CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

SUMÁRIO
                                              1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional:............................................................04 Conselho Monetário Nacional...................................................................................07 Banco Central do Brasil............................................................................................07 Comissão de Valores Mobiliários.............................................................................09 Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional..........................................11 Bancos comerciais...................................................................................................11 Caixas econômicas..................................................................................................12 Cooperativas de crédito............................................................................................13 Bancos comerciais cooperativos..............................................................................14 Bancos de investimento...........................................................................................14 Bancos de desenvolvimento.....................................................................................15 Sociedades de crédito, financiamento e investimento..............................................16 Sociedades de arrendamento mercantil...................................................................16 Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários.............................................17 Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários........................................18 Bolsas de valores.....................................................................................................19 Bolsas de mercadorias e de futuros.........................................................................20 Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC)...............................................27 Central de Liquidação Financeira e de Custódia de Títulos (CETIP)........................28 Sociedades de crédito imobiliário.............................................................................29 Associações de poupança e empréstimo.................................................................30 2 Sistema de Seguros Privados e Previdência Complementar:................................30 Conselho Nacional de Seguros Privados.................................................................30 Superintendência de Seguros Privados....................................................................31 Conselho de Gestão da Previdência Complementar................................................32 Secretaria de Previdência Complementar................................................................33 Instituto de Resseguros do Brasil.............................................................................33 Sociedades seguradoras..........................................................................................34 Sociedades de capitalização....................................................................................35 Entidades abertas e entidades fechadas de previdência privada.............................35 Corretoras de seguros..............................................................................................36 Sociedades administradoras de seguro-saúde.........................................................36 3 Sociedades de fomento mercantil (factoring)........................................................37 Sociedades administradoras de cartões de crédito..................................................38 4 Produtos e serviços financeiros:............................................................................39 Depósitos À Vista.....................................................................................................40 Depósitos a prazo (CDB e RDB)..............................................................................41 Letras de câmbio......................................................................................................41 Cobrança e pagamento de títulos e carnês..............................................................43 Transferências automáticas de fundos.....................................................................44 Commercial papers..................................................................................................44 Arrecadação de tributos e tarifas públicas................................................................45 Home/office banking.................................................................................................45

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
 Remote banking.......................................................................................................46  Banco virtual.............................................................................................................47  Dinheiro de plástico..................................................................................................49  Conceitos de corporate finance................................................................................49  Fundos mútuos de investimento...............................................................................50  Hot money................................................................................................................50  Contas garantidas....................................................................................................51  Crédito rotativo.........................................................................................................51  Descontos de títulos.................................................................................................52  Financiamento de capital de giro..............................................................................52  Vendor finance/compror finance...............................................................................52  Leasing (tipos, funcionamento, bens).......................................................................52  Financiamento de capital fixo...................................................................................54  Crédito direto ao consumidor....................................................................................54  Crédito rural..............................................................................................................55  Cadernetas de poupança.........................................................................................55  Financiamento à importação e à exportação: repasses de recursos do BNDES......55  Cartões de crédito....................................................................................................55  Títulos de capitalização............................................................................................55  Planos de aposentadoria e pensão privados............................................................56  Planos de seguros....................................................................................................56   5 Mercado de capitais:.............................................................................................56  Ações: características e direitos...............................................................................57  Debêntures...............................................................................................................58  Diferenças entre companhias abertas e companhias fechadas................................58  Operações de underwriting......................................................................................59  Funcionamento do mercado à vista de ações..........................................................60  Mercado de balcão...................................................................................................61  Operações com ouro................................................................................................61   6 Mercado de câmbio:..............................................................................................62  Instituições autorizadas a operar..............................................................................63  Operações básicas...................................................................................................64  Contratos de câmbio: características.......................................................................65  Taxas de câmbio......................................................................................................67  Remessas................................................................................................................68  SISCOMEX..............................................................................................................68   7 Operações com derivativos:..................................................................................69  Características básicas do funcionamento do mercado a termo, do mercado de opção, do mercado futuro e das operações swap................................................................70           8 Garantias do Sistema Financeiro Nacional:...........................................................73 Aval..........................................................................................................................75 Fiança......................................................................................................................76 Penhor mercantil......................................................................................................77 Alienação fiduciária..................................................................................................78 Hipoteca...................................................................................................................79 Fianças bancárias....................................................................................................81 Fundo Garantidor de Crédito (FGC).........................................................................82 9 Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas.................................................84 Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei 9.613/98.....................87

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
    Circular BACEN 2.852/98........................................................................................93 Circular BACEN 3.339/06........................................................................................94 Carta-Circular BACEN 2.826/98..............................................................................96 Carta-Circular BACEN 3.098/03..............................................................................99 PROVAS DE CONCURSOS E TESTE...........................................................................................................................102 GABARITO............................................................................................................................107

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS 1. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional:
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Vejamos, primeiramente, as seguintes questões de concursos.

1. Analise as assertivas apresentadas, classificando-as em V (verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção correspondente. ( ) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composto por um conjunto de instituições públicas e privadas e tem como órgão normativo máximo o Conselho Monetário Nacional (CMN). ( ) O SFN envolve dois grandes subsistemas: um normativo e outro de intermediação financeira, sendo que este último é composto por instituições que estabelecem diretrizes de atuação das instituições financeiras operativas, como a Comissão de Valores Mobiliários, por exemplo. ( ) O CMN reveste-se de amplas atribuições, inclusive da formulação da política de moeda e do crédito, com o objetivo de resguardar os interesses econômico-sociais do País. ( ) Um sistema financeiro, grosso modo, pode ser entendido como um conjunto de instituições e instrumentos que, em última análise, se ocupa da transferência de recursos dos agentes econômicos superavitários para os agentes deficitários. ( ) Como regra, as instituições financeiras são classificadas como bancárias ou monetárias e não bancárias ou não monetárias. Como exemplos destas últimas estão as sociedades corretoras, os bancos de investimentos e os bancos múltiplos.
a) V – V – F – F – V b) V – F – F – V – V c) V – F – V – V – F d) V – V – V – V – V e) F – F – V – V – V

2. Julgue as afirmativas abaixo em V (verdadeira) ou F (falsa) e assinale a opção correspondente. ( ) O Banco do Brasil, sociedade anônima de capital misto cujo controle acionário pertence à União, é considerado pelo CMN uma autoridade monetária, pois pode atuar na emissão de moeda. ( ) O Banco do Brasil executa a política de comércio exterior do Governo, financiando bens de exportação e atuando como agente pagador e recebedor no exterior. ( ) O Banco do Brasil é o principal instrumento de financiamento do Governo Federal, de médio e longo prazos, voltado para o reequipamento e o fomento dos setores industrial e social considerados vitais ao desenvolvimento do País. ( ) A Caixa Econômica Federal, pelo fato de ser considerada uma instituição financeira com função claramente social, está proibida de efetuar operações de arrendamento mercantil, embora administre, com exclusividade, os serviços das loterias esportivas e o penhor. ( ) Os bancos comerciais são instituições financeiras constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedades anônimas e têm como uma das suas principais características a criação de moeda escritural, mediante depósitos à vista captados no mercado. a) F – V – F – F – V b) V – V – V – V – V c) F – V – V – V – V d) V – V – F – F – F e) V – V – V – F – V

O Sistema Financeiro Nacional (SFN), denominado por alguns autores mais apropriadamente de Sistema Financeiro Brasileiro (nome este que não logrou consenso), é composto por todas as instituições financeiras e correlatas assim consideradas por lei. O sistema vigente foi reestruturado em 1964 pela lei de Reforma Bancária, seguida da Lei de Mercado de Capitais em 1965, com alterações significativas através da criação dos Bancos Múltiplos em 1988 e de vasta legislação adjacente. O SFN é compreendido como “um conjunto de instituições financeiras e

instrumentos financeiros que visam, em última análise, transferir recursos dos agentes econômicos (pessoas, empresas, governo) superavitários para os deficitários” (ASSAF NETO, 2001, p. 67).
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RESPOSTAS: 1. C

2. A

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Uma conceituação bastante simples, porém abrangente, foi dada por Cavalcante (2002, p. 25) quando comenta ser o sistema financeiro “um conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos dos ofertadores finais aos tomadores finais, e cria condições para que os títulos e valores mobiliários tenham liquidez no mercado”. Já Fortuna (2002, p. 15) 2 , explanando sobre o mesmo assunto, diz que:

Uma conceituação bastante abrangente de sistema financeiro poderia ser a de um conjunto de instituições que se dedicam, de alguma forma, ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores. O mercado financeiro – onde se processam essas transações – permite que um agente econômico qualquer (um indivíduo ou empresa), sem perspectivas de aplicação, em algum empreendimento próprio, da poupança que é capaz de gerar, seja colocado em contato com outro, cujas perspectivas de investimento superam as respectivas disponibilidades de poupança.
O SFN compreende um vasto sistema que abrange dois outros grandes subsistemas denominados de subsistema normativo e de subsistema de intermediação, neste último, são encontradas instituições tidas como bancárias e não bancárias.

SUBSISTEMA NORMATIVO  Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Conselho de Recursos do SFN, Superintendência de Seguros Privados e Secretaria de Previdência Complementar. SUBSISTEMA DE INTERMEDIAÇÃO 
instituições bancárias, não bancárias e auxiliares. Fazem parte do Sistema Financeiro Nacional os seguintes grupos de instituições, entidades e empresas: a) Instituições Financeiras Captadoras de Depósitos à Vista; b) Demais Instituições Financeiras; c) Outros intermediários ou Auxiliares Financeiros; d) Entidades ligadas aos Sistemas de Previdência e de Seguros; e) Administradoras de Recursos de Terceiros; e, f) Empresas ou entidades ligadas à Custódia e Liquidação de Títulos públicos e privados. Esse conjunto de instituições, entidades e empresas é responsável pela captação e transferência de recursos financeiras, pela administração da previdência privada, dos seguros, de recursos de terceiros e pela distribuição, circulação e liquidação de títulos e valores mobiliários. Todo esse conjunto é regulado e fiscalizado por outros organismos e entidades hierarquicamente superiores, pertencentes às instâncias maiores do governo federal. São eles: Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e Secretaria de Previdência Complementar. Cada um desses órgãos, por sua vez, é regulado e recebe outros poderes reguladores e fiscalizatórios do Conselho Monetário Nacional, que é o órgão responsável maior pela definição das diretrizes de atuação de todo o sistema financeiro. Numa visão esquemática, pode ser dito que os quatro organismos acima - BC, CVM, Susep e SPC - regulam, controlam e fiscalizam os seis conjuntos de instituições e entidades listadas no parágrafo anterior (alíneas “a” a “f”), que por sua vez se transformam em trinta e três tipos de empresas financeiras, sociedades, associações e outras formas jurídicas que serão analisadas mais abaixo. É exatamente o Sistema Financeiro que permite que um agente econômico qualquer (seja ele indivíduo ou empresa) sem perspectivas de aplicação, em algum empreendimento próprio, da poupança que é capaz de gerar, seja colocado em contato com outro, cujas perspectivas de investimento superam as respectivas disponibilidades de poupança. Conforme a Lei de Reforma Bancária nº 4.564/64, art. 17), quanto a caracterização legal do
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Agentes

especiais

e demais

FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro produtos e serviços. Rio de Janeiro: Qualitymark. 2002

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Sistema Financeiro Nacional temos:

“Consideram-se Instituições Financeiras, para efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas e privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros. Parágrafo único - Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.”

Classificação das instituições financeiras:
• Intermediários Financeiros x Instituições Auxiliares 1. Os Intermediários Financeiros  são Instituições Financeiras que emitem seus próprios passivos, ou seja, captam poupança diretamente do público, por sua própria iniciativa e responsabilidade, para aplicação destes recursos junto às empresas, através de empréstimos e financiamentos. Como exemplos dessa classe de instituições temos os Bancos Comerciais, as Caixas Econômicas e os Bancos de Investimentos, entre outros. 2. Instituições Auxiliares  são Instituições Financeiras que não emitem seus próprios passivos, mas apenas colocam em contato os poupadores e os investidores. Como exemplo desta classe de instituições temos a Bolsa de Valores.

COMPOSIÇÃO
Órgãos normativos Entidades supervisoras Banco Central do Brasil - Bacen Operadores Instituições Demais financeiras instituições Outros intermediários captadoras de financeiras Conselho Monetário financeiros e depósitos à vista Nacional - CMN administradores de Bolsas de recursos de terceiros Comissão de Valores Bolsas de mercadorias e Mobiliários - CVM valores futuros Superintendência de Conselho Nacional Seguros Privados Entidades abertas de Sociedades Sociedades de Susep de Seguros Privados previdência seguradoras capitalização - CNSP complementar IRB-Brasil Resseguros Conselho de Gestão Secretaria de da Previdência Entidades fechadas de previdência complementar Previdência Complementar (fundos de pensão) Complementar - SPC CGPC

Caracterização das Instituições Financeiras quanto à capacidade de criar ou não moeda escritural3:
A Instituição Financeira que possui a capacidade de criar moeda escritural faz parte do chamado sistema monetário, que é representado pelos bancos comerciais (oficiais e privados) e pelos bancos múltiplos com carteira comercial.
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Moeda escritural é um título representativo da moeda, emitido sem que, no entanto, exista um respectivo lastro em papel moeda (como por exemplo, o cheque)

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CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN)
Foi a Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, denominada Lei da Reforma Bancária, que criou o Conselho Monetário Nacional, ao mesmo tempo em que dispunha sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e creditícias. Depois de inúmeras mudanças quanto a sua formação, o CMN é hoje constituído pelo ministro da Fazenda (presidente), pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do Banco Central. Os serviços de secretaria são exercidos pelo Bacen. O Conselho Monetário surgiu para ser o órgão deliberativo máximo do sistema Financeiro Nacional, instituído como órgão colegiado integrante do Ministério da Fazenda. É o instrumento de governo que planeja, elabora, implementa e julga a consistência de toda a política monetária, cambial e creditícia do país. É um órgão que domina toda a política monetária e ao qual se submetem todas as instituições que o compõem. Além de estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia, compete ao CMN regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. Para o exercício de fiscalização e regulação, o Conselho Monetário delega poderes ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários, à Superintendência de Seguros Privados e à Secretaria de Previdência Complementar. Esta, embora subordinada hierarquicamente ao Ministério da Previdência Social e Assistência Social, vincula-se ao CMN através do Banco Central. É o Bacen quem emite as resoluções e normativos, para fins de controle das entidades fechadas de previdência. Quanto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, apesar de estar subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ele atual em harmonia com a política econômico-financeira do Governo Federal e mantém ligações com o Ministério da Fazenda na medida em que a destinação dos lucros da instituição e quaisquer alterações em sua composição societária devem ser apreciados por este ministério. O vínculo com o CMN se faz por ser o BNDES um dos mais importantes instrumentos de execução da política de investimentos do Governo Federal. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc), composta pelo presidente do Bacen, na qualidade de coordenador, pelo presidente da CVM, pelo secretário executivo do Ministério do Planejamento, pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, pelo secretário do Tesouro Nacional e por quatro diretores do Bacen indicados pelo seu presidente. Visando melhor desempenho em áreas específicas da economia, estão previstas as comissões consultivas (1) de Normas e Organização do Sistema Financeiro, (2) de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros, (3) de Crédito Rural, (4) de Crédito Industrial, (5) de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infra-estrutura Urbana, (6) de Endividamento Público e (7) de Política Monetária e Cambial.

Atribuições específicas:
 autorizar as emissões de papel-moeda;  aprovar os orçamentos monetários preparados pelo BACEN;  disciplinar o crédito em suas modalidades e as formas das operações creditícias;  estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários ou financeiros;  determinar as taxas do recolhimento compulsório das instituições financeiras;  estabelecer normas a serem seguidas pelo BACEN nas transações com títulos públicos;  regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país.

BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN)
O Banco Central é a instituição bancária que executa, coordena e fiscaliza a política monetária e financeira interna e externa definida pelo Conselho Monetário Nacional A estrutura atual do sistema financeiro brasileiro tem como centro das principais decisões duas instituições constituídas dentro do organograma do Ministério da Fazenda, que, em conjunto, são denominadas Autoridades Monetárias: o Conselho Monetário Nacional (órgão colegiado

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
essencialmente normativo, sem funções executivas) e o Banco Central do Brasil (autarquia federal, órgão executivo central do sistema financeiro, que tem como principal função viabilizar a execução das decisões do Conselho Monetário). Assim, com exceção das entidades vinculadas aos sistemas de previdência e de seguros (ligadas à SPC e à Susep, cuja vinculação é indireta), tudo o mais tem ingerência direta do Bacen que é, abaixo do CMN, o órgão de regulação e fiscalização mais importante do Sistema Financeiro Nacional. Além de ser o responsável pela execução das normas que regulam o Sistema Financeiro, o Bacen tem entre suas atribuições agir como: (1) banco dos bancos, (2) gestor do SFN, (3) executor da política monetária, (4) banco emissor e (5) agente financeiro do governo. Tem sua sede em Brasília e escritórios regionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte e Belém. Enquanto (1) banco dos bancos, ele é o recebedor dos depósitos compulsórios das outras instituições bancárias e realiza redescontos para a manutenção do equilíbrio do sistema; na qualidade de (2) gestor do sistema financeiro, normatiza, autoriza, fiscaliza e intervém; atuando como (3) executor da política monetária, controla os meios de pagamento e o orçamento monetário; sendo (4) banco emissor, emite e controla o fluxo da moeda; e, como (5) agente financeiro do governo, financia o Tesouro Nacional, administra a dívida pública e atua como depositário das reservas internacionais. O Banco Central também foi criado em 1964, pela Lei da Reforma do Sistema Financeiro (4595/64, de 31.12.64 – a mesma lei que criou o Conselho Monetário Nacional) em substituição à Superintendência da Moeda e do Crédito – Sumoc, cuja estrutura já não mais correspondia às necessidades das transformações econômicas. Duma outra forma, diz-se que, conceitualmente, a atuação do Banco Central pode ser dividida em cinco grandes formas de atuação: 1. Banco do Governo; 2. Banco das instituições financeiras monetárias (aquelas que administram depósitos à vista); 3. Fiscal de todas as instituições financeiras e instituições auxiliares; 4. Gestor da política cambial; e, 5. Gestor da política monetária. Visto sob a forma esquemática acima apresentada, enquanto (1) Banco do Governo, o Bacen administra a dívida pública monetária federal interna, adquirindo os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. É também sua função administrar as dívidas públicas interna e externa, além de fiscalizar e supervisionar os débitos de estados e municípios. Exercendo a função de (2) Banco das instituições financeiras monetárias (bancos comerciais), o Bacen administra suas reservas bancárias (saldos de depósitos que essas instituições mantém obrigatoriamente no Banco Central, do qual uma parte fica compulsoriamente retida). Como (3) Fiscal de todas as instituições financeiras e auxiliares, o Bacen procura garantir o funcionamento correto de todas elas, evitando problemas de liquidez que possam afetar a integridade de todo o sistema. Atuando como (4) Gestor da política cambial, ele estabelece as regras de funcionamento e operacionais em relação às moedas estrangeiras. E como (5) Gestor da política monetária, o Bacen determina o estoque o fluxo da moeda na economia, buscando proporcionar o seu crescimento sustentado, isto é, com a inflação sob controle. Ou, mais explicitamente, entre as principais atribuições legais atribuídas Bacen constam as seguintes: Emitir papel-moeda e moeda metálica e executar os serviços relativos à circulação, nas condições e nos limites fixados pelo Conselho Monetário. • Executar compra e venda de Títulos federais (por meio das operações de Open

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
• • • • • Market), tanto para executar a Política Monetária quanto para o próprio financiamento do Tesouro Nacional. Receber depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como realizar operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras. Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. Ser o depositário das Reservas Internacionais do país e controlar o fluxo de capitais estrangeiros. Autorizar o funcionamento, autorizar, fiscalizar e aplicar as penalidades previstas às instituições financeiras. Controlar e fiscalizar o crédito e administrar a dívida interna.

Reafirmando cabe ao Banco Central cumprir e fazer cumprir as normas emanadas do CMN e as disposições que lhe são atribuídas por lei. É por meio do Banco Central que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro e indiretamente na economia do país.

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM)
A Comissão de Valores Mobiliários foi instituída pela lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976, como entidade autárquica vinculada ao Ministério da Fazenda. Referida lei disciplinava a emissão, distribuição e negociação dos valores mobiliários, bem como a organização, o funcionamento e as operações das bolsas de valores. Em seu artigo 2º, a lei define quais são os valores mobiliários para efeito de sua disciplina e fiscalização: as ações, partes beneficiárias e debêntures, os cupões desses títulos e os bônus de subscrição, bem como outros títulos criados ou emitidos pelas sociedades anônimas, a critério do Conselho Monetário Nacional. A este cabe fixar a orientação geral a ser observada pela CVM cujas atividades devem ser exercidas sob a coordenação com o Banco Central. Subseqüentemente à Lei da CVM foi sancionada a Lei das S.A. (6.404, de 15 de dezembro de 1976) vindo a produzir uma interligação entre os agentes econômicos e financeiros através das ações, debêntures e outros papéis que giram no mercado. A Lei das S.A. de 1976 sofreu alterações e foi consolidada pela Lei 10.303, de 20/10/2001 que foi popularmente conhecida como a Nova Lei das S.A. Anteriormente, pequenas modificações haviam sido introduzidas pela Lei 9.457, de 15/05/97. Dessa forma, a CVM nasceu com poderes, e posteriormente os teve confirmados, para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado de valores mobiliário.

Entende-se como mercado de valores mobiliários aquele em que são negociados títulos emitidos pelas empresas para captar, junto ao público, recursos destinados ao financiamento de suas atividades.
É competência da CVM, entre outras coisas, disciplinar as seguintes matérias: • registro de companhias abertas; • registro de distribuições de valores mobiliários; • credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários; • organização, funcionamento e operações das bolsas de valores; • negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários; • administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários; • suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações; • suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores. Com referência ao sistema de registros, este gera a veiculação de informações aos investidores e ao mercado em geral. Esses informes, fornecidos periódica e obrigatoriamente por todas as companhias abertas, podem ser financeiros ou referirem-se a fatos relevantes da vida das empresas. Fatos relevantes são os eventos que podem influir na decisão do investidor,

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quanto a negociar ou não com valores emitidos pela companhia. A CVM tem por norma não exercer julgamentos de valor em relação às informações divulgadas pelas companhias. Todavia, busca zelar pela sua regularidade e confiabilidade e, para tanto, normatiza e persegue a sua padronização para facilitar o entendimento público. Quanto à política geral de atuação, a CVM busca a consecução de seus objetivos por meio da indução de comportamento, da auto-regulação e da autodisciplina dos agentes, apenas intervindo diretamente nas atividades de mercado quando tal tipo de procedimento se mostra ineficaz. No que concerne às políticas ou normas voltadas para o desenvolvimento dos negócios com valores mobiliários, a Comissão age suscitando a discussão de problemas, a promoção de estudos de alternativas e a adoção de iniciativas, de tal maneira que quaisquer modificações sejam realizadas com suficiente fundamentação técnica e possam ser assimiladas com facilidade. A fiscalização realizada pela CVM se faz através do acompanhamento das informações veiculadas ao mercado e às pessoas que dele participam. As inspeções se destinam à apuração de situações específicas sobre a atuação das empresas nos negócios com valores mobiliários. Apesar de haver predominância no mercado de valores mobiliários com a negociação de ações, debêntures e quotas de fundos de investimento, existe um vasto leque de outros títulos. Ainda podem ser elencados:  Bônus de subscrição  Notas promissórias  Certificados de depósitos de valores mobiliários  Índices representativos de carteiras de ações  Direitos e Recibos de subscrição  Quotas de fundos imobiliários  Certificados de recebíveis imobiliários  Contratos de parceria para engorda de animais  Certificados representativos de contratos mercantis de compra e venda a termo de energia elétrica  Depositary receipts (recibos de depósitos), instrumento utilizado na colocação de ações de companhias brasileiras no exterior  Opções de compra e venda de valores mobiliários. Essa relação não esgota o limite, pois ainda podem ser negociados quaisquer outros títulos emitidos pelas sociedades anônimas, evidentemente desde que inseridos no conceito de valor mobiliário e devidamente registrados na CVM. Ficam excluídos os títulos da dívida pública municipal, estadual e federal, bem como as cambiais de responsabilidade de instituições financeiras, com exceção das debêntures. Com referência ao mercado de derivativos, cujos instrumentos financeiros derivam do valor de um outro ativo denominado ativo-objeto, somente serão alvo de negociação os títulos decorrentes daqueles acima descritos que estão sob a jurisdição da CVM. Isso abrange os contratos a termo, contrato de opções e contrato de futuros de tudo o que seja considerado valor mobiliário. À semelhança da existência do Procon, o órgão de proteção ao consumidor, a CVM criou o Prodin – Programa de Orientação e Defesa do Investidor, para oferecer ao investidor meios para conhecer o mercado de valores mobiliários e nele atuar munido das informações necessárias. Na hipótese de o investidor ser vítima de algum tipo de irregularidade, o Prodin está apto a lhe dar a orientação para obter o reparo dos danos causados.

Nomenclatura
Os atos públicos expedidos pela CVM obedecem à seguinte nomenclatura: Ato Declaratório – é o documento através do qual a CVM credencia ou autoriza o exercício de atividades próprias do mercado de valores mobiliários. Deliberação – diz respeito aos atos de competência do Colegiado, nos termos do Regimento Interno. Instrução – são aqueles através dos quais a CVM regulamenta matérias expressamente previstas nas Leis nº 6385/76 (Lei da CVM) e 6404/76 (Lei das S.A.). Nota Explicativa – fornece explicações sobre a aplicação de determinada norma, expõe os

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motivos que levaram a CVM a editá-la ou apresentar proposição ao Conselho Monetário Nacional a respeito da matéria. Parecer – responde às consultas específicas formuladas por agentes do mercado e investidores ou por membros da própria CVM, a respeito de matéria por ela regulada. Parecer de Orientação – sedimenta o entendimento da CVM sobre assunto que lhe caiba regular, oferecendo ao mercado orientação sobre o assunto. Portaria – diz respeito aos atos envolvendo aspectos da administração interna da CVM.

CONSELHO DE RECURSOS NACIONAL (CRSFN)

DO

SISTEMA

FINANCEIRO

Órgão legalmente integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, ocupa um lugar no sistema nacional de supervisão dos mercados financeiro e de capitais. Atua na esfera de revisão de decisões de caráter punitivo tomadas pelas autoridades de primeiro grau e contra as quais as partes interpõem recurso administrativo. Tem, assim, a finalidade de julgar, em segunda e última instância administrativa os recursos interpostos das decisões relativas às penalidades administrativas aplicadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Secretaria de Comércio Exterior. O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil S/A e os Órgãos do Ministério da Fazenda proporcionarão o apoio técnico e administrativo necessário ao funcionamento do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é constituído por oito Conselheiros, possuidores de conhecimentos especializados em assuntos relativos aos mercados financeiro, de câmbio, de capitais, e de crédito rural e industrial, observada a seguinte composição: I - um representante do Ministério da Fazenda (Minifaz); II - um representante do Banco Central do Brasil (Bacen); III - um representante da Secretaria de Comércio Exterior (MIDIC); IV - um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); V - quatro representantes das entidades de classe dos mercados afins, por estas indicados em lista tríplice. As entidades de classe que integram o CRFSN são as seguintes: Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas), Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), CNBV (Comissão de Bolsas de Valores), Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), Abel (Associação Brasileira das Empresas de Leasing), Adeval (Associação das Empresas Distribuidoras de Valores), AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), sendo que os representantes das quatro primeiras entidades têm assento no Conselho como membrostitulares e os demais, como suplentes. Tanto os Conselheiros Titulares, como os seus respectivos suplentes, são nomeados pelo Ministro da Fazenda, com mandatos de dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez. Fazem ainda parte do Conselho de Recursos dois Procuradores da Fazenda Nacional, designados pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, com a atribuição de zelar pela fiel observância da legislação aplicável, e um Secretário-Executivo, nomeado pelo Ministério da Fazenda, responsável pela execução e coordenação dos trabalhos administrativos. Para tanto, o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários e a Secretaria de Comércio Exterior proporcionam o respectivo apoio técnico e administrativo. O representante do Ministério da Fazenda é o presidente do Conselho e o vice presidente é o representante designado pelo Ministério da Fazenda dentre os quatro representantes das entidades de classe que integram o Conselho.

BANCOS COMERCIAIS (BC)
Os Bancos Comerciais são intermediários financeiros que recebem recursos de quem tem e os distribuem através do crédito seletivo a quem necessita de recursos, naturalmente, criando moeda através do efeito multiplicador do crédito. O objetivo é proporcionar suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, a curto e médio prazos, o comércio, a

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
indústria, as empresas prestadoras de serviços e as pessoas físicas. Em termos operacionais, os bancos comerciais podem descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais de crédito rural, de câmbio e de comércio exterior, captar depósitos à vista e a prazo fixo, obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, adiantamentos sob caução de títulos comerciais, cheques especiais etc. Num sentido amplo, bancos comerciais são instituições financeiras que transferem recursos dos agentes superavitários, captado através dos depósitos à vista e de depósitos em aplicações, para os deficitários, na forma de empréstimos em curto prazo, tanto para pessoas físicas quanto para atender às necessidades de capital de giro das empresas. Além disso, também prestam também serviços auxiliares, tais como cobranças mediante comissão, transferências de fundos de uma para outra praça, recebimentos de impostos e tarifas públicas, aluguel de cofres, custódia de valores, serviços de câmbio e outros serviços. Suas atividades e funcionamento são regulados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil e, através deste órgão, as autoridades monetárias controlam a liquidez do sistema bancário. São instituições constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedades anônimas. A característica especial dos bancos comerciais é a sua capacidade de criar moeda (moeda escritural), na medida em que os bancos emprestam diversas vezes o volume dos depósitos à vista captados no mercado, através do efeito multiplicador do credito. Nos últimos anos da década noventa do século findo houve grande incentivo governamental para que esses bancos realizassem fusões e incorporações, nacionais e internacionais, diminuindo consideravelmente o número de sedes bancárias e promovendo incremento na quantidade de agências. Tal tendência de concentração acabou sendo estendida também às demais instituições do Sistema Financeiro Nacional, com a formação de conglomerados financeiros atuando nos mais diversos segmentos do mercado, com a justificativa de reduzir os custos operacionais e elevar a eficiência administrativa, objetivando melhor produtividade e maior competitividade. Com isso, os bancos vêm apresentando rápida evolução em sua estrutura de funcionamento e adaptando suas operações e produtos às exigências de um público cada vez mais experiente e globalizado. Estão também trabalhando de forma mais especializada, segmentando sua participação no mercado com base no volume dos negócios dos clientes e na forma de atendimento. Através dessa segmentação, os bancos são classificados em bancos de varejo, que costumam trabalhar com muitos clientes, sem maiores exigência com relação a suas rendas e bancos de negócios, voltados preferencialmente às grandes operações financeiras, trabalhando com um número mais reduzido de clientes de alto poder aquisitivo. Com relação ao tipo de atendimento dispensado, os bancos comerciais costumam atuar como private bank, modalidade em que atendem a pessoas físicas de elevadíssima renda e/ou patrimônio, ou como personal bank, em que dão atendimento a pessoas físicas de alta renda e, muitas vezes, a pequenas e médias empresa ou, ainda, como corporate bank, voltados preferencialmente para as grandes corporações.

CAIXAS ECONÔMICAS (CE)
As caixas econômicas, juntamente com os bancos comerciais, são as mais antigas instituições do Sistema Financeiro. São constituídas sob a forma de empresa pública, tendo como principais atividades integrar o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e o Sistema Financeiro da Habitação, além de funcionar como agente do Tesouro Nacional no cumprimento de programas governamentais de cunho sócio-econômico. Nesse sentido, atuam como gestoras do PIS e do FGTS. Também exercem atividades típicas de bancos comerciais, sendo autorizadas a receber depósitos à vista em conta corrente. Na prática, atualmente, as caixas econômicas se transformaram em bancos múltiplos, pois, como os demais bancos, atuam também na captação de depósitos à vista, caderneta de poupança, previdência privada, capitalização e seguros diversos. Da mesma forma que os bancos comerciais, as Caixas Econômicas (federal e estaduais) podem receber depósitos à vista do público e fazer empréstimos, exercendo, conseqüentemente, o poder de criação de moeda escritural. Também atuam no crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis,

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
empréstimos sob garantia de penhor industrial e caução de títulos. Detém a exclusividade das operações de empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação. Com a extinção do Banco Nacional de Habitação, a Caixa Econômica Federal absorveu seus ativos e passivos, tornando-se o agente do governo federal para a execução de sua política habitacional.

COOPERATIVAS DE CRÉDITO (CC)
Cooperativas de crédito são instituições financeiras, sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos e não sujeitas a falência, constituídas com o objetivo de propiciar crédito e prestar serviços aos seus associados. São regulamentadas pelas Leis nºs. 5.764, de 16.12.1971, e 4.595, de 31.12.1964, além dos atos normativos baixados pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil e pelo respectivo estatuto social. Equiparando-se às instituições financeiras, as cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre funcionários de empresas. No setor primário, permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os consumidores. No interior das empresas em geral, as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários, os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e o crescimento da mesma. Todas as operações facultadas às cooperativa são exclusivas aos cooperados. Outra forma de captação permitida pelo Banco Central às cooperativas é a de operar contas de depósitos à vista e a prazo. Uma parte dos recursos depositados é recolhida ao banco que lhe representa na câmara de compensação, como reserva técnica, mas a maior parte é repassada aos associados na forma de mais empréstimos. A conta de depósitos à vista é uma forma de captação de recursos com custo zero diante das contribuições que têm de ser remuneradas, assim como os depósitos a prazo, neste caso chamados de Recibos de Depósitos de Cooperativas (RDC). As cooperativas de créditos também podem oferecer produtos como conta corrente, cheque especial, recebimento de contas de serviços públicos e o processamento da folha de pagamento dos funcionários da empresa. Para efeito de constituição, a Lei Cooperativista (5764) estabeleceu que as cooperativas de crédito singulares são constituídas pelo número mínimo de 20 pessoas físicas. Entretanto, uma cooperativa só se tornará viável, economicamente, a partir de pelo menos 200 cooperados. Como exemplo de cooperativa de crédito bem sucedida cita-se a Cooperforte, instituição criada em 21/08/1984, por 33 funcionários do Banco do Brasil, em Brasília, com o nome de Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo do Pessoal do Banco do Brasil no Distrito Federal Ltda. No início, a cooperativa era restrita a Brasília e aos funcionários do Banco do Brasil, naquela cidade. Atualmente, a Cooperforte, que passou a ser “dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais”, conta com mais de 54 mil associados, dela podendo participar, além de funcionário do BB, também do Bacen, do Basa, BNDES, BNB e da CEF. A entidade tem associados em todo o território brasileiro. Seus ativos estão na ordem de R$ 165 milhões e os empréstimos aos associados na casa dos R$ 120 milhões. Para efeitos societários, as cooperativas de crédito se equiparam a uma instituição financeira. Elas devem adotar obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Cooperativa", sendo vedada a utilização da palavra "Banco". Além disso, devem também adequar a sua área de ação às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços. As organizações cooperativas, em termos gerais, podem ser classificadas estruturalmente em:  singulares, as constituídas pelo número mínimo de 20 (vinte) pessoas físicas;  cooperativas centrais ou federações de cooperativas, as constituídas de, no mínimo, três singulares de crédito; e  confederações de cooperativas, p. ex., as constituídas, pelo menos, de três federações de cooperativas de crédito ou cooperativas centrais de crédito.  Por sua vez, as cooperativas singulares dividem-se em:  cooperativas de crédito rural cujo quadro social é formado por pessoas que desenvolvam, na área de atuação da cooperativa, de forma efetiva e predominante, atividades

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
agrícolas, pecuárias ou extrativas, ou se dediquem a operações de captura e transformação do pescado; e  cooperativas de crédito mútuo cujo quadro social é formado por pessoas que exerçam determinada profissão ou atividades, ou estejam vinculadas a determinada entidade. As cooperativas de crédito rural deverão dispor de estrutura organizacional específica para operar em crédito rural, cumprindo-lhe observar, em especial, as disposições do Manual de Crédito Rural (MCR) Na forma da legislação em vigor, dependem de prévia e expressa autorização do Banco Central do Brasil o funcionamento de cooperativas de crédito e os atos societários por elas deliberados, referentes a:  Eleição de membros do órgão de administração e do Conselho Fiscal;  Reforma do estatuto social;  Mudança do objeto social;  Fusão, incorporação ou desmembramento;  Dissolução voluntária da sociedade e nomeação do liquidante e fiscais. A aprovação, pelo Banco Central, dos pleitos de cooperativas de crédito não as exime do cumprimento das formalidades legais dos atos societários, que será objeto de exame pela Junta Comercial. Da mesma forma, a homologação dos atos societários não implica qualquer juízo sobre a veracidade dos dados consignados, que são de total responsabilidade da instituição requerente e sujeitos a posterior verificação pelo Banco Central.

BANCOS COMERCIAIS COOPERATIVOS (BCO)
São bancos, constituídos a partir das cooperativas de crédito, com operação restrita à Unidade da Federação de sua sede e que podem fazer tudo o que qualquer outro banco comercial faz: • talão de cheques; • cartão de crédito; • compensação de documentos; • administrar a carteira de crédito, antes sob o controle da cooperativa; • levantar recursos no exterior, atividade vetada às atuais cooperativas de crédito.

BANCOS DE INVESTIMENTO (BI)
Bancos de investimento são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima, cujo objetivo principal é a prática de operações de investimento, participação ou financiamento a prazos médios (superiores a um ano) e de longo prazo, para suprimento de capital fixo ou de movimento de empresas do setor privado, mediante a aplicação de recursos próprios e coleta, intermediação e aplicação de recursos de terceiros. Em sua denominação deve, obrigatoriamente, constar a expressão "Banco de Investimento". Não podem captar recursos na forma de depósito à vista em contas correntes. A captação de recursos é feita principalmente através da emissão de CDB e RDB, de captação e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos. Os recursos captados são investidos em empréstimos e financiamentos específicos para aquisição de bens de capital pelas empresas ou para subscrição de ações e debêntures. Além de terem seio criados para canalizar recursos de médio e longo prazos para suprimento de capital fixo ou de giro das empresas,os BI não podem destinar seus recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal. Desta forma, orientam a aplicação de seus recursos repassados no fortalecimento do capital social das empresas, via subscrição ou aquisição de títulos; na ampliação da capacidade produtiva da economia, via expansão ou realocação de empreendimentos; no incentivo à melhoria da produtividade, através da reorganização, da racionalização e da modernização das empresas, estimulando fusões, cisões, incorporações (corporate finance), na promoção do desenvolvimento tecnológico, via treinamento ou assistência técnica. Em síntese, as operações ativas que podem ser praticadas pelos bancos de investimento são:

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
 empréstimo a prazo mínimo de um ano para financiamentos de capital fixo ou capital de giro;  aquisição de ações, obrigações ou quaisquer outros títulos e valores mobiliários para investimento ou revenda no mercado de capitais (operações de underwriting);  repasses de empréstimos obtidos no País ou no exterior;  prestação de garantia de empréstimos no País ou provenientes do exterior. Os bancos de investimento também se capacitam, pela sua estrutura técnica, a oferecer uma série de serviços, como assessoria na realização de negócios, orientação financeira, administração de projetos e outros. Atuam também na área de leasing financeiro, administram fundos de investimento de renda fixa e de ações, clubes de investimento, e realizam operações de lançamento de títulos no mercado brasileiro e no exterior. Falando sobre o assunto, Assaf Neto (2001, p.78) comenta que:

Os bancos de investimento são os grandes municiadores de crédito de médio de longo prazos no mercado, suprindo os agentes carentes de recursos para investimento em capital de giro e capital fixo. Como agente financiador dessas empresas, essas instituições efetuam, principalmente, operações de maior escala, como repasses de recursos oficiais de crédito, repasses de recursos captados no exterior, operações de subscrição pública de valores mobiliários (ações e debêntures), lease-back, e financiamentos de bens de produção a profissionais autônomos.
Um tipo de operação mais recentemente realizada pelos bancos de investimento é a denominada securitização de recebíveis que consiste, em essência, na transformação de valores a receber e créditos das empresas em títulos negociáveis no mercado. Os bancos de investimento dedicam-se também à prestação de vários outros serviços, tais como: avais, fianças, custódias, administração de carteiras de títulos e valores mobiliários etc.

