Universidade Estadual de Londrina

Laboratório de Física Moderna
6FIS-027
Estudo da Atenuação
da Radiação γ pela Matéria
Rafael Bratifich
Turma 0001
Profº Dr Américo Tsuneo Fujii
afujii@uel.br
Centro de Ciências Exatas
Departamento de Física - UEL
Sumário
1.0 Objetivo.........................................................................................................................03
2.0 Introdução.....................................................................................................................04
2.1 Radiação γ (gama)........................................................................................................ 04
3.0 Fundamentação Teórica.................................................................................................5
3.1 Decaimento Nuclear............................................................................................5
3.2 Tipos de radiação produzidas por decaimento nuclear.....................................6
3.2.1 Decaimento alpha(α)..............................................................................6
3.2.2 Decaimento Beta (β)...............................................................................7
3.2.3 Decaimento gama(γ)...............................................................................8
3.3 Interação da radiação gama com a matéria.......................................................9
3.3.1 Efeito Fotoelétrico................................................................................10
3.3.2 Efeito Compton.....................................................................................11
3.3.3 Formação de Pares...............................................................................12
3.4 Detectores de Radiação......................................................................................13
3.4.1 Tipos de detectores...............................................................................13
3.4.2 Contador Geiger-Müller......................................................................15
4.0 Metodologia...................................................................................................................17
5.0 Procedimento Experimental1........................................................................................8
5.1 Materiais Usados para o Experimento.............................................................18
5.2 Montagem e Procedimentos..............................................................................18
6.0 Resultados e Análises...................................................................................................20
6.1 Determinação de I
FM
..........................................................................................20
6.2 Determinação de I
0M
...........................................................................................22
6.3 Determinação da intensidade de radiação I
X
para cada espessura de
Alumínio...................................................................................................................23
6.4 Determinação do coeficiente de atenuação (μ) do Alumínio...........................26
7.0 Conclusão......................................................................................................................28
8.0 Bibliografia....................................................................................................................28
2
1.0 Objetivo
O seguinte experimento realizado no Laboratório de Física Moderna da
Universidade Estadual de Londrina tem como objetivos:
– Realizar um estudo sobre a atenuação da radiação γ pela matéria.
– Determinar o coeficiente de atenuação da radiação gama.
3
2.0 Introdução
2.1 Radiação γ (gama)
Os raios γ (gama) são um tipo de radiação electromagnética produzida em
processos de decaimento nuclear. São altamente energéticos devido à sua elevada
frequência e, consequentemente, baixo comprimento de onda. Geralmente, a
frequência dos raios γ situa-se acima de 10
19
Hz, o que implica comprimentos de onda
abaixo de 10
-12
m e energias acima de 0,1 MeV.
Inicialmente era usual distinguir a radiação γ dos raios-X pela sua energia (os
raios-X eram menos energéticos). No entanto, atualmente a distinção já não é efetuada
desta forma, pois consegue-se produzir raios-X mais energéticos do que muitos raios γ
(como nos aparelhos médicos de radiografia). A distinção entre estes tipos de radiação
electromagnética é efetuada através da sua origem: os raios-X são produzidos por
excitação dos elétrons de camadas atômicas interiores para níveis energéticos mais
elevados e posterior regresso ao estado fundamental (libertação de energia sob a forma
de raios-X), enquanto a radiação γ provém do núcleo atômico, pois após a emissão de
partículas α ou β é frequente o núcleo ficar com um excesso de energia, que é libertada
sob a forma de radiação γ (os raios γ também podem ser formados pela reação
antimatéria entre um elétron e um pósitron e pelo efeito Compton inverso).
Os raios γ foram descobertos em 1900 pelo físico e químico francês Paul Villard
(1860-1934), quando estudava a radiação emitida por uma amostra de rádio. A
radiação emitida incidia numa placa fotográfica protegida por uma fina camada de
chumbo, suficiente para travar o avanço das partículas α. Villard mostrou que a
radiação que atravessava a camada de chumbo era de dois tipos diferentes. Um era
deflectida quando submetida a um campo magnético, identificado como a radiação β
descoberta um ano antes pelo físico e químico neozelandês Ernest Rutherford. No
entanto, o segundo tipo de radiação não sofria qualquer tipo de deflexão, pelo que não
deveria ter carga eléctrica associada. Além disso, a radiação desconhecida tinha um
poder penetrante muito superior à radiação α e β e que Villard não conseguiu
identificar. Efetivamente, foi Rutherford, no seguimento da descoberta de Villard, que
identificou a radiação como o terceiro tipo de radiação decorrente do decaimento
radioativo e designou-a, em 1903, por radiação γ.
