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METODOLOGIA

Este capítulo trata da elaboração, operacionalização e manuseio dos modelos matemáticos utilizados no âmbito do Sidor na elaboração das previsões de arrecadação das receitas orçamentárias. 1 - METODOLOGIA DE PROJEÇÃO DE RECEITAS Conceito: Metodologia de Projeção de Receitas consiste em um procedimento no qual busca-se traduzir, em linguagem matemática, os fenômenos futuros de arrecadação das receitas. A metodologia proposta nesse manual procura estudar as informações obtidas nas arrecadações, por naturezas de receita, traduzindo seu comportamento por meio das séries históricas de arrecadação. Dessa forma, a metodologia procura interpretar e traduzir o comportamento da arrecadação das receitas e adequar esse movimento para movimentos futuros da série em questão. Para tal finalidade utilizam-se ferramentas matemáticas, com um encadeamento lógico, que procuram prever os comportamentos futuros dessas séries. A proposta desse manual é desenvolver modelos estatísticos que projetam arrecadações das naturezas de receita baseados em metodologias consistentes, em cumprimento ao art. 12, da Lei de Responsabilidade Fiscal. Como já foi mencionado o comportamento da série temporal de arrecadação das receitas é um fator determinante na escolha de um modelo de previsão de receita. Nessa modelagem, as previsões de arrecadação de receita para os próximos exercícios são analisadas e elaboradas pelo Departamento de Assuntos Fiscais – Deafi, desta Secretaria de Orçamento Federal, com a participação dos Órgãos Setoriais e das Unidades Orçamentárias, buscando aprimorar os valores de previsão de receita. O acompanhamento, avaliação e o aperfeiçoamento das metodologias de projeções fazem parte da rotina de trabalho deste Deafi, com o objetivo de melhorar as previsões da receita e de atender ao disposto no art. 12 da LRF. Este capítulo procura demonstrar de forma analítica como são desenvolvidos a modelagem e os estudos para a previsão das receitas públicas no âmbito deste Deafi.

2 – ANÁLISE DA METODOLOGIA DE PROJEÇÃO
As projeções das receitas, seguem, de um modo geral, uma metodologia em que se aplicam modelos matemático-estatísticos associados a parâmetros oficiais (efeitos preço e quantidade) que incidem sobre uma base de cálculo composta pela arrecadação realizada. Essa base de cálculo é identificada por uma determinada natureza de receita, uma unidade orçamentária e um grupo de receita (própria, administrada etc.) computados os efeitos decorrentes das alterações na legislação vigente. Associa-se, também, a essa base os efeitos da atipicidade que incidiram sobre a arrecadação, sendo excluídas dessa. Tais medidas servem para otimizar essas previsões. No entanto, nem sempre é possível aplicar tal metodologia, seja devido a uma mudança institucional (criação/alteração de uma unidade orçamentária) caso em que se perderia a série histórica de arrecadação, ou seja devido a uso de parâmetros não oficiais de preço e quantidade que nem sempre se encontram inseridos no sistema de Dados Orçamentários – SIDOR. Em alguns casos não é possível que seja feito um modelo

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matemático de projeção, devido a uma grande irregularidade na arrecadação de determinadas receitas, o que tornaria o trabalho extremamente complexo e o modelo matemático ideal de tais receitas extremamente difícil de ser encontrado. Isto poderia acarretar em erros grosseiros de projeção. Dessa forma, eliminam-se essas dificuldades por meio de modelos de projeção que são chamados de “bases externas”, onde os valores das receitas informados pelos Órgãos Setoriais são incorporados ao SIDOR por meio de planilhas eletrônicas de dados e são lidos pelo sistema, mas, sempre associados com uma metodologia de cálculo. Importante ressaltar que é imprescindível que busquemos informações nos Órgãos Setoriais e Unidades Orçamentárias envolvidas, uma vez que ali é que é realizada a receita. Caso contrário, bastaríamos colocar a arrecadação realizada e utilizarmos os efeitos preço e quantidade. Tais informações, como explicado anteriormente, são obtidas mediante reuniões com os técnicos daqueles órgãos. Assim, torna-se essencial o trabalho e acompanhamento junto aos órgãos envolvidos a fim de que o conhecimento de tais receitas seja o melhor possível. Os valores de arrecadação são importados do Siafi e customizados no Sidor por meio de um “de-para”, que é um mecanismo que identificam no Siafi quais são as unidades orçamentárias e quais naturezas de receitas orçamentárias correspondentes no Sidor. Esse procedimento é necessário devido a incompatibilidade existente nesses dois sistemas, tanto para as naturezas de receita como para as unidades orçamentárias. Por ser um sistema contábil o Siafi trabalha com estornos de receita, no qual são incluídos valores negativos de arrecadação. Esse procedimento é por demais prejudicial na projeção e avaliação das projeções das receitas, pois, a princípio esses lançamentos ficam a critério do Gestor responsável, perturbando a série histórica de arrecadação. Existem casos em que o estorno é maior que o valor arrecadado no exercício, e, algumas vezes, o estorno é maior do que o próprio valor reestimado do exercício em questão (que é a soma dos valores arrecadados com os projetados). Tal ocorrência prejudica as demandas de excesso de arrecadação e são tratados pelos modelos de projeção, que devem prever todas essas ocorrências. Visando minimizar essas atipicidades foram criados modelos específicos de projeção, que tratam os valores negativos de arrecadação, diluindo-os no exercício apurado considerando, ainda, as sazonalidades daquele mesmo período. 2.1 – METODOLOGIA DE PROJEÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS As metodologias de projeção de receitas orçamentárias adotadas pelo Governo Federal estão baseadas na série histórica de arrecadação das mesmas ao longo dos anos ou meses anteriores (base de cálculo), corrigida por parâmetros de preço (efeito preço), quantidade (efeito quantidade) e de alguma mudança de aplicação de alíquota em sua base de cálculo (efeito legislação). Esta metodologia busca traduzir matematicamente o comportamento da arrecadação de uma determinada receita ao longo dos meses e anos anteriores e refleti- la para os meses ou anos seguintes, utilizando-se de modelos matemáticos. A busca deste modelo dependerá em grande parte da série histórica de arrecadação e de informações dos Órgãos ou Unidades Arrecadadoras, que estão diretamente envolvidas com a receita que se pretende projetar. Assim, para cada receita deve ser avaliado o modelo matemático mais adequado para projeção de acordo com a série histórica da sua arrecadação. Se necessário, podem ser desenvolvidos novos modelos.