BANCOS DE DESENVOLVIMENTO (BD)
Bancos de desenvolvimento são instituições financeiras encarregadas pelos governos federal e estaduais de atender a demanda de financiamento a empresas privadas e ao setor público para impulsionar o desenvolvimento e fortalecer o empresariado nacional. São agentes de governo com objetivo de prover financiamentos a médio e longo prazos aos setores primários, secundário e terciário. O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o principal agente de financiamento do governo federal. As principais instituições de fomento regional são do Banco do Nordeste (BNB) e o Banco da Amazônia (BASA), têm funções semelhantes ao BNDES, mas suas áreas de atuação ficam restritas às regiões Nordeste e Amazônia legal. Assim, da mesma forma que o BNDES, os organismos estatuais estão voltados para o desenvolvimento econômico, só que em nível regional. Para tanto, estabelecem sistema de integração com o BNDES, do qual são agentes financeiros, e estabelecem parcerias com outros órgãos regionais e setoriais de desenvolvimento. Os bancos e as companhias estaduais de desenvolvimento são instituições criadas por governos estaduais, cuja atividade básica é o apoio financeiro às iniciativas econômicas de interesse dos seus estados. Diante desse objetivo, os bancos de desenvolvimento apóiam formalmente o setor privado da economia, por meio principalmente de operações de empréstimos e financiamentos, arrendamento mercantil, garantias, entre outras. Normalmente, operam com repasse de órgãos financeiros do Governo Federal. Podem funcionar como agentes financeiros de órgãos nacionais e estrangeiros e sua atenção volta-se para a formação da infra-estrutura agrícola e industrial da região a que servem. As companhias de participação podem também constituir-se com recursos do setor privado ou de combinação desses recursos com capitais do setor público. Esses bancos são regidos pelas normas legais vigentes a todas as demais instituições do Sistema Financeiro Nacional, e sua constituição e funcionamento dependem de autorização do

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Banco Central. Reiterando, os Bancos Estaduais de Desenvolvimento que são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima e controladas pelos governos estaduais. Devem adotar obrigatória e privativamente, em sua denominação, a expressão "Banco de Desenvolvimento", seguida do nome do estado em que tenha sede.

SOCIEDADES DE INVESTIMENTO

CRÉDITO,

FINANCIAMENTO

E

As Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento são instituições privadas, constituídas sob a forma de sociedade anônima, popularmente conhecidas como “financeiras”, cuja função primordial é o financiamento de bens de consumo duráveis através do crédito direto ao consumidor e financiamento das vendas (crediário). Podem também as financeiras realizar repasses de recursos governamentais, financiar profissionais autônomos legalmente habilitados e conceder crédito pessoal. Não podem manter contas correntes e os seus instrumentos de captação restringem-se às letras de câmbio, que são títulos de crédito sacados pelos financiados e aceitos pelas financeiras para colocação junto ao público. As letras de câmbio são emitidas pelo mutuário, e recebem, através de aceite, a coobrigação da Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento. Os recursos assim captados são transferidos aos mutuários (consumidor ou empresa comercial). Na esfera das financeiras, giram as chamadas promotoras de vendas, constituídas, em geral, sob a forma de sociedades civis que servem de elo entre o consumidor final, o lojista e a financeira, por meio de contratos específicos, em que figuram com poderes especiais, inclusive para sacar letras de câmbio na qualidade de procuradores dos financiados e também prestando garantia del credere dos contratos intermediados. As sociedades financeiras podem ser classificadas como:  independentes, quando atuam sem nenhuma vinculação com outras instituições financeiras;  ligadas a conglomerados financeiros;  ligadas a grandes estabelecimentos comerciais;  ligadas a grandes grupos industriais, como montadoras de veículos, por exemplo. As empresas conhecidas por promotoras de vendas não são instituições financeiras. Visam unicamente cadastrar clientes para as operações de financiamento, mediante, geralmente, postos avançados de atendimento, recebendo uma comissão por esses serviços.

SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL
Arrendamento mercantil, também conhecido como leasing, é uma operação de financiamento com duração aproximada da vida útil do bem, em que o cliente tem a posse e o uso do bem, pagando por isso um preço geralmente mensal. Em linhas gerais, a operação de leasing se assemelha a uma locação, tendo o cliente, ao final do contato, as opções de renová-la, de adquirir o equipamento pelo valor residual fixado em contrato ou de devolvê-lo à empresa. Tais empresas devem constituir-se sob a modalidade de sociedade anônima, adotando obrigatória e privativamente em sua razão social a expressão "Arrendamento Mercantil". Seu objetivo principal é praticar operações de arrendamento mercantil de bens móveis, de produção nacional ou estrangeira, e bens imóveis adquiridos de terceiros para uso da arrendatária em sua atividade econômica. Essas instituições também praticam operações de cessões de créditos, que consistem na negociação das contraprestações dos contratos de arrendamento realizados com outras instituições financeiras. Esse tipo de empresa surgiu da percepção de que o lucro de uma atividade produtiva pode advir da simples utilização do equipamentos e não de sua propriedade. As operações de leasing foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional através da Lei nº 6.099, de 09/74, e a integração das sociedades arrendadoras ao Sistema Financeiro Nacional pela da Resolução nº 351, de 1975. As sociedades de arrendamento mercantil costumam captar recursos de longo prazo

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
principalmente por meio da emissão de debêntures, títulos que têm como cobertura o patrimônio da empresa que os emitiu ou de empréstimos no país ou no exterior. As debêntures não têm prazo fixo de resgate, e suas características podem ser bem diferenciadas, sendo corrigidas por diferentes índices, inclusive com cláusula cambial. Os principais tipos de leasing são:  Leasing operacional: assemelha-se a um aluguel, e é efetuado geralmente pelas próprias empresas fabricantes de bens;  Leasing financeiro – é realizado por algumas instituições financeiras, como bancos múltiplos e sociedades de arrendamento mercantil. A arrendadora adquire o bem selecionado de um fornecedor e o entrega para uso da arrendatária. Ao final do prazo pactuado, a arrendatária poderá ou não exercer seu direito de compra do bem por um valor residual garantido estabelecido previamente;  Lease-back: ocorre quando uma empresa vende determinado bem de sua propriedade e o aluga imediatamente, sem perder sua posse. Em verdade, o bem não é removido fisicamente, passando a empresa de proprietária do ativo para arrendatária do mesmo. Essa modalidade é demandada principalmente por empresas que necessitam de reforço de capital de giro. Em seu livro “Mercado Financeiro, o prof. Alexandre Assaf Neto (2001. p.114) informa que:

[...] a operação de arrendamento mercantil pode ser compreendida como uma forma especial de financiamento. Basicamente, essa modalidade praticada mediante a celebração de um contrato de arrendamento (aluguel) efetuado entre um cliente (arrendatário) e uma sociedade de arrendamento mercantil (arrendadora), visando à utilização, por parte do primeiro, de certo bem durante um prazo determinado, cujo pagamento é efetuado em forma de aluguel (arrendamento). A empresa de leasing, na verdade, intervém entre a empresa produtora do bem ativo e a empresa que necessita do bem. O ativo demandado pela empresa arrendatária é adquirido pela sociedade de arrendamento mercantil e transferido ao cliente por determinado período. Ao final desse prazo, à arrendatária é assegurado o direito de prorrogar o contrato, devolver o bem à empresa arrendadora ou adquirir o bem definitivamente pelo preço estabelecido no contrato de arrendamento firmado.

SOCIEDADES CORRETORAS MOBILIÁRIOS (CCVM)

DE

TÍTULOS

E

VALORES

Esse tipo de sociedade opera com títulos e valores mobiliários, por conta de terceiros. As corretoras podem efetuar lançamentos de ações, administrar carteiras e fundos de investimentos, intermediar operações de câmbio, dentre outras atividades. Falando sobre as corretoras, Fortuna (2002, p.34), diz que elas “são instituições típicas

do mercado acionário, operando com compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários (inclusive ouro) por conta de terceiros.”
As corretoras atuam na intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias. Sua constituição depende de autorização do Banco Central e da CVM, ou seja, as sociedades corretoras são credenciadas pelo Banco Central do Brasil e pela CVM e são fiscalizadas pelas bolsas de valores. Em sua razão social deve ser consignada a expressão "Corretora de Títulos de Valores Mobiliários". Em suas atividades, elas exercem o papel específico de:  operar nos recintos das bolsas de valores e de mercadorias;  efetuar lançamentos públicos de ações;  administrar carteiras e custodiam valores mobiliários;  instituir, organizar e administrar fundos de investimento;  operar no mercado aberto; e

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
 intermediar operações de câmbio. Outros autores, Cavalcante, entre eles, comentam que corretoras são instituições financeiras (ainda que muitos as classifiquem como instituições do Sistema de Distribuição) organizadas na forma jurídica de sociedade anônima ou sociedade por quotas de responsabilidade limitada, cuja principal função é a de promover a aproximação entre compradores e vendedores de títulos e valores mobiliários, dando a estes capacidade e oportunidade negocial através de operações realizadas em recinto próprio, denominado pregão das Bolsas de Valores. Como principais atividades elas:  operam com exclusividade na Bolsa de Valores da qual é membro, com títulos e valores mobiliários de negociação autorizada.  Compram, vendem e distribuem títulos e valores mobiliários, por conta de terceiros; efetuam lançamentos públicos de ações (underwriting);  Administram carteiras de valores e custodiam títulos e valores mobiliários; instituem, organizam e administram fundos e clubes de investimentos; prestam serviços como transferência de títulos, desdobramento de cautelas, recebimento de juros, dividendos ou encarregam-se da subscrição de títulos e valores mobiliários etc.  Intermediam a compra e venda de moeda estrangeira nas atividade de importação e exportação, bem como no mercado flutuante de moeda estrangeira.  Operam no mercado aberto (open market) Por sua vez, Assaf (2001, p. 82) diz praticamente a mesma coisa que os demais autores quando nos ensina que:

[...] as sociedades corretoras são instituições que efetuam, com exclusividade, a intermediação financeira nos pregões das bolsas de valores, das quais são associadas mediante a aquisição de um título patrimonial. Entre outros direitos que lhes competem, as sociedades corretoras podem: a) promover ou participar de lançamentos públicos de ações; b) administrar e custodiar carteiras de títulos e valores mobiliários; c) organizar e administrar fundos e clubes de investimentos; d) efetuar operações de intermediação de títulos e valores mobiliários, por conta própria e de terceiros; e) efetuar operações de compra e venda de metais preciosos, por conta própria e de terceiros; f) operar em bolsas de mercadorias e futuros, por conta própria e de terceiros; g) operar, como intermediadora, na compra e venda de moedas estrangeiras, por conta e ordem de terceiros (operações de câmbio); h) prestar serviços de assessoria técnica em operações inerentes ao mercado financeiro.
Em outubro de 2002, o CMN estendeu a cobertura do FGC às corretoras que aplicam dinheiro em outras instituições financeiras. Com isso, os clientes das corretoras estão protegidos pelo sistema. O FGC garante, até o valor de R$ 20 mil, os depósitos à vista, em poupança e outros investimentos, como CDB. Antes, o Fundo Garantidor de Crédito não dava garantia para pessoas que aplicavam em um banco por meio de corretoras. Em síntese, corretoras são instituições constituídas na forma de sociedade anônima ou limitada que atuam na compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários. São típicas do mercado acionário, operando com exclusividade em negociações, à vista e a termo, por conta de terceiros, no recinto da Bolsa de Valores, e em caráter não exclusivo, no Mercado Aberto e no balcão.

SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS (DTVM)
As sociedades distribuidoras são empresas constituídas como sociedades anônimas ou

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
sociedades por quotas de responsabilidade limitada, cuja autorização para funcionamento é dada pelo Banco Central do Brasil. O campo de atuação das distribuidoras é mais restrito do que o das corretoras, pois não têm acesso às bolsas de valores ou de mercadorias. São instituições especializadas na distribuição de títulos e valores mobiliários, ou seja subscrição de emissão de títulos e ações, intermediação e operações no mercado aberto. Deve constar em sua razão social a expressão "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários". Suas atividades básicas são:  aplicações por conta própria ou de terceiros (intermediação) em títulos e valores mobiliários de renda fixa e variável;  operações no mercado aberto;  participação em lançamentos públicos de ações.

BOLSAS DE VALORES
A conceituação mais tradicional diz que as Bolsas de Valores são associações civis sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, constituídas por um conjunto de Sociedades Corretoras, com função de organizar e manter em funcionamento um mercado contínuo para negociação de títulos e valores mobiliários. Nesse mesmo sentido aduz Cavalcante (2002, p.34) apresentando a seguinte argumentação:

As bolsas de valores, de acordo com o disposto na Resolução 2.690 de 18.01.2000 do Conselho Monetário Nacional, constituem-se como associações civis, sem fins lucrativos ou sociedades anônimas, e têm por objetivo social, entre outros, manter local adequado ao encontro de seus membros e à realização, entre eles, de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre e aberto especialmente organizado e fiscalizado por seus membros, pela autoridade monetária e, em especial, pela CVM.
Semelhantemente, Assaf (2001, p. 81) tece comentários acerca do tema:

As bolsas de valores são associações civis sem finalidades lucrativas, cujos patrimônios são constituídos por títulos patrimoniais adquiridos por seus membros, as sociedades corretoras. As bolsas mantêm um local onde são negociados os títulos e valores mobiliários de pessoas jurídicas públicas e privadas. Para tanto, devem apresentar todas as condições necessárias para o perfeito funcionamento dessas transações, tais como organização, controle e fiscalização.
Constata-se, pois, que do ponto de vista legal as Bolsas de Valores podem se constituir como associações civis sem fins lucrativos ou sociedades anônimas, cujo patrimônio é representado por títulos que pertencem às sociedades corretoras membros. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa, mas estão sujeitas à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e obedecem às diretrizes e políticas emanadas do Conselho Monetário Nacional. Com referência aos papéis negociados, os principais títulos são aqueles que representam o capital das empresas, ou seja, as ações. A legislação também autoriza a negociação de outros títulos como: debêntures (simples ou conversíveis), commercial papers, opções de compra e venda sobre ações de companhias abertas, quotas de fundos, bônus de subscrição, títulos públicos, certificados de depósitos de ações lançados por empresas sediadas nos países que integram o Acordo do Mercosul etc. Além dessas funções, as bolsas de valores tem a finalidade de propiciar liquidez às aplicações, fornecendo, concomitantemente, um preço de referência para os ativos ali negociados, por intermédio de um mercado contínuo, representado por seus pregões diários. Devem também as bolsas de valores dotar seu local de funcionamento de todas as condições para que os negócios se efetuem num mercado livre e aberto, obedecendo a suas próprias regras e propiciando a continuidade dos preços e a liquidez dos negócios realizados.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
A essência da existência das bolsas de valores é proporcionar liquidez aos títulos negociados, atuando por meio de pregões contínuos. Têm responsabilidade pela fixação de um preço justo, formado por consenso de mercado mediante mecanismos de oferta e procura. Obrigam-se as bolsas, ainda, a efetuar, dentro do menor prazo e da maior amplitude possível, a divulgação de todas as operações realizadas. As bolsas de valores atuam com diversos tipos de mercado. No mercado a vista, são realizadas operações com liquidação financeira imediata ou, no máximo, num prazo bastante curto. Nos mercados a termo, opções e futuros, cada um com características próprias de funcionamento, as operações têm sua liquidação processada num prazo maior. O denominado mercado de balcão resume as operações realizadas com diferentes tipos de papéis, não necessitando estar registrados em bolsa. Exemplos: títulos patrimoniais de associações diversas, ações de empresas não registradas em bolsas de valores, e outras espécies de títulos. O mercado de balcão não possui um lugar físico determinado para realizar suas atividades, sendo os negócios geralmente realizados mediante contatos telefônicos. Por outro lado, as caixas de liquidação (clearings) atuam nos pregões e têm por função básica registrar, liquidar e compensar as várias operações processadas no âmbito das bolsas de valores. Essas empresas estão habilitadas também para receber depósitos e garantias exigidas em certas operações financeiras realizadas. As clearings podem estabelecer-se juridicamente como empresas controladas pelas bolsas de valores ou, se autorizado pelas sociedades corretoras membros das bolsas, de forma independente. A Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa é o maior centro de negociações com ações da América Latina. Fundada em 23 de agosto de 1890, a Bovespa nasceu numa época em que a bolsa de valores era uma instituição pouca conhecida do grande público. Nesse período, incorporou toda a evolução econômica e política brasileira, através da longa história do Índice Bovespa (criado em 1968), um dos mais tradicionais do país. A Bovespa é responsável por inúmeras iniciativas visando a qualidade dos serviços prestados aos investidores e companhias abertas que a equipara às bolsas dos grandes centros financeiros mundiais. Entre as iniciativas mais recentes, pode-se destacar: Mega Bolsa, Home Broker, After-Market, Novo Mercado etc. Em 2001, com a finalidade de fortalecer o mercado acionário brasileiro e se preparar para a globalização dos negócios, a Bovespa concluiu um acordo histórico para integração de todas as bolsas brasileiras em torno de um único mercado de valores – o da Bovespa. O Home Broker é um sistema através do qual os investidores podem operar eletronicamente enviando ordens de compra e venda de ações através da Internet. Para utilizar o sistema o investidor precisa ser cliente de uma corretora membro da Bovespa que possua o sistema Home Broker. Os negócios também podem ser realizados através do Mega Bolsa. Implantado em 1977, o Mega Bolsa é o sistema de negociação eletrônico utilizado pela Bolsa de Valores de São Paulo. Pelo sistema eletrônico de negociação, a oferta de compra ou de venda é feita por terminais de computador. O encontro das ofertas e o fechamento dos negócios são realizados automaticamente pelos computadores da Bovespa. Para ampliar o acesso dos investidores ao mercado acionário a Bovespa criou o AfterMarket. Através desta modalidade a Bovespa ampliou o horário do pregão eletrônico que passou a funcionar após às 18 horas e até às 22 horas com a finalidade de atender ao Home Broker.

BOLSAS DE MERCADORIAS E DE FUTUROS
A Bolsa de Mercadorias & de Futuros - BM&F é uma associação civil, sem fins lucrativos, oriunda da fusão, em 1991, da Bolsa Mercantil & de Futuros (antiga BM&F) com a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP). Tem sede e foro em São Paulo e escritórios em Santos, Rio de Janeiro, Campo Grande e Nova Iorque. No começo do século passado, empresários paulistas, ligados à exportação, ao comércio e à agricultura, criaram, em 26 de outubro de 1917, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP). Foi a primeira no Brasil a introduzir operações a termo, e alcançou, ao longo dos anos, fecunda tradição na negociação de contratos agropecuários, particularmente café, boi gordo e algodão. Em julho de 1985, surgiu a Bolsa Mercantil & de Futuros, a BM&F. Seus pregões começaram a funcionar em 31 de janeiro de 1986. Em pouco tempo, conquistou posição invejável entre suas congêneres, ao oferecer à negociação produtos financeiros em diversas modalidades

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operacionais. Em 9 de maio de 1991, BMSP e BM&F fecharam acordo para unir suas atividades operacionais, aliando a tradição de uma ao dinamismo da outra. Surgiu então a Bolsa de Mercadorias & de Futuros, sendo mantida a sigla BM&F. Em 30 de junho de 1997, ocorreu novo acordo operacional, agora com a Bolsa Brasileira de Futuros (BBF), fundada em 1983 e sediada no Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer o mercado nacional de commodities e consolidar a BM&F como o principal centro de negociação de derivativos do Mercosul. Em 31 de janeiro de 2000, ao completar 14 anos de existência e inaugurar novas e modernas instalações, a BM&F ingressou na Aliança Globex, formada pelas bolsas de Chicago (Chicago Mercantile Exchange), Paris (Euronext), Cingapura (Singapore Exchange-Derivatives Trading), Madri (Meff - Mercado Oficial de Futuros y Opciones Financieros) e Montreal (Montreal Exchange). O objetivo da aliança foi servir de plataforma para acordos bilaterais ou multilaterais, visando acesso aos vários mercados e redução de margens por meio de sistemas mútuos de compensação, troca de informações e outros serviços. No dia 22 de setembro do mesmo ano, a BM&F introduziu seu sistema eletrônico de negociação, o Global Trading System (GTS) Em 22 de abril de 2002, deu início às atividades da Clearing de Câmbio BM&F. No dia 25 do mesmo mês, adquiriu da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) os direitos de gestão e operacionalização das atividades da câmara de compensação e liquidação de operações com títulos públicos, títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituições financeiras. Adquiriu também os títulos patrimoniais da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), passando a deter os direitos de administração e operacionalização do sistema de negociação de títulos públicos e outros ativos, conhecido como Sisbex. Com isso, a BM&F amplia a abrangência de sua atuação e se transforma na principal clearing da América Latina, proporcionando um conjunto integrado de serviços de compensação de ativos e derivativos, ao mesmo tempo em que oferece economias de escala, custos competitivos e segurança operacional.

Objetivos
O objetivo maior da BM&F é efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico, bem como desenvolver, organizar e operacionalizar mercados livres e transparentes, para negociação de títulos e/ou contratos que possuam como referência ativos financeiros, índices, indicadores, taxas, mercadorias e moedas, nas modalidades a vista e de liquidação futura. Para concretizar seus objetivos, a BM&F mantém local e sistemas de negociação, registro, compensação e liquidação adequados à realização de operações de compra e de venda, dotando-os de todas as facilidades e aprimoramentos tecnológicos necessários, a fim de divulgar as transações com rapidez e abrangência. Além disso, a instituição possui mecanismos para acompanhar e regular seus mercados e normas que asseguram aos participantes de seus mercados o adimplemento das obrigações assumidas, em face das operações efetuadas em seus pregões e/ou registradas em quaisquer de seus sistemas de negociação, registro, compensação e liquidação. Destaca-se nesse particular o reconhecimento, pelo órgão regulador do mercado norteamericano – a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) –, em julho de 2002, da adequação desses sistemas e mecanismos, o que significa que são equiparáveis, perante a CFTC, aos adotados pelo mercado dos Estados Unidos. No âmbito de seu poder de auto-regulação, a Bolsa estabelece normas visando a preservação de princípios eqüitativos de negociação e comércio e de elevados padrões éticos para as pessoas que nela atuam, direta ou indiretamente. A BM&F também atua na regulamentação e fiscalização das negociações e das atividades de seus associados, resolve questões técnicas e operacionais, aplica penalidades aos infratores das normas; concede crédito operacional a seus associados, defende seus interesses, bem como de seus associados, junto às autoridades constituídas; e dissemina a cultura dos mercados de derivativos no País, por meio de eventos educacionais, treinamentos e publicações.

Administração
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A administração central da BM&F está divida em três instâncias: a Assembléia Geral, o Conselho de Administração e o Diretor Geral. A Assembléia Geral, da qual pode participar todos os associados, é o órgão deliberativo máximo. Reúne-se duas vezes ao ano: em dezembro, para eleger os membros do Conselho de Administração, examinar e votar a proposta orçamentária e o programa de trabalho da instituição para o próximo período; e no primeiro trimestre, para examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras da Bolsa relativas ao ano anterior. O Conselho de Administração é composto de 17 Conselheiros e quatro Suplentes, a saber: • cinco Conselheiros e um Suplente eleitos pelos Membros das Câmaras de Compensação; • cinco Conselheiros e um Suplente eleitos pelas Corretoras de Mercadorias; • três Conselheiros e um Suplente eleitos pelos Sócios Efetivos • três Conselheiros e um Suplente indicados pelo Sócio Honorário; (veja a estrutura societária em 12.1.6), e • o Diretor Geral. Os Conselheiros têm mandato de três anos, com uma parte deles sendo renovada anualmente. Os Suplentes têm mandato de apenas um ano. Já o Diretor Geral é membro nato do Conselho. O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos anualmente dentre os membros do Conselho de Administração (CA), ao qual cabe traçar a política geral da BM&F e zelar por sua boa execução, aprovar regulamentos e normas, definir as condições para admissão e exclusão de sócios, autorizar a negociação de contratos, aprovar a estrutura organizacional da Bolsa e fixar contribuições, taxas e emolumentos. O Conselho de Administração pode criar Comitês Deliberativos, relativos a mercados e sistemas da Bolsa, como o Comitê Deliberativo para Assuntos de Câmbio, cujo propósito é tratar de eventuais alterações que visem o aprimoramento do Regulamento da Clearing de Câmbio BM&F, bem como dos serviços por ela prestados. Para questões não-operacionais, o Conselho de Administração dispõe do Conselho Consultivo, formado por ex-presidentes da BM&F e por pessoas de destaque no cenário político-econômico nacional. Outros órgãos constituídos pelo Conselho de Administração são as Câmaras Consultivas, que se reúnem periodicamente para estudar e sugerir novos métodos e modalidades operacionais, bem como medidas para o aperfeiçoamento dos vários mercados e contratos. São várias as Câmaras Consultivas existentes: Análise de Risco; Assuntos de Câmbio; Assuntos Operacionais; Ativos Financeiros; Índices de Ações e ADRs; Energia; Boi Gordo e Bezerro; Açúcar e Álcool; Algodão; Milho e Soja; e Café. Essas câmaras também propõem ao Conselho de Administração a criação das Comissões de Ágio e Deságio dos preços das mercadorias e de Padronização, Classificação e Arbitramento da qualidade das respectivas mercadorias, compostas de classificadores e árbitros. O Conselho de Administração indica o Diretor Geral e fiscaliza sua gestão. Ao Diretor Geral, dentre outras atribuições, compete executar a política e as determinações do Conselho de Administração, praticar todos os atos necessários ao funcionamento da Bolsa, estabelecer os procedimentos a serem observados e os limites operacionais, propor a admissão de novos contratos à negociação e administrar e investir os recursos financeiros da instituição. Tem sob sua direção o corpo executivo da Bolsa, que responde pelas Clearings de Derivativos, de Câmbio e de Ativos e pelas áreas de Sistemas e Tecnologia, Operações e Desenvolvimento de Mercado, Técnica e de Planejamento, Imprensa e Mídia, Relações Institucionais e Administração, Mercados Agrícolas e Jurídica e de Auditoria, área à qual está ligada a BM&F (USA) Inc., com sede em Nova Iorque, que presta serviços aos investidores estrangeiros. O Diretor Geral é membro nato de todos os comitês, câmaras e comissões. Em seu assessoramento para assuntos relacionados a risco nos mercados BM&F, conta com o Comitê de Risco, composto de executivos da instituição, que, no mínimo semanalmente, analisa o cenário macroeconômico e seus efeitos sobre os mercados, avalia parâmetros de liquidez, fixa diretrizes de mensuração de risco de mercado, examina a política de gerenciamento de margens de garantia e acompanha o grau de alavancagem do sistema.

Serviços aos associados
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A BM&F presta os seguintes serviços aos seus associados: Pregão de Viva Voz: sistema em que as operações são executadas por Operadores de Pregão, que são os representantes das Corretoras, e por Operadores Especiais, em postos de negociação predeterminados para cada ativo ou mercadoria. Sistema de Registro de Operações do Mercado de Balcão: trata-se de um sistema de registro, controle escritural e informação dos valores de liquidação de operações de swap e opções flexíveis, que são fechadas previamente entre as instituições por telefone e levadas a registro na Bolsa pelas Corretoras credenciadas. Global Trading System (GTS): plataforma por meio da qual os membros da Bolsa podem operar eletronicamente todos os mercados por ela oferecidos à negociação, alguns dos quais com exclusividade. Sisbex-Negociação: sistema eletrônico de negociação de títulos públicos e câmbio que conecta ampla rede de instituições financeiras detentoras de títulos de Sócio DO. (DO = Direito de Operação: são títulos patrimoniais especiais que dão direito ao detentor de operar em Câmbio ou Títulos Públicos através do sistema Sisbex-Negociação). As negociações ocorrem em diferentes ambientes do sistema, cujas telas podem ser programadas pelos próprios operadores. As ofertas de compra e de venda são lançadas e visualizadas por todos os participantes. A um simples comando, o sistema executa, instantaneamente, o fechamento automático de negócios contra as ofertas disponíveis na tela. Os operadores têm à disposição uma variada gama de funções que lhes permitem operar nos mercados de títulos públicos e de câmbio. O sistema é processado por um computador central, a partir do qual os aplicativos são distribuídos para as estações de trabalho nas mesas de operações, por meio de links diretos com as instituições. Sisbex-Registro: é um tipo de serviço oferecido aos participantes autorizados a negociar títulos públicos, detentores ou não de títulos de Sócio DO. As operações realizadas no mercado de balcão são registradas por meio desse sistema, para liquidação pela Clearing de Ativos. O Sisbex-Registro permite a integração da liquidação de operações executadas em múltiplos sistemas de negociação em um único ambiente de processamento de instruções de liquidação, já integrado à área de retaguarda das principais instituições financeiras. Sistema de Custódia: o sistema de custódia da Bolsa fornece serviços de custódia para ativos em geral, com destaque para ouro. No caso da Custódia Fungível de Ouro, o metal é registrado em contas individualizadas, com as transferências de propriedade efetuadas por meio de lançamentos contábeis. Já a guarda do ouro negociado no mercado disponível da Bolsa está a cargo de bancos custodiantes, devidamente credenciados. O metal fica registrado em nome da BM&F junto a essas instituições. A BM&F, por sua vez, controla a posição escritural de cada cliente. Com isso, o ouro em custódia é utilizado automaticamente na garantia das posições do cliente. Classificação de Café e Algodão: são serviços iniciados pela BMSP, cuja classificação de algodão é feita desde 1922 e a de café, desde 1978. No caso do algodão, a BM&F é o órgão oficial de classificação do Estado de São Paulo. Seu curso profissionalizante de classificador de algodão é reconhecido pelo Ministério da Agricultura. Teleouro: sistema de registro de operações e liquidação centralizada para os negócios de compra e venda de ouro realizados no mercado de balcão. O Teleouro funciona de modo interativo com os sistemas de liquidação e custódia da BM&F. Para segurança desses serviços, a BM&F dispõe de um site de contingência, equipado conforme normas internacionais, que funciona integrado à infra-estrutura de tecnologia de forma ininterrupta e em tempo real, replicando todas as suas funções e dispositivos, a fim de viabilizar uma estratégia de recuperação automática e simultânea para eventos de falha. Além desses serviços, vale observar, ainda, que a BM&F prevê, em seus Estatutos Sociais, instauração do Juízo Arbitral para a solução de controvérsias oriundas de contratos celebrados em seu âmbito. Em função disso, mantém quadro de árbitros de reconhecida competência e especialidade nos mercados de sua atuação. No caso de instauração do Juízo Arbitral, cada parte designa um árbitro e o respectivo suplente. Os indicados escolhem um terceiro árbitro, que será o presidente do Juízo Arbitral, e seu suplente. São vários os benefícios da solução de pendências por esse meio. Dentre eles, a informalidade, a rapidez e o baixo custo, em comparação com a Justiça comum. Além disso, a

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sentença proferida em arbitramento tem os mesmos efeitos da proferida pelo juiz togado.

Estrutura
Sendo uma associação civil, sua estrutura é montada em termos de sócios. Seus títulos de sócios estão divididos nas seguintes categorias: • Membro de Compensação: o título de Membro de Compensação pode ser adquirido por bancos múltiplos, comerciais e de investimento, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, devidamente autorizados a funcionar pelo Banco Central. Os detentores desse título são os responsáveis, perante a BM&F, pela compensação e pela liquidação de todos os negócios realizados em pregão de viva voz ou eletrônico. As Corretoras de Mercadorias que não são Membros de Compensação, os Operadores Especiais, os Operadores Especiais de Mercadorias Agrícolas, as Corretoras de Mercadorias Agrícolas e as Corretoras Especiais são obrigados a contratar pelo menos dois Membros de Compensação, perante os quais assumem deveres e obrigações, para o registro de suas operações. • Corretora de Mercadorias: garante à pessoa jurídica que o detém o direito de realizar operações em seu nome - carteira própria - e em nome de terceiros, seus clientes, em todos os mercados da BM&F. • Operador Especial: pessoa física (ou firma individual) que opera diretamente, em seu nome, mas que não está autorizada a realizar operações em nome de terceiros. Pode, contudo, prestar serviços de execução de ordens às Corretoras. • Sócio DL (com direito de liquidação): pessoa jurídica autorizada a efetuar a compensação e a liquidação de operações com títulos públicos, títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituição financeira. • Sócio DO (com direito de operação): pessoa jurídica autorizada a intermediar e registrar operações com títulos públicos, câmbio, títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituição financeira. • Corretora de Mercadorias Agrícolas: embora com direitos semelhantes aos de uma Corretora de Mercadorias, os detentores desse título podem operar diretamente apenas as commodities agropecuárias. • Corretora Especial: título que proporciona a seu detentor o direito de registrar swaps e opções flexíveis nos sistemas correspondentes da BM&F. • Operador Especial de Mercadorias Agrícolas: igualmente o Operador Especial, este tipo de operador está autorizado a realizar negócios em seu próprio nome, mas somente nos mercados de commodities agropecuárias. • Corretor de Algodão: opera com exclusividade no mercado físico de algodão. Esse mercado não faz parte dos pregões da BM&F, mas sua regulamentação é de sua competência. • Sócio Efetivo: é um tipo de título que assegura à pessoa física ou jurídica que o detém redução nos custos de transação. • Sócio Honorário: esta modalidade pertencente à Bovespa, na qualidade de instituidora da BM&F. Os títulos de Corretora de Mercadorias, Membro de Compensação, Sócio Honorários e Sócio Efetivo conferem a seus detentores o direito de votar e de ser votados na Assembléia Geral que elege o Conselho de Administração da Bolsa.

Mercados
Em termos gerais, são os seguintes os mercados abrangidos pela BM&F. Futuro: neste tipo de operação as partes assumem compromisso de compra e/ou venda para liquidação (física e/ou financeira) em data futura, contando com o ajuste diário do valor dos contratos, que é o mecanismo que possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das posições. Termo: é semelhante ao mercado futuro, em que é as partes assumem compromisso de compra e/ou venda para liquidação em data futura. No mercado a termo, porém, não há ajuste diário nem intercambialidade de posições, ficando as partes vinculadas uma à outra até a liquidação do contrato. Opções sobre Disponível: uma parte adquire de outra o direito de comprar (opção de compra) ou de vender (opção de venda) o ativo-objeto de negociação, até ou em determinada data, por preço previamente estipulado.

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Opções sobre Futuro: uma parte adquire de outra o direito de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) contratos futuros de um ativo ou commodity, até ou em determinada data, por preço previamente estipulado. Swaps com Ajustes Diários: esses instrumentos, que foram criados especialmente pela BM&F para permitir a negociação da taxa de cupom cambial para datas específicas, são utilizados pelo Banco Central do Brasil na rolagem do hedge cambial oferecido ao mercado. As ofertas do Banco Central ocorrem via leilão e podem ter a posição criada em data futura, quando ocorre o início de sua valorização. Isso possibilita melhor administração dos vencimentos pela autoridade monetária e respectiva programação pelo mercado. Por ter ajuste diário, esses swaps exigem margem inferior à dos swaps de balcão e admitem consolidação com outros contratos financeiros de risco simétrico e que sejam ajustados diariamente. Opções Flexíveis: são operações semelhantes às opções de pregão (sobre disponível e sobre futuro), com a diferença de que são as partes que definem alguns de seus termos, tais como preço de exercício, vencimento e tamanho do contrato. As partes também determinam se o contrato de opção de compra ou de venda terá ou não a garantia da BM&F. As Opções Flexíveis são negociadas em balcão e registradas na Bolsa via sistema eletrônico. Swaps: igualmente as “opções flexíveis”, os swaps são contratos negociados em balcão e registrados na BM&F, via sistema eletrônico. Neste caso, as partes trocam um índice de rentabilidade por outro, com o intuito de fazer hedge, “casar” posições ativas com posições passivas, equalizar preços, arbitrar mercados ou até alavancar posições. Para tanto, devem escolher a combinação de variáveis apropriada à sua operação e definir preço, prazo e tamanho, optando igualmente pela garantia ou não da Bolsa. Disponível (à vista ou spot): modalidade reservada apenas a alguns ativos ou commodities, cujos contratos têm liquidação imediata. Com isso, a Bolsa pretende, ao mesmo tempo, fomentar os mercados futuros e de opções, por meio da formação transparente de preços que resulta da negociação à vista, e colaborar para o desenvolvimento dos mercados físicos dos produtos-objeto de seus contratos. Deve-se mencionar que, através dos sistemas Sisbex-Negociação e Sisbex-Registro, a Bolsa oferece a possibilidade para que sejam realizadas a negociações eletrônicas de títulos públicos, entre detentores de títulos de Sócio DO. Adicionalmente, coloca à disposição de instituições habilitadas a operar na Clearing de Câmbio BM&F e de detentores de títulos de Sócio DO a negociação de moedas estrangeiras, para entrega pronta, no mercado interbancário de taxas livremente pactuadas.

Clearings
Uma das mais importantes condições para o perfeito funcionamento dos mercados financeiro e de capitais é a confiança entre seus participantes de que seus ganhos serão recebidos e de que suas operações de compra e venda serão liquidadas nas condições e no prazo estabelecidos. Essas condições são proporcionadas pelas câmaras de registro, compensação e liquidação (clearings), mediante um sistema de compensação que chama para si a responsabilidade pela liquidação dos negócios, transformando-se no comprador para o vendedor e no vendedor para o comprador, com estruturas adequadas ao gerenciamento de risco de todos os participantes. Esse modelo é aplicado às três clearings da BM&F, segundo as características dos mercados para os quais oferecem serviços de registro, compensação e liquidação de operações: a) derivativos; b) câmbio; c) ativos.

a)

Derivativos

O modelo da Clearing de Derivativos BM&F estabelece a figura do Membro de Compensação como responsável, perante a Bolsa, pela liquidação de todas as operações. Além da aquisição do título e de sua caução a favor da BM&F, o Membro precisa atender a uma série de exigências. No plano financeiro, deve manter o capital de giro mínimo determinado pela Clearing; no plano operacional, deve manter depósito de garantia para compor o Fundo de Liquidação de Operações e cumprir os limites impostos às posições sob sua responsabilidade para diminuir o risco de alavancagem. As Corretoras e os Operadores Especiais são responsáveis pelas operações que executam, desde o registro até a liquidação final, perante os Membros de Compensação aos quais estejam vinculados. Eles também devem preencher requisitos mínimos, exigidos pela Bolsa em termos de

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capacidade operacional e financeira. Os Membros de Compensação também podem impor-lhes limites operacionais e deles exigir garantias adicionais, independentemente de qualquer manifestação da BM&F. Para garantir a integridade do mercado e os direitos contratuais de seus participantes, a estrutura de salvaguardas da Clearing de Derivativos BM&F está subdividida em 1) Limite de Risco Intradiário do Membro de Compensação, 2) Limites de Concentração de Posições e de Oscilação Diária de Preços, 3) Margem de Garantia e 4) Fundo Especial dos Membros de Compensação, Fundo de Liquidação de Operações e Fundo de Garantia: 1) Limite de Risco Intradiário do Membro de Compensação: atribuído pela Clearing com base no patrimônio do Fundo Especial dos Membros de Compensação e do Fundo de Liquidação de Operações. A cada 20 minutos ao longo de uma sessão, o sistema recalcula o risco dos portfólios dos Membros, agregando os novos negócios realizados no dia às posições de fechamento do dia anterior. 2) Limites de Concentração de Posições e de Oscilação Diária de Preços: visam impedir a concentração de mercado, evitar manipulações e controlar os riscos de liquidez e de crédito. 3) Margem de Garantia: exigida de todos os clientes que mantêm em aberto posições de risco para a Bolsa, bem como para a aceitação de operações de balcão (swaps e opções flexíveis) e quando da violação dos limites de risco intradiário do Membro de Compensação e de concentração de posições. A Clearing acompanha essas posições por cliente ou grupo de clientes atuando em conjunto, para cada vencimento de contrato e para cada mercado administrado pela Bolsa, podendo fazer chamadas adicionais de margem, caso as julgue necessárias; 4) a. Fundo Especial dos Membros de Compensação, b.Fundo de Liquidação de Operações e c. Fundo de Garantia: asseguram, em mais um estágio, a boa liquidação dos negócios realizados em pregão e em sistema eletrônico. 4a) O Fundo Especial dos Membros de Compensação é composto de recursos constituídos para esse fim e de parcela do patrimônio da Bolsa detido pelos Membros, com a finalidade de atender à inadimplência de um ou mais participantes. 4b) Já o Fundo de Liquidação de Operações é formado por recursos depositados pelos próprios Membros de Compensação, igualmente para ser utilizado no caso de inadimplemento de um ou mais deles. O valor do fundo está limitado ao valor patrimonial do título de Membro. Havendo inadimplência de determinado Membro de Compensação, todos os demais se tornam solidários, até o limite de um segundo aporte de recursos, equivalente ao valor patrimonial do título de Membro. 4c) Quanto ao Fundo de Garantia, que é constituído pela BM&F e pelas Corretoras de Mercadorias e Corretoras de Mercadorias Agrícolas, seu objetivo é assegurar a seus clientes a devolução de diferenças de preços resultantes da execução infiel de ordens ou do uso inadequado de importâncias depositadas para aplicação nos mercados BM&F.

b)

Câmbio

A Clearing de Câmbio BM&F é a primeira câmara de compensação e liquidação de operações no mercado interbancário de câmbio com estrutura de gerenciamento de risco que se tem conhecimento no mundo. Começou a funcionar em 22 de abril de 2002, juntamente com o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, conforme o projeto de reestruturação desenvolvido pelo Banco Central do Brasil. A Clearing de Câmbio BM&F oferece as condições operacionais apropriadas à gestão de riscos intrínsecos às operações de compra e venda de moeda estrangeira cursadas por intermédio de seus sistemas. A câmara mantém conta de liquidação em moeda nacional junto ao Bacen e contas de liquidação em moeda estrangeira no Exterior, com as movimentações financeiras ocorrendo dentro da mesma janela de tempo. Por ser a parte contratante de todas as operações cursadas em seus sistemas, viabiliza a

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eliminação do risco de principal, utilizando o princípio de pagamento contra pagamento por valores líquidos compensados. A Clearing de Câmbio BM&F dispõe de mecanismos apropriados para acompanhar a variação da taxa de câmbio no período entre a contratação e a liquidação, exigindo, para tanto, depósitos prévios de garantia. Com isso visa assegurar a liquidação das operações na hipótese de inadimplência de participantes. Além disso, estabelece limites operacionais aos participantes, com base em sistema de rating desenvolvido pela Bolsa e na análise do histórico de operações de cada participante no mercado interbancário, de forma a controlar o risco de liquidez de mercado. A estrutura de salvaguardas da Clearing de Câmbio BM&F conta também com o Fundo de Participação, que é o depósito inicial exigido de todos os participantes no ato de sua habilitação, calculado de acordo com sua participação no mercado de câmbio. Conta também com o Fundo Operacional, que se destina à cobertura de prejuízos originários de falhas operacionais, administrativas ou funcionais da Clearing no processo de gerenciamento ou execução de suas atividades. Há ainda o Patrimônio Especial, que é uma fração contabilmente separada do patrimônio total da BM&F para garantir, exclusivamente, o cumprimento das obrigações de responsabilidade da Clearing.

c)

Ativos

A Clearing de Ativos foi adquirida da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e está em fase de reconstituição. A partir de 2003, estará totalmente em operação, com sistemas adaptados e regras específicas estabelecidas, aplicando-se os mesmos princípios gerais adotados pelas demais câmaras, por força do Sistema de Pagamentos Brasileiro. A Clearing de Ativos BM&F terá o intuito de processar a liquidação das operações realizadas nos sistemas Sisbex-Negociação e Sisbex-Registro com títulos públicos e com títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras.

SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC)
Na década de 70, as operações financeiras eram realizadas com o manuseio e a movimentação física desses títulos, oferecendo grande risco de fraude e extravio. A partir da criação do Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, em 1979, os títulos físicos foram substituídos por simples registros eletrônicos, gerando enorme ganho de eficiência, já que as operações são fechadas no mesmo dia em que ocorrem. O Selic, criado pela Andima - Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto, em parceria com o Bacen, é um sistema eletrônico que processa o registro, a custódia e a liquidação financeira das operações realizadas com títulos públicos, garantindo segurança, agilidade e transparência aos negócios. A Andima é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne cerca de 270 instituições financeiras, incluindo bancos comerciais, múltiplos e de investimento, corretoras e distribuidoras de valores. Mais do que um órgão de representação do setor, a Associação se destaca como importante prestadora de serviços, oferecendo suporte técnico e operacional às instituições, promovendo o desenvolvimento de novos mercados e trabalhando pelo desenvolvimento do Sistema Financeiro Nacional. Criada em 1971, a Andima atuou sempre em conjunto com os protagonistas do mercado financeiro brasileiro. De um lado, as autoridades da área econômica, representadas pelo Banco Central; de outro, as instituições e demais associações da área financeira. A primeira parceria resultou, em 1979, em uma iniciativa pioneira: o Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um dos mais modernos e sofisticados sistemas eletrônicos de negociação de títulos públicos do mundo. Através do Selic, os negócios de títulos públicos têm liquidação imediata. Os operadores das instituições envolvidas, após acertarem os negócios envolvendo os títulos, transferem estas operações, via terminal, ao Selic. O computador imediatamente transfere o registro do título para o banco comprador do mesmo e faz o crédito na conta do banco vendedor. Ambas as partes envolvidas têm certeza da validade da operação efetuada. Apenas títulos públicos federais, quer sejam emitidos pelo Tesouro ou pelo Banco Central, e os títulos públicos estaduais e/ou municipais, emitidos até janeiro de 1992, são registrados no Selic. Os títulos estaduais e municipais posteriores a esta data são registrados na Cetip. A segunda parceria deu origem, em 1986, à criação da Cetip – Central de Custódia e de

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Liquidação Financeira de Títulos, entidade de padrão internacional voltada à negociação de títulos privados. Ambos os sistemas garantem segurança, transparência e agilidade às operações financeiras realizadas no Brasil, substituindo títulos e cheques por registros eletrônicos controlados por terminais de computador. Em 1996, através da Circular 2.671, o Bacen realizou mudanças no regulamento do Selic, de forma a incorporar ao MNI – Manual de Normas e Instruções do Banco Central as regras que balizarão o acesso das instituições financeiras aos sistemas Ofpub – Oferta Pública Formal Eletrônica e Leinf – Leilão Informal Eletrônico de Moedas e de Títulos. O Ofpub é um sistema destinado a registrar e processar as propostas das instituições financeiras para os leilões formais de títulos federais. Seu uso segue os mesmos procedimentos operacionais e de segurança já adotados pelo Selic. O resultado de cada leilão é automaticamente encaminhado ao Selic para o registro e a liquidação financeira dos títulos negociados. Cabe destacar que os leilões informais já são realizados eletronicamente. Assim, no que diz respeito ao Leinf, o referido normativo apenas incorpora ao MNI as normas para sua operacionalização.

CENTRAL DE LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA E DE CUSTÓDIA DE TÍTULOS (CETIP)
A Cetip – Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos foi criada em 1986 pela Andima, em conjunto com outras entidades representativas do setor financeiro e o Banco Central, para garantir mais segurança e agilidade às operações realizadas com títulos privados. Sua criação visava eliminar o risco de extravio e fraudes ao substituir a movimentação física de títulos, cheques e faturas por registros eletrônicos. A Cetip opera de maneira bastante semelhante ao Selic, só que abrigando títulos privados, como CDB, RDB, debêntures, CDI etc. Algumas vezes, o sistema opera também com títulos públicos que se encontram em poder do setor privado da economia. Assaf (2001, p. 96) comenta que:

[...] os dois sistemas de liquidação e custódia (Selic e Cetip) têm por objetivo básico promover a boa liquidação das operações do mercado monetário, propiciando maior segurança e autenticidade aos negócios realizados. Por sua importância no volume de operações do mercado monetário, o Selic e a Cetip divulgam periodicamente duas taxas de juros amplamente adotadas pelos agentes econômicos, a taxa Selic e a taxa Cetip. Por meio do Selic, as instituições financeiras podem adquirir e vender títulos todos os dias, criando um taxa diária conhecida por overnight e representativa das operações de um dia útil. Como os títulos negociados no Selic são de grande liquidez e teoricamente de risco mínimo (títulos públicos), a taxa definida no âmbito desse sistema é aceita como uma taxa livre de risco da economia, servindo de importante referencial para a formação dos juros de mercado.
Hoje, com cerca de 4.400 participantes – entre bancos, corretoras, distribuidoras, demais instituições financeiras, empresas de leasing, fundos de investimento e pessoas jurídicas não essencialmente financeiras, tais como seguradoras e fundos de pensão –, a Cetip é uma das maiores empresas de custódia e liquidação financeira da América Latina. No desempenho de suas atividades, oferece o suporte necessário a toda a cadeia de operações, prestando serviços integrados de custódia, negociação on line, registro de negócios e liquidação financeira. Hoje, a Cetip dá sustentação a toda uma cadeira de operações, prestando serviços integrados de Custódia, Negociação On Line, Registro de Negócios e Liquidação Financeira. Oferece ainda sistemas e suporte tecnológico para a CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos (a clearing de pagamentos da Febraban) e para a Centralclearing de Compensação e Liquidação (câmara de ativos criada pela Cetip para atender ao SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro). Tecendo comentários sobre o sistema operacional da Central, Fortuna (2002, p.114) diz

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
que:

[...] quando um negócio é realizado através de qualquer um dos sistemas da Cetip, a transferência do título só se completa após a checagem dos itens básicos de segurança – código de acesso, senha, validade de datas etc. As informações do comprador e do vendedor são casadas. Se houver qualquer divergência nessa comparação, a operação será rejeitada pelo sistema. O negócio só é aceito pelo sistema com a confirmação da liquidação financeira – configurando, na prática, o velho e confiável conceito de “entrega contra recebimento”. No dia do fechamento das operações, os sistemas da Cetip comunicam o resultado financeiro dos negócios aos participantes e aos bancos liquidantes. Ao longo do dia seguinte, os bancos liquidantes confirmam, junto à Cetip, os resultados líquidos dos negócios. A Cetip repassa então essa confirmação ao Banco Central e sensibiliza as contas de reserva bancária dos bancos liquidantes. Toda essa operação garante a compensação financeira do negócio em apenas um dia ou, como se diz no mercado, em D + 1.
Considerando que a compensação se processa em D+1, toda compra de títulos nesse mercado somente terá sua liquidação efetuada no dia seguinte ao da operação, após a compensação bancária, sendo por isso a taxa de juro formada diariamente no sistema conhecida por taxa Cetip ou D1 (dê-um). A taxa Selic, por ter sua liquidação financeira prevista para o ato da operação, é conhecida por D0 (dê-zero). Por ser liquidada mediante cheques administrativos dos bancos, a taxa Cetip é também denominada de taxa ADM (administrativa). Como balizamento do mercado, a taxa Selic é mais importante, tornando-se referência para o custo do dinheiro no mercado financeiro. As diferenças entre ambas são pequenas, representadas principalmente pela natureza dos títulos constantes do sistema e liquidação verificada no próprio dia ou no dia seguinte. Na Cetip, o mercado costuma embutir na taxa de juro as expectativas do que pode ocorrer no dia seguinte. A instância máxima da Cetip é o Conselho de Administração, que é formado pelos presidentes de cinco entidades do mercado financeiro:

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Andima – Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto; Febraban – Federação Brasileira das Associações de Bancos; Abecip – Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança; Anbid – Associação Brasileira de Bancos de Investimento; e, Acrefi – Associação das Empresas de Investimento, Crédito e Financiamento.

O presidente do Conselho de Administração é o presidente da Andima, entidade que coordenou a criação da Cetip. É o C.A. que aprova as políticas de atuação e diretrizes da Cetip. A administração, no dia-a-dia, é feita por uma diretoria executiva.

SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (SCI)
Sociedades de Crédito Imobiliário são instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, reguladas pela Resolução 2.735 do Banco Central, constituídas sob a forma de sociedade anônima, assumindo obrigatoriamente em sua denominação a expressão “Crédito Imobiliário”. As SCI têm como objetivo financiar operações imobiliárias relativas à incorporações de prédios, construção, venda ou aquisição de habitação, bem como vendas de loteamentos etc. As sociedades de crédito imobiliário podem empregar em suas atividades, além de recursos próprios, os provenientes de:  depósitos de poupança;  letras hipotecárias  letras imobiliárias;  repasses e refinanciamentos contraídos no País, inclusive provenientes de fundos nacionais;

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   empréstimos e financiamentos contraídos no exterior, inclusive os provenientes de repasses e refinanciamentos de recursos externos; depósitos interfinanceiros, nos termos da regulamentação em vigor; e outras formas de captação de recursos autorizadas pelo BC.

As SCI são instituições participantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), estando sujeitas, enquanto instituições financeiras, às normas e à fiscalização do Banco Central. A emissão de letras imobiliárias é prerrogativa das SCI. As letras imobiliárias são lastreadas pelo conjunto de habitações financiadas pelo sistema e pelo ativo das SCI, gozando de preferência sobre todos os demais créditos contra elas. Ressalte-se que, em bancos múltiplos, existem carteiras de crédito imobiliário cujo funcionamento e fiscalização assemelha-se ao das SCI. Os instrumentos de captação das SCI são garantidos dentro de limites fixados pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito.

ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO (APE)
Associações de Poupança e Empréstimos são instituições constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedades civis, de propriedade comum de seus associados, cujo objetivo principal é financiar a aquisição de casa própria, captar, incentivar e disseminar a poupança. Essa modalidade de associação faz parte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e costuma atuar de forma restrita a determinada região. Suas operações ativas e passivas são semelhantes às sociedades de crédito imobiliário. A captação de recursos é feita através de caderneta de poupança. Os associados têm direito à participação nos resultados. Em 2002 existia um única Associação de Poupança e Empréstimos, a Poupex, administrada pelo Banco do Brasil. Informa Fortuna (2002, p.33) que “suas cartas patentes foram emitidas pelo extinto BNH, com base no dispositivo da Lei nº 4.380/64, que previu a criação, no âmbito do SFH, de fundações, cooperativas e outras formas associativas para a construção ou aquisição da casa própria sem finalidade de lucro”.

2. Sistema de Seguros Privados e Previdência Complementar:
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Veja a questão de concurso.

1. A Lei Complementar nº 108, de 29 de maio de 2001, dispõe sobre as entidades fechadas de previdência complementar do Setor Público e suas relações com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas, que lhes seriam patrocinadores. Sobre o tema em foco, marque a alternativa CORRETA: a) as entidades em questão organizam-se sob a forma de autarquia, fundação ou sociedade civil, com fins lucrativos. b) a elegibilidade a um benefício de prestação programada e continuada requer uma carência mínima de 120 (cento e vinte) contribuições mensais ao plano de benefícios, permitindo-se a manutenção do vínculo empregatício com o patrocinador após a concessão do benefício. c) os reajustes dos benefícios em manutenção são efetuados de acordo com os critérios do regulamento do plano, permitidos os repasses de ganhos de produtividade, de abonos e de vantagens concedidas ao cargo ou função em que o participante se aposentou. d) o custeio do plano de benefícios e a despesa administrativa da entidade de previdência complementar são de responsabilidade do patrocinador, dos participantes e, também, dos assistidos (participante ou seus beneficiários em gozo de benefício de prestação continuada). e) além das contribuições normais, os planos poderão prever o aporte de recursos adicionais pelos participantes, a título de contribuição laboral facultativa, aporte esse acompanhado do correspondente aporte patronal do patrocinador.

CONSELHO NACIONAL DE SEGURO PRIVADO - CNSP
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RESPOSTA: 1. D

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Na atual composição, o Conselho Nacional de Seguros Privados é formado pelo Ministro da Fazenda, que é o seu presidente, pelo Superintendente da Susep, que atua como presidente substituto e por representantes do Ministério da Previdência e Assistência Social, do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários. As atribuições do Conselho Nacional de Seguros Privados são:  Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;  Regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao sistema nacional de seguros privados, bem como a aplicação das penalidades previstas;  Fixar as características gerais dos contratos de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta;  Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;  Conhecer dos recursos de decisão da Susep e do IRB;  Prescrever os critérios de constituição das sociedades seguradoras, de capitalização e entidades de previdência complementar aberta, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações;  Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.

SUPERINTENDÊNCIA DO SEGURO PRIVADO - SUSEP
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem por finalidade o controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. A Susep foi criada pelo Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, cujo decreto instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados e dispôs da competência privativa do Governo Federal de formular a política de seguros privados, legislar sobre suas normas gerais e fiscalizar as operações no mercado nacional. Além da Susep, também foram criados, fazendo parte do Sistema Nacional de Seguros Privados, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), o IRB Brasil Resseguros S.A. (na época chamado de Instituto de Resseguros do Brasil - IRB), as sociedades autorizadas a operar em seguros privados e capitalização, as entidades de previdência privada aberta e os corretores habilitados. Legislação posterior produziu alterações sobre o assunto, especialmente a Lei Complementar 109, de 29 de maio de 2001, que dispôs sobre o regime de previdência complementar.

Estrutura
A Susep é administrada por um Conselho Diretor, composto pelo Superintendente e por quatro Diretores. Também integram o Colegiado, sem direito a voto, o Secretário-Geral e Procurador-Geral. Compete ao Colegiado fixar as políticas gerais da Autarquia, com vistas à ordenação das atividades do mercado, cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e aprovar instruções, circulares e pareceres de orientação em matérias de sua competência. A presidência do Colegiado cabe ao Superintendente que tem, ainda, como atribuições, promover os atos de gestão da Autarquia e sua representação perante o Governo e demais instituições. A Susep mantém à disposição dos interessados, uma equipe de técnicos para esclarecer seus direitos quanto a Seguros, Planos de Previdência Privada e de Capitalização. O Atendimento ao público é oferecido na sede da autarquia e em suas Regionais. As informações também podem ser solicitadas, nos dias úteis, das 09:30h às 17:00h, através do Disque Susep 0800 21-8484.

Atribuições
As principais atribuições da Susep são:  Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das sociedades seguradoras, de capitalização e das entidades de previdência complementar aberta, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;  Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta;  Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
 Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do sistema nacional de seguros privados e do sistema nacional de capitalização;  Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem;  Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;  Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;  Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNPS e exercer as atividades que por ele forem delegadas;  Prover os serviços de secretaria executiva do CNSP.  As operações de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta obedecem a diversos instrumentos legais, tendo a seguinte legislação básica:  seguros - decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e decreto nº 60.459, de 13.03.67;  capitalização - decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e decreto-lei nº 261, de 28.02.67;  previdência privada aberta - lei nº 6.435, de 15.07.77, decreto nº 81.402, de 23.02.78 e Lei Complementar 109, de 29.05.01. Com base nessa legislação, são editados os instrumentos normativos operacionais, a Resoluções do CNSP e as Circulares da Susep. A Lei Complementar 109 prevê especificamente que a normatização, a coordenação, a supervisão, a fiscalização e o controle das atividades de previdência complementar serão exercidos, pelo Ministério da Fazenda, por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), em relação à regulação e fiscalização das entidades abertas.

CONSELHO DE GESTÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Previdência Complementar: É o sistema de complemento das aposentadorias recebidas por trabalhadores tanto da iniciativa privada quanto do serviço público, desde que eles tenham contribuído para esta modalidade de previdência. No caso das entidades fechadas de previdência complementar, os chamados fundos de pensão, a adesão só ocorre para aqueles que têm vínculo empregatício com a empresa que patrocina o fundo. Estas entidades são fiscalizadas pela Secretaria de Previdência Complementar, que faz parte da estrutura do Ministério da Previdência Social.

ATRIBUIÇÃO
Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC é órgão colegiado, que exerce as competências de regulação, de normatização e de coordenação das atividades das entidades fechadas de previdência complementar estabelecida na Lei Complementar nº 109/2001, e que integra a estrutura básica do Ministério da Previdência Social. O Decreto nº 4.678 de 25 de abril de 2003 devolveu ao CGPC a atribuição de órgão de caráter recursal, cabendo-lhe apreciar e julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as decisões da Secretaria da Previdência Complementar – SPC, com base no caput e no §.2º do art.65 da Lei Complementar nº 109, de 2001.

COMPOSIÇÃO
O Conselho é integrado por 8 Conselheiros, observada a seguinte composição: I - Ministro de Estado da Previdência Social, que o presidirá; II - Secretário de Previdência Complementar; III- um representante da Secretaria da Previdência Social; IV- um representante do Ministério da Fazenda; V- um representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; VI - um representante dos patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdência complementar; VII - um representante das entidades fechadas de previdência complementar; VIII- um representante dos participantes e assistidos das entidades fechadas de previdência complementar.

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Cada representante referido nos incisos III a VIII tem um suplente.

ESTRUTURA

Plenário - instância de deliberação configurada pela reunião ordinária ou extraordinária de seus membros, competindo-lhe examinar e propor soluções às matérias submetidas ao CGPC. • Órgão Recursal – última instância de decisão administrativa, que tem por finalidade o julgamento dos recursos das decisões da Secretaria de Previdência Complementar. • Secretaria-Executiva - executa as atividades técnico-administrativas e de assessoramento, prestando todo o apoio necessário ao cumprimento das finalidades do Conselho.

COMPETÊNCIAS

estabelecer as normas gerais complementares à legislação e regulamentação aplicável às entidades fechadas de previdência complementar, em consonância com os objetivos da ação do Estado discriminados no art. 3° da Lei Complementar n° 109, de 2001; estabelecer regras para a constituição e o funcionamento da entidade fechada, reorganização da entidade e retirada de patrocinador; normatizar a transferência de patrocínio, de grupo de participantes, de planos e de reservas entre entidades fechadas; determinar padrões para a instituição e operação de planos de benefícios, de modo a assegurar sua transparência, solvência, liquidez e equilíbrio financeiro; normatizar novas modalidades de planos de benefícios; estabelecer normas complementares para os institutos da portabilidade, do benefício proporcional diferido, do resgate e do autopatrocínio, garantidos aos participantes; estabelecer normas especiais para a organização de planos instituídos; determinar a metodologia a ser empregada nas avaliações atuariais; fixar limite para as despesas administrativas dos planos de benefícios e das entidades fechadas de previdência complementar; estabelecer regras para o número mínimo de participantes ou associados de planos de benefícios; estabelecer as normas gerais de contabilidade, de atuária, econômico-financeira e de estatística; conhecer e julgar os recursos interpostos contra decisões da Secretaria de Previdência Complementar relativas à aplicação de penalidades administrativas; e apreciar recursos de ofício, interpostos pela Secretaria de Previdência Complementar, das decisões que concluírem pela não aplicação de penalidade prevista na legislação própria ou que reduzirem a penalidade aplicada.

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SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
A SPC é um órgão do Ministério da Previdência Social, que, tem as seguintes atribuições:  propor as diretrizes básicas para o Sistema de Previdência Complementar;  harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada com as políticas de desenvolvimento social e econômico-financeira do Governo;  supervisionar, coordenar, orientar e controlar as atividades relacionadas com a previdência complementar fechada;  analisar os pedidos de autorização para constituição, funcionamento, fusão, incorporação, grupamento, transferência de controle e reforma dos estatutos das entidades fechadas de previdência privada, submetendo parecer técnico ao Ministro de Estado;  fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência

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privada, quanto ao cumprimento da legislação e normas em vigor e aplicar as penalidades cabíveis;  proceder a liquidação das entidades fechadas de previdência privada que tiverem cassada a autorização de funcionamento ou das que deixarem de ter condições para funcionar. O regime de previdência complementar privada no Brasil está organizado sob a tutela da Lei Complementar nº 109, de 29.05.2001, que a criou em dois níveis: o das entidades fechadas, geralmente fundos de pensão, específicas dos empregados de determinada empresa ou grupo de empresas, e o das entidades abertas, acessíveis a qualquer pessoa que subscreva e custeie o seu plano de benefícios. Por outro lado, a Lei Complementar nº 108, também de 29.05.2001, dispôs sobre a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades de Economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de previdência complementar, regulando, inclusive, sua estrutura organizacional.

INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL - IRB
Diferentemente da SUSEP, o IRB é uma sociedade de economia mista, dotada de personalidade jurídica de Direito Privado, gozando de autonomia administrativa e financeira. São suas atribuições: a) regular o cosseguro, o resseguro e a retrocessão, b) promover o desenvolvimento das operações de seguro, conforme as diretrizes do Conselho. Na qualidade de órgão regulador, compete-lhe elaborar e expedir normas reguladoras do cosseguro, resseguro e retrocessão; aceitar o resseguro facultativo e o obrigatório do País e do exterior; reter o resseguro aceito, no todo ou em parte; colocar, no exterior, seguro cuja aceitação não convenha aos interesses do país ou que aqui não encontre cobertura; penalizar as seguradoras por infrações cometidas na qualidade de cosseguradoras, resseguradoras e retrocessionárias; proceder à liquidação dos sinistros, de acordo com as normas de cada ramo; distribuir às seguradoras a parte dos resseguros que não retiver, colocando no exterior os excedentes de responsabilidade do mercado segurador nacional. Na qualidade de promotor do desenvolvimento do seguro, compete-lhe: organizar cursos, promover congressos, conferências, simpósios, etc., incentivar a criação de associações técnico-científicas; compilar e divulgar dados estatísticos e publicar revistas especializadas e técnicas. O IRB é dirigido por um presidente, nomeado pelo Presidente clã República. Além da residência, sua administração compreende o Conselho Técnico e o Conselho Fiscal.

SOCIEDADES SEGURADORAS
Definimos uma seguradora como uma pessoa jurídica que, mediante o recebimento de uma importância garante indenizar o segurado, ou seus benefícios, de perdas relativas ao seu patrimônio ou à sua vida. Seguradoras são empresas administradora de riscos, constituídas como sociedades anônimas, que, mediante o pagamento de determinado valor denominado “prêmio” assume a obrigação de pagar indenizações se ocorrerem perdas e danos nos bens segurados. A probabilidade da ocorrência recebe o nome de risco. Se ela se torna um fato, toma o nome de sinistro. O seguro, em termos genéricos, é um contrato pelo qual uma pessoa ou empresa se compromete a indenizar ou garantir outra pessoa ou empresa contra perdas decorrentes de riscos, mediante o recebimento de contribuição preestabelecida. Quanto ao objeto do qual tratam os contratos, o seguro se classifica em duas grandes categorias, que são o seguro pessoal e o de propriedade. Os seguros de vida, contra acidentes, além do chamado seguro social, são os seguros pessoais. O seguro de propriedade inclui o mercantil, o de transportes, contra incêndios, desastres, roubos, entre outros Como instituição econômico-social, o seguro se funda no princípio da solidariedade, mesmo quando feito por uma empresa seguradora com fins lucrativos. Sua proposta básica é diluir entre

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os elementos de um grupo, que correm os mesmos riscos, o valor econômico dos danos que possam ocorrer a alguns por acontecimento fortuito, a cujas conseqüências todos estavam expostos e contra as quais se protegem dessa maneira. Todos os bens, materiais ou não, que tenham valor econômico e estejam sujeitos a riscos, podem ser objeto de contrato de seguro. A Lei 4.595/64 (Reforma Bancária) que reformulou o Sistema Financeiro Nacional, enquadrou as seguradoras como instituições financeiras, subordinando-as a novas disposições legais, sem, contudo, introduzir modificações de profundidade na legislação específica aplicável à atividade. Operam os seguintes ramos básicos:  Ramos elementares: garantem perdas e danos provenientes de incêndios, transportes, acidentes pessoais e eventos que possam afetar pessoas e bens, responsabilidades, obrigações, garantias e direitos.  Ramo vida: garantem benefícios ou rendas, tendo em vista a duração da vida humana.  Ramo saúde: garantem assistência médica em caso de doenças. Nos seus aspectos específicos, as seguradoras têm atividades reguladas e controladas pelo CNSP. A execução de suas funções é fiscalizada pela Susep. Sujeitam-se a normas emanadas do CMN como instituições financeiras. O Banco Central regulamenta quanto aos limites de aplicação de suas reservas técnicas nos mercados de renda fixa e renda variável.

SOCIEDADES DE CAPITALIZAÇÃO
Em termos gerais, capitalização é o processo de aplicação de uma importância a uma determinada taxa de juros e de seu crescimento por força da incorporação desses mesmos juros à quantia inicialmente aplicada. Em outras palavras, capitalização é a aplicação em papéis financeiros, adquiridos à vista ou a prazo, com possibilidade de ganho por meio de sorteios, cujas aplicações retornarão ao cliente, toda ou em parte, corrigidas ao fim do plano. No sentido particular do termo, capitalização é uma combinação de economia programada e sorteio, sendo que o conceito financeiro acima exposto aplica-se apenas ao componente "economia programada", cabendo ao componente lotérico o papel de poder antecipar, a qualquer tempo, o recebimento da quantia que se pretende economizar ou de um múltiplo dela de conformidade com o plano. Para a venda de um título de capitalização é necessário uma série de formalidades que visam a garantia do consumidor. As sociedades de capitalização devem submeter o seu plano à Susep. Assim como os demais instrumentos financeiros, os títulos de capitalização têm legislação própria. O Sistema Nacional de Capitalização foi instituído pelo Decreto-Lei n° 261, de 28.02.1967 e é constituído pelos seguintes organismos: • Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) • Superintendência de Seguros Privados (Susep) • Sociedades autorizadas a operar no ramo. O CNSP é o órgão responsável pela definição da política normativa de capitalização, ficando a cargo da Susep a execução desta política. Cabe à Susep fiscalizar a constituição, o funcionamento e as operações das sociedades de capitalização. A Susep está subordinada ao Ministério da Fazenda, uma vez que é de competência da União "fiscalizar as operações de crédito, capitalização e seguro", conforme Art. 192, Inciso II, da Constituição Federal de 1988. Todo novo produto a ser lançado no mercado deve ser submetido previamente à Susep, sendo a sua comercialização condicionada à aprovação do órgão. As peças publicitárias de produto, por sua vez, devem conter o número do processo aprovado pelo órgão fiscalizador. As reservas técnicas das companhias que operam no setor – constituídas para efetuar os pagamentos de resgate e de sorteio aos titulares dos planos de capitalização – são igualmente supervisionadas pela Susep. Atualmente, a Circular Susep nº 130, de 12/05/2000, é que contempla as regras básicas dos títulos de capitalização.

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ENTIDADES ABERTAS E PREVIDÊNCIA PRIVADA ENTIDADES FECHADAS DE

O sistema de previdência social no Brasil está construído sobre dois pilares: a previdência social básica, proporcionada pelo Poder Público, e a previdência privada, de caráter complementar. Esta, por sua vez, está constituída em dois grupos distintos: Entidades Fechadas e Entidades Abertas de Previdência Privada. A principal distinção entre ambas é que, no caso das entidades fechadas, é obrigatório o vínculo empregatício entre o participante e a empresa patrocinadora, além do fato de que o plano de benefícios deve ser oferecido, obrigatoriamente, a todos os empregados da patrocinadora. Entidades Abertas de Previdência Privada  são instituições cujo objetivo é a exploração de serviços de previdência privada. A atividade é exercida por entidade constituída com a finalidade única de instituir planos de pecúlios e/ou rendas, mediante contribuição regular de seus participantes, organizando-se sob a forma de entidade de fins lucrativos, quando constituída sob a forma mercantil de sociedade anônima, ou entidade sem fins lucrativos, quando constituída sob a forma de sociedade civil, na qual os resultados da entidade são levados ao patrimônio da mesma. Enquanto os planos de previdência privados fechados são administrados por fundações ou sociedades civis, para atender aos funcionários de uma determinada empresa, os planos abertos são administrados por Bancos ou Seguradoras, para atender ao público em geral e empresas diversas. Entidades Fechadas de Previdência Privada  Também conhecidas como Fundos de Pensão, são vinculadas ao Ministério da Previdência e Assistência Social, através da Secretaria de Previdência Complementar, enquanto que as entidades abertas se vinculam ao Ministério da Fazenda por intermédio da Superintendência de Seguros Privados – Susep. Como regra geral, EFPP são instituições sem fins lucrativos cujo objetivo é a exploração de serviços de previdência privada. São entidades constituídas sob a forma de fundação ou sociedade civil, com a finalidade de instituir planos privados de concessão de benefícios complementares ou assemelhados ao da previdência social, acessíveis aos empregados ou dirigentes de uma empresa ou grupo de empresas, as quais, para os efeitos do regulamento que as regem, são denominadas patrocinadoras. Conforme a Lei Complementar nº 108 de 29/01/2001, O custeio dos planos de benefícios será responsabilidade do patrocinador e dos participantes, inclusive assistidos. A despesa administrativa da entidade de previdência complementar será custeada pelo patrocinador e pelos participantes e assistidos, atendendo a limites e critérios estabelecidos pelo órgão regulador e fiscalizador.

CORRETORAS DE SEGUROS
São pessoas físicas ou jurídicas, legalmente autorizadas, que, por intermediação, angariam e promovem contratos de seguros entre as Seguradoras e as pessoas físicas e jurídicas de Direito Privado. Para exercer a profissão, o Corretor depende de prévia habilitação e de registro, ambos perante a SUSEP. As comissões de corretagem só podem ser pagas a corretores habilitados, que poderão manter prepostos, sendo-lhes vedado aceitar empregos ou exercer funções de pessoa Jurídica de Direito Público, não podendo também manter relação de emprego ou de direção em Seguradoras.

SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE SEGURO-SAÚDE
São empresas que administram os planos ou seguros privados de assistência à saúde e que garantem aos segurados a cobertura de despesas médico-hospitalares. A seguradora poderá pagar diretamente aos profissionais e organizações médico-hospitalares credenciados que prestaram os serviços, ou efetuar o reembolso ao próprio segurado. São operados por companhias seguradoras. Os seguros-saúde permitem livre escolha de serviços e reembolso de valores pagos. O

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segurado tem a liberdade de utilizar os serviços oferecidos (credenciados ou não), apresentar notas e recibos das despesas e receber o reembolso, de acordo com as condições e limites contratados. A seguradora também pode oferecer uma rede de serviços (credenciada ou referenciada), onde o segurado poderá se utilizar dos serviços, normalmente sem qualquer desembolso. Visando promover um equilíbrio nas relações entre os segmentos envolvidos, foi criada a Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS, através da Lei 9.961, de 10/01/2000, como autarquia especial vinculada ao Ministério da Saúde, como agência reguladora, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro e atuação em todo território nacional. Tem a função de regular, normatizar, controlar e fiscalizar as atividades que garantam a assistência suplementar à saúde. A evolução da regulamentação do setor de saúde suplementar envolveu 10 anos de negociações no Congresso Nacional até ser definida em lei. A Lei 9.656/98, que dispôs sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, tornou-se o resultado dessas discussões que se iniciaram no Legislativo após a promulgação da Constituição Federal. Esta lei determina, entre outras coisas, que as operadoras dos planos de assistência à saúde deverão submeter suas contas a auditores independentes, registrados no Conselho Regional e Contabilidade e na CVM, publicando, anualmente, o parecer respectivo, juntamente com as demonstrações financeiras determinadas em lei. Diz ainda a Lei 9656 que as operadoras não podem requerer concordata e não estão sujeitas a falência, mas tão-somente ao regime de liquidação extrajudicial. Vale destacar que a sua aprovação no Senado somente foi possível pela introdução de determinadas alterações no enunciado legal por meio de Medida Provisória com a concordância dos atores sociais envolvidos – para evitar que o setor permanecesse operando sem regras por mais tempo. Como marco legal do processo de regulação, portanto, entende-se o conjunto formado pela Lei 9656/98 e a MP, que à época tomou a numeração 1.665. Esta MP, republicada várias vezes leva atualmente o número 2177-44. Ao conjunto Lei 9.656 mais Medida Provisória foi acrescida, em janeiro de 2000, a Lei 9961, que criou a ANS e lhe deu as atribuições de regulação, controle e fiscalização do setor.

3. Sociedades de Fomento Mercantil (Factoring)
Vejamos, primeiramente, as seguintes questões de concursos.
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1. Assinale a alternativa incorreta, com relação às operações de "factoring" a) A pessoa que vende seus ativos é denominada de "sacador". b) A casa compradora representa a empresa que fornecerá o dinheiro ao sacador pelo ativo. c) Existe, nas operações de "factoring", um deságio em relação ao valor de face dos títulos negociados. d) No Brasil, todas as modalidades de "factoring" conhecidas estão sendo atualmente utilizadas. e) As principais fontes de captação utilizadas pelas empresas de "factoring" são a emissão de debêntures e "Commercial Papers". Responda se cada uma das afirmativas estão corretas (C) ou erradas (E). 6 Questão 2. O cartão de crédito é um serviço de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é geralmente realizada no ato da aquisição, mediante apresentação do cartão ao estabelecimento comercial. O cartão é emitido pelo prestador do serviço de intermediação, chamado genericamente de administradora de cartão de crédito, que pode ser um banco. Acerca desse assunto, julgue os itens subseqüentes. 1) A empresa emitente do cartão, de acordo com o contrato firmado com o consumidor, fica ilimitada e solidariamente responsável pelo pagamento das
5 6

RESPOSTA: 1. D RESPOSTAS QUESTÃO 2: (1) E (2) E

(3) E

(4) C (5) C

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
aquisições feitas por ele com o uso do cartão. 2) A relação entre o consumidor e o fornecedor será alterada, se o pagamento for feito sob a forma de cartão de crédito. 3) O Banco Central do Brasil (BACEN) autoriza e fiscaliza o funcionamento das empresas administradoras de cartão de crédito. 4) Quando o usuário do cartão de crédito opta por não pagar total ou parcialmente a fatura mensal, as instituições financeiras são as únicas que podem conceder financiamento para a quitação desse débito junto à empresa administradora. 5)As operações realizadas pelas instituições financeiras, referentes ao financiamento aos usuários para o pagamento da fatura mensal, estão sujeitas às normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo BACEN.

A operação de factoring (fomento comercial) consiste em: • um sacador - pessoa que vende seus ativos; e • uma casa compradora (factor) - que fornecerá o dinheiro ao sacador, mediante um deságio sobre o valor de face deste ativo, geralmente uma duplicata comercial;
É, portanto, uma atividade de prestação de serviço associada à compra de direitos de um contrato de venda mercantil, desenvolvido por uma empresa de caráter comercial. Existe um custo implícito nesta operação, por isso, o deságio varia de acordo com as taxas do mercado para o custo do dinheiro, que pode ser balizado em CDB ou no CDI mais um spread (taxa de risco da própria casa de factoring). Os riscos estão embutidos, principalmente, na idoneidade dos ativos adquiridos. As casas de fomento comercial têm de ser extremamente eficientes na análise do risco representado pela qualidade dos sacados. Esta modalidade de fomento mercantil é direcionada principalmente às pequenas e médias empresas que, normalmente, encontram dificuldades de obter recursos junto aos bancos. Há quatro tipos de serviços oferecidos via factoring

 transação com duplicatas,

maturity, over-advanced e trust.

Transação com duplicatas: envolve principalmente a cobrança com duplicatas a vencer da empresa. Para assumir este crédito o factor irá cobrar em médias a remuneração dos CDB/CDI oferecida pelos bancos, além de um spread que cobre os custos, os riscos operacionais fixos e os riscos do não-recebimento da duplicata, no caso de antecipação dos recursos à vista. Maturity: implica na total assunção de qualquer crédito da empresa pela casa de factoring, ou seja, em caso de calote do devedor, a empresa que contratou os serviços do factoring não sofrerá qualquer prejuízo. Over-advanced: é um adiantamento de recursos para a empresa comprar insumos ou efetuar investimentos de pequeno porte. Trust: é a transferência para a casa de factoring da administração do negócio da empresa, envolvendo desde as operações financeiras de monitoramento do fluxo de caixa até as atividades necessárias para levar à frente a produção.

  

O custo de cada uma destas operações irá sempre depender da quantia em reais envolvida e dos riscos assumidos pelo factor. Estes riscos são avaliados através da análise cuidadosa da empresa contratada e de seus parceiros comerciais. Atualmente no Brasil somente a primeira das quatro modalidades está sendo trabalhada. O factor trabalha com recursos próprios e os capta através da emissão de debêntures ou commercial papers, sempre analisando o custo de oportunidade da operação da factoring em relação a outros ativos financeiros. Factoring é uma atividade essencialmente mercantil, em que o pré-requisito é o registro na Junta Comercial, não sendo fiscalizada nem, respectivamente, pela CVM ou BC. No Brasil, a atividade tem um órgão de classe, a ANFAC.

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Vantagem fiscal do factoring: • a operação de factoring não está sujeita ao IOF federal, mas sim ao ISS municipal
que geralmente é mais baixo (dependendo do município).

SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO
As Administradoras de cartões de crédito são empresas prestadoras de serviço que fazem a intermediação entre: • portadores de cartão de crédito; • estabelecimentos afiliados; • bandeiras, e • instituições financeiras.

Termos técnicos utilizados no segmento de cartões de crédito: • Portador: pessoa física ou jurídica usuária do cartão; • Bandeira: instituição que autoriza o emissor a gerar cartões com sua marca (VISA,
Dinners, etc ...) e coloca estabelecimentos no mundo inteiro à disposição para utilização deste cartão; • Emissor: é a administradora autorizada a emitir cartões de crédito; • Acquirer: é a administradora que pode afiliar estabelecimentos ao sistema; • Estabelecimento: é a loja que aceita o cartão; • instituição financeira: são bancos autorizados pela bandeira a emitir cartões.

