Universidade Estadual de Londrina

Laboratório de Física Moderna
6FIS-027

Espectroscopia do Átomo de Sódio

Rafael Bratifich Turma 0001

Profº Dr Américo Tsuneo Fujii afujii@uel.br

Centro de Ciências Exatas Departamento de Física - UEL

Sumário
1.0 Objetivo.........................................................................................................................03 2.0 Fundamentos Teóricos.................................................................................................04 2.1 Breve história.........................................................................................................04 2.2 Espectrometria.......................................................................................................05 2.3 Técnicas...................................................................................................................06 2.4 Métodos...................................................................................................................06 2.5 Instrumentação.......................................................................................................07 3.0 Metodologia...................................................................................................................11 4.0 Materiais Usados para o Experimento.......................................................................11 4.1 Montagem e Procedimentos Experimentais.........................................................12 4.1-1 Breve descrição do espectrômetro......................................................................12 4.1-2 Ajustes do espectrômetro....................................................................................12 4.1-3 Medindo ângulos com o espectrômetro..............................................................15 4.1-4 Leitura da escala Vernier...................................................................................16 4.1-5 Montagem experimental.....................................................................................17 4.1-6 Procedimento experimental................................................................................19 5.0 Resultados.....................................................................................................................12 6.0 Análise dos Resultados.................................................................................................20 7.0 Conclusão......................................................................................................................33 8.0 Bibliografia....................................................................................................................34

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1.0 Objetivo
O seguinte experimento realizado no Laboratório de Física Moderna da Universidade Estadual de Londrina tem como objetivo obter os comprimentos de onda emitidos pelo átomo de Sódio(Na) utilizando um espectrômetro de estudante e diversos tipos de rede de difração.

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2.0 Fundamentos Teóricos 2.1 Breve história
Parece haver sido o estadista e filósofo romano Sêneca (4 a.C. - 65 d.C.) o primeiro a fazer uma observação espectroscópica ao ver a luz solar sofrer uma decomposição, nas cores do arco-íris, ao atravessar um pedaço de vidro. A partir daí, certamente, muitos físicos perceberam a decomposição espectral da luz no vidro, contudo, foi o físico inglês Sir Isaac Newton (1642-1727) quem fez um estudo mais apurado dessa dispersão. Com efeito, em 1666, em um quarto escuro e ao fazer passar a luz solar branca em um prisma (comprado na feira de Sturbridge, por volta de 1665), ele observou a sua decomposição nas cores do arco-íris. Convencido de que essas cores estavam presentes na própria luz branca solar e que as mesmas não foram criadas no prisma, Newton realizou um outro tipo de experiência na qual fez passar as cores dispersadas, pelo primeiro prisma, por um segundo prisma invertido em relação ao primeiro, reproduzindo, dessa forma, e em uma tela, a luz branca original. É oportuno registrar que Newton, em suas experiências sobre a dispersão da luz e no relato que fez delas e de outras experiências em Óptica, no livro intitulado Opticks or A Treatise of the Reflexions, Refractions, Inflexions and Colours of Light, publicado em 1704, não tenha feito nenhum registro relevante das famosas raias espectrais. É provável que ele, se as observou, haja considerado como decorrentes de defeitos do vidro. Aliás, essas raias, também foram registradas pelo químico e físico inglês William Hyde Wollaston (1766-1828), em 1802 (Philosophical Transactions 92, p. 365), depois de observar o espectro solar. Nessa ocasião, ele chegou a observar cerca de sete linhas escuras, que ele denominou com letras do alfabeto. No entanto, pensando tratar-se apenas dos limites das cores do espectro solar, não aprofundou essa descoberta. O estudo sistemático das raias (linhas) espectrais, conhecido como espectroscopia, foi iniciado pelo físico alemão Joseph von Fraunhofer (1787-1826), em 1814. O resultado desse estudo foi apresentado no artigo publicado na Denkschrift der Königlichen Akademie Wissenschaften zu München 5, p. 193, 1814-1815, no qual descreveu suas observações sobre a presença de linhas escuras no espectro solar, cujas oito principais ele as distinguiu com letras. Dentre as quais, destacam-se: A (vermelho escuro), D (amarelo claro) e H (violeta). Ao construir uma rede de difração, em 1819, Fraunhofer começou a medir o comprimento de onda das raias espectrais solares (mais 4

tarde conhecidas como raias de Fraunhofer), e identificá-las com as letras do alfabeto, como fizera anteriormente. Os resultados dessa medida foram apresentados por ele na Denkschrift der Königlichen Akademie Wissenschaften zu München 8, p. 1, de 18211822. Destaque-se que as linhas B, D, b, F, G e H coincidem, respectivamente, com as linhas A, B, f, g, D e E, de Wollaston segundo historiador da ciência inglês Sir Edmund Taylor Whittaker (1873-1956) registrou em seu A History of the Theories of Aether and Electricity: The Classical Theories (Thomas Nelson and Sons Ltd, 1951). Nas mais de 600 linhas que Fraunhofer estudou, ele observou que suas posições eram constantes para o mesmo espectro de um dado elemento químico, quaisquer que fossem as fontes de luz utilizadas para a obtenção do espectro, isto é, luz solar direta do Sol, ou refletida pela Lua ou pelos planetas, por um gás, ou por um metal aquecido. Desse modo, concluiu que cada elemento químico é caracterizado por um espectro, como se fosse uma verdadeira impressão digital. Hoje, a difração da luz proveniente de fontes bem afastadas de uma rede de difração, é chamada de difração de Fraunhofer.

2.2 Espectrômetria
Originalmente o termo espectropia designava o estudo da interação entre radiação e matéria como uma função do comprimento de onda (λ). De fato, historicamente, espectroscopia referia-se a ao uso de luz visível dispersa de acordo com seu comprimento de onda, por exemplo, por um prisma. Posteriormente o conceito foi expandido para compreender qualquer medida de uma grandeza como função tanto de comprimento de onda ou frequência. Assim, este termo também pode se referir a uma resposta a um campo alternado ou frequência variável (ν). Uma posterior extensão do escoppo da definição adicionou energia (E) como uma variável, dada quando obtido o relacionamento muito próximo expresso por E = hν para fótons (h é a constante de Planck). Sempre quando se excita uma substância com uma fonte de energia, esta pode emitir como absorver radiação em determinado comprimento de onda, desta forma permitindo uma observação do comportamento do corpo de prova. A base da espectroscopia é a natureza ondulatória das radiações eletromagnéticas, cuja variável é a frequência fundamental. 5

2.3 Técnicas
Espectroscopia eletromagnética envolve interações de matéria com radiação eletromagnética, tais como luz. Espectroscopia de elétrons envolve interações com raios catódicos. Espectroscopia de Auger envolve a indução do efeito Auger com um raio catódico. Neste caso a medição tipicamente envolve a energia cinética do elétron como variável. Espectroscopia acústica envolve a frequência do som. Espectroscopia dieléctrica envolve a frequência de um campo elétrico externo. Espectroscopia mecânica envolve a frequência de um stress mecânico externo, por exemplo, a torção aplicada a uma peça de material.