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onde a projeção de receita é relacionada a uma função que considera valores arrecadados associados a modelos matemáticos. (1 + Eq (t)) = variação do efeito quantidade em t. Nesse manual. é fundamental sua análise na concessão de créditos suplementares por excesso de arrecadação. Seguem exemplos: a) Modelo linear P(t) = A(t-1)* X(t) 3 . (1 + El(t)) = variação do efeito legislação em t. modelagem e previsão de arrecadação de receitas. Uma boa estimativa de receita é fundamental para que o orçamento possa ser corretamente executado. Utilizando a metodologia correta. pois é a base para a fixação destas na Lei Orçamentária Anual e para a determinação das necessidades de financiamento do Governo. (1 + Ee(t)) = variação do erro na projeção. Um exemplo de metodologia bastante simples e eficiente é o modelo incremental na previsão de receitas. SIDOR O SIDOR – Sistema de Dados Orçamentários utiliza-se de algumas premissas na modelagem para projetar os valores futuros de arrecadação das receitas. (1 + Ep (t)) = variação do efeito preço em t. a variação da quantidade e o efeito legislação. A modelagem se fundamenta na aplicação da estatística aos dados de previsão e arrecadação buscando traduzir esse comportamento em dados numéricos que melhor se ajustam à realidade. É requisito essencial na responsabilidade da gestão fiscal. tais como: indicadores de preço. Essa metodologia pode ser traduzida pela seguinte fórmula: Pm (t) = Am (t-1) (1 + Ep(t))*(1 + Eq(t)) * (1 + El (t)) * (1 + Ee (t)) Onde: Pm(t) = previsão da receita mensal no tempo t. destacamos os modelos linear e incremental.A projeção das receitas é fundamental na determinação das despesas. Essa metodologia considera como base de arrecadação o período de arrecadação anterior aplicando-se a variação de preços. busca-se utilizar modelos de projeção de arrecadação que melhor se ajustam à realidade proporcionando uma adequação àquilo que se vai arrecadar. previsto nos artigos 11 e 12 da Lei de Responsabilidade Fiscal. De particular importância. de quantidade. Além disso. Am(t-1) = arrecadação mensal da receita para o período anterior. o sistema retorna valores coerentes para cada natureza de receita ao longo dos anos. MODELAGEM O sistema de receita desenvolvido no SIDOR utiliza vários modelos na composição. de legislação etc.

i) = variável não contemplada pelos indicadores econômicos. i. as atipicidades não são consideradas sendo essas atipicidades tratadas e projetadas a parte.n2) = significa a soma de uma determinada função de i. 8) soma(f(i). tratados por modelos de previsão. i. para efeitos de previsão. 3) uma = significa último mês arrecadado. está ajustada. i variando de n1 e n2.n2) = significa a média de uma determinada função de i. 1 a 12 – para indicar os meses do ano T. n1. 12) af(i) = indica a série dos valores atípicos. 25 a 36 – para indicar os meses do ano T + 2. os quais devem ser simples. Em todos os casos. -11 a 0 – para indicar os meses do ano T – 1.t) = indicam a utilização de base externa de nome Arq. Na confecção de modelos estatísticos para projeção de arrecadação de receitas o Sidor utiliza algumas ferramentas descritas a seguir: 1) a(t) = arrecadação no período t. 7) ano = representa a variável exercício do período. ou seja. Essa arrecadação. 5) var(“ “. Se a título de e exemplo escolhermos como base 2 exercícios passados e 3 exercícios futuros os valores de i serão representados pelo SIDOR da seguinte forma: . 11) t = representa o índice do mês projetado. Eq(t) = Efeito quantidade em função do tempo t. El(t) = Efeito legislação em função do tempo t. b) Modelo incremental já estudado: P(t) = A(t-1) * (1+ Ep (t)) * (1+ Eq (t)) * (1+ El(t)) Nesse modelo. 27 a 48 – para indicar os meses do ano T + 3. 9) media(f(i). 2) i = representa o índice de um vetor (representa a posição da variável que se está utilizando) que depende da escolha de quantos exercícios se quer considerar como base de cálculo e quantos exercícios s quer projetar.Onde a projeção anual no tempo P(t) é igual à arrecadação do ano anterior A(t – 1) atualizada por um índice de correção X(t) anual. estoque e fluxo. para um determinado período t. eficientes e de fácil entendimento.23 a – 12 – para indicar os meses do ano T – 2. O número de parâmetros envolvidos deve ser o menor possível e sua utilização não deve 4 . 13 a 24 – para indicar os meses do ano T + 1. 4) fcr(t) = representa o modelo incremental (1 + Ep (t))*(1 + Eq(t)) * (1 + El(t)) no tempo t. sempre. variando de 1 a 12. 10) ab(“Arq“. que contém previsões. i variando de n1 e n2. n1. de arrecadação que quando projetados geram valores que irão compor a previsão do ajuste fiscal. 6) t = representa a variável independente – tempo – e no SIDOR varia dentro de um exercício sempre de 1 a 12. a projeção é atualizada por índices econômicos: Ep (t) = Efeito preço em função do tempo t. modelos probabilísticos de projeção de receita são construídos. dentro do exercício corrente.

