ELEITOR CAMPANHA VOTO MANDATO GESTÃO PÚBLICA

Planejamento estratégico de campanha eleitoral
Não podemos esperar bons resultados de uma campanha eleitoral feita ao acaso, improvisada e da forma antiga, sem pesquisa, sem planejamento, sem profissionais especializados e sem produção de alta qualidade. A campanha moderna requer informações confiáveis para um bom diagnóstico, inteligência competitiva, foco e um posicionamento estratégico eficaz. Muitas pessoas confundem marketing com propaganda e acham que fazer campanha eleitoral é a mesma coisa que fazer publicidade de detergente. Puro engano! No marketing comercial, os produtos de consumo são mais fáceis de serem vendidos, pois todos nós temos a necessidade de consumir leite, arroz, feijão, produtos de beleza, higiene pessoal e de limpeza. O consumidor vai ao mercado e já sabe os produtos que quer levar, apenas escolhe a marca. No marketing eleitoral é bem diferente. É o produto (candidato) que tem que convencer o consumidor (eleitor) ao consumo, ao ato de comprar (votar). Essa analogia produto/candidato refere-se ao esforço pelo convencimento que cada um faz no mercado para ser o preferido, o escolhido pelo consumidor/eleitor. Em termos de concorrência, o processo é quase igual: cada produto e cada candidato tem suas estratégias (ou falta delas), ressaltando seus pontos fortes e minimizando os fracos. Entender essa diferença é fundamental em qualquer planejamento estratégico de campanha eleitoral por dois motivos: 1) a maioria das pessoas (mais de 70%) não tem interesse algum por política, e 2) o produto oferecido (político) tem elevada carga pejorativa no conceito popular.

Diagnóstico eleitoral – comece por aqui
O primeiro passo para planejar qualquer campanha eleitoral é fazer um bom diagnóstico, orientado por quem tem experiência no assunto. Diagnóstico feito por amadores pode destruir uma campanha. Um bom diagnóstico começa pela compreensão do sentimento e percepções dos eleitores comuns, e não pela satisfação de interesses pessoais ou negociações partidárias. Para isso, o diagnóstico deve prezar pelas informações extremamente confiáveis, isentas e sem romantismo. Novamente, nesse trabalho não há lugar para amadores. Política é especialidade dos bons políticos, que são hábeis em negociações. Porém, campanha eleitoral é especialidade dos bons estrategistas, que são hábeis em competição pela preferência dos eleitores. Um erro comum, cometido por muita gente, é gastar com pesquisas de simulação de in-

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tenção de voto muito tempo antes que os candidatos estejam definidos. Simulação de intenção de voto pode mascarar a realidade, superestimando nomes mais divulgados pela mídia e subestimando aqueles com menos evidência no noticiário. Perguntar em quem o eleitor votaria faltando mais de seis meses para a eleição, através de cenários hipotéticos de competição quando os candidatos nem estão definidos, é obrigá-lo a um exercício enorme de imaginação, em um assunto no qual ele ainda não tem nenhum interesse. As respostas obtidas com tamanho distanciamento do pleito são simples chutes, produzem falsos rankings e os resultados obtidos não têm valor estratégico. Ou seja, não servem para fazer o diagnóstico. Por outro lado, o estudo de potencialidade eleitoral é que tem valor estratégico e ajuda verdadeiramente no planejamento de uma campanha. Esse tipo de estudo pode e deve ser feito com vários meses de antecedência, até mais de um ano antes da eleição, e é muito útil para avaliar como os nomes se posicionam na percepção dos eleitores. Também serve de base para movimentos de troca ou filiação partidária, negociação de alianças e formação de chapas mais competitivas. A pesquisa de potencialidade eleitoral é o estudo que permite a Segmentação do Eleitorado (veja mais abaixo), para identificar os cinco tipos de eleitores e ajudar o candidato a definir os seus alvos.

