Inovando através de alianças estratégicas: movendose em direção a parcerias internacionais e acordos contratuais Rajneesh Narula, John Haerdoorn1

University of Oslo and the STEP Group, University of Oslo, PB 1108 Blindern, N-0317 Oslo, Norway MERIT, Postbus 616 Maastricht University, 6200 MD Maastricht, The Netherlands Received 22 August 1998; accepted 4 November 1998
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Resumo
Alianças estratégicas estão se tornando sempre mais populares, particularmente para empreender atividades de desenvolvimentos tecnológicos. Sua rápida ascensão desde a década de 80 é encarada como uma evidência adicional da globalização. Neste artigo analisamos as tendências das alianças tecnológicas estratégicas (ATEs). Em particular, o uso da ATE internacional tem crescido apesar de mais lentamente nas firmas dos EUA do que na Europa e Japão. Além disso, eles tem crescido com o uso de acordos não intensivos em capital, o que parece ser um meio superior para empreender no desenvolvimento tecnológico em setores de alta tecnologia e de setores de rápida evolução. Dentre outras coisas, nossa análise sugere que, na medida em que estas Alianças Estratégicas Tecnológicas vão surgindo, causam o aparecimento de outras empresas para fazer o que as empresas do mesmo setor fazem, independentemente de sua nacionalidade.
Palavras-Chave: Alianças Estratégicas; P&D; Inovação; Internacionalização; Formas de Organização; Globalização; Corporações multinacionais

1. Introdução Dificilmente, nos dias de hoje passamos sem verificar o surgimento de algum anúncio na imprensa de aliança estratégica ou dissolução de outras. O crescimento da popularidade desta “nova” forma de atividade é dada como uma prova da irremediável marcha para a globalização, especialmente porque um grande e crescente número destes acordos envolvem firmas de no mínimo duas nacionalidades. É essencial, antes de prosseguirmos, estabelecermos o que definimos por globalização. Globalização é usada aqui para nos referirmos ao aumento nos padrões de consumo e níveis de renda entre países, em paralelo ao aumento das atividades além das fronteiras das firmas destes países (Dunning and Narula, 1998). Duas primeiras ressalvas devem ser notadas a respeito deste fenômeno. Primeiro, a globalização é fundamentalmente e principalmente associada com os países industrializados da tríade (Europa, América do Norte e Japão). Segundo, seus efeitos variam entre indústrias, e
1Este texto é uma tradução feita a partir de HAGENDOORN,J., NARULA, R. 1998 por Rodrigo Hermont
Ozon. Erros e omissões são de minha inteira responsabilidade.

se mostram particularmente graves em setores que são capital e conhecimento-intensivos, bem como daqueles que dependem de novas tecnologias e rápida evolução. É importante lembrar que uma outra definição de globalização diz respeito a países que vem se tornando similares, mas isto não significa dizer que suas economias estão se tornando idênticas (Archibugi and Pianta, 1992; Narula, 1996). Esta elucidação é crucial pois estes setores essenciais estão onde as firmas tem se internacionalizado rapidamente, não somente porque as permitem competir em vários mercados simultaneamente, mas também porque as permitem explorar e utilizar ativos e tecnologias que podem ser muito específicas em localizações particulares. Como Knickerbocker (1973) inicialmente demonstrou, as firmas algumas vezes se estabelecem em alguns mercados simplesmente porque seus competidores fizeram o mesmo. Levando isso em consideração e também o fato de que ambas; inovação e/ou respostas rápidas as inovações de um único competidor são a chave para a sobrevivência num ambiente de mercado; a necessidade de se mostrar onipresente se torna óbvia. Infelizmente, os altos custos e riscos de cada uma destas opções tem se mostrado onipresente e onerosa. Muitas firmas tem de arcar com a duplicação de sua cadeia de valor em diferentes localizações, e como tal, tem de considerar atividades colaborativas. O uso da colaboração para empreender as relações de produção com outras firmas é tão antiga quanto o próprio tempo, mas a novidade surge pelo menos em quatro níveis. Primeiro, a colaboração é agora freqüentemente considerada como uma primeira melhor opção, em vez de um último recurso (Dunning, 1995). Segundo, as firmas cada vez mais fazem uso de tais acordos para empreender em P&D, uma atividade que é tradicionalmente guardada a sete chaves. Estimativas recentes apontam para o número de colaborações em P&D na faixa de 10 a 15% de todos os acordos e acredita-se que este número tem triplicado desde a década de 802. Terceiro, não são unicamente as firmas que estão fazendo mais colaboração através de P&D, elas o fazem com parcerias estrangeiras (Hagerdoorn, 1996). E quarto; a novidade em termos de alianças em P&D é
2Estas estimativas são baseadas nos resultados obtidos por dois diferentes estudos, Culpan e Kostelac
(1993) e Gugler e Pasquier (1996).

o crescimento do uso de muitas e diferentes formas de organização não tradicionais, igualitários , empreender
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high-tech

