r io vi ni lo id rio ac er o as fa lt i ca s te ja s la te x ye so V P br a de Figura IV-9: Contenido energético por material de un edificio en 50 años de vida útil Energía utilizada para desmantelar los edificios También la estimación de estos consumos presenta algunos inconvenientes característicos del sector. es muy difícil realizar estimaciones sobre porcentajes de material reutilizado. limpieza y reciclado de materiales será mayor que actual. Aparece también aquí el aspecto de la evolución tecnológica. donde la larga vida útil de los edificios hace muy difícil realizar previsiones sobre las tecnologías que se utilizarán en el momento de su demolición o desmantelamiento. pi nt ur a Fi m 247 . La actual tendencia indica que en el futuro la atención que se dará al desmantelamiento. Si bien existen actividades informales de recuperación y reuso de materiales. donde la práctica del reuso y reciclado de materiales al final de la vida útil de un edificio tiene gran influencia. En la actualidad no existen prácticas definidas en la mayoría de los países latinoamericanos sobre desmantelamiento y recuperación de edificios.

Hasta no hace mucho. Algunas de estas bases son específicas. la cantidad de emisiones y los residuos generados durante la construcción de un metro cuadrado de oficinas en Japón. Dada la escasa relevancia relativa. basados en el "SBI Report 279" y completados luego en el reporte "SBI Report 296” con datos ambientales para materiales utilizados en la edilicia. El objetivo de estos reportes es asistir la tarea del proyectista en la elección de materiales ambientalmente benignos. los únicos datos existentes sobre el impacto ambiental del sector edilicio eran algunas bases de datos creadas en los ‘70 y ‘80. sin duda un hito en este aspecto (Boustead et al 1979).Los datos existentes sobre la energía utilizada para desmantelar los edificios en países desarrollados muestran que estos consumos pueden representar entre el 1 y 3 % del total de la energía incorporada en los edificios (Cole et al 1996). con fuentes energéticas. que se refiere a la situación Suiza y Europea y orientada a los sistemas energéticos. en muchos estudios no se consideran estos consumos. determina que la realización de inventarios de los materiales y los procesos que intervienen en la construcción de un edificio sea sumamente complicada. Sobre la base de esta información se han realizados numerosos estudios sobre el sector edilicio con ACV. Oka et al (1993) han calculado el consumo de energía. orientadas hacia los consumos energéticos asociados a la producción de materiales. Encontraron que el consumo total de energía para la construcción de oficinas por metro cuadrado de terreno es del orden de 8 a 12 MJ. fuertemente interrelacionado en una estructura en red que abarca prácticamente todo el globo y todos los sectores de la economía. en general de industrias de los países más avanzados. Por ejemplo. dado que la demolición de edificios de similares dimensiones y funciones permite suponer consumos por demolición equivalentes. Cuando se realizan estudios comparativos la no inclusión de los consumos correspondientes a esta etapa es aún más justificable. y teniendo en cuenta la escasa disponibilidad local y regional de datos. medios de transporte y algunos elementos que constituyen los edificios. Los datos existentes sobre el sector La complejidad del sistema industrial actual. Existen en la actualidad numerosas bases de datos que contienen referencias sobre consumos y emisiones. el de 248 . SBI (Statens Byggeforskningsinstitut). tales como la desarrollada por Boustead y sus colaboradores a finales de la década del 70. o la desarrollada por el Danish Building Research Institute. como la realizada por el ETH Zurich "Ökoinventare for energy-systems". la producción de CO2 es de 750-1140 kg. que calcula el consumo energético y los impactos ambientales relacionados del sector edilicio. las cuales se encuentran incorporadas en programas que realizan los cálculos necesarios para realizar un ACV.

muestran que existe una relación de proporcionalidad lineal entre ellos. Un estudio de este tipo puede encontrarse en Arena et al 1999. En un artículo posterior comparan la cantidad de energía requerida para la construcción de oficinas.SO y SO2 entre 720 y 1430 kg. Otro aspecto importante sobre los datos es si éstos son valores medios de un sector industrial o bien son datos específicos de una industria en particular. Buchanan y Honey (1994) comparan los requerimientos de energía y las emisiones de CO2 producidas en el sector edilicio de Nueva Zelanda para tres tipologías distintas (edificios comerciales. en tres etapas distintas de su vida útil: la construcción. lo que hace imposible su adopción. Sin embargo. en determinadas circunstancias las tecnologías de distintos países reflejan condiciones muy distintas de las locales. utilizando tres distintos tipos de materiales estructurales: madera. En el ámbito local y regional. Relacionando estos valores con el costo unitario de construcción. ya que la utilización de datos provenientes de fabricación industrializada conduciría a diferencias notables. el de polvo entre 70 y 130 g y la cantidad de residuos generados entre 230 y 380 kg. y la proveniencia de la materia prima). Estos casos exigen un análisis más profundo para obtener datos atendibles. es posible en ciertos casos la utilización de datos correspondientes a procesos similares de otros países. el mantenimiento y la operación. industriales y residenciales). Un precedente es la obra de Lesino et al 1985. o de datos estimados cuando estos no están disponibles. componente de fuerte presencia en la construcción de amplios sectores latinoamericanos. Aunque en el caso de una construcción real sería ideal contar con los datos reales de los materiales y componentes utilizados. en la fase 249 . el “mix” energético que lo caracteriza. basados en las estadísticas oficiales de Canadá. y es necesario acompañar el estudio de un análisis de sensibilidad para determinar la influencia de las adaptaciones realizadas. utilizando leña o carbonilla como combustible para su cocción. Cole et al (1992) reportan la cantidad de energía utilizada y de contaminantes producidos para la construcción de distintos tipos de muros. y con distintos materiales estructurales. donde se calculan los consumos energéticos asociados con algunos materiales para el caso de la provincia de Salta. que a menudo se elaboran en forma artesanal. Este es el caso por ejemplo de la fabricación de ladrillos. No obstante la escasez de datos locales. acero y hormigón armado (Cole et al 1999). y es necesario dedicar mucho tiempo y esfuerzo para recopilar la información requerida. es muy poca la información que se puede encontrar sobre los aspectos energéticos y ambientales de materiales edilicios. en el norte argentino. Para ello es necesario tener en cuenta las diferencias estructurales existentes entre los países involucrados (entre otros. en cambio.

ventanas) se incluyen los materiales y energía utilizados para su producción. Por este motivo se realiza el análisis comenzando con análisis superficiales. Inventario de un edificio Definidos los límites del sistema. A medida que se avanza en el desarrollo del diseño. cubiertas. y aumentando la profundidad a medida que se va avanzando. componentes y edificios. es conveniente realizar un inventario por partes. es posible realizar el ACV del edificio. o distintas tecnologías o materiales dentro del mismo edificio. Finalizado el proyecto. su transporte y las operaciones necesarias para su producción. y con las consideraciones hechas sobre los aspectos energéticos del edificio. tales como los sistemas de pisos.de proyecto no se conocen en general quiénes serán los proveedores reales (excepto en casos aislados de tecnologías especiales). En general se realizan estudios comparativos entre distintos edificios. En este momento no se realiza un ACV completo. ya que el resultado del ACV en modo aislado y en términos absolutos es de difícil 250 . se incluyen los materiales y componentes utilizados para su ejecución. por ejemplo distinguiendo entre materiales. y se realiza un examen superficial de distintos sistemas. habiendo ya definido la forma básica del edificio. sino que se aplican reglas basadas en la experiencia. debiendo considerar para su elección también la distinta duración de las alternativas consideradas. para aprovechar al máximo las posibilidades de mejora. objetivos y alcance del estudio. se procede a la realización del inventario. elevaciones y secciones preparados por el proyectista. En el inventario correspondiente a los edificios. se hace una primera selección de materiales. trae aparejado el inconveniente del desconocimiento que se tiene en ese momento de la estructura real que el edificio tendrá. En esta etapa la información sobre aspectos energéticos y ambientales de la fabricación de los materiales puede servir como orientación al proyectista. por lo que es más conveniente utilizar datos medios. A partir de los primeros planos de planta. se exploran alternativas técnicas y se definen detalles de construcción. muros. La necesidad de incluir la variable ambiental en el proceso de diseño desde el inicio mismo de su concepción. La fabricación de materiales incluye actividades como la extracción de la materia prima utilizada. eligiendo los sistemas y las tecnologías a adoptar. etc. se examinan varias opciones principales. En el inventario de los componentes (muros. En general. Esto se hace particularmente evidente al utilizar una herramienta como el ACV que demanda una cantidad de información extensa y detallada. aislamientos.

Evaluación de impactos Esta etapa del ACV de un edificio no presenta en general mayores diferencias con respecto al análisis correspondiente a cualquier otro producto. el calentamiento global y el adelgazamiento de la capa de ozono. Por ejemplo. cada análisis deberá contemplar el distinto comportamiento energético distinto que tendrá el edificio. los cálculos involucrados no son generalmente complicados. ya sea desde el punto de vista térmico o lumínico. 251 . reduciendo el tiempo necesario y la probabilidad de cometer errores. Lo mismo es aplicable al caso de otros componentes de la envolvente del edificio que afectan su balance energético. ya que tanto los factores de caracterización. si se comparan muros compuestos de capas con distintos aislantes. Si esto no es así. y se deberá realizar una simulación térmica para cuantificar los distintos consumos de energía correspondientes a los distintos muros considerados. como los de normalización y ponderación son calculados teniendo en cuenta características ambientales propias de la región para la cual fueron desarrollados. Es necesario sin embargo enfatizar sobre la necesidad de contar con métodos de evaluación de impactos que sean apropiados para la región donde el estudio se está llevando a cabo. Como se puede deducir. Si se desea realizar el análisis del comportamiento ambiental de los materiales o componentes del edificio.utilización práctica para el proyectista si no posee una referencia con la cual realizar comparaciones. Por este motivo es necesario crear bases de datos que permitan acceder con facilidad a los mismos. los citados factores son aplicables en cualquier región. es necesario que las alternativas consideradas tengan las mismas prestaciones. y su aplicación fuera de ese contexto puede producir resultados que carezcan de significado físico. y estructuras informatizadas que realicen automáticamente los cálculos requeridos. Sólo en el caso de los impactos globales. tales como el consumo de recursos energéticos. porque su número y la cantidad de datos requerida es enorme. se deberán calcular los espesores de modo que todos tengan la misma capacidad de transferir el calor. para alcanzar las condiciones de confort requeridas.

lo que agudiza las dificultades naturales del análisis. Existe un gran esfuerzo internacional para solucionar los problemas metodológicos y de disponibilidad de datos que existen actualmente. Entre estos se cita el LISA (Australia). El análisis del ciclo de vida es suficientemente flexible para poder abordar esta tarea. y que aspectos sociales y económicos deben ser incluidos para completar la información. Para pasar de una etapa de preocupación pasiva a una más activa orientada a la mitigación de los problemas emergentes es necesario poner a disposición de los actores involucrados instrumentos idóneos que permitan incorporar en modo sistemático la dimensión ambiental en el proceso del diseño. Por una descripción de estos y otros programas. Para ello es necesario complementar la información provista por el ACV. el LCAiT sueco. sobre todo en países desarrollados. Esto ha determinado el desarrollo de numerosos programas informáticos diseñados para asistir al proyectista en su tarea. por citar algunos. el Boustead de Inglaterra. CONSIDERACIONES ADICIONALES Y CONCLUSIONES La producción. EcoQuantum de Holanda. tales como el SimaPro holandés. Existe por otra parte una cantidad de programas genéricos de ACV que pueden ser aplicados tanto al sector edilicio como a cualquier otro. se puede consultar el directorio de herramientas de ACV publicado por el ANNEX 31 de la International Energy Agency (IEA 2001). el BEES americano y el ENVEST de Inglaterra. el TEAM francés. de modo que la inclusión de la variable ambiental sea factible. A nivel regional existe un atraso en este sentido. pero pocos profesionales tienen la posibilidad de investigar los procesos productivos y los impactos ambientales de los distintos materiales utilizados en los edificios. ya que no es la herramienta adecuada para 252 . uso y disposición final de edificios requiere notables cantidades de energía y recursos. por lo que es necesario aunar esfuerzos para cambiar esta situación. y distinta posibilidad de intervención en el proceso de cálculo.Programas informáticos específicos Se ha destacado la necesidad de realizar gran cantidad de cálculos a partir de ingentes cantidades de datos correspondientes a distintas industrias y regiones para poder realizar un ACV de un edificio. así como diferente calidad y cantidad de datos. el SBIDB danés y su versión posterior BEAT. y libera distintos contaminantes. etc. Es evidente que la sustentabilidad no se circunscribe al sólo aspecto ambiental. el modelo ATHENA de Canadá. Existe actualmente un creciente interés por las cuestiones ambientales asociadas al ambiente construido. Cada uno de estos programas presenta lógicas e interfaces distintas.

Aunque es posible valerse de la experiencia de los países más industrializados. La experiencia de la década del '70 muestra que la adopción de incentivos de corto alcance tendientes a la promoción de tecnologías benignas del punto de vista ambiental crean condiciones de desarrollo "no sostenible" de las mismas. que desaparecen con los incentivos. Aplicación para el caso de tecnologías de uso solar pasivo en Mendoza (Argentina). 1998). Uso del análisis del ciclo de vida en edificios. por lo que es necesario avanzar en la construcción de una experiencia local y regional. que difícilmente sean adoptadas por porciones importantes de la sociedad. La elección y promoción de nuevas tecnologías debe ser realizada considerando un punto de vista global y de largo término. V ENCONTRO NACIONAL E II 253 . En efecto. una encuesta realizada en Estados Unidos sobre 3600 clientes en nueve áreas metropolitanas demuestra que. A. obteniendo además herramientas y metodologías adecuadas para las condiciones regionales. el establecimiento de redes de investigación y desarrollo entre varios países lograría reducir la brecha de información y de experiencia existente con los países más industrializados con menor cantidad de recursos.incluir esos aspectos en el análisis. En el caso latinoamericano. es necesario no perder de vista el aspecto económico en la selección de estrategias tecnológicas y proyectables del sector edilicio. Se deduce que para que se difunda un modo de pensar y de vivir ambientalmente compatible. es necesario que las tecnologías que se ofrecen sean sostenibles económicamente. mientras el 93% de las personas se preocupan sobre el impacto ambiental de sus hogares. de modo de balancear los beneficios ambientales con los costos económicos para que estas estrategias tengan probabilidades de éxito. Dado que los problemas habitacionales y ambientales de los países de la región tienen aspectos en común. P. por lo menos en las condiciones actuales. existen diferencias que determinan que la aplicación de esa experiencia no sea directa. y debe evitar la adopción de estrategias demasiado forzadas para alcanzar mayores beneficios ambientales. Por ejemplo se pueden complementar los resultados del ACV con información cualitativa relativa al ambiente de trabajo y a los peligros potenciales para el trabajador. existe un notable atraso en cuanto a información. BIBLIOGRAFÍA • ARENA. sólo el 18% está dispuesto a pagar más para reducirlo (Lippiatt. métodos y herramientas disponibles. Por último.

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technical and socio-cultural aspects. San Martín. Abstract: The development of the human habitat represents the biggest physical environmental impact caused by human activities. Life cycle assessment (LCA) is a tool for the environmental assessment of systems which takes into consideration all phases in the life cycle of the analyzed product.ENVIRONMENTAL SUSTAINABILITY AND LIFE CYCLE ASSESSMENT IN THE BUILDING SECTOR IN ARGENTINA Alejandro Pablo Arena. which can be successfully used for including the environmental aspect in the building design process. 256 . traditional design of buildings takes into account only aesthetical. economic. while the environmental variable is not included. Tel 0261 4287370. The designer needs reliable. environmental impact.ar Laboratorio de Ambiente Humano y Vivienda.edu.utn. Keywords: Sustainability. ambiente y desarrollo sustentable. Ruiz Leal s/n. Facultad Regional Mendoza. Despite the strong influence the designer has on the energy and environmental behavior of the buildings. Fax: 0261 4287370. objective information and science-based methodologies in order to be able to include the environmental variable into the design process. aparena@frm. building sector. Some reflections about the application of LCA to the building sector are made. Grupo CLIOPE-Energía. Parque Gral. Av. Universidad Tecnológica Nacional. both for its scale and permanence. Cricyt (CONICET). 5500 Mendoza. INCIHUSA.

O AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO BRASIL José Humberto Valadares Xavier – jhumbert@cpac. Caixa Postal 08223. que visa caracterizar a utilização da ferramenta Rede de Estabelecimentos de Referencia (RER) na avaliação de sistemas de agricultura familiar. Os impactos ambientais foram analisados utilizando a metodologia de 257 . Departamento de Engenharia Mecânica.embrapa.br Francisco Eduardo de Castro Rocha .70910-900 – Brasília . prudência ecológica e inclusão social) é.br Maria Anis da Silva . com apoio financeiro do CNPq.embrapa@capul. No caso de instituições de pesquisa agropecuária esse desafio pode ser traduzido na busca por desenvolver tecnologias que garantam rentabilidade econômica aos estabelecimentos rurais ao mesmo tempo em que se reduzem os impactos ambientais. rodovia Brasília/Fortaleza.DF José Luiz Fernandes Zoby – zoby@cpac. atualmente. Campus Universitário Darcy Ribeiro . O estudo faz parte de um projeto de pesquisa desenvolvido pela Embrapa Cerrados em parceria com a Universidade de Brasília e o INCRA SR-28.embrapa.carlosfred@cpac. e analisar a relação existente entre os dois. Caixa Postal 08223.br Embrapa Cerrados.rocha@cpac. BR 020 km 18.br Carlos Frederico Dias de Alencar Ribeiro .br Universidade de Brasília.br Embrapa Cerrados. Planaltina. Adequar-se aos princípios do desenvolvimento sustentável (viabilidade econômica. BR 020 km 18. o grande desafio das instituições de apoio ao desenvolvimento. DF. CEP 73301-970 Marcelo Leite Gastal .com.embrapa. DF. rodovia Brasília/Fortaleza.mgastal@cpac. CEP 73301-970 Armando Caldeira-Pires – armandcp@unb. Planaltina.embrapa.br Resumo: Este artigo apresenta os resultados parciais de um projeto qu teve por objetivo determinar os resultados econômicos e dos impactos ambientais de quatro sistemas de produção de agricultura familiar no Município de Unaí-MG.embrapa.

ocupando apenas 30. A agricultura familiar brasileira. definidos por Sachs (2000) como inclusão social. dois temas têm sido constantemente debatidos: a viabilização da agricultura familiar e o desenvolvimento de ferramentas de análise de impacto ambiental dos sistemas de produção agrícola. mas também causam maior impacto ambiental. o desenvolvimento de ferramentas que permitam a sua avaliação tornam-se particularmente importantes para a pesquisa agropecuária. fundamentada sobretudo na utilização intensiva de insumos e mecanização (ALMEIDA. Resultados Econômicos. Impacto Ambiental. prudência ecológica e viabilidade econômica. baseado nos princípios da chamada Revolução Verde. Do ponto de vista do impacto ambiental e no contexto das ações de manejo dos sistemas de produção agrícola. 2000).5% da área total dos estabelecimentos e contando somente com 25% do financiamento total. INTRODUÇÃO O fortalecimento do conceito de desenvolvimento sustentável vem influenciando diretamente o processo produtivo e tecnológico da agricultura.9% de toda a produção nacional.9% do pessoal ocupado na agricultura (INCRA/FAO. 1998. ao mesmo tempo em que minimizam o impacto ambiental. Um dos resultados dessa influência é busca de uma outra forma de exploração agrícola que procure incorporar os princípios do desenvolvimento sustentável. Dessa 258 . evidenciou-se que os sistemas mais intensivos no uso de insumos (fertilizantes e rações) alcançam maiores resultados econômicos. EHLERS. é responsável por 37. No caso da agricultura familiar. Análise de Ciclo de Vida (ACV). A incorporação de ferramentas como a RER e a ACV aos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das instituições de pesquisa agropecuária. cresce a noção de sua importância e de seu papel no desenvolvimento. 1999). Neste estudo. respondendo por 76. Essa noção impõe para as instituições de pesquisa agropecuária o desafio de gerar tecnologias que permitam obter viabilidade econômica dos sistemas de produção. inovando as metodologias e ferramentas de pesquisa. o atual desafio da pesquisa agropecuária é adequar-se ao conceito de desenvolvimento sustentável. Nesse contexto. Palavras-chave: Agricultura Familiar. visando a produzir uma exploração agrícola ajustada aos princípios deste conceito. Acrescenta-se que ela é a principal geradora de postos de trabalho no meio rural.Análise do Ciclo de Vida de Produtos (ACV). pode auxiliar na superação do desafio de gerar uma exploração agrícola mais ajustada aos princípios do desenvolvimento sustentável. Assim.

comumente chamado de Projeto Unaí (Zoby et al.forma. na utilização intensiva. existem 107 assentamentos instalados com 6. esse segmento possui uma magnitude expressiva na região do Distrito Federal e Entorno (INCRA-SR-28) onde o projeto é desenvolvido.965 pessoas e ocupando uma área de 319. etc) e mecanização.. Validação de tecnologias efetuada em uma rede de estabelecimentos de referência. Esta iniciativa possui três linhas básicas de ação. com base nos princípios do desenvolvimento sustentável: II. 2002). Nesse contexto. Parte-se do pressuposto que o modelo de exploração baseado na “Revolução Verde”. intitulado “Adaptação e utilização de dispositivo metodológico participativo para apoiar o desenvolvimento sustentável de assentamentos de reforma agrária”. a idéia inicial. que foi confirmada pelo estudo. Além disso. porque são mais intensivos em tecnologias com uso de insumos sintéticos (adubos. de estudos de canais de comercialização e de cadeias produtivas como instrumentos de apoio à inserção dos assentados no mercado. sobretudo. é que os maiores resultados econômicos estão associados aos sistemas de produção que causam maiores impactos ambientais potenciais. este artigo analisa a relação entre os resultados econômicos e os impactos ambientais de sistemas de produção da agricultura familiar num assentamento de reforma agrária do Município de Unaí – MG. Este trabalho foi conduzido no âmbito de um projeto de P&D desenvolvido no Município de UnaíMG pela Embrapa Cerrados. Uso de pesquisas de mercado. pelo Grupo de Trabalho de Apoio à Reforma Agrária (GTRA/DEX) da Universidade de Brasília (UnB) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Superintendência Regional 28 (INCRA SR-28). Apoio à organização social dos assentados. Nessa região. medicamentos.753.. IV. também serve de orientação à exploração dos sistemas de produção da agricultura familiar. o desenvolvimento e a aplicação de ferramentas de análise de impacto ambiental têm recebido grande atenção de diversos institutos de pesquisa agropecuária (RODRIGUES et al. de insumos químicos e mecanização.593 famílias. ou seja. 2001). utilizando a metodologia de ACV. com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).54 ha 259 . Dessa forma. rações. complementares e indispensáveis. III. É importante ressaltar que os agricultores assentados pela reforma agrária formam um importante segmento que está inserido na lógica da agricultura familiar. ainda que esses agricultores não consigam utilizar esses fatores em sua totalidade. agrotóxicos. perfazendo uma população estimada de 32.

destacam-se os cultivos de milho e soja. A temperatura média anual é de 24. Esses produtores adotam tecnologias como irrigação por pivô-central e equipamentos agrícolas. A precipitação média anual oscila entre 1. o que exige investimentos em correção do solo e adubação.8 °C. conhecidas como as terras da chapada e do vão. sobretudo para produção de leite e a culturas de subsistência. sendo composto de estabelecimentos de tamanhos médio e pequeno. o que influencia na determinação de sistemas de produção nos quais a pecuária é uma importante atividade econômica. sendo o trimestre mais chuvoso o de novembro a janeiro. A Figura IV-10 apresenta a evolução da produção no período de 1997 a 2001. A estação seca. é importante destacar que a produção de leite é uma característica marcante de Unaí. Entretanto. dedicando-se à pecuária.400 mm. A máxima média é de 29. caracterizando o fato do município ser uma importante bacia leiteira. obtendo produtividade elevada. Inserese também. A umidade relativa média varia de 60% a 70%. 2001).200 e 1. Do ponto de vista agropecuário. O vão localiza-se na parte mais baixa e possui terras de melhor qualidade. Nessas unidades. As primeiras são terras planas de Cerrado.(SILVA. 260 . Unaí apresenta uma característica especial: a área municipal está dividida em duas partes. com as chuvas concentrando-se no período de outubro a março. ao passo que a mínima média é de 14. A caracterização completa da região objeto deste estudo encontra-se descrito em Xavier et al. antes denominada Região Geoeconômica de Brasília. na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – RIDE.6 °C (SEBRAE MINAS. As explorações típicas de agricultura familiar aparecem nessa região. com duração de cinco a seis meses. Essas terras apresentam menor fertilidade que as do vão. 1999). CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO DE ESTUDO O Município de Unaí possui 8.4 °C. coincide com os meses mais frios. ocupadas a partir da década de 1970 por empreendimentos de grande porte.438 km2 e está situado na porção noroeste de Minas Gerais. (2004). devido à sua proximidade com Brasília.

produtividade e número de vacas ordenhadas do Município de Unaí-MG no período de 1997 a 2001 (IBGE-Pesquisa Pecuária Municipal.3 a 33 ha. que são cultivadas em itinerários técnicos diversificados. A maior parte dos assentados é originária da própria região. ora para o plantio de lavouras. A área dos lotes varia de 13. predominam as lavouras de milho e arroz.) Produtividade (litros/vaca/ano) Figura IV-10: Produção de leite.Produção (1000 l) e Número de vacas ordenhadas 80000 70000 60000 50000 40000 30000 20000 10000 0 1997 Produção de leite em 1000 litros 1998 1999 Anos 2000 2001 Litros/vaca/ano 2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 Número de vacas ordenhadas (cab. ora com pastagens formadas. Na agricultura. O milho aparece como a lavoura de maior destaque tanto na área 261 . 2003). principalmente arroz e milho. O assentamento estudado fica a cerca de 50 km da sede do município e uma de suas principais características é a diversidade de solos. utilizados ora com pastagens nativas e cultivadas.

é orientada para a exploração leiteira. de funcionamento e de resultados. encontram-se na Tabela IV-2. foram acompanhados quatro sistemas de produção. aplicados na fase de diagnóstico do Projeto Unaí.com leite p/ consumo 01 3. nos níveis técnico e socioeconômico.86 Produtores de leite menos intensivos 3 10. as benfeitorias e os estoques de produtos e insumos.00 Total 28 100. De maneira geral. As variáveis estruturais dizem respeito à situação patrimonial: a área da propriedade e sua distribuição. o tamanho do rebanho. os equipamentos. Além disso. Esses dados foram coletados no início e no final do período. Esta rede é uma ferramenta eficaz no processo de mudança técnica junto aos agricultores e forma a base para coleta das informações necessárias a esse estudo. dois do tipo “produtores de leite menos intensivos” e dois do tipo “produtores de leite mais intensivos”. Esses sistemas fazem parte da rede de lotes de referência do Projeto Unaí. Tipos de sistema de produção % N° Entrevistados Produtores de subsistência sem leite 05 17. levantou-se a composição do núcleo familiar. Os tipos de sistemas de produção identificados a partir dos questionários.00 METODOLOGIA Para o estudo aqui descrito.86 Produtores de subsist. 2003. foram acompanhadas variáveis estruturais. 262 . A maior parte dos sistemas de produção identificados está relacionada à produção de leite. 2002 a jun. de maneira geral. durante o período de out. A pecuária.plantada quanto na opinião dos produtores.71 Produtores de leite mais intensivos 7 25.57 Produtores de queijo 12 42. Tabela IV-2: Tipos de sistema de produção identificados no assentamento e sua distribuição percentual no ano de 2002.

plantio. A lógica para a construção dos indicadores econômicos baseou-se na idéia de que o produtor procura estabelecer um processo de produção que garanta ingressos suficientes para saldar as despesas do próprio processo e. 2. temporária. No caso dos gastos. Os dados correspondentes a essas variáveis foram coletados mensalmente. etc). satisfazer as necessidades de ingresso necessárias à manutenção da família. adubação. Itinerários técnicos dos cultivos: Foram medidas as áreas de todas as lavouras conduzidas pelo agricultor e coletados dados técnicos e econômicos de cada uma delas. No entanto. controle de ervas daninhas. ao mesmo tempo. nos casos em que o produtor não consegue garantir os ingressos mínimos necessários à manutenção da família por meio da produção. VI. a análise econômica baseia-se no fluxo de vendas (ingressos) e gastos necessários à realização do processo de produção. tais como. referentes às práticas realizadas. agricultura. foram considerados aqueles relacionados diretamente a cada atividade e que foram chamados de gastos variáveis. No caso dos ingressos. alimentação e mineralização. Primeiramente foram consideradas como atividades da produção aquelas relacionadas à pecuária. IX. pois funcionam como um complemento. As atividades de venda de mão-de-obra não foram consideradas. Em segundo lugar. manejo fitossanitário e colheita. Informações pluviométricas: Em cada lote foi instalado um pluviômetro para acompanhamento da quantidade e distribuição das chuvas no lote.As variáveis de funcionamento e de resultados dizem respeito à caracterização do processo produtivo: V. Assim. considerou-se também que existem gastos que se relacionam à 263 . foram consideradas todas as vendas relacionadas a cada atividade. outras criações (suínos e aves) e transformações de produtos. preparo de solo. conforme explicitado por Lovissolo (1989). Fluxo de caixa: Todos os ingressos (vendas) e gastos do sistema de produção. Manejo do rebanho: Foram coletados dados relativos ao manejo sanitário. VII. alguns aspectos merecem ser ressaltados: 1. Uso de mão-de-obra: Foram coletados dados relativos a quantidade e tipos de serviços executados no lote e o tipo de mão-de-obra utilizada (familiar. VIII. adubação de cobertura.

Os sistemas S01 e S02 são do tipo 264 . do ponto de vista da análise econômica. Conforme Wanderley (1999).produção. Os valores dos ingressos e gastos foram corrigidos em relação a outubro de 2002 pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços . Os diferentes sistemas de produção analisados alcançam resultados econômicos diferenciados em função das diferentes práticas e insumos utilizados. geralmente a agricultura familiar explora pequenas áreas. os indicadores escolhidos buscaram medir os resultados econômicos alcançados em função de fatores relevantes à racionalidade econômica desse tipo de exploração. S02. isto é. utilizou-se como indicador da valorização do trabalho familiar o Benefício da Produção por Unidade de Trabalho Homem (UTH) do núcleo familiar (BP/UTH). o objetivo específico dessa ACV é identificar e comparar os potenciais impactos ambientais de quatro sistemas de produção (S01. implicam diferentes impactos no ambiente. pequenas ferramentas. Embora essa característica não seja determinante. já que a terra é normalmente um fator escasso. combustíveis. Esses foram chamados de gastos gerais e incluem itens tais como manutenção de equipamentos e benfeitorias. Entendendo que os sistemas de produção analisados estão inseridos na lógica da agricultura familiar. a metodologia de ACV foi utilizada especificamente para determinar esses diferentes impactos ambientais potenciais causados individualmente pelos sistemas analisados. Especificamente. A partir desse indicador. energia. lubrificantes. é importante analisar o Benefício da Produção por unidade de área (BP/ha). O BP é o resultado obtido ao subtrair da soma dos ingressos da produção o valor dos gastos com esse processo (BP = [(Ingressos) – (Gastos Variáveis+Gastos Gerais)]). ela não é familiar por ser pequena. um Benefício da Produção crescente é um bom indicador de que o sistema de produção está permitindo ao produtor um excedente financeira que se destina para um patrimônio familiar. mas que não são diretamente vinculados a uma atividade produtiva específica. calcula-se o resultado econômico em função da força de trabalho familiar potencial. Na lógica de exploração familiar. A Tabela IV-3 apresenta os ingressos e gastos variáveis considerados para o cálculo do Benefício da Produção dos sistemas. Outra característica importante é o fato de o processo de produção ser conduzido com participação majoritária da mão-de-obra da família. impostos e mensalidades. que por sua vez. S03 e S04) de agricultura familiar em um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.Disponibilidade Interna) da Fundação Getúlio Vargas. Nesse contexto. Os sistemas foram analisados com base no que se denominou Benefício da Produção (BP). Assim.

foi feita tendo como base o conceito de renda bruta que é definida. que é a base para a análise e comparação dos sistemas.“produtores de leite menos intensivos”. Ingressos (R$) Gastos variáveis (R$) Pecuária Venda de leite in natura Manutenção de pastagens Venda de bovinos Aluguel de pastagens Ração Mineralização Manejo sanitário Frete de produtos (leite. Tabela IV-3: Ingressos e gastos variáveis considerados no cálculo do Benefício da Produção (BP). (1978). etc) Agricultura Venda de milho Insumos Venda de arroz Mecanização Venda de feijão Pagamento de mão-de-obra temporária Venda de mandioca Venda de outros produtos agrícolas Outras criações Venda de aves Ração Venda de ovos Manejo sanitário Venda de suínos Pagamento de mão-de-obra temporária Produtos Transformados Venda de polvilho Insumos Venda de farinha Pagamento de mão-de-obra temporária Venda de queijo A definição da Unidade Funcional. como 265 . insumos. segundo Hoffmann et al. enquanto S03 e S04 são do tipo “produtores de leite mais intensivos”.

No caso dos cultivos. milho. Tabela IV-4: Composição da renda bruta de quatro sistemas de produção em um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG. Foram considerados.00 0.00 10. Com base nos dados coletados nesta pesquisa.60 34.58 Total 1 7282.00 0.00 7.55 72 108.00 18454. 38 228. leite transformado (queijo).09 900 387.70 0.83 100.50 0.00 Arroz kg 1200 516.75 3 150.40 3. para o cálculo da renda bruta.74 transf. 0.98 49.45 1. neste trabalho. e R$ % e R$ % e R$ % e R$ % Leite litro 4821 1590.00 25.55 27 40.26 2461 1353.51 Ovos dúzia 27 40.80 5. aproximadamente.00 46.25 2275.00 8601.00 7. 266 . Para efeito de cálculo da renda bruta. bem como a variação do inventário do rebanho bovino.00 4.98 5700 2166.00 7.00 3. aves e ovos. uma vaca com peso vivo de 400 kg. a Tabela IV-4 descreve a composição da renda bruta dos sistemas.00 Suínos cab.09 108 648. Para os produtos transformados.60 56.00 Milho kg 10920 4149.98 100. equivale a. foram contabilizadas as quantidades vendidas e consumidas.86 100.o valor de todos os produtos obtidos durante o ano agrícola.16 27406 9043.00 0.01 Bovinos UA1 0.00 0. 2002 a jun.04 3 150. foram utilizados os preços dos produtos no mês de outubro 2002 no Município de Unaí-MG.00 2. 2002.55 15.00 UA: Unidade Animal.50 0.00 26. 2003. De maneira específica. a preços de out.00 3. bovinos.50 0. os produtos de origem animal vendidos e consumidos.74 3 150. foram considerados os seguintes itens: leite. Não foram considerados os valores relacionados a receitas provenientes de aluguel de máquinas.13 109 654.46 12.50 0.00 0.80 100.60 87 522.00 0.75 18.15 8505.18 6720 2553.00 1. suínos.00 0. arroz.00 0.93 21.10 770.00 7359. como resultado do processo de produção.00 2.09 Leite litro 696 382. S01 S02 S03 S04 Qtd Qtd Qtd Qtd Produto Un.76 45.00 2. 4 200. arrendamento de terras e vendas de mão-de-obra.81 Aves cab.47 27 40.25 175. no período out.32 10072 3323.84 4775 1575. foi considerada a produção do ano agrícola.00 0.