A análise destas séries consiste numa descrição dos comportamentos dos valores arrecadados. O foco se resume em três atos: a) fazer previsões da série P(t). Cabe observar que um modelo de análise não conduz. Essa rotina pode ser traduzida de forma bastante resumida pela ilustração a seguir. aplicar modelos e indicadores. Evidente. necessariamente. a um procedimento exato da previsão. em relação a fatores externos que possam influenciá. Nesse processo podemos identificar as arrecadações atípicas (aquelas cujas ocorrências decorrem de fatores que fogem à normalidade na série de arrecadação quando devidamente identificados) e trata. inflação. OBSERVAÇÕES CORREÇÃO MODELAGEM PREVISÃO 5 . 3 . com a finalidade de se fazer previsões de valores futuros da série. etc. c) construir modelos simples de modo a realizar previsões mais ajustadas. com o conhecimento de observações da série observada A(t).ANÁLISE DA ARRECADAÇÃO O comportamento da arrecadação representada pela série temporal nos fornece meios e instrumentos para a construção de modelos que consideram esses movimentos na previsão de receita. citamos: legislação. salário mínimo. Essas variações dos valores passados permitem a previsão de valores ajustados presentes e futuros. pacotes econômicos e fiscais.OBJETIVO DA ANÁLISE DAS SÉRIES TEMPORAIS Podemos dizer que para efetuarmos previsões de receita orçamentária é necessário observar o comportamento da arrecadação. etc. 4 . esboçada em gráficos ou em números. crises internas e externas.apresentar dificuldades às pessoas interessadas em utilizá-los – essa é a regra de um modelo de projeção.las importantes em sua projeção.las a parte nas projeções de receita. também. O problema que se apresenta é o de modelar convenientemente os componentes de tendência. que alguns ajustes podem e devem ser realizados com a finalidade de melhorar os valores de arrecadação projetados.los. Esse processo deve ser revisto periodicamente na obtenção da melhor previsão possível. A análise desses movimentos é fundamental nessa modelagem. sazonalidade. em função de séries temporais de arrecadação. corrigir as atipicidades. e. A projeção de receitas pode ser. que melhor se adequem à realidade. tendo como base os valores arrecadados. b) estudar o comportamento da arrecadação e suas principais variações. Entre esses. Podemos utilizar técnicas como a utilização de índices de sazonalidades por considerá.

mas que refletem bem o comportamento histórico dos principais tipos de arrecadação. e) analisar. avaliar a adequar os modelos em termos de otimizar a previsão. O quadro abaixo demonstra algumas das funções lógicas e matemáticas utilizadas como metodologias. Trata-se de modelos bastante simples.. tn procura-se atingir certos objetivos básicos descritos a seguir: a) investigar o mecanismo gerador da arrecadação (fato gerador).. . ciclos ou variações sazonais.. d) fazer previsões de arrecadação de receita utilizando o comportamento da série.Quando se analisa uma série temporal A(t1 ). c) procurar periodicidades ou sazonalidades na série de arrecadação. . observada nos instantes t1 . verificar a existência de tendências. b) descrever e analisar o comportamento da arrecadação: construir gráficos. 6 . A(tn ). A seguir segue explicação resumida da linguagem utilizada pelo Sidor na elaboração de modelos matemáticos utilizados na previsão de arrecadação das receitas orçamentárias. . .. Este manual não esgota o assunto sobre a metodologia usada na projeção das receitas orçamentárias. mas mostra as principais fórmulas de projeção e em que casos devem ser usados.

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cuja programação é feita mensalmente. Base de cálculo: é obtida por meio da série histórica de arrecadação da receita.Algumas funções especiais são também bastante utilizadas. e. de forma mensal para atender à execução orçamentária. 5 . dependerá do seu comportamento mensal. Projeção = Base de Cálculo x (índice de preço) x (índice de quantidade) x (efeito legislação): Projeção: é o valor a ser projetado de arrecadação para uma determinada natureza de receita. sem as atipicidades.MODELOS Uma das formas de projetar valores de arrecadação é a utilização de modelos incrementais na estimativa das receitas orçamentárias. que geralmente utiliza uma base de cálculo corrigida por determinados índices ou fatores. 8 . • a média de arrecadação mensal do ano anterior (arrecadação anual do ano anterior dividido por doze). associada a uma unidade orçamentária. Assim. a base de cálculo pode ser: • a arrecadação de cada mês (arrecadação mensal) do ano anterior.