(Hagedoorn and Narula, 1996). Usando a base de dados única MERTI-CATI, que contém em torno de 10.000 instâncias de parcerias tecnológicas (veja Apêndice A), nos instigamos a investigar as tendências das alianças tecnológicas estratégicas (ATE). Em particular, queremos avaliar e expor por que e como as ATE tem crescido gradualmente nas últimas duas décadas e também as dramáticas mudanças para formas contratuais de acordos ao longo do tempo em conjunto com o crescimento no uso de parcerias tecnológicas internacionais. 2. Compreendendo as alianças estratégicas Antes de avançarmos, ela é necessária para criar e explorar alguns dos termos mais importantes termos empregados aqui. Existem algumas confusões a respeito dos significados de acordos colaborativos/cooperativos, redes (networks) e alianças estratégicas, uma vez que estes termos são muitas vezes empregados como sinônimos. Acordos cooperativos incluem toda atividade colaborativa intrafirma, dois enquanto redes e alianças estratégicas representam diferentes (embora relacionados)

subconjuntos de cooperação intrafirma. Mais especificamente, pelas alianças estratégicas nós nos referimos aos acordos cooperativos intrafirma Neste que se destinam estamos a afetar o posicionamento de longo prazo do produto no mercado de pelo menos um parceiro (Hagedoorn, 1993). artigo, interessados especificamente nas alianças onde atividades inovadoras são, no mínimo, parte do acordo o qual devemos remeter a cada parceria estratégica tecnológica ou aliança tecnológica estratégica. O que diferencia uma aliança estratégica de uma rede consumidor-produtor é o motivo subjacente da cooperação (Fig. 1). Sugerimos que a maior parte dos acordos cooperativos têm duas possíveis motivações4.
3Ou equacionados. 4Um considerável debate recente em torno desta suplente escola do pensamento. Trabalhos recentes
tem apontado para demonstrar sua complementaridade. Para uma visão panorâmica do assunto vide Madhok (1997)

Primeiro, existe uma motivação para redução de custo, no qual, no mínimo uma firma com relacionamento tem adentrado para minimizar o relacionamento com sua rede, ou seja, em outras palavras é uma economia de custos. Os acordos que são essencialmente destinadas a fazer isto são geralmente (mas nem sempre) do tipo clientefornecedor, ou de relações verticais dentro de uma cadeia de valor adicionado e incorporam uma perspectiva de curto prazo. Segundo, as firmas precisam ter uma motivação estratégica. Tais acordos tendem a se caracterizar como otimizadores dos lucros de longo prazo incentivados pela tentativa de melhorar o valor dos ativos da firma. É importante compreender a distinção feita até aqui. Enquanto as ações de economias de custo, tal como adquirir a participação minoritária de um fornecedor pode aumentar lucros, que muitas vezes não é o caso do valor da empresa, são reforçadas para além do curto prazo (e.g. as centenas de cortes de custos, acordos de terceirização que cada uma das principais empresas tem). Quando uma empresa se engaja num acordo, é dito que ela desenvolve uma espécie de padrão comum com a rival (e.g. A Sony e a Phillips para estabelecer os padrões tecnológicos do DVD), muitas vezes renunciando de lucros mais elevados no curto prazo (que estavam indo por si só) na esperança de que a norma do conjunto do mercado irá reforçar sua posição no longo prazo.

É claro que as empresas gostariam de fazer ambas as coisas ao mesmo tempo: aumentar seus lucros no curto prazo através de economias de custos, bem como, maximizar os lucros de longo prazo através de

valorização de seus produtos, mas isso nem sempre é possível.É importante enfatizar que muitos acordos tomam direções diferentes por uma motivação ou outra. O que estamos tentando estabelecer aqui é que, acordos que foram firmados principalmente como ganhos de curto prazo tem em mente uma rede de consumidores-fornecedores, ao passo que acordos em que um valor de longo prazo é o acessório principal como um objetivo primordial as alianças estratégicas. A figura 1 ilustra estes argumentos básicos com alguns exemplos. 3. Globalização e o crescimento do uso das alianças em P&D Apesar da relação entre globalização e atividades de alianças

estratégicas serem minuciosamente endereçadas noutros locais aqui serão destacadas as características primárias desta relação (Fig. 2). Primeiro, empresas da tríade (Europa, América do Norte e Japão) são cada vez mais engajadas na atividade econômica além das fronteiras. Realmente, para sobreviverem essas empresas tiveram de adotar políticas que maximizem sua presença não unicamente nestas localizações de mercados primários, mas também todas estas localizações onde seus competidores estão operando numa variante que pode ser melhor descrita como uma estratégia do tipo “siga o líder” (Knickerbocker,
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1973).

Este

aumento

do

comportamento da rede da atividade MNE é motivada em parte pelo fato de que ainda existem diferenças nos distintos recursos disponíveis em diferentes países. Isto é, apesar de incrementar as similaridades nos padrões de consumo e nos tipos de tecnologia utilizadas em cada país continua a se verificar uma clara especialização das localizações e das firmas destas localizações que tornaram-se mais, e não menos, distintas (Cantwell, 1989; Archibugi and Pianta, 1992; Narula,1996). Isto vem sendo descrito como os fatores que preenchem o sistema nacional de inovação (vide e.g. Lundvall,1992). O efeito disso é que as firmas tem um crescente interesse na exploração dos ativos existentes baseados em conhecimentos (ativo intangível) e no desenvolvimento de novos em muitas localizações simultaneamente com o intuito de explorar as diferenças de vantagens competitivas de cada localização. Segundo, tem havido um aumento da interdependência das tecnologias e indústrias, tal que uma considerável
5Vide HAGENDOORN,J., NARULA, R. 1998

p. 285

“fertilização cruzada” ocorre entre os setores. Por exemplo, a produção automobilística já não é mais simplesmente uma questão de domínio de tecnologia mecânica, pois exige uma especialização interdisciplinar, dentre outras custos coisas, de novos insumos de tecnológicos como tecnologia múltiplas de telecomunicações, e desenvolvimento dos semicondutores. O aumento dos aquisição competitividade nessas áreas simultaneamente, indicam que, a internalização e a integração ambas horizontalmente e verticalmente, não é possível no longo prazo. Mesmo que uma empresa se concentre em apenas um setor, a inovação tornou-se progressivamente mais cara. Por exemplo, o desenvolvimento de um carro novo pode custar milhares de dólares. Dado que a maioria das empresas têm agora de inovar em vários setores diversos e diferentes em paralelo, isto evidencia que as filiais subsidiárias e a internalização de toda atividade de P&D já não é uma solução prática se uma empresa pretende atingir as necessárias economias de escala e escopo. Não obstante, o que interessa nestas novas tecnologias essenciais é que suas mudanças tecnológicas são rápidas, o que implica no rápido desuso de alguns produtos, fazendo com que as empresas necessitem recuperar seus investimentos em um período muito mais curto do que era anteriormente visto. Na realidade, alguns estudos tem demonstrado que em certas indústrias, patenteamento não é mais um meio viável de proteger uma invenção, uma vez que o produto venha a ser ultrapassado antes de uma patente ser concedida. Deste modo, empresas que desejam permanecer competitivas em qualquer dado mercado precisam achar caminhos e meios para recuperar os custos da inovação e isso implica num aumento da expansão do mercado além das fronteiras.

