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XIV Ciclo de Estudos de Política e Estratégia MBA em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico Turma “Comandante Sidney Polis”

MARIA TEREZINHA PUNHAGUI CARVALHO UBIRAJARA ZANETTE MARIANI

O REFLEXO FINANCEIRO DA DESCENTRALIZAÇÃO DO SUS PARA OS MUNICÍPIOS

LONDRINA 2009

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DEUS

MARIA TEREZINHA PUNHAGUI CARVALHO UBIRAJARA ZANETTE MARIANI

O REFLEXO FINANCEIRO DA DESCENTRALIZAÇÃO DO SUS PARA OS MUNICÍPIOS

Monografia apresentada ao XIV Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, MBA em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), e Faculdade Arthur Thomas, como requisito final à obtenção do título de Especialista em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico.

Orientadora: Profa. Dra. Cléia Rubia de Andrade Castro

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DEUS

MARIA TEREZINHA PUNHAGUI CARVALHO UBIRAJARA ZANETTE MARIANI

O REFLEXO FINANCEIRO DA DESCENTRALIZAÇÃO DO SUS PARA OS MUNICÍPIOS

Monografia apresentada ao XIV Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, MBA em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), e Faculdade Arthur Thomas, como requisito final à obtenção do título de Especialista em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico.

COMISSÃO EXAMINADORA

Profa. Dra. Cléia Rubia de Andrade Castro
(Orientadora - Adesg-Londrina)

Prof.Me. José Wilson de Souza
(Adesg-Londrina)

Profa. Me. Brígida Gimenez Carvalho
(Universidade Estadual de Londrina, UEL)

Londrina, 07 de maio de 2009.

DEUS

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DEDICATÓRIA

Aos nossos familiares, com amor e reconhecimento, incondicional. pelo seu apoio

4

DEUS

AGRADECIMENTOS

A DEUS, por tudo, em todo o tempo.

À Professora Dra. Cléia Rubia de Andrade Castro, pela boa vontade com que nos orientou e pela utilidade de seus conselhos.

Aos demais professores deste Curso de Pós-Graduação, pelo aprendizado que obtivemos.

Aos amigos e colegas de Curso, pela riqueza do convívio.

porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”. Theodore Roosevelt . mesmo expondo-se a derrota. do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito. alcançar triunfos e glórias.5 DEUS “É muito melhor arriscar coisas grandiosas.

Apresenta os principais programas de política pública da saúde que possuem forte impacto financeiro e de importante resultado para a população usuária do SUS. Palavras chave: Sistema Único de Saúde (SUS). 2009. Monografia (Especialização em Ciência Política e Desenvolvimento Estratégico) Faculdade Arthur Thomas . RESUMO A cada dia a população brasileira está dependendo mais e mais do Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico e tratamento de doenças. Londrina. O alto custo da maioria expressiva dos tratamentos e o poder aquisitivo insuficiente de grande parte da população faz crescer ainda mais a participação financeira do Poder Público. concepção e as dificuldades da sua implantação. é demonstrada a importância de se realizar uma reflexão quanto ao futuro do SUS. bem como. Maria Terezinha Punhagui. Financiamento Público. Em seguida apresenta e avalia os investimentos financeiros que as três esferas de governo realizaram na saúde da população. Ao final. pois quanto mais eficientes vão se tornando os serviços ofertados à população. Situação Financeira da Saúde. . O reflexo financeiro da descentralização do SUS para os Municípios. Ubirajara Zanette. abrangendo sua origem. Saúde Pública. Portanto. mais pessoas abandonam seus planos particulares e passam a adotar o SUS como seu plano de saúde. o objetivo deste Trabalho é estudar a carga financeira do Sistema Único de Saúde (SUS) identificando a participação das três esferas de governo e sistematizando propostas no contexto da construção do SUS. que continua crescendo.6 DEUS CARVALHO. principalmente quanto a sua abrangência e limites de utilização. 58 f. MARIANI. Responsabilidades das Três Esferas de Governo. 2009. propostas de perfil gerencial destacando as responsabilidades financeiras dos três entes gestores.Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Toma como ponto de partida o histórico do SUS. demonstrando a responsabilidade de cada ente e denunciando aqueles que não têm cumprido o comando constitucional de realizar investimentos mínimos baseados em percentuais da sua receita tributária. PR.

the more efficient it will become services offered to the population. particularly as to its scope and limits of use.7 DEUS CARVALHO.The reflection of the financial decentralization of health care tothe municipalities. ABSTRACT Each day the Brazilian population is depending more and more of the Unified Health System (SUS) for the diagnosis and treatment of diseases. 58f. including its origin. It takes as its starting point the history of the SUS. Ubirajara Zanette. At the end. Keywords: Unified Health System (SUS). demonstrating there sponsibility of each entity and denouncing those who have not complied with the constitutional command to make investments based on minimum percentage of its tax revenue. Londrina. MARIANI. The high cost of treatments and the most expressive of insufficient purchasing power of most of the population grows further financial assistance from the Government. . PR. 2009. design and the difficulties of its implementation. the objective of this work is to study the financial burden of the Unified Health System(SUS) identifying the participation of the three spheres of government and systematizing proposals in the context of the SUS. Responsibilities of the Three Spheres of Government. as well as proposals for managerial profile highlighting the financial responsibilities of the three managers loved. Monograph (Specializationin Political Science and Strategic Development) – Faculdade Arthur Thomas . 2009. which continues to grow. it demonstrated the importance of conducting a discussion on the future of SUS. more people abandon their plans and individuals are adopting SUS as your health plan. Public Health. Therefore. Then presents and evaluates the investments that the three spheres of government have achieved in the health of the population. Presents the main programs of public health policy that have a strong impact and an important result for the SUS users.Financial Health Situation. Public Financing.Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Maria Terezinha Punhagui.

................................................... 40 Demonstrativo do valor referente ao PAB Fixo dos Municípios Paranaenses com mais de 100 mil habitantes......................... 30 Resumo dos Municípios Paranaenses quanto à aplicação mínima em saúde............................ 26 Demonstrativo do índice aplicado em saúde.......................................47 ........................................................................................................... 28 Percentual aplicado pelos principais Municípios Paranaenses................................. 24 Despesa com saúde empenhada pelos Estados.......................... 33 Demonstrativo da carga tributária em 2006........ 18 Despesa com saúde empenhada pela União............... 27 Despesa com saúde empenhada pelos Municípios........... 44 Demonstrativo dos valores referente à MAC para o Município de Londrina.......... 25 Percentual aplicado pelos Estados Brasileiros....................31 Despesas com saúde financiadas por recursos próprios no ano de 2006..........................................................................................................8 DEUS LISTA DE TABELAS Tabela 01 Tabela 02 Tabela 03 Tabela 04 Tabela 05 Tabela 06 Tabela 07 Tabela 08 Tabela 09 Tabela 10 Tabela 11 Tabela 12 Tabela 13 Tabela 14 Tabela 15 Tabela 16 - Discrimina os princípios do Sistema Único de Saúde.............................................................................36 Receita tributária por habitante em 2006.........................................................................................................36 Receita tributária por tributo em 2006........ 31 Despesa com saúde empenhada pelas três esferas de Governo................38 Demonstrativo da cobertura populacional do PSF...

Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde CEME.Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social INPS.Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SINPAS.Constituição Federal CEO .Carga Tributária Bruta DAB .Estratégia Saúde da Família FAEC .Fundo Municipal de Saúde FNS .Nacional de Previdência Social LOPS .Centro de Especialidades Odontológicas CNES .Lei Orgânica da Previdência Social MAC .Instituto de Aposentadorias e Pensões INAMPS .Caixa de Aposentadoria e Pensões CF .Sistema Único de Saúde TCE.Fundo Estadual de Saúde FMS .9 DEUS LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AB .Departamento de Atenção Básica ESF.Piso da Atenção Básica PIB.Tribunal de Contas da União UBS.Central de Medicamentos CTB .Tribunal de Contas Estadual TCU.Programa Saúde da Família SAS .Produto Interno Bruto PREV-SAÚDE .Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde SUS .Fundo Nacional de Saúde IAP .Atenção Básica CAP .Programa Nacional de Serviços Básicos de Saúde PSF .Unidades Básicas de Saúde .Sistema Nacional de Previdência Social SIOPS .Fundo de Ações Estratégicas e Compensação FES .Secretaria de Atenção à Saúde SAMU.Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar PAB .

.................6 Média e Alta Complexidade (MAC) .3 Programa Saúde da Família .. 41 3.............................................. 22 2... 11 2 O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO BRASIL ................................................................................................................................................................................................... 13 2.......................................4......... 48 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 35 3...............................2 Impacto nos Municípios ..1 A construção do SUS e seu universo de abrangência ............................................................................................................... 28 2.................1 Carga Tributária no Brasil ................................................. 34 3..............4 SAMU ............................. 31 3 A CARGA TRIBUTÁRIA E OS PRINCIPAIS INVESTIMENTOS EM SAÚDE ...............1 Competência da União ............................................................4 A Competência das três esferas governamentais .................................................2 Características do SUS...........................4.. 18 2............................10 DEU S SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......... REFERÊNCIAS ...... 18 2................ 39 3........................... 25 2............................................ 46 3...........................4................................... 17 2.......................................... 43 3.................... 21 2........................5 Atenção Básica ...............2 Competência dos Estados ...........5 Despesas Comum às três esferas de governo ....................................................................................3 O Pacto de Gestão dos Gestores SUS em 2006 ............................ Error! Bookmark not defined....................................................... 38 3..3 Competência dos Municípios .................7 Discussão dos Resultados................................................................................................. 54 .......

sistematizando propostas de perfil gerencial no intuito de aperfeiçoar os recursos financeiros públicos no contexto da construção da saúde pública. . estes não têm assegurados seus direitos seja pela precariedade dos serviços prestados ou pela dificuldade de acesso.Não restam dúvidas de que o dispositivo constitucional que preconiza que a saúde é “direito de todos e dever do Estado” (BRASIL. deve ser suporte de todo e qualquer trabalho democrático que vise assegurar a melhoria da qualidade de vida de uma nação.11 1 INTRODUÇÃO Alvo das atenções de políticos e estadistas. deixando no desamparo milhares de cidadãos. Enquanto o Estado não consegue atender todas as necessidades da Saúde Pública. estadual e municipal. 1988) não está sendo cumprido satisfatoriamente. a Saúde Pública tem sido tema de campanhas políticas e constitui meta primordial para o sucesso de uma boa administração. este trabalho tem como objetivo a análise da carga financeira do Sistema Único de Saúde (SUS) identificando a participação das esferas dos governos federal. Mais do que isso. Assim.