9 . a taxa de juros.00. ou não. Por exemplo. Estes índices são divulgados mensalmente por órgãos oficiais como: IBGE. • a média trimestral de arrecadação ao longo de cada trimestre do ano anterior. Por exemplo: uma série histórica sazonal perderá os efeitos de sazonalidades se for utilizada como base de cálculo a média de arrecadação.). IPCA. Caso dependa. com receitas industriais. dentre outros. o Dólar. por exemplo. isto é. Na projeção do ano seguinte da natureza de receita 1325.00 devem ser consideradas as arrecadações na natureza antiga. não refletindo adequadamente o comportamento da sua série histórica.la para os meses respectivos do ano seguinte. Isso ocorre. a fim de não se perder a série histórica inicial. Em certos casos ocorrem atipicidades na arrecadação de determinada receita. ou o Euro. deve-se verificar qual o índice adotado para a correção dos mesmos (IGP-DI. a) O Modelo Geral I: a(t-12)*FCR A função FCR representa a multiplicação dos fatores preço. é preferível usar como base de cálculo a arrecadação individualizada mês a mês e estimá. obtendo dessa forma uma projeção sazonalizada. como ocorrem com as receitas de aluguéis.• a média de arrecadação mensal dos últimos doze meses ou média móvel dos últimos doze meses (arrecadação total dos últimos doze meses dividido por doze). A escolha do índice dependerá do fato gerador da receita que se está projetando. Este alinhamento da série deve ocorrer também em casos de mudança de arrecadação de uma natureza de receita para outra. o IPCA. que devem ser eliminadas na projeção uma vez que é tida como arrecadação não regular. por exemplo. Caso não dependa. a variação da taxa de juros.00 – Remuneração de Depósitos Bancários. seria interessante verificar se a mesma depende de preços internacionais.00 – Juros de Títulos de Renda e no mês de julho passa a ser arrecadada na natureza de receita 1325. Da mesma forma.00. etc. o INPC.00. mas a variação anual ou mensal dos juros. uma receita era arrecadada na natureza 1321. quantidade e legislação: (índice de preço) x (índice de quantidade) x (efeito legislação) Índice de preço: é o índice que fornece a variação média dos preços de uma determinada cesta de produtos. nos primeiros meses de um dado ano. atrelada à moeda em que geralmente são feitos os contratos daquela empresa ou cotados os produtos daquela empresa. ao se projetar uma receita contratual. ao se projetar uma receita de juros não é adequado o uso de um índice de inflação. dependerá da série histórica de arrecadação. poderá ser corrigida pela variação cambial. Por exemplo. • a média de arrecadação dos últimos meses do exercício. já que esta última igualará todos os valores mensais projetados da receita. Fundação Getúlio Vargas e Banco Central e são utilizados pelo Governo Central para projeção de índices futuros. Neste caso. INPC. Existem diversos índices de preços nacionais ou mesmo regionais como o IGP-DI. A escolha dos modelos de projeção dependerá fortemente do comportamento da arrecadação ao longo dos meses. a variação cambial.

Ao se projetar o mês de fevereiro de 2007. decorrente da legislação. também. decorrentes de ajustes na legislação ou nos contratos públicos.00 44. alínea b b) O Modelo Sazonal a(t-12) Este modelo do tipo incremental deve ser usado quando a arrecadação da receita se concentra mais em determinados meses do ano.720. por exemplo.200. nestes casos.023. estabelecido na Constituição Federal. e assim por diante.104. Da mesma forma que o índice de preços. o crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo público federal.00 42. ou mesmo do incremento tecnológico na forma de arrecadação.330.230.224. Se houver forte correlação. tarifas públicas e receitas tributárias. isto é. Pode acontecer.00 11. A projeção anual será a soma das projeções mensais do ano.40 6. quantidade e legislação. inciso III. se o aumento obedecerá ou não o princípio da anterioridade. Está relacionado à variação física de um determinado fator de produção. art. o aumento na arrecadação como função do aumento do número de fiscais no país.409.585. não se distribui de forma uniforme ao longo dos meses de arrecadação. Deve-se verificar.00 36. se uma taxa de polícia aumentar a sua alíquota em 30%.Uma das formas de se saber qual o melhor índice de preços é através do cálculo da correlação entre a arrecadação da receita e do índice mensal. Considere a tabela abaixo referente a uma receita qualquer (a parte hachurada corresponde a valores projetados): R$ 1. o crescimento real das importações ou das exportações. em geral. Por exemplo. de inexistir correlação entre o índice e a arrecadação da receita. deve-se considerar este aumento com sendo o efeito legislação.00 10 . até projetar todos os meses do ano.00 46. e assim por diante.00 5. Como exemplos.648. podemos citar o Produto Interno Bruto Real do Brasil – PIB real. Efeito legislação: leva em consideração a mudança na alíquota ou da base de cálculo de alguma receita.00 37.006.00 Mês jan fev mar abril maio 2005 25. a variação real da produção industrial.100. o modelo multiplica a arrecadação no mês de fevereiro de 2006 e aplica aqueles índices acumulados até o mês de fevereiro de 2007.00 2006 26.250.36 12. a escolha deste índice dependerá do fato gerador da receita e da correlação entre a arrecadação e o índice a ser adotado. A projeção é feita da seguinte forma: ao se projetar a receita no mês de janeiro de 2007. o crescimento da massa salarial. existem evidências de que a arrecadação varia de acordo com aquele índice de preços.700.00 5.20 11.500. quando cabíveis. a variação real da produção agrícola. o aumento do número de alunos matriculados em uma escola. e será parte integrante da projeção da taxa para o ano seguinte.00 2007 27.20 39. Índice de quantidade: é o índice que fornece a variação média na quantidade de bens de um determinado seguimento da economia. a variação real na produção mineral do país. 150. acumulados até o mês de janeiro de 2007. o modelo multiplica a arrecadação do mês de janeiro de 2006 pelos índices de preço.

00 Julho 4.04 (ou uma variação de 4%) e os de 2007 por um índice de 1.05 (ou uma variação de 5%).00 2.00 2.00 4.00 21.500. neste caso.400.000.00 2.600. 50000 45000 40000 35000 30000 2005 25000 20000 15000 10000 5000 0 Mês jan fev mar abril maio junho Mês julho agosto set out nov dez 2006 2007 Considere agora o caso real do Imposto Territorial Rural – ITR. Os valores de 2006 foram corrigidos por um índice de preço de 1.300.368.600.00 178.00 4.400.700.00 5.00 3.00 4.junho 2.300. é fundamental para a correta projeção das arrecadações.293.00 Fev 3.248.500.00 Maio 4. A tabela abaixo.800.40 agosto 4.40 set 2. mostra o comportamento sazonal da referida receita: R$ Mil Mês 2004 2005 2006 Jan 5.00 3.00 7.730.200. e diminuíram bastante nos meses seguintes.00 3.00 4. pois o modelo leva em consideração a arrecadação em cada mês considerado.00 1.00 3.00 Abril 4.600.00 4.00 157.000.800.400.00 Total 141.200.00 2.500.200.952.00 1.00 2. bem como o gráfico abaixo.100.000.600.00 dez 4.400.914.60 nov 2.00 6.00 3. acompanhada do seu gráfico.184.200.200.730.827. mostra que as arrecadações nos anos de 2005 e 2006 se concentraram mais no início dos meses daqueles anos. o uso do modelo sazonal.168.00 out 3. corrigido por um índice de preços.700.00 5.00 4.20 julho 1. Assim.00 3.00 4.00 2.180.800.00 Agosto 6.00 5.00 Set 144.500.600.20 154.00 4.900.00 4.680.56 A tabela acima.100.00 Junho 4.00 4.500.00 Mar 4.586.400.600.900.310.300.00 Arrecadado e Reestimado 11 .00 146.149.