4
A radiação γ é, dos três tipos de radiação resultante do decaimento nuclear (α, β
e γ), a que tem o maior poder penetrante. O seu poder ionizante advém de três tipos de
interação que pode ter com a matéria: efeito fotoelétrico, efeito Compton e produção de
pares.
3.0 Fundamentação Teórica
3.1 Decaimento Nuclear
Os decaimentos nucleares ocorrem sempre que um núcleo, contendo um certo
número de núcleons, se encontra em um estado cuja energia não é a mais baixa para
um sistema com esse número de núcleons. Quase sempre, o núcleo é levado a um
estado instável como uma consequência de uma reação nuclear.
Então, dependendo da proporção nêutrons:prótons no núcleo, um isótopo de um
determinado elemento pode ser estável ou instável. Átomos com núcleos instáveis
estão mudando constantemente como resultado do desequilíbrio de energia interna.
Com o tempo, os núcleos de isótopos instáveis se desintegram espontaneamente num
processo conhecido como decaimento radioativo. Vários tipos de radiações penetrantes
podem ser emitidas a partir do núcleo e (ou) seus elétrons ao redor. Nuclídeos sofrem
decaimento radioativo, que são chamados de radionuclídeos. Qualquer material que
contém quantidades mensuráveis de um ou mais radionuclídeos é um material
radioativo.
Quando um átomo sofre decaimento radioativo, ele emite uma ou mais formas
de radiação com energia suficiente para ionizar os átomos com os quais interage. A
radiação ionizante pode ser composta de partículas subatômicas em alta velocidade
ejetadas do núcleo ou de radiação eletromagnética (raios gama) emitidas por qualquer
núcleo ou elétrons orbitais.
Tabela 1: Radioisótopos e suas meia-vida e intensidades relativas para cada energia
Isótopo Meia-vida Energia (eV) Intensidade Relativa
241
Am 433 dias
5,486 MeV 85,00%
5443 MeV 12,80%
210
Po 138 dias 5,305 MeV 100,00%
242
Cm 163 dias
6,113 MeV 74,00%
6,071 MeV 26,00%
5
3.2 Tipos de radiação produzidas por decaimento nuclear
3.2.1 Decaimento alpha(α)
Um processo que é particularmente importante no decaimento radioativo é o
decaimento α, o qual ocorre comumente em núcleos cujo número atômico é maior que
Z=82. Neste processo, um núcleo pai instável decai nos núcleos filhos através da
emissão de uma partícula α, ou seja, o núcleo He
2 4
. Tal fenômeno ocorre
espontaneamente, porque ele é favorecido por questões de energia, uma vez que a
massa do núcleo pai é maior que a soma das massas dos núcleos filhos mais a da
partícula α. A redução da massa nuclear no decaimento é basicamente devida à
redução da energia coulombiana do núcleo quando sua carga Ze é diminuída de uma
carga 2e por ocasião da emissão da partícula α. A energia equivalente à diferença de
massa surgida no decaimento aparece sob a forma de energia cinética, quase toda ela
pertencente à partícula α.
O núcleo pai , representado por (Z, A), é transformado na reação da forma:
(Z, A) →(Z - 2, A - 4) + α (1)
Figura 1: Energias de decaimento α dos núcleos situados na região da emissão α.
6
3.2.2 Decaimento Beta (β)
Figura 2: Decaimento beta(β

)
A radiação beta é uma forma de radiação ionizante emitida por certos tipos de núcleos
radiativos. Esta radiação ocorre na forma de partículas beta (β), que são elétrons de
alta energia ou pósitrons emitidos de núcleos atômicos. Existem duas formas de
decaimento beta, β

e β
+
.
Sua emissão constitui um processo comum em núcleos de massa pequena ou
intermediária, que possui excesso de nêutrons ou de prótons com relação à estrutura
estável correspondente.
Emissão (β

): Quando o núcleo tem excesso de nêutrons, e portanto, falta de
prótons, o mecanismo de compensação o corre através da transformação de um
nêutron é convertido num próton (p
+
), com emissão de um elétron (e
-
) e de um
antineutrino de elétron (ν
e
) (a antipartícula do neutrino):
n → p+ + e- + ν
e
(2)
A energia cinética resultante da diferença de energia entre o estado inicial do
núcleo X
Z
A
e o estado resultante Y
Z +1
A
é distribuída entre o elétrons e o
antineutrino( + ). Após o processo, pode haver ainda excesso de energia, que é
emitido na forma de radiação gama.
Assim, o núcleo inicial transforma -se de uma configuração X
Z
A
em Y
Z+1
A
, uma
vez que a única alteração é o aumento de uma carga positiva no núcleo.