4. Produtos e Serviços Financeiros:
Vejamos a questão de concurso:
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1. Dentre as opções apresentadas abaixo, apenas uma é verdadeira. Assinale-a. a) O CDB e o RDB, se negociados pré-fixados, se constituem em títulos de renda fixa. Se negociados pós-fixados, representam títulos de renda variável. b) A hipoteca é o direito real de garantia instituído sobre bem móvel em geral, por escritura pública, a qual deve ser registrada na circunscrição imobiliária a que pertencer o bem hipotecado. c) O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras, que tem como características a reaplicação ou renovação automática e a impossibilidade de transferência a terceiros. d) Contrariamente ao CDB, o Recibo de Depósito Bancário (RDB) pode ser negociado antes do seu vencimento. Mas, neste caso, o valor de resgate deverá ser negociado com a nova instituição financeira adquirente do título. e) O risco do crédito difere do risco da operação, pois a probabilidade final de recebimento depende da forma de contratação, das garantias oferecidas e de outras variáveis que não se relacionam diretamente à decisão de deferir o crédito. 2. Às instituições financeiras é comum o ganho com a retenção temporária de recursos de terceiros. Por exemplo, um banco pode receber certa quantia em cobrança do título de um cliente, sendo o valor creditado na conta do titular dois dias após a cobrança. O banco, nesse intervalo de tempo, obtém receita financeira pela aplicação da quantia recebida. A operação acima descrita é comumente denominada de: a) Hot money b) Warrants bancário c) Factoring bancário d) Floating bancário e) Rentabilidade compulsória em papers

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RESPOSTA: 1. E

2. D

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Entende-se por produtos e serviços os relacionados à prestação de serviços aos clientes, cuja remuneração ao banco é obtida através do float (permanência de recursos transitórios dos clientes no banco) ou pela cobrança de tarifa de prestação de serviço. Os serviços bancários são todos aqueles prestados pelos estabelecimentos de crédito. Destacam-se entre esses serviços, as operações passivas, constituídas de depósitos de diversas modalidades; operações ativas, representadas pelos empréstimos, financiamentos e ainda as operações acessórias representadas pela prestação de serviços que não se incorporam ao ativo e passivo. Os bancos são estabelecimentos de crédito destinados a transações de fundos públicos e particulares. Entre os gregos, os bancos denominavam-se trapeza e seus proprietários trapezistas. Trapeza, em grego, significa bancos, isto é, lugar onde se realizam os primeiros negócios, através da moeda. Daí a denominação Banco, usada até hoje pelos estabelecimentos de crédito. A utilidade dos bancos está na sua ação de promover a circulação dos capitais. Os bancos agem como intermediários entre as pessoas que têm dinheiro disponível e aquelas outras pessoas que, não o possuindo, procuram-no emprestado. Na sua função intermediária, os bancos garantem as operações e as tornam mais seguras. Atualmente, a função do banco é cooperar com o comércio, a indústria e a agricultura, promovendo o fomento da produção, o giro do dinheiro, facilitando a aproximação do capital ao trabalho; simultaneamente, contribui para a economia dos povos e das camadas sociais nas mais variadas operações de crédito.

DEPÓSITOS À VISTA
A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica e distintiva dos bancos comerciais que os configura como instituições financeiras monetárias. É a chamada captação a custo zero. Assim, o depósito à vista para o banco, é dinheiro gratuito. Entretanto, como existe um custo implícito na abertura e na movimentação de uma conta corrente, os bancos podem, eventualmente, estabelecer valores mínimos para abertura e manutenção de saldo médio em conta pelo cliente, que, pelo menos, garanta a cobertura dos custos operacionais desta conta. Embora sendo uma captação de recursos dos clientes, seria melhor enquadrar este produto como serviço, pois a qualidade de atendimento e os recursos tecnológicos colocados à disposição da clientela é que diferenciam entre os bancos. A conta é o produto básico de relação entre o cliente e o banco, através dela são movimentados os recursos do cliente, utilizando: • depósitos • cheques • ordens de pagamento; • etc...

Cheque
O cheque é uma ordem de pagamento a vista. Considera-se não escrita qualquer menção em contrário. O cheque deve ser a apresentado para pagamento no prazo 30 dias da emissão (quando emitido no lugar onde deve ser pago), caso contrário em 60 dias. O portador do cheque tem o prazo de 6 meses para promover a execução (ação de cobrança judicial do cheque) contra seu emitente ou avalista sob pena de prescrição (perder o direito a esta ação judicial). O cheque pré-datado não é juridicamente válido, mas na prática tem sido utilizado e, assim, assume características de uma promissória.

Saques sobre valor
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valores depositados em cheque (que somente entram para as reservas ao banco após sua compensação) somente podem ser movimentados, no mesmo dia, via cheque (ainda assim caso sejam da mesma praça - cidade) pois do contrário dão origem aos

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chamados "saques sobre valor" onde o banco perde reservas pois estaria, na verdade, emprestando um recurso antes de realmente dispor dele; os cheques administrativos, visados ou DOC de emissão do próprio correntista são movimentados como se dinheiro fossem, embora sempre compensados.

Cheques cruzados

os cheques cruzados não podem ser descontados, apenas depositados.

Recusa de pagamentos de cheques
Os bancos podem recusar o pagamento de cheques nos seguintes casos: • insuficiência de fundos (cheques sem fundo), • divergência ou insuficiência na assinatura do emitente; • irregularidade formal (erro no preenchimento); • contra-ordem escrita do emitente (bloqueio); • encerramento de contas.

Cheques nominativos x ao portador
• •
Após o plano Collor, todos os cheques são obrigatoriamente nominativos, que para saque, depósito ou pagamento os cheques acima de R$ 100,00 se não forem nominativos serão devolvidos (sem que o nome do emitente vá para o cadastro de emitentes de cheques sem fundos).

DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)
As modernas instituições financeiras criaram o conceito de mesa de operações onde centralizam a maioria das operações com o mercado, ou seja, operações comerciais que envolvam a definição de taxas de juros e, por conseguinte, o spread que é a diferença do custo do dinheiro tomado e o preço do dinheiro vendido, como exemplo, na forma de empréstimo. Uma das principais funções desta mesa é a que está ligada à captação de recursos “comprados” pela instituição e se constitui na chamada “mesa de captação". Suas principais funções são: formação de taxas para captação através de CDB/RDB, cujo objetivo é tentar obter o menor custo possível de captação e ainda ser competitivo com os concorrentes com taxas atraentes aos clientes, além da compra e venda de CDB de terceiros e de prazos decorridos em mercado, bem como a formação de taxas para a clientela deste produto. É uma alternativa de risco para os clientes, através de uma aplicação de curto prazo, com liquidez antecipada. O banco, por seu lado, pode carrega-los em carteira, visando o ganho financeiro e/ou ganho de intermediação.

CDB (Pré/Pós)
O certificado de depósito bancário (CDB) é o título de renda fixa emitido por instituições financeiras. Os outros títulos de renda fixa privados são as letras de câmbio, as letras hipotecárias, as debêntures e os commercial papers. O CDB pode ser emitido por banco comercial, múltiplo ou de investimento junto aos seus clientes pessoa física, jurídica ou outros bancos;funciona como um depósito a prazo efetuado pelo cliente com a finalidade de criar reservas para que o banco possa fazer empréstimos. Quando há muita procura por crédito no mercado, o banco poderá pagar juros mais altos pelo CDB, tentando atrair mais investidores. Quando a procura por crédito é pouca, o banco reduzirá o valor da taxa para desestimular a captação. CDB PÓS-FIXADO O CDB pós-fixado varia de acordo com um índice que pode ser a TR, TJLP, TBF ou um índice de inflação, como o IGP-DI ou o IGP-M. O investidor só conhecerá a valorização de seu rendimento à medida que o índice escolhido for sendo valorizado. O investimento em CDB pósfixado é uma boa alternativa quando os juros começam a subir, isto porque com um CDB pósfixado, o rendimento obtido acompanha a curva dos juros. No caso do CDB pós-fixado o investidor negocia com a instituição o percentual de juros a ser pago (que varia conforme o valor do

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investimento) além da valorização do índice determinado. CDB PREFIXADO No CDB prefixado, no momento da aplicação o investidor já conhece o percentual de valorização nominal de seu investimento. Portanto, quando a perspectiva é de queda da taxa de juros, a modalidade mais indicada é a prefixada. RENTABILIDADE Como o CDB é uma aplicação com remuneração negociada, as instituições financeiras concedem taxas melhores de acordo com o volume do investimento, ou seja, quanto maior o investimento, maior a chance de conseguir taxas melhores. Assim, é importante negociar bem a taxa e ficar atento às diferentes ofertas. GARANTIAS O Fundo Garantidor de Crédito garante um valor de até R$ 20.000 por instituição bancária na qual o investidor aplicou seu dinheiro, independentemente do valor total aplicado e das diferentes formas de depósito e aplicação. Ou seja, se você tiver R$ 20.000 em CDBs e R$ 5.000 em conta corrente e mais R$ 3.000 na caderneta de poupança em uma mesma instituição bancária, no caso do banco quebrar, você receberá no máximo R$ 20.000. Acima disso, as garantias podem ser dadas pelo banco captador de recursos. Também é preciso explicar que as garantias são dadas ao investidor direto. RETIRADAS ANTECIPADAS O CDB pode ser negociado antes do seu vencimento. Neste caso o valor de resgate deverá ser negociado com o comprador do título (uma vez que para resgatar antecipadamente você deverá vender o título para o banco ou outra instituição).

TRIBUTAÇÃO
CPMF O CDB não tem reaplicação ou renovação automática. Quando vence, o dinheiro vai para a conta corrente e é necessário uma solicitação para nova aplicação, incidindo CPMF de 0,30% no momento da saída do dinheiro da conta-corrente. IOF: Os saques realizados com prazos inferiores a 30 dias terão incidência do IOF sobre os rendimentos auferidos. O porcentual varia de acordo com o número de dias. Veja a tabela: Dias de aplicação % IOF Dias de aplicação % IOF 1 96 16 46 2 93 17 43 3 90 18 40 4 86 19 36 5 83 20 33 6 80 21 30 7 76 22 26 8 73 23 23 9 70 24 20 10 66 25 16 11 63 26 13 12 60 27 10 13 56 28 6 14 53 29 3 15 50 Imposto de Renda O Imposto de Renda (IR) incide somente no vencimento da aplicação e/ou nos resgates antes do vencimento. A alíquota é de 20% sobre o rendimento nominal, já deduzido o valor de IOF, caso este tenha sido cobrado.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Exemplo: 1. O cliente aplica R$ 10.000,00 em um produto de Renda Fixa. 2. Após 10 dias o cliente solicita o resgate. 3. O rendimento bruto da aplicação, no 10º dia, foi de R$ 50,00. 4. Sobre este valor incide, conforme a tabela, o IOF à alíquota de 66%. 5. O IOF é igual a R$ 33,00.

R$ 50,00 – R$ 33,00 = R$ 17,00
6. Sobre os R$ 17,00 restantes incidirá o IR à alíquota de 20%. 7. O IR é igual a R$ 3,40. 8. O rendimento do cliente é R$13,60.

R$ 50,00 – R$ 33,00 – R$ 3,40 = R$ 13,60
RENDIMENTO BRUTO IOF IR RENDIMENTO DO CLIENTE

CDB Rural
São títulos cuja captação é específica dos bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial. Seus prazos são idênticos aos do CDB. A diferença fundamental é que os recursos captados por estes títulos devem ser obrigatoriamente utilizados para o financiamento da comercialização de produtos agropecuários e/ou máquinas e equipamentos agrícolas. a comprovação desta utilização se dá através de mapas enviados ao BC.

CDB com taxa flutuante
Nas aplicações com prazo mínimo de 30 dias, existe a possibilidade, para o investidor, de repactuar a cada 30 dias a taxa de remuneração do CDB, dentro de critérios já estabelecidos no próprio contrato.

RDB - Recibo de Depósito Bancário
O RDB é um recibo de depósito bancário (RDB), que tem as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não admite negociação antes de seu vencimento. Porém, pode ser rescindido em caráter excepcional desde que com acordo da instituição depositária. Neste caso só pode ser devolvido o principal, isto é, sem os juros. Investimento que garante ao cliente o resgate do valor aplicado, acrescido do rendimento obtido por taxa de juro negociada, ao final do prazo estabelecido, deduzidas as despesas de imposto de renda. Este recibo é intransferível. É um título de renda fixa com prazo predeterminado, cuja rentabilidade é definida no ato da negociação podendo ser pré-fixada ou pós-fixada. É um título intransferível que se destina às aplicações de pessoas físicas e jurídicas com conta corrente no banco.

COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS
A cobrança de títulos foi o produto mais importante envolvido pelas instituições nos últimos 10 anos. Servem para aumentar o relacionamento instituição financeira x empresa, aumentam a quantidade de recursos transitórios e permitem maiores aplicações destes recursos em títulos públicos. A cobrança é feita através de bloquetes que podem circular pela câmara de compensação (câmara de integração regional) o que permite que os bancos cobrem títulos de clientes em qualquer praça (desde que pagos até o vencimento - após o vencimento, o pagamento somente poderá ser feito na agencia emissora do bloquete). Os valores resultantes da operação de cobrança são automaticamente creditados na conta corrente da empresa cliente no prazo estipulado entre o banco e o cliente.

Vantagens da cobrança de títulos: 43

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
1. aumento dos depósitos à vista, pelos créditos das liquidações 2. aumento das receitas pela cobrança de tarifas sobre serviços 3. consolidação do relacionamento com o cliente 4. inexistência do risco de crédito.

Para o Banco:

1. capilaridade da rede bancária 2. crédito imediato dos títulos cobrados 3. consolidação do relacionamento com o banco 4. garantia do processo de cobrança (quando necessário o protesto)

Para o Cliente:

Processo de cobrança bancária:
1. Os títulos a serem cobrados (ou modernamente apenas seus dados, via computador) são passados ao banco; 2. o banco emite os bloquetes aos sacados (aquele que deverá pagar o valor do bloquete); 3. o sacado paga; 4. o banco credita o valor na conta do cliente (cedente).

Diferentes tipos de cobrança (criados devido a concorrência): • cobrança imediata  sem registro de títulos; • cobrança seriada  para pagamento de parcelas • cobrança de consórcios  para pagamento de consórcios; • cobrança de cheques pré-datados  cobrança remunerada: remuneração dos
valores cobrados; • cobrança indexada  em qualquer índice ou moeda; • cobrança casada cedente sensibiliza sacado e vice-versa; • cobrança programada garantia do fluxo de caixa do cedente; • cobrança antecipada  eliminação de tributos de vendas a prazo; • cobrança caucionada  cobrança das garantias de contratos de empréstimos • cobrança de títulos descontados  desconto de títulos.

nota fiscal x fatura x duplicata
nota fiscal é um documento fiscal, comprovante obrigatório da saída de mercadoria de um estabelecimento comercial ou industrial;  fatura é uma relação de notas fiscais que correspondem a uma venda a prazo;  duplicata é um título de crédito formal e nominativo emitido pelo vendedor com a mesma data, valor global e vencimento da fatura que lhe deu origem e representa um direito de crédito do sacador (vendedor) contra o sacado (comprador). A propriedade da duplicata pode ser transferida por endosso.

PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS
Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo tratamento de seus títulos a receber (cobrança). O cliente informa ao banco, via computador, os dados sobre seus fornecedores, com datas e valores a serem pagos e, se for o caso, entrega de comprovantes necessários ao pagamento. De posse desses dados, o banco organiza e executa todo o fluxo de pagamento do cliente, via débito em conta DOC ou ordem de pagamento, informando ao cliente todos os passos executados.

O documento de crédito (DOC) é utilizado para pagamentos ou
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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
depósitos entre bancos, mesmo estando em praças diferentes. A ordem de pagamento (OP) é utilizada para pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco, para agências em praças diferentes.

TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS
Este serviço é prestado a clientes que, por diversas razões, necessitam manter diferentes contas correntes em diferentes agências de um banco. • O cliente determina o nível de saldo que deseja manter em cada uma dessas contas correntes; • O banco, ao final de cada dia, transfere o saldo de uma conta para outra de modo a manter os níveis desejados em cada uma delas.

COMMERCIAL PAPERS
Assim como as debêntures, os commercial papers são títulos de dívida emitidos por empresas, que podem ou não ser financeiras. Contudo, ao contrário das debêntures, têm um prazo mais curto de duração, e são indicados para investidores interessados em aplicações de curto prazo. O prazo mínimo dos commercial papers é de 30 dias e o máximo de 360 dias. Os recursos obtidos com a emissão dos commercial papers em geral são usados para financiar as atividades de curto prazo da empresa, ou necessidades de capital de giro, como compra de estoques, pagamento de fornecedores, etc.

Rentabilidade
A rentabilidade dos commercial papers é definida pelos juros pagos pela empresa ao investidor, juros estes que podem ser pré-fixados (maioria dos casos), pós-fixados, neste caso baseado no desempenho de um indexador definido no contrato. Também existe a possibilidade de emissão de commercial papers em dólares, que são uma boa alternativa para quem está buscando aplicar em dólar. Por se tratar de emissões de curto prazo, a garantia da operação em geral está vinculada à situação financeira da empresa. Da mesma forma que com as debêntures, há a necessidade de registrar a emissão junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e contratação de uma instituição financeira para a intermediação. Se desejar é possível vender um commercial paper antes do vencimento para outro investidor, para isso basta transferir a sua titularidade através de endosso. Por outro lado, a empresa também pode resgatar antecipadamente um commercial paper, mas para isso é preciso que tenha decorrido o prazo mínimo de 30 dias.

Impostos
Como nas demais aplicações em renda fixa, a alíquota de imposto de renda que incide sobre os rendimentos é de 20%, sendo que cabe a instituição responsável pelo pagamento dos rendimentos recolher este imposto diretamente na fonte.

ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS
São serviços prestados à instituições públicas, através de acordos e convênios específicos, que estabelecem as condições de arrecadações e repasses desses tributos/tarifas. Ultimamente esta tarefa também tem sido atribuída a agências de correio. Por outro lado, os bancos podem também ficar incumbidos de pagar ao público, como por exemplo •Restituição do Imposto de Renda; •PIS •FGTS •ETC... A circular do BC 1.850/90 estabeleceu que os tributos arrecadados terão o mesmo tratamento dos depósitos a vista para efeitos do depósito compulsório (não geram float). As tarifas

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
ficam de fora e, portanto, continuam gerando float bancário. Vantagens para o Banco:

¬ aumento de aplicações graças aos valores arrecadados, com conseqüente aumento de receitas. ∧ atrativo para a conquista de novos clientes. ∨ ancoragem do cliente/instituição pública. HOME/OFFICE BANKING, REMOTE BANKING, BANCO VIRTUAL
A evolução das tecnologias de informática e telecomunicações permitiu a troca eletrônica de informações entre banco e cliente, criando a possibilidade de novos produtos de serviços como, por exemplo,

HOME BANKING
O Home Banking é, basicamente, toda e qualquer ligação entre o computador do cliente e o computador do banco, independente de modelo ou tamanho, que permita às partes se comunicarem à distância. Através do Home Banking, o cliente, sem sair de seu escritório, tem entre outros serviços, informações sobre: saldo e movimentação em conta corrente, saldo e movimentação de cobrança/contas a pagar: posição, aplicações e resgates em fundos, operações de empréstimos, cotações de moedas/índices e bolsas de valores, saldo em caderneta de poupança. Ao mesmo tempo, o cliente pode se comunicar diretamente com o Banco, solicitando alterações dos seus títulos de cobrança, talões de cheques ou qualquer outro tipo de demanda não-negociável. A comunicação é feita via telefônica, quer seja pública ou privada através de modem e utilizam os mais diferentes meios como: • cabo; • fibra ótica; • satélite. A segurança na transmissão de dados é garantida pelo perfil de autorização que o banco concede através de uma palavra-chave (password) que limita o acesso às informações. O FAX também foi incluído dentro de um Home Banking, como meio de ligação bancocliente com todo o poder da comunicação escrita. Com toda esta gama de alternativas colocada pela tecnologia a serviço dos bancos, podemos ampliar o conceito de Home Banking para:

O relacionamento entre banco e cliente composto por qualquer uma das composições abaixo que permita a troca rápida e segura de informações entre as partes: •
    

Base de difusão de informação pelo banco

Central de atendimento Unidade de resposta audível (talker) Talker com fax Telex Micro Mainframe (servidor de redes de computador)

• Canal utilizado para envio da informação:  modem (modelador / demodulador) -aparelho que transforma as informações do  46
formato gerado pelo computador. para o formato aceito pela linha de comunicação e vice-versa. Linha telefônica (todas com a mesma função - transferência de informações -

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
     diferindo na velocidade, qualidade e quantidade de informação transferida) – discada e dedicada Transdata da Embratel Renpac (Rede Nacional de Pacotes) FM (Receptor especial) Canal vídeo-texto Internet


      

Veículo do cliente
Telefone com ou sem visor Fax Telex Monitor de videotexto Microcomputador Terminal ponto de venda Pager

REMOTE BANKING
O conceito de remote banking. é o de atendimento ao cliente fora das agências. O atendimento dentro de agências, além de ser, em muitas situações, um incômodo para os clientes (trânsito e filas), é um fator de despesas para os bancos (investimentos em instalações). Portanto o remote banking foi uma solução encontrada pelos bancos.

Tipo de serviços oferecidos:

Saques em dinheiro
• Pontos de atendimento externo tipo rede banco 24 horas • Pontos de atendimento interno tipo balcão eletrônico • Pontos de atendimento externo através de cartão magnético ou cheque trocados em redes de postos de gasolina, redes de lojas.

Depósitos fora do caixa dos bancos
• •


• •

Depósitos nas redes tipo banco 24 horas Depósitos expressos em caixas coletoras Depósitos em cheque pego em casa de clientes

Entrega em domicílio de talões de cheque
Em mãos via correio

Terminais de auto-pagamento
• •
• Coletas de contas em casa para posterior pagamento e devolução de recibo pelo Envio das contas a pagar através dos correios Programação prévia de pagamentos, tipo agenda eletrônica. correio

Débito automático em conta corrente de concessionárias de serviços públicos e outras empresas Troca de informações constante com os bancos via home banking para obter extrato, aplicar, resgatar, transferir fundos entre cotas, bloquear cheques, pedir talões e muito mais. Neste item sobressai a Central de Atendimento Telefônico
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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Remessa de numerário ao cliente.
O conceito de remote banking está portanto, associado a idéia de banco virtual, ou seja, no qual o banco diversifica os seus canais de distribuição, derrubando os limites criados, quer seja por espaço, tempo ou meio de comunicação. A tecnologia tem papel fundamental para garantir a integração dos requisitos de conveniência, segurança, eficácia e relacionamento, exigidos pelo conceito de remote (virtual) bank.

BANCO VIRTUAL
O sistema financeiro, acompanhando seu movimento constante de atualização às novas tecnologias, encontra-se mundialmente entre os mais "virtualizados". Captando o que a tecnologia pode lhe oferecer de melhor, os "bancos investem na agilidade da informação. Tornado os bancos virtuais como a mais forte tendência para o setor bancário no futuro".

"Pense num serviço que você precise e pegue o telefone. Este é o conceito de banco virtual"

"Os fluxos financeiros mundiais são superiores aos do comércio internacional e, no interior mesmo do setor financeiro, o crescimento dos produtos derivados (espécies de seguros sobre os produtos clássicos e virtuais por excelência) é mais acentuado que a média. De maneira mais geral, a primazia crescente da economia monetária e dos imperativos financeiros é uma das manifestações mais notáveis da virtualização em curso"
Vários fatores conduzem à criação dos primeiros bancos virtuais no país. São importantes desde uma apropriação de um modelo em prática em países da Europa, como também uma necessidade premente de reformulação do praticado em função de um novo cenário macroeconômico e, de um novo desenho no perfil do consumidor, assim como um acirramento na disputa pelo mercado. Na década de 90, alterações na regulamentação da atividade financeira possibilitam o surgimento de inúmeras instituições bancárias, as quais em sua grande maioria são de pequeno porte. Não ocorrendo um concomitante aumento proporcional na demanda por serviços bancários, na mesma grandeza do aumento da oferta, este novo contexto estimula reformulações e reposicionamentos por parte das instituições. Paralelamente, a atividade financeira bancária perde posições no conjunto das atividades econômicas do país, acentuando ainda mais essa disputa. De outro lado, tal reestruturação satisfaz plenamente as diretrizes empresariais que neste caso apontam para a diminuição da estrutura organizacional e redução quantitativa da mão-deobra com conseqüente redução de custos. De fato, a operação do banco virtual permite uma relação entre o número de funcionários e o de clientes dificilmente alcançável em outro modelo: o banco virtual do privado nacional conta com 300 funcionários e 25.000 clientes, uma proporção bastante menor do que, por exemplo, a de sua empresa matriz, como de qualquer banco convencional. Enquanto a informatização favorece enormemente a atuação da agência bancária virtual, permitindo grande agilidade na execução de procedimentos rotineiros de trabalho, o crescimento e a popularização de um novo perfil do consumidor - aquele que busca maior comodidade, eliminação ou redução dos deslocamentos físicos - vem a estimular a sua criação. "Hoje, a maior parte das negociações já são fechadas por telefone, então foi criar uma infraestrutura por telefone que seja igual ou tão melhor que na agência. tempo" (Gerente/Banco Privado Estrangeiro/ 12/12/96) Assim, são criadas novas formas de atendimento à distância como: as centrais de atendimento, home banking e os próprios bancos virtuais. A comercialização da imagem destes bancos é baseada essencialmente em dois pontos: a comodidade do cliente e a eficácia de uma "estrutura inteligente" de operação. O primeiro item está voltado para o princípio básico de atendimento via telefone, associado às facilidades propiciadas ao cliente, tornando desnecessário enfrentar filas e deslocamentos até as agências, falta de segurança para saques e depósitos, etc. Aspectos muito valorizados para o usuário das grandes cidades que se constituem no público-alvo deste modelo de banco.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
O "banco virtual" consiste numa agência bancária inteiramente "on line" onde todos os serviços bancários convencionais são operados remotamente, através de linhas telefônicas e computadores, sem que haja um espaço físico correspondente à agência. Com isso, trata-se de levar o banco ao cliente sem obrigá-lo a deslocar-se. Transações como depósitos ou saques são feitos por courriers contratados pelo banco junto à empresas terceirizadoras de serviços ou aproveitados do próprio corpo de funcionários do banco. Assim, o banco economiza em sua estrutura, tanto no aspecto físico como operacional, e procura alcançar o cliente que quer evitar a freqüência de agências bancárias.

"O virtual veio para dar mais comodidade ao cliente, pegar um público-alvo que tenha a necessidade de ter mais comodidade, não só a comodidade pela comodidade mas para poder ganhar mais tempo com os seus negócios."
E o segundo de que apenas as instituições que não precisam arcar com os custos de uma rede de agências poderão oferecer tarifas menores e portanto mais competitivas no mercado. "Tem uma grande palavra-chave nesse negócio que é a competitividade e que você vai fazer através de uma política de serviços diferenciados, de uma política de preços diferenciada e uma grande variável que entra com um peso bastante significativo chama-se custo.”

A estrutura organizacional:
A estrutura organizacional do banco virtual baseia-se numa rede de comunicação bastante sólida, que implica no contato quase exclusivamente telefônico com o cliente e no alto índice de informatização das operações internas. Isso permite dispensar departamentos de apoio que podem ser eventualmente acessados na matriz, contando com um organograma bastante enxuto. No banco privado nacional, há basicamente uma diretoria geral, uma área de relacionamento com os clientes (que cuida do gerenciamento das contas), outra de prospecção de clientes, um setor de projetos, produtos e tecnologia, a área de marketing e uma de suporte para Recursos Humanos, treinamento e qualidade. Da mesma maneira que os depoimentos apontam para uma estrutura organizacional enxuta, é consenso que nenhuma instituição financeira poderia atuar sem um setor de compensação de cheques. É importante ressaltar que a atividade do banco virtual só é possível por ter uma retaguarda operacional e técnica no banco de origem - no caso do privado nacional e de forma mais simplificada no banco privado estrangeiro, por ser tratado dentro da instituição como um serviço. No processo de reestruturação do sistema bancário, há uma busca constante em voltar suas atenções apenas para as atividades-fim e passam a terceirizar todas as atividades-meio.

O Trabalho do Motoqueiro:
Porém o aspecto mais relacionado com a concretização do banco virtual baseia-se no trabalho dos chamados moto-boys. Empresas prestadoras de serviços vêm sendo fundadas visando atender um novo nicho de mercado criado pelo sistema bancário. Isto é, se todo marketing é baseado na agilidade e eficiência dos serviços e não há estrutura operacional fixa para atender, a solução encontrada foi a contratação de empresas para a realização da entrega ou de recebimento de documentos, etc. A atuação dessas empresas terceirizadoras inclui transporte de valores e documentos baseados em contratos mensais ou avulsos, disponibilizando certo número de courriers para operar nas agências. Os bancos, por sua vez, preferem que estas equipes de mensageiros não sofra alterações visando o estabelecimento de um vínculo pessoal de confiança.

DINHEIRO DE PLÁSTICO
Trata-se de uma série de alternativas ao papel moeda que tem como objetivo facilitar o dia a dia das pessoas e, por outro lado, representam um incentivo ao consumo. Tudo começou lá por 1.920, quando algumas companhias de petróleo e cadeias de hotéis dos EUA resolveram emitir cartões que garantissem crédito a seus clientes nas compras em suas filiais. Depois da Segunda Guerra Mundial e com o aprimoramento das tecnologias de produção e segurança dos cartões, a prática ganhou o mundo.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
O primeiro cartão universal, para compras em vários estabelecimentos, foi introduzido pelo norteamericano Ralph Scheider, em 1.950, o Diner´s Club (Clube de Restaurantes, em inglês), que, inicialmente, oferecia crédito em 27 restaurantes de Nova York. Mais fáceis de se produzir, os cartões de plástico não requerem a sofisticação das cédulas de papel ou das moedas, e as tarjas magnéticas, que servem apenas como "chave de acesso" só liberam serviços ou créditos mediante senha pessoal e intransferível, o que torna o cartão extremamente seguro e mais, favorece a uma infinidade de operações, que vão do abrir uma porta, do banco 24 horas, por exemplo, ou de um automóvel, à transferência de valores de uma instituição financeira a outra, a uma empresa ou a pessoas físicas - muitas vezes instantaneamente, o que confere uma velocidade antes inimaginável à concretização de negócios. Com a chegada da Internet, então, bastam os dígitos da senha do cartão e pronto: operação efetuada com sucesso. Sempre com muita segurança, fundamental em tempos onde a criminalidade é fator crítico de instabilidade na vida e nos empreendimentos financeiros - ninguém sai mais por aí com uma mala cheia de dinheiro. Conseqüência de uma base de dados sobre os credenciados por uma operadora de cartões, estas informações preciosas permitem ações de marketing de relacionamento e de vendas, que fazem clientes fiéis à empresa, mais satisfeitos com o atendimento e predispostos a novas compras e mais freqüentes. É assim que as companhias de aviação, pioneiras nesta "descoberta", os supermercados ou lojas sofisticadas de todo o mundo fazem valer muito mais que dinheiro o seu "dinheiro de plástico".

CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE
São operações complexas que envolvem a intermediação de fusões, cisões, aquisições e incorporações de empresas. Neste segmento, juntamente com empresas de consultoria especializadas, as instituições financeiras utilizam todo o seu conhecimento do mundo das operações financeiras e de investimento, de forma a viabilizar tais operações, seja com recursos nacionais ou recorrendo a recursos do exterior. Operações específicas de Corporate Fínance. 1. Aquisição alavancada  leveraged buyout 2. Management buyout  Aquisição de ações pelos administradores 3. Takeover  Aquisição de controle 4. Tender offer  Oferta pública de aquisição de ações

FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO
São uma forma de condomínio aberto ou fechado e representam a reunião de recursos de aplicadores/investidores destinados à aplicação em carteira diversificada de títulos e/ou valores mobiliários de renda fixa ou de renda variável, com o objetivo de propiciar aos seus condôminos valorização de cotas, com menor custo global, ao mesmo tempo que tais recursos se constituem em fonte de recursos para investimento em capital permanente das empresas. A diferença básica entre fundos e outras aplicações está em que os fundos aplicam os recursos de seus investidores em um conjunto de títulos, de acordo com a política de investimento definida pelos seus administradores, política esta que deve ser obrigatoriamente informada no momento da aplicação. Ao montar uma carteira de um fundo de investimentos, os administradores buscam escolher ativos que representam diferentes riscos. A partir de abril de 2000, deixou-se de falar em fundos mútuos de ações ou de carteira livre e passou-se a utilizar a terminologia Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários (FITVM), embora continuasse vigendo o conceito básico de condomínio com objetivo de aplicação coletiva de recursos dos participantes. Os fundos de investimento são regulamentados e fiscalizados pelo Bacen, quando se referem ao Fundos de Investimento Financeiros (FIF), cujas aplicações costuma ser destinadas às áreas de commodities, taxas de juros interbancárias e outras modalidades. Quando se referirem aos Fundos de Investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, que sucederam aos Fundos Mútuos de Ações, sua regulamentação e fiscalização é feita pela CVM. Os FITVM são um mecanismo organizado com a finalidade de captar e investir recursos no mercado de capitais. É uma forma coletiva de investimentos, com vantagens para o mercado

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
acionário e para o pequeno investidor individual, que de outra forma teria dificuldade em aplicar seus poucos recursos. As vantagens oferecidas pelo fundos de investimento podem ser traduzidos em:  Acesso a modalidades de investimento que, pelo volume de recursos envolvidos, estariam fora do alcance de investidores individuais, especialmente os de menor capacidade financeira;  Diluição, entre os participantes, dos custos de administração da carteira, com destaque para aqueles relacionados com a seleção de ativos, que, normalmente, não são acessíveis aos investidores individualmente;  Oferecimento ao investidor de comodidade de ter seus investimentos administrados profissionalmente, sem que ele tenha que dominar a utilização de sofisticado instrumental de análise e acessar diferentes fontes de informação. Atualmente, a administração das carteiras de valores mobiliários é regulada pela Instrução 306 da CVM, com as alterações introduzidas pela Instrução 364/2002.

HOT MONEY
É o empréstimo de curtíssimo prazo normalmente de 1 dia e no máximo de 10 dias. É comum criar-se um contrato fixo de hot money para cada cliente, com todas as regras e permitindo que cada liberação de recursos seja feita por fax, telefone ou telex eliminando fluxo de papéis. A formação da taxa do Hot Money é baseada na taxa do CDI do dia da operação mais o PIS mais um spread.

Exemplo:
• Taxa do CDI = 17%; • taxa do Hot = 119%; • margem da operação = 2% • PIS = 0,75% sobre 19% = 0,1425% • Receita bruta do banco = margem da operação = 2% • Receita líquida do banco = receita bruta - PIS = 2% - 0,1425 = 1,8575%

CONTAS GARANTIDAS
É um tipo de empréstimo em que são utilizadas em conjunto duas contas: • a conta corrente de livre movimentação • a conta garantida A conta garantida é uma conta de crédito com um valor limite. Normalmente é movimentada pelo cliente através de seus cheques, desde que não haja saldo disponíveis em sua conta corrente de movimentação. À medida que entram recursos na conta corrente do cliente, eles são usados para cobrir o saldo devedor da conta garantida.  Para o cliente garante uma fluidez de recursos.  Para o Banco é um poderoso recursos mercadológico.  Para as reservas do banco pode ser um problema pois implica em manutenção de reservas e livre movimentação em stand by e, portanto, sem aplicação.

CRÉDITO ROTATIVO
São linhas de crédito abertas com determinado limite que as empresas utilizam a medida de suas necessidades. Os encargos são cobrados de acordo com sua utilização, na mesma forma das contas garantidas. A operação de crédito rotativo refere-se a uma conta tipo empréstimo (também chamada de conta corrente garantida), aberta pelos bancos comerciais, visando ao financiamento de necessidades de curto prazo (capital de giro) de empresas nacionais. Através da entrega de duplicatas como garantia da operação, a instituição bancária abre uma linha de crédito à empresa no valor de 80% do montante caucionado (valor nominal das duplicatas dadas em garantia). O limite do crédito concedido atinge 800 MVR (maior valor de

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
referência), cujo valor (da MVR) é fechado quando da assinatura do contrato. Conforme as duplicatas vão sendo resgatadas pelos clientes (sacados), a empresa deverá ir substituindo-as por outras afim de manter o limite e a rotatividade do crédito concedido. Os saques dos recursos de crédito são efetuados de acordo com as necessidades de giro da empresa, sendo processados normalmente através de cheques. Esta operação constitui, na realidade, uma linha de crédito subvencionada, dado que os seus custos financeiros, conforme serão expostos adiante, situam-se bem abaixo das taxas normalmente praticadas no mercado. As negociações do crédito rotativo somente poderão ser efetuadas, de acordo com resolução do Banco Central, com empresas cujas vendas não tenha excedido 85.000 MVR no ano civil imediatamente anterior à solicitação do crédito, admitindo-se nesse cômputo a exclusão do IPI e ICM. O prazo do crédito rotativo varia de 360 dias (mínimo) a 395 dias (máximo) e obriga os bancos comerciais, de acordo ainda com resolução do Banco Central, a aplicar determinado percentual de seus depósitos a vista nesta modalidade de crédito os percentuais variam em função do porte do banco e da empresa captadora dos recursos. Os principais encargos desta operação são os seguintes: a) Juros, calculados sobre o saldo a descoberto (devedor) corrigido, e devidos semestralmente. Na realidade, o valor dos juros é obtido, segundo o método hamburguês, da seguinte forma:

Valor dos Juros =

i x 360

Somatório do Saldo Devedor corrigido no semestre considerado

onde i representa a taxa nominal anual de juros definida para a operação. Para facilitar os cálculos, o saldo devedor é normalmente expresso em ORTN, e somatório é obtido através da multiplicação desse valor pelo respectivo número de dias em que permaneceu descoberto. b) Correção monetária, baseada nas variações das ORTN, e incidente sobre o saldo devedor. c) Outras despesas incluídas nessa operação referem-se à Comissão de Abertura de Crédito, cujo percentual é calculado sobre o limite aprovado de crédito; IOF e Tarifas de Serviços Bancários cobrados segundo a legislação em vigor.

DESCONTOS DE TÍTULOS
É o adiantamento de recursos aos clientes, feito pelo banco, sobre valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente. Normalmente, o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo máximo de 60 dias e prazo médio de 30 dias. A operação de desconto dá direito de regresso, ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora pelo atraso.

FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO
Capital de giro: Capital utilizado pela empresa para financiar sua produção, suas vendas, seu estoque. Ex: dinheiro utilizado para pagar fornecedores de matéria prima, pagar distribuidores, etc. São as operações tradicionais de empréstimos vinculadas a um contrato específico que estabeleça prazo, taxas, valores e garantias necessárias e que atendam as necessidades do capital de giro das empresas. Os empréstimos normalmente são garantidos por duplicatas numa relação de 120 a 150% do principal emprestado. O capital de giro precisa de acompanhamento permanente, pois está continuamente sofrendo o impacto das diversas mudanças enfrentadas pela empresa. Já o capital fixo não exige

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
atenção constante, uma vez que os fatos capazes de afetá-lo acontecem com uma freqüência bem menor.

VENDOR FINANCE/COMPROR FINANCE
VENDOR  é uma operação de venda à prazo em que a empresa vendedora recebe o valor a vista da instituição financeira e a empresa compradora paga o valor a prazo (com juros) para a instituição financeira. Características: • A empresa vendedora assume o risco de não pagamento da dívida pela empresa

compradora. • A base de cálculo dos tributos e contribuições incidentes sobre o faturamento fica diminuída, uma vez que os juros não estão embutidos no preço faturado (base de cálculo desses tributos) • não incidirão IPI, ICMS, PIS, COFINS • incidirá IOF sobre o crédito. • A taxa de financiamento da instituição financeira é geralmente menor que a taxa praticada pela empresa vendedora no caso • autofinanciamento da venda, uma vez que o risco é rateado por varias operações.

COMPROR  é uma operação de financiamento de compras, sendo que a iniciativa parte do comprador e nele se concentra o risco de crédito. O compror consiste no financiamento a clientes do banco, para suas compras junto aos fornecedores. O risco da operação concentra-se no comprador, não existindo regresso contra o fornecedor (vendedor).

LEASING (TIPOS, FUNCIONAMENTO, BENS)
Leasing vem do verbo "to lease" (arrendar) e pode significar o processo de arrendamento (operação de leasing), ou ter o sentido substantivo de arrendamento enquanto tal (contrato de leasing). O legislador brasileiro preferiu deixar de lado o termo inglês e empregou, em seu lugar, "arrendamento mercantil", devido, sem dúvida, às peculiaridades do instituto no direito pátrio. O leasing, também denominado arrendamento mercantil, é uma operação em que o proprietário (arrendador, empresa de arrendamento mercantil) de um bem móvel ou imóvel cede a terceiro (arrendatário, cliente, "comprador") o uso desse bem por prazo determinado, recebendo em troca uma contraprestação. Esta operação se assemelha, no sentido financeiro, a um financiamento que utilize o bem como garantia e que pode ser amortizado num determinado número de "aluguéis" (prestações) periódicos, acrescidos do valor residual garantido e do valor devido pela opção de compra. Ao final do contrato de arrendamento, o arrendatário tem as seguintes opções:  comprar o bem por valor previamente contratado;  renovar o contrato por um novo prazo, tendo como principal o valor residual;  devolver o bem ao arrendador.

Modalidades: pode ser financeiro ou leasing puro e lease-back ou leasing de retorno; leasing financeiro é a modalidade em que a arrendatária se dedica habitual e profissionalmente a adquirir bens produzidos por terceiros para arrendá-los, mediante pagamento previamente acordado com outra empresa, que deles necessite; lease-back é a modalidade em que uma empresa, proprietária de bem, móvel ou imóvel, vende-o para outra empresa que, logo a seguir, arrenda-o à vendedora.