200.894.808.565.00 2.00 1.00 1.821.00 21.00 295. portanto.801.00 22.00 25.00 1.851.00 32.00 21.00 1.783.800.024.00 2.00 28.161.00 2.00 2.836.00 18.904.00 1.061.00 1.683.779.700.050.641.600.000.935.573.054.00 2.00 1.00 2.00 1.00 1.965.746.500. e a correção a ser dada pode ser algum efeito legislação (deve ser observada alguma alteração de alíquota na legislação do imposto) ou mesmo efeito preço (algum índice de preço que melhor reflita a projeção da receita).588.00 12 . como o IPCA.00 280.400.823.700.00 250.Out Nov Dez Total 28.459.00 2. cuja tabela e o gráfico constam abaixo: Mês Jan Fev mar abril maio junho julho agosto Set Out Nov Dez Total R$ Milhões 2005 2006 2.00 1.00 2.00 1.00 Percebe-se que a arrecadação se concentra mais no mês de setembro.700.500.00 26.692.00 1.00 25.00 2.00 2.00 18.00 2. o melhor modelo de projeção para este caso é o modelo sazonal. O mesmo pode ser dito em relação à Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL.500.600.741.

267.00 1.00 Mês 2005 jan 1.00 1.204.00 15.267.267.267.00 outubro 1.00 1.00 1.00 13 .267.00 1.267.267.204.267.00 abril 1.00 dezembro 1.267.00 1. em geral corrige-se pelo uso do IPCA (efeito preço) e ainda pelo uso do PIB (efeito quantidade).00 2007 1. segue tabela contendo o histórico de uma receita de aluguel de determinado órgão:(a parte hachurada corresponde a valores projetados): R$ 1.267.267.267.267.267.00 maio 1. c) O Modelo Média (t-1): Existem determinadas séries de arrecadações que são praticamente constantes ao longo dos meses.00 1.00 setembro 1.267.267.00 agosto 1.267.00 1.00 1.00 1. Como exemplo.267.267.267.00 2006 1.00 1.00 Total 15.00 1.Em relação a esta receita. de tal forma que o uso de uma série temporal baseada na média de arrecadação do ano anterior reflete bem o comportamento da receita.267.267.267.00 1.267.267.267.267.00 1.00 fev 1.267.00 novembro 1.00 1. pois estas receitas também têm correspondência com o crescimento econômico do país.00 1.00 julho 1.267.00 1.00 1.00 mar 1.267.267.267.267.00 15.267.204.00 1.00 junho 1.267.267.00 1.00 1.00 1.

696.784.525.492.990. caso não haja nenhum reajuste de aluguel previsto para o ano (se a unidade não informar nada a respeito do seu contrato de aluguel).00 176.617.00 R$ Mês jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Total O gráfico abaixo mostra as arrecadações da referida natureza.00 169.00.00 97.019.00 2005 2006 215.00 292.00 182.07.00 1.683.062.788.00 76.00.939. por exemplo.00 74.00 148.00 155.609.00 287.929.00 298.Neste caso.00 134. Se houver alguma correção baseada.00 225. e.00 274.071.204.267. pode-se projetar os demais meses deste ano pela média mensal do exercício anterior.317. de determinada unidade: 1.010. no IPCA dos últimos 12 meses. não houve alteração na arrecadação ao longo dos meses de 2005. Dessa forma.00 99.225. o que demonstra que também não houve correção. então pode-se multiplicar a média de arrecadação do exercício anterior pelo IPCA do período considerado. a previsão anual será de R$ 15.00 85.00 106.00 247.763.618. Pode ocorrer também de a série ser bastante irregular ao longo dos meses do ano.00 93.692.709.00 31.00 195.107.00 164. ao longo dos anos de 2005 e 2006: 14 .490. a seguinte série de arrecadação refere-se à natureza 1922.463. assim. Por exemplo.653. 2006 e início de 2007.00 114.908.004. de tal forma que os demais meses de 2007 ficarão com a projeção de R$ 1.00 2.671. mas não o ser em relação ao total arrecadado ao longo dos anos.00 – Recuperação de Despesas Exercícios Anteriores.