Emissão (β
+
): A emissão de radiação do tipo β
+
um próton (p
+
) é convertido num
nêutron (n), com a emissão de um pósitron (e
+
), e de um neutrino de elétron (ν
e
).
energia + p
+
→ n + e
+
+ ν
e
(3)
O pósitron tem as mesmas propriedades de interação que o elétron negativo,
somente que, após transferir sua energia cinética adicional ao material de interação,
ele captura um elétron negativo, posteriormente se aniquilam, gerando duas radiações
gama de energia 0,511 MeV cada, emitidas em sentidos contrários.
7
3.2.3 Decaimento gama(γ)
Figura 3: Após o decaimento β
-
, o
60
Co origina um nuclídeo de
60
Ni num estado excitado, que, por usa
vez, emite instantaneamente duas radiações gama.
Quando um núcleo decai por radiação α ou β, geralmente o núcleo residual tem
seus núcleons em estados excitados (fora do equilíbrio). Assim, para atingir o estado
fundamental, os núcleons emitem a energia excedente sob a forma de radiação
eletromagnética, chamada de radiação gama (γ). A energia da radiação gama é bem
definida, dependente somente dos valores inicial e final da energia dos orbitais
envolvidos na transição:
E
¸
=E
i
−E
f
=h+
, (4)
onde h é a constante de Planck (6,626.10
-34
J.s) e + a frequência de radiação.
Raios gama, raios-x, ondas visíveis e ondas de rádio, são to das formas de ondas
eletromagnéticas. O que as diferem, é a frequência e a energia dos fótons. Raios gama,
geralmente, são os mais energéticos destes. Um exemplo de produção de raios gama é:
Primeiro o
60
Co decai em
60
Ni por decaimento β. Então, o
60
Ni cai para o estado
fundamental pela emissão de dois raios gama: com energias 1,17 MeV e 1,33 MeV
sucessivamente.
Co
27
60
- Ni
28
60
+e
-
+¯ +
e
+1,17MeV (¸) (5)
Ni*
28
60
- Ni
28
60
+1,33 MeV (¸) (6)
Pelo fato do decaimento beta ser acompanhado da emissão de um neutrino ao
qual carrega energia consigo, o espectro beta possui picos largos. Assim, somente pelo
decaimento beta não é possível sondar níveis diferentes de energia encontrados no
núcleo, sendo isso possível com o decaimento gama.
Como todas as formas de radiação eletromagnética, os raios gama não têm
8
massa nem carga e interagem com a matéria de forma menos intensiva do que as
partículas ionizantes. A radiação gama perde energia lentamente, portanto, são
capazes de percorrer distâncias significativas. Dependendo de sua energia inicial, os
raios gama podem viajar dezenas ou centenas de metros pela atmosfera terrestre.
3.3 Interação da radiação gama com a matéria
A interação de um feixe de raios gama monoenergéticos com um meio, depende
de sua energia e de propriedades do material que constitui o meio.
Figura 4: Diagrama redução de intensidade por um meio absorvedor de espessura x.
A interação de um feixe de raios gama monoenergéticos com um meio, depende
de sua energia e de propriedades do material que constitui o meio. Quando há
interação de um feixe de raios gama monoenergéticos, a sua intensidade diminui
seguindo e Lei de Beer (lei do decaimento exponencial):
I =I
0
e
−j xj
(7)
onde j é o coeficiente de atenuação de massa do meio absorvedor para a energia do
gama considerado; x é a espessura do meio absorvedor e j é a densidade do meio
absorvedor
Neste experimento, consideramos somente a relação da intensidade com a
espessura do meio absorvedor. Assim, a expressão torna-se:
I =I
0
e
−j x
(8)
O coeficiente de atenuação de massa j , depende da energia da energia da
radiação utilizada e do meio atômico do meio absorvedor, representando os vários
processos físicos que o correm quando o raio gama interage com a matéria
(probabilidade de ocorrência por unidade de caminho percorrido na direção do feixe). A
diminuição da intensidade da radiação em relação à espessura x do meio absorvedor
9
se deve a três tipos principais de interação da radiação pela matéria:
1. Efeito Fotoelétrico;
2. Efeito Compton;
3. Formação de Pares;
3.3.1 Efeito Fotoelétrico
Figura 5: Efeito fotoelétrico gerado por feixe de raio gama.
Na emissão fotoelétrica, a luz ao atingir um material provoca a emissão de
elétrons desse material. Einstein, aplicando a teoria de Planck explicou o efeito
fotoelétrico em termos do modelo quântico usando sua famosa equação (9) pela qual
recebeu o prêmio Nobel em 1921:
E=hν=K
Max
+W
0
, (9)
onde
K
Max
é a energia cinética máxima dos fotoelectrons emitidos, e
W
0
é a energia
necessária para removê-los da superfície do material (a função trabalho). E é a energia
fornecida pelo quantum de luz conhecido como fóton.