2.4 Métodos
Existem diversas métodos de análises espectroscópicas, tanto molecular quanto atômica. Para cada um deles os instrumentos de medida sofrem variações. Alguns métodos são: Espectroscopia de infravermelho A espectroscopia no infravermelho se baseia no fato de que as ligações químicas das substâncias possuem frequências de vibração específicas, as quais correspondem a níveis de energia da molécula (chamados nesse caso de níveis vibracionais). Tais frequências dependem da forma da superfície de energia potencial da molécula, da geometria molecular, das massas dos átomos e eventualmente do acoplamento vibrônico. Espectroscopia Raman Sua análise se baseia na luz, monocromática e de determinada frequência, dispersada ao incidir sobre o material a ser estudado, cuja maior parte da luz dispersada também apresenta a mesma frequência daquela incidente. Somente uma pequena porção da luz é dispersada inelasticamente frente as rápidas mudanças de frequência, devido à interação da luz com a matéria, e é uma característica intrínseca do material analisado e independe da frequência da luz incidente. 6

A luz que manteve a mesma frequência da incidente não revela qualquer informação sobre o material e é chamada de dispersão Rayleigh, mas aquela que mudou revela a composição molecular deste mesmo e é conhecido como dispersão Raman. Espectroscopia de raios-X Em essência esta técnica consiste em iluminar-se uma amostra com raios X e coletar os fotoelétrons por ela emitidos em um analisor de elétrons capaz de resolver os elétrons coletados em função das respectivas energias cinéticas (velocidades) que possuem e de, então, contá-los. Um gráfico de contagem de elétrons (corrente) x energia cinética (velocidade) é estabelecido geralmente através de um mecanismo de coleta de dados automatizado, e um espectro de XPS é obtido. Os espectros XPS permitem identificar quantitativamente, em profundidades da ordem de dezenas de nanômetros e com incerteza de fração centesimal de camada atômica, todos os elementos químicos na superfície da amostra, o ambiente químico dos elementos - seus estados de oxidação, suas concentrações relativas na amostra - e em casos específicos permite inclusive inferir a morfologia da superfície em análise. Espectroscopia de Mössbauer Em espectroscopia, a técnica de espectroscopia de Mössbauer consiste no uso do efeito Mössbauer na identificação de espécies químicas usando radiação gama. Na sua forma mais usada, a espectroscopia Mössbauer de absorção, uma amostra sólida é exposta a radiação gama, e um detector mede a intensidade da radiação transmitida através da amostra. A energia da radiação gama é variada variando a aceleração da fonte de radiação com um motor linear. O movimento relativo entre a fonte e a amostra resulta num desvio energético devido ao efeito Doppler.

2.5 Instrumentação
Os espectrômetros compreendem uma fonte de energia radiante, um sistema colimador (fenda, lentes...), um local destinado à amostra, um sistema monocromador e um sistema detector.

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Rede de difração Difração da luz numa fenda única: localização dos mínimos A passagem de um feixe de luz por uma fenda estreita ou um obstáculo cujas dimensões são próximas ao comprimento de onda, produz um espalhamento em relação à direção inicial de propagação. A onda plana da luz incidente torna-se esférica. Esse fenômeno, denominado difração, pode ser explicado pelo princípio de Huygens, segundo o qual, os pontos de uma frente de onda funcionam como fontes secundárias pontuais. Assim, para um feixe de luz monocromática, de comprimento de onda λ, atravessando uma fenda única de largura a, uma figura de difração pode ser observada sobre um anteparo localizado a uma distância D dessa fenda (ver figura 1 abaixo). Fazendo D muito maior que a (D >> a), pode-se considerar então todos os raios partindo da fenda com sendo paralelos e, assim, a localização dos mínimos de difração (franjas escuras), sobre tal anteparo, pode facilmente ser determinada através da seguinte equação : a sen =m  para m=1, 2, 3,... Orifícios com diâmetro muito próximo ao comprimento de onda não produzem um anel escuro, e a luminosidade do máximo central é espalhada sobre todo o anteparo.

Figura 1: Difração em fenda única.

Como os ângulos θ são muito pequenos, pois D >> a,então tgθ ≅ senθ ≅ θ . Com isto a eq. (1) pode ser escrita numa forma mais simplificada, ou seja:
tan = y m ≈ e sen = ≈ → D a

a=

m D

Interferência e difração da luz numa fenda dupla: localização dos 8

máximos Vimos que um feixe de luz monocromática de comprimento de onda λ, atravessando um orifício, gera sobre um anteparo uma figura de difração, caracterizada por franjas claras e escuras bem definidas. Quando dois orifícios são justapostos a luz difratada por cada orifício se sobrepõe (se interferem) na região entre esses orifícios e o anteparo, produzindo, assim, no anteparo uma figura de interferência, também caracterizada por franjas claras e escuras bem definidas. Um exemplo de dois orifícios justapostos é o caso da fenda dupla (ver figura 2 abaixo). Em 1801, Thomas Young descreveu um método de determinar a localização dos máximos numa figura de interferência, ou seja, as franjas claras (interferência construtiva), numa experiência de fenda dupla. Chamando de d a distância entre as fendas, D a distância da fenda ao anteparo, θ o ângulo definido na figura 2 e fazendo D >> d, Young chegou numa equação para localização dos máximos de interferência dada por:

Figura 2: Interferência e difração numa fenda dupla de distância d entre as fendas.

Temos que dD=mλ - interferência construtiva logo para que ocorra uma interferência construtiva ou um máximo
d sen =dD=r 1−r 2=m para m=1, 2, 3,...