Os principais tipos de leasing são:
 Leasing operacional – assemelha-se a um aluguel, e é efetuado
geralmente pelas próprias empresas fabricantes de bens;  Leasing financeiro – é realizado por algumas instituições financeiras, como bancos múltiplos e sociedades de arrendamento mercantil. A arrendadora adquire o bem selecionado de um fornecedor e o entrega para uso da arrendatária. Ao final do

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
prazo pactuado, a arrendatária poderá ou não exercer seu direito de compra do bem por um valor residual garantido estabelecido previamente;  Lease-back – ocorre quando uma empresa vende determinado bem de sua propriedade e o aluga imediatamente, sem perder sua posse. Em verdade, o bem não é removido fisicamente, passando a empresa de proprietária do ativo para arrendatária do mesmo. Essa modalidade é demandada principalmente por empresas que necessitam de reforço de capital de giro. O prazo mínimo de arrendamento é de dois anos para bens com vida útil de até cinco anos e de três anos para os demais. Por exemplo: para veículos, o prazo mínimo é de 24 meses e para outros equipamentos e imóveis, o prazo mínimo é de 36 meses (bens com vida útil superior a cinco anos). Existe, também, modalidade de operação, denominada leasing operacional, em que o prazo mínimo é de 90 dias. Em caso de compra, as prestações pagas são amortizadas do valor total dos bens. Na operação de leasing a parcela paga mensalmente pelo cliente (arrendatário) é composta por duas partes. Uma é a contraprestação, que é o componente que reflete a amortização do valor do bem, a remuneração da arrendadora (empresa de leasing), mais os encargos e impostos. A outra é o VRG - valor residual garantido. O imposto que será pago no contrato é o ISS, Imposto Sobre Serviços. Despesas tais como seguro, manutenção, registro de contrato, ISS (imposto sobre serviços) e demais encargos que incidam sobre os bens arrendados são de responsabilidade do arrendatário ou do arrendador, dependendo do que for pactuado no contrato de arrendamento. O contrato de leasing tem prazo mínimo definido pelo Banco Central. Em face disso, não é possível a "quitação" da operação antes desse prazo. O direito à opção pela compra do bem só é adquirido ao final do prazo de arrendamento. Por isso, não é aplicável ao contrato de arrendamento mercantil a faculdade de o cliente quitar e adquirir o bem antecipadamente. No entanto, é admitida, desde que esteja previsto no contrato, a transferência dos direitos e obrigações a terceiros, mediante acordo com a empresa arrendadora.

Diferenças entre leasing e aluguel
No leasing, o valor do bem arrendado vai sendo gradativamente amortizado durante o pagamento das contraprestações; no final do contrato, a arrendatária tem a opção de adquirir definitivamente o bem arrendado; é permitida uma aceleração da depreciação em 30% e esta é transferida à arrendatária.

Diferenças entre o leasing e o financiamento
No leasing, o cliente não recebe recursos para a aquisição e sim o bem pretendido; durante toda a vigência do contrato, o bem continua sendo propriedade da empresa arrendadora (contrato este que segue regras e definições fiscais bastantes claras e específicas ).

Vantagens do leasing
Durante todo o prazo do contrato os bens não fazem parte do seu ativo pois pertencem à empresa de leasing. Desta forma, as contraprestações pagas mensalmente para uso dos bens podem ser lançadas como despesas operacionais que são dedutíveis para efeito de Imposto de Renda.

FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO
Capital fixo da empresa constitui o valor monetário do seu ativo fixo. O ativo fixo compreende um conjunto de bens que não são objeto de transações correntes por parte da empresa. São adquiridos durante a fase de instalação do projeto e utilizados ao longo de sua vida útil. Podemos distinguir nos ativos fixos os bens que estão sujeitos a depreciação e obsolescência (máquinas, por exemplo) daqueles que não estão sujeitos a tais fenômenos (terrenos, por exemplo). Outra distinção se faria dividindo os ativos fixos em tangíveis e

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
intangíveis. O capital investido por uma empresa no seu parque industrial - ativos fixos pode ser transformado em ativos líquidos através do mercado de capitais. Com base nesse patrimônio imobilizado, o empresário pode emitir obrigações (debêntures) no mercado, buscando recursos para aumentar seu capital de giro. As obrigações emitidas pela empresa passam a ser negociadas em mercado secundário, transformando-se em ativos de boa liquidez para seus proprietários. Dessa forma, o capital fixo industrial se descongela, passa a ser representado por ativos financeiros com razoável liquidez e o dinheiro transfere-se para a empresa, por prazo longo ou mesmo indeterminado, dependendo da natureza do título emitido, aumentando seu capital de giro e o volume de, suas transações.

CAPITAL FIXO - Bens representados por imóveis, máquinas e equipamentos.

CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR
É o financiamento concedido por uma Financeira para aquisição de bens e serviços por seus clientes. Sua maior utilização é na aquisição de veículos e eletrodomésticos. O bem adquirido serve de garantia da opera ao, ficando a ela vinculado pela figura da alienação fiduciária (a propriedade do bem adquirido fica com a financeira até a quitação do empréstimo).

CRÉDITO RURAL
É o suprimento de recursos financeiros para aplicação exclusiva nas atividades agropecuárias. Apenas os bancos comerciais e os bancos múltiplos com carteira comercial, operam neste segmento através de recursos próprios. • 25% dos volumes médios dos depósitos à vista e outros recursos compulsórios • os bancos podem optar por terem estes recursos recolhidos ao J sem remuneração. No mínimo 50% da exigibilidade deve ser satisfeito com crédito a mini ou pequeno produtor. Modalidades de crédito rural: • Custeio agrícola e pecuário: recursos para ciclo operacional com prazos máximos de financiamento:  de 12 meses para o pecuário;  de 24 meses para o agrícola. • Investimento agrícola e pecuário: recursos para investimento fixo com prazo máximo de financiamento de 6 anos; • Comercialização agrícola e pecuária: recursos para o beneficiamento e industrialização de produtos agropecuários. Beneficiários do crédito rural: • miniprodutor: renda bruta anual inferior a R$ 7.500,00. • pequeno produtor: renda bruta anual entre R$ 7.500,00 e R$ 22.000,00 • demais produtores: renda bruta anual superior a R$ 22.000,00.

CADERNETAS DE POUPANÇA
São contas, cujo depósito de recursos, em dinheiro, acumula juros e correção monetária, onde os recursos são destinados ao financiamento da construção e da compra de imóveis. Este tipo de depósito destina-se à qualquer pessoa física. É movimentada pelo cliente, através de Guias de Retirada ou cartão magnético. Como o Depósito Popular este admite os 3 tipos de contas: INDIVIDUAL, CONJUNTA SOLIDÁRIA, CONJUNTA NÃO SOLIDÁRIA. Este tipo de conta admite a participação de analfabeto também em conta conjunta.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO E À REPASSES DE RECURSOS DO BNDES EXPORTAÇÃO;

O objetivo do BNDES é oferecer aos exportadores brasileiros ou aos importadores de produtos brasileiros linhas de crédito de longo prazo, em condições compatíveis com as existentes no mercado internacional. Por meio dos Produtos Exportação financia a exportação de bens de capital e serviços, com ênfase em produtos de maior valor agregado. As operações podem ser realizadas diretamente com o BNDES ou através de instituições financeiras credenciadas no País e no exterior.

CARTÕES DE CRÉDITO
É um indutor ao crescimento das vendas. Possibilita ao cliente um financiamento e a adequação de suas despesas a seu fluxo de caixa. Funciona como um crédito automático e é a moeda do futuro.

Tipos de cartões
• • • • • • quanto ao usuário; pessoa física; empresarial; quanto à utilização; exclusivo no mercado brasileiro; de uso internacional.

TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO
São um investimento com características de um jogo onde se pode recuperar parte do valor gasto na aposta. Sem a ajuda da sorte, o rendimento será inferior ao de um fundo ou de uma caderneta de poupança. O valor aplicado pelo investidor é dividido em três partes, a saber: • para a poupança • para o sorteio; • para cobrir as despesas do fundo. A liquidez é limitada, existindo carência para a retirada das parcelas depositadas. São regulamentados pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Características: • Capital Nominal - valor a ser resgatado corrigido e com juros; • Sorteios; • Prêmio; • Prazo (não pode ser inferior a um ano); • Provisão Rara sorteio – parcela da prestação que ira compor o premio; • Carregamento - taxa de administração. • Provisão matemática - parcela do investimento que vai compor a poupança do investidor; • carência para resgate (não pode ser superior a 24 meses e se o prazo de pagamento for inferior a 48 meses, a carência não pode ser superior a 12 meses).

PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS PLANOS DE SEGUROS
Espécie de pecúlio ou poupança formada por um conjunto de pequenos investidores e poupadores, com o intuito de garantirem para si uma pensão mensal, depois de um prazo determinado. Em geral, os fundos de pensão (assim como pecúlios e outros sistemas da previdência privada) são organizados por empresas financeiras que fazem aplicações com a soma do dinheiro dos pequenos poupadores. Depois de um prazo (em geral, sempre superior a

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
dez anos), o indivíduo passa a receber seu dinheiro de volta, acrescido de juros e correção, como uma espécie de complementação de aposentadoria. A Constituição de 1988 veda qualquer subvenção ou auxilio do poder público às entidades de previdência privada com fins lucrativos.

5. Mercado de Capitais:
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Vejamos a questão de concurso:

Responda se as respostas enumeradas a seguir se estão corretas ou erradas.
De acordo com a norma da CVM que regulamenta as situações que configuram distribuições secundárias sujeitas a prévio registro na CVM, bem como a venda de sobras de ações decorrentes do não-exercício do direito de preferência, na subscrição particular de companhia aberta, é facultativo o prévio registro na CVM de distribuição pública que envolva venda, promessa de venda, oferta à venda ou aceitação de pedido de venda de 1. ações ordinárias ou preferenciais de companhia aberta que correspondam a mais de 5% das ações da mesma espécie ou classe, em circulação no mercado, quando realizada pela companhia emissora, seus fundadores e pessoas a ela equiparadas. 2. ações ou debêntures emitidas por companhias fechadas, que estejam em tesouraria ou pertençam ao acionista controlador ou a pessoas equiparadas e que venham a ser distribuídas ao público, subseqüentemente ao processo de registro, na CVM, da companhia emissora, para negociação de seus valores mobiliários em bolsa de valores ou no mercado de balcão. 3. debêntures já emitidas por companhia aberta mediante subscrição particular, por quem quer que pretenda distribuí-las publicamente. 4. qualquer quantidade de ações, quando forem utilizados métodos de negociação que traduzam esforço de venda superior ao normal em qualquer operação de intermediação no mercado secundário. 5. direitos de preferência à subscrição de valores mobiliários, respectivos cupões ou recibos de subscrição, oriundos de subscrição pública ou particular, pertencentes ao acionista controlador ou às demais pessoas equiparadas à companhia emissora em quantidade superior a 5% da emissão, desde que corresponda, no mínimo, a 5% das ações da mesma espécie ou classe em circulação no mercado.

O Mercado de Capitais é uma estrutura formada por inúmeras instituições através das quais os poupadores e tomadores de recursos a médio e longo prazos entram em contato; nesse mercado, as bolsas de valores desempenham papel fundamental, sendo as ações os papéis mais negociados. Assim, no mercado de capitais os principais títulos negociados são os que representam o capital das empresas (ações) ou de empréstimos tomados, via mercado, pelas empresas, através da colocação de debêntures, bônus de subscrição, commercial papers e outros papéis.

AÇÕES: CARACTERÍSTICAS E DIREITOS
O mercado acionário é, hoje, um segmento vital para o sistema financeiro internacional. E mesmo em mercados menos sofisticados, como países em desenvolvimento, existe uma tendência crescente de abertura da economia com o objetivo claro de ampliar o acesso ao mercado de capitais internacional. Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, gerando mais oportunidades para pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças nesse tipo de investimento. Trata-se de um canal fundamental para a captação de recursos, que permite o desenvolvimento das empresas, gerando novos empregos e contribuindo para o crescimento da economia. Quando uma companhia abre seu capital, ela encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanente. A abertura de capital é feita através do lançamento de ações ao público, ou seja, a empresa emite ações que serão negociadas em bolsas de valores. Ao adquirir ações, você passa a ser também "dono" de uma determinada empresa - um acionista. Ter uma ação equivale a ter uma parte de uma empresa. Para se criar uma companhia é necessário dinheiro. Quando você “empresta” seu dinheiro para uma companhia, ela lhe entrega, em troca, ações, que representam a parte da empresa da qual você também é um dos donos.
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RESPOSTA: (1) E

(2) E

(3) E

(4) E

(5) E

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
À medida que as empresas crescem, maiores são as necessidades de recursos para financiamento de suas operações e investimentos para ampliação da produção. E é neste momento que o mercado acionário pode ser uma fonte importante de recursos. Através da compra de papéis, o acionista fornece faz uma espécie de financiamento para a empresa. Desta forma, o investidor em ações contribui para a produção de bens, dos quais ele também é consumidor.

O que é uma ação?
Ação são títulos representativos de cotas partes em que se divide o capital social de uma sociedade anônima. Uma ação representa, pois, a menor parte em que é dividido o seu capital. As ações podem ser: • Ações ordinárias conferem a seu possuidor o direito de eleger a diretoria da empresa; em contrapartida, seus possuidores somente têm direito à distribuição dos dividendos depois de paga a porcentagem prioritária a que têm direito os portadores de ações preferenciais. • Ações preferenciais são aquelas cujos possuidores têm direito de receber uma porcentagem fixa dos lucros, antes de distribuídos os dividendos da empresa. Quando a ação preferencial é emitida com a cláusula de direitos cumulativos, isso dá a seus possuidores o direito de participar não só dos dividendos do ano em curso, mas também dos anos anteriores, na porcentagem estabelecida, desde que esses dividendos não tenham sido distribuídos por qualquer razão. Caso a empresa entre em liquidação, as ações preferenciais gozam da mesma prioridade. Em alguns casos, os possuidores de ações preferenciais podem ter direito a voto, mas em menor extensão que o portador de ações ordinárias.

ON - Ordinária nominativa PN - Preferencial nominativa

RENTABILIDADE DAS AÇÕES
Quanto à rentabilidade do investimento, independente da valorização (ou desvalorização) das ações nas Bolsas de Valores, as ações dão os seguintes benefícios aos seus possuidoresacionistas da empresa: BONIFICAÇÃO - Ações gratuitas, distribuídas aos acionistas em proporção a quantidade de ações que possuem, conforme aumento de capital social ocorrido por incorporação de reservas, lucros em suspenso ou de reavaliação do ativo. DIVIDENDO - Distribuição aos acionista o resultado em dinheiro (R$), em proporção à quantidade de ações possuídas e com recursos oriundos dos lucros gerados pela empresa em um determinado período. Os dividendos podem ter periodicidade diversa: Mensal, Trimestral, Semestral, Anual. SUBSCRIÇÃO - Aumento de Capital feito por uma Sociedade Anônima, via lançamento de novas ações para serem subscritas pelos acionistas, na proporção das ações possuídas, com o objetivo de adquirir os recursos necessários para fazer frente aos seus investimentos. Geralmente o direito de Subscrição tem a duração de 30 dias. DESDOBRAMENTO (SPLIT) - Método pelo qual a empresa aumento a quantidade de ações em circulação sem alterar o Capital Social da Empresa.

DEBÊNTURES
Título de renda fixa emitido por uma sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado. Seu lançamento pode ser público ou particular. Quando uma empresa quer captar recursos (conseguir dinheiro) para investir e/ou pagar dívidas, pode emitir tais títulos. Os investidores que compram as debêntures; em troca, recebem uma taxa de juros fixa ou variável sobre o valor emprestado. Normalmente os prazos são superiores a um ano. Debêntures conversíveis em ações: Aquelas que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em épocas e condições pré-determinadas.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS E COMPANHIAS FECHADAS
A Lei nº 6.404/76 ("Lei de Sociedades por Ações") distingui dois tipos de companhias: (I) as companhias fechadas e (II) as companhias abertas. As companhias abertas têm seus valores mobiliários negociados em bolsas de valores ou no mercado de balcão, sendo-lhes permitido captar recursos junto ao público investidor. Em razão da possibilidade de captação de recursos junto ao público investidor, as companhias abertas submetem-se a uma série de obrigações específicas, impostas por lei e dispositivos regulamentares, expedidos, principalmente, pela Comissão de Valores Mobiliários CVM (autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385, de 07/12/1986, tendo por objetivo a normatização, a regulamentação, o desenvolvimento, o controle e a fiscalização do mercado de valores mobiliários no Brasil), cuja finalidade precípua é a proteção do investidor. Assim, enquanto as companhias fechadas têm grande liberdade para estabelecerem suas regras de funcionamento da forma que melhor atenda aos interesses de seus acionistas, as companhias abertas sofrem determinadas restrições, gozando de menor flexibilidade para a elaboração de regras próprias de funcionamento no estatuto social. As companhias abertas devem, além de respeitar os preceitos da Lei das Sociedades por Ações, obter os registros necessários para negociação de seus valores mobiliários em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão. Vale notar ainda, que apenas as companhias abertas poderão emitir recibos de depósitos (DR's), isto é, certificados representativos de suas ações, para negociação no mercado externo, possibilitando a captação de recursos de investidores estrangeiros.

COMPANHIAS ABERTAS
Característica do tipo de sociedade anônima em que o capital, representado pelas ações, é dividido entre muitos e indeterminados acionistas. Além disso, essas ações podem ser negociadas nas Bolsas de Valores.

COMPANHIAS FECHADAS
Característica do tipo de sociedade anônima em que o capital, representado por ações, é dividido entre poucos acionistas. Além disso, as ações não são negociáveis em Bolsas de Valores e são transmitidas ou negociadas apenas sob consenso dos acionistas. O aperfeiçoamento do Sistema Financeiro deu maior flexibilidade para a canalização de poupanças para a aplicação em títulos, possibilitando assim, financiamento para capital de giro e capital fixo às empresas carentes de recursos para investimentos. A obtenção destes recursos por parte do empresário era, e ainda é, geralmente feita via instituições bancárias e não bancárias, acorrentando a descapitalização das empresas pelo pagamento de altas taxas de JUROS e obrigando a reposição do capital ao final de um prazo médio ou longo, fazendo com que o empresário entre em um processo de endividamento contínuo. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de um mercado de Ações ativo, que capitalize o empresário a um prazo mais elástico. Nesse mercado, onde ele não tem a obrigatoriedade do pagamento de juros e da devolução de recursos capotados, a abertura do capital de sua empresa é a alternativa mais viável para a ampliação dos seus negócios. Para abrir o capital a S/A fechada, deverá adaptar seus estatutos de acordo com o que determina a lei 6.404, que dispõe sobre as Sociedades por Ações. É indispensável a apresentação a Comissão de Valores Mobiliários (C.V.M.), de um projeto econômico financeiro da S/A que deseja abrir o capital. Este projeto ,é apresentado em conjunto com um Banco de Investimento ou com uma Sociedade Corretora, que serão co-responsáveis pelas informações apresentadas pela empresa à C.V.M., das quais destacamos: 1- História da Empresa; 2- Demonstrações Financeiras; 3- Composição do Capital Social;

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
4- Projetos de Expansão, Modernização e Diversificação dos Negócios; 5- Evolução Patrimonial, do Lucro ou Prejuízo Operacional, do Grau de Endividamento da empresa, se existe, das Receitas Líquidas de Vendas e Serviços e outras informações exigidas pela C.V.M.; 6- Análise de seus balanços no 3 (três) últimos exercícios. Após receber o Registro de Companhia Aberta, a S/A irá colocar suas ações junto ao público, através de uma operação "UNDERWRITING", caracterizando uma operação do MERCADO PRIMÁRIO DE AÇÕES, que é a primeira negociação realizada com a ação da empresa.

OPERAÇÕES DE UNDERWRITING
É uma das operações cuja prática explicitamente autorizada aos bancos de investimento. Eles intermediam a colocação (lançamento) ou distribuição, no mercado, de capitais e ações, debêntures ou outro título mobiliário qualquer para investimento ou revenda no mercado de capitais, recebendo uma comissão pelos serviços prestados proporcional ao volume do lançamento. As operações de Underwriting podem ser realizadas em dois mercados, como: • Mercado Primário  onde a própria empresa emite ações ou debêntures que são ofertadas através de um banco. A empresa terá seu capital aberto através da emissão desses títulos. • Mercado Secundário  onde o banco é contratado para colocar ações ou debêntures já emitidos e pertencentes a uma determinada pessoa física ou jurídica.

O MERCADO PRIMÁRIO DE AÇÕES
Para a colocação das ações no Mercado Primário, a S/A contrata os serviços de instituições especializadas, tais como: Bancos de Investimento, Sociedades Corretoras e Sociedades Distribuidoras, que formaram um "pool" de instituições financeiras para a realização de uma operação de "Underwriting". Esta operação pode ser conceituada, como sendo um contrato firmado entre a Instituição Financeira líder no lançamento das ações (Banco De Investimentos e Sociedade Corretora) e a sociedade anônima, que deseja abrir o capital. Existem basicamente, três tipos de "Underwriting", a saber:  UNDERWRITING FIRME - As instituições financeiras subscrevem integralmente a emissão de ações para tentar revendê-las posteriormente ao público. Nesta forma de contrato, a empresa não tem risco algum, pois tem certeza de entrada de recursos. O risco de aceitação ou não do lançamento do mercado fica por conta do intermediário financeiro.  UNDERWRITING COM GARANTIA DE SOBRAS (STAND-BY) - Neste caso, o intermediário financeiro se compromete a colocar as sobras de ações junto ao público em determinado espaço de tempo, após o qual ele próprio subscreve o total das ações não colocadas. Isto significa que, após decorrido o prazo no qual o intermediário se comprometeu a sobras da subscrição ao público, o underwriting se torna tipo firme.  UNDERWRITING "MELHORES ESFORÇOS" (BEST-EFFORTS) - Neste caso, as instituições financeiras se comprometem a realizar os melhores no sentido de colocação, junto ao mercado, das sobras de subscrição.

O MERCADO SECUNDÁRIO DE AÇÕES
Após a compra de ações no Mercado Primário, o investidor desejará ao final de um período, converter o investimento realizado, novamente em dinheiro, vendendo suas ações para um futuro comprador, que não adquiriu as ações no momento da emissão primária, mas deseja fazê-lo agora. Para realizar a operação, o vendedor deverá dirigir-se a uma Sociedade Corretora, o mesmo acontecendo com investidor comprador. As Corretoras receberão as ordens de Venda e de Compra dos seus clientes e executarão a operação de fechamento do negócio no "PREGÃO" das Bolsas de Valores, caso a empresa seja registrada na Bolsa, e conseqüentemente suas ações estejam aceitas para negociação.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
A decisão de ter ações negociadas em Bolsa, é uma decisão empresarial. Ao apresentar o Projeto de Abertura de Capital à C.V.M., a empresa tem que deixar claro, se deseja que suas ações sejam negociadas em Bolsas de Valores ou não. Em caso afirmativo, as Bolsas podem estabelecer critérios para o registro das empresas, essa decisão varia de acordo com as normas de cada Bolsa de Valores. De acordo com o que determina a legislação em vigor, a empresa é obrigada a se registrar inicialmente na Bolsa de sua região geográfica. As Bolsas partem da premissa que qualquer empresa registrada em outra Bolsa do país, está apta a ter suas ações negociadas no Pregão. Na Segunda hipótese, se a empresa não deseja que suas ações sejam registradas em Bolsas de Valores, as ações da empresa não serão negociadas nessas instituições, e o investidor que desejar vender ações ou comprar ações de uma empresa não registrada em Bolsa, deverá fazê-lo através do Mercado de Balcão. Assim podemos concluir que a função do "MERCADO SECUNDÁRIO", onde atuam as Bolsas de Valores, é dar liquidez, ao investidor, possibilitando que no momento que ele desejar realizar uma operação de Venda, exista o comprador e vice versa, o que viabilizará o crescimento do "MERCADO PRIMÁRIO", e a conseqüente capitalização das empresas via "MERCADO DE AÇÕES".

FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES
O Mercado à vista é a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço estabelecido em pregão. Assim, quando há a realização de um negócio, ao comprador cabe dispender o valor financeiro envolvido na operação e ao vendedor a entrega dos títulos-objeto da transação, nos prazos estabelecidos pela Bolsa de Valores. São operações realizadas no Pregão ou no Telepregão, e que são liquidadas 2 (dois) dias úteis após o dia em que a operação é fechada, ou seja, ao final de dois dias, o comprador recebe as ações e o vendedor recebe o dinheiro.

Título-objeto
Todas as ações de emissão de empresas admitidas à negociação na Bolsa, bem como direitos e recibos de subscrição, recibos de carteira selecionada de ações e outros ativos autorizados.

Formação de Preços
Os preços são formados em pregão, pela dinâmica das forças de oferta e demanda de cada papel, o que torna a cotação praticada um indicador confiável do valor que o mercado atribui às diferentes ações. A maior ou menor oferta e procura por determinado papel está diretamente relacionada ao comportamento histórico dos preços e, sobretudo, às perspectivas futuras da empresa emissora, aí incluindo-se sua política de dividendos, prognósticos de expansão de seu mercado e dos seus lucros, influência da política econômica sobre as atividades da empresa etc.

MERCADO DE BALCÃO
O mercado de balcão é o mercado de títulos sem lugar físico para o desenrolar das negociações. Os negócios são efetuados através de telefonemas entre operadores de instituições financeiras. Serve, em muitos casos para empresas que não possuem capital aberto coloquem seus papéis junto ao público e testem sua aceitação tornando-os, muitas vezes, bem mais atrativos que outras ações de empresas negociadas em Bolsa de Valores.

QUE AÇÕES SÃO NEGOCIADAS NO MERCADO DE BALCÃO?
Este mercado tem sua origem em incentivos concedidos pelo governo para instalação de empresas em algumas regiões do país onde haviam interesse de desenvolvimento econômico. Estas empresas colocavam suas ações à venda com o objetivo de se capitalizar e incrementar suas atividades sendo que, os adquirentes, na grande maioria das vezes, não eram investidores tradicionais, mas sim, pessoas físicas e jurídicas que se interessavam pelo simples fato de abaterem o valor da compra das mesmas na declaração do imposto de renda. Sendo assim, os compradores não estavam desembolsando um capital para compra e sim fazendo uma troca, ou seja, destinando um valor que iria para as mãos do governo para a compra de alguma ação.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
COMO SÃO NEGOCIADAS AS AÇÕES DE BALCÃO?
Estas ações, na prática, são negociadas após análise dos balanços e dos valores patrimoniais para aí sim, termos uma definição a respeito de um percentual de negociação delas sobre estes valores que fica firmado através de um acerto entre as partes. Os preços das ações de balcão em geral sofrem menos oscilações que em bolsas de valores e o risco também é menor já que as operações são quase sempre casadas, ou seja, com a prévia definição do preço da compra e o preço da venda. Não existe uma corretagem fixa como no mercado de bolsas de valores e sim um spread.

OPERAÇÕES COM OURO
O mercado de ouro, assim como o mercado de ações, integra o grupo dos chamados mercados de risco já que suas cotações variam segundo a lei da oferta e da procura, bem como de fatores exógenos ao mercado. Entretanto, quem compra ouro fica de posse de um ativo real. As cotações do ouro, no exterior, são feitas em relação à onça troy, que equivale a 31,104g. No Brasil, a cotação é feita em reais por grama de ouro puro. O preço do ouro no Brasil vincula-se, historicamente, às cotações de Londres e Nova York, refletindo, portanto, as expectativas do mercado internacional. Sofre, entretanto, influência direta das perspectivas do mercado interno e, principalmente, das cotações do dólar flutuante. Assim o preço interno é calculado diretamente segundo as variações do preço do dólar no mercado flutuante e dos preços do metal na bolsa de Nova York.

Peso
1 grama 1 onça troy 1 quilo 1 tonelada métrica 100 onças troy 400 onças troy 1 Tael (Hong Kong) = 0,03215 onças troy = 31,1035 gramas = 32,151 onças troy = 32,151 onças troy = 3,11 quilos (contrato Comex, Nova Iorque) = 12,44 quilos (barra Good Delivery, Londres) = 1,193 onças troy

O preço do grama do ouro em reais, calculado a partir do preço da onça em dólares (pela cotação do dólar flutuante) nos dá um referencial de preços. Tradicionalmente, a cotação da Bolsa de Mercadorias e Futuros mantém a paridade com este valor referencial variando 2%, em média, para baixo ou para cima. Existem dois tipos de investidores no mercado de ouro no Brasil: • o investidor tradicional - que utiliza o ouro como reserva de valor, • o especulador - que está a procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações procurando a melhor alternativa do momento. Hoje há dois mercados no Brasil para o ouro, 1. mercado de balcão: • operações são fechadas via telefone; • após o pagamento, o comprador tem duas opções • deixar o ouro depositado em custódia em uma instituição financeira, levando consigo um certificado de custódia; • retirar fisicamente a quantidade de ouro adquirida. 2. mercado spot nas bolsas: • a entrega do ouro se dá em 24 horas, • os volumes negociados são transferidos automaticamente entre as contas de custódia dos clientes em diferentes bancos, sem que o metal passe pelas mãos de quem compra ou vende. No mercado de bolsas, trocam-se certificados de propriedade.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Em qualquer caso, a responsabilidade pela qualidade do metal é da fundidora e não do banco, que é apenas o depositário.

6. Mercado de Câmbio:
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Vejamos a questão a seguir, responda se estão corretas ou erradas as respostas enumeradas.

O mercado de câmbio é o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo BACEN e entre estes e seus clientes. No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos — livre e flutuante —, que são regulamentados e fiscalizados pelo BACEN. O mercado livre é também conhecido como “comercial” e o mercado flutuante, como “turismo”. À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado negro ou câmbio negro. Todos os negócios realizados no mercado paralelo, bem como a posse de moeda estrangeira, sem origem justificada, são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. Acerca do mercado de câmbio no Brasil, julgue os itens abaixo. 1. Qualquer pessoa física ou jurídica pode ir a uma instituição autorizada a operar em câmbio para comprar ou vender moeda estrangeira. Como regra geral, para a realização das operações de câmbio, é necessário respaldo documental. Visto que nas operações de câmbio são negociados direitos sobre moeda estrangeira, na grande maioria dos casos os clientes não têm acesso à moeda estrangeira em espécie. Excetuam-se as operações relativas a viagens internacionais, em que os clientes podem ter a moeda estrangeira entregue em espécie no país. 2. Visto ser obrigatório o registro da maioria das operações de câmbio realizadas no país, o SISBACEN é o principal elemento de que o BACEN dispõe para monitorar e fiscalizar o mercado. 3. Podem operar no mercado de câmbio apenas as instituições autorizadas pelo BACEN. O segmento livre é restrito aos bancos e ao BACEN. No segmento flutuante, além desses dois, podem ter permissão para operar as agências de turismo, os meios de hospedagem de turismo e as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também é autorizada pelo BACEN a realizar operações com vales postais internacionais, limitados a US$ 3.000,00 por operação. 4. No mercado livre, podem ser realizadas as operações decorrentes de comércio exterior, ou seja: as de exportação e de importação; as relacionadas às atividades dos governos, nas esferas federal, estadual e municipal; as relativas aos investimentos estrangeiros no país e aos empréstimos a residentes sujeitos a registro no BACEN; e as referentes aos pagamentos e recebimentos de serviços. 5. A posição de câmbio representa o resultado entre as operações de compra e de venda de moeda estrangeira, acrescida ou diminuída da posição do dia anterior. Essas operações são realizadas pelos estabelecimentos que podem operar em câmbio, com exceção das agências de turismo e dos hotéis, que devem observar os limites estabelecidos em regulamentação específica.

Mercado de câmbio  cuida da relação justa entre as moedas dos países. Muitos países adotaram o dólar para comparar com a sua moeda. Assim, quando um negócio é feito entre dois países, primeiro eles comparam os valores de suas moedas com o dólar para facilitar a transação. Câmbio é a operação financeira que consiste em vender, trocar ou comprar valores em moedas de outros países ou papéis que representem moedas de outros países. Para essas operações são utilizados cheques, moedas propriamente ditas ou notas bancárias, letras de câmbio, ordens de pagamento etc. O mercado de câmbio é aquele que envolve a negociação de moedas estrangeiras e os interessados em negociar com essas moedas. É o ambiente onde se realizam as operações de câmbio, entre os agentes autorizados pelo Banco Central e seus clientes. No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos, o mercado livre, também conhecido como comercial e o mercado flutuante, também conhecido como turismo. Os dois são regulamentados e fiscalizados pelo Banco Central. Além desses dois mercados, existe um segmento chamado mercado paralelo, que não é regulamentado. No mercado de câmbio, a moeda estrangeira é considerada como uma mercadoria. Por
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RESPOSTAS: (1) C

(2) E

(3) C

(4) C

(5) C

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
conta disso, está sujeita às variações de oferta e de procura.

INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR
Podem operar no mercado de câmbio bancos, sociedades de crédito, financiamento e investimento, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem autorizados pelo Banco Central. Esses agentes podem realizar as seguintes operações: a) bancos, exceto de desenvolvimento: todas as operações previstas para o mercado de câmbio; b) bancos de desenvolvimento e caixas econômicas: operações específicas autorizadas; c) sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades corretoras de câmbio ou de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: c1.) compra ou venda de moeda estrangeira em cheques vinculados a transferências unilaterais; c2.) compra ou venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem relativos a viagens internacionais; c3.) câmbio simplificado de exportação e de importação; c4.) operações de compra ou venda, de natureza financeira, não sujeitas ou vinculadas a registro no Banco Central do Brasil, até o limite de US$ 10.000,00 (dez mil dólares dos Estados Unidos) ou seu equivalente em outras moedas; e c5.) operações no mercado interbancário, arbitragens no País e, por meio de banco autorizado a operar no Mercado de Câmbio, arbitragem com o exterior; d) agências de turismo: compra ou venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem relativos a viagens internacionais; e) meios de hospedagem de turismo: exclusivamente compra, de residentes ou domiciliados no exterior, de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem relativos a turismo no País. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, também é autorizada pelo Banco Central a realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, destinadas a atender compromissos relacionados a: a) manutenção de pessoas físicas; b) contribuições a entidades associativas e previdenciárias; c) aquisição de programas de computador para uso próprio; d) aposentadorias e pensões; e) aquisição de medicamentos, não destinados a comercialização; f) compromissos diversos, tais como aluguel de veículos, multas de trânsito, reservas em estabelecimentos hoteleiros, despesas com comunicações, assinatura de jornais e revistas, outros gastos de natureza eventual, e pagamento de livros, jornais, revistas e publicações similares, quando a importação não estiver sujeita a registro no Siscomex; g) pagamento de serviços de reparos, consertos e recondicionamento de máquinas e peças; h) doações; i) recebimento de exportações brasileiras conduzidas sob a sistemática de câmbio simplificado de exportação não simultâneo, observado o limite de US$20 mil por operação (apenas vales receptivos); j) pagamento de importações brasileiras conduzidas sob a sistemática de câmbio simplificado de importação, observado, nesse caso, o limite de US$20 mil (vinte mil dólares dos Estados Unidos), ou seu equivalente em outras moedas, por operação (apenas vales emissivos).

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
OPERAÇÕES BÁSICAS
No mercado livre ou comercial é possível realizar operações de exportação e importação, assim como operações relacionadas com investimentos estrangeiros no país, empréstimos a residentes sujeitos à registro no Banco Central e pagamento e recebimento de serviços. O parâmetro para negociações em dólar no mercado livre ou comercial é o dólar comercial, mais usado por empresas. No mercado flutuante, ou de turismo, como é mais conhecido, não se realizam só operações ligadas a turismo, apesar do nome. Podem ser realizadas outras operações como contribuições a entidades associativas, doações, heranças, aposentadorias e pensões, manutenção de residentes e tratamento de saúde. As operações em dólar no mercado flutuante ou turismo são feitas pelo dólar turismo. É mais acessível ao pequeno investidor. Há também os investimentos em dólar para aqueles que querem se proteger da flutuação da moeda brasileira. Pode ser feito através da compra da própria moeda física ou através de títulos cambiais, com características semelhantes aos títulos de renda fixa. A BM&F também disponibiliza a comercialização de dólar futuro. O ganho da instituição financeira com a negociação da moeda é conhecido como spread (no caso, spread cambial, já que existe também o spread de juros). O spread cambial é a diferença entre a taxa de compra (a menor) e a de venda (a maior) da moeda negociada. Ele representa o custo para o investidor, pois muitas vezes spread "come" grande parte da rentabilidade. Qualquer pessoa física ou jurídica pode se dirigir a uma instituição financeira que esteja autorizada a operar em câmbio para comprar ou vender moeda estrangeira. Em alguns casos, os clientes não têm acesso à moeda em espécie, pois são negociados apenas os direitos. É o caso das negociações de importações. Nas operações relativas a viagens internacionais, os clientes podem ter a moeda estrangeira entregue em espécie. Os bancos não são obrigados a vender moeda em espécie. Isso depende exclusivamente da instituição que está efetuando a transação. Alguns bancos, por questões estratégicas de segurança (roubo ou falsificação, por exemplo) operam o mínimo possível com moeda em espécie e negociam com cheques de viagem, que oferecem mais segurança para o cliente, já que este pode ser ressarcido em caso de roubo ou extravio.

TRAVELLER CHEQUES
Os Traveller Cheques ou Cheques de Viagem são utilizados no pagamento de contas no exterior e também trocados por moeda local. Funciona da seguinte forma: você compra cheques de viagem no valor de US$ 10,00. Ao pagar uma refeição de US$ 7.00, você receberá os US$ 3,00 de troco. O cheque funciona como papel moeda e tem boa aceitação pelos estabelecimentos comerciais no exterior. Os cheques devem ser comprados na moeda corrente do país de destino. Ao receber seus cheques, o cliente receberá também as informações, endereços e telefones de como proceder no caso de furto/roubo e, também, os locais onde os cheques poderão ser convertidos em dinheiro. Algumas empresas operadoras de cartões de crédito vendem tanto o travellers cheques quanto uma espécie de cartão de débito para viagens que funciona como um cheque eletrônico. A primeira vantagem dos traveller cheques é a segurança: se eles forem roubados, você pode ligar para a operadora que o vendeu e receber novos cheques, sem despesas adicionais. Outro ponto a favor é que eles precisam ser assinados por você, o que também ajuda em relação à segurança. Quem roubou os cheques terá também que falsificar sua assinatura. Em caso de extravio, os portadores de cartão de crédito ou traveller cheques são ressarcidos rapidamente em até 24 horas após comunicarem a ocorrência para a operadora. Como o governo controla as operações do mercado de câmbio? Todas as operações realizadas no território nacional são obrigatoriamente registradas no Sisbacen – Sistema de Informações do Banco Central. Trata-se de sistema eletrônico de coleta, armazenagem e troca de informações, que liga o Bacen aos agentes do sistema financeiro nacional. Os registros são efetuados em tempo real, o que permite ao Banco Central atuar tanto no monitoramento quanto

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
na fiscalização do mercado. Que operações podem ser realizadas no mercado de câmbio? Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda que já se encontrem descritos e especificados nos regulamentos e normas vigentes (CNC – Consolidação das Normas Cambiais). As operações não regulamentadas dependem de manifestação prévia do Banco Central. Que operações podem ser realizadas no mercado de câmbio livre ou comercial? Aquelas decorrentes de comércio exterior, ou seja, de exportação e de importação. Nesse mercado, também são realizadas operações dos governos, nas esferas federal, estadual e municipal. Também têm curso no mercado de câmbio de taxas livres outras operações, tais como as relativas a investimentos estrangeiros no País e empréstimos a residentes sujeitos a registro no Banco Central, bem como pagamentos e recebimentos de serviços. O que é mercado primário e mercado secundário? A operação de mercado primário implica entrada ou saída efetiva de moeda estrangeira do País. Esse é o caso das operações com exportadores, importadores, viajantes etc. Já no mercado secundário, a moeda estrangeira simplesmente migra do ativo de um banco para o de outro, o que se denomina operação interbancária.

CONTRATOS DE CÂMBIO: CARACTERÍSTICAS
Contrato de câmbio é o instrumento pelo qual se formaliza a operação de câmbio. Nele, constam informações relativas à moeda estrangeira que se está comprando ou vendendo, à taxa pactuada, ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor, bem como outras características da operação. É padronizado pelo Banco Central, apresentando-se em vários tipos destinados às diversas operações. Boleto de câmbio é um contrato simplificado.