Modelo de Diagnóstico eleitoral – os Cinco C´s da Conquista do Voto
O modelo de diagnóstico eleitoral elaborado pelo consultor político e estrategista Paulo Di Vicenzi contempla as cinco dimensões mais relevantes nos processos de análise e planejamento de uma candidatura, que se aplica tanto a competições majoritárias quanto proporcionais, em qualquer nível. Batizado pelo autor como “Cinco C´s da Conquista do Voto”, o modelo propõe investigar e desenvolver estratégias com base no conhecimento do Cidadão Eleitor, do Candidato, do Chefe de Governo, dos Concorrentes e do Cenário competitivo. Essas cinco dimensões são apresentadas dentro da figura de um ovo. Trata-se de uma alusão bem humorada à história do ovo de Colombo. “Colocar uma campanha em pé é um processo complexo e exige muito esforço, mas, depois de feito, todo mundo pensa que era muito simples”, explica o estrategista eleitoral Paulo Di vicenzi.

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O modelo dos Cinco C´s da Conquista do Voto coloca em primeiro lugar a necessidade de compreender o Cidadão Eleitor, seus sentimentos, suas percepções, seus conceitos, valores e sua visão de mundo. Em seguida é feito o estudo do Candidato, através da análise SWOT (veja mais abaixo). Repetindo: uma das grandes diferenças entre um produto comercial (serviços ou mercadoria) e um produto político (candidato) é que, para o primeiro, pode-se criar uma história antes de divulgá-lo no mercado, enquanto que, para o segundo, já existe uma história de vida pronta, que não pode ser alterada com tanta facilidade. Um exame da imagem do Chefe de Governo também é considerado no modelo, levando em conta que o nível de aprovação de uma administração é crucial para determinar se o candidato adotará um posicionamento governista ou oposicionista na sua campanha. Vale lembrar que, em determinadas circunstâncias, tanto um candidato da situação pode fazer uma campanha oposicionista, quanto um candidato de oposição pode fazer uma campanha governista. Outro fator dos Cinco C´s contempla os Concorrentes, os demais candidatos que disputam a mesma vaga na eleição. Entre outros instrumentos, a análise SWOT também é útil nesse estudo. A quinta dimensão a ser estudada é o Cenário, o ambiente onde ocorre a competição, no qual estão inseridos os outros quatro elementos do modelo de diagnóstico de Paulo Di Vicenzi. Em Cenário são consideradas variáveis como correlação de forças partidárias, histórico de resultados, perfil social, econômico e geográfico, legislação, cultura e mobilização política, entre outros. O modelo de diagnóstico dos Cinco C´s da Conquista do Voto é estruturado a partir de um conjunto de informações de diversas fontes, algumas obtidas junto ao IBGE, TSE, TRE´s e demais órgãos, outras em partidos políticos e entidades de classe. Porém, a maior parte das informações e referências estratégicas são buscadas junto aos principais personagens que definem um pleito: os eleitores. As ferramentas mais utilizadas para entender o pensamento e o comportamento do eleitor são as pesquisas qualitativas e quantitativas. As pesquisas que a imprensa costuma divulgar são sempre quantitativas (que apresentam números), porém são muito pobres em termos estratégicos e praticamente não servem para o diagnóstico e planejamento de uma campanha se não for feita a necessária leitura e interpretação dos detalhes e cruzamentos de indicadores. Tomar decisões em cima do resumo de resultados que a mídia divulga é um grande erro comum que muita gente costuma cometer.

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Por outro lado, as pesquisas qualitativas (que não apresentam números), não costumam ser divulgadas pela imprensa e não são conhecidas pelo público em geral. Porém, são as mais valiosas para finalidades estratégicas, são poderosas para entender as perspectivas de uma candidatura pelos olhos dos eleitores. Nesse tipo de estudo, as informações são obtidas através de entrevistas em profundidade ou discussões de grupo. A presença de um especialista com experiência nesse tipo de abordagem é indispensável para obter os melhores resultados. As pesquisas qualitativas são muito úteis para a definição de candidaturas, posicionamento de campanhas, elaboração de propostas e construção de discursos, avaliação de material de campanha (slogan, jingle, comerciais) e análise dos programas de rádio e TV da propaganda eleitoral. E tudo isso pode ser feito tanto em relação ao candidato como em relação aos demais concorrentes.