Ao final deste Trabalho são sistematizadas propostas de perfil gerencial onde se verifica a necessidade de cautela no que se refere aos recursos financeiros do SUS. pois a tendência é receber cada vez mais adeptos ao sistema público e. faz-se uma coleta de dados que permitem explicitar o histórico da saúde pública no Brasil. o reflexo financeiro nos municípios. por conseqüência. Neste universo. sobretudo. o impacto dos recursos federais para a implantação de novos serviços do SUS. para tanto. devendo. a sua mudança de modelo de atenção à saúde e as diretrizes do Pacto pela Saúde por meio dos Blocos de Financiamento. Primeiramente.12 A metodologia aplicada no desenvolvimento deste trabalho foi a análise histórica do SUS. bem como. Na sequência são estudados os avanços do SUS. (BRASIL. Estadual e Municipal. aumentando-se mais as demandas por serviços de qualidade. ampliando-se ainda mais as despesas do gestor municipal e acarretando dificuldades financeiras. Além disso. buscar um maior aporte de recursos para a Saúde junto às demais esferas de governo. dos acontecimentos que influenciaram o atual sistema de saúde. seus desafios. é fundamental o conhecimento dos dispositivos legais que a regulam e. para uma melhor compreensão dos problemas que atingem a questão da Saúde Pública no Brasil. seus princípios. . nos termos da Portaria GM 399/2006. desde a década de 20 até os dias atuais. a análise comparativa dos investimentos na saúde pública e a respectiva carga tributária dos Governos Federal. 2006a). a chegada de novos incentivos e as dificuldades da sua continuidade. estadual e federal. são avaliadas as competências das esferas de governo no âmbito municipal.

cujo financiamento era originado na contribuição do empregado/empregador. Com a aprovação do Decreto nº 4682. Quanto aos menos favorecidos. razão pela qual a saúde naquela época possuía o caráter emergencial e pontual.13 2O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO BRASIL Até a década de 20. visando o controle de epidemias e endemias. de 24 de janeiro de 1923 (BRASIL. no Brasil foi por meio do vínculo com a Previdência Social que. De acordo com Cohn (2002). calculada sob um percentual do salário. restavam duas alternativas: a medicina popular [leigos. destinadas ao tratamento e amparo aos indigentes pobres. e eram oferecidos unicamente em caso de calamidade pública. benzedeiras e outros] ou então se valiam do auxílio das Santas Casas de Misericórdias. o acesso à assistência médica pela população se dava da seguinte forma: aqueles que podiam compravam por estes serviços. práticos. As CAP's eram organizadas por empresas e o financiamento se dava de forma contributiva e . no país. primeiramente. Os socorros médicos e de higiene prestados pelo Estado tinham sempre caráter excepcional. 1923). se reconheceu o direito ao atendimento à saúde para as classes assalariadas. curandeiros. foi regulamentada a organização da Previdência Social no Brasil com a criação da Primeira Caixa de Aposentadoria e Pensões (CAP’s) dos ferroviários.

incluindo os trabalhadores rurais por meio da regularização do Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural (BRASIL. O Estado precisava fornecer condições para que o trabalhador conservasse sua saúde e com isso sua capacidade produtiva de trabalho. deixa de lado sua verdadeira acepção. Em 1966 foi criado o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) (BRASIL. Num processo de centralização e sob controle estatal uniformizam-se os benefícios que estavam concentrados nos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAP’s) e que excluíam os trabalhadores de sua gestão. Em 1960. incluindo em sua estrutura o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). portadores de cuidados especiais inativos pela Legião Brasileira de Assistência. Ocorreu também à ampliação da estrutura previdenciária. passando a saúde a ser vista como um bem de consumo e forma de conservar a mão-de-obra em condições de trabalho. 1977). de 01 de setembro de 1977 (BRASIL. os benefícios foram estendidos às empregadas domésticas e aos trabalhadores autônomos. . aplicado ao trabalhador. Cohn (2002) comenta que a política de saúde estava vinculada à Previdência Social e que os serviços médicos eram ofertados por meio do credenciamento destes serviços a médicos privados. foi instituído o Sistema Nacional de Previdência Social (SINPAS). servidores públicos civis da União e suas autarquias. Ao se sancionar a Lei nº 6. Note-se que o termo “Direito”.14 sua função era prestar benefícios e assistência médica aos seus filiados e dependentes. Cohn (2002) comenta que o processo de industrialização acelerado vivido pelo país na década de 50 e a migração da população do campo para as cidades fizeram com que a demanda por assistência médica aumentasse drasticamente. Ao mesmo tempo. 1966). 1969). A criação do INPS permitiu a formação de um complexo médico industrial e a organização do sistema de saúde orientado pela lucratividade e privilégios para os produtores privados de serviços de saúde. 1960).439. foi aprovada a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS) (BRASIL. a Central de Medicamentos (CEME) foi incorporada ao SINPAS. que garantia a uniformização dos benefícios. Posteriormente. Este foi criado para desenvolver os programas de assistência médica aos seguintes setores da população: trabalhadores urbanos e rurais. mediante distribuição individual.

A sua configuração foi resultado de um processo social que se iniciou nas Conferências Municipais e Estaduais. foi marcada pela eclosão da crise da Previdência Social e surgiram propostas racionalizadoras. expressos nos artigos 196 a 198 adiante transcritos: Art. Por sua vez. O movimento Sanitário organizou diretrizes e princípios de um sistema público. São de relevância pública as ações e serviços de saúde. princípios e uma nova lógica de organização da saúde e da Reforma Sanitária. Art. segundo Mendes (1994). 1988) incorpora conceitos. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. que objetivavam a universalização dos cuidados primários. os diferentes níveis de governo. universalizando o atendimento e dando ênfase a práticas preventivas e descentralizadoras. sobre sua regulamentação. que foi um dos eventos político-sanitários mais importantes devido ao seu caráter democrático [presença de milhares de delegados representando usuários. a Constituição de 1988 (BRASIL. A saúde é direito de todos e dever do Estado. 196. como o Programa Nacional de Serviços Básicos de Saúde (PREV-SAÚDE) e o Plano CONASP. 197. que teve como características: o conceito abrangente de saúde. nos termos da lei. até chegar à Nacional. cabendo ao Poder Público dispor. a saúde como direito de cidadania e dever do Estado e a instituição de um Sistema Único de Saúde. universidade. parlamentares. proteção e recuperação. As propostas de mudanças passaram a constar na Constituição Federal de 1988. Mendes (1994) conclui que a VIII Conferência Nacional de Saúde constituiu no momento de ápice de formatação político-ideológica do projeto da reforma sanitária brasileira. aconteceu em Brasília a VIII Conferência Nacional de Saúde.15 A década dos anos 80.O sistema previdenciário até então excludente e com práticas curativas viabilizou a criação de um Sistema Único de Saúde. expresso no seu relatório final. fiscalização e controle. trabalhadores da saúde. ONGs e outros] e pelo amplo processo social que se estabeleceu por meio do debate estabelecido pela sociedade civil. Como resultado central da Conferência houve o estabelecimento de um consenso político que permitiu a conformação do Projeto da Reforma Sanitária. Mendes (1994) relata que em março de 1986. a extensão da cobertura e também a melhoria das condições sanitárias da população. universal e integral de atenção à saúde e a Previdência não teria como arcar com os gastos desta política. devendo sua execução ser feita diretamente ou . partidos políticos.

A Constituição estabeleceu o SUS. 1990a) e a Lei 8142 (BRASIL. hierarquizada e descentralizada. 1988.descentralização. Em meio às diretrizes políticas consolidadas pela Constituição Federal estão os fundamentos de uma radical transformação do sistema de saúde brasileiro. sem prejuízo dos serviços assistenciais. passam a ser complementares e subordinados às diretrizes do Sistema Único de Saúde.participação da comunidade. 1990b). incorporam os princípios constitucionais federal e estadual e trazem para os Municípios um novo papel frente ao Sistema Único de Saúde. 1988). por pessoa física ou jurídica de direito privado. conveniados e contratados. Art. assim como explicitou que o dever de prover o pleno gozo desse direito é responsabilidade do Estado.atendimento integral. grifo nosso). com direção única em cada esfera de governo. do Poder Público. com direção única em cada esfera de governo e sob o controle da sociedade. também. III . proteção e recuperação de saúde. Isto significa que a partir da nova Constituição (BRASIL. ou seja. regulamentando o capítulo da saúde na Constituição. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. No ano de 1990 foram promulgadas a Lei nº 8080 (BRASIL. Além disso. . com prioridade para as atividades preventivas. 198. a única condição necessária para possuir o direito de acesso aos serviços e ações de saúde é ser cidadão.16 através de terceiros e. promulgadas em 1990. às ações de saúde em todos os níveis. a organização e o funcionamento dos serviços de saúde. A Constituição também legitimou o direito de todos. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . II . sendo de caráter público. (BRASIL. sem qualquer discriminação. ao envolver diretamente os seus agentes nesta rede de relações. foram criadas as Constituições Estaduais e as Leis Orgânicas dos Municípios. As Leis Orgânicas Municipais. a chamada Lei Orgânica da Saúde. Os serviços privados. que dispõe sobre as condições para a promoção. adaptando-se a legislação em âmbito regional e municipal e repetindo-se o processo de envolvimento da sociedade e pactuação entre as diferentes forças políticas observado na Assembléia Nacional Constituinte. formado por uma rede regionalizada. opondo-se ao caráter paternalista e assistencialista das políticas tradicionais.O processo de criação do SUS foi considerado como a democratização do acesso aos serviços de saúde a todas as esferas de poder.

evitando sua disseminação e evolução.17 2. por isso. Regionalização e Participação Social. Descentralização. a intervenção nos fatores socioeconômicos e de infraestrutura que visem mudanças no modo de vida e na intervenção nos fatores comportamentais [hábitos]por meio de estratégias educativas que visem mudanças no estilo de vida (BRASIL. na prática. A Promoção da Saúde diz respeito a atos e procedimentos resultantes de ações intersetoriais que gerem mudanças na estrutura e no processo dos fatores condicionantes da ocorrência do dano à saúde. dos Estados e da União. alimentos. a Promoção da Saúde. com a garantia de acesso integral. bem como dos profissionais. Universalidade. 1990a). a participação e representação da sociedade civil. Requer. ou seja. orientando efetivamente o modelo de atenção à saúde na direção da Equidade. A Vigilância em Saúde diz respeito a atos e procedimentos que visam o diagnóstico precoce e o monitoramento dos grupos de riscos. que visem à prevenção e controle de riscos à saúde. 2006a). visando intervir no controle dos riscos e redução dos danos à saúde. além da dedicação e esforço de dirigentes e técnicos dos Municípios. São ações de melhoria das condições de vida e trabalho. e as ações de vigilância epidemiológica estão relacionadas à notificação de danos e ao . necessita do aprofundamento das estratégias formuladas com plena participação dos Conselhos de Saúde. não devendo ser admitido qualquer tipo de retrocesso. visando a atingir as estruturas do sistema. meio ambiente. Ao mesmo tempo. Vigilância em Saúde e Atenção em Saúde (BRASIL. é um processo positivo em andamento. As ações de vigilância sanitária estão relacionadas a produtos.1A construção do SUS e seu universo de abrangência O SUS é um sistema público de saúde. universal e gratuito para toda a população (BRASIL. Integralidade. que abrange desde o mais simples atendimento ambulatorial até o mais complexo caso hospitalar. A Missão do SUS está dividida em três atos. apesar das conjunturas adversas que continuam envolvendo sua construção. A construção do SUS. 2006a). serviços.