Assim quando temos centenas, milhares de fendas justaposta obtemos uma rede de difração. Filtros Ópticos Os filtros ópticos são tipos de estruturas que possuem características especiais de reflexão e transmissão de luz, de tal forma que podem bloquear ou transmitir a luz 9

em uma determinada frequência, com mais ou menos intensidade. São largamente empregados em elementos dos mais simples como os espelhos, até em equipamentos óptico-eletrônicos complexos, ou ainda em sensores, com diversas aplicações na indústria, medicina, meteorologia, construção civil, dentre outros. Existem basicamente dois princípios físicos que podem ser usados para projetos de filtros ópticos. Um deles é usar as propriedades do material que compõe o filtro, para absorver a luz em uma dada faixa de comprimento de onda e transmitir em outra. A estes, são chamados filtros de absorção, onde as faixas de comprimento de onda são determinadas pelas propriedades moleculares do material utilizado. O fato de as características do filtro serem bastante dependentes das propriedades moleculares do material, combinada com o fato de que a absorção de radiação por longos períodos pode aumentar a temperatura causando danos mecânicos ao dispositivo, faz com que estes filtros sejam pouco atrativos. O segundo princípio se baseia no fato de que a luz tem propriedades de onda, e consequentemente exibe o efeito de interferência (fenômeno enunciado por Thomas Young em 1801, em uma carta à sociedade real). Como disse Henry Crew, “O simples, mas tremendamente importante fato de que dois raios de luz incidentes em um único ponto podem ser adicionados e produzir escuridão nesse ponto é, a meu ver, uma descoberta proeminente que o mundo deve à Thomas Young”. Os filtros baseados nesse princípio são conhecidos como filtros de interferência. Nesses filtros, as ondas de luz quando se superpõe em fase criam interferência construtiva, e quando se superpõe defasadas de 180° entre si criam interferência destrutiva. Os projetistas usam essa propriedade para construir filtros com efeitos ópticos desejados (reflexão e transmissão) em uma larga banda de comprimento de onda. Estes são mais utilizados, haja vista que fornecem uma ampla faixa de parâmetros de projeto para produzir as características requeridas.

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3.0 Metodologia

Figura 3: Esquema do Espectrômetro utilizado nas medidas dos comprimentos de onda emitidos pelo átomo de sódio na região do visível.

A luz de uma fonte atravessa a fenda do colimador, a luz divergente encontra uma lente convergente no interior do colimar. A luz sai do colimador em feixes paralelos como uma onda plana e incide perpendicularmente sobre a rede de difração onde é difratada formando um ângulo de difração. Com a ordem m = 0, na posição θ0 =90º, com o eixo central da rede. Deslocando-se a luneta para valores maiores de θ0, passa-se por bandas coloridas, do violeta até o vermelho.

4.0 Materiais Usados para o Experimento
Para a montagem experimental foi utilizado os materiais abaixo listados. - Redes de difração de 100, 300 e 600 linhas por mm. - Caixa contendo uma lâmpada de vapor de sódio. - Espectrômetro de Estudante PASCO Scientific Model SP-9268A. - Fonte de alimentação para a lâmpada de sódio. - Fonte de luz externa. - Lupa.

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4.1 Montagem e Procedimentos Experimentais

Figura 4: Espectrômetro utilizado nas medidas dos comprimentos de onda emitidos pelo átomo de sódio na região do visível

4.1-1 Breve descrição do espectrômetro
O espectrômetro de estudante PASCO Scientific Model SP-9268A é dispositivo que permite realizar medidas espectroscópicas precisas utilizando-se um prisma ou uma rede de difração. No presente experimento utilizamos redes de difração com números diferentes de linhas/mm, isto é, 100, 300 e 600 linhas/mm. O colimador e o telescópio são providos de lentes objetivas de 178 mm de distância focal com uma abertura de 32 mm. O telescópio é provido de uma ocular Ramsden 15X com um reticulado de vidro com uma “cruz fio de cabelo”. O tubo colimador é provido de uma fenda de 6 mm de altura com abertura regulável através de um parafuso de rosca fina. Este sistema permite efetuar um ajuste fino da abertura da fenda possibilitando a otimização do acoplamento de luz no interior do colimador.

4.1-2 Ajustes do espectrômetro
Observação: O espectrômetro foi ajustado e alinhado pelo técnico do laboratório, assim as descrições abaixo se baseiam no manual do espectrômetro de como poderia ser realizados os ajustes. O tubo colimador e o telescópio podem ser alinhados através de dois parafusos “allen” que permitem efetuar o giro dos eixos óticos destes elementos, uma vez que os 12

mesmos se encontram apoiados sobre pinos pivô existentes no topo das respectivas colunas de sustentação. O telescópio e a mesa do espectrômetro se encontram montados sobre bases giratórias independentes. A posição angular de cada base pode ser medida em relação a uma plataforma graduada fixa. As escalas tipo “Vernier”, (paquímetro), permitem efetuar medidas com precisão de 30’’ de arco. A rotação de cada base pode ser controlada por um parafuso de fixação e um de ajuste fino. Com o parafuso de fixação desatarraxado (livre) a base pode ser girada facilmente com a mão. Com o parafuso de fixação atarraxado (fixo), o parafuso de ajuste fino pode ser utilizado para efetuar um posicionamento mais preciso das bases móveis. A mesa do espectrômetro sobre a qual se fixa o prisma ou a rede de difração pode ser girada independentemente da base, podendo ainda ser regulada em altura utilizando-se um parafuso de ajuste (parafuso longo) conectado ao eixo da mesa. A plataforma superior da mesa é provida de três parafusos utilizados para a nivelação da mesma em relação a base. Estes parafusos podem ser utilizados ainda para o ajuste da posição do plano da rede de difração. O plano da rede de difração deve ser posicionado perpendicular ao eixo ótico do espectrômetro definido pela reta passando pelos centros da fenda, objetivas e ocular. O plano da rede de difração deve permanecer ortogonal ao eixo óptico mesmo quando a base da mesa é girada em torno do eixo do espectrômetro (eixo em torno do qual a plataforma, e as bases móveis podem girar). A rede de difração é colocada no “suporte porta rede de difração” o qual é fixo na plataforma por meio de dois parafusos. No sentido de se obter os resultados mais precisos a rede de difração deve se encontrar alinhada com o eixo óptico do telescópio e do tubo colimador. Este alinhamento se dá quando a normal ao plano da rede de difração for colinear ao eixo óptico do espectrômetro. A condição de alinhamento é obtida quando o espectrômetro e a mesa do mesmo se encontram niveladas. Após o ajuste do nível do espectrômetro procede-se a focalização do mesmo. Para tanto segui-se o procedimento abaixo: 1. Olhando através do telescópio, deslize a ocular até a posição em que a “cruz fio de cabelo” fique focalizada. Desatarraxe o anel de fixação do reticulado e gire o mesmo até que a cruz se encontre na vertical. Atarraxe o anel de fixação do reticulado e ajuste o foco da ocular novamente de forma que a imagem da cruz se torne nítida. 13