Como os valores de renda bruta de cada sistema são diferentes (Tabela IV-3), definiu-se como Unidade Funcional o valor de R$ 1.000,00 de renda bruta. Com base nesse valor e na participação percentual dos produtos na formação da renda bruta de cada sistema de produção (Tabela IV-3), as quantidades de produto foram, então, normalizadas. Nessa normalização não foram considerados os ajustes de escala relacionados ao processo de produção. O funcionamento dos diversos componentes dos sistemas de produção, para gerar a Unidade Funcional, requer um conjunto de insumos/produtos e serviços (inputs), conforme Figura IV-11, que podem estar relacionados a diferentes impactos ambientais. Esses inputs foram normalizados em relação à Unidade Funcional, no entanto, mas essa normalização não levou em consideração fatores de escala. Para o funcionamento dos sistemas são necessários ainda elementos considerados como integrantes do próprio sistema. Nesse caso, destacam-se as criações, de maneira especial os bovinos, a mão-de-obra familiar, as forrageiras, os cultivos, as máquinas e os equipamentos. Quanto às relações existentes entre os diversos componentes, sobressaem-se a utilização da produção de milho para alimentação das criações e o uso do leite como “insumo” para a transformação em queijo (Figura IV-11). Para este trabalho foram utilizadas as bases BUWAL 250 e IDEMAT 2001, conforme descritas no manual de utilização do programa Simapro (PRÉ CONSULTANTS, 2001b). Nesse contexto, os dados apresentaram baixa qualidade no que se refere à região geográfica, uma vez que não existem bases de dados brasileiras para estudos de ACV, nem para a produção industrial e, muito menos, sobre a produção agrícola. No entanto, esse fato não invalida a possibilidade de comparação entre os sistemas de produção, visto que a análise foi feita utilizando as mesmas bases de dados. Os limites da análise encontram-se na Figura IV-11. As construções e o maquinário não foram incluídos, em virtude da carência de dados. A única exceção refere-se ao uso do trator na agricultura, que associa os impactos relativos à produção do óleo diesel e às emissões advindas da queima de combustível durante seu funcionamento. Considerou-se que o manejo dos produtos depois da venda era idêntico. Contudo, em virtude de a Unidade Funcional de cada sistema de produção ser composta por quantidades diferentes de produtos (Tabela IV-4), provavelmente, diferentes potenciais impactos ambientais estariam relacionados a cada sistema. No entanto, não havia dados disponíveis para serem utilizados na análise. Dessa forma, não foram incluídas fases pós-venda nem estabelecidos cenários para a deposição dos produtos.

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Produção de combustíveis e energia

Prod. alimentos concentrados p/as criações

Produção de milho fora dos sistemas

Produção de sementes

Produção de fertilizantes

Produção de sal comum e sal mineral

Transporte de produtos/insumos da sede do município para os sistemas de produção

Sistema de produção Leite Rebanho Pecuária Suínos e aves Milho Uso do trator Arroz Leite transformado

Leite Bovinos

Aves Ovos Suínos

Milho

Arroz

Queijo

Unidade Funcional

Transporte de produtos para venda até a sede do município

Figura IV-11: Representação esquemática dos limites do estudo e dos fluxos considerados na análise dos potenciais impactos ambientais dos sistemas de produção. 268

Foram incluídos, então, dados relativos às emissões de metano (CH4) do rebanho bovino que são importante fator de potencial impacto ambiental da agropecuária. Os dados dessas emissões foram retirados do primeiro inventário brasileiro de emissões antrópicas de gases de efeito estufa: emissões de metano da pecuária, produzido sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia (LIMA et al., 2002). Utilizou-se o fator de emissão 61 kg de CH4/cab./ano, normalizado em relação ao período do estudo (nove meses), associado à fermentação entérica dos animais. Não foram associadas emissões ao esterco porque ele, de acordo com o manejo empregado pelos agricultores, seca e se decompõe no campo, o que, segundo Lima et al. (2002), torna mínima a emissão dessa fonte. Foi realizado também o cálculo da quantidade de Unidades Animais (UA) necessárias à produção da Unidade Funcional. Para o uso do trator, os dados da base relacionavam o consumo de combustível e as emissões apenas para seu deslocamento e não para as atividades da lavoura. Foram utilizados os padrões de emissão constante da base de dados do SIMAPRO, mas com dados de consumo de combustível para cada operação mecanizada, de acordo com Folle & Brandini (1995). No caso da colheita mecanizada, que foi realizada com batedeira de cereais acoplada ao trator, utilizou-se o dado de consumo informado por Martin (2002)24, igual a 4,20 litros por hora de funcionamento. A pecuária, conforme Figura IV-11, é um componente que utiliza um conjunto de inputs e produz mais de um produto. Não haveria problemas para a análise se esses produtos se destinassem apenas à composição da Unidade Funcional. Contudo, uma parte do leite é utilizada no ciclo do leite transformado para a produção de queijo. Assim, os impactos foram alocados entre o leite, os bovinos e o leite transformado, utilizando como critério a massa produzida. O esterco, que é um subproduto da pecuária, permanece no sistema e é utilizado na fertilização das capineiras e canaviais. Não foi necessária, portanto, realizar nenhuma alocação para esse produto porque ele não representa uma saída do ciclo para compor a Unidade Funcional. O milho e o arroz foram considerados como componentes que resultam em um único produto, uma vez que subprodutos, como a palha, são utilizados no próprio sistema. Os impactos

24

MARTIN, U. Embrapa Cerrados. Laboratório de Mecanização (Comunicação Verbal).

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ambientais relacionados ao milho, produzido no próprio sistema e utilizado em outros componentes (pecuária e suínos e aves), foram alocados em função da massa. O componente suínos e aves resulta em diversos produtos, tais como, suínos, aves e ovos. Como esses produtos são utilizados apenas para compor a Unidade Funcional, não foi necessária uma alocação diferenciada para cada um desses produtos. A partir desses dados o programa SIMAPRO monta o ciclo de vida de um sistema de produção, por meio de uma árvore de fluxos. Para este trabalho utilizou-se o Eco-indicador 99, desenvolvido no âmbito de um projeto específico sob a liderança do Ministério da Habitação, Planejamento Espacial e Meio Ambiente da Holanda (GOEDKOOP & SPRIENSMA, 2001). Esse indicador, amplamente usado na Europa, permite agregar os resultados na forma de um valor, mas também visualizar as categorias de danos e categorias de impacto associadas a esse valor. RESULTADOS E DISCUSSÃO25 O passo inicial para discussão dos resultados consiste em especificar o grau de intensificação dos diferentes sistemas, uma vez que ela aparece como o elemento diferenciador tanto dos resultados econômicos quanto dos impactos ambientais. A estrutura dos sistemas (Tabela IV-5) apresentou certa semelhança. A maior parte da área estava destinada às pastagens, enquanto as lavouras e outros cultivos ocuparam áreas menores. As lavouras foram maiores nos sistemas S01 e S02, ao mesmo tempo em que, nos sistemas S03 e S04 aumentaram as áreas de capineira e cana, destinadas à alimentação do rebanho no período de seca (maio a setembro). Na De maneira geral, a pecuária foi a atividade que se destacou em termos de área ocupada e também no que se refere à demanda de mão-de-obra familiar. Sua intensificação, então, determinou também o grau de intensificação dos sistemas. Nessa lógica, S01 foi o sistema menos intensivo, enquanto que no sistema S02, a agricultura foi mais intensificada, ao passo que S03 foi mais intensivo na pecuária. Tabela IV-6, verificam-se as principais características da pecuária. Os sistemas S03 e S04 mostraram-se mais intensivos em termos da pecuária, apresentando maiores taxas de lotação,

25

A descrição completa dos resultados deste trabalho encontra-se publicada por Xavier et al. (2004)

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produções por área destinada à pecuária (pastagens formadas, pastagens nativas, capineira e canavial) e produções por dia de trabalho familiar. Destaca-se, no entanto, que S03 apresentou a menor média de produção por vaca. Basicamente, a alimentação suplementar na época de seca foi composta de cana e capim, como alimentos volumosos e pelo fornecimento de concentrados. Contudo, apenas S03 e S04 forneceram volumoso durante o período de estudo. Nesses sistemas foi utilizada uréia associada à cana. Em todos os sistemas, os agricultores empregaram ração concentrada comercial, sendo que em S04 houve o maior fornecimento de concentrado por Unidade Animal. No sistema S03, além da ração comercial, foram fornecidos farelo de soja e milho. A mineralização (sal comum e sal mineral) foi baixa em todos os sistemas, da mesma forma com relação ao uso de medicamentos para o rebanho. Tabela IV-5: Distribuição das terras de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG, no período out. 2002 a jun. 2003. S01 S02 S03 S04 Discriminação ha % ha % Há % ha % Quintal 0,50 1,9 0,50 2,7 0,50 2,4 1,00 5,6 Lavouras 3,40 12,6 2,70 14,6 2,00 9,5 0,00 0,0 Silagem 0,00 0,0 0,00 0,0 0,00 0,0 0,00 0,0 Capineira 0,00 0,0 0,30 1,6 0,50 2,4 1,50 8,3 Canavial 0,50 1,9 0,50 2,7 1,00 4,8 2,50 13,9 Pastagem nativa1 7,60 28,1 2,80 15,1 2,00 9,5 1,00 5,6 Pastagem formada 15,00 55,5 11,70 63,3 15,00 71,4 12,00 66,6 Total 27,00 100,00 18,50 100,00 21,00 100,00 18,00 100,00
1 2

São utilizadas como pastagens nativas, as áreas de campo, cerrado/cerradão e mata. Considera-se como área destinada à pecuária a soma das áreas de pastagens nativas, pastagens formadas, silagem, capineira e canavial.

Na agricultura verificou-se um baixo nível de intensificação em relação à aplicação de fertilizantes e um nível mais elevado com relação à mecanização. Em geral, o milho apareceu como cultivo principal, ocupando a maior parte da área plantada.

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A criação de suínos e aves caracterizou-se pela pequena escala e pela rusticidade. Na maior parte dos sistemas utilizou-se o milho produzido como base para a alimentação. Apenas em S04 foi fornecida ração concentrada. De maneira geral, a pecuária foi a atividade que se destacou em termos de área ocupada e também no que se refere à demanda de mão-de-obra familiar. Sua intensificação, então, determinou também o grau de intensificação dos sistemas. Nessa lógica, S01 foi o sistema menos intensivo, enquanto que no sistema S02, a agricultura foi mais intensificada, ao passo que S03 foi mais intensivo na pecuária. Tabela IV-6: Características da pecuária de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG, no período out. 2002 a jun. 2003. Características S01 S02 S03 SO4 Tamanho do rebanho (UA) 5,13 17,13 26,40 30,38 Taxa de lotação (UA/ha) 0,24 1,16 1,32 2,341 Área de pecuária com pastos formados (%) 69,77 75,48 81,08 70,59 Área de pecuária com cana e capineira (%) 2,33 5,16 8,11 23,53 Área de capineira e canavial por UA (m2) 975 467 568 1.152 Produção total de leite (l) 5.517 7.236 10.072 27.406 Produção média por vaca (l/dia) 6,5 6,7 5,0 7,1 Produção média de leite por dia (l) 20 27 37 100 Produção de leite por área de pecuária (l/ha) 257 467 544 1.612 Dias de trabalho familiar 67 84 90 231 Produção de leite por dia de trabalho familiar 82 86 112 119 (l) Ração concentrada (kg/UA) 39,9 4,7 29,9 101,7 Sal mineral (g/UA/dia) 0,00 5,35 36,08 12,67 Sal comum (g/UA/dia) 17,83 0,00 6,92 18,10 Mineralização (g/UA/dia) 17,83 5,35 43,00 30,77 1 O produtor precisou alugar pastagens durante o ano.

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nos sistemas menos intensivos (S01 e S02).51 0. não realizou nenhuma venda de produto dessa atividade no período acompanhado. Tabela IV-7: Estrutura dos gastos da produção de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG. A mecanização representou mais do que 30% dos gastos.07 2. Somente S04 apresentou gastos elevados associados à intensificação e à especialização na produção de leite.00 Mecanização 538.49 10.480.24 2.04 20.65 0. apesar de ter exibido a agricultura mais intensificada.14 92.00 0.74 0.00 0.81 0.15 146.00 0.00 0.00 320.30 33.00 0.25 26.60 0.O arroz e os ovos comportaram-se como produtos tipicamente destinados ao consumo próprio (familiar).30 15.00 Mão-de-obra temporária 319.32 69.00 0. enquanto os produtos oriundos da pecuária (leite.00 0.00 150.11 1.00 0.90 506.00 0. nos sistemas mais intensivos. 2002 a jun.00 276.17 0.00 10.01 Mineralização 4.00 0.48 5.15 250.04 8.78 273 .73 5.00 0. O sistema S02. Ao contrário.96 3.00 0.00 31. cujas áreas de agricultura foram maiores.64 15.75 2.64 Aluguel de pastagens 0.00 0.00 0.00 69. Nos sistemas mais intensivos (S03 e S04) observou-se forte dependência da pecuária como fonte de ingressos.22 13.00 0.84 20.00 0. no período out. Os gastos realizados encontram-se apresentados na Tabela IV-7. os gastos com ração e outros produtos da pecuária foram mais expressivos. participaram com mais de 80% dos ingressos em todos os sistemas de produção.00 0.00 0.03 85.00 0.67 Sementes 326.60 3.45 36. Não houve uma correlação positiva entre a intensificação dos sistemas e os respectivos gastos.87 Uréia 0.61 7.03 5.00 Adubos 0.58 120.00 0.42 83.09 63.75 147. em S04 ela representou 100% dos ingressos.00 Agrotóxicos 0.64 Outros gastos 57.49 1. e.68 17.00 0.07 56. à exceção de S01. 2003.13 42. sobretudo. S01 S02 S03 S04 1 (R$) (%) (R$) (%) (R$) (%) (R$) (%) • Gastos Manutenção de pastagens 0.59 9.21 21.33 120.48 0.64 7.00 0.11 26.21 3. bovinos e leite transformado).71 3.62 Ração 102.00 27.69 1.00 25.23 Remédios 35.95 12.26 1.99 9.10 209.38 6.

pois um decréscimo no preço do leite afetaria negativamente os resultados desse sistema num grau muito maior que os outros.07 1.00 2. leite transformado e milho) não exibiram grandes variações. Entretanto.33 D – Gastos da produção R$ 1.33 100.588.Disponibilidade Interna) da Fundação Getúlio Vargas.00 18.34 9. combustíveis.36 9.00 973. no período out. os gastos apresentaram uma variação maior nos valores.00 1. em virtude de maior número de opções tecnológicas.588.22 95. lubrificantes.79 169. 2002 a jun.102. contudo. frete de produtos e insumos. Tabela IV-8: Resultados econômicos de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.138. em termos de valorização da mão-de-obra familiar houve expressiva diferença entre eles.602. 2 Leitões. No que se refere à área.80 2.271. Na Tabela IV-8 são exibidos os resultados econômicos dos sistemas de produção. quanto em relação aos fatores escassos. 2003.34 3.37 E – Benefício da produção (BP): C – D R$ 274 . Os dados indicam que os sistemas intensivos obtêm maiores resultados econômicos.70 C – Ingressos da produção R$ 1. mensalidades. 3.54 1.01 100. pequenas ferramentas. Os valores recebidos pelos principais produtos componentes dos ingressos (leite. Sistemas de produção 1 Critérios Unidade S01 S02 S03 S04 27. resultado da maior produção e produtividade e não das diferenças entre os preços recebidos.50 1. 3 Manutenção de equipamentos e benfeitorias. Por outro lado.46 2.457.00 1 Valores monetários corrigidos em relação a out. considerando a sustentabilidade.01 973.683. tanto em termos absolutos.80 1.25 12.90 2.500. impostos.80 B – UTH do núcleo familiar Und.70 7. No sistema intensivo e especializado S04 constataram-se resultados bem maiores que os demais.184. etc.16 10.07 100.184.variáveis2 Gastos gerais3 Total 204.87 6. sacos. energia.86 109. bovinos. em grande parte.00 18. os sistemas S02 e S03 praticamente não apresentaram diferenças nos resultados obtidos.91 3.483. 2002 pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços .602. salientando que os maiores níveis de ingressos dos sistemas mais intensivos são.50 21. porém a especialização pode ser problemática.46 100.00 A – Área do sistema de produção ha 2 2.322.27 2.

Cabe então verificar os impactos ambientais causados pelo seu funcionamento para alcançar tais resultados. • • Os resultados iniciais demonstraram que os sistemas mais intensivos produziram maiores impactos ambientais negativos. não se podem comparar os componentes de cada sistema entre si.27 1.87 Valores monetários corrigidos em relação a out. Isto é. 2 Unidade de Trabalho Homem. leite transformado. Conforme discutido.69 4.00 de renda bruta) por meio de composições diferentes de produtos (leite. em grande parte. ligados à sua intensificação.Disponibilidade Interna) da Fundação Getúlio Vargas. contudo.34 601. realizar uma análise mais detalhada para identificar quais componentes do sistema de produção são responsáveis pelos maiores impactos ambientais. não é 275 .89 118.F – BP/ha: E ÷ A G – BP/UTH: E ÷ B 1 R$ R$ 62. Assim. que os sistemas produziram a Unidade Funcional (R$ 1. Outra fonte está ligada à queima de combustível pelo uso do trator e pelo transporte de produtos e insumos. Torna-se necessário. suínos e aves. de maneira especial. Outras fontes são o uso do trator e o transporte de insumos e produtos. os resultados econômicos obtidos pelos sistemas estão.62 763. de maneira especial na pecuária.80 416. As principais categorias de impacto foram as seguintes: • Efeitos respiratórios causados pela emissão de substâncias inorgânicas para o ar: esses impactos relacionam-se principalmente à produção de fertilizantes devido tanto à sua utilização direta nos sistemas de produção. quanto ao seu uso na produção do milho.655.17 115. os fertilizantes e a ração concentrada comercial. necessário à fabricação da ração concentrada comercial. caracterizado pelo valor do Eco Indicador 99 calculado pelo programa Simapro (quanto maior o ecoindicador menor o impacto ambiental associado com aquele item). Mudança climática causada pela emissão de gases de efeito estufa: destacam-se nessa categoria a produção de fertilizantes. arroz e milho). a uréia. É importante salientar.000. 2002 pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços . Na Tabela IV-9 observam-se os impactos ambientais dos sistemas em termos de categorias de impacto. o uso do trator e a emissão de metano pelos bovinos. bem como as origens desses impactos. no entanto.166. Uso de combustíveis fósseis: esses impactos relacionam-se à matriz energética necessária à produção dos insumos. bovinos.

276 .514 18.001 0.possível.450 Mudança climática 3. orgânicas 0. Como esses percentuais foram diferentes.021 0.044 0.123 0.000 0.023 Tabela IV-10: Valores do Eco-indicador 99 dos ciclos (componentes) de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de UnaíMG.004 0. comparar diretamente o milho do sistema 01 com o do sistema 03.000 0. observa-se que a pecuária (ciclos leite.842 28.005 0.000 0.000 Camada de ozônio 0.001 0.035 Efeitos respiratórios de subst.000 0.074 0.450 10.040 3. O ciclo do arroz e o de suínos e aves apresentaram baixa contribuição para o impacto ambiental em todos os sistemas. inorgânicas 1. pois o cálculo de cada ciclo milho foi feito com base na sua participação na Unidade Funcional nos respectivos sistemas.000 15. 2003.370 Efeitos respiratórios de subst.000 0. sobretudo porque participaram com baixos percentuais na Unidade Funcional (Tabela IV-4).057 0.002 Ecotoxicidade 0.000 Combustíveis fósseis 8. a comparação direta não é realizável.074 0.340 14. bovinos e leite transformado) e o milho foram os componentes responsáveis pela maior parte do valor do Eco-indicador 99 em todos os sistemas.000 0.310 8.256 Acidificação/eutrofização 0.520 Radiação 0.200 Total 14. Tabela IV-9: Eco-indicador 99 (categorias de impacto) de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG (out/02 a jun/03) Categorias de impacto S01 S02 S03 S04 Substâncias cancerígenas 0.010 0.190 Uso do solo (Uso de área) 0.549 0. no período out.800 7.980 1.277 0.000 0. 2002 a jun. Analisando-se a Tabela IV-10.176 27.029 0.560 2.540 1.000 Minerais 0.500 7.370 0.373 0. por exemplo.