Discrimina os Princípios do Sistema Único de Saúde PRINCÍPIOS Universalidade Equidade Democratização Descentralização Integralidade Controle social DESCRIÇÃO Acesso irrestrito a todas as ações de saúde Distribuição equitativa das ações. hospitalar e domiciliar. o objetivo é capacitar os municípios a assumir suas responsabilidades e prerrogativas diante do SUS. pré-hospitalar. Tabela 01 .18 monitoramento dos grupos de riscos. a assistência integral e resolutiva. bem como desenvolver ações que dêem prioridade à prevenção e à promoção da saúde. trabalhadores e gestores na tomada de decisão Gestão nas três esferas de governo. ambulatorial. 2006a). 1988) deu um importante passo na garantia do direito à saúde com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).3 O Pacto de Gestão dos Gestores SUS em 2006 . deixam de ser centralizados e passam a nortearem-se pela descentralização.2 Características do SUS A Constituição Federal (BRASIL. nos diferentes níveis de complexidade (BRASIL. A Atenção em Saúde se refere a atos e procedimentos que visem à recuperação do dano à saúde. visando a prevenção e controle dos danos à saúde (BRASIL. 2. controlando as desigualdades na oferta da assistência Participação de usuários. 2. 2006a). São ações de diagnóstico e tratamento dos portadores de dano à saúde. Seus princípios (Tabela 01) apontam para a democratização nas ações e nos serviços de saúde que deixam de ser restritos e passam a ser universais. sem prejuízo das assistenciais Participação da população organizada através dos conselhos e das conferências Fonte: Baseada em Brasil (1988). Isto é. da mesma forma. tanto como a doença ou seu agravo. com papel definido para a união. estados e municípios Assistência integral com priori para ações preventivas.

c) Vigilância em Saúde. 2006a). O Piso da Atenção Básica é um valor fixo anual multiplicado pela população do Município enquanto que o PAB Variável é composto pelo financiamento das seguintes estratégias: Saúde da Família. Consolidação do Sistema Único de Saúde. regulação. 2006a). Os recursos financeiros correspondentes ao bloco de financiamento para a Vigilância em Saúde comporão o Limite Financeiro de Vigilância em Saúde dos . e) Gestão do SUS. 2.3. b) Atenção da Média e Alta Complexidade. financiamento. Agentes Comunitários de Saúde. planejamento.1 Bloco de Financiamento Com o Pacto de Gestão foram criados cinco blocos de financiamento para o Sistema Único de Saúde para o custeio das ações e serviços de saúde. Saúde Bucal. regionalização. d) Assistência Farmacêutica. Compensação de Especificidades Regionais. contempla o Pacto firmado entre os gestores do SUS em três dimensões: pela Vida.19 As Diretrizes do Pacto pela Saúde em 2006. participação e controle social. sendo que os recursos federais comporão o Bloco Financeiro da Atenção Básica dividido em dois componentes: o Piso da Atenção Básica e o Piso da Atenção Básica Variável. 2006a). por meio da Portaria/GM nº 399 de 22 de fevereiro de 2006 (BRASIL. programação pactuada e integrada. Fator de Incentivo da Atenção Básica aos Povos Indígenas e Incentivo à Saúde no Sistema Penitenciário (BRASIL. em Defesa do SUS e de Gestão. (BRASIL. O bloco de financiamento para a Atenção Básica é de responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. gestão do trabalho e educação em saúde. Os recursos correspondentes ao financiamento do bloco de financiamento para a Atenção da Média e Alta Complexidade compõem o Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar dos municípios e dos estados. ou seja: a) Atenção Básica. O Pacto de Gestão estabelece responsabilidades para cada esfera de administração do SUS e diretrizes para a gestão do sistema nos aspectos da descentralização.

sendo composto pelos seguintes componentes: I . de acordo com a organização dos serviços de saúde (BRASIL. Ambiental e Sanitária.Regionalização V . o Limite Financeiro da Vigilância em Saúde é composto por dois componentes: da Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde e da Vigilância Sanitária em Saúde.Programação IV . acesso da população e aplicação dos recursos financeiros do SUS. o Estratégico e Medicamentos de Dispensação Excepcional. 2006a). Os recursos referentes a este Bloco serão transferidos fundo a fundo e regulamentados por Portarias específicas a serem emitidas pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. Controle. O financiamento para o bloco de financiamento para a gestão do Sistema Único de Saúde destina-se ao custeio de ações específicas relacionadas com a organização dos serviços de saúde. o Componente Básico da Assistência Farmacêutica consiste em financiamento para ações de assistência farmacêutica na atenção básica em saúde e para agravos e programas de saúde específicos.Regulação. Avaliação e Auditoria II . 2006a). O Componente Básico é composto de uma Parte Fixa e de uma Parte Variável. O financiamento deverá apoiar iniciativas de fortalecimento da gestão. a Assistência Farmacêutica pertencente ao bloco de financiamento para a Assistência Farmacêutica e será financiada pelos três gestores do SUS devendo agregar a aquisição de medicamentos e insumos e a organização das ações de assistência farmacêutica necessárias. 2006a).Educação na Saúde VIII . inseridos na rede de cuidados da atenção básica.Participação e Controle Social VI .Planejamento e Orçamento III .Gestão do Trabalho VII . . sendo de responsabilidade dos três gestores do SUS (BRASIL.Incentivo à implementação de políticas específicas (BRASIL.20 municípios e dos estados e representam o agrupamento das ações da Vigilância Epidemiológica. O Bloco de financiamento da Assistência Farmacêutica organiza-se em três componentes: o Básico.

pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente. mais qualidade de vida ao brasileiro (BRASIL. Deste modo. onde a responsabilidade ficou a cargo das respectivas secretarias estaduais e municipais de saúde. a descentralização dos serviços implica também em sua regionalização. lembrando que antes apenas os trabalhadores com carteira registrada faziam jus a esses serviços. pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente. no âmbito dos Estados e do Distrito Federal. proteção e recuperação da saúde da população. representada pela transferência ao Ministério da Saúde de toda a responsabilidade pela saúde no plano federal. reduzindo as enfermidades. assim. sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos: no âmbito da União. A direção do SUS é única. pelo Ministério da Saúde. qualquer pessoa passa a ter o direito de ser atendido nas unidades públicas de saúde. e no âmbito dos Municípios. ou seja. . e sua população é insuficiente para manter um hospital ou serviços especializados. Num país de grande extensão territorial como o Brasil. dando. O Ministério tem o desafio de garantir o direito do cidadão ao atendimento à saúde e dar condições para que esse direito esteja ao alcance de todos. Pequenos municípios carecem de recursos humanos. o princípio da universalidade representou a inclusão de todos no amparo prestado pelo SUS. repassando responsabilidades diferenciadas aos diferentes municípios. Sob outro aspecto. visando dar acesso a todos os tipos de atendimento. mas nem sempre é possível ao município executar sozinho todos os serviços de saúde. Da mesma forma nos estados e municípios. O Ministério da Saúde tem a função de oferecer condições para a promoção. pois ocorreu a unificação de comando. para evitar desperdícios e duplicações se faz necessário organizar os serviços. 2006a).21 2. controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde. independentemente da condição social de cada um e criou formas de descentralizar a prestação dos serviços públicos de saúde. financeiros e materiais. A mudança foi grande.4 A Competência das três esferas governamentais A ação do Estado visa um SUS como direito de todos.

A promoção da saúde à população estará sofrendo sempre transformações. Quando necessário.080/1990 (BRASIL. a cada dia surgem novas tecnologias que devem ser utilizadas para a melhoria dos serviços e das ações de saúde. órgão diretamente subordinado ao Ministério da Saúde do Governo Federal. há outros estabelecimentos que ofertam serviços mais complexos. 1990a) estabelece as seguintes atribuições: I . É bem verdade que o SUS. como as sociedades são dinâmicas. Pode-se dizer que a sua participação é a alma do SUS.22 O sistema de saúde é ainda um sistema hierarquizado: compõe-se de várias unidades interligadas. que regulamentou o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde. Estados e Municípios. avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição. está em constante processo de aperfeiçoamento. 2.4. . Com a edição da Portaria Ministerial nº 204/2007 (BRASIL. na forma de Blocos de Financiamento. III . por meio do Fundo Nacional de Saúde. pois. Num primeiro nível. e c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho. as pessoas serão encaminhadas para eles. há também como condição essencial para um melhor funcionamento do SUS a participação e mobilização social em seus trabalhos. a responsabilidade pelo Financiamento do Sistema Único de Saúde passou a ser das três esferas de gestão: União. II . estão as unidades públicas de saúde.participar na formulação e na implementação das políticas: a) de controle das agressões ao meio ambiente. 2007b). como as policlínicas. 2006a). b) de saneamento básico. que todos podem procurar diretamente. Para os casos de urgência e emergência. como não poderia deixar de ser. repassar os recursos “fundo a fundo” diretamente aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde. os prontos atendimentos e hospitais.1 Competência da União Compete à União. cada qual com suas tarefas a cumprir. em seguida. sempre referenciadas a partir das unidades de saúde.formular. Além disso. Enquanto Gestor Federal.definir e coordenar os sistemas: a) de redes integradas de assistência de alta complexidade. o artigo 16 da Lei nº 8. a um pronto-socorro próximo (BRASIL.

bem como com entidades representativas de formação de recursos humanos na área de saúde.normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue. e d) vigilância sanitária. Destas atribuições. em cooperação técnica com os Estados.elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde.controlar e fiscalizar procedimentos.participar da definição de normas e mecanismos de controle. IX .identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde.elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS. de agravo sobre o meio ambiente ou dele decorrentes.estabelecer critérios. que tenham repercussão na saúde humana.promover articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do exercício profissional. VI . Distrito Federal e Municípios. XI . avaliar.estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos. Componentes e Derivados. X . Municípios e Distrito Federal. dos serviços e ações de saúde. proteção e recuperação da saúde.23 b) de rede de laboratórios de saúde pública. produtos e substâncias de interesse para a saúde.formular. VII . XVIII . respeitadas as competências estaduais e municipais. VIII . controlando as doenças endêmicas e parasitárias. Municípios e Distrito Federal. controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde.acompanhar. Ao mesmo tempo são atribuições do Ministério da Saúde dispor de todas as condições para a promoção. XIV . em articulação com os demais órgãos governamentais. aeroportos e fronteiras. XVI . XV . ao Ministério da Saúde impõe-se o desafio de garantir o direito do cidadão ao . elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde.participar da definição de normas. de abrangência estadual e municipal. respectivamente.promover a descentralização para as Unidades Federadas e para os Municípios. ao Distrito Federal e aos Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional. XIX .coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica. XIII . XVII . critérios e padrões para o controle das condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do trabalhador. grifos nossos). com órgão afins. c) de vigilância epidemiológica. 1990a. substâncias e serviços de consumo e uso humano. parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de produtos. XII . IV . melhorando a vigilância à saúde e dando qualidade de vida ao brasileiro. (BRASIL.estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo o Território Nacional em cooperação técnica com os Estados. reduzindo as enfermidades. podendo a execução ser complementada pelos Estados. V .prestar cooperação técnica e financeira aos Estados.