00 155.00 168.25 106.062.107.00 287.328.939.709.00 168.00 2005 2006 2007 215.25 99.25 97.328.328.00 168.239.784. já que recuperação de despesas de exercícios anteriores pode não ter somente um índice de preço ou quantidade para correção da mesma.328.00 164. bem analisado.490.00 114.788.763.225.00 168.00 168.25 274.328.609.328.00 168.004.25 182.00 76.019.019.317.00 225.25 31. Poderia mesmo ocorrer de não se usar nenhum fator de correção. o que não nos permite a aplicação do modelo sazonal.939. e se projetar para 2007 o valor total de R$ 2.00 148.990. o valor total da mesma não diferiu muito de 2005 para 2006.25 85.00 168.25 292.019.328.618.25 298. No entanto. apesar de ao longo dos meses a série ser bastante irregular.00 2. o fator de correção deve ser.00 247.00 168.929.696.Neste caso.010.00. então.492. e pela dificuldade de se encontrar um modelo específico que preveja tamanha irregularidade da série.328.25 169.00 134.671.00 168. corrigido por um fator de correção. com o seguinte aspecto (a parte hachurada corresponde a valores projetados): R$ 1.617.071.00 176.692.00 2.653.328.00 168.683.25 74.00 168. ainda mais pela natureza de receita considerada. A tabela acima ficaria.00 Mês jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Total d) O Modelo Média Ajustada 15 .463. não há regularidade alguma na série de arrecadação.00 168.908.328.00 195. Para esta natureza de receita.00 93.25 1.328.525.328. é indicado o uso da média de arrecadação do ano anterior.

238.00 7.63 8.719.00 8.Esse modelo utiliza a média de arrecadação dos últimos meses do exercício corrente (corrigido por parâmetros de preço.605.00 6.607.00 7.632.00 6.789.691.699. 2008.00 8.00 8.00 7. considere a tabela abaixo referente à receita 1990.237.095.00 8.00 94.465.888. quantidade e legislação) quando se deseja reestimar a receita para o próprio exercício.373.346.888. Ao projetar a receita para o exercício seguinte ele usa a média de arrecadação do ano anterior (corrigido pelos mesmos parâmetros).63 6.589.368.00 8.00 7.00 8.888.237.659.671.00 8.346.352.635.00 8.00 8.888.159.573.346.320.391.262.00 8.643.605.346.643.00 8.928.671.282.589.00 8.387.203.601.282.726.203. Por exemplo.00 8.00 R$ Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Pelo modelo da média ajustada.63 6.51 16 .00 7.589.282.00 6. Para o exercício seguinte.789.834.888.888.014.282.00 8.630.471.965.00 8.00 7.632.00 7.457.00). Assim.573.387.63 6.63 6.387.373.761.262.282.282.607.186.00 7.726.895.00 8.049. utiliza-se a média de arrecadação do exercício (média dos meses de janeiro.105.698.656.888.457. fevereiro e março de 2007.367.63 6.704.965.282.00 8.888.503.352.589.105.00 8. corrigidos pelo índice de ajuste de crescimento da folha da União (militares).719.986.014. totalizando em 2007 o valor de R$ 100.00 100.503.630.00 6.276.282.011.00 6.00 8.00 2005 2006 2007 2008 6.00 8.282.186.704.143.00 8.00 6.346.033.417. a tabela anterior ficaria da seguinte forma (a parte hachurada corresponde a valores projetados): Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total R$ 1.00 7.00 94.00 8.691.368.00 6.00 7. igual a R$ 8.346.63 6. para projetar os meses seguintes de 2007.656.589.00 8.00 8.320.63 6.049.00 7.373.00 7.671.635.00 8.00 8.684.346.386.00 106.00.442.442.00 8.471. seria utilizada a média de arrecadação do ano de 2007.00 7.068.888.033.282.671.367.888.888.63 82.387.856.320.19.00 7.00 8.698.159.346.00 8.703.282.589.238.589.986.068.373.548.699.548.346.684.888.00 – Receita do Beneficiário do Fundo de Saúde Militar: 1.595.63 6.00 82.00 2005 2006 2007 6.00 8.465.589.011.834.895.761.143.595.00 8.00 8.276.63 6.856.386.00 8.601.095.282.346.00 7.00 6.63 6.417.00 8.320.00 6.00 8.00 6.928.00 7.703.589.00 8.589.

Assim. ou quando se tratar de uma série nova de arrecadação.00 2006 2007 62.00 115.484.00 1.691. e assim por diante.00 145.912.00 108. Para a projeção de maio/2007 deve-se utilizar os valores de maio de 2006 a abril de 2007 (este último projetado).238.00 102. pode-se utilizar a média aritmética das últimas 12 arrecadações imediatamente anteriores a maio (se o período for de 12 meses).740. em que não há elementos suficientes do ano anterior para análise.940.01.843.00 Mês jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Para determinar a projeção referente ao mês de abril/2007 desta receita pela média móvel dos últimos 12 meses. e assim por diante.00 260. uma vez que ela sofre uma dupla influência ao se entrar com um novo dado de arrecadação: a inclusão da nova arrecadação e o descarte da arrecadação mais antiga.00 161.00 160. Esta média é muito sensível às variações de arrecadação. Nesse exemplo não forem considerados qualquer efeito preço ou quantidade.706.00 103. últimos 24 meses.509.00 142. para determinar a projeção de uma determinada receita no mês de maio de determinado exercício (X1).751.380.937. considerando-se um determinado período de tempo: últimos 12 meses.. O mês de junho.327.490. a média aritmética das arrecadações compreendidas no período de maio do ano X0 a abril do ano X1. e etc.00 156.50. últimos 6 meses.00 123. ou seja. cujo valor é R$ 140.499. Dessa forma a adoção da série apresentada no exercício corrente permitirá uma projeção mais adequada dos valores de arrecadação. e) O Modelo Média Móvel A média móvel aritmética é definida como a média aritmética das últimas arrecadações.13. Material Escolar e de Publicidade de determinada unidade:: R$ 1.02 – Serviços de Comercialização de Livros.00 123.113. Periódicos.00 137. da natureza de receita 1600.224.00 170.437.Recomenda-se o uso deste modelo de projeção quando a arrecadação do exercício corrente está em um patamar diferente dos meses dos exercícios anteriores e não existe uma justificativa para tal comportamento. Segue abaixo exemplo contendo a arrecadação de janeiro de 2006 a março de 2007. deve-se utilizar a média aritmética do período referente ao mês de abril de 2006 a março de 2007. que resultaria em: R$ 142. A tabela abaixo mostra a 17 . será projetado utilizando-se a média aritmética compreendida no período de junho do ano X0 a maio do ano X1.916.