020 23.121 0.5 gramas.789 2.979 18.000 3. por outro lado. S03 e S04 (Tabela IV-10).730 0.518 6.107 5.179 Fertilizantes 0.9 gramas de adubo para produzir um quilo de milho.000 277 . a participação do milho na Unidade Funcional poderia ter sido maior.000 28. Tabela IV-11: Valores do Eco-indicador 99 dos componentes do milho em três sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de UnaíMG.841 1.000 3.910 0.Ciclos componentes sistemas Arroz Milho Suínos e aves Bovinos Leite Leite transformado Total dos S01 0. S02 e S03.910 21.120 3.193 0. será feita uma análise mais detalhada deles.000 0.390 0. No sistema S02.000 27.142 1.514 S02 1. De maneira mais clara. Em segundo lugar.023 Como a pecuária e o milho foram os componentes que apresentaram maiores contribuições para o impacto ambiental dos sistemas de produção. não se observou produtividade elevada da lavoura. para composição da Unidade Funcional desse sistema.335 6. 2003.252 1. por um lado. Na Tabela IV-11.589 5.467 0. 2002 a jun. pois necessitou de maior quantidade de adubo e mecanização para ser produzida. no período out. cada unidade de milho.069 0.842 S04 0. podem ser visualizados os impactos ambientais do ciclo de vida do milho respectivamente nos sistemas S01.000 2.826 14. Componentes S01 S02 S03 Sementes 0. o que por sua vez diminuiria a participação da pecuária.993 0.606 0. S02 utilizou 59. apresentou o maior uso de fertilizantes e horas máquina por área e. Dois aspectos podem então ser observados. a maior parte do valor do Eco-indicador 99 foi associada ao uso de fertilizantes (52%).080 Gradagem aradora 1.049 0. que apresentou os maiores impactos nos sistemas S02.363 1. promoveu maior potencial de impacto ambiental. Primeiramente.176 S03 0. enquanto S01 e S03 utilizaram respectivamente 0 e 14. que apresentou o cultivo mais intensivo. Esse sistema.

Na Tabela IV-12.550 4. S02.587 3. pois as operações mecanizadas tendem a se manter nos mesmos níveis.688 Mineral 0.049 0.410 25.062 0.498 Uréia 0. na produção de milho.000 Eletricidade 0.910 0.443 0.081 0.112 6.950 0. mas também é uma importante fonte de impacto ambiental. Assim.239 Rebanho 2.848 14. 2003.663 10.000 0.700 2.000 1.000 0. É importante destacar que nenhum dos agricultores utilizou fertilização nitrogenada em cobertura.580 6.922 0.270 2.060 Transporte de produtos/insumos Total 6. Componentes S01 S02 S03 S04 Ração 2. à utilização de fertilizantes e à mecanização. a qual pode permitir aumentos de produtividade.000 0. S03 e S04. de maneira especial. 2002 a jun.505 0.000 0.000 1.160 0.198 Farelo de soja 0.759 3. Tabela IV-12: Valores do Eco-indicador 99 dos componentes da pecuária em quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.758 0.357 24.Gradagem niveladora Plantio mecanizado Batedeira de cereais Transporte de produtos/insumos • Total 0.000 0. são apresentados os impactos ambientais da pecuária respectivamente nos sistemas S01.050 0.069 Em síntese. As emissões de metano pelo rebanho representaram importante fonte de impacto em todos os sistemas.903 278 .000 0.413 0. no período out.563 0. é provável que a adubação venha a ter um peso maior nos impactos.604 0.760 1.868 12.100 2.220 1.000 Milho 0.655 0.000 0. juntamente com a ração concentrada comercial.176 0. os impactos ambientais relacionaram-se.199 6.760 7.

3 UA: Unidade Animal. pode-se observar que o sistema S03 necessitou de maior número de Unidades Animais por unidade monetária de renda bruta produzida. esse sistema possui alta dependência da pecuária. Tabela IV-13: Participação percentual dos produtos da pecuária na composição da Unidade Funcional.65 1 2 Soma dos valores da renda bruta do leite. Assim. O mesmo não aconteceu em S03 no qual o rebanho foi a principal fonte dos impactos ambientais.01 Bovinos (% da Unidade Funcional) 2.51 55. equivale a aproximadamente uma vaca com peso vivo de 400 kg. S03 demandou uma quantidade maior de Unidades Animais (UAs) para compor a Unidade Funcional.No sistema S04. 2002. cerca de 49% do valor do Eco-indicador (Tabela IV-12) relacionaram-se à ração.5 6.76 17.0017 pecuária Leite (% da Unidade Funcional)2 27. comparando diferentes fazendas leiteiras na Alemanha. (2001).10 34. encontraram comportamento semelhante naquelas unidades com baixa performance na produção de leite. enquanto 25% do impacto foram provenientes do rebanho. na composição da Unidade Funcional. a preços de out.73 5.16 49. Na Tabela IV-13. leite transformado e bovinos.13 17.0064 0.09 Pecuária (% da Unidade Funcional) 29.98 Tamanho do rebanho (UA) 5.59 1.45 10. Hass et al.0033 0.46 46. S01 S02 S03 S04 1 Renda Bruta da pecuária 2. Tal fato está relacionado à baixa eficiência do rebanho para gerar a renda bruta da pecuária nesse sistema.7 5. produtividade do rebanho.0 7. tamanho do rebanho e UAs necessárias à composição da Unidade Funcional de quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.0024 0.548. Soma dos percentuais do leite in natura e do leite transformado. que foi o mais intensivo.10 Produtividade do rebanho (litros/vaca/dia) 6.62 95. Adicionalmente. 279 .30 4. mais especificamente da produção de leite. 2002 a jun 2003.13 26.70 1.204. no período out.99 3. Grande parte dessa deficiência é resultante de sua baixa produtividade de leite por vaca.40 30.06 45.148.38 UAs por unidade monetária de renda bruta 0.1 Número de UA3 necessárias à Unidade Funcional 0.40 26.093.50 60.

Esse conceito pode ser definido. Considerou-se que o processo de produção agrícola. conforme o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). eleva os impactos e aumenta os gastos. como a busca da produção de bens e serviços economicamente competitivos que. o uso mais intensivo de fertilizantes não implicou maior produtividade. possui um determinante da mesma natureza. uma vez que as múltiplas interações existentes nos sistemas e entre estes e o meio externo (ambiental e socioeconômico) produzem efeitos diferenciados. em sistemas nos quais o leite possui percentual elevado na Unidade Funcional. resulta em impactos ambientais que precisam ser monitorados. No entanto. influenciando os resultados econômicos dos sistemas. o que pode reduzir o impacto ambiental. No entanto. os impactos ambientais se relacionaram ao uso intensivo de insumos. o que sobrecarregou o impacto ambiental sem produzir maior resultado econômico para o sistema. A alta participação do rebanho nos impactos ambientais. não foi observada em outros estudos de ACV. como uma atividade econômica. provavelmente. Assim. uma vez que a manutenção de produtividades altas durante o ano na região de estudo é dependente do fornecimento de alimentação suplementar aos animais no período de seca. por 280 . essa relação não parece ser simples. principalmente. no entanto. incorporou-se o conceito de eco-eficiência na análise dos sistemas de produção. Da mesma maneira. Na agricultura. isso está associado ao fornecimento de ração que. Tratando-se desse processo no âmbito da agricultura familiar. na pecuária os impactos ambientais relacionaram-se principalmente ao rebanho e à utilização de ração concentrada comercial. Isso. esse determinante foi entendido como a busca da maximização do Benefício da Produção (BP) com o objetivo de garantir a própria produção e os ingressos necessários a cobrir os gastos com a família. por sua vez. garantir produtividades altas do rebanho significa diminuir o número de Unidades Animais para a formação da Unidade Funcional. por exemplo. Os resultados discutidos permitem dizer que os sistemas de produção mais intensivos alcançaram maiores resultados econômicos e também causaram maiores impactos ambientais. ao fato de que tais estudos analisaram sistemas de produção na Europa onde o nível de utilização de concentrados na alimentação do rebanho é muito maior que o observado nos sistemas analisados. Tanto os resultados econômicos quanto. superando os impactos ligados à ração concentrada. na pecuária. Nesse contexto. a relação entre a produtividade do rebanho e o número de Unidades Animais (UA) para formar a Unidade Funcional mostrou-se extremamente importante. Isso está relacionado.Em síntese.

17 763.454.282.5 18.138. 2003.27 2.98 Impacto ambiental (Valor do Eco-indicador 99 por 14.27 416. então.83 8. a eco-eficiência é representada pela seguinte fórmula: Eco-eficiência = Valor do produto ou serviço Influência no ambiente Pode-se dizer. por outro reduzam progressivamente os impactos ambientais e a intensidade do uso de recursos ao longo do ciclo de vida.89 1.62 118.00 de Renda bruta) Impacto ambiental total (Valor do Eco-indicador 105. Na Tabela IV-14 é apresentado um resumo dos resultados obtidos nesse estudo.60 156.304. maior será a ecoeficiência do sistema de produção. Esse incremento do valor de produtos e serviços criados. De maneira geral.64 99) Benefício da produção (R$) 1.2 27.655.601. resulta na busca de maximização da produtividade dos recursos e na geração de benefícios ao longo do ciclo de vida dos produtos.34 115.80 4.0 R$1000.8 28.359. 1996).34 1.104.69 Benefício da produção/UTH 601. que a eco-eficiência dos sistemas seria a relação entre o Benefício da Produção (BP) e o impacto ambiental. 2002 a jun. a eco-eficiência contém duas dimensões: uma relacionada ao valor dos produtos ou serviços e outra relacionada à sua influência no meio ambiente.60 516. S01 S02 S03 S04 Renda bruta (R$) 7.90 2.um lado satisfaçam as necessidades humanas e contribuam para a qualidade de vida e. essa relação (BP/IA) expressa o BP gerado para cada ponto de impacto ambiental do Eco-indicador 99. Quanto maior a relação. no período out.24 1.986.87 Gastos familiares correntes1 (R$) 2.500.55 204.166. impactos ambientais e sua relação em quatro sistemas de produção de um assentamento de reforma agrária no Município de Unaí-MG.542.80 7. assim como os valores de eco-eficiência (BP/IA) dos sistemas de produção.86 18.37 Benefício da produção/ha 62.07 2.483.70 7. Segundo Verfaillie & Bidwell (2000). Isto é.683. ao invés de simplesmente minimizar os resíduos ou a poluição (WBCSD. Tabela IV-14: Resultados econômicos.50 281 .

por exemplo). alimentação.66 12. Nesse aspecto.96 1. sem considerar outros fatores que influenciam na produção (ervas daninhas.594. O sistema S01 alcançou o melhor valor de eco-eficiência (BP/IA). Esse fato reforça a importância da reflexão sobre os níveis de intensificação desejáveis para os sistemas de produção. etc. e provavelmente serão. o incremento de produtividade. por meio do incremento dos resultados econômicos. Gastos que não ocorrem com regularidade ou que são imprevistos (compra de televisão. diferentes para cada tipo de sistema.24 2. sem elevar . os sistemas não apresentaram diferenças muito grandes na relação BP/IA. S03 apresentou a menor eficiência. considerando os aspectos ambientais e econômicos.ou ainda diminuindo .00 150.304.94 13. Ao que parece. De maneira geral. gastos extras com saúde. mas entende-se que a capacitação dos agricultores no manejo dos fatores de produção e das tecnologias é de grande importância para que o uso dos insumos se reverta realmente em resultado. forçando o produtor a vender mãode-obra. é importante considerar também a diversidade da agricultura familiar. Estabelecer esses níveis não é foco deste trabalho. A utilização intensiva desses. pois mostrou impacto semelhante a S04 e um BP bem menor. sobretudo da pecuária por meio da intensificação.00 2. transporte.62 52. causa efeitos benéficos nos resultados econômicos sem aumentar demasiadamente os impactos ambientais.17 2.52 Gastos relacionados ao vestuário. é necessário refletir sobre as tecnologias que poderiam aumentar a eco-eficência dos sistemas de produção.136. Os tipos mais intensivos no uso de insumos alcançam maiores resultados econômicos e também causam maiores impactos ambientais. Em relação à pesquisa agropecuária. pois as estratégias para melhoria dos resultados podem ser.560.14 14. CONCLUSÕES Neste estudo demonstrou-se que sistemas de produção da agricultura familiar alcançam resultados econômicos e causam impactos ambientais diferenciados.10 0. o que implica 282 . a maior parte dos impactos ambientais está relacionada ao uso de fertilizantes e à mecanização.50 15. No outro extremo. etc). Na agricultura. saúde.os impactos ambientais. não assegura maiores produtividades. educação.Gastos familiares excepcionais2 (R$) Total de gastos familiares (R$) Eco-eficiência (BP/IA) 1 2 456. ainda assim a necessidade de ingressos da família não foi coberta apenas com a produção.

Do ponto de vista metodológico e de sua relação com a pesquisa agropecuária. considerando. assim como de outros aspectos da produção que estão sob o controle dos agricultores. nos sistemas menos intensivos e com menor produtividade a maior fonte de impacto está relacionada às emissões de metano do rebanho. aumentos de produtividade pelo melhor gerenciamento de fertilizantes e rações. analisando os resultados de cada componente do sistema e os resultados do conjunto. três aspectos: • O teste e validação de alternativas tecnológicas que permitam incrementar a eco-eficiência de diferentes tipos de sistemas de produção. Nesse contexto. de maneira especial. a rede de estabelecimentos de referência mostrou-se um potente instrumento de observação do processo de produção em escala real. Destaca-se que esse foi um importante avanço do estudo. importantes fontes de impacto ambiental e de gastos para a produção. O uso articulado da rede de estabelecimentos de referência e da metodologia de ACV pode permitir uma contribuição significativa no processo de P&D. em diversas condições agroecológicas. por sua vez. considerando o ciclo de vida. a escolha de uma Unidade Funcional para aplicação da metodologia de ACV. Contudo. Essa melhoria gerencial pode incrementar significativamente a eco-eficiência dos sistemas. 283 . esse impacto deve-se ao uso de ração. Sua utilização permite conhecer os resultados das tecnologias empregadas pelos agricultores numa perspectiva sistêmica. A ACV.aumento dos impactos ambientais sem incremento dos resultados econômicos. podem trazer melhores resultados econômicos sem elevar os impactos ambientais. assim como incorporar a complexidade dos sistemas de produção da agricultura familiar e suas principais interações. A pecuária possui participação significativa no impacto ambiental. complementa e amplia esse processo de análise ao permitir a quantificação dos potenciais impactos ambientais de cada sistema. sua utilização de maneira eficiente pode ter como conseqüência melhorias do resultado econômico sem resultar num aumento do impacto ambiental. Em outras palavras. É importante esclarecer que se trata de utilizar melhor os recursos de que os agricultores dispõem e não necessariamente aumentar o volume de insumos utilizados. tendo como base a renda bruta. Como os insumos e a mecanização são. no sentido de adequar o uso dessa metodologia no âmbito da agricultura familiar. ao mesmo tempo. No sistema mais intensivo. possibilita analisar diferentes sistemas.

204 p. 56). R.CPAC. SOUZA.B. In: ALMEIDA. ZOBY. P. E. MATTSSON. CEDERBERG. Sua contribuição necessita ser complementada por outros estudos. Cadernos de Ciência e Tecnologia. E. BONNAL. Reconstruindo a agricultura: idéias e ideais na perspectiva de um desenvolvimento rural sustentável. p. Recomendações técnicas para o cultivo do milho.. Finalmente. XAVIER. PANIAGO JÚNIOR. 9. G.CPAC. 2a edição. 7. CALDEIRA-PIRES.149-178. de. 157 p. XAVIER. Da ideologia do progresso à idéia do desenvolvimento (rural) sustentável. p. Brasília-DF: Embrapa-SPI. 284 . (EMBRAPA .2. J. 33-55 6.V. 1999.A. 8. SOUZA.H. de.V. O papel da rede de fazendas de referência no enfoque de pesquisa .. não só no Brasil como também em diversos países do mundo.C. 1994. dos. 2002. v... RABELO. Life cycle assessment of milk production: a comparison of conventional and organic farming.L. Brasília.. 2000. J.. Universidade .F. PEREIRA.L. NAVARRO.4960. J. GASTAL. EMBRAPA.desenvolvimento: Projeto Silvânia.H. REFERÊNCIAS 5. Great Britain. p.• • A geração e desenvolvimento de tecnologias no âmbito do ciclo de vida com o objetivo de melhorar o desempenho ambiental dos insumos utilizados no processo de produção. 1997. Guaíba: Agropecuária.. SANTOS. sobretudo em virtude da importância da agricultura familiar.19. E. A identificação de demandas de pesquisa nos diferentes tipos de sistemas de produção de agricultura familiar. Documentos. n.. J.8. Planaltina-DF: EMBRAPA .L. 1998. EHLERS. B. M. A. é importante esclarecer que este estudo representa apenas mais um passo no tratamento da questão da viabilização da agricultura familiar com vistas ao desenvolvimento sustentável. N.R.A. J. J. Uso potencial da análise do ciclo de vida (ACV) associada aos conceitos da produção orgânica aplicados à agricultura familiar. ALMEIDA.UFRGS. Porto Alegre-RS: Ed. Journal of Cleaner Production. C.. v. 10. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 31 p. J.

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L. J.2002.015-02. XAVIER. Projeto em andamento.. 2001. 09.2002. 09. Adaptação e utilização de dispositivo metodológico participativo para apoiar o desenvolvimento sustentável de assentamentos de reforma agrária. de C.V. ROCHA. (no prelo).F. Programa 09 – Agricultura Familiar. 2004. F. Cadernos de Ciência & Tecnologia.SISTEMAS DE PRODUÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO BRASIL. (Embrapa. 64 p.01503).2002. DF: Embrapa Cerrados. Brasília-DF.. 287 .015-01. Convênio CNPq 521041/001-5.L. Subprojetos 09.H. M. Planaltina.E. 33. GASTAL. ZOBY. J.