045.220.000 474.536.000 2.902.24 atendimento à saúde e prover condições para que esse direito esteja ao alcance da população.713.000 1.152.879.000 12.13 161.000 1.965.963.853.44 144.000 11.969.86 .98 151.95 141.06 147.942.000 2.87 143.000 489.000 522.74 145.10 154.104.201.000 1.000 1.000 426.36 214.000 126.79 184.113.000 4.155.16 155.523.42 143.000 194.54 188.070.912.000 905.74 174.000 6.48 172.949.750.908.000 286.33 170.565.266.279.622. independente da condição social de cada um.604.750.32 114. que representou R$ 218.239.000 633.000 811. a União realizou investimentos na Saúde.212.000 1.93 186.08 128.30 137.823.000 3.252.88 144.727.24 143.73 154.858.905.000 861.000 R$ POR HABITANTE/ANO 218.79 124.601.000 471.464.69 146.478.000 88.18 (duzentos e dezoito reais e dezoito centavos) por habitante ano (Tabela 02).52 166.000 226.176. Para cumprir com esta obrigação.000 7.345.037.000 75.081.623.18 63.47 129. Tabela 02 .12 143.000 1.400.397.Despesa com Saúde Empenhada pela União DESPESA EMPENHADA PELA UNIÃO EM 2006 REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO BRASIL Nacional Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste DESPESAS NA SAÚDE (em R$) 40.

79 Distrito Federal 302. e somados por regiões brasileiras.68 151. a atribuição de aplicar recursos próprios nos municípios é necessário que eles assumam em caráter transitório a gestão da atenção à saúde.25 Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás 392. no mínimo. do Gestor Estadual conforme citado acima. nos municípios como também os repassados pela União.228.000 Fonte: Baseada em Brasil(2009i) e Brasil(2009e).000 782. incentivando os municípios para que assumam a gestão da atenção à saúde dentro de seu município. 2. Tabela 03 .4.2 Competência dos Estados Os Estados possuem secretarias específicas para a gestão em saúde.135.48 126. com a responsabilidade de coordenar e planejar o Sistema Único de Saúde (SUS) em nível estadual respeitando a normatização federal. Na Tabela 03 são demonstrados os investimentos realizados pelos Estados. Verifica-se que o valor investido pela União por habitante ano é muito pequeno frente às demandas da população de um país com tamanha extensão territorial. ou melhor.353.000 170. a União precisaria investir. promovendo a harmonização. de regiões tão diferentes e com uma população numerosamente carente. integração e modernização dos sistemas municipais.Despesa com Saúde Empenhada pelos Estados DESPESA EMPENHADA PELOS ESTADOS EM 2006 REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO DESPESAS NA SAÚDE (em R$) R$ POR HABITANTE/ANO . no ano de 2006. Cabe a atribuição de exercer a gestão do SUS no âmbito estadual. O Gestor Estadual é responsável pela organização do atendimento à saúde em seu território. ele formula suas próprias políticas de saúde. Sendo de competência do Estado. Portanto. Cabe a ele a atribuição de aplicar recursos próprios. Além de ser um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais de saúde. de forma a compor o SUS estadual. que por falta de infraestrutura acaba adoecendo com mais freqüência.33 136.250.000 432. o dobro do que hoje é investido.

2000).000 381.000 279.98 367. 19.000 148.959.000 534.000 589.01 147. no mínimo.000 249.000 198.770.000 237.223.000 1.61 141.13 68.53 61.001.872.651.000 993.000 422.000 322.92 52. controlar e avaliar as redes hierarquizadas do SUS e prestar o apoio técnico e financeiro aos Municípios.14 289.86 68.661.986.000 4.000 715.249.798.25 133.502.000 1.16 44.843.567.251.52 A Lei Federal nº 8.26 81.000 270.000 186.24 82.000 5. por meio da Emenda Constitucional nº 29/2000 (BRASIL.731.000 106. exige que os Estados apliquem.46 414.048.000 245.551.503.21 80.124.000 733.26 BRASIL Nacional Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal Fonte: Baseada em Brasil(2009i). 1990a) estabelece que cabe ao Gestor Estadual promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde.506.52 147. a Constituição Federal.96 86.995.410.955.045.828.65 101.00 210.000 2.152.05 138.13 79.000 511.132.137.82 169.01 169.137.851.000 264.37 100.581.63 266.87 303.508.000 1.124.96 82.914.000 988.617.062.080/1990 (BRASIL.000 207.393.000 1.264.357.000 488.649.000 8.05 51.269.64 103.821.000 2.56 112. Para cumprir com a atribuição estadual.45 65.65 120.502.55 135.000 883.000 352. 12% (doze por cento) da receita .

0 12.8 10.3 13.0 12.0 12.0 12.94 (duzentos e oitenta e cinco milhões.0 12.2 20.9 9.7 13.6 12.3 17.7 13. duzentos e trinta e dois mil e sessenta e seis reais e noventa e quatro .78% (dois.0 12.3 12.4 13. Fica claro que o Estado do Paraná deixou de investir em Saúde 2.0 12.6 12.0 21 Estados 6 Estados 27 Estados % APLICADO 22.6 13. 2007 % MÍNIMO 12.0 12. verificam-se na Tabela 04 quais foram os percentuais aplicados pelos Estados Brasileiros no ano de 2007.0 12.0 12.2 5.8 12. o que representa R$ 285.7 13. ocupa o vergonhoso penúltimo lugar no ranking de percentual de aplicação financeira em Saúde.27 tributária. setenta e oito por cento) da sua Receita Tributária.0 12.0 12.0 12.0 12.0 12.0 12.0 12.0 12.1 12.9 9.8 Verificando a Tabela 04 constata-se que o Estado do Paraná ficou entre os seis estados que não aplicaram o mínimo de 12% (doze por cento) da sua receita tributária na Área da Saúde.0 12.1 12.8 13.0 12.5 13.0 12.232.5 14. Tabela 04 .0 12. Infelizmente.0 12.Percentual Aplicado pelos Estados Brasileiros ESTADOS Amazonas Distrito Federal Rio Grande do Norte Tocantins Acre Amapá Piauí Roraima Mato Grosso do Sul Santa Catarina Minas Gerais São Paulo Pernambuco Paraíba Bahia Pará Sergipe Goiás Ceará Rondônia Alagoas Mato Grosso Maranhão Rio de Janeiro Espírito Santo Paraná Rio Grande do Sul Aplicou o percentual mínimo: Não aplicou o percentual mínimo: Quantidade de Estados Existentes: Fonte: Baseada em Brasil(2009i) e Brasil(2009e).0 12.0 11.0 12.0 12.7 12.066. Na seqüência.0 12.4 12.9 11.

Tabela 06 .246.4. Na Tabela 06 é demonstrado o montante de recursos financeiros por habitante ao ano que os Municípios investiram em Saúde.51 . viabilizar o desenvolvimento de ações de saúde por intermédio de unidades estatais [próprias.APLICAÇÃO EM SAÚDE em 2007 Receita Tributária Constitucionais) (Impostos e Transferências VALORES em Reais 10. de forma integrada e harmônica com os demais sistemas municipais.89 958.582.522. estaduais ou federais] ou privadas [contratadas ou conveniadas.Despesa com Saúde Empenhada pelos Municípios INVESTIMENTO DOS MUNICÍPIOS NA SAÚDE REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO BRASIL Norte DESPESAS NA SAÚDE (em R$) 23.22% Receitas (I) Despesas (II) Restos à Pagar Cancelados (III) Índice= (II–III)/(I) Total das Despesas próprias com Ações de Saúde Restos à Pagar de despesas de Saúde que foram cancelados em 2007 Participação das Despesas com Saúde na Receita Tributária (Índice mínimo de 12%) Fonte: Baseada em Brasil(2009i). com prioridade para as entidades filantrópicas] e participar na construção do SUS avançando na assunção de responsabilidades.000 1. 2. organizando o SUS no âmbito municipal.64 9.3 Competência dos Municípios A Responsabilidade do Gestor Municipal é planejar.37 14.272.28 centavos) no mínimo na Saúde da População Paranaense no ano de 2007 (Tabela 05).485. somados por Estados e por Regiões Brasileiras.088.000 R$ POR HABITANTE/ANO 128. As competências e responsabilidades dos Municípios variam conforme sua situação e compromissos assumidos e que acarretam o nível de investimentos dos seus recursos próprios na Saúde da população que aparece para ser atendida no seu território.13 87.484.843. Tabela 05 . organizar controlar e avaliar as ações de saúde do Município.738.Demonstrativo do Índice Aplicado em Saúde ESTADO DO PARANÁ .629.314.

158.23 144.000 243. Enquanto um município não tem condições de assumir a gestão plena.000 388.299. tanto ambulatorial quanto hospitalar de sua população.743.853. Para que o Município se habilite na Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde são considerados os vários estágios já alcançados na construção de uma gestão plena.359.761.000 7.205.29 Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso 146.90 161.330.11 Goiás 596.000 1.902.873.000 2.000 178.000 468.236.000 1. calculada pela capacidade resolutiva e pela série histórica dos pagamentos efetuados pelo Ministério da Saúde aos serviços de saúde do Município.75 101.000 3.533.000 48. sejam eles.707. .059.000 682.959.748.000 1.122.08 109.84 79.55 133.000 93.754.184.07 104.000 362.29 85.55 74.686.557.989.824.444.770.449.05 131.03 120.568.000 2.31 138.75 120.724.000 394.000 12.19 183.60 157.000 1.348.000 226.000 51.70 83.22 85.000 528.91 69.768.97 89.653.50 66.000 822.13 138.987.808.857.566.61 125.84 136.000 478.000 40.73 90.25 81.637. recebendo para tanto recursos financeiros do Piso da Atenção Básica (PAB) e da Assistência de Média e Alta Complexidade.50 74.000 4.000 Fonte: Baseada em Brasil(2009i).596.243.000 333.000 326. A Gestão Plena do Sistema Municipal assume o compromisso de garantir assistência integral.000 695.08 84.50 130. públicos ou privados.724.14 124.000 164.401.