2. Focalize o telescópio no infinito. Isto é conseguido facilmente focalizando um objeto distante (por exemplo, a janela ou a porta do laboratório). 3. Verifique se a fenda se encontra parcialmente aberta (utilize o parafuso de ajuste da fenda). 4. Alinhe o telescópio ajustando o mesmo na posição mostrada na figura 5.

Figura 5: Alinhamento do Telescópio e do tubo colimador do espectrômetro

5. Olhando através do telescópio ajuste o foco do colimador e, se necessário, efetue a rotação do telescópio até que a imagem da fenda fique no foco. Não mude o foco do telescópio. 6. Atarraxe o parafuso de fixação da base móvel do telescópio e ajuste o parafuso de ajuste fino da base no sentido de alinhar a “cruz fio de cabelo” com a borda fixa da fenda de entrada. Se a borda da mesma não se encontrar ao longo da vertical desatarraxe o anel de fixação (anel com superfície recartilhada existente no suporte porta-fenda) e efetue o re-alinhamento da fenda do colimador. Ajuste a abertura da mesma a fim de se obter uma imagem clara. Note que a abertura da fenda não interfere nas medidas dos ângulos de difração uma vez que os mesmos são medidos tomando-se como referência as posições de alinhamento da “cruz fio de cabelo” com a borda fixa da fenda. Desta feita uma abertura muito estreita da fenda não é muito vantajosa uma vez que tal procedimento limita a quantidade de luz acoplada no colimador prejudicando a visibilidade de comprimentos de onda de baixa intensidade (como por exemplo, a linha violeta do espectro do sódio). Observação: Quando o telescópio e o colimador se encontrarem perfeitamente alinhados e focalizados a fenda deve se encontrar apropriadamente alinhada e focalizada no centro do campo de visão do telescópio com um dos braços da cruz fio de cabelo alinhado paralelamente com a borda fixa da fenda. Se o alinhamento não for 14

obtido seguindo-se o procedimento acima descrito, far-se-á necessário efetuar o alinhamento do eixo óptico do espectrômetro. Esta tarefa dificilmente deverá ser realizada uma vez que o equipamento foi devidamente alinhado quando da sua montagem pelos fabricantes. O desalinhamento do eixo óptico do espectrômetro somente ocorre por operação inadequada do equipamento.

4.1-3 Medindo ângulos com o espectrômetro
As medidas dos ângulos de difração da radiação a ser analisada pelo espectrômetro são realizadas utilizando a escala “Vernier” existente na base móvel do espectrômetro. Antes de se iniciar as medidas dos ângulos de difração é necessário medir com precisão a posição do telescópio para a condição de deflexão nula, isto é, direção de incidência do feixe sobre a rede de difração. Os ângulos de difração são medidos em relação a este ângulo θ0, conforme o apresentado na figura 6, seguindo o procedimento descrito abaixo:

Figura 6: Medidas do ângulo de difração

1.

Para se obter a leitura na escala Vernier do feixe não defletido alinhe

primeiramente o braço vertical da cruz fio de cabelo com a imagem da borda fixa da fenda do colimador vista através da ocular do telescópio. Leia atentamente o valor do ângulo na escala Vernier. Este é o valor de referência θ 0 em relação ao qual serão medidos os ângulos de difração. 2. Gire o telescópio até alinhar o braço vertical da cruz fio de cabelo com a borda

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fixa da imagem da fenda difratada pela rede de difração. Esta imagem deverá ser vista na cor de um dos comprimentos de onda da radiação emitida pelo átomo de sódio. Leia atentamente o valor apresentado na escala Vernier. Esta segunda leitura é igual a θ sendo o ângulo de difração igual a θ d=θ-θ0. Geralmente são efetuadas medidas angulares a direita e a esquerda da origem. Neste caso os valores negativos de θ d indicam que a leitura angular foi feita no lado oposto aos valores positivos.

4.1-4 Leitura da escala Vernier
A leitura da escala Vernier deve ser realizada atentamente. A figura abaixo apresenta um exemplo de leitura a ser efetuada.

Figura 7: Medidas do ângulo de difração na escala Vernier do espectrômetro.

Para efetuar a leitura da escala Vernier encontre primeiramente a posição onde o zero da escala se encontra em relação à escala fixa (solidária a base do espectrômetro). Se a linha correspondente ao zero da escala Vernier se encontrar entre duas linhas da escala fixa escolha o menor valor. Na figura 7 acima a linha do zero se encontra entre os valores 155º e 155º30'; Utilizando uma lupa de aumento determine qual linha da escala Vernier se encontra alinhada com a escala fixa na base do espectrômetro. Na figura 7 o alinhamento das escalas se dá em 15’ de arco. Este valor deve ser portanto adicionado a medida efetuada anteriormente resultando portanto: 155º+15'=155º15'. 16

4.1-5 Montagem experimental
Para a realização do experimento é necessário que a rede de difração se encontre posicionada no plano perpendicular ao feixe de luz. No sentido de se obter o alinhamento da rede de difração segue-se o procedimento descrito a seguir: 1. Alinha-se o foco do espectrômetro seguindo os procedimentos descritos anteriormente neste roteiro. O telescópio deverá ser posicionado diretamente oposto ao colimador de tal forma que os eixos ópticos dos mesmos sejam coincidentes. A imagem da fenda deve se encontrar no foco da ocular com a cruz fio de cabelo alinhada com a borda fixa da fenda. A figura 8 apresenta um esquema da posição inicial do espectrômetro requerida para o processo de alinhamento da rede de difração.

Figura 8: Posição inicial do telescópio para alinhamento da rede de difração de difração.

2.