Posicionamento de campanha – tem que ter um
Posicionar sugere a ideia de ficar em um lugar no espaço. Posicionamento eleitoral corresponde a ocupação um espaço na percepção dos eleitores que ajude a atingir um objetivo. Significa identificar e assumir um lugar que ofereça potencial de crescimento, que torne a candidatura competitiva dentro do ambiente de concorrência com os demais candidatos. O posicionamento é composto pelos seguintes fatores:

Foco - O foco de uma candidatura é, em última análise, a razão mais forte e convincente
pela qual os eleitores devem votar naquele candidato e não nos outros.

Imagem - A imagem do candidato, portanto, é um dos elementos-chave no posicionamento da sua candidatura. A primeira exigência que a imagem deve atender é possuir um alto grau de coerência com o foco da campanha e com sua propostas.

Propostas - A proposta de um candidato (majoritário ou proporcional) deve condizer com
o foco e a imagem da candidatura.

Análise SWOT – monitorando os fatores
O modelo de diagnóstico dos Cinco C´s serve como base para a definição de um posicionamento da candidatura em termos de imagem, foco e propostas. Todo planejamento de marketing, seja eleitoral ou mercadológico, parte de um diagnóstico preciso sobre o mercado (eleições), as empresas (partidos) e os produtos (candidatos). Um dos componentes

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de grande valia nessa etapa do marketing é a análise SWOT, sigla que vem das iniciais das palavras inglesas Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). É fundamental que uma análise SWOT seja realizada com certa regularidade, a cada seis meses ou no máximo um ano, de forma que se possa acompanhar as mudanças ocorridas na imagem do político ou no cenário social. Para visualizar melhor este instrumento, ele se divide em duas partes: a que analisa o ambiente interno (forças e fraquezas do candidato) e a que analisa o ambiente externo (oportunidades e ameaças para o candidato). Vale lembrar que nesta última parte os fatores não são controláveis, mas podem ser previstos. O ponto forte de um candidato pode ser seu histórico pessoal, uma boa gestão num cargo executivo, sua popularidade, recursos financeiros, etc. Os pontos fracos podem ser uma má reputação, baixa popularidade, adjetivos pejorativos, má administração no executivo, recursos e outros. Entretanto, a grande virtude da análise SWOT é saber detectar as características e históricos do candidato, que devem ser minimizadas ou exploradas. Se o candidato possui o apoio de um político muito rejeitado, não é seguro divulgar aos quatro ventos a existência desse apoio.

Segmentação do eleitorado – defina o alvo
Se existe uma prática que a política absorveu do marketing comercial e que não podemos mais abrir mão, é a segmentação do eleitorado. A importância da segmentação se torna mais evidente em cidades de médio e grande porte. Um candidato a vereador na cidade de São Paulo, por exemplo, não tem as mínimas condições de realizar uma campanha em toda a cidade, que chega a ser maior que diversos países. Não podemos esquecer que uma campanha eleitoral tem o objetivo de comunicar a mensagem certa para o eleitor certo. A segmentação do eleitorado, além de ser uma estratégia necessária, torna a campanha mais barata, já que o custo envolvido na conquista do voto varia dentro do eleitorado. De acordo com o estrategista eleitoral Paulo Di Vicenzi, o planejamento de uma campanha deve considerar a existência de cinco grupos de eleitores:

1 - Cristalizados a Favor - Eleitores que certamente votarão no candidato. Este grupo
representa custo menor, tanto em tempo como recursos. São os eleitores que conhecem bem o candidato, não o rejeitam e até o defendem ou promovem seu nome de forma es-

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pontânea. Então, a chance de voto é bem maior aqui e o investimento deve ser de manutenção desses eleitores.

2 - Inclinados a Favor – Eleitores que poderão votar no candidato. São aqueles que
conhecem o candidato e admitem a possibilidade de votar nele, porém sem muita convicção. São os eleitores que precisam de mais informações, querem mais referências e motivos para definir o voto a favor do candidato. Existe chance de voto desde que haja investimento em comunicação, relacionamento ou motivação.