no mínimo.0 % APLICADO 25.530 331. conforme normas da ANVISA.3 15.0 15. provisoriamente.3 16.7 19.capacidade para o desenvolvimento das ações de Vigilância Sanitária.0 15. VI .0 15. 15% (quinze por cento) da receita tributária. IBGE(2008).133 115. pela gestão de um conjunto de serviços capaz de dar atenção integral àquela população.748 15.467 115. III .7 21.0 15.0 15.0 15.0 Paranaguá 138.0 15. 2000).2 23.106 110.4 19. V .184 311.505 1.412 101.4 18. 1988).796 241. (BRASIL.0 15.1 15. 1990b) Para cumprir com a atribuição estadual. . II .criação do Conselho Municipal de Saúde. do pleito de habilitação.formalização. IV .criação do Fundo municipal de saúde.0 Fonte: Baseado em Brasil(2009i) e Skyscrapercity. por meio da Emenda Constitucional nº 29/2000 (BRASIL. Na Tabela 07 são demonstrados os percentuais aplicados pelos Municípios Paranaenses no ano de 2007: Tabela 07 .30 é o governo estadual que responde.136 116.984 120.Percentual Aplicado pelos Principais Municípios Paranaenses MUNICÍPIOS COM MAIS DE 100 MIL HABITANTES Cascavel Foz do Iguaçu Guarapuava Londrina Ponta Grossa Campo Largo Colombo Curitiba São José dos Pinhais Maringá Arapongas Toledo Pinhais Apucarana Araucária POPULAÇÃO 291.2 20.828.5 23.092 272.0 15.Para que o Município se habilite na Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde são necessários os seguintes pré-requisitos: I .ato do Conselho Municipal de Saúde aprovando o pleito.0 15.estrutura física e administrativa para o desempenho das atividades.849 2007 % MÍNIMO 15. exige que os Municípios apliquem.5 19.estabelecimento do Pacto de Indicadores da Atenção Básica.1 15.7 25. junto à CIB (comissão intergestores bipartite – Estado e Município).747 319.1 21.230 505.9 15.0 15. a Constituição Federal (BRASIL.0 15. e VII .0 15.0 15.189 171.

o montante de 84. Na referida . 2. de 13 de setembro de 2000 (BRASIL. Tabela 08 .5 Despesas Comum às três esferas de governo As três esferas de Governo investiram. esporte. ou seja. visto que demonstra que o Município teve que investir na saúde muito mais que a sua obrigação constitucional. quase 30% dos Municípios Paranaenses investiram um percentual de aplicação financeira em Saúde acima de 20%. Por meio da Tabela 08 verifica-se que 107 Municípios.1% e 20%: Aplicaram o percentual em Saúde entre 20.31 Verificando a Tabela 07 constata-se que o Município de Londrina ficou em 4º lugar no ranking de percentual de aplicação financeira em Saúde dentre os Municípios Paranaenses com mais de 100 mil habitantes. QUANTIDADE 0 4 Municípios 138 Municípios 150 Municípios 85 Municípios 22 Municípios 399 Municípios A Tabela 08 demonstra. mais uma vez.Resumo dos Municípios Paranaenses Quanto a Aplicação em Saúde MUNICÍPIOS PARANAENSES Não aplicaram o percentual mínimo em Saúde: Não transmitiram/informaram os dados: Aplicaram o percentual em Saúde entre 15% e 17%: Aplicaram o percentual em Saúde entre 17. idoso.03 bilhões (oitenta e quatro bilhões e trinta e três milhões de reais). Este dado não é bom. prejudicando os investimentos nas demais áreas sociais. que a maioria dos Municípios Paranaenses assumiu compromissos financeiros em Saúde acima dos 15% exigidos pela Emenda Constitucional nº 29. 2000). enfim nas demais políticas públicas. o que representou quase 450 (quatrocentos e cinqüenta) reais por habitante (Tabela 09). assistência social. tais como cultura. em 2006.1% e 25%: Aplicaram o percentual em Saúde acima de 25%: Quantidade de Municípios Existentes no Paraná Fonte: Baseada em Brasil(2009i). desenvolvimento.

290.771.033.230.33 333.39 291.395.000 1.598.000 1.724.000 2.352. Tabela 09 .869. os dados estão consolidados por Estados e Regiões Brasileiras.000 957.290.000 34.086.14 393.000 11.000 4.051.000 5.000 3.75 365.631.930.94 512.000 315.441.10 431.202.78 314.986.000 10.219.554.000 1.244.000 1.000 7.122.704.13 387.956.78 420.235.000 16.000 1.170.000 1.000 605.413.858. o que permite verificar os investimentos por habitante de todos os entes da Federação.046.10 315.952.853.145.21 402.Despesa com Saúde Empenhada pelas Três Esferas de Governo REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO BRASIL Nacional Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás DESPESAS NA SAÚDE (em R$) 84.46 514.47 503.90 284.05 541.94 367.757.000 19.003.000 735.000 2.667.949.77 476.48 262.683.24 460.95 313.543.93 674.148.730.272.566.000 272.000 R$ POR HABITANTE/ANO 449.27 427.216.815.647.000 1.209.32 Distrito Federal 1.000 Fonte: Baseada em Brasil(2009i) e Brasil(2009e) .64 303.000 4.480.582.000 6.29 404.47 387.98 379.000 960.000 992.121.000 1.000 671.994.614.32 tabela.217.622.59 435.79 312.197.08 380.000 5.446.630.443.93 63.48 548.393.399.48 329.000 376.386.94 302.000 2.

Tabela 10 . para que mais Estados passem a cumprir com sua obrigação constitucional de realizar na Saúde.197.000.750. os Municípios investiram 128 reais por habitante ano enquanto que os Estados investiram na Saúde apenas 106 reais por habitante ao ano. pelo menos.798.00 23.770.00 19.033.18 106.000. 12 % da sua receita tributária.01 128.00 84.33 A Tabela 10 mostra que a União investiu 218 reais por habitante ano. demonstrando que há necessidade de se criar mecanismos legais e realizar mais cobranças dos órgãos de controle externo.93 Fonte: Baseado em Brasil(2009i) e Brasil(2009e).000.484.00 Valor por Habitante ao ano em R$ 218.000. .13 449.Despesas com Saúde Financiadas por Recursos Próprios ESFERA DE GOVERNO Federal Estadual Municipal TOTAL Total das Despesas em Saúde no ano de 2006 40.155.272. tais como Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas Estadual (TCE).

Um exemplo do reflexo da falta de uma definição legal das despesas que devem fazer parte da base de cálculo dos investimentos em saúde pública é o que ocorre no Estado do Paraná. esporte. Contudo.9 bilhões. Os recursos disponíveis para o Ministério da Saúde. 2000). em 2007. contudo não são despesas da saúde. o texto constitucional deu origem à acirrada discussão entre os Ministérios da Saúde e da Fazenda na interpretação da base de cálculo e do que deveria ser incluído como gasto com saúde (MENDES. não há dúvida quanto à base de cálculo dos percentuais que os estados e municípios necessitam destinar às ações e serviços de saúde do SUS. o de investir percentual mínimo da receita tributária de cada ente na área da Saúde. foram reduzidos para R$ 39. sabe-se que todos os investimentos em políticas públicas refletem indiretamente na saúde [transporte. assistência social. idoso. Isto é. segurança. 2009).34 3 A CARGA TRIBUTÁRIA E OS PRINCIPAIS INVESTIMENTOS EM SAÚDE O descumprimento da Emenda Constitucional nº 29 (BRASIL. desrespeitando a regra da Emenda Constitucional . o Governo Paranaense computa como despesa em saúde os investimentos na área de esgotos urbanos. sob o argumento de que este investimento reflete diretamente na saúde da população. tem sido cada vez maior por parte da União e de alguns Estados. criança e adolescente]. Tal como está redigida a Emenda. Já em relação à União.

prejudicando. deixaram de cumpri-la. 2000) em mais R$ 3. conforme a Tabela 11.343 (cinco mil.23% do Produto Interno Bruto (PIB). apenas 2. pois aumenta-se a violência por investimentos insuficientes nas áreas da segurança pública. A Carga Tributária Bruta (CTB) é a medida estática do volume de recursos que os três entes governamentais retiram da sociedade. Já o conjunto dos Estados. que os Estados e a União. arrecadaram mais de 795 bilhões de reais da produção das riquezas do país. atinge R$ 5.86% descumpriram a Emenda Constitucional nº 29 (BRASIL. indicador que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país. Tal prejuízo é refletido no tempo. até 2005.6 bilhões (BRASIL. 2009i). na forma de impostos. . transporte coletivo. o descumprimento da emenda pela União. A conseqüência é que os Municípios tiveram que investir na área da saúde muito mais. ou melhor.3 trilhões de reais. proporcionalmente. pois dos 5. O mesmo não ocorre com os Municípios. educação. 2000). Dessa forma. Trata-se de um volume muito grande de recurso financeiro que é retirado da sociedade e que deveria retornar em forma de serviços públicos. cultura e lazer da população. assim. Não é o que ocorre na prática. pois uma parcela importante deste recurso não retorna para a população. 3. deixou de cumprir a emenda em R$ 11 bilhões (Tabelas 03 e 04). juntos. taxas e contribuições. assistência social.35 nº 29 (BRASIL. os três níveis de governo.2 bilhões. os investimentos nas demais políticas públicas. 2009i). Em 2006 a Carga Tributária Bruta atingiu 34. trezentos e quarenta e três) que informaram ao Ministério da Saúde em 2005. que foi 2. ou seja. esporte. acumulado nesses anos. A Carga Tributária é obtida pela divisão do volume total das Receitas Tributárias pelo valor do Produto Interno Bruto (PIB).1 Carga Tributária no Brasil Para melhor análise dos dados da Saúde é importante conhecer os valores arrecadados pelas esferas de governo. apenas 153 (cento e cinqüenta e três) municípios (BRASIL.

36 Tabela 11 .75% do PIB.351 136.02% e os Municípios administram apenas 1.89 0.839 7. Atente-se. S.23% do PIB.322. 795.994 53.Receita Tributária por Tributo em 2006 Produto Interno Bruto =R$ 2. o Governo Federal fica com a maior parte da Carga Fiscal. S.29 . de carga tributária.322.027 28.223 6.22 0.IMP. por administrar.34 2. Tabela 12 . Ocorre que o Governo Federal está obrigado a distribuir aos Estados e Municípios parte dos valores arrecadados somente com os Impostos e não distribui a arrecadação das Contribuições Sociais.000.00 34. A Tabela 12 demonstra que a União é responsável. enquanto os Estados ficam com 9. Estados e Municípios.23% A Carga Fiscal é a soma da arrecadação de tributos com as contribuições sociais. porém.75 7. perfazendo a carga fiscal das três esferas os 34.000. para o fato de que essa estrutura de arrecadação não corresponde aos recursos disponíveis para cada esfera federativa.000. que possui grande volume de recurso financeiro.000.000.46%.000. preveja a distribuição de recursos entre a União.011.32 9. Por esta razão.IMP.557. PROD.44 1.00 Arrecadação Tributária Bruta Carga Tributária Bruta Fonte: Brasil(2007c). mais de 23.557. OPERAÇÕES FINANCEIRAS VALOR em Milhões de Reais 551. INDUSTRIALIZADOS .Demonstrativo da Carga Tributária em 2006 COMPONENTES VALORES (em REAIS) Produto Interno Bruto (PIB) 2.818 75.85 5.734 % PIB 23.619 182. embora a Constituição de 1988.00 Produto Interno Bruto UNIÃO Orçamento Fiscal -IMPOSTO DE RENDA Pessoas Físicas Pessoas Jurídicas Retido na Fonte .