Se um fóton de energia h+ transfere toda sua energia a um elétron, situado
em um dos níveis mais internos do átomo, em uma "colisão", este elétron é arrancado e
sai em alta velocidade (Figura 5). Este é um processo denominado fotoelétrico, onde o
elétron "arrancado"é chamado de fotoelétron e o raio gama incidente desaparece, ou
seja, é retirado do feixe incidente.
A energia cinética do fotoelétron é dada por:
K=h+−h+
0
, (10)
onde h+ é energia do fóton incidente e
h+
0
é a energia de ligação do elétron ao
átomo.
Como isso ocorre em um material constituído de vários átomos, o fotoelétron
10
pode perder sua energia em uma pequena espessura do material absorvedor por vários
processos: Bremsstrahlung, ionização, excitação, quebra de vínculo de moléculas, etc...
Este tipo de absorção ocorre para radiações com energia entre 10 KeV e 100
KeV, predominando com maior percentual em relação a outros tipos de interação para
energias entre 10 KeV e 50 KeV
3.3.2 Efeito Compton
Figura 6: Diagrama Efeito/Espalhamento Compton.
Efeito Compton ou o Espalhamento de Compton, é a diminuição de energia
(aumento de comprimento de onda) de um fóton de raio-X ou de raio gama, quando ele
interage com a matéria. O efeito foi demonstrado pela primeira vez em 1923 por
Arthur Holly Compton (pelo qual recebeu o Prêmio Nobel de 1927).
Compton supôs a conservação de momento linear e energia relativística do
sistema fóton-elétron e obteve uma relação entre os comprimentos de onda do fóton
incidente e do fóton espalhado em função do ângulo de espalhamento.
A fórmula para o momento linear p do fóton foi obtida a partir da relação entre
momento e energia relativística para uma partícula sem massa de repouso:
p=
h
\
, (11)
onde h é a constante de Planck e \ é o comprimento de onde de De Broglie
associado à partícula.
A radiação espalhada experimenta uma mudança de comprimento de onda que
não pode ser explicada em termos da teoria clássica das ondas, dando assim apoio à
teoria dos fótons de Einstein. A energia do fóton remanescente (
h+
0
) é dependente
do ângulo de espalhamento ¡ da radiação:
h+' =
h+
1+
h+
mc
2
(1−cos ¡)
. (12)
11
O espalhamento de Compton ocorre em todos os materiais e predominantemente
com fótons de média-energia (entre 0.5 e 3.5 MeV). Ele é também observado com fótons
de alta-energia; fótons de luz visível ou de frequências mais altas, por exemplo,
possuem energia suficiente para expelir os elétrons saltados do átomo (efeito
Fotoelétrico).
3.3.3 Formação de Pares
Figura 7: Diagrama produção de pares.
A formação de pares e
+
e
-
(pósitron-elétron) ocorre próximo ao núcleo do átomo
quando a energia da radiação incidente é maior que 1,02 MeV .
Quando um fóton de energia h+ >1,02 MeV caminha próximo ao núcleo do
átomo e é submetido ao forte campo nuclear, o fóton é transformado em um pósitron (
e
+
) e um elétron ( e
-
), onde o excesso de energia é conservado em energia cinética
do par - metade do excesso de energia vai para o e
+
e a outra metade para o e
-
. Em
seguida, o pósitron sofre aniquilação com algum elétron disponível no material,
produzindo um par de raios γ de ≈ 511 keV.
Os fótons oriundos deste aniquilamento, interagem com os outros átomos por
Efeito Compton ou Efeito Fotoelétrico. E o elétron do par, por sua vez, perde sua
energia cinética pelos mesmos processos do fotoelétron.
12
3.4 Detectores de Radiação
A percepção da radiação, seja qualitativa ou quantitativa, só pode ser realizada
com a ajuda de materiais ou instrumentos capazes de captar e registrar sua presença.
A detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com
um meio sensível (detector). Em um sistema detector os detectores de radiação são os
elementos ou dispositivos sensíveis a radiação ionizante utilizados para determinar a
quantidade de radiação presente em um determinado meio de interesse. A integração
entre um detector e um sistema de leitura (medidor), como um eletrômetro ou a
embalagem de um detector é chamado de monitor de radiação. Os sistemas detectores
que indicam a radiação total a que uma pessoa foi exposta são chamados de
dosímetros.
Tabela 2: Alguns tipos de detectores de radiação e suas características
Dispositivo Uso e Características
Emulsão fotográfica Faixa e sensibilidade à radiação limitada. Monitoração de pessoal e
filme para imagem radiográfica.
Caneta dosimétrica Portátil. Leitura imediata. Precisão baixa. Acumulo dose até 200mR.
Câmara de ionização Faixa ampla e exatidão. Portátil. Medidas em campos com mais de 1
mR/h.
Contador proporcional Instrumento de laboratório, exato e sensível a radiação. Análise de
radionuclídeos.