CONTRATAÇÃO DE CAMBIO DE EXPORTAÇÃO
Em nosso País não é permitido o manuseio das divisas resultantes das operações comerciais com o exterior. Assim, sempre que se realiza uma exportação, deve-se ter, com antecedência, contratada a venda das moedas estrangeiras. Isso se faz obrigatoriamente através de um corretor devidamente autorizado, que, intervindo na operação, a confirmara e responderá, perante o Banco negociador, pela legitimidade do cliente e abonará a sua firma. Assim, o câmbio de exportação deverá ser, em regra, contratado previamente à emissão, pela Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil S.A. ou pelo Banco Central, da respectiva guia que ampare o embarque da mercadoria. Excetuam-se, porém: a) a exportação de bens de capital e de consumo durável, bem como a venda de estudos e projetos técnico-econômicos e de engenharia destinados a empreendimentos no exterior, contratadas para pagamento a prazo superior a 180 dias; b) as exportações em consignação; c) outros casos especiais de exportação sujeitos a normas cambiais próprias. A contratação do câmbio de exportação poderá ser efetuada com antecedência de até 180 dias em relação ao embarque da mercadoria, ressalvados os casos de produtos sujeitos a características especiais de comercialização em que o Banco Central estabeleça prazo diferente do referido limite e as operações concernentes a pagamento antecipado de exportação. Entretanto, somente deverá vender câmbio para liquidação futura o exportador que tenha a real possibilidade de entregar ao banco comprador a moeda estrangeira, ou os documentos relativos à exportação, até a data aprazada para esse fim, no respectivo contrato de cambio. Os contratos de câmbio relativos à exportação de produtos sujeitos a prévio exame de preços e controle de quantidade pela CACEX, deverão conter anotação do registro de venda naquela Carteira de Comércio Exterior e a validade do registro como seque: "Registro de Venda nº ............... da CACEX (praça), válido até (data). Cumprirá ao Banco comprador do câmbio averbar no verso do original do Registro de Venda o número, a data, valor em moeda estrangeira e vencimento do contrato de câmbio

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
aplicado. Observadas as cautelas pró rias para cada negócio, com especial cujo para as operações financiadas, consideram os bancos contratantes os seguintes elementos na contratação: o cliente. a moeda, a taxa, o prazo, a entrega do câmbio, o financiamento, as garantias e as condições de compra e venda. Dão os bancos maior ênfase às COMPRAS PRONTAS ou com REDUZIDO PRAZO DE ENTREGA e às vendas a prazo - respeitados os limites para estas - com vista à obtenção de disponibilidades externas em níveis adequados às suas necessidades. Prescindem de Instrumento individual de contrato de câmbio as seguintes operações: I - DE CAMBIO MANUAL As operações: a) de compras de moeda em espécie ou "traveller's checks", b) de vendas de moedas em espécie ou "traveller's checks". II - FINANCEIRAS: a) de compras de ordens de pagamento do exterior, desde que o valor de cada uma delas não seja superior a US$ 1.000 ou equivalente; b) vendas relativas a remessas pessoais de até US$ 300 ou equivalente; c) vendas referentes a transferências de até US$ 1.000, ou equivalente, destinadas a despesas de viagem. Subordina-se à visto ou autorização prévia do Banco Central do Brasil a contratação de câmbio referente, entre outras, a:  compra e venda de moeda em espécie ou "traveller's checks" e operações financeiras (há algumas isenções);  compras de exportação de café, cujas respectivas declarações de vendas contenham essa determinação;  alterações, prorrogações, baixas e cancelamentos de compras de exportação (inclusive café);  compra de livros, jornais, revistas e publicações similares, de valor superior a US$ 300 efetuada por particulares ou entidades jurídicas, não ligadas ao comércio livreiro.

PRAZOS
Das Letras e/ou Documentos de Exportação: O prazo das letras e/ou documentos de exportação não deve exceder a 180 dias, contados da data do embarque da mercadoria, exceto se previamente autorizado prazo maior pelo Banco Central do Brasil ou no caso de exportações pagáveis a prazo superior e objeto de normas cambiais especificas.

De Entrega dos Documentos Referentes à Exportação:
Os documentos referentes à exportação devem ser entregues pelo exportador a banco com o qual tenha negociado câmbio correspondente à transação, até a data estipulada para esse fim no respectivo contrato de câmbio e, respeitada esta, até o 10o. dia útil seguinte ao do embarque da mercadoria. O prazo previsto para entrega dos documentos referentes à exportação com câmbio contratado não deverá exceder a 180 dias da data do fechamento do câmbio, exceto em se tratando de exportação com pagamento antecipado e nos casos de produção sujeitos a características especiais de comercialização em que o Banco Central estabeleça prazo diferente. Nas operações de câmbio referentes a exportações e café, o prazo revisto para entrega dos documentos não deverá exceder a 10 dias úteis após o término da época estabelecida para embarque na respectiva declaração de venda. Esgotado o prazo pactuado no contrato de câmbio para a entrega dos documentos, sem que esta se efetive e sem que ocorra a correspondente prorrogação, deverá ser o contrato cancelado ou baixado, no máximo, nos 20 dias seguintes ao vencimento do referido prazo.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
TAXAS DE CÂMBIO
A taxa de câmbio é a relação de valor entre duas moedas. Ela indica o preço, em moeda nacional, de uma moeda estrangeira. Atualmente, no Brasil, a taxa de câmbio é flutuante, ou seja, é uma taxa livre. No mercado de taxa flutuante, não há nenhuma regulamentação oficial que estabeleça a taxa, ou seja, ela oscila de acordo com o andamento do mercado. As autoridades monetárias sempre intervêm quando o mercado força uma oscilação muito grande no câmbio, tanto para cima quanto para baixo. Quando a taxa de câmbio fica acima das expectativas da política monetária e cambial, isto indica que a oferta de moeda é menor do que a procura e o Banco Central intervém, aumentando a oferta de dólares no mercado e forçando a baixa Taxa de câmbio é, assim, o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional. A moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados Unidos, fazendo com que a cotação mais comumente utilizada seja a dessa moeda. Dessa forma, quando dizemos, por exemplo, que a taxa de câmbio brasileira é 2,90 significa que um dólar americano custa R$ 2,90. A taxa de câmbio reflete apenas um custo de uma moeda em relação à outra, não agregando quaisquer custos operacionais incorridos pelos bancos para realização do negócio. No seu conceito mais simples, a taxa de câmbio divide-se em taxa de venda e taxa de compra. Pensando sempre do ponto de vista do banco (ou outro agente autorizado a operar pelo BC), a taxa de venda é preço que o banco cobra para vender a moeda estrangeira (a um importador, por exemplo), enquanto a taxa de compra reflete o preço que o banco aceita pagar pela moeda estrangeira que lhe é ofertada (por um exportador, por exemplo). O intervalo entre a taxa de compra (a menor) e a de venda (a maior) representa o ganho do banco com a negociação da moeda, e é conhecida como "spread".

Qual a rentabilidade dos investimentos em dólar?
Na forma física, a rentabilidade depende da flutuação da moeda brasileira em relação à moeda estrangeira. Aplicações em títulos cambiais geralmente vem acompanhadas de uma variação cambial (flutuação da moeda), mais um prêmio de risco (uma taxa pré-determinada) – que é chamado de cupom cambial. Ele é o prêmio pago ao investidor por assumir o risco da moeda em que ele está aplicando. Este prêmio geralmente é adicionado a uma aplicação considerada sem risco, por exemplo as Letras do Tesouro Americano. O cupom cambial tende a se elevar quanto maior for o risco da moeda. O dólar futuro negociado na BM&F tem sua rentabilidade atrelada à variação do dólar comercial em relação ao real (moeda brasileira).

Quais os custos relacionados com os investimentos em dólar?
A CPMF incide sobre qualquer forma citada acima. Caso o investidor queira comprar a moeda fisicamente não há nenhuma taxa formal cobrada. No caso dos títulos cambiais, a instituição financeira cobra um percentual descontado da rentabilidade do título (a este valor chamamos de ágio ou deságio). Por exemplo, se o título oferece uma remuneração de variação do dólar + uma taxa de juros de 10,1% a.a., e o banco cobra 0,1%, este repassa o título rendendo (Dólar + 10% a.a.). Na forma de contrato futuro, seu custo segue a tabela da BM&F, que cobra uma corretagem de 0,2% sobre o valor da operação mais uma taxa de 1,5% sobre o valor da corretagem. O valor mínimo que a BM&F cobra para qualquer operação é de R$ 8,00 (oito reais). Para operações especiais, day trade (compra e venda no mesmo dia) e vencimento de contrato, os custos são diferentes. A alíquota de IR é de 20%. No caso de compra física de moeda, o investidor recolherá o imposto de renda na declaração de ajuste final no fim do ano. Existe alguma taxa de câmbio fixada pelo Banco Central? Tanto o mercado livre como o flutuante têm taxas de câmbio livremente pactuadas entre as partes contratantes, ou seja, entre você e a instituição autorizada. Existe alguma taxa de câmbio especial para comprar dólares para viagem ao exterior com finalidade de estudo? Conforme mencionado anteriormente, as taxas de câmbio são livremente pactuadas entre o cliente e a instituição de sua preferência, não existindo, portanto, regras do Banco Central para que alguns tipos de operação tenham obrigatoriamente taxas de câmbio maiores ou menores.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
O que é SISBACEN? Qual a sua função no mercado de câmbio? O SISBACEN - Sistema de Informações Banco Central é um sistema eletrônico de coleta, armazenagem e troca de informações que liga o Banco Central aos agentes do sistema financeiro nacional. Implementado em 1985, o SISBACEN é hoje o principal elemento de que dispõe o Banco Central para acompanhamento da atuação dos bancos instalados no País. Via SISBACEN, todas as operações de câmbio realizadas no País são registradas imediatamente, em tempo real, o que permite ao Banco Central atuar tanto no monitoramento quanto na fiscalização do mercado.

REMESSAS
A remessa ao exterior, de documentos de exportação, será processada, em regra, através de banco que tenha contratado câmbio correspondente à exportação, observado que os documentos deverão ser encaminhados ao exterior no menor prazo possível, depois de devidamente examinados e conferidos pelo banco remetente, atentando-se sempre para a conveniência da sua recepção, pelo banqueiro no exterior, antes da cada da mercadoria. A remessa ao exterior dos documentos referentes à exportação poderá, também, ser efetuada diretamente pelo exportador, nos casos em que - inexistindo de tal procedimento qualquer inconveniente para o normal pagamento da exportação no exterior - seja essa forma convencionada entre as partes. Será indispensável, porém, que de tal fato se faça constar cláusula expressa no contrato de câmbio.

SISCOMEX
O Sistema Integrado de Comércio Exterior, criado pelo Decreto n° 660, de 25 de setembro de 1992, é o sistema informatizado que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle de comércio exterior, realizadas pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pela Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Banco Central do Brasil (BACEN), órgãos "gestores" do sistema. Participam ainda do SISCOMEX, como órgãos "anuentes", no caso de algumas operações específicas, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa, o Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o Ministério da Saúde, o Departamento da Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, e outros. Por intermédio do SISCOMEX, as operações de exportação são registradas e, em seguida, analisadas "on line" pelos órgãos "gestores" do sistema (SECEX, SFR e BACEN). As empresas exportadoras podem ter acesso ao SISCOMEX diretamente, a partir de seu próprio estabelecimento, desde que disponham dos necessários equipamentos e condições de acesso, ou por meio de a) despachantes aduaneiros; b) rede de computadores colocada à disposição dos usuários pela Secretaria da Receita Federal (salas de contribuintes); c) corretoras de câmbio; d) agências bancárias que realizem operações de câmbio; e, e) outras entidades habilitadas. Foi incorporado ao SISCOMEX, no início de novembro de 2001, o módulo de funcionamento do Drawback Eletrônico. O Regime de Drawback, criado pelo decreto-lei 37/66, é a desoneração de impostos na importação vinculada a um compromisso de exportação. A Secretaria de Comércio Exterior concebeu a nova sistemática informatizada para controle dessas operações denominadas Sistema Drawback Eletrônico, a fim de permitir o controle ágil e simplificado daquelas operações.

7. Operações com Derivativos:
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Vejamos as questões de concursos:

1. Assinale a alternativa incorreta: a) no Brasil, as negociações do mercado de derivativos concentram-se na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) de São Paulo e na Bolsa Brasileira de Futuros (BBF) do Rio de Janeiro; b) o especulador caracteriza-se por ser um agente que, necessariamente, possui algum tipo de vínculo com a mercadoria objeto da operação;
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RESPOSTAS: 1. B 2. A

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
c) os mercados futuros são uma forma eficaz de eliminar o risco do investidor que detenha determinada posição física em um ativo; d) os contratos futuros diferem dos contratos a termo por terem especificações padronizadas pelas bolsas onde são negociados; e) ao estar comprada em um contrato futuro de dólar, a instituição financeira tem expectativa de alta da taxa de câmbio até o vencimento do contrato. 2. Analise as assertivas abaixo e assinale a opção correspondente I - Nos mercados futuros, há realização diária de lucros ou prejuízos através do mecanismo de "ajustes diários". II - Existe um mercado secundário ativo para os contratos futuros. III - O raciocínio do mercado futuro de taxa média de depósitos interfinanceiros de um dia (futuro de DI) deve ser inverso àquele utilizado no mercado futuro de dólar. a) todas as assertivas estão corretas b) somente as assertivas I e II estão corretas c) somente as assertivas I e III estão corretas d) somente a assertiva I está correta e) nenhuma assertiva está correta. Os derivativos são instrumentos financeiros estabelecidos mediantes contratos, com a seguinte peculiaridade: seus preços são determinados e variam em função dos preços de outro ativo, que pode ser uma mercadoria, um título de renda fixa, uma ação, uma moeda estrangeira, etc. Os derivativos que incluem, principalmente, os contratos a termo, o contrato de opções, o contrato futuro, e os swaps. Esses instrumentos apresentam, como uma de suas principais utilidades a administração de riscos, que cresceram, como uma de suas principais utilidades a administração de riscos, que crescem significativamente no mundo globalizado. Como os derivativos são operações onde se procura administrar resultados com eventos futuros incertos, o tratamento matemático necessário é de alta complexidade, exigindo profissionais de gabarito, como matemáticos e físicos, na elaboração de modelos para aplicação no mercado financeiro. As operações com derivativos podem ser realizadas tanto em bolsas como em balcão. As operações em bolsa são mais fiscalizadas, mais reguladas e com maior divulgação de informações. As operações em bolsas são públicas em relação aos preços e volumes negociados, mantendo em sigilo os nomes dos participantes. Na operação de balcão, os termos das operações são conhecidos apenas pelos participantes, estabelecendo livremente as cláusulas do contrato, podendo adaptá-lo às necessidades específicas de cada parte. São operações mais sigilosas, menos sujeitas à fiscalização e regulação, sem qualquer interferência do mercado.

CARACTERÍSTICAS MERCADO:

BÁSICAS

DO

FUNCIONAMENTO

DO

MERCADO A TERMO
No mercado a termo, o investidor se compromete a comprar ou vender uma certa quantidade de uma ação (chamada ação-objeto), por um preço fixado e dentro de um prazo prédeterminado. A maior parte das operações é realizada no prazo de 30 dias, podendo, entretanto, serem realizadas em 60, 90, 120 ou até 180 dias. As operações contratadas poderão ser liquidadas na data de seu vencimento ou em data antecipada solicitada pelo comprador - VC, pelo vendedor - VV, ou por acordo mútuo das partes - AM. Os contratos poderão ser realizados com modalidade de liquidação integral ou pró-rata. A garantia inicial corresponde, no mínimo, a 20% do valor do contrato e, no máximo, a 100% e depende da ação objeto, em função da volatilidade observada no comportamento de seu

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
preço e de sua liquidez nos últimos seis meses. As operações a termo são formalizadas em contratos específicos, emitidos e registrados na bolsa em nome das corretoras participantes. O termo é uma operação de financiamento: o vendido no termo se assegura de uma renda sobre a compra que financiou, e o comprado no termo garante a lucratividade do vendido com o depósito da margem. Financiar Operação a Termo: comprar a vista, vender a termo. Tomar financiamento: vender a vista, comprar a termo.

GARANTIAS DO CONTRATO A TERMO

 

Cobertura - um vendedor a termo que possua os títulos-objeto pode depositá-los na CBLC, como garantia de sua obrigação. Esse depósito, denominado cobertura, dispensa o vendedor de prestar outras garantias adicionais; Margem - o valor da margem inicial requerida é igual ao diferencial entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido do montante que represente a diferença entre o preço a vista e o menor preço a vista possível no pregão seguinte, estimado com base na volatilidade histórica do título. A CBLC avalia a volatilidade e a liquidez das ações e as condições gerais das empresas emissoras, classificando os papéis em diferentes intervalos de margem. Como regra geral, papéis com maior liquidez e menor volatilidade enquadram-se nos menores intervalos de margem. Periodicamente, há uma reavaliação dos indicadores da ação e da empresa, o que pode significar sua realocação em um intervalo de margem mais adequado à sua nova situação de mercado. Margem Adicional - sempre que ocorrer redução no valor de garantia do contrato, decorrente de oscilação na cotação dos títulos depositados como margem e/ou dos títulos-objeto da negociação, será necessário o reforço da garantia inicial, que poderá ser efetuado mediante o depósito de dinheiro ou demais ativos autorizados pela CBLC. Remuneração das Margens - todas as margens de garantia depositadas em dinheiro junto à CBLC são aplicadas no mercado aberto, e seu rendimento repassado aos investidores por suas corretoras. Isso melhora o resultado da operação.

CONTRATO A TERMO DI (DEPÓSITO INTERFINANCEIRO)
É o instrumento destinado a possibilitar a troca de recursos exclusivamente entre as instituições financeiras que, como sabemos, são apenas cinco. A forma do DI é nominativa, escritural, com registro e liquidação obrigatórios na CETIP, e apesar de inexistir certificado (inclusive a resolução do Bacen que o criou proíbe sua emissão), o mercado usa muito a expressão CDI, ou até mesmo Certificado de Depósito Interbancário, o que está errado, pois o instrumento não é exclusivo dos bancos. As características de DI são iguais às do CDB, só que sua negociação é restrita as instituições financeiras. O mercado futuro de DI é referenciado nas taxas médias diárias DI de um dia, conforme publicado pela CETIP. Os contratos futuros são fixados pela BM&F, em $ 100.000,00, sendo negociados em PU (Preço Unitário). Cada PU vale $ 1,00. O PU de um contrato futuro é obtido dividindo-se o valor do contrato por seu fator de rendimento, obtido pela taxa over média diária acumulada até a data do vencimento do instrumento financeiro. Os DI´s prefixados, com taxa flutuante, negociados por um dia, estabelecem um paradigma para a taxa média diária (a chamada taxa CDI over), a qual, por sua vez reflete a expectativa do custo das reservas bancárias para a manhã do dia seguinte ao do fechamento daquelas negociações. Os DI´s pós-fixados são indexados à TR ou a TJLP com prazo mínimo de um mês, ou atrelado à variação da TBF para o mínimo de dois anos meses, podendo ser liquidado antecipadamente depois de cumprido os prazos mínimos. Quando as taxas de juros de mercado sobem, mais alto é o fator, deterrminando um PU menor para o contrato. Ao contrário, quando as taxas DI caem, maior é o PU do contrato. O vencimento dos contratos futuro de taxa média DI (1 dia) ocorre todos os meses, no

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
primeiro dia útil.

CONTRATO A TERMO DE DOLAR
Tem características idênticas ao termo tradicional em Reais, sendo a única diferença o fato de que o preço contratado será corrigido diariamente pela variação entre a taxa de câmbio média de Reais por dólar norte-americano, para o período compreendido entre o dia da operação, inclusive, e:  dia da solicitação da liquidação antecipada, exclusive. Por exemplo, considerando uma solicitação de liquidação antecipada efetuada no último dia possível (V-2, ou seja, dois dias úteis anteriores ao vencimento do contrato a termo), a PTAX* que será utilizada é a calculada e divulgada em V-3;  o dia da solicitação da liquidação por diferença, exclusive. Por exemplo, considerando uma solicitação de liquidação por diferença efetuada no último dia possível (V-3, ou seja três dias úteis anteriores ao vencimento do contrato a termo), a PTAX* que será utilizada é a calculada e divulgada em V-4;  o dia do vencimento do contrato a termo, exclusive, para os casos de liquidação por decurso de prazo. A PTAX* utilizada é a calculada e divulgada em V-1. Para a correção dos valores contratados a termo, será utilizada a taxa de câmbio média de reais por dólar norte-americano verificada no dia útil anterior, definida como “Cotação para contabilidade”, apurada pelo Bacen segundo critérios por ele definido e divulgada por meio do SISBACEN, transação PTAX 800, opção “5”, que será utilizada com até quatro casas decimais.

CONTRATO A TERMO DE MOEDA (NDF – NON DELIVERABLE FORWARD)
Estes contratos cada vez mais se destacam na CETIP. São adequados para empresas exportadoras, importadoras e companhias com ativos ou passivos em moeda estrangeira, para garantir o hedge cambial contra oscilações do real perante outras moedas. Uma das principais vantagens é a livre negociação do tamanho do contrato, prazo de vencimento e taxa. Mais uma característica é a possibilidade de cotação do câmbio pela Ptax média do dia, pelas taxas apuradas pelo Banco Central a cada meia hora nos boletins intermediários, ou pelas cotações divulgadas pelos provedores internacionais de informações (feeders) de moedas. À semelhança do NDF – Non Deliverable Forward, negociado no mercado internacional, o Contrato a Termo de Moeda é um derivativo sem entrega física, em que a liquidação é feita pela diferença entre a taxa de câmbio a termo contratada e a taxa vigente no dia do vencimento.

MERCADO DE OPÇÕES
Quem compra uma opção tem um direito. Se a opção for de compra (call), o direito de comprar, se a opção for de venda (put), o direito de vender. O comprador de uma opção de compra (venda), ou titular dessa opção, tem o direito de comprar (vender) uma certa quantidade de ações, a um preço prefixado até uma data determinada. O vendedor de uma opção de compra (o lançador da opção) fica com a obrigação de vendê-la. O titular tem sempre os direitos, e o lançador as obrigações. O mercado de opções negocia esses direitos de compra ou de venda, mas não as ações diretamente. Os direitos são negociados por um preço, o prêmio, que é o valor pago pelo titular e recebido pelo lançador. O valor do prêmio é o resultado das forças de oferta e procura e varia de acordo com a variação do preço da ação no mercado à vista. Toda opção tem um vencimento, sendo que sua aquisiçaõ poderá ser exercida a partir do dia seguinte ao da compra, a qualquer momento, até o vencimento, e se não for exercida, o titular perde integralmente o valor aplicado no prêmio.

MERCADO FUTURO
É o mercado no qual se negociam lotes padrão de ações com datas de liquidação futura,

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
escolhidas dentre aquelas fixadas periodicamente pela bolsa. O mercado futuro representa um aperfeiçoamento do mercado a termo, permitindo a ambos os participantes de uma transação reverter sua posição, antes da data de vencimento. Cada investidor se relaciona com a caixa de liquidação da bolsa e não com seu parceiro original. Isto permite que ambos tenham o direito de liquidar sua posição antecipadamente. Por sua vez, a reversão da posição só é viável se houver liquidez no mercado. A fim de propiciar geração de liquidez no mercado futuro, as datas de vencimento são padronizadas pela bolsa. As operações são fechadas para aqueles vencimentos que estão em aberto. Para assegurar o cumprimento dos compromissos, são depositadas margens pelos detentores de posições de compra ou venda, as quais oscilam com a variação dos preços no mercado à vista. As estratégias de aplicação são semelhantes às do mercado a termo, com algumas particularidades.

OPERAÇÕES DE SWAP
O mercado financeiro e as empresas encontram na CETIP as alternativas ideais, para compor suas operações com derivativos de balcão, e têm à disposição modelos únicos e sofisticados. São três diferentes tipos de derivativos: Contratos de Swap, Opções sobre Swap e Termo de Moeda. Além do registro dos tradicionais contratos de Swap, a CETIP também oferece estruturas personalizadas, como barreiras, limitadores, cupom cambial limpo e alternativas de data para pagamento de prêmio. Uma nova opção para fazer hedge na CETIP está em fase de implantação: os Derivativos de Crédito. A palavra SWAP significa troca ou permuta e designa uma operação cada vez mais procurada no mercado financeiro internacional, envolvendo inclusive várias empresas brasileiras. Com o swap, por exemplo, companhias com dívidas em dólar corrigidas por taxas flutuantes poderiam contratar uma operação que as transformasse numa dívida com taxas fixas e vice-versa. Evidentemente que, caracterizando-se como uma operação de troca de posições, a criatividade,, baseando-se em regras seguras e legalmente garantidas, permite que outros tipos de operações de swap ganhem vida. CONTRATOS DE SWAP Swap com Barreira – sem equivalência no mercado brasileiro, este contrato utiliza um gatilho (Trigger) para efetivar ou cancelar a operação. O valor do parâmetro que define o gatilho é estabelecido previamente pelas partes e se for atingido ou ultrapassado, o contrato entra em vigor (Barreira Knock In). Também pode ocorrer o contrário: o contrato ser cancelado quando o parâmetro definido para acionar o gatilho atingir ou ultrapassar o valor estabelecido (Barreira Knock Out). Há ainda uma terceira opção, que combina as duas anteriores: o Swap com Barreira Knock In-Out. Swap com Cupom Cambial Limpo – este tipo de Swap é o que melhor expressa a realidade da data de início do contrato, pois permite que a curva cambial seja definida pela taxa de câmbio à vista (spot), expurgando sua variação em relação à Ptax média do dia anterior (divulgada pelo Banco Central). Swap com Limitador – neste contrato, há quatro opções para definir a variação do ganho ou perda: quando as partes fixam um limite superior, ou teto, para a variação da curva original do Swap (Caps); quando é estabelecido um limite inferior, ou piso (Floors); ou quando as partes decidem combinar um teto e um piso (Collars - combinação de Caps e Floors); existe ainda a possibilidade de utilização da Terceira Curva, que funciona com teto ou piso variáveis, de acordo com um indexador definido entre as partes. OPÇÕES DE SWAP (SWAPTION) No Swaption a Termo, o participante compra o direito de entrar no Swap em uma data futura previamente acertada no registro do contrato. Já no Compound Swaption, o Swap se inicia na data do registro, mas o participante tem a opção de continuar ou desistir do contrato, a partir de uma data predeterminada. Nos dois casos, o pagamento de prêmios ocorre no início do contrato e no exercício da opção de entrar ou permanecer no Swap. A Opção de Arrependimento dá o direito à desistência (call back swaption) para o participante que pagar o

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
prêmio.

8. Garantias do Sistema Financeiro Nacional
Veja as questões, responda se as afirmativas estão corretas.
1. FGC é um mecanismo que garante ao correntista, poupador ou investidor, recuperar seus depósitos ou créditos em instituição financeira, em caso de falência ou liquidação da mesma. 2. Créditos são garantidos pelo FGC - Fundo Garantidor de Créditos: • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio; • depósitos em caderneta de poupança; • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB); • letras de câmbio; • letras imobiliárias; e • letras hipotecárias.11

O QUE É GARANTIA?
É a voluntária de um bem específico ou de todo um patrimônio, com o fim de assegurar o retorno de um crédito concedido. São produtos em que o banco se solidariza com o cliente em riscos por este assumido. Para a utilização desses produtos é fundamental a análise do risco.

QUAIS OS TIPOS DE GARANTIAS?
Reais e Pessoais.

O QUE SÃO GARANTIAS REAIS?
São aquelas que recaem sobre bens específicos e destacados do patrimônio do devedor ou garantidor.

QUAL A FINALIDADE DA GARANTIA REAL?
Sob o aspecto econômico, possibilita que o crédito concedido retorne ao credor, neutralizando o receio quanto às possíveis flutuações do patrimônio do devedor. Sob o aspecto jurídico, tem por fim submeter judicialmente a coisa ao poder do credor, Assegurando através da garantia, o êxito no recebimento do crédito.

QUAIS SÃOS A GARANTIAS REAIS USUALMENTE UTILIZADAS?
Hipoteca Alienação Fiduciária e Penhor.

QUEM PODE CONSTITUIR GARANTIA REAL?
O proprietário do bem (que pode ser o próprio devedor ou terceiro)

O QUE PODE SER DADO EM GARANTIA REAL?
Qualquer bem comerciável, seja móvel ou imóvel.

POR QUE BEM COMERCIÁVEL?
Porque o produto de sua veda, determinada judicialmente, servirá para amortizar ou liquidar o débito.

QUAIS OS BENS QUE NÃO PODEM SER DADOS EM GARANTIA?
Todos aqueles gravados com cláusula de inalienabilidade, os bens públicos, ou aqueles sobre os quais recaíam algum ônus.

COMO É FEITA A EXECUÇÃO DE DÍVIDA COM GARANTIA REAL?
A penhora, que é um ato judicial que assegura o pagamento da dívida, recai diretamente
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RESPOSTAS: 1. V 2. V

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
sobre o bem dado em garantia.

O QUE ACONTECE COM O TÍTULO DE GARANTIA REAL QUANDO HÁ CONCURSO DE CREDORES?
Há preferência e prioridade no recebimento do crédito entre os demais credores, só perdendo para os credores especiais (crédito trabalhistas, de ordem tributária).

O QUE SÃO GARANTIAS PESSOAIS?
São aquelas que recaem sobe a generalidade do patrimônio do garantidor, sem a vinculação de um bem específico desse patrimônio.

QUAIS SÃO AS GARANTIAS PESSOAIS?
Aval e Fiança

QUAL É O OBJETIVO DAS GARANTIAS PESSOAIS?
Assegurar o pagamento do débito através dos bens do garantidor, quantos bastem a esse fim.

QUEM PODE CONSTITUIR GARANTIA PESSOAL?
Qualquer pessoa que tenha plena capacidade civil.

COMO É FEITA A EXECUÇÃO DA DÍVIDA COM GARANTIA PESSOAL?
A penhora, que é um ato judicial que assegura o pagamento da dívida, recai sobre quaisquer bens disponíveis do garantidor.

O QUE ACONTECE COM O TITULAR DE GARANTIA PESSOAL QUANDO HÁ CONCURSO DE CREDORES?
Instaurado o concurso de credores o produto da venda de todos os bens disponíveis do garantidor é utilizado para rateio entre os credores.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE GARANTIA REAL E GARANTIA PESSOAL?
Na Garantia Real, o garantidor, que pode ser p próprio devedor ou terceiro, vincula determinado bem de seu patrimônio para assegurar o retorno do crédito concedido. Na Garantia Pessoal, todo o patrimônio disponível do garantidor responde pelo retorno do crédito concedido.

NO CASO DE GARANTIA PESSOAL O GARANTIDOR PODE SE DESFAZER DOS SEUS BENS DURANTE A VIGÊNCIA DA OPERAÇÃO?
Sim. O garantidor tem livre disponibilidade sobre seus bens, podendo vendê-los ou alienálos de qualquer forma.

EXISTE ALGUMA MANEIRA DO CREDOR IMPEDIR QUE O AVALISTA OU FIADOR SE DESFAÇA DE SEUS BENS?
Não, se a operação garantida estiver sendo cumprida adequadamente.

É POSSÍVEL ANULAR UMA VENDA FEITA PELO DEVEDOR/GARANTIDOR SE CONSTATADO QUE O MESMO NÃO FICOU COM BENS SUFICIENTES PARA PAGAR SEUS CREDORES?
Sim, se ficar caracterizada fraude a credores.

O QUE É FRAUDE A CREDOR?
É a constatação de que o devedor, o avalista ou o fiador, após contrair/garantir uma dívida, se desfez propositadamente de seu patrimônio, com a intenção de não responder pelo débito assumido.

AVAL
É uma obrigação, assumida por um banco, a fim de garantir o pagamento de um título de

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
um cliente preferencial.

O QUE É AVAL?
É a garantia pessoal prestada mediante assinatura num título de crédito (e no contrato), pela qual alguém se responsabiliza pelo pagamento de um débito não liquidado pelo devedor principal.

QUEM É O AVALISTA E O AVALIZADO?
Avalista é aquele que garante o pagamento. Avalizado é o devedor principal da obrigação.

NA PRESTAÇÃO DE UM AVAL É NECESSÁRIA A AUTORIZAÇÃO DO CÕNJUGE?
Não. Entretanto, considerando que o avalista responde com seu patrimônio pessoal, no caso de discussão judicial a parte que cabe ao cônjuge não será disponibilizada a favor do credor. EM FUNÇÃO DO AVALISTA CASADO NÃO PRECISAR DA AUTORIZAÇÃO DO CÔNJUGE, ESTE PODE INTERFERIR NA AÇÃO JUDICIAL PARA DEFENDER A SUA PARTE NO PATRIMÔNIO? Se o produto da operação não trouxe benefício ao cônjuge, ainda que indiretamente, este pode defender a metade do patrimônio comum. Essa é a razão de se recomendar o aval do marido e da mulher.

POR QUE SE COLHE A ASSINATURA DO AVALISTA NO CONTRATO?
Para comprovar que o avalista conhece os termos do negócio que deu origem ao título que está avalizando, com todos os encargos e condições pactuadas.

A RESPONSABILIDADE DO AVALISTA É A MESMA DO DEVEDOR PRINCIPAL?
O avalista responde pela obrigação assumida no título de crédito. Contudo, a sua responsabilidade é igual ao do devedor principal, se tiver assinado o contrato que deu origem à dívida na condição de responsável solidário com o devedor principal.

PODE SER AVALIZADA PARTE DO DÉBITO?
Apesar de ser permitido por lei, tal prática não é usual porque reduz a garantia. O AVALISTA PODE INVOCAR EM SUA DEFESA ALEGAÇÕES DO AVALIZADO? Em tese não. A obrigação por aval é autônoma , isto é, vale aquilo que consta do título de crédito que foi avalizado. Na prática, entretanto, a condição de solidariedade estabelecida no contrato, que o avalista também assina, possibilita o questionamento das condições da negociação. NUM TÍTULO AVALIZADO POR DUAS OU MAIS PESSOAS, QUAL A RESPONSABILIDADE DE CADA AVALISTA? Cada avalista responde perante o credor pela totalidade do débito. Não liquidado no vencimento, o credor pode executar qualquer deles ou todos ao mesmo tempo. Se apenas um avalista efetuar o pagamento terá o direito de cobrar a cota parte dos demais.

O AVALISTA PODE SER PROTESTADO?
Não. O avalista pode ser notificado para pagar o débito. O protesto é do título de crédito.

POR QUE NÃO SE RECOMENDA QUE O AVAL SEJA PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA?
Porque a Pessoa Jurídica está sujeita aos efeitos da concordara e da falência. Na ocorrência desses eventos a garantia fica sujeita aos efeitos desses institutos em prejuízo do crédito.

FIANÇA
É a garantia pessoal prestada apenas em Contratos, ou mediante as chamadas “cartas de fiança", em que uma pessoa se obriga a satisfazer a obrigação, caso o devedor não a cumpra.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
QUAIS AS PARTES QUE FIGURAM NA FIANÇA?
Fiador: Aquele que se obriga a cumprir a obrigação caso o devedor não o faça. Afiançado: é o devedor principal da obrigação. Beneficiário: é o credor da fiança.

QUAL A RESPONSABILIDADE DO FIADOR?
A responsabilidade do fiador é aquela estabelecida no contrato ou na carta de fiança, onde o objeto da obrigação deve estar bem definido.

COMO É FORMALIZADA A FIANÇA?
A fiança é formalizada por escrito, mediante instrumento público ou particular.

NO CASO DE FIANÇA PRESTADA POR PESSOA FÍSICA CASADA É NECESSÁRIA A ASSINATURA DO OUTRO CÔNJUGE?
Sim. Para a eficácia da fiança é obrigatória a assinatura do outro cônjuge, independentemente do regime do casamento.

QUEM PODE PRESTAR FIANÇA?
A fiança pode ser prestada por pessoa física ou jurídica. No caso de pessoa jurídica é preciso sempre observar se o contrato social/estatuto autoriza a prestação de fiança.

PODE-SE EXECUTAR O FIADOR SEM ANTES EXECUTAR O DEVEDOR PRINCIPAL?
O fiador acionado judicialmente para pagamento da dívida tem o direito de exigir que sejam executados, em primeiro lugar, os bens do devedor. Por isso é praxe, quando da prestação da fiança, que o fiador expressamente renuncie a esse direito.

O QUE É "BENEFÍCIO DE ORDEM"?
É justamente o direito que o fiador possui, conforme mencionado na questão anterior, de exigir sejam executados, em primeiro lugar, os bens do devedor. Portanto, é condição essencial para a manutenção da garantia que se pretende que o fiador renuncie expressamente ao chamado "benefício de ordem".

O QUE OCORRE QUANDO HÁ RENÚNCIA AO "BENEFÍCIO DE ORDEM" ?
A dívida não paga pode ser exigida imediatamente do fiador. O CONTRATO COM GARANTIA DE FIANÇA PRECISA SER REGISTRADO? Não. Contudo, o registro faz prova da fiança contra terceiros.

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE AVAL E FIANÇA?
O aval é a garantia pessoal prestada num título de crédito (nota promissória, letra de câmbio, duplicata e cheque) e a fiança é garantia pessoal prestada em Contratos ou mediante “carta de fiança". O aval dispensa o consentimento do cônjuge. Já a fiança não tem eficácia sem a assinatura do outro cônjuge. A obrigação do avalista é autônoma, independente da obrigação principal. Enquanto a obrigação do fiador é acessória à obrigação principal; se esta perece, extingue-se a fiança. O avalista não pode invocar o benefício de ordem. O fiador sim, se não tiver a ele renunciado.

É OBRIGATÓRIA A PRESENÇA DE TESTEMUNHAS NOS CONTRATOS?
Nos Contratos realizados através de instrumento particular é indispensável a assinatura de duas testemunhas, para constitui-los instrumentos hábeis à execução judicial da obrigação. Nos Contratos bancários, as assinaturas das testemunhas deverão sempre ser colhidas, sendo importante que essas testemunhas, se colaboradores, não detenham poderes de representação.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
PENHOR MERCANTIL
É a garantia real pela qual o devedor ou terceiro dá ao credor bens para assegurar o pagamento da dívida.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PENHOR E ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
No penhor, a propriedade do bem dado em garantia continua sendo do devedor ou do terceiro que ofereceu a garantia. Na alienação fiduciária, a propriedade fiduciária (não a plena) do bem transfere-se ao credor, ficando o devedor alienante com a posse direta do bem, sendo seu depositário.

QUE BENS PODEM SER OBJETO DE PENHOR?
Bens móveis.

QUAIS OS TIPOS DE PENHOR?
Civil, Mercantil, Rural, Cedular e de Direitos.

O QUE É PENHOR CIVIL?
É aquele que garante obrigação de natureza não comercial e se constitui pela tradição (entrega do bem ao credor) empréstimo pessoal mediante penhor de jóias.

O QUE É PENHOR MERCANTIL?
É aquele destinado a garantir obrigação comercial.

O QUE É PENHOR RURAL?
É aquele constituído para garantir obrigações rurais firmadas com agricultores ou criadores, compreendendo os penhores agrícola e pecuário.

O QUE É PENHOR CEDULAR?
É aquele constituído nas cédulas de crédito para garantir obrigações rurais, comerciais e industriais.

O QUE É PENHOR DE DIREITOS?
É aquele em que são empenhados direitos representados, por exemplo, por títulos de crédito, RDB, CDB, locação e certificado de custódia de ouro, entre outros. O QUE SE ENTENDE POR CAUÇÃO? Caução é uma modalidade de penhor em que são entregues títulos que ficam na posse do credor e este passa a exercer todos os direitos deles decorrentes.

COMO SE CONSTITUI O PENHOR?
Mediante contrato por instrumento público ou particular, ou através de cédula.

O BEM EMPENHADO PODE SER OBJETO DE NOVO PENHOR'?
Não. Os bens oferecidos em garantia de penhor não podem, como regra geral, ser empenhados novamente. Se o devedor, apesar disso, oferecer os bens a um segundo credor, prevalecerá o que tiver registrado o contrato em Cartório de Títulos e Documentos.

SE AMBOS OS CREDORES TIVEREM REGISTRADO O CONTRATO?
Prevalecerá o registro anterior.

E QUANDO SE TRATAR DE PENHOR RURAL?
Em se tratando de penhor rural, pode o devedor independentemente de consentimento do credor, constituir novo penhor rural se o valor dos bens ou dos animais exceder ao da dívida anterior.

ONDE DEVE SER FEITO O REGISTRO DO PENHOR MERCANTIL E DE DIREITOS? 78

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
No Cartório de Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor ou terceiro.

ONDE DEVE SER FEITO O REGISTRO DO PENHOR RURAL E CEDULAR?
O registro do contrato ou cédula de crédito deve ser feito no Cartório de Registro de Imóveis da cidade onde se localizam os bens.

OS BENS DADOS EM GARANTIA DE PENHOR PODEM SER VENDIDOS?
Não, salvo se forem fungíveis, isto é, bens que podem ser substituídos por outros da mesma qualidade, gênero e quantidade, como por exemplo, mercadorias. Entretanto, o garantidor deve ter em estoque a mercadoria empenhada até o vencimento do contrato.

QUAIS AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O DEVEDOR SE OS BENS EMPENHADOS NÃO FOREM ENCONTRADOS PELO CREDOR E SE O CONTRATO NÃO FOR LIQUIDADO NO VENCIMENTO?
O devedor, fiel depositário dos bens empenhados torna-se depositário infiel, sujeito à prisão civil.

E SE OS BENS EMPENHADOS ESTIVEREM EM PODER DE TERCEIROS?
Desde que o credor comprove que aqueles bens em poder de terceiros são os mesmos dados em garantia pelo devedor, a execução dessa garantia prosseguirá normalmente.