418 940 3.43 0.520 90.03 0.ICMS .724 3.585 32.86 0.505 7.32 3. PROV.38 1.816 33.09 0. LUCRO LÍQUIDO .46 (dois mil novecentos e cinqüenta e três reais e quarenta e seis centavos) por habitante/ano.34 0. 9.462 123.CIDE COMBUSTÍVEIS . MOV.05 0.TAXAS FEDERAIS Orçamento Seguridade . enquanto que a União ficou com R$ 2.12 2.934 302 316 310.57 0.13 0.17 0.43 0. S.37 5.90 1.247 6.134 3.04 0. .IPVA .965 5.606 209.079 3. ECONÔMICAS .ISS .86 (cento e oitenta e um real e oitenta e seis centavos) por habitante/ano.966 15.TAXAS ESTADUAIS .ITCD .CONTR.01 0.66 0.46 0.01 13.407 75 795.39 0.057 25.855 16. P/ PREVIDÊNCIA SOCIAL .ITBI . COMÉRCIO EXTERIOR .840 20.PREVIDÊNCIA ESTADUAL .TAXAS MUNICIPAIS .COFINS .CIDE REMESSAS .IMP.PREVIDÊNCIA MUNICIPAL .IMP.37 .OUTRAS CONTRIB.IPTU .16 1.578 11.821 659 1.53 0. com apenas R$ 181.015 3.53 1.CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS .CONTR.SALÁRIO EDUCAÇÃO . S. TERRITORIAL RURAL .011 0.327 9.CONTRIBUIÇÃO PARA O SISTEMA "S" ESTADOS .867 58. (CPMF) . Tal disparate fica evidenciado na Tabela 13.953.02 7.24 9.CONTRIBUIÇÃO SERVIDOR PÚBLICO .CONTRIBUIÇÃO PARA O PASEP . FINANC.424 171.OUTRAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Demais .30 0.11 0.CONTRIBUIÇÃO PARA O FGTS .943 2.72 0.668 12.OUTROS TRIBUTOS TOTAL Fonte: Brasil(2007c).805 36.OUTROS MUNICÍPIOS .CONTR.00 34.996 2.52 0.23 Verifica-se que em 2006 os Municípios ficaram com a menor fatia da Carga Tributária.15 0.15 0.

Receita Tributária por Habitante em 2006 ESFERA DE GOVERNO Federal Estadual Municipal TOTAL RECEITA TRIBUTÁRIA (em R$) 551. Alguns programas e atividades da Saúde causam grande impacto financeiro na execução orçamentária e financeira dos Municípios.500. Outro problema é a heterogeneidade de gastos.00 RECEITA PORHABITANTE 2.000.46 1. aos mais pobres recantos das periferias urbanas. mas não fica com a mesma proporção da Carga Tributária Total.00 33. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos.011.29 181. constata-se que os Municípios suportam mais despesas em Saúde que os Estados.500.000. Contudo.967. Por outro lado.953. os valores carreados para as cidades metrópoles não são suficientes para absorver todas as demandas do atendimento à saúde de pacientes originados das cidades menores. pois os Municípios ficaram com grande parte das despesas em Saúde.2 Impacto nos Municípios Verifica-se que um bom trabalho está sendo feito.121.000.86 4. para levar assistência à saúde aos mais distantes sertões. 3. que têm orçamentos mais generosos. prejudicando os Estados e os Municípios.38 Tabela 13 .000.00 209. as Tabelas 12 e 13 evidenciam que é a menor das três esferas de Governo.00 795.256.000. principalmente pelas prefeituras. .424. No que diz respeito à receita tributária dos Municípios.619. Este é o grande motivador do reflexo financeiro da descentralização do SUS. contudo quando comparadas com as Tabelas 6 e 10. os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde.62 Fonte: Brasil(2007a) e Brasil(2007c).000.

o programa tem como ponto positivo a valorização dos aspectos que influenciam a saúde das pessoas fora do ambiente hospitalar. Atualmente. o PSF é definido com Estratégia Saúde da Família (ESF). . Atualmente. 2009d). Como conseqüência de um processo de prevenção e humanização do Sistema Único de Saúde. desenvolvimento e finalização. especialmente do fato de o Governo Federal estabelecer.O PSF é tido como uma das principais estratégias para uma melhor organização dos serviços de saúde e de orientação das práticas profissionais na assistência da atenção básica. em 2006. prevenção de doenças e reabilitação. Posteriormente. ao invés de programa. visto que o termo programa aponta para uma atividade com início. reconhece-se que não é mais um programa e sim uma estratégia para uma Atenção Primária à Saúde qualificada e resolutiva.39 3. fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em profissionais médicos especialistas focais. Constata-se a rápida expansão do Programa Saúde da Família que se consolidou como estratégia prioritária para a reorganização da Atenção Básica no Brasil. na década de 1970. 2009a). 2009b).3 Programa Saúde da Família O Programa Saúde da Família (PSF) teve início em 1994. (BRASIL. a Universidade Estadual de Londrina iniciou a implantação de unidades de saúde em áreas periféricas para integrar assistência básica com ensino para profissionais de saúde. a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBS) expandiu-se de forma progressiva.Isto é resultante. O programa faz parte da política pública de Atenção Básica. como um dos programas propostos pelo Governo Federal aos Municípios para implementar a atenção básica (BRASIL. Em Londrina passou a fazer parte da história da descentralização da saúde no Brasil quando. à semelhança do que ocorreu na maioria dos municípios brasileiros. com caráter organizativo e substitutivo. promoção da saúde. por iniciativa dos Governos Municipais que se sucederam. que tem como um dos seus fundamentos possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade (BRASIL. O PSF é uma estratégia de reorganização da atenção primária e não prevê um tempo para finalizar esta reorganização. que o PSF é a estratégia prioritária do Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica. de âmbito nacional.

56 53.004 8.Persistem.308 80. Tabela 14 .Como por exemplo.859 Municípios com mais de 100 mil habitantes: Apucarana Arapongas Londrina Maringá Campo Largo Ponta Grossa 35 29 92 55 15 38 100.796 311.860 13.499. além disso.673 51.90 48.095.20 48. serem desenvolvidas ações de saúde direcionadas aos fatores e situações de risco da população de sua área de abrangência. diversos problemas de atenção à demanda e o modelo é falho especialmente por não haver eficiência na promoção e controle de riscos.436 12.Demonstrativo da Cobertura Populacional do PSF TERRITÓRIO DE ABRANGÊNCIA NACIONAL REGIÃO: Nordeste Sul Norte Centro-Oeste Sudeste ESTADO: Paraná 1.412 110.60 62.467 505.83 57.28 POPULAÇÃO 189.71 42.03 47.14 120.248 2.40 No período de 1993 a 1996.861 15.43 36.193.00 98. no entanto.210 331.626 27. os mais necessitados e.850 69. O desenvolvimento continuado desses serviços contribuiu para incorporar pacientes antes excluídos desse tipo de assistência e para melhorar indicadores de saúde. o Programa Saúde da Família foi amplamente ampliado na área urbana por considerá-lo a estratégia mais adequada de aperfeiçoamento e reestruturação do modelo assistencial (BRASIL. Entre os aspectos positivos desse modelo está a cobertura assistencial regionalizada da atenção básica de razoável qualidade (Tabela 14).Considera-se urgente a reorganização da oferta assistencial atual para privilegiar.058 4.591.26 46.32 10.697.204 Nº de PSF implantados 29. pessoas hipertensas que desconheciam tal situação e passaram a ter um acompanhamento médico e a tomar medicamentos diários preventivos.275 % de cobertura populacional 49.133 101.115 2.681.195. foi implementado o Programa na área rural e reestruturou o modelo assistencial na área urbana. baseado em informações epidemiológicas. 2009a).106 . No ano de 2001.

os Municípios com menores índices de cobertura populacional podem estar com mais tranqüilidade financeira ou estão investindo mais em outras áreas da Saúde. o médico regulador pode determinar que se desloque até o local do evento uma ambulância com médico e enfermeiro ou uma ambulância com profissional técnico de enfermagem.530 116. acionam-se outros meios de socorro e.136 A melhor situação para o atendimento dos usuários SUS é a dos Municípios que possuem os maiores índices de cobertura populacional.39 5. todos os dias.988 272.69 40.90 0 115. Quando necessário. Ao contrário. Os pedidos de socorro são acolhidos.984 115. traumática e/ou psiquiátrica.33 30. como os procedimentos de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar. que funciona 24 horas. .849 171. avaliados e priorizados pela central de regulação médica de urgências.748 319. cirúrgica.828. contudo os referidos Municípios estão com a situação financeira mais comprometida.189 1.59 31. pois demonstra que mais pessoas estão sendo acompanhadas por uma Equipe da Saúde da Família.505 292.30 34.4 SAMU O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é um serviço que procura chegar precocemente às pessoas acometidas por agravos de urgência de natureza clínica. acessado pelo número nacional gratuito de urgências médicas 192.41 Araucária Guarapuava Paranaguá Foz do Iguaçu Curitiba Colombo Cascavel São José dos Pinhais Pinhais Toledo Fonte: Brasil(2009c). que possam levar ao sofrimento.092 241. 14 20 14 32 166 21 10 9 2 0 41. seqüelas e até mesmo à morte. Dependendo do nível de prioridade da urgência.78 11. nos casos de menor gravidade. 3.230 138.81 34.00 11. pode-se simplesmente orientar o solicitante a procurar por seus próprios meios uma unidade de saúde ou dar uma orientação.