682.509.0 6 fev .912.0 7 fev .00 200.06 ag o. a partir de abril de 2007: Título do gráfico 300.937.56 1.00 146.02 103.00 142.947.000.00 1.437.18 145.000.50 145.484.00 148.613.38 137.00 fev .238.0 8 jun .224.706.567.435.97 145.327.740.00 140.380.605.751.55 161.37 145.83 115.00 143.29 Mês jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total O gráfico abaixo mostra como fica a projeção dessa receita.916.00 145.08 ab r.41 156.0 8 ou t.02 145.167.166.00 145.612.projeção completa até dezembro de 2008 (a parte hachurada corresponde a valores projetados): R$ 1.291.0 6 ou t.62 1.07 ab r.000.0 6 de z.00 150.08 ag o.609.499.000.940.13 145.788.00 142.64 170.00 Arrec/Projet Linear (Arrec/Projet) 100.113.356.283.00 2006 2007 2008 62. 18 .00 250.90 145. que neste caso é crescente (conforme gráfico acima).359.000.883. por isso a curva de projeção ficou suavizada.00 102.07 ag o.305.00 148. A utilização da média móvel é aconselhável quando se deseja fazer projeções de médio e longo prazo.25 123.00 140.180.93 160.71 145.00 146.00 50.0 7 jun .81 144.0 7 ou t.0 6 jun .00 143.06 ab r.052.88 145.69 108.0 7 de z.00 149.734.490.07 260.00 123. mostrando a tendência de arrecadação da receita.691.000.560.015.843.0 8 A projeção não leva em consideração as oscilações das arrecadações anteriores.246.

00 2008 168.Quanto maior o período de tempo considerado na projeção.00 124.33 145.20 147.00 123.740. e assim por diante.00 137.00 142.33 170.00 102.00 161.916.162.916.17 135.00 179. Neste caso a projeção reflete mais a variação nas arrecadações do que na projeção anterior.601.594.969.00 157. utilizando a média aritmética de abril a junho do ano anterior.706. mais suave é o comportamento da média e mais imune a ruídos e movimentos curtos ela estará. o mês de maio do exercício corrente.380.67 1. deve-se tomar cuidado com arrecadações atípicas na série.14 O gráfico abaixo mostra o comportamento da projeção.822.00 147. A escolha de um ou outro período dependerá da conveniência de se incorporar nas projeções as oscilações na arrecadação ou não.54 142.33 108. perdendo sua utilidade como seguidora de tendências de longo prazo.00 160. deve-se calcular o mês de abril deste ano.224.499. e ainda mostra a tendência de arrecadação da receita em estudo. ou seja.67 135.753.307.00 156.926.509.650.00 136.437.113.00 129.731.880.500.162. utilizando a média aritmética de março a maio do ano anterior.45 145.33 122.86 144.00 1. 19 . Neste caso.940. arrecadações que não refletem o comportamento histórico da mesma.937.97 147.843.393.484. A tabela abaixo mostra como ficariam os valores: R$ Mês jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Total 2006 2007 62.33 145.499.490. No entanto. Por outro lado.612.286.00 260.00 1.00 145.52 147.85 146. para fazer uma projeção baseada na média móvel trimestral centrada no mesmo mês do ano anterior que se deseja projetar (período de três meses).691.576.751.00 103.00 123.935.00 132.00 128. se o período for pequeno demais a média estará excessivamente exposta às variações na arrecadação. se o período for grande demais pode responder de maneira muito lenta às mudanças significativas de arrecadação.606.806.733.24 1. No exemplo acima.238.635.936.67 115.

Ocorre arrecadação negativa.00 Série1 Linear (Série1) 100.000.000. sem levar para o ano seguinte os valores negativos e suavizando os picos de arrecadação. deduções. para que esses valores sejam tratados aplica-se este modelo. quando são feitos estornos. O modelo MMV foi desenvolvido para atender discrepâncias decorrentes de arrecadação negativa.000..00 2006 20 . sendo que neste caso não há informação sobre a tendência da série de médio e longo prazo. verifica-se no mês que janeiro um pico de arrecadação e no mês de setembro. mantendo-se o valor total arrecadado no ano-base. O modelo MMV redistribui proporcionalmente a arrecadação. então.000.00 150.00 200. mas mantendo as sazonalidades da série. Importante também salientar que não foram considerados nos exemplos os efeitos de preço.000. restituições ou ajustes em valores acima do que foi efetivamente arrecadado em determinada natureza de receita.000.300. uma arrecadação negativa: Mês R$ 1. o que não impede o uso dos mesmos.00 50.MMV Em determinadas situações observa-se que a série histórica de arrecadação possui valores bastante discrepantes do que normalmente seria arrecadado e não se conhece a origem ou razão deste fato (não se sabe se é uma atipicidade na arrecadação ou se no ano seguinte será observado o mesmo comportamento naquele mês). f) O Modelo Média Móvel Variável .00 se t/0 6 se t/0 7 m ar/ 06 m ar/ 07 jan /08 jul /08 no v/0 6 no v/0 7 m ai/ 06 ma r/0 8 se t/0 8 jul/ 06 jan /06 jan /07 jul/ 07 no v/0 8 ma i/07 ma i/08 Os comentários referentes à escolha do período da série histórica no cálculo da média também se aplicam para a média fixa. Não se pode projetar valores negativos de arrecadação. Na arrecadação hipotética abaixo. quantidade e legislação.00 250.