Contador Geiger-Müller Limitado a menos de 100 mR/h. Portátil. Monitoração de pessoal e de
estácionária.
Dosimetria termo-luminescente Faixa ampla, exato e sensível. Monitoração de pessoal e de área
(estacionário).
Detector de cintilação Faixa limitada. Muito sensível. Instrumento portátil ou estacionário.
Imagem e espectroscopia de fóton.
3.4.1 Tipos de detectores
- Detectores de estado gasoso:
Os detectores a gás são conhecidos também como detectores por ionização em
gases. Isto porque a radiação incidente no volume sensível cria pares de íons que
podem ser contados em um dispositivo de medida elétrica (unidade de leitura).
13
Figura 8: Curva do detector a gás.
Características de algumas regiões do gráfico da carga (íons) coletada em função
da tensão aplicada:
- Câmara de Ionização: A corrente gerada não é dependente da tensão
aplicada, mas sim uma função do número de interações com os fótons incidentes.
- Contador Proporcional: Os elétrons são acelerados em direção ao ânodo com
energia suficiente para ionizar outros átomos. Este detector é conhecido como
proporcional pois o pulso elétrico gerado é um múltiplo da interação ocorrida no gás.
- Detector Geiger-Muller: O número de elétrons coletados é independente da
ionização inicial feita pelo fóton incidente. Os pulsos gerados têm grande amplitude
simplificando a instrumentação.
- Detectores cintiladores sólidos:
Os materiais cintiladores absorvem a energia cedida pelas radiações ionizantes
e convertem as mesmas em luz. Os materiais mais usados são o iodeto de sódio, o
sulfeto de zinco e cintiladores plásticos; os detectores são a associação destes materiais
cintiladores acoplados a uma fotomultiplicadora.
As principais vantagens dos cintiladores baseiam-se na sua capacidade de
registrar e indicar a energia da radiação incidente; os cintiladores são muito sensíveis
14
a variação de tensão aplicada a fotomultiplicadora e, portanto devem ser utilizados
com equipamentos eletrônicos mais estáveis possíveis; podem ser do tipo sólido ou
líquido.
- Detectores do estado sólido:
Este tipo de detector tem a característica de um semicondutor, ou seja, são bons
condutores a baixa temperatura e vão se tornando maus condutores com a elevação da
temperatura. Os materiais semicondutores mais utilizados como meio detector de
radiação ionizante é o germânio e silício. Sua principal característica, que torna este
material conveniente para utilização em medidores de radiação, baseia-se na sua alta
resolução para determinar a energia da radiação incidente, desta forma, têm-se
pequenas flutuações e menor incerteza na medida.
3.4.2 Contador Geiger-Müller
Os detectores Geiger-Müller foram introduzidos em 1928 e em função de sua
simplicidade, facilidade de operação e manutenção, são utilizados até hoje. Em função
de sua característica de um pulso de saída de igual amplitude , independentemente do
número de íons iniciais, o detector Geiger-Müller funciona como um contador, não
sendo capaz de descriminar energias. Para cada partícula que interage com o volume
sensível do detector, é criado um número da ordem de 10
9
a 10
10
pares de íons. Assim,
a amplitude do pulso de saída formado no detector é da ordem do volt, o que pode
simplificar a construção do detector, sem necessidade de utilizar um pré-amplificador.
Para a contagem de partículas carregadas, a maior dificuldade existente é a
causada pela sua absorção nas paredes do detector. Por esse motivo, são feita janelas
de material leve e fino, que permita que elétrons e partículas α penetrem no volume
sensível do detector.
Este aparelho é constituído por um cilindro metálico (tubo) de paredes delgadas,
com um diâmetro de poucos centímetros contendo um gás a baixa pressão, geralmente
uma mistura de metano com argônio ou néon. Dentro desse cilindro encontra-se um fio
15
metálico ao longo do seu eixo principal. Entre este fio e a parede do cilindro aplica-se
uma diferença de potencial de 1 a 3 kV e no interior do tubo instala-se um campo
elétrico muito intenso.
Quando uma partícula carregada penetra num tubo com estas características
produzem-se ionizações e os elétrons libertados são acelerados, dirigindo-se para o fio
ligado ao polo positivo de uma fonte de alimentação.
Estes elétrons, no seu percurso, chocam com os átomos do gás, de que resultam
outras ionizações e, finalmente chega ao fio uma avalanche de cerca de um milhão de
elétrons.
Este choque produz um aumento de corrente no fio, que se pode registar
eletronicamente. Durante a formação da cascata de elétrons, o tubo fica insensível às
partículas incidentes, pelo que se diz que o contador está em "tempo morto".
Figura 9: Diagrama do funcionamento do detector de Geiger-Müller.