o montante de R$ 476. também.1% do programa SAMU. Estabeleceu. A Portaria nº 1. totalizando o montante de R$ 149.500. sendo que deste o Governo Federal repassou o valor de R$ 149. a Gerência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) está lotada na Diretoria de Serviços Especiais de Saúde e subordinada à Superintendência da Autarquia Municipal de Saúde.500. 2009e). de forma tripartite.000.42 O SAMU de Londrina é gerenciado pela própria Autarquia. 2003).00.000. a União custeou 21.000. . definiu que as despesas de custeio deste componente serão de responsabilidade compartilhada. portanto.00. cujos dirigentes [Gerente e Diretor] são servidores de carreira do quadro próprio de Servidores da Autarquia Municipal de Saúde.500.00. mais 2 Equipes de Suporte Avançado: R$ 55. época de sua implantação. b) por Equipe de Suporte Avançado: R$ 27.000. constata-se que diferentemente dos percentuais estabelecidos pelo próprio Governo Federal [União 50%.00 mensais. 2003).00 por mês. o seu parâmetro financeiro de repasse: a) por Equipe de Suporte Básico: R$ 12. e o restante para os Estados e Municípios.00 ao mês (BRASIL. que o Município de Londrina arcou mensalmente.00 mensais. do Gabinete do Ministro da Saúde. Estados e Municípios. Estado e Município 25% cada].000. entre a União. O custo mensal do SAMU de Londrina em 2008 foi em torno de R$ 700. Logo.000. de maneira não uniforme. quando tinha a obrigação de custear apenas R$ 74. Verifica-se.3% do SAMU.864/2003 (BRASIL.00 mensais.500. O SAMU de Londrina foi constituído e é composto por 6 Equipes de Suporte Básico: R$ 75. que institui a implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em todo o território brasileiro: SAMU-192.500.00 por mês.00 e 1 Equipe da Central SAMU-192: R$ 19. o Estado do Paraná 10.000. ou seja.00 por mês que é repassado até a presente data pelo Governo Federal desde outubro de 2004.00 por mês (BRASIL. c) por Equipe da Central SAMU-192: R$ 19. correspondendo à União 50%. o Governo Estadual repassou R$ 74. ou seja.6% e o Município custeou 68. para manter o SAMU de Londrina em pleno funcionamento. atrasou algumas prestações e depois as repassou acumuladamente.

e o Piso da Atenção Básica Variável. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade. da acessibilidade e da coordenação do cuidado. do vínculo. a reabilitação e a manutenção da saúde. pelas quais assume a responsabilidade sanitária.5 Atenção Básica A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde.43 3. que devem resolver os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território. que agregam as estratégias destinadas ao custeio de ações de atenção básica à saúde. Um dos cinco blocos de financiamento que compõe os recursos federais destinados ao custeio de ações e serviços da Saúde é formado por dois componentes: o Piso de Atenção Básica Fixo. o diagnóstico. Orientase pelos princípios da universalidade. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. conforme preceitua a Portaria nº 204/2007 (BRASIL. de . denominado PAB Fixo. 2007b). denominado PAB Variável (BRASIL. Os recursos financeiros do PAB serão transferidos mensalmente. da equidade e da participação social. com memórias de cálculo anexas. O Piso da Atenção Básica (PAB) consiste em um montante de recursos financeiros. 2009a). dirigidas a populações de territórios bem delimitados. de forma regular e automática. O financiamento da Atenção Básica é de responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. 2007b). que abrange a promoção e a proteção da saúde. O PAB Fixo destina-se ao custeio de ações de atenção básica à saúde cujos recursos são transferidos mensalmente. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas. da continuidade. considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. da integralidade. conforme informações obtidas no site do Ministério da Saúde (BRASIL. sob forma de trabalho em equipe. o tratamento. da responsabilização. a prevenção de agravos. sendo que os recursos federais comporão o Bloco Financeiro da Atenção Básica dividido em dois componentes:Piso da Atenção Básica e Piso da Atenção Básica Variável e seus valores serão estabelecidos em Portaria específica. do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos de Saúde dos Municípios. da humanização. no âmbito individual e coletivo.

922.864.107.092 505.456. A Portaria nº 2. 184.680.968. O Piso da Atenção Básica Variável (PAB Variável) consiste em um montante financeiro destinado ao custeio de estratégias específicas desenvolvidas no âmbito da atenção básica à saúde.024. 4. IV. 5.189 311.530 241.977.006. A Tabela 15 apresenta uma estimativa dos 16 Municípios Paranaense que possuem mais de 100 mil habitantes. 1.106 291. Os recursos do PAB Variável serão transferidos ao município que aderir e implementar as estratégias específicas a que se destinam e a utilização desses recursos deve estar definida no Plano Municipal de Saúde. 388.Demonstrativo do Valor Referente ao PAB Fixo dos Municípios Paranaenses com mais de 100 Mil Habitantes PAB FIXO (em Reais) MUNICÍPIO Curitiba Londrina Maringá Foz do Iguaçu Ponta Grossa Cascavel São José dos Pinhais Colombo Guarapuava Paranaguá Apucarana POPULAÇÃO 1.082. Saúde da Família.578.828.739. Agentes Comunitários de Saúde. Incentivo à Saúde no Sistema Penitenciário. Fator de Incentivo da Atenção Básica aos Povos Indígenas. 2008). 4.952.219.505 171.472.412 319.080. que atualizou e definiu o valor mínimo da parte fixa do Piso da Atenção Básica (PAB).996. Saúde Bucal. 673.667.00 (dezesseis reais) por habitante ao ano.437.44 forma regular e automática.585. VI. 228.128. 2.592.944.177. fixou em R$ 16. 414. 363. V.306. O PAB Variável (BRASIL.302.230 138. 4. 322.882. MENSAL 2. 160.490/2008 (BRASIL.480.133 ANUAL 29.997. . 441. 2.747 272. Compensação de Especificidades Regionais. Tabela 15 . 5. do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos municípios. 425.249. para efeito do cálculo do montante de recursos a ser transferido do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Municípios. 8.373. do Gabinete do Ministro da Saúde.184 331. II.748 120. 2007b) é composto pelo financiamento das seguintes estratégias: I. 3.808.360.696. III.

enquanto o Estado do Paraná nada contribui para a Atenção Básica. cabe ao Governo Municipal definir e implantar o modelo de Atenção Básica em seu território. manter as bases de dados nacionais e co-financiar o sistema de atenção básica (BRASIL.871. a folha de pagamento e encargos dos funcionários necessários ao seu atendimento. Também. No caso do Município de Londrina. Fonte:Brasil(2008) e Skyscrapercity. a União investe cerca de 1.796 1. contratualizar o trabalho em atenção básica.736.849 115. 153.514.744. restando um custo operacional de aproximadamente de 2 milhões de reais por mês para os cofres municipais. sendo os 670 mil referente ao PAB Fixo e o restante do PAB Variável (BRASIL.472. regular as relações intermunicipal e co-financiar as ações de atenção básica [o que não está ocorrendo no Município de Londrina. Quanto às Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica.623. alimentar os sistemas de informação.842.584.5 milhões de reais. que é constituída de toda a rede básica de atendimento à população possui um custo mensal estimado em 3.136 1. operacional e administrativo e. 154. resgatar os investimentos em Saúde para o Município de Londrina.978.728. pois o Estado não investe a contento na Atenção Básica]. visto que ao mesmo tempo em que ele aplica menos que o índice mínimo .176.772. 2007b). cabe ao Governo Federal elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. 155. Por todo o exposto e demonstrado. a logística de atendimento médico. ainda. avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão e co-financiar as ações de atenção básica.465. 2009e). 1. conclui-se que o Estado do Paraná precisa.5 milhões de reais. para custear os medicamentos. a manutenção de toda a infraestrutura. manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento [gestão e gerência].289. IBGE(2008). urgentemente. a Atenção Básica (PAB).984 115.45 Pinhais Araucária Toledo 116.853. Já a Responsabilidade do Governo Estadual é o de acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Campo Largo 110. 147.467 1. 1. Para a atenção básica do Município de Londrina. 135. Arapongas 101.

O componente MAC dos estados. assim. Os recursos federais deste componente serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos de saúde dos estados e municípios (BRASIL. O Bloco da Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar é um dos cinco blocos de custeio que. do Distrito Federal e dos estados. Ressalta-se que existe uma estimava de que mais de 30% dos pacientes são oriundos de outras cidades do Paraná e até de outros Estados Brasileiros. Distrito Federal e estado.46 em Saúde determinado pela Constituição Federal. para que a população seja atendida. passaram a compor os recursos federais destinados às ações e serviços da Saúde. IV. implementadas com prazo pré-definido. II. . III. a partir da definição do Pacto pela Saúde (BRASIL. Procedimentos regulados pela Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade. conforme detalhado a seguir: I. sem correlação à tabela vigente. 2009g).O Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) destina-se. de caráter temporário. 3. Transplantes. quando da inclusão de novos procedimentos. 2009f).6 Média e Alta Complexidade (MAC) Os recursos correspondentes ao financiamento dos procedimentos relativos à média e alta complexidade em saúde compõem o Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar dos municípios.Os recursos destinados ao custeio dos procedimentos pagos atualmente por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) serão incorporados ao Limite Financeiro de cada município. Novos procedimentos: cobertura financeira de aproximadamente seis meses. sendo transferidos mensalmente para custeio de ações de média e alta complexidade em saúde. até à formação de série histórica para a devida agregação ao MAC. Ações Estratégicas Emergenciais. Londrina precisa aplicar cerca de 7 a 8% além do seu limite. conforme pactuação entre os gestores. municípios e Distrito Federal destina-se ao financiamento de procedimentos e de incentivos permanentes. É constituído por dois componentes: Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC) e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). ao custeio de procedimentos.

688.326. no ano de 2008 (Tabela 16). vê-se a necessidade de ampliar recursos dos Governos Federal e Estadual para que os Hospitais não vivam a crise que passa no momento.334. que fica com o ônus de ter que investir mais do que é obrigado Constitucionalmente e.Estes Credenciados SUS são os Hospitais.593. o que gera um déficit mensal na ordem de 3. REPASSE FEDERAL AO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE AMBULATORIAL E HOSPITALAR (MAC) Teto da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar – MAC FIXO Componente Fundo de Ações Estratégicas e Compensação . Esta diferença é suportada pelo Município.259.47 A Média Complexidade Ambulatorial é composta por ações e serviços que visam atender aos principais problemas e agravos de saúde da população. cuja complexidade da assistência na prática clínica demande a disponibilidade de profissionais especializados e a utilização de recursos tecnológicos. no contexto do SUS. para o apoio diagnóstico e tratamento. que são os prestadores de serviços em Saúde.FAEC TOTAL MAC Fonte: Brasil(2009e) VALOR REPASSADO EM 2008 MÉDIA MENSAL (em R$) 94. cujo déficit está sendo acumulado junto aos Prestadores de Serviços SUS. Mais uma vez.72 9. que atendem a população. e depois recebe do SUS.24 7. . principalmente.784. contudo o Ministério da Saúde têm repassado na ordem de 10.24 O atendimento da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar no Município de Londrina custa em torno de 14 milhões de reais por mês.91 1. integrando-os demais níveis de atenção à Saúde [Atenção Básica e de Média Complexidade]. Clínicas. pelos Credenciados SUS.5 milhões de reais mensais.857.111. Tabela 16 .117.904. objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados.5 milhões. A Alta Complexidade diz respeito ao conjunto de procedimentos que.67 115. via Autarquia Municipal de Saúde. envolve alta tecnologia e alto custo. independentemente de sua origem.414.920.52 20.A União repassou para Londrina.Demonstrativo dos Valores Referente à MAC para Londrina. Laboratórios e demais serviços de saúde.