Contudo, para fazê-lo incorre em maiores riscos e custos e assim as empresas devem buscar parceiros para compartilhar estes custos e riscos e não simplesmente através de investimento estrangeiro direto (IED). Apesar das dificuldades nas peculiaridades das parcerias, particularmente aquelas associadas a elevadas taxas de falências (veja e.g. Inkpen and Beamish, 1997) e agravados por estas peculiaridades, as empresas inovadoras tem verificado um crescente número de alianças realizadas com estas intenções em mente, apesar das atividades de alianças de marketing e vendas predominarem, especialmente no cenário internacional. No entanto, cabe notar que alianças envolvendo marketing e vendas são, muitas vezes em termos de custos, de natureza mais econômica, enquanto as alianças de P&D detêm um caráter muito mais estratégico. No entanto, duas investigações independentes a respeito das alianças (Culpan and Kostelac,1993; Gugler and Pasquier, 1996) apuraram que as vendas e marketing representaram 41% e 38% de todas as alianças dos questionados, enquanto alianças de P&D representaram 10,8% e 13%, respectivamente. Um destes estudos constatou que as alianças em P&D triplicou na importância relativa desde a década de 80.

Apesar da base dados do CATI focar-se exclusivamente nas alianças que envolvam atividades inovadoras e isto não nos permite distinguir a relativa significância das ATE em relação a outras alianças , o que confirma seu rápido crescimento desde o inicio da década de 80 (Hagerdoorn, 1993, 1996). A Fig. 3 mostra o crescimento do número de novas alianças estabelecidas nos anos selecionados. As alianças cresceram a uma taxa média anual de 10,8% entre 1980 e 1994, de maneira muito superior ao crescimento dos gastos com P&D tomadas por uma base de um país ou de empresa por empresa.

3.1Tendências das parcerias Quais são as tendências e quais os fatores que determinam a propensão das empresas em realizar as parcerias tecnológicas estratégicas? A tabela 1 mostra o número total de alianças realizadas pelas empresas de um dos mais importantes países de origem e fornece provas claras de que esta propensão varia consideravelmente de país para país. Como era de esperar, as firmas das três maiores potências industriais dominantes nas Alianças Tecnológicas Estratégicas (ATE), como os EUA, Japão e Alemanha representam 64,1%, 25,6% e 11,3% de todas as alianças incluídas na amostra, respectivamente. Ainda, a respeito das classificações destes países, a tabela 1 reforça a idéia de que esta propensão simplesmente representa as diferenças do tamanho da economia, o que não é inteiramente uma verdade. Por exemplo, companhias holandesas se engajam em mais alianças em ambos os termos absolutos e relativos do que as italianas, mesmo sendo a Itália quatro vezes maior em tamanho de mercado. Incluímos muitas outras variáveis para esclarecer isto, o que

sugere que os dois maiores fatores determinam as diferenças entre os países. Primeiro, o nível de sofisticação tecnológica do país desempenha um fator chave na propensão das firmas em empreenderem ATE, ambos em termos de altos em níveis setores de empreendimentos (e em P&D como seu envolvimento high-tech consequentemente elevada

intensidade de P&D). Incluímos na tabela 2 duas proxies6 para isso: as partes dos mercados exportadores high-tech da OECD destes países e o nível de dispêndio nos negócios de P&D. Ambas são altamente correlacionadas com ATE. O topo do ranking, Holanda em relação a Itália ou Espanha, ambos países grandes é explicado parcialmente por isto. Segundo, a estrutura do setor doméstico desempenha um papel importante na determinação da habilidade de empreender Alianças Tecnológicas Estratégicas. Por outro lado, países como a Itália tendem a ser dominadas por pequenas e médias empresas, considerando que países como Reino Unido e EUA tendem a ter firmas maiores dominando a paisagem industrial. Ainda, a paisagem italiana (e em menor medida na Alemanha) é habitada por um grande numero de pequenas e médias empresas. Isto é importante, uma vez que grandes empresas tendem a empreender mais em atividades de P&D e são portanto, mais suscetíveis a firmar Alianças Tecnológicas Estratégicas (ATE). Nós procuramos isto pelo numero total de firmas de cada um destes países que estão incluídos na lista da Fortuna dos 500. Estas variáveis são ainda altamente significativas relacionadas ao numero de alianças de cada um destes países. Não obstante, é importante lembrar que uma parceria tecnológica estratégica é essencialmente um fenômeno de nível empresarial. Apesar dos fatores nacionais desempenharem um papel importante na determinação das questões do tipo de empresas operando neles (por conta da infraestrutura e disponibilidades de recursos), o tamanho destas empresas (estrutura de mercado e leis de competitividade), a propensão das empresas fazerem P&D é ainda muita definida pelo nível empresarial. Como uma comparação as tabelas 1 e 2 mostram, que há uma tendência da generalização da especificidade da atividade da empresa, apesar de cada firma ser única na sua maneira de ver, reagir e de sentir (idiossincrasia). Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de estratégia, bem como a
6Ou mecanismos de busca.