Para radiação γ, a resposta do detector o corre de maneira mais indireta, através
das interações da radiação incidente com as paredes do detector, gerando radiação
secundária – normalmente elétrons - que irão interagir com o volume sensível do
detector.
Normalmente, esses detectores são utilizados para detecção de nêutrons, devido
a pequena seção de choque de interação dos gases utilizados com os nêutrons. Além
disso, detectores proporcionais têm geralmente melhor resposta e permitem a
espectroscopia dessas partículas.
Podem também ser utilizados para estimar grandezas como dose e exposição.
Nesse caso são, normalmente, calibrados para uma energia determinada (como a do
60
Co) e os valores dessas grandezas são calculados através da fluência.
16
4.0 Metodologia
Verificaremos a atenuação da radiação gama sobre o alumínio, incidindo-a sobre
blocos de diferentes espessuras desse metal e medindo a intensidade de radiação que o
atravessa. As intensidades serão medidas com um detector Geiger-Müller, também,
medirão-se a intensidade emitida pela fonte (
137
Cs) e a radiação de fundo. Com esses
dados utilizando a Lei de Beer calcularemos a atenuação dos raios gama no alumínio e
comparemos com o valor de literatura.
17
5.0 Procedimento Experimental
5.1 Materiais Usados para o Experimento
Para a montagem experimental foi utilizado os materiais abaixo listados.
- Fonte de radiação γ – Césio [
137
Cs].
- Detector de radiação - Tubo Geiger-Müller (PASCO).
- Interface PASCO – Science Worshop – 500 interface.
- Microcomputador.
- Software de dados Science Worshop.
- Cabos de conexão.
- Placas absorventes (Alumínio [
13
Al] – espessura 8 mm).
5.2 Montagem e Procedimentos
Figura 10: Diagrama da montagem experimental.
1 - Detector de radiação - Tubo Geiger-Müller (PASCO).
2 - Suporte Detector/Placas Absorventes/Fonte.
3 - Fonte de radiação γ – Césio [
137
Cs].
4 - Placas absorventes (Alumínio [
13
Al] – espessura 8 mm).
5 - Interface PASCO – Science Worshop.
O detector foi colocado no suporte e ligado a interface e ela foi conectada ao
computador com o software Science Worshop (Figura 10). A interface PASCO coletará
a variação da intensidade da radiação e o programa Science Workshop
18
instantaneamente plotará o gráfico da intensidade de radiação pelo tempo decorrido.
Inicialmente mediu-se a radiação de fundo ( I
F
), pois ela interfere na radiação da
fonte e com esses dados podemos excluir essa interferência. Então mediu-se duas vezes
a radiação de fundo (I
F1
e I
F2
) durante 10 minutos.
Colocou-se o material radioativo (
137
Cs) no suporte abaixo do detector e mediu-se
sua intensidade (I
01
), em uma média de 7 minutos. Então, colocou-se no suporte uma
placa de alumínio com espessura de 8 mm e mediu-se novamente a intensidade da
radiação (I
1
) por 7 minutos. Esse procedimento foi repetido para mais 7 placas (I
2
, I
3
, I
4
,
I
5
, I
6
, I
7
e I
8
) que foram sobrepostas e então tomadas as radiações da fonte.
Após as medidas com as placas repetindo os procedimento já descritos mediu-se
a radiação da fonte (I
02
) e após a radiação de fundo (I
F3
e I
F4
). Calculou-se as médias da
radiação da fonte (I
0M
) e de fundo (I
FM
). Para se retirar a interferência de fundo na
medida, subtraímos: I
0M
– I
FM
=I
0
. Este será o valor de I
0
na equação (7).
Para se retirar a interferência de fundo na medida da atenuação para cada
espessura, subtraímos I
x
– I
FM
, sendo x=1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Com estas informações,
montamos a seguinte equação (17) excluindo a interferência da intensidade da
radiação de fundo e comparamos com a equação (7),
( I
x
−I
FM
)=( I
0M
−I
FM
)e
-j x
. (13)
Então,
( I
x
−I
FM
)
( I
0M
−I
FM
)
=e
-j x
- −jx=ln
(
I
x
−I
FM
I
0M
−I
FM
)
, (14)
e plotando-se o gráfico
ln
(
I
x
−I
FM
I
0M
−I
FM
)
×x
encontramos o valor de −j .
19
6.0 Resultados e Análises
Os dados foram salvos em um formato de tabelas xls e opj e estão disponíveis
junto ao Prof. Dr. Américo Tsuneo Fujii.
6.1 Determinação de I
FM
Figura 11: Intensidade de radiação de fundo em função do tempo.