Desatarraxe o parafuso de fixação da mesa do espectrômetro. Alinhe as

linhas gravadas na plataforma da mesa de tal forma que as mesmas se encontrem o mais colinear possível com o eixo ótico do telescópio e do colimador (os eixos destes dois elementos são coincidentes na posição inicial do processo de alinhamento). Ajuste a altura da plataforma e atarraxe o parafuso de fixação. 3. Utilizando os parafusos de cabeça recartilhada fixe o suporte porta rede de difração na plataforma da mesa do espectrômetro de tal maneira que a borda do suporte, paralela ao plano da rede de difração, fique alinhada perpendicularmente às linhas gravadas na plataforma. 4. Coloque a rede de difração no suporte prendendo-a com as presilhas de aço. Ilumine a rede de difração, através da fenda do colimador com uma lâmpada incandescente e observou-se como a rede de difração difrata os diferentes 17

comprimentos de onda (diferentes cores). Quando posicionada corretamente no suporte porta rede de difração a rede de difração deve espalhar as cores horizontalmente de tal forma que a rotação do telescópio permitirá a observação da imagem da fenda em diferentes cores, sem que a mesma se desloque no campo de visão da ocular do telescópio. 5. Coloque uma fonte de luz com um espectro discreto, uma lâmpada de sódio. Aproxime a mesma a cerca de 1 cm de distância do orifício da fenda do colimador. Ajuste a abertura da fenda para que a imagem da mesma apareça brilhante e fina (focalizada).

Figura 9: Medidas dos ângulos de difração à direita e esquerda do zero.

6.

Gire o telescópio até a posição em que a imagem da

fenda apareceu,

brilhante e focalizada, em uma das cores correspondente a um dos comprimentos de onda difratados. A imagem estava centrada no campo de visão do telescópio e alinhada com o braço vertical da cruz fio de cabelo o qual deve tangenciar a borda fixa da fenda, conforme o mostrado no desenho da parte inferior da figura 9 (vista através do telescópio). 7. A rede difrata a luz incidente em dois espectros idênticos, (não em

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intensidade), em comprimentos de onda. Gire o telescópio passando o mesmo pelo zero e posicione o mesmo na correspondente difração à direita. Meça o ângulo de difração e anote as diferenças observadas no tocante a intensidade de cada linha difratada à direita e à esquerda do zero de difração. 8. Se a rede de difração se encontrar perfeitamente alinhada sobre a plataforma do espectrômetro, os ângulos de difração, para cada comprimento de onda, devem ser iguais quando medidos à direita e à esquerda do zero. No caso de se constatar alguma diferença nos valores medidos utilize o parafuso de ajuste fino da posição da mesa para compensar a diferença [isto é, a fim de alinhar a posição da rede de difração para que o plano da mesma fique perpendicular ao eixo óptico do colimador (normal ao plano da rede de difração coincidente com o eixo óptico do colimador) de tal forma que os ângulos sejam iguais]. 9. Repita os procedimentos 7 e 8 até que os ângulos para as correspondentes imagens da fenda sejam iguais dentro da precisão de um minuto de arco. 10. Uma vez a rede de difração alinhada não gire a mesa do espectrômetro ou a base do mesmo novamente. Meça os ângulos de difração para todos os comprimentos de onda a direita e esquerda do zero para todas as ordens de difração permitidas pela acuidade visual do operador. 11. Construa uma tabela contendo os valores medidos dos ângulos de difração das diferentes cores (comprimentos de onda), medidos a direita e a esquerda do zero, para cada ordem de difração. Anote o valor da ordem de difração correspondente a um dado conjunto de medidas.

4.1-6 Procedimento experimental
1. Posicionou-se a lâmpada de sódio a 1 cm da entrada da fenda. Ligou-se a mesma. 2. Estando o espectrômetro e a rede de difração devidamente alinhados anotouse o valor do ângulo correspondente ao zero de difração (o zero da escala da plataforma fixa não coincide com a posição do telescópio alinhado com o eixo óptico do espectrômetro). 3. Mediu-se os ângulos de difração a esquerda e a direita do zero para os diferentes comprimentos de onda difratados em primeira ordem utilizando a rede de 19

difração com 100 linhas/mm. Anotou-se os valores em uma tabela. 4. Repetiu-se o procedimento para os comprimentos de onda difratados de ordens superiores. 5. Trocou-se a rede de difração pela de 300 linhas/mm e após para uma de 600 linhas/mm e repetiu-se os procedimentos 2., 3. e 4. para cada uma delas.

5.0 Resultados
Tabela 1 – Rede 100 linhas/mm - Esquerda Ordem Cor m=1 m=2 m=3 m=4 m=5 m=6 m=7 Ângulo α -

Violeta 1 87º29' 84º56' 82º24' 79º37' 76º58' 74º16' 71º36' Violeta 2 87º24' 84º49' 82º14' Violeta 3 87º18' 84º39' 81º51' 79º12' 76º26' 73º41' 70º53' Violeta 4 87º16' 84º31' 81º47' 79º00' Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja 87º08' 84º15' 81º24' 78º26' 75º33' 72º33' 69º33' 87º02' 84º06' 81º06' 78º04' 75º00' 71º57' 68º50' 86º43' 83º26' 80º08' 76º49' 73º26' 69º59' 86º38' 83º14' 79º46' 76º20' 72º49' 69º16' -

Vermelho 86º25' 82º55' 79º20' 75º43' 72º00' 68º16' Tabela 2 – Rede 100 linhas/mm - Direita Ordem Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja m=1 92º35' 92º39' 92º42' 92º51' 93º02' 93º15' 93º28' m=2 95º14' 95º20' 95º29' 95º45' 95º58' 96º35' m=3 97º43' m=4 m=5 -

m=6 -

Ângulo α

98º02' 100º49'

98º36' 101º30' 104º26' 107º26' 98º52' 101º55' 104º58' 108º03' 99º50' 103º05' 106º33' 109º58'

96º41' 100º10' 103º41' 107º10' 110º42' 97º06' 100º39' 104º14' 107º59' 111º43' 20

Vermelho 93º33'

Tabela 3 – Rede 300 linhas/mm – Esquerda Ordem Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho m=1 82º32' 82º27' 82º22' 82º14' 82º02' 81º51' 81º26' 81º10' 80º16' 79º59' 79º28' m=2 Ângulo α 75º02' 74º54' 74º30' 74º18' 73º55' 73º37' 72º53' 72º14' 70º14' 69º30' 68º34' 66º57' 66º22' 66º08' 65º24' 64º55' 63º33' 62º42' 59º30' 58º16' 56º42' m=3