sua tecnologia de gestão. Algumas empresas podem preferir internalizar, tanto quanto possível, as suas atividades inovadoras (como a Volkswagen), enquanto outros preferem levar a cabo atividades de investigação conjuntas (tais como Nissan). Realmente, quando tentamos examinar a relação entre a propensão a empreender ATE e a proxy do nível empresarial para competitividade (gastos com P&D, intensidade de P&D) e o tamanho da empresa (empregos e salários) os resultados (utilizando ranking de correlações) se tornam muito mais ambíguos. Ambos, intensidade e gastos em P&D são não correlacionados com ATE. Em outras palavras, obtendo um maior (ou mais baixo) orçamento em P&D seja em valor absoluto ou relativo, não significa que as empresas participem em mais ou menos alianças tecnológicas, mas sim unicamente uma questão de estratégia. Por outro lado, o tamanho da companhia (proxy para qualquer total de vendas ou trabalhadores) é significativamente correlacionada com a intenção em fazer ATE: isto é, as grandes empresas empenham-se mais em P&D do que fazer alianças com pequenas empresas. Estes resultados são um pouco influenciados pelo controle das firmas grandes (tabela 2) e apesar de nós não controlarmos as diferenças setoriais, eles sugerem que o tamanho não desempenha um papel representativo. Talvez a explanação atrás disto retorne em dois fatos muito observados em muitas das literaturas sobre alianças estratégicas. Primeiro, existe uma alta taxa de falência das alianças estratégicas em geral: tal como acordos intrafirma requerem muito mais envolvimento e recursos, e neles existirem um certo limiar em termos dos recursos serem bem sucedidos. Segundo, os dados sugerem que apesar de um grande numero de alianças envolverem pequenas e médias empresas, em geral, no mínimo uma das parcerias é grande, dispõe dos recursos necessários para investir em alianças.

Claramente muito mais trabalho é necessário para esclarecer a dinâmica por trás desses resultados, mas é óbvio também que existe uma variação considerável na empresa no nível da estratégia de P&D, e eventualmente, a falta de interesse de algumas empresas para realizar alianças pode ser simplesmente força do hábito. Como veremos no tópico seguinte, no entanto, há evidências para sugerir que algumas dessas diferenças representam também as tendências específicas da indústria. Ou seja, as empresas simplesmente fazem o que os seus concorrentes estão a planejar, independentemente de diferentes nacionalidades. 4. Alianças internacionais de P&D

O que é o aspecto internacional da Aliança Estratégica Tecnológica ? Cerca de 65% das alianças da Tríade são internacionais (tabela 1) apesar disto variar enormemente entre países. Em um dos extremos, de 41% do total de todas as suas alianças, as empresas norte-americanas foram as menos orientadas internacionalmente. Noutro extremo, 96% das alianças envolvendo empresas espanholas tendem a ter maior participação nas alianças internacionais do que as americanas ou japonesas.

Existem várias razões subjacentes para os diferentes níveis das participações das alianças internacionais por país. Primeiro, existe um efeito do tamanho do país - empresas de países pequenos tendem a ter um alto envolvimento no investimento internacional e produção ao estrangeiro se comparadas com empresas de países grandes. Isto por que a demanda local é freqüentemente (como no caso dos EUA) suficiente para alcançar economias similares. Em geral, portanto, empresas de países pequenos mostrarão uma maior propensão para participar de alianças estratégicas internacionais. Ademais, países pequenos tendem a se especializarem em setores menores e nichos (Freeman and Lundvall, 1998; Hagerdoorn and Narula, 1996), e se eles necessitarem acessar as tecnologias fora destes nichos setoriais, elas serão obrigadas a procurar acesso as suas vantagens comparativas em outras localizações. O inverso é verdadeiro para os EUA, que como um país grande possui vantagens comparativas em muitas indústrias e é o lar dos clusters na sua maioria. Isto age como um desincentivo para as empresas americanas para empreenderem no exterior atividades inovadoras, como o faz em direção a produção ao exterior. Todavia, esta ainda não é a história completa: enquanto as empresas japonesas e alemãs também abarcam a atender um vasto mercado

doméstico, a sua participação nas Alianças Tecnológicas Estratégicas internacionais são muito maiores do que as norte-americanas. Existem também algumas amplas diferenças nas estratégias entre empresas de diferentes nacionalidades e regiões. Veugelers (1996) observou que dentre outras coisas, as firmas européias tem uma vasta propensão para participar em alianças nos setores em que lhes faltam vantagens comparativas em relação a empresas norte-americanas e japonesas, enquanto Narula (1999) demonstrou que as empresas européias tem uma maior propensão a participar das alianças entre UE e EUA. A tabela 2 também provê detalhes do nível empresarial em relação a propensão em empreender parcerias em alianças internacionais tecnológicas estratégicas. Usando simples testes de correlação, dois resultados distintos emergem: 1. Há uma forte relação positiva entre a medida de como estas empresas tem sua produção destinada ao exterior (medida pela porcentagem de trabalhadores estrangeiro empregados), e a porcentagem de alianças internacionais. Isto é, as alianças não são unicamente utilizadas como uma alternativa totalmente própria de suas filiais, mas de forma complementar. Em certa medida isto sugere que mais empresas realizem mais vendas no exterior, sendo elas mais propensas a realizar P&D no exterior, embora mais uma vez, as empresas (tabela 2) serem um pouco mais tendenciosas no sentido geral a internacionalização. O que é todavia menos intuitivo é que estas empresas comprometem P&D através das Alianças Tecnológicas Estratégicas (ATE); e 2. Em contraste com as alianças, parece haver uma significativa e negativa correlação entre as alianças internacionais e o tamanho (medido pelo total de vendas e despesas totais em P&D) que indicam que as empresas possam compensar a sua pequena dimensão (e recursos limitados) por se dedicarem à Alianças Tecnologicas Estratégicas Internacionais. Isto é, empresas que são grandes tendem a ter já um investimento considerável na filial de atividades em P&D e já estão bem racionalizadas e globalizadas operacionalmente. Como tal, elas são mais fáceis de absorver os altos custos e riscos de projetos de P&D independentes uma vez que elas já fizeram investimentos consideráveis em laboratórios