Exemplo: Participação do mês de janeiro = 300/34.41 Arrecadação em 2005 350.00 150.717 21 .Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Média 300 20 15 20 22 10 21 23 -80 18 24 20 413 34.00 1 -50.00 50.00 200. Mês Jan Participaç 2006 ão 300 8.00 -100.00 0.41) do exercício em questão (2006): Participação no mês t = arrecadação do mesmo mês do ano utilizado como base (2006) dividida pela média de arrecadação do ano base.00 Seqüência1 100.00 300.00 250.00 Mês 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 O modelo em questão efetua ajustes para alinhar a projeção da receita.41. da seguinte forma: 1º Passo: Calcular a participação da arrecadação de cada mês em relação à média de arrecadação (34.

32. valor médio mensal de participação para o referido período.581 0.436 20 0.324.581 0. Isso significa criação de receita.639 0.581 413 34.523 0.41 0.31 12 15.581 0.000 18 0.324 0.523 24 0.697 20 0.291 0.639 0. pois ao multiplicar o valor dessa participação pela média mensal de arrecadação (R$ 34.436 0.291 0.639 10 0.697 0.610 23 0. Passo: Tratar a participação negativa ocorrida no mês de setembro cujo valor é de –2.00.697 0.668 -80 -2.581 15 0.41) obtém-se um valor total acima de R$ 413.581 0.717 20 0.668 -2.324 1.717 8.581 22 0.523 0. Deve-se normalizar essa distorção para que o total da participação seja 12.581 0. Dessa forma obtém-se a nova participação: Participaç Nova ão Participaç 2006 ão 300 8.581 12 Observação: o total da participação deve ser sempre 12 para assegurar a devida proporção de arrecadação.668 0.610 0.436 0.291 21 0.610 0.Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Média 20 15 20 22 10 21 23 -80 18 24 20 413 34. 2º. 22 . A solução adotada para esse caso foi estimar que essa participação é igual a 1.324 Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Média Observação: Verifica-se que o total da nova participação é 15.

52 Set -80 -2. Participaç Participaç Índice Mês 2006 ão ão Nova Jan 300 8.581 0.639 0. Passo: Multiplicar o valor médio de arrecadação pelo índice para se obter os valores ajustados para o exercício.23 Jul 21 0.581 0.83 Fev 20 0.46 15.291 0.55 Dez 20 0.581 0.324 1.000 0. 4º Passo: Multiplicar as novas participações pelo fator de correção (0.095 Nov 24 0.697 0.46 Mai 22 0.324 12 Média 34.46 Mar 15 0.32) que resulta em 0.581 0.78 Out 18 0.34 Abr 20 0.523 0.46 Total 413 12 15.661 Total 413 12 15.783).52 18.717 6.78 26.48 Ago 23 0.32 para 12.291 0.291 0.661 Mai 22 0.83 234. ou índice.581 0.717 6.000 0.745 Abr 20 0.436 0.581 0.668 0.918 Fev 20 0.50 Jun 10 0.00.444 Ago 23 0.581 0.010 Set -80 -2.610 0.324 12 413 Média 34.668 0.581 0.610 0.227 Jun 10 0.639 0.523 0.610 0. normalizando-o.581 0.717 8.3º Passo: Calcular o fator de correção de ajuste dos valores da nova participação para que o total diminua de 15.41 5º.581 0. Ou seja.48 16.41 Observação: Os valores dos índices foram normalizados.41 14.41 Nov 24 0.581 0. para que não haja geração de receitas. Participaç Participaç Índice Valores Mês 2006 ão ão Nova Ajustados Jan 300 8.697 0.950 Out 18 0.639 0.783.581 0.523 0.291 0.436 0.668 0. Esse fator é obtido com a divisão da participação original pela nova participação (12/15.697 0.793 Dez 20 0.830 Jul 21 0.55 18.697 0.639 0.34 11.523 0. ao multiplicar os valores dos índices pelo valor médio de arrecadação obtém-se o total de R$ 413.668 0.46 15.324 1.436 0.436 0. 23 . Obtêm-se os valores da participação ajustada.661 Mar 15 0.23 7.610 0.46 15.50 17.717 8.

950 28.222 Jul 21 0.918 246.581 0.291 0.793 19.444 Mai 22 0.298 Out 18 0.661 16.444 17. conforme critérios de participação de um dado mês de 2006 em relação à média de arrecadação daquele ano.444 Total 413 Média 34.55 18.830 8. Houve uma redistribuição dos valores mensais arrecadados.010 18.668 0.610 0.05 a previsão para o exercício 2007 será a demonstrada na tabela a seguir: Participaç Participaç Índice Valores Previsão Mês 2006 ão ão Nova Ajustados 2007 Jan 300 8.661 16. para o exercício seguinte pode-se utilizar o incremento dos efeitos preço.000 0.324 1.444 Mar 15 0. sobreposta à arrecadação de 2006.46 15. Por exemplo.324 12 413 433 O gráfico abaixo demonstra como ficaria a projeção de 2006. Se o fator de correção for igual a 1.581 0.50 17. 24 .83 234.436 0.227 18.581 0.78 26.41 12 15.266 Ago 23 0. bem como a exclusão do valor negativo referente ao mês de setembro.664 Fev 20 0.639 0.523 0.291 0.34 11.23 7.800 Nov 24 0.6º Passo: Adotar qualquer dos modelos acima para projetar os valores de arrecadação utilizando como base de cálculo os valores ajustados.717 8.332 Abr 20 0.581 0.745 12.661 16.581 0.52 18.48 16.697 0. quantidade e legislação.46 15.436 0.095 14.46 15.697 0.581 0.668 0.523 0.911 Set -80 -2.639 0.610 0.733 Dez 20 0.41 14.717 6.088 Jun 10 0. Nele se observa a suavização do pico de arrecadação.

350 300 250 200 150 2006 2006 2007 100 50 0 1 -50 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 -100 25 .