3 - Indefinidos – Eleitores indecisos, que podem estar nessa posição por dúvida, desconhecimento ou desinteresse, em relação aos candidatos, às eleições ou à política. É um grupo que pode decidir uma eleição, especialmente quando a disputa é acirrada. Sendo a indefinição decorrente de falta de informação ou mero desconhecimento dos candidatos, quem chegar primeiro pode conquistar esse voto. Alta chance de voto com trabalho de abordagem e convencimento.

4 - Inclinados Contra – Eleitores que poderão votar em um candidato concorrente.
São aqueles que conhecem um candidato adversário, simpatizam com ele e admitem a possibilidade de votar nele. Os eleitores desse grupo até podem mudar de opinião, mas será necessário um esforço enorme de convencimento. Relação custo/benefício apertada, recomendando cautela no investimento em busca de votos duvidosos.

5 - Cristalizados Contra - Eleitores que certamente votarão em candidato adversário.
Não vale a pena investir nesse grupo. São os eleitores que simplesmente rejeitam o seu nome ou conhecem bem outro candidato e até fazem a defesa dele de forma espontânea. Então, a chance de mudarem o voto é praticamente nula, somente circunstâncias externas de grande impacto poderiam fazê-los mudar de opinião.

Os Inclinados a Favor e os Indefinidos são os dois grupos onde devem ser concentrados os maiores esforços da campanha. O “target”, ou eleitorado alvo, é aquele que quantitativamente pode produzir os votos necessários para eleger o candidato. No entanto, é necessário segmentar ainda mais o eleitorado para compreender melhor a sua quantidade e localização. Isto será possível com a ajuda de pesquisas quantitativas e das seguintes variáveis: DEMOGRÁFICAS (sexo, idade, etnia, região, religião); SOCIOLÓGICAS (renda, escolaridade, ocupação); POLÍTICAS (partido, ideologia, tendências, opiniões, rejeições) e ATITUDINAIS (valores, opiniões, prioridade, crenças). Com estas informações, obtidas a partir de pesquisas isentas e confiáveis, será possível identificar os tipos de eleitores e onde está o potencial de votos que pode garantir a vitó-

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ria. As pesquisas ajudam a entender o eleitor, revelam onde ele se encontra, o que pensa, qual a probabilidade de votar, valores, expectativas e outros fatores cruciais, permitindo a realização de uma campanha mais personalizada, específica e direcionada, com maior economia de recursos, tempo e dinheiro.

Seja diferente – mais do mesmo não adianta
Para ser lembrado é preciso se diferenciar. Isso vale tanto para o marketing de produtos como para o marketing de políticos, de governos ou instituições. Ser diferente é fundamental, uma vez que vivemos numa sociedade com excesso de informações e precisamos sempre destacar nossas mensagens e valores. O político moderno consegue aprender com as lições das grandes marcas existentes no mercado. Omo é diferente porque ele “lava mais branco”, Havaianas é diferente porque é “a legítima”, Casas Bahia é diferente porque “vende mais barato”, e assim por diante. O marketing de mercadorias e serviços utiliza essa estratégia para que o consumidor tenha elementos auxiliares para uma comparação com outra marcas. Se existem dezenas de marcas de sabão em pó, tenho que agregar algum valor ao meu produto que o torne diferente dos demais, que faça com que ele seja lembrado mais facilmente e de forma positiva pelo consumidor. Só assim ele vai comprá-lo e até pagar mais por ele. E isso precisa ser reavivado na sua memória o tempo todo através da comunicação. No marketing político, especialmente no eleitoral, é a mesma coisa. Imaginemos uma eleição municipal, numa cidade de médio porte, com 20 a 30 vagas na câmara municipal e em média 400 candidatos. Em apenas três meses de campanha, cada candidato a vereador deverá estabelecer dezenas de canais de comunicação com o eleitor, criando assim, um congestionamento de informações. Como o eleitor inicia seu processo de escolha apenas 15 dias antes do pleito e o nosso cérebro funciona de forma seletiva – absorvendo apenas o que interessa – grande parte da propaganda eleitoral terá sido em vão. Entretanto, se um desses candidatos começar a trabalhar mais cedo e realizar uma campanha diferente, baseada em um bom diagnóstico com planejamento consistente, escolher um posicionamento bem definido e distinto dos demais, adotar uma estratégia eficaz de comunicação, apresentar projetos ou propostas críveis e uma propaganda compreensível e direcionar seus esforços para os eleitores certos, obviamente ele terá seu nome lembrado no dia da eleição. Por isso que é de fundamental importância contar com profissionais especializados em cada área: consultoria estratégica, pesquisa, planejamento, comunicação, assessoria política e jurídica. Como diz aquela música: cada um no seu quadrado.