de P&D nas filiais e que são irrecuperáveis (e ainda os custos fixos). Ademais, estas empresas e tendem sim a ser grandes nos conglomerados e não estão tão interessadas em obter bens ou competências complementares mais focadas participantes do nicho. Utilizando um teste simples de análise de variância (ANOVA) os dados nos revelam que estas observações em relação a propensão realizar alianças tecnológicas e internacionais não são determinadas pelas diferenças entre os países de origem após a divisão da amostra entre

empresas européias, japonesas e norte-americanas. Isto é, a nacionalidade não determina um papel fundamental. Todavia, quando classificamos as empresas da tabela 2 pelos setores industriais amplos (TI/eletrônicos, automotivos existentes e entre químicos) os nós encontramos significativas industriais. O diferenças setor de vários agrupamentos

TI/eletrônicos apresentou uma maior participação média em ATE e ATE internacionais em relação aos outros dois setores. Em outras palavras, as empresas comportam-se de forma semelhante dentro do mesmo setor independentemente de sua origem. 5. Tipos de acordos A discussão na ultima seção sugeriu que existem inúmeros motivos para as empresas empreenderem alianças tecnológicas estratégicas, como foi resumido na figura 2. Não estamos intencionados a discutir os vários motivos aqui (veja Hagerdoorn, 1990), mas é pertinente salientar que, assim como nenhum acordo pode ser meramente estratégico ou de minimização de custos, a maior parte dos acordos têm vários motivos (Hagerdoorn, 1993). A figura 4 descreve a faixa dos modos organizacionais interfirma geralmente utilizados em atividades de acordos colaborativos: existe uma vasta gama de tipos de acordos refletindo os vários graus de interdependência interorganizacionais e níveis de internalização (veja Hagerdoorn, 1990 para o debate mais aprofundado). Esta faixa das filiais subsidiárias representa completamente a interdependência entre as firmas e a completa internalização. No outro extremo, figuram as transações do mercado a vista (spot market) onde empresas totalmente independentes adentram em condições normais de mercado, transações onde cada

empresa permanece completamente independente uma das outras. Como ilustrado na figura 4, nos incluímos a rubrica dos acordos colaborativos em dois amplos agrupamentos de acordos os quais podem ser encarados como representando diversos graus de internalização. Embora seja difícil de ser específico e concreto no que diz respeito à classificação ordinal, é seguro dizer que acordos baseados em capital próprio representam um nível mais elevado de interiorização e interdependência interorganizacionais que os acordos não relacionados a capital próprio. Isto é uma evidencia clara de que nas duas últimas décadas anteriores parcerias houve um aumento do uso – de acordos não capital não representativos. Esta tendência é particularmente perceptível com as tecnológicas estratégicas parcerias tecnológicas representativas tem aumentado 53,1% de todos os acordos firmados entre 1980 e 1984, para cerca de 73,3% dos acordos entre 1990 e 1994. Em particular, acordos conjuntos de P&D representam a maior parte do volume de alianças estratégicas tecnológicas não igualitárias no período mais recente e são responsáveis por grande parte do aumento do capital não igualitário de ATEs. (Tabela 3) Neste aspecto, esta mudança preferencialmente reflete alguns dos aspectos da globalização. Acordos igualitários tendem a ser formas muito mais complexas de administrar e controlar, e levam mais tempo para se estabelecer e dissolver (Harrigan, 1988). Adicionalmente, a globalização em certos setores que evoluem rapidamente como a tecnologia da informação levou seus produtos a ciclos de vida mais curtos. Junto com o aumento da competitividade na corrida da inovação isto tendeu a encorajar empresas a firmarem contratos não igualitários de alianças estratégicas tecnológicas (ATEs) os quais provêem maiores flexibilidades estratégicas, uma vez que as empresas necessitam de respostas rápidas as mudanças das lideranças tecnológicas (Osborn and Baughn, 1990). A globalização trouxe também certo nível de harmonia nos enquadramentos das leis regulatórias entre países. Em alguns casos isto tem ocorrido em bases regionais tais como no interior da União Européia enquanto em outros ela tenha ocorrido numa base quase global através de instituições como a OMC e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). Como foi demonstrado na tabela 1 e 2, a maior parcela das alianças tendem a ter um escopo internacional. Atividade inovadora pela sua própria definição envolve risco considerável.

Como tal, há uma distinta possibilidade de que uma empresa aprenderá mais do que outra com um acordo, como a empresa tem aprendido que a maioria encerra o acordo prematuramente. Tais situações resultam na perda da propriedade mínimo de ativos tecnológicos específicos da empresa para no um parceiro.