Tabela 4 – Rede 300 linhas/mm – Direita Ordem Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho m=1 97º30' 97º35' 97º48' 97º53' 98º02' 98º15' 98º38' 98º55' 99º48' 100º14' 100º42' m=2 Ângulo α 105º00' 105º18' 105º38' 105º48' 106º14' 106º28' 107º22' 107º58' 109º55' 110º38' 111º37' 113º45' 114º45' 115º08' 116º02' 116º28' 120º35' 122º19' 123º20' m=3

Tabela 5 – Rede 600 linhas/mm – Esquerda 21

Ordem Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo 1 Amarelo 2 Laranja Vermelho m=1 Ângulo α 74º43' 74º48' 74º32' 74º12' 74º04' 73º38' 73º18' 72º30' 71º49' 70º00' 69º10' 68º12'

Tabela 6 – Rede 600 linhas/mm – Direita Ordem Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo 1 Amarelo 2 Laranja Vermelho m=1 Ângulo α 105º06' 105º19' 105º26' 105º42' 105º54' 106º17' 106º27' 108º05' 109º09' 109º59' 110º47' 111º45'

22

6.0 Análise dos Resultados
O ângulo medido α foi encontrado em grau e minutos de arco, precisamos agora convertê-lo para graus para assim obter o ângulo θ , e calcular o ângulo de desvio θd e também o comprimento de onda λ. Assim para transformar converter minutos para décimos de grau, logo o ângulo θ será =º  , onde
=
'

α em

θ, temos que

1º 60 '

sendo αº parte em graus, α' parte em minutos e β conversão de minutos para décimos de grau; por exemplo, Tab. 1 – esquerda, ordem m=1, cor violeta 1, ângulo α é 87 graus e 29 minutos de arco, =87º 29' 1º =87,48 º . 60 '

Para calcular o ângulo de desvio utilizamos θ d =θ 0−θ (esquerda) e θ d =θ −θ 0 (direita), sendo θ0 o ângulo em que a difração é nula (o espectrômetro foi ajustado para este ângulo corresponder a 90º, ou seja, continuando com o exemplo acima θ d =θ 0−θ=90º−87,48 º =2,52º Para calcular o comprimento de onda utilizamos = sendo d sen d  , m θ0=90º) e θ é o ângulo de difração. Assim

 - comprimento da onda, d- espaçamento da rede, m- ordem de difração e

d - ângulo de desvio. Assim para o exemplo abordado o comprimento de onda encontrado será = d sen d  107 sen 2,52º  = =4391 Ǻ , m 100 1

o 107 corresponde a conversão da distância entre as linhas do milimetro para o angstrom, ou seja, a rede de difração de 100 linhas por milimetro pode ser escrita como
100 linhas 1 mm

logo o espaçamento da rede será d =1 linha ˚ 1 mm 1 mm 1 mm 10 7 A 10 7 ˚ = = = A 100 linhas 100 100 1 mm 100

Desta forma o espaçamento das redes de 100, 300 e 600 linhas/mm será respectivamente 23

107 ˚ 107 ˚ 107 ˚ d= A , d= A e d= A . 100 300 600 As tabelas abaixo apresentam os cálculos descritos acima para cada rede e ordem de difração. Tabela 7 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 87,48º 87,40º 87,30º 87,27º 87,13º 87,03º 86,72º 86,63º 86,42º Desvio θd 2,52º 2,60º 2,70º 2,73º 2,87º 2,97º 3,28º 3,37º 3,58º sen(θd) 0,044 0,045 0,047 0,048 0,050 0,052 0,057 0,059 0,063 Comp. de onda λ 4391,00 Å 4536,30 Å 4710,65 Å 4768,76 Å 5001,19 Å 5175,50 Å 5727,36 Å 5872,56 Å 6250,02 Å

Tabela 8 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=2 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 84,93º 84,82º 84,65º 84,52º 84,25º 84,10º 83,43º 83,23º 82,92º Desvio θd 5,07º 5,18º 5,35º 5,48º 5,75º 5,90º 6,57º 6,77º 7,08º sen(θd) 0,088 0,090 0,093 0,096 0,100 0,103 0,114 0,118 0,123 Comp. de onda λ 4415,74 Å 4517,14 Å 4661,97 Å 4777,81 Å 5009,40 Å 5139,63 Å 5717,96 Å 5891,31 Å 6165,64 Å

Tabela 9 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=3 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Ângulo θ Desvio θd sen(θd) Comp. de 24

onda λ Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho 82,40º 82,23º 81,85º 81,78º 81,40º 81,10º 80,13º 79,77º 79,33º 7,60º 7,77º 8,15º 8,22º 8,60º 8,90º 9,87º 10,23º 10,67º 0,132 0,135 0,142 0,143 0,150 0,155 0,171 0,178 0,185 4408,55 Å 4504,64 Å 4725,50 Å 4763,89 Å 4984,51 Å 5157,01 Å 5711,87 Å 5921,91 Å 6169,83 Å

Tabela 10 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=4 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 79,62º 79,20º 79,00º 78,43º 78,07º 76,82º 76,33º 75,72º Desvio θd 10,38º 10,80º 11,00º 11,57º 11,93º 13,18º 13,67º 14,28º sen(θd) 0,180 0,187 0,191 0,201 0,207 0,228 0,236 0,247 Comp. de onda λ 4505,83 Å 4684,53 Å 4770,22 Å 5012,70 Å 5169,34 Å 5701,69 Å 5906,82 Å 6167,93 Å

Tabela 11 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=5 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Ângulo θ 76,97º 76,43º 75,55º 75,00º Desvio θd 13,03º 13,57º 14,45º 15,00º sen(θd) 0,226 0,235 0,250 0,259 Comp. de onda λ 4510,36 Å 4691,53 Å 4990,7 Å 5176,38 Å 25

Verde 1 Laranja Vermelho

73,43º 72,82º 72,00º

16,57º 17,18º 18,00º

0,285 0,295 0,309

5702,62 Å 5908,6 Å 6180,34 Å

Tabela 12 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=6 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 74,27º 73,68º 72,55º 71,95º 69,98º 69,27º 68,27º Desvio θd 15,73º 16,32º 17,45º 18,05º 20,02º 20,73º 21,73º sen(θd) 0,271 0,281 0,300 0,310 0,342 0,354 0,370 Comp. de onda λ 4519,34 Å 4682,43 Å 4997,89 Å 5164,11 Å 5704,89 Å 5900,32 Å 6171,45 Å