70910-900 – Brasília .embrapa.br Maria Anis da Silva .embrapa. CEP 73301-970 Marcelo Leite Gastal .br Francisco Eduardo de Castro Rocha . Brazilian State of Minas Gerais.br Embrapa Cerrados. This objective is part of a strategic management effort from Brazilian Research Center for AgroIndustry – EMBRAPA.embrapa@capul. DF.com. DF. Caixa Postal 08223.br Carlos Frederico Dias de Alencar Ribeiro . BR 020 km 18. Departamento de Engenharia Mecânica. rodovia Brasília/Fortaleza. but also cause larger environmental impact.br Embrapa Cerrados.embrapa. Campus Universitário Darcy Ribeiro .mgastal@cpac. rodovia Brasília/Fortaleza. The environmental impact were analyzed using the Life Cycle Assessment (LCA) methodology. Planaltina.LIFE CYCLE ASSESSMENT (LCA) OF FAMILY FARMS PRODUCTION SYSTEMS IN BRAZIL José Humberto Valadares Xavier – jhumbert@cpac.br Universidade de Brasília. Caixa Postal 08223. Planaltina. ecological prudence and social inclusion) in its supporting action to the Brazilian development. CEP 73301-970 Armando Caldeira-Pires – armandcp@unb. The study evidenced that the most intensive systems in terms of inputs (fertilizers and feeding) reach larger economical results.embrapa.DF José Luiz Fernandes Zoby – zoby@cpac.carlosfred@cpac. BR 020 km 18. driven by including the principles of the sustainable development (economical viability.embrapa. In the case of agricultural research institutions that challenge can be translated in the search for developing technologies that guarantee economical profitability to rural establishments at the same time they reduce environmental impacts.br Abstract: This study aims at characterizing economics and environmental features of four family agriculture production systems at the Disctrict of Unai. The incorporation of tools as LCA to the Research and Development (R&D) projects of the institutions of agricultural research can help generating an 288 .rocha@cpac.

This study was part of a research project developed by Embrapa Cerrados. 289 . environmental impact. and with CNPq's financial support. in partnership with Brasília University and INCRA SR-28. Key-words: Family farm.agricultural production system that copes with the principles of sustainable development. economical results. aiming at demonstrating the capability of the Net of Reference Establishments as a efficient tool to analyze familiar farms systems. Life Cycle Assessment (LCA).

A união entre a técnica de cenários e o ICV mostrou-se eficaz em diagnosticar e. como se pode observar na Figura IV-12.br PPGEM/Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná Av. conseqüentemente reduzido o nível destas emissões. gerar informações para o desenvolvimento de estratégias ambientais. Renovação da frota. O cenário consistiu em verificar os aspectos ambientais decorrentes da substituição de automóveis que teriam sido efetuadas em 2002 no período de 2002 a 2012. a renovação da frota implicaria emissões decorrentes de outras etapas do ciclo de vida.O CENÁRIOS AMBIENTAIS DA RENOVAÇÃO DA FROTA DE AUTOMÓVEIS NO BRASIL Cássia Maria Lie Ugaya – cassia@cefetpr. Sete de Setembro. Palavras-chave: ACV. entretanto a baixa taxa de reciclagem de materiais e responsável pela alta taxa de geração de resíduos e a necessidade de produção de materiais primários. HC e NOx). em 290 .PR Resumo: Os automóveis são responsáveis por quantidades significativas de poluentes durante o uso. Inventário de ciclo de vida. propor um modelo inicial para avaliar os cenários ambientais decorrentes da renovação da frota automotiva no Brasil. Os dados coletados foram do ano de 2002. 3165 CEP – 80230-901 Curitiba . este número era de 614 milhões e. iii) baterias e. ii) montagem do automóvel. iv) pneus. por conseguinte. foi utilizado o Inventário do Ciclo de Vida (ICV). O objetivo deste capítulo é. Em virtude da complexidade do automóvel. Os principais resultados mostraram que quanto às emissões dos três poluentes atmosféricos (CO. o estudo limitouse a analisar: i) aço. ii) alumínio. no período entre os anos de 1992 e 2001. iii) uso e. Em 1992. Por outro lado. Para tanto. O desenvolvimento da tecnologia tem aumentado a eficiência do uso do automóvel e. As etapas do ciclo de vida consideradas foram: i) fabricação dos materiais. iv) descarte. INTRODUÇÃO A frota mundial de automóveis vem apresentando crescimento. Cenários. portanto. a renovação da frota e extremamente benéfica.

nos EUA. Para mostrar o quanto isto representa. um aumento da ordem de 2.6 x 1018 J (DAVIS e McFAULIN. Um exemplo disto é que. em 1994.000 600. SOx. Seguindo a tendência de crescimento nos próximos anos. dos quais quase 34% para os automóveis (DAVIS e DIEGEL. Suécia 900. apesar da contínua melhoria de rendimento. 1996). 2004) Este intenso consumo de combustíveis. o setor de transportes foi responsável por 27.2001. MP.000 700. pouco abaixo da média apresentada entre os anos de 1980 e 1996 para automóveis. como é o caso do CO2.9% a. entre outros. CO.a. HC.3% do total de energia consumida em 2002. 775 milhões.000 0 1992 Áustria Bélgica África do Sul Argentina Holanda Austrália Coréia do Sul China México Canadá Brasil Espanha Rússia Reino Unido França 1993 1994 1995 1996 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 Itália Alemanha Japão Figura IV-12: Frota mundial de autoveículos (ANFAVEA. no mesmo período (UGAYA. isto é. NOx. em geral.6% a.000 200. o consumo de combustível para movimentar aproximadamente 65% da frota mundial foi de 19. de origem fóssil.a. 2003).000 100. a frota mundial de automóveis atingirá a casa dos 770 milhões em 2012.000 800. que foi de 2.000 400. 2001).000 300. que 291 .000 Mil unidades 500.. O uso do automóvel implica o consumo intensivo de recursos naturais e emissões de poluentes em todos os meios. resulta na emissão de diversos poluentes atmosféricos.

um programa de renovação da frota automobilística. a biomassa e células de combustível) e o reuso de recursos (reciclagem de materiais. à biodiversidade. assim como no descarte destes produtos. aumentando a eficiência energética (reduzindo o atrito. como o alumínio e polímeros) e uso de fontes alternativas de energia (como o gás natural. chuva ácida. injeção eletrônica de combustível. Como decorrência. prejuízos à saúde humana e ao bem estar. melhorias na aerodinâmica. Não há dúvida dos benefícios advindos do avanço desta tecnologia. (UGAYA. a redução do peso do veículo (por exemplo. se um automóvel de 1975 fosse construído com a tecnologia dos veículos comerciais de 1994. de uma maneira simplificada. Por causa do desenvolvimento tecnológico. alguns resultados preliminares. a eletricidade. teria sido benéfica tanto para as empresas envolvidas na produção. proposta no país na década de 90. como também do ponto de vista ambiental. cada vez mais as indústrias automobilísticas vêm investindo para reduzir os impactos do uso de seus produtos. Além disso. a destruição da camada de ozônio. levar em consideração todos estes aspectos. De acordo com Greene e Fan (1994). acidentes. o smog fotoquímico. componentes e do próprio automóvel. o hidrogênio. tais como o efeito estufa. remoldagem de pneus. o uso do automóvel resulta em contaminações em cursos de água e em solos. Com isto. 2001). melhorias do sistema de transmissão e dos motores.2 km/litro. entre outros impactos ambientais.7 km/litro para 11. portanto. como na produção de materiais. Uma avaliação dos benefícios ambientais decorrentes da renovação da frota deve. outros impactos ambientais ocorrem em outras etapas do ciclo de vida do produto. a eficiência aumentaria de 6. Por outro lado. às transmissões automáticas). etc.contribuem para diversos impactos ambientais. com o uso de materiais menos densos. que fazem com que os automóveis mais recentes tenham menores consumo de recursos e menores emissões que os antigos durante o uso. que é o objetivo deste estudo. utilização de sistemas de injeção de combustível e utilização da tração dianteira. ao uso de mais válvulas por cilindro. além de apresentar. melhorias nos lubrificantes e nos pneus. ruídos. 292 . o consumo específico dos automóveis é atualmente cerca de 10% em relação ao verificado no início da década de 20.

que se transformam no produto. resíduos sólidos (rs). os limites do estudo foram definidos após uma análise sobre os materiais mais utilizados em automóveis e os componentes cujo descarte apresentou conseqüências ambientais significativas foi realizada. as vendas v. a frota de automóveis f no ano n. a frota de automóveis foi também determinada por meio da Equação 1. poluentes em cursos de água (pc). para o ano do cenário. utilizando-se das equações 1 e 2. n ε k = ∑ ⎡ei ⋅ fi ⋅ (1 + d ) ⎢ i =1 n ⎣ ( n −i ) ⎤ ⎥ ⎦ (2) No início. A inclusão dos aspectos ambientais foi realizada por meio do balanço de massa e de energia e por meio de uma análise preliminar que indicou os aspectos ambientais que ocorrem nas diversas etapas do ciclo de vida. Considerando-se t. produtos (p) e subprodutos (sp). sendo que com a renovação da frota. energia (e). do uso e do descarte foram coletados para o ano base26. Estes dados foram categorizados em matéria prima (mp). de acordo com a literatura. por idade do automóvel. Em seguida. 293 . da montagem do automóvel. da manufatura dos componentes.METODOLOGIA EMPREGADA Para atingir o objetivo mencionado. sendo que ei é o limite máximo permitido pela legislação no ano i para veículos novos. os dados da fabricação destes materiais. há um aumento no número de vendas no ano 26 Ano base é o ano em que os dados foram coletados e a partir do qual se estabeleceu o cenário. a taxa de sucateamento de automóveis no Brasil para cada ano i em que o automóvel foi fabricado. decomposta pelo ano de fabricação dos automóveis pode ser dada por: f n = f0 + ∑ ⎡v j ⋅ Πin=−1j +1 (1 − ti )⎤ ⎣ ⎦ j =1 n (1) As emissões de poluentes ε foram obtidas por meio da Equação 2. d a taxa de deterioração e n é o ano base. materiais auxiliares (ma). com o objetivo de determinar. a distribuição da frota e as emissões de poluentes. necessários para o processo. inicialmente. Em seguida. um estudo mais detalhado para o ano base foi realizado sobre a etapa de uso do automóvel. poluentes atmosféricos (ar).

a composição média do automóvel em 2001 foi de 53. 7. Bi = ε ia − ε ir DEFINIÇÃO DO OBJETIVO E DO ESCOPO (3) A frota de automóveis no Brasil era de 16. dos quais.8% de aço. 85% foram de automóveis de passeio.8% de alumínio. de acordo com a Anfavea (2004). mobilidade.6% de plástico e 4. 2003). a mais básica é o transporte de passageiros a uma determinada distância. A mesma associação mostra que a produção nacional de veículos em 2003 foi de 1. 1999a e CONAMA. foram considerados apenas os movidos à gasolina O automóvel exerce diversas funções. Estes valores devem ser superiores às emissões decorrentes de outras etapas do ciclo de vida do automóvel. seja 5 passageiros) a certa distância durante a vida útil. Posteriormente a Equação 2 foi utilizada para obter as emissões de poluentes entre os anos da renovação e do cenário.6 milhões em 2002. Os benefícios B advindo da renovação da frota foram então calculados por meio da Equação 3. e as baterias e os pneus automotivos. 294 . Uma vez que o automóvel é composto por vários componentes e materiais. a unidade funcional ora utilizada é a de transportar (seja 1. Neste estudo limitou-se a analisar o aço e o alumínio por corresponderem a maior contribuição no peso do automóvel. respectivamente das Resoluções Conama 256 e 258 (CONAMA. Em virtude deste fato.base. limitou-se o estudo nos de maior participação em termos de massa. dentre as quais. Nos EUA. Desta produção. segurança e transporte de carga não foram considerados para efeito deste estudo. onde o índice a representa os automóveis da frota existentes no ano base e r. Neste estudo. Outras funções como conforto.4% de borracha (DAVIS e DIEGEL. 96% a gasolina. 1999b) que responsabilizam os produtores pelo destino final destes componentes. 7.79 milhões de unidades. 3% a álcool e o demais a óleo Diesel. independente dos componentes. os automóveis renovados. em virtude.4% de ferro. 10. da qual 71% foram destinados ao mercado nacional.

estão apresentados os limites do sistema avaliado. 295 . O detalhamento de cada uma das etapas é realizado nos itens que se seguem.Produção de Borracha Produção de Polipropileno Pneu Fabricação do chumbo Bateria Reciclagem do Aço Fabricação do Aço Montagem Uso Descarte Fabricação do Alumínio Reciclagem do Alumínio Figura IV-13.

Produção de Borracha Produção de Polipropileno Pneu Fabricação do chumbo Bateria Reciclagem do Aço Fabricação do Aço Montagem Uso Descarte Fabricação do Alumínio Reciclagem do Alumínio Figura IV-13: Limites do sistema avaliado 296 .

na obtenção do alumínio. SOx(a) e NH3(a) que foram obtidas da Cosipa (CETESB. os valores foram obtidos dividindo-os pelos dados da fabricação do material naquele ano. considerando-se apenas que são decorrentes da combustão do carvão e que. por exemplo. do Balanço Energético Nacional (MME. para ambos os casos. 2003a) e de insumos. os dados correspondem à média nacional. no Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico (MME. foi obtida em anuários estatísticos do setor. portanto. HC(a). contudo. As emissões atmosféricas resultantes do processo de oxidação foram obtidas por meio das reações químicas apresentadas por Campos Fo. Em algumas situações. 297 . no caso do consumo de energia. das emissões de CO (a). É o caso. os valores foram obtidos de relatórios ambientais de algumas empresas. NOx(a).INVENTÁRIO DO CICLO DE VIDA Fabricação de materiais Na Figura IV-14 e Figura IV-15 mostra-se respectivamente os mapeamentos de processos simplificados da fabricação do aço e do alumínio. (1981). A obtenção de dados de entrada. Em outras. Como os dados das empresas são diferenciados. como é o caso das emissões de material particulado na obtenção do aço ou nas emissões de tetrafluoreto de carbono (CF4). As emissões de CO2 na fabricação do aço foram estimadas a partir do balanço de massa. 2003b). Para as saídas. 2004). de associações representativas do setor ou de um número limitado de indústrias. por exemplo. os dados existentes foram fornecidos por tonelada de material fabricado. CH4 e CO2. o carbono é convertido em CO. calculou-se a média ponderada pela produção. Para as entradas.

gás natural. Quanto à geração de resíduos sólidos. Coque (carvão vegetal e mineral) Sucata. NH3 (l) Resíduos sóidos Redução (alto forno) Ferro gusa Escória de alto forno MP. SO2 e P2O5 Figura IV-14: Mapeamento de processos da fabricação do aço Em relação à fabricação do alumínio. ferro esponja. dolomita.Extração Minério de ferro Beneficiamento Aglomeração Água. a única diferença existente quanto às considerações realizadas em comparação ao aço. SiO2. calcário Água. CO2. óleo combustível. 298 . fluoreto. SOx Oxidação (conversor a oxigênio) Aço Escória de aciaria CO. NOx. chumbo. óleo Diesel. foi a obtenção de dados sobre a emissão de resíduos de óleo e graxa em efluentes líquidos apresentada em Filleti et al. Minério de manganês. ligas. MnO. estanho. (1995). alumínio e eletrodos. GLP. querosene. HC. zinco. energia elétrica. levou-se em conta a quantidade de bauxita necessária para a produção de alumina. CO.

NOx. considerou-se apenas o consumo de recursos naturais intrínsecas a cada um dos componentes. 299 . criolita Eletrólise (Hall-Heróult) CF4 C2F6 Alumínio Figura IV-15: Mapeamento de processos da fabricação do alumínio Manufatura de componentes Em virtude da limitação de dados referentes as saídas. CO2 e Resíduos sólidos Processo Bayer Lama vermelha Alumina Eletricidade. CO. óleo combustível Fluoreto. óleo.Extração Bauxita Beneficiamento Aglomeração Óleo combustível Água Soda cáustica Óleo combustível. piche. eletricidade Água. graxa SOx. MP HC. coque.

eletricidade.3 MJ Polimerizar 1 kg de borracha Produção de pneumáticos Remoldar Outros usos Coprocessamento Produção de borracha natural Recapar Uso Borracha Material particulado Emissões atmosféricas (peso) 85% Incineração Figura IV-16: Mapeamento de processos do ciclo de vida de pneus automotivos no Brasil 300 . poliéster fibras de carbono. bronze. MELO. 2000). SOARES. bronze. 1994. Em relação à bateria. polipropileno. poliéster. coque. fibras de vidro Reciclagem aberta da borracha Uso Borracha (tape óleo. SHREVE e BRINK JR (1997). consumos de chumbo concentrado. Neste componente. 2000. 1993 e FERNANDES. 1999). 1997. Um esquema simplificado do ciclo de vida dos pneus é mostrado na Figura IV-16. aço. O fluxograma do ciclo de vida da bateria é apresentado na Figura IV-17. carvão vegetal e óleo combustível (LISBOA e ROCHA. foram coletados dados da quantidade de chumbo. ácido sulfúrico. fibras de carbono e de vidro (GEIPOT. dados da emissão de material particulado foram obtidos da Cetesb (2004). Recauchutar Aço. 1999. água. JOLLY e RHIN. MME. 1999. ADAMS e AMOS. SCHUTZER. foram considerados os consumos de borracha natural e sintética. energ 1.Para os pneus. 2000.

CO. panos de limpeza. Fumaça Chumbo Peróxido de chumbo Placas de chumbo Solução de ácido sulfúrico Montagem Ativação Bateria Uso 5% baterias Energia elétrica. polipropileno contaminado Figura IV-17: Mapeamento de processos do ciclo de vida de baterias automotivos no Brasil Uso do automóvel O estudo do uso do automóvel foi dividido em duas etapas: a primeira.Água. PbSO4. PbSO4 Laminação Bateria Chumbo (ar. o ano de 2002 e a segunda. efluentes. 301 . luvas. PbCO3.e. óleo combustível) 60% Energia elétrica Recarga Oxidação PbS.. CO2. do ano do cenário. i. 2012. SOx. que consiste no ano base em que os dados foram coletados. PbCrO4 Produção de Chumbo (Ar) MP. lodo) Névoa ácida 95% baterias Quebra da caixa de polipropileno Fundição do chumbo Polipropi Coleta e neutralização dos fluidos Trituração da bateria Separação de materiais Reciclagem Chumbo Óxidos de chumbo (ar) PbSO4 + solução de ácido sulfúrico. coque. carvão vegetal.

e.4 milhões.000 600.6% a menos que as estimativas da Anfavea (2004).000.200.000 1. que resultou numa frota total de automóveis em 2002 de 16. a partir do qual estabeleceu-se o cenário foi 2002.000 200. por ano de 302 .Ano Base O ano base. 1.000 800.000 1.000 1. Frota de automóveis A partir da Equação 1 e dados de fo e vj da Anfavea (2004) e de ti de Figueiredo (2001). o ano de coleta dos dados e.400.000 1973 1975 1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 Figura IV-18: fabricação Consumo de energia Distribuição da frota de automóveis a gasolina em 2002. i. 3.000 400. Nota-se que a maior parte desta frota tinha até 10 anos em 2002..600. a distribuição da frota por ano de fabricação de automóveis é mostrada na Figura IV-18.