Particularmente, no caso de parcerias entre vários países isto é mais difícil de recorrer a recursos legais para esta perda. Empresas em alianças internacionais tem assim se direcionado a acordos igualitários, e tem permanecido em áreas que tenham seus direitos de propriedade corretos. Todavia, com o desenvolvimento das transnacionais e a gradual padronização dos quadros regulatórios as empresas estão cada vez mais capazes de levar a cabo acordos de empreendimentos não igualitários de P&D em bases internacionais uma vez que os contratos são mais facilmente cumpridos. Realmente, o desenvolvimento de instituições supra-nacionais e enquadramentos como OMC e OMPI tem assegurado o cumprimento dos contratos de maneira mais viável alem das fronteiras. Além de tais modificações exógenas, porém, há o aspecto da aprendizagem organizacional. Como as empresas adquirem experiência empreendendo em atividades no exterior, a sua percepção do risco inerente de firmar alianças além de suas fronteiras geográficas caem. Ademais, como as empresas se tornam mais familiares com um dado parceiro, o risco deste parceiro especifico ser desonesto cai junto com qualquer acordo subseqüente.

Talvez, mais importante, porém, é que a mudança na preferência do capital ilustra que as empresas estão cada vez mais motivadas a realizar acordos com uma intenção estratégica explicita ao invés de uma simples relação de economia de custos. Isto é significante, pois enquanto o movimento para acordos não igualitários tem ocorrido entre empresas de quase todas as nacionalidades7, existem claras diferenças entre as regiões. A tabela 4 mostra como o declínio na popularidade de acordos igualitários tem acontecido em diferentes regiões geográficas da Tríade. Curiosamente, apesar de a porcentagem de alianças tecnológicas estratégicas não igualitárias pelas

7Incluindo países em desenvolvimento, apesar de mais uma vez ressaltar que existem diferenças
consideráveis entre grupos de países.

empresas norte-americanas se mostrarem as mais elevadas durante o período mais recente (77,8%) em relação aos europeus e japoneses, entre 1980 e 1990, as empresas japonesas mostraram uma maior propensão para alianças tecnológicas estratégicas não igualitárias do que as feitas pelas americanas. Esta é uma observação particular interessante, uma vez que as empresas japonesas tem notado a sua preferência pelas filiais subsidiarias quando empreendem a produção no exterior. O domínio de acordos não igualitários pelas empresas norte-americanas não é inteiramente alheio ao fato de que os americanos tem a maior percentagem das alianças internacionais.

Em geral, a habilidade das companhias de aprender e transferir variam de acordo com a forma organizacional das alianças (Osborn and Baughn, 1990; Hagerdoorn and Narula, 1996). Como tal, as empresas selecionam uma forma particular de aliança dependendo do objetivo e da indústria das alianças. Por exemplo, formas não igualitárias do arranjo são mais eficientes para empreender em mais atividades intensivas em pesquisa, uma vez que elas promovem maior negociação e cooperação intensiva do que as formas igualitárias. Todavia, onde as empresas buscam aprender e transferir conhecimentos tácitos, retornam a matriz, como um mercado especifico de conhecimento, seja quando entram em novo mercado, ou quando estão engajadas no sistema produtivo, bem como na pesquisa, formas igualitárias de acordo podem ser mais apropriadas ao aprendizado (Osborn and Hegerdoorn, 1997). Em geral, embora isto apareça como uma escolha de um modo particular de cooperação, varia com as características tecnológicas dos setores da indústria. Acordos igualitários são preferidos em setores relativamente maduros, enquanto acordos não igualitários são utilizados em setores high-tech. Alguns esforços tem sido feitos para relacionar o tipo de escolha de acordos igualitários versus não igualitários em diferentes aspectos.

Apesar de os dados apresentados aqui serem limitados, quando examinamos os dados do nível empresarial (tabela 2) e avaliamos a propensão das firmas em empreender equidade, encontramos que existem significativas diferenças existentes entre grupos industriais de empresas. Isto sugeriria que, na verdade, a globalização tem tido alguns efeitos amplos sobre a propensão das empresas para não comprometerem alianças igualitárias, e tem levado a uma homogeneização da propensão das empresas para realizar alianças. Onde existem diferenças, estas ser representam diferenças entre os setores. Em geral, isto pode

provavelmente dito como tipos de acordos não igualitários que podem ser um mecanismo superior para o desenvolvimento conjunto de produtos e processos hightech, enquanto em setores de ponta inferiores acordos igualitários são preferidos. 6. Conclusões

O uso de alianças estratégicas tecnológicas é um fenômeno que tem se proliferado nas ultimas duas décadas passadas, principalmente em resposta as mudanças que são freqüentemente descritas coletivamente como globalização. Em particular, enfatizamos que questões estratégicas como reforço da competitividade e valor da empresa num horizonte maior de longo prazo motivam o seu crescimento de alianças, ao invés de melhorar a eficiência dos custos no curto prazo. A globalização tem afetado a necessidade das empresas em colaborar, alcançar nestas um empresas que hoje procuram oportunidades o aumento para das cooperar, um tanto quanto identificar situações em que elas podem controle majoritário. Adicionalmente, similaridades tecnológicas entre os países e a interpenetração tecnológica entre os setores, acoplados com os riscos e custos associados a inovação, tem conduzido as empresas a utilizarem alianças tecnológicas estratégicas como uma primeira melhor opção. Alianças Tecnológicas Estratégicas, como também as formas mais inovadoras de atividade, são principalmente concentradas nos países da Tríade. Todavia, a propensão das empresas de uma dada nacionalidade engajarem-se em alianças tecnológicas estratégicas (ATEs) são uma função de suas características de seus países de origem. Por exemplo, países