principalmente os da Universalidade e Descentralização. Aparecido José Andrade. nos últimos anos. “Quando assumi em janeiro. extrapolando.7 Discussão dos Resultados Em respeito aos Princípios do SUS. José Gomes Temporão. cada vez mais há atendimentos a pessoas de outras cidades.Contudo os valores pactuados entre os entes são sempre insuficientes e acabam aumentando cada vez mais o impacto financeiro para os Municípios. “Hoje [ontem] pagamos o mês de janeiro e ainda falta fevereiro e março”.5 milhões. tanto em quantidade quanto em qualidade de serviços públicos da Atenção Básica e da Média e Alta Complexidade. “Hoje em dia. atualmente a cidade recebe R$ 10. a única solução para zerar o déficit é aumento do teto definido pelo Ministério da Saúde. os Municípios Brasileiros aplicaram 18. O secretário disse que já apresentou os números do setor em Londrina para ministro da Saúde. transcrito a seguir: Hospitais acumulam déficit de R$ 25 mi. o Município estava pagando o mês de outubro. O secretário informou que a situação na administração anterior era ainda pior. mas o necessário seriam R$ 14. que já provocou o atraso de repasse de dois meses aos hospitais e clínicas. durante uma visita dele a Maringá. porque o problema só piora”. “Só tem um jeito: aumentar o repasse e logo. em 2006. 2009). disse.De acordo com Andrade. os Municípios estão a cada dia assumindo mais responsabilidades por demandas da sociedade que não param de crescer. Segundo o secretário municipal de Saúde. além da procura de pacientes de Londrina ter crescido junto com a população. devido às suas áreas de abrangência. Verifica-se que os Governos Estaduais e o Federal. publicado em 15/04/2009. disse. de 20 a 22% dos atendimentos são de pacientes de fora”.”Conforme disse Andrade. A análise da Tabela 10. o índice constitucional de 15% da sua receita tributária. O principal fator que provocou o aumento dos custos da saúde em Londrina é a demanda crescente por procedimentos. os R$ 4 milhões que ficam faltando a cada mês formam uma bola de neve. Os hospitais da cidade acumulam um déficit de R$ 25 milhões do atendimento feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). dos gastos com procedimentos. e muito. que são obrigados a sacrificar os investimentos nas outras políticas públicas e disponibilizar este recurso financeiro para a Saúde. conforme verificou-se nas Tabelas 7 e 8. ao mesmo tempo em que os valores repassados pelo SUS ao Município continuam os mesmos. Segundo o secretário.65% de recursos .5 milhões mensais do sistema. 3.48 cuja crise está estampada Jornal de Londrina (ARAÚJO. criam e instituem novos programas e atividades com certa freqüência. denuncia que. Este valor decorre do crescimento. que sintetiza os dados das Tabelas 3 e 6. Andrade aguarda uma visita de Temporão entre os dias 21 e 25 deste mês.

Também. Isto significou um investimento de 3. em que pese à carga tributária dos Estados ter ficado 22% maior que a dos Municípios. é necessário muito cuidado para não assumir mais despesas e novos investimentos.066. . Quanto ao Município de Londrina. pois a tendência é o total estrangulamento das contas públicas. duzentos e trinta e dois mil e sessenta e seis reais e noventa e quatro centavos) no mínimo na Saúde da População Paranaense no ano de 2007. Já a União arrecadou 2. no ano de 2006 os Municípios arrecadaram 181 reais por habitante e empenharam despesas da saúde no montante de 128.3% dos 795. principalmente do Estado do Paraná.13 reais por habitante.78% (dois vírgula setenta e oito por cento) da sua Receita Tributária.94 (duzentos e oitenta e cinco milhões.121 reais por habitante e investiu na saúde apenas o valor de 106 reais por habitante. também precisa mobilizar suas lideranças políticas e da sociedade para que contestem a postura governamental e passem a cobrar mais responsabilidades das demais esferas de Governo. os Municípios precisam se organizar para pressionar os demais entes de Governo para que seja revisto a distribuição da Carga Tributária para ficar compatível com as despesas da saúde assumidas nestes últimos anos.953 reais por habitante e empenhou despesa na área da saúde o montante de 218 reais por habitante. que não é exceção ao cenário acima. o que daria R$ 285. importante realizar uma reflexão quanto ao futuro do SUS. Por ultimo.49 financeiros na Saúde a mais que os 27 Estados. que deixou de investir em Saúde os 2.232.3% enquanto que a dos Estados ficou 26.011 bilhões de reais arrecadados no Brasil naquele ano. pois com o princípio da universalidade onde todo cidadão tem direito ao atendimento público. pois devido ao forte crescimento destes últimos vinte anos. sendo menor que o valor aplicado pelos Municípios. a Sociedade em Geral terá que estudar e dimensionar a abrangência do SUS. Simplificando. os Municípios estão com uma grande fatia da despesa e com uma mísera fatia da receita. Veja as Tabelas 12 e 13. acaba-se sacrificando a população mais carente em detrimento de pessoas que tem condições financeiras de sobra para arcar com seus exames e tratamentos. Isto é.68 bilhões de reais a mais. Evidenciado as distorções acima. já que a carga tributária dos Municípios ficou em 4. Os Estados arrecadaram 1.

antes que o Sistema Único de Saúde fique totalmente estrangulado.50 Este novo posicionamento terá que ocorrer dentro da próxima década. já que o atendimento médico. . pois quanto mais eficiente é o serviço público mais pessoas abandonam seus planos particulares e adotam o SUS. hospitalar e ambulatorial não tem fim.

Esses indicadores são reconhecidos como elementos de avaliação do desempenho da gestão sanitária e já estão institucionalizados com essa finalidade.51 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS O dispositivo constitucional que preconiza que a saúde é “direito de todos e dever do Estado” (BRASIL. as responsabilidades pela Gestão da Saúde Pública. na mesma proporção entre os três entes. Esta mostrou que a participação das esferas dos governos federal. Importante ressaltar que este Pacto pela Saúde além de tratar da responsabilidade política do gestor da Saúde Pública. estadual e municipal na Saúde Pública está diretamente desproporcional visto que o ente que possui a maior carga tributária é o que menos investe em Saúde Pública. 2006a). Durante o desenvolvimento deste trabalho foi resgatada uma análise histórica do Sistema Único de Saúde (SUS). numa confirmação de sua . deixando no desamparo milhares de cidadãos que não têm assegurados seus direitos seja pela precariedade dos serviços prestados ou pela dificuldade de acesso. estabelece indicadores de saúde como aferidores da execução da política pública de saúde. sendo um modelo que estabelece. 1988) não está sendo cumprido satisfatoriamente pelos três entes públicos porque faltam mais aportes de recursos financeiros para atender todas as necessidades da Saúde Pública. Objetivando diminuir tal desproporção. o Ministério da Saúde do Governo Federal criou um novo modelo de atenção à saúde por meio do Pacto pela Saúde. conforme Portaria GM 399/2006 (BRASIL.

constituindo-se em elementos de prestação de contas e sintetizam a construção de critérios institucionalizados abrigados no princípio da segurança sanitária decorrente do princípio de proteção da dignidade humana. cuja carga tributária é 22% maior que a dos Municípios. Os indicadores de saúde promovem a transparência da gestão da saúde. evidenciando-se que parte destes serviços de saúde foram transferidos para a responsabilidade dos municípios. em 2006.65% de recursos financeiros na Saúde a mais que os 27 Estados. foram debatidos os principais dispositivos legais que a regulam e relatados os acontecimentos que influenciaram o atual sistema de saúde. foram relatadas as principais características e os reflexos financeiros do Programa Saúde da Família. Os números apresentados nas 16 Tabelas constantes deste Trabalho denunciam que.121 reais por habitante e investiram na saúde apenas o valor de 106 reais por habitante. sem um aporte financeiro correspondente. foram identificados os avanços do SUS. Portanto. Neste tópico. seus princípios. que neste ano de 2006 os Municípios arrecadaram 181 reais por habitante e investiram na saúde o montante de 128. da Atenção Básica e da Média / Alta Complexidade (MAC). E mais. o objetivo deste Trabalho que era o de demonstrar o reflexo financeiro da descentralização do SUS para os Municípios foi atingido porque foram evidenciadas as distorções entre os grandes investimentos em Saúde que os Municípios estão praticando comparados aos poucos investimentos. que estes Municípios investiram cerca de 3. a sua mudança de modelo de atenção à saúde e as diretrizes do Pacto pela Saúde. os Estados arrecadaram 1.953 reais por habitante e investiu na área da saúde o montante de 218 reais por habitante. enquanto que a União arrecadou 2.68 bilhões de reais a mais que os Estados. guardadas as proporções da carga tributária. seus desafios. Todos estes números comprovaram que os Municípios estão com uma grande fatia da despesa e com uma mísera fatia da receita. Também.52 propriedade refletora da realidade local. também.13 reais por habitante. tais como a necessidade dos . Ficou evidenciado. foram apresentadas sugestões de solução ao problema. os Municípios Brasileiros aplicaram 18. que os Estados e a União realizam. Para atingir uma maior compreensão dos problemas que atingem a questão da Saúde Pública no Brasil. do SAMU.

pois a tendência é o total estrangulamento das contas públicas municipais. Como conseqüência. que deixou de investir em Saúde o montante de cerca de duzentos e oitenta e cinco milhões de reais na Saúde da População Paranaense no ano de 2007.53 Municípios se organizarem para pressionar os demais entes de Governo para que seja revisto a distribuição da Carga Tributária para ficar compatível com as despesas da saúde assumidas nestes últimos anos e o alerta para que os Municípios tomem o cuidado para não assumirem mais despesas e novos investimentos. acaba-se sacrificando a população mais carente em detrimento de pessoas que tem condições financeiras de sobra para arcar com seus tratamentos. Ao mesmo tempo. para tanto. ampliam-se as despesas do gestor municipal e acarretando dificuldades financeiras. e. que estabelece a obrigação de investir o percentual mínimo de 12% (doze por cento) da sua receita tributária em Saúde Pública. por vezes. devendo. pois. aumenta-se ainda mais as demandas por serviços de qualidade. antes que este fique totalmente estrangulado. Isto se faz necessário. quanto ao Município de Londrina foi alertado da necessidade de uma mobilização das suas lideranças políticas e da sociedade para que contestem a postura governamental e passem a cobrar mais responsabilidades das demais esferas de Governo. Concluiu-se ressaltando a importância de se realizar uma reflexão quanto ao futuro do SUS. por descumprir a Emenda nº 29 (BRASIL. principalmente do Estado do Paraná. buscar um maior aporte de recursos para a Saúde junto às demais esferas de governo. no que diz respeito ao dimensionamento da sua abrangência. com aumento da eficiência do serviço público de saúde. 2000). . com o Princípio da Universalidade onde todo cidadão tem direito ao atendimento público. ao mesmo tempo. mais pessoas abandonam seus planos particulares e adotam o SUS. Especificamente.

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