6 GJ/ano. Considerando-se estas emissões. Somando-se estes valores.3 milhões de t. cerca de 9. foi realizada uma taxa de deterioração anual linear. A própria legislação é diferenciada em relação ao ano de produção. Nota-se na Figura IV-18 que grande parte (72%) da frota em 2002 tem até 10 anos. que resultou na emissão de 2. de tal forma que os resultados por automóvel podem ser vistos na Figura IV-20 e os resultados da frota. de tal forma que os resultados por automóvel podem ser vistos na Figura IV-20 e os resultados da frota. foi realizada uma taxa de deterioração anual linear. como a manutenção. foram lançados apenas metano. 132 mil t e 101 mil t em 2002. os automóveis mais antigos são responsáveis por uma parte significativa da emissão em virtude das eficiências menores existentes na época e também pela deterioração de seus componentes. 303 . na Figura IV-21. 2003) e da frota de automóveis (ANFAVEA. valores bem inferiores aos obtidos na estimativa realizada considerando-se o padrão de emissões da frota de gasolina ocorrido na Região Metropolitana de São Paulo em 2002 (CETESB. o consumo de álcool anidro correspondeu.6 GJ. o consumo de energia por automóvel a gasolina em 2002 foi de 60. para o mesmo ano. HC e NOx foram de 1. na Figura IV-21. as emissões de dióxido de carbono corresponderam a 48 milhões de tonelada naquele ano. Considerando-se que 22% do volume do combustível utilizado é álcool anidro e o demais gasolina. Na Figura IV-19 encontram-se as emissões máximas permitidas para veículos novos.De acordo com dados do consumo de gasolina do Ministério de Minas e Energia (MME. equivalente a 51 GJ/ano. Na Figura IV-21.070 kg de gasolina. 221 mil t de hidrocarbonetos e 136 mil t de NOx. fica evidente que apesar da quantidade reduzida. 2003). Supondo que entre os hidrocarbonetos. em 2002. um automóvel consumiu aproximadamente 1. Emissões de poluentes As emissões dos automóveis diferem em função do ano de produção entre outros fatores. Em virtude desse resultado. 2004) para a frota de automóveis a gasolina no Brasil. entretanto. a distribuição da frota da Figura IV-18 e a equação 2. i.e. de acordo com a Cetesb (2004). 322 kg por automóvel. Em virtude deste fato. os valores obtidos para as emissões de CO.1 milhões de toneladas de CO.

os dados da gasolina a partir de 1980 são referentes à mistura de gasolina e álcool (78% gasolina.CO HC 60 NOx RCHO 2 1.8 20 0.2 10 0 19 96 19 99 19 63 19 66 19 69 19 72 19 75 19 78 19 81 19 84 19 87 19 90 19 93 20 02 0 Ano de fabricação Figura IV-19: Emissão máxima de veículos nacionais saídos das fábricas [g/km] Notas: Os valores são médias de produção. 2004.4 0.2 40 g/km 30 1 0.4 1. g/km 304 .6 1.8 50 1. Fonte: CETESB. 22% álcool).6 0.

a frota de automóveis consome água. a frota de automóveis consome água.1%. 2001). NOx e RCHO (aldeídos). entretanto. entre outros recursos durante a utilização. considerando que cada pneu pesava 10 kg). exceto no caso das emissões de óxidos de nitrogênio. Nota-se que a frota de automóveis do final da década de 70 é a que tem maior contribuição. as emissões de dióxido de carbono corresponderam a 48 milhões de tonelada naquele ano. O primeiro resultado é devido às emissões excessivas do veículo. entre outros recursos durante a utilização. óleo. em virtude da grande quantidade de automóveis daqueles anos. 1998 e.2 milhões. pneus. Na Figura IV-21. pneus. Estima-se que em 2002 cada automóvel trocou em média 0. 28 305 . de acordo com GEIPOT. enquanto no segundo caso. cada automóvel trocou em média 0.5% e 2. 3. em média. filtros.2 milhões.0% das emissões de CO.6%. Supondo que entre os hidrocarbonetos foram lançados apenas metano. baterias. HC. Os resultados das estimativas de emissões de poluentes mostradas na Figura IV-21 são decorrentes da deterioração linear de 2. de acordo com GEIPOT. que não houve crescimento da exportação de 1997 a 2002 (aproximadamente 6. 27 Admitindo que a produção de pneus para carros de passeio não cresceu de 2000 para 2002 (28 milhões de pneus. que não houve crescimento da exportação de 1997 a 2002 (aproximadamente 6. Nota-se na que grande parte (72%) da frota em 2002 tem até 10 anos. Admitindo que a produção de pneus para carros de passeio não cresceu de 2000 para 2002 (28 milhões de pneus. seja em virtude das eficiências menores existentes na época. Estima-se que em 2002. óleo. como também pela deterioração de seus componentes.9 pneus28. fica evidente que apesar da quantidade reduzida.9 pneus27. 1998) e considerando que cada pneu pesava 10 kg.Além destas emissões. conforme BNDES. 2. 2001). baterias. cuja responsabilidade decorre dos veículos da década de 90. estes automóveis são responsáveis por uma parte significativa da emissão. conforme BNDES. filtros. respectivamente. Além destas emissões.

200 120 1.400 140 1.000 100 kg de CO CO 800 kg 80 600 60 400 40 200 20 1963 1966 1969 1972 1975 1978 1981 1984 1987 1990 1993 1996 1999 2002 - HC anos NOx RCHO Figura IV-20: Estimativa das emissões de poluentes por automóvel a gasolina em 2002 306 .160 1.

000 140.000 100.000 120.000 80.000 20. admitiu-se que a substituição teria ocorrido em 2002 (que de fato.000 6.000 60.000 4.000 14. Em seguida. considerou-se o período de 2003 a 2012. 307 .000 2. A partir dos dados das emissões máximas permitidas (Figura IV-19) e com o uso da taxa de sucateamento de Figueiredo (2001).000 12. como mostrado na Figura IV-22.000 40.000 8.000 10. as emissões dos quatro poluentes atmosféricos foram obtidas.000 160.000 19 63 19 66 19 69 19 72 19 75 19 78 19 8 19 1 84 19 87 19 90 19 93 19 96 19 99 20 02 180. Os benefícios decorrentes da renovação fictícia da frota foram então calculados por meio da subtração entre as emissões que ocorreriam com o uso da frota de 2002 ao longo do período avaliado (de 2003 a 2012) e as emissões da frota total substituída.000 t de CO CO t HC anos NOx RCHO Figura IV-21: Estimativa de emissões de poluentes em 2002 no Brasil Ano do cenário Para o calculo do cenário.16. não ocorreu). Primeiramente calculou-se a frota de automóveis de 2002 que ainda existiria neste período por meio da Equação 1.

dois cenários foram estabelecidos: o primeiro. 2000) e. Nota-se que os benefícios advindos da renovação de automóveis de maior idade são extremamente elevados. que representou um incremento de 129 kg por automóvel descartado. chegando a reduzir quase 100% das emissões. na Figura IV-23 são apresentadas as estimativas da redução das emissões de monóxido de carbono no período do cenário (2003 a 2012) da substituição que teria ocorrido em 2002 de automóveis. de 130. a quantidade de baterias e pneus seria respectivamente de 2. Isto ocorre em virtude de: i) sucateamento dos automóveis que existiam em 2002.000 km para os pneus.Nota-se que os benefícios reduzem ao longo do período. para os automóveis novos reduz em 40%. que o consumo de água resultante da limpeza e. ambos já existentes no mercado. que consistiu na manutenção da durabilidade dos dois componentes automotivos avaliados (e. 308 .000 km. dos poluentes no meio líquido seriam os mesmos.8 no primeiro cenário e de 2 e 0. DESCARTE Em virtude das diferentes taxas de reciclagem. no período considerado.7 no segundo cenário. foram admitidos oito diferentes casos. para efeitos deste estudo. o pior caso resultou no aumento de 41% na geração de resíduos sólidos (Caso II). Por conseguinte. Em comparação ao caso VII. por ano de fabricação. no qual haveria aumento da vida útil das baterias para 5 anos (MELO. o segundo. que retrata a melhor situação de reciclagem. consequentemente. como apresentado na Tabela IV-15.9 e 1. tanto para os automóveis existentes quanto para a frota renovada. Já no caso da produção de resíduos sólidos. de 3. ii) da redução da distancia percorrida ao longo do uso do automóvel (que. portanto. para os pneus) e. em contrapartida ao baixo sucateamento da frota renovada e.4 anos para as baterias e de 50. Admitiu-se. Mais especificamente.

000 800.000 200.000 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ano CO HC NOx RCHO Figura IV-22 Benefícios das emissões de poluentes atmosféricos decorrentes da renovação da frota de automóveis 309 .200.000 1.000.000 600.1.000 t 400.

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1964 1966 1968 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura IV-23 Redução das emissões de monóxido de carbono por automóveis renovados do ano de fabricação no período de 2003 a 2012 310 .

1999 e JOLLY e RHIN.57 0.6 0.6 Am lu ínio 0.18 0.57 0. componentes e da montagem de novos automóveis necessários para que a frota tivesse sido renovada em 2002.18 0.87 0.56 0.34 0.18 Á a gu 0.20 Á su rico cido lfú 0.49 0.57 0.56 0.57 0.6 F fu erro ndido 0.96 0. 1994 COMPARAÇÕES ENTRE A MANUTENÇÃO E A RENOVAÇÃO DA FROTA POR MEIO DA ACV Na Figura IV-24 apresenta-se as emissões decorrentes das etapas de fabricação de materiais.18 B orracha 0.42 0.34 Nota: Adaptado de CEMPRE.34 0.18 0.47 0.45 0.20 0.6 0.57 0.6 0.20 0.57 P olipropileno 0.45 0.49 0.87 0.18 0.45 0.56 0.6 0. FERNANDES.45 0.56 0.87 0. observa-se que as emissões decorrentes das etapas de obtenção de automóvel são rapidamente superadas pelos benefícios resultantes da melhor tecnologia.96 0.45 0.47 0.18 0.45 0.96 0.56 0.45 0.18 0.56 0.57 0.18 0.20 C m hu bo 0.18 0.18 0.49 0.20 0. 311 . 2004.Tabela IV-15 Taxas de reciclagem dos materiais do automóvel em 2002 C I aso C II aso C III aso C IV aso C V aso C V aso I C V aso II C V aso III A ço 0.20 0.56 0.34 0. Ao se comparar estes dados com a Figura IV-22.18 0.49 0.57 0.6 0.20 0.87 P lástico 0.20 0.56 0.42 0.6 0.96 0.45 0.

a partir da melhoria de 25% em relação à média da frota de automóveis de 2002 (51 GJ). como se pode observar na Figura IV-25. 312 . contudo. o consumo de energia é também beneficiado como decorrência da renovação da frota de automóveis.3000 1000 900 2500 800 700 kg de HC 600 2000 t de CO e NOx 1500 500 400 1000 300 200 100 500 0 1963 1965 1967 1969 1971 1973 1975 1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 0 Ano de fabricação do automóvel CO [t] NOx [t] HC [kg] Figura IV-24 Emissões decorrentes da fabricação de automóveis para a renovação da frota De forma equivalente.

313 19 78 19 81 19 84 19 87 19 90 20 02 19 96 19 99 . Nota-se as diferenças existentes entre o melhor e o pior caso das taxas de reciclagem de materiais após o descarte do produto. à geração de resíduos na produção de automóveis. sobrepondo-se. mesmo no melhor caso. as atuais taxas de reciclagem mostradas na Tabela IV-15 e a etapa de produção de automóveis implicariam a geração de resíduos sólidos apresentada na Figura IV-26.100000 90000 80000 70000 60000 TJ 50000 40000 30000 20000 10000 0 19 93 19 63 19 72 19 66 19 69 Uso atual 25% 55% 85% 1% 30% 60% 90% 19 75 Ano de fabricação do automóvel 5% 35% 65% 95% 10% 40% 70% Fabricação 15% 45% 75% 20% 50% 80% Figura IV-25 Consumo de energia decorrentes da fabricação de automóveis para a renovação da frota Por outro lado.

a geração de resíduos sólidos durante o uso foi reduzida ao longo do período considerado.1000000 900000 800000 700000 600000 500000 400000 300000 200000 100000 0 1963 1965 1967 1969 1971 1973 1975 1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 t Ano de fabricação do automóvel Descarte pior caso [t] Descarte melhor caso [t] Fabricação Figura IV-26 Geração de resíduos sólidos na produção de automóveis para a renovação da frota Em virtude das novas tecnologias de baterias e pneus. t 314 .

P. Por outro lado. CONAMA (1999b) Resolução nº 258. C. Apesar da imprecisão dos dados destas emissões na fabricação de materiais. tanto publicas quanto privadas. a renovação da frota teria ocasionado grande geração de resíduos sólidos como decorrência da baixa taxa de reciclagem de materiais nos pais. H. que outros dados. sejam coletados e ainda. Ainda em relação a este ponto. em virtude do fato de serem bem menores quando comparadas às emissões ocorridas durante a fase de uso do automóvel. que embora tenham menores emissões dos quatro poluentes avaliados neste estudo. Quanto à metodologia de cenários combinada com a ACV. de 2 de dezembro de 1999. que se efetue a avaliação de impacto ambiental do ciclo de vida para propiciar informações que facilitem a análise e possam.CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES As comparações preliminares realizadas entre a manutenção e a renovação da frota existente em 2002. que seja elaborada a infra-estrutura necessária para que esta taxa aumente. mostraram que há benefícios elevados ao se considerar as emissões atmosféricas de CO. HC e NOx. auxiliar no estabelecimento de estratégias. CONAMA (1999a) Resolução nº 256.F. além dos presentes neste estudo. portanto. A. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADAMS. Apud: LUND. de 30 de junho de 1999. consequentemente. Torna-se necessário. impactos ambientais. entretanto. consequentemente. há a necessidade de obtenção de materiais primários. Recomenda-se. portanto. CAMPOS FILHO. são responsáveis por outros aspectos e. Chapter 19. Ed. 315 . Unicamp. 1993. Batteries Handbook. auxiliar no desenvolvimento de políticas de renovação da frota de automóveis no país. CETESB (2004) Relatório de Qualidade do Ar. M.P. The McGrawHill Recycling ANFAVEA (2004) Anuário da Indústria Automobilística Brasileira. 1981. estes resultados podem ser bastante conclusivos.K. notou-se que pode propiciar um melhor diagnóstico em relação à situação ambiental decorrente da renovação da frota de automóveis e. Introdução à metalurgia extrativa e siderurgia. no período do cenário. e AMOS.

GEIPOT (2001) Empresa Brasileira de Planejamento dos Transportes Anuário Estatístico dos Transportes . Set. 1994. The recycling of lead-acid baterries: production of lead and polypropylene. SHREVE. MELLO. Editora Guanabara. Vol.A. e MCFARLIN. 1996. Comunicação pessoal em 17/2/2000. Chumbo Grosso: o caso das baterias Moura. Comunicação pessoal.W. FILLETI. Greenpeace/Aspan. 2000.DAVIS. Delphi. FERNANDES. 1997. Oct. J. ORNL.. 717p. 10. Transportation Energy Data Book: edition 23. MME (2003b) Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico. (1995) Seminário de Tecnologia da Industria do Alumínio. Center for Transportation Analysis. ABAL.1999. São 316 . M.N. FIGUEIREDO. C. K. Resources. Transportation Energy Data Book. S. e ROCHA. R. I. Ed. Paulo. RHIN. DAVIS. 137-143.A. 20-23. e DIEGEL. 2003. SCHUTZER. 22p.. Tennessee. Conservation and Recycling. 1997.S. MME (1999) Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico. R. LISBOA. US Department of Energy.Edição. pp.S. e BRINK JR. 1994-1998. Saneamento Ambiental. Indústrias de Processos Químicos. Tese de doutorado.C. UGAYA (2001) Avaliação do Ciclo de Vida: estudo de caso de materiais e componentes automotivos no Brasil. Unicamp. Adário.C. Edition 16. D. Ago. S. pp. MME (2003a) Balanço Energético Nacional. P.N. A. Delphi. 4. GEIPOT (1999) Empresa Brasileira de Planejamento dos Transportes Anuário Estatístico dos Transportes . (2001) IPT Resumo de Relatório Técnico 45745 125p. JOLLY. SUELI Contagem regressiva contra a disposição inadequada. S.

the amount of materials recycled was responsible for a generation of a great amount of solid residues and the necessity of primary fabrication. NOx e RCHO). Main results showed that while considering the emissions of three atmospheric pollutants (CO. the renovation was very environmental beneficial. the automobile renovation implies pollutant emissions in other stages of the life cycle of the product. iii) use and. the use of scenarios techniques and LCI showed to be of high efficacy in diagnosing and. the objective of this chapter is to propose a initial modeling to evaluate environmental scenarios of Brazilian automobile fleet renovation. First of all. To achieve this objective. automobile. Sete de Setembro.USE OF LCA IN ENVIRONMENTAL SCENARIOS OF THE AUTOMOBILE FLEET RENOVATION IN BRAZIL Cássia Maria Lie Ugaya – cassia@cefetpr. scenarios. iii) battery and. iv) tyres. Life Cycle Inventory (LCI) was used. The development of technology has increased the automobile efficiency and. life cycle inventory. The stages considered in the study were: i) materials fabrication. HC.PR Abstract: The use of automobiles is responsible for several amounts of pollutants. On the other hand. consequently. fleet renovation 317 . ii) automobile assembling. All in all. Data collected corresponded to year 2002. The scenario consisted of verifying the environmental aspects that would have occurred if the automobile fleet in 2002 had been replaced by new ones. reduced the level of these emissions. due to the automobile complexity. iv) discard. Nevertheless. 3165 CEP – 80230-901 Curitiba . The period considered in the scenario was from 2002 and 2012. ii) aluminum. Key-words: LCA. therefore. Therefore.br PPGEM/Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná Av. generating information to the development of environmental strategies in the mid term. a previous analysis was performed reducing the scope of the study to an evaluation of: i) steel.