Tabela 3: Dados do ajuste linear I
F1
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 10495,5432
Adj. R-Square
0,9930
Value Standard Error
A
Intercept
24981,6238 275,6146
Slope 0,5271 8,23E-004
Tabela 4: Dados do ajuste linear I
F2
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 2533,1990
Adj. R-Square 0,9994
Value Standard Error
A
Intercept -3326,4175 77,5282
Slope
0,5999 3,14E-004
20
Tabela 5: Dados do ajuste linear I
F3
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 5262,3279
Adj. R-Square
0,9971
Value Standard Error
A
Intercept
5778,0613 162,1386
Slope 0,5670 6,66E-004
Tabela 6: Dados do ajuste linear I
F4
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 4274,8773
Adj. R-Square 0,9978
Value Standard Error
A
Intercept 2499,2862 131,9020
Slope
0,5290 5,43E-004
A inclinação das retas fornece as intensidade de radiação de fundo (I
F1
, I
F2
, I
F3
e
I
F4
). Então, com os dados dos ajustes, a média da radiação de fundo será:
I
FM
=
I
01
+I
02
+I
03
+I
04
4
=
0,5271+0,5999+0,5670+0,5290
4
=0,55575 . (15)
21
6.2 Determinação de I
0M
Figura 12: Intensidade de radiação da fonte em função do tempo.
Tabela 7: Dados do ajuste linear I
01
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 16119,3637
Adj. R-Square 0,9997
Value Standard Error
A
Intercept
-4285,9653 494,4323
Slope 5,4703 0,0020
Tabela 8: Dados do ajuste linear I
02
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 11858,0027
Adj. R-Square 0,9998
Value Standard Error
A
Intercept 8583,1577 363,5090
Slope
5,3431 0,0015
A inclinação das retas fornece as intensidade de radiação (I
01
e I
02
) da fonte.
Então, com os dados dos ajustes, a média da radiação da fonte será:
I
0M
=
I
01
+I
02
2
=
5,4703+5,3431
2
=5,4067 (16)
22
6.3 Determinação da intensidade de radiação I
X
para cada
espessura de Alumínio.
Figura 13: Intensidade de radiação da fonte com atenuação por placas de alumínio em função do
tempo.
Tabela 9: Dados do ajuste linear I
1
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 9660,2972
Adj. R-Square 0,9991
Value Standard Error
A
Intercept 164,1982 297,6453
Slope
1,8717 0,0012
Tabela 10: Dados do ajuste linear I
2
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 9135,0989
Adj. R-Square
0,9992
Value Standard Error
A
Intercept
-14464,8568 281,3631
Slope 1,8595 0,0012
23
Tabela 11: Dados do ajuste linear I
3
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 4794,7362
Adj. R-Square
0,9997
Value Standard Error
A
Intercept
-127,1260 147,7140
Slope 1,4969 6,07E-004
Tabela 12: Dados do ajuste linear I
4
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 7291,0901
Adj. R-Square 0,9991
Value Standard Error
A
Intercept -4588,9395 224,7005
Slope
1,4302 9,24E-004
Tabela 13: Dados do ajuste linear I
5
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 8777,4096
Adj. R-Square
0,9987
Value Standard Error
A
Intercept
2133,5701 270,8606
Slope 1,3999 0,0011
Tabela 14: Dados do ajuste linear I
6
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 7076,6560
Adj. R-Square 0,9989
Value Standard Error
A
Intercept 9650,9784 218,4294
Slope
1,2220 9,01E-004
24
Tabela 15: Dados do ajuste linear I
7
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 7274,6185
Adj. R-Square
0,9986
Value Standard Error
A
Intercept
6504,5065 219,9512
Slope 1,0726 8,70E-004
Tabela 16: Dados do ajuste linear I
8
.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 8639,6756
Adj. R-Square 0,9977
Value Standard Error
A
Intercept 13235,9923 265,5692
Slope
1,0344 0,0011
A inclinação das retas fornece as intensidade de radiação (I
1
, I
2
, I
3
, I
4
, I
5
, I
6
, I
7
e
I
8
) da fonte. Então, com os dados dos ajustes, podemos construir:
Tabela 17: Radiação em função da espessura das placas de
Alumínio.
Índice Espessura
Intensidade de
Radiação
1 (0,8) cm (1,8717) W/cm²
2 (1,6) cm (1,8595) W/cm²
3 (3,2) cm (1,4969) W/cm²
4 (4,0) cm (1,4302) W/cm²
5 (4,8) cm (1,3999) W/cm²
6 (5,6) cm (1,2220) W/cm²
7 (6,4) cm (1,0726) W/cm²
8 (7,2) cm (1,0344) W/cm²
25
6.4 Determinação do coeficiente de atenuação (μ) do
Alumínio.
A intensidade de radiação medida para cada espessura do Alumínio, assim como
os valores de
I
0M
−I
FM
,
I
x
−I
FM
e
I
x
−I
FM
I
0M
−I
FM
; estão calculados abaixo.