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Slogan de campanha – o resumo da promessa
O slogan é um item fundamental em qualquer campanha eleitoral, onde os candidatos têm a difícil tarefa de se diferenciar de vários concorrentes. Um bom slogan deve ser capaz de sintetizar a candidatura e a promessa do candidato em poucas palavras fortes. Vejamos a campanha de Barack Obama, com o famoso Yes, we can (Sim, nós podemos). O slogan conseguiu traduzir o espírito de transformação que a sociedade americana desejava após oito anos de Bush. O change (mudança) também acompanhava as principais peças publicitárias da campanha e reforçava a latente rejeição ao continuísmo. Antes de tudo, o slogan é peça chave no “mix de marketing” e deve ser condizente com a estratégia da campanha. Por exemplo, se um candidato a deputado estadual segmenta a sua candidatura geograficamente e escolhe uma cidade como seu principal reduto eleitoral, evidentemente que o seu slogan deve fazer referência a esta estratégia e à cidade. Se for uma região ou um segmento de eleitores, a mesma coisa. Além disso, o slogan serve para classificar rapidamente a identidade de um candidato. Imaginemos um eleitor, vendo uma faixa de campanha de um deputado estadual com o seguinte slogan: Em defesa da saúde pública. Obviamente, o eleitor que não conhecia tal candidato, passará agora – no mínimo - a identificar a síntese da campanha, que estrategicamente tem a saúde pública como seu principal foco. É necessário entender a cabeça do eleitor e o excesso de informações a que eles estão expostos. Uma campanha eleitoral envolve centenas de candidaturas, com milhares de propaganda, nos mais variados meios. E toda e qualquer peça publicitária de sua campanha deve ter o objetivo de identificar e gravar o candidato na cabeça do eleitor, fazendo prevalecer a sua mensagem.

“A repetição exaustiva de quatro ou cinco palavras ‘quentes’, como por exemplo um adjetivo forte, em tudo que estiver relacionado ao candidato – discursos ou impressos -, levam o eleitor a, inconscientemente, associá-lo a elas. O slogan deve conter o contraste que favoreça o candidato.”
(Rick Ridder, consultor do Partido Democrata, EUA).

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100 DIAS DE UMA CAMPANHA ELEITORAL
OS TEMPOS DE CADA ETAPA
Com um bom diagnóstico nas mãos e informações de pesquisas confiáveis, a candidatura posicionada, o eleitorado segmentado, os recursos iniciais garantidos, a linha de comunicação definida e a equipe de trabalho montada , o candidato deve planejar a execução da sua campanha eleitoral. As diferentes etapas de uma campanha somam 100 dias. O tempo dedicado a cada fase e a duração total da campanha podem ser modificados, para melhor atender às circunstâncias e condições de cada candidatura. É importante realizar uma pesquisa quantitativa de intenção de voto imediatamente após terem sido definidas as candidaturas, para saber como os eleitores se posicionam diante desse quadro de competição real. As pesquisas qualitativas também são valiosas para ajudar a entender qual é a imagem de cada um dos candidatos junto ao eleitorado.