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
É a garantia pela qual o devedor transfere ao credor a propriedade de um bem móvel, perfeitamente identificável, permanecendo na posse do mesmo, na qualidade de fiel depositário.

A TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA É DEFINITIVA?
Não. A transferência da propriedade é resolúvel, isto é, uma vez paga a dívida, o modo ajustado, o credor perde o domínio, que apenas lhe foi transferido em garantia.

PODE O CREDOR FIDUCIÁRIO FICAR COM O BEM DADO EM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA, NO CASO DO NÃO PAGAMENTO DA DÍVIDA?
Não. A dívida não sendo paga, a lei impede que o credor fique com o bem para si, devendo o mesmo ser vendido, devolvendo-se ao alienante o que sobrar da venda.

QUEM É O ALIENANTE?
O proprietário do bem, que pode ser o próprio devedor ou um terceiro.

QUE BENS SÃO OBJETO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
Os bens móveis perfeitamente identificáveis, com indicação completa dos dados característicos desses bens e endereço completo do local onde os bens serão mantidos.

COMO SE CONSTITUI A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
Mediante contrato, com cláusulas específicas para esse fim, ou através de outros instrumentos como a cédula de crédito comercial ou industrial.

COMO SE FORMALIZA A ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA NOS CONTRATOS E CÉDULAS?
Através de descrição detalhada dos bens objetos da alienação, com todos os elementos indispensáveis à sua identificação e com cláusulas específicas que estabeleçam, criteriosamente, os termos necessários a à constituição desta garantia.

É NECESSÁRIO O REGISTRO DO CONTRATO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÃRIA?
Sim. O registro do contrato, realizado no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, é necessário para valer contra terceiros, eventuais detentores do bem. Em se tratando de veículo automotor o registro é feito também junto ao Departamento de Trânsito. Não produzirá efeito o registro após a decretação da falência do devedor.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
NOS CASOS DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE VEÍCULOS É SUFICIENTE O REGISTRO DO CONTRATO COMO PROVA DA GARANTIA?
Em se tratando de veículo automotor, além do registro do contrato, a prova se faz pelo Certificado de Registro do Veículo, expedido pelo Departamento de Trânsito.

QUE MEDIDA PODE SER ADOTADA PELO CREDOR NO CASO DE NÃO SEREM CUMPRIDAS PELO DEVEDOR AS OBRIGAÇÕES CONTRAÍDAS O CONTRATO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
Comprovado a inadimplência do devedor, através de notificação cartorária, o credor poderá requerer judicialmente a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente.

COMO SE COMPROVA A INADIMPLÊNCIA DO DEVEDOR, OU SEJA, O NÃO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS?
Prova-se a inadimplência do devedor pelo Protesto do título relativo à operação ou mediante notificação expedida por Cartório de Títulos e Documentos. A adoção de uma destas duas providencias é requisito indispensável para o requerimento judicial da busca e apreensão do bem alienado.

O BEM ALIENADO FIDUCIARIAMENTE PODE SER VENDIDO PELO DEVEDOR?
Não. Como pela alienação fiduciária a propriedade do bem se transfere ao credor, o devedor, como depositário, cumpre a guarda e a conservação do bem, respondendo, no caso de perda, deterioração ou venda não permitida, por sua reposição ou pagamento do valor correspondente, sob pena de estar sujeito a prisão.

COMO PROCEDER SE O DEVEDOR QUISER ENTREGAR VOLUNTARIAMENTE O BEM ALIENADO?
O bem pode ser recebido pelo credor mediante termo de entrega e recebimento. Sendo que o credor deve verificar e descrever o estado em que se encontra o bem, antes de assinar o termo em conjunto com o devedor.

EM CASO DE FALÊNCIA DO DEVEDOR ALIENANTE, O CREDOR PERDE A GARANTIA?
Não. Tendo em vista que a propriedade do bem alienado fiduciariamente é do credor, pode este pedir a restituição do bem em caso de falência do devedor, uma vez que aquele bem não pertence à massa falida.

HIPOTECA
É um direito real de garantia onde um bem, geralmente imóvel, fica vinculado por título registrado à satisfação de certa obrigação.

QUAIS BENS PODEM SER OBJETO DE HIPOTECA?
Bens imóveis e os a eles equiparados por lei: navios e aviões

COMO SE CONSTITUI A HIPOTECA?
Através de escritura pública que deverá ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis, Em se tratando de navios a escritura será registrada na Capitania dos Portos ou no Tribunal Marítimo. No caso de aviões, o registro se faz no D.A.C. - Depto de Aviação Civil. Há ainda, a hipoteca constituída através de cédulas regidas por legislação própria. São as cédulas hipotecárias dos Contratos imobiliários e as Cédulas Rurais Hipotecárias, representativas de créditos rurais.

QUEM PODE CONSTITUIR A HIPOTECA?
O proprietário do bem.

HÁ NECESSIDADE DA ASSINATURA DO CÔNJUGE DO OUTORGANTE HIPOTECÁRIO? 80

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Sim, pois sempre é necessária assinatura do casal, seja qual for o regime de bens.

POR QUE É PRECISO REGISTRAR A HIPOTECA?
Porque somente após o registro imobiliário (conforme exemplos já citados) é que o direito real da garantia hipotecária estará constituído. Portanto, é obrigatório o registro da hipoteca, sob pena de não gerar efeito algum contra terceiros.

PODE SER CONSTITUÍDA MAIS DE UMA HIPOTECA SOBRE O MESMO IMÓVEL?
Sim. Poderá haver pluralidade de hipotecas sobre o mesmo imóvel estabelecendo-se, dessa forca, hipotecas de 1º Grau, 2º Grau, 3º Grau e assim sucessivamente.

SE A HIPOTECA DE 1º GRAU JÁ ESTIVER REGISTRADA E SE O CREDOR DO 2º GRAU FOR O MESMO É PRECISO REGISTRAR NOVA HIPOTECA?
Sim, já que sempre será necessário o registro da hipoteca independentemente de ser o mesmo credor.

É VÁLIDO O REGISTRO DE UM HIPOTECA APÓS A DECLARAÇÃO DE FALÊNCIA DO DEVEDOR?
Não, salvo se antes já se encontrava prenotada junto ao Cartório de Registro competente. Prenotação é um registro prévio efetuado quando da entrada do título no Cartório de Registro, a fim de que seja assegurada a preferência de quem primeiro apresentou esse título.

QUAL A POSIÇÃO DO CREDOR HIPOTECÁRIO DE 2º GRAU?
O credor de segunda hipoteca, embora vencido o seu crédito, não pode executar o imóvel antes de vencida a primeira operação. Na realidade, ele tem como garantia a parcela do valor do imóvel que restar depois de paga a primeira. E, assim, a 3ª hipoteca em relação à 2ª, a 4ª em relação a, etc.

PODE O CREDOR DA HIPOTECA EM 2º GRAU QUITAR O CRÉDITO DAQUELE QUE DETÉM O 1º GRAU?
O credor de 2º grau pode quitar o débito da hipoteca anterior amigavelmente ou judicialmente.

O IMÓVEL HIPOTECADO PODE SER VENDIDO?
Sim. Porém, se ficar estipulado na escritura de hipoteca que o imóvel só poderá ser vendido com autorização expressa do credor, a venda sem essa autorização poderá causar a rescisão contratual por descumprimento do ajuste.

DEVEM SER RECEBIDOS, EM GARANTIA, IMÓVEIS DE PROPRIEDADE DE PESSOA JURÍDICA?
Sempre que possível, devem ser recebidos, em garantia hipotecária imóvel de propriedade de pessoa física. Afinal a pessoa jurídica está sujeita a falência e, nesta hipótese existem créditos com melhor preferência, como trabalhistas, fiscais, etc., que podem inviabilizar o recebimento da dívida.

O VENCIMENTO DE UMA HIPOTECA PODE SER PRORROGADO?
Sim. A forma prorrogação (mediante averbação junto ao Cartório de Registro ou através de escritura pública para posterior registro) deve ser analisada por um advogado, para se evitar que ato possa trazer prejuízo à garantia constituída.

FIANÇAS BANCÁRIAS
É um contrato em que o banco (que atua neste caso como fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu cliente (neste caso o afiançado). Por tratar-se de garantia, e não de empréstimo, não está sujeita ao IOF. A fiança é normalmente baixada: • quando do término do prazo de validade da Carta de Fiança, desde que

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
assegurado o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes; • mediante devolução da Carta de Fiança; • mediante a entrega, ao banco, da declaração do credor (beneficiário), liberando a garantia prestada. As cartas de fiança concedidas devem ser sempre por prazo determinado, não podendo exceder a 12 meses (nas concorrências públicas, o prazo é de 6 meses). O Banco Central autoriza a outorga de carta de fiança nas seguintes situações: • participações em concorrências públicas ou particulares, licitações, tomadas de preços; • contratos de construção civil; • contratos de execução de obras; • contrato de execução de obras adjudicadas por meio de concorrências públicas ou particulares; • contratos de integralização de capitais (pessoas jurídicas); • contratos de prestação de serviços em empreitadas; • contratos de prestação de serviços em geral; • contratos de fornecimento de mercadorias, máquinas, materiais, matéria-prima, etc ... ; • adiantamentos relativos a contratos de prestação de serviços, ou simplesmente adiantamentos, ou sinais (importâncias entregues antecipadamente por conta de serviços ou outros) conforme condições expressas em ordens de compra, pedidos de mercadoria ou assemelhados; • aquisição ou compra de mercadorias, • produtos, matérias-primas, no País, até determinado valor, garantindo praticamente um limite de crédito para compras, em um determinado valor e num determinado período; • compra específica de mercadorias, produtos, máquinas, equipamentos, matérias-primas (no País ou no exterior), comprovada através de cópias de pedidos, ordens de compra, contratos, faturas pró-forma, guia de importação; • liberação de veículos e outros bens móveis, vinculados a contratos por alienação fiduciária, convênio, caução, penhor mercantil ou hipoteca; • isenção de tributos junto à alfândega, para permanência temporária de máquinas, equipamentos, etc (prazo indeterminado, sujeito a multa, juros e correção monetária); • liberação de máquinas, equipamentos e mercadorias retidos nas alfândegas e outros órgãos públicos (prazo indeterminado sujeito a multa, juros e correção monetária); • obtenção de liminar resultante de mandado de segurança destinado a sustar cobrança de impostos, taxas (prazo indeterminado sujeito a multa, juros e correção monetária; • interposição de recursos em processos administrativos judiciais (prazo indeterminado, sujeito a correção monetária); • pagamentos de débitos fiscais, previdenciários, trabalhistas ou seu parcelamento (prazo indeterminado, sujeito a correção monetária); • operações ligadas ao comércio exterior; • outras formas de cumprimento de obrigações não vedadas pelo Banco Central. O Banco Central veda a outorga de carta de fiança nas seguintes situações: • que possam, direta ou indiretamente, ensejar aos favorecidos a obtenção de empréstimos em geral, ou o levantamento de recursos junto ao público, ou que assegurem o pagamento e obrigações decorrentes da aquisição de bens e serviços • que não tenham perfeita caracterização ao valor em moeda nacional e vencimento definido, exceto para garantir interposição de recursos fiscais ou que sejam garantias prestadas para produzir efeitos perante órgãos fiscais ou entidades por elas controladas,

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
cuja delimitação de prazo seja impraticável; • em moeda estrangeira ou que envolva risco de variação de taxas de câmbio, exceto quando se tratar de operações ligadas ao comércio exterior; • vinculadas, por qualquer forma, à aquisição de terrenos que não se destinem ao uso próprio ou que se destinem à execução de empreendimentos ou unidades habitacionais • a diretoria do banco e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges; • aos parentes até o segundo grau das pessoas a que se refere a alínea anterior; • as pessoas físicas ou jurídicas que participem do capital do banco, com mais e 10%, salvo autorização específica do BC, em cada caso, quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias, em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional, em caráter geral; e • as pessoas jurídicas, de cujo capital participem com mais de 10%, quaisquer os diretores ou administradores da própria instituição financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o segundo grau. Se a afiançada não cumprir com as obrigações e o banco louvar a fiança concedida, o débito daí resultante passa a ser uma operação de crédito sujeita ao IOF.

FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO (FGC)
O FGC foi constituído sob a forma de instituição privada, sem fins lucrativos, criado pelas instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimos. Seu objetivo é oferecer garantia de crédito para os clientes das instituições que dele participam caso seja decretado intervenção, liquidação extrajudicial ou falência. Até 1995, o Banco Central não possuía um firme mecanismo de ação preventiva visando à recuperação das instituições financeiras diante de situações e que, ao mesmo tempo protegessem os clientes de perdas decorrentes de alguns distúrbios no sistema. Os mecanismos usados para sanear as instituições eram de pouca eficiência, pois dependiam das próprias sociedades interessadas. O Bacen não dispunha de poderes suficientes com os quais pudesse efetivar o afastamento de administradores, a alienação de controle, a reorganização da empresa ou exigir medidas de capitalização. Para preencher a lacuna existente, foi criado um mecanismo com objetivo de proteger os titulares de créditos perante instituições financeiras, sob a forma de Fundo Garantidor de Créditos. O Fundo Garantidor é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, em caso de falência ou de sua liquidação. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC. As seguintes modalidades financeiras são objeto da garantia proporcionada pelo FGC: depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio, depósitos em caderneta de poupança, depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB), letras de câmbio, letras imobiliárias e letras hipotecárias. O valor máximo, por instituição, é de R$ 20.000,00 por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação, mas não garante investimento em fundos. O patrimônio dos bancos não se confunde com o patrimônio dos fundos de investimento financeiro que eles administram. No caso de conjuntas com CPF diferente, haverá o direito de indenização por titular, entretanto um casal com o mesmo CPF e contas distintas somente terá direito a uma indenização. Participam do FGC as instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo responsáveis pelos créditos garantidos, com exclusão das cooperativas de crédito. As empresas vinculadas contribuem com 0,025% do montante mensalmente escriturado relativo aos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Crime de lavagem de dinheiro Conceito
Consoante leciona Luiz Flávio Gomes (1998:229), o Ministro Evandro Lins e Silva, presidente da Comissão de Reforma do Código Penal Brasileiro, trabalhava com a seguinte definição de lavagem de dinheiro: prestar qualquer serviço financeiro destinado a encobrir a real origem de dinheiro, de qualquer outro bem ou valor. A conceituação trazida pela lei, contudo, é vaga, já que, por meio dela, pode-se chegar, por exemplo, à seguinte definição: “qualquer ato praticado por organização criminosa”. Nota-se que tal dispositivo se caracteriza como tipo penal despido de conceito, vazio de conteúdo jurídico, daí advindo, na ótica de Jairo Saddi (1998:26), alguns problemas: a) estrutural: como não se trata de crime tipicamente conceituado, mas acessório, sua estrutura depende da análise dos crimes antecedentes. Aqui vale mencionar que o rol desses crimes antecedentes, na legislação brasileira, segue a 2ª geração. Eis o critério de classificação utilizado: o rol denominado de 1ª geração aponta apenas o tráfico ilícito de entorpecentes como crime antecedente; o de 2ª geração, por sua vez, é mais amplo, abrangendo outras condutas criminosas, enumerando-as, contudo, exaustivamente na norma (numerus clausus); finalmente, o rol de 3ª geração admite qualquer delito como crime antecedente da lavagem de dinheiro. b) funcional: em face do princípio da reserva legal, há a necessidade de identificação do bem jurídico protegido. Há, todavia, pluralidade de bens, chamados, por isso, de complexos. Distinguem-se dos simples, que se referem a um único bem protegido, e dos de perigo, os quais abarcam a probabilidade de lesão. Bem jurídico protegido Em profundo estudo em torno do bem jurídico que seria protegido pela legislação criminalizadora da lavagem de capitais, Roberto Podval (1998:221) chega às seguintes conclusões, simplificadamente escritas e com destaques não originais: a) ordem sócio-econômica NÃO é bem jurídico, mas esfera da vida coletiva apta a merecer tutela penal através da proteção dos valores que a compõem; b) nem sempre a lavagem de dinheiro fere a ordem sócio-econômica, pois há crime, ainda que o resultado, para tal ordem, seja positivo; c) a circulação dos bens no mercado também não pode ser o bem tutelado, pois dependeria de análise futurista sobre eventual abalo econômico gerado pela lavagem; d) o crime de lavagem de dinheiro difere do da receptação, porque, na lavagem, nem sempre há interesse patrimonial, caracterizando-se, antes, como um plus à receptação; e) BEM TUTELADO: ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA. Afinal, os autores da lavagem, visando proteger os responsáveis pelo crime antecedente, acabam obstruindo a justiça, impossibilitando a punição dos culpados. Aqui importa trazer à baila a questionada distinção, em termos político-criminais entre dinheiro sujo, advindo de ilícitos penais, e dinheiro negro, oriundo da sonegação fiscal, da economia paralela, o qual não foi abarcado pela Lei nº 9.613, de 03 de março de 1998.

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
No II Congresso da Associação Brasileira de Direito Tributário, realizado em 1998, concluiu-se que as sanções e os procedimentos previstos na Lei nº 9.613/98, não se aplicam ao crime de sonegação fiscal, consoante menciona a professora Misabel Abreu Machado Derzi (2000:216). Elemento subjetivo do tipo: o dolo Nas lições de William Terra de Oliveira (1998:120), trata-se da potencial consciência de que se está ocultando dinheiro ou bens provenientes dos crimes elencados. O autor deve saber ou, ao menos, admitir – teoria da representação – que pratica ou concorre para a lavagem de dinheiro. Enquanto elemento subjetivo do tipo, o dolo pode ser direto ou eventual, atingindo, por exemplo, um diretor de instituição financeira que deixa de comunicar operação típica de lavagem de capitais. Afinal, ele ocupa a posição de garante em evitar o resultado. André Luís Callegari (2002:507), ao mergulhar no estudo do erro de tipo no crime de lavagem de dinheiro, constata que, como tal consciência é elemento normativo do tipo, se o sujeito desconhece ou ignora que o dinheiro ou bem procede de um dos delitos enumerados como crimes antecedentes, atuará em erro de tipo (impunidade), sendo irrelevantes a culpabilidade ou a punibilidade.

Etapas
Em quase todos os trabalhos pesquisados sobre o tema, as fases do delito da lavagem de dinheiro são elencadas e descritas de forma semelhante. Eis uma visão esquemática sobre o usual desdobramento do delito: 1ª etapa – colocação do dinheiro ou bens no mercado, ocultando a origem mediante depósito bancário, compra de bem etc.; 2ª etapa – superposição de transações por meio da rede bancária, de bolsa de valores ou investimentos etc., visando distanciar o dinheiro de sua origem; 3ª etapa – reversão ao mercado: lícito: imóveis, ouro, ações, jóias etc.; ilícito: financiamento de novos delitos. A expansão desse crime tem sido facilitada pela trans-nacionalização ou globalização da economia e das organizações criminosas, bem como pelo avanço tecnológico, que viabiliza transações internacionais on line. Além disso, entidades dos cerca de 80 paraísos fiscais promovem a lavagem e dela participam. Marcelo Bautlouni Mendroni (2001:482) aponta técnicas utilizadas pelos criminosos com vistas à ocultação do dinheiro sujo, algumas das quais ora se enumera: a) empresas fictícias – inexistem fisicamente, movimentando, contudo, dinheiro em nome próprio; b) vendas fraudulentas de imóveis – declara-se, no contrato de compra e venda, valor inferior ao efetivamente pago pelo imóvel, o qual, ao ser novamente lançado no mercado, no preço real, torna aparentemente lícita a origem da diferença; c) empresas de fachada – existe, tanto fisicamente, quanto no papel, participando, ao menos aparentemente, de atividade lícita, porém utilizado como instrumento de lavagem;

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
d) mescla – mistura de capital ilícito com lícito, apresentando-se ambas as receitas como advindas de atividade lícita da empresa; e) estruturação – divisão do montante em pequenas fatias não fiscalizáveis; f) contrabando de dinheiro – transporte físico do dinheiro para outro país, desligando-o da origem ilícita quando da aplicação em banco estrangeiro. No Brasil, o “vídeo-bingo” tem sido a técnica predileta do narcotráfico. Em depoimento mencionado por Juarez Cirino dos Santos, Lillo Lauricela, preso pela Divisão Antimáfia da Itália, afirmou que a abertura de bingos eletrônicos no Brasil despertou o interesse de empresários europeus e da máfia italiana para a venda de máquinas e para a lavagem do dinheiro advindo da comercialização da cocaína. Alguns aspectos processuais competência Ângelo Roberto Ilha da Silva (2001:308), em estudo pormenorizado sobre a matéria, aponta as seguintes conclusões, baseadas no próprio texto normativo: a competência para processar e julgar o crime da lavagem de dinheiro é da Justiça Federal quando os bens jurídicos atingidos forem aqueles expressos no art. 2º, III, a (sistema financeiro, ordem econômico-financeira, bens serviços ou interesses da União Federal, entidades autárquicas ou empresas públicas federais) ou quando a Justiça Federal for competente para o processamento do crime antecedente; à Justiça Estadual, cabe, por sua vez, a competência residual. procedimento Em relação ao procedimento, que é o comum para os crimes punidos com reclusão, do juiz singular, lamenta-se a não previsão da defesa preliminar. Ressalte-se que parte respeitável da doutrina pátria tem apregoado a adoção da defesa preliminar em todos os tipos de delito. denúncia Conforme disposto na lei em comento, a denúncia deve ser instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente. Propõe-se a necessidade de efetiva observância aos seguintes desdobramentos: indícios – trata-se da real probabilidade de ocorrência de um fato delituoso. Não se restringem, assim, a meras suspeitas, mas ao convencimento do órgão acusatório; existência do crime antecedente – refere-se ao suporte probatório da prática do crime (tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade, afastada esta pela 2ª parte do §1º do art. 2º da norma em tela), não se contentando com a materialidade, apenas; justa causa – figura como instrumento de tutela da dignidade, uma vez que esta já é atingida pela mera instauração do processo. A verificação desta deve fundamentar o oferecimento da denúncia ou o arquivamento do inquérito e, na primeira hipótese, o recebimento ou a rejeição da denúncia pelo órgão julgador. inconstitucionalidades

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Da análise da Lei nº 9.613/98, vislumbram-se diversos pontos controvertidos que, pretendendo tornar a sanção mais severa, terminam por suprimir direitos fundamentais, ou mesmo por criar distorções de difícil aplicabilidade. Segundo Luiz Flávio Gomes (1998:226), “É um erro lamentável tentar conter a criminalidade com o corte de direito e garantias fundamentais.”. Como esclarecido na introdução, este trabalho não visa esgotar o tema ou propor grandes novidades, mas também busca evitar as repetições encontradas na maior parte dos trabalhos sobre o assunto, de forma que ora se selecionam apenas alguns dos deslizes da legislação frente à Constituição Federal: proibição de fiança – aqui aparece, de plano, lapso do legislador. Afinal, quando for o caso, o acusado há de ser solto, independentemente de fiança, de forma que, visando tornar mais rígido o procedimento, o legislador retirou a possibilidade de prestação de fiança em um crime de tão estreita vinculação com o capital, no qual caberia exigência de alto valor; proibição de liberdade provisória – na realidade, aqui se trava um embate entre o Legislativo e o Judiciário, porque aquele, tentando majorar o jugo sobre os praticantes de determinados delitos, termina por usurpar a função jurisdicional, à qual cabe, privativa e fundamentadamente, decretar a prisão, ressalvado o flagrante. Assim, afigura-se inconstitucional a imposição de prisão pelo Legislativo, ao qual incumbe apenas estatuir os critérios abstratos; inaplicabilidade do art. 366 do CPP (suspensão do processo decorrente da citação por edital) – contradição com art. 4º § 3º. Luiz Flávio Gomes (1998:226), citando Ferrajoli, entende que o art. 2º, §2º possui vigência, mas não validez, notadamente porque o direito de ser noticiado da acusação integra a ampla defesa; inversão do ônus da prova em relação à licitude dos bens que foram objeto de apreensão e ao seqüestro – aparentemente, tal dispositivo (art. 4º, §2º) figura como atentatório ao princípio da presunção de inocência. Todavia, à luz das calorosas discussões sobre a referida norma, conclui-se, em interpretação conforme a Constituição Federal, que a inversão restringe-se ao momento anterior à sentença. Ora, essa interpretação merece guarida, principalmente quando se leva em conta que a própria lei já determina o destino dos bens quando da prolação da sentença: se condenatória, perdem-se os bens em favor da União Federal; se absolutória, aqueles são liberados, já não mais fazendo sentido qualquer prova em torno da licitude ou não dos mesmos. Assim, considerando que a medida constritiva tem por base indícios suficientes do cometimento do delito, o denunciado, caso deseje ver seus bens liberados antecipadamente, deve provar a licitude de sua origem, em verdadeira contra-cautela.

LEI Nº 9.613, DE 3 DE MARÇO DE 1998.
Dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Dos Crimes de "Lavagem" ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu

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I - de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; II – de terrorismo e seu financiamento; (Redação dada pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003) III - de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção; IV - de extorsão mediante seqüestro; V - contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou omissão de atos administrativos; VI - contra o sistema financeiro nacional; VII - praticado por organização criminosa. VIII – praticado por particular contra a administração pública estrangeira (arts. 337-B, 337-C e 337-D do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal). (Inciso incluído pela Lei nº 10.467, de 11.6.2002) Pena: reclusão de três a dez anos e multa. § 1º Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo: I - os converte em ativos lícitos; II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere; III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. § 2º Incorre, ainda, na mesma pena quem: I - utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores que sabe serem provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo; II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. § 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art. 14 do Código Penal. § 4º A pena será aumentada de um a dois terços, nos casos previstos nos incisos I a VI do caput deste artigo, se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. § 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. CAPÍTULO II Disposições Processuais Especiais Art. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: I – obedecem às disposições relativas ao procedimento comum dos crimes punidos com reclusão, da competência do juiz singular; II - independem do processo e julgamento dos crimes antecedentes referidos no artigo anterior, ainda que praticados em outro país; III - são da competência da Justiça Federal: a) quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas; b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal.

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§ 1º A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. § 2º No processo por crime previsto nesta Lei, não se aplica o disposto no art. 366 do Código de Processo Penal. Art. 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e, em caso de sentença condenatória, o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. Art. 4º O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, ou representação da autoridade policial, ouvido o Ministério Público em vinte e quatro horas, havendo indícios suficientes, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão ou o seqüestro de bens, direitos ou valores do acusado, ou existentes em seu nome, objeto dos crimes previstos nesta Lei, procedendo-se na forma dos arts. 125 a 144 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 Código de Processo Penal. § 1º As medidas assecuratórias previstas neste artigo serão levantadas se a ação penal não for iniciada no prazo de cento e vinte dias, contados da data em que ficar concluída a diligência. § 2º O juiz determinará a liberação dos bens, direitos e valores apreendidos ou seqüestrados quando comprovada a licitude de sua origem. § 3º Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores, nos casos do art. 366 do Código de Processo Penal. § 4º A ordem de prisão de pessoas ou da apreensão ou seqüestro de bens, direitos ou valores, poderá ser suspensa pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações. Art. 5º Quando as circunstâncias o aconselharem, o juiz, ouvido o Ministério Público, nomeará pessoa qualificada para a administração dos bens, direitos ou valores apreendidos ou seqüestrados, mediante termo de compromisso. Art. 6º O administrador dos bens: I - fará jus a uma remuneração, fixada pelo juiz, que será satisfeita com o produto dos bens objeto da administração; II - prestará, por determinação judicial, informações periódicas da situação dos bens sob sua administração, bem como explicações e detalhamentos sobre investimentos e reinvestimentos realizados. Parágrafo único. Os atos relativos à administração dos bens apreendidos ou seqüestrados serão levados ao conhecimento do Ministério Público, que requererá o que entender cabível. CAPÍTULO III Dos Efeitos da Condenação Art. 7º São efeitos da condenação, além dos previstos no Código Penal: I - a perda, em favor da União, dos bens, direitos e valores objeto de crime previsto nesta Lei, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé; II - a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º, pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. CAPÍTULO IV Dos Bens, Direitos ou Valores Oriundos de Crimes Praticados no Estrangeiro Art. 8º O juiz determinará, na hipótese de existência de tratado ou convenção internacional e por solicitação de autoridade estrangeira competente, a apreensão ou o seqüestro de bens, direitos ou valores oriundos de crimes descritos no art. 1º, praticados no estrangeiro.

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§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo, independentemente de tratado ou convenção internacional, quando o governo do país da autoridade solicitante prometer reciprocidade ao Brasil. § 2º Na falta de tratado ou convenção, os bens, direitos ou valores apreendidos ou seqüestrados por solicitação de autoridade estrangeira competente ou os recursos provenientes da sua alienação serão repartidos entre o Estado requerente e o Brasil, na proporção de metade, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé. CAPÍTULO V Das Pessoas Sujeitas À Lei Art. 9º Sujeitam-se às obrigações referidas nos arts. 10 e 11 as pessoas jurídicas que tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não: I - a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira; II – a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial; III - a custódia, emissão, distribuição, liqüidação, negociação, intermediação ou administração de títulos ou valores mobiliários. Parágrafo único. Sujeitam-se às mesmas obrigações: I - as bolsas de valores e bolsas de mercadorias ou futuros; II - as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complementar ou de capitalização; III - as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem como as administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços; IV - as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ou qualquer outro meio eletrônico, magnético ou equivalente, que permita a transferência de fundos; V - as empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring); VI - as sociedades que efetuem distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis, imóveis, mercadorias, serviços, ou, ainda, concedam descontos na sua aquisição, mediante sorteio ou método assemelhado; VII - as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das atividades listadas neste artigo, ainda que de forma eventual; VIII - as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos mercados financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros; IX - as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no Brasil como agentes, dirigentes, procuradoras, comissionárias ou por qualquer forma representem interesses de ente estrangeiro que exerça qualquer das atividades referidas neste artigo; X - as pessoas jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis; XI - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem jóias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e antigüidades. XII – as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de luxo ou de alto valor ou exerçam atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie. (Incluído pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003) CAPÍTULO VI Da Identificação dos Clientes e Manutenção de Registros Art. 10. As pessoas referidas no art. 9º:

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I - identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes; II - manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta expedidas; III - deverão atender, no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo Conselho criado pelo art. 14, que se processarão em segredo de justiça. § 1º Na hipótese de o cliente constituir-se em pessoa jurídica, a identificação referida no inciso I deste artigo deverá abranger as pessoas físicas autorizadas a representá-la, bem como seus proprietários. § 2º Os cadastros e registros referidos nos incisos I e II deste artigo deverão ser conservados durante o período mínimo de cinco anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo este que poderá ser ampliado pela autoridade competente. § 3º O registro referido no inciso II deste artigo será efetuado também quando a pessoa física ou jurídica, seus entes ligados, houver realizado, em um mesmo mês-calendário, operações com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo que, em seu conjunto, ultrapassem o limite fixado pela autoridade competente. Art. 10A. O Banco Central manterá registro centralizado formando o cadastro geral de correntistas e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores. (Incluído pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003) CAPÍTULO VII Da Comunicação de Operações Financeiras Art. 11. As pessoas referidas no art. 9º: I - dispensarão especial atenção às operações que, nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes, possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com eles relacionar-se; II - deverão comunicar, abstendo-se de dar aos clientes ciência de tal ato, no prazo de vinte e quatro horas, às autoridades competentes: a) todas as transações constantes do inciso II do art. 10 que ultrapassarem limite fixado, para esse fim, pela mesma autoridade e na forma e condições por ela estabelecidas, devendo ser juntada a identificação a que se refere o inciso I do mesmo artigo; (Redação dada pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003) b) a proposta ou a realização de transação prevista no inciso I deste artigo. § 1º As autoridades competentes, nas instruções referidas no inciso I deste artigo, elaborarão relação de operações que, por suas características, no que se refere às partes envolvidas, valores, forma de realização, instrumentos utilizados, ou pela falta de fundamento econômico ou legal, possam configurar a hipótese nele prevista. § 2º As comunicações de boa-fé, feitas na forma prevista neste artigo, não acarretarão responsabilidade civil ou administrativa. § 3º As pessoas para as quais não exista órgão próprio fiscalizador ou regulador farão as comunicações mencionadas neste artigo ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras COAF e na forma por ele estabelecida. CAPÍTULO VIII Da Responsabilidade Administrativa Art. 12. Às pessoas referidas no art. 9º, bem como aos administradores das pessoas jurídicas, que deixem de cumprir as obrigações previstas nos arts. 10 e 11 serão aplicadas, cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes sanções: I - advertência;

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II - multa pecuniária variável, de um por cento até o dobro do valor da operação, ou até duzentos por cento do lucro obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação, ou, ainda, multa de até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais); III - inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de administrador das pessoas jurídicas referidas no art. 9º; IV - cassação da autorização para operação ou funcionamento. § 1º A pena de advertência será aplicada por irregularidade no cumprimento das instruções referidas nos incisos I e II do art. 10. § 2º A multa será aplicada sempre que as pessoas referidas no art. 9º, por negligência ou dolo: I – deixarem de sanar as irregularidades objeto de advertência, no prazo assinalado pela autoridade competente; II – não realizarem a identificação ou o registro previstos nos incisos I e II do art. 10; III - deixarem de atender, no prazo, a requisição formulada nos termos do inciso III do art. 10; IV - descumprirem a vedação ou deixarem de fazer a comunicação a que se refere o art. 11. § 3º A inabilitação temporária será aplicada quando forem verificadas infrações graves quanto ao cumprimento das obrigações constantes desta Lei ou quando ocorrer reincidência específica, devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com multa. § 4º A cassação da autorização será aplicada nos casos de reincidência específica de infrações anteriormente punidas com a pena prevista no inciso III do caput deste artigo. Art. 13. O procedimento para a aplicação das sanções previstas neste Capítulo será regulado por decreto, assegurados o contraditório e a ampla defesa. CAPÍTULO IX Do Conselho de Controle de Atividades Financeiras Art. 14. É criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas nesta Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades. § 1º As instruções referidas no art. 10 destinadas às pessoas mencionadas no art. 9º, para as quais não exista órgão próprio fiscalizador ou regulador, serão expedidas pelo COAF, competindo-lhe, para esses casos, a definição das pessoas abrangidas e a aplicação das sanções enumeradas no art. 12. § 2º O COAF deverá, ainda, coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores. § 3o O COAF poderá requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais bancárias e financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas. (Incluído pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003) Art. 15. O COAF comunicará às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis, quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei, de fundados indícios de sua prática, ou de qualquer outro ilícito. Art. 16. O COAF será composto por servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida competência, designados em ato do Ministro de Estado da Fazenda, dentre os integrantes do quadro de pessoal efetivo do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários, da Superintendência de Seguros Privados, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria da Receita Federal, de órgão de inteligência do Poder Executivo, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores e da Controladoria-Geral da União, atendendo, nesses quatro últimos casos, à indicação dos respectivos Ministros de Estado. (Redação dada pela Lei nº 10.683, de 28.5.2003)

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§ 1º O Presidente do Conselho será nomeado pelo Presidente da República, por indicação do Ministro de Estado da Fazenda. § 2º Das decisões do COAF relativas às aplicações de penas administrativas caberá recurso ao Ministro de Estado da Fazenda. Art. 17. O COAF terá organização e funcionamento definidos em estatuto aprovado por decreto do Poder Executivo. Art. 18. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 3 de março de 1998; 177º da Independência e 110º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Iris Rezende Luiz Felipe Lampreia Pedro Malan

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CIRCULAR 2.852/98

Dispõe sobre os procedimentos a serem adotados na prevenção e combate as atividades relacionadas com os crimes previstos na Lei n. 9.613, de 03.03.1998. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 02.12.1998, com base nos arts. 10 e 11 da Lei n. 9.613, de 03.03.1998,

D E C I D I U: Art. 1. As instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil estão obrigadas a: I - manter atualizadas as informações cadastrais dos respectivos clientes, observadas, quando for o caso, as exigências e responsabilidades definidas na Resolução n. 2.025, de 24.11.1993, e modificações posteriores; II - manter controles e registros internos consolidados que permitam verificar, alem da adequada identificação do cliente, a compatibilidade entre as correspondentes movimentações de recursos, atividade econômica e capacidade financeira; III - manter registro, na forma a ser estabelecida pelo Banco Central do Brasil, de operações envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro. Parágrafo 1. Alem das instituições e entidades referidas no "caput", sujeitam-se as disposições desta Circular: I - as administradoras de consórcios; II - as pessoas credenciadas ou autorizadas, pelo Banco Central do Brasil, a operar no "Mercado de Cambio de Taxas Flutuantes", ai incluídas as entidades ou sociedades emissoras de cartão de credito de validade internacional, as agencias de turismo e os meios de hospedagem de turismo; III - as agencias, filiais ou sucursais e os representantes de instituições financeiras sediadas no exterior instaladas no País. Parágrafo 2. Na hipótese de o cliente constituir-se em pessoa jurídica, as informações cadastrais referidas no inciso I do "caput" deverão abranger as pessoas físicas autorizadas a representála, bem como seus controladores. Parágrafo 3. Independentemente do estabelecido no inciso III do "caput", deverão ser registradas: I - as operações que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o limite estabelecido no art. 4., inciso I; II - as operações cujo titular de conta corrente apresente créditos ou débitos que, por sua habitualidade, valor e forma, configurem artifício que objetive burlar os mecanismos de identificação de que se trata.