na produção de equipamentos ou de novas formas de energia. ecologicamente mais corretos. Resumo: Este artigo trata da analise de ciclo de vida aplicada aos materiais.RJ. Ministério da Ciência e da Tecnologia Endereço : Av. Materiais e Meio Ambiente. à montante. Ou seja é toda uma cadeia produtiva da pesquisa. na construçao civil. O projeto de um produto vai definir. na concessão dos produtos.br CEP 21941-590 – Rio de Janeiro.vem se tornando um poderoso instrumento não somente para gestão ambiental da produção industrial e dos materiais como também vem servindo de base aos projetos de novos produtos ou novos modelos de produtos. Ipê 900. O artigo apresenta e discute esses desenvolvimentos em nível mundial e no Brasil. à jusante. estão sendo criados. Pesquisa Tecnológica. ou seja. seja em produtos industriais. que está sendo repensada para minorar os impactos ambientais globais da produção e uso desses materiais. à reciclagem.O A ANÁLISE DE CICLO DE VIDA APLICADA A PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE ECOMATERIAIS NO BRASIL Heloisa V. de Medina hmedina@cetem.br CETEM/MCT.gov. desde o 318 . Cidade Universitária. ou seja. INTRODUÇÃO Ao contrário do que se pensa comumente os impactos ambientais dos produtos industriais não começam onde são mais visíveis. Ecomateriais. mais precisamente de como novos materiais. Centro de Tecnologia Mineral. contaminam as águas e os terrenos onde são descartados ao fim de sua vida útil.cetem. Palavras-chave: ACV de materiais. na fase do consumo quando eles poluem o ar. desenvolvidos ou adaptados para diversos usos.ACV . http://www. A origem desses problemas está na verdade na fase do projeto. Nesse contexto a Análise do Ciclo de Vida .gov. do desenvolvimento e da produção dos materiais. à seleção de materiais nesses projetos e ainda tem orientado à pesquisa tecnológica no desenvolvimento dos novos materiais chamados ecomateriais.

bem como promovendo e ampliando os mercados para os materiais e produtos reciclados. Complementarmente. exige um monitoramento constante das tendências da evolução dos materiais e seus processos de produção e tratamento para fazer com que as técnicas de reciclagem acompanhem o desenvolvimento dos materiais que vêm apresentando uma complexidade tecnológica crescente. dandolhes novas vidas. por outro. da montagem de produtos. cuja exaustão em alguns casos já se anuncia próxima. turbinas. nem sempre disponíveis e que devem ser buscados caso a caso para cada projeto ou reprojeto de produto no qual se deseja intervir. talco. robôs -.os quais. representando assim uma forma de poupar recursos naturais não renováveis. Requer conhecimentos e informações múltiplas. ao longo como ao fim de suas vidas. Repensar o ciclo de vida dos materiais e reconcebê-lo em bases mais sustentáveis não é. tais como: ferro. e da montagem final do produto. à montante. a saber: das técnicas de extração e beneficiamento de minérios. Isso significa que uma gestão sustentável da produção de materiais requer um amplo sistema de informações em todos os níveis de produção e consumo. os inúmeros produtos da vida moderna dos quais tanto dependemos . combustíveis. Essas aplicações são não só diversas como crescentes. é preciso ainda atuar no nível do mercado organizando o setor de reciclagem. seu beneficiamento e sua transformação em materiais que vão entrar como matéria-prima na produção de bens de consumo. os processos e técnicas de fabricação. zinco. chumbo. a escolha dos materiais. tarefa simples e nem evidente. terão que ser descartados ou reciclados. Tem-se assim. fertilizantes. geradores. contudo. caolin. assim como ao melhoramento dos já existentes.como automóveis. trata-se de buscar ampliar a oferta de materiais de menor impacto ambiental criando novas opções para designers e engenheiros de projeto conceberem produtos não apenas recicláveis. Na verdade como produtos intermediários os materiais. devido tanto ao desenvolvimento de novos materiais. entre outros. O reaproveitamento dos materiais pela reciclagem ou recuperação energética prolonga o ciclo de vida dos materiais componentes dos produtos. computadores. telefones. tratores. de componentes e peças. cobre. baterias. não são facilmente visíveis.design. dos processos de transformação metalúrgica e química para produção de materiais. carvão. papéis. máquinas e equipamentos . sílica. valorizando a energia e o trabalho neles contidos. mas também sustentáveis num sentido amplo. Recuperá-los e reinserí-los no sistema produtivo como matérias-primas secundárias significa. embalagens. por um lado intervir no ciclo de vida dos materiais. assim como os impactos ambientais e as mudanças tecnológicas que eles suscitam e difundem. são compostos de materiais basicamente de origem mineral. contudo. da produção de peças e componentes. Ou seja. manganês. Entretanto. a extração de minerais. reciclagem ou 319 .

entendendo como “Vida” de um produto todo o período compreendido entre a extração de matérias-primas e seu destino final pós-consumo. as empresas estão sendo instadas a reduzirem os impactos sobre o meio ambiente em toda sua cadeia produtiva. para mensurar o impacto causado pelos produtos industriais e as formas de energia. Veículos em fim de Vida e Reciclagem (2000/53/CE de 21 de outubro de 2000). para atender a uma legislação ambiental cada vez mais restrita e globalizada.descarte final. Assim sendo. A idéia é de conceber produtos ecológicamente mais competitivos. e principalmente. só para citar alguns exemplos onde a ACV e o eco-design têm sido instrumentos das políticas e de estratégias ambientais públicas e privadas. mas o chamado sistema-produto. Inicialmente utilizada numa visão expost. A estratégia adotada nos centros de desenvolvimento de projetos dessas empresas é de idear não só o produto. Nesse sentido pode-se dizer que a atuação normativa e reguladora da União Européia. De fato não é apenas o produto final que conta. Isso vem sendo buscado através de novas formas de projetar . que consome energia e materiais em larga escala com impactos diretos e indiretos sobre a economia dos países e a vida das pessoas. e por sua cadeia produtiva. componentes e o próprio produto em fim de vida). hoje já em uso nas indústrias automobilística. mas todo um sistema projeto / produção. DFR (Design for Recycling) e DFE (Design for Environment) novos métodos de auxílio à decisão na seleção de materiais e processos tecnológicos. ou seja. os custos de transporte e armazenamento. nesse início século a ACV começou a ser aplicada de forma ex-ante. ou ainda Descarte de componentes e produtos eletro-eletrônicos (2002/96/CE e 2004/249/CE). com as Diretivas Européias da Comissão Européia sobre Meio Ambiente em relação às Embalagens (14 de dezembro de 1994). como a ACV. diante do novo paradigma ambiental que se estabeleceu no fim do século passado. Atualmente. incluindo em todas as fases o consumo de energia e de materiais. É a chamada eco-concepção ou eco-design de produtos industriais. etc. de eletrodomésticos e de computadores. tendo em vista atender não só a demanda de um mercado consumidor mais consciente e responsável em termos ambientais. mas também. ainda na fase de projeto dos produtos industriais. A análise do Ciclo de Vida do Produto (ACV) é exatamente a forma mais efetiva de se avaliar todos os possíveis impactos ambientais causados por um produto. considerando todo o ciclo de vida desde os inputs (matérias-primas e energia) até os outputs (resíduos industriais. a Comissão Européia tem estimulado e mesmo induzido o uso desses 320 .como DFA (Design for Assembly and Dissassembly). está tendo um papel difusor dessa tendência comparável a Califórnia quanto à consciência ambiental nos anos 60/70.

como exemplos no caso de desenvolvimento de novos materiais. Esses autores dizem ainda que o Livro propõe dar um novo referencial para a gestão da concepção de produtos industriais dentro de um espírito denominado de POEMS (Product Oriented Environmental Management System). por exemplo. cada vez mais. 321 . os plásticos biodegradáveis para embalagens. O Brasil é o único país do mundo que colocou a questão ambiental em sua Carta Magna (a Constituição de 1988). Mesmo assim. concebidos de forma a economizar materiais e energia não renováveis e mesmo substituindo esses materiais por outros de menor impacto ambiental.instrumentos pela indústria européia. Na análise que Abrassart et Aggeri (2002) fazem dessa publicação. Nesse sentido o chamado Livro Verde da Comissão Européia tem como objetivo favorecer o estabelecimento de um mercado de produtos verdes em nível europeu. essa legislação junto com a mundialização dos modelos de produtos de indústrias globalizadas. os compósitos de fibra vegetal substituindo a fibra de vidro para uso automotivo. assegurando assim uma aplicação mais efetiva dos sistemas de qualidade ambiental baseados nos sistemas de garantia ISO 14001 e EMAS – Environmental management assessement system. como biomateriais e/ou materiais biodegradáveis. eletrodomésticos e computadores sejam. o biodiesel de óleo comestível reciclado como combustível automotivo. mas em relação ao automóvel. Complementarmente. ressaltam que a adoção de práticas de eco-concepção pelas empresas (européias) aparece como uma das condições de sucesso dessa política de gestão ambiental do produto. Podem-se citar. mas sua regulamentação e eficácia deixam ainda a desejar. o Brasil tem uma presença também considerável no campo da reciclagem onde é o atual lider mundial de reciclagem de latas de alumínio com uma taxa de 90% em 2003. No caso do Brasil a legislação ambiental é uma das mais completas do mundo. como automobilística e a eletro-eletrônica tem feito com que carros. appud Abrassart e Aggeri 2002). mas também da evolução das técnicas de diagnóstico dos impactos ambientais da produção industrial. só regulamentou até hoje as emissões de CO2 e a reciclagem de pneus e baterias. O CICLO DE VIDA DOS MATERIAIS A análise do ciclo de vida e os materiais A ACV já faz parte não somente da estratégia ambiental das empresas e do desenvolvimento de projetos industriais. superior ao Japão e Estados Unidos. como fica evidente no Livro Verde da Política Integrada dos Produtos (Commission Européenne 2001. a fibra de coco para assentos de caminhões substituindo espuma.

A sondagem registra ainda que a reciclagem e sua regulamentação. por mais uma década. os resultados também apontam que permanecerá. necessário adaptar-se a abordagem apresentada por Abrassart et Aggeri (2002) para se propor uma Gestão Ambiental dos Materiais ou Materials Oriented Environmental Management 29 A produção de matérias-primas de origem mineral no Brasil representa cerca de 10% do valor do PIB. a tendência já observada nos últimos anos de busca de materiais ao mesmo tempo mais leves e recicláveis. é uma questão estratégica para as empresas do setor. visando a adequação de modelos e métodos de gestão e o desenvolvimento de novos processos. alumínio e petróleo. ao contrário dos metais. são materiais especialmente desenvolvidos para substituir os atuais com vantagens ecológicas diversas e marcantes. desdobramento da legislação ambiental. apontam que a reciclabilidade dos termoplásticos continuará a ser um desafio para essa indústria. Os materiais emprestam suas funções e características aos produtos que podem assim ser classificados segundo seus materiais constitutivos em: recicláveis. 1999). onde se espera desenvolvimento significativo de processos. No Brasil atualmente os estudos e pesquisas sobre técnicas de reciclagem e novas formas de energia. portanto. No caso de países grandes produtores e exportadores de matérias-primas29 como o Brasil.No setor automotivo os resultados de uma sondagem realizada nos EUA sobre as tendências em materiais e reciclagem para o período entre 2004 e 2008 (OSAT. biodegradáveis e verdes (os que utilizam matéria prima vegetal). ou seja. Por outro lado. Repensando o ciclo de vida dos materiais Uma vez que os materiais são a base constitutiva de todos os produtos industriais. seja da parte do governo ou das indústrias em se adequar ao novo paradigma ambiental. 322 . como veremos mais adiante. Essas e outras denominações formam a grande categoria dos produtos ditos ecológicos. liderados por minério de ferro. e que. aqueles que utilizam eco-materiais em sua composição ou processo de fabricação. bauxita. sua seleção nos projetos desses produtos irá condicionar o nível dos impactos ambientais que os mesmos terão ao longo de sua vida. ajustando a regulamentação e os processos produtivos nacionais aos padrões internacionais. mostram que existe uma preocupação. que sofrerão restrições e terão especificações técnicas cada vez mais estritas para os fornecedores. é.

(MOEMS parafraseando o POEMS). os materiais têm uma aparente invisibilidade que vêm atualmente se desfazendo diante da abordagem ambiental dada ao projeto de novos produtos. Nesse sentido esse método de análise vem viablilizando uma gestão mais sustentável de toda a cadeia produtiva. permitindo prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir os impactos ambientais. conforme mostram os esquemas nas Figura IV-27 e Figura IV-28: Figura IV-27: Fluxo Linear Aberto (adaptado de Bellmann e Kahre. envolveria assim uma intervenção no ciclo de vida dos materiais tal como ele se apresenta hoje. Essa evidência recém conquistada vem sendo instrumentalizada pela ACV que tem reforçado a participação (negativa e positiva) dos materiais na produção industrial e auxiliado na gestão do fluxo desses materiais. como a de Bellmann e Kahrr (1999). no sentido de uma MOEMS. uso e reciclagem sem retornos ao meio ambiente.etc. 1999) 323 . O ideal seria fechar o ciclo de produção e uso dos materiais numa reciclagem que recuperasse o total dos mesmos contidos nos produtos em fim de vida e com uma qualidade que permitisse sua reinserção total no sistema produtivo. emissões . no sentido de uma produção. para buscar a cada etapa eliminar perdas. que a partir de um estudo sobre reciclagem de veículos em fim de vida propõe maximizar o aproveitamento econômico dos materiais através da transição de um fluxo de materiais linear aberto. Já existem propostas nesse sentido. Porém. tal como o que se verifica ainda hoje para um fluxo circular fechado. Uma gestão sustentável dos materiais. rejeitos.. como produtos intermediários.

a manter-se o nível atual. 1999) Generalizando esse esquema para o fluxo total de materiais na economia. pelo crescimento do mercado mundial.r onde a extração de matérias-primas primárias só ocorreria em função de um aumento do nível geral de produção. como a segui. ou seja materiais reciclados. Figura IV-29. ou seja. pode-se antever seu fechamento. toda a produção seria feita a partir de matéria-prima secundária.Figura IV-28 Fluxo fechado (adaptada de Bellmann e Khare. 324 .

In d ú stria E x tra tiv a M in era l In d ú s tria d e T ra n s fo rm a ç ã o q u ím ic a e m e ta lú rg ic a P ro d u çã o d e m a ter d e en g en h a ria M a teria is R ecicla d o s R ecicla g em d e p eça s e p ro d u to s em fim d e v id a P ro d u çã o d e p eça s e co m p o n en tes M o n ta g em d e P ro d u to s Figura IV-29: Fechando o Ciclo dos materiais pela Reciclagem PROJETANDO A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL Eco-concepção: ACV na base de projetos de produtos A atividade de projeto integrada à questão ambiental. é crítica para a sustentabilidade do produto. desmontagem e reciclagem. Trata-se portanto. de projetar não só o produto mas o chamado hoje de sistema325 . desde a seleção dos materiais até a escolha das técnicas de montagem.

passando por todas a etapas de produção. componentes e o próprio produto em fim de vida). de incertezas e as soluções de projeto têm que ser flexíveis e adaptáveis a essa evolução. Ainda segundo Manzini e Vezzoli (2000. recuperação e valorização dos componentes e materiais. No primeiro caso o ciclo de vida dos produtos é levado em consideração quando do desenvolvimento do projeto de um produto e no segundo é o ciclo de vida do produto que é o objeto central do projeto. Eco-concepção. ou eco-design. água. até o tratamento ou reciclagem de produtos em fim de vida. transporte e consumo.produto. multicritérios e multietapas. até a reconcepção mais profunda. pois o projeto de um produto industrial envolve um horizonte de tempo de médio a longo prazo (até 20 anos para os automóveis).” A diferença básica entre eco-design e life cycle design é o peso e/ou a posição da componente ambiental nos objetivos do projeto. Nesse último caso. Essa abordagem amplia os limites do projeto e reforça seu caráter multidisciplinar. considerando todo o ciclo de vida desde os inputs (matérias primas e energia) até os outputs (resíduos industriais. o que exige um monitoramento permanente das tendências tecnológicas. nos sistemas de produção. nos produtos. e as técnicas e os processos de produção e de reciclagem evoluem constantemente. Segundo Abrassart e Aggeri (2002). com mudanças do tipo radical. Segundo Graedel (1998) todo produto tem 5 grandes fases : 326 .105113) “a orientação e/ou re-orientação ambiental de um produto pode ir desde o melhoramento dos processos de tratamento. Multicritérios por se basear na ACV que pressupõe um inventário amplo das condições de utilização de matérias-primas. uso e descarte. ou seja. energia. A questão é complexa. enquanto que o life cycle design é o projeto de um sistema-produto englobando as fases de pré-produção (produção de matérias primas) produção. solo e dos rejeitos e perdas produzidos em cada etapa. define-se como uma abordagem global. nos anos 90 a necessidade de se fazer um diagnóstico ambiental do produto durante o projeto aproximou engenheiros e designers levando-os a adotar como método de trabalho a análise do ciclo de vida do produto em seu sentido mais amplo. representado desde a extração de matérias primas primárias. portanto. pp. tratamento de materiais e reciclagem. ar. O cenário é. tem-se o chamado LCD (Life Cycle Design). De acordo com Manzini e Vezzoli (2002. Essa abordagem amplia os limites do projeto e reforça seu caráter multidisciplinar. método de projetar que inclui a variável ambiental no projeto do produto em todas as suas fases até sua reciclagem e/ou descarte final. distribuição. dos impactos ambientais de um produto.17) ecodesign é um mdolelo “projetual” ou de projeto (design) de um produto orientado por critérios ecológicos. Multietapas por considerar todas as etapas da vida de um produto da extração de matérias primas ao tratamento dos componentes e do próprio produto em fim de vida. p.

além de ser fulcral para a ecologia industrial. o projeto de um novo modelo requer uma equipe multi-especializada onde profissionais de diversas áreas somam seus conhecimentos aos dos designers e dos engenheiros de projeto para criar não só um novo produto. tratamento de materiais e fabricação de peças. como o eco-desgin com auxílio da ACV como instrumento de decisão. distribuição e vendas. O conceito de eco-design é portanto transversal a diferentes campos da engenharia. Assim a ACV. descarte ou reciclagem. mas antever os cenários onde ele será produzido. uso ou consumo. da arquitetura e do desenho industrial. processos e formas de energia limitando os impactos ambientais dos produtos em toda a sua cadeia produtiva. que começou nos Estados Unidos no início dos anos 70 como um método de auxílio à decisão (governamental ou empresarial) sobre investimentos em atividades econômicas com menor impacto ambiental. passou a ser considerada uma técnica de engenharia de projeto.• • • • • extração mineral e produção de materiais. Nesse sentido. utilizado e até reciclado. da química e dos materiais. Internalizar a sustentabilidade ambiental na atividade industrial da forma mais ampla possível é a questão central que as novas formas de projetar. que surgiu exatamente dessa interdisciplinaridade necessária ao trato da questão ambiental. na medida que permite aos engenheiros de projeto a escolherem materiais. embalagem. de consumo e mesmo ao fim de sua vida. originalmente um produto metal-mecânico e hoje um multi-produto dos desenvolvimentos da eletrônica. tentam responder. 327 . Do eco-design ao life cycle design no caso do automóvel No caso do automóvel. Estes estágios englobam todo o ciclo de vida de um produto da pré-manufatura (produção de matérias primas) à re-manufatura (reciclagem). a visão da engenharia vem se estendendo cada vez mais à montante para incorporar ao projeto de produto o ciclo de vida dos materiais e das formas de energias neles contidas. num horizonte de cerca de 20 anos.