Lançamento da candidatura - 5 dias
O objetivo aqui é tornar a candidatura conhecida e apresentá-la posicionada para a disputa, com o máximo de divulgação na mídia. A inauguração do comitê central da campanha e o evento de lançamento devem ser construídos com profissionalismo, fazendo disso um ato político memorável, uma oportunidade única, onde o candidato demonstrará a sua força e comunicará “a que veio”, qual o sentido da candidatura e porque os eleitores devem votar nele. O slogan de campanha, o jingle, a foto do candidato e outros elementos importantes de comunicação devem reforçar o posicionamento do candidato e valorizar ao máximo a sua imagem. É preciso lembrar que o lançamento da candidatura não vai se resumir apenas ao dia do evento. Uma semana de preparação é o tempo suficiente para se buscar um resultado positivo, bem como, repercutir através dos meios de comunicação a realização desse evento. As atividades de preparação envolvem a logística de sua organização, os convites para o ato, a informação aos veículos de comunicação, a produção de peças publicitárias para decorar o ambiente e a preparação do discurso do candidato. É importante escolher uma data em que não haja nenhum outro evento importante, para evitar a concorrência com o ato e para que ele possa ser o fato político do dia. Após o lançamento, são realizadas as ações de repercussão do lançamento. Após filmar e fotografar o ato para uso posterior, o trabalho da campanha vai se deslocar para conquistar espaços nas mídias locais, setoriais e de bairros.

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Início da campanha - 10 dias
Nessa etapa ainda é repercutido o lançamento da campanha, tornando o candidato e sua mensagem conhecidos. Nessa fase serão apresentados os principais apoios do candidato, se possível um apoio por dia, para que esse momento de adesão seja ampliado e mostrando ao eleitorado que ele tem chances de vitória. Em seguida, o candidato vai partir para reuniões com moradores de bairros, lideranças classistas e segmentos do eleitorado, demonstrando que sua candidatura também conta com o apoio da população. Esse também é o momento ao qual o candidato vai visitar os principais redutos eleitorais, as principais regiões, cidades ou bairros.

Consolidação da candidatura - 15 dias
Esta fase antecede o período da propaganda eleitoral gratuita. O objetivo aqui é levar a candidatura para a rua e fixar junto ao eleitorado uma organização que a sustente. As atividades do candidato estarão condicionadas a sua agenda, que vai servir como instrumento indispensável para aproveitar com o máximo de racionalidade o reduzido tempo disponível do candidato. Nesse momento é importante que se consolide os apoios já conquistados, como as lideranças políticas, os cabos eleitorais, os líderes sindicais, de associações, etc. Em seguida o corpo-a-corpo deve se intensificar. De preferência auxiliado pelos apoiadores, que criarão as oportunidades. Vale lembrar que em eleições proporcionais o corpo-a-corpo tem muita importância na decisão do voto.

Desenvolvimento da campanha - 55 dias
Um balanço entre a fase anterior e a fase de desenvolvimento da campanha será necessário para a aplicação de alguns ajustes na campanha e na equipe, tendo como referência informações de pesquisas. Após esse balanço, o objetivo desta fase será a intensificação do corpo-a-corpo. É Nesta fase que a candidatura deverá ganhar “corpo” e “movimento”. “Corpo” é a implantação da campanha na sociedade, onde quem apoia precisa mostrar seu apoio e trabalhar para conseguir outros. O “corpo” da candidatura será demonstrado por sua presença na rua e os eventos realizados pelo candidato, como passeatas, carreatas e comícios. Já o “movimento” da campanha significa o ritmo de atividades que vai ser criado.

Reta final - 15 últimos dias
Esta última fase da campanha é o momento do tudo ou nada, onde o candidato deverá investir todos os seus recursos, humanos ou financeiros. É o momento de conquistar os eleitores indecisos e cooptar os votos das candidaturas sem viabilidade. É o momento de criar uma “dinâmica vencedora”, mostrar para o eleitorado que a candidatura está em ritmo acelerado e tem chances de vitória. O trabalho de campo, a distribuição do material de

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propaganda, as carreatas, os comícios e o corpo-a-corpo do candidato terá que ganhar uma atenção especial com o aumento quantitativo dessas ações. Se possível for, todas as ações realizadas na fase anterior (desenvolvimento) terão de dobrar em número. Como é comum a indecisão no voto proporcional, a criação de uma peça publicitária de boa qualidade, atraente e clara será de fundamental importância nos dois últimos dias de campanha. O objetivo principal desta fase é passar para o eleitor um clima de vitória, fazendo o candidato percorrer os seus principais redutos eleitorais num curto espaço de tempo.