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Art. 2. Alem das providencias estabelecidas no art. 1., as pessoas ali mencionadas devem dispensar especial atenção as operações ou propostas cujas características, no que se refere as partes envolvidas, valores, formas de realização e instrumentos utilizados, ou que, pela falta de fundamento econômico ou legal, possam indicar a existência de crime, conforme previsto na Lei n. 9.613, de 03.03.1998, ou com ele relacionar-se. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, os Departamentos de Cambio (DECAM), de Fiscalização (DEFIS) e de Normas do Sistema Financeiro (DENOR) divulgarão normativo descrevendo operações e situações que possam configurar indicio de ocorrência dos crimes previstos na mencionada Lei. Art. 3. Os cadastros e registros referidos no art. 1. devem ser mantidos e conservados durante o período mínimo de 5 (cinco) anos contados a partir do primeiro dia do ano seguinte ao do encerramento das contas correntes ou da conclusão das operações. Art. 4. Deverão ser comunicadas ao Banco Central do Brasil, na forma que vier a ser determinada, quando verificadas as características descritas no art. 2.: I - as operações de que trata o art. 1., inciso III, cujo valor seja igual ou superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais); II - as operações de que trata o art. 1., Parágrafo 3., inciso I; III - as operações referidas no art. 2., bem como propostas no sentido de sua realização. Parágrafo 1. A comunicação referida neste artigo devera ser efetuada sem que seja dada ciência aos envolvidos. Parágrafo 2. As comunicações de boa-fé, conforme previsto no art. 11, Parágrafo 2., da Lei n. 9.613/98, não acarretarão responsabilidade civil ou administrativa as instituições e entidades mencionadas no art. 1., seus controladores, administradores e empregados. Art. 5. As instituições e entidades mencionadas no art. 1. devem desenvolver e implementar procedimentos internos de controle para detectar operações que caracterizem indício de ocorrência dos crimes previstos na mencionada Lei n. 9.613/98, promovendo treinamento adequado para seus empregados. Art. 6. As instituições e entidades mencionadas no art. 1., bem como a seus administradores e empregados, que deixarem de cumprir as obrigações estabelecidas nesta Circular serão aplicadas, cumulativamente ou não, pelo Banco Central do Brasil, as sanções previstas no art. 12 da mencionada Lei n. 9.613/98, na forma prevista no Decreto n. 2.799, de 08.10.1998. Art. 7. As instituições e entidades mencionadas no art. 1. deverão indicar ao Banco Central do Brasil diretor ou gerente, conforme o caso, responsável pela incumbência de implementar e acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas nesta Circular, bem como promover as comunicações de que trata o art. 4.. Art. 8. Esta Circular entra em vigor na data da sua publicação, produzindo efeitos a partir de 01.03.1999, quando ficara revogada a Circular n. 2.207, de 30.07.1992. Brasília, 3 de dezembro de 1998 Gustavo H. B. Franco Presidente

CIRCULAR 3.339/06

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Dispõe acerca dos procedimentos a serem observados pelos bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito e associações de poupança e empréstimo para o acompanhamento das movimentações financeiras de pessoas politicamente expostas. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 19 de dezembro de 2006, com base no disposto nos arts.10, inciso IX, e 11, inciso VII, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e nos arts. 10 e 11 da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, tendo em vista o disposto no art. 52 da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, cujo cumprimento e execução no Brasil foram determinados pelo Decreto nº 5.687, de 31 de janeiro de 2006, e a Deliberação Coremec nº 2, de 1º de dezembro de 2006, D E C I D I U: Art. 1º Adicionalmente aos procedimentos estabelecidos na Circular nº 2.852, de 3 de dezembro de 1998, os bancos múltiplos, os bancos comerciais, as caixas econômicas, as cooperativas de crédito e as associações de poupança e empréstimo devem adotar as providências previstas nesta circular para o estabelecimento de relação de negócios e o acompanhamento das movimentações financeiras de clientes considerados pessoas politicamente expostas. § 1º Para efeito desta circular, consideram-se clientes os depositantes em bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas econômicas e cooperativas de crédito e os associados de cooperativas de crédito de qualquer natureza e de associações de poupança e empréstimo. § 2º Consideram-se pessoas politicamente expostas os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo. § 3º No caso de clientes brasileiros, para efeito do § 2º,devem ser abrangidos: I - os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União; II - os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da União: a) de ministro de estado ou equiparado; b) de natureza especial ou equivalente; c) de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista; d) do Grupo Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 6, e equivalentes; III - os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores; IV - os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, o Vice-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar, os Subprocuradores-Gerais da República e os Procuradores-Gerais de Justiça dos estados e do Distrito Federal; V - os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União; VI - os governadores de estado e do Distrito Federal, os presidentes de tribunal de justiça, de assembléia legislativa e de câmara distrital e os presidentes de tribunal e de conselho de contas de estado, de municípios e do Distrito Federal; VII - os prefeitos e presidentes de câmara municipal de capitais de estados. § 4º No caso de clientes estrangeiros, para fins do § 2º, as instituições mencionadas no caput podem adotar as seguintes providências: I - solicitar declaração expressa do cliente a respeito da sua classificação; II - recorrer a informações publicamente disponíveis;

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III - recorrer a bases de dados eletrônicos comerciais sobre pessoas politicamente expostas; IV - considerar a definição constante do glossário dos termos utilizados nas 40 Recomendações do Gafi, não aplicável a indivíduos em posições ou categorias intermediárias ou inferiores, segundo a qual uma "pessoa politicamente exposta" é aquela que exerce ou exerceu importantes funções públicas em um país estrangeiro, tais como, chefes de estado e de governo, políticos de alto nível, altos servidores dos poderes públicos, magistrados ou militares de alto nível, dirigentes de empresas públicas ou dirigentes de partidos políticos. § 5º O prazo de cinco anos referido no § 2º deve ser contado, retroativamente, a partir da data de início da relação de negócio ou da data em que o cliente passou a se enquadrar como pessoa politicamente exposta. § 6º Para efeito do § 2º são considerados familiares os parentes, na linha direta, até o primeiro grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada. Art. 2º Para fins de cumprimento do disposto no art. 1º: I - a comunicação prevista no art. 4º da Circular nº 2.852,de 1998, deve incluir a informação de que se trata de cliente identificado como pessoa politicamente exposta; II - os procedimentos internos desenvolvidos e implementados de acordo com o art. 5º da Circular nº 2.852, de 1998,devem também: a) ser estruturados de forma a possibilitar a identificação de pessoas consideradas politicamente expostas; b) identificar a origem dos fundos envolvidos nas transações dos clientes identificados como pessoas politicamente expostas, podendo ser considerada a compatibilidade das operações com o patrimônio constante dos cadastros respectivos. § 1º É obrigatória a autorização prévia da alta gerência para o estabelecimento de relação de negócios com pessoa politicamente exposta ou para o prosseguimento de relações já existentes quando o cliente passe a se enquadrar como pessoa politicamente exposta. § 2º As instituições mencionadas no art. 1º devem adotar medidas de vigilância reforçada e contínua da relação de negócio mantida com pessoa politicamente exposta. Art. 3º As instituições mencionadas no art. 1º devem dedicar especial atenção a propostas de início de relacionamento e a operações com pessoas politicamente expostas oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado número de transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade étnica, lingüística ou política. Art. 4º No caso de relação de negócio entre as instituições mencionadas no art. 1º e cliente estrangeiro, que também seja cliente de instituição estrangeira fiscalizada por entidade governamental assemelhada ao Banco Central do Brasil, admite-se que as providências em relação às pessoas politicamente expostas sejam adotadas pela instituição estrangeira, desde que assegurado a esta autarquia o acesso aos dados e procedimentos adotados. Art. 5º Esta circular entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 2 de julho de 2007. Brasília, 22 de dezembro de 2006. Alexandre Antonio Tombini Diretor CARTA-CIRCULAR 2.826/98

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Divulga relação de operações e situações que podem configurar indicio de ocorrência dos crimes previstos na Lei n. 9.613, de 03.03.98, e estabelece procedimentos para sua comunicação ao Banco Central do Brasil. A realização das operações ou a verificação das situações abaixo descritas, considerando as partes envolvidas, os valores, as formas de realização, os instrumentos utilizados ou a falta de fundamento econômico ou legal, podem configurar indicio de ocorrência dos crimes previstos na Lei n. 9.613, de 03.03.98, tendo em vista o disposto nos arts. 2. , parágrafo único, e 4. , "caput", da Circular n. 2.852, de 03.12.98: I - situações relacionadas com operações em espécie ou em cheques de viagem: a) movimentação de valores superiores ao limite estabelecido no art. 4. , inciso I, da Circular n. 2.852/98, ou de quantias inferiores que, por sua habitualidade e forma, configurem artifício para a burla do referido limite; b) saques a descoberto, com cobertura no mesmo dia; c) movimentações feitas por pessoa física ou jurídica cujas transações ou negócios normalmente se efetivam por meio da utilização de cheques ou outras formas de pagamento; d) aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de curto período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente; e) depósitos mediante numerosas entregas, de maneira que o total de cada depósito não e significativo, mas o conjunto de tais depósitos o e; f) troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor; g) proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-versa; h) depósitos contendo notas falsas ou mediante utilização de documentos falsificados; i) depósitos de grandes quantias mediante a utilização de meios eletrônicos ou outros que evitem contato direto com o pessoal do banco; j) compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros instrumentos em grande quantidade - isoladamente ou em conjunto -, independentemente dos valores envolvidos, sem evidencias de propósito claro; l) movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras; II - situações relacionadas com a manutenção de contas correntes: a) movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente; b) resistência em facilitar as informações necessárias para a abertura de conta, oferecimento de informação falsa ou prestação de informação de difícil ou onerosa verificação; c) atuação, de forma contumaz, em nome de terceiros ou sem a revelação da verdadeira identidade do beneficiário; d) numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo cliente, cujos valores, somados, resultem em quantia significativa; e) contas que não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta ou seu negocio; f) existência de processo regular de consolidação de recursos provenientes de contas mantidas em varias instituições financeiras em uma mesma localidade previamente as solicitações das correspondentes transferências; g) retirada de quantia significativa de conta ate então pouco movimentada ou de conta que acolheu deposito inusitado; h) utilização conjunta e simultânea de caixas separados para a realização de grandes operações em espécie ou de cambio; i) preferência a utilização de caixas-fortes, de pacotes cintados em depósitos ou retiradas ou de utilização sistemática de cofres de aluguel; j) dispensa da faculdade de utilização de prerrogativas como recebimento de credito, de altos

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juros remuneratórios para grandes saldos ou, ainda, de outros serviços bancários especiais que, em circunstancias normais, seriam valiosas para qualquer cliente; l) mudança repentina e aparentemente injustificada na forma de movimentação de recursos e/ou nos tipos de transação utilizados; m) pagamento inusitado de empréstimo problemático sem que haja explicação aparente para a origem dos recursos; n) solicitações freqüentes de elevação de limites para a realização de operações; o) atuação no sentido de induzir funcionário da instituição a não manter, em arquivo, relatórios específicos sobre alguma operação realizada; p) recebimento de recursos com imediata compra de cheques de viagem, ordens de pagamento ou outros instrumentos para a realização de pagamentos a terceiros; q) recebimento de depósitos em cheques e/ou em espécie, de varias localidades, com transferência para terceiros; r) transações envolvendo clientes não residentes; s) solicitação para facilitar a concessão de financiamento - particularmente de imóveis - quando a fonte de renda do cliente não esta claramente identificada; t) abertura e/ou movimentação de conta por detentor de procuração ou qualquer outro tipo de mandato; u) abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros - aeroporto, rodoviária ou porto - internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário, sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais; v) proposta de abertura de conta corrente mediante apresentação de documentos de identificação e numero do Cadastro de Pessoa Física (CPF) emitidos em região de fronteira ou por pessoa residente, domiciliada ou que tenha atividade econômica em países fronteiriços; x) movimentação de contas correntes que apresentem débitos e créditos que, por sua habitualidade, valor e forma, configurem artifício para burla da identificação dos responsáveis pelos depósitos e dos beneficiários dos saques; III - situações relacionadas com atividades internacionais: a) operação ou proposta no sentido de sua realização, com vinculo direto ou indireto, em que a pessoa estrangeira seja residente, domiciliada ou tenha sede em região considerada paraíso fiscal, ou em locais onde e observada a pratica contumaz dos crimes previstos no art. 1. da Lei n. 9.613/98; b) solicitação de facilidades estranhas ou indevidas para negociação de moeda estrangeira; c) operações de interesse de pessoa não tradicional no banco ou dele desconhecida que tenha relacionamento bancário e financeiro em outra praça; d) pagamentos antecipados de importação e exportação por empresa sem tradição ou cuja avaliação financeira seja incompatível com o montante negociado; e) negociação com ouro por pessoas não tradicionais no ramo; f) utilização de cartão de credito em valor não compatível com a capacidade financeira do usuário; g) transferências unilaterais freqüentes ou de valores elevados, especialmente a titulo de doação; IV - situações relacionadas com empregados das instituições e seus representantes: a) alteração inusitada nos padrões de vida e de comportamento do empregado ou representante; b) modificação inusitada do resultado operacional do empregado ou representante; c) qualquer negocio realizado por empregado ou representante - quando desconhecida a identidade do ultimo beneficiário -, contrariamente ao procedimento normal para o tipo de operação de que se trata. 2. A comunicação, nos termos do art. 4. da Circular n. 2.852/98, das situações relacionadas nesta Carta-Circular, bem como de outras que, embora não mencionadas, também possam configurar a ocorrência dos crimes previstos na Lei n. 9.613/98, devera ser realizada por meio de transação do Sistema de Informações Banco Central - SISBACEN a ser oportunamente divulgada, ate o dia útil seguinte aquele em que verificadas. Enquanto não divulgada mencionada transação, referida comunicação deve ser encaminhada ao Departamento de Fiscalização (DEFIS), via transação PMSG750 daquele Sistema. 3. Com vistas ao atendimento do disposto no art. 1. , inciso III, da Circular n. 2.852/98:

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I - os dados relativos as operações ali mencionadas devem ser mantidos a disposição do Banco Central do Brasil, compreendendo, no mínimo, o seguinte: a) tipo; b) valor em reais; c) data de realização; d) numero do CPF ou do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do titular; II - deve ser considerado o conjunto de movimentações financeiras ativas e passivas realizadas no Pais, como, por exemplo: a) depósitos de qualquer espécie; b) colocação de títulos de emissão própria ou de quotas de fundos de investimento; c) venda de metais preciosos; d) venda de cheques administrativos ou de viagem; e) ordens de pagamento; f) pagamento ou amortizações antecipadas de empréstimos; III - relativamente as operações que envolvam transferências internacionais, bem como aquelas relacionadas a pagamentos e recebimentos em decorrência da utilização de cartão de credito de validade internacional, devem ser observados os procedimentos de registro no SISBACEN e de envio de informações ao Banco Central do Brasil, estabelecidos nas normas cambiais em vigor. 4. Esta Carta-Circular entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos, relativamente a adoção dos procedimentos e das providencias de que tratam os itens 2 e 3, a partir de 01.03.99. Brasília, 04 de dezembro de 1998 DEPARTAMENTO DE CAMBIO DEPARTAMENTO DE FISCALIZAÇÃO Jose Maria Ferreira de Carvalho Chefe Luiz Carlos Alvarez Chefe

DEPARTAMENTO DE NORMAS DO SISTEMA FINANCEIRO Antonio Francisco Bernardes de Assis Chefe, em exercício

CARTA-CIRCULAR 3.098/03 Esclarece sobre o registro de depósitos e retiradas em espécie, bem como de pedidos de provisionamento para saques. Com base nos arts. 1., inciso III, e 2., caput e parágrafo único, da Circular 2.852, de 3 de dezembro de 1998, que dispõe sobre os procedimentos a serem adotados na prevenção e combate às atividades relacionadas com os crimes previstos na Lei 9.613, de 3 de março de 1998, comunicamos, em complementação às disposições da Carta Circular 2.826, de 4 de dezembro de 1998, que os bancos comerciais, a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos com carteira comercial e/ou de crédito imobiliário, as sociedades de crédito imobiliário, as sociedades de poupança e empréstimo e as cooperativas de crédito devem registrar, na transação PCAF500 do Sistema de Informações Banco Central - Sisbacen, as seguintes ocorrências:

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I - depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de valor igual ou superior a R$100.000,00 (cem mil reais), independentemente de qualquer análise ou providência, devendo o registro respectivo ser efetuado na data do depósito, da retirada ou do pedido de provisionamento para saque; II - depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de valor inferior a R$100.000,00 (cem mil reais), que apresente indícios de ocultação ou dissimulação da natureza, da origem, da localização, da disposição, da movimentação ou da propriedade de bens, direitos e valores, respeitado o disposto no art. 2. da mencionada Circular 2.852, de 1998. 2. O registro de que trata esta carta-circular deve conter as informações abaixo indicadas, bem como observar as instruções contidas em seu anexo: I - o nome e o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), conforme o caso, do proprietário ou beneficiário do dinheiro e da pessoa que estiver efetuando o depósito, a retirada ou o pedido de provisionamento para saque; II - o número da instituição, da agência e da conta-corrente de depósitos à vista ou da conta de poupança a que se destinam os valores ou de onde o valor será retirado, conforme o caso; III - o nome e o número do CPF ou do CNPJ, conforme o caso, dos titulares das contas referidas no inciso II, se na mesma instituição; IV - a data e o valor do depósito, da retirada ou do provisionamento. 3. As instituições devem dispensar especial atenção, para fins dos referidos registros, aos depósitos e às retiradas que, pela habitualidade, valor e forma, configurem artifício destinado a evitar os mecanismos de controle estabelecidos, devendo adotar procedimentos para impedir as tentativas de burla às disposições desta carta-circular. 4. As ocorrências referidas nesta carta-circular devem ser registradas, na transação PCAF500 do Sisbacen, sob os enquadramentos 90, 91 ou 92, conforme se trate, respectivamente, de depósito em espécie, de retirada em espécie ou de pedido de provisionamento para saque. 5. A ausência de depósitos em espécie, de retiradas em espécie e de pedidos de provisionamento para saque, em um mês calendário, deve ser registrada na transação PCAF500 do Sisbacen, sob o enquadramento 93, no primeiro dia útil do mês subseqüente, observadas as instruções contidas no anexo a esta carta-circular. 6. O registro previsto no item 1, inciso I, não substitui as providências estabelecidas no art. 4. da Circular 2.852, de 1998. 7. O diretor ou gerente indicado na forma do art. 7. da Circular 2.852, de 1998, deve adotar os procedimentos necessários ao cumprimento das disposições contidas nesta carta-circular. 8. As instituições têm o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da vigência desta carta-circular, para adaptar os respectivos sistemas de informação, visando ao cumprimento das exigências ora estabelecidas, sem prejuízo do registro das ocorrências verificadas nesse período. 9. Esta carta-circular entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 11 de junho de 2003. Departamento de Combate a Ilícitos Departamento de Normas Cambiais e Financeiros Sistema Financeiro Ricardo Liáo Clarence Joseph Hillerman Jr. Chefe

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Departamento de Supervisão Direta Departamento de Tecnologia da Informação Osvaldo Watanabe Ricardo Machado Lourenço Chefe em exercício Anexo à Carta-Circular 3.098, de 11 de junho de 2003 O registro na transação PCAF500 do Sistema de Informações Banco Central - Sisbacen deve observar as seguintes instruções: I - depósitos em espécie: a) identificação do proprietário do dinheiro: inserir os dados por meio da PF 10/22, classificando como -responsável-, no campo -tipo-; b) identificação da pessoa que estiver efetuando o depósito: inserir os dados por meio da PF 10/22, classificando como -depositante- no campo -tipo-; c) número do banco, da agência e da conta-corrente de depósitos à vista ou da conta de poupança a que se destinam os valores: campos próprios; d) identificação do titular da conta referida na alínea -c-, se no mesmo banco: campo -titular-; e) data e valor do depósito: campos próprios; f) enquadramento: 90; II - retiradas em espécie e pedidos de provisionamento para saque: a) número do banco, da agência e da conta-corrente de depósitos à vista ou da conta de poupança de onde o valor será sacado: campos próprios; b) identificação do titular da conta referida na alínea -a-: campo -titular-; c) identificação do destinatário do dinheiro: inserir os dados por meio da PF 10/22, classificando como -responsável-, no campo -tipo-; d) identificação da pessoa que estiver efetuando a retirada ou provisionamento: inserir os dados por meio da PF 10/22, classificando como -sacador-, no campo -tipo-; e) data e valor do saque: campos próprios; f) enquadramentos: 91 ou 92, se retirada ou pedido de provisionamento para saque, respectivamente; III - ausência de depósitos em espécie, retiradas em espécie e pedidos de provisionamento para saque: a) campo -data do fato-: registrar último dia do mês; b) campo -titular-: registrar -depósito/saque/provisionamento-; c) campo enquadramento: registrar 93.

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Provas de Concursos e Testes
01. Sabemos que, para seu funcionamento, os bancos comerciais e os bancos múltiplos com carteira comercial são obrigados a manter, com exclusividade, contas de depósito no Banco Central – BC, por onde circulam suas reservas bancárias. Tais bancos são debitados (perdem) em suas reservas quando: a) recolhem tributos ao BC em volume maior do que os depósitos efetuados em conta corrente pelos clientes; b) recolhem tributos ao BC em volume menor do que os depósitos efetuados em conta corrente pelos clientes; c) arrecadam tributos em volume maior do que os saques efetuados em conta corrente pelos clientes; d) arrecadam tributos em volume menor do que os depósitos efetuados em conta corrente pelos clientes; e) movimentam mais depósitos do que saques dos clientes em conta corrente. 02. O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um dos títulos utilizados para captação de depósitos a prazo fixo, por parte dos bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos com uma destas carteiras. Os prazos mínimos, em vigor em fevereiro de 98, entre suas datas de emissão e de resgate nas modalidades pré – e pós-fixadas são de: a) 30 dias na pré e 90 dias na pós; b) 30 dias na pré e 120 dias na pós; c) 30 dias na pré e 4 meses data a data na pós; d) 60 dias na pré e 120 dias na pós; e) 60 dias na pré e 4 meses data a data na pós. 03. Nas operações de Crédito Direto ao Consumidor – CDC, as taxas de juros cobradas pela Financeira e/ou Banco Múltiplo com esta carteira são, via de regra, maiores que as taxas de juros cobradas nas operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência – CDCI. Tal fato se deve à(ao): a) prática de mercado; b) menor complexidade operacional do CDC; c) maior custo administrativo do CDC; d) menor risco de crédito inerente ao CDCI; e) impacto nos Depósitos à vista. 04. Os bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial têm a obrigatoriedade de aplicar um percentual dos saldos médios de seus depósitos à vista em empréstimos ao setor primário da economia, constituindo um dos pilares do assim chamado crédito rural. O valor deste percentual, em vigor em fevereiro de 98, era de: a) 15%; b) 20%; c) 22%; d) 25%; e) 30%. 05. Nas operações de leasing financeiro, o arrendatário (cliente) paga ao arrendador (empresa de leasing) contraprestações (aluguéis) durante a vigência do contrato, com a opção de compra do bem ao final do contrato, por um valor nele explicitado, usufruindo, assim, os benefícios fiscais do leasing. Caso a opção da compra seja exercida (paga) antes do final do contrato... a) os benefícios se mantêm, e a operação segue normalmente até seu final. b) renegocia-se uma nova operação de leasing pelo valor restante a pagar, mas o cliente perde os benefícios. c) renegocia-se uma nova operação de leasing pelo valor restante a pagar, mantendo-se os benefícios. d) a operação passa a se caracterizar como uma operação de compra e venda a prestações, e o cliente perde os benefícios. e) a operação se encerra neste momento, os benefícios se mantêm e há um acerto de contas. 06. As debêntures são títulos (valores mobiliários) emitidos por uma sociedade anônima de capital aberto. Podem ser emitidas nos tipos simples,

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conversível ou permutável. O que caracteriza a debênture permutável é o fato de poder ser: a) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture a qualquer tempo; b) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture; c) resgatada, conforme regras de contrato de emissão da debênture; d) trocada por bens da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão de debênture; e) trocada por ações de outra empresa, existentes no patrimônio da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato da emissão de debênture. 07. Uma operação à vista no mercado de ações caracteriza a compra ou venda, em pregão, de determinada quantidade de ações, para liquidação imediata. O cliente que ordena a operação pode utilizar diferentes tipos de ordem de compra e venda. Quando o cliente especifica à corretora apenas a quantidade e as características das ações que deseja comprar ou vender, temos uma ordem: a) limitada; b) casada; c) a mercado; d) de financiamento; e) de proteção. 08. O titular de uma opção de compra de uma ação, que carrega sua posição até a data de vencimento da opção, só estará efetivamente ganhando e, portanto, com justificativa para exercê-la, quando o preço de mercado da ação, no momento do exercício, for: a) inferior ao preço de exercício da opção; b) inferior ao preço de exercício da opção acrescido do valor de prêmio pago, quando da compra da opção; c) superior ao preço de exercício da opção; d) superior ao preço de exercício da opção acrescido do valor de prêmio pago, quando da compra da opção; e) superior ao preço de exercício da opção deduzido o valor de prêmio pago, quando da compra da opção. 09. O Desconto de Títulos, principalmente de duplicatas, nota promissórias, e cheques, é um dos principais produtos de empréstimo dos bancos comerciais e múltiplo com esta carteira. Supondo-se que um cliente desconte no banco um título com valor nominal de R$ 100.000,00, com data de vencimento em 30 dias, pagando ao banco uma taxa de desconto de 3% ao mês, e ao fisco, um IOF de 1,5% ao ano (0,0041% ao dia) assinale o valor, em reais, entregue ao cliente:

a) b) c) d) e)

98.677,00; 97.867,00; 96.877,00; 96.788,00; 96.687,00.

10. O Fundo Garantidor de Créditos – FGC assegura o total de créditos de cada pessoa dentro de uma mesma instituição financeira, ou dentro de todas as instituições de um mesmo conglomerado financeiro, até o valor máximo, em reais, de: a) 25.000,00; b) 22.500,00; c) 20.000,00; d) 18.500,00; e) 15.000,00. 11. Um banco de investimento que, ao final do dia, verifique uma necessidade emergencial de recursos para este mesmo dia, poderá obtê-los vendendo: (A) Certificado de Depósito Interfinanceiro - CDI. (B) Certificado de Depósito Interfinanceiro em Reserva - CDI Reserva. (C) Certificados de Depósito Bancário - CDB. (D) Títulos Públicos Estaduais de sua carteira. (E) Títulos Públicos Federais de sua carteira. 12. Uma empresa de um setor em constante atualização tecnológica deseja adquirir um equipamento mais produtivo para a sua linha de produção. Sabemos que esta empresa é avessa à imobilização. Sabe-se, também, que ela desejaria, através desta aquisição, ter um ganho fiscal máximo. Dadas estas condições, que alternativa de operação, em princípio, seu banco recomendaria? (A) CDC. (B) Compra. (C) Finame. (D) Leasing Financeiro. (E) Leasing Operacional. 13. Nos momentos de crise, com tendência à elevação das taxas de juros, os bancos darão preferência à captação de recursos em CDB: (A) pós-fixado em TR. (B) pós-fixado em TBF. (C) pós-fixado em TJLP. (D) prefixado de prazo curto. (E) prefixado de prazo longo. 14. Nas operações de crédito, os bancos, sempre, exigirão garanti-as aos seus devedores. De um modo geral, diante de devedores com diferentes riscos de crédito, como agirão os bancos? (A) Darão preferência às garantias fidejussórias, não dependendo do risco do devedor. (B) Darão preferência às garantias fidejussórias, dependendo do risco do devedor. (C) Darão preferência às garantias reais, não dependendo do risco do devedor. (D) Darão preferência às garantias reais, dependendo do risco do devedor.

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(E) Serão indiferentes ao tipo de garantia, mas dependendo do risco do devedor. 15. Alguns bancos comerciais e/ou bancos múltiplos com carteira comercial, ao receberem depósitos à vista de seus clientes, automaticamente aplicam esses recursos em um tipo de investimento em nome destes mesmos clientes. Podemos concluir que o principal motivo de tal ação é: (A) fidelizar o cliente. (B) evitar o pagamento da CPMF. (C) evitar o recolhimento do Depósito Compulsório. (D) aumentar o volume de recursos aplicados em investimentos. (E) oferecer ganho aos clientes. 16. Assinale a forma de pagamento de exportação que representa o maior risco do exportador ou a maior demonstração de confiança deste em relação ao importador. (A) Carta de crédito. (B) Pagamento antecipado. (C) Cobrança a prazo. (D) Cobrança à vista. (E) Remessa sem saque. 17. Um cliente industrial deseja tomar recursos bancários para financiar suas vendas, de forma a otimizar sua receita e suas despesas fiscais. Que produto lhe seria corretamente recomendado? (A) Vendor. (B) CDC com Interveniência. (C) Desconto de Duplicatas. (D) Contrato de Abertura de Crédito Rotativo. (E) Empréstimo para Capital de Giro. 18. Uma empresa pretende captar recursos para investimento no aumento de sua capacidade de produção, até o limite de seu capital próprio, com a possibilidade de parcelar esta captação de acordo com o ritmo do projeto de investimento, dando como garantia o total de seus ativos. Que alternativa seu banco, em princípio, sugeriria? (A) Debêntures Simples com garantia real. (B) Debêntures Simples com garantia flutuante. (C) Debêntures Simples com garantia subordinada. (D) Securitização de Recebíveis. (E) Commercial Papers. 19. A oportunidade para uma operação de financiamento no mercado a termo de ações - compra das ações no mercado à vista e subseqüente venda coberta no mercado a termo - ocorre quando: (A) a taxa de juros de mercado é maior que a taxa de juros implícita nesta operação. (B) a taxa de juros de mercado é menor que a taxa de juros implícita nesta operação. (C) a taxa de juros de mercado é igual à taxa de juros implícita nesta operação. (D) há uma perspectiva de alta das ações no mercado à vista. (E) há uma perspectiva de baixa das ações no mercado à vista. 20. O titular de uma opção de venda de uma determinada ação assume tal posição porque acredita que essa ação: (A) estará, na data de vencimento da opção, com um preço de mercado inferior ao preço de exercício dessa opção. (B) estará, na data de vencimento da opção, com um preço de mercado superior ao preço de exercício dessa opção. (C) estará, na data de vencimento da opção, com um preço de mercado igual ao preço de exercício dessa opção. (D) diminuirá seu preço de mercado durante o período de validade da opção, permitindo o exercício antecipado dessa opção. (E) aumentará seu preço de mercado durante o período de validade da opção, permitindo o exercício antecipado dessa opção. 21. Um fundo de investimento em renda fixa, que deseje minimizar seu risco de mercado, deve reduzir suas aplicações em: (A) ações. (B) debêntures conversíveis. (C) títulos pós-fixados. (D) títulos prefixados de curto prazo. (E) títulos prefixados de longo prazo. 22. De um modo geral, são os seguintes os fatores que podem influenciar a formação das taxas de juros dos empréstimos concedidos pelas instituições financeiras: I -custo de funding; II -cunha fiscal; III -estrutura de compulsórios; IV -política cambial; V -spread e custos operacionais; VI -inadimplência; VII -taxa de câmbio; VIII -política fiscal. No momento atual, entre os fatores acima, podemos selecionar como válidos: (A) I, II, VII e VIII, apenas. (B) I, III, V e VI, apenas. (C) I, III, V e VII, apenas. (D) II, III, V e VI, apenas. (E) IV, VI, VII e VIII, apenas. 23. A um determinado investidor, com perfil de risco conservador, que desejasse aplicar em um fundo de investimento, por um prazo determinado, e que estivesse disposto a arriscar, conservadoramente, no mercado de ações sem, entretanto, sofrer as oscilações negativas deste mercado, seria recomendado o Fundo: (A) Cambial. (B) de Ações. (C) de Derivativos. (D) de Capital Garantido. (E) de Renda Mista (51% em renda fixa e 49% em ações). 24. Os investidores em bolsas de valores são,

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normalmente, classificados em grupos tais como: I -Fundos de Investimento; II -Fundos de Pensão; III -Instituições Financeiras; IV -Pessoas Físicas; V -Pessoas Jurídicas; VI -Investidores Estrangeiros. Destes investidores, os que NÃO estão isentos da CPMF em suas aplicações são: (A) I, II e III, apenas. (B) I, IV e V, apenas. (C) II, III e IV, apenas. (D) III, IV e V, apenas. (E) IV, V e VI, apenas. 25. Caso o mercado tome conhecimento, no dia corrente (D), que o Banco Central vai baixar os juros do Selic no dia seguinte (D1) em x%, a tendência da taxa do DI no dia corrente (D), em nossas atuais condições de mercado, será de: (A) queda em um percentual inferior a x. (B) queda em um percentual superior a x. (C) queda em um percentual igual a x. (D) alta em um percentual igual a x. (E) estabilidade. 26. Um casal cadastrado, com seus respectivos CPFs, em um determinado banco, possui, em certa data, neste estabelecimento, a seguinte posição de saldos: - Conta corrente conjunta R$ 30.000,00; - Caderneta de poupança R$ 30.000,00. Caso este banco sofra uma intervenção nesta mesma data, o casal terá, pelo FGC, a garantia para recuperar de seus saldos o valor, em reais, de: (A) 20.000,00 (B) 30.000,00 (C) 40.000,00 (D) 50.000,00 (E) 60.000,00 27. Assinale a alternativa incorreta : a) No mercado internacional de ouro, as principais praças de negociação são Londres e Zurique (Mercado de Balcão) e Nova York (Bolsa de Mercadorias de Nova York) b) A cotação do ouro, no Brasil, é feita em dólares por "onça-troy" de ouro puro, de forma a se coadunar com os padrões internacionais. c) O mercado "spot" de ouro abrange as operações com entrega, em geral, 24 horas depois da compra/venda, ao preço do dia. d) O sistema SINO é o utilizado pela CETIP para centralizar as negociações com ouro ocorridas no âmbito deste mercado de balcão. A cotação do ouro nas principais praças internacionais utiliza a "onça-troy" como unidade de medida, sendo que 1 "onça troy" equivale a 31,10 gramas. 28. De quantos dias será o prazo de carência a que terá de se sujeitar um investidor que deseje aplicar em um CDB pós-fixado pela TBF? (A) (B) (C) (D) (E) 10 30 60 90 120

29. Um banco comercial negocia com uma loja de eletrodomésticos uma linha de financiamento para a aquisição de bens de consumo duráveis por seus clientes. O produto bancário a ser oferecido caracteriza um: (A) CDC. (B) CDCI. (C) CABCR. (D) Crédito pessoal. (E) Contrato de Mútuo. 30. Uma instituição que deseje captar recursos no exterior e, ao mesmo tempo, pretenda obter como taxa de remuneração para seus papéis um valor previamente definido de acordo com as ofertas de seus investidores, optará por um modelo de underwriting do tipo: (A) Garantia Firme. (B) Book Building. (C) Best Efforts. (D) Stand By. (E) ADR. 31. Na BM&F negociam-se contratos futuros de diversos tipos de ativos. Para que novos contratos futuros de um determinado ativo sejam negociados com sucesso, algumas condições necessárias, embora não suficientes, devem ser atendidas. Entre essas condições NÃO se inclui a(o): (A) pulverização do seu mercado. (B) facilidade de padronização. (C) estabilidade dos preços. (D) participação atuante dos envolvidos no mercado físico. (E) controle governamental. 32. Assinale, dentre as abaixo, a opção incorreta. a) O Sistema Financeiro é um conjunto de instituições com objetivo de propiciar fluxo de recursos entre poupadores e investidores. b) Os intermediários financeiros são instituições que emitem seus próprios passivos. c) Instituições auxiliares apenas colocam em contato poupadores e investidores. d) A Instituição financeira que possui capacidade de criar moeda escritural faz parte do sistema monetário. e) As bolsas de valores são exemplos de intermediários financeiros. 33. Assinale dentre as abaixo a opção incorreta. a) As autoridades são classificadas como Autoridades Monetárias e Autoridades de Apoio b) O Banco Central do Brasil é um exemplo de autoridade de apoio. c) O Conselho Monetário Nacional é exemplo de Autoridade Monetária. d) A Comissão de Valores Mobiliários é um exemplo de Autoridade de Apoio. e) O BNDES é um exemplo de autoridade de apoio.

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34. Analise as sentenças abaixo e marque a alternativa correta: I - Regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo surtos inflacionários ou deflacionários é competência do Conselho Monetário Nacional. II - Autorizar a emissão de papel-moeda é competência do Banco Central do Brasil. III - No Brasil, o Banco Central é independente, como na Alemanha, Japão e Estados Unidos. a) Todas as sentenças acima são verdadeiras. b) Apenas I e II são verdadeiras. c) Apenas I e III são verdadeiras. d) Somente I é verdadeira. e) Todas as sentenças acima são falsas. 35. Assinale dentre as abaixo a opção incorreta. a) A CVM é um órgão normativo. b) A CVM é uma entidade auxiliar (que emite o próprio passivo). c) A CVM é uma entidade autárquica. d) A CVM é uma entidade descentralizada e) A CVM tem como objetivo estimular a poupança no mercado acionário. 36. Assinale a alternativa correta a) O Banco do Brasil tem função típica de Autoridade Monetária. b) O BNDES é a instituição responsável pela política de investimentos de curto e médio prazo do Governo Federal. c) A Caixa Econômica Federal é a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas para habitação popular e saneamento básico. d) Após o Plano Collor, o Banco do Brasil ficou responsável por gerir todo o processo de privatização. e) A CVM é classificada como intermediário financeiro. 37. Assinale a alternativa incorreta : São exemplos de instituições financeiras" a) Bancos Comerciais, Caixas Econômicas e Cooperativas de Crédito. b) Bancos Comerciais, Banco Central e Caixas Econômicas. c) Bancos de Investimento, Bancos Cooperativos e Bancos Múltiplos. d) Companhias Hipotecárias, Agências de Fomento e Sociedades de Crédito Imobiliário. e) Sociedades Distribuidoras, Sociedades de Arrendamento Mercantil e Sociedades Corretoras. 38. Analise as sentenças abaixo e marque a alternativa correta : I - A captação de depósitos à vista é operação passiva típica de Banco Comercial. II - Descontar títulos é operação passiva típica de Banco Comercial. III - Um dos objetivos dos Bancos Comerciais é proporcionar suprimento oportuno e adequado para financiar a indústria a curto e médio prazos. a) Todas as sentenças acima são verdadeiras. b) Apenas I e II são verdadeiras. c) Apenas I e III são verdadeiras. d) Somente I é verdadeira. e) Todas as sentenças acima são falsas. 39. Assinale a alternativa incorreta : a) As Caixas Econômicas não integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. b) As SCFI (financeiras) não podem manter contas correntes. c) São operações ativas de Banco de Investimento os empréstimos para financiamento de capital fixo. d) É operações passiva das SCR a colocação de letras de câmbio. e) As Sociedades Corretoras fazem intermediação nas Bolsas de Valores e de Mercadorias. 40. Assinale a alternativa incorreta : a) As sociedades distribuidoras possuem acesso às Bolsas de Valores e de Mercadorias. b) As Associações de Poupança e Empréstimo são sociedades civis. c) A colocação de Letras Imobiliárias é operação passiva das Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI). d) Às Companhias Hipotecárias não se aplicam as normas do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e) As agências de fomento foram uma das alternativas criadas para o saneamento dos bancos estaduais. 41. Analise as sentenças abaixo e marque a alternativa correta: I - As carteiras de um Banco Múltiplo envolvem pelo menos duas carteiras. II - A carteira de "leasing" pode fazer parte da carteira de um Banco Múltiplo. III - Os Bancos de Investimento não podem manter contas correntes. a) Todas as sentenças acima são verdadeiras. b) Apenas I e II são verdadeiras. c) Apenas I e III são verdadeiras. d) Somente I é verdadeira. e) Todas as sentenças acima são falsas. 42. Assinale a alternativa verdadeira: a) CETIP é um sistema computadorizado on-line e real time; b) Selic é o local onde se custodiam, registram e liquidam financeiramente as operações feitas com todos os papéis privados; c) o índice DIEESE arma os sindicatos para negociações salariais em todo o País; d) o IPC - FIPE mede a inflação das famílias paulistanas entre 1 e 2 salários mínimos; e) o IGP-m é calculado entre os dias 1 e 30 de cada mês. 43. Assinale a alternativa incorreta: a) depósitos à vista em conta-corrente é atividade típica dos Bancos Comerciais; b) cheque é uma ordem de pagamento à vista; c) cheques cruzados não podem ser descontados, apenas depositados; d) os bancos não podem recusar o pagamento de

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
cheques por insuficiência na assinatura do emitente; e) os cheques acima de R$ 100,00 se não forem nominativos serão devolvidos. 44. Assinale a alternativa correta com relação à cobrança de títulos: a) a cobrança de títulos é um produto de pouca importância para os bancos; b) uma vantagem para o Banco é o aumento de depósitos à vista pelos créditos das liquidações c) os bloquetos de cobrança bancária não podem circular pela câmara de compensação. d) os valores resultantes de operação de cobrança são automaticamente debitados da conta-corrente da empresa cliente, e) a capilaridade da rede bancária é uma desvantagem para o cliente. 45. Assinale a alternativa incorreta: a) home banking é a ligação entre o computador do cliente e do banco; b) a ligação pode ser feita através de linha telefônica; c) os computadores do cliente e do banco, para que seja possível a comunicação, devem ser idênticos; d) um dos serviços típicos de home banking é a consulta de saldos. e) o pager também pode ser utilizado como veículo do cliente. 46. Analise as assertivas abaixo e assinale a opção correspondente: I - EDI consiste na troca de documentos eletrônicos em padrão pré-estabelecido de forma que todo um processo de negócios seja feito. II - Remote banking é o atendimento ao cliente fora das agências bancárias. III - O saque de dinheiro em caixas eletrônicos são um serviço típico de home banking. a) todas as assertivas estão corretas; b) somente as assertivas I e II estão corretas; c) somente as assertivas I e III estão corretas; d) somente a assertiva I está correta; e) nenhuma assertiva está correta. 47. Analise as assertivas abaixo e assinale a opção correspondente: I - Desde que respeitados os prazos mínimos, o CDB é transferível antes de seu vencimento. II - A transferência pode ser feita através de endosso em branco. III - O RDB também é transferível. a) todas as assertivas estão corretas b) somente as assertivas I e II estão corretas; c) somente as assertivas I e III estão corretas; d) somente a assertiva I está correta; e) nenhuma assertiva está correta. 48. Analise as assertivas abaixo e assinale a opção correspondente: I - O Crédito Rural é o suprimento de recursos financeiros para aplicação exclusiva nas atividades agropecuárias; II - No mínimo 50% da exigibilidade deve ser satisfeito com crédito a mini ou pequeno produtor; III - O empréstimo do Governo Federal (EGF) é viabilizado nas modalidades COV e SOV. a) todas as assertivas estão corretas b) somente as assertivas I e II estão corretas; c) somente as assertivas I e III estão corretas; d) somente a assertiva I está correta; e) nenhuma assertiva está correta. 49. Assinale a alternativa incorreta : a) Os títulos de capitalização são regulamentados pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP b) Sociedades Anônimas financeiras não podem emitir debêntures. c) A responsabilidade de assegurar que o emitente cumpra as cláusulas pactuadas na escritura compete ao próprio comprador da debênture. d) A Securitização consiste na conversão de empréstimos bancários e outros ativos em títulos para venda a investidores. e) Existem três tipos básicos de contrato de "Underwriting", que podem ser realizados, a saber "straight", "stand-by" e "best efforts". 50. Assinale a alternativa correta : a) O contrato de seguro caracteriza-se por, na maioria das vezes não ser oneroso. b) A apólice de seguros costuma ser, normalmente, emitida em três vias. c) O contrato de seguro, uma vez realizado, não pode ter quaisquer de seus elementos alterados. d) Franquia é o valor do prejuízo que fica a cargo do segurado, só respondendo a Seguradora por danos que ultrapassem este valor. e) O Cosseguro pode ser conceituado como o seguro do segurador.

GABARITO
1. A 11. E 21. E 31. E 41. A 2. C 12. D 22. D 32. E 42. C 3. D 13. E 23. D 33. B 43. D 4. D 14. C 24. E 34. D 44. B 5. D 15. C 25. B 35. B 45. C 6. E 16. E 26. C 36. C 46. B 7. C 17. A 27. B 37. B 47. D 8. D 18. B 28. C 38. C 48. A 9. C 19. B 29. B 39. A 49. C 10. C 20. A 30. B 40. A 50. D

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