Portanto. modelo1998 na França e 1999 no Brasil. menor emissão de CO2. e as novas geração de baterias. Assim. é 95% reciclável e tem uma versão elétrica. Nas palavras desses autores (p. reduz o uso de materiais e energia e maximiza a recuperação destes recursos ao fim da vida útil do carro. etc. biodegradáveis. em projetos cada vez mais voltados para o meio-ambiente. hydrogênio.maior reciclabilidade.17) “ecodesign é um mdolelo “projetual” ou de projeto (design) de um produto orientado por critérios ecológicos.Retornando à análise de Manzini e Vezzoli (2000) pode-se dizer que a diferença básica entre ecodesign e life cycle design é o peso e/ou a posição da componente ambiental nos objetivos do projeto. . sem substâncias tóxicas ao meio ambiente ou à saude humana.” No caso da indústria automobilística o eco-design é um projeto de um novo modelo ou de um concept-car que apresenta uma vantagem ambiental sobre as versões existentes . No primeiro caso o ciclo de vida dos produtos é levado em consideração quando do desenvolvimento do projeto de um produto e no segundo é o ciclo de vida do produto que é o objeto central do projeto.. as inovações geradas têm sido incorporadas aos carros em produção cada vez mais rapidamente. e que. Essas mudanças estão presentes nos novos materiais . ao mesmo tempo. e ainda nos combustíveis como: biodiesel. menor consumo. menos poluentes. da extração de matérias primas à reciclagem. a indústria automobilística vem enfrentando o desafio ambiental incorporando inovações tecnológicas cada vez mais amplas que vêm alterando o conceito do automóvel de sua produção. incorporou várias inovações do concept-car NEXT. prolonga a vida do automóvel e de seus componentes. apresentam inovações ambientais em ritmo crescente no sentido de zerar as emissões e os resíduos. uso e descarte. Atualmente.mais leves. distribuição. 328 . por sua vez. mais recicláveis. enquanto que o life-cycle-design é o desenvolvimento de um projeto no âmbito de toda a cadeia produtiva do automóvel. nos novos modelos lançados a cada ano. celulas combustível. enquanto que o life cycle design é o projeto de um sistema-produto englobando as fases de pré-produção (produção de matérias primas) produção. as montadoras já vêm incorporando resultados de pesquisas em concept cars que. O Novo Clio da Renault por exemplo.

. Em alguns casos a criação ou adaptação 329 . o estabelecimento de parâmetros técnicos nas diversas fases do projeto de produto. Essa evolução permitiu ainda.A ACV APLICADA AO DESENVOLVIMENTO DE ECO-MATERIAIS O conceito de ecomateriais e o papel da ACV Segundo Halada e Yamamoto (2001) o conceito de Ecomateriais foi proposto no Japão logo antes da II Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro em 1992 . buscando enfatizar os aspectos positivos destes em relação ao meio ambiente. Os autores definem essa concepção orientada pela ACV como sendo uma forma multicritério de se projetar os materiais e que isso representa uma evolução importante a partir das formas anteriores que se pautavam por um só critério geral e subjetivo. sistemas de armazenamento de energia. A proposta é de que esses materiais ditos avançados. desde a concepção inicial dos materiais até sua reciclagem final. dentro de uma visão “holística” sobre os mesmos.World Summit Rio 92 -. etc. todos os materiais recicláveis e os materiais de menor consumo energético (que gastam menos energia para serem produzidos). pilhas à combustível. Ele nasceu de uma série de discussões entre cientistas e engenheiros especialistas em materiais. Substituição de substâncias tóxicas ou prejudiciais à saúde humana em processos de produção e ou tratamento de materiais por processos mais limpos utilizando substâncias naturais não tóxicas. Os materiais concebidos para terem menor impacto ambiental e cujo projeto foi orientado pela ACV dos materiais atualmente em uso no mercado. de óleo e de combustíveis e filtros industriais para captar partículas tóxicas emitidas por atividades industriais diversas. pois possibilitou orientar a pesquisa e seleção de materiais no sentido de substituir materiais e/ou elementos de maior impacto ambiental na concepção de novos produtos. novos ou melhorados sejam reconhecidos por sua contribuição à manutenção ou recuperação do equilíbrio ecológico do planeta. bem como os últimos desenvolvimentos a seu favor. Os materiais para geração de energia em sistemas alternativos tipo: células fotovoltáicas para energia solar. Os mesmos autores assinalam que essa contribuição se dá em 4 principais vertentes: • Os materiais para a proteção do meio ambiente ex : catalysadores e filtros de ar. Os exemplos são os plásticos biodegradáveis. que era o nível de consciência ambiental. • • • Segundo os mesmos autores a ACV teve um papel fundamental na formulação desse conceito.

Consumo: Venda e uso e manutenção dos produtos. É nesse sentido que a ACV vem sendo usada para o desenvolvimento de novos materiais. mas um balanço ambiental mais favorável. Para todas essas fases a ACV possibilita que se conheça não apenas os impactos ambientais que podem acontecer. que seja mais leve ou mais econômico energeticamente. como é o caso de uma embalagem especialmente concebida para pesticidas para plantas e que se dissolve dentro do regador sem ser necessário o contato humano (Bertholini 1995).dos materiais ocorre simultaneamente ao desenvolvimento do projeto como o pára-lama de plástico do novo Clio(ver detalhes em Medina 2002. “O Desenvolvimento de Novos Polímeros: uma ferramenta para os avanços na indústria automobilística”). que possam levar à otimização do desempenho ambiental do produto. Nesse sentido pode e tem levado. ultimamente. mas sob quais cenários socio-econômicos e tecnológicos eles vão ocorrer e ainda em que medida eles podem ser evitados ou minorados. Tendências e os exemplos de Eco-materiais no Mundo e no Brasil A grande unanimidade como tendência mundial da P&D em ecomaterais nesse início de século são sem dúvida os materiais ligados à produção de novas formas de energia diante dos fortes sinais de 330 . ou reciclável. biodegradáveis ou ainda hidrossolúveis. ou ainda biodegradável. Uma vez feito o inventário de todos os materiais existentes possíveis de serem utilizados em uma dada função de um produto. ao desenvolvimento de novos materiais quando a solução desejada não se encontra ainda disponível no mercado. entre outras vantagens possíveis. A ACV na verdade auxilia a identificação de oportunidades de melhorias do sistema produtomaterial-processos de fabricação. Fim de Vida: reciclagem ou descarte de produtos ou componentes usados. produção de materiais e produtos finais. Esses desenvolvimentos têm sido buscados principalmente pelos plásticos nas funções de embalagem e estruturais. pode-se conceber um material alternativo que tenha a mesma função. que hoje já podem ser encontrados sob diversas formulações como materiais recicláveis. Essa abordagem proporciona uma visão global da questão ambiental em toda sua pluraridade realizando checkpoints em todos os estágios da vida do produto a saber: • • • Produção: extração de minerais.

Os autores destacam que ambas as empresas recomendavam. diferenciando-se apenas em alguns detalhes. Os materiais recicláveis. prever a desmontagem para reciclagem preferencialmente mecânica em vez de manual.. como é o caso do amianto. não longe de uma universalização à médio prazo. reutilizáveis. vêm: • • Os materiais que retêm as diversas formas de poluição: os filtros. células combustível. a situação é semelhante e atenção especial vem sendo dada à utilização dos plásticos. entre outras. e evitar adesivos contaminantes que degradam o material. 1996. etc. No projeto de sistemas e componentes. Eles têm desenvolvido diretrizes gerais e mesmo preconizações técnicas para a concepção de novos veículos tendo em vista sua reciclagem final. na França como no Brasil. já no início dos anos 90. No setor automotivo.esgotamento do modelo enérgico atual. biodegradáveis. Os materiais que substituem substâncias tóxicas vis-à-vis a progressiva interdição parcial ou total destas em nível mundial. colagem. inviabilizando economicamente a reciclagem. todos os conceitos e métodos de projetar como DFR e ACV já estão hoje presentes na estratégia ambiental das montadoras e de seus principais fornecedores. por exemplo. que é mais demorada e cara. que seus projetos focalizassem: • • Na seleção de materiais a redução da diversidade de materiais e evitar plásticos não compatíveis. nos casos da Chrysler e da GM. dos metais pesados em geral e do chumbo e do mercúrio em particular. segundo Coulter et al. o hidrogênio e suas formas de estocagem. encaixes etc) a redução da diversidade de técnicas. e a utilização de encaixes quando possível. enfim as diversas alternativas que reduzem os resíduos finais a serem descartados e prolongam a vida dos materiais economizando matérias primas primárias. • No caso da reciclagem todos os setores fortes consumidores de materiais tem se voltado para essa opção. A Renault e PSA em parceria 331 . Em um segundo grupo. citados em Medina e Gomes (2002). as membranas permeáveis ao oxigênio. novas baterias à base de litium. os catalisadores. • Como puderam constatar Medina e Gomes no estudo que realizaram em 2001/2002 (Medina e Goes 2003) junto às montadoras francesas. São os biocombustíveis. Na seleção de técnicas de junção (soldagem. Essas diretrizes. possuem muitos pontos em comum.

foi especialmente concebido pela GE Plastics.estabeleceram no ano 2000 um programa conjunto para orientar a concepção e o projeto de automóveis cada vez mais recicláveis dentro do espírito da chamada eco-concepção. Os exemplos de compósitos naturais pesquisados por Heitzmann et al. Graças a esse trabalho em grupo. Manta de fibra natural com a resina PU vegetal (mamona) revestido com vinil substituindo o PU sintético e a fibra de vidro. V de 2000. 332 . Rio de Janeiro. A Renault já fez avanços anteriores nesse sentido no caso do pára-lama de plástico do Clio II. 30 Ver maiores detalhes sobre as inovações do projeto Clio II na tese de doutorado da autora MEDINA H. defendida na COPPE/UFRJ em 28/02/2000. da PSA e da Federação Francesa de Plasturgia. as empresas dispõem hoje de um sistema integrado de informações técnicas sobre materiais visando sua reciclagem. o Noryl GTX. constituído por três bases de dados diferentes originárias da Renault. É claro que várias evoluções paralelas foram feitas no projeto em relação às técnicas de montagem e de pintura para garantir essa performance do material e da peça. que vem estudando novas alternativas no desenvolvimento e uso de materiais naturais para fabricação de peças para aplicação em veículos comerciais. Manta de fibra natural com resina de poliéster insaturada substituindo a fibra de vidro.“O projeto e a Difusão dos Novos Materiais na Indústria Automobilística”. 166 pp. Um dos objetivos específicos do programa é chegar a estabelecer normas técnicas comuns para seleção e uso de materiais automotivos em conjunto com seus fornecedores (o que ainda vem sendo buscado caso a caso.30 Outro exemplo de ecomateriais concebidos com o auxílio da ACV para uso na indústria automobilística no Brasil é o desenvolvimento de compósitos de fibras vegetais em substituição à fibra de vidro. Esse material. A DaimlerChrysler do Brasil tem um grupo de pesquisa chamado “Grupo Verde”. lançado em 1998 na França e 1999 no Brasil.(2001) com o objetivo de aplicar nos veículos comerciais são: • • • Aglomerado de Fibra de Coco & Látex substituindo o PU petroquímico. sob especificações da Renault. tese de Doutorado em Engenharia de Produção. dada a grande variedade de materiais usados no automóvel). Essas informações podem ser usadas para o desenvolvimento dos plásticos automotivos no intuito de torná-los ecomaterais. mesmo após uso na peça injetada e pintada. para ser 100% reciclável. Esse programa se iniciou com um Banco de Dados sobre os plásticos em uso e em perspectiva de lançamento comercial em parceria com os produtores de plásticos automotivos.

Na mesma linha está o trabalho de Georgen et al. Destacam ainda os autores que. os materiais passaram a serem vistos também. Por outro lado. No Brasil.br). paralelamente a essa consciência ambiental que os colocou como culpados dos grandes males do planeta. e chegou a produzir a chamada areia clonada e cimento para construção civil (ver RETEcROCHAS no site www. como cinzas de incinerarão de lixo urbano ou reciclagem de agregados para construção civil. as informações levantadas para se fazer a ACV foram de fundamental importância para a comparação entre materiais e mesmo para identificar possibilidades de melhorias nos processos de produção.gov. CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora os critérios ambientais não sejam preponderantes na orientação da produção e do uso dos materiais. sejam eles novos ou tradicionais. por exemplo. como portadores de esperanças de processos e produtos melhores. O estudo teve ainda a importância de mostrar que é na etapa de seleção de materiais e processos do projeto onde se encontram as maiores oportunidades de se construir um produto ecologicamente correto.cetem. o CETEM vem trabalhando em pesquisas e desenvolvimentos nessa linha para aproveitamento de rejeitos da produção de rochas ornamentais no noroeste do Estado do Rio de Janeiro (Santo Antônio de Pádua). os problemas ambientais envolvidos estão definitivamente mais evidentes e em alguns casos se tornaram mesmo críticos. A quantidade e variedade de materiais possíveis para a concepção de produtos de menor 333 . como as mantas com fibra de vidro e as com fibra de sisal ou o poliol petroquímico e o poliol de mamona. pode-se citar o caso do Eco-cimento mencionado por Hadala e Yamamoto (2001) como produção de uma matéria-prima a partir de rejeitos de outras produções. não poluentes e recicláveis. O estudo fez um corte nos fases do ciclo de vida do produto para se concentrar na produção do material e concluiu que a fibra de sisal. é ambientalmente melhor que a fibra de vidro. (2002). apenas para destacar mais um exemplo de nível internacional que se encontra em desenvolvimento similar no Brasil. que vem utilizando a ACV de forma exante para fazer um estudo comparativo entre as performances ambientais de diferentes materiais que podem ser alternativamente utilizados na produção de autopeças. O rápido desenvolvimento dos materiais nos últimos 20 anos foi em grande parte uma resposta ao desafio de se fazer uma produção industrial ambientalmente sustentável e competitiva em âmbito mundial.• Manta de fibra natural com termoplástico PP substituindo a fibra de vidro. Finalmente.

inicialmente função de designers e engenheiros . as equipes de projeto de produtos .l assim como para a reciclagem desses produtos ao fim de sua vida. A expressão cunhada na França por Cohendet nos anos 80 “hyperchoix de matériaux” nunca foi tão exata para definir uma tendência que só tende a se aprofundar. AGRADECIMENTOS A autora agradece à CAPES/Ministério da Educação do Brasil pela bolsa de pos doutorado no exterior de fevereiro de 2004/2005.na França que acolheu esse estágio no quadro do qual esse artigo foi elaborado. Os impactos ambientais da atividade humana são hoje reconhecidamente globais e exigem serem tratados como tal sob pena de estarmos apenas transferindo. E por consequência da mesma. Do mais simples ao mais complexo. É. Assim.na maior parte das vezes difíceis de serem corretamente obtidas e analisadas -.Université de Technologie de Troyes. portanto nesse cenário que a ACV vem sendo incorporada aos métodos e técnicas de projeto das empresas e a pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. ela vem possibilitando um maior conhecimento sobre os materiais e seus processos de fabricação. para o desenvolvimento de novas formas de energia ou para prevenção e recuperação dos efeitos das diversas formas de poluição. cresceu exponencialmente nessa virada do século.vêm se tornando cada vez mais multi-especializadas e agregando diversos perfis profissionais. Na verdade. mas também em inovações e melhorias de processos na busca da sustentabilidade ambiental. de ser um trabalho muito extenso e demorado. eram na verdade sua maior força ou seja a sua capacidade de tratar uma questão que é múltipla e complexa não só nos problemas gerados como também nas soluções possíveis de serem encontradas. ou adiando. Nesse sentido. exigir um volume enorme de informações . ou reprojeto de um produto que se queira fazer. indispensável para uma escolha consciente e responsáve. a escolha de materiais a cada projeto de novo produto. e ao CREIDD -Centre d’Etudes Interdisciplinaires sur le Developpement Durable.da UTT . as principais restrições que se fazia no início das experiências com o método de ACV. 334 . notadamente no campo dos materiais. caminha-se igualmente para uma produção cada vez mais “multimatériaux”. os problemas para um outro tempo ou lugar. vem se tornando cada vez mais complexa e múltipla.impacto ambiental.

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http://www.br CETEM/MCT.gov.RJ.br CEP 21941-590 – Rio de Janeiro. Ipê 900. de Medina hmedina@cetem. Abstract: This article presents the concept of MLC (Materials life cycle) and shows how important it is not only to a materials environmental management but also to guide the R&D activities on materials field. Some examples of ecomaterials recently developed in the world and also in Brazil are provided to illustrate the analysis. Centro de Tecnologia Mineral. Technological Research. Cidade Universitária. Keywords: Materials LCA .cetem.gov. Ecomaterials 337 . Ministério da Ciência e da Tecnologia Endereço : Av.THE LIFE CYCLE ASSESSEMENT CONTRIBUTION TO RESEARCH AND DEVELOPMENT ON ECOMATERIALS IN BRAZIL Heloisa V. It also discusses how LCA can be used to help the development of new materials designed to have a positive effect on the environment.