menores e tecnologicamente inferiores tendem a se focarem em setores menores em relação aos países grandes. Nós também dissemos que alianças estratégicas são dominadas pelas empresas grandes, e isso é realmente uma relação positiva entre o tamanho da empresa e os níveis de ATEs. Por outro lado, o tamanho e a intensidade das atividades de P&D (entre o núcleo de setores de alta tecnologia utilizados em nosso estudo) não parecem determinar a propensão das empresas de empreender ATEs. Estes aparentemente contraditórios resultados sugerem que existe um tamanho limiar devido ao grande compromisso nos recursos necessários, dada a alta taxa de falência (fracasso) das alianças nestes setores de rápida evolução. Nos também observamos uma alta porcentagem de ATEs utilizadas nas bases transfronteiriças. As empresas norte-americanas praticam um menor numero de alianças internacionais e as européias um maior numero. Em geral, ATEs são vistas como complementares a produção destinada ao exterior empresas com maior produção no exterior tendem a firmar parcerias com mais freqüência com estrangeiras. Empresas grandes tendem a realizar menores alianças internacionais, provavelmente porque estas empresas tendem a ser conglomerados, tendem a ser rentáveis, e já fizeram os investimentos necessários em plena propriedade exterior nos seus laboratórios de P&D. Como tal, uma vez que elas já podem ter competências necessárias em vários setores, e já levantaram os custos irrecuperáveis em P&D no exterior, as ATEs são menos atraentes. Mais importante é que os dados sugerem que estas tendências são de uma indústria especifica; isto é, as empresas fazem o que empresas na mesma indústria fazem independente de sua nacionalidade. Ademais, enquanto algumas empresas empreendem em ATEs como um meio para complementar as suas atividades atuais de P&D, outras procuram utilizar as Alianças Tecnológicas Estratégicas (ATEs) como um substituto. Existe também uma clara mudança para a atividade de acordos não igualitários, e isto ocorreu mais ou menos uniformemente entre países. Atribuímos esta mudança parcialmente para a melhoria da executoriedade dos contratos e da proteção de propriedade intelectual e particularmente ao aumento de conhecimento e de empresas familiares que agora tem direcionamento as atividades de negócios internacionais. Numa base de nível empresarial, a propensão no uso de acordos igualitários é associada

com as diferenças especificas da indústria, ao invés de diferenças especificas de cada país. Em geral, isto é visto como mecanismos superiores de acordos não igualitários sobre alianças não igualitárias pelos propósitos de desenvolvimentos conjuntos de produtos e processos high-tech e de rápida evolução. Empresas norte-americanas, em particular, parecem ser uma exceção a regra na maior parte de nossa análise. Elas empreendem menos alianças internacionais em relação as européias e japonesas e firmam mais acordos não igualitários. Estas duas tendências não são correlacionadas. Enquanto é uma verdade que as empresas norte-americanas se iniciam em mais alianças do que aquelas de outras nacionalidades, no entanto, é também verdade que em relação ao tamanho da economia americana, esta participação é sutil. Apesar disto sugerir que empresas não americanas tenderem a se iniciar em alianças por conta das intervenções governamentais e as relaxadas regulações antitruste, isto ainda não é inteiramente uma verdade. A tendência para acordos de mercados além das fronteiras com certa desconfiança e muita cautela, é que recentemente uma das características freqüentemente observadas das empresas norteamericanas, juntamente com uma tendência a centrar-se em ganhos de curto prazo. Todavia, o aumento da competitividade internacional nos setores que foram tradicionalmente dominados pelas americanas, tem forçado as empresas americanas a forjar alianças, e esta cada vez muito mais encarada como uma maneira de condução de negócios internacionais, particularmente como um meio de adentrar em desconhecidos mercados, geografias e produtos. Este é o caso especial particularmente, como o milênio se aproxima do fim, agora estes acordos internacionais tem feito com que os acordos contratuais sejam mais facilmente executados alem das fronteiras. Apêndice A Os acordos cooperativos e o sistema de informação de indicadores tecnológicos (CATI) O banco de dados CATI é um banco de dados relacional que contem arquivos de dados separados que podem ser linkados uns com os outros e podem prover informações (des)agregadas e informações combinados sobre muitos arquivos. A base de dados CATI contem as três maiores entidades. A

primeira

entidade

inclui

informações

em

torno

de

10.000

acordos

cooperativos envolvendo cerca de 4.000 diferentes matrizes empresariais. O banco de dados contém informações sobre cada acordo e algumas das informações a respeito de companhias participando destes acordos. Definimos acordos cooperativos como um interesse comum entre matrizes independentes (industriais) onde não estejam conectadas, muito embora a propriedade. Na base de dados CATI somente estes acordos intrafirma foram coletados que contenham alguns acordos de transferência de tecnologia e pesquisa conjunta. Conciliações de pesquisa conjunta, seguido de fontes de informação e acordos de licenciamento são exemplos bem claros. Nós também coletamos informações a respeito das joint ventures8 em que novas tecnologias são recebidas por pelo menos um dos sócios ou as joint ventures que tem apenas um programa de P&D. Mera produção ou comercialização das joint ventures foram excluídos. Em outras palavras, nossa analise relaciona-se principalmente com a cooperação tecnológica. Discutimos estas formas de cooperação e acordos para cada atividade inovadora combinada ou um intercâmbio de tecnologia de no mínimo uma parte do acordo. Conseqüentemente, parcerias foram omitidas o que regula não mais do que a partilha das facilidades da produção, o ajuste dos padrões, comportamento conspiratório nos ajustes de preços e atração de barreiras a entrada – além de todos estes serem efeitos colaterais da cooperação intrafirma, na nossa definição. Consideramos como um atributo relevante a informação de cada aliança: o numero de companhias envolvidas (ou importantes subsidiarias); ano de estabelecimento, horizonte temporal, duração e ano de dissolução; investimentos em capital e envolvimento de bancos e institutos de pesquisa ou universidades; campo tecnológico9; formas de cooperação10; e alguns 8Expressão em inglês que significa “união de risco” e designa o processo mediante o qual pessoas, ou, o
que é mais freqüente, empresas se associam para o desenvolvimento e execução de um projeto específico no âmbito econômico e/ou financeiro. Uma joint venture pode ocorrer entre empresas privadas, entre empresas públicas e privadas, e entre empresas públicas e privadas nacionais e estrangeiras. Durante a vigência da joint-venture, cada empresa participante é responsável pela totalidade do projeto. No caso brasileiro, esta modalidade foi estimulada especialmente durante os anos 70, envolvendo empresas privadas nacionais, empresas estatais e empresas estrangeiras. (Sandroni, 1999)

9O mais importante dos campos em termos de freqüência são as informações tecnológicas
(computadores, automação industrial, telecomunicações, software, microeletrônicos), biotecnologia (com domínios como a indústria farmacêutica e agro-biotecnologia), novos materiais tecnológicos, químicos, automotivos, defesa, bens de consumo, equipamentos elétricos pesados, alimentos e bebidas, etc. Todos os campos tem importantes subcampos.