Tabela 13 – Rede 100 linhas/mm, esquerda, ordem m=7 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 71,60º 70,88º 69,55º 68,83º Desvio θd 18,40º 19,12º 20,45º 21,17º sen(θd) 0,316 0,327 0,349 0,361 Comp. de onda λ 4509,27 Å 4678,47 Å 4991,28 Å 5158,32 Å -

Tabela 14 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Ângulo θ Desvio θd sen(θd) Comp. de 26

onda λ Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho 92,58º 92,65º 92,70º 92,85º 93,03º 93,25º 93,47º 93,55º 2,58º 2,65º 2,70º 2,85º 3,03º 3,25º 3,47º 3,55º 0,045 0,046 0,047 0,050 0,053 0,057 0,060 0,062 4507,24 Å 4623,47 Å 4710,65 Å 4972,14 Å 5291,69 Å 5669,28 Å 6046,78 Å 6191,96 Å

Tabela 15 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=2 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 95,23º 95,33º 95,48º 95,75º 95,97º 96,58º 96,68º 97,10º Desvio θd 5,23º 5,33º 5,48º 5,75º 5,97º 6,58º 6,68º 7,1º sen(θd) 0,091 0,093 0,096 0,100 0,104 0,115 0,116 0,124 Comp. de onda λ 4560,60 Å 4647,49 Å 4777,81 Å 5009,40 Å 5197,49 Å 5732,41 Å 5819,09 Å 6180,07 Å

Tabela 16 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=3 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Ângulo θ 97,72º 98,03º 98,60º 98,87º Desvio θd 7,72º 8,03º 8,60º 8,87º sen(θd) 0,134 0,140 0,150 0,154 Comp. de onda λ 4475,81 Å 4658,31 Å 4984,51 Å 5137,85 Å 27

Verde 1 Laranja Vermelho

99,83º 100,17º 100,65º

9,83º 10,17º 10,65º

0,171 0,177 0,185

5692,76 Å 5883,74 Å 6160,30 Å

Tabela 17 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=4 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 100,82º 101,50º 101,92º 103,08º 103,68º 104,23º Desvio θd 10,82º 11,50º 11,92º 13,08º 13,68º 14,23º sen(θd) 0,188 0,199 0,206 0,226 0,237 0,246 Comp. de onda λ 4691,68 Å 4984,20 Å 5162,22 Å 5659,20 Å 5913,89 Å 6146,78 Å

Tabela 18 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=5 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho Ângulo θ 104,43º 104,97º 106,55º 107,17º 107,98º Desvio θd 14,43º 14,97º 16,55º 17,17º 17,98º sen(θd) 0,249 0,258 0,285 0,295 0,309 Comp. de onda λ 4985,07 Å 5165,14 Å 5697,04 Å 5903,04 Å 6174,81 Å

Tabela 19 – Rede 100 linhas/mm, direita, ordem m=6 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Ângulo θ Desvio θd sen(θd) Comp. de 28

onda λ Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Laranja Vermelho 107,43º 108,05º 109,97º 110,70º 111,72º 17,43º 18,05º 19,97º 20,70º 21,72º 0,300 0,310 0,341 0,353 0,370 4993,26 Å 5164,11 Å 5691,22 Å 5891,25 Å 6166,95 Å

Tabela 20 – Rede 300 linhas/mm, esquerda, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho Ângulo θ 82,53º 82,45º 82,37º 82,23º 82,03º 81,85º 81,43º 81,17º 80,27º 79,98º 79,47º Desvio θd 7,47º 7,55º 7,63º 7,77º 7,97º 8,15º 8,57º 8,83º 9,73º 10,02º 10,53º sen(θd) 0,13 0,131 0,133 0,135 0,139 0,142 0,149 0,154 0,169 0,174 0,18 Comp. de onda λ 4331,65 Å 4379,71 Å 4427,77 Å 4504,64 Å 4619,9 Å 4725,5 Å 4965,34 Å 5118,69 Å 5635,43 Å 5797,82 Å 6093,58 Å

Tabela 21 – Rede 300 linhas/mm, esquerda, ordem m=2 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Ângulo θ 75,03º 74,90º 74,50º 74,30º Desvio θd 14,97º 15,10º 15,50º 15,70º sen(θd) 0,258 0,261 0,267 0,271 Comp. de onda λ 4304,28 Å 4341,74 Å 4453,97 Å 4510,01 Å 29

Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho

73,92º 73,62º 72,88º 72,23º 70,23º 69,50º 68,57º

16,08º 16,38º 17,12º 17,77º 19,77º 20,50º 21,43º

0,277 0,282 0,294 0,305 0,338 0,350 0,365

4617,25 Å 4701,04 Å 4905,31 Å 5085,69 Å 5636,51 Å 5836,79 Å 6090,31 Å

Tabela 22 – Rede 300 linhas/mm, esquerda, ordem m=3 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho Ângulo θ 66,95º 66,37º 66,13º 65,40º 64,92º 63,55º 62,70º 59,50º 58,27º 56,70º Desvio θd 23,05º 23,63º 23,87º 24,60º 25,08º 26,45º 27,30º 30,50º 31,73º 33,30º sen(θd) 0,392 0,401 0,405 0,416 0,424 0,445 0,46 0,508 0,526 0,549 Comp. de onda λ 4350,38 Å 4454,25 Å 4495,66 Å 4625,34 Å 4710,4 Å 4949,07 Å 5096,11 Å 5639,32 Å 5844,07 Å 6100,25 Å

Tabela 23 – Rede 300 linhas/mm, direita, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Ângulo θ 97,50 97,58 97,80 97,88 98,03 98,25 98,63 Desvio θd 7,50º 7,58º 7,80º 7,88º 8,03º 8,25º 8,63º sen(θd) 0,131 0,132 0,136 0,137 0,140 0,143 0,150 Comp. de onda λ 4350,87 Å 4398,94 Å 4523,85 Å 4571,88 Å 4658,31 Å 4783,09 Å 5003,69 Å 30

Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho

98,92 99,80 100,23 100,70

8,92º 9,80º 10,23º 10,70º

0,155 0,170 0,178 0,186

5166,59 Å 5673,65 Å 5921,91 Å 6188,89 Å

Tabela 24 – Rede 300 linhas/mm, direita, ordem m=2 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Vermelho Ângulo θ 105,00º 105,30º 105,63º 105,80º 106,23º 106,47º 107,37º 107,97º 109,92º 110,63º 111,62º Desvio θd 15,00º 15,30º 15,63º 15,80º 16,23º 16,47º 17,37º 17,97º 19,92º 20,63º 21,62º sen(θd) 0,259 0,264 0,269 0,272 0,280 0,283 0,298 0,308 0,341 0,352 0,37 Comp. de onda λ 4313,65 Å 4397,88 Å 4491,34 Å 4538 Å 4659,16 Å 4724,29 Å 4974,76 Å 5141,06 Å 5677,55 Å 5873,1 Å 6139,92 Å

Tabela 25 – Rede 300 linhas/mm, direita, ordem m=3 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo Laranja Ângulo θ 113,75º 114,75º 115,13º 116,03º 116,47º 120,58º 122,32º Desvio θd 23,75º 24,75º 25,13º 26,03º 26,47º 30,58º 32,32º sen(θd) 0,403 0,419 0,425 0,439 0,446 0,509 0,535 Comp. de onda λ 4474,96 Å 4651,77 Å 4719,18 Å 4876,6 Å 4951,97 Å 5653,23 Å 5939,98 Å 31

Vermelho

123,33º

33,33º

0,550

6105,66 Å

Tabela 26 – Rede 600 linhas/mm, esquerda, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo 1 Amarelo 2 Laranja Vermelho Ângulo θ 74,72º 74,80º 74,53º 74,20º 74,07º 73,63º 73,30º 72,50º 71,82º 70,00º 69,17º 68,20º Desvio θd 15,28º 15,20º 15,47º 15,80º 15,93º 16,37º 16,70º 17,50º 18,18º 20,00º 20,83º 21,80º sen(θd) 0,264 0,262 0,267 0,272 0,275 0,282 0,287 0,301 0,312 0,342 0,356 0,371 Comp. de onda λ 4393,21 Å 4369,82 Å 4444,63 Å 4538,00 Å 4575,31 Å 4696,39 Å 4789,34 Å 5011,76 Å 5200,98 Å 5700,34 Å 5927,51 Å 6189,46 Å

Tabela 27 – Rede 600 linhas/mm, direita, ordem m=1 – cálculos de ângulo em grau, desvio de difração e comprimento de onda. Cor Violeta 1 Violeta 2 Violeta 3 Violeta 4 Azul 1 Azul 2 Verde 1 Verde 2 Amarelo 1 Amarelo 2 Laranja Vermelho Ângulo θ 105,10º 105,32º 105,43º 105,70º 105,90º 106,28º 106,45º 108,08º 109,15º 109,98º 110,78º 111,75º Desvio θd 15,10º 15,32º 15,43º 15,70º 15,90º 16,28º 16,45º 18,08º 19,15º 19,98º 20,78º 21,75º sen(θd) 0,261 0,264 0,266 0,271 0,274 0,280 0,283 0,310 0,328 0,342 0,355 0,371 Comp. de onda λ 4341,74 Å 4402,56 Å 4435,28 Å 4510,01 Å 4565,99 Å 4673,13 Å 4719,64 Å 5173,33 Å 5467,37 Å 5695,78 Å 5913,92 Å 6175,96 Å 32

Observa-se que as intensidades de cores eram mais intensas quando avaliadas a esquerda e com o aumento da ordem da difração (m) ocorre um diminuição discreta da intensidade das cores (comprimento de onda), o que demonstra uma dispersão dos comprimentos de onda. Verifica-se também que o aumento de linhas da rede de difração ocorre também a diminuição da intensidade das cores ou seja com o aumento da densidade das rede aumenta também a dispersão do espectro. Influencia do número de linhas da rede interfere com a dispersão do espectro, desta forma rede mais densas apresentarão maiores dispersão, o que ocasiona uma diminuição da intensidade das cores observadas e também uma sobreposição dos espectros de ordens diferentes, ou seja, ao visualizar, por exemplo, a primeira ordem do espectro encontraremos uma sequencia de cores diferente da esperada – violeta, azul, amarelo, laranja, vermelho – ela será encontrado como violeta, azul, amarelo, violeta, laranja, vermelho; sendo este segundo violeta a difração da segunda ordem (m=1). Utilizamos redes de 100, 300 e 600 linhas/mm assim comparando-as temos: Tabela 28 – Comparação entre as linha de rede de difração. 100 linhas/mm 300 linhas/mm 600 linhas/mm 100 linhas/mm 300 linhas/mm 600 linhas/mm 100% 300% 600% 33% 100% 200% 16% 200% 100%

Assim verifica-se que a rede de 100 linhas/mm é cerca de 67% menos densa que a de 300 linhas/mm e 84% que a de 600. Entretanto, para este experimento, a rede que mais se aproximou do espectro do sódio foi a de 300 linhas/mm, pois as outras redes apresentavam maiores divergências entre o comprimento de onda observado e o esperado.

7.0 Conclusão
O objetivo de obter os comprimentos de onda emitidos pelo átomo de Sódio(Na) utilizando um espectrômetro de estudante e diversos tipos de rede de difração foi alcançado com sucesso, observou-se que a rede que apresentou os resultados mais 33

próximos aos esperados para o sódio foi a de 300 linhas/mm. Verificou-se também que com o aumento da densidade das redes aumentam-se a dispersão do espectro e consequentemente uma diminuição da intensidade e uma sobreposição das ordens de difração.

8.0 Bibliografia
[1] Sears e Zemansky Física IV: Ótica e Física Moderna / Young, Hhugh; Freedman, Roger - Editora Pearson Addison Wesley. [2]. Eisberg, R. Martin ; Resnick, R. FÍSICA QUÂNTICA: ÁTOMOS, MOLÉCULAS, SÓLIDOS, NÚCLEOS E PARTÍCULAS. Editora Campus, 1979. [3]. Manual PASCO Scientific home page. STUDENT SPECTROMETER, modelo AP-9268A. http://store.pasco.com/pascostore/showdetl.cfm? &DID=9&Product_ID=54046&groupID=292&Detail=1 [4] Melissinos, A. C., Napolitano, J. Experiments in Modern Physics. 2 ed., P. Academic. San Diego, Califórnia, USA, 2003.

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