DEPOIS DA ELEIÇÃO
Conhecidos os resultados das urnas, o candidato não pode esquecer que eleição é um processo que se repete com regularidade. Se a vitória for conquistada, o candidato sério e responsável não pode virar as costas para o seu eleitorado. Deve procurar meios para agradecer o apoio recebido e, no exercício do seu mandato, cumprir as promessas que assumiu e prestar contas ao público sobre o seu trabalho. Se, ao contrário, a eleição não foi vencedora, o candidato deve identificar e refletir sobre os fatores que determinaram esse resultado, tomando o máximo cuidado para não fazer avaliações precipitadas no calor das emoções. É comum que candidatos derrotados joguem a culpa sobre os ombros de apoiadores ou assessores, principalmente sobre o consultor de marketing ou coordenador de campanha. Esquecem esses candidatos que os maiores responsáveis, tanto pela vitória como pela derrota, são eles mesmos. São eles que arregimentam os apoiadores e contratam os assessores. São eles que fazem ou não um bom diagnóstico, para saber se a candidatura é viável. São eles que determinam os recursos que serão investidos na campanha e que aprovam o posicionamento da candidatura e a linha de comunicação. São eles, enfim, com sua história e sua imagem, que se apresentam ao público como candidatos. Muito fácil, portanto, jogar a responsabilidade pela derrota nas costas de terceiros, quando todo o processo foi determinado por suas decisões. Muitas vezes, um candidato pode passar por várias derrotas eleitorais até conseguir ser eleito. Isso é normal e temos exemplos disso em eleições de todos os níveis, inclusive presidencial. A perseverança, a disposição para fazer melhor, a organização e a capacidade de articulação são as chaves para quem busca o sucesso eleitoral. E, lembre-se: tudo começa com um bom diagnóstico.

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Capacitação e qualificação que melhoram o desempenho na política e na gestão pública, orientam as campanhas eleitorais, dinamizam o exercício do mandato e aumentam a satisfação de eleitores e comunidades.
A ESCOLA SUPERIOR ELEITORAL oferece programas de ensino, capacitação e qualificação para quem atua nos ambientes político e eleitoral, desde o planejamento de campanhas até o exercício de mandatos e da gestão pública. A missão da ESCOLA SUPERIOR ELEITORAL é disseminar conhecimentos e técnicas que contribuam para o aperfeiçoamento de candidatos a cargos de representação popular, profissionais que integram os quadros de carreira ou cargos em comissão, agentes públicos, gestores de governos e políticos no exercício de mandatos. É um projeto de pesquisa e ensino, com programas customizados para atender necessidades específicas de conhecimento e domínio de técnicas em diversas áreas. rando o desempenho pessoal e estimulando a adoção das melhores práticas éticas e legais. Os conteúdos são organizados e ministrados por uma equipe multidisciplinar, formada por especialistas com larga experiência em soluções modernas, eficientes e eficazes para o setor público. Bem mais que informar, a ESCOLA SUPERIOR ELEITORAL oferece educação profissional objetiva e qualificada, que potencializa habilidades individuais, melhora os resultados coletivos e intensifica os efeitos positivos aos olhos da população.

CURSOS PALESTRAS SEMINÁRIOS TREINAMENTOS SIMPÓSIOS OFICINAS
A ESCOLA SUPERIOR ELEITORAL colabora para a melhoria da qualidade dos serviços em diferentes níveis da atividade pública, aprimo-

A ESCOLA SUPERIOR ELEITORAL é dirigida pelo pesquisador e consultor político Paulo Di Vicenzi, credenciado pela Associação Brasileira de Consultores Políticos – ABCOP, entidade da qual é diretor no Rio Grande do Sul. Paulo Di Vicenzi é estrategista eleitoral, autor do “case” brasileiro Do anonimato à vitória em apenas 43 dias, publicado no livro Marketing Eleitoral Aprendendo com Campanhas Municipais Vitoriosas - (ABCOP, 2008). Participou da criação da EGP - Escola de Gestão Pública da FAMURS.

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@PauloDiVicenzi
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Nos últimos cinco pleitos municipais ajudou a eleger sete prefeitos.

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