10Como principais modos de cooperação, nos consideramos a equidade das joint ventures, projetos
conjuntos de P&D, acordos de mudanças tecnológicas, participações minoritárias e cruzadas,

comentários a respeito das informações disponíveis sobre os processos. Dependendo de muitas formas de cooperação, coletamos informações num contexto operacional; o nome do acordo ou projeto; partilhas patrimoniais; a direção dos fluxos de capital; o grau de participação das holdings11 minoritárias; algumas informações a respeito dos motivos subjacentes às alianças; e as características da cooperação, como uma pesquisa básica, pesquisa aplicada, ou desenvolvimento de produto possivelmente associados e/ou modalidades de marketing. Em alguns casos nos somente indicamos quem foi o maior beneficiado. A segunda maior entidade é uma subsidiaria individual ou companhia mãe envolvida em uma (registrada) aliança, no mínimo. Em primeiro plano, avaliamos a estratégia cooperativa pela adição de suas alianças e computando sua rede de centralização. Segundo, nos apuramos sua nacionalidade, e se possível propriedade (majoritária) no caso de uma empresa industrial. Mudanças na propriedade (majoritária) na década de 80 também foram registradas. Em seguida, nós determinamos o principal ramo em que cada uma esta operando e classificamos seus números de empregados. primeiras Adicionalmente, temporais para para três o subconjuntos separados rede das de séries emprego, negócios,

consumidores, gastos com P&D e o número de patentes norte-americanas assinadas foram armazenadas. O primeiro subconjunto é baseado no placar de P&D da Business Week, o segundo na Fortune´s International 500, e o terceiro grupo foi recuperado das bandas de patentes do Departamento de Comercio dos EUA. Do ranking da Business Week, nós tomamos os gastos com P&D, redes de consumo, vendas e números de empregos. Em 1980 algumas 750 companhias foram arquivadas; durante os próximos anos este numero aumento gradualmente para 900 companhias em 1988 que foram repartidos entre os 40 grupos industriais. Para as maiores corporações fora
particularmente as relações entre consumidores e fornecedores , fluxos tecnológicos unidirecionais. Cada forma de cooperação tem um numero de categorias particulares.

11Designação de empresa que mantém o controle sobre outras empresas mediante a posse majoritária
de ações destas. Em geral, a holding não produz nenhuma mercadoria ou serviço específicos, destinando-se apenas a centralizar e realizar o trabalho de controle sobre um conjunto de empresas geralmente denominadas subsidiárias. Nesse caso, ela é denominada pure holding company ou “holding pura”. A empresa que, além de operar, isto é, produzir bens e serviços, também controla subsidiárias é denominada holding operating company, isto é, “empresa holding operadora”. Essa forma de organização empresarial, um dos estágios mais avançados da concentração de capital, permite a uma holding controlar um capital muito maior que o seu, obtendo lucros desproporcionalmente elevados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o grupo Van Sweringen, dono de estradas de ferro no valor de mais de 2 bilhões de dólares, era controlado por uma holding com um investimento inferior a 20 milhões de dólares. As multinacionais costumam centralizar o controle de suas subsidiárias espalhadas pelo mundo numa holding instalada no país de origem ou em algum outro onde a legislação fiscal seja mais branda.

dos EUA a Fortune´s International 500 proveu dentre outras informações sobre vendas (da qual depende o embaseamento do ranking), rede de consumo e numero de empregados. Referencias
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Rajneesh Narula studied electrical engineering in Nigeria, and subsequently worked as an AeroElectronics Engineer from 1983 to 1986. He completed an MBA from Rutgers University, USA, after which he worked in Hong Kong for IBM Asia/South Pacific. After leaving Hong Kong in 1989, he was a Research

Fellow in International Business and lecturer at Rutgers University, USA, where he completed his PhD. From 1993 to 1998 he was an Assistant Professor in International Business and Research Fellow at MERIT, at Maastricht University, The Netherlands. Since February 1998 he has been a Senior Research Fellow at ESST, University of Oslo and the STEP Group. He has also been a consultant for the UNCTAD, UNIDO and the European Commission, as well as several international companies. His research interests include foreign direct investment theory, strategic alliances, innovation strategies and economic growth, Africa and the NICs. John Hagedoorn studied economic sociology and political economy at the University of Leiden and holds a PhD in industrial economics from Maastricht University. He joined the Centre for Technology and Policy Studies (STB) of the Dutch research organization TNO in April 1978, where he became senior fellow in 1982. His research at STB focused, in particular, on innovation policy and the relationship between technology and sectoral growth and development. He was Visiting Research Fellow at the Science Policy Research Unit, University of Sussex and the Center for Economic Policy Research, Stanford University. Since 1985, he has been involved in work based on the diffusion of information technology and interfirm technology agreements. He has been a consultant to the EC,the OECD and the Ministry of Economic Affairs. At MERIT he is in charge of the research programme on technology and international competition. John Hagedoorn is full Professor of International Business Studies at Maastricht University.

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