Tabela 18: Espessura e calculo das intensidades de radiação da fonte, atenuada e razão
atenuação/fonte.
Espessura
Intensidade de
Radiação (I
X
)
I
0M
−I
FM
I
x
−I
FM
I
x
−I
FM
I
0M
−I
FM
(0,8) cm (1,8717) W/cm²
(4,85095) W/Cm²
(1,3160) W/cm² (0,2713) W/cm²
(1,6) cm (1,8595) W/cm² (1,3038) W/cm² (0,2688) W/cm²
(3,2) cm (1,4969) W/cm² (0,9412) W/cm² (0,1940) W/cm²
(4,0) cm (1,4302) W/cm² (0,8745) W/cm² (0,1803) W/cm²
(4,8) cm (1,3999) W/cm² (0,8442) W/cm² (0,1740) W/cm²
(5,6) cm (1,2220) W/cm² (0,6663) W/cm² (0,1373) W/cm²
(6,4) cm (1,0726) W/cm² (0,5169) W/cm² (0,1065) W/cm²
(7,2) cm (1,0344) W/cm² (0,4787) W/cm² (0,9867) W/cm²
Portanto, utilizando a equação (14), plotando-se o gráfico
ln
(
I
x
−I
FM
I
0M
−I
FM
)
×x
e
ajustando linearmente os pontos encontramos o valor de −j .
Figura 14: Logaritmo natural da razão entre a intensidade de radiação atenuada e a da fonte em
função da espessura do bloco de atenuação.
26
Tabela 19: Dados do ajuste linear da Figura 14.
Equation y = a + b*x
Weight No Weighting
Residual Sum of Squares 0,0997
Adj. R-Square
-0,9708
Value Standard Error
A
Intercept
-1,2169 0,0777
Slope -0,1907 0,0192
A inclinação da reta fornece o valor do coeficiente de atenuação do Alumínio (
j
Al
). Então, com os dados do ajuste, temos j
Al
=0,1907cm
- 1
. Comparando com o
valor encontrada na literatura j
Al
=0,215cm
- 1
, observamos que o valor obtido
experimentalmente é próximo, a possível diferença entre os resultados deve-se, talvez,
às condições as quais o experimento foi realizado e/ou a intensidade da fonte de
radiação (
137
Cs).
Encontramos o coeficiente de atenuação do Alumínio ( j
Al
=0,1907cm
- 1
),
portanto, para que a intensidade do feixe incidente seja atenuada à metade será
necessário uma espessura de
I =I
0
e
- 0,1907 x
-
I
0
2
=I
0
e
- 0,1907 x
- 0,5=e
-0,1907 x
- x =−
ln(0,5)
0,1907
=3,6347cm . (17)
Com uma espessura de 3,6347 cm de Alumínio podemos atenuar a intensidade
da radiação incidente a metade.
27
7.0 Conclusão
Os objetivos de realizar um estudo sobre a atenuação da radiação γ pela matéria
e determinar o coeficiente de atenuação da radiação gama foram alcançados com
sucesso.
O coeficiente de atenuação do Alumínio encontrado foi j
Al
=0,1907cm
- 1
. O valor
encontrada na literatura é j
Al
=0,215cm
- 1
; comparando-os, o coeficiente experimental
é próximo ao da literatura, a possível diferença entre os resultados deve-se, talvez, às
condições as quais o experimento foi realizado – interferência da radiação de fundo
mesmo após correção, a intensidade da fonte de radiação (
137
Cs) e/ou a resolução do
detector utilizado. A partir do coeficiente encontrado calculamos, também, a
quantidade (espessura) de alumínio necessário para atenuar à metade o valor da
radiação incidente, e este valor é 3,6347 cm.
8.0 Bibliografia
[1] - R. Eisberg, R. Resnick, Física Quântica, Ed. Campus, Rio de Janeiro, 1979.
[2] - A. C. Melisinos, Experiments in Modern Physics, Academic Press, New
York, 1966.
[3] - Oliveira, L. S. R., Detecção de radiações -
http://www.tecnologiaradiologica.com/materia_deteccao.htm
[4] - Guarnieri, A. A., Prática de metodologia de radioisótopos -
http://www.ufv.br/dpf/320/RaiosGama.pdf
[5] - Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa -
Trabalho prático: Estudo da atenuação da radiação gama na matéria -
http://www.lip.pt/~luis/fn1/aten-gama.pdf
[6] Pimenta, J. J. M., Radiação Gama. Relatório de Laboratório de Moderna,
UEL.
[7] Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Física "Gleb Wataghin" -
Espectroscopia Experimental de raios gama e
investigações de radioatividade ambiente
-http://www.ifi.unicamp.br/~jmoreira/gama.html
28

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